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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DA PARAÍBA - IESP

CURSO: Engenharia Civil - 7º Período – Noite – 2019.1

DISCIPLINA/PROFESSOR: Projeto Integrador II/Williams

Equipe:

Eduardo Henrique Castor Nóbrega Gondim

Fernanda da Silva Avelino

Pablo Vinicius Brito de Souza

Romerito Viana

ANTEPROJETO CRECHE

Proposta de projeto para construção de um centro de educação infantil a partir do


programa de necessidades utilizado pelo FNDE (fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação)

Cabedelo

2019
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1. INTRODUÇÃO

Este trabalho propõe a elaboração de um projeto de uma escola de educação


infantil, levando em consideração as necessidades para formação e conforto das
crianças, tendo como fundamento os Parâmetros Nacionais e a legislação para
construção de escolas da F.N.D.E (Fundação Nacional para o Desenvolvimento da
Educação).

O projeto foi desenvolvido de acordo com o Manual Técnico de Arquitetura e


Engenharia do FNDE. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
é uma entidade administrativa vinculada ao Ministério da Educação que visa a
garantia e manutenção da educação básica no Brasil. Foi criada em 1969 e é de sua
competência a execução de políticas educacionais.

O desenvolvimento foi feito a partir de estudos sobre diretrizes do Plano


Diretor Municipal, projetos construtivos e normas de construção (Norma de
Desempenho).

A Norma de Desempenho ABNT NBR 15575- EDIFICAÇÕES


HABITACIONAIS – DESEMPENHO, em sua área de abrangência, tornou-se um
marco para o setor da construção, não apenas pelas diretrizes e requisitos
inovadores nela inseridos. Com seu escopo voltado para o desempenho final,
tornou-se um grande referencial bibliográfico, induzindo e trazendo a tona a
relevância e caráter obrigatório do cumprimento das normas. (MARTINS, 2015). Ao
todo, são 881 normas destinadas para a construção civil. Isso mostra que o conjunto
de regras é bem abrangente, de forma a garantir maior qualidade e segurança para
quem irá freqüentar esse espaço, e também para os próprios trabalhadores que
participarão dessa construção.

Pesquisas bibliográficas, e estudos técnicos do local, foram de suma


importância para avaliar a viabilidade da construção da creche no terreno
apresentado abaixo.

Consideramos para a análise do terreno escolhido, as condições físicas, o


atendimento às legislações urbanísticas, às restrições ambientais, e de garantia da
infraestrutura necessária como acessos e serviços públicos implantados (ruas
abertas, iluminação pública, redes de energia e água). Portanto, o terreno situado a
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Rua Irani Almeida de Menezes no bairro Funcionários II na cidade de João


Pessoa/PB, possui viabilidade técnica e legal para implantação da escola.

*.Ver mapa de localização

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2. JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TERRENO PARA CONSTRUÇÃO DE


UMA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL – CRECHE

2.1 - ASPECTOS JURÍDICOS (LEGISLAÇÃO)

O terreno escolhido para a construção de uma escola de educação infantil –


creche, está situado a R. Irani Almeida de Menezes, 980-1036 - Cidade Funcionários
II, João Pessoa - PB, 58078-010.

A construção desta Escola nesta localização se faz necessário uma vez que
neste local não existe nenhuma CRECHE para atender a demanda da região.

De acordo com o Código Municipal do meio ambiente/JP:

“Art. 18. As zonas ambientais do município legalmente protegidas


são:

I – Zonas de Preservação Ambiental – ZPA, áreas protegidas por


instrumentos legais diversos devido à existência de remanescentes
de mata atlântica e de ambientes associados tais como: matas de
restingas, matas de encosta e manguezais, assim como à
suscetibilidade do meio a riscos elevados;

II – Zonas de Unidades de Conservação - ZUC, áreas do Município


de propriedade pública ou privada, com características naturais de
relevante valor ambiental destinadas ao uso público legalmente
instituído, com objetivos e limites definidos, sob condições especiais
de administração, sendo a elas aplicadas garantias diferenciadas de
conservação, proteção e uso disciplinado;

III – Zonas de Proteção Histórica, Artística e Cultural – ZPHAC,


áreas de dimensão variável, vinculadas à imagem da cidade ou por
configurarem valores históricos, artísticos e culturais significativos do
Município;

IV – Zonas de Proteção Paisagística – ZPP, áreas de proteção de


paisagens relevantes, seja devido ao grau de preservação e
integridade dos elementos naturais que as compõem, seja pela
singularidade, harmonia e riqueza do conjunto arquitetônico;

V – Zonas de Recuperação Ambiental – ZRA, áreas em estágio


avançado de degradação, sob as quais é exercida proteção
temporária, onde são desenvolvidas ações visando-se a recuperação
do meio ambiente;

VI – Zona Costeira – ZC, espaço geográfico de interação entre o


continente e o oceano. Estão incluídos aí todos os recursos
ambientais contidos numa faixa que compreende doze milhas de
ambiente marinho propriamente dito, medidas a partir da linha de
costa em direção ao mar aberto e vinte quilômetros medidos da linha
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de costa em direção ao interior do continente, sendo constituída, essa


última faixa, de ambientes terrestre, lacunar, estuarino e fluvial.”

O terreno escolhido para a construção, não está em nenhuma dessas zonas


protegidas pelo Código Municipal de meio ambiente/JP.Também não está em área
de zonas especiais de conservação.

Art. 26. São Zonas Especiais de Conservação do Município:


I – Centro Histórico do Município;
II – Falésias do Cabo Branco, Falésias Vivas e Mortas;
III – Parque Arruda Câmara;
IV – Mata do Buraquinho;
V – Mata do Cabo Branco;
VI – Os Mananciais de Marés, Mumbaba e Gramame;
VII – O Altiplano do Cabo Branco;
VIII – A Ponta e a Praia do Seixas;
IX – O Sítio da Graça;
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X – Os Vales dos Rios: Jaguaribe, Cuia, Cabelo, Gramame, Sanhauá,
Paraíba, Tambiá, Mandacaru, Timbó, Paratibe, Aratú, Mussuré, Riacho
Laranjeiras, Riacho da Bomba, Riacho do Pacote, Riacho São Bento;
XI – As Lagoas do Parque Solon de Lucena, João Chagas e Três Lagoas;
XII – Os Terrenos Urbanos e Encostas com declividade superior a vinte
por cento;
XIII – As Praças Públicas com área superior a 5.000m2;
XIV – As áreas tombadas ou preservadas por Legislação Federal,
Estadual e Municipal.
Art. 20. São espaços territoriais especialmente protegidos:
I – zonas de preservação permanente;
II – unidades de conservação;
III –zonas de proteção histórica, artística e cultural;
IV – praças e espaços abertos;
V – zona costeira;
VI - reservas extrativistas.

Portanto, do ponto de vista ambiental, no terreno em questão, não há


impedimento para construção. Assim, como de acordo com o Código de Obras/JP
não há impedimento para construção neste terreno, uma vez que o mesmo
encontra-se legalizado na prefeitura desta cidade. O código de obras diz que:

Art. 1270 - Só será permitida a edificação em lotes e terrenos que


satisfizerem as seguintes condições:

I - constar de plano de loteamento aprovado pela Prefeitura e fazer


frente para o logradouro.
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II - fazer frente para logradouro público constante de carta cadastral


da cidade, tratando-se de terreno não compreendido em plano de
loteamento aprovado pela Prefeitura.

2.2 - ACESSIBILIDADE

O terreno está situado emuma rua de fácil acesso do bairro, próximo a parada
de ônibus, com boa infra-estrutura. A rua é pavimentada, possui rede de esgoto,
energia, abastecimento de água e lixo, é sinalizada, não havendo barreiras físicas
que impeçam à acessibilidade dos alunos a escola.

2.3 - CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

O terreno, que possui 50 (cinquenta) metros de largura na frente e no fundo,


por 90 (noventa) metros de comprimento de ambos os lados, limitando-se ao norte
com a rua Inez Pedroza Soares e ao leste com a rua Carmelita Pereira de Almeida,
foi escolhido por unir características técnicas e demandas sociais adequadas para a
construção de uma creche. O lote não abriga nenhum imóvel e se encontra pronto
para construção da edificação, apresentando declividade inferior a 3%, as ruas
paralelas são calçadas e estão em perfeitas condições. A região não apresenta
esgotamento sanitário, porém conta com um satisfatório serviço de prestação de
abastecimento de àgua pela Cagepa e de coleta de lixo da pela prefeitura do
município de João Pessoa.

2.4 - ENTORNO IMEDIATA

O bairro Funcionários II recebeu nos últimos 5 anos um aumento exponencial


na quantidade de habitantes, conforme ilustra o relatório fotográfico, porém o
crescimento não foi acompanhado pelo desenvolvimento e crescimento social, logo,
existe de pronto a demanda para a construção de um local que preze pelo
desenvolvimento integral da criança até os cinco anos de idade em seus aspectos
físicos, psicológicos, intelectuais e sociais, complementando a ação da família e da
comunidade em período integral. O bairro é composto principalmente de moradores
da classe D e E, onde em sua maioria os pais trabalham em período integral e
necessitam de um local adequado para deixar seus filhos, esse também é um fator
determinante para a necessidade imediata da região.
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2.5 - ASPECTOS GERAIS

O terreno se enquadra em todos os aspectos jurídicos, não estando em


nenhuma zona protegida pelo Código Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa
e cumprindo as exigências mínimas do Código de Obras de João Pessoa, possui
acessibilidade adequada para o deslocamento dos futuros usuários e uma malha
viária em perfeito estado para atender a demanda, conta também com as
características físicas compatíveis com as exigências feitas pelo FNDE e acima de
tudo, o entorno da região apresenta a demanda para tal edificação. Diante do
exposto, reforça-se a necessidade e viabilidade do planejamento e execução
imediata da construção de uma Creche Projeto Tipo 1, de período integral, que
tenha capacidade para 376 alunos e que siga as diretrizes dos órgãos competentes.
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3. OBJETIVOS

3.1. Objetivos Gerais:

Construir uma creche com dimensões 50 x 90 metros modelo Tipo


1objetivando atenderem período matutino e vespertino 376 (trezentos e setenta e
seis) crianças com idades entre 0 a 3 anos no bairro dos Funcionários II e
comunidades adjacentes.

3.2. Objetivos Específicos:

 Identificar e enquadrar os aspectos jurídicos, legais e normativos da


creche.

 Identificar as metodologias aplicadas na construção desse tipo de


edificação.

 Planejar as etapas e os métodos construtivos a serem aplicados.

 Elaborar Projeto Arquitetônico.

 Elaborar os Projetos Acessórios (Estrutural, Hidrossanitário, Elétrico).

Elaborar orçamento detalhado e memorial descritivo


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PROINFÂNCIA. FNDE. Disponível em: <http://www.fnde.gov.br/programas


/proinfancia/proinfancia-projetos-arquitetonicos-para-construcao>. Acesso em: 03
março. 2019.

JOSÉ CARLOS MARTINS. Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de


Minas Gerais. Principais normas técnicas para edificações. 4. ed. Belo Horizonte:
Sinduscon-MG/CBIC, 2015.

PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, SECRETÁRIA DO


PLANEJAMENTO. Código de obras. João Pessoa-PB: 2001.

PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, SECRETÁRIA DO


PLANEJAMENTO.Código de Urbanismo. João Pessoa-PB: 2001.

PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, SECRETÁRIA MUNICIPAL DO


MEIO AMBIENTE. Código Municipal de meio ambiente, lei complementar 29 de
agosto de 2002. João Pessoa-PB: 2002.