Você está na página 1de 48

CENTRO PAULA SOUZA – EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DE SÃO PAULO Curso de Técnico em Eletrônica – Semi-presencial

Abraão George Halcsik Cleber Ferreira de Brito Natal Aparecido Miranda Fonseca

MONITORAMENTO REMOTO DE TEMPERATURA UTILIZANDO ARDUINO UNO E ETHERNET SHIELD W5100 PARA LABORATÓRIOS INDUSTRIAIS

SÃO PAULO

2018

Abraão George Halcsik Cleber Ferreira de Brito Natal Aparecido Miranda Fonseca

MONITORAMENTO REMOTO DE TEMPERATURA UTILIZANDO ARDUINO UNO E ETHERNET SHIELD W5100 PARA LABORATÓRIOS INDUSTRIAIS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso Técnico em Eletrônica da Escola Técnica de São Paulo, orientado pelo Prof. Fernando de Oliveira Barbosa (mediador online), como requisito parcial para obtenção do título de Técnico em Eletrônica.

SÃO PAULO

2018

Dedicamos este trabalho a todos aqueles qυе dе alguma forma estiveram е estão próximos dе cada um de nós, fazendo esta vida valer cada vеz mais а pena.

Sinceros agradecimentos a todos оs professores dо curso, qυе foram tãо importantes em nossa vida acadêmica е nо desenvolvimento dеstа monografia.

“Se você quer encontrar os segredos do universo, pense em termos de energia, frequência e vibração.”

NIKOLA TESLA inventor sérvio-americano - 1856-1943

RESUMO

A segurança da informação, a necessidade de controle de temperatura dos

ambientes industriais (principalmente laboratórios de controle) e a disponibilidade de

novos recursos para coleta de dados tem desafiado empresas interessadas na

otimização de processos de controle de qualidade em processos industriais, seja

ela pequena, média ou grande. Todos seguem sempre muito preocupados em

manter dados protegidos, porém querem torna-los disponíveis para aprimorar

controles e produção. Uma das áreas industriais que se preocupa com a coleta de

dados remota para monitoramento e controle é a Qualidade, em seus respectivos

laboratórios de análise. Por se tratar de uma área importante, ela deve se preocupar

em manter a temperatura ideal sempre constante para o funcionamento dos

equipamentos de controle e medição. Por isso, monitorar este ambiente é primordial

para o bom funcionamento. Existem muitas ferramentas específicas para este fim no

mercado, porém, com custo bastante elevado, o que dificulta a implementação em

pequenas e médias empresas. Com a expansão da tecnologia Ethernet percebe-se

que é possível programar uma gama de sensores em dispositivos ligados à internet.

Trata-se de sensores capazes de coletar informações rápidas e precisas, além de

viabilizar o envio destas mesmas informações à banco de dados para avaliação e

posterior controle. Como uma solução de baixo custo, este trabalho implementa

sensores baseados em uma plataforma Arduino capaz de produzir coleta remota da

temperatura e assim monitorar determinados ambientes industriais.

Palavras-chave: Tecnologia da Informação, Dispositivos e Sensores de Leitura, Microcontrolador Arduino, Tecnologia Ethernet, Software de Controle.

ABSTRACT

Information Security, the need to control temperature at the industrial atmospheres

(mainly control laboratories), and the high availability of new resources for collection

of data have been challenging interested companies in the processes of quality

control optimization in industrial processes, be her small, average or big. All always

proceed very concerned in maintaining protected data, however they want turn them

available to perfect controls and production. One of the industrial areas that worries

about the remote collection data for monitoring and control is the Quality, in your

respective analysis laboratories. Because it is an important area, it should worry if in

always maintaining the ideal temperature constant for the operation of the control

and measurement equipment. Therefore, to monitor this atmosphere is primordial for

the good operation. There are many specific tools for this end in the market, however

with quite high cost, what makes it difficult to deploy in small and averages

companies. With the expansion of the technology Ethernet is noticed that is possible

to program a range of sensor in linked devices to the internet. It is treated of sensor

capable to collect fast and accurate information, besides making possible the

sending of this same information to database for evaluation and subsequent control.

As a low cost solution, this work implements sensor based on an Arduino platform

capable to produce remote collection of the temperature and like this to monitor

certain industrial atmospheres.

Keywords: Information Technology, Information Collector Devices and Sensors, Microcontroller Arduino, Ethernet Technology, Management Software.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Sensor de Temperatura LM35

19

Figura 2 - Frame ethernet

23

Figura 3 - Anatomia do Arduino UNO

25

Figura 4 - Motor Shield L293D Driver Ponte H para Arduino

32

Figura 5 - Arduino Ethernet Shield W5100

33

Figura 6 - Arduino Uno + Ethernet Shield W5100

34

Figura 7 - Página de download da IDE Arduino

36

Figura 8 - IDE Arduino

36

Figura 9 - Configuração do tipo de placa utilizada

37

Figura 10 - Configuração da porta COM Arduino

38

Figura 11 – Protótipo sem ligação à rede

38

Figura 12 - Protótipo ligado à internet

39

Figura 13 - Status LEDS W5100

40

Figura 14 - Programa para testar placa W5100

40

Figura 15 - Ping da placa W5100 no prompt do Windows

41

Figura 16 - Código fonte para configurar e disparar servidor web

41

Figura 17 - Código para exibir temperatura monitora via web

42

Figura 18 - Código de leitura do sensor LM35

43

Figura 19 - Página web exibindo a temperatura abaixo do valor de alerta

45

Figura 20 - Página web exibindo a temperatura abaixo do valor de alerta

45

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Camadas do modelo OSI Fonte: autor

20

Tabela 2 - Resultados monitoramento remoto x temperatura real

44

1 INTRODUÇÃO

SUMÁRIO

11

1.1 Questão orientadora

12

1.2 Objetivo geral

13

1.3 Objetivos específicos

13

1.4 Metas

15

1.5 Justificativa

15

2 DESENVOLVIMENTO

17

2.1

Fundamentação teórica

17

2.1.1 Monitoramento de temperatura

17

2.1.2 O que são sensores

18

2.1.3 Sensor de temperatura

18

2.1.4 Sensor de temperatura LM35

19

2.1.5 Comunicação de dados

19

2.1.6 Os conceitos de protocolo e protocol data unit (pdu)

20

2.1.7 O padrão Ethernet

21

2.1.8 O endereço MAC

22

2.1.9 O frame Ethernet

23

2.1.10 Plataforma de desenvolvimento Arduino

24

2.1.11 Arduino Shields

31

2.1.12 Arduino Ethernet shield W5100

32

2.2 Metodologia empregada

34

2.3 Especificação do projeto

35

2.4 Materiais e equipamentos utilizados

35

2.5 Desenvolvimento e implementação do protótipo

36

2.6 Coleta dos resultados

43

3 CONCLUSÃO

46

11

1 INTRODUÇÃO

O monitoramento de temperatura dos processos industriais é uma das

mais importantes etapas dos processos de produção. Os equipamentos em operação dentro de laboratórios de controle de qualidade e inspeção precisam estar dentro da temperatura indicada pelos fabricantes ou correm o risco de apresentar defeitos. Problemas nessas máquinas, decorrentes de temperaturas muito altas ou muito baixas, podem acarretar prejuízo em cadeia, os produtos processados podem estar fora dos padrões de qualidade, forçando a linha de produção a ser interrompida.

O presente estudo tem como objetivo principal desenvolver um sistema

de monitoramento da temperatura para uso em laboratórios de inspeção e controle

de qualidade de uma linha de produção de partes e montagens de produtos eletroeletrônicos, proporcionando uma maior eficiência e confiabilidade das informações do controle de qualidade de um determinado processo produtivo da empresa, simplesmente adequando os equipamentos de controle de qualidade dentro de um ambiente com temperatura monitorada e controlada.

A solução apresentada deve ter baixo custo e servir de base para

ambientes de laboratórios onde a temperatura é um fator crítico e cujo monitoramento deva ser feito remotamente. Estes ambientes comportam equipamentos de controles que realizam medições específicas, que geralmente possuem embarcadas tecnologias eletroeletrônicas, partes mecânicas e computadores para o processamento da informação operacional. Assim, todos estes elementos estão sujeitos à influência direta da variação de temperatura em seus respectivos funcionamentos.

Daí a necessidade de monitoramento constante, pois estes equipamentos podem se desestabilizar com oscilações de temperatura por determinado período comprometendo a qualidade, a eficácia e a segurança do produto. Além disso, há ainda impactos na força do trabalho. Profissionais que trabalham sob temperaturas muito elevadas têm sua produtividade reduzida e os

12

riscos de acidentes aumentam quando os operadores das máquinas trabalham sob temperaturas desconfortáveis.

A solução proposta consiste em um sistema de monitoramento de temperatura constituído por alguns sensores de temperatura, um microcontrolador e

a utilização de tecnologia de redes, através do protocolo TCP/IP, para disponibilizar

a informação coletada pelos sensores através de uma página WEB, sendo possível

desta forma, monitoramento remoto da temperatura em qualquer computador ou dispositivo móvel conectado à internet. Feitas as adaptações necessárias, é possível empregar o conceito abordado neste trabalho em várias aplicações em meios industriais diversos.

Segmentado, este projeto inicialmente envolve e aborda uma fundamentação teórica, explorando conceitos sobre redes de computadores, internet, página WEB, sensores de temperatura, microcontroladores, IOT (Internet Of Things – Internet das coisas) entre outros. Na sequência trata e descreve os elementos necessários para o desenvolvimento da estrutura do projeto e a maneira como ocorre o funcionamento, tomando por base os conceitos teóricos abordados anteriormente.

Vale lembrar que o escopo deste projeto não contempla a atuação sobre a temperatura monitorada (controle) pois a disponibilidade para realizar o estudo foi de apenas 128 dias (cerca de quatro meses). O controle da temperatura poderá ser contemplado em estudos futuros, como uma segunda etapa do presente estudo.

1.1 Questão orientadora

Como realizar um monitoramento remoto de temperatura em um laboratório industrial de modo a aperfeiçoar o controle de qualidade dos processos de fabricação e garantir com os resultados à serem obtidos, otimização de performance sem impactar no custo-benefício do projeto?

Embora o intuito principal deste projeto esteja bem definido e alinhado em busca de melhorias no processo industrial, sua implantação não deverá causar

13

impactos negativos como elevação de custos e/ou comprometimento de material produzido por perdas.

Muito além da elaboração da solução, a preocupação estará em construir um projeto eficiente, capaz de tornar o sistema acessível para empresas de portes diversos, que buscam neste modelo uma forma de auxiliar na obtenção de suas metas.

1.2 Objetivo geral

O intuito principal deste projeto terá como finalidade desenvolver e implementar um sistema capaz de monitorar de maneira remota a temperatura do “Laboratório da Qualidade” responsável pelo processo de controle estatístico da produção industrial. O projeto visa ser uma solução acessível, simples e de baixo- custo, com a proposta de flexibilidade e aceitação nos demais ambientes de controle da produção.

1.3 Objetivos específicos

O presente estudo tem como objetivos específicos:

1) Coleta de informações (valores de temperatura) por intermédio de sensores de temperatura.

2) Realização de testes do sistema a fim de garantir a coleta da informação (valores de temperatura) de forma eficaz.

3) Transferência da informação coletada por intermédio de uma rede de comunicação, através de protocolo TCP/IP.

4) Armazenamento de um diário com o histórico de temperaturas registradas em intervalos de tempo de monitoramento.

5) Disponibilização

da

informação

(valores

de

temperatura)

para

monitoramento por intermédio de página web.

14

15

1.4 Metas

As metas que o presente estudo pretende atingir são:

1) Pretende-se por meio da elaboração deste projeto construir um sistema de coleta remoto das informações (valores de temperatura) atestando o bem estar dos equipamentos de controle, contribuindo com a eficácia e validação do processo de controle do “Laboratório da Qualidade”.

2) Propõem-se confirmação dos resultados positivos mediante testes à serem realizados para comprovar o correto funcionamento do sistema monitoramento remoto da temperatura com tolerâncias margeando ao erro máximo de 5% na coleta das informações.

3) Aliado à esta ideia, pretende-se elaborar um sistema baseado na plataforma Arduino Uno, capaz de coletar as informações (valores de temperatura) de forma rápida, segura e precisa.

4) Aviar um sistema de fácil instalação a fim de, futuramente tornar acessível multiplicar este mesmo projeto aos demais laboratórios do controle estatístico do processo industrial.

1.5 Justificativa

O desenvolvimento deste projeto é determinante para alcançar o aprimoramento do programade Gestão da Qualidade. Tais programas de qualidade buscam comprovar que os produtos e/ou serviços fornecidos encontram-se dentro de especificações pré-estabelecidas. Portanto, nosso compromisso com a execução deste projeto pretende promover a criação de uma ferramenta de gestão que qualifique o processo de controle de qualidade já existente, certificando o cumprimento às normas nacionais vigentes. Prepararemos a empresa para alcançar padrões de certificações importantes no mercado dos nossos itens produzidos.

16

As temperaturas nos ambientes de controle dos mensurados e dos instrumentos de medição exercem grande influência nas medições. No Laboratório de Controle de Qualidade, a temperatura de 20°C é adotada e padronizada universalmente como referencial de medição. Por isso, todos os instrumentos de controle e os padrões serão condicionados para oferecerem o resultado mais correto à uma temperatura de 20°C. O rigor no controle da temperatura de um determinado ambiente é definido conforme o tipo de medição realizada.

Exemplos:

Admitem-se

variações

industrial visual;

de

20±3°C

em

ambientes

de

inspeção

Admitem-se variações de 20±2°C em ambientes de controle de peças realizados com equipamentos de medir equipados com sistemas automatizados;

Admitem-se variações de 20±3°C em ambientes de controle de peças realizadas com instrumentos manuais;

Desta forma, a ideia acima traduz-se nossa motivação em realizar o monitoramento remoto de temperatura no Laboratório de Controle da Qualidade da companhia.

17

2 DESENVOLVIMENTO

2.1

Fundamentação teórica

2.1.1

Monitoramento de temperatura

De maneira geral, o monitoramento de temperatura nada mais é do que o acompanhamento contínuo da variação de temperatura, seja em um ambiente, em um produto armazenado, em produções químicas ou em variados processos técnicos – como pesquisas científicas, rotinas laboratoriais, fabricação de medicamentos, etc. Um ponto que é importante considerar é que esse monitoramento pode ser feito de forma manual, observando, dentro de um determinado espaço de tempo, os valores de um termômetro ou de forma automática, quando são utilizados sensores digitais, e até mesmo sistemas computadorizados (SENSORWEB, 2017).

O monitoramento de temperatura é de extrema importância para a maioria absoluta das operações industriais, sendo os setores ligados à saúde e aos alimentos os mais impactados, isso porque praticamente toda a indústria de produção de alimentos e medicamentos (mais conhecidos como insumos biológicos) se baseia em processos “térmicos” por sua natureza, ou seja, processos que dependem diretamente de temperaturas específicas. Além disso, a temperatura é o principal agente responsável pela deterioração desses insumos biológicos.

Para que, então, a preservação contínua desses produtos mais sensíveis seja uma realidade, a manutenção e o acompanhamento da temperatura não são apenas recomendados, mas obrigatórios. A necessidade de se monitorar um ambiente (seja ele uma sala, uma geladeira, uma câmara frigorífica, um laboratório de ensaios ou testes, um laboratório de reparos ou calibração de equipamentos eletrônicos, ou qualquer outra coisa, é sustentada pelo princípio de qualidade contido em toda a legislação vigente.

18

2.1.2 O que são sensores

Podemos definir sensores como elementos dotados de capacidade de resposta a estímulos. A maneira como um sensor responde a um estímulo é sempre associada a uma propriedade física inerente ao material que constitui o sensor. Um ponto importante a destacar é que esta resposta deve ser previsível e possível de ser medida. Um sensor pode ser considerado também como uma unidade de coleta de dados. Abaixo, temos uma definição de sensor, conforme Thomazini e Albuquerque:

Termo empregado para designar dispositivos sensíveis a alguma forma de

energia do ambiente que pode ser luminosa, térmica, cinética, relacionando informações sobre uma grandeza que precisa ser medida, como:

temperatura, pressão, velocidade, corrente, aceleração, posição, etc

17)

(p.

2.1.3 Sensor de temperatura

Um elemento primordial do projeto apresentado neste trabalho é o sensor de temperatura. Porém, antes de falarmos especificamente sobre ele, é importante discorrermos sobre a própria grandeza a ser medida: a temperatura. Esta grandeza consiste numa medida expressa em valor analógico, ou seja, a temperatura pode assumir infinitos valores contínuos ao longo do tempo.

O sensor de temperatura é o elemento que, conforme suas características próprias, “percebe” a temperatura. Uma vez obtido o valor analógico, é preciso que se tenha um dispositivo para convertê-lo em um sinal elétrico, passível de ser utilizado pelo microcontrolador (já que o microcontrolador não consegue trabalhar com valores analógicos). Este dispositivo é chamado de transdutor.

Assim, podemos dizer que o elemento responsável por obter o valor analógico da temperatura e convertê-lo em um sinal elétrico a ser utilizado pelo microcontrolador consiste em um conjunto formado por um sensor de temperatura e um transdutor. O conjunto composto pelo sensor e o transdutor formam o que

19

podemos chamar de medidor. No caso deste presente trabalho, o medidor de temperatura.

2.1.4 Sensor de temperatura LM35

O sensor de temperatura LM35 é do tipo circuito integrado e fornece uma tensão de saída proporcional à temperatura, em graus Celsius (oC). O termo LM35 tem a finalidade de designar também a família ou série de sensores LM35, os quais podem abranger: LM35A, LM35C, LM35CA, LM35D, além do próprio LM35. A faixa de temperatura medida pelo LM35 está situada no intervalo de -55 a 150oC. Para cada variação de 1oC de temperatura, o sinal de tensão fornecido varia em 10mV. Na figura abaixo, temos um exemplo de encapsulamento no qual pode se apresentar o sensor LM35:

de encapsulamento no qual pode se apresentar o sensor LM35: Figura 1 - Sensor de Temperatura

Figura 1 - Sensor de Temperatura LM35 Fonte: https://portal.vidadesilicio.com.br/lm35-medindo-temperatura-com-arduino/, 2018

2.1.5 Comunicação de dados

Quando falamos anteriormente sobre o conceito de sensor, explicamos que ele pode ser considerado como uma unidade de coleta de dados. Uma vez que

o presente trabalho tem a finalidade de fazer com que este dado possa ser

conduzido através de um meio de transmissão, faremos uma breve explicação sobre

os conceitos que envolvem a comunicação de dados.

O desenvolvimento das redes de computadores foi fruto do esforço de diversas empresas. Porém, cada qual era responsável por sua própria tecnologia e não havia compatibilidade entre as soluções. Para resolver isto, a ISO (International

20

Standards Organization) criou o modelo OSI (Open Systems Interconnection), que é um modelo de referência teórico para padronizar o desenvolvimento de componentes de rede. Este modelo consiste numa arquitetura composta de sete camadas.

Camada

Descrição

Aplicação

Interface entre o protocolo e o aplicativo ao qual se destina a informação

Apresentação

Traduz o formato de dado recebido pela camada de aplicação para o formato que será utilizado na transmissão.

Sessão Permite que seja estabelecida uma sessão de comunicação entre diferentes dispositivos, através de sincronização.

Transporte A camada de transporte segmenta os dados da camada de sessão, e realiza o controle de fluxo e correção de erros.

Rede

Responsável pela definição da rota que os pacotes deverão seguir (roteamento) ao trafegar entre redes diferentes.

Enlace

Recebe o pacote da camada superior e acrescenta nele informações como endereço físico da placa de rede, além de dados de controle e correção de erros.

Física

Recebe o frame da camada superior e o traduz em sinais consoantes com o meio pelo qual eles irão trafegar.

Tabela 1 - Camadas do modelo OSI Fonte: autor

2.1.6 Os conceitos de protocolo e protocol data unit (pdu)

Um protocolo pode ser entendido como um conjunto de regras que regulamenta a comunicação entre dispositivos em uma rede de comunicação de

dados. Para um determinado dispositivo da rede (por exemplo, um computador,

estabelecer comunicação e conseguir transferir dados para outro

dispositivo, os dois devem estar configurados para atuar conforme o mesmo protocolo. Ou seja, devem “falar o mesmo idioma”. Os protocolos são criados e aperfeiçoados por várias organizações. Podemos citar como exemplos os seguintes protocolos:

roteador, etc

)

21

FTP (File Transfer Protocol)

SMTP (Simple Mail Transfer Protocol)

TCP (Transmission Control Protocol)

IP (Internet Protocol)

Ethernet

PPP (Point-to-Point Protocol)

Token Ring

A informação a ser transmitida (um e-mail por exemplo) é segmentada

e transmitida em partes menores. A cada uma destas partes menores nas quais a informação é segmentada, damos o nome de PDU (Protocol Data Unit). A

transmissão de dados ilustrada pelo modelo OSI, é baseada no conceito de encapsulamento. A partir do momento em que um PDU é transmitido, a camada que

o

recebe adiciona nele informações (por exemplo: informações de endereçamento),

e

o direciona para a camada inferior.

Este processo ocorre sucessivamente camada após camada até o bloco de dado ser transmitido para a camada correspondente do dispositivo de destino. Em cada camada do modelo OSI, esta unidade de dados recebe um nome distinto, conforme Monteiro (2011, p. 8):

Na camada física o PDU é chamado de bit.

Na camada de enlace o PDU é chamado de quadro.

Na camada de rede o PDU é chamado de pacote.

Na camada de transporte, o PDU é chamado de segmento.

Nas camadas de sessão, apresentação e aplicação, o PDU é chamado de mensagem.

22

O padrão Ethernet consiste em uma arquitetura de comunicação de

dados utilizada em redes locais desenvolvida na década de 70. A empresa que criou este padrão foi a Xerox, e ela mesma o disponibilizou como um padrão aberto, permitindo que o aperfeiçoamento da tecnologia pudesse ser feito por outras empresas. A partir daí, a arquitetura Ethernet foi padronizada pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos), resultando no padrão IEEE 802.3.

A arquitetura Ethernet é um padrão que deu certo e serve de exemplo a uma indústria que usa produtos-chave para dominar o mercado de transmissão de dados em redes locais. O padrão Ethernet deve seu sucesso ao seu criador, que liberou a ideia em vez de torna-la proprietária. (MENDES, p.76)

É importante lembrar que um padrão de comunicação de dados é

composto por elementos de hardware e software, que juntos, definem como os

dados serão transmitidos através do meio físico e também o formato do quadro (frame) de dados. Em uma rede local, o hardware que implementa o padrão Ethernet é a placa de rede, que também é denominada NIC (Network Interface Card). Ela é a

o

interface física entre o dispositivo (por exemplo: computador, roteador, etc meio de transmissão (por exemplo: cabo de rede).

)

e

A placa de rede Ethernet possui a função de preparar os dados para a transmissão. Isto significa que é ela a responsável por montar o frame Ethernet, e colocá-lo para trafegar pelo meio, além de controlar o fluxo de dados. É importante ressaltar que o padrão Ethernet pode ser compreendido também como o protocolo que atua na camada de enlace do modelo OSI (BADDINI e JUNIOR, 2016).

2.1.8 O endereço MAC

No padrão Ethernet, a placa de rede é identificada através de um número hexadecimal único no mundo, chamado endereço MAC (Media Access Control). Este número é gravado pelo fabricante na memória ROM da placa.

23

A identificação dos enlaces é feita por meio de endereços MAC, representados pelo número 48 bits escrito normalmente em notação hexadecimal. Esse número é um identificador global, ou seja, não podem existir dois adaptadores de rede com o mesmo número. O fabricante do adaptador de rede é quem atribui esses endereços, que estão ligados ao hardware. Por esse motivo, é comum chamar um endereço MAC de endereço físico. (JÚNIOR, p. 236).

2.1.9 O frame Ethernet

A placa de rede Ethernet atua na camada de enlace (camada 2) do modelo OSI. Assim que ela recebe o pacote de dados da camada superior, ela adiciona a ele o endereço MAC de origem e destino. Após esta ação, o pacote se torna um frame Ethernet. Somente após este procedimento, a placa de interface então coloca o frame para trafegar pelo meio de transmissão. Abaixo, temos uma figura que mostra a estrutura do frame Ethernet.

temos uma figura que mostra a estrutura do frame Ethernet. Figura 2 - Frame ethernet Fonte:

Figura 2 - Frame ethernet Fonte: BEZERRA, 2008, p.4

Abaixo, colocamos uma breve explicação sobre cada um dos campos que compõe a estrutura do frame Ethernet:

Preâmbulo: Possui 7 bytes e é utilizado para sincronização dos relógios do transmissor e receptor.

SFD (Start Frame Delimiter): Tem a finalidade de sinalizar o início do frame.

Destination Address: Possui 6 bytes e contém o endereço físico (MAC) da placa de destino.

24

Source Address: Possui 6 bytes e tem a finalidade de guardar o endereço físico da placa de origem do frame.

Length or Type: Este campo possui 2 bytes e pode conter a quantidade de bytes (comprimento) do campo de dados (Data and padding) ou o tipo do protocolo da camada superior (rede).

Data and padding: Dados propriamente ditos.

CRC (Ciclic Redundancy Check): Este campo é um código utilizado pelo padrão Ethernet para detecção de erro. A placa Ethernet de origem ao montar o frame, calcula o CRC e envia o resultado neste campo. Quando o frame chega à placa de destino, esta última irá realizar o mesmo cálculo. Se chegar ao mesmo resultado, isto significa que o dado foi transmitido sem erros, caso contrário, o frame será descartado.

2.1.10 Plataforma de desenvolvimento Arduino

A plataforma é formada por dois componentes principais: Hardware e Software. O hardware é composto por uma placa de prototipagem na qual são construídos os projetos. O software é uma IDE, que é executado em um computador onde é feita a programação, conhecida como sketch, na qual será feita upload para a placa de prototipagem Arduino, através de uma comunicação serial. O sketch feito pelo projetista dirá à placa o que deve ser executado durante o seu funcionamento.

2.1.10.1 Hardware

O hardware representado pela placa e o software em conjunto, compõem uma plataforma de desenvolvimento, através da qual é possível programar a placa. A finalidade principal do arduino é possibilitar a prototipagem de projetos eletrônicos e a sua utilização é livre. Abaixo uma definição do que é o arduino:

25

O termo Arduino é usado para descrever tanto a placa física de Arduino (cujo tipo mais popular é o Arduino Uno) como o sistema Arduino no seu todo. O sistema também inclui o software que deve ser executado no seu computador (com o objetivo de programar a placa) e os shields periféricos que são acoplados à placa de Arduino. (MONK, p. 6).

É importante notar que o arduino não pode ser considerado um sistema

computacional completo, como explicado abaixo:

Um Arduino é diferente de um computador convencional porque, além de ter muito pouca memória, não contém sistema operacional nem interfaces para teclado, mouse ou monitor. O seu propósito é controlar coisas fazendo interfaces com sensores e atuadores. Assim, por exemplo, você pode ligar um sensor para medir temperatura e um relé para ligar e desligar um aquecedor. (MONK, p. 6).

A figura abaixo pode ser tomada como base para entendermos o aspecto do arduino uno:

tomada como base para entendermos o aspecto do arduino uno: Figura 3 - Anatomia do Arduino

Figura 3 - Anatomia do Arduino UNO Fonte: https://pixabay.com/pt/arduino-arduino-uno-tecnologia-2168193, 2018

E a seguir, uma breve descrição dos componentes identificados pelos

números:

26

Na figura, o número 1 indica os pinos de entrada e saída digital

e

de sinal PWM (Pulse Width Modulation). Os pinos de sinal

PWM são identificados pelo símbolo “~” na frente do número.

O

número 2 indica o Led do pino 13.

O

número 3 é o Led que indica que o arduino está recebendo

 

energia.

O número 4 indica a localização do microcontrolador. O microcontrolador utilizado no arduino uno é o ATmega. Um microcontrolador pode ser definido como um circuito integrado possuidor de memória e capaz de armazenar e executar instruções previamente programadas. Este elemento pode ser considerado como o “cérebro” do arduino.

O número 5 indica os pinos de entrada analógica. Estes pinos são importantes, por exemplo, quando se deseja integrar o arduino com sensores que captem informações analógicas do ambiente, tais como luminosidade, temperatura e pressão, por exemplo. A partir da entrada de uma informação analógica por algum destes canais, um conversor analógico digital (conversor A/D) se encarrega de realizar o trabalho de converter estes sinais analógicos em sinais digitais, passíveis de serem tratados pelo arduino.

O

número 6 indica os pinos que possuem a finalidade de prover

ao projetista um meio para fornecer 5 V para o circuito e também

o referencial terra (GND).

O número 7 indica o conector de energia, habilitado para receber tensões entre 7 e 12 V.

O

número 8 indica os Leds de comunicação serial TX e RX. Eles

sinalizam indicando quando há tráfego de informações através do barramento serial. A comunicação serial torna possível a

27

conexão entre o arduino e um computador, e ela ocorre por meio dos pinos digitais 0 (RX) e 1 (RX).

O número 9 indica a porta USB.

O número 10 indica a opção para resetar o microcontrolador ATmega.

2.1.10.2 Software

O software para programação do Arduino é uma IDE que permite a criação de sketches para as placas. A linguagem de programação é modelada a partir da linguagem Wiring . Quando pressionado o botão upload da IDE, o código escrito é traduzido para a linguagem C e é transmitido para o compilador avr-gcc, que realiza a tradução dos comandos para uma linguagem que pode ser compreendida pelo microcontrolador. A IDE apresenta um alto grau de abstração, possibilitando o uso de um microcontrolador sem que o usuário conheça o mesmo, nem como deve ser usado os registradores internos de trabalho. A IDE possui uma linguagem própria baseada na linguagem C e C++.

O Ciclo de programação do Arduino pode ser dividido da seguinte

maneira:

Conexão da placa a uma porta USB do computador;

Desenvolvimento de um sketch com comandos para a placa;

Upload do sketch para a placa, utilizando a comunicação USB.

Aguardar a reinicialização, após ocorrerá à execução do sketch criado.

A partir do momento que foi feito o upload o Arduino não precisa mais do computador: o Arduino executará o sketch criado, desde que seja ligado a uma fonte de energia.

28

A IDE pode ser baixada gratuitamente no site do Arduino, onde pode ser escolhida a melhor opção de download conforme plataforma utilizada. Quando se abre o IDE do Arduino, podemos verificar que o IDE é dividido em três partes: a Toolbar no topo, o código ou a Sketch Window no centro, e a janela de mensagens na base. Na Toolbar há uma guia, ou um conjunto de guias, com o nome do sketch. Ao lado direito há um botão que habilita o serial monitor. No topo há uma barra de menus, com os itens File, Edit, Sketch, Tools e Help. Os botões na Toolbar fornecem acesso rapido às funções mais utilizadas dentro desses menus.

Abaixo são identificados os ícones de atalho da IDE:

Verify - Verifica se existe erro no código digitado.

Upload

-

Compila

o

código

e

grava

corretamente conectada;

na

placa

Arduino

se

New Cria um novo sketch em branco.

Open - Abre um sketch, presente no sketchbook.

Save - Salva o sketch ativo

Serial monitor - Abre o monitor serial.

Após a conexão do Arduino ao computador, é atribuído a placa uma COM. A primeira vez que o programa Arduino for executado deve-se selecionar o modelo de placa utilizado, no caso deste projeto, Arduino Uno. Após a definição do modelo, deve-se selecionar em qual COM a placa foi atribuída. Após estas configurações o ambiente está preparado para uso e pode-se testar qualquer um dos exemplos que acompanham a IDE ou até mesmo com um novo sketch.

2.1.10.2.2 Bibliotecas no Arduino

Uma biblioteca é um trecho de software que fornece funcionalidade específica a um programa, como por exemplo a capacidade de escrever em um display de LCD ou de controlar a posição de um servomotor. O uso de uma

29

biblioteca simplifica o desenvolvimento de aplicações, pois o código da biblioteca já está pronto, e só precisa ser incorporado ao programa em desenvolvimento para que suas funções possam ser acessadas e utilizadas pelo desenvolvedor.

Assim, podemos estender o uso do Arduino incorporando bibliotecas específicas durante o desenvolvimento de um sketch. Na plataforma Arduino existem três tipos diferentes de bibliotecas de software disponíveis: core (biblioteca essencial), padrão e adicionais (de terceiros). Algumas das bibliotecas necessitam de um hardware especial para serem utilizadas, muitas vezes na forma de Shields.

2.1.10.2.2.1 Biblioteca Core

É a biblioteca essencial e vem instalada na IDE do Arduino sendo imprescindível para o desenvolvimento de programas, desde os mais simples (como piscar um LED) até projetos complexos, como realizar automação de uma residência (em conjunto com outras bibliotecas). Desta forma, a programação do Arduino fica muito simplificada, pois o programador não tem a necessidade de entender como o código da biblioteca funciona internamente - basta saber como usá-la. Algumas funções comuns fornecidas pela biblioteca core são as funções digitalRead, digitalWrite, Serial.begin e analogRead, entre outras.

2.1.10.2.2.2 Bibliotecas Padrão

As bibliotecas padrão são incluídas na instalação do IDE do Arduino, porém não são incluídas por padrão nos projetos que são criados, pois o Arduino possui recursos de memória limitados, e assim essas bibliotecas somente são incluídas de forma explícita quando você necessita delas. A inclusão de uma biblioteca padrão é feita por meio de uma declaração #include no início do código do sketch.

O nome da biblioteca deve estar envolvido entre os caracteres < e >, finaliza com a extensão .h e você não deve usar o ponto-e-vírgula no final desta linha. Após a inclusão da biblioteca, você pode usar as funções que ela codifica em

30

seu programa. Para saber quais são essas funções e como utilizá-las, você deve consultar a documentação específica da biblioteca.

As bibliotecas padrão do Arduino são:

EEPROM - Usada para ler e gravar dados em uma memória EEPROM no Arduino. No Uno a EEPROM tem o tamanho de 1024 bytes e no Mega, de 4096 bytes.

Ethernet - Permite conectar o Arduino à Internet ou à rede local usando um shield Ethernet.

Firmata - Esta biblioteca permite a comunicação entre o Arduino e aplicações em um computador via protocolo de comunicação serial

GSM - Conectar a uma rede GSM/GPRS usando um shield GSM.

LiquidCrystal - Com essa biblioteca podemos controlar displays de cristal líquido (LCD).

SD - Biblioteca muito importante, usada para que seja possível esvrever e ler dados em cartões de memória SD/SDHC.

Servo - Controlar motores servo

SPI - Comunicação com dispositivos usando o barramento SPI (Serial Peripheral Interface)

SoftwareSerial - Permite a comunicação serial usando os pinos digitais da placa.

Stepper - Controlar motores de passo

TFT - Permite desenhar imagens e formas e escrever texto em uma tela TFT

WiFi - Permite conexão à rede local e Internet por meio de um shield WiFi.

31

Wire - Biblioteca que permite enviar e receber dados por meio de uma interface TWI/I2C (interface a dois fios) em uma rede de dispositivos ou sensores.

2.1.10.2.2.3 Bibliotecas de Terceiros (adicionais)

Essas bibliotecas são disponibilizadas por desenvolvedores diversos que contribuem voluntariamente com software para a plataforma, e não são distribuídas por padrão com o IDE do Arduino. Para usá-las, você precisa baixá-las e então efetuar sua instalação por meio do IDE. Elas oferecem funções adicionais a bibliotecas existentes ou novas funcionalidades não presentes em nenhuma biblioteca padrão, permitindo estender o uso do Arduino de forma praticamente ilimitada.

2.1.11 Arduino Shields

Shields nada mais são que módulos eletrônicos compostos por circuitos eletrônicos ou sensores que funcionam como uma espécie de expansor para uma Placa Arduino, sendo encaixadas diretamente para aumentar a capacidade ou funcionalidade de um Arduino. Há diversos Shields para Arduino disponível no mercado, como o Ethernet Shield e o Motor Shield, e muito deles são encaixados uns nos outros, assim, um Arduino Uno por exemplo, pode ter diversos shields acoplados em sua placa e executar diversas funções sem dificuldade nenhuma, além do custo baixo e fácil programação, assim como os demais produtos da linha Arduino, oferecendo uma enorme versatilidade para os mais diversos projetos.

Como exemplo de shield podemos citar o Motor Shield L293D integrando alta tensão, alta corrente e controle de 4 canais em uma só placa. Basicamente isto significa que podem ser ligados motores DC e uma fonte de tensão de até 16v que este chip se encarrega de fornecer uma corrente máxima de 600mA

32

por canal. Este Arduino Motor Shield é baseado no chip L293D e com ele é possível controlar até 4 Motores DC, 2 Servos ou 2 Motores de Passo.

controlar até 4 Motores DC, 2 Servos ou 2 Motores de Passo. Fi g ura 4

Figura 4 - Motor Shield L293D Driver Ponte H para Arduino Fonte: https://www.filipeflop.com/produto/motor-shield-l293d-driver-ponte-h-para-arduino/

2.1.12 Arduino Ethernet shield W5100

O Arduino Ethernet Shield W5100 possibilita que uma placa Arduino possa ser conectada à internet e permitir o seu monitoramento de qualquer lugar do mundo. O W5100 funciona encaixado na parte superior do Arduino Uno e basta um simples cabo de rede para que possamos monitorar o estado de sensores, chaves e outros dispositivos à partir do navegador de internet de um computador ou celular. Este Shield é baseado no ethernet chip Wiznet W5100 e fornece um endereço IP compatível com os protocolos TCP e UDP.

Características:

o Compatível com Arduino padrão e Arduino Mega;

33

o

Compatível com a biblioteca do Arduino Ethernet;

o

Conector padrão RJ45;

o

Soquete para cartão micro SD;

o

Protocolo 10Mb/100Mb Ethernet sem POE;

o

Buffer interno de 16KB;

o

Suporta até oito conexões TCP / UDP simultâneas;

o

Tensão: 3,5 a 5,5V;

o

Corrente: 120 a 350mA;

o

Dimensões: 72,6 x 53,4 x 23,2 mm;

o

Peso Líquido: 22,30g.

72,6 x 53,4 x 23,2 mm; o Peso Líquido: 22,30g. Figura 5 - Arduino Ethernet Shield

Figura 5 - Arduino Ethernet Shield W5100 Fonte: https://www.fasttech.com/product/1000701-ethernet-shield-with-wiznet-w5100-ethernet-chip

34

34 Figura 6 - Arduino Uno + Ethernet Shield W5100 Fonte: https://startingelectronics.org/images/arduino-ethernet.jpg 2.2

Figura 6 - Arduino Uno + Ethernet Shield W5100 Fonte: https://startingelectronics.org/images/arduino-ethernet.jpg

2.2 Metodologia empregada

A metodologia empregada para o desenvolvimento do projeto foi, inicialmente composta por revisão dos conhecimentos adquiridos durante o curso acerca da plataforma de prototipação Arduino. Seguiu-se um estudo sobre a coleta de informações através de sensores ligados às portas do Arduino.

Posteriormente, efetuou-se o levantamento de materiais e equipamentos necessários. De posse dos materiais e equipamentos necessários, foi instalada a IDE do Arduino e seu driver em um computador utilizando Windows 10. O Arduino foi ligado a este computador para permitir a programação do mesmo.

Foi montado o protótipo, efetuada a programação e a temperatura amostrada com o sensor foi disponibilizada para acesso através de uma página web disponível através da internet.

35

2.3 Especificação do projeto

2.4 Materiais e equipamentos utilizados

Para

a

construção

do

protótipo

e

posterior

monitoramento

de

temperatura foram utilizados os seguintes equipamentos:

Computador desktop utilizando Windows 10 e IDE Arduino versão 1.8.5

Roteador TP-LINK AC1350

Multímetro Hikari HM-1100

Termômetro infra-vermelho DT-8380

Placa Arduino Uno

Placa Internet Shield W5100

Protoboard Shield Arduino

Fonte de Alimentação 3,3V – 5,0 V para Arduino

Sensor de temperatura LM35

Cabo USB

Cabo de rede padrão RJ45

36

2.5 Desenvolvimento e implementação do protótipo

Para iniciar o protótipo começamos por efetuar o download da IDE Arduino a partir do endereço da web https://www.arduino.cc/en/Main/Software.

endereço da web https://www.arduino.cc/en/Main/Software. Figura 7 - Página de download da IDE Arduino Fonte: O autor

Figura 7 - Página de download da IDE Arduino Fonte: O autor

Após o download, instalamos o IDE Arduino no computador. Terminada a instalação, para acessar a IDE Arduino e efetuar a configuração inicial antes precisamos ligar a placa Arduino através de um cabo USB em uma porta USB disponível do computador.

a placa Arduino através de um cabo USB em uma porta USB disponível do computador. Figura

Figura 8 - IDE Arduino Fonte: O autor

37

Após a conexão devemos escolher o tipo de placa que será conectada e em qual porta de comunicação com o computador estará configurada. No caso deste projeto foi atribuída a COM12. A IDE Arduino, uma vez que seja configurada uma placa ou biblioteca de software, a partir deste momento a própria IDE irá gerenciar as atualizações de sofware que dizem respeito à configuração instalada e no caso de haverem atualizações o usuário será informado desta atualização e poderá atualizar o IDE.

informado desta atualização e poderá atualizar o IDE. Figura 9 - Configuração do tipo de placa

Figura 9 - Configuração do tipo de placa utilizada Fonte: O autor

38

38 Figura 10 - Configuração da porta COM Arduino Fonte: o autor Desligamos a placa Arduino

Figura 10 - Configuração da porta COM Arduino Fonte: o autor

Desligamos a placa Arduino do computador e encaixamos as placas Arduino Uno, Arduino Internet Shield W5100, Arduino Proto Shield, montamos o sensor de temperatura no Proto Shield e efetuamos as ligações do Arduino conforme o esquema fornecida mais abaixo.

do Arduino conforme o esquema fornecida mais abaixo. Figura 11 – Protótipo sem ligação à rede

Figura 11 – Protótipo sem ligação à rede Fonte: o autor

39

A próxima etapa foi efetuar a configuração da placa W5100 para permitir que a mesma se conecte a uma rede de computadores com acesso à internet. Para isso foi necessária a utilização de um cabo de rede que foi conectado à placa e a uma porta disponível no roteador.

que foi conectado à placa e a uma porta disponível no roteador. Figura 12 - Protótipo

Figura 12 - Protótipo ligado à internet Fonte: o autor

40

A placa W5100 possui alguns leds que sinalizam o que está ocorrendo com a mesma. Uma configuração inicial foi realizada somente para testar o funcionamento da placa e um pequeno programa foi criado para configurar um endereço de rede para a placa. Utilizamos o endereço IP 192.168.0.100, máscara de rede 255.255.255.0 e o endereço do roteador 192.168.0.1. O programa foi compilado e transferido para o Arduino. Para verificar se a placa estava configurada foi utilizada a linha de comando do Windows onde digitamos o comando ping 192.168.0.1. Este comando permite verificar se a placa está respondendo ao sistema. Pudemos verificar que a placa responde e está corretamente configurada não apresentando qualquer mensagem de erro.

LED

Descrição

TX

Transmissão

RX

Recepção

COLL

Colisão

FULLD

Modo de conexão Full Duplex

100M

Conexão a 100 Mbits

LINK

Conexão estabelecida

PWR

Módulo ligado

Figura 13 - Status LEDS W5100 Fonte: o autor

Módulo ligado Figura 13 - Status LEDS W5100 Fonte: o autor Figura 14 - Programa para

Figura 14 - Programa para testar placa W5100 Fonte: o autor

41

41 Figura 15 - Ping da placa W5100 no prompt do Windows Fonte: o autor Abaixo

Figura 15 - Ping da placa W5100 no prompt do Windows Fonte: o autor

Abaixo disponibilizamos o código que permitirá o monitoramento remoto da temperatura lida pelo sensor LM35. O sensor LM35 foi montado para ser monitorado pela porta analógica A0 do Arduino. Foi criada uma rotina “porta_analogica” que efetua a leitura analógica do pino A0, ajusta o valor lido para a escala Celsius e exibe a temperatura com cor azul se a temperatura for menor do que 30ºC e cor vermelha se a a temperatura for maior ou igual a 30ºC.

cor vermelha se a a temperatura for maior ou igual a 30ºC. Figura 16 - Código

Figura 16 - Código fonte para configurar e disparar servidor web Fonte: o autor

42

42 Figura 17 - Código para exibir temperatura monitora via web Fonte: o autor

Figura 17 - Código para exibir temperatura monitora via web Fonte: o autor

43

43 Figura 18 - Código de leitura do sensor LM35 Fonte: o autor 2.6 Coleta dos

Figura 18 - Código de leitura do sensor LM35 Fonte: o autor

2.6 Coleta dos resultados

Foram realizadas diversas medições de temperatura onde provocamos variações de temperatura ao redor do sensor LM35. Como podemos observar na Tabela 2, a variação percentual da temperatura ficou dentro da meta de 5% em quase 100% dos casos amostrados. Em apenas 5 casos dentre os 30 listados ouve uma variação fora da meta de apenas 0,3%. Efetuamos a comparação da temperatura apresentada na página da internet (monitoramento remoto) com aquela exibida pelo termômetro infra-vermelho.

44

44 Tabela 2 - Resultados monitoramento remoto x temperatura real Fonte: o autor

Tabela 2 - Resultados monitoramento remoto x temperatura real

Fonte: o autor

45

45 Figura 19 - Página web exibindo a temperatura abaixo do valor de alerta Fonte: o

Figura 19 - Página web exibindo a temperatura abaixo do valor de alerta Fonte: o autor

a temperatura abaixo do valor de alerta Fonte: o autor c Figura 20 - Página web

c

Figura 20 - Página web exibindo a temperatura abaixo do valor de alerta Fonte: o autor

46

3 CONCLUSÃO

O propósito principal deste trabalho foi de apresentar um sistema de

baixo custo, confiável e de integração com sistemas de monitoramento que trabalhe com protocolos de tecnologia Ethernet. Um ponto de relevância para este projeto foi com relação ao custo benefício. Implantou-se um projeto de baixo custo, com confiabilidade. Se comparado com sistemas mais complexos, verifica-se que o projeto teve grande economia. Outro ponto à destacar no projeto foi a implantação do pacote de integração entre sensores e dispositivos, Microcontrolador Arduino e a tecnologia Ethernet. Espera-se que este projeto possa servir de base para outros ainda maiores. Com relação ao efeito positivo na implementação, aplicou-se um sistema de monitoramento remoto de temperatura, que, proporcionará a possibilidade de controlar ambientes em áreas industriais garantindo um melhor desempenho de equipamentos de controle da qualidade, contribuindo então para uma tranquilidade de processo produtivo seguro, eficiente e com melhor qualidade. Após o término da implementação do projeto, observou-se que seria possível elevar

o nível e a qualidade dos produtos produzidos.

Por fim, neste projeto ainda poderá ser realizado atualizações complementares a fim de obter melhores resultados e diversidade de controles, como a implementações de outros tipos de sensores uma vez que se deseje monitorar outras grandezas, bem como incrementar possibilidades de conexão com

o microcontrolador e aprimorar a coleta, o envio e o gerenciamento da informação.

Ainda é possível o acoplamento de um módulo PID que possa efetivamente gerar um sinal de correção a ser enviado aos atuadores ligados ao microcontrolador. Esta opção poderá ser abordada em trabalhos futuros.

47

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

47 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

48

REFERÊNCIAS

ARDUINO.CC. Arduino/genuino uno board anatomy. Disponível em:

<https://www.arduino.cc/en/Guide/BoardAnatomy>. Acesso em: 11 abr 2018.

BADDINI, Francisco; JUNIOR, Reinaldo do Valle. Implantação e gerenciamento de redes com Microsoft Windows 10 Pro. São Paulo: Érica, 2016.

BEZERRA, Romildo Martins. Ethernet, 2008. Disponível em:

<http://www2.ufba.br/~romildo/downloads/ifba/ethernet.pdf/>. Acesso em: 04 abril

2018.

McROBERTS, Michael. Arduino Básico. São Paulo: Novatec Editora, 2011.

MENDES, Douglas Rocha. Redes de Computadores. Teoria e Prática. São Paulo:

Novatec Editora, 2015.

MONK, Simon. Programação com Arduino II. Passos avançados com sketches. Porto Alegre: Bookman, 2015.

MONTEIRO, Marcos. Protocolos de redes, 2011. Disponível em:

<http://www.marcosmonteiro.com.br/mm/Cursos/Protocolos_Redes/PR-

Revisao.pdf/>. Acesso em: 10 abril 2018. RÉU JÚNIOR, Evaldo Fernandes. Habilitação técnica em informática v.2. redes e

manutenção de computadores. São Paulo: Fundação Padre Anchieta, 2010.

SENSORWEB. Monitoramento de temperatura – o que é e para que serve. São Paulo, 2017. Disponível em: <>. Acesso em: 25 abril 2018.

THOMAZINI, D. e ALBUQUERQUE, P., Sensores industriais - fundamentos e aplicações, 4ª Edição, Ed. Érica.

TORRES, Gabriel. Redes de computadores - curso completo. Rio de Janeiro:

Axcel Books do Brasil Editora. 2001.

VIDA DE SILICIO. LM35 – medindo temperatura com arduino. Disponível em:

<https://portal.vidadesilicio.com.br/lm35-medindo-temperatura-com-arduino/>.

Acesso em: 25 abril 2018.