Você está na página 1de 21

Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016

Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde


Rogério Sartori Fornasier – rsf1967@gmail.com
Turma 5 - Avaliação e Perícia de Engenharia
Instituto de Pós-graduação – IPOG
Porto Alegre, RS, 01/07/2016

Resumo
Hoje em dia a manutenção de edificações deve ser tratada com a devida importância desde o
momento que a edificação é entregue, entra em uso e durante toda sua vida útil.Apesar de
geralmente apresentar um relevante custo, a manutenção não pode ser negligenciada e nem
executada de maneira esporádica e improvisada, devendo ser vista como serviço técnico
especializado, programável e fundamental na preservação do patrimônio.Na pesquisa
exploratória e não-sistematizadaefetuada tanto bibliográfica como na Internet pouca
informação é dedicada a Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde.Não
obstante a escassez de documentação específica, identificaram-se informações dispersas por
variados documentos referentes à legislação sanitária, relacionadossem a profundidade e
ordenação necessáriascom a atividade de manutenção pelos órgãos de fiscalização como a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Ministério da Saúde.Conclui-se neste trabalho
que além das construções, dos equipamentos e sistemas de apoio à atividade clínica, as
instalações e equipamentos mecânicos e eléctricos, também carecem de uma legislação
abrangente que trate principalmente dos aspectos administrativos, de organização,
gerenciamento e formação de recursos humanos especializados para trabalhar na
manutenção, que tende a ficar cada vez mais complexa quanto maior for a dimensão e
especialização da edificação.

Palavras-chave: Manutenção Predial. Manutenção em Ambientes de Serviço de


Saúde.Legislaçãosanitária. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.

1. Introdução

As construções, tem um valor social fundamental principalmente aquelas relacionadas com a


área da saúde, possuindo uma característica peculiar: são erguidas para atender seus usuários
durante muitos anos, e ao longo deste tempo de serviço devem apresentar condições
adequadas ao uso a que se destinam, resistindo aos agentes ambientais e utilização que
alteram suas propriedades técnicas iniciais ao longo do tempo. A elaboração e a implantação
de um programa com controle de qualidade e de custo como a Manutenção Orgânica, desde a
fase de projeto, bem como a Manutenção Corretiva e Preventiva, além de serem importantes
para a segurança e qualidade de vida dos usuários, são essenciais para a manutenção dos
níveis de desempenho ao longo da vida útil. É inaceitável considerar economicamente e
ambientalmente as edificações como produtos descartáveis quando os requisitos
dedesempenho atingem níveis inferiores àqueles exigidos pelas normas como a NBR 15.575-
1(ABNT,2013).

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
2

Constata-se a omissão e negligência dos usuários e administradores em relação à falta de


manutenção nos frequentes casos de edificações retiradas de serviço muito antes de cumprida
a sua vida útil projetada (VUP), causando muitos transtornos aos seus frequentadores e um
sobre custo intensivo dos serviços de recuperação ou construção de novas edificações.Os
Ambientes de Serviço de Saúde, equipamentos de interesse público, são edifícios cujo
desempenho e disponibilidade das suas instalações e equipamentos podem comprometer a
prestação de cuidados de saúde, pois nestes estabelecimentos assume um papel relevante a
Manutenção Predial que deve abranger não só o edifício mas também as instalações,
equipamentos e os espaços exteriores envolventes, tanto do ponto de vista funcional, da
segurança, como do ponto de vista econômico, pois são fundamentais para preservação do
patrimônio conforme preconiza a NBR 5674. (ABNT, 2011).

O custo da manutenção e operação pode ser significativamente maior que o custo inicial de
um imóvel. Ainda que um imóvel tenha sido concebido com uma VUPde 30 ou 50 anos,
provavelmente ele desempenhará sua função a contento por bem mais tempo, conforme
identifica a NBR 15.575-1 (ABNT,2013). Para esses bens, os custos de manutenção,
operação, reformas e adequações devem ser balanceados e discutidos.

Os edifícios da área da saúdenos dias atuais, com o processo acelerado, irreversível e


implacável de incorporação de novas tecnologias em máquinas e equipamentos apresentam
uma complexidade proporcional ao tamanho da construção e da atividade que realizam
(GUIMARÃES, 2012), como nos hospitais que possuem características complexas e
exigências operacionais requerendo uma gestão técnica competente da sua manutenção. Os
níveis de operacionalidade exigidos num edifício hospitalar são elevados como constataMaria
Paula Machado(MACHADO, 2013), sendo que a indisponibilidade de espaços, instalações ou
equipamentos pode ter impactos negativos na atividade clínica, correndo-se o risco mesmo de
pôr em perigo vidas humanas.Para a manutenção preventiva ser eficaz é necessário conhecer-
se como e quando ocorrerem às falhas, o que não é tarefa fácil. É ainda necessário perceber
qual o grau de criticidade das falhas e se ocorrem em equipamentos, instalações ou espaços
vitais para assegurar os níveis de qualidade e desempenho exigidos ao estabelecimento.
Considerando-se o custo destas edificações e de seus equipamentos, as prioridades político-
econômicas e financeiras do Brasil, isso representa um desafio para evitar desperdícios
intoleráveis, quando tudo isso é parcialmente destruído pela falta de atenção aos princípios
elementares e básicos da manutenção.

Não obstante a reconhecida importância da eficiência da manutenção, com as tendências


economicistas atuais torna-se necessário que os engenheiros e gestores estejam sensibilizados
para as vantagens na gestão destas construções duma Manutenção Preventiva fundamentada,
organizada e sistemática, sendo que na implementação do Sistema de Manutenção é
imprescindível estabelecer um Plano de Manutenção informatizado, que integre o
conhecimento, técnicas e Legislação Sanitária existentes,que se apresentam deficientespois
tratam de maneira superficial o tema da manutenção.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
3

O objetivo principal deste trabalho é apresentar a importância e os diferentes tipos de


ManutençãoPredialnecessárias aos edifícios e instalações nos estabelecimentos de saúde e as
deficiências da legislação vigente, concluindo que a legislação ao abordar o tema da
manutenção o faz sem a profundidade e abrangência necessárias, principalmente nos aspectos
administrativos, de organização, gerenciamento e formação de recursos humanos
especializados para trabalhar nestas atividades. Um exemplo dasuperficialidade como a
legislação trata a manutenção pode ser verificado no Manual de Orientações para Fiscalização
Sanitária em Estabelecimentos Prestadores de Atividades Físicas e afins (ANVISA, 2009) e
também no RDC 63 - Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de
Saúde, mencionando apenas no Art. 42 “O serviço de saúde deve realizar ações de
manutenção preventiva e corretiva das instalações prediais, de forma própria ou terceirizada.”
(ANVISA, 2011).

2. Ambientes de serviço de saúde

São inúmeros os locais relacionados direta ou indiretamente com a saúde, estes locais podem
ser classificados conforme a complexidade das suas instalações e procedimentos que
oferecem. De maneira resumidasão apresentados algunsEstabelecimentos Assistenciais de
Saúde - EAS e Estabelecimentos de Interesse a Saúde - EIS (KRAEMER, 2016):
 Estabelecimentos Assistenciais de Saúde – EAS: Hospitais, Postos de Saúde,Clínicas
Odontológicas, Laboratórios de Patologia, Pronto Atendimento, Clínicas de
Imagenologia, Comunidades Terapêuticas, Instituições de Longa Permanência e
outros – BAIXA, MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE;
 Estabelecimentos de Interesse a Saúde – EIS: Salão de Beleza, Saunas, Podologia,
Lavanderia Comum, Piercing e Tatuagem e outros – BAIXA COMPLEXIDADE.

3. Legislação sobre manutenção

Um planejamento, para ser adequado as atuais demandas da área de manutenção de ambientes


de saúde, deve possuir estratégias de ação que visem otimizar o uso com segurança, redução
de custos operacionais, buscando orientação nos documentos oficiais do Ministério da Saúde,
mantendo esse ambiente em constante funcionamento, adotando as melhores práticas de
reforma e construção de locais sadios e ecologicamente responsáveis. (GUIMARÃES,
2012).A Manutenção de edificações de saúde é um tema cuja importância aumenta em
proporção quase que geométrica ao crescimento urbano e a industrialização, exigindo mudar a
ideia de que a base da edificação está garantida com a sua construção euso . A Humanização,
Manutenção, Segurança, Prevenção de Incêndio, e outros ideais sanitaristas devem ser objeto
de preocupação e planejamento desde a fase de concepção da base física da futura instituição,
sendo que a prevenção de “Edifício Doente” e a Manutenção se iniciam com a concepção do
projeto arquitetônico.

A programação da Manutenção Periódica das edificações deve ser feita tão logo as mesmas
sejam colocadas em uso. Para atingir maior eficiência na administração de uma edificação ou

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
4

de um conjunto de edificações, é necessária uma abordagem fundamentada em procedimentos


organizados em um sistema de manutenção, segundo uma lógica de controle de qualidade e
de custo conforme preconiza a NBR 5674 (ABNT, 2011).

A missão institucional, atribuída a ANVISA, é “Proteger e promover a saúde da população


mediante a intervenção dos riscos decorrentes da produção e do uso de produtos e serviços
sujeitos a vigilância sanitária, em ação coordenada e integrada no âmbito do Sistema Único
de Saúde” (ANVISA, 2016b).Conforme está apresentado nesta missão “Proteger e promover
a saúde da população mediante a intervenção ...do uso de produtos e serviços sujeitos a
vigilância sanitária ...” somente poderá ser atingida se a infraestrutura dos prédios e
equipamentos estiverem constantemente sendo submetidos a uma manutenção eficiente e
eficaz. O Regulamento Técnico identificado como RDC 50 (ANVISA, 2002b) e sua alteração
no RDC 307(ANVISA, 2002a) que trata do “...planejamento, programação, elaboração e
avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde”apenas fazem menção
ao espaço físico que deve ser previsto para manutenção, não existindo nenhuma alusãoaos
aspectos de administração, organização, gerenciamento e formação de recursos humanos
especializados para a manutenção.

O Ministério da Saúde por intermédioda Secretaria de Assistência à Saúde, na Coordenação-


Geral de Normas - Série: Saúde Tecnologia tratando do tema Arquitetura Hospitalar
publicou em 1994 as Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de
Saúde (BRASIL, 1994). O tema da manutenção está discriminado dentroda atribuição dos
Serviços de Apoio Logístico, mencionando no item 9.4:

9.4-Executar a manutenção do estabelecimento;


9.4.1-recepcionar e inspecionar equipamentos, mobiliário e utensílios
9.4.2-executar a manutenção predial(obras civis e serviços de alvenaria,
hidráulica,elétrica, carpintaria marcenaria, serralharia, jardinagem);
9.4.3-executar a manutenção dos equipamentos de saúde: assistenciais, de
apoio, deinfra-estrutura e gerais, mobiliário e utensílios (serviços de:
mecânica, eletrônica,eletromecânica, ótica, gasotécnica, usinagem,
refrigeração, serralharia, pintura,marcenaria e estofaria;
9.4.4-guardar e distribuir os equipamentos, mobiliário e utensílios; e
9.4.5-alienar bens inservíveis.

O exposto acima evidencia a deficiência ao se abordar o tema da manutenção, pois aspectos


fundamentais de estrutura, planejamento, como e quando fazer não são considerados na
grande maioria destes documentos. Seguem esta mesma abordagem os regulamentos técnicos,
portarias e resoluções elaboradas pelo Ministério da Saúde e pela ANVISA, pertinentes à
elaboração e análise de projetos de edifícios de saúde (ANVISA, 2016a):
 Resolução - RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004: Dispõe sobre o
Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.
 Resolução - RDC nº 189, de 18 de julho de 2003. Todos projetos de arquitetura de
estabelecimentos de saúde públicos e privados devem ser avaliados e aprovados
pelas vigilâncias sanitárias estaduais ou municipais previamente ao início da obra

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
5

a que se referem os projetos.


 Resolução - RDC nº 33, de 25 de fevereiro de 2003. Revogadaesubstituída pela
Resolução – RDC nº 360, de 07/12/2004: Aprovao Regulamento Técnico para o
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde -Diretrizes Gerais.
 Resolução - REnº 9, de16dejaneirode2003. Orientaçãotécnica revisada
compadrões referenciais de qualidade de ar interior em ambientes de uso público
e coletivo, climatizados artificialmente. A Resolução recomenda o índice máximo
de poluentes de contaminação biológica e química, além de parâmetros físicos do
ar interior. A resolução prevê ainda métodos analíticos e recomendações para
controle e correção, caso os padrões de ar forem considerados regulares ou ruins.
 Resolução - RDC nº 307, de 14 de novembro de 2002. Retificou a Resolução -
RDC nº 50, de 21/2/2002. As considerações da Resolução - RDC nº 50 de 21 de
fevereiro de 2002 passam a vigorar com a seguinte redação: Art. 2º O
Regulamento Técnico contido na Resolução - RDC nº 50 de 21 de fevereiro de
2002 passa a vigorar com a seguinte redação.
 Resolução - RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. Arquivo atualizado em
22/7/2003. Alterada pela Resolução - RDC nº 189, de 18/7/2003. Atualizada pela
Resolução - RDC nº 307, de 14/11/2002. Substitui a Portaria MS nº 1.884, de
11/11/1994. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento,
programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos
assistenciais de saúde. Normas para projetosfísicos de estabelecimentos
assistenciais de saúde. Normalizaa elaboração de projetos físicos de
Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS). Apresenta orientações aos
planejadores, projetistas e avaliadores de estabelecimentos de saúde. Cada EAS
construído ou reformado deverá estar em consonância com as definições e
informações contidas neste documento, independente de ser um estabelecimento
público ou privado.

 Portaria MS nº 1.884, de 11 de novembro de 1994. Revogada pela GABIN MS n°


554, de 19 de março de 2002.
 Resolução RE nº 176, de 24 de outubro de 2000. Substituída pela Resolução RE
n° 9, de 16 de janeiro de 2003. Orientação técnica contendo padrões referenciais
de qualidade de ar interior em ambientes de uso público e coletivo, climatizados
artificialmente. A Resolução recomenda o índice máximo de poluentes de
contaminação biológica e química, além de parâmetros físicos do ar interior. A
resolução prevê ainda métodos analíticos e recomendações para controle e
correção, caso os padrões de ar forem considerados regulares ou ruins.
 Portaria Interministerial nº 482, de 16 de abril de 1999. Regulamento técnico
contendo disposições sobre o funcionamento e instalação de unidades de
esterilização por óxido de etileno e de suas misturas, bem como estabelece as

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
6

ações de inspeção sob responsabilidade do Ministério da Saúde e Ministério do


Trabalho e Emprego.
 Portaria MS nº 3.523, de 28 de agosto de 1998. Regulamento técnico contendo
medidas básicas referentes aos procedimentos de verificação visual do estado de
limpeza, remoção de sujidades por métodos físicos e manutenção do estado de
integridade e eficiência dos componentes dos sistemas de climatização, para
garantir a qualidade do ar de interiores e prevenção de riscos à saúde aos
ocupantes de ambientes climatizados (BRASIL, 1998)

É necessário que muitas das normas brasileiras relativas a construções e instalações tratem do
tema da manutenção como relevante, algumas delas nem chegam a mencionar a palavra
manutenção como na NBR 7256 - Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de
saúde (EAS) - Requisitos para projeto e execução das instalações (BRASIL, 2005).

Na rede pública de saúde a ausência de legislação específica e de políticas institucionais para


a área de manutenção de prédios e equipamentos, associada ao despreparo dos dirigentes dos
EAS, que não avaliam a relação custo x benefício, entre manutenção própria ou terceirizada,
devido adiminuição gradativa e praticamente inexistência de formação de quadros de
funcionários próprios especializados nestas atividades, ao longo principalmente dos últimos
anos,optando rapidamente pela terceirização explica a inexistência de estruturas próprias de
manutenção nos EAS (GUIMARÃES, 2012). A opção prioritária pela terceirização agrava
problemas da gestão da manutenção dos equipamentos biomédicos, tornando mais importante
à fiscalização dos contratos de manutenção. Como alternativa para a falta de técnicos
capacitados, atualmente optou-se pela contratação de engenheiros clínicos para a gestão da
manutenção, que se limitam a gerenciar os contratos de terceirização,comprovando-se, assim,
a falta de políticas públicas, o despreparo dos dirigentes dos EAS e desvalorizaçãoda área de
manutenção.

A pesquisa que serviu de base para o trabalho apresentado por José Guimarães
(GUIMARÃES, 2012) para o município do Rio de Janeiro,concluiuque se faz necessário um
aprofundamento da questão da qualidade dos serviços terceirizados de manutenção
nosestabelecimentos assistenciais de saúde pública do país. Essa análise poderá servir para a
formulação de indicadores de controle de qualidade adequada as realidades regionais do
Brasil, porém elaborando parâmetros mínimos nacionais que servirão de base para
estruturação de critérios estaduais e municipais de controle. Uma alternativa para solucionar o
problema da qualidade dos serviços terceirizados de manutenção nos equipamentos
biomédicos seria adotar um modelo de gestão em manutençãoque já teriam sido
experimentados no exterior e no Brasil. É o caso de São Paulo e Minas Gerais, que já usam
modelo semelhante aos das Organizações Sociais (OSs), entidades sem fins lucrativos
encarregadas de administrar bens e equipamentos médicos, utilizando técnicas modernas de
gestão.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
7

Nos estabelecimentos de saúde de modo geral no Brasil a manutenção não é tratada como
prioridade, negligenciando-se até questões básicas como a limpeza e desinfecção dos
reservatórios de água. Glaucia Amorim (AMORIM, 2013) ao fazer um trabalho de avaliação
da Prestação de Serviços de Manutenção Predial em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
pesquisou61 EASda rede SUS Betim em Minas Gerais, avaliando 34 Unidades Básicas de
Saúde, 12 Especialidades, 5de Saúde Mental, 4 Unidades de Pronto Atendimentos, 5
Hospitais e 1 clínica de hematologia, dentre vários itens relacionados a manutenção constatou
que:
a) apenas 14,8 % dos estabelecimentos pesquisadostemsistemática de manutenção preventiva
e corretiva das instalações e dos equipamentos. Existindo manutenção corretiva na maior
parte destes, mas não existem equipes com profissionais em quantidade suficiente e com
capacitação adequada para a programação dos serviços preventivos;
b) somente 13,1 % dos estabelecimentos pesquisados gerenciam, operam e controlam
osequipamentos de infraestrutura (elevadores, caldeiras, geradores de energia, monta-cargas,
entre outros), de acordo com o porte e dimensionamento às necessidades do serviço;
c) não mais que14,8% apresentam a sistemática de manutenção preventiva e corretiva das
instalações e dos equipamentos;
d) unicamente 45,9% monitora a limpeza e desinfecção dos reservatórios de água;e
e) só16.4%monitora a análise e o controle da potabilidade da água periodicamente.

A gerência e manutenção da infraestrutura física dos EAS da rede pública apresenta


insuficiências, pois, entre outras razões, nem sempre as etapas básicas do processo de
desenvolvimento gerencial são articuladas entre o planejamento, o projeto, a execução e a
manutenção (GUIMARÃES, 2012). Durante a execução dos projetos, a preocupação fica
concentrada na execução das obras e na aquisição de equipamentos, enquanto que a
manutenção (predial e de equipamentos) é negligenciada levando à descontinuidade e à baixa
qualidade na prestação de serviços de saúde, que em nosso país já tem infinitos problemas de
gestão, de financiamentos e políticos evidenciados na sua precária realidade.

4. Manutenção

A durabilidade de uma construção é relacionada aos valores de vida útil, ou seja, o intervalo
de tempo em que a construção é capaz de desempenhar as funções que lhes estão destinadas
ao longo do seu ciclo de vida. Avida útil de uma edificação corresponde ao período de tempo,
após a sua instalação, em que a estrutura não apresenta degradação dos materiais, resultado
das condições ambientais, conduzindo à redução da segurança estrutural inicial. Segundo
Maria Paula Machado (MACHADO, 2013) durante a vida útil das edificações, devem
realizar-se atividades de inspeção, manutenção e reparação nos diversos componentes da
edificação que tenham durabilidade inferior à vida útil. A VUP é especificada pelo projetista
de acordo com as expectativas (ou requisitos) dos donos do edifício ou da construção e está
intimamente ligada aos requisitos de durabilidade pretendidos no edifício. A vida útil de uma
estrutura de concreto depende, em grande parte, de níveis adequados de manutenção. É um

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
8

erro assumir que as estruturas de concreto bem projetadas e construídas não necessitam de
conservação e manutenção (BRASIL, 2013a).

Não existe uma relação intrínseca entre a natureza do material e sua durabilidade, uma vez
que as condições que a determinam estão ligadas às condições de exposição e às próprias
soluções de projeto, que determinam os mecanismos pelos quais ocorre a degradação dos
materiais (NOUR, 2003). A durabilidade pode ser quantificada pela representação da função
desempenho ao longo do tempo para a condição específica que se quer avaliar e pela
estimativa de vida útil.
As construçõesdevem ser concebidas de modo a que se mantenham aptas para os fins a que se
destinam, com níveis de durabilidade e segurança adequados para uma vida útil programável
(BRASIL, 2015). Para as estruturas exige-se um mínimo de 50 anos para VUP Mínimo, um
mínimo de 63anos para VUP Intermediário e de no mínimo75 anosde vida útil para estruturas
de VUP Superior. Sendo a vida útil estimada para a estrutura do edifício hospitalar de 75
anos, correspondente ao período em que face às exigências do projeto espera-se que a sua
estrutura não apresente degradação dos materiais. No entanto, os demais componentes do
edifício têm geralmente uma vida útil inferior à estrutura, sendo que as referidas
recomendações e especificações técnicas estabelecem igualmente que as soluções concebidas
no projeto dos edifícios hospitalares devem garantir elevada durabilidade, com vidas úteis de
40 anos para paredes exteriores, 20 anos para cobertura e redes hidrossanitárias e de20 anos
para paredes divisórias interiores conforme NBR 15.575-1 (ABNT, 2013).

A Manutenção,segundo SEAP (1997),é um conjunto de atividades técnicas e administrativas


destinado a preservar as características de desempenho técnico dos componentes ou sistemas
da edificação, cujo funcionamento depende de dispositivos mecânicos, hidráulicos, elétricos e
eletromecânicos.Para MACHADO (2013)a manutenção é “a combinação de todas as ações
técnicas, administrativas e de gestão durante o ciclo de vida de um bem, destinadas a mantê-lo
ou repô-lo num estado que possa cumprir a função requerida.” Esta definição da Manutenção
inclui outro conceito, o de Ciclo de Vida de um Bem, que é o “intervalo de tempo que se inicia
com a concepção e termina com a sua eliminação”, tendo a manutenção como principal
objetivo, no decorrer da vida útil de um bem, garantir que o seu nível de desempenho, através
de intervenções adequadas, seja igual àquele para que foi concebido, sendo que se for
pretendido um nível superior já se considera Reabilitação.

5. Tipos e estágios de manutenção

O SEAP (1997)define dois tipos de manutenção e suas subdivisões:

1)Manutenção Corretiva é “efetuada depois da detecção de uma falha, avaria ou


desempenho insuficiente e destinada a repor o bem num estado em que possa realizar uma
função requerida”.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
9

2)Manutenção Preventiva é a “manutenção efetuada antes da ocorrência de falha ou de


desempenho insuficiente dos componentes da edificação executada a intervalos de tempo
predeterminados ou de acordo com critérios prescritos com a finalidade de reduzir a
probabilidade de avaria ou de degradação do funcionamento de um bem”. Como exemplo, a
ANVISA (2009) em ambientes de atividade física considera como manutenção preventiva, a
limpeza, desinfecção, lubrificação, pintura, troca de cabos de aço, ou outras formas de fácil e
rápido movimento, respeitando os prazos determinados pelo fabricante.

2.1)Manutenção Preventiva Programada (ou Sistemática para KARMAN (1995)


eMACHADO (2013)) é a manutenção preventiva realizada em obediência a um Programa ou
Plano de Manutenção dos componentes da edificação. É executada a intervalos de tempo
preestabelecidos ou segundo um número definido de unidades de funcionamento, sem
controle prévio do estado do bem. É a manutenção típica dos sistemas de refrigeração
determinado pela NBR 13.971/97 (ABNT, 1997).

2.2)Manutenção Preventiva Regulamentar,é a manutenção preventiva que visa cumprir os


requisitos estabelecidos na legislação e regulamentação em vigor, exigindo incorporar
elementos a edificação que não eram exigidos na época da sua construção. São exemplo as
ações de manutenção preventiva regulamentar: (i) de instalações de detecção, prevenção e
combate de incêndio; (ii) dos sistemas energéticos de climatização em edifícios; (iii) dos
ascensores para portadores de necessidades especiais; (iv) das instalações de medicina física e
de reabilitação; (v) das instalações de águas para hemodiálise.

6. Manutenção Orgânica

De acordo comJarbas B. Karman(KARMAN, 1995)especialista em Manutenção Hospitalar,


além dos tipos de Manutenção acima apresentados éintroduzido o conceito de Manutenção
Orgânicacom a seguinte formatação:

Manutenção Orgânica:
 Manutenção Orgânica Preditiva: PHP – Planejamento Hospitalar Preditivo
 Continuidade Operacional
Manutenção Operacional:
 Manutenção Administrativa(ou Preventiva Regulamentar)
 Manutenção Preventiva
• Manutenção Preventiva Regular ou de Rotina (ou Programada)
• Manutenção Preventiva Condicionada(ou Preditiva)
Manutenção Corretiva
• Manutenção Vigilante
• Manutenção de Emergência
• Manutenção de Reparos

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
10

Desde a concepção de projeto no PHP- Planejamento Hospitalar Preditivo deve ser previsto
que este tipo de edificação sofrerá Manutenção Preditiva (em maior ou menor extensão),
devendo ser uma “Arquitetura por Antecipação”, necessitandocontemplar, por exemplo,uma
modulação arquitetônica, posição de esquadrias recuadas faceando paramento interno de
parede, persiana tele-comandada, “dobradiças em L” para portas escamoteáveis, protetor de
parede, amortecedor de porta, acabamentos, proteções e blindagens específicos, etc.Esta
“Arquitetura por Antecipação” deve abordar os recursos e meios a serem incorporados, ao
futuro hospital, visando ir ao encontro, de facilitar e tornar posteriormente possível a correta
Manutenção Operacional.

Uma instituição de saúde é um organismo dinâmico, sempre em mutação, principalmente em


grandes estabelecimentos como os hospitais: paredes e divisórias são seguidamente
removidas, deslocadas e acrescidas; alterações espaciais se sucedem em decorrência de
exigências administrativas e técnicas; novos equipamentos demandam suportes, apoios,
suprimentos e instalações (água, energia elétrica e outros). Amanutenção se encontra na
dependência da previsão dos meios, que a Arquitetura preditivamente põe à sua disposição.
Sem a previsão e provisão de recursos estruturais e orgânicos, a arquitetura poderá condenar a
futura instituição a precário desempenho e inoperante manutenção, sabido que vícios de
origem são de difícil superação.

A Manutenção Orgânica encontra-se vinculada à Arquitetura, à Construção, às Instalações,


aos Equipamentos e à Funcionalidade. Manutenção Orgânica ou Arquitetura-Manutenção-
Preditiva ou Arquitetura de Manutenção são termos criados pelo autor(KARMAN, 1995) para
exprimir requisitos arquitetônicos, construtivos, de instalação e de equipamentos, que a
arquitetura deve prever e incorporar ao edifício, para viabilizar, promover segurança,
continuidade no atendimento, facilitar e tornar econômica e racional a manutenção futura do
hospital, tornando viáveis e/ou menos problemáticas as alterações e novas incorporações, que
se sucedem no dia-a-dia das Instituições de Saúde e, principalmente, para assegurar a
imprescindível “Continuidade Operacional” (sem interrupção) de setores vitais e críticos. É de
suma importância a incorporação da Manutenção Orgânica aos projetos de Instituições de
Saúde, ainda em seus primórdios, sendo que o campo de abrangência da Manutenção
Orgânica é amplo e variado,requerendo reconhecimento, aceitação, acolhimento e
conscientização por parte de planejadores, construtores, instaladores, administradores,
profissionais e usuários.

A fase de projeto é de fundamental importância para uma construção, além da incorporação


de elementos que facilitem a manutenção, o surgimento de patologias responsáveis por grande
parte dos custos de manutenção na edificação são, via de regra, originadas na fase de projeto.
DAL MOLIN em 1989 apud (NOUR, 2003) constatou que em estruturas de concreto armado
na região de Porto Alegre – RS, 60% das fissuras ocasionadas por sobrecargas foram
causadas por problemas de projeto, 28% por problemas de execução e menos de 5% por
problemas de uso. Vários pesquisadores nos países europeus, verificaram que os problemas de
projeto são responsáveis por aproximadamente 40% das patologias, seguido pela execução
com 30%, materiais com 18%, restando a fase de uso menos de 10%.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
11

7. Manutenção Operacional

AManutenção Operacional, própria a Manuais de Manutenção está relacionadaà Manutenção


Preventiva Regular ou de Rotina, Manutenção Preventiva Condicionada e Manutenção
Administrativa Corretiva. A Manutenção Operacional é a que sucede e é a que dá
continuidade à Manutenção Orgânica, prevenindo, conservando, reparando, preservando e
assegurando a operacionalidade KARMAN (1995).

A ManutençãoOperacional Preventiva e Manutenção Corretiva,estão estreitamente


correlacionada à Manutenção Orgânica, concebida e planejada antes da execução da
instituição. Assim, o complexo planejamento de instituições de saúde passa agora a incorporar
planejamentos específicos, detalhados, consciente e tecnicamente elaborados, com
conhecimento de causa, capazes de prever e de ir ao encontro de necessidades, de
operacionalização e de manutenção futura. Esse “Ir ao Encontro Futuro” é que possibilita a
otimização e o funcionamento harmonioso de cada componente da Instituição, e torna viável
o desempenho eficaz da manutenção. Dentre as atribuições, a cargo da manutenção, talvez, a
que mais empenho requeira, seja a de assegurar ao estabelecimento de saúde Continuidade
Operacional, isto é, equipamentos, instalações, suprimentos e pessoal a postos e à mão a todo
o tempo. De uma maneira simples pode-se dizer que a manutenção preventiva consiste nas
atividades executadas antes da ocorrência de problema; a corretiva, por sua vez, somente é
realizada após o aparecimento de alguma falha (BRASIL, 2013a).

8. Manutenção Preventiva

Pode se conceber a Manutenção Preventiva como uma manutenção proativa, realizada antes
da ocorrência de falhas, tendo como objetivo atuar previamente de forma a evitar a falha e/ou
suas consequências. Nesta estratégia de manutenção podem-se considerar, ainda, a
Manutenção Preventiva Programada e a Manutenção Preventiva Condicionada ou Preditiva.

9. Manutenção Preventiva Condicionada ou Preditiva

Embora apresentada com diferentes nomenclaturas a Manutenção Preventiva Condicionada


(KARMAN, 1995) e (MACHADO, 2013) ou Manutenção Preditiva (CYRINO, 2015), como
o nome “condicionada”sugere, é uma manutenção dependente de tecnologia mais avançada,
visando apurar, com mais precisão, as condições e o estado de equipamentos, máquinas e
aparelhos por meio de dados coletados por monitoração ou inspeções. Este tipo de
manutenção se efetivou como importante ferramenta de produtividade a partir dos anos 70,
sendo que sua evolução vem se destacando desde meados dos anos 90 conforme estudiosos
das áreas de manutenção.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
12

Esta manutenção é um método aplicado na área de manutenção com a finalidade de indicar as


condições reais de funcionamento das máquinas e equipamentos com base em dados que
informam o seu desgaste ou processo de degradação. Visto então que a proposta da
manutenção preditiva é fazer o monitoramento regular das condições mecânicas, eletrônicas,
pneumáticas, hidráulicas e elétricas dos equipamentos e instalações e, ainda, monitorar o
rendimento operacional de máquinas, equipamentos e instalações quanto a seus processos.
Como resultado desse monitoramento, observa-se um aumento dos intervalos dos reparos por
quebras (Manutenção Corretiva) e dos reparos programados (Manutenção Preventiva), bem
como um aumento de rendimento no processo produtivo, uma vez que equipamentos e
instalações estarão disponíveis por um tempo maior para a operação.Portanto trata-se de uma
modalidade de manutenção que prediz o tempo de vida útil dos componentes das máquinas e
equipamentos e as condições para que esse tempo de vida seja bem aproveitado.

Os métodos mais comuns utilizadas para produzir diagnósticos para Manutenção


Preditivaencontram-se condicionados a procedimentos técnicos, a recursos e instrumentos
especializados, capazes de registrar vários fenômenos, tais como: análise de vibração,
ultrassom para detectar fissuras estruturais,espectrometriaque realiza um diagnóstico através
de análise da natureza de partículas presentes nos lubrificantes, inspeção visual, termografia
monitorando alterações de temperatura, ferrografia que quantifica o desgaste através de
exames microscópicos de limalhas transferidas ao lubrificante, contaminação de óleos, estado
de superfícies, alterações de pressão e outras técnicas de análise não destrutivascomo
indicadores e meios de diagnóstico precoce: aquecimento, velocidade, ruído, desgaste, folga,
desbalanceamento, desalinhamento, desregulagem e outros. Esta Manutenção Preditiva tem
como finalidade predizer falhas e detectar mudanças no estado físico que exijam serviços de
manutenção, com a antecedência necessária para evitar quebras ou estragos maiores. É
importante destacar que para cada tipo de equipamento deve-se determinar a frequência, o
responsável e a forma de registro. Além disso, se estabelecermos como constante as
Manutenções Preditivas, é possível eliminarmos as Manutenções Periódicas. Os objetivos
principais, portanto, são a redução de custos de manutenção e o aumento da produtividade.

9.1 Objetivos da Manutenção Preditiva

1. Determinar antecipadamente a necessidade de serviços de manutenção numa peça ou


componente específico de uma máquina ou equipamento;
2. Eliminar desmontagens e remontagens desnecessárias para inspeção;
3. Aumentar o tempo de disponibilidade das máquinas e equipamentos;
4. Reduzir as intervenções corretivas, as paradas de emergência e aumentar a rapidez na
sua resolução;
5. Reduzir os impactos dos procedimentos preventivos no resultado da operação;
6. Impedir o aumento e propagação dos danos;
7. Maximizar a vida útil total dos componentes e de um equipamento;
8. Elevar a qualidade ambiental;
9. Reduzir os consumos energéticos ao mínimo;
10. Elevar o conforto dos usuários;

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
13

11. Garantir boa imagem da instituição.

Baseado no conhecimento e análise dos fenômenos, torna-se possível indicar, com


antecedência, eventuais defeitos ou falhas nas máquinas e equipamentos, após isso a
manutenção preditiva adota dois procedimentos para atacar os problemas detectados:
 Diagnóstico: detectada a irregularidade, será necessário efetuar um diagnóstico
referente à origem e à gravidade do defeito constatado.
 Análise da tendência da falha: a análise consiste em prever com antecedência a avaria
ou a quebra e programar o reparo.

10. Manutenção Preventiva Programada ou de Rotina


Pode-se discorrer sobre àManutenção Preventiva Programada, realizada em intervalos de
tempo fixos, independentemente do estado de condição do bem, que a execução de
intervenções é decidida pelo fato de determinada periodicidade se verificar, como são os
casos nos edifícios das pinturas trianuais das paredes e da limpeza e desobstrução anual dos
coletores pluviais dos telhados como calhas, algerozes, tubos de queda e grelhas de
escoamento. Este tipo de manutenção baseia-se na análise do histórico de avarias, no estudo
da probabilidade destas ocorrerem e na informação dos fabricantes/fornecedores.

Num edifício, este tipo de estratégia de Manutenção Programada, requer um planejamento


que integre os planos elaborados para cada componente do edifício com informação bem
sintetizada e clara para aqueles que vão realizar as atividades de manutenção, sendo que na
sua elaboração deverão ser tidos em conta aspectos como: (i) a vida útil de cada componente;
(ii) os níveis de qualidade, de desempenho e operacionalidade exigidos; (iii) as anomalias
relevantes e seus mecanismos de degradação; (iv) as causas prováveis das anomalias; (v) a
análise dos registos históricos das intervenções em componentes desse edifício e noutros
similares; (vi) as recomendações técnicas do projeto e dos fabricantes/fornecedores; (vi) os
custos de operação.As operações de Manutenção Preventiva Programada incluem
procedimentos: de limpeza, de inspeção, de reparação local e de substituição local.

Ao se fazer umaManutenção Preventiva Condicionada ou Preditiva em função da análise do


estado de degradação dos componentes encontrados (pois se permite conhecer o estado de
condição dos componentes e atuar sobre as eventuais anomalias que possam existir)poderão
ser planejadas com prioridade as Inspeções de Rotina Programadas.Asações de inspeção
Preditiva, realizadas por técnicos especializados são planejadas tendo em conta a durabilidade
previsível dos elementos, permitindo detectar de uma forma mais adequada a necessidade de
intervenção, podendo reduzir o número de anomalias, obrigando a uma inspeção competente
dos elementos e exigindo uma otimização dos custos de inspeção face aos custos de
reparação.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
14

11. Manutenção Preventiva Programada e Programa de Manutenção

As Manutenções Programadas devem ser orientadas por um Programa de Manutenção (Plano


de Manutenção), que como bem especifica a SEAP (1997) no Manual de Obras Públicas-
Edificações - Manutenção, estabelece as diretrizes gerais para a execução de serviços de
conservação e manutenção de uma edificação ou conjunto de edificações, define o Programa
de Manutenção (Plano de Manutenção) como um conjunto de inspeções periódicas destinado
a evitar a ocorrência de falha ou de desempenho insuficiente dos componentes da edificação,
definidas em função das características dos componentes da edificação e orientação técnica
dos fabricantes ou fornecedores. Este Programa de Manutenção deve garantir o retorno dos
investimentos e se mostrar vantajoso financeiramente a médio e longo prazo. Um exemplo de
Plano de Manutenção para sistemas de ar condicionado Central é apresentado pelo BANCO
DE BRASILIA-BRB (2016)no seu Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC)
CP06005.

O Ministério da Saúde naPortaria 3523/GM - Qualidade do Ar de Interiores e Ambientes


Climatizados (BRASIL, 1998) no Art. 6º especifica que nos locais com climatização acima
de60.000 BTU/H, deverão manter um responsável técnico habilitado, com as atribuições de:

a)implantar e manter disponível no imóvel um Plano de Manutenção, Operação e Controle –


PMOC, adotado para o sistema de climatização. Este Plano deve conter a identificação do
estabelecimento, a descrição das atividades a serem desenvolvidas, a periodicidade, as
recomendações na ocorrência de falha do equipamento e de emergência, para garantia de
segurança dosistema, conforme especificações da NBR 13971/97 (ABNT, 1997);
b) garantir a aplicação do PMOC por intermédio da execução contínua direta ou indireta deste serviço;
c) manter disponível o registro da execução dos procedimentos estabelecidos no PMOC;
d) divulgar os procedimentos e resultados das atividades de manutenção, operação e controle
aos ocupantes.

O Tribunal de Contas da União na sua publicação Obras Públicas: recomendações básicas


para a contratação e fiscalização de obras públicas, solicita que:
Todo órgão público deve possuir um Programa de Manutenção, que é um
conjunto de inspeções periódicas realizado com vistas a evitar o surgimento
de problemas. Esse programa deve ser montado em função dos componentes
do empreendimento e sempre deve seguir a orientação técnica dos fabricantes
e fornecedores dos materiais e equipamentos instalado. (BRASIL, 2013b).

É importante que área responsável pelas atividades de conservação/manutenção deverá


implementar um Sistema de Manutenção (SM), preservando o desempenho, a segurança e a
confiabilidade dos componentes e sistemas da edificação, prolongar a sua vida útil e reduzir
os custos de manutenção, além de ser uma importante ferramenta de retroalimentação e
evolução dos projetos (NOUR, 2003). Este SMdeve ter os seguintes pontos essenciais:

a) Organização da área de manutenção,


b) Arquivo Técnico da edificação,

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
15

c) Cadastro dos componentes e sistemas da edificação e


d) Programa ou Plano de Manutenção.

A Organização da área de manutenção será compatível com o porte e complexidade da


edificação, disponibilidade de pessoal e a diretrizes administrativas relativas à contratação de
serviços de terceiros, envolvendo as funções de Gestão do SM, suprimento, almoxarifado e
oficina ou serviços de manutenção.A função de Gestão deverá responder pela implementação
e articulação das demais funções do SM, manutenção do Arquivo Técnico e Cadastro dos
componentes e sistemas da edificação e elaboração do Programa ou Plano de manutenção.

Solicita-se que oArquivo Técnico da edificação será constituído por todos os documentos de
projeto e construção, incluindo memoriais descritivos, memoriais de cálculo, desenhos,
especificações técnicas. Será integrado ainda pelos catálogos, desenhos de fabricação e
instruções de montagem, manuais de manutenção e de operação e termos de garantia
fornecidos pelos fabricantes e fornecedores dos componentes e sistemas da edificação.

Já o Cadastro da edificação deverá conter o registro de todos os componentes e sistemas


abrangidos pelo programa de manutenção, incluindo identificação, descrição e localização,
bem como as relações de documentos e de peças sobressalentes fornecidas pelos fabricantes e
fornecedores. Cadastrar as falhas existentes, determinando-se as origens, as possíveis causas e
os mecanismos de formação de modo que se possa prescrever o tratamento mais adequado do
ponto de vista técnico e econômico são primordiais para que esta manutenção prolongue a
vida útil do elemento que deverá sofrer intervenção.

O Arquivo Técnico e o Cadastro dos componentes e sistemas da edificação deverão ser


mantidos permanentemente atualizados, refletindo fielmente todas as modificações e
complementações realizadas ao longo da sua vida útil, incluindo os memoriais e desenhos
“como construído” elaborados durante a construção e todas as alterações posteriores.

Conforme determina a NBR 5674 (ABNT, 2011) cabe à função de Gestão a definição,
caracterização e quantificação dos materiais, componentes e serviços de manutenção a serem
adquiridos ou contratados pela administração.Registros históricos dos serviços de
manutenção, facilidades de aquisição, disponibilidade de recursos e outras variáveis deverão
orientar a fixação dos quantitativos e demais parâmetros de rotação do estoque necessário aos
serviços de manutenção.

O Plano ou Programa de Manutençãodeve ser fundamentado nos procedimentos e rotinas


de ManutençõesPreventivas recomendadas pelas normas e Arquivo Técnico.

Pela guarda e controle do estoque de componentes e materiais pertinentes às atividades de


manutenção será de responsabilidade do Almoxarifado.O Suprimento deverá responder pela
aquisição de materiais e componentes pertinentes aos serviços de manutenção, bem como à
contratação de serviços de terceiros. Caberá a Oficina ou serviços de manutenção responder
pelos serviços de manutenção executados pela própria Administração, bem como pelo

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
16

acompanhamento e fiscalização dos serviços de manutenção contratados com terceiros, em


atendimento ao Programa ou Plano de Manutenção.

A Gestãodo Sistema de Manutenção, de preferência, será apoiada por um Sistema


deInformação (SI), “software” para a montagem e gerenciamento de todos os dados e
informações pertinentes às atividades de manutenção, incluindo o arquivo técnico e o cadastro
dos componentes e sistemas da edificação, o plano ou programa de manutenção, o registro
dos serviços, datas e custos de manutenção, controle do vencimento de garantias de
fabricantes e fornecedores e outros dados de interesse.

José Guimarães (GUIMARÃES, 2012) citando AZEVEDO (2004) menciona que o objetivo
da Gestãodo Sistema de Manutenção é apresentar uma compreensão e um conjunto de
subsídios para melhorar esta atividade em ambientes de saúde, que apoiada na informática,
seja capaz de definir as ações mantenedoras dos elementos característicos e funcionais na
Unidade de Saúde (Exemplo: Parques de Equipamentos), agregando a especificação, o
projeto, a aquisição (construção) e a instalação de equipamentos médico-hospitalares
relacionados com o ambiente hospitalar na perspectiva do processo decisórios mais eficientes
e eficazes.Este modelo de Gestão deverá estar centrado no controle das variáveis de
manutenção e dos riscos existentes de prédios, instalações e equipamentos, visando articular
um conjunto de contribuições teóricas e especialmente instrumentais, aplicáveis as
organizações diversas, mantendo-se o foco na gestão dos seus ambientes.

A gerencia do Ambiente Hospitalardeve implementar os procedimentos e as atividades,


visando à manutenção em condições adequadas de todos os componentes do ambiente
hospitalar – prédio, infraestrutura e equipamentos, e executa seu plano de aprimoramentos (ou
correção de rota), de acordo com as prioridades estabelecidas, visando a simplificação dos
sistemas funcionais prediais para promoção de uma manutenção simples e de baixo custo.
Esta estratégia pode ser colocada em prática desde que medidas padronizadas sejam
implementadas como por exemplo o uso de lâmpadas e reatores de mesma potência e cor,
equipamentos de mesma marca e modelo utilizados por serviços diferentes dentro de um
mesmo Parque de Equipamentos, mesmo tipo de torneiras e válvulas de descarga sanitária em
todo o hospital são exemplos de itens que simplificam o processo de compra, de reparo de
intercambialidade de acessórios e redução de números de itens estocados.

Através do controle dos Cadastros, das manutenções, da criação de tabelas de elementos para
controle, localização dos equipamentos dos Parques de Equipamentos e a definição de níveis
de responsabilidade para uso do Sistema de Manutenção ele poderá estar a serviços do
gerenciamento de processos produtivos, por rede local ou para um desenvolvimento futuro em
aplicativos web com tratamento de apoio gerencial adequado a essas necessidades. Como
base a elaboração de um Plano de Manutenção para ambiente de saúde as características
principais do grupo elaborador do sistema de informática é buscar orientação nos documentos
oficiais do Ministério da Saúde, bem como, outras doutrinas que mantenham esse ambiente
em constante atualidade com as melhores práticas de reformas e construção de ambientes
sadios e ecologicamente responsáveis.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
17

Para uma adequada manutenção faz-se necessário que todos os procedimentos e rotinas da
Manutenção Preventiva devam ser continuamente avaliados, ajustados e complementados, de
modo a permanecerem sempre atualizados ao longo da evolução tecnológica e consistentes
com as necessidades e experiência da Gestão do Sistema de Manutenção.

GUIMARÃES (2012) menciona que a informatização da Gestão, que é expressa na forma de


ferramenta, prioriza a organização, o gerenciamento de conteúdos (dados brutos otimizados
por meio da comunicação e compartilhamento) e o aprimoramento da colaboração entre
usuários e gestores, como é desejável em uma proposta de Parques de Equipamentos onde são
agregados a especificação, o projeto, a aquisição (construção) e a instalação de equipamentos
médico-hospitalares relacionados com o ambiente hospitalar na perspectiva do processo
decisórios mais eficientes e eficazes, capazes de viabilizar o uso dos equipamentos em sua
plenitude tecnológica em função do acesso às informações de instalação, utilização e
manutenção. Este sistema de informática deve ser de fácil acesso aos sistemas de
infraestrutura utilizando informação do inventário de instalações, por compartimentos, ser um
sistema integrado de gerenciamento da manutenção capaz de administrar as ações de
manutenção por prédios, instalações e equipamentos.

A elaboração e implementação de Programas de Manutenção Corretiva e Preventiva,


éextremamente necessário (CALDAS, 2002), salientando que a qualidade da documentação
técnica produzida ao longo das fases de projeto e execução e seu direcionamento para
esclarecer dúvidas relativas às etapas de conservação, uso, manutenção e da operação dos
equipamentos, deverá ser sistematizadas na forma de Manuais de Uso relativas às
edificações.A Câmara Brasileira da Industria da Construção no seu guia orientativo de
desempenho de edificações habitacionais para atendimento à norma ABNT NBR 15575/2013
esclarece que os Manuais de Uso são também conhecido como Manual do Proprietário,
quando aplicado para as unidades autônomas, e manual das áreas comuns ou Manual do
Síndico (BRASIL, 2013). Em vários setores da administração federal, como no Conselho de
Justiça Federal (BRASIL, 2009) a entrega de Manuais de Uso com Plano de Manutenção
Periódica após a atividade de construção e reforma já é uma exigência.

Como preconiza a ABNT na NBR 14037 (ABNT, 2011)é necessário que se estabeleçam os
requisitos mínimos para elaboração e apresentação dos conteúdos a serem incluídos no
Manual de Uso. Este documento coma operação e manutenção das edificações, sendo
elaborado e entregue pelo construtor e/ou incorporador, conforme legislação vigente, deve:
a) informar aos proprietários/condomínio as características técnicas da edificação construída;
b) descrever procedimentos recomendáveis e obrigatórios para a conservação, uso e
manutenção da edificação, bem como para a operação dos equipamentos;
c) em linguagem didática, informar e orientar os proprietários e o condomínio com relação às
suas obrigações no tocante à realização de atividades de manutenção e conservação, e de
condições de utilização da edificação;
d) prevenir a ocorrência de falhas ou acidentes decorrentes de uso inadequado; e
e) contribuir para que a edificação atinja a vida útil de projeto.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
18

12. Considerações Finais

Nas áreas da estrutura das edificações e de infraestrutura das instalações de


saúdeexistemcarência de legislação específica para tratar a Manutenção em todos os seus
aspectos e plenitude que vão da organização, gerenciamento e qualificação de profissionais,
sendo fundamental sanar esta falha uma vez que a vida útil de uma edificação e seus
equipamentos, está diretamente relacionada com a qualidade e regularidade da sua
manutenção adequada, com a efetiva ação de rotinas e procedimentos preventivos e
corretivos.

As falhas no acompanhamento técnico quanto à qualidade do que é feito e uma expressiva


parte dos dispêndios com a manutenção predial e de equipamentos, deve-se à inexistência em
unidades de saúde dos especialistas em gestão de manutenção (engenheiros clínicos,
engenheiros de manutenção, engenheiros biomédico, etc.),limitando-se as organizações a
pratica de um acompanhamento burocrático dos contratos feitos por profissionais, que em
vários casos, carecem de conhecimentos técnicos nessa área especifica.

O desafio é o de adequar à incorporação tecnológica à estrutura de necessidades de saúde,


pois não existe no mundo e nem no Brasil, recursos financeiros suficientes para suportar a
lógica dos diagnósticos e exames complementares, baseados na tecnologia dos equipamentos
de custo altíssimo e de rápida obsolescência.

Uma expressiva parte dos dispêndios com a manutenção predial e de equipamentos médico
hospitalares é consequência da carência de recursos humanos habilitados para gerenciar as
rotinas operacionais preventivas ou corretivas nas edificações de saúde, sendo necessário
implementar, uma nova cultura para manutenção onde atitudes proativas substituirão os
serviços de “bombeiro”, apagando os incêndios; educar uma equipe de manutenção será
essencial neste processo de engajamento aos novos procedimentos a serem adotados.

É fundamental a implantação da Manutenção Orgânica desde a fase de concepção do projeto


construtivo, da Manutenção Operacional (Regulamentar, Programada e Preditiva) e da
Manutenção Corretiva com gestão e eficiência.

Uma estrutura bem elaborada, desde os pequenos estabelecimentos, focando num Sistema de
Manutenção com Organização, Gestão, Arquivo Técnico, Cadastro, Programa ou Plano de
Manutenção informatizado, Sistema de Informação e Manual de Uso, e conforme a demanda,
a complexidade e o porte da instituição um setor bem elaborado de Almoxarifado,Oficina e
Suprimento com pessoal qualificado e treinado que estejam constantemente atualizados para
atender as crescentes demandas de inovações tecnológicas dos modernos equipamentos e
necessidades dos usuários, pois uma manutenção de qualidade está diretamente relacionado a
um aumento da vida útil das edificações, dos equipamentos e com qualidade no serviço de
saúde prestados.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
19

Referência

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5.674 -


Manutenção de Edificações - Requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Rio de
Janeiro, 2011.

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7.256 - Tratamento


de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS) - Requisitos para projeto e execução
das instalações. Rio de Janeiro, 2005.

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13.971/97 -Sistemas


de refrigeração, condicionamento de ar e ventilação -Manutenção programada. Rio de Janeiro, 1997.

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.NBR 14.037 -Diretrizes


para elaboração de manuais de uso , operação e manutenção das edificações – Requisitos para
elaboração e apresentação dos conteúdos,CB-02.Rio de Janeiro, 2011.

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.NBR 15.575-1,


Edificações Habitacionais - Desempenho – Parte 1: Requisitos Gerais.Rio de Janeiro, 2013.

AMORIM, G. M.; QUINTÃO, E. V. C.; MARTELLI JR, H.; BONAN, P. R. F. Prestação de


Serviços de Manutenção Predial em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. Ciência e
Saude Coletiva, v. 18, n. 1, p. 145–158, 2013.

ANVISA. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Arquitetura e


Engenharia em Saúde.Normas. Disponível em http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/arq/
normas.htm. Acessado em 04 de abril de 2016a.

ANVISA.AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA.Manual de orientações


para fiscalização sanitária em estabelecimentos prestadores de atividades físicas e afins.
Brasilia, 2009.

ANVISA. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Missão institucional.


Disponível em: www.anvisa.gov.br/institucional/anvisa/apresentacao.htm. Acessado em: 01 de
Maio 2016b.

ANVISA. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC 50 de 21 de


fevereiro de 2002. Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e
avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasil: Diário Oficial
da União,2002b. Brasilia, 2002.

ANVISA.AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA.RDC 63 de 25 de

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
20

novembro de 2011. Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde.


Brasil: Diário Oficial da União.Brasilia, 2011.

ANVISA. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC307 de 14 de


novembro de 2002- alteração da RDC 50: Regulamento Técnico para planejamento,
programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciasi de
saúde.Brasil: Diário Oficial da União, 2002ª. Brasilia, 2002.

BANCO DE BRASILIA-BRB. Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC)


CP06005-AnexoVIII - Sistemas de Ar Condicionado Central. Disponível em:
https://www.brb.com.br/novo-site/sobre-brb/licitacoes/CP06005-AnexoVIII.pdf . Acessado
em 05 de abril de 2016.

BRASIL. CBIC - CAMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO.


Desempenho de edificações habitacionais: guia orientativo para atendimento à norma
ABNT NBR 15575/2013. Gadioli Cipolla Comunicação. 308f.2ª edição. Fortaleza, 2013

BRASIL. CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO BRASIL - CAU/BR.


Guia para arquitetos na aplicação da norma de desempenho NBR 15.575. 54f. Brasilia,
2015.
BRASIL. CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL. Guia de projetos e obras da justiça
federal. Brasilia, 2009.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAUDE. Normas para projetos físicos de estabelecimentos


assistenciais de saúde. Brasilia, 1994.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria 3523/GM - Qualidade do Ar de Interiores


e Ambientes Climatizados. BRASIL: Diário Oficial da União, 1998.

BRASIL. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Obras Públicas: recomendações básicas


para a contratação e fiscalização de obras de edificações públicas. 3a ed. Brasília, 2013.
CALDAS, E. C.; RAMÍREZ, E. F. F.; SANTOS JÚNIOR, P. R. Manual Hospitalar de
Manutenção Preventiva. Londrina, 2002.

CYRINO, L. Manutenção Preditiva.2015. Disponível em http://manutencaoemfoco.com.


br/conceitos-e-aplicacao-da-manutencao-preditiva.Acessado em 20 de Março de 2016.

GUIMARÃES, J. M. C. A problemática da manutenção predial e de equipamentos em


estabelecimentos de saúde pública do município do Rio de Janeiro. Escola Politécnica de
Saúde Joaquim Venâncio – Fundação Oswaldo Cruz, 2012.68f.Mestrado Profissionalizante
em Educação Profissional em Saúde, Rio de Janeiro, 2012.

MACHADO, M. P. N. M. Manutenção preventiva de um edifício hospitalar. ISEL -


Instituto Superior de Engenharia de Lisboa - Área Departamental de Engenharia Cvil, 2013.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016
Manutenção Predial em Ambientes de Serviço de Saúde Dezembro/2016
21

154 f . Dissertação para obtenção do grau de Mestre em Engenharia Civil na àrea de


Especialização de Edificações. Lisboa, 2013.

NOUR, A. A. Manutenção de Edifícios. Diretrizes para elaboração de um sistema de


manutenção de edifícios comerciais e residenciais. Escola Politécnica da Universidade de
São Paulo, Departamento de Engenharia de Construção Civil e Urbana, 2003. 84f.
Monografia apresentada à Escola Politécnica daUniversidade de São Paulo para obtenção
doTítulo de MBA - Especialista em Tecnologia eGestão da Produção de Edifícios, São Paulo
2003.

KARMAN, J.; FIORENTINI, D.; KARMAN, J. Manutenção incorporada à arquitetura


hospitalar. Brasilia: http://www.saude.rs.gov.br/upload/1358859248_APRESENTACAO%
20PORTARIA%20EIS%20PORTARIA%20500.pdf, 1995.

KRAEMER, A. C. Condições Sanitárias Básicas para Funcionamento dos


Estabelecimentos Assistenciais de Saúde e de Interesse a Saúde. CEVS - Centro Estadual
em Vigilãncia em Saúde RS (Org.). Disponível em http://www.saude.rs.gov.br/upload
/1358859248_APRESENTACAO%20PORTARIA%20EIS%20PORTARIA%20500.pdf.
Acessado em 15 de Março de 2016.

SEAP, SECRETARIA DE ESTADO DA ADMINISTRÇÃO E DO PATRIMÔNIO.


Manutenção - Manual de Obras Públicas-Edificações. Anexos da Portaria no 2.296, de 23
de julho de 1997. Brasilia 1997.

ISSN 2179-5568 - Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 12ª Edição nº 012 Vol.01/2016 Dezembro/2016