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7/7/2017

Como mensurar cidades inteligentes? – VIA – Estação Conhecimento

Como mensurar cidades inteligentes?

Nosso post de hoje vai destacar diferentes classi cações de Cidades Inteligentes pelo mundo e as metodologias utilizadas para sua mensuração.

Nos últimos anos, o tema Cidades Inteligentes ganhou espaço na discussão sobre as necessidades sociais, integrando informação e tecnologia com vistas ao desenvolvimento sustentável de cidades.

De acordo com a Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas [1] , o elemento principal que caracteriza uma cidade como inteligente é a conexão entre todos os elementos de uma área, com a nalidade de construir um sistema de informações que promova a melhoria da qualidade de vida da população.

Os rankings de Cidades Inteligentes surgem a partir de estudos comparativos, avaliando e classi cando cidades sob diferentes dimensões e indicadores, com a nalidade de revelar potencialidades e lacunas de cada uma para seu desenvolvimento. Veja a seguir como são elaboradas as principais metodologias de mensuração de cidades inteligentes pelo mundo e seus respectivos rankings:

1. Connected Smart Cities

O Connected Smart Cities [2] é um Ranking Brasileiro desenvolvido pela Urban Systems em

parceria com a Sator, empresas que buscam envolver o meio empresarial e o poder público no Brasil para otimização das cidades do país.

O Ranking Connected Smart Cities [3] tem por objetivo sanar as necessidades sociais,

entendendo que as cidades brasileiras podem alcançar consideráveis resultados nos seus processos de desenvolvimento, colocando-as em patamares equivalentes ao melhores cases de cidades inteligentes do mundo.

Segundo a metodologia, entende-se por uma cidade inteligente como aquela que cresce de forma planejada através da análise do desenvolvimento de 11 eixos: Mobilidade, Urbanismo, Meio Ambiente, Energia, Tecnologia e Inovação, Economia, Educação, Saúde, Segurança, Empreendedorismo e Governança.

7/7/2017

Como mensurar cidades inteligentes? – VIA – Estação Conhecimento

Con ra abaixo a classi cação das principais cidades inteligentes do Brasil, com resultados apresentados na edição de 2016 do evento Connected Smart Cities:

Posição Cidade

Pontos

São Paulo (SP)

35,71

Rio de Janeiro (RJ)

34,96

Curitiba (PR)

34,88

Brasília (DF)

33,84

Belo Horizonte (MG)

33,19

Vitória (ES)

32,91

Florianópolis (SC)

32,50

Barueri (SP)

31,99

Recife (PE)

31,86

10º

Campinas (SP)

31,39

1. IESE Cities in Motion

A classi cação IESE Cities in Motion [4] é um estudo da IESE Business School da Universidade

de Navarra (Espanha) que estabelece um ranking das cidades mais inteligentes do mundo.

Em sua edição mais recente (2015) foram estudadas 181 cidades de todo o mundo sob as perspectivas de governança, gestão pública, planejamento urbano, tecnologia, ambiente,

visibilidade internacional, coesão social, transporte e mobilidade, capital humano e economia.

A performance é mensurada em 4 níveis entre Alto, Relativamente Alto, Médio e Baixo. O

resultado revelou que mais da metade das cidades abordadas tiveram classi cação Alta ou Consideravelmente Alta, sendo que nenhuma das 9 brasileiras está entre estes níveis.

Con ra abaixo o ranking das cidades mais inteligentes do mundo de acordo com a metodologia:

Posição Cidade

Pontos

Nova Iorque (US)

100,00

Londres (UK)

99,65

Paris (FR)

92,89

São Francisco (US)

92,41

Boston (US)

91,68

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Como mensurar cidades inteligentes? – VIA – Estação Conhecimento

Amsterdam (NL)

90,32

Chicago (US)

90,23

Além do Ranking, também é possível acessar uma plataforma interativa de comparação entre o

desempenho das cidades para todas as dimensões. Clique aqui! [5]

1. European Smart Cities

O European Smart Cities [6] é resultado de um trabalho colaborativo entre o Centro de Ciência

Regional da Universidade de Tecnologia de Vienna, o Departamento de Geogra a da Universidade de Ljubljana e o Instituto de Pesquisa para Habitação, Urbanismo e Estudos de Mobilidade da Universidade de Tecnologia Delft para veri car o desempenho das cidades europeias com população entre 300 mil e 1 milhão de habitantes.

A classi cação das cidades é realizada através do estudo de seis características-chave, sendo

estes: economia inteligente, pessoas inteligentes, governança inteligente, mobilidade inteligente, meio ambiente inteligente e estilo de vida inteligente. Estas características são compostas por 27 domínios e 90 indicadores com dados padronizados, permitindo comparabilidade.

A plataforma do European Smart Cities não classi ca as cidades como mais ou menos

inteligentes, mas disponibiliza uma ferramenta de comparação entre todas as cidades estudadas

para as características abordadas. Você pode conferir clicando aqui! [7]

1. Smart City Index Portugal

O Smart City Index Portugal [8] é uma ferramenta de comparação do desempenho de 36

municípios portugueses integrantes da Rede Portuguesa de Cidades Inteligentes (RENER). A metodologia analisa as dimensões de Governança, Inovação, Sustentabilidade, Qualidade de Vida e Conectividades, divididas em 24 sub dimensões e 93 indicadores.

A análise global, com a média de todas as dimensões revelou as cidades portuguesas com maior

inerência às características de cidades inteligentes, entendidas, de acordo com o estudo, como cidades sustentáveis, inovadoras e inclusivas que utilizam de tecnologia, informação e conhecimento para proporcionar maior qualidade de vida à população e superar os desa os futuros. O resultado apresenta as 10 cidades com melhor desempenho, sendo:

Posição Cidade

Porto

Águeda

7/7/2017

Cascais

Bragança

Guimarães

Matosinhos

Braga

Sintra

Aveiro

10º

Santarém

Como mensurar cidades inteligentes? – VIA – Estação Conhecimento

Con ra o documento da edição de 2016 do Smart City Index Portugal [9] e compare os resultados em cada uma das dimensões.

A equipe do VIA realizou um estudo sobre a capacidade que as cidades de Santa Catarina têm de se tornarem cidades inteligentes, com base em indicadores disponíveis em domínios públicos. O estudo foi apresentado no Primeiro Congresso Nacional de Inovação e Tecnologia (INOVA 2016) em São Bento do Sul e publicado na Revista Eletrônica do Alto Vale do Itajaí. Con ra o artigo

* Por Darlan Junkes [11] – Ciências Contábeis – Universidade Federal de Santa Catarina

Links

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