Você está na página 1de 59

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS - CAMPUS UNIMONTE

BRUNA BEATRIZ LENCIONE MEDEIROS DA SILVA

THAYNÁ MARQUES DOS SANTOS

INFLUÊNCIA DO CONSUMO DA BIOMASSA DE BANANA VERDE SOBRE O


PERFIL LIPÍDICO

Santos
2018
BRUNA BEATRIZ LENCIONE MEDEIROS DA SILVA

THAYNA MARQUES DOS SANTOS

INFLUÊNCIA DO CONSUMO DA BIOMASSA DE BANANA VERDE SOBRE O


PERFIL LIPÍDICO

Trabalho de conclusão de curso apresentado a


Universidade São Judas - Campus Unimonte
como exigência parcial para conclusão do
curso de Biomedicina.

Orientadora: Profa. Dra. Daniela Ortolani

Santos
2018
BRUNA BEATRIZ LENCIONE MEDEIROS DA SILVA
THAYNA MARQUES DOS SANTOS

INFLUÊNCIA DO CONSUMO DA BIOMASSA DE BANANA VERDE SOBRE O


PERFIL LIPÍDICO

Trabalho de conclusão de curso apresentado a


Universidade São Judas - Campus Unimonte
como exigência parcial para conclusão do
curso de Biomedicina.

Orientadora: Profa. Dra. Daniela Ortolani

BANCA EXAMINADORA:

Nome do examinador:
Titulação:
Instituição:

Nome do examinador:
Titulação:
Instituição:

Local: UNIVERSIDADE SÃO JUDAS - CAMPUS UNIMONTE

Data da aprovação:
“Lembre-se sempre, o seu foco determina a sua realidade.”
Gui Gon Jinn
RESUMO
A Musa ssp, pertence à família Musaceae, popularmente conhecida como “banana”, rica em
vitaminas e sais minerais. A banana é um dos frutos mais comercializados do mundo, sendo o
Brasil, o quinto maior produtor mundial. O seu fruto verde, quando consumido, além de
agregar os benefícios supracitados, possui amido resistente e fibras que funcionam como
espessante, tornando-se, então, um alimento prebiótico. Estudos comprovam sua eficácia em
determinados tratamentos, dentre eles, nos casos de pacientes portadores de doenças crônicas
não transmissíveis, diabetes e dislipidemias. Partindo dessa premissa, o presente projeto teve
como objetivo avaliar os perfis lipídicos de dez voluntários e para que essa análise fosse feita,
a biomassa obtida através do cozimento da banana verde, foi distribuída durante noventa dias,
tendo seu consumo estipulado em (20g/dia). Uma amostra de sangue venoso foi coletada no
dia zero e outra no nonagésimo dia e ambos os resultados foram analisados e comparados.
Dentre os resultados obtidos, não existe um delta significativo em relação a média do grupo
observado antes e depois do consumo de biomassa de banana verde.

Palavra-chave: Musa ssp, banana verde, biomassa, amido resistente, amido resistente tipo 2.
ABSTRACT
Musa ssp belongs to the family Musaceae, popularly known as "banana", rich in vitamins and
minerals. Banana is one of the most commercialized fruits in the world, Brazil being the fifth
largest producer in the world. Its green fruit, when consumed, in addition to all
aforementioned benefits, it has resistant starch and fibers that act as a thickener and by this
becoming a prebiotic food. Studies have shown its efficacy in some treatments, among them,
in cases of patients with chronic non-communicable diseases, diabetes and dyslipidemias.
Considering these assumptions, the purpose of this project is to evaluate the lipid profiles of
ten volunteers, and for this analysis to be done, the biomass obtained by cooking the green
banana was distributed during ninety days, with its consumption stipulated at (20g / day). A
venous blood sample was collected on day zero and another one on the ninetieth day and both
results were analyzed and compared. Among the results obtained, there is no significant delta
in relation to group observed before and after consumes of biomass green banana.

Key words: Musa ssp, green banana, biomass, resistant starch, resistant starch type 2.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Escala de maturação ................................................................................... ...............12

Figura 2. Benefícios do consumo do amido resistente..............................................................17

Figura 3. Processo de fermentação e produto final ................................................... ...............17

Figura 4. Estrutura das lipoproteínas........................................................................................18

Figura 5. Classificação das dislipidemias .................................................................................19

Figura 6. Esquema ilustrado do mecanismo de ação das estatinas por inibição da enzima
HMGCoA- redutase .............................................................................................. ................21

Figura 7. Mecanismo de ação das resinas ................................................................................22

Figura 8. Ilustração do preparo, separação, lavagem ...............................................................24

Figura 9. Cozimento.................................................................................................................25

Figura 10. Concentração plasmática de triglicerídeos de voluntários que ingeriram biomassa


de banana verde (20g/dia) antes e após 90 dias........................................................................26

Figura 11. Concentração plasmática de LDL de voluntários que ingeriram biomassa de


banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias............................................................................27

Figura 12. Concentração plasmática de VLDL de voluntários que ingeriram biomassa de


banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias............................................................................27

Figura 13. Concentração plasmática de HDL de voluntários que ingeriram biomassa de


banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias............................................................................28

Figura 14. Concentração plasmática de colesterol total de voluntários que ingeriram biomassa
de banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias.......................................................................29
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Propriedades nutricionais da banana verde e madura do tipo nanica em
100g.....................................................................................................................................11

Tabela 2 - Classificação das fibras e substâncias semelhantes às fibras............................. 13


Sumário

1- INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 11

1.1 Aspectos nutricionais da banana ................................................................................................. 11

1.1.1 Fibras alimentares ............................................................................................................... 14


1.1.2 Amido ................................................................................................................................... 15
1.2 Lipoproteínas............................................................................................................................... 19

1.2.1 Dislipidemias........................................................................................................................ 19
1.2.2 Tratamentos medicamentosos das dislipidemias.................................................................. 21
2- OBJETIVO ....................................................................................................................................... 24

3- MATERIAIS E MÉTODO ............................................................................................................... 24

3.1 Desenho experimental ................................................................................................................. 24

3.2 Critérios de inclusão e exclusão dos voluntários......................................................................... 24

3.3 Preparo da biomassa .................................................................................................................... 25

3.4 Coleta do sangue e análises bioquímicas .................................................................................... 26

3.5 Análise estatística........................................................................................................................ 27

4- RESULTADOS ..................................................................................................................................... 27

5- DISCUSSÃO .................................................................................................................................... 30

6- CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................................ 32

7- REFERÊNCIA .................................................................................................................................. 33

ANEXO A ............................................................................................................................................. 40

ANEXO B ............................................................................................................................................. 42

ANEXO C ............................................................................................................................................. 44

ANEXO D ............................................................................................................................................. 58
11

1- INTRODUÇÃO
A banana, Musa spp, pertence à classe Monocotyledoneae, ordem Scimitales, família
Musaceae e subfamília Musoideae, divididos em dois gêneros: Musa, que possui o maior
número de espécies e frutos comestíveis, o gênero Ensete, de interesse tecnológico com frutos
ornamentais (ORMENESE, 2010). Originária do extremo oriente e típica de clima tropical
(NASCENTE et al., 2005), o fruto se adequou em nosso país, tornando-nos o quinto maior
produtor mundial (EMBRAPA, 2014). Normalmente, associamos o consumo com a fruta
madura, porém estudos têm demostrado o benefício do fruto verde. Vale (2003) em seu livro,
mostra a extensa variedade do preparo de alimentos feitos com a biomassa de banana verde.
Considerada uma fibra alimentar, a biomassa vem despertando o interesse dos pesquisadores.
Suas características derivam de vegetais e são resistentes à ação das enzimas digestivas
humanas. Posto isso, podemos considerar a biomassa um alimento funcional, classificado
como prebiótico. Este termo se aplica pois o produto final possui alta carga de amido
resistente do tipo 2, promovendo vários benefícios ao organismo, entre eles, a melhor
funcionalidade da biota intestinal e redução de lipídios plasmáticos.
Quando as concentrações plasmáticas de LDL estão elevadas, o tratamento
medicamentoso inclui as estatinas que inibem a síntese do colesterol hepático e as resinas que
promovem a eliminação intestinal dos ácidos biliares, drogas que acarretam alguns efeitos
colaterais. Neste contexto, este trabalho propõe-se a verificar se a banana verde, consumida na
forma de biomassa, pode contribuir para a diminuição do LDL- colesterol plasmático.
A biomassa de banana verde quando incluída na dieta auxilia no controle de
dislipidemias, devido à presença do amido resistente que atua no intestino de maneira análoga
às resinas, ou seja, sequestra ácidos biliares e os elimina nas fezes. Essa atividade pode
resultar no aumento da síntese de ácidos biliares no fígado a partir do colesterol,
consequentemente, diminuindo as concentrações plasmáticas dos lipídios principalmente do
LDL-colesterol.

1.1 Aspectos nutricionais da banana


A banana Musa ssp, é um fruto de excelente valor nutricional, possui uma gama
energética e alto teor de carboidratos, amido, açúcares e também vitaminas A, B1 (tiamina),
B2 (riboflavina) e C, teores normais de sais minerais, como potássio, fósforo, cálcio, sódio e
magnésio, dentre outros, porém em menor quantidade. Podemos observar no quadro abaixo
tais propriedades, com comparativo entre o nível de amadurecimento, entre a banana verde e
madura (Tabela 1).
12

Tabela 1. Propriedades nutricionais da banana verde e madura do tipo nanica em 100g (VALE
MAIS Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI, 2012).

Banana Nanica Banana Nanica


Verde Madura

Carboidratos 14,20 g 23,8 mg


Proteínas 1,3 g 1,4 mg
Lipídeos n/a 0,1 g
Potássio 293 mg 376 mg
Sódio 0,20 mg 0,20 mg
Fibra 8,70 mg 1,63 g
Ferro 1,33 mg 0,3 mg
Fosforo 14,40 mg 27 mg
Cálcio 5,70 mg 3 mg
Vitamina C 16,9 mg 5,9 mg
Vitamina A 25 mcg ------------
Vitamina B1 40 mcg ------------
Vitamina B2 76 mcg 0,02 mg
Vitamina B3 0,446 mg ------------
Vitamina B6 0,14 mg -----------
Amido Resistente 3,21 g ------------
Cinzas 0,70 g ------------
Pectina 1,10 g ------------
Cobre 0,04 mg ------------
Magnésio 14,60 mg ------------
Manganês 0,14 mg ------------
Zinco 0,12 mg ------------
Calorias 64 Kcal 92 Kcal
13

Após o amadurecimento da banana, observa-se que o amido resistente é convertido em


açúcares, em sua maioria glicose, frutose e sacarose (VALLE e CAMARGOS, 2003). Em
relação ao sabor, a polpa de banana verde não é igual ao da fruta amadurecida, possui baixo
teor em açúcares e compostos aromáticos, altos teores de flavonoides e uma grande quantia de
amido resistente (semelhante a fibra dietética), essas peculiaridades a torna um alimento
funcional, pois suas fibras alimentares estão associadas a prevenção de doenças degenerativa
do metabolismo intestinal e a prevenção de algumas doenças crônicas não transmissíveis
(DCNT), como exemplo: de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM), colites, dislipidemias, doença
celíaca (BIANCHI, 2013).
Uma das formas de consumo é o purê feito com a polpa da banana verde. Esse
purê/biomassa não possui gosto, sendo assim, não altera o sabor das preparações em que é
adicionada, atuando como um poderoso espessaste alimentar, aumenta o valor nutricional, a
quantidade de fibras, proteínas e minerais, além de aumentar o rendimento dos produtos em
função da absorção de água (Silva et al., 2016).
Segundo Santos e Gomes (2012), além de estudos com a biomassa, também há estudos
com a farinha de biomassa, com a intenção de substituir o trigo e agregar valor nutricional aos
produtos, essa substituição tem em vista também ajudar pessoas portadoras de doenças
celíacas. A farinha de biomassa apresenta grande viabilidade para a utilização em produtos de
confeitaria, panificação, produtos dietéticos e alimentos infantis. A melhor forma de preparo
e consumo dessa biomassa é através da banana totalmente verde, pois as propriedades estão
em sua melhor fase. A escala de maturação de Von Loesecke, nos mostra de forma adequada
o ponto correto para este processo (Figura 1).

Figura 1. Escala de maturação de Von Loesecke para bananas (PBMH & PIF, 2006).
14

1.1.1 Fibras alimentares


Especialistas da área de nutrição têm demonstrado interesse nas fibras alimentares,
ganhando assim uma atenção redobrada devido suas propriedades físico-químicas, as quais
produzem diferentes efeitos fisiológicos no organismo. Essas substâncias derivam de vegetais
e são resistentes à ação das enzimas digestivas humana, as quais podem ser classificadas em
fibras solúveis (FS) e fibras insolúveis (FI), de acordo com a sua solubilidade em água. As FS
são responsáveis, por favorecer a vilosidade intestinal e redução do colesterol plasmático. As
FI aumentam o volume do bolo fecal, reduzem o tempo de trânsito no intestino grosso,
tornando a eliminação fecal mais fácil e rápida (MATTOS; MARTINS, 2000). Algumas
dessas fibras são consideradas alimentos funcionais, que ao pé da letra define-se como:
alimentos/ingredientes com ação benéfica ao organismo, além do valor nutritivo convencional
(EXEL, 2012).
Aconselha-se que o consumo desses alimentos seja regular, esta conscientização é de
extrema importância, pois o consumo do mesmo só terá ação quando mantido uma dieta
balanceada e equilibrada (VILARTA et al., 2007). Fibras do tipo não são difíceis de encontra
em nosso dia a dia, as ligninas por exemplo são encontradas no brócolis, cenoura, pectinas
achamos em laranjas e maças, amido resistente na banana verde dentre outros, como vemos na
Tabela 2.

Tabela 2. Classificação das fibras e substâncias semelhantes às fibras (COSTA, 2005).

Dentro do conceito de alimentos funcionais, o termo prebiótico é utilizado para


diferenciar ingredientes alimentares não digeríveis que beneficiam o hospedeiro, estimulando
o crescimento dos probióticos, que são microrganismos vivos da nossa flora intestinal, com a
função de auxiliar o funcionamento do intestino e nos proteger de bactérias que possam ser
15

prejudiciais ao organismo. O objetivo dos alimentos enriquecidos com probióticos é de,


auxiliar na proliferação dessas bactérias para regular o trânsito intestinal e proteger o
organismo de possíveis infecções. Iogurtes e leites fermentados são alguns dos alimentos
conhecidos e enriquecidos com os conhecidos lactobacilos vivos (OLIVEIRA, 2002).
A banana verde se encaixa na classificação dos prebióticos, pois contem em sua
composição alta quantidade de amido resistente, e, a não digestão e absorção no intestino
delgado favorecem sua fermentação no intestino grosso, isso estimula a proliferação de
bactérias consideradas probióticas (CADERNETTE, 2006).

1.1.2 Amido
Polissacarídeos são polímeros formados por unidades de monossacarídeos unidos por
ligações glicosídicas, com maior e menor peso molecular, solúveis ou insolúveis em água. As
homoglicanas são formadas por apenas uma espécie de monossacarídeo como unidade
monomérica e as heteroglicanas, formadas por diversas espécies de monossacarídeos.
Possuem funções como por exemplo reserva energética, estruturais e uso tecnológico. Os
polissacarídeos que encontramos com mais frequência na natureza são amido, glicogênio,
celulose, hemicelulose, pectina, gomas e quitinas (LEONI, 2001). Com toda diversidade
presente na natureza o amido constitui a mais importante reserva de nutrição das plantas,
sendo facilmente hidrolisado e digerido, portanto, um importante componente da alimentação
humana. Formado por cadeias de unidades de glicose, as variações do amido dependem da
maturação da planta e das proporções entre amilose e amilopectina, influenciando na
viscosidade e no poder de geleificação (LEONI, 2001).
Por ser tratar de um carboidrato, sua digestão inicia-se na boca por meio da atividade da
α amilase, liberada pelas glândulas salivares. São produtos de digestão a glicose, maltose e
outros oligossacarídeos. O pâncreas também libera amilase que vem a ser lançada no intestino
delgado, onde a digestão é finalizada, resultando em apenas unidades de glicose, que
atravessam a parede do intestino alcançando a corrente sanguínea (PEREIRA, 2007).

Amido resistente tipo 1


Encontrado em grãos, leguminosas e sementes o amido resistente tipo 1 ou fisicamente
inacessível, pode impedir o acesso da amilase pancreática e diminuir a digestão do amido.
Isto ocorrer se o amido estiver contido em uma estrutura inteira ou parcialmente rompida; se
as paredes celulares rígidas inibirem o seu intumescimento e dispersão, como nos legumes; ou
16

por sua estrutura densamente empacotada, como no macarrão tipo espaguete (COSTA, 2005).
Em plantas estão armazenados como corpos intracelulares parcialmente cristalinos
denominados grânulos são classificados como A, B e C. As moléculas de amilopectina de
cereais, contendo menos de 20 unidades de glicose, favorecem a formação de polimorfos
cristalinos tipo A. As cadeias maiores das moléculas de amilopectina de tubérculos, contendo
mais de 22 unidades de glicose, favorecem a formação de polimorfos tipo B, encontrados
também na banana, em amidos retrogradados e em amidos ricos em amilose. Embora com
estrutura helicoidal essencialmente idêntica, o polimorfo tipo A apresenta empacotamento
mais compacto do que o tipo B, o qual apresenta estrutura mais aberta e centro hidratado. Por
sua vez, o polimorfo tipo C é considerado um intermediário entre os tipos A e B, sendo
característico de amido de legumes e sementes (WALTER et al., 2005).

Amido resistente tipo 2


O amido resistente tipo 2 trata-se de grânulos de amido nativo encontrado no interior da
célula vegetal, com baixa digestibilidade devido às características intrínsecas da estrutura
cristalina dos seus grânulos. A banana verde apresenta um teor excelente de amido resistente,
que tem ação semelhante à das fibras. Por ser resistente, ela não é digerida e nem absorvida.
No intestino é utilizada por bactérias probióticas como uma fonte de energia (LOBO, SILVA,
2003). Como já foi dito este tipo está presente na banana verde e na fécula de batata crua, pois
após cozida a batata perde essa propriedade.
O amido resistente tipo 2 age como um sequestrante de esteroide, estimulando o fígado a
produzir ácidos biliares e por consequência observa-se a diminuição dos colesteróis
fracionados séricos (YOUNES, H et al., 1995). Consequentemente a biomassa auxilia no
funcionamento intestinal, agindo na prevenção e tratamento de quadros como diarreia,
constipação, prevenção de doenças como câncer, obesidade, dislipidemias e diabetes
(POLESI, USP; 2009).

Amido resistente tipo 3


O mais comum dos amidos e o mais importante, já que sua formação é resultante do
processamento do alimento. O conteúdo de amilose, a temperatura, a forma física, o grau de
gelatinização, o resfriamento e a armazenagem, afetam seu conteúdo (NUNES et al., 2014).
A maior parte do amido ingerido pelo homem é submetida a tratamentos com calor e
umidade, resultando no rompimento e gelatinização da estrutura do grânulo nativo, tornando-
17

se digerível (BOTHAM et al., 1995). A retrogradação da amilose, à temperatura do ambiente,


é um processo rápido (poucas horas), originando uma forma de amido altamente resistente à
redispersão em água fervente e à hidrólise pela amilase pancreática (WALTER et al., 2005).
O processo de digestão do amido pode ser afetado por fatores intrínsecos, como a presença de
complexos amido-lipídeo e amido-proteína, de inibidores da amilase e de polissacarídeos não-
amiláceos, bem como por fatores extrínsecos, como tempo de mastigação, tempo de trânsito
do alimento da boca até o íleo terminal, concentração de amilase no intestino, quantidade de
amido presente no alimento e a presença de outros componentes que podem retardar a
hidrólise enzimática (NUNES et al., 2014). Estes dados explicam porque, ao contrário da
fibra alimentar, as quantidades de amido resistente nos alimentos podem ser manipuladas de
forma relativamente simples pelas técnicas de processamento, influenciando a taxa e extensão
esperada da digestão do amido no intestino delgado humano (NUNES et al., 2014).

Amido resistente tipo 4


Os amidos do tipo 4, consiste no amido quimicamente modificado. Esses produtos
incluem os amidos substituídos quimicamente com grupamentos ésteres, fosfatos e éteres,
bem como amidos com ligações cruzadas, sendo estes também resistentes à digestão no
intestino delgado. Esse processo permite alterar uma característica ou inibir a estrutura
original e adequá-lo. Dentre suas especificidades estão o espessamento, a retenção,
estabilidade, paladar e brilho, gelificar, dispersar ou conferir opacidade. Os amidos nativos
são perfeitamente adaptados aos produtos feitos na hora, preparados sem muita preocupação
com conservação. Suportam mal as imposições tecnológicas de determinados processos
industriais que incluem exposição a amplas faixas de temperaturas e pH (LOBO e SILVA,
2003).

Benefícios do amido resistente na saúde


O principal fator e papel do amido resistente, é justamente sua resistência na
digestabilidade no intestino delgado tendo como efeito alterações fisiológicas positivas, sendo
importante, observar as respostas de glicemia e insulinêmia. Este tipo de amido se torna
disponível como substrato para fermentação pelas bactérias anaeróbicas do cólon
(COZZOLINO, 2009). Por se tratar de um carboidrato fermentador, ele nos entrega como
produto final os ácidos graxos de cadeia curta, dentre eles o propinato, butirato e acetato, estes
produtos nos proporcionam benefícios de grande serventia.
18

Figura 2. Benefícios provenientes do consumo do amido resistente (YOUNES et al., 1995).

Fibras que provêm da dieta, quando passam pelo trato gastrointestinal são degradadas
pelas bactérias, a digestão frente a flora microbiana fornece ao hospedeiro metabólitos
importantes para manutenção do trato gastro-intestinal, esta ação favorece a formação de
ácidos graxos de cadeia curta. O amido resistente é um carboidrato fermentador, posto isso,
seu produto final são ácidos graxos de cadeia curta, exemplo: butirato, acetato e propinato.
Ácidos graxos de cadeia curta são absorvidos rapidamente no intestino e sua metabolização
ocorre essencialmente pelos colonócitos, tecido hepático e muscular, cerca de 5 a 10% é
eliminado nas fezes (VINOLO, 2010).

Figura 3. Processo de fermentação e produto final (HOOP et al., 2002).

O ácido butírico é proveniente de degradação das fibras alimentares, produzido nas


porções proximais do intestino grosso é considerado o principal produto de ação na
19

manutenção celular do intestino, prevenindo fatores de risco, dentre eles, inflamação do


intestino e o câncer colo retal. Sua forma protonada é lipossolúvel facilitando o acesso na
membrana da célula, assim que instalado dentro da célula, ele passa por um processo de
conversão no interior da mitocôndria, esta reação induzir a proliferação da base da cripta,
realçando um volume de tecido considerado saudável (LAMEIRO, 2011). Já na mucosa
inflamada ele estimula a regeneração. Em células neoplásicas, inibe a proliferação na
superfície da cripta (BROUNS; KETTLITZ; ARRIGONI, 2002).

1.2 Lipoproteínas
Segundo o autor SPOSITO et al (2007) a maioria das lipoproteínas são hidrofóbicas,
seu interior permite a solubilização e transporte dos lipídeos. O envelope é composto por
lipídeos anfipáticos de membrana e proteínas denominadas apolipoproteínas, seu núcleo é
constituído por lipídios apolares, triglicerídeos e ésteres de colesterol, que permite a
dissolução dos lipídios. A camada externa hidrófila, constituída por compostos polares, tais
como proteínas solúveis, apoproteínas, porção hidrófila dos fosfolípidos, e colesterol livre. As
lipoproteínas ricas em TG são as maiores e menos densas. A estrutura dessas lipoproteínas é
fundamental para o transporte dos lipídios através da corrente sanguínea (MOTTA, 2009).

Figura 4. Estrutura das lipoproteínas plasmáticas e seus componentes moleculares (COSTA e


AMARAL, 2015).

1.2.1 Dislipidemias
Determinada por concentrações anormais de lipídios ou lipoproteínas no sangue, são
classificadas em primárias, vinculadas a alteração fenotípica e as secundárias que apresentam
20

elevação nas frações lipídicas, associada a doença preexistente (LIMA, 1999). São
classificadas de acordo com a Figura 5.

Figura 5. Classificação das dislipidemias (COSTA e AMARAL, 2015).

Hipercolesterolemia isolada: elevação isolada do LDL-C (≥ 160 mg/dL).


Hipertrigliceridemia isolada: elevação isolada dos TGs (≥ 150 mg/dL).
Hiperlipidemia mista: valores aumentados de LDL-C (≥ 160 mg/dl) e TG (≥ 150
mg/dL).
HDL-C baixo: redução do HDL-C (homens < 40 mg/dL e mulheres < 50 mg/dL)
isolada ou em associação, aumento de LDL-C ou de TG (FONSECA; IZAR, 2014).

Hipercolesterolemia Familiar
Considerada uma doença genética do metabolismo das lipoproteínas cujo modo de
herança é autossômico codominante, se caracteriza por níveis muito elevados do colesterol da
lipoproteína de baixa densidade (LDL-c), e a presença de sinais clínicos característicos, como
xantomas, risco aumentado de doença arterial coronariana prematura (JATENE et al., 2012).

No entanto a hipercolesterolêmia, ou seja, o aumento dos níveis de colesterol


plasmático, na maioria dos casos ocorre através do consumo exacerbado de
colesterol na dieta do indivíduo, ou causas fisiológicas, como por exemplo, um
problema na metabolização do colesterol no fígado (OLIVEIRA et al., 2013).
21

Hiperlipidemia
Caracteriza-se, por uma série de distúrbios ocasionados pelo excesso de colesterol,
triacilgliceróis e lipoproteínas no plasma sanguíneo, sendo assim considerado um fator de
risco no desenvolvimento de aterosclerose e doenças cardíacas. As lipoproteínas presentes no
sangue são: VLDL (lipoproteí- nas de densidade muito baixa), LDL (lipoproteínas de baixa
densidade) e IDL (lipoproteínas de densidade intermediária). Os quilomícrons também são
classificados como lipoproteínas e são compostos por triacilgliceróis, colesterol e proteína. Há
também lipoproteínas de alta densidade (HDL) que são consideradas o “bom colesterol”
conhecidas como fatores “anti-risco”. A hiperlipidemia pode ser resultado de um distúrbio
genético, de outras condições clínicas ou, uma consequência de uma combinação destes
fatores (IZAR; CHACRA, 2016).

1.2.2 Tratamentos medicamentosos das dislipidemias


Segundo o autor Fonseca (2005) as estatinas são fármacos hipolipemiantes que
exercem os seus efeitos através da inibição da HMG-CoA redutase, enzima fundamental na
síntese do colesterol, levando a uma redução do colesterol tecidual e um consequente aumento
na expressão dos receptores de LDL.
Os grupos das estatinas são divididas em classes: naturais, derivadas de fermentação
fúngica, como metabolitos secundários dos fungos e com menos efeitos secundários e
sintéticas, que surgem de alterações sua estrutura, sendo assim uma forma de aumentar a sua
eficácia na interação com a enzima HMGCoA, havendo alterações na formação de pontes de
hidrogénio e modificações na lipossolubilidade, o que faz com que umas sejam mais
hidrossolúveis e seletivas que outras: sinvastatina (derivado semi-sintético da lovastatina),
fluvastatina, atorvastatina, cerivastatina, rosuvastatina (COSTA; AMARAL, 2015).

As estatinas são inibidores competitivos da enzima HMG-CoA-r,


atuando sobre os hepatócitos. Para além de competirem com o
substrato (HMG-CoA), estes fármacos modificam a conformação da
enzima ao acoplarem-se ao local de ação. Apesar da ligação
reversível, esta alteração conformacional evita que a HMG-CoA-r
obtenha uma estrutura funcional. Adicionalmente, a afinidade das
estatinas para a enzima é cerca de 103 vezes maior do que a do
substrato (domínio nanomolar vs. domínio micromolar,
22

respetivamente). Estes fatores tornam as estatinas, fármacos muito


eficazes e específicos na regulação de disfunções lipídicas (SANTOS;
BATISTA; MARTA, 2015).

Figura 6. Esquema ilustrativo do mecanismo de ação das estatinas por inibição da enzima
HMGCoA-redutase (SANTOS; BATISTA; MARTA, 2015).

Segundo o autor SCHULZ (2006), as estatinas podem gerar alguns efeitos adversos,
como exemplo, o aumento de enzimas hepáticas, que ocorre entre 0,5 a 2,5% dos casos. Estas
alterações ocorrem pela ação da dose-dependente e problemas graves são excepcionalmente
raros, melhorando com redução da dose ou suspensão da medicação.
Entretanto as resinas são consideradas sequestrantes de ácidos biliares, utilizadas no
tratamento da redução do LDL-colesterol, em aproximadamente 15 e 30% para atingir este
efeito, exige-se que a dose aplicada seja entre 24 g/dia e 30 g/dia. Tais dosagens são difíceis
de atingir, tanto pelo fato desta medicação ter baixa palatabilidade assim como efeitos
adversos gastrintestinais consequentes desta dosagem (ARAUJO et al., 2005).
São substâncias que se ligam a ácidos biliares e formam complexos que serão
eliminados pelas fezes, impedindo a recirculação destas substâncias. Para o organismo
compensar essas perdas, o fígado aumenta a conversão de colesterol a ácidos biliares,
23

reduzindo a colesterolemia. Em geral, provocam pequeno aumento dos triglicérides, nesse


caso, sendo pouco adequados para pacientes com triglicérides aumentados, pois interferem na
absorção de vários medicamentos (SCHULZ, 2006).
Esta sequência demonstra com melhor clareza a atividade exercida pela resina no
intestino e na função hepática.
1. Sequestro de ácidos biliares na luz intestinal.
2. Menor absorção intestinal do colesterol da dieta.
3. Aumento da conversão hepática de colesterol (endógeno) em ácidos biliares.
4. Aumento da expressão dos receptores de LDL no fígado.
5. Maior extração de LDL circulante.
6. Redução do LDL-C plasmático.
Itens 4, 5 e 6 mostram a semelhança com as estatinas.

O que difere é a magnitude: a redução do LDL colesterol é da ordem de 20%, melhor do


que fibratos, porém muito inferior à das estatinas (PIRES, 2007). No seu mecanismo de ação
as resinas evitam a reabsorção de ácidos biliares e aumentam a captação pelos receptores
LDL hepáticos, como podemos ver na figura abaixo:

Figura 7. Mecanismo de ação das resinas. Fonte: do Autor.

Os principais efeitos colaterais estão a interferência na mobilidade intestinal,


constipação, particularmente em idosos, plenitude gástrica, náuseas e acúmulo de gases no
24

trato intestinal ou abdome, além de exacerbação de hemorroidas preexistentes (CARAMELLI


et al., 2007).

2- OBJETIVO
Verificar a influência do consumo da biomassa de banana verde durante 90 dias sobre
o perfil lipídico de voluntários.

3- MATERIAIS E MÉTODO
O estudo foi submetido para aprovação pelo comitê de ética, seguindo as normas da
RESOLUÇÃO Nº 510, DE 07 DE ABRIL DE 2016, e RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE
DEZEMBRO DE 2012 “Considerando o respeito pela dignidade humana e pela especial
proteção devida aos participantes das pesquisas científicas envolvendo seres humanos;”
Número do Comprovante: 032809/2018, comprovante de envio encontra-se no ANEXO D.

3.1 Desenho experimental


Esta pesquisa foi delineada como um estudo da relação estímulo/efeito utilizando
apenas o grupo experimental, sem o grupo controle (CAMPANA, 1999). O grupo
experimental foi composto por dez voluntários, dentre, homens e mulheres acima de 22 anos,
residentes da cidade de Santos. No dia zero, amostras de sangue venoso foram coletadas para
a análise do perfil lipídico. A partir de então, ao longo de 90 dias corridos, esse grupo fez o
uso da biomassa de banana verde (20 g/dia) da maneira que preferir, como, vitamina, suco,
doces, massas, etc. Após os 90 dias os voluntários passaram por outra coleta, e uma nova
análise de perfil lipídico. Todos os voluntários tiveram acompanhamento semanal, não houve
problemas ou desistência, caso houve-se o voluntário estaria completamente isento do
processo.

3.2 Critérios de inclusão e exclusão dos voluntários


Utilizamos um questionário para seleção dos voluntários, seguindo a RESOLUÇÃO Nº
466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012. Os critérios de inclusão e exclusão foram adotados:
Inclusão: 1º- Não apresentem características alérgicas alimentares.
Exclusão: 1º- Voluntário que faz exercícios físicos periodicamente, ou que faça uso de
medicamento, não estará incluso. Pois poderá mascarar os resultados.
2º- Quem possuir restrição alimentar, e/ou, não estiver disposto a introduzir o produto que
será ofertado para uso no período de 90 dias da pesquisa.
25

Nesta etapa os selecionados receberam um termo de consentimento e uma cópia da


resolução citada acima. Uma reunião individual foi feita com cada participante esclarecendo
quaisquer dúvidas. O questionário e termo de consentimento encontram-se nos ANEXOS A e
B.

3.3 Preparo da biomassa


O material que nos foi doado, Musa ssp, foi colhido no município de Santos-SP (Lat.
23,93561935 Lon: 46,34704208). Para o preparo da biomassa utilizamos o fruto verde sem
nenhum tipo de climatização, totalmente verde, assim como demostrado na escala de
maturação. O processo de cozimento se deu da seguinte forma:
1º Foi retirado uma a uma do cacho, sem retirar o talo.
2º Lavou-se as bananas verdes com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e
sabão, enxaguando-as bem, assim como a figura a baixo.

Figura 8. Ilustração do preparo, separação, lavagem. Fonte: Do Autor.

3º Na panela de pressão com água já fervente, as bananas foram cozidas com casca,
cobertas com água por vinte minutos.
26

4º Em seguida, o fogo foi desligado após os primeiros oito minutos e a pressão cozinhou
as bananas.

Figura 9. Cozimento Fonte: Do Autor.

5º Aos poucos, a casca da polpa foi retirada e colocada a quantidade desejada da polpa
cozida quente no processador. Tudo foi processado até obter uma pasta bem espessa.
6° A pasta foi conservada no congelador.

7° As porções foram separadas por peso, em sacos alimentícios individuais, e entregue


aos voluntários.

3.4 Coleta do sangue e análises bioquímicas


Para essa pesquisa estabelecemos como método de avaliação a técnica de colorimétrica,
neste ensaio utilizamos os Kit’s da Labtest Liquiform, TRIGLICERIDES, HDL e
COLESTEROL, o manual encontra-se no ANEXO C.
A coleta foi realizada no período da manhã, no laboratório de hematologia, em sequência as dez
amostras passaram pelo processo de centrifugação a 3.000 rpm, por um período de 10
minutos, após, realizamos os devidos procedimentos de preparação do reagente, branco,
padrão e teste, em tubos de ensaio descartáveis, foram deixados em banho Maria á 37cº
durante 10 mim. A leitura dos testes foi feita em equipamento de espectrômetro
semiautomático, previamente calibrado para tais testes.
27

3.5 Análise estatística


Os dados obtidos estão expressos como média aritmética, seguida do erro padrão
da média. Teste t de Student foi utilizado para comparar os grupos. As diferenças foram
consideradas estatisticamente significantes quando o valor de p foi menor que 0,05.
Todas as análises e gráficos foram feitos com o auxílio dos Programas GraphPad Prisma
(San Diego, CA, EUA).

4- RESULTADOS
A ingestão da biomassa de banana verde por 90 dias não alterou significativamente as
concentrações plasmáticas de triglicerídeos (Figura 10). Os valores de referência para os
triglicerídeos variam de limiar alto 150-199, desejável <150 e elevado 200-499. Com isso,
observa-se que em média o triglicerídeos encontram-se em concentrações desejáveis.
C o n c e n t r a ç ã o p l a s m á t i c a d e t r i g l i c e r íd e o s ( m g / d L )

200

150

100

50

0
s

is
te

o
n

p
A

e
D

Figura 10. Concentração plasmática de triglicerídeos de voluntários que ingeriram biomassa


de banana verde (20 g/dia) durante 90 dias.

Em relação a concentração plasmática de LDL, a ingestão de biomassa de banana não


alterou significativamente (Figura 11). Ao observamos individualmente as concentrações de
LDL, apenas dois voluntários apresentaram níveis ótimos, e apenas um muito elevado,
comparando com os valores de referência (ótimo <100, limiar ótimo 100-129, limiar elevado
130-159, elevado 160-189 e muito elevado >190).
28

C o n c e n t r a ç ã o p la s m á t ic a d e L D L ( m g /d L )
200

150

100

50

0
An t e s D e p o is

Figura 11. Concentração plasmática de LDL de voluntários que ingeriram biomassa de


banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias.

A Figura 12, mostra as concentrações plasmáticas de VLDL. Observamos também que as


concentrações plasmáticas encontram-se razoáveis, dentro do valor de referência, normal: de 2 a
30 mg/dl; Alto: acima de 30 mg/dl, sem diferença estatística após o tratamento com a ingestão de
biomassa de banana verde.
C o n c e n t r a ç ã o p l a s m á t ic a d e V L D L ( m g /d L )

40

30

20

10

0
An t e s D e p o is
29

Figura 12. Concentração plasmática de VLDL de voluntários que ingeriram biomassa de


banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias

Em relação ao HDL-C, apesar da tendência, a ingestão de biomassa de banana verde


durante 90 dias em aumentar as concentrações plasmáticas, estas não foram estatisticamente
significativas (Figura 13).
C o n c e n t r a ç ã o p la s m á t ic a d e H D L ( m g / d L )

80

60

40

20

0
An t e s D e p o is

Figura 13. Concentração plasmática de HDL de voluntários que ingeriram biomassa de


banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias.

O colesterol total é a soma do: (trigli/5 resultado) + LDL + HDL =. Seus valores de
referência indicam desejável <200 e limiar elevado 200-239. A Figura 14 mostra que a
ingestão de banana verde não alterou significativamente as concentrações plasmáticas de
colesterol total.
30

C o n c e n t r a ç ã o p l a s m á t i c a d e c o l e s t e r o l t o t a l ( m g /d L )
250

200

150

100

50

0
An t e s D e p o is

Figura 14. Concentração plasmática de colesterol total de voluntários que ingeriram biomassa
de banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias.

5- DISCUSSÃO
As pesquisas demostradas a seguir foram selecionadas afim de acompanhar o
desenvolvimento de estudos que se correlacionam ao tema, apresentados por uma linha
cronológica de 1995 a 2015. YOUNES et al., (1995) foi o pioneiro nesses estudos, sua
pesquisa acompanhou dois grupos de ratos, durante um certo período, com quatro tipo de
dietas, analisando a eficácia entre elas. O estudo mostra que ratos alimentados com a dieta
Amido resistente “A.R”, houve redução da concentração plasmática de colesterol, em todas as
fracções de lipoproteínas. Entre a colestiramina e o A.R, o amido também diminuiu a
concentração plasmática de triglicerídeos na fração de lipoproteínas ricas em triglicérideos.
Porém um em complemento ao outro, foi descrito de forma positiva e seus resultados foram
relevantemente considerados bons.
ACHOUR (1997) demostrou o efeito metabólico de amido de milho digerível e
parcialmente digerível. Mostrou que o amido pré-gelatinizado proporciona uma mudança na
digestão, induzindo a retrogradação que conduz a uma redução na resposta glicêmica e
insulínica. Nesta mesma linha de pesquisa, JENKINS. et al (1998) relatam que os potenciais
benefícios fisiológicos do amido resistente estudado parecem se relacionar com a saúde do
cólon, em termos de efeitos sobre o volume fecal e metabolismo ácidos graxos de cadeia
curta, em contra partida, relata que não houve efeito sobre os perfis lipídicos séricos. Visto
31

que o amido age de forma benéfica no trato gastrointestinal, BIRD, BROWN (2000) em seu
parecer, relatou que, a fermentação do amido no intestino grosso pode ser modulada de modo
a menor risco de doença, sobressaltando o benefício digestivo do mesmo para a microflora
intestinal.
PARK et al (2003) mostraram que um dos efeitos significativos do amido resistente é a
redução na concentração de colesterol total no soro e de LDL, porém não ficou claro o efeito
redutor no triglicerídeo. Vinte anos após a primeira pesquisa desta linha temporal,
JYOTHSNA et al., (2015) pesquisaram sobre o amido resistente presente no sorgo (um grão),
e a ação sobre o perfil lipídico de indivíduos saudáveis. Demonstraram que houve um efeito
significativo após o consumo de amido resistente em CT, TG, HDL-C, LDL-C.
Nossos voluntários não apresentaram alterações no perfil lipídico como observado pelos
trabalhos citados acima. Tem-se demonstrado que o amido resistente tipo 2 age como um
sequestrante de esteroide, estimulando o fígado a produzir ácidos biliares e por consequência
observa-se a diminuição dos colesteróis fracionados séricos (YOUNES, H. et al., 1995),
segundo ARAUJO et al., (2005) a mesma funciona de maneira análoga a dos medicamentos
utilizados para o tratamento de dislipidemias. E quando associados podem potencializar sua
ação, de acordo com YOUNES, H. et al., (1995) em sua conclusão. Talvez isso tenha
acontecido pelo fato de nossos voluntários não apresentarem quadros de hiperlipidemias.
Novos estudos devem ser feitos em populações que apresentem este tipo de alteração, para
que possa ser observado o benefício da biomassa de banana verde.
Acreditamos também que a ingestão de biomassa de banana verde possa ter promovido
outros benefícios que não foram avaliados no trabalho. Como por exemplo, melhora na
função intestinal e saciedade. Tem sido demonstrado que a banana verde funciona como
alimento prebióticos, pois contém em sua composição alta quantidade de amido resistente, e, a
não digestão e absorção no intestino delgado favorecem sua fermentação no intestino grosso,
estimulando a proliferação de bactérias consideradas probióticas (CADERNETTE, 2006).
32

6- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o desenvolvimento deste trabalho, concluímos que a ingestão de biomassa de
banana verde durante 90 dias não alterou o perfil lipídico dos voluntários.
33

7- REFERÊNCIA

ARAUJO; et al., Ezetimiba – farmacocinética e terapêutica. Rio de Janeiro Rj: Arquivos


Brasileiros de Cardiologia, 2005. 85 v Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-
782X2005002400006&script=sci_arttext&tlng=pt> acesso: 21 de setembro de 2016

ACHOUR, L. et al., Metabolic effects of digestible and partially indigestible cornstarch: a


study in the absorptive and postabsorptive periods in healthy humans. Disponível em:
Copyright © 1997 pela American Society for Clinical Nutrition, Inc
<http://ajcn.nutrition.org/content/66/5/1151.short> Acesso em 09 set. 2016

BIANCHI, Marcia. Benefícios da Biomassa de Banana Verde na diminuição do risco de


sobrepeso e/ou obesidade e suas comorbidades. 2013 Disponível em:
<http://www.valemaisalimentos.com.br/datafiles/imagens/files/TCC_Marcia_Bianchi_. pdf>.
Acesso em: 21 abr. 2016

BIRD. A. R., BROWN. L. I. Starches, Resistant Starches, the Gut Microflora and Human
Health Curr. Issues Intest. Microbiol. (2000) 1(1): 25-37. Resistant Starches 25 Disponivel
em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11709851> Acesso em 10 de agos 2016

BOTHAM, R. L. et al., A physicochemical characterization of chick pea starch resistant


to digestion in the human small intestine. Carbohyd Polym, v.26, p.83-90, 1995. Disponível
em :< www.sciencedirect.com/science/article/pii/0144861794001053> Acesso em: 6 de ago
2016

BROUNS, Fred; KETTLITZ, Bernd; ARRIGONI, Eva. Resistant starch and “the butyrate
revolution”. Trends In Food Science & Technology, [s.l.], v. 13, n. 8, p.251-261, ago.
2002. Elsevier BV. <http://dx.doi.org/10.1016/s0924-2244(02)00131-0.>

CAMPANA, Álvaro Oscar. Metodologia da investigação científica aplicada à área


biomédica – 2. Investigações na área médica. 1999. 12 f. Tese (Doutorado) - Curso de
Medicina, Faculdade de Medicina de Botucatu-unesp., Botucatu, 1999. Disponível em:
34

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-35861999000200005>.
Acesso em: 19 out. 2017.

CARDENETTE, H. L. Giselli. Produtos derivados de banana verde e sua influência na


tolerância a glicose e na fermentação colônica. São Paulo, Disponível em :
<http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9132/tde-21112006-110917/pt-br.php> 2006
Acesso em: 21 abr. 2016

COSTA, A. E. Giovana de CORRELAÇÃO ENTRE VALOR NUTRITIVO E TEORES


DE FIBRA ALIMENTAR E AMIDO RESISTENTE DE DIETAS CONTENDO
GRÃOS DE ERVILHA (Pisum sativum L.), FEIJÃO-COMUM (Phaseolus vulgaris L.),
GRÃO-DE-BICO (Cicer arietinum L.) E LENTILHA (Lens culinaris Med.). 2005. 80 f.
Tese (Mestrado) - Curso de Nutricionista, Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de
Engenharia de Alimentos., Campinas – Sp, 2005. Disponível em:
<http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000348241&print=y>.Acesso
em: 08 set. 2016.

COSTA, D. Maria da; AMARAL, Silva. UTILIZAÇÃO TERAPÊUTICA DAS


ESTATINAS: INDICAÇÕES, NOVAS PERSPETIVAS E EFEITOS LATERAIS A
CURTO E LONGO PRAZO. Porto: Universidade Fernando Pessoa Faculdade de Ciências
da Saúde, 2015.

COZZOLINO, S. M. F. Biodisponibilidade de Nutrientes- 3ª ed. Barueri – SP, 2009.

EMBRAPA. Produção Brasileira de Banana. Embrapa: mandioca e floricultura. 2014.


Disponível em:
<https://www.embrapa.br/documents/1355135/1905644/b1_banana.pdf/6c38c334-0fb6-4cd6-
9fe3-43d2b1aada24>. Acesso em 20 abr. 2016.

EXEL, Mariana. Entenda o que é um alimento funcional. São Paulo: Saúde e Bem Estar,
2012. Disponível em: <http://www.nutricaopraticaesaudavel.com.br/index.php/saude-bem-
estar/entenda-o- que-e-um-alimento-funcional/ > Acesso dia 18 de abril de 2016
35

FONSECA, Francisco Antonio Helfenstein; IZAR, Maria Cristina de Oliveira. Como


Diagnosticar e Tratar Dislipidemias Dyslipidemics. 7. ed. São Paulo: Moreira Jr Editora,
2014. 72 v. Disponível em:
<http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=6187>. Acesso em: 25 set.
2016.

FONSECA, Francisco Antonio Helfenstein. Farmacocinética das estatinas. São Paulo:


Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2005. 85 v.

HOOPER, L. V. et.al., How Host-microbial interactions shape the nutrient environment


of the mammalian intestine. Annu. Rev. Nutr., v 22, p.283-207,2002

IZAR, Maria Cristina; CHACRA, Ana Paula. Dislipidemias em Situações Especiais. 3. ed.
São Paulo: Revista Socesp, 2016. 26 v. Disponível em:
<http://www.socesp.org.br/publicacoes/revistas.asp#.WBaYnNIrLMy>. Acesso em: 26 out.
2016.

JATENE, et al., I DIretrIz BrasIleIra De HIpercolesterolemIa FamIlIar (HF).Rio de


Janeiro Rj: Revista da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2012. 99 v. Disponível em
:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066782X2012001700001&script=sci_artt ext>
acesso: 01 de setembro de 2016

JENKINS, D. J. et al., Physiological Effects of Resistant Starches on Fecal Bulk, Short Chain
Fatty Acids, Blood Lipids and Glycemic Index. Journal Of The American College Of
Nutrition, [s.l.], v. 17, n. 6, p.609-616, dez. 1998. Informa UK Limited.
<http://dx.doi.org/10.1080/07315724.1998.10718810> Acesso em 08 set. 2016

JYOTHSNA, E. et al. Effect of sorghum based resistant starch rich product supplementation
on lipid profile of healthy individuals. DOI: 10.9790/1959-04335054 1940 Volume 4, Issue 3
Ver. III (May. - Jun. 2015), PP 50-54. Disponível em : <www.iosrjournals.org>

LAMEIRO, T. M. do M. et al., Efeitos do butirato nos níveis de peroxidação lipídica em


células da mucosa cólica sem trânsito fecal: estudo experimental em ratos. Rev. Bras.
36

Colo-proctol., [s.l.], v. 31, n. 2, p.155-164, jun. 2011. FapUNIFESP (SciELO).


http://dx.doi.org/10.1590/s0101-98802011000200007. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010198802011000200007>.
Acesso em: 24 out. 2016.

LEONI, L.A.B; NASCIMENTO, A.M. Bioquimica para a área da saúde 2º ed. editora
plêiade 2001 Acesso em: 27 ago. 2016.

LIMA, José Carlos C. As dislipidemias e suas avaliaçöes laboratoriais / Hyperlipidemia


and laboratory evaluation. 2. ed. São Paulo: Revista Dha, 1999. 6 v. Disponível em:
<http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/edicoes_revista.asp>. Acesso em: 25
ago. 2016.

LOBO, A.R.; SILVA, G.M.de L. Amido resistente e suas propriedades físico-químicas.


Rev.Nutr.vol.16 no.2 Campinas April/June2003. Disponivel em:
<www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732003000200009> acesso em:
21 de ago 2016

MATTOS, L. L. de; MARTINS, I. S.. Consumo de fibras alimentares em população


adulta. Revista de Saúde Pública, [s.l.], v. 34, n. 1, p.52-54, fev. 2000. FapUNIFESP
(SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0034-89102000000100010. Disponível em:
<http://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/24980/26808>. Acesso em: 11 ago. 2016.

MOTTA, Valter. Bioquímica Clínica: Princípios e Interpretações. 10. ed. Rio de Janeiro
Rj: Medbook, 2009. Acesso: 25 out. 2016. Disponível em: <
http://www.laboratoriocentral.com.br/livro-bioquimica-clinica-principios-e- interpretacoes>

NASCENTE, A.S.; Costa, J.N.M.; Costa, R.S.C.; O cultivo da banana verde em Rondônia.
2005. Disponível em:
<httphttp://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Banana/CultivodaBa
nanaRO/autores.htm> Acesso em: 01 set. 2016.

NUNES. et al, Revista Eletronica Nutritime – ISSN 1983-9006 Artigo 256 Volume 11
37

Número 04 – Julho/Agosto 2014, O milho processado e deferentes técnicas de


determinação do amido na alimentação

OLIVEIRA, Juliana Sorraila de; SOSTISSO, Queli Cristina Bitencourt; JUNQUEIRA,


Caroline da Rocha. NÍVEIS INDESEJÁVEIS DE COLESTEROLTOTAL NO
ORGANISMO HUMANO E A OCORRÊNCIA DE ESTRESSE OXIDATIVO. 2. ed.
Rio de Janeiro Rj: Revista Biomotriz, 2013. 7 v.

OLIVEIRA, Maricê Nogueira de et al. Aspectos tecnológicos de alimentos funcionais


contendo probióticos. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas: Brazilian Journal of
Pharmaceutical Sciences, São Paulo, v. 38, n. 1, p.2-21, 1 abr. 2002. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v38n1/v38n1a02>. Acesso em: 12 set. 2016.

ORMENESE, R. de C. S. C.. Obtenção de farinha de banana verde por diferentes


processos de secagem e aplicação em produtos alimentícios. Campinas: Universidade
Estadual de Campinas - Faculdade de Engenharia de Alimentos - Departamento de
Tecnologia de Alimentos, 2010. Acesso em: 9 mai. 2016.

PARK, O. J. et al., Resistant Starch Supplementation Influences Blood Lipid


Concentrations and Glucose Control in Overweight Subjects, March 24, 2003 J J.Nutr Sci
Vitaminol, 50, 93-99, 2004. Disponível em: <https://www.jstage.jst.go.jp/browse/jnsv/>
Acesso em: 8 de set 2016

PIRES. José Guilherme. Drogas Antidislipidemicas: Drogas Antidislipidemicas. São Paulo


Sp: Raniê Ralph, 2007.

PEREIRA, D. K. Amido resistente, a última geração no controle de energia e digestão


saudável Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 27(supl.): 88-92, ago. 2007 Disponível em :
<http://www.scielo.br/pdf/cta/v27s1/a16v27s1.pdf> Acesso em: 3 de set 2016.

PBMH & PIF - PROGRAMA BRASILEIRO PARA A MODERNIZAÇÃO DA


HORTICULTURA & PRODUÇÃO INTEGRADA DE FRUTAS. Normas de Classificação
38

de Banana. São Paulo: CEAGESP, 2006. (Documentos, 29). Disponível em:


<http://www.hortibrasil.org.br/images/stories/folders/banana.pdf> Acesso em : 07 de ago.
2016

POLESI, L.F – Amido Resistente obtido a partir de leguminosas e de seus hidrolisados.


USP – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Piracicaba – SP, 2009. Disponível
em: <www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11141/tde-09092009-150507/> acesso em: 06 de
ago 2016

SANTOS, Ana Marta; BATISTA, Bárbara; MARTA, Teresa Rita. Projeto de Engenharia
Farmacêutica. 2015. 103 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Farmácia, Universidade de
Lisboa Faculdade de Farmácia e Instituto Superior Técnico, Lisboa, 2015. Acesso em: 28 set.
2017.

SANTOS, J. M. G. dos; GOMES, V. C. Banana Verde e Suas Propriedades Funcionais.


2012. Disponível em:
<http://media.wix.com/ugd/d2a901_862a6972178a76800498ef794a731b28.pdf>. Acesso em:
21 abr. 2016.

SPOSITO, Andrei C.; CARAMELLI, Bruno. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias


e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de
Cardiologia. São Paulo: Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume, 2007. 88 v.
Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066782X2007000700002&script=sci_arttext&tl
ng=en > acesso: 20 de setembro de 2016

SCHULZ, I. Tratamento das Dislipidemias – Como e Quando Indicar a Combinação de


Medicamentos Hipolipemiantes. São Paulo Sp: Arq Bras Endocrinol Metab, 2006.
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-
27302006000200021 > acesso: 23 de setembro de 2016

SILVA, A. R. da et al. Green banana pasta diet prevents oxidative damage in liver and
39

kidney and improves biochemical parameters in type 1 diabetic rats. Arch. Endocrinol.
Metab. São Paulo, 2016. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S235939972016005002111&lng=en
&nrm=iso>. Acesso em: 21 abr. 2016.

VALE MAIS. Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI. Disponível em:


<http://www.valemaisalimentos.com.br/tabelas/BBVI.pdf>. Acesso em: 21 abr. 2016.

VALLE, F. H.; CAMARGOS. Yes, nós temos bananas: histórias e receitas com biomassa
de banana verde. São Paulo: Editora SENAC, 2003. Acesso em: 21 abr. 2016.

VILARTA, R. et al., Alimentação Saudável, Atividade Física e Qualidade de Vida. 2007.


229 f. Monografia (Especialização) - Curso de Nutrição, Unicamp, São Paulo, Disponível
<Alimentaçãosaudávelatividadefísicaequalidadedevida.pdf>. Acesso em: 08 out. 2016

VINOLO, M. A. R. EFEITOS DOS ACIDOS GRAXOS DE CADEIA CURTA SOBRE


NEUTROFILOS. 2010. 40 f. Tese (Doutorado) - Curso de Biomedicina, Universidade de SÃo
Paulo, SÃo Paulo, 2010. Disponível em:
<www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/.../MarcoAurelioRVinolo_Doutorado_P.pdf>. Acesso
em: 10 out. 2016.

WALTER et al., Amido resistente: características físico-químicas, propriedades


fisiológicas em metodologias de quantificação. Ciência Rural, Santa Maria, v.35,n.4,p.974-
980,jul-ago,2005.

YOUNES, H.; et al. Resistant starch is more effective than cholestyramine as a lipid-
lowering agent in the rat. Lipids,[s.l.], v. 30, n. 9, p.847-853, set. 1995. Springer Science +
Business Media. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1007/bf02533961> acesso em: 03 de
set 2016.
40

ANEXO A

Questionário da pesquisa
Favor marcar com um X somente em uma única resposta que melhor se apresente para você.
Sexo:
Masculino Feminino

Faixa de idade:
20 á 24 anos De 25 a 35 anos De 36 a 45 anos

De 46 a 60 anos Acima de 60 anos

Considera ter tempo livre para se exercitar


Sim Não Pouco

Qual seria o tempo ideal de exercício na sua opinião (diariamente)


30mim 1 a 1hora e meia 2 horas ou mais

Como considera sua alimentação?


Boa Ruim Normal

Possui alguma restrição alimentar?


Sim Não

Se sim, qual ?

_____________________________________________________________
41

Faz uso de algum tipo de medicamento continuo?

Sim Não

Se sim, qual ?

______________________________________________________________
Conhece ou já ouviu falar na biomassa de banana verde ?
Sim Não

Possui algum problema, fobia, medo, desmaio, quando necessário a coleta de sangue?
Sim Não

Elaborado pelo pesquisador


Agradecemos a participação.
42

ANEXO B
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012

Você está sendo convidado(a), como voluntário(a), a participar da pesquisa:


“INFLUENCIA DO CONSUMO DA BIOMASSA DE BANANA VERDE SOBRE O PERFIL
LIPIDICO”

Nosso interesse neste assunto se dá pois: A banana verde possui propriedades benéficas ao
organismo, acreditamos que o consumo regular desse produto beneficie o organismo, como a
redução de LDL. O tema apresentado se faz importante devido a um grande número de pessoas
que possuem disfunções lipídicas, e o fruto (banana verde) se fazer presente em todo pais, o
que possibilita o consumo em maior escala e fácil acesso. O objetivo desse trabalho é verificar
a influência do consumo da biomassa de banana verde, ao longo de 90 dias, no perfil lipídico
Procedimentos: Primeiro, coleta de dados específicos feito através de um questionário. Após a
inclusão, os voluntario serão informados dos termos descritos pelo comitê de ética.
No Segundo passo: será feita há primeira coleta do sangue venoso. A Segunda coleta será feita
ao fim de 90 dias, de consumo da biomassa. Reforçando que será feita 2 coletas de sangue
venoso (principio e fim da pesquisa). Todos receberam seus resultados e estarão cientes dos
processos de coleta e análise.
Você será esclarecido(a) sobre a pesquisa em qualquer aspecto que desejar. Você é livre para
recusar-se a participar, retirar seu consentimento ou interromper a participação a qualquer
momento. A sua participação é voluntária e a recusa em participar não irá acarretar qualquer
penalidade ou perda de benefícios.
A participação no estudo não acarretará custos para você e não será disponível nenhuma
compensação financeira. Nos pesquisadores iremos tratar a sua identidade com padrões
profissionais de sigilo. Você não será identificado em nenhuma publicação que possa resultar
deste estudo. Uma cópia deste consentimento será arquivada e outra será fornecida a você.
Os riscos decorrentes dessa pesquisa pode ser: Intestino solto, devido ao excesso do consumo
da biomassa, por isso aconselha-se o consumo de 20g/dia. Possível perda de peso, de 1 a 4
quilos no período de 90 dias, devido a regulação intestinal, por consumo da fibra.
43

DECLARAÇÃO DA PARTICIPANTE OU DO RESPONSÁVEL PELA


PARTICIPANTE:

Eu, _______________________________________ fui informada(o) dos objetivos da


pesquisa acima de maneira clara e detalhada e esclareci minhas dúvidas. Sei que em qualquer
momento poderei solicitar novas informações e motivar minha decisão se assim o desejar. O (a)
pesquisador (a) Bruna Lencione e Thayná Marques, certificou-me de que todos os dados desta
pesquisa serão confidenciais.
Em caso de dúvidas poderei entrar em contato com:
Pesquisadores: Bruna Lencione, telefone (13) 988682199 ou, Thayná Marques, telefone (13)
988775589 o Universidade São Judas - Campus Unimonte, Av. Comendador Martins, 52, tel.
(13) 32282100.
Declaro que, concordo em participar desse estudo. Recebi uma cópia deste termo de
consentimento livre e esclarecido e me foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as minhas
dúvidas.

Nome Assinatura do Participante Data

_______________________________________________________________
Nome Assinatura do Pesquisador Data

Nome Assinatura da Testemunha Data


44

ANEXO C
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58

ANEXO D
59

Você também pode gostar