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UNIVERSIDADE SÃO JUDAS - CAMPUS UNIMONTE BRUNA BEATRIZ LENCIONE MEDEIROS DA SILVA THAYNÁ MARQUES DOS

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS - CAMPUS UNIMONTE

BRUNA BEATRIZ LENCIONE MEDEIROS DA SILVA

THAYNÁ MARQUES DOS SANTOS

INFLUÊNCIA DO CONSUMO DA BIOMASSA DE BANANA VERDE SOBRE O

PERFIL LIPÍDICO

Santos

2018

BRUNA BEATRIZ LENCIONE MEDEIROS DA SILVA

THAYNA MARQUES DOS SANTOS

INFLUÊNCIA DO CONSUMO DA BIOMASSA DE BANANA VERDE SOBRE O

PERFIL LIPÍDICO

Trabalho de conclusão de curso apresentado a Universidade São Judas - Campus Unimonte como exigência parcial para conclusão do curso de Biomedicina.

Orientadora: Profa. Dra. Daniela Ortolani

Santos

2018

BRUNA BEATRIZ LENCIONE MEDEIROS DA SILVA

THAYNA MARQUES DOS SANTOS

INFLUÊNCIA DO CONSUMO DA BIOMASSA DE BANANA VERDE SOBRE O

PERFIL LIPÍDICO

BANCA EXAMINADORA:

Trabalho de conclusão de curso apresentado a Universidade São Judas - Campus Unimonte como exigência parcial para conclusão do curso de Biomedicina.

Orientadora: Profa. Dra. Daniela Ortolani

Nome do examinador:

Titulação:

Instituição:

Nome do examinador:

Titulação:

Instituição:

Local: UNIVERSIDADE SÃO JUDAS - CAMPUS UNIMONTE

Data da aprovação:

Lembre-se sempre, o seu foco determina a sua realidade.” Gui Gon Jinn

RESUMO

A Musa ssp, pertence à família Musaceae, popularmente conhecida como “banana”, rica em vitaminas e sais minerais. A banana é um dos frutos mais comercializados do mundo, sendo o Brasil, o quinto maior produtor mundial. O seu fruto verde, quando consumido, além de agregar os benefícios supracitados, possui amido resistente e fibras que funcionam como espessante, tornando-se, então, um alimento prebiótico. Estudos comprovam sua eficácia em determinados tratamentos, dentre eles, nos casos de pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis, diabetes e dislipidemias. Partindo dessa premissa, o presente projeto teve como objetivo avaliar os perfis lipídicos de dez voluntários e para que essa análise fosse feita, a biomassa obtida através do cozimento da banana verde, foi distribuída durante noventa dias, tendo seu consumo estipulado em (20g/dia). Uma amostra de sangue venoso foi coletada no dia zero e outra no nonagésimo dia e ambos os resultados foram analisados e comparados. Dentre os resultados obtidos, não existe um delta significativo em relação a média do grupo observado antes e depois do consumo de biomassa de banana verde.

Palavra-chave: Musa ssp, banana verde, biomassa, amido resistente, amido resistente tipo 2.

ABSTRACT

Musa ssp belongs to the family Musaceae, popularly known as "banana", rich in vitamins and minerals. Banana is one of the most commercialized fruits in the world, Brazil being the fifth largest producer in the world. Its green fruit, when consumed, in addition to all aforementioned benefits, it has resistant starch and fibers that act as a thickener and by this becoming a prebiotic food. Studies have shown its efficacy in some treatments, among them, in cases of patients with chronic non-communicable diseases, diabetes and dyslipidemias. Considering these assumptions, the purpose of this project is to evaluate the lipid profiles of ten volunteers, and for this analysis to be done, the biomass obtained by cooking the green banana was distributed during ninety days, with its consumption stipulated at (20g / day). A venous blood sample was collected on day zero and another one on the ninetieth day and both results were analyzed and compared. Among the results obtained, there is no significant delta in relation to group observed before and after consumes of biomass green banana.

Key words: Musa ssp, green banana, biomass, resistant starch, resistant starch type 2.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Escala de maturação

12

Figura 2. Benefícios do consumo do amido resistente

17

Figura 3. Processo de fermentação e produto final

17

Figura 4. Estrutura das lipoproteínas

18

Figura 5. Classificação das dislipidemias

19

Figura 6. Esquema ilustrado do mecanismo de ação das estatinas por inibição da enzima

HMGCoA- redutase

21

Figura 7. Mecanismo de ação das resinas

22

Figura 8. Ilustração do preparo, separação, lavagem

24

Figura 9. Cozimento

25

Figura 10. Concentração plasmática de triglicerídeos de voluntários que ingeriram biomassa

de banana verde (20g/dia) antes e após 90 dias

26

Figura 11. Concentração plasmática de LDL de voluntários que ingeriram biomassa de

banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias

27

Figura 12. Concentração plasmática de VLDL de voluntários que ingeriram biomassa de banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias

27

Figura 13. Concentração plasmática de HDL de voluntários que ingeriram biomassa de banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias

28

Figura 14. Concentração plasmática de colesterol total de voluntários que ingeriram biomassa

LISTA DE TABELAS Tabela 1 Propriedades nutricionais da banana verde e madura do tipo nanica em

100g

11

Tabela 2 - Classificação das fibras e substâncias semelhantes às fibras

13

Sumário

1- INTRODUÇÃO

11

1.1

Aspectos nutricionais da banana

11

1.1.1 Fibras alimentares

14

1.1.2 Amido

15

1.2

Lipoproteínas

19

1.2.1 Dislipidemias

19

1.2.2 Tratamentos medicamentosos das dislipidemias

21

 

2- OBJETIVO

24

3- MATERIAIS E MÉTODO

24

3.1 Desenho experimental

24

3.2 Critérios de inclusão e exclusão dos voluntários

24

3.3 Preparo da biomassa

25

3.4 Coleta do sangue e análises bioquímicas

26

3.5 Análise estatística

27

4- RESULTADOS

27

5- DISCUSSÃO

30

6- CONSIDERAÇÕES FINAIS

32

7- REFERÊNCIA

33

ANEXO A

40

ANEXO B

42

ANEXO C

44

ANEXO D

58

11

1- INTRODUÇÃO

A banana, Musa spp, pertence à classe Monocotyledoneae, ordem Scimitales, família

Musaceae e subfamília Musoideae, divididos em dois gêneros: Musa, que possui o maior

número de espécies e frutos comestíveis, o gênero Ensete, de interesse tecnológico com frutos

ornamentais (ORMENESE, 2010). Originária do extremo oriente e típica de clima tropical

(NASCENTE et al., 2005), o fruto se adequou em nosso país, tornando-nos o quinto maior

produtor mundial (EMBRAPA, 2014). Normalmente, associamos o consumo com a fruta

madura, porém estudos têm demostrado o benefício do fruto verde. Vale (2003) em seu livro,

mostra a extensa variedade do preparo de alimentos feitos com a biomassa de banana verde.

Considerada uma fibra alimentar, a biomassa vem despertando o interesse dos pesquisadores.

Suas características derivam de vegetais e são resistentes à ação das enzimas digestivas

humanas. Posto isso, podemos considerar a biomassa um alimento funcional, classificado

como prebiótico. Este termo se aplica pois o produto final possui alta carga de amido

resistente do tipo 2, promovendo vários benefícios ao organismo, entre eles, a melhor

funcionalidade da biota intestinal e redução de lipídios plasmáticos.

Quando as concentrações plasmáticas de LDL estão elevadas, o tratamento

medicamentoso inclui as estatinas que inibem a síntese do colesterol hepático e as resinas que

promovem a eliminação intestinal dos ácidos biliares, drogas que acarretam alguns efeitos

colaterais. Neste contexto, este trabalho propõe-se a verificar se a banana verde, consumida na

forma de biomassa, pode contribuir para a diminuição do LDL- colesterol plasmático.

A biomassa de banana verde quando incluída na dieta auxilia no controle de

dislipidemias, devido à presença do amido resistente que atua no intestino de maneira análoga

às resinas, ou seja, sequestra ácidos biliares e os elimina nas fezes. Essa atividade pode

resultar no aumento da síntese de ácidos biliares no fígado a partir do colesterol,

consequentemente, diminuindo as concentrações plasmáticas dos lipídios principalmente do

LDL-colesterol.

1.1 Aspectos nutricionais da banana

A banana Musa ssp, é um fruto de excelente valor nutricional, possui uma gama

energética e alto teor de carboidratos, amido, açúcares e também vitaminas A, B1 (tiamina),

B2 (riboflavina) e C, teores normais de sais minerais, como potássio, fósforo, cálcio, sódio e

magnésio, dentre outros, porém em menor quantidade. Podemos observar no quadro abaixo

tais propriedades, com comparativo entre o nível de amadurecimento, entre a banana verde e

12

Tabela 1. Propriedades nutricionais da banana verde e madura do tipo nanica em 100g (VALE MAIS Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI, 2012).

 

Banana Nanica

Banana Nanica

Verde

Madura

Carboidratos

14,20 g

23,8 mg

Proteínas

 

1,3 g

1,4 mg

Lipídeos

 

n/a

0,1 g

Potássio

293 mg

376 mg

Sódio

0,20 mg

0,20 mg

Fibra

8,70 mg

1,63 g

Ferro

1,33 mg

0,3 mg

Fosforo

14,40 mg

27 mg

Cálcio

5,70 mg

3 mg

Vitamina C

16,9 mg

5,9 mg

Vitamina A

25

mcg

------------

Vitamina B1

40

mcg

------------

Vitamina B2

76

mcg

0,02 mg

Vitamina B3

0,446 mg

------------

Vitamina B6

0,14 mg

-----------

Amido Resistente

3,21 g

------------

Cinzas

0,70 g

------------

Pectina

1,10 g

------------

Cobre

0,04 mg

------------

Magnésio

14,60 mg

------------

Manganês

0,14 mg

------------

Zinco

0,12 mg

------------

Calorias

64

Kcal

92 Kcal

13

Após o amadurecimento da banana, observa-se que o amido resistente é convertido em açúcares, em sua maioria glicose, frutose e sacarose (VALLE e CAMARGOS, 2003). Em relação ao sabor, a polpa de banana verde não é igual ao da fruta amadurecida, possui baixo teor em açúcares e compostos aromáticos, altos teores de flavonoides e uma grande quantia de amido resistente (semelhante a fibra dietética), essas peculiaridades a torna um alimento funcional, pois suas fibras alimentares estão associadas a prevenção de doenças degenerativa do metabolismo intestinal e a prevenção de algumas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como exemplo: de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM), colites, dislipidemias, doença celíaca (BIANCHI, 2013). Uma das formas de consumo é o purê feito com a polpa da banana verde. Esse

purê/biomassa não possui gosto, sendo assim, não altera o sabor das preparações em que é adicionada, atuando como um poderoso espessaste alimentar, aumenta o valor nutricional, a quantidade de fibras, proteínas e minerais, além de aumentar o rendimento dos produtos em função da absorção de água (Silva et al., 2016). Segundo Santos e Gomes (2012), além de estudos com a biomassa, também há estudos com a farinha de biomassa, com a intenção de substituir o trigo e agregar valor nutricional aos produtos, essa substituição tem em vista também ajudar pessoas portadoras de doenças celíacas. A farinha de biomassa apresenta grande viabilidade para a utilização em produtos de confeitaria, panificação, produtos dietéticos e alimentos infantis. A melhor forma de preparo

e consumo dessa biomassa é através da banana totalmente verde, pois as propriedades estão em sua melhor fase. A escala de maturação de Von Loesecke, nos mostra de forma adequada

o ponto correto para este processo (Figura 1).

adequada o ponto correto para este processo (Figura 1). Figura 1. Escala de maturação de Von

Figura 1. Escala de maturação de Von Loesecke para bananas (PBMH & PIF, 2006).

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1.1.1 Fibras alimentares Especialistas da área de nutrição têm demonstrado interesse nas fibras alimentares, ganhando assim uma atenção redobrada devido suas propriedades físico-químicas, as quais produzem diferentes efeitos fisiológicos no organismo. Essas substâncias derivam de vegetais e são resistentes à ação das enzimas digestivas humana, as quais podem ser classificadas em fibras solúveis (FS) e fibras insolúveis (FI), de acordo com a sua solubilidade em água. As FS são responsáveis, por favorecer a vilosidade intestinal e redução do colesterol plasmático. As FI aumentam o volume do bolo fecal, reduzem o tempo de trânsito no intestino grosso, tornando a eliminação fecal mais fácil e rápida (MATTOS; MARTINS, 2000). Algumas dessas fibras são consideradas alimentos funcionais, que ao pé da letra define-se como:

alimentos/ingredientes com ação benéfica ao organismo, além do valor nutritivo convencional (EXEL, 2012). Aconselha-se que o consumo desses alimentos seja regular, esta conscientização é de extrema importância, pois o consumo do mesmo só terá ação quando mantido uma dieta balanceada e equilibrada (VILARTA et al., 2007). Fibras do tipo não são difíceis de encontra em nosso dia a dia, as ligninas por exemplo são encontradas no brócolis, cenoura, pectinas achamos em laranjas e maças, amido resistente na banana verde dentre outros, como vemos na Tabela 2.

Tabela 2. Classificação das fibras e substâncias semelhantes às fibras (COSTA, 2005).

fibras e substâncias semelhantes às fibras (COSTA, 2005). Dentro do conceito de alimentos funcionais, o termo

Dentro do conceito de alimentos funcionais, o termo prebiótico é utilizado para diferenciar ingredientes alimentares não digeríveis que beneficiam o hospedeiro, estimulando o crescimento dos probióticos, que são microrganismos vivos da nossa flora intestinal, com a função de auxiliar o funcionamento do intestino e nos proteger de bactérias que possam ser

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prejudiciais ao organismo. O objetivo dos alimentos enriquecidos com probióticos é de, auxiliar na proliferação dessas bactérias para regular o trânsito intestinal e proteger o organismo de possíveis infecções. Iogurtes e leites fermentados são alguns dos alimentos conhecidos e enriquecidos com os conhecidos lactobacilos vivos (OLIVEIRA, 2002). A banana verde se encaixa na classificação dos prebióticos, pois contem em sua composição alta quantidade de amido resistente, e, a não digestão e absorção no intestino delgado favorecem sua fermentação no intestino grosso, isso estimula a proliferação de bactérias consideradas probióticas (CADERNETTE, 2006).

1.1.2 Amido Polissacarídeos são polímeros formados por unidades de monossacarídeos unidos por ligações glicosídicas, com maior e menor peso molecular, solúveis ou insolúveis em água. As homoglicanas são formadas por apenas uma espécie de monossacarídeo como unidade monomérica e as heteroglicanas, formadas por diversas espécies de monossacarídeos. Possuem funções como por exemplo reserva energética, estruturais e uso tecnológico. Os polissacarídeos que encontramos com mais frequência na natureza são amido, glicogênio, celulose, hemicelulose, pectina, gomas e quitinas (LEONI, 2001). Com toda diversidade presente na natureza o amido constitui a mais importante reserva de nutrição das plantas, sendo facilmente hidrolisado e digerido, portanto, um importante componente da alimentação humana. Formado por cadeias de unidades de glicose, as variações do amido dependem da maturação da planta e das proporções entre amilose e amilopectina, influenciando na viscosidade e no poder de geleificação (LEONI, 2001). Por ser tratar de um carboidrato, sua digestão inicia-se na boca por meio da atividade da α amilase, liberada pelas glândulas salivares. São produtos de digestão a glicose, maltose e outros oligossacarídeos. O pâncreas também libera amilase que vem a ser lançada no intestino delgado, onde a digestão é finalizada, resultando em apenas unidades de glicose, que atravessam a parede do intestino alcançando a corrente sanguínea (PEREIRA, 2007).

Amido resistente tipo 1 Encontrado em grãos, leguminosas e sementes o amido resistente tipo 1 ou fisicamente inacessível, pode impedir o acesso da amilase pancreática e diminuir a digestão do amido. Isto ocorrer se o amido estiver contido em uma estrutura inteira ou parcialmente rompida; se as paredes celulares rígidas inibirem o seu intumescimento e dispersão, como nos legumes; ou

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por sua estrutura densamente empacotada, como no macarrão tipo espaguete (COSTA, 2005). Em plantas estão armazenados como corpos intracelulares parcialmente cristalinos denominados grânulos são classificados como A, B e C. As moléculas de amilopectina de cereais, contendo menos de 20 unidades de glicose, favorecem a formação de polimorfos cristalinos tipo A. As cadeias maiores das moléculas de amilopectina de tubérculos, contendo mais de 22 unidades de glicose, favorecem a formação de polimorfos tipo B, encontrados também na banana, em amidos retrogradados e em amidos ricos em amilose. Embora com estrutura helicoidal essencialmente idêntica, o polimorfo tipo A apresenta empacotamento mais compacto do que o tipo B, o qual apresenta estrutura mais aberta e centro hidratado. Por sua vez, o polimorfo tipo C é considerado um intermediário entre os tipos A e B, sendo característico de amido de legumes e sementes (WALTER et al., 2005).

Amido resistente tipo 2 O amido resistente tipo 2 trata-se de grânulos de amido nativo encontrado no interior da célula vegetal, com baixa digestibilidade devido às características intrínsecas da estrutura cristalina dos seus grânulos. A banana verde apresenta um teor excelente de amido resistente, que tem ação semelhante à das fibras. Por ser resistente, ela não é digerida e nem absorvida. No intestino é utilizada por bactérias probióticas como uma fonte de energia (LOBO, SILVA, 2003). Como já foi dito este tipo está presente na banana verde e na fécula de batata crua, pois após cozida a batata perde essa propriedade. O amido resistente tipo 2 age como um sequestrante de esteroide, estimulando o fígado a produzir ácidos biliares e por consequência observa-se a diminuição dos colesteróis fracionados séricos (YOUNES, H et al., 1995). Consequentemente a biomassa auxilia no funcionamento intestinal, agindo na prevenção e tratamento de quadros como diarreia, constipação, prevenção de doenças como câncer, obesidade, dislipidemias e diabetes (POLESI, USP; 2009).

Amido resistente tipo 3 O mais comum dos amidos e o mais importante, já que sua formação é resultante do processamento do alimento. O conteúdo de amilose, a temperatura, a forma física, o grau de gelatinização, o resfriamento e a armazenagem, afetam seu conteúdo (NUNES et al., 2014). A maior parte do amido ingerido pelo homem é submetida a tratamentos com calor e umidade, resultando no rompimento e gelatinização da estrutura do grânulo nativo, tornando-

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se digerível (BOTHAM et al., 1995). A retrogradação da amilose, à temperatura do ambiente,

é um processo rápido (poucas horas), originando uma forma de amido altamente resistente à

redispersão em água fervente e à hidrólise pela amilase pancreática (WALTER et al., 2005).

O processo de digestão do amido pode ser afetado por fatores intrínsecos, como a presença de

complexos amido-lipídeo e amido-proteína, de inibidores da amilase e de polissacarídeos não- amiláceos, bem como por fatores extrínsecos, como tempo de mastigação, tempo de trânsito do alimento da boca até o íleo terminal, concentração de amilase no intestino, quantidade de amido presente no alimento e a presença de outros componentes que podem retardar a hidrólise enzimática (NUNES et al., 2014). Estes dados explicam porque, ao contrário da fibra alimentar, as quantidades de amido resistente nos alimentos podem ser manipuladas de

forma relativamente simples pelas técnicas de processamento, influenciando a taxa e extensão esperada da digestão do amido no intestino delgado humano (NUNES et al., 2014).

Amido resistente tipo 4 Os amidos do tipo 4, consiste no amido quimicamente modificado. Esses produtos incluem os amidos substituídos quimicamente com grupamentos ésteres, fosfatos e éteres, bem como amidos com ligações cruzadas, sendo estes também resistentes à digestão no intestino delgado. Esse processo permite alterar uma característica ou inibir a estrutura original e adequá-lo. Dentre suas especificidades estão o espessamento, a retenção, estabilidade, paladar e brilho, gelificar, dispersar ou conferir opacidade. Os amidos nativos são perfeitamente adaptados aos produtos feitos na hora, preparados sem muita preocupação com conservação. Suportam mal as imposições tecnológicas de determinados processos industriais que incluem exposição a amplas faixas de temperaturas e pH (LOBO e SILVA,

2003).

Benefícios do amido resistente na saúde O principal fator e papel do amido resistente, é justamente sua resistência na digestabilidade no intestino delgado tendo como efeito alterações fisiológicas positivas, sendo importante, observar as respostas de glicemia e insulinêmia. Este tipo de amido se torna disponível como substrato para fermentação pelas bactérias anaeróbicas do cólon (COZZOLINO, 2009). Por se tratar de um carboidrato fermentador, ele nos entrega como produto final os ácidos graxos de cadeia curta, dentre eles o propinato, butirato e acetato, estes produtos nos proporcionam benefícios de grande serventia.

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18 Figura 2. Benefícios provenientes do consumo do amido resistente (YOUNES et al., 1995). Fibras que

Figura 2. Benefícios provenientes do consumo do amido resistente (YOUNES et al., 1995).

Fibras que provêm da dieta, quando passam pelo trato gastrointestinal são degradadas pelas bactérias, a digestão frente a flora microbiana fornece ao hospedeiro metabólitos importantes para manutenção do trato gastro-intestinal, esta ação favorece a formação de ácidos graxos de cadeia curta. O amido resistente é um carboidrato fermentador, posto isso, seu produto final são ácidos graxos de cadeia curta, exemplo: butirato, acetato e propinato. Ácidos graxos de cadeia curta são absorvidos rapidamente no intestino e sua metabolização ocorre essencialmente pelos colonócitos, tecido hepático e muscular, cerca de 5 a 10% é eliminado nas fezes (VINOLO, 2010).

cerca de 5 a 10% é eliminado nas fezes (VINOLO, 2010). Figura 3. Processo de fermentação

Figura 3. Processo de fermentação e produto final (HOOP et al., 2002).

O ácido butírico é proveniente de degradação das fibras alimentares, produzido nas porções proximais do intestino grosso é considerado o principal produto de ação na

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manutenção celular do intestino, prevenindo fatores de risco, dentre eles, inflamação do

intestino e o câncer colo retal. Sua forma protonada é lipossolúvel facilitando o acesso na

membrana da célula, assim que instalado dentro da célula, ele passa por um processo de

conversão no interior da mitocôndria, esta reação induzir a proliferação da base da cripta,

realçando um volume de tecido considerado saudável (LAMEIRO, 2011). Já na mucosa

inflamada ele estimula a regeneração. Em células neoplásicas, inibe a proliferação na

superfície da cripta (BROUNS; KETTLITZ; ARRIGONI, 2002).

1.2 Lipoproteínas Segundo o autor SPOSITO et al (2007) a maioria das lipoproteínas são hidrofóbicas,

seu interior permite a solubilização e transporte dos lipídeos. O envelope é composto por

lipídeos anfipáticos de membrana e proteínas denominadas apolipoproteínas, seu núcleo é

constituído por lipídios apolares, triglicerídeos e ésteres de colesterol, que permite a

dissolução dos lipídios. A camada externa hidrófila, constituída por compostos polares, tais

como proteínas solúveis, apoproteínas, porção hidrófila dos fosfolípidos, e colesterol livre. As

lipoproteínas ricas em TG são as maiores e menos densas. A estrutura dessas lipoproteínas é

fundamental para o transporte dos lipídios através da corrente sanguínea (MOTTA, 2009).

dos lipídios através da corrente sanguínea (MOTTA, 2009). Figura 4. Estrutura das lipoproteínas plasmáticas e seus

Figura 4. Estrutura das lipoproteínas plasmáticas e seus componentes moleculares (COSTA e

AMARAL, 2015).

1.2.1 Dislipidemias

Determinada por concentrações anormais de lipídios ou lipoproteínas no sangue, são

classificadas em primárias, vinculadas a alteração fenotípica e as secundárias que apresentam

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elevação nas frações lipídicas, associada a doença preexistente (LIMA, 1999). São classificadas de acordo com a Figura 5.

Figura 5. Classificação das dislipidemias (COSTA e AMARAL, 2015).
Figura 5. Classificação das dislipidemias (COSTA e AMARAL, 2015).

Hipercolesterolemia isolada: elevação isolada do LDL-C (≥ 160 mg/dL). Hipertrigliceridemia isolada: elevação isolada dos TGs (≥ 150 mg/dL). Hiperlipidemia mista: valores aumentados de LDL-C (≥ 160 mg/dl) e TG (≥ 150 mg/dL). HDL-C baixo: redução do HDL-C (homens < 40 mg/dL e mulheres < 50 mg/dL) isolada ou em associação, aumento de LDL-C ou de TG (FONSECA; IZAR, 2014).

Hipercolesterolemia Familiar Considerada uma doença genética do metabolismo das lipoproteínas cujo modo de herança é autossômico codominante, se caracteriza por níveis muito elevados do colesterol da lipoproteína de baixa densidade (LDL-c), e a presença de sinais clínicos característicos, como xantomas, risco aumentado de doença arterial coronariana prematura (JATENE et al., 2012).

No entanto a hipercolesterolêmia, ou seja, o aumento dos níveis de colesterol plasmático, na maioria dos casos ocorre através do consumo exacerbado de colesterol na dieta do indivíduo, ou causas fisiológicas, como por exemplo, um problema na metabolização do colesterol no fígado (OLIVEIRA et al., 2013).

21

Hiperlipidemia Caracteriza-se, por uma série de distúrbios ocasionados pelo excesso de colesterol, triacilgliceróis e lipoproteínas no plasma sanguíneo, sendo assim considerado um fator de risco no desenvolvimento de aterosclerose e doenças cardíacas. As lipoproteínas presentes no sangue são: VLDL (lipoproteí- nas de densidade muito baixa), LDL (lipoproteínas de baixa densidade) e IDL (lipoproteínas de densidade intermediária). Os quilomícrons também são classificados como lipoproteínas e são compostos por triacilgliceróis, colesterol e proteína. Há também lipoproteínas de alta densidade (HDL) que são consideradas o “bom colesterol” conhecidas como fatores “anti-risco”. A hiperlipidemia pode ser resultado de um distúrbio genético, de outras condições clínicas ou, uma consequência de uma combinação destes fatores (IZAR; CHACRA, 2016).

1.2.2 Tratamentos medicamentosos das dislipidemias Segundo o autor Fonseca (2005) as estatinas são fármacos hipolipemiantes que exercem os seus efeitos através da inibição da HMG-CoA redutase, enzima fundamental na síntese do colesterol, levando a uma redução do colesterol tecidual e um consequente aumento na expressão dos receptores de LDL. Os grupos das estatinas são divididas em classes: naturais, derivadas de fermentação fúngica, como metabolitos secundários dos fungos e com menos efeitos secundários e sintéticas, que surgem de alterações sua estrutura, sendo assim uma forma de aumentar a sua eficácia na interação com a enzima HMGCoA, havendo alterações na formação de pontes de hidrogénio e modificações na lipossolubilidade, o que faz com que umas sejam mais hidrossolúveis e seletivas que outras: sinvastatina (derivado semi-sintético da lovastatina), fluvastatina, atorvastatina, cerivastatina, rosuvastatina (COSTA; AMARAL, 2015).

As estatinas são inibidores competitivos da enzima HMG-CoA-r, atuando sobre os hepatócitos. Para além de competirem com o substrato (HMG-CoA), estes fármacos modificam a conformação da enzima ao acoplarem-se ao local de ação. Apesar da ligação reversível, esta alteração conformacional evita que a HMG-CoA-r obtenha uma estrutura funcional. Adicionalmente, a afinidade das estatinas para a enzima é cerca de 103 vezes maior do que a do substrato (domínio nanomolar vs. domínio micromolar,

22

respetivamente). Estes fatores tornam as estatinas, fármacos muito eficazes e específicos na regulação de disfunções lipídicas (SANTOS; BATISTA; MARTA, 2015).

de disfunções lipídicas (SANTOS; BATISTA; MARTA, 2015). Figura 6. Esquema ilustrativo do mecanismo de ação das

Figura 6. Esquema ilustrativo do mecanismo de ação das estatinas por inibição da enzima HMGCoA-redutase (SANTOS; BATISTA; MARTA, 2015).

Segundo o autor SCHULZ (2006), as estatinas podem gerar alguns efeitos adversos, como exemplo, o aumento de enzimas hepáticas, que ocorre entre 0,5 a 2,5% dos casos. Estas alterações ocorrem pela ação da dose-dependente e problemas graves são excepcionalmente raros, melhorando com redução da dose ou suspensão da medicação. Entretanto as resinas são consideradas sequestrantes de ácidos biliares, utilizadas no tratamento da redução do LDL-colesterol, em aproximadamente 15 e 30% para atingir este efeito, exige-se que a dose aplicada seja entre 24 g/dia e 30 g/dia. Tais dosagens são difíceis de atingir, tanto pelo fato desta medicação ter baixa palatabilidade assim como efeitos adversos gastrintestinais consequentes desta dosagem (ARAUJO et al., 2005). São substâncias que se ligam a ácidos biliares e formam complexos que serão eliminados pelas fezes, impedindo a recirculação destas substâncias. Para o organismo compensar essas perdas, o fígado aumenta a conversão de colesterol a ácidos biliares,

23

reduzindo a colesterolemia. Em geral, provocam pequeno aumento dos triglicérides, nesse caso, sendo pouco adequados para pacientes com triglicérides aumentados, pois interferem na absorção de vários medicamentos (SCHULZ, 2006). Esta sequência demonstra com melhor clareza a atividade exercida pela resina no intestino e na função hepática.

1. Sequestro de ácidos biliares na luz intestinal.

2. Menor absorção intestinal do colesterol da dieta.

3. Aumento da conversão hepática de colesterol (endógeno) em ácidos biliares.

4. Aumento da expressão dos receptores de LDL no fígado.

5. Maior extração de LDL circulante.

6. Redução do LDL-C plasmático.

Itens 4, 5 e 6 mostram a semelhança com as estatinas.

O que difere é a magnitude: a redução do LDL colesterol é da ordem de 20%, melhor do que fibratos, porém muito inferior à das estatinas (PIRES, 2007). No seu mecanismo de ação as resinas evitam a reabsorção de ácidos biliares e aumentam a captação pelos receptores LDL hepáticos, como podemos ver na figura abaixo:

LDL hepáticos, como podemos ver na figura abaixo: Figura 7. Mecanismo de ação das resinas. Fonte:

Figura 7. Mecanismo de ação das resinas. Fonte: do Autor.

Os principais efeitos colaterais estão a interferência na mobilidade intestinal, constipação, particularmente em idosos, plenitude gástrica, náuseas e acúmulo de gases no

24

trato intestinal ou abdome, além de exacerbação de hemorroidas preexistentes (CARAMELLI

et al., 2007).

2- OBJETIVO

Verificar a influência do consumo da biomassa de banana verde durante 90 dias sobre

o perfil lipídico de voluntários.

3- MATERIAIS E MÉTODO

O estudo foi submetido para aprovação pelo comitê de ética, seguindo as normas da

RESOLUÇÃO Nº 510, DE 07 DE ABRIL DE 2016, e RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE

DEZEMBRO DE 2012 “Considerando o respeito pela dignidade humana e pela especial

proteção devida aos participantes das pesquisas científicas envolvendo seres humanos;”

Número do Comprovante: 032809/2018, comprovante de envio encontra-se no ANEXO D.

3.1 Desenho experimental Esta pesquisa foi delineada como um estudo da relação estímulo/efeito utilizando

apenas o grupo experimental, sem o grupo controle (CAMPANA, 1999). O grupo

experimental foi composto por dez voluntários, dentre, homens e mulheres acima de 22 anos,

residentes da cidade de Santos. No dia zero, amostras de sangue venoso foram coletadas para

a análise do perfil lipídico. A partir de então, ao longo de 90 dias corridos, esse grupo fez o

uso da biomassa de banana verde (20 g/dia) da maneira que preferir, como, vitamina, suco,

doces, massas, etc. Após os 90 dias os voluntários passaram por outra coleta, e uma nova

análise de perfil lipídico. Todos os voluntários tiveram acompanhamento semanal, não houve

problemas ou desistência, caso houve-se o voluntário estaria completamente isento do

processo.

3.2 Critérios de inclusão e exclusão dos voluntários Utilizamos um questionário para seleção dos voluntários, seguindo a RESOLUÇÃO Nº

466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012. Os critérios de inclusão e exclusão foram adotados:

Inclusão: 1º- Não apresentem características alérgicas alimentares.

Exclusão: 1º- Voluntário que faz exercícios físicos periodicamente, ou que faça uso de

medicamento, não estará incluso. Pois poderá mascarar os resultados.

2º- Quem possuir restrição alimentar, e/ou, não estiver disposto a introduzir o produto que

será ofertado para uso no período de 90 dias da pesquisa.

25

Nesta etapa os selecionados receberam um termo de consentimento e uma cópia da

resolução citada acima. Uma reunião individual foi feita com cada participante esclarecendo

quaisquer dúvidas. O questionário e termo de consentimento encontram-se nos ANEXOS A e

B.

3.3 Preparo da biomassa

O material que nos foi doado, Musa ssp, foi colhido no município de Santos-SP (Lat.

23,93561935 Lon: 46,34704208). Para o preparo da biomassa utilizamos o fruto verde sem

nenhum tipo de climatização, totalmente verde, assim como demostrado na escala de

maturação. O processo de cozimento se deu da seguinte forma:

1º Foi retirado uma a uma do cacho, sem retirar o talo.

2º Lavou-se as bananas verdes com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e sabão, enxaguando-as bem, assim como a figura a baixo.

e sabão, enxaguando-as bem, assim como a figura a baixo. Figura 8. Ilustração do preparo, separação,

Figura 8. Ilustração do preparo, separação, lavagem. Fonte: Do Autor.

3º Na panela de pressão com água já fervente, as bananas foram cozidas com casca,

cobertas com água por vinte minutos.

26

4º Em seguida, o fogo foi desligado após os primeiros oito minutos e a pressão cozinhou

as bananas.

os primeiros oito minutos e a pressão cozinhou as bananas. Figura 9. Cozimento Fonte: Do Autor.

Figura 9. Cozimento Fonte: Do Autor.

5º Aos poucos, a casca da polpa foi retirada e colocada a quantidade desejada da polpa

cozida quente no processador. Tudo foi processado até obter uma pasta bem espessa.

6° A pasta foi conservada no congelador.

7° As porções foram separadas por peso, em sacos alimentícios individuais, e entregue aos voluntários.

3.4 Coleta do sangue e análises bioquímicas

Para essa pesquisa estabelecemos como método de avaliação a técnica de colorimétrica,

neste ensaio utilizamos os Kit’s da Labtest Liquiform, TRIGLICERIDES, HDL e

COLESTEROL, o manual encontra-se no ANEXO C.

A coleta foi realizada no período da manhã, no laboratório de hematologia, em sequência as dez

amostras passaram pelo processo de centrifugação a 3.000 rpm, por um período de 10

minutos, após, realizamos os devidos procedimentos de preparação do reagente, branco,

padrão e teste, em tubos de ensaio descartáveis, foram deixados em banho Maria á 37cº

durante 10 mim. A leitura dos testes foi feita em equipamento de espectrômetro

semiautomático, previamente calibrado para tais testes.

27

3.5 Análise estatística

Os dados obtidos estão expressos como média aritmética, seguida do erro padrão

da média. Teste t de Student foi utilizado para comparar os grupos. As diferenças foram

consideradas estatisticamente significantes quando o valor de p foi menor que 0,05. Todas as análises e gráficos foram feitos com o auxílio dos Programas GraphPad Prisma (San Diego, CA, EUA).

4- RESULTADOS

A ingestão da biomassa de banana verde por 90 dias não alterou significativamente as

concentrações plasmáticas de triglicerídeos (Figura 10). Os valores de referência para os triglicerídeos variam de limiar alto 150-199, desejável <150 e elevado 200-499. Com isso, observa-se que em média o triglicerídeos encontram-se em concentrações desejáveis.

200 150 100 50 0 A n t e s D e p o is
200
150
100
50
0
A
n t e s
D e p o is
o n c e n tra ç ã o p la s m á tic a d e trig lic e ríd e o s (m g /d L )C

Figura 10. Concentração plasmática de triglicerídeos de voluntários que ingeriram biomassa

de banana verde (20 g/dia) durante 90 dias.

Em relação a concentração plasmática de LDL, a ingestão de biomassa de banana não alterou significativamente (Figura 11). Ao observamos individualmente as concentrações de LDL, apenas dois voluntários apresentaram níveis ótimos, e apenas um muito elevado, comparando com os valores de referência (ótimo <100, limiar ótimo 100-129, limiar elevado 130-159, elevado 160-189 e muito elevado >190).

28

o n c e n tra ç ã o p la s m á tic a d e V L D L (m g /d L )C

2 0 0 1 5 0 1 0 0 5 0 0 An te s
2 0 0
1 5 0
1 0 0
5 0
0
An te s
D e p o is
C o n cen tração
p lasm ática
d e
L D L
(m g /d L )

Figura 11. Concentração plasmática de LDL de voluntários que ingeriram biomassa de banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias.

A Figura 12, mostra as concentrações plasmáticas de VLDL. Observamos também que as concentrações plasmáticas encontram-se razoáveis, dentro do valor de referência, normal: de 2 a 30 mg/dl; Alto: acima de 30 mg/dl, sem diferença estatística após o tratamento com a ingestão de biomassa de banana verde.

40

30

30
30

20

   

10

0

An te s

D e p o is

29

o n c e n tra ç ã o p la s m á tic a d e H D L (m g /d L )C

Figura 12. Concentração plasmática de VLDL de voluntários que ingeriram biomassa de banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias

Em relação ao HDL-C, apesar da tendência, a ingestão de biomassa de banana verde durante 90 dias em aumentar as concentrações plasmáticas, estas não foram estatisticamente significativas (Figura 13).

80

60

60
60

40

   

20

0

An te s

D

e p o is

Figura 13. Concentração plasmática de HDL de voluntários que ingeriram biomassa de banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias.

O colesterol total é a soma do: (trigli/5 resultado) + LDL + HDL =. Seus valores de referência indicam desejável <200 e limiar elevado 200-239. A Figura 14 mostra que a ingestão de banana verde não alterou significativamente as concentrações plasmáticas de colesterol total.

30

o n c e n tra ç ã o p la s m á tic a d e c o le s te ro l to ta l (m g /d L )C

250

250
250

200

   

150

100

50

0

An te s

D e p o is

Figura 14. Concentração plasmática de colesterol total de voluntários que ingeriram biomassa

de banana verde (20 g/dia) antes e após 90 dias.

5- DISCUSSÃO As pesquisas demostradas a seguir foram selecionadas afim de acompanhar o

desenvolvimento de estudos que se correlacionam ao tema, apresentados por uma linha

cronológica de 1995 a 2015. YOUNES et al., (1995) foi o pioneiro nesses estudos, sua

pesquisa acompanhou dois grupos de ratos, durante um certo período, com quatro tipo de

dietas, analisando a eficácia entre elas. O estudo mostra que ratos alimentados com a dieta

Amido resistente “A.R”, houve redução da concentração plasmática de colesterol, em todas as

fracções de lipoproteínas. Entre a colestiramina e o A.R, o amido também diminuiu a

concentração plasmática de triglicerídeos na fração de lipoproteínas ricas em triglicérideos.

Porém um em complemento ao outro, foi descrito de forma positiva e seus resultados foram

relevantemente considerados bons.

ACHOUR (1997) demostrou o efeito metabólico de amido de milho digerível e

parcialmente digerível. Mostrou que o amido pré-gelatinizado proporciona uma mudança na

digestão, induzindo a retrogradação que conduz a uma redução na resposta glicêmica e

insulínica. Nesta mesma linha de pesquisa, JENKINS. et al (1998) relatam que os potenciais

benefícios fisiológicos do amido resistente estudado parecem se relacionar com a saúde do

cólon, em termos de efeitos sobre o volume fecal e metabolismo ácidos graxos de cadeia

curta, em contra partida, relata que não houve efeito sobre os perfis lipídicos séricos. Visto

31

que o amido age de forma benéfica no trato gastrointestinal, BIRD, BROWN (2000) em seu parecer, relatou que, a fermentação do amido no intestino grosso pode ser modulada de modo a menor risco de doença, sobressaltando o benefício digestivo do mesmo para a microflora intestinal. PARK et al (2003) mostraram que um dos efeitos significativos do amido resistente é a redução na concentração de colesterol total no soro e de LDL, porém não ficou claro o efeito redutor no triglicerídeo. Vinte anos após a primeira pesquisa desta linha temporal, JYOTHSNA et al., (2015) pesquisaram sobre o amido resistente presente no sorgo (um grão), e a ação sobre o perfil lipídico de indivíduos saudáveis. Demonstraram que houve um efeito significativo após o consumo de amido resistente em CT, TG, HDL-C, LDL-C. Nossos voluntários não apresentaram alterações no perfil lipídico como observado pelos trabalhos citados acima. Tem-se demonstrado que o amido resistente tipo 2 age como um sequestrante de esteroide, estimulando o fígado a produzir ácidos biliares e por consequência observa-se a diminuição dos colesteróis fracionados séricos (YOUNES, H. et al., 1995), segundo ARAUJO et al., (2005) a mesma funciona de maneira análoga a dos medicamentos utilizados para o tratamento de dislipidemias. E quando associados podem potencializar sua ação, de acordo com YOUNES, H. et al., (1995) em sua conclusão. Talvez isso tenha acontecido pelo fato de nossos voluntários não apresentarem quadros de hiperlipidemias. Novos estudos devem ser feitos em populações que apresentem este tipo de alteração, para que possa ser observado o benefício da biomassa de banana verde. Acreditamos também que a ingestão de biomassa de banana verde possa ter promovido outros benefícios que não foram avaliados no trabalho. Como por exemplo, melhora na função intestinal e saciedade. Tem sido demonstrado que a banana verde funciona como alimento prebióticos, pois contém em sua composição alta quantidade de amido resistente, e, a não digestão e absorção no intestino delgado favorecem sua fermentação no intestino grosso, estimulando a proliferação de bactérias consideradas probióticas (CADERNETTE, 2006).

32

6- CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o desenvolvimento deste trabalho, concluímos que a ingestão de biomassa de

banana verde durante 90 dias não alterou o perfil lipídico dos voluntários.

33

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VINOLO, M. A. R. EFEITOS DOS ACIDOS GRAXOS DE CADEIA CURTA SOBRE

NEUTROFILOS. 2010. 40 f. Tese (Doutorado) - Curso de Biomedicina, Universidade de SÃo

Paulo,

SÃo

Paulo,

2010.

Disponível

em:

<www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/

/MarcoAurelioRVinolo_Doutorado_P.pdf>.

Acesso

em: 10 out. 2016.

WALTER et al., Amido resistente: características físico-químicas, propriedades

fisiológicas em metodologias de quantificação. Ciência Rural, Santa Maria, v.35,n.4,p.974-

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YOUNES, H.; et al. Resistant starch is more effective than cholestyramine as a lipid-

lowering agent in the rat. Lipids,[s.l.], v. 30, n. 9, p.847-853, set. 1995. Springer Science +

Business Media. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1007/bf02533961> acesso em: 03 de

set

2016.

40

ANEXO A

Questionário da pesquisa Favor marcar com um X somente em uma única resposta que melhor se apresente para você. Sexo:

única resposta que melhor se apresente para você. Sexo: Masculino Faixa de idade: 20 á 24

Masculino

Faixa de idade:

20 á 24 anosse apresente para você. Sexo: Masculino Faixa de idade: De 46 a 60 anos De 25

De 46 a 60 anospara você. Sexo: Masculino Faixa de idade: 20 á 24 anos De 25 a 35 anos

De 25 a 35 anosMasculino Faixa de idade: 20 á 24 anos De 46 a 60 anos Acima de 60

Acima de 60 anosde idade: 20 á 24 anos De 46 a 60 anos De 25 a 35 anos

á 24 anos De 46 a 60 anos De 25 a 35 anos Acima de 60

Feminino

De 36 a 45 anosDe 46 a 60 anos De 25 a 35 anos Acima de 60 anos Feminino Considera

Considera ter tempo livre para se exercitar

De 36 a 45 anos Considera ter tempo livre para se exercitar Sim Não Pouco Qual

Sim

36 a 45 anos Considera ter tempo livre para se exercitar Sim Não Pouco Qual seria

Não

45 anos Considera ter tempo livre para se exercitar Sim Não Pouco Qual seria o tempo

Pouco

Qual seria o tempo ideal de exercício na sua opinião (diariamente)

30mimo tempo ideal de exercício na sua opinião (diariamente) 1 a 1hora e meia 2 horas

1 a 1hora e meiaideal de exercício na sua opinião (diariamente) 30mim 2 horas ou mais Como considera sua alimentação?

2 horas ou maisna sua opinião (diariamente) 30mim 1 a 1hora e meia Como considera sua alimentação? Boa Ruim

Como considera sua alimentação?

e meia 2 horas ou mais Como considera sua alimentação? Boa Ruim Normal Possui alguma restrição

Boa

e meia 2 horas ou mais Como considera sua alimentação? Boa Ruim Normal Possui alguma restrição

Ruim

2 horas ou mais Como considera sua alimentação? Boa Ruim Normal Possui alguma restrição alimentar? Sim

Normal

Possui alguma restrição alimentar?

ou mais Como considera sua alimentação? Boa Ruim Normal Possui alguma restrição alimentar? Sim Se sim,

Sim

Se sim, qual ?

ou mais Como considera sua alimentação? Boa Ruim Normal Possui alguma restrição alimentar? Sim Se sim,

ou mais Como considera sua alimentação? Boa Ruim Normal Possui alguma restrição alimentar? Sim Se sim,

Não

41

Faz uso de algum tipo de medicamento continuo?

Sim Se sim, qual ?
Sim
Se sim, qual ?

Não

Conhece ou já ouviu falar na biomassa de banana verde ?

Conhece ou já ouviu falar na biomassa de banana verde ? Sim Não Possui algum problema,

Sim

Conhece ou já ouviu falar na biomassa de banana verde ? Sim Não Possui algum problema,

Não

Possui algum problema, fobia, medo, desmaio, quando necessário a coleta de sangue?

fobia, medo, desmaio, quando necessário a coleta de sangue? Sim Elaborado pelo pesquisador Agradecemos a participação.

Sim

Elaborado pelo pesquisador Agradecemos a participação.

medo, desmaio, quando necessário a coleta de sangue? Sim Elaborado pelo pesquisador Agradecemos a participação. Não

Não

42

ANEXO B TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012

Você está sendo convidado(a), como voluntário(a), a participar da pesquisa:

INFLUENCIA DO CONSUMO DA BIOMASSA DE BANANA VERDE SOBRE O PERFIL

LIPIDICO

Nosso interesse neste assunto se dá pois: A banana verde possui propriedades benéficas ao

organismo, acreditamos que o consumo regular desse produto beneficie o organismo, como a

redução de LDL. O tema apresentado se faz importante devido a um grande número de pessoas

que possuem disfunções lipídicas, e o fruto (banana verde) se fazer presente em todo pais, o

que possibilita o consumo em maior escala e fácil acesso. O objetivo desse trabalho é verificar

a influência do consumo da biomassa de banana verde, ao longo de 90 dias, no perfil lipídico

Procedimentos: Primeiro, coleta de dados específicos feito através de um questionário. Após a

inclusão, os voluntario serão informados dos termos descritos pelo comitê de ética.

No Segundo passo: será feita há primeira coleta do sangue venoso. A Segunda coleta será feita

ao fim de 90 dias, de consumo da biomassa. Reforçando que será feita 2 coletas de sangue

venoso (principio e fim da pesquisa). Todos receberam seus resultados e estarão cientes dos

processos de coleta e análise.

Você será esclarecido(a) sobre a pesquisa em qualquer aspecto que desejar. Você é livre para

recusar-se a participar, retirar seu consentimento ou interromper a participação a qualquer

momento. A sua participação é voluntária e a recusa em participar não irá acarretar qualquer

penalidade ou perda de benefícios.

A participação no estudo não acarretará custos para você e não será disponível nenhuma

compensação financeira. Nos pesquisadores iremos tratar a sua identidade com padrões

profissionais de sigilo. Você não será identificado em nenhuma publicação que possa resultar

deste estudo. Uma cópia deste consentimento será arquivada e outra será fornecida a você.

Os riscos decorrentes dessa pesquisa pode ser: Intestino solto, devido ao excesso do consumo

da biomassa, por isso aconselha-se o consumo de 20g/dia. Possível perda de peso, de 1 a 4

quilos no período de 90 dias, devido a regulação intestinal, por consumo da fibra.

43

DECLARAÇÃO

PARTICIPANTE:

DA

PARTICIPANTE

OU

DO

RESPONSÁVEL

PELA

fui informada(o) dos objetivos da

pesquisa acima de maneira clara e detalhada e esclareci minhas dúvidas. Sei que em qualquer momento poderei solicitar novas informações e motivar minha decisão se assim o desejar. O (a) pesquisador (a) Bruna Lencione e Thayná Marques, certificou-me de que todos os dados desta pesquisa serão confidenciais. Em caso de dúvidas poderei entrar em contato com:

Pesquisadores: Bruna Lencione, telefone (13) 988682199 ou, Thayná Marques, telefone (13) 988775589 o Universidade São Judas - Campus Unimonte, Av. Comendador Martins, 52, tel. (13) 32282100. Declaro que, concordo em participar desse estudo. Recebi uma cópia deste termo de consentimento livre e esclarecido e me foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as minhas dúvidas.

Eu,

Nome

Assinatura do Participante

Data

Nome

Assinatura do Pesquisador

Data

Nome

Assinatura da Testemunha

Data

44

ANEXO C

44 ANEXO C

45

45

46

46

47

47

48

48
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48

49

49

50

50

51

51

52

52

53

53

54

54

55

55

56

56

57

57

58

ANEXO D

58 ANEXO D
58 ANEXO D

59