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1.

Fibrilação Atrial É a causa mais frequente de arritmias e é caracterizada


pelo ritmo de batimentos rápido e irregular dos átrios (câmaras superiores
do coração). Neste tipo, os átrios perdem a capacidade de se contrair de
forma regular e começam a fibrilar (contrações desordenadas do músculo
cardíaco). Como consequência, o sangue movimenta-se de forma lenta
dentro dos átrios e, portanto, não é dirigido de maneira adequada os
ventrículos. O maior risco deste tipo de arritmia é o sangue ficar parado e
formar coágulos. A fibrilação Atrial afeta 2,5% da população mundial e a pior
consequência é o acidente vascular cerebral (AVC), já que esses coágulos
podem se desprender e entrar na circulação sanguínea, entupindo as
artérias do cérebro (AVC isquêmico), ou qualquer outra. Costuma ser mais
frequente na população mais velha por estarem associadas a fatores
próprios do envelhecimento, assim como a hipertensão arterial, obesidade e
ao diabetes melittus. Estima-se que até 10% dos idosos acima de 75 anos
possuam a doença.

2. Flutter Atrial É considerada a segunda causa mais frequente de


arritmias. A diferença é que no Flutter, os batimentos cardíacos, apesar de
extremamente acelerados são de forma organizada. Pessoas com o
coração normal podem ser acometidas por este tipo de taquicardia, assim
como pacientes idosos com doenças associadas, principalmente,
hipertensão, apneia do sono, obesidade, sedentarismo e até mesmo a
insuficiência cardíaca. O uso de medicamentos pode transformar o Flutter
em Fibrilação Atrial ou vice-versa. Entre os sintomas, é raro existir tonturas
ou desmaio, porém o paciente pode sentir palpitação, falta de ar e dor no
peito. O Flutter Atrial também pode provocar o desenvolvimento de
coágulos que se desprendem do coração e talvez, seja necessário o uso de
anticoagulantes em pacientes que apresentam este tipo de arritmia com
mais frequência. Nos casos graves e persistentes pode ser necessário o
tratamento com cardioversão elétrica (choque no tórax) para reverter o
quadro.
3. Taquicardia supraventricular paroxística Este tipo de taquicardia é
originada nas câmaras atriais do coração e consiste no batimento cardíaco
que começa muito acelerado e cessa subitamente. Ocorre em
consequência de problemas com a conexão elétrica entre os átrios e os
ventrículos, gerando batimentos cardíacos extras. Na maior parte dos
casos, este tipo de taquicardia não oferece perigo e tende a ocorrer em
pessoas mais jovens, inclusive crianças. Também não tem causa aparente,
podendo surgir em corações normais e, em alguns casos, já é de nascença.
Pacientes com bronquite crônica, com distúrbios pulmonares, dilatação
(insuficiência) cardíaca ou que já sofreram infarto são mais propensos a
este tipo de taquicardia e pode atingir até 220 batimentos por minuto.

4. Taquicardia sinusal Não é conhecido ao certo o mecanismo desta


alteração. Acredita-se, que seja uma reação do nó sinusal (marcapasso
natural do coração) com a ativação do sistema nervoso simpático que
provoca o aumento da frequência cardíaca e elevação da sensibilidade à
ação da adrenalina. Pode surgir em qualquer faixa etária, inclusive em
bebês e pode estar associada a estímulos fisiológicos como a febre, dor,
desidratação, queda de pressão, anemia, hipertireoidismo, infecções etc.
Estados de ansiedade, excitação, exercícios físicos, a ação de
medicamentos broncodilatadores, remédios para emagrecer, para
tratamento da hipertensão e alguns antidepressivos, também podem causar
este tipo de taquicardia. O uso de drogas (cocaína, ecstasy, crack etc) e o
consumo excessivo de café, álcool e nicotina está entre as causas do
aumento da frequência cardíaca sinusal. Alguns distúrbios do sistema
nervoso autônomo, o qual controla os batimentos cardíacos e a pressão
arterial ao longo das atividades do dia, bem como, em situações em que há
mudanças de postura com os movimentos corporais, poderão causar
episódios de taquicardia sinusal. Exemplos dessas condições são a
síndrome postural taquicárdica ortostática (SPOT), a qual caracteriza-se por
aceleramento cardíaco após a adoção da posição de pé (ortostática), e as
síndromes neuromediadas (síndrome vaso-vagal e neurocardiogênica). Das
causas cardíacas, qualquer doença que afete o desempenho do coração
(hipertensão arterial, doença arterial coronariana, miocardiopatias, etc.)
poderá causar uma taquicardia sinusal. Em alguns casos, os
betabloqueadores (medicamentos que bloqueiam a ação da adrenalina no
coração, como o atenolol ou metoprolol), poderão ser indicados. Casos de
taquicardia sinusal inapropriada poderão ser tratados com medicamentos,
tais como: betabloqueadores, antiarrítmicos (como a propafenona e o
sotalol), ivabradina (droga que diminui a ação do marcapasso natural do
coração, o nó sinusal) ou, em casos selecionados, através de tratamento
por cateter.

5. Taquicardia ventricular Este tipo de taquicardia é caracterizado pela


presença de três ou mais extrassístoles ventriculares seguidas, originadas
nos ventrículos. A duração é variável (30 segundos ou mais). As causas são
variadas e, entre as principais, podemos citar: • Hipertensão arterial, •
Doença arterial coronariana, • Miocardiopatias, • Medicamentos
antiarrítmos: são medicamentos utilizados para tratar arritmias e tem como
efeito colateral provocar outros tipos de arritmias (conhecida como efeito
pró-arritmico), por agirem diretamente nas propriedades elétricas das
células do coração. Os pacientes que possuem este tipo de arritmia
geralmente apresentam palpitações. Pode haver queda da pressão arterial,
pois não ocorre o enchimento completo dos ventrículos com sangue durante
o relaxamento cardíaco e, consequentemente, o sangue não é bombeado
corretamente. Os sintomas são tonturas, sensação de desmaio ou o
desmaio efetivamente. Nos casos mais graves pode levar a falência
cardíaca, com edema pulmonar (leia o artigo). O paciente sente cansaço,
falta de ar e angina (dor no peito) pela deficiência de irrigação de sangue no
músculo do coração. A persistência dessa taquicardia ventricular pode
resultar em uma arritmia cardíaca ainda mais grave com risco de morte
súbita.

Quais os exames para diagnosticar a arritmia? Durante a consulta, além


da avaliação clínica e o eletrocardiograma, o médico vai precisar de
informações sobre histórico de doenças cardíacas na família. Os exames
complementares variam de acordo com os sintomas do paciente, entre os
principais, podemos citar: • Estudo eletrofisiológico Intracardíaco, • Holter de
24 horas, • Ecocardiograma, • Ressonância Magnética, • Teste Ergométrico,
• Estudo eletrofisiológico Intracardíaco, • Monitor de Eventos. Leia também:
Tipos de exames cardíacos e para que serve cada um deles

Os tipos de tratamentos são: medicamentoso, ablação por cateter ou por


implante de dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI), como
Marca-passo (MP), Cadioversor Desfibrilador Implantável (CDI) ou
Ressincronizador.

Existe alguma dica para amenizar o desconforto da taquicardia


esporádica, sem gravidade? Para evitar o desconforto, as taquicardias
normais podem ser amenizadas com manobras simples: • Procure se
acalmar, • Beba água gelada, • Faça força na musculatura abdominal,
bloqueando a saída de ar pelas vias aéreas. Esta é uma forma rápida para
reverter um episódio de taquicardia. Resumindo: • Todo mundo tem
taquicardia em algum momento ou situação durante a vida. É
absolutamente normal. • Ela é considerada grave, diante de arritmias ou
doenças cardiovasculares pré-existente. • Pode se tornar grave, quando for
frequente e em pessoas com predisposição a problemas cardíacos, ou
aquelas portadoras de cardiopatias ainda sem sintomas. Fique atento aos
pequenos sinais e procure orientação médica.

• Taquicardia constante ou de forte intensidade pode desencadear


problemas cardíacos ou AVC.

• Taquicardia de início súbito e sem causa aparente deve ser investigada.

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