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Condenado na Lava Jato, Luiz Argôlo é solto

após 4 anos; ex-deputado pagará multa de R$


2 milhões parcelada
Luiz Argôlo foi condenado em 2015, ficou preso em Curitiba e, em 2018, foi
transferido para Salvador. Ex-deputado deve pagar multa parcelada em 105 vezes.

Por G1 BA
17/04/2019 11h07 · Atualizado há 4 horas

Ex-deputado Luiz Argôlo no plenário da Câmara em março de 2013 — Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Luiz Argôlo, condenado na Operação Lava Jato pelos


crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi solto na terça-feira (16), após
a Justiça conceder liberdade condicional. Argôlo cumpria pena no Centro de
Observação Penal (COP) do Complexo Penitenciário Lemos Brito, em Salvador,
desde 2018.

As informações são da advogada de Argôlo, Cristiane Magalhães Costa, e da


Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap).

Argôlo foi preso em abril de 2015 durante a 11ª etapa da Lava Jato e levado para
Curitiba. Três anos depois, foi transferido para a capital baiana. Ao todo, o ex-
deputado cumpriu quatro anos da pena de 12 anos e 8 meses de prisão em regime
fechado.

A advogada esclareceu que tentava a autorização da liberdade condicional mediante


parcelamento da multa que estava estipulada na pena.

"Ano passado propusemos parcelamento do pagamento. Inicialmente foi negado,


mas o pedido foi revisto pelo TRF4 [Tribunal Regional Federal da 4ª região] e a
parcela foi autorizada no dia 10 de abril. Ele vai pagar a multa de cerca de R$ 2
milhões em 105 vezes e a primeira parcela já foi paga", contou Cristiane.

Com o acordo, o ex-deputado deverá pagar cerca de R$ 19 mil por mês durante oito
anos, que equivale ao restante da pena.

Em condicional, Argôlo deve cumprir algumas medidas. "Ele deve obedecer alguns
critérios determinados pelo juiz, como não se ausentar do país sem autorização,
apresentar passaporte, por exemplo", explicou Cristiane.

Entre as outras exigências determinadas na decisão, o ex-deputado não deve mudar


de residência sem comunicar ao juiz e à autoridade responsável pela observação
cautelar e de proteção; ir para à própria residência até 22h; não fazer uso de
bebidas alcoólicas, ou frequentar casas de jogos ou de prostituição, festas de largo
ou carnavalescas; não portar armas ou cometer qualquer outro delito, manter bom
comportamento social e familiar, entre outras.

Condenação
O ex-deputado Luiz Argôlo, após ser oreso na Operação Lava Jato — Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão
Conteúdo

A Justiça Federal no Paraná condenou, no dia 16 de novembro de 2015, o ex-


deputado federal Luiz Argôlo pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de
dinheiro. Ele é investigado na Operação Lava Jato.

Ao dar a sentença, Sérgio Moro considerou que Argôlo, enquanto deputado federal,
recebeu parte do dinheiro da propina paga por empreiteiras fornecedoras da
Petrobras à Diretoria de Abastecimento da estatal, então comandada por Paulo
Roberto Costa. A lavagem de dinheiro ficou configurada na ocultação e dissimulação
dos recursos recebidos.

Segundo o juiz, ficou comprovado que Argôlo recebeu R$ 1.474.442,00 do esquema,


sendo que pelo menos R$ 250 mil envolveu apenas um recebimento de propina.

O doleiro Alberto Youssef, que também foi investigado e condenado na Operação


Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro falou sobre a propina
recebida por Luiz Argôlo. Disse que Argôlo tinha conhecimento de que o dinheiro
repassado a ele provinha do esquema de corrupção na Petrobras.

Argôlo afirmou que todo o dinheiro repassado pelo doleiro Alberto Youssef a ele era
referente à compra de um terreno da família em Camaçari, na Bahia. O juiz não
aceitou a argumentação da defesa.

CURITIBA SALVADOR