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Maria Jacqueline Nogueira Lima

Profissão e
Formação Docente
Sumário
CAPÍTULO 3 – Processos de Formação e Atuação dos Professores na Contemporaneidade.....05

Introdução.....................................................................................................................05

3.1 Processos de formação..............................................................................................05

3.1.1 Processos e desafios da formação docente..........................................................06

3.1.2 Formação e escolha profissional........................................................................07

3.2 Atuação dos professores na contemporaneidade..........................................................09

3.2.1 As competências e a formação profissional: apontamentos...................................10

3.2.2 Atuação docente e qualidade............................................................................12

3.3 A prática do profissional da educação: entre docentes, pesquisadores e administradores...14

3.3.1 O trabalho docente..........................................................................................14

3.3.2 O trabalho de pesquisa e pós-graduação em pedagogia......................................16

3.3.3 Administradores escolares e outros especialistas..................................................18

Síntese...........................................................................................................................19

Referências Bibliográficas.................................................................................................20

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Capítulo 3 Processos de Formação e
Atuação dos Professores
na Contemporaneidade

Introdução
O objetivo deste estudo é apresentar os processos da formação de professores e como atuam na
contemporaneidade a fim de que você entenda a relevância desse profissional na disseminação
de um padrão cultural. Você já parou para pensar sobre a importância do grau de formação para
a qualidade do conhecimento que será passado aos seus alunos?

Para facilitar o seu entendimento, os conteúdos foram desenvolvidos em três tópicos. O primei-
ro fornecerá elementos para que você conheça os processos de formação do docente e a sua
influência sobre os caminhos e escolhas profissionais desses professores. Nesse sentido, reflita
sobre a questão: como as escolhas profissionais são determinantes do processo de ensino e de
aprendizagem que cada profissional desenvolve?

No segundo tópico, você verá sob quais aspectos deve-se pautar a conduta do profissional da
educação na atualidade. O terceiro, por sua vez, lhe ajudará a compreender as escolhas e as
demandas da prática profissional do docente, do pesquisador e do administrador, no âmbito
educacional. Você também saberá qual o papel da pós-graduação na formação docente. A partir
disso, tente responder: como as escolhas profissionais distintas podem contribuir no benefício
crescente dos alunos? Esta e outras questões serão pontuadas e respondidas no desenvolvimento
deste material.

Bom estudo!

3.1 Processos de formação


A formação docente acontece por meio de processos em que as etapas se constituem, ou deve-
riam constituir-se, mediante um projeto de vida profissional.

Esse projeto deve ser amparado no desafio de aprender e ensinar conforme os recursos disponí-
veis a cada contexto/momento da profissão e de acordo com as necessidades do público-alvo,
ou seja, os alunos. Você já parou para pensar qual o aspecto que mais valoriza na formação
profissional? E como a sua formação tem importância para o processo de ensino e de aprendi-
zagem dos seus futuros alunos? Em que medida aprender a ensinar se constitui em um desafio
para você? Estes são alguns dos assuntos que você verá a seguir.

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Profissão e Formação Docente

3.1.1 Processos e desafios da formação docente


De acordo com Perrenoud (2003, p. 2-3), a profissão do professor se constitui em desafio e não é,
nem pode ser, produto de um capricho. Pelo contrário, o “ser professor” é um aprendizado cons-
tante e difícil, que não está disponível àqueles que consideram secundária a escolha dessa profis-
são porque, teoricamente, seria fácil ensinar. Ensinar não é fácil. Muito menos aprender a ensinar.

Figura 1 – O trabalho docente: esforço de pesquisa e estudos com uma pequena parcela de inspiração.
Fonte: Shutterstock, 2015.

A preparação para aprender e ensinar exige um esforço daqueles que se comprometem – os que
ensinam aos que desejam ser professores e os futuros professores. Isso porque é necessário o
compromisso com a apreensão de um conteúdo que seja ferramenta eficaz de trabalho, confor-
me indica Perrenoud (2003, p. 3):

Importa mais do que nunca prepará-los [os professores] para a ‘profissão real’, fornecendo-lhes
meios para uma prática reflexiva e permitindo-lhes apropriar-se de ferramentas de trabalho
eficazes em sala de aula. O prazer de ensinar não se dá sem competências ou sem uma
identidade assumida. Essas são as apostas maiores da formação de professores.

Antes de tudo, a formação docente deve levar em conta o esclarecimento do que seja a função
docente e das suas implicações do ponto de vista ético, do ponto de vista da responsabilidade
para com o outro, das competências a serem trabalhadas e aceitas. Dessa forma, a profissão se
desenvolverá satisfatoriamente para todos os inseridos no processo.

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Figura 2 – A busca do conhecimento e da formação adequados nunca cessa.
Fonte: Shutterstock, 2015.

Conforme Dassoler e Lima (2012, p. 1),

O professor é um profissional que domina a arte de reencantar, de despertar nas pessoas a


capacidade de engajar-se e mudar. Neste aspecto, entende-se que a formação do professor
é indispensável para a prática educativa, a qual se constitui o lócus de sua profissionalização
cotidiana no cenário escolar. Desse modo, compreender a formação docente incide na reflexão
fundamental de que ser professor é ser um profissional da educação que trabalha com pessoas.
Essa percepção induz este profissional de educação a um processo permanente de formação,
na busca constante do conhecimento por meio dos processos que dão suporte à sua prática
pedagógica e social.

Portanto, a formação docente como tal nunca deve ser descontinuada; pelo contrário, é um pro-
cesso que deve ser contínuo para o bem do educador e do educando.

3.1.2 Formação e escolha profissional


No contexto da formação profissional do docente, alguns aspectos devem ser considerados, uma
vez que constituem uma concepção da própria profissão enquanto determinante e determinada
pelas escolhas dos sujeitos/profissionais docentes.

A escolha da carreira como fim é determinante na forma que o profissional considera, ou con-
siderará, para chegar ao seu objetivo. A sua formação enquanto profissional da educação pode
ser definida nesse sentido: formar-se para atuar conforme as suas escolhas, como ser um peda-
gogo que atuará nas séries iniciais do ensino fundamental por sua livre escolha, por exemplo.

Também pode acontecer de o profissional ser de outras áreas e, por algum motivo que não pro-
priamente a vocação docente, escolher a docência sem ter formação específica. Por exemplo, um
músico que se realiza ao ensinar o seu ofício aos alunos. Do mesmo modo, aquele que estudou
balé desde a infância e que se põe a dar aulas de dança como profissão. Embora não sejam
formalmente docentes, esses profissionais o são, devido à prática. A formação docente, por con-
seguinte, envolve escolhas, estudos e práticas, que não necessariamente coexistem nessa ordem.

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Profissão e Formação Docente

A perspectiva da formação docente, então, é permeada por saberes e práticas além do conhe-
cimento adquirido em função e para o exercício da função, por exemplo, conforme determina
a lei no que concerne aos profissionais da educação, que devem atender à educação básica, à
educação profissional e tecnológica e ao ensino superior.

A escolha profissional é determinada pela formação e pela prática. Também ocorre pela con-
secução de ambas (formação e prática) aos saberes adquiridos em experiências distintas das
formalmente recebidas pelo aluno nos cursos de licenciatura. No Brasil, a formatação desses
cursos ocorre prioritariamente para dar aporte necessário aos profissionais da educação básica.
No caso da educação superior, há ainda a necessidade da formação em nível de pós-graduação,
como o mestrado e o doutorado, específica por áreas.

Além disso, tenha em conta que, conforme Dassoler e Lima (2012, p. 6),

[...] para poder ensinar, o professor precisa estar imbuído do conhecimento que lhe advém
por meio da formação que se vai profissionalizando pela prática cotidiana. A capacitação do
indivíduo para o trabalho docente se constitui em um ato educativo de criatividade e inovação.

Fazem parte desse escopo também as escolhas do docente para o seu desenvolvimento profissional.

De acordo com a Lei nº 9.394/1996, art. 62:

A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso
de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação,
admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas
quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade
Normal. (BRASIL, 1996).

Nesse sentido, a graduação plena em pedagogia – que lhe dá habilitação para lecionar na
educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental – também lhe permite atuar como
orientador educacional, coordenador pedagógico e em outras atividades ligadas ao ensino nes-
sa faixa da educação básica.

Diferentemente, a escolha para atuar na área da educação especial pressupõe o entendimento de


uma formação específica em nível de pós-graduação (especialização), que dê ao profissional o
aporte teórico-prático necessário para esse fim, conforme prevê a legislação educacional do país.

Para atuar em outras áreas que exijam especialização do profissional de educação, como a psi-
copedagogia e a pedagogia hospitalar, faz-se necessário atender ao art. 64 da LDB:

A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção,


supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação
em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida,
nesta formação, a base comum nacional. (BRASIL, 1996).

À medida que o profissional se especializa na profissão, tem a necessidade de complementar os


seus estudos.

Do mesmo modo, é desejável que o profissional não cesse de adequar a sua formação às neces-
sidades cotidianas da profissão, ou seja, no contínuo aperfeiçoamento e conhecimento de novas
técnicas e de novos métodos para que o processo de ensino e aprendizagem seja condizente
com o que se espera da formação educacional: que esteja adequada ao contexto (os objetivos
distintos dos alunos conforme o ano e a escola), tendo em vista novas tecnologias da educação
e da comunicação. Entre outras variáveis, é importante vincular a formação docente continuada
a fim de que o professor tenha condições adequadas de acompanhar as mudanças que ocorrem
ao seu redor, inclusive na própria escola.

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Figura 3 – Formação do professor: caminho longo e ininterrupto.
Fonte: Shutterstock, 2015.

Dessa maneira, o processo de formação deve compreender um contexto em que aprender a ensi-
nar seja o objetivo constante da carreira de quem almeja ser professor. Assim, faz todo o sentido
a afirmação de Perrenoud (2003, p. 2) a seguir:

Gostar de se organizar ao seu modo é bom, mas a profissão de educador consiste cada vez
menos em estar presente na escola quando os alunos nela estão também. Tempos de projetos
em grupo, encontros com os pais e formação contínua fazem parte do trabalho.

Em suma, a formação pressupõe uma preocupação ampliada com o universo do trabalho em si


assim como em relação a todos aqueles envolvidos nesse processo.

3.2 Atuação dos professores


na contemporaneidade
A atuação dos professores na contemporaneidade passa por uma série de processos de forma-
ção permanente e continuada, aos quais os professores devem aderir. Do contrário, não con-
seguem acompanhar as mudanças que ocorrem no seu entorno, como na escola, por exemplo.

Você já se perguntou como será a sua atuação profissional daqui a 5 anos? Em que medida você
terá que se atualizar e o quanto será necessário de investimento em termos de horas de treina-
mento para acompanhar as modificações relacionadas ao uso de recursos tecnológicos em sala
de aula (ou mesmo fora dela)? Você está se preparando bem para esse contexto de formação
permanente?

Estes são alguns dos desafios que todo professor tem pela frente. A intenção, então, a partir do es-
tudo deste tópico, é que você compreenda sob quais aspectos tende a se pautar a conduta do pro-
fissional da educação na atualidade, considerando a questão das “competências”, entre outras.

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Profissão e Formação Docente

3.2.1 As competências e a formação profissional: apontamentos


No contexto da formação profissional e da atuação dos professores, alguns aspectos são percep-
tíveis. No que concerne à atuação, assim como à formação, a questão das competências pro-
fissionais tem sido determinante desde que a legislação, conforme argumento desenvolvido em
Ferreira (2011, p. 121 e ss.), determinou a separação entre educação profissional e educação
básica. Nesse sentido, a autora atribui ao fato de a natureza econômica ser fator dominante a
modificação do pensar a respeito do trabalho pedagógico não mais como a natureza da trans-
missão de informações, mas como desenvolvimento de competências:

A escola se torna lugar de obtenção de um sujeito esperado, premeditado em acordo com


interesses anteriores e, não raramente, atrelados a lógicas de mercado, como a tão propalada
‘formação de mão-de-obra’.
Por conseguinte, pode-se considerar que a concepção de competências é polêmica e surge
em um momento localizado em relação às mudanças econômicas. (FERREIRA, 2011, p. 122).

Essa perspectiva crítica em relação à mudança na legislação da educação implica modificações


que nem sempre consideram a realidade de cada escola e de cada profissional. Tampouco
discute a real necessidade dessas adaptações e o quanto elas podem ser eficazes ou ineficazes
conforme o contexto.

A necessidade da adaptação na formação e atuação é que conta. No entanto, há outras ques-


tões a serem consideradas. Como a formação profissional e a atuação podem ser pensadas
como efetivas e eficientes conforme o público-alvo, se nem sempre as competências são deter-
minantes da atuação docente? Como a conduta do profissional pode se pautar apenas pelo que
dita a lei, se o conhecimento que tenta transmitir não é apreendido pelos seus alunos? Estas são
algumas das questões que se podem pontuar a respeito do que diz a lei. E, ainda: como devem
ser a formação e a atuação profissional e o quanto podem ser adaptadas conforme a necessi-
dade da escola ou do aluno?

Pensar a atuação do docente na contemporaneidade não se restringe, simplesmente, à obser-


vação do que diz a lei, mas, antes de tudo, a quais necessidades de aprendizado deve atender
para atingir os seus objetivos, isto é, ensinar o conteúdo aos seus alunos. E mais: atender às suas
próprias necessidades pessoais, conforme tão bem explicita Nóvoa (1992, p. 13):

A formação não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimentos ou de técnicas),


mas sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de (re)construção
permanente de uma identidade pessoal. Por isso é tão importante investir a pessoa e dar um
estatuto ao saber da experiência.
O processo de formação está dependente de percursos educativos, mas não se deixa controlar
pela pedagogia. O processo de formação alimenta-se de modelos educativos, mas asfixia
quando se torna demasiado ‘educado’.

NÃO DEIXE DE VER...


O filme Escritores da liberdade (Freedom Writers, EUA, 2007), em que a professora Erin
(Hilary Swank), recém-chegada a uma escola de ensino médio na periferia, tem de lidar
com jovens provenientes de diversas etnias e, em sua maioria, vivendo em situações de
risco. A jovem professora utiliza uma nova metodologia para atrair os seus alunos para
o universo escolar. Bem interessante para entender como o processo de formação deve
fomentar uma atuação docente que contribua para dirimir desigualdades. A obra tem
direção de Richard LaGravenese e pode ser assistida em: <http://megafilmeshd.net/
escritores-da-liberdade/>.

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Desenvolver competências, portanto, é obrigatório, como determina a LDB (Lei nº 9.394/1996)
no seu artigo 61 (item II), quando ressalta a importância da formação e experiência em outras
atividades e/ou em outras instituições de ensino distintas daquela na qual o docente esteja atuan-
do enquanto formação de competências complementares para o melhor exercício da profissão.
No entanto, a separação entre educação profissional e educação básica traz para a atuação
docente desafios que não se restringem a esse viés.

A prática docente deve, sim, pautar-se por um ensino de qualidade que atinja os seus objetivos:
ensinar a aprender e ensinar o conteúdo obrigatório conforme a classe em que o seu aluno es-
teja. Um processo de atuação docente responsável não deve deixar de considerar essa premissa
como imprescindível ao bom desempenho docente. No Brasil, inclusive, existem vários exemplos
de docentes que se empenham em ensinar e a dar aos seus alunos condições de enfrentar uma
realidade social que não lhes favorece, estimulando-os a fazer a diferença. No caso das escolas
de periferia, isso é notório: em sua maioria, são de qualidade mais baixa do que as concentradas
nos grandes centros urbanos.

Veja um bom exemplo no caso prático a seguir:

Na escola estadual Altamiro Guimarães, na cidade de Antônio Carlos (SC), os professores dão
aos seus alunos um processo de formação de qualidade comparável ao das melhores escolas
privadas desse Estado. Para se ter uma ideia, a escola tem um blog em que são postadas todas
as atividades das disciplinas do currículo escolar. Além disso, o processo de ensino e aprendi-
zagem também utiliza recursos que prendem a atenção e incentivam o aluno, como encenações
teatrais, por exemplo.

NÃO DEIXE DE LER...


Este é apenas um exemplo do que se pode fazer em uma realidade nem sempre tão
farta como a dos grandes centros urbanos. Para comprovar que a atuação docente faz
a diferença no desempenho escolar dos alunos, visite o blog no endereço: <http://
eebaltamiroguimaraes2010.blogspot.com.br/>.

Como você viu até aqui, o ensino por competências, justificado por uma questão de ênfase à
necessidade que a economia impõe à vida em sociedade, não implica necessariamente uma
qualidade de ensino e atuação docente abaixo do necessário para produzir uma realidade social
positivamente diferenciada. Em outras palavras, uma escola de qualidade não necessariamente
deve se basear na premissa das competências somente, mas deve oferecer aos seus alunos di-
ferenciais que incentivem um bom desempenho escolar. Evidentemente há outras variáveis que
contribuem para a existência de escolas como a citada no caso prático, mas, sem dúvida, a
atuação docente é a principal responsável por tal cenário escolar.

Ferreira (2011, p. 9), ao referir-se aos cursos de licenciatura e aos cursos de formação continu-
ada de professores, nos mostra o quanto a formação e a atuação dos docentes são fomentadas
pelas exigências do mercado. Entretanto, não é somente o que importa nesse contexto. Nas
palavras da autora:

Analisando-os, pode-se observar atenderem a uma perspectiva ideológica, cujas características


restringem-se ao fazer e fazer, parecendo implicitar que os professores são práticos e somente
necessitam receitas de um agir metodologicamente organizado e sem aprofundamento teórico,
que se reproduz e revela, através de avaliações externas, o alcance dos índices tidos como ideais.

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Profissão e Formação Docente

Portanto, competências – assim como outros elementos na formação e na atuação docentes


– devem ser constitutivas de um mesmo objetivo na carreira docente. Esse objetivo deve ser
o de ensinar a aprender. Além disso, o conteúdo necessário à formação desse aluno deve ser
explicitado de forma que entenda e utilize tal conhecimento em favor de si mesmo, não sob a
perspectiva puramente individualista, mas sob uma perspectiva humana que implique contribuir
para melhorar as suas condições sociais e econômicas e também as condições daqueles que se
relacionam mais estreitamente à sua vida, como a comunidade à qual pertence, por exemplo.

Figura 4 – O conhecimento é um desafio a ser vencido por todos.


Fonte: Shutterstock, 2015.

3.2.2 Atuação docente e qualidade


Outro tema importante a tratar é o da qualidade na atuação docente na contemporaneidade,
que diz muito a respeito da questão de uma formação adequada e ao mesmo tempo responsi-
va, no sentido de aliar as competências adquiridas pelo docente aos desafios da sua realidade
social. Também alia o seu desempenho voltado para a qualidade na educação, portanto, no
processo de ensino e aprendizagem, aos desafios de produzir uma realidade social melhor, com
esta contribuição (produção de conhecimento), aos seus alunos e familiares. É uma qualidade
relacionada à atenção adequada do docente aos desafios concretos e locais do processo de
ensino e aprendizagem.

Mais do que atender aos pressupostos da lei, trata-se de assumir uma postura docente realisti-
camente orientada na produção de resultados que não se restrinjam às notas de classe, mas que
reflitam a qualidade na criação de um processo de ensino e aprendizagem que proporcione a
adesão do aluno e o conduza à escola enquanto ambiente agradável e aprazível, inserindo-o na
sociedade enquanto indivíduo.

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Retomando o caso prático, na escola citada, temos um exemplo bem didático da atuação docen-
te com qualidade. Nessa escola, quando ocorreu a mudança do ensino fundamental de 8 para
9 anos, foi elaborado um projeto para adequar os alunos que estudavam sob o regime antigo
(8 anos) ao regime novo (9 anos). O projeto, chamado correção do fluxo, foi implantado para
turmas que ingressariam no ensino médio no ano de 2013 (ano da implementação da mudança
do ensino fundamental na escola). Assim, após a implementação do ensino fundamental de 9
anos, os professores de algumas disciplinas criaram uma espécie de adaptação ao novo modelo
de ensino de 9 anos, para que os alunos do 8º ano pudessem ingressar no ensino médio sem
prejuízos no conteúdo. Esse projeto foi desenvolvido conforme descrito a seguir:

Esta ação pedagógica tem como objetivo recuperar os saberes, mediante metodologias
diversificadas e de foco num currículo com significado. A intervenção do professor é mediada
por uma postura interdisciplinar entre conteúdos com planejamento das aulas, a partir de
Projetos ou Atividades de Aprendizagem que envolve todos os conteúdos curriculares para
o Ensino Fundamental. Por isso os professores das disciplinas de Língua Portuguesa [...],
Matemática [...], Artes [...] e Educação Física [...] desenvolvem projetos com o auxílio das
coordenadoras [...], assegurando o planejamento coletivo, articulando as demais áreas do
conhecimento. (EEB ALTAMIRO GUIMARÃES, 2015).

Como você pôde perceber, a atuação docente nesse exemplo baseia-se na cooperação entre
áreas distintas com um objetivo específico: propiciar aos alunos o conhecimento necessário para
que possam prosseguir nos seus estudos sem prejuízo dos conteúdos obrigatórios àqueles que
ingressam no ensino médio no período de transição do ensino fundamental de 8 para 9 anos.

Esse exemplo revela uma perspectiva que deveria nortear toda a atuação docente na atualidade:
fazer o possível a partir da perspectiva do profissional em postura investigativa e producente para
que os alunos tenham um processo de ensino e aprendizagem eficaz.

Figura 5 – Atuação docente responsiva e responsável.


Fonte: Shutterstock, 2015.

Qualidade de atuação docente e competência podem andar juntas, tanto no sentido do trabalho
do docente quanto no sentido de reproduzir conteúdos aos alunos com vistas a desenvolver ne-
les o que lhes proporcionará, posteriormente, um “lugar ao sol” no mercado de trabalho ou os
conduzirá a um processo de formação em nível superior.

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3.3 A prática do profissional da educação: entre


docentes, pesquisadores e administradores
Neste tópico, você saberá um pouco mais sobre as escolhas e as demandas da prática profissio-
nal e compreenderá como ocorrem em relação ao docente, ao pesquisador e ao administrador
no âmbito da educação na atualidade. Além disso, poderá vislumbrar a importância da pós-
-graduação conforme as aspirações desses profissionais. Você já sabe em que vai se especializar
depois de concluir a graduação? Qual área lhe atrai mais? A docência, a pesquisa ou a admi-
nistração escolar?

3.3.1 O trabalho docente


O trabalho docente ao profissional da pedagogia pode se apresentar de vários modos conforme
a aspiração do estudante. No caso daqueles que buscam a titulação no ensino superior para
lecionar na educação básica, o trabalho será desenvolvido nas séries iniciais do ensino funda-
mental (1º ao 5º ano) e na educação infantil (faixa etária de 0 a 6 anos), além da educação de
jovens e adultos (EJA). Nos três níveis citados, a ênfase recai sobre as disciplinas do currículo
básico da educação infantil e ensino fundamental no processo de formação desse profissional.

Além da docência, com essa formação básica em pedagogia, o profissional está apto a assumir
a coordenação de educação infantil. No entanto, algumas questões permanecem para todas as
categorias de profissionais na educação, questões estas pontuadas por Nóvoa (1992, p. 13), no
sentido de entender que

A formação de professores pode desempenhar um papel importante na configuração de uma


‘nova’ profissionalidade docente, estimulando a emergência de uma cultura profissional no seio
do professorado e de uma cultura organizacional no seio das escolas.
A formação de professores tem ignorado, sistematicamente, o desenvolvimento pessoal,
confundindo ‘formar’ e ‘formar-se’, não compreendendo que a lógica da actividade educativa
nem sempre coincide com as dinâmicas próprias da formação.
Mas também não tem valorizado uma articulação entre a formação e os projectos das escolas,
consideradas como organizações dotadas de margens de autonomia e de decisão de dia para
dia mais importantes. Estes dois ‘esquecimentos’ inviabilizam que a formação tenha como eixo
de referência o desenvolvimento profissional dos professores, na dupla perspectiva do professor
individual e do colectivo docente.

As questões são pertinentes no processo de profissionalização do docente, seja da educação


básica, seja de outros estratos de ensino, assim como pontua a profissionalização em países
distintos, como Portugal e Brasil. Logo, a formação do profissional que escolhe se especializar na
educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental se insere no mesmo contexto ou nas
mesmas preocupações que formula Nóvoa.

Existe, de fato, a necessidade de a formação ser contemplada de maneira mais completa e com-
plexa para atender às necessidades de formação e aos anseios do profissional conforme o seu
ambiente profissional.

Além do exposto, é conveniente ressaltar que, embora o texto de Antonio Nóvoa seja de 1992,
permanece atual porque examina aspectos que ainda são pertinentes à carreira docente no Brasil
e em Portugal.

A profissionalização que estimule uma cultura docente ainda é uma temática bastante pertinente
porque conduz a uma série de questionamentos: desde o perfil do profissional que se forma para
a docência até o seu interesse em entender a sua inserção no mundo do trabalho docente como
parte de um todo. E, ainda, do seu processo de formação, que deve ser necessariamente indivi-
dualizado, mas ao mesmo tempo deve servir ao objetivo coletivo de aprender a ensinar.

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Figura 6 – O trabalho e a formação docentes são um processo contínuo.
Fonte: Shutterstock, 2015.

O trabalho docente do profissional da pedagogia também pressupõe, conforme se deseje, a for-


mação para atuação nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e no ensino médio.
Essa formação mais específica compreende áreas que devem ser escolhidas durante o curso de
graduação. No caso do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Federal
de Minas Gerais, por exemplo, de acordo com o site da instituição, a certificação do egresso
pressupõe a formação para:

• a docência na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental;


• a docência nos cursos de ensino médio na modalidade normal;
• a docência em cursos de educação profissional na área de serviços e apoio escolar, bem
como em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos;

• a atuação na administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional


para a educação básica;

• a atuação na área da investigação dos fenômenos educativos.


Como podemos perceber, este é um modelo de processo de formação que é seguido em boa
parte dos cursos de pedagogia, visto que a legislação pertinente que rege os cursos é a mesma
para as mesmas funções. As escolhas dos estudantes é que determinam qual área de atuação
irão seguir.

Portanto, o trabalho do profissional da educação, mais especificamente do pedagogo, está defi-


nido a partir de estratos de ensino e de áreas administrativas, além de outras funções, como as
de coordenação ou somente de docência.

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Profissão e Formação Docente

VOCÊ O CONHECE?
Antonio Nóvoa é um eminente professor português, que ficou conhecido no Brasil após
a publicação, em 1992, do texto considerado um marco na literatura acadêmica sobre
educação: “Formação de professores e profissão docente”, do livro Os professores e a
sua formação, do qual é organizador. A partir dessa publicação, Nóvoa tornou-se influ-
ência constante na pedagogia brasileira e é leitura obrigatória àqueles que se dedicam
aos estudos em educação.

3.3.2 O trabalho de pesquisa e pós-graduação em pedagogia


O trabalho docente não se encerra na docência em si e nas áreas administrativas ou de coorde-
nação/orientação. Os afazeres do profissional da pedagogia podem se desenvolver na área de
pesquisa como atividade fim ou como atividade de complementação à docência, por exemplo.
Nesse caso, a ideia que permeia esse viés é que o profissional atue de forma sempre investigativa
e contribua para que o trabalho docente esteja guarnecido das informações que complementem
o trabalho para maior eficácia ou eficiência no processo de ensino e aprendizagem.

Adotar a postura de pesquisador exige do profissional dedicação e formação contínuas, além das
disciplinas e dos processos de formação usuais na sua carreira. Para que dê ênfase ao seu perfil
investigativo, terá que se destacar enquanto tal, demonstrando interesse por essa faceta profissio-
nal. Além disso, terá de empreender esforço individual, procurando os seus professores e expres-
sando o seu interesse, visto que as alternativas à pesquisa no âmbito da universidade são escas-
sas, e são poucos os alunos que pretendem seguir com estudos em nível avançado nessa área.

Figura 7 – O pesquisador deve ter perfil investigativo na busca do conhecimento.


Fonte: Shutterstock, 2015.

A postura do pesquisador implica estudar, pesquisar, observar e tentar aplicar os seus conheci-
mentos a um universo específico.

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NÃO DEIXE DE LER...
O livro de Augusto Trivinos, Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa
qualitativa em educação (1987), é muito útil para entender como se faz pesquisa em
educação e alguns dos seus métodos. A publicação está disponível para download
em página ancorada no site da Universidade Tecnológica Federal do Paraná: <http://
paginapessoal.utfpr.edu.br/sidemar/tcc/84708933-Livro-Introducao-a-pesquisa-em-
-Ciencias-Sociais-Trivinos.pdf/view>.

As diversas linhas de pesquisa, como as existentes em sociologia da educação, psicologia da


educação, educação especial, entre outras que se dividem nas diferentes disciplinas do curso de
pedagogia, são algumas das que o profissional pode adotar como ponto de partida para o seu
trabalho em pesquisa, tendo em vista a sua necessidade profissional, as hipóteses do seu traba-
lho de pesquisa e as correntes teóricas que melhor se adequem aos seus objetivos.

Dentro dessa perspectiva, cabem perguntas que delimitam o seu objeto de estudos, bem como
a importância desse objeto para a pedagogia e para o processo de ensino e aprendizagem con-
forme coloque o pesquisador nos seus objetivos. Assim, o profissional pode desenvolver o seu
trabalho ao mesmo tempo tendo como objetivo a realização de pesquisa e o desenvolvimento
de metodologias de ensino e aprendizagem a partir dos resultados que obtenha com a primeira.
Em outras palavras, um pesquisador em educação deve ter em vista que o seu principal objetivo
é contribuir para o bom andamento de um processo de ensino e aprendizagem.

Nesse amplo leque de opções, podem-se desenvolver alguns tipos de pesquisa, como a partici-
pante, na qual é pesquisador e ator social ao mesmo tempo. Nesse estudo, o profissional exercita
a observação contumaz do ambiente no qual trabalha e que pretende investigar, entendendo e
melhorando o processo de ensino e aprendizagem. Para tal, só pode ser pensado e executado
a partir de projeto de pesquisa que contemple: metodologia de trabalho, objeto, objetivos,
justificativa teórico-prática (não necessariamente nessa ordem) e hipóteses a partir das quais
desenvolve o seu projeto. Posteriormente, há que se debruçar sobre o seu objeto conforme a
metodologia adotada.

NÓS QUEREMOS SABER!


Como se dá a pesquisa (ou observação) participante? Constitui-se em um método de-
senvolvido nas ciências sociais e que trata o ator/pesquisador como um sujeito social
dotado de condições de observar o objeto de estudo, da maneira mais neutra possível,
a partir da convivência com esse objeto ou com o grupo do qual faz parte. No caso do
professor, normalmente, o objeto é o ambiente escolar ou alguma especificidade desse
ambiente. Nesse método de cunho científico, o professor/ator observa a ação empre-
endida no cotidiano escolar, ao mesmo tempo em que participa dela.

O professor também pode se dedicar de forma mais estrita à pesquisa quando opta por prosse-
guir os seus estudos em nível de pós-graduação, realizando mestrado e/ou doutorado.

No caso do mestrado, o professor desenvolve uma pesquisa que culmina com a defesa do seu
projeto como dissertação de mestrado. Dessa forma, obtém o título e está apto a lecionar no
ensino superior naquelas disciplinas que cursou, com experiência discente e docente na grande
área da qual o seu curso de graduação faz parte, conforme determinação do Conselho Nacional

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Profissão e Formação Docente

de Pesquisa (CNPq). As tabelas por áreas de conhecimento estão disponíveis no site do CNPq ou
da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Caso deseje seguir a carreira docente nas instituições públicas de ensino superior ou em outras
instituições que exijam aptidão para lecionar nos cursos de pós-graduação, o profissional deve
aperfeiçoar os seus estudos realizando o doutorado. Essa formação, que é finalizada com a de-
fesa de uma tese, lhe permite ampliar o leque de oportunidades na sua área, sempre conforme
a tabela do CNPq.

NÃO DEIXE DE LER...


Para saber mais sobre os cursos de pós-graduação no Brasil e fora do país, em nível
de mestrado e doutorado, consulte a página da Capes (www.capes.gov.br). Nesse site,
você encontra informações sobre os créditos necessários (quantidade de disciplinas), as
instituições que oferecem os cursos, os requisitos para ingressar, etc.

3.3.3 Administradores escolares e outros especialistas


No âmbito da pós-graduação em nível de especialização no Brasil, existem vários cursos comple-
mentares aos cursos de graduação em pedagogia que permitem aos profissionais oriundos desses
cursos atuarem como administradores hospitalares ou pedagogos hospitalares, especialistas em
educação especial, psicopedagogos, pedagogos empresariais, entre outros. Nessa perspectiva,
algumas das atribuições expressas em nível de graduação exigem essa formação complementar
para que o profissional esteja realmente apto a desempenhar tais funções, como no caso da edu-
cação especial. Como um ramo da pedagogia, está prevista em legislação, mas o profissional
somente pode desempenhar essa função após passar por curso específico de pós-graduação em
nível de especialização em tal área. Da mesma maneira, aquele que deseja atuar como psicope-
dagogo tem que ter a formação complementar específica em psicopedagogia para atuar.

Um aspecto a se enfatizar: a especialização no caso da pedagogia normalmente se refere a uma


formação complementar específica para atuar em algumas das áreas já citadas. A sua diferen-
ciação em relação ao mestrado e ao doutorado ocorre por duas razões básicas: a formação em
nível de especialização não propicia a titulação necessária para a carreira no magistério supe-
rior; além disso, é necessária a título de complementação de estudos para que o profissional am-
plie, no âmbito da educação básica e de outros segmentos de mercado, a sua área de atuação.
A especialização, então, se diferencia em termos de funções das exigências do mestrado e do
doutorado e da quantidade de horas/aulas necessárias a cada um desses degraus na formação
acadêmica. Cabe ao profissional determinar e escolher o que deseja para a sua carreira.

NÃO DEIXE DE LER...


O artigo “Pesquisa em educação: buscando rigor e qualidade”, de Marli André, re-
fere-se à necessidade do rigor metodológico na pesquisa em educação. Publicado
em 2001, mantém-se como importante ferramenta de trabalho para aqueles que se
interessam por uma postura investigativa e com rigor necessário à percepção das re-
ais necessidades de cada ambiente escolar e dos seus atores sociais. Disponível para
download no site: <http://www.scielo.br/pdf/cp/n113/a03n113>.

18 Laureate- International Universities


Síntese Síntese
Neste capítulo, você:

• acompanhou uma parte dos pressupostos da formação docente, visto que este é um
assunto por demais extenso para se esgotar em poucas páginas. O capítulo, dividido
em tópicos, foi elaborado no sentido de elucidar algumas das questões que permeiam o
universo da carreira, formação e atuação docentes na atualidade;

• viu como ocorrem os processos de formação do docente e a influência que exerce sobre
os caminhos e as escolhas profissionais dos docentes;

• conheceu os aspectos sob os quais deve-se pautar a conduta do profissional da educação


na atualidade e como esse profissional consegue lidar com a necessidade da formação;

• entendeu como as escolhas e as demandas da prática profissional do docente, do


pesquisador e do administrador se apresentam no âmbito do profissional da educação
da atualidade, bem como o papel da formação em nível de pós-graduação, tanto no
mestrado e no doutorado como na especialização que complementa a formação em nível
de graduação de forma mais efetiva para aqueles que desejem atuar, por exemplo, na
educação básica com a educação especial;

• conheceu outras questões que foram tocadas de forma mais simples, com a intenção de
fomentar o seu interesse por mais esclarecimentos sobre a temática desenvolvida a fim
de auxiliar a formação mais completa e a informação sobre os cursos de pós-graduação
existentes no país, por exemplo.

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Referências Bibliográficas
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culdade de Educação da Universidade de São Paulo, n. 113, p. 51-64, jul. 2001. Disponível
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