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ORIGEM DO HOMEM

1. INTRODUÇÃO

A teoria mais aceita pela a maioria dos estudiosos é que os animais atualmente existentes na
face da terra são produto de um longo processo - a evolução. É valido, pois admitir que os mesmos
princípios quer atuaram sobre os outros animais tenham também agido na formação do homem.
Sendo esse, pela sua anatomia e fisiologia, um mamífero típico, a compreensão da história evolutiva
dos mamíferos será de fundamental importância para o melhor entendimento para a história do
homem.
A grande radiação adaptativa que deu origem aos mamíferos ocorreu no início da era
Cenozóica, há cerca de 75 milhões de ano. Cada linha mamaliana explorou um determinado tipo de
vida, ocupando ora um novo nicho criado pelas novas condições climáticas, ora velhos nichos em
disponibilidade por causa da extinção dos grandes répteis mesozóicos. Uma das linhas mamalianas é
de particular interesse, pois ela nos conduz ao homem. Os membros dessa linha enveredaram por
um caminho praticamente inexplorado: marcharam para as árvores, então em grande abundância, e
tornaram-se arboricula. Estes animais por sua vez, teriam também sofrido uma radiação adaptativa,
produzido as ordens dos insetívoras e dos primatas. Reforçando essa hipótese, há evidência de
fósseis que datam do Paleoceno(cerca de 70 milhões de anos atrás) e que apresentam características
intermediárias entre os dois grupos citados.
A radiação adaptativa que deu origem a espécie humana(hominóide) foi observada no final do
Mioceno(cerca de 30 milhões de anos atrás), a linhagem deu origem aos hominóides foi palco de
uma nova radiação da qual resultaram dois grandes subgrupos: os pongídeos(símios antropomorfos)
e os hominídeos. Ambos, quando comparados com os demais primatas, revelam um acentuado
aumento do tamanho do corpo e da capacidade craniana, assim como ausência de cauda.
A finalidade deste trabalho está relacionada especificadamente ao estudo da origem do
homem.

ORIGEM DO HOMEM

Estudos citológicos e bioquímicos confirmam que os chimpanzés e os gorilas são intimamente


relacionados entre si e com o homem. Os chimpanzés e os gorilas (e também os orangotangos) têm
48 cromossomos. ( Os gibões têm 44) Os cariótipos do gorila , do chimpanzé e do homem são muitos
semelhantes. A diferença em número foi interpretada como resultado da fusão de dois pares de
cromossomos no cariótipo humano (que conta 46 cromossomos).
Como observamos anteriormente, os homens e os chimpanzés possuem a mesma sequência
de aminoácidos no citocromo c .Possuem também hemoglobinas idênticas; a do gorila difere em
duas substituições. (A hemoglobina do macaco Rhesus difere da humana e da do chimpanzé em 15
aminoácidos). Assim, de acordo com a escala de tempo da evolução das proteínas, o homem e os
hominóides são de divergência comparativamente recente.
Contemporâneo dos driopitecinos, houve um tipo de hominóide que foi, ao que parece, mais
semelhante ao homem do que o Dryopithecus. Este primata fóssil, recebeu o nome de
Ramapithecus, representa para alguns uma bifurcação na via evolutiva. Uma linha levou ao
chimpanzés e aos gorilas, cujo rotas, não divergiram durante cerca de outras tantos 12 milhões de
anos. A outra levou aos hominídeos, grupo ao qual pertence o homem.
O Ramapithecus é conhecido somente por fragmentos fósseis de mandíbula superior e
inferior, encontrados na Índia e na África. Os fósseis são datados de cerca de 12 a 14 milhões de
anos. Estes fragmentos indicam que o amapithecus era comparativammente pequeno, do tamanho
de um chimpanzé; além, de indicar que o Ramapithecus teve um arco dentário menor e mais largo
que o de outros primatas contemporâneos de grande porte. Os molares adjacentes nos fragmentos
de maxila de Ramapithecus mostram acentuadas diferenças no desgaste, em comparação com os
espécimes de Dryopithecus, nos quais quase não há evidência de gradiente de desgaste. Isso
sugere, por certo, que a sequência das erupções dos molares em Ramapithecus foi muito mais lenta
que a de Dryopithecus, havendo, em consequência, razão para acreditar que o Ramapithecus
amadurecia muito mais lentamente que seus contemporâneos hominóides, com o homem moderno.
Finalmente, os dentes e sua condição indicam que tarefas como as de morder e dilacerar
vegetação, finalidade para a qual os hominóides usam os dentes frontais, não eram realizados no
mesmo grau pelos dentes de Ramapithecus.

AUSTRALOPITECINOS - O primeiro hominóide universalmente aceito como hominídeo é a


forma geralmente chamada Australopithecus (“hominóide do sul”), sua evidência inclui o aspecto
arredondado do crânio, o tamanho do encéfalo fossilizado dentro dele e a rotundidade da mandíbula.
Além disso, o ponto de vinculação da coluna vertebral com o crânio indicava que o jovem animal era
bípede. As mãos tinham polegar largo e achatado e o início de uma preensão semelhante a do
homem. Os dentes eram muito parecidos com os nossos, embora os molares fossem maiores. Os
australopitecinos andavam erectos provavelmente com passos curtos e rápidos, em vez dos nossos
muito mais eficientes, baseados no uso do calcanhar e do artelho.Esse hominídeo foi chamado de
Australopithecus africanus.
A partir daí, as coisas se tornam mais complicadas. Descobertas anteriores, todas feitas na
África, apresentaram os restos de outra forma de australopitecinos, muito maior que o primeiro, com
molares e prë-molares bem mais avantajados e incisivos e caninos comparativamente menores. Um
dos espécimes mais conhecidos desses australopitecinos grandes, chamado Zinjanthropus(“homem
quebrador de nozes”). Posteriormente foi descoberta uma espécie , mais avançada - o Homo habilis
- , e que este, sim, teria sido o verdadeiro ancestral do homem moderno. Admite-se hoje que o
Homo Habilis constituia outra forma de Australopithecus africanus, talvez a forma de transição entre
Australopithecus africanus e os hominídeos modernos.

O HOMEM - O único hominídeo moderno, constitue o gênero Homo, do qual a somente uma
espécie moderna, o Homo sapiens. O homem distingue-se dos hominóides pela postura erecta. (A
condição de bípede foi conseguida com certo sacrifício. Indivíduos dessa espécie sofrem de dores
nas costas, de hérnia e têm muito maior dificuldade de parir do que qualquer outro animal). Sua
condição bípede é provavelmente a diferença mais importante de categoria entre eles e os
hominoídes.O osso pélvico é a estrutura esquelética que maior diferença apresenta nos dois grupos.
A longa e relativamente estreita pelve do hominóide coloca sua espinha para frente, enquanto os
ossos da bacia humana são dobrados para trás e para baixo, colocando o sacro e a espinha em
posição erecta sobre as pernas colunares.Os artelhos laterais são curtos e o grande artelho está
alinhado com os outros. Sua coluna vertebral faz um S, equilibrando sobre a ampla pelve e as duas
pernas, relativamente retas, plenamente estendidas. Há também diferenças importantes quanto ao
cranio: os maxilares no homem são curtos, com arco dentário arredondado, e seus caninos
usualmente não são maiores que os pré-molares. O encéfalo é proporcionalmente maior que o de
outros primatas. Além disso, o homem possui córtex cerebral bem maior e com número mais alto de
circunvoluções. O âmbito normal da capacidade craniana no homem moderno é de 1000 a 2000
centrímetros cúbicos, com média em 1300.