Você está na página 1de 8

Fonte: M.

Pacheco de carvalho

Curso de Estradas
Estudos, Projetos e Locação
De Ferrovias e Rodovias.
Volume I, 3ª Edição. 1966

Editora Cientifica
Rio de Janeiro.
Curva Horizontal com ramo de Transição
C
 = É a equação expontânea da Radioide aos arcos, Clotoide ou Espiral de Cornur com forma
l
espiralada.

C * O comprimento de transição ( l ) é contado


= a partir da origem ( 0 ).
l * Denominada Espiral de Van Leber,
engenheiro holandês que empregou primeiro
em estrada de ferro.
* Em ( 0 ) a curva tem um ponto de inflexão
e o raio é infinito.
* No estudo da transição, concordamos a
espiral com a curva circular no ponto Mc,
com o mesmo raio. Isto é, de modo a
tornálas osculatrizes no ponto comum Mc.

Tipos clássicos de Transição / Processos de transição:


Raio conservado, centro conservado, centro e raio conservado

a) Raio conservado
A curva circular mantém o raio, é deslocada
a permitir a introdução dos 2 ramos de
transição.
• Manter o raio
• Deslocar a curva circular
• Acrescentar dois ramos de transição

b) Centro Conservado
Manter o centro e reduz-se o raio da curva
de um certo valor .
• Manter o centro
• Reduzir o raio da curva de um valor .
c) Raio e Centro Conservado
Esta transição é imperfeita, pois o ponto de
contato da curva de transição com a curva
circular não terá a tangente comum, não
havendo osculação.
• Transição imperfeita
• ponto SC não possue tangente comum
• Não é oscular, forma cotovelo
... deslocar duas tanegentes

Principais elementos da curva de transição em espiral

Generalidades

T.S. - é o ponto de tangência da espiral.


S.C. - ponto de passagem da espiral para a curva
circular (ponto oscular).
C.S. - ponto de passagem da curva circular para
o 2º ramo da espiral (ponto osculador).
S.T. - ponto de tangência do 2º ramo da espiral.
 - ângulo central correspondente ao arco
circular.

I - Comprimento do Ramo de Transição ( lc )


Obs.: Movimento Circular Uniforme - a variação da direção do vetor velocidade a cada instante é
v2
responsável pela "aceleração centrípeta" ac =
R
- Velocidade constante. - Não existe aceleração tangencial

* v (m/seg) - velocidade.
v2
* j= - aceleração centrípeta, normal a curva.

* v - constante, componente tangencial nula.
* em T.S.→ j0 = 0

v2
M. → j M =

v2
S.C.→ jc = Ponto osculador, R o raio
R
comum a curva circular e a espiral.
* t - tempo necessário para que aceleração
centrípeta desenvolva-se sem que acha mudança
brusca.
v2
j0 = 0 → jc =
R
t - não deve ser muito curto, para não produzir
desconforto.

* Incremento da aceleração centrípeta, ou jc 1 v 2


aceleração da aceleração centrípeta, também: j2 = = * (1)
t t R
coeficiente de conforto

* Cálculo de t em função do comprimento e v m → 1seg lc


velocidade t= (2)
lc → t v

* Substituindo-se t de (2) em t de (1) v3


lc =
j2 R

Considerar Comprimento de Transição


V - Km/h
R-m V3
j2 - m/s2/s = 0,60m/s2/s (D.N.E.R.) lc = 0, 036
R
Estes valores na pratica são arredondados de 10
em 10m.

II - Ângulo Central da Espiral


l = r. ( em radiano)
OM - ramo de tansição da espiral
No ponto M temos um arco elementar dl.
C
Equação da espiral:  =
l
: raio, C: constante, l: arco.
dl
dl = . ds  ds =

Substituindo-se  em ds, sendo que l, varia de 0 a
l2
l. Temos: S =
2 Rl c
Onde:
*S - ângulo central da espiral em qualquer
posição(M).
*l - comprimento da transição em qualquer
posição(M)
*R - raio do arco circular do projeto, em metro.

No ponto Oscular Mc l = lc S = Sc
l
Sc = c ângulo central total de transição (em radianos)
2R
l 180
Sc = c ângulo central total de transição (em graus)
2R 

Ângulo correspondente ao arco central circular: I = 2Sc +  →  = I − 2Sc

Desenvolvimento do trecho circular:


D 2R
=
 3600
 . R.
D=
1800

III - Coordenadas dos Pontos Osculares ( Sc e Cs ) - Xc, Yc.

Desenvolvimento em série de Sen x e Cos x.


x3 x5 n +1 x 2 n −1
Senx = x − + − ... + (−1) + R ( x)
3! 5! (2n − 1)! 2n
x2 x4 x6
Cosx = 1 − + − +... logo sendo X = S
2! 4! 6!
dx
Sen ( S ) = → dx = dl. Sen ( S )
dl
dy l2
Cos( S ) = → dy = dl.cos( S ) *S =
dl 2 Rl c
S S S7
3 5
dx = dl. SenS  dx = dl ( S − + − +...)
3! 5! 7!
2 2
l l l l l
o Sdl = o 2Rlc dl = 3 . 2Rlc = 3 .S
l
a)
3
s3 l6 l7 l  l2 
−  dl =  (l / 2 Rlc ) 3!dl = 
l l l
b) 2 3
dl = =  
o ( 2 Rl )3 .3! 3
o 3! o
c 7( 2 Rl c ) .3! 7. 3!  2 Rlc 
l 3
= − . S
42
5
ls
5
l 10 l 11 l  l2 
o 5! dl = o (l / 2Rlc ) / 5!dl = o (2Rlc )5 5! dl = 11(2Rlc )5 5! = 11(5!)  2Rlc 
l l
2 5
c)

l
= S5
1320
7
ls
7
l 14 l 15 l  l2 
−  dl =  (l / 2 Rlc ) / 7!dl = 
l l
d) 2 7
dl = =  
o 7! o o ( 2 Rl )7 7!
c 15(2 Rlc )7 7! 15(7! )  2 Rlc 
l
= − S7
75600
l l 3 l l
x= S− S + S5 − S 7 +...
3 42 1. 320 75. 600

lS  S2 S4 S6 
x=  1 − + − + ... 
3 14 440 25.200 
Para dy = dl. Cos( S ) Segue o mesmo caminho.
Com erro menor que 1 milímetro, considera-se os três primeiros termos, em radianos temos:

 ls  S2 S4   lc Sc  S c2 S c4 

 X M = 1 − +   c
X =  1 − + 
 
 3  14 440   3  14 440 
S Sc = 
Y = l  1 − S + S 
2 4
  S 2
S 
4

 Y = l 1 − c + c 
 M
  10 216  

c c 
 10 216 

IV - Cálculo do afastamento ( p = , q )
Obs.: Coordenadas retangulares do recuo: PC e PT.

r
Cos( Sc ) =  r = Cos( Sc ) * R
R
p = CB = CE − BE
BE = R − r
BE = R − Cos( Sc ) * R
BE = R[1 − Cos( Sc )]  CE = Xc
log o: p = Xc − R[1 − Cos( Sc )]

Simplificação da Equação Xc, considerar apenas o primeiro termo.


lcSc lc Sc 2
Xc = , Sc =  Cos( Sc ) = 1 −
3 2R 2

lc 2
Cálculo aproximado: p =
24 R

Cálculo de q Simplificação da equação (q)


q = AC = AD − CD Considerando apenas o primeiro termo de Yc.
Yc = lc
AD = Yc
lc
EMc Sen ( Sc ) = Sc → Sc =
CD = EMc → Sen ( Sc ) =  EMc = R * Sen ( Sc ) 2R
R

q = Yc − R * Sen ( Sc ) lc
q= Cálculo aproximado.
2
V - Tangentes da curva circular com Transição em espiral

Ts = AV = AB + BV
AB = q
BV
tg( I / 2) =
R+ p
BV = tg( I / 2) *( R + p)

Ts = q + ( R + p) * tg( I / 2)

Recuo máximo da curva circular original para a nova posição ( t )

𝐼 𝑝
𝑝
𝐶𝑜𝑠 ( ) = ̅̅̅̅ 𝐻𝑌 = ̅̅̅̅
𝑡 = ̅̅̅̅ 𝐶𝐺 =
2 𝐶𝐺 𝐶𝑜𝑠(𝐼 ⁄2)
𝑝
𝑡=
̅̅̅̅
𝐶𝐺 = 𝑡 𝐶𝑜𝑠(𝐼 ⁄2)

𝑝
𝑡=
𝐶𝑜𝑠(𝐼 ⁄2)
Engenharia de Estradas – Projeto Geométrico
Luiz Carlos A. de A. Fontes
Universidade Federal da Bahia
1) Exercício
2) Exercício
Fonte: Glauco Pontes Filho
Estradas de Rodagem - Projeto Geométrico de Rodovias
IPC – Instituto Panamericano de Carreteras Brasil
Capítulo 5 – Curvas horizontais de transição