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Caso 1

Luzia tem 68 anos de idade. Está internada em estado grave por decorrência de
uma anemia crônica a aproximadamente 35 dias. A conduta médica solicita o
recebimento de bolsas de sangue para estabilizar o quadro. Somente após a esta
ação que a mesma poderia seguir o tratamento. Ao comunicar a paciente, os
médicos solicitaram o serviço de Psicologia, uma vez que, a paciente se manteve
extremamente resistente ao recebimento do sangue por ser Testemunha de Jeová.
A religião praticada por Luzia considera pecado tal comportamento. Entretanto,
os médicos explicaram a gravidade do quadro e reafirmaram a necessidade de
que a mesma realizasse o procedimento, argumentando inclusive o grande risco
de vida caso a mesma recusasse. Ainda assim, foi recusado.

Como a psicologia pode intervir? Qual seria a ação da Psicologia para solucionar
tal conflito?

Caso 2

Maria, 7 anos, mora com os avós a aproximadamente 2 meses. Morava com o pai
no estado de Mato Grosso. Mudou para Rio Verde porque, segundo relato do pai,
a criança estava muito custosa e não colaborativa nas atividades domésticas. A
avó chegou no HMU com queixa de sangramento vaginal e dor intensa no
abdomen, próximo ao útero. Em conversa com a avó, Maria relatou que o
enteado do pai forçava ela ficar pelada perto dele e algumas vezes encostava seu
órgão genital no dela. Os dois dormiam no mesmo quarto a aproximadamente 3
anos. Ao relatar a situação à médica pediatra, o serviço de psicologia foi
acionado, assim como conselho tutelar e assistência social. O objetivo era
investigar tal situação de forma menos traumática para a criança e dar suporte
emocionoal.

Como a psicologia pode intervir? Qual seria o posicionamento da psicologia para


solucionar tal conflito?
Caso 3

Joana, 42 anos, casada e mãe de 3 filhos. Saudável e funcionária doméstica.


Estava voltando do trabalho, quando, ao atravessar uma rua, um caminhão a
atropelou. A mesma deu entrada na UPA. Foi transferida para a UTI do HMU.
Chegou instável, inconsciente, com muito sangramento. Teve 4 paradas
cardiorespiratórias até conseguir a estabilização dos sinais vitais da mesma. Em
seguida, foi levada ao centro cirúrgico pois em decorrência do trauma, uma perna
fora amputada na altura do quadril. A mesma seguiu sedada e em coma induzido
por 49 dias. Após este período, a paciente despertou do coma induzido, confusa,
sem lembrança do que aconteceu e ainda sem perceber que havia tido um
membro amputado. O serviço de Psicologia foi acionado com o objetivo de
trabalhar a perda e a aceitação.

Como a psicologia pode intervir? Qual seria o posicionamento da psicologia para


solucionar tal conflito?

Caso 4

José, 18 anos, estudante, solteiro. Reside com a mãe e mais 4 irmãos. Com 15
anos foi diagnosticado com esquizofrenia. Desde então, faz acompanhamento no
CAPSII conforme fora recomendado. Esteve estável durante quase 3 anos, sem
relatos de nenhum surto enquanto fazia o acompanhamento. Porém, por
estabilizar o quadro, o paciente resolveu suspender a medicação. Em decorrência
disto, deu entrada na UPA com surto psicótico e depois encaminhado ao HMU
conforme protocolo exigido. O paciente seguia padrão de comportamento de
agitação, alucinações e delírios constantes. Permaneceu internado por mais de 30
dias sem estabilizar a crise. O serviço de psicologia foi acionado com o objetivo
de orientar a família e principalmente para “acalmar” o paciente que seguia
insone e agitado pelos corredores.

Como a psicologia pode intervir? Qual seria o posicionamento da psicologia para


solucionar tal conflito?
Caso 5

Joana, 26 anos, grávida de 7 meses, deu entrada no HMU com muita dor
abdominal e insuficiência respiratória. Foi direto para a UTI, onde foi entubada e
sedada. Em seguida, os médicos perceberam que a paciente havia sofrido um
aborto. Encaminharam a mesma para o Centro Cirurgico para a curetagem e
retirada do feto e depois a levaram para a UTI novamente. Seguia com o mesmo
quadro clínico de insuficiência respiratória. O serviço de psicologia fora
acionado para junto com a equipe médica comunicar ao esposo da paciente o
óbito do neném. O esposo entrou em processo de negação e sua maior
preocupação era como ele iria contar a esposa o que havia acontecido. Um dia
após, a paciente sofre uma parada cardíaca e vem a óbito. O serviço de psicologia
fora acionado novamente para comunicar o óbito da paciente.

Como a psicologia pode intervir? Qual seria o posicionamento da psicologia para


solucionar tal conflito?

Caso 6

Dara, 32 anos, solteira, manicure, mae de 2 filhos. Deu entrada ao hospital


municipal com síndrome hepatorrenal e dificuldade para respirar. Permaneceu
internada por 10 dias sem fechar diagnóstico clínico. Todos os exames que fazia,
não detectava nenhum sintoma para fechar critérios diagnóstico. Em decorrência
disto, Dara rebaixou e fora para a UTI. Serviço de Psicologia foi acionado com o
objetivo de investigar se tal quadro não poderia ser emocional, uma vez que, a
paciente seguia grave, mas sem alterações fisiológicas que comprovassem
alguma patologia. Nas nossas intervenções e pelo relato da paciente, pudemos
entender que a paciente levava uma vida promiscua, mas, não aprofundava em
quase nada do seu discurso. Sugerimos a equipe médica um exame rápido de
HIV, o qual foi realizado e confirmado positivo. O serviço de psicologia foi
acionado para juntamente a equipe médica comunicar o diagnóstico e fazer o
acompanhamento da paciente no período de internação.

Como a psicologia pode intervir? Qual seria o posicionamento da psicologia para


solucionar tal conflito?
Caso 7

Pedro, 8 anos. Deu entrada no HMU bastante debilitado e com quadros frebil
extremamente alto. Equipe médica solicitou uma bateria de exames enquanto o
mantia internado e medicado para controle dos seus sinais vitais. Após uma
semana, foi confirmado que o diagnóstico de Pedro era Leucemia em estágio
avançado. Entretanto, o mesmo precisava ser regulado urgentemente para algum
hospital específico de tratamento do câncer. O serviço de psicologia fora
acionado para dar suporte emocional à família e à criança na hora de comunicar o
diagnóstico e para o enfrentamento do tratamento.

Como a psicologia pode intervir? Qual seria o posicionamento da psicologia para


solucionar tal conflito?

Caso 8

Paulo, 78 anos, casado a 55 anos. Esteve internado por mais de 60 dias em


decorrência de um câncer “generalizado”. Em decorrência da debilidade
fisiológica do corpo, o paciente não tem tido respostas positivas ao tratamento
proposto. Portanto, a conduta médica foi considerá-lo um paciente em fase
terminal, onde a melhor intervenção médica seria os cuidados paliativos. O
serviço de psicologia fora acionado com o objetivo de dar suporte emocional a
família para aceitação da situação.

Como a psicologia pode intervir? Qual seria o posicionamento da psicologia para


solucionar tal conflito?