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AFO + LRF _ Prof.

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1 - INTRODUÇÃO

Orçamento Público: conceito

A definição de ―orçamento‖ não é consensual entre as opiniões dos estudiosos da matéria. Não se
chegou ainda a um conceito que fosse livre de crítica e aceito pacificamente pela maioria dos
doutrinadores. Em sentido lato sensu, o conceito que melhor se adéqua à bibliografia das principais bancas
de concurso público é:

Orçamento: é um instrumento de intervenção planejada do Estado para expressar, por um período de


tempo, sua política de trabalho e plano de governo, contendo autorização legislativa para a arrecadação das
receitas e realização das despesas. Segundo a CF/88, o orçamento é materializado em três instrumentos de
planejamento: O Plano Plurianual – PPA (estratégico), a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO (tático) e
a Lei Orçamentária Anual – LOA (operacional).

Em sentido stricto sensu, a Secretaria do Tesouro Nacional – STN conceitua o orçamento público
como sendo a ―Lei de iniciativa do Poder Executivo que estima a receita e fixa a despesa da administração pública. É
elaborada em um exercício para depois de aprovada pelo Poder Legislativo, vigorar no exercício seguinte‖. Ou seja, em
sentido stricto sensu a expressão ―orçamento público‖ se refere à própria LOA.

Tecnicamente, orçamento pode ser entendido como dotação, que é parte do crédito consignado na
lei de orçamento ou em crédito adicional, para atender determinada despesa.

1. (CESPE/TCE-PA/AFCE-Contabilidade/2016) Considerando-se a definição dos termos crédito


e recurso no contexto da técnica orçamentária, é correto afirmar que a execução financeira trata da
utilização dos créditos consignados na LOA.

2. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) No âmbito da execução orçamentária, o termo


crédito não se confunde com o conceito de recurso.

3. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo2/2013) O orçamento é um plano em que se expressa, em termos


de dinheiro, para um período de tempo definido, o programa de operações do governo e os meios
de financiamento desse programa.
Gabarito: 1-E; 2-C; 3-C.
2 – O ORÇAMENTO PROGRAMA NO BRASIL

2.1 – Evolução dos modelos/tipos orçamentários

Os orçamentos públicos podem ser analisados sob diversos aspectos: político, econômico, social,
administrativo, jurídico, etc. A evolução do Estado, da sociedade e a variação de suas necessidades fazem
com que um novo modelo de orçamento seja descoberto naquele momento. A seguir, os principais tipos e
técnicas de orçamentos existentes na história.

A) Orçamento Tradicional ou Clássico

O orçamento tradicional surgiu na Inglaterra, em 1822, juntamente com o Estado Liberal,


preocupado em manter o equilíbrio financeiro e evitar, ao máximo, o aumento dos gastos públicos. Foi
instituído com a finalidade de possibilitar aos órgãos de representação um controle político sobre os
gastos administrados pelo Poder Executivo. Porém, esse controle tinha como foco a ―honestidade‖ do
gestor fiscal e não a eficiência, eficácia e efetividade do gasto público. No orçamento tradicional, os
aspectos econômico, social, contábil, administrativo e jurídico tinham papel secundário. Os diversos
órgãos e entidades da Administração Pública eram contemplados com recursos suficientes para o
pagamento de pessoal e aquisição de material de consumo e permanente para um exercício financeiro. O
principal critério para distribuição de recursos era o montante de gastos do exercício anterior, não levando
em conta necessidades futuras.

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No modelo tradicional, o foco era no objeto (meio/coisa) e não no objetivo (fim/realização)
das funções governamentais. O controle político da execução orçamentária limitava-se a verificação da
honestidade do agente público e da conferência quântica ou numérica dos valores, sendo por isso
conhecido como orçamento de ―mera peça contábil‖. Hoje, o aspecto contábil ainda é considerado
(normas contábeis, balanços, etc), mas o orçamento evoluiu como instrumento de planejamento e, com
isso, deixou de ser apenas uma peça contábil.

No Brasil, a Constituição Imperial de 1824 continha as primeiras exigências para adoção de


orçamentos formais por parte das instituições imperiais. No entanto, em virtude de dificuldades de
comunicação e certos conflitos com normas legais da época, os orçamentos públicos não puderam ser
adotados nos primeiros anos.

A banca responsável pela elaboração da sua prova, para tentar confundi-lo, vai misturar as
características de um tipo orçamentário com as de outro. Exemplo: mencionará as
características do orçamento tradicional como sendo as do orçamento-programa. Cuidado
com as inversões de conceitos!

Características do orçamento tradicional:


 Neutralidade Estatal (laissez-faire = deixar fazer/acontecer naturalmente)
 Dissociado de um planejamento (orçamento desvinculado do plano de governo)
 Foco no objeto, ficando o objetivo (finalidade) para o segundo plano.
 Voltado para aspectos contábeis/numéricos/quantitativos (mera peça contábil)

B) Orçamento de Desempenho ou de Realizações (ou ainda Orçamento Funcional)

Saber com o que o Governo gastava era importante, contudo, mais ainda era saber a serventia dos
gastos. Dessa forma, houve a evolução para o orçamento de desempenho ou de realizações.

O orçamento de desempenho consiste numa das primeiras modalidades de orçamentação moderna


(comparado ao orçamento tradicional), posteriormente identificado como a expressão inicial do que
viria a ser chamado de orçamento-programa(embora, pela falta de vínculo ao planejamento, não possa
ser considerado ainda o orçamento programa).

Constitui um processo orçamentário inovador, em relação ao orçamento tradicional, por incluir,


além da explicitação dos itens de gasto de cada unidade, uma dimensão programática, ou seja, a
explicitação do programa de trabalho (programa e suas ações) que deve ser realizado com os recursos
que estão sendo destinados à unidade.

No orçamento de desempenho, a ênfase passa a ser a busca da eficiência e de economia nas


repartições públicas e não a adequação dos seus produtos às necessidades coletivas.Porém, não
existia a vinculação dos orçamentos anuais com um sistema de planejamento, que resultasse na
consecução dos objetivos governamentais ao longo do tempo.

Para sua prova, leve as seguintes características:


 Foco no resultado (função) dos gastos;
 Busca pela definição dos propósitos e objetivos;
 Desvinculado de um planejamento.

Apesar de ter sido um passo importante em direção à racionalidade orçamentária, entende-se que o
Orçamento de Desempenho não deve ser classificado como orçamento programa, pois lhe falta a
principal característica do orçamento programa: vinculação a um instrumento central de
planejamento das ações do governo. Embora o orçamento programa tenha seu marco legal
(introdução) em 1964, com a Lei 4.320/64e com o Decreto Lei nº 200 de 1967, seu marco gerencial
(efetividade) só foi a partir da reforma orçamentária,entre 1998 e 2000, com o Decreto nº 2.829/98, Lei do

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PPA 2000-2003, Lei Complementar nº 101/2000 (LRF) e demais normas que orientaram a reforma. Logo,
é majoritário entre os autores que o Brasil tenha ―experimentado‖ o Orçamento de Desempenho (ou
Funcional) neste período (1964-2000) como uma forma de preparação para a efetividade do Orçamento
Programa. Nesse meio tempo, a CF/88 contribuiu nesse processo, em especial, com a criação do PPA e
LDO.

C) Orçamento Programa (ou Moderno)

O orçamento programa (também chamado de moderno) foi introduzido no Brasil por meio da
Lei nº 4.320/64 e do Decreto-Lei nº 200/67. Embora sua efetividade tenha ocorrido apenas a partir de
1998, a Constituição Federal de 1988 contribuiu para a sua implantação. A CF/88 criou os instrumentos
do PPA e da LDO, integrando-os à LOA. Sua adoção também está associada ao modelo de Estado
intervencionista desde o século XIX.

Consiste em um método de orçamentação por meio do qual as despesas públicas são fixadas a
partir da previsão das receitas e da identificação das necessidades públicas. Essas necessidades (despesas)
são realizadas por meio de ações do governo (gastos planejados em projetos, atividades ou operações
especiais). As ações são postas dentro de um programa (campo em que se desenvolvem ações homogêneas
que visam ao mesmo resultado/objetivo).

O programa surgiu como o módulo comum integrador entre o plano e o orçamento. Em termos
de estruturação, o plano termina no programa e o orçamento começa no programa, o que confere a esses
instrumentos uma integração desde a origem. O programa como módulo integrador, e as ações, como
instrumentos de realização dos programas. Essa concepção inicial foi modificada a partir dos PPA
2000/2003 e 2004/2007, elaborados com o nível de detalhamento de ação (marco gerencial do
orçamento programa).
Projeto: é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um
programa, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais
resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação
PROGRAMA: do Governo.

Ex: Construção de um trecho rodoviário; reforma de um prédio.


AÇÕES:
 Projeto Atividade: é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um
 Atividade programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo
contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à manutenção
 Operações
da ação do Governo;
Especiais
Ex: folha de pessoal ativo; luz, água, tel, internet.

Operações Especiais: são despesas que não contribuem para a manutenção,


expansão ou aperfeiçoamento das ações de governo, das quais não resulta um
produto e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços.

Ex: indenizações, pensões, aposentadorias, ressarcimentos, depósitos judiciais.

1. (CESPE/ACE/TCU/2008-adaptada) O elemento básico da estrutura do orçamento-programa é o


programa, que pode ser conceituado como o campo em que se desenvolvem ações homogêneas que visam
ao mesmo fim.

2. (IADES/Hemocentro-DF/Administração/2017) Assinale a alternativa correta quanto à classificação


recebida das despesas que não contribuem para a manutenção das ações do governo, das quais não resulta
um produto e não geram contraprestação direta sob a forma de bens e serviços.
a) Governo e Administração Geral.
b) Atividade.
c) Programas de apoio a políticas públicas.

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d) Operações especiais.
e) Projeto.

3. (FCC/TRT - 20ª REGIÃO/Analista Judiciário – Área Adm.-contabilidade/2016) No mês de outubro


de 2016, determinado ente público empenhou despesas no valor de R$ 648.550.000. Deste total
aproximadamente 10%, referem-se a despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou
aperfeiçoamento das ações de governo, das quais não resulta um produto e não geram contraprestação
direta sob a forma de bens ou serviços. Considerando a classificação funcional das despesas, segundo a
Portaria no 42/1999-MOG, estas despesas referem-se a ação denominada de
a) transferências financeiras.
b) operação especial.
c) atividade.
d) transferências voluntárias.
e) projeto.

(CESPE/ANP/Analista-Perfil2/2013) As ações orçamentárias são classificadas como:

4. operações especiais, quando contribuem para a expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental.


5. projetos, se realizadas de modo contínuo e permanente.
6. atividades, quando envolvem operações limitadas no tempo.

Gabarito: 1-C; 2-d; 3-b; 4-E; 5-E; 6-E.

Marco gerencial do Orçamento-Programa no Brasil

Embora o orçamento-programa tenha seu marco legal (introdutório) a partir de 1964, com a Lei nº
4.320/1964 e com o Decreto-Lei nº 200 de 1967, seu marco gerencial (efetividade) só foi a partir da
reforma orçamentária, no período de 1998 a 2000, com o Decreto nº 2.829/1998, Portaria nº 117/1998,
Portaria nº 42/1999, Lei Complementar nº 101/2000 e outros atos normativos. Logo, alguns autores
defendem que o Brasil tenha ―experimentado‖ o Orçamento de Desempenho (ou Funcional), no período
de 1964 a 2000, como uma forma de preparação para a implantação efetiva do Orçamento-Programa.

Recomenda-se a leitura do Decreto nº 2.829/1998 e da Portaria nº 117/1998, pois foram


relevantes instrumentos normativos na efetividade do orçamento-programa no Brasil.

DECRETO Nº 2.829, DE 29 DE OUTUBRO DE 1998.

Estabelece normas para a elaboração e execução do Plano


Plurianual e dos Orçamentos da União, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, da Constituição,
DECRETA:

Art. 1º Para elaboração e execução do Plano Plurianual 2000-2003 e dos Orçamentos da União, a partir do exercício
financeiro do ano de 2000, toda ação finalística do Governo Federal deverá ser estruturada em Programas
orientados para a consecução dos objetivos estratégicos definidos para o período do Plano.
Parágrafo único. Entende-se por ação finalística aquela que proporciona bem ou serviço para atendimento direto a
demandas da sociedade.

Art. 2º Cada Programa deverá conter:


I - objetivo;
II - órgão responsável;
III - valor global;
IV - prazo de conclusão;
V - fonte de financiamento;
VI - indicador que quantifique a situação que o programa tenha por fim modificar;
VII - metas correspondentes aos bens e serviços necessários para atingir o objetivo;

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VIII - ações não integrantes do Orçamento Geral da União necessárias à consecução do objetivo;
IX - regionalização das metas por Estado.
Parágrafo único. Os Programas constituídos predominantemente de Ações Continuadas deverão conter metas de
qualidade e de produtividade, a serem atingidas em prazo definido.

Art. 3º A classificação funcional-programática deverá ser aperfeiçoada de modo a estimular a adoção, em todas as
esferas de governo, do uso do gerenciamento por Programas.
Parágrafo único. Os Programas serão estabelecidos em atos próprios da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, respeitados os conceitos definidos no âmbito federal, em portaria do Ministério do Planejamento e
Orçamento, a ser publicada até 30 de novembro de 1998.

Art. 4º Será adotado, em cada Programa, modelo de gerenciamento que compreenda:


I - definição da unidade responsável pelo gerenciamento, mesmo quando o Programa seja integrado por projetos ou
atividades desenvolvidas por mais de um órgão ou unidade administrativa;
II - controle de prazos e custos;
III - sistema informatizado de apoio ao gerenciamento, respeitados os conceitos a serem definidos em portaria do
Ministério do Planejamento e Orçamento.
Parágrafo único. A designação de profissional capacitado para atuar como gerente do Programa será feita pelo
Ministro de Estado, ou pelo titular de órgão vinculado à Presidência da República, a que estiver vinculado a unidade
responsável do Programa.

Art. 5º Será realizada avaliação anual da consecução dos objetivos estratégicos do Governo Federal e do resultado
dos Programas, para subsidiar a elaboração da lei de diretrizes orçamentárias de cada exercício.

Art. 6º A avaliação física e financeira dos Programas e dos projetos e atividades que os constituem é inerente às
responsabilidades da unidade responsável e tem por finalidade:
I - aferir o seu resultado, tendo como referência os objetivos e as metas fixadas;
II - subsidiar o processo de alocação de recursos públicos, a política de gastos públicos e a coordenação das ações de
governo;
III - evitar a dispersão e o desperdício de recursos públicos.

Art. 7º Para fins de gestão da qualidade, as unidades responsáveis pela execução dos Programas manterão, quando
couber, sistema de avaliação do grau de satisfação da sociedade quanto aos bens e serviços ofertados pelo Poder
Público.

Art. 8º Os Programas serão formulados de modo a promover, sempre que possível, a descentralização, a integração
com Estados e Municípios e a formação de parcerias com o setor privado.

Art. 9º Para orientar a formulação e a seleção dos Programas que deverão integrar o Plano Plurianual e estimular a
busca de parcerias e fontes alternativas de recursos, serão estabelecidos previamente, para a período do Plano:
I - os objetivos estratégicos;
II - previsão de recursos.

Art. 10. As leis de diretrizes orçamentárias conterão, para o exercício a que se referem e dentre os Programas do
Plano Plurianual, as prioridades que deverão ser contempladas na lei orçamentária anual correspondente.

Art. 11. A alteração da programação orçamentária e do fluxo financeiro de cada Programa ficará condicionada à
informação prévia pelos respectivos gerentes, por meio de sistema informatizado, do grau de alcance das metas
fixadas.

Art. 12. O Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento deverá instituir um comitê gestor para orientar o
processo de elaboração do Plano Plurianual para o período 2000-2003.
Parágrafo único. A elaboração do Plano Plurianual 2000-2003 será precedida de um inventário das ações do
Governo Federal em andamento, bem como do recadastramento de todas as atividades e projeto.

Art. 13. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.


Brasília, 29 de outubro de 1998; 177º da Independência e 110º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

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PORTARIA Nº 117, DE 12 DE NOVEMBRO DE 1998

Atualiza a discriminação da despesa por funções de que tratam o inciso I do § 1º do art. 2º e § 2º do art. 8º, ambos
da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, estabelece os conceitos de função, subfunção, programa, projeto, atividade,
operações especiais e dá outras providências.

O MINISTRO DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO, no uso de suas atribuições, observado o


art. 113 da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, combinado com o art. 14, inciso XV, alínea "b", da Lei nº 9.649,
de 27 de maio de 1998, tendo em vista o disposto no art. 3º do Decreto nº 2.829, de 29 de outubro de 1998, e
Considerando que a estrutura atual de funções, programas, subprogramas, projetos, atividades, subprojetos e
subatividades não tem servido adequadamente para uma classificação substantiva das ações orçamentárias;
Considerando que, em vista da ausência de conteúdo analítico, os atuais programas e subprogramas podem, às
vezes, ser eliminados, sem qualquer prejuízo para a transparência das despesas públicas; Considerando a importância
de se recuperar para a classificação funcional programática o seu compromisso com a concretitude das ações,
mediante uma clara identificação dos produtos a serem obtidos no processo orçamentário; Considerando a
necessidade de que planos e orçamentos vejam estruturados modularmente, o que facilita a integração planejamento
e orçamento; Considerando que, a partir de uma nova concepção de função, torna-se viável a efetiva consolidação
nacional das informações orçamentárias, resolve:

Art. 1° As funções a que se refere o art. 2º, inciso I, da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, discriminadas no
Anexo 5 da mesma Lei, e alterações posteriores, passam a ser as constantes do Anexo que acompanha esta Portaria.
§ 1º Como função, deve entender-se o maior nível de agregação das diversas áreas que competem ao setor público.
§ 2º A função "Encargos Especiais" engloba as ações em relação às quais não se possa associar um bem ou serviço a
ser gerado no processo produtivo corrente, tais como: dívidas, transferências, ressarcimentos, indenizações e outras
afins, representando, portanto, uma agregação neutra.
§ 3º A subfunção representa uma partição da função, visando a agregar determinado subconjunto do setor público.

Art. 2º Para os efeitos da presente Portaria, entendem-se por:


a) Programa, o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos
pretendidos, sendo mensurado por metas estabelecidas no plano plurianual;
b) Projeto, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de
operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da
ação do Governo;
c) Atividade, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto
de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à
manutenção da ação do Governo;
d) Operações Especiais, as despesas que não contribuem para a manutenção das ações de governo, das quais não
resulta um produto, e não geram contraprestação sob a forma de bem ou serviço, representando, basicamente, o
detalhamento da função "Encargos Especiais" a que se refere o § 2º do art. 1º.

Art. 3º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estabelecerão, em atos próprios, suas estruturas de
programas, códigos e identificação, respeitados os conceitos e determinações desta Portaria.

Art. 4º Nas leis orçamentárias e nos balanços, as ações serão identificadas em termos de funções, subfunções,
programas, projetos, atividades e operações especiais. Parágrafo único. No caso da função "Encargos Especiais", os
programas corresponderão a um código vazio, do tipo "0000".

Art. 5º A dotação global denominada "Reserva de Contingência", permitida para a União no art. 91 do Decreto-Lei
nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, ou em atos das demais esferas de Governo, a ser utilizada como fonte de
recursos para abertura de créditos adicionais e sob coordenação do órgão responsável pela sua destinação, será
identificada por código definido pelos diversos níveis de governo.

Art. 6º O disposto nesta Portaria se aplica aos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, para o exercício financeiro de 2000 e seguintes, revogando-se a Portaria nº 9, de 28 de janeiro de 1974,
do ex-Ministério do Planejamento e Coordenação Geral, e demais disposições em contrário. Art. 7º Esta Portaria
entra em vigor na data de sua publicação.

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PORTARIA Nº 42, DE 14 DE ABRIL DE 1999 (ATUALIZADA)
(Publicada no D.O.U. de 15.04.99)

Atualiza a discriminação da despesa por funções de que tratam o inciso I do § 1o do art. 2o e § 2o do art. 8o, ambos
da Lei no 4.320, de 17 de março de 1964, estabelece os conceitos de função, subfunção, programa, projeto,
atividade, operações especiais, e dá outras providências.

O MINISTRO DE ESTADO DO ORÇAMENTO E GESTÃO, no uso de suas atribuições, observado o


art. 113 da Lei no 4.320, de 17 de março de 1964, combinado com o art. 14, inciso XV, alínea "a", da Lei no 9.649,
de 27 de maio de 1998, com a redação dada pela Medida Provisória no 1.799-3, de 18 de março de 1999, resolve:

Art. 1º As funções a que se refere o art. 2o, inciso I, da Lei no 4.320, de 17 de março de 1964, discriminadas no
Anexo 5 da mesma Lei, e alterações posteriores, passam a ser as constantes do Anexo que acompanha esta Portaria.

§ 1º Como função, deve entender-se o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que
competem ao setor público.
§ 2º A função ―Encargos Especiais‖ engloba as despesas em relação às quais não se possa associar um bem
ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, tais como: dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras
afins, representando, portanto, uma agregação neutra.
§ 3º A subfunção representa uma partição da função, visando a agregar determinado subconjunto de
despesa do setor público.
§ 4º As subfunções poderão ser combinadas com funções diferentes daquelas a que estejam vinculadas, na
forma do Anexo a esta Portaria.

Art. 2º Para os efeitos da presente Portaria, entendem-se por:

a) Programa, o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos


pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual;
b) Projeto, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um
conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o
aperfeiçoamento da ação de governo;
c) Atividade, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um
conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à
manutenção da ação de governo;
d) Operações Especiais, as despesas que não contribuem para a manutenção das ações de governo, das
quais não resulta um produto, e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços.

Art. 3º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estabelecerão, em atos próprios, suas
estruturas de programas, códigos e identificação, respeitados os conceitos e determinações desta Portaria.

Art. 4º Nas leis orçamentárias e nos balanços, as ações serão identificadas em termos de funções,
subfunções, programas, projetos, atividades e operações especiais.
Parágrafo único. No caso da função ―Encargos Especiais‖, os programas corresponderão a um
código vazio, do tipo ―0000‖.

Art. 5º A dotação global denominada ―Reserva de Contingência‖, permitida para a União no art.91 do
Decreto-Lei no 200, de 25 de fevereiro de 1967, ou em atos das demais esferas de Governo, a ser utilizada como
fonte de recursos para abertura de créditos adicionais e sob coordenação do órgão responsável pela sua destinação,
será identificada por código definido pelos diversos níveis de governo.

Art. 6º O disposto nesta Portaria se aplica aos orçamentos da União, dos Estados e do Distrito Federal
para o exercício financeiro de 2000 e seguintes, e aos Municípios a partir do exercício financeiro de 2002,
revogando-se a Portaria no 117, de 12 de novembro de 1998, do ex-Ministro do Planejamento e Orçamento, e
demais disposições em contrário.

Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Assim, o orçamento programa é uma ferramenta de planejamento da ação governamental, onde os


programas são identificados e relacionados com os objetivos, metas e custos de cada ação.

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O programa é elaborado através de um conjunto de necessidades da sociedade formando um
objetivo comum com as necessidades governamentais. O programa visa à consecução desses objetivos e
proporciona para a administração pública maior racionalidade e eficiência. Consequentemente, gera mais
resultados, tanto para o governo quanto para a sociedade.

O orçamento programa põe em destaque os objetivos, metas e prioridades do Governo. Constitui-


se em um instrumento de planejamento. Os aspectos administrativo e econômico se sobrepõem ao
aspecto político.

As despesas públicas são discriminadas de modo a:


 Dar ênfase aos fins (e não aos meios);
 Indicar as ações em que o setor público gastará seus recursos;
 Definir os responsáveis pela execução; e
 Especificar os resultados esperados.

Esse método (orçamento programa) surgiu nos EUA no final da década de 1950, sob a
denominação PPBS (Planning, Programmingand Budgeting System).

As principais características do PPBS (ou orçamento programa) são:


 Propiciar a integração entre o planejamento e o orçamento;
 Realizar a quantificação dos objetivos e fixação de metas;
 Basear as decisões em relações de insumo-produto e na pluralidade de alternativas programáticas;
 Empregar instrumentos aperfeiçoados para a mensuração e avaliação de resultados;
 Gerenciamento por objetivos.

O orçamento deve ser compatibilizado com o planejamento estatal, na forma do Plano Plurianual.
Não são admitidas, por exemplo, emendas às leis orçamentárias que não sejam compatíveis com o Plano
Plurianual.

Leve as seguintes características do orçamento programa para sua prova:


 Firmado em programas e em instrumentos de planejamento (PPA, LDO e LOA);
 Foco no objetivo, e não no objeto;
 Preocupação com os aspectos políticos, econômicos e jurídicos (deixa de ser mera peça contábil);
 Ações planejadas (previstas) e Estado intervencionista (economicamente).

Resumo esquematizado:

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2.2 – Técnicas de Orçamentação

A) Orçamento Base Zero (ou por Estratégia)

O Orçamento Base Zero - OBZ consiste em uma abordagem orçamentária desenvolvida nos EUA
em 1969 pela empresa Texas Instruments Co. e adaptada para uso no setor público pelo Estado da
Geórgia, na elaboração do seu orçamento para o exercício de 1973. Embora alguns autores e bancas façam
referência ao OBZ como um tipo/modelo orçamentário, trata-se de uma técnica de orçamentação.

A principal característica desta metodologia orçamentária é exigir que todas as despesas de cada
repartição pública sejam justificadas detalhadamente como se cada item programático se tratasse de uma
nova iniciativa. Durante a elaboração da proposta orçamentária para o exercício seguinte, todo
conhecimento prévio acerca das execuções em exercícios anterior deve ser revisto e questionado,
ou seja, não existem direitos adquiridos sobre despesas anteriormente autorizadas. O estudo começaria
do estágio inicial, revendo a necessidade e eficácia de cada despesa.

Uma vantagem deste método é sua evidente orientação para a eliminação de empreendimentos de
baixa prioridade, por envolver, em relação a cada programa, a resposta a três questões básicas:
1ª – O orçamento está sendo eficiente e eficaz?
2ª – Podem suas operações ser reduzidas ou eliminadas de forma a liberar recursos para novas
programações?
3ª – Existem elementos que justifiquem a expansão de suas atividades?

Dessa forma, pode-se afirmar que no OBZ as decisões são voltadas para a maximização da
eficiência na alocação dos recursos públicos. A avaliação e a tomada de decisão ocupam papel primário no
OBZ, enquanto o formato (apresentação e organização formal) ocupa um papel secundário.

As principais características do orçamento base zero são:


 Análise, revisão e avaliação de todas as despesas propostas e não apenas das solicitações
que ultrapassam o nível de gasto já existente;
 Todos os programas devem ser justificados cada vez que se inicia um novo ciclo
orçamentário;
 Revisão crítica dos gastos tradicionais de cada área e estimativa dos custos para o
exercício seguinte, partindo de uma nova base, ou seja, base zero;
 Desvinculado de um plano anterior (porém, parte-se de um NOVO planejamento);
 Não gera direito adquirido por orçamentos anteriores;
 Processo oneroso e moroso.

A técnica do OBZ não é utilizada no Brasil, pois é incompatível com o nosso atual modelo
orçamentário: orçamento-programa. Porém, é possível que um dia o Brasil possa adotar o OBZ, mas com
isso deixaria de ser orçamento-programa.

1. (CESPE/TCDF/Técnico/2014) A proposta orçamentária elaborada pelo Poder Executivo federal


embasa-se no conceito de orçamento base-zero, segundo o qual a existência de determinada dotação na lei
orçamentária do exercício anterior não constitui garantia para a sua inclusão no exercício seguinte.

Comentário:Questão errada. Embora o item traga uma característica do OBZ, ―...existência de


determinada dotação na lei orçamentária do exercício anterior não constitui garantia...‖, torna-se errado
por afirmar que o Poder Executivo federal TEM por base a técnica do OBZ. Atualmente, o Brasil NÃO
usa o OBZ. Esta técnica é incompatível com o orçamento programa. É possível que um dia o Brasil venha
a usar a técnica do OBZ, mas isso seria um abandono do modelo orçamento-programa. Para reforçar,
observe o tempo verbal da questão ―a proposta orçamentária elaborada pelo P.E federal EMBASA-SE...‖,
ou seja, a questão afirma que o P.E federal USA (presente) o OBZ.

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(CESPE/ABIN/Cargo2/2010) Com relação a orçamento base-zero, julgue os itens a seguir.

2. Na elaboração do orçamento base-zero, é possível alterar a responsabilidade da carga de trabalho, a


partir de uma base-zero, prescindindo-se da análise do custo-benefício de todos os projetos, processos e
atividades.

Comentário: item errado. A análise do custo-benefício de todos os projetos, processos e atividades é


indispensável. Lembre-se: ―prescindir‖ é sinônimo de ―dispensar‖.

3. No processo de implementação do orçamento base-zero, os pacotes de decisão, ordenados por critérios


previamente fixados pela alta direção da organização, são informados por meio do planejamento
estratégico.

Comentário: item certo. O OBZ não se vincula a um planejamento anterior, mas ao implementar o OBZ
parte-se de um novo planejamento para definição das novas diretrizes.

4. No processo de implementação do orçamento base-zero, os incrementos nos pacotes de decisão


somente devem ser aprovados após o responsável pelo pacote, justificar os resultados do aumento dos
gastos e enfatizar os benefícios para a organização.

Comentário: item certo. No OBZ, as decisões são tomadas após análise, revisão e avaliação dos custos e
benefícios das ações que geram gastos.

5. De acordo com o princípio que rege o orçamento base-zero, todas as atividades devem ser justificadas
antes de serem tomadas as decisões relativas aos recursos a serem alocadas em cada departamento ou
setor.

Comentário: item certo. Ver comentário da questão anterior.

6. Identificam-se duas vantagens na implementação do orçamento base-zero: a rapidez de elaboração e a


facilidade de execução.

Comentário: item errado. O OBZ é uma técnica morosa e onerosa.

7. A implementação do orçamento base-zero oferece vantagem a organizações sem fins lucrativos e


inúmeras desvantagens a organizações com fins lucrativos.

Comentário: item errado. O OBZ pode apresentar vantagens e desvantagens para os diferentes tipos de
organizações. Deve-se avaliar os prós e os contras para a escolha dessa técnica.

8. Após a elaboração do orçamento-zero, os gastos devem ser aprovados com base em critério único,
previamente definido para todas as atividades ou operações.

Comentário: item errado. O OBZ não é baseado em apenas um critério. São critérios para aprovação do
OBZ:
- análise crítica de todas as demandas solicitadas pelos órgãos de governo;
- questionamento acerca das reais necessidades de cada área envolvida, sem compromisso por dotações
anteriormente concedidas;
- justificativa detalhada das propostas apresentadas por cada gestor;
- identificação e classificação de todas as atividades e operações por ordem de importância, mediante
análise crítica e sistêmica.

9. O orçamento base-zero deve ser desenvolvido de forma isolada, com base nas peculiaridades de cada
área a ser atendida.

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Comentário: item errado. Uma organização que adote o OBZ deve analisar as peculiaridades de cada área,
mas de forma integrada e não isolada.

B) Orçamento Incremental

Trata-se de uma forma de elaborar o orçamento através de ajustes marginais nos seus itens de
receita e despesa, sem grandes mudanças significativas. É um contraponto (oposto) ao OBZ, e suas
principais características são:

 Linha de base: orçamento do ano anterior;


 Pequenos ajustes: acréscimos ou supressões nos itens das receitas e despesas, sem
mudanças expressivas;
 Desvinculado de um planejamento;
 Resistente à mudança (alguns o chamam de orçamento inerte);
 A técnica incremental está mais presente no orçamento tradicional ou clássico.

Obs: o orçamento incremental é contrário à integração entre planejamento e orçamento, pois sua base
tende a perpetuar-se, uma vez que sofre apenas pequenos incrementos. O Brasil utiliza dessa técnica
pontualmente, quando da utilização dos créditos adicionais, da limitação de gastos para o próximo ano
com base no valor das despesas do ano anterior, etc. Embora utilize dessa técnica pontualmente, não se
pode afirmar que o Brasil adota o modelo/técnica orçamentária incremental de forma generalizada.

1. (QUADRIX/SEDF/Professor-Administração/2017-Adaptada) Com a Emenda Constitucional nº


95/2016, dada a aprovação da PEC do Teto de Gastos, as despesas para o próximo exercício terão como
limite máximo o valor total das despesas do ano corrente, acrescido da correção dos índices oficiais de
inflação. Essa técnica reforça a prática incrementalista.

Comentário: Questão correta. Conforme arts. 106 e 107 da CF, nos próximos 20 anos, o valor total das
despesas para o próximo exercício terá como base o valor do ano recentemente encerrado, acrescido da
correção da inflação no mesmo período. Dessa forma, partimos de uma base com o incremento da
inflação. Portanto, tem-se a técnica do orçamento incremental em tal prática.

2. (CESPE/Ministério da Previdência Social/Administrador/2010) Para os críticos da concepção do


orçamento integrado ao planejamento, gera-se forte tendência à perpetuação de programas e à preservação
dos recursos assegurados ao longo do tempo. Quanto mais intenso e acelerado for o incrementalismo
orçamentário, mais essa tendência à inércia se acentua.

Comentário: o orçamento que se integra ao planejamento é o programa. Nesse modelo, não há tendência à
perpetuação de programas (primeira parte da questão é errada). A segunda parte da questão trata do
orçamento incremental, que apresenta resistência à mudança e sua base tende à perpetuação. Porém, fazer
incrementalismo é fazer ajustes marginais. Assim, quanto mais intenso e acelerado foro ajuste, MENOR a
tendência à inércia (segunda parte da questão também errada).

3. (CESPE/MT/Administrador/2008) O incrementalismo orçamentário desvirtua ou compromete a


desejável integração entre o planejamento e o orçamento. De acordo com essa sistemática, a ―base‖
formada pelos programas já introduzidos no orçamento tende a perpetuar-se, com pequenos incrementos,
compreendendo a maior parte dos recursos. Alguns autores denominam essa tendência de resistência à
mudança, à revisão dos objetivos, diretrizes e metas, como inércia ou inercialidade.

Comentário: quando adotado, o incrementalismo ou orçamento incremental não traz grandes alterações
entre o orçamento de um período e o seguinte, pois trata apenas de pequenos ajustes marginais. Logo,
questão correta.

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C) Orçamento Participativo (ou técnica da participação popular)

Trata-se da participação popular no processo de elaboração e aprovação das leis orçamentárias


(PPA, LDO e LOA).

A Lei Complementar nº 131/2009 alterou o art. 48 da LRF e determinou que a participação


popular fosse incentivada.Veja a nova redação do parágrafo único do art. 48 da LRF:

―A transparência será assegurada também mediante:


I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de
elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;‖

O PPA 2012-2015 do Governo Federal, em seu art. 4º, inciso II - lei nº 12.593 de 2012, assim
trouxe:

―O PPA 2012-2015 terá como diretrizes:


I - a garantia dos direitos humanos com redução das desigualdades sociais, regionais, étnico-raciais e
de gênero;
II - a ampliação da participação social;
III - a promoção da sustentabilidade ambiental;
IV - a valorização da diversidade cultural e da identidade nacional;
V - a excelência na gestão para garantir o provimento de bens e serviços à sociedade;
VI - a garantia da soberania nacional;
VII - o aumento da eficiência dos gastos públicos;
VIII - o crescimento econômico sustentável; e
IX - o estímulo e a valorização da educação, da ciência e da tecnologia.‖

Observe ainda o que diz o inciso V do art. 4º da lei 13.249/2016 (PPA: 2016-2019 do Governo
Federal):

―Art. 4º Para o período 2016-2019, o PPA terá como diretrizes:


I - O desenvolvimento sustentável orientado pela inclusão social;
II - A melhoria contínua da qualidade dos serviços públicos;
III - A garantia dos direitos humanos com redução das desigualdades sociais, regionais, étnico-
raciais, geracionais e de gênero;
IV - O estímulo e a valorização da educação, ciência, tecnologia e inovação e competitividade;
V - A participação social como direito do cidadão;
VI- A valorização e o respeito à diversidade cultural;
VII - O aperfeiçoamento da gestão pública com foco no cidadão, na eficiência do gasto público, na
transparência, e no enfrentamento à corrupção; e
VIII - A garantia do equilíbrio das contas públicas.‖

Dessa forma, a União já vem promovendo a participação popular no processo de elaboração e


discussão das leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA). Na elaboração do PPA 2016-2019, o Poder
Executivo Federal realizou Fóruns com representantes da sociedade civil (acesse:
http://www.participa.br/). O Governo do Distrito Federal também promove o OP em seu âmbito.

No âmbito municipal, a Lei nº 10.257/2001, que trata das Diretrizes Gerais da Política Urbana nos
Municípios, determina a gestão democrática participativa dos planos, programas e projetos da voltados
para a política urbana.Nesse contexto, é considerado instrumento de planejamento municipal de política
urbana a ―gestão orçamentária participativa‖, conforme art. 4º, alínea f, e art. 44 da citada Lei. Dessa
forma, no âmbito municipal, a gestão orçamentária participativa sobre planos, programas e projetos
voltados para a política urbana é condicionada a realização de debates, audiências e consultas públicas
sobre as propostas do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual. Logo,
pode-se afirmar que os municípios devem realizar o OP.

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1. (CESPE/SUFRAMA/Cargo3/2014) O princípio da gestão orçamentária participativa é obrigatório para


as administrações municipais, embora o governo federal esteja dispensado da observância desse princípio.

Comentário: item correto. Conforme a Lei nº 10.257/2001, art. 4º, alínea f, e art. 44, os municípios devem
realizar a gestão orçamentária participativa sobre planos, programas e projetos voltados para a política
urbana, mediante a realização de debates, audiências e consultas públicas sobre as propostas do plano
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual. Como a Lei nº 10.257/2001 é aplicada
aos municípios, o CESPE entendeu que a União está dispensada do cumprimento desse princípio. Mas, é
válido lembrar que o Governo Federal promove a participação popular, conforme explicado
anteriormente.

2. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) No Brasil, vigora o orçamento do tipo participativo, visto


que todos os poderes e órgãos da administração direta e alguns da administração indireta têm a
prerrogativa de elaborar suas próprias propostas orçamentárias.

Comentário: item errado. O conceito de orçamento participativo é dado pela participação da sociedade no
processo orçamentário e não dos poderes. A participação dos poderes na elaboração de suas propostas é
por força da autonomia e independência entre eles.

3. (CESPE/Ministério da Previdência Social/Administrador/2010) Uma das vantagens apontadas com a


adoção do orçamento participativo é a sua maior legitimidade, com a substituição do Poder Legislativo
pela participação direta da comunidade nas decisões sobre a alocação das dotações.

Comentário: Item errado. A participação da comunidade ocorre por meio de audiências públicas ou outros
meios promovidos. Com isso, a sociedade tem a oportunidade de manifestar a sua opinião sobre as reais
necessidades de gastos públicos em setores como saúde, educação, etc. Apesar de não ser vinculante, a
opinião pública orienta melhor a tomada de decisão dos poderes. Assim, tanto o Poder Executivo (na
elaboração) quanto o Poder Legislativo (na aprovação) ganham maior legitimidade para representar o
interesse público. Entretanto, a participação da comunidade não substitui e tão pouco diminui a
competência dos Poderes Executivo e Legislativo no processo orçamentário.

4. (CESPE/AGU/Procurador Federal/2010) Tratando-se de orçamento participativo, a iniciativa de


apresentação do projeto de lei orçamentária cabe a parcela da sociedade, a qual o encaminha para o Poder
Legislativo.

Comentário: item errado. A participação da sociedade não chega a tanto. A iniciativa e a competência para
o envio da proposta ao Poder Legislativo continua sendo do Poder Executivo (art. 84, caput, inc XXIII e
parágrafo único c/c art. 165, caput, inc I, II e III, da CF).

5. (CESPE/TCE-RN/ICE/2009) O orçamento participativo, que apresenta vantagens inegáveis do ponto


de vista da alocação de recursos segundo as demandas sociais existentes, não é utilizado no âmbito do
governo federal.

Comentário: Em 2009 o gabarito foi dado como certo, pois naquela época a União não promovia o OP.
Porém, a partir da alteração da LRF, com a LC 131/2009, a União vem promovendo a participação
popular.

6. (CESPE/SAD-PE/Analista/2009) O orçamento participativo é, atualmente, a técnica orçamentária


adotada pela União.

Comentário: Em 2009 o gabarito foi dado como errado. Porém, mesmo sem obrigação legal, a União vem
promovendo a participação popular no processo orçamentário.

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7. (CESPE/TCU/ACE/2008) Entre as maiores restrições apontadas em relação ao chamado orçamento
participativo, destacam-se a pouca legitimidade, haja vista a perda de participação do Poder Legislativo, e a
maior flexibilidade na programação dos investimentos.

Comentário: item errado. Com o OP, há maior legitimidade do Poder Legislativo. Outro erro é dizer que
há maior flexibilidade na programação dos investimentos. A opinião pública direcionará melhor a
programação dos investimentos, tornando-a menos flexível.

8. (CESPE/TJ-CE/Analista/2008) A proposta orçamentária para 2009, em tramitação no Congresso,


poderá servir de experimento para uma iniciativa que a Comissão Mista de Orçamento quer adotar nos
próximos anos: o orçamento federal participativo. A principal característica desse tipo de orçamento é a
participação direta da população na definição das prioridades para a obtenção da receita e para as despesas
correntes obrigatórias.

Comentário: item errado. A primeira parte da questão está correta, pois na época (2008/2009) estava em
discussão a possibilidade de o Orçamento Federal ser Participativo. Porém, a participação da sociedade é
na definição das prioridades para a ALOCAÇÃO da receita (e não obtenção) e também para as despesas
com INVESTIMENTOS em áreas prioritárias da saúde, educação, segurança, etc (e não para despesas
correntes obrigatórias).

9. (CESPE/MJ/Administrador/2013) O processo de apreciação do projeto de Lei Orçamentária Anual na


Comissão Mista de Orçamento inicia-se com a realização de audiências públicas.

Comentário: item certo. Embora não tão divulgado, nos últimos anos a CMO do Congresso Nacional vem
promovendo audiências públicas. Essas audiências têm por objetivo a participação popular na discussão
das propostas das leis orçamentárias e melhor direcionamento dos parlamentares quanto à formulação de
suas emendas.

10. (ESAF/MPOG/APO/2015) A adoção do orçamento participativo como instrumento de


complementação da democracia representativa proporciona à sociedade
a) gerir, ela própria, os recursos destinados à aplicação em investimentos e serviços que beneficiam a sua
região.
b) diminuir a força e o papel do legislativo na definição das prioridades na aplicação dos recursos públicos.
c) submeter o governo a ̀ vontade da sociedade na definição das políticas públicas e prioridades na
realização de investimentos.
d) transferir do governo para a sociedade a responsabilidade pela gestão dos bens públicos de uso comum.
e) definir prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano com recursos do
ente público.

Comentários:
a) Errado, pois no orçamento participativo, não compete à sociedade gerir os recursos orçamentários.A
sociedade apenas opinará sobre as prioridades de sua região. O Poder Executivo local é quem fará a gestão
dos recursos.
b) Errado. O orçamento participativo intensifica a força e o papel do Poder Legislativo, pois legitima ainda
mais sua função típica de legislar e controlar, segundo o interesse da sociedade.
c) Errado. No orçamento participativo não há essa submissão do governo com a sociedade. A sociedade
será ouvida e o governo tentará realizar ou concretizar essas ações, mas dependerá de outras variáveis,
como a economia, política, etc.
d) Errado. Não há transferência de responsabilidade para a sociedade. A gestão é feita pelo Poder
Executivo, conforme prioridades apontadas pela opinião pública.
e) Certo. No orçamento participativo, a sociedade tem a oportunidade de ser ouvida quanto às prioridades
de investimentos dos recursos públicos em obras e serviços demandados naquela região.

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1. (CS-UFG/UFG/Auditor/2017) É um documento de previsão de receita e autorização de despesas com


ênfase no gasto. É um processo orçamentário em que apenas uma dimensão do orçamento é explicitada,
qual seja, o objeto de gasto. Esse conceito quanto ao tipo/técnica orçamentária se refere ao orçamento
a) Tradicional.
b) Programa.
c) Base-zero.
d) Participativo.

2. (FCC/TRT - 11ª Região/Analista Judiciário - Contabilidade/2017) Sobre o Orçamento-Programa é


INCORRETO afirmar que
a) o orçamento é o elo de interação entre o planejamento e as funções executivas da organização.
b) a ênfase está nos meios (o que se compra) e não nas diretrizes, prioridades, objetivos e metas.
c) o controle visa avaliar a eficiência, eficácia e efetividade das ações governamentais.
d) a Lei no 4.320/1964 contém determinações para a elaboração da Lei Orçamentária Anual que são típicas
do Orçamento-Programa.
e) o principal critério de classificação está contido na Portaria STN e MOG no 42/1999.

3. (FCC/PGE-MT/Analista – Administrador/2016) Tendo em vista os conceitos e as características


inerentes ao orçamento-programa e as leis orçamentárias, considere:

I. O programa é o nível mínimo de classificação do trabalho executado por uma unidade administrativa de
nível superior no desempenho das funções que lhes são atribuídas pela lei que a cria.
II. Uma atividade é um agrupamento de tarefas executadas em nível secundário em uma unidade
administrativa para o alcance de metas do programa desta unidade.
III. O orçamento-programa foi previsto no Brasil pela Lei nº 4.320/64 e teve seus princípios delineados
pelo Decreto-Lei no 200/67 como ferramenta para definição das ações homogêneas do governo que
visam ao mesmo fim.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I. d) I e II.
b) II e III. e) II.
c) I e III.

4. (INAZ-Pará/DPE-PR/Administrador/2017) Segundo a ONU (1959), o Orçamento Programa é um


sistema em que se presta particular atenção às coisas que um governo realiza mais do que às coisas que
adquire. São características do Orçamento Programa exceto:
a) Utilização sistemática de indicadores e padrões de medição de trabalho e de resultados.
b) A alocação de recursos que visam à consecução de objetivos e metas.
c) Controle visando avaliar a eficiência e eficácia das ações governamentais.
d) Na elaboração do orçamento são consideradas as necessidades financeiras das unidades organizacionais.
e) As decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações técnicas das alternativas possíveis.

5. (CESPE/CAPES/Geral/2012) Adotado no Brasil, o orçamento-programa é um sistema em que se


dispensa particular atenção às realizações do governo, mais que às coisas que ele adquire.

6. (CESPE/ANALISTA/SAD-PE/2010) O orçamento clássico ou tradicional tem ênfase naquilo que a


instituição realiza, não no que ela gasta.

7. (FGV/TRT-12R/SC/Anal. Jud.-Adm./2017) O modelo orçamentário vigente no Brasil é baseado nos


conceitos de orçamento-programa, cujos elementos básicos estão apresentados na figura a seguir.

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A definição de uma metodologia para medir desempenho de um programa e os elementos necessários à
consecução de um produto se referem, respectivamente, a:
a) diretrizes e ações;
b) indicadores e ações.
c) indicadores e insumos;
d) meta e ações;
e) meta e insumos.

8. (CESPE/UNIPAMPA/Contador/2013) No orçamento tradicional, utilizam-se indicadores e padrões


de medição para a avaliação dos resultados obtidos na execução dos programas de governo.

9. (QUADRIX/SEDF/Professor-Adm./2017) Com base nos conceitos e nas normas a respeito de


orçamento público no Brasil, julgue o próximo item.
A inserção do orçamento-programa no planejamento evidencia-se no fato de o gasto público estar
vinculado a uma finalidade, compatibilizando-se com a programação governamental.

10. (QUADRIX/PMDF-CFO/2017) A respeito de administração orçamentária e financeira, julgue o


item.
O orçamento-programa caracteriza-se por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto do gasto e
um programa de trabalho, contendo as ações a serem desenvolvidas.

11. (IBFC/Polícia Científica-PR/Perito-Área7/2017) Com base na administração financeira e


orçamentária governamental, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
Entende-se por ________________ aquele que discrimina as despesas segundo sua natureza, dando
ênfase aos fins (e não aos meios), de modo a demonstrar em que e para que o governo gastará, e também
quem será responsável pela execução de seus programas. As grandes áreas de atuação são classificadas
como funções, desdobradas em subfunções, programas, atividades, projetos e operações especiais, tudo de
acordo com a classificação funcional e a estrutura programática estabelecida na legislação pertinente.
a) Plano Plurianual d) Custo de capital
b) Orçamento base zero e) Orçamento-programa
c) Custo corrente

12. (CESPE/SEDF/Analista de G.E-Adm./2017) A respeito do orçamento público, julgue o item a


seguir.
A técnica do orçamento-programa é aquela cuja ênfase reside no controle contábil do gasto em si, não se
preocupando com os objetivos econômicos e sociais do gasto público.

13. (CESPE/MDIC/Ag. Adm./2014) O orçamento público é um documento contábil e financeiro


desvinculado do planejamento governamental.

14. (CESPE/CPRM/Analista-Cargo6/2013) O orçamento não se restringe a um documento de caráter


contábil e administrativo, se for elaborado e executado de acordo com técnicas orçamentárias modernas
amplamente referendadas.

15. (CESPE/MJ/Analista-Téc.Adm/2013) Historicamente, o orçamento inglês é importante por esboçar


as convicções de natureza técnico-jurídica desse instrumento e por difundir a instituição orçamentária para
outras nações.

16. (CESPE/MJ/Administrador/2013) A técnica orçamentária adotada no setor público brasileiro é a do


orçamento clássico, com ênfase no objeto do gasto, por meio da fixação da despesa sem vinculação ao
planejamento.

17. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) O orçamento moderno, produto da evolução do orçamento


público, consiste no demonstrativo de autorizações do legislativo e tem como finalidade a rigidez da gestão
administrativa e a redução da despesa pública.

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18. (CESPE/Analista Judiciário/STF 2008) A adoção do orçamento moderno está associada à concepção
do modelo de Estado que, desde antes do final do século XIX, deixa de caracterizar-se por mera postura
de neutralidade, própria do laissez-faire, e passa a ser mais intervencionista, no sentido de corrigir as
imperfeições do mercado e promover o desenvolvimento econômico.

19. (CESPE/ICE/TCE-RN/2009) A metodologia de elaboração do orçamento-programa foi introduzida


no Brasil depois da promulgação da CF e rompeu completamente com a prática de discriminar os gastos
públicos de acordo com o tipo de despesa a ser realizada.

20. (CESPE/ABIN/Oficial-Cargo1/2010) O orçamento moderno configura-se como instrumento de


intervenção planejada do Estado na economia para a correção de distorções e o incentivo ao
desenvolvimento econômico. No Brasil, a adoção de uma estrutura orçamentária embasada em programas,
projetos e atividades, a partir da CF, representou importante passo em direção à modernização do sistema
orçamentário brasileiro.

21. (CESPE/TCE-RO/Ag. Adm./2013) O orçamento-programa, que passou a integrar a legislação a


partir da Constituição Federal de 1988 (CF), consolidou a vinculação do orçamento ao planejamento
constante do plano plurianual.

22. (CESPE/MP/ENAP/Cargo1/2015) O orçamento-programa, introduzido na legislação brasileira a


partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, tem como preocupação básica a identificação dos
custos dos programas.

23. (CESPE/IPAJM-ES/Contador/2010) No orçamento-programa, a alocação dos recursos está


dissociada da consecução dos objetivos.

24. (CESPE/TCU/ACE/2004) A concepção e a técnica do chamado orçamento-programa são


conhecidas há bastante tempo, inclusive no Brasil. Apesar dos avanços ocorridos durante a segunda
metade do século XX, representados, por exemplo, pela adoção, em 1974, da chamada classificação
funcional-programática, foi apenas com a edição do Decreto n.º 2.829/1998 e das demais normas que
disciplinaram a elaboração do Plano Plurianual 2000-2003 e dos orçamentos anuais a ele vinculados, que
os esforços de implantação do orçamento-programa na área federal tiveram início efetivamente.

25. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) A classificação funcional-programática, implementada pelo


governo federal a partir da década de 70 do século passado, não mais é utilizada.

26. (CESPE/DPU/Economista/2016) O orçamento tradicional ou clássico adotava linguagem contábil-


financeira e se caracterizava como um documento de previsão de receita e de autorização de despesas, sem
a preocupação de planejamento das ações do governo.
Gabarito
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26
a b b d C E c E C E e E E C C E E C E E E E E C C C

3 – INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO (segundo a CF/1988)

A Constituição Federal de 1988, cumprindo com a tradição das constituições anteriores, ocupou-se
profusamente de matéria orçamentária, chegando a definir instrumentos de planejamento e orçamento
com detalhes. A base orçamentária encontra-se principalmente no Capítulo II, que trata das normas gerais
das finanças públicas – art.(s) 163 ao 169. Porém, ao fazer a leitura dos artigos mencionados, é frequente a
citação referencial a diversos outros artigos espalhados na Constituição. A falta de uma sequência didática
dificulta o entendimento da matéria orçamentária pelo estudante. Diante dessa dificuldade, vamos, a
seguir, organizar a matéria de forma compreensiva. Mas antes, chamo a sua atenção para a leitura dos
artigos constitucionais em seu texto literal:

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CAPÍTULO II
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
Seção I
NORMAS GERAIS
Art. 163. Lei complementar disporá sobre:
I - finanças públicas;
II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades controladas
pelo Poder Público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 40, de 2003)
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios;
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as
características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.

Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco central.
§ 1º - É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a
qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.
§ 2º - O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo
de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.
§ 3º - As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do
Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele
controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.
Seção II
DOS ORÇAMENTOS
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e
metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as
relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública
federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da
lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
§ 3º - O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório
resumido da execução orçamentária.
§ 4º - Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados
em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.
§ 5º - A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração
direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da
administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder
Público.
§ 6º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as
receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza
financeira, tributária e creditícia.
§ 7º - Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão
entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.

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§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da
despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação
de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
§ 9º - Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como
condições para a instituição e funcionamento de fundos.
III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando
houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de
caráter obrigatório, para a realização do disposto no § 11 do art. 166. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 86, de 2015)
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e
aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento
comum.
§ 1º - Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Presidente da República;
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta
Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das
demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.
§ 2º - As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na
forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.
§ 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente
podem ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas
as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.
§ 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando
incompatíveis com o plano plurianual.
§ 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor
modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista,
da parte cuja alteração é proposta.
§ 6º - Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão
enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que se
refere o art. 165, § 9º.
§ 7º - Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta seção, as
demais normas relativas ao processo legislativo.
§ 8º - Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual,
ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos
especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.
§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro
e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder
Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de
saúde. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
§ 10. A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º, inclusive
custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198, vedada a destinação
para pagamento de pessoal ou encargos sociais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste
artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente

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líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação
definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86,
de 2015)
§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo não serão de execução obrigatória nos
casos dos impedimentos de ordem técnica. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
§ 13. Quando a transferência obrigatória da União, para a execução da programação prevista no §11 deste
artigo, for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da adimplência do ente
federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação
dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 86, de 2015)
§ 14. No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a programação, na
forma do § 11 deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº
86, de 2015)
I - até 120 (cento e vinte) dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo, o Poder
Legislativo, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública enviarão ao Poder Legislativo
as justificativas do impedimento; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
II - até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso I, o Poder Legislativo indicará ao Poder
Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 86, de 2015)
III - até 30 de setembro ou até 30 (trinta) dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo
encaminhará projeto de lei sobre o remanejamento da programação cujo impedimento seja
insuperável; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
IV - se, até 20 de novembro ou até 30 (trinta) dias após o término do prazo previsto no inciso III, o
Congresso Nacional não deliberar sobre o projeto, o remanejamento será implementado por ato do Poder
Executivo, nos termos previstos na lei orçamentária. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de
2015)
§ 15. Após o prazo previsto no inciso IV do § 14, as programações orçamentárias previstas no § 11 não
serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos justificados na notificação prevista no inciso I
do § 14. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
§ 16. Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento da execução financeira
prevista no § 11 deste artigo, até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida
realizada no exercício anterior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
§ 17. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da
meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, o montante previsto no § 11 deste
artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das
despesas discricionárias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)
§ 18. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma
igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 86, de 2015)

Art. 167. São vedados:


I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários
ou adicionais;
III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as
autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder
Legislativo por maioria absoluta;
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da
arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e
serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades
da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem
como o disposto no § 4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos
recursos correspondentes;

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VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação
para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade
social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos
mencionados no art. 165, § 5º;
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de
receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas
com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a
realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que
trata o art. 201. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
§ 1º - Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem
prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de
responsabilidade.
§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício,
caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício
financeiro subseqüente.
§ 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e
urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto
no art. 62.
§ 4.º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e
156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou
contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 3, de 1993)
§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação
para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o
objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo,
sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 85, de 2015)

Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos


suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério
Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na forma
da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.
§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e
funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer
título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e
mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos
acréscimos dela decorrentes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e
as sociedades de economia mista. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos
parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

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§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei
complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as
seguintes providências: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de
confiança; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - exoneração dos servidores não estáveis. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o
cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder
o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o
órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
19, de 1998)
§ 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a
um mês de remuneração por ano de serviço. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a
criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro
anos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no §
4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

OUTROS PLANOS E PROGRAMAS NACIONAIS, REGIONAIS E SETORIAIS

Segundo a Constituição Federal de 1988, art. 165, § 4º, os planos e programas nacionais, regionais
e setoriais previstos na CF/88 serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo
Congresso Nacional.

A regionalização prevista na Constituição Federal considera, na formulação, apresentação,


implantação e avaliação do Plano Plurianual, as diferenças e desigualdades existentes no território
brasileiro.

O significado de planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento não é o


mesmo dos programas da estrutura programática.

Geralmente, os programas nacionais, regionais e setoriais têm duração de longo prazo, ou seja,
duração superior à vigência do PPA. Um bom exemplo é o Plano Nacional de Educação – PNE, com
vigência de 10 anos.

1. (CESPE/MPU/Técnico de Orçamento/2010) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais,


previstos na CF, devem ser elaborados em consonância com a LDO e apreciados pelo MPU.

Comentário: A consonância (compatibilidade) é com o PPA e a apreciação é feita pelo Congresso


Nacional. Portanto, questão errada.

2. (CESPE/CAPES/Contador/2012) O plano plurianual, uma síntese dos esforços de planejamento da


administração pública, orienta a elaboração dos demais planos e programas de governo e a elaboração do
orçamento anual.

Comentário: Os demais planos e programas serão elaborados em consonância com o PPA. Logo, para essa
primeira parte da questão não há dúvida de que é correta. Porém, é comum julgarem segunda parte como
errada, fundamentando-se no argumento de que é a LDO que a LOA (art. 165, § 2º da CF/88). Porém, de
forma indireta, o PPA também orienta a elaboração da LOA, uma vez que a LDO é elaborada com base
no PPA. Portanto, questão correta.

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3. (ESAF/CGU/AFC/2008) Após a Constituição Federal, não há mais a possibilidade da existência de
planos e programas nacionais, regionais e setoriais, devendo ser consolidado em um único instrumento de
planejamento que é o PPA.

Comentário: Ao contrário do que afirma o item, a CF/88 (art. 165, §4º) permite a existência de outros
planos e programas, exigindo apenas sua consonância (compatibilidade) com o PPA. Logo, questão errada.

4. (CESPE/DPF/Ag. Adm./2014) Na CF, é prevista, para áreas específicas, a elaboração de planos


nacionais de desenvolvimento, que, por sua importância, seguem uma dinâmica própria,
independentemente de adequação ao PPA.

Comentário: Os planos nacionais de desenvolvimento previstos da CF devem ser elaborados em


consonância com o PPA e não de forma independente com dinâmica própria. Questão errada, art. 165, §
4º da CF/88.

5. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) Se, em consonância com as normas do PPA, o governo


federal instituir um plano de combate a calamidades públicas ocorridas em certa região do país, não haverá
necessidade de submeter esse plano ao Congresso Nacional.

Comentário:Errado. O plano em questão deverá ser submetido à apreciação do Congresso Nacional.

6. (CESPE/ANTT/Administração/2013) Apesar de ser um guia para a elaboração da LDO e para a LOA,


o PPA não condiciona outros planos constitucionais que tenham duração superior ao período de quatro
anos, tais como o plano decenal da educação.

Comentário:Errado. O PPA condiciona outros planos e programas da CF, inclusive aqueles com duração
superior a quatro anos, como o Plano Nacional da Educação. O atual PNE tem vigência de 2014-2024 e
foi aprovado na Lei nº 13.005/2014. Veja o que diz o art. 10 do atual PNE: ―O plano plurianual, as
diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios serão formulados de maneira a assegurar a consignação de dotações orçamentárias compatíveis
com as diretrizes, metas e estratégias deste PNE e com os respectivos planos de educação, a fim de
viabilizar sua plena execução.‖

7. (CESPE/ANTAQ/Cargo4/2014) De acordo com as normas constitucionais vigentes, o plano


plurianual (PPA) deve ser elaborado em consonância com os planos e programas nacionais, regionais e
setoriais.

Comentário: Errado. São os planos e programas nacionais, regionais e setoriais que devem ser elaborados
em consonância com o PPA e não o contrário.

3.1 – PLANO PLURIANUAL – PPA: Plano Estratégico com vigência de 4 anos (médio prazo)

Segundo o MTO/2018, toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para a
realização dos objetivos estratégicos definidos para o período do PPA, ou seja, quatro anos.
De acordo com o art. 165, § 1º da Constituição Federal de 1988 (CF/88), o PPA é o instrumento
de planejamento de médio prazo do Governo Federal que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes,
objetivos e metas da Administração Pública Federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e
para as relativas aos programas de duração continuada.

Conforme o MTO/2018, o PPA é um instrumento de médio prazo. Porém, estabelece a


ligação entre as prioridades do longo prazo e a LOA, por intermédio da LDO. Ex: O
Presidente ao elaborar o seu projeto de PPA, em 2015, vigência 2016-2019, teve que analisar
as necessidades do Brasil para o longo prazo (cerca de 10 anos: 2016-2025). A partir dessa
análise, teve que priorizar o que era mais importante. Logo, o PPA faz a ligação das
prioridades do longo prazo com a LOA, que é de curto prazo, usando como filtro a LDO.

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1. (CESPE/ME/CONTADOR/2008) O Plano Plurianual (PPA) é o instrumento que estabelece a ligação


entre as prioridades de longo prazo e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

2. (CESPE/TRE-ES/Analista Adm.- Contab./2011) Entre os instrumentos de planejamento


obrigatoriamente elaborados a cada mandato do chefe do Poder Executivo, o único considerado de médio
prazo é o plano plurianual.
Gabarito: 1-C; 2-C.

O PPA é o plano estratégico para a execução das ações orçamentárias do governo. Os 4 anos de
sua vigência, embora equivalentes, não coincidem com os 4 anos do período de mandato presidencial. Sua
vigência é contada do 2º ano do mandato atual ao término do 1º ano do mandatário seguinte (ver esquema
a seguir). O PPA tem o propósito de viabilizar a implementação e a gestão das políticas públicas, orientar a
definição de prioridades e auxiliar na promoção do desenvolvimento sustentável, por meio de Programas
Temáticos e de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado. Exemplos de programas no PPA: Educação de
qualidade para todos; Fortalecimento do Sistema Único de Saúde; Inclusão social por meio do Bolsa
Família, do Cadastro Único e da articulação de políticas sociais; Moradia Digna e outros.

Além dos programas, o PPA estabelecerá também as Diretrizes, os Objetivos e as Metas


(mnemônico: DOM do PPA). Diretrizes são caminhos que o governo deseja trilhar, dado um objetivo
(resultado) a ser alcançado. Exemplo: para reduzir o índice de criminalidade (objetivo), o governo precisará
de implementar medidas (diretrizes) de segurança pública para alcançar esse objetivo. O objetivo é
desdobrado em metas, para facilitar o seu alcance.

O PPA da União tem abrangência nacional. Dessa forma, envolverá diretrizes, objetivos e metas
para todos os entes da federação. Como cada Estado, Município e o Distrito Federal possuem
necessidades distintas, a CF impôs a regionalização do PPA. Por exemplo, o Estado do Rio Grande do Sul
não tem as mesmas demandas orçamentárias do Estado do Rio Grande do Norte. Dessa forma, o PPA
estabelecerá as Diretrizes, os Objetivos e as Metas de forma regionalizada, dentro da real necessidade de
cada região. Embora a CF tenha determinado a regionalização do PPA, falta lei complementar que
regulamente o critério a ser utilizado para a regionalização do PPA. Porém, mesmo sem regulamentação, o
PPA vem sendo apresentado de forma regionalizada. Atualmente, e de forma discricionária, usam-se como
critérios de regionalização do PPA a divisão macrorregional, o critério populacional, aspectos econômicos,
geográficos, internacionais, etc.

1. (CESPE/INPI/Analista-Gestão Financ./2013) No PPA, os objetivos e as metas da administração para


as despesas de capital devem ser apresentados de forma regionalizada.

2. (CESPE/CNJ/Técnico-Cargo13/2013) No PPA, as diretrizes, metas e objetivos dos programas de


duração continuada são apresentados de forma regionalizada.

3. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) O PPA estabelece as diretrizes e os objetivos da administração pública


federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as despesas relativas aos programas de
educação continuada.

4. (CESPE/IPEA/Técnico/2008) Entre os instrumentos de planejamento da atividade financeira do


Estado previstos pela CF, o nível mais abstrato para a formulação do plano de trabalho do governo é
constituído pelo Plano Plurianual (PPA).

5. (CESPE/ANS/Analista/2005) O plano plurianual apresenta a ideia de continuidade, pois um governo


pode dar continuidade a um plano que se iniciou em outro governo. Dessa forma, tem tempo para
conhecer as ações realizadas no passado, antes de apresentar um novo plano.

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6. (CESPE/FUB/Cargo8/2015) O Plano Plurianual (PPA) garante a continuidade de ações de um
governo para o governo seguinte.

7. (CESPE/TRT-10ªR/Analista Adm./2013) Em virtude das fortes diferenças regionais existentes no país,


a CF impôs a regionalização do PPA com base na divisão tradicional das cinco regiões brasileiras.

8. (CESPE/TRT-10ªR-Técnico Adm/2013) A fim de reduzir as desigualdades socioeconômicas entre as


cinco regiões geográficas brasileiras, o PPA deve ser apresentado de forma regionalizada, necessariamente
segundo o padrão tradicional de divisão regional: Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

9. (CESPE/ANTT/Administração/2013) Para que as desigualdades regionais sejam combatidas de forma


mais eficiente, é útil a apresentação do PPA de forma regionalizada; assim, seus impactos esperados
podem ser vistos de forma mais clara, o que auxilia o melhor planejamento e controle. Apesar de a
Constituição Federal trazer a obrigação de regionalização do PPA, a falta de lei complementar que defina
esse conceito termina por desobrigar a regionalização desse plano, o que reduz sua eficácia.

10. (CESPE/TCE-SC/AFCE-Contabilidade/2016) No plano plurianual, é vedado o estabelecimento de


metas direcionadas a públicos específicos.

11. (CESPE/TCE-PE/Cargos1e2/2017) No plano plurianual, é vedada a regionalização de metas por


meio de critérios que abranjam territórios maiores que as macrorregiões econômicas.

12. (CESPE/TRT-7ªR/Anal.Jud.-Adm./2017) A regionalização a ser observada na elaboração do PPA


deve respeitar a divisão tradicional do país em cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e
Sul.
Gabarito: 1-C; 2-C; 3-E; 4-C; 5-C; 6-C; 7-E; 8-E; 9-E; 10-E; 11-E; 12-E.

O foco do PPA é sobre as despesas de capital e outras delas decorrentes, bem como sobre as
despesas com programas de duração continuada.

Despesas de Capital: aquelas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de
capital, abrangendo, entre outras ações, o planejamento e a execução de obras, a compra de instalações,
equipamentos, material permanente, títulos representativos do capital de empresas ou entidades de
qualquer natureza, bem como as amortizações de dívida, inversões financeiras e concessões de
empréstimos (conceitos a serem detalhados no tópico sobre ―despesa pública‖).

Outras delas decorrentes: Geralmente, as despesas de capital trazem outras despesas decorrentes, que
podem ser correntes ou outras de capital. Por exemplo, após a obra de construção de prédio para o
funcionamento de um hospital público (obra = de capital), outras despesas decorrentes serão geradas,
como a compra de veículos para ambulâncias (despesa de capital), manutenção predial e despesas de
pessoal (essas últimas são correntes).

Despesas com programas de duração continuada: Não há um conceito específico na lei sobre quanto
tempo é ―duração continuada‖. No geral, são consideradas despesas com programas de duração
continuada aquelas relativas aos programas que ultrapassam um exercício financeiro, ou seja, o ano civil.
[ver art. 34 da lei 4.320/64].

Os investimentos (despesas de capital) que ultrapassarem um exercício financeiro, só serão


iniciados se estiverem previstos inicialmente no PPA ou em lei que autorize a sua inclusão no PPA.
Veja o que diz o art. 167, § 1º da CF/88:

“Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser


iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob
pena de crime de responsabilidade”.

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CONCLUSÃO: uma lei (projeto de iniciativa do Poder Executivo) pode autorizar a inserção de novos
investimentos no PPA já vigente.

De forma esquematizada:
PPA: Plano Estratégico para 4 anos

De forma regionalizada
Estabelecerá (falta LC para definição dos critérios)

Para atender  De Capital e outras delas


D. O. M decorrentes;
As Despesas
 Com programas de duração
continuada.

O envio do projeto de lei do PPA ao Legislativo é de competência privativa do chefe do Poder


Executivo, conforme art. 84, inc. XXIII, c/c art. 165, inc. I da CF/88:

“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:


...
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;”
“Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.”

Por não ser uma competência delegável, o envio se torna exclusivo do Presidente da República.

O chefe do Poder Executivo (na União, o Presidente da República) encaminhará seu Projeto de lei
do PPA ao Poder Legislativo (Congresso Nacional) até 31/agosto do 1º exercício financeiro de seu
mandato, que será devolvido até 22/dezembro (do mesmo ano) pelo Legislativo, para sanção e publicação.
O art. 35, § 2º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, em seu inciso I assim
descreve:
“o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato
presidencial subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício
financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa”.
Veja o esquema:
Chefe do Poder Executivo até31/ago, envia, exclusivamente Poder Legislativo
(Presidente da (art. 84, XXIII, CF/88) o Proj.PPA ao Congresso
República) Nacional
(CMO)
Sanção e Publicação Devolve o Proj.PPA, até “22/Dez”
(Art. 66, CF/1988)

Lei do PPA (hoje, Lei nº 13.249/2016)

Vigência: 4 anos, período não coincidente com o mandato presidencial, porém é equivalente.
Proposição: uma vez a cada mandato presidencial (no 1º ano de mandato)

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Se o Presidente não enviar o projeto do PPA até 31/ago do 1º ano do seu mandato, responderá
por crime de responsabilidade (art. 85, CF). Caso o Projeto do PPA não seja devolvido ao chefe
do Poder Executivo até ―22 de dezembro‖ para sanção/publicação, o Congresso Nacional
PODERÁ ser convocado para realizar sessão extraordinária, nos termos do art. 57, § 6º, inc. II da
CF/88, visando à aprovação do projeto. A partir da Emenda Constitucional nº 50/2006, está
vedado o pagamento de parcela indenizatória em razão da convocação extraordinária do
Congresso Nacional (ver art. 57, § 7º da CF/88).

Ciclo de Gestão do PPA

Trata-se de um processo indutor da transformação do modo de atuação do Estado para assegurar a


otimização dos recursos públicos e a efetividade do projeto de desenvolvimento sustentável do país. A
gestão do PPA busca o alcance de resultados mediante a utilização de processos estruturados e
instrumentos adequados à integração das ações em torno de programas, motivando a tomada de decisão e
a correção de diretrizes (caminhos) a partir de indicadores da programação e desafios.

A integração das ações, como foco na melhoria organizacional, e a gestão do PPA, com foco em
programas, pressupõe uma ação consistente junto aos órgãos do governo no sentido de aperfeiçoar a
gestão por programas, e mais do que isso, de fazer com que os resultados dos programas passem a ser
considerados parte do desempenho dos Ministérios, Secretarias e outras entidades vinculadas.

O ATUAL PPA (2016-2019) NOVIDADE

O artigo 3º do atual PPA lista 3 prioridades:

“Art. 3o São prioridades da administração pública federal para o período 2016- 2019:
I - as metas inscritas no Plano Nacional de Educação (Lei no 13.005, de 25 de junho de 2014);
II - o Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, identificado nas leis orçamentárias anuais por meio de atributo específico; e
III - o Plano Brasil sem Miséria - PBSM, identificado nas leis orçamentárias anuais por meio de atributo específico.”

Com o projeto aprovado em 16/12/2015 pelo Congresso Nacional, a Lei nº 13.249/16 (atual
PPA) foi sancionada em 13/01/2016 e publicada em 14/01/2016. O Plano Plurianual para o período de
2016 a 2019 do Governo Federal tem seu foco no desenvolvimento, produtividade e inclusão social.

Em relação ao PPA anterior (2012-2015), o atual PPA não trouxe alterações significativas quanto a
sua estrutura e conceitos. Segundo a Mensagem Presidencial que encaminho o PPA 2016-2019 ao
Congresso Nacional, as mudanças concentraram-se em dois pontos:

1. Reforçar o caráter estratégico do Plano, estruturando-o em uma Dimensão Estratégica, contendo


uma Visão de Futuro e um conjunto de Eixos e Diretrizes Estratégicas. O debate para a elaboração
do PPA foi iniciado a partir das Diretrizes Estratégicas, previamente à elaboração dos Programas,
tanto no âmbito interno do governo como com a sociedade civil. Buscou-se evidenciar o projeto
estratégico de governo, que orienta a construção dos Programas Temáticos, expressando os cursos
de ação propostos para o alcance dos resultados esperados para o Plano. Estabelece-se, assim, uma
conexão lógica que permite visualizar como a estratégia geral do governo, anunciada na Dimensão
Estratégica, orienta as escolhas das políticas públicas materializadas em Objetivos e Metas expostos
na Dimensão Programática.
2. Qualificar o conteúdo dos Programas Temáticos, que passam a expressar com maior clareza as
escolhas estratégicas para cada área por meio de seus Objetivos e respectivas Metas, que por sua vez
destacam de forma concisa as entregas mais relevantes e estruturantes para a implementação das
políticas públicas. O processo de elaboração do PPA foi condicionado, desde o início, pela sua
característica mais estratégica e focada. Nesse contexto, o Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão promoveu, entre o final de 2014 e início de 2015, rodadas de discussão e de reflexão
internas, que buscaram identificar as principais conquistas e os desafios a serem enfrentados no
processo que se iniciava.

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ETAPAS NA ELABORAÇÃO DO PPA 2016-2019

CRONOGRAMA DE PARTICIPAÇÃO NA ELABORAÇÃO DO PPA 2016-2019

Fonte: Mensagem Presidencial

Antigo PPA Atual PPA


PPA 2012-2015 PPA 2016-2019
Diretrizes (art.4º) Diretrizes (art.4º)
I - a garantia dos direitos humanos com redução das I - O desenvolvimento sustentável orientado pela inclusão
desigualdades sociais, regionais, étnico-raciais e de gênero; social;
II - A melhoria contínua da qualidade dos serviços
II - a ampliação da participação social;
públicos;
III - A garantia dos direitos humanos com redução das
III - a promoção da sustentabilidade ambiental; desigualdades sociais, regionais, étnico-raciais, geracionais
e de gênero;
IV - a valorização da diversidade cultural e da identidade IV - O estímulo e a valorização da educação, ciência,
nacional; tecnologia e inovação e competitividade;
V - a excelência na gestão para garantir o provimento de
V - A participação social como direito do cidadão;
bens e serviços à sociedade;
VI - a garantia da soberania nacional; VI- A valorização e o respeito à diversidade cultural;
VII - O aperfeiçoamento da gestão pública com foco no
VII - o aumento da eficiência dos gastos públicos; cidadão, na eficiência do gasto público, na transparência, e
no enfrentamento à corrupção; e
VIII - o crescimento econômico sustentável; e VIII - A garantia do equilíbrio das contas públicas
IX - o estímulo e a valorização da educação, da ciência e
da tecnologia.

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PRINCIPAIS CONCEITOS DO PPA 2016-2019

 Programa Temático: organizado por recortes selecionados de políticas públicas, expressa e


orienta a ação governamental para a entrega de bens e serviços à sociedade;
Ex: Educação de qualidade para todos; Fortalecimento do Sistema Único de Saúde; Inclusão social
por meio do Bolsa Família; Moradia Digna, etc.

 Programa de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado: expressa e orienta as ações destinadas


ao apoio, à gestão e à manutenção da atuação governamental.
Ex: Gestão do Processo Eleitoral; Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Cultura;
Aprimoramento do Ministério Público; Atuação Legislativa da Câmara dos Deputados, etc.

Não integram o PPA 2016-2019 os programas destinados exclusivamente a *operações especiais.

*Compreendem despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações
de governo, das quais não resulta um produto e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou
serviços.

Conforme o art. 6º do PPA 2016-2019, o Programa Temático é composto pelos seguintes elementos
constituintes:
 Objetivo: expressa as escolhas de políticas públicas para o alcance dos resultados almejados
pela intervenção governamental e tem como atributos:

a) Órgão Responsável: órgão cujas atribuições mais contribuem para a implementação do


Objetivo ou da Meta;
b) Meta: medida do alcance do Objetivo, podendo ser de natureza quantitativa ou
qualitativa; e
c) Iniciativa: declaração dos meios e mecanismos de gestão que viabilizam os Objetivos e
suas Metas, explicitando a lógica da intervenção.

 Indicador: é uma referência que permite identificar e aferir, periodicamente, aspectos


relacionados a um Programa, auxiliando a avaliação dos seus resultados.

 Valor Global do Programa: é a estimativa dos recursos orçamentários e extraorçamentários


previstos para a consecução dos Objetivos, sendo os orçamentários segregados nas esferas
Fiscal e da Seguridade Social e na esfera de Investimento das Empresas Estatais, com as
respectivas categorias econômicas.

 Valor de Referência: é o parâmetro financeiro utilizado para fins de individualização de


empreendimento como iniciativa, estabelecido por Programa Temático e especificado para as
esferas Fiscal e da Seguridade Social e para a esfera de Investimento das Empresas Estatais.

1. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) No âmbito do PPA 2012-2015, programa temático é aquele


que expressa e orienta a ação governamental para a entrega de bens e de serviços à sociedade.

2. (CESPE/TRT-10ª-R/Analista/2012-Prova Anulada) No PPA 2012-2015 do governo federal, os


programas destinados exclusivamente a operações especiais serão classificados como programa de gestão,
manutenção e serviço ao Estado.

3. (FUNIVERSA/SEAP/ACI/CARGO102/2014) Os programas finalísticos do PPA são aqueles


voltados aos serviços típicos de Estado, ao planejamento e à formulação de políticas setoriais ou regionais.

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4. (CESPE/TCE-RO/ACE/Contábil/2013) No contexto de elaboração do Plano Plurianual (PPA), o
conceito de iniciativa é definido como as entregas de bens e serviços à sociedade, resultantes da
coordenação de ações orçamentárias e outras ações institucionais e normativas, bem como do pacto entre
entes federados, entre Estado e sociedade e da integração de políticas públicas.

5. (CESPE/ANTAQ/Cargo4/2014) Caso seja necessária a identificação ou aferição de aspectos


relacionados a determinado programa temático do PPA, por meio do monitoramento e da apuração
periódica da evolução da realidade sobre a qual atua o referido programa, então a administração pública
deverá fazer uso de um indicador.

6. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015)No âmbito do plano plurianual, a iniciativa expressa o


que deve ser feito, refletindo as situações a serem alteradas pela implementação de um conjunto de ações,
com desdobramento no território.

7. (CESPE/TCU/AUFC/2015)O valor global dos programas constantes do plano plurianual compreende


os recursos do orçamento fiscal e do orçamento da seguridade social e deve ser especificado para cada ano
de execução do plano.

1 - Conforme art. 5º, inciso I da Lei 12.593/2012, programa temático é aquele que expressa e orienta a
ação governamental para a entrega de bens e serviços à sociedade. Questão correta. Esse conceito não
mudou no PPA 2016-2019.

2 – Programas de ―operações especiais‖ são distintos dos programas de ―gestão, manutenção e serviço ao
Estado‖. Dada essa distinção o item já fica errado. Além disso, conforme o art. 5º, parágrafo único da Lei
12.593/2012, não integram o PPA 2012-2015 os programas destinados exclusivamente a operações
especiais. Questão errada. Essa regra continua válida para o PPA 2016-2019.

3 – Primeiramente, o conceito de programa finalístico está errado. O item trouxe o conceito de programa
de apoio às políticas públicas. Segundo, no atual PPA não constam mais os programas finalísticos e nem
os de apoio às políticas públicas. Esses conceitos eram presentes no PPA 2008-2011. Portanto, item falso.

4– Item correto. Trata-se do conceito de ―iniciativa‖, conforme art. 6º, § 1º, inc. III da Lei 12.593/2012
(PPA 2012-2015 vigente há época da questão). O PPA 2016-2019 trouxe mera mudança formal nesse
conceito e define ―iniciativa‖ como a declaração dos meios e mecanismos de gestão que viabilizam os
Objetivos e suas Metas, explicitando a lógica da intervenção.

5 – Item correto. Refere-se ao conceito de ―indicador‖, que não sofreu alteração no atual PPA 2016-2019
(art. 6º, inc. II da Lei 13.249/2016).

6- Errado, pois trata-se do conceito de ―objetivo‖.

7 – Errado, pois no PPA o valor global não consta especificado para cada ano de execução do plano.

Obs1: PPA [art. 167, §1º, CF]

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1. (CESPE/INMETRO/Analista/2009) Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício


financeiro pode ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão,
sob pena de crime de responsabilidade.

2. (CESPE/TCU/Auditor/2013) Configura crime de responsabilidade a realização de investimento


público cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, caso a inclusão desse investimento não tenha
sido feita no plano plurianual e inexista lei que autorize essa inclusão.

3. (CESPE/TCDF/Auditor/2012) Um projeto de construção de barragens para prevenir desastres


naturais não incluído no plano plurianual não poderá ser executado, ainda que sua execução restrinja-se a
um exercício financeiro.

4. (CESPE/Câm. Dep./Téc. Legis./2012) Incorrerá em crime de responsabilidade a autoridade que


determinar a realização de investimento público cuja execução ultrapasse um exercício financeiro se não
houver prévia inclusão no plano plurianual ou lei que autorize a inclusão.

5. (CESPE/TCE-RN/Inspetor/2009) Em nenhuma hipótese um investimento com duração superior a


um exercício financeiro poderá ser iniciado sem sua prévia inclusão no PPA.

6. (CESPE/IBAMA/Analista-Amb./2013) Pode-se autorizar, mediante edição de lei específica, a inclusão,


no plano plurianual, de investimentos cuja execução ultrapasse um exercício financeiro.

7. (CESPE/IPAJM-ES/Contador/2010) Investimentos que se completarem em um mesmo exercício


financeiro não precisarão ser previamente incluídos no PPA.

8. (CESPE/TRT-10ªR-Técnico Adm/2013) Dada a realização, no Brasil, de eventos como a Copa do


Mundo da FIFA Brasil 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, cogitou-se a imediata necessidade de
investimentos com execução superior a único exercício financeiro. Assim, para que projetos relativos a
esses eventos possam ser imediatamente iniciados, é suficiente a alteração da LOA vigente mediante
cláusula que preveja inclusão desses investimentos nas leis orçamentárias posteriores.

9. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo2/2013) Considere que os Poderes Executivo e Judiciário tenham


firmado convênio para expandir a presença da justiça no interior do país, em resposta ao aumento da
criminalidade, ficando o Poder Executivo responsável pela construção de novas edificações para o
funcionamento conjunto de órgãos do Poder Judiciário e da defensoria pública. Nessa situação, apesar de
o convênio ter sido firmado durante a vigência de um PPA que não previa essas despesas, cuja duração
seria superior a um exercício financeiro, não é necessária a alteração imediata do PPA, bastando a inclusão
desse novo item de gasto na LOA em vigência.

10. (CESPE/TCE-PE/ACE/2017) As despesas de investimentos, que devem estar previstas no plano


plurianual, correspondem às dotações previstas para a amortização da dívida pública.

Gabarito: 1-C; 2-C; 3-E; 4-C; 5-E; 6-C; 7-C; 8-E; 9-E; 10-E.
Obs2: PPA_Tipos de Programas

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1. (CESPE/TRE-PE/Anal.Jud.-Adm./2017-mult.) Os programas contidos no orçamento público


dividem-se em temáticos; de gestão, manutenção e serviços ao Estado; e operações especiais, incluindo-se
nesta última categoria os serviços da dívida externa.

2. (CESPE/MJ/Analista-Téc.Adm/2013) As despesas são planejadas por meio de ações que integram os


programas do plano plurianual, exceto aquelas representativas do serviço da dívida, como amortização e
encargos.

3. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Constam do PPA 2012-2015 os programas destinados


exclusivamente a operações especiais, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

4. (CESPE/TRT-10ª-R/Analista/2012-Prova Anulada) No PPA 2012-2015 do governo federal, os


programas destinados exclusivamente a operações especiais serão classificados como programa de gestão,
manutenção e serviço ao Estado.

5. (CESPE/TCU/AFCE/Cargo2/2011) O plano plurianual (PPA), como uma das etapas do ciclo


orçamentário, inclui os programas destinados a operações especiais — como, por exemplo, aqueles que
agregam as ações referentes à Copa do Mundo de 2014 — entre seus programas finalísticos.

Gabarito: 1-C; 2-C; 3-E; 4-E; 5-E.


Obs3: mudanças no PPA
A partir de 2012
Até 2011 (PPA: 2008 – 2011)
PPA: 2012 – 2015 e PPA: 2016 - 2019
PROGRAMAS PROGRAMAS
- Finalísticos - Temáticos
- Apoio as políticas públicas e áreas especiais. - Gestão, manutenção e serviços ao Estado.
E
AÇÕES AÇÕES (só na LOA)
OPERAÇÕES ESPECIAIS SÓ NA LOA

1. (FCC/TRE-SP/Analista Judiciário – Contabilidade/2017) O Plano Plurianual é um instrumento de


planejamento governamental de médio prazo, previsto na Constituição Federal. No âmbito da União, o
projeto do Plano Plurianual será encaminhado ao Congresso Nacional:
a) pelo Poder Executivo, em até oito meses e meio antes do encerramento do mandato presidencial.
b) pelo Ministro do Planejamento e Orçamento, até três meses antes do encerramento do primeiro
exercício financeiro do mandato presidencial.
c) pelo Poder Executivo, no prazo máximo de quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício
financeiro do mandato presidencial.
d) pelos chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, no prazo máximo de quatro meses antes
do encerramento de cada exercício financeiro.
e) pelo Ministro da Fazenda, no prazo máximo de dois meses antes do encerramento do mandato
presidencial.

2. (FCC/TRT-14ªR/Téc.Jud.-Área Adm./2016) Na Lei Orçamentária Anual do Estado do Rio de Pedras,


para o exercício de 2016, consta dotação orçamentária para investimento no valor de R$ 23.500.000.
Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal − LRF, a lei orçamentária não consignará dotação para
investimento com duração superior a um exercício financeiro que NÃO
a) esteja previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias ou em lei que autorize a sua inclusão.
b) seja compatível com a previsão da arrecadação das receitas que os atenderá.
c) esteja previsto no anexo de metas fiscais.
d) seja compatível com as metas de arrecadação e com as prioridades da administração.
e) esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão.

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3. (CESPE/TRE-TO/Ana.Jud.-Área Adm./2017) O instrumento de planejamento orçamentário público


que estabelece, por região, as diretrizes, os objetivos e as metas para as despesas dos programas de duração
continuada é
a) o relatório resumido da execução orçamentária.
b) o plano plurianual.
c) o anexo de metas fiscais.
d) a lei orçamentária anual.
e) a lei de diretrizes orçamentárias.

4. (CESPE/TCE-PE/Cargo4/2017) Despesas orçamentárias de agregação neutra, como dívidas e


ressarcimentos, não integram o plano plurianual.

5. (CESPE/SEDF/Ana. de Gestão_Adm./2017) As diretrizes orçamentárias buscam sintonizar a lei


orçamentária anual com as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública, estabelecidas no
plano plurianual.

6. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo2/2013) A elaboração do orçamento compreende o estabelecimento de


plano de médio prazo (quatro anos) ou PPA; lei orientadora ou lei de diretrizes orçamentárias (LDO); e
orçamento propriamente dito ou LOA.

7. (CESPE/TCU/Auditor/2013) Os orçamentos anuais, as diretrizes orçamentárias e o plano plurianual


são disciplinados por leis cuja iniciativa é do Poder Executivo.

8. (CESPE/TRE-MS /Analista Adm./2013) O plano plurianual constitui a síntese dos esforços de


planejamento da União, não atingindo os demais entes da Federação.

9. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) O PPA é o instrumento de planejamento utilizado no setor


público. Nele devem ser estabelecidas, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da
administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes.

10. (CESPE/MIN. SAÚDE/Técnico Superior/2008) A instituição do PPA teve por objetivo, entre
outros, substituir os Orçamentos Plurianuais de Investimentos, estendendo-lhes a vigência em um
exercício financeiro.

11. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) A inovação trazida pela Constituição Federal de 1988 ao


orçamento foi limitar a despesa pública com pessoal ativo e inativo.

12. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) Uma notável modificação introduzida pela CF no processo


orçamentário foi a integração entre plano e orçamento, por meio da criação do plano plurianual (PPA) e
da lei de diretrizes orçamentárias (LDO).

13. (CESPE/TRE-ES/Analista Adm.- Contab./2011) Entre os instrumentos de planejamento


obrigatoriamente elaborados a cada mandato do chefe do Poder Executivo, o único considerado de médio
prazo é o plano plurianual.

14. (CESPE/ME/CONTADOR/2008) O Plano Plurianual (PPA) é o instrumento que estabelece a


ligação entre as prioridades de longo prazo e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

15. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) O projeto de lei do plano plurianual (PPA) define as prioridades do


governo por um período de quatro anos e deve ser enviado pelo presidente da República ao Congresso
Nacional até o dia 31 de agosto do primeiro ano do seu mandato.

16. (CESPE/TRF-2ªR-Juíz Federal/2013) O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos


anuais integram o sistema orçamentário, sendo que as leis que versem sobre esses temas serão de iniciativa
do Poder Executivo.

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17. (CESPE/CNJ/Técnico-Cargo13/2013) O PPA é adotado como referência para a elaboração dos


demais planos previstos na Constituição Federal, a fim de garantir a coerência do planejamento
orçamentário.

18. (CESPE/Anatel/Analista Adm./2012) A integração entre plano plurianual e orçamento anual é


realizada por meio da lei de diretrizes orçamentárias, que, além de fornecer orientação para elaboração dos
orçamentos anuais, tem por finalidade destacar, do plano plurianual, as prioridades e metas a serem
executadas em cada orçamento anual.

19. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Em sua dimensão legal, o orçamento público abrange a


elaboração e a execução de três leis — o PPA, a LDO e a LOA — que, em conjunto, formalizam o
planejamento e a execução das políticas públicas federais.

20. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) A LDO orientará a elaboração da LOA e deverá estar


compatível com o PPA.

21. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) O PPA é um instrumento de programação da administração


pública idealizado como guia plurianual para as autorizações orçamentárias anuais.

22. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) O projeto de lei do plano plurianual (PPA) é elaborado


anualmente e encaminhado pelo presidente da República ao Congresso Nacional para aprovação até o
final da última sessão legislativa do ano.

23. (CESPE /FUB/Administrador/2015) O processo orçamentário brasileiro é direcionado


principalmente por três leis distintas: o plano plurianual com maior vigência, a lei de diretrizes
orçamentárias em conjunto com o anexo de metas e riscos fiscais e, por fim, a lei orçamentária anual, na
qual se incluem o orçamento fiscal, o de seguridade social e o de investimentos das empresas.
Gabarito
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23
c e b C C C C E C C E C C C C C C C C C C E C

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(CESPE/Pref. Fortaleza-CE/Procurador/2017) Com fundamento na disciplina que regula o direito


financeiro e nas normas sobre orçamento constantes na CF, julgue o item a seguir.

1. Na LDO será estabelecida a política de aplicação a ser executada pela s agências oficiais de
fomento.

2. (CESPE/SEDF/Analista-Adm./2017) As diretrizes orçamentárias buscam sintonizar a lei


orçamentária anual com as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública, estabelecidas
no plano plurianual.

3. (CESPE/DPU/Economista/2016) A LDO é o instrumento legal e normatizador que orienta


a elaboração e execução do orçamento anual e dispõe sobre o planejamento governamental de longo
prazo.

4. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) A LDO deverá determinar as alterações da legislação


tributária.

5. (CESPE/TCU/AFCE/Cargo1/2011) Um tributo pode ser criado, majorado ou diminuído, ainda que


sua criação ou alteração não esteja prevista na LDO.

(CESPE/TCE-PA/ACE-Estatística/2016) A respeito do plano plurianual (PPA), da lei de diretrizes


orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue os itens a seguir.

6. Alterações na legislação tributária deverão estar dispostas na LDO.

7. As políticas das agências financeiras oficiais de fomento deverão ser estabelecidas na LDO.

8. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) A lei de diretrizes orçamentárias, instrumento de planejamento da


atividade financeira para o exercício financeiro subsequente, objetiva dispor sobre as alterações na
legislação tributária e estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

9. (CESPE/INPI/Analista-Gestão Financ./2013) O planejamento de médio prazo do governo, 4 anos, é


traduzido por meio do PPA, cuja integração com a LOA é realizada pela LDO.

10. (CESPE/TCU/ACE/2007) A LDO é o instrumento que expressa o planejamento dos governos


federal, estadual, distrital e municipal para um período de quatro anos, objetivando garantir a continuidade
dos planos e programas instituídos pelo governo anterior.

11. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) O teor da lei de diretrizes orçamentárias compreende as metas e


prioridades da administração pública federal, orienta a elaboração da lei orçamentária anual e dispõe sobre
as alterações na legislação tributária.

12. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) Ao realizar-se a integração entre o sistema de planejamento e o


orçamento federal, o instrumento legal que explicita as metas e prioridades para cada ano, além das
alterações na legislação tributária, é a lei orçamentária anual.

13. (CESPE/TELEBRAS/Analista-Cargo6/2013) A LDO, elaborada em consequência do plano


plurianual, serve como balizador da elaboração do orçamento anual.

14. (CESPE/TRE-MS /Analista Adm./2013) O orçamento anual constitui princípio orientador para a
elaboração das diretrizes orçamentárias.

anderson_afo M Anderson Ferreira 35


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15. (CESPE/BASA/Cargo1/2012) A lei de diretrizes orçamentárias compreende as metas e prioridades da
administração pública federal, excetuando-se as despesas de capital para o exercício financeiro
subsequente, e dispõe sobre a política de investimento das empresas estatais.

16. (CESPE/AGU/Advogado/2009) A LDO inclui as despesas de capital para os dois exercícios


financeiros subsequentes.

17. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) A lei de diretrizes orçamentárias (LDO) compreende as


diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública federal quanto às despesas de capital e às
despesas decorrentes das despesas de capital, além de estabelecer a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento.

18. (CESPE/Ass. Leg.-CE/Cargo1/2011) A lei de diretrizes orçamentárias estabelece a política de


aplicação das agências financeiras oficiais de fomento, por meio da previsão de empréstimos e
financiamentos.

19. (CESPE/TJ-BA/Juiz Subs./2012) Cabe à lei orçamentária anual estabelecer as metas e prioridades da
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente,
assim como dispor sobre as alterações na legislação tributária e sobre a política de aplicação do orçamento
das agências financeiras oficiais de fomento.

Obs1: Resumo dos Prazos na União [art. 35, §2º do ADCT]

20. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) A LDO deve ser encaminhada para sanção presidencial até
meados do primeiro mês do segundo semestre de cada ano.

21. (CESPE/TCE-PE/ACE-Contas Púb./2017) Os estados-membros e o Distrito Federal estão


impedidos de editar normas gerais acerca da elaboração dos seus orçamentos, porque a CF atribui tal
competência legislativa à União.

22. (CESPE/MPE-PI/Analista Adm./2012) Os estados, o Distrito Federal e os municípios são obrigados


a elaborar, submeter aos respectivos Poderes Legislativos e aprovar suas próprias leis de diretrizes
orçamentárias, independentemente do que ocorra no processo orçamentário da União.

Obs2: Vigência da LDO (aproximadamente 1,5 ano)

Nos últimos anos, o Congresso Nacional - CN não cumpriu o prazo para aprovação da LDO, que
é até 17 de julho de cada exercício. Esse fato ocorreu nos exercícios de 2013 a 2016. Por esse motivo, as
LDOs desses anos não tiveram vigência de aproximadamente 1,5 ano. Apenas em 2017 o CN voltou a
aprovar a LDO para 2018 no prazo estabelecido pela Constituição.

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Veja quadro resumo:

ENVIO pelo APROVAÇÃO


ANO VIGÊNCIA Nº/Nome da LEI
P.R até 15/abr do C.N em:
De 24/dez/2013 a
2013  20.nov.2013 Lei nº 12.919/2013 – LDO/2014
31/dez/2014
De 02/jan/2015 a
2014  17.dez.2014 Lei nº 13.080/2015 – LDO/2015
31/dez/2015
De 30/dez/2015 a
2015  17.dez.2015 Lei nº 13.242/2015 – LDO/2016
31/dez/2016
De 26/dez/2016 a
2016  15.dez.2016 Lei nº 13.408/2016 – LDO/2017
31/dez/2017
De 08/ago/2017 a
2017  13.jul.2017 Lei nº 13.473/2017 – LDO/2018
31/dez/2018

Esquema:

23. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) A LDO deve ser encaminhada ao Congresso Nacional até o


dia 15 de abril de cada ano; ela vigora por doze meses a partir da sua aprovação.

24. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Na hipótese de vigência simultânea de mais de uma LDO no


mesmo exercício financeiro, a LOA deve ser orientada de acordo com as metas e os parâmetros
estabelecidos pela LDO mais recente.

25. (CESPE/MDIC/Ag. Adm./2014) O envio, pelo Poder Executivo, da proposta orçamentária anual ao
Poder Legislativo independe da aprovação e publicação da lei de diretrizes orçamentárias.

Além das atribuições constitucionais do art. 165, §2º, a LDO deve dispor também sobre o
conteúdo do art. 4º da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF:

 Equilíbrio entre Receitas e Despesas (art. 9º da LRF);


 Critérios e formas de limitação de empenho (Anexo III da LDO/2018);
 Controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos
orçamentos;
 Condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas;

anderson_afo M Anderson Ferreira 37


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 Anexo de Metas Fiscais - AMF (Anexo IV da LDO/2018):
- metas anuais sobre: R e D; resultados nominal e primário; montante da dívida pública (p/ 3 anos);
*essas metas devem ser demonstradas/justificadas em memória e metodologia de cálculo
(comparativo dos últimos 3 anos)
- avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
- evolução do patrimônio líquido (últimos 3 anos);
- origem/aplicação dos recursos obtidos pela alienação de ativos (venda de patrimônio: art. 44 da
LRF);
- avaliação da situação financeira e atuarial (análise estatística dos regimes de previdência)
- demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita (art. 14 da LRF)
- margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado (art. 17 da LRF)

 Anexo de Riscos Fiscais - ARF (Anexo V da LDO/2018):


- Passivos Contingentes (obrigações que envolvem certo grau de incerteza quanto a sua real
ocorrência)
- Outros Riscos (relacionados a R e/ou D);
- Providências a serem tomadas, caso os riscos se concretizem.

 Anexo Específico - AE (Anexo VI da LDO/2018):


- Projeções Econômicas: objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial, metas de inflação,
etc

26. (CESPE/SEDF/Analista-Contab./2017) Cabe à lei de diretrizes orçamentárias de cada ente


federativo dispor sobre controle de custos e avaliação dos resultados dos programas financiados pelo
orçamento.

27. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) A LRF atribuiu à LDO a responsabilidade de tratar de outras


matérias não previstas na Constituição Federal de 1988, como a publicação da avaliação atuarial do regime
próprio de previdência dos servidores públicos.

28. (CESPE/TRE-PE/Analista Jud.-Adm./2017) Na lei de diretrizes orçamentárias, o anexo de metas


fiscais deve conter avaliações atuariais.

A CF reforçou a integração entre planejamento e orçamento público, delineada pela Lei n.º 4.320/1964,
estabelecendo-se formalmente e definitivamente, a partir de sua promulgação, o entendimento de que a
determinação de uma estratégia de atuação governamental mais ampla e que permita delimitar o que fazer
e que metas devem ser alcançadas é condição necessária para a elaboração da lei de meios. No que diz
respeito a orçamento público, julgue o item que se segue, de acordo com o que dispõe a CF.

29. (CESPE/ABIN/Oficial Téc-Cargo1/2010) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve


compreender as metas fiscais e prioridades da administração pública federal e dispor sobre as alterações na
legislação tributária.

Com base na Lei Complementar n.º 101/2000 — Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) —, julgue o
próximo item.

30. (CESPE/FNDE/Cargo2/2012) Compete à Lei Orçamentária Anual (LOA) regulamentar o equilíbrio


entre receitas e despesas.

31. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) De acordo com a CF, a LDO deve dispor, entre outros
aspectos, sobre o equilíbrio entre receitas e despesas do governo.

32. (CESPE/AGU/Adv./2012) A lei de diretrizes orçamentárias destina-se, entre outros objetivos, a


orientar a elaboração da lei orçamentária anual, nada dispondo, todavia, a respeito do equilíbrio entre
receitas e despesas.

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33. (CESPE/TRE-RJ/Analista Jud./Contab./2012) O equilíbrio entre receitas e despesas é um dos
assuntos que deve dispor a lei de diretrizes orçamentárias.

34. (CESPE/TCDF/Téc.Adm./2014) Os objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial, bem


como os parâmetros e as projeções macroeconômicos, devem ser demonstrados em anexo específico da
lei de diretrizes orçamentárias, ao passo que as metas anuais relativas a receitas, despesas e resultados
nominal e primário devem ser definidas no anexo de metas fiscais.

35. CESPE/TCE-SC/AFCE-Contabilidade/2016 Cabe à lei de diretrizes orçamentárias definir limites e


condições para a expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado.

36. (CESPE/DPU/Economista/2016) Passivos contingentes são despesas que envolvem certo grau de
incerteza quanto a sua efetiva ocorrência. Nesse sentido, a LDO contém o anexo de riscos fiscais, no
qual são avaliados os passivos contingentes e outros riscos fiscais.

37. (CESPE/TCE-PE/Cargo4/2017) A lei de diretrizes orçamentárias deve prever medidas a serem


tomadas nos casos de passivos contingentes capazes de afetar as contas públicas, caso se
materializem.

(CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) De acordo com a Lei Complementar n.º 101/2000 (Lei


de Responsabilidade Fiscal – LRF), julgue o item a seguir.

38. Se, na elaboração da lei de diretrizes orçamentárias, forem constatados fatores que possam afetar
o equilíbrio das finanças públicas, a administração pública deverá incluir não somente as informações
acerca desses possíveis fatores, mas também as medidas que serão adotadas caso as previsões se
concretizem.

39. (CESPE/TRT-7ªR/Analista Jud. – Adm./2017) Em determinado ano, devido à frustração de


receitas públicas anteriormente estimadas e à dificuldade de se aprovarem no Congresso Nacional
medidas consideradas na elaboração das leis orçamentárias e que permitiriam a redução de uma série
de despesas, o governo federal verificou que não conseguiria cumprir a meta de resultado primário
anteriormente estabelecida.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correspondente ao diploma legal que o
governo deve propor alterar para afastar a caracterização de descumprimento da referida meta.
a) LOA
b) LRF
c) LDO
d) PPA

(CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) De acordo com a Lei Complementar n.º 101/2000 (Lei


de Responsabilidade Fiscal – LRF), julgue o item a seguir.

40. A LRF incentiva a realização de audiências públicas com o objetivo de fomentar a participação
popular na elaboração do orçamento anual, mas, em razão dos aspectos técnicos envolvidos, no
desenvolvimento da lei de diretrizes orçamentárias, essa participação não é incentivada.

41. (CESPE/DPU/Contador/2016) Os limites de gastos com pessoal para a DPU são definidos na lei de
diretrizes orçamentárias (LDO).

Gabarito
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
C C E E C C C C C E C E C E E E E C E C E
22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41
C E E C C C C E E E E C C C C C C "c" E C

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3.3 - LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA: plano operacional, vig. de 1 ano (curto prazo)

A Lei Orçamentária Anual compreende a realização operacional das ações a serem executadas no
curto prazo (1 ano = exercício financeiro = ano civil), mediante a arrecadação de receitas e a realização de
despesas. A LOA viabiliza as diretrizes, os objetivos e as metas programadas no PPA, concretizando-os
em consonância com as diretrizes estabelecidas na LDO.

A LOA é de iniciativa do chefe do Poder Executivo e seu conteúdo pode ser resumido à previsão
da receita e a fixação da despesa (princípio da exclusividade – a ser estudado no capitulo sobre princípios).
Em atendimento ao disposto do art. 165, § 5º da CF/88, a LOA compreenderá o:
 Orçamento Fiscal
 Orçamento de Investimento
 Orçamento da Seguridade Social
Refere-se aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
ORÇAMENTO FISCAL Administração Direta e Indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo
Poder Público.
ORÇAMENTO DE Trata-se do orçamento de investimento das empresas, em que a União, direta
INVESTIMENTO ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.
ORÇAMENTO DA Abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da Administração Direta
ou Indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo
SEGURIDADE SOCIAL Poder Público. O orçamento da Seguridade Social é um gênero composto de
(P.A.S) três espécies: Previdência Social, Assistência Social e Saúde.

Conforme art. 165, § 7º da CF/88, os orçamentos Fiscal e de Investimento têm entre suas funções
a de reduzir as desigualdades inter-regionais, segundo o critério populacional. Cuidado! O
orçamento da Seguridade Social não tem essa função e a banca vai tentar induzi-lo ao erro por
conta da expressão “social”. Não caia nessa.

Como já mencionado, a iniciativa para a elaboração da LOA é exclusiva do chefe do Poder


Executivo, embora o envio seja competência privativa, nos termos do art. 84, inc. XXIII, c/c art. 165, inc.
I da CF/88:
“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as
propostas de orçamento previstos nesta Constituição;”
“Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.”

O chefe do Poder Executivo encaminhará o Projeto de LOA ao Poder Legislativo (Congresso


Nacional) até 31/agosto, sendo este devolvido até 22/dezembro pelo Legislativo. O art. 35, do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, em seu inciso III assim descreve:

―o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento
do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa‖.
De forma esquematizada, temos:

Chefe do Poder
Executivo Envio até 31/ago do PLOA Poder Legislativo
(Presidente da República) [art. 84, XXIII, CF/88] Congresso Nacional
(CMO)

Sanção e Publicação Devolução do PLOA até “22/Dez”


(Art. 66, CF/1988) [art. 35, §2º, inc. III, ADCT]

LOA (hoje, Lei nº 13.587/2018_Publicada no DOU de 3.1.2018)

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Vigência: 1 ano, coincidente com o ano civil (ano civil = exercício financeiro), ou seja, de 1º/jan. a 31/dez.
Proposição: uma vez por ano. Proposta no ano vigente, para entrar em vigor no ano seguinte.

1. (CESPE/ANTT/Administração/2013) Em virtude de peculiaridades específicas do processo


orçamentário, tais como a dinâmica do investimento público, o orçamento possui, no Brasil, um período
de vigência diferente do ano civil, conhecido como período de vigência orçamentária.

Esquematizando:

______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________

2. (CESPE/TCE-PA/ACE-Estatística/2016) A LOA é composta integralmente por dois orçamentos: o


fiscal e o da seguridade social.

3. (CESPE/TRE-PE/Analista Jud.-Adm./2017) O orçamento anual deve incorporar os orçamentos fiscal,


de investimentos, da seguridade social e das empresas nas quais o poder público tenha participação.

4. (CESPE/TRT-8ª/Analista Judiciário/2016) A lei orçamentária anual é composta pelos orçamentos


fiscal, de investimento das empresas estatais e da seguridade social.

5. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) De acordo com a CF, a lei orçamentária anual compreende o


orçamento fiscal, o orçamento de investimento e o orçamento-programa.

6. (CESPE/FNDE/Cargo1/2012) Conforme determinações constantes na CF, a LOA deve compor-se de


três orçamentos: fiscal, monetário e de investimento das empresas estatais.

7. (CESPE/DPU/Ag. Adm./2016) Acerca do ciclo orçamentário, julgue o item a seguir, considerando que
as siglas PPA, LDO e LOA, sempre que usadas, correspondem, respectivamente, ao plano plurianual, à lei
de diretrizes orçamentárias e à lei orçamentária anual.
A LDO compreende o orçamento fiscal, o orçamento da seguridade social e o orçamento de
investimentos das empresas com capital inicial pertencente à União.

8. (CESPE/TRT-8ª/Analista Adm./2016) Conforme dispositivo legal, a LOA compreende o orçamento


de investimento das estatais, limitado às empresas em que a União detenha, de forma direta, a maioria do
capital social.

9. (CESPE/TRE-MS /Analista Adm./2013) A disposição dos três orçamentos que constituem a lei
orçamentária anual – fiscal, seguridade social e orçamento de investimento das empresas – é, da mesma
forma, estabelecida nas leis de diretrizes orçamentárias.

10. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) É desnecessária a inclusão do orçamento de


investimentos de uma empresa binacional na LOA da União caso o Brasil detenha apenas 50% do capital
social da empresa com direito a voto.

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11. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) O orçamento de investimentos de empresas em que o Estado não
detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto integrará a Lei
Orçamentária Anual.

Obs1:

12. (CESPE/TCE-PE/ACE/2017) Considerando as disposições constitucionais e as normas gerais


relativas ao direito financeiro, bem como os princípios orçamentários, julgue o item a seguir.
Integram o orçamento fiscal, previsto na lei orçamentária anual, os fundos de incentivos fiscais e o
orçamento das empresas públicas independentes.

13. (ESAF/CGU/AFC/2008) As empresas sob controle direto da União, que recebam no exercício
financeiro recursos do Tesouro a título de aumento de participação acionária, deverão integrar os
orçamentos Fiscal e da Seguridade Social.

14. (ESAF/CGU/AFC/2008) Todas as empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a


maioria do capital social com direito a voto integram o orçamento de investimento das estatais, exceto
aquelas enquadradas no conceito de empresa estatal dependente na forma da Lei de Responsabilidade
Fiscal.

15. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) As empresas estatais que não recebem recursos financeiros


da União para o pagamento de despesas com pessoal ou de custeio devem constar do orçamento fiscal.

16. (CESPE/MPU/Cargo1/2015) As empresas públicas que recebem da União recursos financeiros para
pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral estão obrigatoriamente incluídas no
orçamento fiscal.

17. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) As despesas das empresas estatais dependentes incluem-se


no orçamento de investimento.

18. (CESPE/MDIC/Ag. Adm./2014) De acordo com a lei orçamentária anual, os orçamentos das
empresas estatais dependentes e independentes constam do orçamento de investimento.

19. (CESPE/TCE-SC/AFCE-Contabilidade/2016) Empresa estatal que receba do seu ente controlador


recursos financeiros para pagamento de custeio em geral será considerada, para efeitos de responsabilidade
fiscal, empresa estatal dependente.

Obs2:

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20. (CESPE/TCE-PR/Auditor/2016) A única função do orçamento de investimentos da União é fixar as


receitas e as despesas das empresas em que este ente central detenha, direta ou indiretamente, a maioria do
capital social com direito a voto.

21. (CESPE/TCE-PE/ACE/2017) Além de apresentar harmonia com o plano plurianual e estar voltado
para a redução de desigualdades entre as diversas regiões brasileiras, o orçamento federal de investimento
deve conter as previsões de receitas e despesas de todas as empresas nas quais a União detenha
participação societária.

22. (CESPE/INPI/Analista-Gestão Financ./2013) Entre as funções da lei orçamentária anual (LOA)


consta a redução das desigualdades regionais, segundo critério populacional.

23. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) As funções do orçamento da seguridade social incluem a de reduzir


desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.

24. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) O orçamento da seguridade social destina-se, entre outras


metas, a reduzir desigualdades inter-regionais, de acordo com o critério populacional.

25. (CESPE/BASA/Cargo5/2012) Uma das funções do orçamento da seguridade social, que deverá estar
compatível com o plano plurianual, é reduzir as desigualdades inter-regionais, com base no critério
populacional.

26. (FUNIVERSA/SEAP/ACI/CARGO101/2014) O orçamento da seguridade social, compatibilizado


com o Plano Plurianual, terá entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério
populacional.

27. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Constitui função do orçamento fiscal e do orçamento de


investimentos a redução de desigualdades inter-regionais, segundo critérios de renda, de população e de
território.

28. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) O orçamento fiscal e o orçamento de investimento das


empresas estatais têm como função, entre outras, a de redução de desigualdades inter-regionais,
observados, obrigatoriamente, o critério populacional e o do inverso da renda per capita.

29. (CESPE/BASA/Cargo1/2012) O orçamento fiscal e o de investimento das empresas estatais,


compatíveis com o plano plurianual, têm, entre outras funções, a de reduzir as desigualdades inter-
regionais, segundo critério populacional.

Obs3:
Na União, os prazos para envio e devolução do PLOA são os mesmos do Proj. PPA, porém observados
anualmente [art. 35, §2º, ADCT]

Obs4:
Os Estados, DF e Municípios podem adotar prazos distintos dos da União, no processo de tramitação de
suas leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA), conforme disposto em suas constituições estaduais e leis
orgânicas.

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Obs5:
[art. 32, lei 4.320/64 c/c art. 85, caput, inc. VI da CF]

Resposta:_____

30. (CESPE/MDIC/Analista Téc. Adm./2014) Se o Poder Executivo não apresentar o projeto de lei de
diretrizes orçamentárias no prazo estabelecido pela legislação pertinente, será vedado ao Poder Legislativo
ou a qualquer de seus membros a elaboração e apresentação de projeto de lei que trate desse assunto.

31. (CESPE/FNDE/Cargo2/2012) A Lei de Orçamento vigente para determinado exercício poderá ser
tomada, pelo Poder Legislativo, como proposta para o exercício subsequente.

32. (CESPE/ABIN/Oficial-Cargo1/2010) O Poder Executivo deve encaminhar ao Poder Legislativo, até


31 de agosto de cada ano, o projeto de lei orçamentária para o exercício financeiro seguinte e, nos termos
da Lei n.º 4.320/1964, caso o Poder Executivo não cumpra o prazo fixado, o Poder Legislativo
considerará, como proposta, a lei orçamentária em vigor.

33. (CESPE/Ass. Leg.-ES/Analista/2011) Se o Poder Executivo não apresentar a proposta orçamentária


no prazo legal, a prerrogativa de iniciativa legal é transferida ao Poder Legislativo.

Obs6:
Na União, se o C.N não devolver o PLDO até 17/julho aprovado para sanção presidencial, a sessão
legislativa não será interrompida [art. 57, §2º da CF]. Se o C.N não devolver os projetos de Lei do PPA e
LOA até o término da sessão legislativa (até 22/dez) entra normalmente de recesso. Ler também art. 57,
§6º, inc. II e §8º da C.F.

Cuidado! Essa regra pode ser diferente em outros entes da federação. Por exemplo, no DF, a Câmara
Legislativa não entre de recesso, caso não aprove o PLDO no prazo (situação semelhante a da União), mas
também não entra de recesso no término da sessão legislativa, caso não devolva os projetos de Lei do PPA
e LOA no prazo (situação diferente da União).

34. (CESPE/MPU/Analista Admin./2010) De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Congresso


Nacional pode entrar em recesso sem que tenha sido aprovado o projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

35. (CESPE/CAPES/Geral/2012) A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto
de lei de diretrizes orçamentárias.

36. (CESPE/CAPES/Contador/2012) O Congresso Nacional só poderá entrar em recesso após a


aprovação da lei de diretrizes orçamentárias, ao final de cada exercício financeiro.

37. (CESPE/Câm. Dep./Téc. Legis./2012) A lei de diretrizes orçamentárias (LDO) deve ser votada em
sessão legislativa extraordinária.

anderson_afo M Anderson Ferreira 44


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Obs7:

38. (CESPE/TCU/ACE/2004) Considere a seguinte situação hipotética.


Encerrou-se o exercício financeiro sem que o projeto de lei orçamentária tenha sido votado pelo Poder
Legislativo. Nessa situação, até o momento em que entre em vigor a lei orçamentária do novo exercício,
deverá ser tomada como base para a realização das despesas a lei orçamentária do exercício recém-
encerrado.

39. (CESPE/TRE-ES/Analista Adm-Cargo12/2011) Tradicionalmente, a LDO tem autorizado a


realização de determinadas despesas constantes da proposta orçamentária para o exercício subsequente
quando o respectivo projeto não foi sancionado pelo presidente da República até 31 de dezembro. Entre
essas despesas —, e é o caso para 2011 —, inclui-se a realização de eleições pela justiça eleitoral.

40. (CESPE/TCE-ES/ACE/2012) Se a lei orçamentária anual não for aprovada até o final do exercício
anterior ao da sua vigência, o Poder Executivo estará autorizado a executar as dotações constantes da
proposta apresentada ao Poder Legislativo, até o limite de um doze avos por mês.

Obs8:

Conclusão: falta regulamentação do art. 165, § 9º da CF, que cita a necessidade de uma Lei
Complementar para dispor sobre normas gerais das finanças públicas. Veja a redação do dispositivo:

―§9º Cabe à lei complementar:


I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei
de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a
instituição e funcionamento de fundos.
III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando houver
impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de caráter obrigatório, para
a realização do disposto no § 11 do art. 166. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 86, de 2015)”

anderson_afo M Anderson Ferreira 45


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A Constituição reservou à lei complementar o tratamento sobre as matérias referidas, mas, até
hoje, o Congresso não aprovou essa lei, embora já exista o seu projeto (PLC nº 135/96).

As matérias discriminadas no inciso anterior encontram-se, em parte, na Lei 4.320/64, como é o


caso do conceito de ―exercício financeiro‖, no art. 34, e ―elaboração e organização da lei orçamentária
anual‖, em vários dispositivos. Porém, enquanto não for aprovado o PLC 135/96, a Lei nº 4.320/64 vem
preenchendo a lacuna do art. 165, §9º da CF de forma parcial, pois em 1964 não existiam o PPA e a LDO.
Logo, a Lei 4.320/64 nada dispõe sobre as normas e prazos para a elaboração do PPA e LDO.

Embora aprovada formalmente como lei ordinária, a 4.320/64 foi recepcionada pela CF/88 como
lei complementar material, para tratar de matéria de lei complementar, nos termos do art. 165, § 9º da CF.

Por enquanto, não havendo a lei relativa ao disposto no art. 165, § 9º, são seguidas regras
transitórias sobre prazos das leis de matéria orçamentária. Essas regras estão no art. 35, § 2º, do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da CF/88:

“ADCT, Art. 35, § 2º - Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão
obedecidas as seguintes normas:
I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial
subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido
para sanção até o encerramento da sessão legislativa;
II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do
exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa;
III - o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício
financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.”

41. (CESPE/ABIN/Oficial-Cargo1/2010) Os prazos para que o Poder Executivo encaminhe os projetos


de lei do Plano Plurianual, de LDO e de LOA ao Poder Legislativo e para que este os devolva para sanção
estão definidos em lei complementar.

42. (CESPE/TCU/ACE/2004) O prazo de vigência do plano plurianual e o de apresentação e aprovação


dos projetos do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual da União
estão definidos no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e deverão ser definitivamente
disciplinados em lei complementar.

43. (CESPE/STJ/Analista/2008) Dependerá de lei complementar a regulamentação do PPA, da LDO e


do orçamento anual, no tocante a exercício financeiro, vigência, prazos, elaboração e organização. A
referida lei deverá estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta
e condições para instituição e funcionamento dos fundos. Enquanto isso, na esfera federal, os prazos para
o ciclo orçamentário estão estabelecidos no ADCT.

44. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) De acordo com a legislação vigente, é objeto da LDO instituir normas
de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como estabelecer condições para
a instauração e o funcionamento de fundos.

45. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) A lei orçamentária anual (LOA), dispõe sobre o exercício


financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual da lei de diretrizes
orçamentárias e da proibição para abertura de créditos extraordinários.

46. (FUNIVERSA/SEAP/ACI/CARGO102/2014) Foi recentemente promulgada a lei complementar


que dispõe sobre a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do Plano Plurianual (PPA), da Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), razão pela qual deixaram de ser
aplicáveis as respectivas disposições do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).

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Gabarito
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23
E E E C E E E E C C E E E C E C E E C E E E E

24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46
E E E E E C C C C E E C E E E C E E C C E E E

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4 – CICLO ORÇAMENTÁRIO

O ciclo orçamentário pode ser conceituado como um processo contínuo, flexível e dinâmico para a
elaboração, aprovação, execução, controle e avaliação dos instrumentos de planejamento orçamentário:
PPA, LDO e LOA.

Para James Giacomoni, assim como para a maioria dos autores, o ciclo orçamentário é dividido em
4 etapas: elaboração(1), autorização(2), execução(3) e controle/avaliação(4).

A Secretaria de Orçamento Federal - SOF, no glossário de seu site oficial, conceitua o ciclo
orçamentário como sendo a:
“sequência de fases ou etapas que devem ser cumpridas, como parte do processo orçamentário. A maioria
dos autores adota como fases do ciclo orçamentário as seguintes: elaboração(1), apreciação legislativa(2),
execução(3) e acompanhamento(3), controle(4) e avaliação(4).”

A Secretaria do Tesouro Nacional – STN, no glossário do seu site oficial, traz dois conceitos para
o ciclo orçamentário:
“1- Período compreendido entre a elaboração da proposta orçamentária e o encerramento do orçamento; 2 -
Período de tempo necessário para que o orçamento esgote suas quatro fases: elaboração,
aprovação, execução e controle.”

Dessa forma, tanto a SOF quanto a STN entendem que o ciclo orçamentário compreende 4 fases.

Como as bancas FCC e FGV já cobraram o conceito de ciclo orçamentário?

1. (FCC/METRÔ-SP/Economista/2014) O Ciclo Orçamentário é o período necessário para que o


Orçamento Público percorra suas quatro fases: elaboração, aprovação, execução e controle.

2. (FCC/SEFAZ-PI/ATE/2015) O orçamento é uma das principais peças de planejamento de políticas


públicas. A sequência das etapas para a elaboração e execução do orçamento é denominada
a) técnica orçamentária.
b) contabilidade orçamentária.
c) ciclo orçamentário.
d) desenvolvimento orçamentário.
e) orçamento programa.

3. (FGV/IBGE/Analista-Planejamento e Gestão/2016) Considere o diagrama apresentado a seguir, que


se refere às principais etapas do Ciclo Orçamentário:

No ciclo orçamentário, a competência para a aprovação da proposta orçamentária é:


a) delegada ao Poder Legislativo;
b) compartilhada entre os poderes;
c) exclusiva do Poder Executivo;
d) exclusiva do Poder Legislativo;
e) reservada ao chefe do Poder Executivo.

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4. (FGV/IBGE/Analista-Planejamento e Gestão/2016) No ciclo orçamentário, a etapa de avaliação e


controle do orçamento:

a) cabe exclusivamente ao Poder Legislativo;


b) compete aos tribunais de contas;
c) ocorre sempre após o encerramento do exercício financeiro;
d) ocorre de forma concomitante à execução do orçamento;
e) ocorre apenas no âmbito de cada Poder.

... e o CESPE ?

5. (CESPE/DPU/Economista/2016) O ciclo orçamentário pode ser definido como um rito legalmente


estabelecido, com etapas que se repetem periodicamente e que envolvem elaboração, discussão, votação,
controle e avaliação do orçamento.

6. (CESPE/SEDF/Administração/2017) O ciclo orçamentário é um processo contínuo, dinâmico e


flexível, em que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público.

Gabarito: 1-C; 2-―C‖; 3-―D‖; 4-―D‖; 5-C; 6-C.

Porém, em uma prova do CESPE (STF/2013), a banca cobrou pela primeira vez a visão ampliada
do ciclo orçamentário, que compreende 8 fases. Segundo Sanches, retirado de ―SANCHES, Osvaldo
Maldonado: O ciclo orçamentário: uma reavaliação à luz da Constituição de 1988: Revista de
Administração Pública, Rio de Janeiro: FGV, v. 27, n.4, pp. 54-76, out./dez. 1993‖, o ciclo orçamentário
ampliado compreende as seguintes fases:

1ª) Formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo;


2ª) apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo;
3ª) proposição de metas e prioridades para a administração e da política de alocação de recursos
pelo Executivo;
4ª) apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo;
5ª) elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo;
6ª) apreciação, adequação e autorização legislativa;
7ª) execução dos orçamentos aprovados;
8ª) avaliação da execução e julgamento das contas.

Assim, a banca examinadora pode cobrar questões sobre o ciclo orçamentário na visão clássica de
4 (quatro) fases ou na visão ampliada de 8 fases. Deve-se ficar atento ao comando da questão.

Não confundir o conceito de “ciclo orçamentário” com o de “exercício financeiro”.


O exercício financeiro é o período de tempo equivalente ao ano civil, ou seja, de 1º de
janeiro a 31 de dezembro (art. 34, da Lei nº 4.320/64), que corresponde ao tempo de
vigência da LOA. Logo, o ciclo orçamentário compreenderá mais de um exercício
financeiro.

1. (CESPE/TRE-MS/Analista Jud.-Adm./2013) O exercício financeiro, no Brasil, não coincide com o ano


civil: os orçamentos anuais são executados no período de 1º de fevereiro a 31 de dezembro de cada ano.

2. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) A legislação brasileira permite que o exercício financeiro


dos órgãos públicos não se inicie no primeiro dia de janeiro, desde que o período total do exercício
corresponda a doze meses.

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3. (CESPE/TELEBRAS/Analista-Cargo6/2013) As etapas do processo orçamentário incluem a fixação
das metas de resultado fiscal, a estimativa da receita, o cálculo da necessidade de financiamento do
governo central e a fixação dos valores para despesas obrigatórias.

4. (CESPE/ANP/Analista-Perfil4/2013) O processo orçamentário, com duração de um exercício


financeiro, evidencia as etapas de elaboração, discussão e aprovação da Lei Orçamentária Anual.

5. (CESPE/MCT/Analista/2008) O ciclo orçamentário está restrito ao exercício financeiro, ou seja, do


período de 1.º de janeiro a 31 de dezembro de cada ano.

O ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que se processam as atividades típicas do


orçamento público, desde sua concepção até a apreciação final. Com relação ao processo do ciclo
orçamentário, julgue o item a seguir.

6. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) No Brasil, o ciclo orçamentário se divide em duas etapas: a


elaboração/planejamento da proposta orçamentária e a execução orçamentária/financeira.

7. (CESPE/UNIPAMPA/ADM./2013) O ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que


se processam as atividades típicas do orçamento público, desde sua concepção até a apreciação final.

8. (CESPE/MDIC/Ag. Adm./2014) A duração do ciclo orçamentário é superior a um exercício


financeiro, ou seja, o ciclo orçamentário não coincide com o ano civil.

9. (CESPE/STF/Analista Adm./2013) Nos termos da CF, o ciclo orçamentário desdobra-se em oito


fases, cada uma com ritmo próprio, finalidade distinta e periodicidade definida.

10. (CESPE/DEPEN/Cargo7/2015) O ciclo orçamentário inicia-se com a formulação do planejamento


plurianual pelo Poder Executivo e encerra-se com a avaliação da execução e do julgamento das contas.

11. (CESPE/DPF/Ag. Adm./2014) No Brasil, o ciclo orçamentário é definido como processo contínuo,
dinâmico e flexível, em que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público.

12. (ESAF/MPOG/Analista de Planejamento e Orçamento/2010) O ciclo orçamentário no Brasil é um


processo contínuo, dinâmico e flexível para a elaboração, aprovação, execução, controle e avaliação dos
programas do setor público.

13. (CESPE/TRE-BA/Analista Jud.-Adm./2017) O ciclo orçamentário é o período de tempo em que se


processam as atividades típicas do orçamento público. Em sua concepção ampliada — adotada pela
Constituição Federal de 1988 —, tal ciclo desdobra-se em oito fases. Uma dessas fases corresponde à
elaboração da proposta de orçamento pelo Poder Executivo e a sua submissão ao Poder Legislativo. Essa
fase ocorre

a) juntamente com a proposição de metas e prioridades para a administração pelo Poder Executivo.
b) logo após a aprovação pelo Poder Legislativo da política de alocação de recursos proposta pelo Poder
Executivo.
c) logo após a apreciação e a adequação da lei de diretrizes orçamentárias pelo Poder Legislativo.
d) imediatamente antes da execução do orçamento pelo Poder Executivo.
e) imediatamente após a apreciação e a aprovação do plano plurianual pelo Poder Legislativo.

1 – No Brasil, o exercício financeiro coincide com o ano civil, nos termos do art. 34 da Lei 4.320/64.
Questão errada.

2 - O exercício financeiro começa em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro, coincidindo com o ano


civil, conforme art. 34 da Lei 4.320/64. Questão errada.

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3 – De fato o ciclo orçamentário compreende a fixação das metas de resultado fiscal (art. 4º da LRF, no
anexo de metas fiscais da LDO), a estimativa da receita (art. 12 da LRF), o cálculo da necessidade de
financiamento do governo central (quando a LOA, excepcionalmente, autoriza operações de crédito, art.
165, § 8º da CF/88) e a fixação dos valores para despesas obrigatórias (art. 17 da LRF). Portanto, item
correto.

4 - O processo orçamentário (ou ciclo orçamentário) não tem duração restrita a um exercício financeiro,
pois compreende etapas que levam um tempo superior a um único exercício financeiro. Questão errada.

5 – O ciclo orçamentário não se restringe a um exercício financeiro. Questão errada.

6 – O ciclo orçamentário se divide em no mínimo 4 etapas ou fases: elaboração (ou planejamento),


aprovação (ou autorização), execução (ou vigência) e controle/avaliação (ou fiscalização). Por restringir a
divisão do ciclo a apenas 2 etapas o item fica errado.

7 – As atividades típicas do orçamento público podem ser divididas em: elaboração, aprovação, execução e
controle/avaliação. Logo, o ciclo orçamentário compreende atividades desde a concepção (elaboração) até
a apreciação final (avaliação) do orçamento. Questão correta.

8 – Por compreender as atividades típicas do orçamento público, o ciclo orçamentário é um período


contínuo, e por isso não coincide com o exercício financeiro. Questão correta.

9 - Segundo Sanches, o ciclo orçamentário ampliado compreende 8 fases: elaboração do PPA(1),


aprovação do PPA(2), elaboração da LDO(3), aprovação da LDO(4), elaboração da LOA(5), aprovação da
LOA(6), execução do PPA, LDO e LOA(7) e avaliação da execução desses instrumentos(8). O cespe
considerou o item correto, mesmo a questão fazendo referência a CF. Logo, o gabarito desse item é
questionável, pois nos termos da CF não há uma quantificação numérica das etapas do ciclo orçamentário.
10 – Item correto.

11e 12– De acordo com o MTO/2018, o ciclo orçamentário é desenvolvido como processo contínuo de
análise e decisão ao longo de todo o exercício. Questões corretas.

13 – Gabarito letra ―C‖, conforme a visão ampliada de SANCHES.

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4.1 – ELABORAÇÃO DO PLOA

A) DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL

Começo explicando que o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal não é o SIOP


(Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento. O SIOP é um sistema eletrônico, com login e senha
para uso. Já o Sistema de planejamento e de orçamento federal é uma estrutura sistêmica montada pelo
Poder Executivo para elaboração/execução das leis orçamentárias. Essa estrutura conta com a participação
de alguns agentes. Os principais agentes são:

Função na
AGENTES
Estrutura Sistêmica
 Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão – MP
Órgão Central - OC
[famoso ―MPOG‖]
 Secretaria de Orçamento Federal - SOF Órgão Específico – OE
 Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos – SEPLAN
Órgão Específico – OE
[antiga SPI]
 Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais –
Órgão Específico – OE
SEST [antigo DEST]
Unidades de planejamento e orçamento:
 da Advocacia-Geral da União
 da Casa Civil da P.R Órgãos Setoriais – OS
 da Vice-Presidência da P.R
 dos Ministérios
 Presidente da República – PR Chefe do P.E

1. (CESPE/TCE-PE/Cargo5/2017) O Poder Executivo é o único dos três poderes que dispõe de


órgãos setoriais do sistema de planejamento e de orçamento federal.

2. (CESPE/TRE-PI/Anal. Jud.-Adm./2016) Os órgãos específicos do sistema em questão são as unidades


de planejamento e de orçamento dos ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da
Casa Civil da Presidência da República.

3. (CESPE/TRE-PI/Anal. Jud.-Adm./2016) O órgão central do referido sistema é o Ministério da


Fazenda.

4. (CESPE/TRE-MS/Analista Jud.-Adm./2013) A elaboração do orçamento anual desenvolve-se no


âmbito do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal, cujo órgão central é o Ministério do
Desenvolvimento Social.

5. (CESPE/MS/Administrador/2013) Uma das finalidades do sistema de planejamento e de orçamento


federal, cujo órgão central é o Ministério da Fazenda, é formular planos nacionais, setoriais e regionais de
desenvolvimento.

A Lei nº 10.180 de 2001, nos arts. 2º ao 6º, define a finalidade do Sistema de Planejamento e de
Orçamento Federal:
Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:
I - formular o planejamento estratégico nacional;
II - formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social;
III - formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais;
IV - gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal;
V - promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando a
compatibilização de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e
municipal.

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Art. 3º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração,
acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e pesquisas
sócio-econômicas.
Art. 4º Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal:
I - o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como órgão central;
II - órgãos setoriais;
III - órgãos específicos.
§ 1º Os órgãos setoriais são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios, da Advocacia-Geral
da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.
§ 2º Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema, cuja
missão está voltada para as atividades de planejamento e orçamento.
§ 3º Os órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão
central do Sistema, sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem
integrados.
§ 4º As unidades de planejamento e orçamento das entidades vinculadas ou subordinadas aos Ministérios e
órgãos setoriais ficam sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e também, no
que couber, do respectivo órgão setorial.
§ 5º O órgão setorial da Casa Civil da Presidência da República tem como área de atuação todos os órgãos
integrantes da Presidência da República, ressalvados outros determinados em legislação específica.
Art. 5º Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes, as unidades responsáveis
pelos seus orçamentos ficam sujeitas à orientação normativa do órgão central do Sistema.
Art. 6º Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes e órgãos da
Administração Pública Federal, os órgãos integrantes do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal
e as unidades responsáveis pelo planejamento e orçamento dos demais Poderes realizarão o
acompanhamento e a avaliação dos planos e programas respectivos.

6. (CESPE/TCE-PA/ACE-Proc./2016) Entre as finalidades do sistema de planejamento e de orçamento


federal inclui-se a formulação do planejamento estratégico nacional. [art. 2ª, inc. I]

7. (CESPE/TRE-PI/Anal. Jud.-Adm./2016) O órgão setorial desse sistema na Casa Civil da Presidência


da República atua em todos os órgãos integrantes da presidência da República, ressalvados aqueles
determinados em legislação específica. [art. 4º, § 5º]

8. (CESPE/CADE/Analista-cargo1/2014) A unidade administrativa do Supremo Tribunal Federal


responsável pelo orçamento do referido órgão está sujeita à orientação normativa do Ministério do
Planejamento. [art. 5º]

9. (CESPE/TCU/Auditor/2013) A unidade responsável pelo orçamento do TCU está sujeita à orientação


normativa do MPOG. [art. 5º]

10. (CESPE/ICMbio/Analis.Adm./2014) O gerenciamento do processo orçamentário é papel exclusivo


da Secretaria de Orçamento Federal. [art. 2º, inc. IV]

B) DAS COMPETÊNCIAS DOS AGENTES

 Secretaria de Orçamento Federal – SOF

Segundo o MTO/2018, o trabalho desenvolvido pela SOF, no cumprimento de sua missão


institucional, tem sido norteado por um conjunto de competências descritas no art. 9o do Anexo I do
Decreto no 9.035, de 20 de abril de 2017, e amparado no art. 8o da Lei no 10.180, de 2001, assim
relacionadas:

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Art. 9º À Secretaria de Orçamento Federal compete:
I - coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração da lei de diretrizes orçamentárias e da
proposta orçamentária da União, compreendidos os orçamentos fiscal e da seguridade social;
II - estabelecer as normas necessárias à elaboração e à implementação dos orçamentos federais sob
sua responsabilidade;
III - acompanhar a execução orçamentária, sem prejuízo da competência atribuída a outros órgãos;
IV - realizar estudos e pesquisas concernentes ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento do
processo orçamentário federal;
V - orientar, coordenar e supervisionar tecnicamente os órgãos setoriais de orçamento;
VI - exercer a supervisão da Carreira de Analista de Planejamento e Orçamento, em articulação
com a Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos, observadas as diretrizes do Comitê de
Gestão das Carreiras do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão;
VII - estabelecer as classificações orçamentárias da receita e da despesa;
VIII - acompanhar e avaliar o andamento da despesa pública e de suas fontes de financiamento e
desenvolver e participar de estudos econômico-fiscais voltados ao aperfeiçoamento do processo de
alocação de recursos;
IX - acompanhar, avaliar e realizar estudos sobre as políticas públicas e a estrutura do gasto
público; e
X - acompanhar e propor, no âmbito de suas atribuições, normas reguladoras e disciplinadoras
relativas às políticas públicas em suas diferentes modalidades.

Essa missão pressupõe uma constante articulação com os agentes envolvidos na tarefa de
elaboração das propostas orçamentárias setoriais das diversas instâncias da Administração Pública Federal
e dos demais Poderes da União.

11. (CESPE/TRE-PI/Anal. Jud.-Adm./2016) Coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração tanto da


lei de diretrizes orçamentárias como da proposta orçamentária da União, incluindo o orçamento fiscal e o
da seguridade social, são competências dos órgãos setoriais do referido sistema. [inc. I]

12. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) No processo de elaboração da proposta orçamentária, a


Secretaria de Orçamento Federal coordena, consolida e supervisiona a elaboração da LDO e da proposta
orçamentária da União, compreendendo o orçamento fiscal e o orçamento da seguridade social. [inc. I]

13. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Compete à Secretaria de Orçamento Federal do Ministério


do Planejamento, Orçamento e Gestão coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração da proposta
orçamentária da União.

14. (CESPE/MP/ENAP/Cargo1/2015) Compete ao órgão setorial de planejamento e orçamento


estabelecer as classificações orçamentárias da receita e da despesa das unidades orçamentárias sob sua
jurisdição. [inc. VII]

Julgue o item seguinte, relativo à programação e à execução orçamentária e financeira.


15. (CESPE/TCE-PE/Cargo-4/2017) O acompanhamento da execução orçamentária federal é
competência privativa da Secretaria de Orçamento Federal. [inc. III]

16. (CESPE/Câm. dos Dep./Analista Legislativo/Téc. Patrim./2012) Compete integralmente à Secretaria


de Orçamento Federal (SOF) a elaboração dos orçamentos fiscal, da seguridade social e dos investimentos
das empresas estatais não dependentes.

17. (CESPE/MS/Administrador/2013) Nos casos em que a União, direta ou indiretamente, detiver a


maioria do capital social com direito a voto, a elaboração da proposta de investimento das estatais deverá
ser coordenada pelo Departamento de Coordenação das Empresas Estatais e compatibilizada com o plano
plurianual (PPA) e com as metas de resultados primários fixados.

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18. (CESPE/ANEL/Analista Adm./2010) A análise e o ajuste da proposta setorial são feitos pela Casa
Civil da Presidência da República, cujo produto é a proposta orçamentária dos órgãos setoriais, detalhada
no Sistema de Orçamento e Planejamento. [inc. II e V]

 Órgão Setorial – OS

O O.S. desempenha o papel de articulador no âmbito da sua estrutura, coordenando o processo


decisório no nível subsetorial (UO). Sua atuação no processo orçamentário envolve:
a. Estabelecimento de diretrizes setoriais para elaboração e alterações orçamentárias;
b. Definição e divulgação de instruções, normas e procedimentos a serem observados no âmbito do
órgão durante o processo de elaboração e alteração orçamentária;
c. Avaliação da adequação da estrutura programática e mapeamento das alterações necessárias;
d. Coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do
cadastro de programas e ações;
e. Fixação, de acordo com as prioridades setoriais, dos referenciais monetários para apresentação
das propostas orçamentárias e dos limites de movimentação e empenho e de pagamento de suas
respectivas UO;
f. Análise e validação das propostas e das alterações orçamentárias de suas UOs; e
g. Consolidação e formalização da proposta e das alterações orçamentárias do órgão.

19. (CESPE/TRE-PI/Anal. Jud.-Adm./2016) O órgão setorial é responsável pelo estabelecimento de


diretrizes para alteração orçamentária tanto no âmbito setorial quanto no âmbito subsetorial. [letra a]

20. (CESPE/ME/Contador/2008) O órgão setorial desempenha papel de articulador no processo de


elaboração do orçamento, atuando horizontalmente no processo decisório e integrando os produtos
gerados no nível setorial.

21. (CESPE/MPU/Cargo2-Finanças e Controle/2015) Os órgãos setoriais integram o Sistema de


Planejamento e Orçamento Federal e atuam verticalmente no processo decisório, integrando os produtos
gerados no nível subsetorial, coordenado pelas unidades. Esses órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação
normativa e à supervisão técnica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

22. (CESPE/TRE-PI/Anal. Jud.-Adm./2016) Compete a cada unidade orçamentária analisar e validar suas
próprias propostas e alterações orçamentárias. [letra f]

23. (CESPE/CD/Consultor Orçam./2014) A atuação do órgão setorial no processo orçamentário envolve


formalizar as alterações orçamentárias do órgão. [letra g]

24. (CESPE/MDIC/Analista Téc. Adm./2014) Entre os órgãos setoriais do sistema de planejamento


estão as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios e da Casa Civil da Presidência da
República e a Secretaria de Orçamento Federal.

 Unidade Orçamentária – UO

Segundo o MTO/2018, as UOs, embora não integrem o Sistema de Planejamento e Orçamento


previsto no caput do art. 4º da Lei nº 10.180, de 2001, ficam sujeitas à orientação normativa e à supervisão
técnica do MPOG e também, no que couber, do respectivo órgão setorial, e desempenham o papel de
coordenação do processo de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, integrando e
articulando o trabalho das suas unidades administrativas - UAs, tendo em vista a consistência da
programação de sua unidade. As UOs são responsáveis pela apresentação da programação orçamentária
detalhada da despesa por programa, ação e subtítulo. Sua atuação no processo orçamentário compreende:

a. Estabelecimento de diretrizes no âmbito da UO para elaboração da proposta e alterações


orçamentárias;
b. Estudos de adequação da estrutura programática;

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c. Formalização, ao órgão setorial, da proposta de alteração da estrutura programática sob a
responsabilidade de suas unidades administrativas;
d. Coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do
cadastro de ações orçamentárias;
e. Fixação dos referenciais monetários para apresentação das propostas orçamentárias e dos limites
de movimentação e empenho e de pagamento de suas respectivas unidades administrativas;
f. Análise e validação das propostas orçamentárias das unidades administrativas; e
g. Consolidação e formalização de sua proposta orçamentária.

25. (CESPE/ANCINE/Téc.Adm-Cargo1/2012) Incumbe à ANCINE, na qualidade de unidade


orçamentária, consolidar e formalizar proposta orçamentária em seu âmbito de atuação. [letra g]

26. (CESPE/IBAMA/Técnico Adm./2012) O IBAMA é uma das unidades orçamentárias do MMA.

C) DO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO

 Do processo de elaboração do Projeto de Lei Orçamentária – PLOA

A elaboração do PLOA se desenvolve no âmbito do Sistema de Planejamento e de Orçamento


Federal e envolve um conjunto articulado de tarefas complexas, compreendendo a participação dos órgãos
central, setoriais e das unidades orçamentárias do sistema, o que pressupõe a constante necessidade de
tomada de decisões nos seus vários níveis.
Segundo o MTO/2018, para nortear o desenvolvimento do seu processo de trabalho, a SOF toma
como base um conjunto de premissas, que compreende:
a) orçamento visto como instrumento de viabilização do planejamento do Governo;
b) ênfase na análise da finalidade do gasto da Administração Pública, transformando o orçamento
em instrumento efetivo de programação, de modo a possibilitar a implantação da avaliação das
ações;
c) acompanhamento das despesas que constituem obrigações constitucionais e legais da União, nos
termos do art. 9o, § 2o, da LRF;
d) ciclo orçamentário desenvolvido como processo contínuo de análise e decisão ao longo de todo o
exercício;
e) avaliação da execução orçamentária com o objetivo de subsidiar a elaboração da proposta
orçamentária, com base em relatórios gerenciais, conferindo racionalidade ao processo;
f) atualização das projeções de receita e de execução das despesas e de elaboração da proposta
orçamentária, com o intuito de se atingir as metas fiscais fixadas na LDO; e
g) elaboração do projeto e execução da LOA, realizadas de modo a evidenciar a transparência da
gestão fiscal, permitindo o amplo acesso da sociedade.

27. (CESPE/TCE-PA/ACE-Proc./2016) Além de executar a elaboração dos projetos de lei de diretrizes


orçamentárias e de lei orçamentária anual, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) — órgão responsável
pela coordenação do processo orçamentário — realiza atividades relativas ao cumprimento das metas
fiscais delineadas pelo governo federal. [letra ―f‖]

28. (CESPE/ANEL/Analista Adm./2010) O processo de elaboração do PLOA se desenvolve no âmbito


do Ministério da Fazenda e envolve um conjunto articulado de tarefas complexas, compreendendo a
participação dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, o que pressupõe a constante necessidade de
tomada de decisões nos seus vários níveis.

No que concerne especificamente à elaboração da proposta orçamentária para 2018, essa deverá
estar compatível com o PPA 2016-2019, com a LDO 2018 e os ditames da Emenda Constitucional nº 95 –
EC 95, de 15 de dezembro de 2016, que instituiu o Novo Regime Fiscal que vigorará por vinte exercícios
financeiros por meio da inclusão dos arts. 106 a 114 no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias -
ADCT.

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Para as propostas orçamentárias dos Poderes Legislativo e Judiciário, do MPU e da DPU,
o processo apresenta peculiaridades na LDO/2018 [Lei nº 13.473/2017]:
 O envio da proposta orçamentária desses órgãos à SOF se dará até 15 de agosto de 2017 [art.24, caput];
 O Poder Judiciário e o Ministério Público da União deverão encaminhar à Comissão Mista de
Orçamento – CMO do Congresso Nacional o parecer de mérito de suas propostas orçamentárias
elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público,
respectivamente, conforme estabelece [§ 1o do art. 24] e [art. 103-B e art. 130-A, CF/88];
 Observância dos limites orçamentários para a despesa primária, quando da elaboração de suas
respectivas propostas orçamentárias [art. 25].

29. (CESPE/TELEBRAS/Analista-Cargo6/2013) De acordo com a LDO da União de 2012, as propostas


orçamentárias dos órgãos do Poder Judiciário e do MPU deverão ser objeto de parecer do Conselho
Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.
30. (CESPE/TRT-10ª-R/Analista/2012-Prova Anulada) o prazo para envio da proposta orçamentária de
2013 pelo Poder Judiciário à Secretaria de Orçamento Federal encerrou-se em agosto de 2012.

Fonte: Manual Técnico de Orçamento da União – MTO/2018.

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31. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) A fase de elaboração inicia-se com a montagem da proposta


orçamentária pelo órgão central do sistema de orçamento.

32. (CESPE/ME/Contador/2008) A administração do processo de elaboração do projeto de lei


orçamentária por meio de cronograma gerencial e operacional, com etapas claramente especificadas e
produtos definidos e configurados, é desejável porque envolve a necessidade de articulação de tarefas
complexas e a participação de diferentes órgãos — central, setoriais e unidades orçamentária.

33. (CESPE/FNDE/Cargo2/2012) Compete à Secretaria de Orçamento e Finanças a definição das


estratégias do processo de elaboração da LOA.

34. (CESPE/MMA/Analista Ambiental/A.C.I/2011) O orçamento viabiliza a realização anual dos


programas, mediante a quantificação das metas e a alocação de recursos para as ações orçamentárias, tais
como projetos, atividades e operações especiais. A elaboração dos orçamentos da União é de
responsabilidade conjunta dos órgãos central e setoriais e das unidades orçamentárias.

35. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) Uma unidade orçamentária pode fazer parte do


orçamento ainda que não corresponda a órgão específico da administração direta, indireta ou fundacional.

36. (CESPE/ME/Contador/2008) Um órgão orçamentário ou unidade orçamentária pode,


eventualmente, não corresponder a uma estrutura administrativa, existindo tão somente para individualizar
determinado conjunto de despesa e atender à necessidade de clareza e transparência orçamentária. São
exemplos dessa situação os órgãos orçamentários Transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios,
Encargos Financeiros da União, Operações Oficiais de Crédito, Refinanciamento da Dívida Pública
Mobiliária Federal e Reserva de Contingência.

37. (CESPE/TCE-ES/Analista/Cargo5/2013) O Poder Legislativo e o sistema de controle interno de


cada poder e do Ministério Público devem fiscalizar o cumprimento das normas estabelecidas na Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF), com ênfase no que se refere à coordenação, consolidação, supervisão e
elaboração da LDO e da proposta orçamentária da União, em articulação com a Secretaria de
Planejamento e Investimentos Estratégicos.

38. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) Na técnica de elaboração do orçamento público, a orçamentação


diz respeito aos valores financeiros de custos e recursos disponíveis para a execução de projetos, os quais
devem conter a definição da quantidade de produto a ser ofertado à sociedade ao final de seu período de
execução.

39. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) No processo de elaboração do orçamento, seguindo o modelo


federal, o detalhamento da proposta setorial compreende momentos em que os agentes compartilham os
dados e as informações de cada etapa decisória, visando imprimir credibilidade ao planejamento.

40. (ESAF/MPOG/Analista de Planejamento e Orçamento/2010) Assinale a opção falsa a respeito do


ciclo orçamentário no Brasil.
a) É um processo integrado de planejamento das ações e compreende a elaboração do Plano Plurianual, da
Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual, bem como a execução e avaliação desses
instrumentos.
b) É o processo de elaboração da Lei Orçamentária Anual, que se inicia no envio da proposta de
orçamento ao Congresso Nacional e se encerra na sanção da lei.
c) Na elaboração dos instrumentos que compõem o ciclo orçamentário, o Congresso Nacional tem
competência para realizar modificações nas propostas a ele encaminhadas.
d) É um processo contínuo, dinâmico e flexível para a elaboração, aprovação, execução, controle e
avaliação dos programas do setor público.
e) A Comissão Mista de Orçamento tem papel importante nas etapas de elaboração e fiscalização.

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41. (Funiversa/SEAP/Cargo102/2014) Com relação aos aspectos técnicos de administração do orçamento
público e do sistema de planejamento no Brasil, assinale a alternativa correta.
a) Os órgãos setoriais e específicos de planejamento e orçamento estão sujeitos ao órgão central do
sistema, independentemente de sua vinculação administrativa.
b) O acompanhamento e a avaliação dos planos e programas previstos no PPA, na LDO e na LOA será
feito pelo sistema de administração financeira.
c) Os órgãos setoriais de planejamento e orçamento devem participar da definição dos limites para a
proposta setorial.
d) Cabe ao órgão central do sistema de planejamento e orçamento fazer a captação das propostas setoriais.
e) Depois de consolidadas e formalizadas as propostas orçamentárias setoriais, o projeto da LOA estará
pronto para o envio ao Poder Legislativo.

D) NOÇÕES SOBRE O SIOP e o ANTIGO SIDOR

O Sistema Integrado de Dados Orçamentários – SIDOR, desenvolvido pelo Serpro, era o sistema
responsável pela elaboração da proposta orçamentária do governo e o Projeto de Lei Orçamentária Anual
– PLOA. Atualmente, esse papel é exercido pelo Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento –
SIOP.

Com o objetivo de integrar os antigos sistemas utilizados na elaboração e acompanhamento do


Plano Plurianual e do Orçamento da União, a Secretaria de Orçamento Federal - SOF, em parceria com a
Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos – SEPLAN (antiga SPI) e com a Secretaria de
Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST (antigo DEST), todos vinculados ao Ministério
do Planejamento Desenvolvimento e Gestão - MP, desenvolveu e colocou em operação, desde o início de
maio de 2009, o novo Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP.

Com o SIOP, os órgãos setoriais e as unidades orçamentárias do Governo Federal passam a ter um
único sistema para alimentar o cadastro de programas e ações. Além disso, com o SIOP, os usuários
passam a ter maior agilidade e qualidade no processo de captação da Proposta Orçamentária onde foi
substituído o preenchimento de formulários, que até 2008, era feito manualmente. Fato que, muitas vezes,
gerava incompatibilidade nas informações. Outra vantagem do novo sistema é que ele permite ao usuário
o acesso via internet.

O novo sistema começou a operar para os setoriais no dia 7 de maio de 2009 e chegando a ter
cerca de 100 acessos simultâneos. Antigamente existiam duas fontes cadastrais para programas e ações: o
Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (SIGPLAN) que gerenciava o PPA, acessado via
internet, e o Sistema Integrado de Dados Orçamentários (SIDOR), cujo acesso do cadastro de ações é
exclusivo aos servidores do Ministério do Planejamento.

O processo de implantação do novo sistema SIOP é relativamente recente (2009-2010). Espera-se


nos próximos editais de concursos uma maior cobrança do SIOP em vez do SIDOR.

A implantação do SIOP unifica o Sistema de Informações Gerenciais de Planejamento (SIGPlan),


o Sistema Integrado de Dados Orçamentários (SIDOR) e o Sistema Integrado das Empresas Estatais
(SIEST). A unificação tem por objetivo:
 Buscar a melhoria operacional;
 A integração de processos; e
 A eliminação da duplicidade de informações, divulgando, tempestivamente, informações gerenciais
e estratégicas dos processos de planejamento e orçamento.

42. (CESPE/MDIC/Ag. Adm./2014) A proposta orçamentária do MDIC deve ser apresentada,


anualmente, à Secretaria de Orçamento Federal por intermédio do Sistema Integrado de Planejamento
Orçamentário.

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43. (CESPE/TCDF/Técnico/2014) Para a elaboração da proposta orçamentária no governo federal, os
órgãos setoriais e as unidades orçamentárias devem utilizar o Sistema Integrado de Planejamento e
Orçamento.

44. (CESPE/TCE-PR/Analista de Controle- Adm./2016) O SIOP pode ser utilizado para facilitar o
processo de elaboração tanto da lei de diretrizes orçamentárias como da lei orçamentária anual.

Gabarito
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22
C E E E E C C C C E E C C E E E C E E E C E

23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44
C E C C C E C C E C C C C C E C E* b a E C C

*Questão 39
O processo de detalhamento da proposta setorial, via SIOP, compreende as três etapas decisórias básicas,
denominadas ―momento‖: UO, órgão setorial e Órgão Central. Cada momento é tratado exclusivamente
pelos atores orçamentários responsáveis pela respectiva etapa decisória e não pode ser compartilhado, o
que confere privacidade e segurança aos dados. [fonte: MTO/2018]

4.2 – DISCUSSÃO, VOTAÇÃO e APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO (do PLOA)

O processo legislativo orçamentário de foro congressual resultou da necessidade de procedimentos


céleres e objetivos em razão da natureza singular das leis orçamentárias, que têm prazos já definidos no na
Constituição (art. 35, § 2º, do ADCT), e submeterem-se a um conjunto de restrições especiais no que
tange a seu emendamento e deliberação, conforme arts. 165 e 166 da Constituição, em especial no §7º do
art. 166.

Conforme vimos no ciclo da LOA, sua aprovação acontecerá no âmbito do poder legislativo.
Dessa forma, em se tratando da União, a autorização do PLOA será dada pelo Congresso Nacional.
Vamos então conhecer os ―personagens‖ envolvidos nesse processo:

Congresso Nacional - CN

O Congresso Nacional é composto de duas Casas: Câmara dos Deputados e Senado Federal. Cada
uma dessas Casas possui Comissões Parlamentares, Permanentes ou Temporárias, com funções legislativas
e fiscalizadoras, na forma definida na Constituição Federal e nos seus Regimentos Internos. No
cumprimento dessas duas funções básicas, de elaboração das leis e de acompanhamento das ações
administrativas, no âmbito do Poder Executivo, as Comissões promovem, também, debates e discussões
com a participação da sociedade em geral, sobre todos os temas ou assuntos de seu interesse.

São exemplos dessas comissões:


 CCJC - Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania;
 CDC - Comissão de Defesa do Consumidor;
 CDEIC - Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio;
 CDU - Comissão de Desenvolvimento Urbano;
 CEC - Comissão de Educação e Cultura;
 CMO - Comissão Mista de Orçamento; etc.

Como funciona?
Após o envio do PLOA ao CN pelo Presidente da República – PR, o PLOA é direcionado à
Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização – CMO. Essa comissão tem suas funções
regulamentadas na CF/88 e na Resolução do Congresso. Veja:

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Constituição Federal de 1988:

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento
anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma
do regimento comum.
§ 1º - Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Presidente da República;
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos
nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da
atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o
art. 58.
§ 2º - As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e
apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.
§ 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem
somente podem ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,
excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.
§ 4º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando
incompatíveis com o plano plurianual.
§ 5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor
modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão
mista, da parte cuja alteração é proposta.
§ 6º - Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual
serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º.
§ 7º - Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta
seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.
§ 8º - Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária
anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante
créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

Resolução nº 01/2006 do C.N:

Art. 1º Esta Resolução é parte integrante do Regimento Comum e dispõe sobre a tramitação das
matérias a que se refere o art. 166 da Constituição e sobre a Comissão Mista Permanente prevista
no § 1º do mesmo artigo, que passa a se denominar Comissão Mista de Planos, Orçamentos
Públicos e Fiscalização - CMO.

Da Competência
Art. 2º A CMO tem por competência emitir parecer e deliberar sobre:
I - projetos de lei relativos ao plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual e créditos
adicionais, assim como sobre as contas apresentadas nos termos do art. 56, caput e § 2º, da Lei
Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000;
II - planos e programas nacionais, regionais e setoriais, nos termos do art. 166, § 1º, II, da Constituição;
III - documentos pertinentes ao acompanhamento e fiscalização da execução orçamentária e financeira
e da gestão fiscal, nos termos dos arts. 70 a 72 e art. 166, § 1º, II, da Constituição, e da Lei Complementar
nº 101, de 2000, especialmente sobre:

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a) os relatórios de gestão fiscal, previstos no art. 54 da Lei Complementar nº 101, de 2000;
b) as informações encaminhadas pelo Tribunal de Contas da União relativas à fiscalização de obras e
serviços em que foram identificados indícios de irregularidades graves e relacionados em anexo à lei
orçamentária anual, nos termos da lei de diretrizes orçamentárias;
c) as demais informações encaminhadas pelo Tribunal de Contas da União ou por órgãos e entidades da
administração federal, por intermédio do Congresso Nacional;
d) os relatórios referentes aos atos de limitação de empenho e movimentação financeira, nos termos do
art. 9º da Lei Complementar nº 101, de 2000, e demais relatórios de avaliação e de acompanhamento da
execução orçamentária e financeira, nos termos da lei de diretrizes orçamentárias; e
e) as informações prestadas pelo Poder Executivo, ao Congresso Nacional, nos termos dos §§ 4º e 5º do
art. 9º da Lei Complementar nº 101, de 2000;
IV - demais atribuições constitucionais e legais.
§ 1º A CMO organizará a reunião conjunta de que trata o art. 9º, § 5º, da Lei Complementar nº 101, de
2000, em articulação com as demais Comissões Permanentes das Casas do Congresso Nacional.
§ 2º A CMO poderá, para fins de observância do disposto no art. 17 da Lei Complementar nº 101, de
2000, observados os Regimentos Internos de cada Casa, antes da votação nos respectivos plenários, ser
ouvida acerca da estimativa do custo e do impacto fiscal e orçamentário da aprovação de projetos de lei e
medidas provisórias em tramitação.

De forma esquematizada, temos:

Câmara dos
Esquema 1 Deputados
513Dep.
513
Congresso Nacional Composição
+
Senado Federal
Organizado em 10 Senadores
Comissões CMO (81 Senadores) 81Sen.
30 Deputados
=
594 Parlamentares

Esquema 2
SANÇÃO/Publicação LOA
Com ou sem Veto(s): art. 66, CF/88.

P.R. PLOA C.N. (594) CMO (40) ÁREAS TEMÁTICAS (16)

R D Recebe, analisa e dá parecer sobre as


$30, $45, 1º) Discussão 1º) Discussão
$20, $25, 2º) Votação 2º) Votação;(por EMENDAS parlamentares (alterações no PLOA original)
$10, $20, (maioria simples) partes)
$40, $10, 3º) Resultado:
Compatibilidade com o PPA e LDO;
3º) Resultado: Requisitos para
$100, $100,  ―Rejeição Total‖
 Aprovação e/ou aprovação Indicação dos recursos(FONTES)necessários.
ou
 Rejeição
 Aprovação, com
ou sem rejeição Emendas
parcial Aprovadas - Pessoal e seus
+ 1ª)Anulação de Despesa, salvo:
encargos;
Texto original FONTE - Serviço da
S 2ª)Reestimativa da Receita, por
Dívida;
erro ou omissão (art. 12, §1º, LRF). - Transferências
PLOA Após tais verificações: Tributárias
Aprovado Constitucionais p/
Substitutivo
EMENDA E, DF e M.
= PLOA
S

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Explicando passo a passo o esquema:

O Presidente da República (PR) encaminhará o PLOA ao Congresso Nacional (CN) até


31/agosto de cada ano, por mensagem presidencial. Ao receber o projeto, a mesa do CN o encaminha à
CMO, por se tratar de matéria orçamentária. Já nas ―mãos‖ da CMO, todos os parlamentares poderão
propor emendas ao projeto. Segundo o art. 48 da LRF, deve-se promover a realização de audiências
públicas com a sociedade para promover a participação popular e subsidiar os parlamentares
quanto à elaboração de suas emendas. As dezesseis áreas temáticas (ver art. 26, da Resolução nº
01/2006 do C.N) analisarão cada emenda, verificando se há compatibilidade com os outros instrumentos
(PPA e LDO) e, caso implique em aumento de despesa, de onde virão os recursos necessários (fontes)
para custear tais emendas.São duas as fontes:

1ª Fonte – Anulação de Despesa: refere-se à possibilidade de anular uma despesa para expansão
ou criação de despesa. Vale ressaltar que as despesas referentes à dotação de pessoal e seus
encargos, serviço da dívida e com as transferências tributárias constitucionais (aos Estados, DF e
Municípios) não serão alvo de anulação pelos parlamentares;

2ª Fonte – Erro ou Omissão da Receita: se o legislativo comprovar algum erro no cálculo ou


omissão de receita (quando da estimativa feita pelo executivo), poderá se apropriar da diferença e
indicar como fonte de recurso para proposição de emenda. São as chamadas ―Emendas de
Apropriação‖. Compete ao relator da receita, com o auxílio do Comitê de Avaliação da
Receita, avaliar a receita, na busca de erros ou omissões. Essa fonte tem respaldo legal no art. 166,
§ 3º, III, alínea ―a‖, da CF/88 e art. 12, § 1º, da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, que assim
dizem:

―§ 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o


modifiquem somente podem ser aprovadas caso:
(...)

III - sejam relacionadas:


a) com a correção de erros ou omissões
(...)‖
―§ 1º Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se
comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.‖

A interpretação isolada do art. 166, §3º, inciso II da C.F/88, pode levar a


conclusão precipitada de que só pode ser utilizada como fonte para a proposta de emenda
parlamentar aquela decorrente da anulação de despesa. Porém, com a edição da LRF (Lei
Complementar nº 101/2000) e da Resolução nº 01/2006 do Congresso Nacional, temos a
criação da Reserva de Recursos que é composta dos eventuais recursos provenientes da
reestimativa das receitas (2ª fonte). Essa reserva é utilizada como fonte para emendas.
Dessa forma, mesmo com a exposição “taxativa” do texto constitucional (“apenas”),
temos a conhecida “2ª fonte”, chamada no art. 39 da Resolução nº 01/2006-CN de
“Emendas de Apropriação”.

O projeto será dividido nas seguintes áreas temáticas, cujos relatórios ficarão a cargo dos
respectivos Relatores Setoriais:

anderson_afo M Anderson Ferreira 63


AFO + LRF _ Prof. Anderson Ferreira - PDF
ATUALMENTE (a partir da Resolução nº
ANTES:
3/2015-CN) :
I - Infra-Estrutura; I – Transporte;
II - Saúde; II – Saúde;
III - Integração Nacional e Meio Ambiente; III – Educação e Cultura;
IV - Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia
IV – Integração Nacional;
e Esporte;
V - Planejamento e Desenvolvimento V – Agricultura, Pesca e Desenvolvimento
Urbano; Agrário;
VI - Fazenda, Desenvolvimento e Turismo; VI – Desenvolvimento Urbano;
VII - Justiça e Defesa; VII – Turismo;
VIII - Poderes do Estado e Representação; VIII – Ciência e Tecnologia e Comunicações;
IX - Agricultura e Desenvolvimento Agrário; IX – Minas e Energia;
X- Trabalho, Previdência e Assistência
X – Esporte;
Social.
XI – Meio Ambiente;
XII – Fazenda e Planejamento;
XIII – Indústria, Comércio e Micro e Pequenas
Empresas;
XIV – Trabalho, Previdência e Assistência Social;
XV – Defesa e Justiça;
XVI – Presidência, Poder Legislativo, Poder
Judiciário, MPU, DPU e Relações Exteriores.

ALGUNS DETALHES SOBRE A CMO

Composição: a comissão é composta por 40 membros titulares, sendo 30 deputados e 10 senadores, com
igual número de suplentes (art. 5º Res. 01/2006-CN);
Acrescenta-se mais uma vaga destinada a cada uma das Casas do Congresso Nacional, para as bancadas
minoritárias, a depender do cálculo da proporcionalidade partidária (art. 10-A Regimento Comum);
É vedada a designação, para membros titulares ou suplentes, de parlamentares membros titulares ou
suplentes que integraram a comissão anterior (art. 7º, § 1º Res. 01/2006-CN);

Instalação: a instalação da CMO e a eleição da respectiva Mesa ocorrerão até a última terça-feira do mês
de março de cada ano, data em que se encerra o mandato dos membros da comissão anterior (art. 10, Res.
01/2006-CN);

Presidente: as funções de presidente e vice-presidentes serão exercidas, a cada ano, alternadamente por
senador e deputado titular na comissão, vedada a reeleição.

Reuniões: as reuniões ocorrem no Plenário nº 2 do Anexo II da Câmara dos Deputados. As reuniões


ordinárias ocorrem às terças-feiras às 14:30h e às quintas-feiras às 9:30h.

Comitês permanentes: constituídos por 5 a 10 membros (art. 18 Res. 01/06-CN)


- Comitê de avaliação, fiscalização e controle da execução orçamentária - CFIS
- Comitê de avaliação da receita - CAR
- Comitê de avaliação das informações sobre obras e serviços com indícios de irregularidades graves - COI
- Comitê de exame da admissibilidade de emendas - CAE

Colegiado de coordenadores das bancadas estaduais - CCBE: composto pelos coordenadores eleitos
de cada bancada estadual que integra o Congresso Nacional;

anderson_afo M Anderson Ferreira 64


AFO + LRF _ Prof. Anderson Ferreira - PDF
Colegiado de representantes das lideranças partidárias - CRLP: composto pelos partidos com assento
na comissão, por indicação dos líderes partidários. Não é necessário ser membro da CMO. Quando
convocado, reúne-se nos 30 minutos que antecedem as reuniões deliberativas da comissão;

APRESENTAÇÃO DE EMENDAS

A apresentação de emendas aos projetos que tramitam na CMO é realizado por meio de sistema
informatizado. A senha de acesso ao sistema é fornecida pela Secretaria da Comissão.
Qualquer parlamentar do Congresso Nacional pode apresentar emendas aos projetos em tramitação, sejam
eles de créditos adicionais, medidas provisórias, PPA, LDO ou LOA.

Os limites para apresentação de emendas são:

Plano Plurianual - PPA


Individual: até 10 emendas
Bancada: até 5 emendas
Comissão: até 5 emendas

Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO


Individual: até 5 emendas
Bancada: até 5 emendas
Comissão: até 5 emendas

Lei Orçamentária Anual - LOA


Individual: até 25 emendas
Bancada: até 23 emendas
Comissão: até 8 emendas
Projeto de Lei de Crédito Adicional: até 10 emendas
Medida Provisória de Crédito Extraordinário: até 10 emendas

ASSESSORAMENTO TÉCNICO

A CMO contará, para o exercício de suas atribuições, com assessoramento institucional


permanente, prestado por órgãos técnicos especializados em matéria orçamentária da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal.
A coordenação do trabalho de assessoramento caberá ao órgão técnico especializado em matéria
orçamentária da Casa a que pertencer o relator da matéria, com a constituição de equipes mistas das duas
Casas, quando se fizer necessário.
Serão elaboradas, pelos órgãos técnicos especializados em matéria orçamentária das duas Casas,
em conjunto, notas técnicas que servirão de subsídio à análise do projeto de lei orçamentária anual, de lei
de diretrizes orçamentárias, de lei do plano plurianual e dos decretos de contingenciamento (art. 154 Res.
01/2006-CN).

1. (CESPE/TRT 17ª Região/Analista Judiciário/Contador-cargo 4/2009) A LRF não permite que o


produto da reestimativa da receita orçamentária, feita no âmbito do Poder Legislativo, seja utilizado como
fonte de recursos para a aprovação de emendas parlamentares.

Comentário: Errado (art. 12, §1º da LRF e art. 39, inciso I da Resolução nº 01/2006 – Congresso
Nacional)

2. (CESPE/TCU/Cargo-1/2011) O poder Legislativo pode alterar a previsão de receita da LOA, se for


comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal na proposta encaminhada pelo Poder Executivo.
Nesse caso, a diferença apurada poderá ser usada como fonte de receita para a aprovação de emendas de
parlamentares.

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Comentário: Errado. O poder legislativo só altera a previsão de receita do PLOA, e não da LOA. Cuidado!
PLOA não é o mesmo que LOA.

3. (CESPE/MJ/Administrador/2013) O processo de apreciação do projeto de Lei Orçamentária Anual na


Comissão Mista de Orçamento inicia-se com a realização de audiências públicas.

Comentário: Certo. Conforme art. 48, parágrafo único, inciso I da LRF, deve-se incentivar à participação
popular com audiências públicas.
Após analisada cada emenda, elas passarão por uma votação no âmbito da CMO. Esta poderá, durante a
votação, aprovar ou rejeitar cada emenda.

Finalizada a votação realizada na CMO, não mais caberá qualquer modificação ao


projeto (não se fala mais em emendas ou mensagens do Presidente da República). Só
serão admitidas as emendas ou mensagem presidencial que solicitem alterações ao PLOA
enquanto não iniciada a votação, pela CMO, daquela parte cuja alteração é proposta.
Exemplo: iniciada a votação na CMO do tema saúde, não mais serão aceitas emendas ou
mensagem presidencial ao tema saúde.

A CMO encaminha o novo texto (chamado tecnicamente de substitutivo) ao Plenário do CN


para apreciação. Para aprovação, será exigido o voto da maioria simples de ambas as casas, uma vez que
tais leis (PPA, LDO e LOA) são classificadas como leis ordinárias e especiais.

Aprovado pelo C.N, em sessão conjunta (as duas casas juntas simultaneamente: Senado e Câmara),
o PLOA segue (até 22/dez) para sanção presidencial. O PR deverá sancioná-lo, com ou sem vetos, em até
15 dias úteis. Veja o que a Constituição diz sobre os vetos, art. 66:

§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao


interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e
comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto.
§ 2º - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 3º - Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção.
§ 4º - O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser
rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores.
§ 5º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao Presidente da República.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata,
sobrestadas as demais proposições, até sua votação final. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)
§ 7º - Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, nos casos dos § 3º e
§ 5º, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do
Senado fazê-lo.

CUIDADO!

O PR poderá propor modificações ao PLOA enquanto não iniciada a votação, pela CMO, do texto ao
qual deseja modificá-lo. As alterações serão enviadas por ―Mensagem Presidencial‖ (e não por
emenda). Atenção: o PR pode propor modificações ao PLOA mesmo em face de proposta de
anulação de despesa que incida sobre dotações de pessoal, serviço da dívida e transferências tributárias
constitucionais aos Estados, DF e Municípios. A vedação de anulação é somente às emendas
parlamentares.

1. (CESPE/CAPES/Contador/2012) Cabe à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e


Fiscalização examinar e emitir parecer sobre o projeto de lei do orçamento, do plano plurianual, das
diretrizes orçamentárias e de créditos adicionais.

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2. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) Cabe ao Tribunal de Contas da União emitir parecer sobre as emendas


apresentadas ao projeto de Lei Orçamentária Anual.

3. (CESPE/DPF/Delegado/2013) Cabe à comissão mista permanente de senadores e deputados federais


examinar e emitir parecer sobre as contas apresentadas pelo presidente da República.

4. (CESPE/MJ/Administrador/2013) Justiça e Defesa é uma das áreas temáticas em que o projeto da lei
orçamentária anual será dividido, cujo relatório ficará a cargo do respectivo relator setorial.

5. (CESPE/TCE-ES/ACE/2012) Entre as dez áreas temáticas em que é dividido o projeto de lei


orçamentária encaminhado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do
Congresso Nacional inclui-se a dos Poderes do Estado e Representação.

6. (CESPE/MCTI/Analista-Tema-I/2012) Estudos apontam que a aprovação de projetos de lei é mais


eficiente para aumentar a probabilidade de sucesso eleitoral de candidatos à reeleição para a Câmara dos
Deputados no Brasil do que a alocação de emendas orçamentárias individuais dos deputados federais.

7. (CESPE/TCE-ES/ACE/2012) Em virtude da independência dos poderes, o orçamento do Poder


Judiciário é incorporado à Lei Orçamentária Anual sem que haja fixação anterior de limites para a
elaboração da proposta.

8. (CESPE/IBAMA/Técnico Adm./2012) O projeto de lei de diretrizes orçamentárias do governo federal


para o exercício de 2013, elaborado em 2012, só poderá ser submetido à análise da Comissão Mista de
Orçamento em janeiro de 2013.

9. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/IPEA/2008) Para a aprovação de um plano plurianual é exigido o


voto favorável da maioria simples de cada casa do Congresso Nacional.

10. (CESPE/ANALISTA/MCT/2008) A casa legislativa na qual tenha sido concluída a votação enviará o
projeto de lei orçamentária ao presidente da República. Decorrido o prazo de quinze dias úteis, o silêncio
do presidente da República importará em veto.

11. (CESPE/AGU/Adv./2012) Após o envio dos projetos de lei relativos ao PPA, às diretrizes
orçamentárias e ao orçamento anual ao Congresso Nacional, o presidente da República não poderá
apresentar proposta de modificação desses projetos.

12. (CESPE/MPU/Técnico/2010) Durante o processo de apreciação do plano plurianual (PPA), devem


ser observadas as mesmas regras de alteração do projeto pelo Poder Executivo válidas para a Lei
Orçamentária Anual (LOA), que somente permitem modificação por meio de mensagem presidencial
enquanto não iniciada a votação, na Comissão Mista de Orçamento, da parte cuja alteração é proposta.

13. (CESPE/TJ-BA/Juiz Subs./2012) O presidente da República dispõe de competência para enviar


mensagem ao Congresso Nacional propondo modificação nos projetos de lei relativos ao plano plurianual,
às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual enquanto não iniciada a votação, no plenário das duas
casas legislativas, da parte do projeto a ser alterada.

14. (CESPE/Ass. Leg.-CE/Cargo1/2011) Após iniciada a análise do projeto de lei orçamentária anual na
comissão mista de orçamento, o presidente da República não poderá mais enviar mensagem ao Congresso
Nacional propondo modificações no projeto.

15. (CESPE/INPI/Analista-Gestão Financ./2013) Caso o Poder Executivo julgue necessária a realização


de alteração no projeto de lei do PPA, tendo este já sido enviado ao Congresso Nacional e iniciada a
votação na comissão mista, o presidente poderá enviar mensagem à comissão solicitando que sejam
realizadas as mudanças pretendidas.

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16. (CESPE/MMA/Analista Ambiental/A.C.I/2011) Após o envio do projeto de lei orçamentária anual
(LOA) ao Congresso Nacional, a ministra do meio ambiente poderá enviar ao Poder Legislativo
mensagem que altere a dotação orçamentária do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (IBAMA), visando assegurar o pagamento de reajuste salarial aos servidores desse
instituto, não previsto no projeto original.

17. (CESPE/TRE-RJ/Analista Jud./Adm/2012) No Brasil, o processo de elaboração, aprovação,


execução e controle do orçamento público obedece a regras específicas definidas na CF e na legislação
infraconstitucional. Com base nessas normas, julgue o item seguinte.
Se o presidente da República desejar alterar a proposta orçamentária enquanto ela estiver em tramitação
no Congresso Nacional, ele não precisará utilizar nenhum dos créditos adicionais previstos na legislação
vigente.

18. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo1/2013) Elaborada a proposta orçamentária de todos os órgãos,


entidades e poderes federais, o projeto de lei orçamentária deve ser encaminhado ao Congresso Nacional,
que poderá fazer alterações na proposta, inclusive para reduzir as despesas com investimentos dos
tribunais.

19. (CESPE/TRT-10ªR-Técnico Adm/2013) As emendas orçamentárias, que só podem ser aprovadas


caso estejam de acordo com o PPA e a LDO, constituem um importante instrumento do Poder
Legislativo para influenciar a alocação de recursos públicos.

20. (CESPE/AUDITOR/TCU/2007) Emendas ao projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para


aumento de despesa são possíveis em virtude de erros ou omissões, tanto em razão de subestimativa das
receitas quanto de superestimativa das demais despesas.

21. (CESPE/Ass. Leg.-ES/Analista/2011) A CF não estabelece limites ao Congresso Nacional no que se


refere à aprovação de emendas ao projeto de LDO, já que referida lei, por sua própria natureza, admite
alteração independentemente do conteúdo do PPA.

22. (CESPE/DPF/Delegado/2013) Exige-se, para a aprovação de emendas que acrescentem despesas a


projeto de lei orçamentária anual, além da compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias, a indicação dos recursos necessários para custeá-las, que podem provir, por exemplo, da
anulação de despesas, independentemente de sua natureza.

23. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) Se, em consonância com as normas do PPA, o governo


federal instituir um plano de combate a calamidades públicas ocorridas em certa região do país, não haverá
necessidade de submeter esse plano ao Congresso Nacional.

24. (CESPE/PF/Escrivão/2004) Alterações no projeto de lei orçamentária após seu envio ao Congresso
Nacional só podem ser efetuadas por iniciativa do Poder Legislativo.

25. (CESPE/Analista Judiciário/STF 2008) Tem-se observado, no Brasil, que o calendário das matérias
orçamentárias e a falta de rigor no cumprimento dos prazos comprometem a integração entre planos
plurianuais e leis orçamentárias anuais.

26. (CESPE/STM/Analista Adm./2011) Uma vez aprovado no âmbito da Comissão Mista de


Orçamentos, o projeto de lei orçamentária não poderá mais receber emendas, quando for submetido à
votação no plenário do Congresso Nacional.

27. (CESPE/TRE-ES/Analista Adm.- Contabilidade/2011) A tramitação do projeto de lei orçamentária


anual (LOA) bem como a de todos os projetos de lei que visem alterá-la obedecem a um rito legislativo
diferente do das demais proposições em exame no Congresso Nacional.

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28. (CESPE/TRT 17ª Região/Analista Judiciário/Contador-cargo 4/2009) A LRF não permite que o
produto da reestimativa da receita orçamentária, feita no âmbito do Poder Legislativo, seja utilizado como
fonte de recursos para a aprovação de emendas parlamentares.

29. (CESPE/STM/Cargo1/2011) O Poder Legislativo de cada ente não pode reestimar a receita prevista
na proposta orçamentária encaminhada pelo Poder Executivo, salvo em caso de guerra, comoção intestina
ou calamidade pública.

30. (CESPE/TRE-ES/Analista Adm-Cargo2/2011) A reestimativa de receita por parte do Poder


Legislativo só será admitida quando houver despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na lei
de orçamento.

31. (CESPE/TCU/Cargo-1/2011) O poder Legislativo pode alterar a previsão de receita da LOA, se for
comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal na proposta encaminhada pelo Poder Executivo.
Nesse caso, a diferença apurada poderá ser usada como fonte de receita para a aprovação de emendas de
parlamentares.

32. (CESPE/ANCINE/Analista Adm./2013) As emendas dispostas na Carta Magna constituem técnica


bastante difundida e amplamente utilizada pelo Poder Legislativo para corrigir erros e omissões que
desfiguram o texto da lei orçamentária anual, de responsabilidade do Poder Executivo.

33. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Compete ao relator da receita, com o auxílio do Comitê de


Avaliação da Receita, avaliar, inicialmente, a receita prevista pelo Poder Executivo no projeto da LOA.

34. (CESPE/ABIN/Oficial-Cargo1/2010) Ao Poder Executivo é permitido propor modificações no


projeto de lei orçamentária, enquanto não iniciada a votação, pela comissão mista de senadores e
deputados a que se refere o art. 166 da Constituição Federal, da parte cuja alteração é proposta.

35. (CESPE/ABIN/Agente-Cargo18/2010) O presidente da República pode propor modificações ao


projeto da LOA mesmo em face de proposta de anulação de despesa que incida sobre dotações de pessoal,
serviço da dívida e transferências constitucionais a estados, ao Distrito Federal e a municípios.

36. (CESPE/AGU/Advogado/2009) Emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias poderão ser


aprovadas, desde que sejam compatíveis com o plano plurianual.

37. (CESPE/MPU/Analista Admin./2010) De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Congresso


Nacional pode entrar em recesso sem que tenha sido aprovado o projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

38. (CESPE/CAPES/Geral/2012) A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto
de lei de diretrizes orçamentárias.

39. (CESPE/CAPES/Contador/2012) O Congresso Nacional só poderá entrar em recesso após a


aprovação da lei de diretrizes orçamentárias, ao final de cada exercício financeiro.

40. (CESPE/Câm. Dep./Téc. Legis./2012) A lei de diretrizes orçamentárias (LDO) deve ser votada em
sessão legislativa extraordinária.

41. (CESPE/IBAMA/Analista/2013) O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) deve ser aprovado em
sessões ordinárias ou extraordinárias separadas, primeiramente no plenário da Câmara dos Deputados, em
seguida no plenário do Senado Federal.

42. (CESPE/TCU/ACE/2007) As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o
modifiquem somente podem ser aprovadas caso sejam compatíveis com o plano plurianual (PPA) e com a
lei das diretrizes orçamentárias (LDO).

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43. (CESPE/Analista Judiciário/STF 2008) Quando o presidente da República veta dispositivo da lei
orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional, os recursos remanescentes podem, por meio de projeto
de lei de iniciativa de deputado federal ou senador, ser utilizados para abertura de créditos suplementares
ou especiais.

44. (CESPE/ANA/Contador/2006) Além de examinar e emitir parecer sobre o projeto de lei


orçamentária, caberá à Comissão de Conciliação e Justiça examinar e emitir parecer acerca das contas
apresentadas anualmente pelo presidente da República.

45. (CESPE/SGA/AAJ/Analista/Adm./2004) A lei orçamentária anual é de iniciativa do presidente da


República, mas admite emenda parlamentar que vise criar nova despesa, independentemente da anulação
de outras despesas ou indicação da fonte de recurso.

46. (CESPE/ABIN/Agente Téc./cargo18/2010) O cálculo das necessidades de financiamento do governo


central é realizado no início do ciclo orçamentário, embora as metas fiscais resultantes desse cálculo sejam
acompanhadas durante toda a execução orçamentária e possam indicar alterações no montante global da
despesa.

47. (CESPE/AGU/Adv./2012) O controle interno da execução orçamentária é exercido pelos Poderes


Legislativo, Executivo e Judiciário, com o auxílio do tribunal de contas.

48. (CESPE/TCU-Técnico/2012) O controle interno realizado pelo Poder Executivo será feito sem
prejuízo das atribuições do TCU, devendo o Poder Legislativo, na realização do controle externo da
execução orçamentária, verificar a probidade da administração e o cumprimento da lei orçamentária.

49. (CESPE/TELEBRAS/Analista-Cargo6/2013) O Poder Executivo exerce o controle da execução


orçamentária, com o objetivo de verificar a honestidade da administração pública, a guarda e o emprego
legal dos recursos financeiros públicos e o cumprimento da execução orçamentária.

50. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) Cabe ao Poder Legislativo exercer o controle da execução


orçamentária com o objetivo de verificar a probidade da administração, a guarda e o legal emprego dos
dinheiros públicos e o cumprimento da lei de orçamento.

51. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) O Poder Legislativo não possui órgão de controle interno,


por ser o órgão titular do controle externo.

52. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Cabe à comissão de orçamento do Poder Legislativo receber


emendas, modificar e aprovar o projeto de lei orçamentária.

53. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Cada parlamentar pode apresentar até dez emendas


individuais, no valor total definido pelo parecer preliminar, ao projeto da LOA.

54. (ESAF/Receita Federal/AFRF/2009) A compreensão adequada do ciclo de gestão do governo federal


implica saber que:
a) no último ano de um mandato presidencial qualquer, à lei de diretrizes orçamentárias compete balizar a
elaboração do projeto de lei do plano plurianual subsequente.
b) a função controle precede à execução orçamentária.
c) a não-aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias impede o recesso parlamentar.
d) a votação do plano plurianual segue o rito de lei complementar.
e) com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o orçamento de investimento
das empresas estatais passou a integrar o plano plurianual.

55. (ESAF/MTE/Auditor Fiscal do Trabalho/2010) Sobre o ciclo de gestão do governo federal, é correto
afirmar:
a) por razões de interesse público, é facultada ao Congresso Nacional a inclusão, no projeto de Lei
Orçamentária Anual, de programação de despesa incompatível com o Plano Plurianual.

anderson_afo M Anderson Ferreira 70


AFO + LRF _ Prof. Anderson Ferreira - PDF
b) a iniciativa das leis de orçamento anual do Legislativo e do Judiciário é competência privativa dos chefes
dos respectivos Poderes.
c) nos casos em que houver reeleição de Presidente da República, presume-se prorrogada por mais quatro
anos a vigência do Plano Plurianual.
d) a execução da Lei Orçamentária Anual possui caráter impositivo para as áreas de defesa, diplomacia e
fiscalização.
e) a despeito de sua importância, o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei
Orçamentária Anual são meras leis ordinárias.

56. (ESAF/ANA/Economista/2009) No contexto do processo orçamentário, tal como prevê a


Constituição Federal, é correto afirmar:
a) a Lei Orçamentária Anual é de iniciativa conjunta dos Poderes Legislativo e Executivo.
b) a execução do orçamento é feita mediante acompanhamento dos controles interno e externo.
c) ao Presidente da República é proibido vetar alterações no projeto de lei do Plano Plurianual que tenham
sido aprovadas pelo Congresso Nacional em dois turnos de votação.
d) o Plano Plurianual possui caráter meramente normativo, não sendo utilizado como instrumento de
planejamento governamental.
e) a Lei de Diretrizes Orçamentárias compreende os orçamentos fiscal, da seguridade social e de
investimento das empresas estatais.

57. (CESPE/TCE-RO/Ag. Adm./2013) A reserva de contingência é uma fonte de recursos para


apresentação de emendas de remanejamento na comissão mista de planos, orçamentos públicos e
fiscalização.

58. (CESPE/MDIC/Ag. Adm./2014) A compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias é condição necessária para a aprovação de emendas ao projeto de lei orçamentária anual.

59. (CESPE/CPRM/Analista-Contabilidade/2013) O responsável pela elaboração da proposta


orçamentária da União é o Poder Executivo, cabendo ao parlamento bicameral, no intervalo entre 31 de
agosto e 15 de dezembro de cada ano, discutir, votar e sancionar o projeto de lei orçamentária anual
(LOA), assim como propor alterações (emendas) sobre ele.

60. (CESPE/MJ/Administrador/2013) O processo de apreciação do projeto de Lei Orçamentária Anual


na Comissão Mista de Orçamento inicia-se com a realização de audiências públicas.

61. (CESPE/TCE-RO/Ag. Adm./2013) O exame e a emissão de parecer sobre as contas apresentadas


anualmente pelo presidente da República é responsabilidade da comissão mista de planos, orçamentos
públicos e fiscalização.

62. (CESPE/TCE-ES/Analista/Cargo5/2013) A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e


Fiscalização (CMO), cujos objetivos são examinar e emitir parecer sobre o projeto de lei orçamentária
federal, é constituída por vereadores, deputados e senadores.

63. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) As emendas ao projeto de lei orçamentária anual que tenham por
propósito a modificação das despesas nele previstas deverão demonstrar a sua compatibilidade com o
plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias e, ainda, indicar os recursos necessários à sua satisfação,
admitindo-se, nessa hipótese, a adoção de medidas para aumento permanente de receita.

64. (CESPE/DEPEN/Cargo7/2015)
SITUAÇÃO HIPOTÉTICA: Um deputado apresentou proposta de emenda a projeto de lei de orçamento
indicando como recurso quantia proveniente de anulação de despesa incidente sobre serviço da dívida.
ASSERTIVA: Nessa situação, a proposta de emenda é inconstitucional, e a despesa não deverá ser
executada.

65. (CESPE/TCU/AUFC/2015)Ainda que não esteja compatível com o plano plurianual, a emenda ao
projeto de lei orçamentária que pretender consignar recursos para transferência a empresa estatal com o

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objetivo de financiar a construção de uma usina hidrelétrica poderá ser apresentada na Comissão Mista de
Orçamento por qualquer parlamentar.

66. (CESPE/MPOG-ENAP/Analista Técnico Administrativo/2015)Será considerada compatível uma


emenda que aumente as despesas com determinado investimento que já conste do PPA, em projeto que
modifique o orçamento anual, mediante a indicação dos respectivos recursos.

67. (FGV/MRE/Oficial de Chancelaria/2016) Ananias, Deputado Federal, almejava apresentar uma


emenda ao projeto de lei do orçamento anual ofertado pelo Chefe do Poder Executivo. No entanto,
embora tivesse ciência de que a emenda deveria estar em harmonia com o plano plurianual e a lei de
diretrizes orçamentárias, bem como que deveria indicar os recursos necessários à realização da despesa,
tinha dúvidas a respeito dos exatos limites constitucionais a serem observados. Considerando o teor da
sistemática constitucional, a emenda pode contar com recursos provenientes da anulação de despesas que
digam respeito a:
(A) juros de mora da dívida pública;
(B) dotação para pagamento de pessoal;
(C) programa voltado à implementação de direito social;
(D) contribuição previdenciária incidente sobre a folha;
(E) transferências tributárias constitucionais para outros entes.

68. (CESPE/TCE-PE/Cargos1e2/2017) Acerca dos instrumentos de planejamento e orçamento, julgue o


item a seguir.
Para que determinada emenda ao projeto de lei orçamentária seja aprovada, é suficiente que ela tenha sido
apresentada na Comissão Mista de Orçamentos e não anule despesas de pessoal e encargos sociais, do
serviço da dívida ou de transferências constitucionais.

69. (CESPE/TCE-PR/Analista de Controle-Adm./2016) Acerca das etapas do processo orçamentário e


dos instrumentos do orçamento público, assinale a opção correta.
a) No processo orçamentário, a aprovação da lei orçamentária anual representa a fase final de um processo
complexo, formado por diversas etapas que antecedem essa aprovação.
b) No modelo de integração entre planejamento e orçamento, o plano plurianual representa um
instrumento que operacionaliza os programas de curto prazo do governo federal.
c) A apreciação de emendas ao projeto de lei orçamentária, apresentadas por parlamentares, prevê a
solicitação de informações a especialistas, a participação em audiências públicas bem como discussões e
consultas, em razão das determinações legais que as disciplinam.
d) A dimensão estratégica da lei de diretrizes orçamentárias pauta a agenda de governo e as políticas
públicas que serão implementadas e que devem ser apresentadas na forma de objetivos e programas
temáticos a serem cumpridos no médio prazo.
e) Ainda que a etapa de controle, prevista no processo orçamentário e exercida pelos tribunais de contas,
compreenda avaliações que são realizadas antes dos atos de gestão, os dispositivos legais determinam que a
verificação da legalidade desses atos se restrinja ao período da execução orçamentária.

Gabarito
1 C 7 E 13 E 19 C 25 C 31 E 37 E 43 E 49 E 55 "e" 61 C 67 "c"
2 E 8 E 14 E 20 C 26 C 32 E 38 C 44 E 50 C 56 "b" 62 E 68 E
3 C 9 C 15 E 21 E 27 C 33 C 39 E 45 E 51 E 57 E 63 E 69 "c"
4 C 10 E 16 E 22 E 28 E 34 C 40 E 46 C 52 E 58 C 64 C
5 C 11 E 17 C 23 E 29 E 35 C 41 E 47 E 53 E 59 E 65 C
6 E 12 C 18 C 24 E 30 E 36 C 42 C 48 C 54 "c" 60 C 66 C

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5. CRÉDITOS ORDINÁRIOS E ADICIONAIS

O PLOA estabelece a previsão de receitas a serem arrecadadas durante a execução da LOA para execução
dos programas. Os valores das receitas previstas no PLOA são utilizados para a definição dos créditos
orçamentários ordinários. O recurso já é fruto da arrecadação e recolhimento da receita na execução da LOA.
Crédito Orçamentário consiste na autorização dada pelo Poder Legislativo ao Poder Executivo, mediante dotações
orçamentárias aprovadas, em geral, na LOA, possibilitando a execução de programas, projetos, atividades e
operações, discriminados pelos órgãos e unidades orçamentárias.
IMPORTANTE: crédito orçamentário não é dinheiro, mas uma autorização (dotação) para se gastar. Trata-se de
valores e não de recursos propriamente ditos. É como se fosse um ―cartão de crédito‖, com o limite de gasto
estabelecido pelo banco (na LOA), concedido ao cliente (órgão orçamentário) para realizar compras (despesas) do
seu interesse (no interesse público).
Por ter suas propostas de despesas elaboradas em determinado exercício para realização apenas no
seguinte, a LOA já entra em vigor ―desatualizada‖. Fatores como a inflação, o desequilíbrio econômico, de ordem
nacional ou internacional, guerra, calamidade pública e/ou comoção interna fazem com que a dotação para a
realização das despesas contempladas na LOA se torne insuficiente, ou que novas despesas, não contempladas na
LOA, sejam necessárias. Para esses casos há a instituição dos CRÉDITOS ADICIONAIS, que servirão para
atualizar, corrigir e/ou aperfeiçoar a LOA.

Crédito Adicionalé definido como a autorização para a realização de despesas não computadas (não contempladas)
na LOA ou contempladas com dotação (crédito) insuficiente, conforme art. 40 da Lei 4.320/1964. Estudaremos a
seguir cada tipo de crédito adicional.
Créditos Adicionais (Mecanismos Retificadores da LOA)
Os créditos adicionais foram classificados em três espécies, sendo utilizados em situações específicas,
segundo a necessidade do agente, e respeitando o previsto na legislação quanto à sua aplicabilidade, vigência,
instrumento de autorização, recursos e forma de abertura. De acordo com o art. 41 da Lei nº 4.320/1964,
classificam-se em 3 tipos:

TIPOS
CRÉDITOS CRÉDITOS CRÉDITOS
SUPLEMENTARES ESPECIAIS EXTRAORDINÁRIOS
Destinados somente ao
Destinados a atender despesas
atendimento de despesas
Destinados a reforçar a dotação para as quais não haja dotação
imprevisíveis e urgentes, como as
orçamentária que se tornou orçamentária específica, ou seja,
decorrentes de guerra, comoção
Conceito insuficiente durante a execução cria uma nova despesa não
interna ou calamidade pública (art.
do orçamento. Não criam novas contemplada na LOA. Sua
167, §3º da CF/88). Porém, o art.
despesas, apenas reforçam uma ocorrência indica, geralmente, a
41, inc. III da Lei 4.320/64,
já existente na LOA. existência de falhas de
conceitua como aqueles para as
planejamento.
despesas urgentes e imprevistas*.
1º)Autorizados por Lei: lei ordinária (projeto de iniciativa do
1º)Serão abertos por Medida
Poder Executivo) e específica para cada tipo de crédito adicional.
Provisória (art. 62 da CF/88);
ATENÇÃO: os créditos suplementares podem ser autorizados
2º) Dar imediato conhecimento ao
na própria LOA, conforme art. 165, § 8º da CF/88.
Autorização/ Poder Legislativo;
2º) Abertos por Decreto do Poder Executivo (art. 42, Lei
Abertura Atenção: Aos entes que não
4.320/64). É necessária a indicação dos recursos disponíveis que
dispuserem de Medida Provisória, a
sustentarão a abertura dos respectivos créditos. Na UNIÃO, a
abertura será por Decreto do
abertura ocorre de forma automática, ou seja, após a sanção e
Executivo (art. 44 da Lei
publicação da referida lei autorizativa (não há necessidade de
4.320/64)**.
Decreto, art. 44, § 11, Lei 13.473/2017 – LDO/2018).
Os especiais e extraordinários terão, em regra, sua vigência adstrita ao
Adstrita (vinculada) ao exercício exercício financeiro de sua abertura, salvo se o ato de autorização for
Vigência
financeiro de sua abertura. É promulgado nos últimos 4 meses daquele exercício, caso em que,
vedada a sua prorrogação. reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados à LOA do
exercício seguinte (art. 167, §2º da CF/88).
O ato que abrir crédito adicional suplementar ou especial deverá Pelo caráter urgente, sua abertura
indicar previamente a fonte de recursos disponíveis para cobrir a independe de indicação previa de
Fonte
despesa, sendo precedida de exposição justificativa (art. 167, inc. V fonte. Porém, há a indicação
da CF/88). posterior.

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*A Lei nº 4.320/64 conceituou os créditos extraordinários como aqueles destinados a despesas urgentes e
imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.

O artigo 167, § 3º da CF/88 atualizou o conceito e assim dispõe:


―A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade
pública, observado o disposto no art. 62‖, (Grifou-se)
A Constituição fez relevantes modificações. Primeiro, alterou o termo ―imprevistas‖ para
―imprevisíveis‖. Mas qual seria a diferença? O termo imprevisto é referente a uma situação não prevista, porém que
poderia ter sido prevista. Logo, pressupõe-se que houve um erro de planejamento. Já os fatos imprevisíveis não
decorrem de erros ou falhas de planejamento, pois não podem ser previstos.

Outra mudança importante foi a troca da expressão ―em caso de‖ (taxativa) por ―como as decorrentes de‖
(exemplificativa). Logo, as situações decorrentes de guerra, calamidade pública e comoção interna passaram a ser
exemplificativas e não taxativas.
A troca do termo ―comoção intestina‖ para ―comoção interna‖ não trouxe relevância material, mas apenas formal,
para fins de atualização.

1. (CESPE/Analista Judiciário/STF 2008) A CF, ao tratar dos créditos extraordinários, referiu-se, corretamente, às
despesas imprevistas, e não às imprevisíveis, pois, no primeiro caso, admite-se que houve erro de previsão,
enquanto, no segundo, as despesas não podiam mesmo ser previstas.
2. (CESPE/AGU/Procurador/2013) De acordo com dispositivo constante da Lei nº 4.320/1964, os créditos
adicionais são autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na lei orçamentária,
classificando-se em suplementares os direcionados a reforço orçamentário; em especiais, os destinados a despesas
para as quais não haja dotação orçamentária específica; e em extraordinários, os que se destinem a despesas urgentes
e imprevistas, em casos de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.

1- A questão inverteu. A CF ao tratar dos créditos extraordinários para as despesas urgentes usou otermo
―imprevisíveis‖ e não ―imprevistas‖. Este último é expressão da Lei nº 4.320/64. Portanto, questão errada.
2- O início da questão faz referência à lei 4.320/64. Assim, conforme arts. 40 e 41 da referida lei, o item é correto.

Algumas questões são elaboradas com a cópia fiel do texto da lei. Então, não é coerente, numa
prova de concurso, julgar o item errado caso ele traga expressões da Lei nº 4.320/64 e não da CF/88, partindo do
princípio que a CF é a lei maior. Então o que fazer?Se o examinador nada disser em relação à norma, julgue o item
de acordo com a Constituição. Mas se fizer citação à Lei nº 4.320/64 ou à atual norma de direito financeiro (que é a
4.320/64), então não ―condene‖ o item pelos termos ―arcaicos‖ da lei, como por exemplo: ―imprevistas‖, ―em caso
de‖ ou ainda ―comoção intestina‖.

**Abertura dos créditos extraordinários: Decreto ou Medida Provisória?

A Lei 4.320/64 determina em seu art. 44 que a abertura dos créditos extraordinários será dada por
Decreto do Poder Executivo:

―Art. 44. Os créditos extraordinários serão abertos por decreto do Poder Executivo, que deles dará imediato
conhecimento ao Poder Legislativo.‖ (Grifou-se)

Contudo, o art. 167, §3º da CF/88 determina que a abertura dos créditos extraordinários observará o art.
62, da CF/88, ou seja, será dada por Medida Provisória. Veja:

―Art. 167 [...] § 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o
disposto no art. 62.‖ (Grifou-se)

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―Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com
força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
[...]
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o
previsto no art. 167, § 3º;‖ (Grifou-se)

Conclusão:O ente que detiver a prerrogativa da Medida Provisória em sua Constituição ou Lei Orgânica DEVERÁ
utilizar apenas a Medida Provisória, não podendo assim utilizar o Decreto para tal fim.
Porém, a previsão do instrumento Medida Provisória nas Constituições Estaduais ou nas Leis Orgânicas Municipais
é uma ―permissão‖ e não ―obrigação‖. Logo, o ente federado que não possuir o referido instrumento utilizará o
Decreto de que trata o art. 44 da Lei 4.320/64.
Observa-se que a indicação de recursos financeiros disponíveis é condição obrigatória para justificar a
abertura de créditos suplementares e especiais. Dessa forma, analisaremos as possibilidades de indicação de recursos,
conforme previsto no art.43, § 1º da Lei 4.320/64, no art. 91 do Decreto-lei 200/1967 e no art. 166, § 8º da CF/88.
Veja tabela a seguir:

Item Indicação de Fonte (recursos) Fundamentação Legal


O Superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior,
entendido como a diferença positiva entre o ativo e o passivo financeiro, art. 43, § 1º, inc. I da Lei
I
conjugando-se os saldos dos créditos adicionais transferidos (especiais e nº 4.320/64.
extraordinários) e as operações de crédito a eles vinculadas.
Os provenientes de excesso de arrecadação, entendidos como saldo
positivo das diferenças, acumuladas mês a mês, entre a arrecadação prevista e a art. 43, § 1º, inc. II da Lei
II
realizada, considerando-se a tendência do exercício, devendo ser deduzidos os nº 4.320/64.
créditos extraordinários abertos no exercício.
Os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou art. 43, § 1º, inc. III da Lei
III
de créditos adicionais autorizados em lei. nº 4.320/64.
O produto de operações de crédito autorizados em forma juridicamente art. 43, § 1º, inc. IV da Lei
IV
possibilite ao Poder Executivo realiza-las. nº 4.320/64.
A dotação global não especificamente destinada a órgão, unidade orçamentária, art. 91 do Decreto-lei nº
V programa ou categoria econômica, denominada de reservas de contingência 200/1967 e art. 5º, inc. III
(uma espécie de ―poupança‖ para incertezas) da LRF.
Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto
VI art. 166, § 8º, da CF/88.
de Lei Orçamentária Anual, ficarem sem despesas correspondentes.

Questões

1. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) O processo orçamentário é visto como autossuficiente, já que a primeira


etapa do ciclo se renova anualmente a partir de resultados e definições constantes de uma programação de longo
prazo.

2. (CESPE/IBAMA/Analista-Amb./2013) Os orçamentos anuais esgotam as autorizações para a arrecadação de


todas as receitas e para a realização de todas as despesas dentro de um determinado período.

3. (CESPE/TRT-10ªR-Técnico Adm/2013) É possível que determinadas despesas não estejam contempladas na


peça orçamentária, que constitui um plano, uma previsão. Quando autorizadas, essas despesas, não previstas no
orçamento, ou as que tenham dotações insuficientes, são denominadas créditos adicionais.

4. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) Os créditos adicionais, classificados em suplementares, especiais e


extraordinários, compreendem as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do
Orçamento.

5. (CESPE/INPI/Analista-Gestão Financ./2013) Ao longo da execução do orçamento, algumas despesas


projetadas na LOA e que já contam com dotação própria, podem necessitar de recursos superiores aos previstos.
Nesses casos, o reforço na dotação orçamentária ocorre por meio de créditos adicionais suplementares.

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6. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) O Poder Legislativo, ao constatar a necessidade de realização de despesa
insuficientemente dotada no orçamento anual, encaminha, com base em previsão adicional de receita, solicitação de
crédito especial, que se incorpora ao orçamento, adicionando-se a importância autorizada à dotação orçamentária a
que se destinou criar.
7. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) No universo das retificações dos orçamentos federais, estaduais e municipais,
os créditos adicionais não são considerados como mecanismos de alteração ou retificação da lei do orçamento anual.
8. (CESPE/MJ/Administrador/2013) Caso seja necessário reforço da dotação orçamentária para finalização da
construção do prédio, crédito adicional especial deverá ser solicitado.
9. (CESPE/INPI/Analista-Gestão Financ./2013) Os créditos suplementares e extraordinários podem ser
executados sem a necessidade de justificativas adicionais, dependendo apenas da prévia existência de recursos,
diferentemente dos créditos especiais que, por sua natureza específica, exigem justificativa para sua realização.

10. (CESPE/TRT-10ª-R/Analista/2012-Prova Anulada) Caso seja necessária a realização de despesa não autorizada
inicialmente, a Lei Orçamentária Anual poderá ser alterada no decorrer de sua execução.
11. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) Os créditos adicionais podem ser abertos por decreto do Poder
Executivo, independente da existência de lei que os autorize.
12. (CESPE/MI/Administrador/2013) Suponha que determinada unidade orçamentária tenha obtido a aprovação
de um crédito para reforçar dotação existente em seu programa de trabalho, destinada à compra de vacinas contra a
poliomielite. Nessa situação, a vigência desse novo crédito estará restrita ao exercício financeiro em que foi aberto,
sendo vedada a sua reabertura.

13. (CESPE/Analista Judiciário/STF 2008) A CF, ao tratar dos créditos extraordinários, referiu-se, corretamente, às
despesas imprevistas, e não às imprevisíveis, pois, no primeiro caso, admite-se que houve erro de previsão,
enquanto, no segundo, as despesas não podiam mesmo ser previstas.

14. (CESPE/TCU/AFCE/Cargo1/2011) A abertura de crédito suplementar ou especial depende de autorização


legislativa.

15. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) Os créditos suplementares destinam-se a atender despesas imprevisíveis


e urgentes. O Poder Executivo deve ser o responsável por abrir esses créditos por meio de decreto, cuja vigência
corresponde ao exercício em que foi aberto.

16. (CESPE/MS/Nível IV-área 5/2008) A lei orçamentária anual (LOA) não pode mais autorizar a abertura de
créditos suplementares durante o exercício financeiro de execução do respectivo orçamento, pois a Constituição
Federal de 1988 (CF) vedou a abertura de créditos suplementares sem prévia autorização legislativa.

17. (CESPE/TCU/AFCE/Cargo2/2011) O pedido de abertura de crédito adicional destinado a despesas para as


quais não haja dotação específica deverá evidenciar as alterações de valores na lei orçamentária anual, sendo
facultativa a demonstração das implicações no tocante ao cumprimento dos objetivos e metas constantes do PPA.

18. (CESPE/TCU/AFCE/Cargo1/2011) Se o governo federal homologar o resultado de determinado concurso


público em setembro de determinado ano, prevendo a nomeação dos aprovados para janeiro do ano subsequente,
mas descobrir-se depois que os recursos necessários para o pagamento dos salários dos novos servidores não foi
previsto na lei orçamentária, o órgão encarregado das nomeações poderá pedir a abertura de um crédito
extraordinário.

19. (CESPE/TJ-RR/Administrador/2012) A modalidade de crédito adicional denominada crédito suplementar


deve ser autorizada e aberta mediante decreto executivo.

20. (CESPE/TJ-RR/Administrador/2012) É vedada a realocação, mediante créditos suplementares, de recursos


que ficarem sem despesas correspondentes decorrente de veto.

21. (CESPE/ANP/Analista-Perfil2/2013) A abertura de créditos adicionais suplementares, especiais e


extraordinários deve ser precedida de uma alteração orçamentária que importa na criação de um novo programa de
trabalho.

22. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) É admitida a abertura de créditos extraordinários somente para atender
as despesas imprevisíveis e urgentes, como as resultantes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.

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23. (CESPE/AGU/Contador/2010) O crédito extraordinário somente deve ser aberto por meio de medida
provisória.

24. *(CESPE/MPU/Téc.Orçam-cargo49/2010) A abertura de crédito extraordinário é admitida somente para


atender a despesas imprevisíveis e urgentes, observando-se, no caso da União, que a abertura deve ocorrer por meio
de medida provisória; nos estados e municípios, por decreto do chefe do Poder Executivo.

25. (CESPE/ABIN/Oficial Téc. de Inteligência–Área Adm./2010) Os créditos adicionais extraordinários,


destinados a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou
calamidade pública, devem ser abertos por meio de medida provisória.

26. (CESPE/TRT-10ªR/Contador/2013) Não é necessária a indicação de recursos para a abertura de créditos


extraordinários. Sua abertura se faz, na União, por meio de medida provisória, e nos demais entes, por decreto do
Executivo.

27. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo2/2013) Se, em determinado exercício financeiro, for constatada a necessidade de


abertura de créditos extraordinários, caberá ao Poder Executivo emitir decreto para a abertura dos créditos, o qual
deverá ser imediatamente submetido ao Poder Legislativo.

28. (CESPE/ANTT/Administração/2013) Quando inexistir, na Constituição de um ente federado, previsão de


medida provisória, os créditos extraordinários deverão ser abertos por meio de decreto do Poder Executivo, que
dele dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo.

29. (CESPE/TCDF/Técnico/2014) Caso o governo federal precise realizar gasto urgente e imprevisto, decorrente,
por exemplo, da necessidade de atendimento às vítimas do desabamento de uma ponte em rodovia federal, poderá
ser aberto crédito extraordinário por meio de medida provisória.
30. (CESPE/STJ/Técnico Administrativo/2015) Caso determinado crédito extraordinário seja autorizado por
medida provisória que, posteriormente, tenha perdido a eficácia por não ter sido votada no prazo legal pelo
Congresso Nacional, as despesas realizadas com base no referido crédito deverão ser canceladas.

31. (ESAF/ANA/Economista/2009) Considerados mecanismos retificadores do orçamento, os créditos adicionais


obedecem a regras específicas, sendo correto afirmar o que segue:
a) todos os créditos adicionais necessitam de autorização legislativa prévia.
b) sua utilização também é requerida nos casos de retificação da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Plano
Plurianual.
c) os créditos suplementares cujo ato de autorização for promulgado nos últimos 4 meses do exercício podem ser
reabertos nos limites dos seus saldos e viger até o final do exercício subsequente.
d) os créditos especiais acompanham a vigência do orçamento, extinguindo-se ao final do exercício financeiro.
e) a abertura de créditos extraordinários faz-se, necessariamente, mediante a adoção de medida provisória.
32. (CESPE/Câm. Dep./Téc. Patrim./2012) Compete à SOF, no âmbito federal, a elaboração do projeto de lei que
dispõe sobre os créditos suplementares dependentes de autorização legislativa.
33. (CESPE/Especialista em Regulação/ANTAQ 2009) A LDO estabelece que os créditos adicionais aprovados
pelo Congresso Nacional não requerem a edição de decreto para a sua abertura, que se dará automaticamente com a
sanção e publicação da respectiva lei.
34. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) Considera-se recurso para a abertura de créditos suplementares e especiais o
superávit financeiro do exercício anterior.
35. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) O superávit financeiro líquido é classificado em recurso disponível para
fins de abertura de créditos adicionais, e resulta da diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro,
efetuados os ajustes legais.
36. (CESPE/MS/Administrador/2013) Para abertura de créditos adicionais, suplementares e especiais, pode-se
utilizar a reserva de contingência; nesse caso, a forma de utilização e o montante de recursos deverão ser
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.
O orçamento é fruto de um processo que enfatiza fortemente o planejamento. Durante sua execução, contudo,
podem surgir fatos novos que obriguem o gestor público a redefinir o planejamento inicial. Considerando os
mecanismos retificadores da LOA, julgue os itens que se seguem.

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37. (CESPE/ABIN/Oficial Téc. de Inteligência–Área Adm./2010) Os créditos adicionais suplementares e especiais
são abertos por decreto do Poder Executivo e dependem da existência de recursos disponíveis para custear o
aumento de despesa, sendo fontes de recursos para abertura dos créditos suplementares o excesso de arrecadação e
a anulação parcial ou total de outras dotações orçamentárias.
38. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) A abertura dos créditos suplementares e especiais não depende
necessariamente da existência de recursos disponíveis para atender a despesa, mas, sim, da devida justificativa.

39. (CESPE/ABIN/Oficial Téc. de Inteligência–Área Adm./2010) A abertura de créditos especiais e suplementares


depende de autorização legislativa prévia e específica para cada crédito adicional aberto.
40. (CESPE/TRE-MS/Analista Jud.-Adm./2013) Os créditos especiais e os suplementares são provenientes de
recursos como excesso de arrecadação, superávit financeiro, produto de operação de crédito e os resultantes de
anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais.
41. (CESPE/TRE-MS/Analista Jud.-Adm./2013) O crédito adicional é um mecanismo retificador do orçamento
que, na modalidade crédito suplementar, destina-se ao atendimento de despesas imprevisíveis e urgentes, como
guerra e calamidade pública.
42. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) A vigência dos créditos suplementares não poderá ultrapassar o exercício
financeiro em que eles forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses
do exercício. Nesse caso, devem ser reabertos nos limites dos seus saldos e poderão viger até o término do exercício
financeiro subsequente.

43. (CESPE/MPU/Analista de Controle Interno/2010) A vigência de todo crédito adicional está restrita ao
exercício em que esse crédito foi aberto. A prorrogação da vigência é permitida somente para os créditos especiais e
extraordinários, quando autorizados em um dos quatro últimos meses do exercício.

44. (CESPE/MPU/Analista de Controle Interno/2010) Os créditos adicionais são somente aqueles destinados a
autorizações de despesas incluídas na LOA que não foram suficientemente dotadas.

45. (CESPE/MPU/Analista de Controle Interno/2010) Os créditos suplementares e especiais devem ter


autorização prévia obrigatoriamente incluída na própria LOA.

46. (CESPE/MPU/Analista de Controle Interno/2010) Quanto à finalidade, os créditos suplementares são reforços
para a categoria de programação contemplada na LOA, enquanto os créditos especiais e os extraordinários atendem
a despesas imprevisíveis e urgentes.

47. (CESPE/MPU/Técnico de Controle Interno/2010) Caso o governo federal precise realizar uma despesa nova,
não prevista na LOA, o único instrumento que pode ser utilizado para esse fim é o crédito especial.

48. (CESPE/MPU/Técnico de Controle Interno/2010) Se os créditos especiais e extraordinários forem autorizados


e promulgados nos últimos quatro meses de um exercício, eles podem ter sua vigência prorrogada para o exercício
financeiro subsequente, independentemente de novo ato da administração pública, enquanto perdurar o saldo
correspondente.

49. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo1/2013) Em caso de calamidade comprovada por decreto presidencial, o


presidente do tribunal pode autorizar a criação de dotações orçamentárias extraordinárias, desde que tal ato seja
referendado pelo órgão especial da respectiva corte.

50. (CESPE/MPU/Técnico de Controle Interno/2010) O crédito suplementar é aberto por meio de decreto do
Poder Executivo, mas o crédito especial somente pode ser aberto por lei específica.

51. (CESPE/MPU/Técnico de Controle Interno/2010) O montante total da despesa orçamentária pode aumentar
como resultado da abertura de créditos suplementares.

52. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) Os créditos adicionais gerados a partir de anulação parcial ou total de


dotação orçamentária provocam aumento dos valores globais da lei orçamentária, uma vez que envolvem somente
despesas.

53. (FGV/IBGE/Analista-Orçamento e finanças/2016)Os créditos adicionais são as autorizações de despesas não


computadas ou insuficientemente dotadas na LOA. Salvo exceções previstas, sua abertura depende da indicação de

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fonte de recursos. A fonte de recurso que, quando utilizada, NÃO causa aumento global da dotação inicial
autorizada na LOA é:
a) excesso de arrecadação;
b) operações de crédito autorizadas;
c) recebimentos de convênios e recursos vinculados não previstos na LOA;
d) reserva de contingência;
e) superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior.

54. (CESPE/EBC/Analista-Contador/2011) A LOA poderá conter a autorização prévia para abertura de crédito
adicional especial.

55. (CESPE/TJ-RO/Administrador/2012) Os créditos adicionais — autorizações de despesas não computadas ou


insuficientemente dotadas na LOA — classificam-se como
a) ilimitados, caso sejam destinados a despesas urgentes e imprevisíveis.
b) especiais, se reforçarem uma dotação já existente.
c) suplementares, se houver a possibilidade de serem reabertos no exercício seguinte pelos saldos não aplicados.
d) extraordinários, se, no momento da abertura, não dependerem da indicação da fonte de recursos.
e) especiais, se sua abertura ocorrer por medida provisória ou decreto do Poder Executivo.

56. (CESPE/TRF-2ªR-Juíz Federal/2013) Quando, no decorrer da execução orçamentária, uma dotação se revelar
insuficiente, o Poder Executivo poderá lançar mão da abertura de
a) crédito suplementar, após autorização legislativa.
b) crédito especial, independentemente da existência de recursos disponíveis para a realização da despesa.
c) créditos especiais ou suplementares, por meio de medidas provisórias.
d) crédito especial, após aprovação legal.
e) crédito extraordinário, por meio de decreto.
57. (ESAF/STN/AFC/Contábil-Financeira/2008) Assinale a opção correta, a respeito dos créditos adicionais.
a) Os créditos suplementares somente podem ser abertos em razão de excesso de arrecadação ou por cancelamento
de créditos consignados na Lei Orçamentária Anual.
b) Os créditos especiais podem ser reabertos no exercício seguinte pelos saldos remanescentes, caso o ato de
autorização tenha sido promulgado nos últimos quatro meses do exercício.
c) Na abertura de créditos extraordinários, a indicação da fonte dos recursos é dispensada, caso haja grave ameaça à
ordem pública.
d) Os créditos suplementares não necessitam de autorização legislativa para serem abertos, quando a abertura
decorrer de calamidade pública.
e) O cancelamento de restos a pagar é fonte para a abertura de créditos adicionais.
58. (ESAF/CGU/AFC/2008) Ao longo do exercício financeiro, pode ocorrer a necessidade de abertura de créditos
adicionais para cobrir despesas não-computadas ou insuficientemente dotadas. Com base na legislação vigente,
relativa a esse assunto, identifique a opção incorreta.
a) A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de recursos disponíveis para atender à
despesa e será precedida de exposição justificada.
b) Somente será admitida a abertura de crédito extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes,
como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto na Constituição
Federal.
c) A vigência dos créditos especiais não pode ultrapassar o exercício financeiro em que foram autorizados, em
respeito ao princípio orçamentário da anualidade.
d) Terão vigência até o final do exercício financeiro os créditos extraordinários cujo ato de autorização tenha sido
promulgado nos primeiros 4 (quatro) meses do exercício financeiro.
e) Para fins de abertura de créditos suplementares e especiais, consideram-se recursos disponíveis os provenientes
do excesso de arrecadação, ou seja, do saldo positivo das diferenças, acumuladas mês a mês, entre a arrecadação
prevista e a realizada, considerando-se, ainda, a tendência do exercício.
59. (ESAF/TCU/AFCE/1999) O orçamento público no Brasil, após a sua aprovação em lei, poderá sofrer
modificações no decorrer de sua execução, através do mecanismo de abertura de créditos. Identifique o único tipo
de crédito que já é previsto.
a) Crédito ordinário.
b) Crédito suplementar.
c) Crédito especial.
d) Crédito extraordinário.

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e) Crédito adicional.
60. (CESPE/MPOG-ENAP/Cargo1/2015) Todo crédito adicional constitui um crédito orçamentário, mas nem
todo crédito orçamentário é também um crédito adicional.
61. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) O crédito extraordinário é o único que deverá ser aberto por decreto
do Poder Executivo.
62. (CESPE/Técnico Administrativo/2015) O único crédito adicional que pode ser aberto sem a indicação da fonte
dos recursos a serem utilizados é o crédito extraordinário.

63. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) O crédito especial independe de indicação de recursos na lei de


autorização.
64. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Todos os créditos adicionais devem, obrigatoriamente, indicar o limite
de gastos autorizado.
65. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Para a abertura de um crédito extraordinário, é suficiente que a
despesa seja urgente.
66. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) O crédito suplementar somente poderá ser aberto mediante
autorização em lei especial.
67. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Considerando que a dotação orçamentária destinada à divulgação, nos
diversos veículos de imprensa, das datas de início e fim do horário brasileiro de verão tenha sido aprovada, por
engano, com recursos muito abaixo do necessário, assinale a opção correta.
a) A indicação da fonte dos recursos para a abertura do crédito em questão não será necessária.
b) O órgão encarregado da divulgação deverá aprovar um crédito extraordinário.
c) O acréscimo de recursos somente poderá ser efetivado se for autorizado na LOA.
d) O crédito adicional de reforço deverá ser aberto por meio de lei especial.
e) A vigência do crédito a ser utilizado deverá ser restrita ao exercício em que for aberto.
68. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) Um órgão público decidiu instituir um programa para a construção de
novas quadras de esporte em escolas públicas. Esse programa não foi previsto originalmente na LOA, e, por esse
motivo, o órgão pretendeu alterar seu plano de trabalho. Para tanto, foi necessário propor a criação de uma nova
dotação orçamentária, além do reforço de uma dotação preexistente, destinada à compra de material esportivo.
Nessa situação hipotética, para que o objetivo seja alcançado, os instrumentos orçamentários apropriados são,
respectivamente,
a) o crédito especial e o crédito suplementar.
b) o crédito especial e o crédito adicional.
c) o crédito suplementar e o crédito especial.
d) o crédito orçamentário e o crédito adicional.
e) o crédito extraordinário e o crédito suplementar.
69. (CESPE/TELEBRAS/Analista-Cargo6/2013) O Poder Executivo não tem autonomia para alterar lei
orçamentária, se ela estiver em vigor, ainda que haja projetos de lei de créditos adicionais.
70. (CESPE/CD/Consultor Orçam./2014) Por meio da abertura de crédito extraordinário, em situação
emergencial, é permitida a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos pelo governo federal e
pelas suas instituições financeiras para o pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos
estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios.
71. (CESPE/TCDF/ACE/2014) Créditos adicionais poderão ser abertos sem a necessidade de autorização
legislativa prévia.
72. (CESPE/TCE-ES/ACE/2012) Segundo a Lei n.º 4.320/1964, do superávit financeiro apurado no balanço
patrimonial do exercício anterior e a ser utilizado como fonte de abertura de um crédito adicional especial devem ser
subtraídos os créditos extraordinários abertos no exercício.
73. (CESPE/TCE-RO/Ag. Adm./2013) O excesso de arrecadação apurado em exercício anterior poderá ser
utilizado integralmente como fonte de abertura de créditos adicionais.
74. (CESPE/TCE-RO/Ag. Adm./2013) É proibida a utilização de receita de capital como fonte de abertura de
crédito adicional suplementar ou especial.

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75. (CESPE/TCE-RO/ACE/Contábil/2013) É vedada a abertura de crédito extraordinário sem prévia autorização
legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes.
76. (CESPE/TCE-RO/ACE/Contábil/2013) A abertura dos créditos adicionais depende da existência de recursos
disponíveis, devendo-se considerar como recurso o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do
exercício anterior.
77. (CESPE/TCE-ES/Analista/Cargo5/2013) A programação da despesa orçamentária considera os créditos
adicionais suplementares e especiais, mas não os créditos extraordinários, pois estes são operações de natureza
extraorçamentária urgente.
78. (CESPE/TCE-ES/Analista/Cargo5/2013) A lei orçamentária prevê, obrigatoriamente, a autorização do
Executivo para abertura de créditos suplementares até o limite do superávit financeiro apurado no balanço
financeiro do exercício imediatamente anterior e na programação financeira de desembolso.
79. (CESPE/TCE-ES/Analista/Cargo5/2013) O excesso de arrecadação no orçamento é dado pelo saldo positivo
das diferenças acumuladas entre a receita prevista mês a mês do exercício corrente e do exercício imediatamente
anterior.
80. (CESPE/TCE-ES/Analista/Cargo5/2013) Os créditos adicionais extraordinários configuram novas dotações à
lei orçamentária, assim, devido a sua natureza de urgência, eles devem ser autorizados por lei e abertos por decreto
do presidente da República.
81. (CESPE/TCE-ES/Analista/Cargo5/2013) Os recursos sem despesas correspondentes, em decorrência de veto,
emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária, podem ser utilizados para abertura de créditos adicionais
suplementares e especiais.
82. (CESPE/TCE-ES/Analista/Cargo5/2013) Os créditos adicionais são autorizações de despesas não computadas
ou insuficientes, dotadas na proposta da lei de orçamento, que visam o redimensionamento do planejamento para o
exercício seguinte.
83. (CESPE/MTE/Ag.Adm./2014) A Constituição Federal de 1988 (CF) permite a realização de operação de
crédito que exceda o montante das despesas de capital, se essa operação for aprovada pelo Poder Legislativo por
maioria absoluta.
84. (CESPE/IBAMA/Analista-Adm/2013) Considere que o montante total dos empréstimos realizados por
determinado município tenha sido igual às despesas de capital fixadas no orçamento municipal para o exercício
financeiro em execução. Nessa situação, caso o município precise realizar mais uma operação de crédito, sem alterar
o total das despesas de capital, somente poderá fazê-la se for aprovado pela câmara de vereadores, por maioria
absoluta, um crédito suplementar ou especial com finalidade precisa.

85. (CESPE/CPRM/Analista-Economia/2013) O montante previsto para as receitas de operações de crédito não


poderá ser superior ao total das despesas de capital constantes da Lei Orçamentária Anual, exceto as exceções
previstas na Constituição Federal e aprovadas pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.
86. (CESPE/MDIC/Analista Téc. Adm./2014) O princípio orçamentário da legalidade é estabelecido pela norma
constitucional segundo a qual é vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas
de capital. Serão ressalvadas, porém, as operações de crédito autorizadas com finalidade precisa, mediante créditos
suplementares ou especiais aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.
87. (CESPE/CNJ/Técnico-Cargo13/2013) De acordo com a LDO, na condição de se verificar, ao final do
semestre, que a realização da receita não comportará o cumprimento das metas de resultado primário, o Poder
Executivo promoverá, por ato próprio, limitações no empenho e na movimentação financeira dos três poderes.
88. (CESPE/ANTT/Administração/2013) Caso haja o descumprimento das metas fiscais previstas na LDO, o
Poder Executivo deve limitar imediatamente o dispêndio de todos os três poderes. Como as regras de limitação
estão definidas na LDO, que foi debatida e aprovada pelo Poder Legislativo, tal procedimento não pode ser
considerado uma violação da independência dos poderes.
89. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo2/2013) Considere que, ao final do segundo bimestre de exercício da LOA,
constate-se que as receitas efetivamente arrecadadas foram inferiores às projetadas na LOA e que não será atingida a
meta de resultado primário definida na LDO. Nessa situação, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, bem
como o Ministério Público, deverão, cada um, em ato próprio, nos trinta dias subsequentes, limitar os empenhos e
as movimentações financeiras nos montantes necessários para a obtenção do reequilíbrio orçamentário, conforme
estabelecido na LDO.

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90. (CESPE/MI/Administrador/2013) Os recursos da União destinados à transferência aos municípios para o
custeio de ações e serviços públicos de saúde não podem sofrer limitação de empenho, ainda que a realização da
receita não comporte o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no anexo de metas
fiscais da lei de diretrizes orçamentárias (LDO).
91. (CESPE/SGA/AAJ/Analista/Adm./2004) A lei de diretrizes orçamentárias deve compreender as metas e
prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro seguinte, orientar a
elaboração da lei orçamentária anual, e ainda dispor sobre os critérios e a forma de limitação de empenho nas
hipóteses previstas na lei de responsabilidade fiscal.
92. (CESPE/TCU/Auditor/2013) A LDO/2013 prevê que, no caso de frustração da receita que venha a
comprometer o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal, o Poder Executivo efetuará
automaticamente, a qualquer tempo, o contingenciamento das dotações e a retenção dos recursos correspondentes a
todos os poderes e ao Ministério Público, situação que só se reverterá se houver plena recuperação da receita
inicialmente estimada antes do final do exercício.
93. (FGV/IBGE/Analista-Orçamento e finanças/2016) Em um dado exercício, em decorrência de cenário
desfavorável para a arrecadação da receita prevista no orçamento, o Poder Executivo de um ente da Federação
expediu um ato que impede a emissão de novos empenhos, mantendo as dotações até que a arrecadação se
recupere. Esse ato está diretamente associado ao conceito de:
a) contingenciamento;
b) gestão fiscal;
c) limitação de dotação;
d) limitação de empenho;
e) risco fiscal.
94. (CESPE/TCE-SC/AFCE-Direito/2016)Para fins de controle do cumprimento da meta de superávit primário,
deve-se verificar, ao final de cada bimestre, se a receita arrecadada é compatível com as estimativas e com a
programação do exercício, sob pena de contingenciamento de dotações orçamentárias.
95. (CESPE/TCU/AUFC/2015) É vedado à lei de diretrizes orçamentárias prever a indisponibilidade de
determinadas dotações orçamentárias para a limitação de despesas, diante da hipótese de a realização da receita não
comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal.
96. (CESPE/STJ/Analista Administrativo/2015) Situação hipotética: Determinado ente da administração pública,
que necessita da abertura de um crédito especial, dispõe dos seguintes dados:
- diferença entre a receita realizada e a prevista: R$ 400;
- ativo financeiro no balanço patrimonial do exercício anterior: R$ 180;
- passivo financeiro no balanço patrimonial do exercício anterior: R$ 140;
- créditos extraordinários abertos no exercício: R$ 230;
- créditos adicionais reabertos: R$ 10.
Assertiva: Nessa situação, há margem para abertura do crédito especial de R$ 200.
97. (CESPE/TCU/AUFC/2015) Por não estarem previstas no momento de elaboração da proposta orçamentária,
as despesas provenientes de créditos adicionais abertos durante o exercício financeiro são consideradas
extraorçamentárias.
98. (CESPE/TCU/AUFC/2015) Se a arrecadação efetivamente realizada for maior que a prevista na lei
orçamentária anual, a diferença a maior poderá ser utilizada como fonte de recursos para a abertura de créditos
adicionais.
99. (CESPE/MPU/Analista_Cargo1/2015) O crédito para despesas urgentes, e não incluídas no orçamento,
realizadas em função da ocorrência de calamidade pública, deverá ser aberto por meio de medida provisória.
100. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015)Créditos especiais e extraordinários são abertos para inserir novas dotações
orçamentárias na LOA, podendo ser transferidos para a continuidade da execução no exercício seguinte, se a
autorização do Poder Legislativo ocorrer no mês de novembro.

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Gabarito
1 E 9 E 17 E 25 E 33 C 41 E 49 E 57 "b" 65 E 73 E 81 C 89 C 97 E
2 E 10 C 18 E 26 C 34 C 42 E 50 E 58 "c" 66 E 74 E 82 E 90 C 98 C
3 C 11 E 19 E 27 C 35 C 43 C 51 C 59 "a" 67 "e" 75 E 83 C 91 C 99 C
4 C 12 C 20 E 28 C 36 C 44 E 52 E 60 C 68 "a" 76 E 84 C 92 E 100 C
5 C 13 E 21 E 29 C 37 C 45 E 53 "d" 61 E 69 E 77 E 85 C 93 "a"
6 E 14 C 22 C 30 E 38 E 46 E 54 E 62 C 70 E 78 E 86 E 94 C
7 E 15 E 23 C 31 "e" 39 E 47 E 55 "d" 63 E 71 C 79 E 87 E 95 E
8 E 16 E 24 E* 32 C 40 C 48 E 56 "a" 64 C 72 E 80 E 88 E 96 C

*No gabarito preliminar, o CESPE declarou o item como ―certo‖. Porém, no definitivo houve a alteração para ―errado‖. Veja a justificativa
publicada pela banca: ―A abertura de crédito extraordinário nos estados e municípios deve ocorrer por meio de medida provisória e não por
decreto como afirma o item. A medida provisória é utilizada pelo poder Executivo para abertura de créditos extraordinários e não o decreto.
Créditos esses que não precisam da autorização do poder Legislativo e por ser de questões de emergência.‖

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6. PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS (não taxativos)

Os princípios orçamentários são premissas norteadoras e regras a serem seguidas e observadas ao


longo de todo o processo orçamentário. O Manual Técnico de Orçamento/2018 define os princípios
orçamentários da seguinte forma:

―Os princípios orçamentários visam estabelecer regras básicas, a fim de conferir racionalidade,
eficiência e transparência aos processos de elaboração, execução e controle do orçamento público.
Válidos para todos os Poderes e para todos os entes federativos - União, Estados, Distrito Federal
e Municípios -, são estabelecidos e disciplinados tanto por normas constitucionais e
infraconstitucionais quanto pela doutrina. Nesse sentido, integram este Manual Técnico de
Orçamento princípios orçamentários cuja existência e aplicação decorrem de normas jurídicas.‖

O MTO/2018 trouxe os seguintes princípios:

Alguns princípios são explícitos, pois seu conceito encontra-se na letra da lei, e outros são
implícitos, pois seu conteúdo é apenas doutrinário. Ambos são extremamente importantes para o processo
orçamentário. Logo, para ser considerado princípio orçamentário não é necessário constar expresso
na lei.

1. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) Os princípios orçamentários surgiram com a necessidade


de se estabelecer regras para a instituição orçamentária, e alguns deles foram incorporados à legislação
brasileira há mais de cinco décadas.

2. (CESPE/STM/Analista Adm./2011) Para ser considerada um princípio orçamentário, a norma precisa


obrigatoriamente estar incluída na Constituição Federal ou na legislação infraconstitucional.

3. (CESPE/TRE-MS/Analista Adm./2013) Os princípios orçamentários estão sujeitos a transformações


de conceito e significação, pois não têm caráter absoluto ou dogmático e suas formulações originais não
atendem, necessariamente, ao universo econômico-financeiro do Estado moderno.

6.1 - Legalidade

Refere-se à legalidade administrativa, ou seja, é o princípio da legalidade aplicado à administração


pública, segundo o qual cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei
expressamente autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A Constituição Federal de 1988, no art.
37, estabelece os princípios da administração pública, dentre os quais o da legalidade e, no seu art. 165,
estabelece a necessidade de formalização legal das leis orçamentárias:

Art. 165. Leis (em sentido formal) de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I – o plano plurianual;
II – as diretrizes orçamentárias;
III – os orçamentos anuais.‖

4. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) De acordo com o princípio da anualidade, ninguém será


obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei.

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5. (CESPE/STM/Analista Adm./2011) Se a lei for omissa em relação a determinado procedimento de
natureza orçamentária, este não poderá ser utilizado.

6. (CESPE/DPU/Analista Adm./2010) O princípio da legalidade, um dos primeiros a serem incorporados


e aceitos nas finanças públicas, dispõe que o orçamento será, necessariamente, objeto de uma lei,
resultante de um processo legislativo completo, isto é, um projeto preparado e submetido, pelo Poder
Executivo, ao Poder Legislativo, para apreciação e posterior devolução ao Poder Executivo, para sanção e
publicação.

7. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) O princípio orçamentário da legalidade é o dispositivo


constitucional utilizado para se estabelecer a apreciação, pelas duas casas do Congresso Nacional, dos
projetos de lei relativos ao PPA, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais.

8. (CESPE/IPEA/ Técnico Superior/2008) A natureza jurídica da lei orçamentária anual no Brasil não
interfere nas relações entre os sujeitos passivos e ativos das diversas obrigações tributárias.

6.1.1 - Classificação Jurídica do Orçamento (PPA, LDO e LOA)

Imagine a seguinte pergunta em prova: a LOA é uma lei? Aparentemente, a resposta parece ser
simples: ―Sim, a LOA é uma lei, afinal, ela se chama LEI Orçamentária Anual‖. Porém, com exceção dos
créditos adicionais, que são abertos por Medida Provisória (ex União) ou por Decreto do P.E (ex DF), as
normas orçamentárias são consideradas leis apenas para fins formais. Nesse sentido, são leis ordinárias e
especiais. Porém, em sentido material não são leis, mas meros atos da administração, pois não geram
direitos subjetivos e, em regra, não determinam os gastos de forma obrigatória.

9. (CESPE/STM/Analista Adm./2011) A lei orçamentária anual elaborada no âmbito da União é, ao


mesmo tempo, lei ordinária e especial.

10. (CESPE/ANTT/Técnico Adm./2013) A CF em vigor confere ao orçamento a natureza jurídica de lei


formal e material. Por esse motivo, a lei orçamentária pode prever receitas públicas e autorizar gastos.

11. (FGV/SENADO/Analista Legislativo/Adm/2012) O Orçamento Público é uma lei, em sentido


formal (quanto à forma, rito e competência), e um ato administrativo, quanto ao aspecto material (matéria,
assunto tratado no orçamento).

12. (CESPE/AGU/Advogado/2009) O orçamento é um ato administrativo da administração pública.

13. (CESPE/TRE-ES/Analista Adm.- Contab. /2011) Em matéria orçamentária, o princípio da legalidade


refere-se à legalidade estrita aplicável aos atos da administração pública.

14. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) A LOA tem natureza jurídica de lei material, pois ela cria
direitos subjetivos relacionados aos programas de governo e altera a estrutura tributária do respectivo
exercício financeiro.

15. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) No Brasil, o orçamento público tem caráter impositivo,


razão por que compete ao Poder Executivo executar as despesas aprovadas pelo Poder Legislativo.

6.2 - Unidade ou Totalidade

O princípio da unidade é mencionado na Lei 4.320/1964, em seu art. 2°:

―a Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a


evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo,
obedecidos aos princípios da unidade, universalidade e anualidade.‖

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O princípio da Unidade ou Totalidade determina que só poderá haver um orçamento único para
cada ente da federação, União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de forma a evitar a elaboração de
orçamentos paralelos. Com base neste princípio, entende-se que as receitas previstas e as despesas fixadas
anualmente devem fazer parte de um único documento: LOA.

Apesar do seu conceito está previsto na lei 4.320 de 1964, o princípio só passou a ser respeitado na
prática com a edição da Constituição Federal de 1988, que em seu art. 165, § 5º determinou que a LOA
compreenderá os orçamentos fiscal, de investimento e da seguridade social. Logo, mesmo a LOA sendo
composta por três ―blocos‖ de valores (fiscal, investimento e seguridade social) ela é peça única.

16. (CESPE/TRT-8ªR/Anal.Jud.-Adm./2016) Assinale a opção que corresponde ao princípio da unidade


orçamentária, um dos princípios que norteiam a elaboração e a execução do orçamento público.
a) O exercício financeiro do orçamento será de 1.º de janeiro a 31 de dezembro, coincidente com o ano
civil.
b) O orçamento deve registrar as receitas e as despesas pelos seus valores brutos, ou seja, pelo total, sem
evidenciar qualquer forma de dedução de seus valores.
c) A receita e a despesa, na lei orçamentária anual, devem ser discriminadas de forma detalhada, não se
admitindo dotações globais.
d) À lei orçamentária anual não caberá inclusão de qualquer dispositivo diferente à previsão das receitas e à
fixação das despesas.
e) O orçamento da União deve reunir, em única lei, os orçamentos referentes aos Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário.

17. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) O princípio da totalidade surgiu em razão da


necessidade de se reformular o princípio da unidade, o qual substituiu, tornando possível a elaboração de
múltiplos orçamentos, que devem ser consolidados para a apreciação legislativa.

18. (CESPE/TCDF/Auditor/2012) O princípio orçamentário da unidade é um dos mais antigos no Brasil


no que se refere à aplicação prática, pois vem sendo observado desde a publicação da Lei n.º 4.320/1964.

19. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 5/2017) O caixa único do Tesouro Nacional
destina-se a efetivar o princípio orçamentário da unidade.

20. (CESPE/TCE-PA/ACE – Proc/2016) De acordo com o princípio da unidade orçamentária, a


vigência do orçamento deverá ser limitada a um exercício financeiro.

6.3 - Anualidade ou Periodicidade

Este princípio estipula que o orçamento deve ser elaborado para vigorar por um período de um
ano. Ou em outra abordagem, significa que o orçamento deve vigorar por um período limitado.
Excepcionando tal princípio temos os créditos especiais e extraordinários, cujo ato de
promulgação ocorra nos últimos quatro meses do exercício, com saldos incorporados à LOA do
exercício seguinte (ver art. 167, §2º da CF/88). Uma vez incorporado à LOA seguinte, tais créditos
ganham mais um exercício financeiro para sua realização.

21. (CESPE/TCE-PE/Auditor de contas públicas/2017) Dado o princípio da anualidade orçamentária, os


orçamentos públicos das diversas esferas de governo devem ter vigência de um exercício financeiro e
coincidir com o ano civil.*

22. (CESPE/TCE-PR/Analista de Controle/2016-mult.) A Lei de Responsabilidade Fiscal reforça o


princípio segundo o qual as obrigações assumidas no exercício devem ser compatíveis com os recursos
financeiros obtidos no mesmo exercício. O princípio orçamentário vinculado a essa norma denomina-se
princípio da anualidade.

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23. (CESPE/STJ/Analista Adm./2015) A transferência da contabilização de uma obrigação resultante de
despesa realizada no exercício atual para o subsequente está associada à quebra dos princípios da totalidade
e da publicidade.

24. (CESPE/MPU/Cargo8/2013) O princípio da anualidade estabelece que as autorizações orçamentárias


e, consequentemente, o exercício financeiro no Brasil devem corresponder a doze meses e coincidir com o
ano civil. Contudo, constitui exceção ao princípio mencionado a autorização para os créditos reabertos.

25. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 3/2017) Em decorrência do princípio da


anualidade orçamentária, os créditos orçamentários, ordinários ou adicionais abertos para determinado
exercício financeiro possuem vigência restrita ao ano civil, sem qualquer exceção.

26. (CESPE/ANCINE/Téc.Adm-Cargo1/2012) Consoante o princípio da periodicidade, o exercício


financeiro corresponde ao período de tempo ao qual se referem a previsão das receitas e a fixação das
despesas.

27. (CESPE/IBAMA/Analista/2013) Considere que um parlamentar tenha apresentado projeto de lei


para revogar uma norma vigente, segundo a qual o exercício financeiro deve coincidir com o ano civil.
Nessa situação, é correto afirmar que, ainda que esse projeto de lei seja aprovado, o princípio orçamentário
da anualidade continuaria em vigor no Brasil.

6.4 - Universalidade

O princípio da Universalidade, além de estar presente no artigo 2º da Lei 4.320/1964: Art. 2° A Lei
do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica
financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade universalidade e
anualidade; Também tem o seu conceito consagrado nos artigos 3º e 4º da mesma Lei:

―Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito


autorizadas em lei.
Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da
administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto no
artigo 2°.‖

Segundo estes dispostos, o princípio da universalidade define que o orçamento deve conter todas as
receitas e todas as despesas referentes aos Poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e
mantidas pelo poder público.

O princípio também está recepcionado na CF/88 em seu artigo 165:

―§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:


I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;‖

Observação:As bancas examinadoras tentam confundir os candidatos misturando os conceitos dos


princípios de Unidade (Totalidade) com Universalidade.

28. (CESPE/TCE-PE/Auditor de contas públicas/2017) Em observância ao princípio da universalidade


orçamentária, devem estar reunidos no orçamento estadual todos os recursos que um estado-membro
esteja autorizado a arrecadar e todas as dotações necessárias ao custeio de serviços públicos estaduais.

29. (CESPE/TRT-8ªR/Analista Jud.-Contab./2016) De acordo com a Constituição Federal de 1988, a lei


orçamentária anual deve compreender o orçamento fiscal, o qual conterá receitas e despesas referentes a
todas as entidades da administração direta e indireta; o orçamento de investimento das empresas estatais; e
o orçamento da seguridade social. Esse mandamento constitucional relaciona-se aos princípios
orçamentários da

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a) uniformidade e da unidade.
b) universalidade e da especificação.
c) universalidade e da unidade.
d) unidade e da especificação
e) universalidade e da programação.

30. (CESPE/DPU/Contador/2016) De acordo com o princípio da universalidade orçamentária, cada


unidade orçamentária deve possuir apenas um orçamento.

31. (CESPE/STM/Analista Adm./2011) Nem todas as entidades da administração pública indireta obedecem ao
princípio orçamentário da universalidade.

6.5 - Exclusividade

Segundo o Manual Técnico de Orçamento/2013, o princípio orçamentário da exclusividade,


estabelece que a LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa.
Ressalvam-se dessa proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e a contratação de
operações de crédito, nos termos da lei.

O princípio da exclusividade surgiu como forma de evitar que o orçamento contenha matérias sem
pertinência com o conteúdo orçamentário. A essência do princípio da exclusividade encontra-se no artigo
165 da CF/88:

―§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da
despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação
de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei‖.

Atenção! A ―matéria estranha‖ pode cair na sua prova como ―caudas orçamentárias‖ ou
―orçamentos rabilongos‖

32. (CESPE/TCE-PB/Auditor de Contas Púb./2018)


A CF prevê, expressamente, o princípio orçamentário
a) da uniformidade.
b) da exclusividade.
c) do orçamento bruto.
d) da programação.
e) da participação.

33. (CESPE/TRT 7/Analista Judiciário – área administrativa/2017)


Na tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA), um deputado federal apresentou emenda propondo a
criação de uma agência de fomento no Centro-Oeste, com o objetivo de incentivar projetos de
desenvolvimento econômico e social da região por meio da concessão de empréstimos e financiamentos.
Em decorrência de seu objetivo, a emenda proposta pelo parlamentar, nessa situação hipotética, viola o
princípio da
A) discriminação.
B) universalidade.
C) unidade.
D) exclusividade.

34. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) A Constituição Federal prevê exceções a alguns


princípios orçamentários, entre elas, a autorização para abertura de créditos suplementares na lei
orçamentária anual.

35. (CESPE/SEDF/Prof. Adm./2017) Com a finalidade de evitar a existência de orçamentos paralelos no


âmbito da mesma pessoa política, foi criado o princípio orçamentário da exclusividade, o qual determina a

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realização de um único orçamento. Assim, conforme esse princípio, o orçamento deve ser uno para cada
ente federado, não cabendo a existência de múltiplos orçamentos para o mesmo ente.

36. (CESPE/SEDF/Analista. Adm./2017) Segundo o princípio da exclusividade, o orçamento deve ser


uno, isto é, deve existir apenas um orçamento para determinado exercício financeiro.

6.6 - Orçamento Bruto

O princípio do Orçamento Bruto está previsto na Lei 4320/1964, e menciona em seu artigo 6º que
todas as receitas e despesas constarão pelos seus totais:

―Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas
quaisquer deduções.
§ 1º As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como
despesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no orçamento da que
as deva receber.‖

Ou seja, todas as receitas e despesas devem ser incluídas no orçamento pelo valor de seus montantes
brutos, sem deduções.

37. (CESPE/FUB/Assist. Adm./2015) As despesas, dentro do orçamento, devem aparecer em seus


valores brutos, sem deduções.

38. (CESPE/ANP/Analista-Perfil4/2013) Todas as parcelas da receita e da despesa devem figurar no


orçamento em seus valores brutos, sem presentar qualquer tipo de dedução.

39. (CESPE/INPI/Analista-Gestão Financ./2013) O princípio do orçamento bruto refere-se à


apresentação dos valores do modo mais simples possível, ou seja, após todas as deduções brutas terem
sido realizadas.

6.7 – Especificação

Também chamado nas provas como especialização ou discriminação, o princípio da especificação


determina o detalhamento das receitas e despesas na LOA, de forma que a origem e a aplicação dos
recursos sejam demonstradas. Esse princípio facilita o controle orçamentário exercido pelo Poder
Legislativo, bem como beneficia a sociedade, por demonstrar o uso do dinheiro público. O princípio da
especificação veda a autorização de despesas globais (sem detalhamento). Está disposto no art. 5º da Lei nº
4.320/64, veja:

―A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender indiferentemente a


despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras, ressalvado o
disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.‖

Sobre a exceção, o art. 20 em seu parágrafo único assim diz:

―Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se
subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações
globais, classificadas entre as Despesas de Capital.‖

A exceção acima se refere aos Programas Especiais de Trabalho - PETs, também chamados de
investimentos em regime de execução especial.

(CESPE – Analista em Ciência e Tecnologia - CNPq - 2011) São exceções ao que


determina o princípio da discriminação ou especialização os programas especiais de trabalho que,

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por sua natureza, não podem ser cumpridos em subordinação às normas gerais de execução da
despesa.

De acordo com o princípio da discriminação, as despesas devam ser


discriminadas/detalhadas. Porém, temos como exceção os programas especiais de trabalho, como
os programas de proteção à testemunha, que se tivessem especificação detalhada, perderiam sua
finalidade. Portanto, questão correta.

A LRF em seu artigo 5º, III dispõe sobre outra exceção, que é a reserva de contingência. A reserva
de contingência tem por finalidade atender contingentes eventuais.

Conclusão: os PETs e a Reserva de Contingência são exceções ao princípio da especificação, pois não
necessitam de descriminação quanto à dotação, que é global, no caso da reserva, e pode ser global, no caso
dos PETs.

40. (CESPE/MPOG-ENAP/Analista Técnico Administrativo/2015) A aplicação do princípio


orçamentário da especialização pressupõe que um grau maior de discriminação da receita e da despesa
interessa particularmente aos escalões decisórios superiores, em razão de sua importância para a
fiscalização e o controle.

41. (CESPE/Câm. Dep./Téc. Patrim./2012) De acordo com o princípio orçamentário da especificação, devem-se
registrar, no mesmo item, o valor líquido bem como a dedução das parcelas de imposto previsto na lei orçamentária
anual do governo federal a serem transferidas a estados e municípios.

42. (CESPE/EBC/Analista-Contador/2011) A reserva de contingência, dotação global para atender


passivos contingentes e outras despesas imprevistas, constitui exceção ao princípio da especificação ou
especialização.

43. (CESPE/TELEBRAS/Analista-Cargo6/2013) Determinados programas de investimentos podem ser


apresentados no orçamento de forma global, deixando de atender ao princípio da discriminação ou da
especialização.

44. (CESPE/MPU/Analista/2010) O princípio orçamentário da especificação ou especialização não está


explicitado no texto da CF.

6.8 - Equilíbrio Orçamentário

O princípio do equilíbrio orçamentário assegura o equilíbrio entre receitas e despesas


orçamentárias. A LRF em seu artigo 4º e 9º determina que:

―Art. 4º A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2º do art. 165 da Constituição e:


I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;‖
―Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas
Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes
necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira,
segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.‖

45. (CESPE/TRE-GO/Analista Jud.-Adm./2015) De acordo com o princípio do orçamento bruto, o


montante total de despesas orçamentárias deve ser igual ao montante total de receitas orçamentárias.

46. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo2/2013) O princípio do equilíbrio orçamentário, segundo algumas


escolas de pensamento, deve ser ignorado em situações de crise, devendo o governo intervir ativamente na
economia para estimular a demanda. No Brasil, os debates sobre equilíbrio orçamentário restringem-se a
discussões genéricas no PPA.

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47. (CESPE/STM/Técnico2011) O endividamento do Estado, por meio da contração de empréstimos, atende ao


princípio do equilíbrio orçamentário.

48. (CESPE/STJ/Analista/2008) O princípio do equilíbrio orçamentário é o parâmetro para a elaboração da LOA,


o qual prescreve que os valores fixados para a realização das despesas deverão ser compatíveis com os valores
previstos para a arrecadação das receitas. Contudo, durante a execução orçamentária, poderá haver frustração da
arrecadação, tornando-se necessário limitar as despesas para adequá-las aos recursos arrecadados.

49. (CESPE/TJDFT/Analista/2008) Considere-se que a proposta orçamentária traga embutido um deficit a ser
coberto com o excesso de arrecadação que venha a ser obtido com o crescimento econômico e com o melhor
desempenho da administração tributária. Nessa situação, é correto afirmar que o princípio orçamentário
fundamentalmente violado foi o da universalidade.

6.9 - Não Afetação da Receita de Impostos (ou da Não Vinculação)

O artigo 167, IV da CF/88 dispõe:


―Art. 167. São vedados:
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do
produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos
para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para
realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos
arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação
de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;‖

O princípio da não afetação determina que nenhuma receita de impostos poderá ser reservada ou
comprometida para atender a certos e determinados gastos.

Observação 1: O princípio fala da não afetação de impostos. Algumas bancas costumam


falar da não vinculação de tributos, descrição que não se encaixa no princípio.

Observação 2: O princípio da não afetação apresenta algumas exceções:


 Repartição constitucional dos impostos;
 Destinação de recursos para a saúde;
 Destinação de recursos para o desenvolvimento do ensino;
 Destinação de recursos para a atividade de administração tributária;
 Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita;
 Garantia, contra garantia à União e pagamento de débitos para com esta.

50. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 3/2017) De acordo com o princípio


orçamentário da não afetação — que, no Brasil, é aplicável somente às receitas de impostos —, as receitas
públicas não podem estar vinculadas a qualquer tipo de despesa pública.

51. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 4/2017) O tratamento dado aos recursos
destinados à educação e à saúde constitui uma exceção ao princípio orçamentário da não vinculação.

52. (CESPE/EBC/Analista-Contador/2011) O princípio da não afetação da receita veda a vinculação de


receita de impostos, taxas e contribuições a despesas, fundos ou órgãos.

53. (CESPE/TCE/-ES/ACE/2012) A vinculação de receitas para educação, saúde e segurança não pode
ser considerada violação do princípio da não afetação de receitas, uma vez que esses serviços são a razão
da existência do Estado moderno.

54. (CESPE/ANALISTA/MPU/2010) As garantias às operações de crédito são exceções ao princípio


orçamentário da não afetação.

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55. (CESPE/FUB/Aux. Adm./2013) Apesar de o princípio da não afetação proibir as vinculações das
receitas de impostos às despesas, a CF vincula algumas dessas receitas a determinadas despesas.

56. (CESPE/BASA/Cargo5/2012) É vedada a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou


despesa para a realização de atividades da administração tributária.

6.10 - Proibição do Estorno

O art. 167, inc. VI da CF veda a administração pública a transpor, remanejar ou transferir recursos
sem autorização. Quando houver insuficiência de recursos, o Poder Executivo deve recorrer ao
procedimento para a abertura créditos adicionais ou solicitar autorização legislativa para a transposição,
remanejamento ou transferência.

57. (CESPE/IPEA/Cargo6/2008) Se o Poder Executivo Federal promover a transposição de recursos de


uma categoria de programação orçamentária para outra, ainda que com autorização legislativa, incorrerá
em violação de norma constitucional.

CUIDADO! A Emenda Constitucional nº 85, de 2015 flexibilizou a regra para as áreas de ciência,
tecnologia e inovação:

―§ 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma


categoria de programação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das
atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar os
resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo,
sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste
artigo. (Incluído pela)‖

58. (CESPE/TCE-RN/Auditor/2015) A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de


uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro são proibidos se não houver
prévia autorização legislativa, exceto no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, quando o
objetivo for viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções.

59. (CESPE/CNJ/Analista Jud.-Adm./2013) No caso de comoção intestina, o presidente da República


poderá abrir créditos suplementares e especiais, mediante autorização legislativa. No entanto, é vedada a
transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra
ou de um órgão para outro.

6.11 – Limitação de Créditos

Refere-se à proibição de créditos ilimitados na LOA. Dessa forma, todo crédito deve ter um limite,
seja ele ordinário (já vem previsto na LOA) ou adicional, independente do tipo (suplementar, especial ou
extraordinário). Em resumo, não existe ―cheque em branco‖. Mesmo que o Estado não saiba o exato valor
da despesa, um crédito de determinado valor deve ser aberto e, caso falte, novo crédito deve ser solicitado.
Também pode ser chamado de princípio da proibição de créditos ilimitados e sua regulamentação
encontra-se no art. 167, VII da CF:

―Art. 167. São vedados:


...
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;‖

6.12 - Transparência

Aplica-se também ao orçamento público, pelas disposições contidas nos arts. 48, 48-A e 49 da Lei
de Responsabilidade Fiscal – LRF, que determinam ao governo, por exemplo: divulgar o orçamento
público de forma ampla à sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal;
disponibilizar, para qualquer pessoa, informações sobre a arrecadação da receita e a execução da despesa.

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60. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo2/2013) O princípio da transparência choca-se, em algumas situações,


com o princípio do orçamento bruto. De acordo com o princípio da transparência, a peça orçamentária
deve ser clara e simples, não contendo informações desnecessárias, ao passo que, segundo o princípio do
orçamento bruto, a peça orçamentária deve conter muitas informações — que, inclusive, poderiam ser
eliminadas, se fossem usados dados líquidos sobre receitas edespesas —, uma vez que não há ganho
efetivo originado do uso de informações brutas.

6.13 – Clareza

Também chamado de princípio da objetividade ou inteligibilidade, o princípio da clareza determina


que o orçamento deve ser apresentado de forma clara, ordenada, organizada e completa, para que todo e
qualquer usuário possa compreender o seu conteúdo.

61. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) De acordo com o princípio da clareza, a LOA deve ser


elaborada em linguagem compreensível a todos os interessados.

62. (CESPE/MS/Administrador/2013) Apresentar o orçamento público em linguagem clara e


compreensível atende ao princípio da clareza.

6.14 - Publicidade

O Manual Técnico do Orçamento/2018 conceitua o princípio orçamentário da publicidade como a


base da atividade da Administração Pública no regime democrático, previsto pelo caput do art. 37 da
Magna Carta de 1988. Aplica-se ao orçamento público, pelas disposições contidas nos artigos 48, 48-A e
49 da LRF, que determinam ao governo, por exemplo: divulgar o orçamento público de forma ampla à
sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal; disponibilizar, para qualquer
pessoa, informações sobre a arrecadação da receita e a execução da despesa.

A publicidade é condição de eficácia do ato, que deve ser divulgado em veículos oficiais de comunicação
para o conhecimento do público.

63. (CESPE/TRE-BA/Analista Jud.-Adm./2017-mult.) Na elaboração do orçamento público, devem-se


respeitar determinados princípios. Um deles, previsto no caput do artigo n.º 37 da Constituição Federal de
1988, é basilar e refere-se à obrigação de fixação do orçamento em lei que autorize os poderes a executar a
despesa, para o fim específico de torná-lo conhecido dos interessados. Esse princípio é o da publicidade.

64. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) Os princípios orçamentários norteiam a elaboração e a


execução do orçamento público e são válidos para todos os poderes e todos os níveis de governo. A
respeito desses princípios, julgue o item subsequente.
Em decorrência da inconstância na publicação dos instrumentos orçamentários legais, o princípio da
publicidade não tem sido formalmente cumprido pela administração pública federal.

65. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) Em decorrência da inconstância na publicação dos


instrumentos orçamentários legais, o princípio da publicidade não tem sido formalmente cumprido pela
administração pública federal.

6.15 - Programação

Esse princípio é decorrente da necessidade que o orçamento apresenta em relação à sua


estruturação em programas, de forma que, as normas orçamentárias estejam vinculadas às finalidades do
Plano Plurianual.

66. (CESPE/TCU/AFCE/Cargo1/2011) O princípio orçamentário da programação não poderia ser observado


antes da instituição do conceito de orçamento-programa.

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6.16 - Uniformidade

O princípio da uniformidade determina que a LOA apresente e conserve uma estrutura ―padrão‖
que permita a comparação ao longo dos diversos exercícios e mandatos, bem como facilite a sua
elaboração. Nota-se, por exemplo, que de uma LOA para outra há uma mesma quantidade de anexos.
Sabe-se ainda que a elaboração de um novo PLOA é feita sobre o arquivo da última LOA aprovada.

(CESPE/FUB/Administrador/2013) O orçamento deve atender ao requisito de uniformidade no


que se refere ao aspecto formal para permitir a comparabilidade ao longo dos exercícios
financeiros.

O princípio da uniformidade é aplicado quanto ao aspecto formal do orçamento,


mantendo-se um ―padrão‖ que facilite a sua elaboração e comparação entre os orçamentos
anteriores. No aspecto material (conteúdo), não há observância ao princípio da uniformidade, pois
os valores, ações, metas e objetivos são modificados a cada exercício financeiro. Questão correta.

67. (CESPE/STJ/Téc. Adm./2015) Se todos os entes da Federação elaborassem e executassem um único


orçamento, essa ação seria embasada pelo princípio orçamentário da uniformidade.

68. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) O princípio da uniformidade prevê que a LOA apresente e conserve


uma estrutura que permita a comparação ao longo dos diversos exercícios e mandatos.

69. (CESPE/MME/Analista-Finanças/2013) O princípio da uniformidade prevê que a LOA apresente e


conserve uma estrutura que permita a comparação ao longo dos diversos exercícios e mandatos.

70. (CESPE/INPI/Analista-Gestão Financ./2013) A padronização orçamentária é um elemento


importante para que as informações contidas na peça orçamentária possam ser devidamente
compreendidas e analisadas pelas partes interessadas.

71. (CESPE/FUB/Administrador/2013) O orçamento deve atender ao requisito de uniformidade no que


se refere ao aspecto formal para permitir a comparabilidade ao longo dos exercícios financeiros.

72. (CESPE/FUB/Aux. Adm./2013) O princípio da uniformidade determina a existência de um único


orçamento para cada ente da Federação, que contemple todas as receitas previstas e despesas fixadas das
entidades da administração direta e indireta.

6.17 – Exatidão

Alguns autores apontam como base normativa desse princípio os arts. 7º e 16 do Decreto-Lei nº
200/67. Segundo consta do site da Câmara dos Deputados, esse princípio estabelece que as estimativas
devem ser tão exatas quanto possível, de forma a garantir à peça orçamentária um mínimo de consistência
para que possa ser empregado como instrumento de programação, gerência e controle. A seguir, a redação
dos arts. 7º e 16:

―Art. 7º A ação governamental obedecerá a planejamento que vise a promover o desenvolvimento


econômico-social do País e a segurança nacional, norteando-se segundo planos e programas elaborados, na
forma do Título III, e compreenderá a elaboração e atualização dos seguintes instrumentos básicos:
a) plano geral de govêrno;
b) programas gerais, setoriais e regionais, de duração plurianual;
c) orçamento-programa anual;
d) programação financeira de desembôlso.‖
―Art. 16. Em cada ano, será elaborado um orçamento-programa, que pormenorizará a etapa do programa
plurianual a ser realizada no exercício seguinte e que servirá de roteiro à execução coordenada do programa
anual.
Parágrafo único. Na elaboração do orçamento-programa serão considerados, além dos recursos
consignados no Orçamento da União, os recursos extra-orçamentários vinculados à execução do programa
do Govêrno.‖

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73. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) O princípio da exatidão determina que o orçamento
público deva ser apresentado em linguagem compreensível a todas as pessoas que precisem ou desejem
acompanhá-lo.

6.18 – Economicidade

Disposto no caput do art. 70 da CF, refere-se à parcimônia ou modicidade nos gastos públicos, para evitar
desperdícios e obter bons resultados na atuação da Administração com o menor custo possível, sendo o
procedimento licitatório um dos seus instrumentos básicos. Há também o art. 15, inc. IV da Lei 8.666/93:

Constituição Federal:
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Lei 8.666 de 1993:


Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão:
IV - ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do
mercado, visando economicidade;

74. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) De acordo com o princípio da economicidade, deve-se


operacionalizar ao mínimo custo possível, tendo em vista que os recursos públicos são escassos.

6.19 - Unidade de Tesouraria

Também chamado de Princípio da Unidade de Caixa, surgiu com a missão de acabar com as
múltiplas contas, pela criação da Conta Única do Tesouro, que na união (Tesouro Nacional) é mantida
junto ao Banco Central do Brasil e movimentada/operada por intermédio do Banco do Brasil.
Excepcionalmente outros agentes financeiros podem movimentar os recursos públicos, desde que sob
liberação e gerência do Ministério da Fazenda. O objetivo é apresentar todas as receitas e despesas numa
só conta, a fim de confrontar os totais e apurar o resultado: equilíbrio, déficit ou superávit.

A lei traz o princípio da unidade de caixa como algo "rígido‖. Veja:

Lei nº 4.320/64:

art. 56 - ―O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio


de unidade de tesouraria, vedada qualquerfragmentação para criação de caixas especiais."

Decreto nº 93.872/86:

―Art. 2º A arrecadação de todas as receitas da União far-se-á na forma disciplinada pelo Ministério
da Fazenda, devendo o seu produto ser obrigatoriamente recolhido à conta do Tesouro
Nacional no Banco do Brasil S.A.‖
―§ 3º A posição líquida dos recursos do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S.A. será depositada
no Banco Central do Brasil, à ordem do Tesouro Nacional.‖

Constituição Federal/1988:

―Art. 164, § 3º -As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas
por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.‖

Diante do texto legal, como você julgaria as questões abaixo?

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(CESPE/ MPU/2010) Todas as receitas devem ser recolhidas em estrita observância ao princípio
de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais.

(CESPE/Analista de Controle Interno/MPU 2010) Apesar da centralização de recursos na conta única,


as unidades gestoras podem manter contas-correntes em agências bancárias, para movimentar seus
recursos quando houver necessidade de realizar operações que não possam ser efetuadas por meio da
conta única.

As duas questões estão corretas. Mas a segunda não parece ―errada‖, diante do texto legal?

Algumas situações práticas trouxeram a necessidade de flexibilidade desses artigos. É importante lembrar
que são normas antigas, o que dificulta sua aplicação na gestão atual. Por conta disso, temos uma Instrução
Normativa nº 04/2004 da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), que em seu art. 9º assim diz:
"Para atender aos casos em que os recursos não possam ser sacados diretamente da Conta Única,
os órgãos e entidades da Administração Pública Federal integrantes do orçamento fiscal e da
seguridade social excepcionalmente poderão movimentar recursos financeiros em contas
correntes bancárias mantidas junto ao Banco do Brasil S/A, ou outros agentes financeiros
autorizados pelo Ministério da Fazenda."

EXCEÇÕES DA IN

Poderão ser abertas contas nas seguintes situações:


I - Contas das unidades gestoras "off-line": utilizadas para movimentação das disponibilidades
financeiras das Unidades Gestoras que operam com o SIAFI na modalidade "off-line";
II - Contas em moeda estrangeira: utilizadas por Unidades Gestoras autorizadas a abrigar as
disponibilidades financeiras em moeda estrangeira para pagamento de despesas no exterior, nos
termos do Decreto no 94.007, de 9 de janeiro de 1987;
III - Contas especiais: utilizadas para a movimentação dos recursos vinculados a empréstimos
concedidos por organismos internacionais e agências governamentais estrangeiras, nos termos do
Decreto no 890, de 9 de agosto de 1993, e em consonância com esta Instrução Normativa;
IV - Contas de fomento: utilizadas por unidades gestoras para movimentação de recursos
vinculados a operações oficiais de crédito;
V - Contas de Suprimento de Fundos: utilizadas em caráter excepcional para movimentação de
suprimento de fundos, onde comprovadamente não seja possível utilizar o Cartão Corporativo do
Governo Federal, sendo vedada a utilização destas contas para quaisquer outras finalidades;
VI - Contas de Execução de Programas Sociais - utilizadas exclusivamente para movimentação
de recursos destinados à execução de programas sociais do Governo Federal;
VII - Contas de Recursos de Apoio a Pesquisa: utilizadas em caráter excepcional,
exclusivamente para movimentação, por meio de cartão, de recursos concedidos a pessoas físicas
pra realização de pesquisas.

Outra exceção é dada na própria LRF, no art. 43, §1º para os recursos da previdência social, veja:

―As disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores
públicos, ainda que vinculadas a fundos específicos a que se referem os arts. 249 e 250 da
Constituição, ficarão depositadas em conta separada das demais disponibilidades de cada ente e
aplicadas nas condições de mercado, com observância dos limites e condições de proteção e
prudência financeira‖

E agora, o que fazer na prova?

Esteja atento ao texto da questão, pois ele pode trazer a literalidade da lei e o item ser correto. Nesse caso,
texto literal, dá a entender que o princípio NÃO tem exceção. Mas, se a banca trouxer a exceção, como foi
no caso da segunda questão (concurso do MPU) o item também estará correto, pois o princípio admite
exceção.

anderson_afo M Anderson Ferreira 13


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75. (CESPE/Pref. Salvador –BA/Procurador/2015) Assinale a opção correta no que diz respeito aos
princípios orçamentários.
a) A criação de créditos adicionais — suplementares ou especiais — está sujeita a previsão na lei
orçamentária, em razão do princípio da unidade.
b) A divisão do orçamento em três peças — LOA, LDO e lei do PPA — constitui exceção ao princípio da
unidade orçamentária.
c) Conforme o princípio da exclusividade de matéria orçamentária, somente pode constar do orçamento
matéria pertinente às previsões de receitas e despesas, não se admitindo as chamadas caudas orçamentárias
nem a previsão de operações de crédito por antecipação de receita.
d) Os orçamentos e créditos adicionais somente poderão ser aprovados por lei formal, sendo vedada a
edição de medida provisória que verse sobre matéria orçamentária.
e) O orçamento deve atender a determinados princípios, entre os quais os da unidade, da universalidade,
da anualidade, da proibição de estorno, da não afetação de receita e da exclusividade de matéria
orçamentária.

76. (CESPE/TCE-PB/Auditor Contas Púb./2017) Com relação aos princípios que regem a atividade
financeira do Estado, assinale a opção correta.
a) De acordo com o princípio da unidade, os programas e projetos devem ser estabelecidos em um único
sistema ou método orçamentário, ainda que não haja unidade documental.
b) A vedação à inclusão das chamadas caudas orçamentárias na lei que fixa as receitas e despesas decorre
do princípio da universalidade.
c) Os programas de duração continuada devem constar do plano plurianual e são regidos pelo princípio da
programação, embora, quanto à liberação de recursos, contemple a possibilidade de que a despesa não
esteja antecipadamente prevista.
d) Segundo o princípio da não vinculação da receita derivada dos impostos, lei específica não poderá tratar
de várias espécies de incentivos fiscais relativas a tributos diversos e ao mesmo tempo cuidar de matérias
afins.
e) A anualidade orçamentária exige que o orçamento deva ser aprovado antes do início do exercício
financeiro, evitando que a lei nova possa atingir fatos passados.

GABARITO
1 C 16 e 31 C 46 E 61 C
2 E 17 E 32 b 47 C 62 C
3 C 18 E 33 d 48 C 63 C
4 E 19 E 34 C 49 E 64 E
5 C 20 E 35 E 50 C 65 E
6 C 21 E* 36 E 51 C 66 C
7 C 22 C 37 C 52 E 67 E
8 C 23 E 38 C 53 E 68 C
9 C 24 C 39 E 54 C 69 C
10 E 25 E 40 E 55 C 70 C
11 C 26 C 41 E 56 E 71 C
12 E 27 C 42 C 57 E 72 E
13 C 28 C 43 C 58 C 73 E
14 E 29 c 44 C 59 E 74 C
15 E 30 E 45 E 60 E 75 e
76 a

*21- Preliminar: C; Definitivo: E. Justificativa de alteração: O período de vigência do orçamento anual


varia entre os países.

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1- RECEITA PÚBLICA

1.1 Conceito

Lato sensu Ingressos financeiros que adentram os cofres


públicos, desdobrando-se em:
 Orçamentários: disponibilidades de recursos ao erário.
Receita Pública  Extraorçamentários: entradas compensatórias.

Stricto sensu Ingressos financeiros que constituem elemento novo ao


patrimônio público. São apenas as orçamentárias.
Em sentido amplo, os ingressos de recursos financeiros nos cofres do Estado para a execução dos
programas denominam-se receitas públicas, catalogadas como orçamentárias, quando representam disponibilidades
de recursos financeiros para o erário público, ou extraorçamentárias, quando não representam disponibilidades de
recursos para o erário.

O MTO/2018 diferencia as receitas públicas orçamentárias das extraorçamentárias. Veja:

Sentido Estrito
Receitas Receita Pública =
Ingressos de Orçamentárias Receitas Orçamentárias Sentido Amplo
Valores nos Cofres Receita Pública =
públicos Receitas Orçamentárias +
(art. 3º 4.320/64) Ingressos Ingressos Extraorçamentários
Extraorçamentários

 Ingressos Extraorçamentários

As receitas ou ingressos extraorçamentários são recursos financeiros de caráter temporário. Não se


incorporam ao patrimônio público e não integram a LOA. O Estado é mero depositário desses recursos, que
constituem passivos exigíveis e cujas restituições não se sujeitam à autorização legislativa. Exemplos: depósitos em
caução, fianças, operações de crédito por ARO, emissão de moeda e outras entradas compensatórias no ativo e
passivo financeiros.

Operações de Crédito, em regra, classificam-se como receita orçamentária. Aqui se fala


sobre uma exceção à regra dessas operações, intitulada ARO. Operações de Crédito por ARO são
exceções às operações de crédito em geral. Classificam-se como “ingressosextraorçamentários” e
não são itens da “receita orçamentária”, por determinação do parágrafo único do art. 3º da Lei nº
4.320, de 1964.

Receita Orçamentária (receita pública, em sentido estrito)

As receitas orçamentárias são as receitas públicas em sentido estrito. Correspondem as disponibilidades de


recursos financeiros que ingressam durante o exercício orçamentário e constituem elemento novo para o
patrimônio público. Instrumento por meio do qual se viabiliza a execução das políticas públicas, a receita
orçamentária é fonte de recursos utilizada pelo Estado em programas e ações cuja finalidade precípua é atender às
necessidades públicas e demandas da sociedade. Essas receitas pertencem ao Estado, transitam pelo patrimônio do
poder público, aumentam-lhe o saldo financeiro, e via de regra, por força do princípio orçamentário da
universalidade, estão previstas na LOA.

Nesse contexto, embora haja obrigatoriedade de a LOA registrar a previsão de arrecadação, a mera ausência
formal do registro dessa previsão, no citado documento legal, não retira o caráter de receitas orçamentárias, haja
vista o art. 57 da Lei nº 4.320, de 1964, determinar classificar-se como receita orçamentária toda receita arrecadada
que porventura represente ingressos financeiros orçamentários, inclusive se provenientes de operações de crédito,
exceto: Operações de Crédito por ARO, emissões de papel moeda e outras entradas compensatórias no ativo e
passivo financeiros.

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1. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 4/2017) A previsão de arrecadação na lei orçamentária


anual é obrigatória e constitui condição para que uma receita seja classificada como orçamentária.

2. (CESPE/PGE-SE/Procurador/2017)
Quando decorrentes de operações de antecipação de receita orçamentária, as entradas de valores que integram o
orçamento público
A) são lançamentos dos juros que o Estado aufere como credor de empréstimos a terceiros.
B) geram, em contrapartida, lançamento no passivo.
C) são classificadas como receitas tributárias.
D) podem ser consideradas receita, mas não ingresso.
E) são classificadas como receita em sentido estrito.

3. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) Os recursos obtidos por meio de operações de crédito por


antecipação da receita integram o cômputo geral das receitas orçamentárias demonstradas no balanço financeiro.

4. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) Na hipótese de um estado da Federação apresentar insuficiência de caixa para


a realização de inversão financeira prevista na lei orçamentária, o governador poderá realizar uma operação de
antecipação da receita orçamentária em valor superior ao montante estabelecido para essa despesa de capital, desde
que sua liquidação ocorra até o fim do exercício em que tenha sido contraída.

5. (CESPE/TCU/AUFC/2015) As operações de crédito compõem a dívida pública, sendo vedada, no último ano
de mandato presidencial, a obtenção de operações de crédito por antecipação de receita para o atendimento de
insuficiência de caixa.

6. (CESPE/TRT-17/Analista/2009) No conceito de receita orçamentária, estão incluídas as operações de crédito


por antecipação de receita, mas excluídas as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e
passivo financeiros. Por sua vez, os ingressos extraorçamentários são aqueles pertencentes a terceiros, arrecadados
pelo ente público, exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução.

7. (CESPE/MPU/Analista/2010) A receita orçamentária, sob as rubricas próprias, engloba todas as receitas


arrecadadas e que não possuem caráter devolutivo, inclusive as provenientes de operações de crédito. Por sua vez,
os ingressos extraorçamentários são aqueles pertencentes a terceiros, arrecadados pelo ente público, exclusivamente
para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução.

8. (CESPE/CNPQ/Analista Cargo 1/2011) Fazem parte da receita orçamentária os depósitos em caução, as


fianças, as operações de crédito por antecipação de receita orçamentária e a emissão de moeda e outras entradas
compensatórias no ativo e no passivo financeiro.

9. (CESPE/Ass. Leg.-CE/Cargo6/2011) A lei de orçamento de competência da União compreenderá as emissões


de papel-moeda, por se tratar de operação de crédito autorizada em lei.

10. (CESPE/TRT-10ª-R/Analista/2012-Prova Anulada) As operações de crédito devem ser classificadas como


ingressos extraorçamentários quando correspondem a antecipação de receita orçamentária.

11. (CESPE/ANATEL/Analista/2006) As entradas e saídas de dinheiro com efeito apenas transitório, em razão de
o ente público ser mero depositário ou depositante desses valores, não são reconhecidas como receitas e despesas,
por sua natureza extraorçamentária.

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1.2 Classificações

No âmbito da União, a receita orçamentária tem sua classificação normatizada por meio de Portaria da SOF,
órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A normatização da classificação válida para Estados e
Municípios é feita por meio de portaria interministerial (SOF e STN).

Segundo o MTO/2018, os critérios para classificação das receitas orçamentárias são:

1. Natureza da Receita;
2. Indicador de resultado primário;
3. Fonte/destinação de recursos; e
4. Esfera orçamentária

A doutrina classifica as receitas públicas quanto à procedência em originárias e derivadas. Por ser uma classificação
de mero uso acadêmico e não normatizada, não é utilizada como classificador oficial da receita pelo poder público.

A) Quanto à Origem/Coercitividade (ou Juridicamente)

 Originárias (Estado = Particular)


São receitas auferidas (conquistadas) sem o uso da força (sem coercitividade).
Ex. alugueis; venda/fornecimento de um produto/material, arrendamento mercantil; dividendo; juros; etc.

Observação: Receitas de iniciativa “privada”, auferidas por meio do patrimônio do próprio estado. Relação
jurídica de direito privado.

 Derivadas (Estado > Particular)


São receitas auferidas por meio da coerção estatal.
Ex. impostos, taxas, contribuições, multas, etc.

Observação: Receitas de iniciativa pública (receitas coercitivas). São derivadas do patrimônio alheio (da
sociedade). Relação jurídica de direito público.

12. (CESPE/TRE-PE/Analista Judiciário – Área Administrativa/2017) A receita pública origina-se tanto da


exploração de patrimônio de pessoa jurídica de direito público quanto do poder do Estado de exigir prestações
pecuniárias dos cidadãos.

13. (CESPE/MCT/Analista/2008) Receitas públicas derivadas são aquelas obtidas pelo Estado mediante sua
autoridade coercitiva. O Estado exige que o particular entregue determinada quantia na forma de tributos ou de
multas, exigindo-as de forma compulsória.

14. (CESPE/MPU/Técnico/2010) As receitas auferidas nas situações em que o Estado atua em condição de
igualdade com os particulares, sem o uso do poder de império, são consideradas receitas originárias, como é o caso
da receita de serviços.

15. (CESPE/STM/Analista Adm./2011) Se determinado município, após construir uma praça, decidir cobrar
contribuição de melhoria sobre os imóveis localizados em torno do local, o produto da arrecadação dessa
contribuição constituirá receita originária.

16. (CESPE/MS/Técnico/2009) As receitas públicas são classificadas, juridicamente, como originárias ou


derivadas. Um exemplo de receita derivada é aquela advinda do aluguel de imóvel público.

17. (CESPE/MS/Analista/2008) Quando um cidadão paga o imposto sobre a renda em atraso, a parcela
correspondente ao imposto é dita receita originária, enquanto a multa de mora e os juros sobre o atraso são
considerados receita derivada.
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B) Quanto à afetação patrimonial (classificação contábil)

Quanto à afetação do patrimônio líquido – PL, a receita é classificada em efetiva ou não efetiva. Efetiva
quando afeta o PL (aumenta) e não-efetiva quando não afeta o PL (não aumenta). Para entender essa classificação é
necessário conhecimento sobre o balanço patrimonial (estudado em contabilidade).

Em resumo, temos:

 Efetiva: altera o Patrimônio Líquido - PL positivamente por um fato contábil modificativo aumentativo;

 Não-Efetiva: não altera o PL, pois decorre de fato contábil permutativo.

18. (CESPE/TCU/Técnico/2015) A operação de crédito, que é um exemplo de receita orçamentária não efetiva,
constitui fato contábil permutativo, não afetando a situação patrimonial líquida do Estado quando do
reconhecimento contábil do crédito.

19. (CESPE/MPOG-ENAP/Analista Técnico Administrativo/2015) Fatos modificativos aumentativos devem ser


reconhecidos pelos seus efeitos patrimoniais, ainda que não resultem da execução orçamentária. A ocorrência do
fato gerador é o critério a ser observado, como, por exemplo, no lançamento de um tributo incidente sobre a
propriedade.

20. (CESPE/TCU/ACE/2007) Conforme os efeitos produzidos, ou não, no patrimônio líquido, a receita


orçamentária pode ser classificada como efetiva ou não-efetiva.

21. (CESPE/STM/Cargo1/2011) Do ponto de vista patrimonial, uma receita pública só pode ser considerada
efetiva quando contribui para o aumento do patrimônio líquido da entidade onde ocorreu.

22. (CESPE/DPF/Agente/2012) A alienação de bem da administração pública não é classificada como receita
efetiva.

23. (ANALISTA/TRE-MA/2009) Receitas que decorrem de um fato permutativo são denominadas receitas
correntes.

24. (CESPE/MPU/Analista/2010) A receita pública não efetiva provém dos serviços prestados indiretamente pelo
governo.

25. (CESPE/ANAC/Analista/2009) A receita orçamentária efetiva, no momento do seu reconhecimento, constitui


fato contábil modificativo aumentativo, aumentando a situação líquida patrimonial da entidade.

26. (CESPE/ANAC/Analista/2009) A receita orçamentária não efetiva, que constitui fato contábil permutativo,
altera a situação líquida patrimonial no momento do seu reconhecimento. Nesse caso, além da receita orçamentária,
registra-se, concomitantemente, conta de variação passiva para reforçar o efeito dessa receita sobre o patrimônio
líquido da entidade.

27. (CESPE/ANAC/Analista/2009) Em algumas transações realizadas no âmbito da União, dada a necessidade de


autorização legislativa para sua efetivação, há o registro da receita orçamentária mesmo não havendo ingressos
efetivos.

C) Esfera Orçamentária

Segundo o MTO/2018, a classificação por esfera orçamentária da receita tem por finalidade identificar se a
receita pertence ao Orçamento Fiscal, da Seguridade Social ou de Investimento das Empresas Estatais, conforme o
art. 165, § 5º da CF. Essa classificação também se aplica às despesas públicas.

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Dessa forma, temos as seguintes definições:

- Receitas do Orçamento Fiscal: compreendem as receitas arrecadadas pelos Poderes da União, seus órgãos,
entidades, fundos e fundações, inclusive pelas empresas estatais dependentes (ver art. 2º, inc. III, da LRF), excluídas
as receitas vinculadas à Seguridade Social e as receitas das Empresas Estatais não dependentes que compõe o
Orçamento de Investimento.

- Receitas do Orçamento da Seguridade Social: referem-se às receitas de todos os órgãos, entidades, fundos e
fundações vinculados à Seguridade Social, ou seja, às áreas de Saúde, Previdência Social e Assistência Social,
conforme art. 194 da CF. No caso do Orçamento da Seguridade Social, a complementação dos recursos para
financiar a totalidade das despesas de seguridade provém de transferências do Orçamento Fiscal.

- Receitas do Orçamento de Investimento das Empresas Estatais: abrangem os recursos das empresas estatais não
dependentes (aquelas não enquadradas no art. 2º, inc. III, da LRF) em que a União, direta ou indiretamente,
detenha a maioria do capital social com direito a voto.
28. (CESPE/TCE-SC/AFCE-Contabilidade/2016) O objetivo da classificação da receita pública por esfera orçamentária é
identificar se o item a ser classificado pertence ao orçamento fiscal, ao orçamento da seguridade social ou ao orçamento de
investimento das empresas estatais.

D) NATUREZA DA RECEITA - NR

- Pertencem ao ente público;


- Arrecadadas ou obtidas por operações de créditos;
Orçamentária
- Previstas ou não na LOA;
- Podem ser utilizadas para cobrir despesas orçamentárias
RECEITA
- Pertencem a terceiros;
- São entradas compensatórias (ativo/passivo);
Extraorçamentária - Possuem caráter devolutivo;
- Estado = Depositário fiel
Ex: RPs do exercício; Cauções, depósitos judiciais, op. de
crédito por ARO; emissão de papel moeda
(art. 3º, p. único, Lei nº 4.320/64).

29. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 5/2017) A classificação da receita orçamentária é de


utilização obrigatória por todos os entes da Federação.

30. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargos1 e 2 /2017) Para identificar a origem de determinada
receita pública de acordo com o acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres públicos, utiliza-
se a classificação por natureza de receita.

Supondo que Maria seja responsável por conduzir a execução orçamentária de um tribunal federal e tendo em
conta o disposto na Lei n.º 4.320/1964, na LRF e na CF, julgue:

31. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo1/2013) No decorrer da execução orçamentária, caso ocorra recebimento de uma


receita pública de taxa não prevista na lei orçamentária para o respectivo ano, Maria deverá contabilizar tal receita
como não orçamentária.

32. (CESPE/CGE–PI/Auditor/2015) Como os recursos financeiros de caráter temporário representam apenas


entradas compensatórias, o recebimento de depósitos de terceiros passíveis de devolução não deve ser registrado no
rol das receitas orçamentárias.

33. (CESPE/TCU/Técnico/2015) Os ingressos extraorçamentários, tais como os oriundos de depósitos em


caução, têm caráter temporário e representam passivos exigíveis do Estado, sendo sua restituição independente de
autorização legislativa.

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D.1) ESTRUTURA ANTIGA

- Na União: foi vigente até 2015;


- E, DF e M: até 2017

Conforme § 1º do art. 8º da Lei nº 4.320/64, os itens da discriminação da receita, mencionados no art. 11


dessa lei, serão identificados por números de código decimal. Convencionou-se denominar este código de natureza
de receita.
A classificação por natureza era formada por um código numérico de 8 dígitos que a subdividia em seis
níveis:
Categoria Econômica
Origem
Espécie
Rubrica
Alínea
Subalínea:

Ex: Se o imposto de renda pessoa física é recolhido dos trabalhadores, aloca-se a receita pública correspondente na
Natureza de Receita código: “1112.04.10”.Veja o esquema:

Codificação da Receita – Estrutura Antiga

Nível Descrição
Quanto à categoria econômica, os §§ 1º e 2º do art. 11 da Lei nº 4.320, de 1964, classificam as
1º Nível – Categoria
receitas orçamentárias em “Receitas Orçamentárias Correntes” e “Receitas Orçamentárias de
Econômica
Capital”. A codificação correspondente é: 1 – Receitas Correntes; e 2 – Receitas de Capital.
Detalhamento das categorias econômicas “Receitas Correntes” e “Receitas de Capital”, com
2º Nível – Origem vistas a identificar a natureza da procedência das receitas no momento em que ingressam no
orçamento público.
A espécie é o nível de classificação vinculado à origem que permite qualificar com maior
3º Nível – Espécie detalhe o fato gerador das receitas. Por exemplo, dentro da origem Receita Tributária,
identificam-se as espécies “Impostos”, “Taxas” e “Contribuições de Melhoria”.
Detalha a espécie por meio da especificação dos recursos financeiros que lhe são correlatos.
4º Nível – Rubrica Exemplo: A rubrica “Impostos sobre o Patrimônio e a Renda” é detalhamento da espécie
“Impostos”.
Detalhamento da rubrica e exterioriza o “nome” da receita que receberá o registro pela entrada
5º Nível – Alínea de recursos financeiros. Exemplo: A alínea “Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza” é o detalhamento da rubrica “Impostos sobre o Patrimônio e a Renda”.

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Constitui o nível mais analítico da receita, utilizado quando há necessidade de se detalhar a
6º Nível – Subalínea alínea com maior especificidade. Exemplo: A subalínea “Pessoas Físicas” é o detalhamento da
alínea “Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza”.

1º NÍVEL: Categoria Econômica: Correntes ou de Capital

Objetivo: avaliar os efeitos econômicos da participação do setor público na economia. Essa classificação
não se aplica os ingressosextraorçamentários.

Legalmente (art. 11, Lei 4.320/64) as receitas orçamentárias são classificadas em dois grandes grupos ou
categorias econômicas: receitas correntes e de capital.

A codificação correspondente será:

1. Receitas Correntes

Receitas Orçamentárias Correntes são arrecadadas dentro do exercício financeiro, aumentam as


disponibilidades financeiras do Estado, em geral com efeito positivo sobre o Patrimônio Líquido e constituem
instrumento para financiar os objetivos definidos nos programas e ações orçamentários, com vistas a satisfazer
finalidades públicas.

De acordo com o §1o do art. 11 da Lei nº 4.320, de 1964, classificam-se como Correntes as receitas
provenientes de Tributos; de Contribuições; da exploração do patrimônio estatal (Patrimonial); da exploração de
atividades econômicas (Agropecuária, Industrial e de Serviços); de recursos financeiros recebidos de outras pessoas
de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes
(Transferências Correntes); por fim, demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores (Outras Receitas
Correntes).

2. Receitas de Capital

Receitas Orçamentárias de Capital também aumentam as disponibilidades financeiras do Estado e são


instrumentos de financiamento dos programas e ações orçamentários, a fim de se atingirem as finalidades públicas.
Porém, de forma diversa das Receitas Correntes, as Receitas de Capital em geral não provocam efeito sobre o
Patrimônio Líquido.

De acordo com o §2º do art. 11 da Lei no 4.320, de 1964, com redação dada pelo Decreto-Lei no 1.939, de
20 de maio de 1982, Receitas de Capital são as provenientes tanto da realização de recursos financeiros oriundos da
constituição de dívidas e da conversão, em espécie, de bens e direitos, quanto de recursos recebidos de outras
pessoas de direito público ou privado e destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital.

2º NÍVEL: Origem

A Origem é o detalhamento das Categorias Econômicas “Receitas Correntes” e “Receitas de Capital”, com
vistas a identificar a natureza da procedência das receitas no momento em que ingressam no Orçamento Público.

Os códigos da Origem para as receitas correntes e de capital, de acordo com a Lei nº 4.320/64, são:

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Origens das RECEITAS CORRENTES - RC

Código Origem Descrição


Impostos, Taxas e Cont. de Melhoria (NOVA) Decorrentes da arrecadação de impostos, taxas e
1
TRIbutárias (ANTIGA) contribuições – art. 5º do CTN e art. 145, CF/88.
São as contribuições sociais, de intervenção no domínio
econômico e de interesse das categorias profissionais ou
2 De Contribuições econômicas, conforme art. 149 da CF/88. Exs: anuidades
dos Conselhos profissionais; CIDE (ex: tarifas de
passagens); Iluminação pública, etc.
Provenientes da fruição (usufruto) de patrimônio
pertencente ao ente público. Ex: compensações
3 Patrimoniais
financeiras/royalties, alugueis, concessões e permissões, etc.
Ver art. 20, §1º da CF/88.
Receitas de atividades de exploração ordenada dos recursos
naturais vegetais em ambiente natural e protegido.
Compreende as atividades de cultivo agrícola, de cultivo de
4 Agropecuária espécies florestais para produção de madeira, celulose e para
proteção ambiental, de extração de madeira em florestas
nativas, de coleta de produtos vegetais, além do cultivo de
produtos agrícolas.
São provenientes de atividades industriais exercidas pelo
ente público, tais como a extração e o beneficiamento de
5 Industrial matérias-primas, a produção e a comercialização de bens
relacionados às indústrias mecânica, química e de
transformação em geral.
Decorrem da prestação de serviços por parte do ente
público, tais como comércio, transporte, comunicação,
serviços hospitalares, armazenagem, serviços recreativos,
culturais, etc. Tais serviços são remunerados mediante preço
6 De Serviços público, também chamado de tarifa.
OBS: os juros decorrentes de empréstimos concedidos pelo
Estado são classificados como receitas correntes, na origem
“serviços”, pois os juros representam a remuneração do
capital.
São os recursos financeiros recebidos de outras pessoas de
direito público ou privado destinados a atender despesas de
manutenção ou funcionamento relacionadas a uma
7 TRANSferências Correntes
finalidade pública específica, mas que não correspondam a
uma contraprestação direta em bens e serviços a quem
efetuou a transferência. Ex: Convênios.
Constituem-se pelas receitas cujas características não
permitam o enquadramento nas demais classificações da
9 OUtras Receitas Correntes receita corrente, tais como indenizações, restituições,
ressarcimentos, multas previstas em legislações específicas,
entre outras.

Mnemônicos:
I.TA.Co CO PAIS TRANSOU (novo)

TRI CO PAIS TRANSOU (antigo)

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Origens das RECEITAS DE CAPITAL - RK

Código Origem Descrição


recursos financeiros oriundos da colocação de títulos públicos ou da
1 OPERAções de Créditos contratação de empréstimos junto a entidades públicas ou privadas,
internas ou externas.
Provenientes da venda de bens patrimoniais móveis, imóveis ou
2 ALIenação de Bens
intangíveis, respeitado o art. 44 da LRF.
Ingressos financeiros provenientes da amortização de financiamentos
ou empréstimos que o ente público haja previamente concedido.
Embora a amortização do empréstimo seja origem da categoria
econômica Receitas de Capital, os juros recebidos associados ao
3 AMORtização de Empréstimos
empréstimo são classificados em Receitas Correntes / de Serviços /
Serviços e Atividades Financeiras / Retorno de Operações, Juros e
Encargos Financeiros, pois os juros representam a remuneração do
capital.
Recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou
privado destinados a atender despesas com investimentos ou inversões
financeiras, independentemente da contraprestação direta a quem
4 TRANSferências de Capital efetuou essa transferência. Por outro lado, a utilização dos recursos
recebidos vincula-se ao objeto pactuado. Tais transferências ocorrem
entre entidades públicas de diferentes esferas ou entre entidades
públicas e instituições privadas.
Registram-se nesta origem receitas cujas características não permitam
o enquadramento nas demais classificações da receita de capital, tais
9 OUtras Receitas de Capital
como resultado do Banco Central, remuneração das disponibilidades
do Tesouro, entre outras.

Mnemônico: OPERA ALI AMOR TRANS OU

As receitas correntes e de capital podem ainda ser classificadas em intraorçamentárias. As receitas


intraorçamentárias originam-se da realização de despesas dentro da mesma esfera de governo, ou seja,
operações entre órgãos, fundos, autarquias, fundações, empresas estatais dependentes e entidades dos
orçamentos fiscal e seguridade social. Trata-se da circulação interna (Port. STN/SOF 338/2006). Códigos 7
e 8, quando Correntes ou de Capitais, respectivamente. Essas classificações não constituem novas categorias
econômicas de receita, mas apenas especificações das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas
de Capital. As receitas intraorçamentárias são contrapartida de despesas classificadas na modalidade de
aplicação 91 - Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes do
Orçamento Fiscal e do Orçamento da Seguridade Social, que, devidamente identificadas, evitam a dupla
contagem na consolidação das contas governamentais.

34. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) Na estrutura do balanço orçamentário, devem ser identificadas as receitas


intraorçamentárias realizadas e as despesas intraorçamentárias empenhadas, liquidadas e pagas.

3º NÍVEL: Espécie

É o nível de classificação vinculado à Origem que permite qualificar com maior detalhe o fato gerador das
receitas. Por exemplo, dentro da Origem Receita Tributária, identifica-se as espécies “Impostos”, “Taxas” e
“Contribuições de Melhoria”.

Exemplos:
1 - TRIBUTÁRIA (origem)
1 - Impostos (espécie)
2 - Taxas (espécie)
3 - Contribuições de Melhoria (espécie)
2 - CONTRIBUIÇÕES (origem)
1 - Sociais (espécie)
2 - Econômicas (espécie)
3 – Iluminação Pública (espécie)

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3 - PATRIMONIAL (origem)
1 - Imobiliárias (espécie)
2 – Valores Imobiliários (espécie)
3 – Concessões/Permissões (espécie)
4 – Compensações Financeiras (espécie)
5 – Exploração de Bens Públicos (espécie)
6 – Cessão de Direitos (espécie)
9 – Outras (espécie).

4ª NÍVEL: Rubrica

Agrega determinadas espécies de receitas cujas características próprias sejam semelhantes entre si; dessa forma,
detalha a espécie, por meio da especificação dos recursos financeiros que lhe são correlatos. Por exemplo, a rubrica
“Impostos sobre o Patrimônio e a Renda” corresponde ao detalhamento da Espécie “Impostos”.
Exemplo:
1 – Receita Corrente (Categoria Econômica)
1 - TRIBUTÁRIA (origem)
1 - Impostos (espécie)
1 - Imposto sobre o comércio Exterior (Rubrica)
2 – Imposto sobre o patrimônio e a Renda (Rubrica)
3 – Imposto sobre a Produção e a Circulação (Rubrica)
5 – Impostos Extraordinários (Rubrica)
2 - Taxas (espécie)
1 - Taxas pelo Exercício do Poder de Polícia (Rubrica)
2 – Taxas pela Prestação de Serviços (Rubrica)
3 - Contribuições de Melhoria (espécie)
5º NÍVEL: Alínea

A alínea é o detalhamento da Rubrica e exterioriza o “nome” da receita que receberá o registro pela entrada de
recursos financeiros. Por exemplo, a alínea “Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza”
corresponde ao detalhamento da Rubrica “Impostos sobre o Patrimônio e a Renda”.
Exemplo:
1 – Receita Corrente (Categoria Econômica)
1 - TRIBUTÁRIA (origem)
1 - Impostos (espécie)
1 - Imposto sobre o comércio Exterior (Rubrica)
01 – Imposto sobre Importação (Alínea)
02 – Imposto sobre Exportação (Alínea)
2 – Imposto sobre o patrimônio e a Renda (Rubrica)
01 - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Alínea)
02 - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (Alínea)
04 – Impostos sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (Alínea)
05 – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (Alínea)
07 – [...]
08 – [...]

6º NÍVEL: Subalínea

A subalínea constitui o nível mais analítico da receita, utilizado quando há necessidade de se detalhar a Alínea
com maior especificidade. Por exemplo, a subalínea “Pessoas Físicas” é detalhamento da Alínea “Impostos sobre a
Renda e Proventos de Qualquer Natureza”.
Exemplo:
1 – Receita Corrente (Categoria Econômica)
1 - TRIBUTÁRIA (origem)
1 - Impostos (espécie)
1 - Imposto sobre o comércio Exterior (Rubrica)
01 – Imposto sobre Importação (Alínea)
01 – Receita do Principal do Imposto sobre a Importação (Subalínea)
02 – Receita de Parcelamentos – Imposto sobre a Importação (Subalínea)
02 – Imposto sobre Exportação (Alínea)
01 – Receita do Principal do Imposto sobre a Exportação (Subalínea)
02 – Receita de Parcelamentos – Imposto sobre a Exportação (Subalínea)
2 – Imposto sobre o patrimônio e a Renda (Rubrica)
01 - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Alínea)
01 – Municípios Conveniados (Subalínea)
02 – Municípios Não-Conveniados (Subalínea)

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D.2) ESTRUTURA NOVA

Alteração na classificação por Natureza da Receita - Portaria STN/SOF nº 5/2015

- CLASSIFICAÇÃOANTIGA (válida para União até 2015 e para os E, DF e M até 31/12/2017)

1- TRI
2 - Co
1-Corrente
3-P
ou 4-A
7 - Corrente 5-I
Intraorçamentária
6-S
Receitas 7 - TRANS
Orçamentárias
(Receita Pública) 9 - OU

Ingressos de Valores 1- OPERA


nos Cofres Públicos
2 - de Capital 2 - ALI
ou
3 - AMOR
8 - de Capital
Intraorçamentária 4 - TRANS
5 - OU

Emissão de Papel Moeda


Ingressos
Operações de Crédito por ARO
Extraorçamentários
Outras entradas Compensatórias

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- CLASSIFICAÇÃO NOVA (válida para a União, desde 2016, e para os E, DF e M a partir de 2018)

1- I, Ta, Co
2 - Co
1-Corrente 3-P
ou 4-A
7 - Corrente
Intraorçamentária 5-I
6-S
Receitas
Orçamentárias 7 - TRANS
(Receita Pública)
9 - OU

Ingressos de Valores 1- OPERA


nos Cofres Públicos
2 - de Capital 2 - ALI
ou
3 - AMOR
8 - de Capital
Intraorçamentária 4 - TRANS
9 - OU

Emissão de Papel Moeda


Ingressos
Operações de Crédito por ARO
Extraorçamentários
Outras entradas Compensatórias

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4º NÍVEL: Desdobramentos para identificação de peculiaridades da receita

Foram reservados 4 dígitos para desdobramentos com a finalidade de identificar peculiaridades de cada receita, caso
seja necessário. Desse modo, esses dígitos podem ou não ser utilizados conforme a necessidade de especificação do
recurso.

No caso de receitas exclusivas de Estados e Municípios, o quarto dígito utilizará o número “8”.
Exemplo: 1.9.0.8.xx.x.x – Outras Receitas Correntes exclusivas de Estados e Municípios.
5º NÍVEL: Tipo

O tipo, correspondente ao último dígito na natureza de receita, tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação
a que se refere aquela natureza, sendo:

- “0”, quando se tratar de natureza de receita não valorizável ou agregadora;


- “1”, quando se tratar da arrecadação Principal da receita;
- “2”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da respectiva receita;
- “3”, quando se tratar de Dívida Ativa da respectiva receita; e
- “4”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa da respectiva receita.
Exemplo:
1.0.0.0.00.0.0 Receita Corrente (Categoria Econômica)
1.1.0.0.00.0.0 Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria (Origem)
1.1.1.0.00.0.0 Impostos (Espécie)
1.1.1.1.00.0.0 Impostos sobre o Comércio Exterior (Desdobramentos)
1.1.1.1.01.0.0 Imposto sobre a Importação (Desdobramentos)
1.1.1.1.01.1.0 Imposto sobre a Importação (Desdobramentos)
1.1.1.1.01.1.1 Imposto sobre a importação – Principal (Tipo)
1.1.1.1.01.1.2 Imposto sobre a importação – Multas e Juros (Tipo)
1.1.1.1.01.1.3 Imposto sobre a importação – Dívida Ativa (Tipo)
1.1.1.1.01.1.4 Imposto sobre a importação – Dívida Ativa – Multas e Juros (Tipo)

Exemplo:
2.0.0.0.00.0.0 Receita de Capital (Categoria Econômica)
2.1.0.0.00.0.0 Operações de Crédito (Origem)
2.1.1.0.00.0.0 Operações de Crédito – Mercado Interno (Espécie)
2.1.1.1.00.0.0 Títulos de Responsabilidade do Tesouro Nacional – Mercado Interno (Desdobramentos)
2.1.1.1.00.1.0 Títulos de Responsabilidade do Tesouro Nacional – Mercado Interno (Desdobramentos)
2.1.1.1.00.1.1 Títulos de Responsabilidade do Tesouro Nacional – Mercado Interno – Principal (Tipo)

2.1.1.1.01.2.0 Títulos de Resp. do Tes. Nac. – Refin. da Dívida Púb. Fed. Mercado Interno (Desdobramentos)
2.1.1.1.01.2.1 Títulos de Resp. do Tes. Nac. – Refin. da Dívida Púb. Fed. Mercado Interno - Principal (Tipo)

Assim, todo código de natureza de receita será finalizado com um dos dígitos mencionados, e as
arrecadações de cada recurso – sejam elas da receita propriamente dita ou de seus acréscimos legais – ficarão
agrupadas sob um mesmo código, sendo diferenciadas apenas no último dígito, conforme o MTO/2018.

35. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 4/2017) A receita de tributos é uma receita
orçamentária corrente cuja previsão pode ser alterada pelo Poder Legislativo, se comprovada ocorrência de erro ou
omissão de ordem técnica ou legal.

36. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) Os dividendos recebidos por determinada entidade pública são
classificados como receita corrente patrimonial.

37. (CESPE/TCE-PE/Auditor de contas públicas/2017) A entrada de recurso decorrente da venda, em leilões, de


automóveis usados que integrem o patrimônio público é classificada como receitas de capital.

38. (CESPE/TRT 7/Analista Judiciário – área administrativa/2017)


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Em busca de reforço no caixa para garantir o cumprimento da meta fiscal, o Ministério da Fazenda iniciou a venda
de ações do Banco do Brasil (BB) que fazem parte do patrimônio do Fundo Soberano do Brasil (FSB). Esse fundo
é uma espécie de poupança que o governo federal mantém desde 2008, para ser usada em momentos de
necessidade de receitas.
Sem alarde, um primeiro lote de 1 milhão dessas ações foi vendido em junho. O movimento, no entanto, só foi
detectado pelo mercado financeiro nos últimos dias, o que obrigou o Ministério da Fazenda a confirmar a operação.
Nos primeiros quinze dias de julho, outras 5,6 milhões de ações do BB foram vendidas.

Estado de S. Paulo. 17/7/2015. Internet: (com adaptações).

Considerando-se o critério de origem, as receitas descritas na reportagem classificam-se como


A) outras receitas correntes.
B) alienação de bens.
C) receita patrimonial.
D) receita de serviços.

39. (CESPE/TRE-PE/Analista Judiciário – Área Administrativa/2017) São receitas de capital os recursos


financeiros recebidos por ente público para custear despesas com pessoal, com serviços de terceiros ou com
material de consumo.

40. (CESPE/FNDE/Cargo1/2012) Entre as receitas definidas na categoria econômica de receitas correntes


incluem-se as receitas tributárias, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de contribuição e de serviços.

41. (CESPE/ANP/Analista-Perfil4/2013) Segundo as categorias econômicas, as receitas podem ser classificadas em


receitas correntes ou receitas de capital.

42. (CESPE/TJ-RR/Administrador/2012) Classificam-se como receitas correntes as receitas patrimoniais obtidas


com os rendimentos sobre investimentos do ativo permanente, de aplicações de disponibilidades em operações de
mercado e de outros rendimentos oriundos de renda de ativos permanentes.

43. (CESPE/ANP/Analista-Perfil2/2013) As receitas dos royalties são originadas pela exploração do patrimônio
do Estado, que é constituído por recursos minerais, hídricos e florestais. Essas receitas são classificadas como
patrimoniais, dentro da categoria econômica receitas correntes.

44. (CESPE/TCU-Técnico/2012) As receitas orçamentárias na esfera econômica serão classificadas em receitas


correntes e receitas de capital. Receitas correntes são aquelas provenientes de recursos financeiros oriundos de
constituição de dívidas, ao passo que as de capital originam-se dos tributos arrecadados pelo Estado.

45. (CESPE/DPF/Agente/Escrivão/2009) O recurso financeiro proveniente de outra pessoa de direito público


pode ser classificado como receita de capital.

46. (CESPE/FNDE/Cargo2/2012) As receitas recebidas por ente público, originárias de outras pessoas de direito
público ou privado, são classificadas como correntes ou de capital, de acordo com a categoria econômica da
despesa que visam atender.

47. (CONTADOR/UNIPAMPA/2009) As receitas são classificadas em dois segmentos: receitas correntes e


receitas de capital. Essa divisão obedece a um critério econômico, dentro da ideia de demonstrar a origem das
diversas fontes. As receitas de capital derivam do exercício de poder, próprio do Estado, de tributar as pessoas e
agentes econômicos ou do exercício da atividade econômica.

48. (ANALISTA/ANTAQ/2008) O 1.º nível da codificação da natureza da receita é utilizado para mensurar o
impacto das decisões do governo na economia nacional.

49. (CESPE//TRE-AP/Analista/2007) Segundo a Lei n.º 4.320/1964, a receita pública é classificada


economicamente como orçamentária ou extraorçamentária.

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50. (CESPE/MPU/Analista Adm./2010) Os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria são receitas
correntes.

51. (CESPE/SAD-PE/Analista/2010) Os ingressos provenientes de operações de crédito são classificados como


receitas correntes.

52. (CESPE/DPU/Contador/2010) A legislação e a doutrina classificam as receitas sob diversos critérios. Do


ponto de vista das categorias econômicas, classifica-se como receita corrente a amortização de empréstimo
concedido para financiamento de despesas correntes.

53. (CESPE/AGU/Adm./2010) Receitas intraorçamentárias são diferentes de receitas correntes e de capital.

54. (CESPE/PREVIC/Analista Adm./2011) As receitas correntes do orçamento público incluem, entre outros, a
receita tributária, que corresponde à oriunda de tributos, conforme o estabelecido na legislação tributária, e os
recursos financeiros oriundos da constituição de dívidas.

55. (CESPE/ANALISTA/SAD-PE/2010) Os ingressos provenientes de operações de crédito são classificados


como receitas correntes.

56. (CESPE/CADE/Cargo5/2014) Caso um ente público tenha divulgado, em 2011, um relatório gerencial que
reporte o ingresso de recursos de R$ 500 milhões e R$ 600 milhões em 2010 e 2011, respectivamente, e caso o
acréscimo de 20% obtido em 2011 seja proveniente da arrecadação de IPTU, então esse acréscimo deverá ser
registrado no código de natureza 1112.02.00, em que a rubrica 02 se refere ao imposto sobre a propriedade predial e
territorial urbana.

57. (CESPE/FUB/Cargo 5 . Auditor/2015) Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes
e de capital, abrangendo estas últimas as operações de crédito, a alienação de bens, a amortização de empréstimos,
as transferências de capital e outras receitas de capital.

58. (CESPE/MPU/Cargo2-Finanças e Controle/2015) Na execução orçamentária, as receitas devem ser


contabilizadas nas rubricas correspondentes à sua natureza, desde que estejam previstas em lei orçamentária e que
não sejam decorrentes de operações de crédito.

58. (CESPE/TCU/AUFC/2015) O ingresso proveniente de outros entes da Federação, efetivado mediante


condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, deve ser classificado como outras receitas correntes.

60. (CESPE/TCU/Técnico/2015) O registro do ingresso financeiro resultante da venda à vista de um imóvel de


propriedade da União deve ser tratado contabilmente como receita corrente, enquanto o ingresso financeiro
decorrente do aluguel a terceiros de imóvel de propriedade da União deve ser tratado como receita de capital.

61. (CESPE/TCU/Técnico/2015) Os ingressos financeiros decorrentes de amortizações de empréstimos ou


financiamentos concedidos pelo ente público por meio de títulos e contratos representam receitas de capital, mas os
juros recebidos relacionados a esses empréstimos ou financiamentos são tratados como receitas correntes.

62. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) Sob a ótica das atuais normas orçamentárias, são consideradas receitas de
capital as receitas de compensação financeira provenientes da fruição de recursos minerais, hídricos e florestais para
recompor financeiramente os prejuízos ou danos causados pela atividade econômica na exploração desses bens.

63. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015)Se determinada entidade da administração pública realizar venda


de mercadorias inerentes à sua atividade principal, então o produto da venda deverá ser classificado como receita de
serviços.

64. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) O mecanismo de classificação de recursos por fonte tem por


objetivo identificar a destinação dos recursos arrecadados.

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65. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) Distinguir a perenidade da fonte de recurso é fundamental ao
planejamento orçamentário, por isso a norma vigente, para operacionalizar o indicador de resultado primário,
classifica a receita em periódica ou extraordinária.

66. (CESPE/MJ/Administrador/2013) As receitas de alienação de bens apreendidos ou caucionados são


classificadas na categoria econômica denominada receitas correntes.

1.3 - ESTÁGIOS (ou ETAPAS) DA RECEITA


Os estágios ou etapas da receita obedecem à ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos, levando-se
em consideração o modelo de orçamento existente no País (no caso do Brasil, hoje o orçamento programa).
Sistematicamente, inicia-se com a etapa de previsão e finaliza com a de recolhimento.

Fonte: MTO/2018
É o planejamento e estimativa da receita que constará da proposta orçamentária (PLOA).
O art. 12 da LRF assim define essa etapa:
“As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da
variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de
PREVISÃO
demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da
metodologia de cálculo e premissas utilizadas”
A previsão de receitas é a etapa que antecede a fixação do montante de despesas que irá constar nas
leis de orçamento, além de ser base para se estimar as necessidades de financiamento do governo.
Ato da repartição competente, que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é
devedora e inscreve o débito desta (art. 53 da Lei 4.320/64). Para o Código Tributário Nacional, é o
procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação
correspondente, determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido, identifica o
LANÇAMENTO
sujeito passivo e, sendo o caso, propõe a aplicação da penalidade cabível (art. 142 do CTN).
Conclusão: nem todas as receitas percorrerão o estágio lançamento, mas apenas as de origem fiscal
(tributárias: impostos, taxas e contribuições de melhoria; multas; rendas com vencimento
determinado em lei)
Consiste no recebimento da receita pelo agente devidamente autorizado, isto é, agentes
ARRECADAÇÃO arrecadadores (agente ativo), por meio de estabelecimentos bancários oficiais ou privados,
devidamente credenciados, a fim de se liquidarem obrigações com o ente público.
Refere-se à entrega, pelos agentes arrecadadores, do produto da arrecadação para o Caixa Único:
RECOLHIMENTO Conta Única do Tesouro Nacional, no Banco Central do Brasil, no caso da União. É apenas nesse
estágio que ocorre a efetiva entrada dos recursos financeiros arrecadados nos cofres públicos.

IMPORTANTE: Parte da doutrina considera o “Lançamento” um estágio intermediário entre a “previsão” e a


“arrecadação” da receita. Porém, o art. 53 da Lei nº 4.320, de 1964, o preceitua como “ato da repartição
competente, que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora, e inscreve o débito desta”.
Dessa forma, na ótica orçamentária, lançamento é procedimento administrativo realizado pelo Fisco – e não
estágio. Ressalte-se que as receitas patrimoniais, as empresariais, as operações de crédito e as transferências não se
sujeitam ao lançamento, haja vista ingressarem diretamente no estágio da Arrecadação. Mas as tributárias e de
contribuições necessitam do procedimento administrativo em epígrafe antes de ingressarem no estágio da
“arrecadação”. Em provas de concursos, as bancas adotam o posicionamento doutrinário e consideram o
lançamento como estágio da receita.

Dívida Ativa da União: é composta por todos os créditos desse ente, sejam eles de natureza tributária ou não-
tributária, regularmente inscritos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, depois de esgotado o prazo fixado
para pagamento, pela lei ou por decisão proferida em processo regular (ler art. 39 da Lei 4.320/64)

67. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) A etapa em que determinado banco privado transfere à conta
específica do Tesouro os valores pagos pelos contribuintes referentes a certo tributo federal corresponde ao estágio
de arrecadação da receita pública.

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68. (CESPE/TRE-TO/Analista Jud.-Adm./2017)


A receita pública passa por diversos estágios desde seu planejamento até o seu ingresso nos cofres públicos. Ao
longo desse processo, ocorre a constituição do crédito tributário, que se dá no estágio de
A) planejamento.
B) previsão.
C) lançamento.
D) arrecadação.
E) recolhimento.

69. (CESPE/FUB/Cargo 5 . Auditor/2015) As alterações em índices oficiais de preços interferem no cálculo da


previsão de receita orçamentária.

70. (CESPE/TRE-BA/Analista Judiciário – Área Administrativa/2017)

A figura precedente representa as etapas da receita orçamentária. Com relação a esse assunto, julgue os itens a
seguir.
I-O princípio da unidade de tesouraria está relacionado à etapa da arrecadação.
II-A etapa que precede a fixação da despesa é a previsão da receita.
III-Uma doação em espécie é uma receita sem lançamento.

Assinale a opção correta.


A) Apenas o item I está certo.
B)Apenas o item II está certo.
C) Apenas os itens I e III estão certos.
D) Apenas os itens II e III estão certos.
E) Todos os itens estão certos.

71. (CESPE/Ass. Leg.-ES/Analista/2011) Um tributo pode ser arrecadado ainda que não tenha sido incluído na lei
orçamentária anual.

72. (CESPE/FNDE/Cargo2/2012) Toda receita orçamentária passará, necessariamente, por pelo menos uma das
seguintes etapas: previsão e lançamento.

73. (CESPE/IBAMA/Técnico Adm./2012) O estágio da receita denominado arrecadação encerra a etapa de


execução e deve obedecer ao princípio da unidade de caixa.

74. (CESPE/TJ-RR/Administrador/2012) No estágio da previsão da receita, o Estado realiza a inscrição a débito


do contribuinte.

75. (CESPE/STF/Analista/2008) A estimativa de arrecadação da receita é resultante da metodologia de projeção


das receitas orçamentárias.

76. *(CESPE/MPU/Analista/2010) Os estágios da receita orçamentária são previsão, lançamento, arrecadação e


recolhimento. Entretanto, o lançamento, que tem origem fiscal, não se aplica a todas as receitas orçamentárias, mas
basicamente às receitas tributárias, conforme dispõe o Código Tributário Nacional.

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77. (CESPE/STF/Analista/2008) No lançamento da receita, é verificada a procedência do crédito fiscal e a pessoa
que lhe é devedora.

78. (CESPE/CGE–PI/Auditor/2015) A procedência do crédito fiscal deve ser verificada no ato do lançamento da
receita pública.

79. (CESPE/MI/Analista/2009) Todas as receitas públicas devem passar pelo estágio do lançamento, em que se
verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, calcula-se o montante devido, identifica-se o
sujeito passivo e, sendo o caso, propõe-se a aplicação da penalidade cabível.

80. (CESPE/DPF/Agente/Escrivão/2009) O estágio de execução da receita classificado como arrecadação ocorre


com a transferência dos valores devidos pelos contribuintes ou devedores à conta específica do Tesouro.

81. (CESPE/TRE-PE/Analista Judiciário – Área Administrativa/2017) Um dos estágios da receita pública é o


recolhimento, que consiste na entrega dos recursos devidos pelos contribuintes ou devedores ao Tesouro Nacional.

82. (CESPE/MPU/Técnico/2010) O estágio do recolhimento de uma receita pública corresponde à entrega dos
recursos devidos ao Tesouro, efetuada pelos contribuintes ou devedores aos agentes arrecadadores ou instituições
financeiras autorizadas pelo ente.

83. (CESPE/FNDE/Cargo2/2012) Denomina-se recolhimento a transferência dos valores arrecadados à conta


específica do Tesouro Nacional.

84. (CESPE/MPU/Analista/2010) Todas as receitas devem ser recolhidas em estrita observância ao princípio de
unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais.

85. (CESPE/PF/Agente/2009) Nem todas as receitas são recolhidas à conta única do Tesouro, podendo ser
revertidas a outras contas-correntes.

86. (CESPE/MPU/Analista de Controle Interno/2010) Apesar da centralização de recursos na conta única, as


unidades gestoras podem manter contas-correntes em agências bancárias, para movimentar seus recursos quando
houver necessidade de realizar operações que não possam ser efetuadas por meio da conta única.

87. (CESPE/MPU/Analista Adm./2010) As disponibilidades de caixa dos regimes de previdência geral e próprio
dos servidores públicos devem ficar depositadas em conta separada das demais disponibilidades de cada ente.

88. (CESPE/MJ/Analista-Téc.Adm/2013)A Conta Única do Tesouro Nacional, que é mantida no Banco do Brasil
S.A, acolhe todas as disponibilidades financeiras da União, inclusive fundos, de suas autarquias e fundações.

89. (CESPE/Anatel/Analista Adm./2012) A execução das despesas orçamentárias ocorre por meio da conta única
do Tesouro Nacional, cuja movimentação financeira, por intermédio das unidades gestoras integrantes do SIAFI, é
realizada exclusivamente no Banco do Brasil S.A.

90. *(CESPE/BASA/Cargo1/2012) A Conta Única do Tesouro Nacional, mantida no Banco do Brasil, tem por
finalidade acolher as disponibilidades financeiras da União a serem movimentadas pelas unidades gestoras da
administração pública federal, sendo operacionalizada por meio de ordem bancária, para pagamento dos credores
da União.

91. (CESPE/TRE-RJ/Analista Jud./Contab./2012) A Conta Única do Tesouro Nacional destina-se a acolher as


disponibilidades financeiras da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

92. (CESPE/TRE-PE/Analista Judiciário – Área Administrativa/2017) As dívidas da União dividem-se em dívidas


ativas e dívidas passivas, conforme a etapa da execução orçamentária em que se encontre o pagamento da obrigação
da União.

93. (CESPE/DPF/Agente/Escrivão/2009) Ao elaborar o planejamento orçamentário do seu órgão, o agente


público deve considerar que as obrigações de seu ente público com terceiros compõem a dívida ativa da União.
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94. (CESPE/PREVIC/Analista Adm./2011) A dívida ativa da União é composta pelos créditos da fazenda pública,
tributários ou não, que, não pagos nos vencimentos, são inscritos em registro próprio, após apurada sua liquidez e
certeza.

95. (CESPE/CAPES/Contador/2012) A dívida ativa é constituída dos créditos da fazenda pública, de natureza
tributária ou não, que, quando não pagos nos vencimentos, são inscritos em registros próprios, após apurada sua
liquidez e certeza.

96. (CESPE/TRT-10ª-R/Analista/2012-Prova Anulada) As receitas da dívida ativa são decorrentes de créditos da


Fazenda Pública, exigíveis em virtude do transcurso do prazo para pagamento e classificada como outras receitas de
capital.

97. (CESPE/FNDE/Cargo1/2012) No caso da dívida ativa, aplica-se o regime de competência, ou seja, os créditos
públicos devem ser registrados como receita orçamentária no exercício de sua arrecadação.

98. (CESPE/DPF/Escrivão /2013) De acordo com o Manual Técnico de Orçamento, dívida ativa corresponde a
um crédito da fazenda pública, de natureza tributária ou não tributária, que é cobrado por meio da emissão de
certidão de dívida ativa da fazenda pública da União, e equivale a um título executivo.

99. (CESPE/CNJ/Técnico-Cargo13/2013) A dívida ativa é composta por créditos a favor da fazenda pública, os
quais não foram efetivamente recebidos nas datas aprazadas e cuja certeza e liquidez foram apuradas. Constitui,
portanto, fonte certa de recursos.

100. (CESPE/ANTT/Administração/2013) A inclusão do contribuinte na dívida ativa tem como requisito a


apuração da certeza e liquidez da dívida.

101. (CESPE/CADE/Analista-cargo1/2014) A dívida ativa, por ser uma fonte potencial de fluxos de caixa com
impacto positivo gerado pela recuperação de valores, espelha créditos a receber, portanto deve ser contabilmente
reconhecida no ativo.

gabarito

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26
E B E E C E C E E C E C C C E E E C C C C C E E C E

27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52
C C C C E C C E C C C B E C C C C E C C E C E C E E

53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78
E E E E C E E E C E C C E C E c C D C E E E C C* C C

79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101
E E E E C C C C C E E E* E E E C C E E C E C C

*Questão 76: No gabarito preliminar o Cespe publicou a questão como “certa”, porém alterou para errado. Apesar dessa
alteração, e diante da justificativa “infundada” da banca, é pacífico o entendimento de que o item está correto. Veja a
justificativa da banca: “O comando da questão não especificou norma que fundamenta os estágios da receita. Diante do exposto, Desse modo,
opta-se pela alteração do gabarito item, de CERTO para ERRADO”.

*Questão 90: A banca alterou o gabarito de C para E. Justificativa:


“A Conta Única do Tesouro Nacional é mantida pelo Banco Central, e não pelo Banco do Brasil, conforme afirmado no item.
Dessa forma, opta-se pela alteração do gabarito”.

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2- DESPESA PÚBLICA

2.1 – Conceito

A despesa Pública é classificada como dispêndio de recursos. Dispêndio é um gênero com duas espécies:
despesa e desembolso. Veja o esquema abaixo:
Não gera ativo
DESPESA
Não diminui o passivo
Exemplo de Despesa: despesa com pessoal.
DISPÊNDIO
Gera ativo.
Gênero
DESEMBOLSO Ex: construção de um prédio ou compra de um carro..

Diminui o passivo
Exemplo: pagamento de empréstimos.
Regime Contábil da Despesa

Diferente da Receita, aqui não há discussão quanto ao regime contábil. Assim como ocorre no setor privado, o
regime contábil para a Despesa será o regime de competência.

- Fixadas na LOA ou por conta de créditos adicionais (suplementar, especial ou


RESUMO: Orçamentária extraordinário);
- Dependem de autorização legislativa (crédito/dotação).
s
- Devolução de recursos que estão em poder da Administração, mas que não
pertencem ao erário (são saídas compensatórias – Conforme MCASP);
Extraorçamentár - Não dependem de autorização legislativa. Ex: devoluções de cauções, o principal
ias da ARO, recolhimento de consignações/retenções, etc.

Despesa Pública = Dispêndio de Recursos

Aplicada a uma Necessidades da sociedade  Crédito = Autorização para gastos = Dotação;


finalidade pública  Recurso = Financeiro = dinheiro para o pagamento
Estrutura do governo de Despesas.

1. (CESPE/SEFAZ-ES/Consultor/2009) Em sua acepção financeira, despesa pública é a aplicação de


recursos pecuniários em forma de gastos ou em forma de mutação patrimonial, com o fim de realizar as
finalidades do Estado.

2.2 - Classificações

A) Quanto à Regularidade [doutrinária/acadêmica]

 Ordinárias: pagas permanentemente.


Ex: despesas correntes.

 Extraordinárias: pagas esporadicamente.


Ex: despesas de capital e as despesas extraorçamentárias.

B) Quanto à fixação Orçamentária [Lei 4.320/64]

Constantes na LOA
 Orçamentárias: aquelas:
Por conta de créditos Adicionais (suplem., especial ou extraordinário)

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Não constantes na LOA; Independem de aut. legislativa.
 Extraorçamentárias: aquelas:
Antecedidas por um registro de um Ingresso Extraorçamentário (R.E)

C) Quanto à afetação Patrimonial (PL): Efetiva ou Não Efetiva


Nota:
-Diminui o Patrimônio Líquido (PL) do Estado FM↓: Fato Modificativo Diminutivo
 Efetiva: FP: Fato Permutativo
FM↓ -Não geram ativos.

Ex: todas as correntes (não geram ativos), salvo compras para o estoque
Geram Ativo.

-Não diminui o PL do Estado.


 Não-Efetiva:
FP -Geram ativos.

Ex: todas as de Capital. Entretanto, de acordo com o MCASP 6º edição:


“A despesa não efetiva normalmente se enquadra como despesa de capital. Entretanto, há despesa de capital que é efetiva como, por
exemplo, as transferências de capital, que causam variação patrimonial diminutiva e, por isso, classificam-se como despesa efetiva.”

2. (CESPE/Analista Judiciário/STJ 2015) Uma transferência efetuada pela União a um município, para
aquisição de equipamentos médicos, é uma despesa de capital efetiva, de forma que não se exige
contrapartida do município.

3. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) Sob o enfoque patrimonial, a despesa pública é definida


como um decréscimo nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de
recursos ou redução de ativos ou incremento em passivos que resulte em decréscimo do patrimônio líquido.

4. (CESPE/TCU/AFCE/Cargo1/2011) A despesa orçamentária não efetiva é definida como aquela que, no


momento da sua realização, não reduz a situação líquida patrimonial da entidade e constitui fato contábil
permutativo.

 Quanto à Natureza
A. Categoria Econômica (art. 12, 4.320/64)
B. Grupo de natureza da despesa
C. Modalidade de aplicação (novidade da Port. Interm. STN/SOF nº 163/01) Subcategorias
D. Elemento de despesa (informação na LOA ou na execução da despesa) Econômicas
(doutrina)

Dessa forma, sua classificação será codificada em 4 níveis (Categoria Econômica, Grupo, Modalidade e
Elemento) e 6 dígitos (códigos a serem apresentados a seguir, exemplo: 3 para Correntes e 4 para de Capitais). O 1º
Dígito se referi a Categoria Econômica, logo, quando começar por 3 será Despesas Correntes, e por 4, de Capital.
O 2º quanto ao Grupo, os dígitos 3º e 4º vão se referir a Modalidade e os 5º e 6º ao Elemento.

Exemplo:
3 . 3 . 90 . 30

4º Nível – Elemento de Despesa: Material de Consumo


3º Nível – Modalidade de Aplicação: Direta
2º Nível – Grupo de Natureza: Outras Despesas Correntes
1º Nível – Categoria Econômica: Despesa Corrente

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Gastos com a manutenção da máquina pública. 2º o MCASP,


3.Correntes aquelas que não contribuem para formação ou aquisição de
um bem de capital (ex: Despesas de Custeio e de pessoal).
1ºNível: Categoria Econ.
Gastos com a aquisição ou modificação do patrimônio
4. de Capital
público. Formação ou aquisição de um bem de capital. Os
PET’s por dotações globais serão classif. despesas de Capital.

Em regra as despesas serão discriminadas. Porém, os PET’s (Programas Especiais de Trabalho) podem vir em dotações globais,
sem detalhamento. Quando, por se tratarem de grandes projetos ou por sua natureza especial, não for possível discriminar a
despesa quando da autorização orçamentária (art. 12, §4º, 4.320/64). Serão, então, classificados em despesas de capital (art. 20,
p. único da Lei nº 4.320/64). Um exemplo de um PET, que não se refere às obras, seria um programa de proteção à testemunha.
Não esqueça: a outra exceção ao princípio da especificação refere-se à reserva de contingência.

2ºNível: Grupo de
Natureza de Despesa
(GND) 1. Pessoal e Encargos Sociais
2. Juros e Encargos da Dívida Despesas Correntes - DC
3. Outras Despesas Correntes
4. Investimentos
5. Inversões Financeiras Despesas de Capital - DK
6. Amortização da Dívida
9. Reserva de Contingência
Os elementos de despesa encontram-se ―dentro‖ de cada grupo acima e
traz a dimensão concreta da despesa no instante de sua execução.

 Pessoal e encargos sociais: despesas orçamentárias de natureza remuneratória, decorrentes de:


 Efetivo exercício de cargo, emprego ou função de confiança no setor público;
 Pagamento dos proventos de aposentadorias, reformas e pensões;
 Obrigações trabalhistas de responsabilidade do empregador, incidentes sobre a folha de salários;
 Contribuição a entidades fechadas de previdência;
 Outros benefícios assistenciais classificáveis neste grupo de despesa;
 Outras parcelas de cunho remuneratório.

 Juros e encargos da dívida: despesas orçamentárias com o pagamento de juros, comissões e outros
encargos de operações de crédito internas e externas contratadas, bem como da dívida pública mobiliária
(pagamento relativo ao resgate de títulos públicos).

 Outras despesas correntes: Despesas orçamentárias com aquisição de material de consumo, pagamento de
diárias, contribuições, subvenções, auxílio-alimentação, auxílio transporte, além de outras despesas da
categoria econômica "Despesas Correntes" não classificáveis nos demais grupos de natureza de despesa.

 Investimentos: despesas orçamentárias com softwares e com o planejamento e a execução de obras,


inclusive com a aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas últimas, e com a aquisição
de instalações, equipamentos e material permanente.

 Inversões financeiras: despesas orçamentárias com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em


utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já
constituídas, quando a operação não importe aumento do capital.

 Amortização da dívida: despesas orçamentárias com o pagamento e/ou refinanciamento do principal e da


atualização monetária ou cambial da dívida pública interna e externa, contratual ou mobiliária.

 Reserva de Contingência: Despesas orçamentárias destinadas ao atendimento de passivos contingentes e


outros riscos, bem como eventos fiscais imprevistos, inclusive a abertura de créditos adicionais. Não são
classificadas na categoria econômica.

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3ºNível: Modalidade de Aplicação (mera informação gerencial)

Refere-se à forma ou o modo de execução da despesa. É uma forma objetiva para evitar duplicações.
Direta

Por Transferências

Alguns exemplos de códigos:


Modalidades de Aplicação
20 - Transferências à União
22 - Execução Orçamentária Delegada à União
30 - Transferências a Estados e ao Distrito Federal
31 - Transferências a Estados e ao Distrito Federal – Fundo a Fundo
32 - Execução Orçamentária Delegada a Estados e ao Distrito Federal
40 - Transferências a Municípios
41 - Transferências a Municípios – Fundo a Fundo
42 - Execução Orçamentária Delegada a Municípios
50 - Transferências a Instituições Privadas sem Fins Lucrativos
60 - Transferências a Instituições Privadas com Fins Lucrativos
70 - Transferências a Instituições Multigovernamentais
71 - Transferências a Consórcios Públicos
72 - Execução Orçamentária Delegada a Consórcio Públicos
80 - Transferências ao Exterior
90 - Aplicações Diretas
91 - Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos e Entidades
Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social
99 - A Definir

4ºNível: Elemento de despesa

O elemento de despesa tem por finalidade identificar os objetos de gasto, tais como vencimentos e
vantagens fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros prestados sob qualquer forma, subvenções
sociais, obras e instalações, equipamentos e material permanente, auxílios, amortização e outros que a
Administração Pública utiliza para a consecução de seus fins. Os códigos dos elementos de despesa estão definidos
no Anexo II da Portaria Interministerial nº 163, de 2001.

Abaixo, alguns exemplos trazidos no MTO/2018:

01 - Aposentadorias, Reserva Remunerada e Reformas


03 - Pensões
04 - Contratação por Tempo Determinado
05 - Outros Benefícios Previdenciários
06 - Benefício Mensal ao Deficiente e ao Idoso
07 – Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência
08 - Outros Benefícios Assistenciais
09 - Salário-Família
10 - Outros Benefícios de Natureza Social Despesas orçamentárias com álcool automotivo; gasolina automotiva; diesel
11-Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil automotivo; lubrificantes automotivos; combustível e lubrificantes de aviação; gás
engarrafado; outros combustíveis e lubrificantes; material biológico, farmacológico
12-Vencimentos e Vantagens Fixas-Pessoal Militar e laboratorial; animais para estudo, corte ou abate; alimentos para animais; material
13 - Obrigações Patronais de coudelaria ou de uso zootécnico; sementes e mudas de plantas; gêneros de
alimentação; material de construção para reparos em imóveis; material de manobra
14 - Diárias – Civil e patrulhamento; material de proteção, segurança, socorro e sobrevivência; material
15 - Diárias – Militar de expediente; material de cama e mesa, copa e cozinha, e produtos de
higienização; material gráfico e de processamento de dados; aquisição de disquete;
16 - Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil pen-drive; material para esportes e diversões; material para fotografia e filmagem;
17 - Outras Despesas Variáveis - Pessoal Militar material para instalação elétrica e eletrônica; material para manutenção, reposição e
aplicação; material odontológico, hospitalar e ambulatorial; material químico;
18 - Auxílio Financeiro a Estudantes material para telecomunicações; vestuário, uniformes, fardamento, tecidos e
20 - Auxílio Financeiro a Pesquisadores aviamentos; material de acondicionamento e embalagem; suprimento de proteção
ao voo; suprimento de aviação; sobressalentes de máquinas e motores de navios e
30 - Material de Consumo esquadra; explosivos e munições; bandeiras, flâmulas e insígnias e outros materiais
33 - Passagens e Despesas com Locomoção de uso não duradouro.

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34 - Outras Despesas de Pessoal decorrentes de Contratos de Terceirização
46 - Auxílio-Alimentação Despesas orçamentárias com aquisição de aeronaves; aparelhos de medição; aparelhos e
49 - Auxílio-Transporte equipamentos de comunicação; aparelhos, equipamentos e utensílios médico, odontológico,
52 – Equipamento e Material Permanente laboratorial e hospitalar; aparelhos e equipamentos para esporte e diversões; aparelhos e
utensílios domésticos; armamentos; coleções e materiais bibliográficos; embarcações,
61 – Aquisição de Imóveis
equipamentos de manobra e patrulhamento; equipamentos de proteção, segurança, socorro e
92 - Despesas de Exercícios Anteriores sobrevivência; instrumentos musicais e artísticos; máquinas, aparelhos e equipamentos de
99 - A Classificar uso industrial; máquinas, aparelhos e equipamentos gráficos e equipamentos diversos;
máquinas, aparelhos e utensílios de escritório; máquinas, ferramentas e utensílios de
oficina; máquinas, tratores e equipamentos agrícolas, rodoviários e de movimentação de
carga; mobiliário em geral; obras de arte e peças para museu; semoventes; veículos
diversos; veículos ferroviários; veículos rodoviários; outros materiais permanentes.

5ºNível: Desdobramento do Elemento da Despesa (facultativo)

É facultado o desdobramento suplementar dos elementos de despesa para atendimento das necessidades de
escrituração contábil e controle da execução orçamentária.

A. Categoria Econômica (art. 12, 4.320/64)


B. Grupo de natureza da despesa
C. Modalidade de aplicação (novidade da Port. Interm. STN/SOF nº 163/01)
D. Elemento de despesa (informação na LOA ou na execução da despesa)

Exemplo: natureza de despesa: 3.3.90.30.04.


Combustíveis (Subitem ou Subelemento)
Material de Consumo (Elemento)
Aplicação direta (Modalidade)
Outras Despesas Correntes (Grupo)
Despesa Corrente (Categoria Econômica)

5. (CESPE/TCE-PB/Auditor de Contas Púb./2018) Se determinado órgão público precisar adquirir


equipamentos novos necessários à execução de determinada obra, a despesa correspondente será classificada
como
a) subvenção econômica.
b) transferência de capital.
c) inversão financeira.
d) investimento.
e) subvenção social.

6. (CESPE/ANCINE/Analista/2006) A classificação pela natureza da despesa se dá em diversos níveis de


agregação: categoria econômica, grupos de despesas, modalidade de aplicação e elemento de despesa.

7. (CESPE/FUB/Cargo 1 . Administrador/2015) As inversões financeiras, a amortização, os juros e encargos da


dívida são grupos de despesas orçamentárias vinculadas à categoria econômica de despesas correntes.

8. (CESPE/ANP/Analista-Perfil4/2013) As inversões financeiras contemplam as dotações destinadas às obras


públicas, aquisição de imóveis ou bens de capital já em utilização.

9. (CESPE/FUB/Cargo 1 . Administrador/2015) As inversões financeiras, a amortização, os juros e encargos da


dívida são grupos de despesas orçamentárias vinculadas à categoria econômica de despesas correntes.

10. (CESPE/CNJ/Técnico-Cargo13/2013) Se um ente governamental realizar despesa que tenha como objetivo o
custeio de servidores públicos com atividade ligada à manutenção predial, então esses recursos serão classificados
como despesas de capital.

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11. (CESPE/IBAMA/Técnico Adm./2012) Em relação à categoria econômica, as despesas realizadas pelo IBAMA
com a aquisição de veículos serão classificadas como despesa de capital.

12. (CESPE/ANTT/Administração/2013) Caso problemas graves tenham sido relatados no atendimento aos
usuários de certa rodovia concedida à iniciativa privada e, para fiscalizar melhor a situação, a ANTT tenha locado e
reformado um imóvel em uma cidade situada em um ponto crítico da rodovia, a despesa orçamentária para a
reforma do imóvel locado, nessa situação hipotética, será considerada despesa de capital.

13. (CESPE/STM/Analista Adm./2011) A despesa necessária ao pagamento do principal de uma operação de


crédito por antecipação da receita orçamentária deve ser obrigatoriamente considerada extraorçamentária.

14. (CESPE/Anatel/Analista Adm./2012) As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária


integram a lei orçamentária anual (LOA) e são classificadas, quanto à natureza econômica, como despesas de
capital.

15. (CESPE/ANCINE/Analista/2006) Os programas especiais de trabalho que não possam ser cumpridos em
razão de estarem subordinados às normas gerais de execução da despesa podem ser custeados por dotações globais
e classificados entre as despesas de capital.

16. (CESPE/MI/Analista/2009) Com relação à natureza da despesa orçamentária, a reserva de contingência não é
classificada como despesa corrente nem como despesa de capital.

17. (CESPE/TRE-ES/Analista Adm-Cargo1/2011) Na classificação orçamentária, a natureza da despesa é


complementada por informação gerencial denominada modalidade de aplicação, cuja finalidade é indicar se os
recursos aplicados promovem alterações qualitativas ou quantitativas no patrimônio público.

18. (CESPE/TCU/AUFC/2015) Deve-se usar a modalidade de aplicação se for preciso distinguir os recursos a
serem aplicados diretamente por órgãos ou entidades no âmbito da mesma esfera de governo daqueles transferidos
para outro ente da Federação.

19. (CESPE/AGU/Administrador/2010) O elemento de despesa é uma das subdivisões da classificação da despesa


pública segundo sua natureza.

20. (CESPE/INSPETOR/TCE-RN/2009) Inicialmente, a despesa orçamentária é classificada em categorias


econômicas, mas deve ser obrigatoriamente subdividida até o nível de elementos de despesa.

21. (CESPE/FNDE/Cargo2/2012) As despesas constantes da Lei do Orçamento deverão ser discriminadas até o
nível de subelemento.

22. (CESPE/ANALISTA/ANA/2006) Mesmo que a lei de orçamento discrimine a despesa de capital em nível de
elemento, poderá a administração pública, para sua execução, utilizar desdobramento que melhor atenda suas
necessidades.

(CESPE/ANTT/Técnico/Cargo16/2013) Considerando o conceito, as etapas, os estágios e as categorias


econômicas da despesa pública, julgue os itens subsequentes.

23. Na elaboração da lei orçamentária, a classificação das despesas por natureza deve ser feita, pelo menos,
por categoria econômica, grupo de natureza de despesa e modalidade de aplicação.

24. Uma vez discriminada na lei de orçamento, a despesa pública em nível de elemento não poderá acrescentar
desdobramentos suplementares.

25. O grupo de despesas denominado outras despesas correntes permite contemplar as despesas com aquisição de
material de consumo, veículos para uso, auxílio-alimentação e auxílio-transporte.

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26. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) Se a proposta orçamentária de determinado órgão público
discriminar a despesa apenas até o nível de modalidade de aplicação, então estará sendo descumprido o princípio da
programação.

27. (CESPE/MPU/Cargo 2/2015) A discriminação da despesa quanto a sua natureza deve ser feita, na elaboração
da lei orçamentária, por categoria econômica, grupo de natureza de despesa e modalidade de aplicação.

28. (CESPE/CGE-PI/Auditor/2015) A discriminação da despesa deverá ser realizada, no mínimo, por elementos
entendidos como o desdobramento dessa despesa em gastos com pessoal, material, serviços, obras e outros meios
de que se serve a administração pública para a consecução dos seus fins.

D) Classificação Qualitativa

d.1 - Por Esfera Orçamentária

Na Lei Orçamentária Anual - LOA, a esfera tem por finalidade identificar se a despesa pertence ao
Orçamento Fiscal (OF), da Seguridade Social (OSS) ou de Investimento das Empresas Estatais (OI), conforme art.
165, § 5º da CF/88. Na base de dados do SIOP, o campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois
dígitos e será associado à ação orçamentária:

d.2 - Classificação Institucional

A classificação institucional da despesa é responsável por identificar as estruturas responsáveis por sua
execução, tais como: o órgão orçamentário e a unidade orçamentária subordinada àquele. Serão 2 (dois)
níveis e 5 (cinco) dígitos. O primeiro nível representa o órgão orçamentário e o segundo nível representa a
unidade orçamentária vinculada ao órgão.

Cuidado: a expressão ―órgão orçamentário‖ nem sempre corresponderá a ―órgão‖ pelo conceito dado no Direito
Administrativo. Essa categoria, pelo ponto de vista orçamentário, englobará órgãos da estrutura da
―administração direta‖ quanto ―entidades da administração indireta‖. Segundo o MTO, ―órgão orçamentário‖ é
um agrupamento ainda mais aberto.

Deve-se ter toda atenção para não misturar a classificação institucional com a ―classificação por esfera
orçamentária‖. A classificação por esfera, pouco cobrada em provas, indica qual dos três orçamentos instituídos
pela CF/88 abrange a despesa a se classificar, ou seja, se é o fiscal, o da seguridade ou o de investimento das
estatais.

A Secretaria do Tesouro Nacional – STN assim diferencia os tipos de unidades que integram os órgãos e
entidades da Administração:

 Unidade Orçamentária: unidade à qual o orçamento da União consigna dotações específicas para a
realização de seus programas de trabalho e sobre os quais exerce o poder de disposição.
 Unidade Administrativa: unidade à qual a lei orçamentária anual não consigna recursos e que depende de
destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho.
 Unidade Gestora: Unidade orçamentária ou administrativa investida do poder de gerir recursos
orçamentários e financeiros, próprios ou sob descentralização.

Resumindo: a unidade orçamentária é aquela definida pela LOA como titular da dotação. Já as unidades
administrativas não são beneficiárias diretas de dotações da LOA. Por isso, executam suas atribuições com
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transferências orçamentárias e financeiras, para assim efetuar os pagamentos das despesas. As unidades
gestoras podem ser tanto orçamentárias (titulares das dotações na LOA) quanto administrativas. O
diferencial é o poder de gerir (transferir, receber, controlar e executar) dotações orçamentárias e recursos
financeiros, ultrapassando a simples execução dos estágios da despesa.

d.3 - Classificação Funcional

Essa classificação é aplicável a todos os entes federados. Divide-se em 2 (dois) níveis e 5 (cinco) dígitos. O primeiro
nível refere-se à função e o segundo nível à subfunção.

Segundo a Portaria nº 42, de 14 de abril de 1999, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, função é:

―o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público. A função quase
sempre se relaciona com a missão institucional do órgão, por exemplo, cultura, educação, saúde, defesa, que,
na União, guarda relação com os respectivos Ministérios‖.

A finalidade da classificação funcional é fornecer as bases para a apresentação de dados e estatísticas sobre
os gastos públicos nos principais segmentos em que atuam as organizações do Estado. Logo, as funções
correspondem aos maiores setores de atuação do governo: educação, transporte, saúde, segurança pública etc.

Já as subfunções são o detalhamento das funções. Para a Portaria, a subfunção trata de ―uma partição da
função, visando a agregar determinado subconjunto de despesa do setor público‖. Por exemplo, compreendidas na
função Energia, temos as subfunções Conservação de Energia; Energia Elétrica; Petróleo; e Álcool.

As subfunções podem ser cruzadas com funções diferentes da sua “matriz”. Por exemplo, a
subfunção Desenvolvimento Científico, da função Ciência e Tecnologia, pode se relacionar com a
função Educação, para discriminar uma despesa referente ao apoio concedido a universidades federais,
para publicação de pesquisas. Já as subfunções pertencentes à função “Encargos Especiais” só podem
ser combinadas com esta última. A função Encargos Especiais e suas subfunções dizem respeito a uma
atuação genérica do governo, ou seja, englobam despesas às quais não se podem associar bens ou
serviços.

d.4 - Estrutura ou Classificação Programática

O conhecimento da estrutura e organização do orçamento é importante para sua compreensão. Segundo a


atual estrutura do orçamento público, as programações orçamentárias estão organizadas em programas de trabalho, que
contêm informações qualitativas e quantitativas, sejam físicas ou financeiras. Ressalta-se que cada ente poderá ter sua
própria estrutura programática.

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EXEMPLO DE CÓDIGO DA ESTRUTURA COMPLETA DA PROGRAMAÇÃO

29. (CESPE/TRE-TO/Analista Jud.-Adm./2017)


A compreensão do orçamento público requer o conhecimento de sua estrutura e de sua organização, desenvolvidas
por meio de um sistema estruturado de classificação. Acerca desse assunto, julgue os itens a seguir.

I Uma despesa empenhada e não paga até o fim do exercício fiscal passa a integrar a dívida ativa pública.
II Na programação orçamentária do ente público, a identificação qualitativa do órgão ou da unidade orçamentária
responsável pelo uso do recurso público é feita mediante classificação institucional.
III Segundo a Lei Complementar n.º 101/2000 — Lei de Responsabilidade Fiscal —, as operações de crédito
contraídas pelo ente público que apresentem prazo de amortização superior a doze meses integram a dívida pública
fundada.

Assinale a opção correta.


A) Apenas o item I está certo.
B) Apenas o item II está certo.
C) Apenas os itens I e II estão certos.
D) Apenas os itens II e III estão certos.
E) Todos os itens estão certos.

30. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 3/2017) A Agência Nacional de Saúde Suplementar,
uma autarquia federal, necessita treinar, em caráter contínuo e permanente, os seus servidores para as atividades de
regulação e fiscalização da saúde suplementar. Nessa situação, de acordo com a estrutura programática, a ação
orçamentária relativa a esse treinamento será classificada como atividade.

31. (CESPE/CADE/Analista Técnico – Cargo1/2014) A estrutura programática da despesa pública definida para a
LOA deve ser a mesma para todos os entes da Federação,devido aos objetivos de consolidação das contas públicas.

32. (CESPE/ANP/Analista-Perfil2/2013) A área da despesa em que a ação governamental da ANP será realizada
deve ser identificada na classificação funcional.

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33. (CESPE/IBAMA/Técnico Adm./2012) De acordo coma a classificação funcional, as ações orçamentárias do
IBAMA concentram-se nas funções de controle ambiental e recuperação das áreas degradadas.*

34. (CESPE/TCE-RO/Ag. Adm./2013) A área de ação do tribunal de contas refere-se à função controle externo.

35. (CESPE/TÉCNICO SUPERIOR/MIN. SAÚDE/2008) A classificação funcional é composta por um rol de


funções e subfunções prefixadas e padronizadas para a União, os estados, o DF e os municípios, as quais servirão
de agregador dos gastos públicos por área de ação governamental.

36. (CESPE/MS/Administrador/2013) A legislação vigente autoriza a classificação da subfunção educação infantil


combinada à função saúde.

37. (CESPE/TCU/AUFC/2015) O segmento da classificação funcional da despesa pública que se relaciona com a
missão institucional do órgão é denominado programa.

38. (CESPE/MPOG/Cargo22/2015) Conforme o conceito da matricialidade na classificação funcional, a cada


função correspondem determinadas subfunções e cada subfunção corresponde a uma determinada função.

39. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) O campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois


dígitos e deve ser associado à ação orçamentária.

40. (CESPE/MPOG-ENAP/Analista Técnico Administrativo/2015) O produto final de um programa é o seu


resultado e não simplesmente as ações-meio que ele gera. Assim, em um programa de combate a determinada
doença que possa levar à incapacidade temporária para o trabalho e ao óbito, o que efetivamente se deve esperar é o
atingimento de uma meta de indivíduos vacinados e de regiões abrangidas.

41. (CESPE/TCU/AUFC/2015) Situação hipotética: Para viabilizar a melhoria das condições de saúde da
população, o prefeito de determinado município incluiu em seu plano plurianual a construção de uma unidade de
pronto atendimento em saúde. Assertiva: Nesse caso, ao promover a classificação programática dessa ação de
governo, o prefeito deverá classificar a construção da edificação na categoria de atividades, visto que a obra será o
resultado de um produto necessário à manutenção da ação do governo.

42. (CESPE/MTE/Ag.Adm./2014) Na estrutura programática da despesa, as despesas decorrentes de sentenças


judiciais, por não gerarem produtos, podem ser classificadas como operações especiais.

43. (CESPE/ICMbio/Analis.Adm./2014) De acordo com a estrutura programática do plano plurianual (PPA), o


pagamento de pensões e aposentadorias faz parte das despesas que não contribuem para a manutenção, expansão
ou o aperfeiçoamento das ações de governo.

44. (CESPE/TCDF/ACE/2011) No curso da programação física e financeira da despesa, a demarcação territorial


das metas físicas é expressa nos localizadores de gasto previamente definidos para cada ação.

45. (CESPE/TRE/Analista Jud._Cargo1/2015) A ação orçamentária é considerada padronizada quando, em


decorrência da organização institucional existente, sua implementação é realizada em mais de um órgão
orçamentário ou mais de uma unidade orçamentária.

46. (CESPE/CADE/Analista-cargo1/2014) De acordo com as especificidades das ações orçamentárias de governo


existentes, a padronização dessas ações pode ser local ou interfederativa.

(CESPE/ANP/Analista-Perfil2/2013) As ações orçamentárias são classificadas como:

47. operações especiais, quando contribuem para a expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental.

48. projetos, se realizadas de modo contínuo e permanente.

49. atividades, quando envolvem operações limitadas no tempo.

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ESTÁGIOS DA DESPESA

1º)Fixação (doutrina majoritária)


2º)Empenho (Lei 4.320/64, art. 58)
3º)Liquidação (Lei 4.320/64, art. 63)
4º)Pagamento (Lei 4.320/64, art. 64)

(CESPE/TCE-SC/AFCE-Direito/2016) A fixação da despesa, que compreende a adoção de medidas em


determinada situação idealizada, conforme os recursos disponíveis e as diretrizes e prioridades traçadas pelo
governo, é um dos estágios da despesa pública previstos na legislação em vigor.

Item errado. A banca CESPE considera a fixação um estágio DOUTRINÁRIO e não normativo.
Na sequência, entenda cada estágio:

Consiste na autorização dada pelo Poder Legislativo ao Poder Executivo, mediante a fixação
de dotações orçamentárias aprovadas na LOA, concedendo ao Ordenador de Despesas (ver
FIXAÇÃO art. 80, Dec. Lei 200/67) o direito de gastar os recursos públicos destinados à sua unidade
orçamentária, mediante a emissão de Nota de Empenho (documento contábil, gerado pelo
SIAFI) limitado ao valor autorizado.
Ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento,
pendente ou não de implemento de condição. O estágio do empenho não necessita da
EMPENHO emissão de Nota de Empenho – NE. A NE será necessária nos casos em que o credor
precisar de uma garantia de pagamento. Alguns pagamentos dispensam a emissão de NE,
como,por exemplo, as despesas com pessoal, mas não dispensam o estágio empenho.
Consiste na verificação, comprovação ou reconhecimento pela Administração Pública de que
LIQUIDAÇÃO o credor cumpriu todas as obrigações do objeto. O impacto patrimonial da despesa ocorre
somente com a liquidação.
PAGAMENTO É a entrega dos recursos equivalentes à dívida líquida ao credor.

Empenho Ordinário
Despesas com montante previamente conhecido e cujo pagamento deve ocorrer de uma só vez.
Exemplo: aquisição de material de expediente (papel, caneta, toner, etc).

Modalidades Empenho Global


Despesas com montante também previamente conhecido, mas cujo pagamento seja feito de
de Empenho forma parcelada. Exemplo: contratos de terceirização, manutenção, etc.

Empenho Estimativo
Despesas com montante não previamente conhecido. Exemplo: água, energia, telefone, diárias,
etc.

O Empenho pode ser anulado parcial ou totalmente quando seu valor exceder o montante da despesa
realizada (parcial), nos casos em que o serviço contratado não tiver sido prestado, o material não entregue ou
empenho emitido incorretamente. Será também anulado no encerramento do exercício quando se referir a despesas
não liquidadas, salvo aquelas que se enquadrarem nas condições previstas para a inscrição em Restos a Pagar.

50. (CESPE/TRT 7/Analista Judiciário – área administrativa/2017)


Em um contrato de prestação de serviços firmado entre empresa privada e órgão da administração pública direta, a
autoridade competente, após as verificações pertinentes, certificou, na nota fiscal apresentada pela empresa, a
prestação do serviço, mediante ateste.
As informações apresentadas nessa situação hipotética se referem ao estágio de execução da despesa orçamentária
denominado
A) empenho.
B) liquidação.
C) pagamento.
D) dotação.

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51. (CESPE/TCE-PB/Auditor de Contas Púb./2018)Para realizar uma despesa pública, a autoridade


competente deve proceder, sucessivamente, às etapas de
a) fixação, programação financeira, pagamento, empenho e liquidação.
b) programação financeira, empenho, fixação, liquidação e pagamento.
c) fixação, empenho, programação financeira, liquidação e pagamento.
d) programação financeira, fixação, empenho, pagamento e liquidação.
e) fixação, programação financeira, empenho, liquidação e pagamento.

52. (CESPE/ANP/Analista-Perfil2/2013) O registro do empenho da despesa no subsistema de informações


orçamentárias reduzirá o saldo da conta crédito disponível no valor correspondente ao empenho emitido.

53. (CESPE/TCDF/ACE/2014) Pode ocorrer despesa pública sem a realização de empenho prévio.

54. (CESPE/MPE-PI/Analista/2012) Em casos especiais previstos na legislação específica, a emissão do empenho


pode ser dispensada exclusivamente por ato do titular da pasta em que a despesa for realizada.

55. (CESPE/IBRAM-DF/Administrador/2009) Após a aprovação do orçamento, é possível a realização de


despesa sem a emissão de nota de empenho.

56. (CESPE/MMA/Analista Ambiental/A.C.I/2011) Em relação aos estágios da despesa, destacam-se o empenho


e a liquidação. O empenho cria para o Estado a obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de
condição. Já a liquidação consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, conforme os documentos que
comprovem o respectivo crédito.

57. (CESPE/EBC/Téc-Adm./2011) O empenho é o primeiro estágio da execução da despesa, seguido da


liquidação e do pagamento; dessa forma, despesas só podem ser realizadas mediante prévio empenho, o que cria,
para o Estado, obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição.

58. (CESPE/IBRAM-DF/Analista/2009) O empenho é o primeiro estágio efetivo da despesa e é conceituado


como o ato emanado da autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento.

59. (CESPE/ANP/Analista-Perfil4/2013) Na fase do empenho, a despesa pública torna-se uma obrigação do ente
público, uma vez que consiste no comprometimento de parcela do orçamento com uma determinada despesa.

60. (CESPE/AGU/Contador/2010) O empenho da despesa não cria obrigação para o Estado, mas reserva dotação
orçamentária para garantir o pagamento estabelecido em relação contratual existente.

61. (CESPE/TRE/BA/2010) Apesar de não criar obrigação para o Estado, o empenho assegura dotação
orçamentária objetivando garantir o pagamento estabelecido na relação contratual entre a administração pública e
seus fornecedores e prestadores de serviços.

62. (CESPE/TCU/AUFC/2015) A etapa do planejamento de determinada despesa pública encerra-se com sua
fixação na lei orçamentária anual.

63. (CESPE/TCU/Técnico/2015) A apuração da quantia exata a ser paga em relação às despesas incorridas por um
ente federativo ocorre na fase de pagamento, sendo vedada a adoção de regime de adiantamento com vistas a
honrar o pagamento dessas despesas.

64. (CESPE/TCU/Técnico/2015) Realiza-se por meio de empenho global a reserva de dotação orçamentária de
compromissos decorrentes de despesas contratuais com pagamento sujeito a parcelamento.

65. (CESPE/FUB/Cargo 5/Auditor/2015) O empenho deve ser classificado como uma das duas possibilidades: o
ordinário, no qual o valor exato da despesa é conhecido, ou por estimativa, em que não se pode determinar
previamente o montante preciso da despesa.

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66. (CESPE/FUB/Cargo 5/Auditor/2015) A nota de empenho, documento que permite o registro do
comprometimento de despesa no SIAFI, é necessária para os casos em que se faça o reforço ou a anulação desse
compromisso.

67. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) O controle e a avaliação constituem o último estágio da despesa


pública previsto pela legislação e têm por objetivo a avaliação da ação governamental, da gestão dos
administradores públicos e da aplicação de recursos públicos.

(CESPE/Câm. Dep./Téc. Patrim./2012) Considere que os seguintes eventos tenham sido registrados em uma
entidade durante determinado exercício financeiro.

Em janeiro, foi registrada a aprovação da lei orçamentária anual, com a previsão da receita e a fixação da despesa no
valor de R$ 400.000,00.
Em fevereiro, foram arrecadados impostos no valor de R$ 80.000,00.
O valor do empenho de despesas de pessoal foi de R$ 60.000,00.
Em conformidade com as regras relativas à execução do orçamento dispostas na Lei n.º 4.320/1964, julgue os itens
subsequentes com base nas informações apresentadas.

68. A despesa de pessoal só poderá ser liquidada após o seu efetivo pagamento.

69. No momento em que a despesa de pessoal for empenhada, será criada uma obrigação de pagamento para o
Estado, pendente ou não de implemento de condição.

70. Como se trata de despesa de pessoal — de caráter interno à entidade, portanto —, essa despesa pode ser
realizada sem prévio empenho.

RESTOS A PAGAR (R.Ps)

Consideram-se restos a pagar as despesas empenhadas, mas não pagas dentro do exercício financeiro, ou seja, até 31
de dezembro (art. 36, 4.320/64).

Os RPs podem ser classificados como (art. 67, Dec. 93.872/86):

 Restos a Pagar Processados (R.P.P)


Significa que a despesa já foi empenhada e liquidada (processada), mas ainda falta o seu pagamento.

 Restos a Pagar Não Processados (R.P.Ñ.P)


A despesa só foi empenhada, restando ainda a sua liquidação e pagamento.

Decreto nº 93.872/86:
Art. 35. O empenho de despesa não liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro, para todos os fins, salvo quando:
I - vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele estabelecida;
II - vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a liquidação da despesa, ou seja de interesse da
Administração exigir o cumprimento da obrigação assumida pelo credor;
III - se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;
IV - corresponder a compromissos assumidos no exterior.

O Decreto nº 7.654/2011 modificou a redação do art. 68 do Decreto nº 93.872/86, da seguinte forma:

Art. 68. A inscrição de despesas como restos a pagar no encerramento do exercício financeiro de emissão da
Nota de Empenho depende da observância das condições estabelecidas neste Decreto para empenho e liquidação
da despesa. (Redação dada pelo Decreto nº 7.654, de 2011)
§ 1º A inscrição prevista no caput como restos a pagar não processados fica condicionada à indicação pelo
ordenador de despesas. (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)
§ 2º Os restos a pagar inscritos na condição de não processados e não liquidados posteriormente terão
validade até 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição, ressalvado o disposto no §
3º. (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)
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§ 3º Permanecem válidos, após a data estabelecida no § 2º, os restos a pagar não processados
que: (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)
I - refiram-se às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou mediante
transferência ou descentralização aos Estados, Distrito Federal e Municípios, com execução iniciada até a data
prevista no § 2º; ou (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)
II - sejam relativos às despesas: (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)

a) do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC; (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)


b) do Ministério da Saúde; ou (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)
c) do Ministério da Educação financiadas com recursos da Manutenção e Desenvolvimento do
Ensino. (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)

§ 4º Considera-se como execução iniciada para efeito do inciso I do § 3º: (Incluído pelo Decreto nº 7.654,
de 2011)
I - nos casos de aquisição de bens, a despesa verificada pela quantidade parcial entregue, atestada e aferida;
e (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)
II - nos casos de realização de serviços e obras, a despesa verificada pela realização parcial com a medição
correspondente atestada e aferida. (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)

§ 5º Para fins de cumprimento do disposto no § 2º, a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da


Fazenda efetuará, na data prevista no referido parágrafo, o bloqueio dos saldos dos restos a pagar não processados
e não liquidados, em conta contábil específica no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo
Federal - SIAFI. (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)

§ 6º As unidades gestoras executoras responsáveis pelos empenhos bloqueados providenciarão os referidos


desbloqueios que atendam ao disposto nos §§ 3o, inciso I, e 4o para serem utilizados, devendo a Secretaria do
Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda providenciar o posterior cancelamento no SIAFI dos saldos que
permanecerem bloqueados. (Incluído pelo Decreto nº 7.654, de 2011)

§ 7º Os Ministros de Estado, os titulares de órgãos da Presidência da República, os dirigentes de órgãos


setoriais dos Sistemas Federais de Planejamento, de Orçamento e de Administração Financeira e os ordenadores de
despesas são responsáveis, no que lhes couber, pelo cumprimento do disposto neste artigo. (Incluído pelo
Decreto nº 7.654, de 2011)

§ 8º A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, no âmbito de suas competências, poderá


expedir normas complementares para o cumprimento do disposto neste artigo. (Incluído pelo Decreto nº 7.654,
de 2011)

DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES -D.E.A’s

Conforme art. 37 da Lei 4.320/64 e art. 22 do Decreto nº 93.872/86,


―as despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio com saldo
suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com
prescrição interrompida, e os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente, poderão ser pagos à conta
de dotação destinada a atender despesas de exercícios anteriores, respeitada a categoria econômica própria‖.

 Despesas que não se tenham processadas na época própria:Essa previsão refere-se a empenhos que não
foram liquidados em razão de algum problema no processamento da despesa (falhas documentais, falhas de
comunicação entre setores do órgão, não emissão de documentos fiscais pelo credor etc.), sendo, por isso,
cancelados. Depois disso, constata-se que um serviço foi prestado, um bem foi entregue, uma obra foi
realizada. Como o empenho foi cancelado, o pagamento deve ocorrer por DEA.
 Restos a pagar com prescrição interrompida:A despesa empenhada foi inscrita em RPÑP por ainda estar
vigente o direito do credor para cumprimento da obrigação. Porém, no ano seguinte, o RPÑP é cancelado
indevidamente, permanecendo vigente o direito do credor. Em momento posterior o credor reclama a falta do
pagamento, que poderá ser atendido à conta de dotação destinada a DEA.

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 Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício:A Administração reconhece um direito a
pagar criado por lei, decisão judicial ou por outro ato normativo, mas exigido em exercício posterior ao início
da vigência desse direito. O pagamento desse direito ocorrerá por DEA.

 “Reforço” de R.P.Ñ.P. (caso não expresso na norma): Como já estudamos nos estágios da despesa, o
empenho pode ser emitido por estimativa, quando não se tem definido o valor a ser pago. Assim, a despesa vai
sendo executada gradualmente, e, conforme o caso, ao final, anula-se a parte excedente (empenho maior que a
despesa real) ou reforça-se o empenho estimativo (empenho menor que a despesa real). Se, no momento do
pagamento de um RPÑP for verificada a necessidade de reforçar o empenho, o novo empenho reforço será
por conta de uma DEA.

71. (CESPE/TRT 7/Analista Judiciário – área administrativa/2017) Determinada despesa orçamentária empenhada
e liquidada não foi paga até o dia trinta e um de dezembro de determinado ano. Se inscrita em restos a pagar, essa
despesa
A) continuará vigente, independentemente de qualquer ato das unidades gestoras, após trinta de junho do segundo
ano subsequente ao da sua inscrição.
B) será automaticamente cancelada, independentemente de qualquer ato das unidades gestoras, após encerrado o
primeiro exercício financeiro subsequente ao da sua primeira renovação.
C) será automaticamente cancelada após trinta de junho do segundo ano subsequente ao da sua inscrição.
D) continuará vigente após trinta de junho do segundo ano subsequente ao da sua inscrição, desde que realizado o
respectivo processamento.

72. (CESPE/ANP/Analista-Perfil2/2013) Diferenciam-se os restos a pagar processados dos não processados pela
existência, ou não, do empenho da despesa.

73. (CESPE/ANAC/Analista/área2/2012) A prescrição dos restos a pagar é quinquenal e esse prazo é contado a
partir da realização da inscrição dos restos a pagar.

(CESPE/ANTAQ/Analista Adm./2009) Determinada unidade gestora da administração direta do governo federal,


ao final do exercício financeiro de 2008, havia recebido a provisão anual no valor total de R$ 100.000,00.
Do total provisionado, empenhou R$ 90.000,00 e liquidou o valor de R$ 70.000,00 do total empenhado. Realizou,
ao longo do exercício financeiro de 2008, pagamentos no valor total de R$ 60.000,00, dos quais R$ 30.000,00 foram
relativos a restos a pagar processados do exercício financeiro de 2007. Não houve anulação de empenhos no
exercício de 2008.

74. O valor de restos a pagar processados/2008 será de R$ 40.000,00.

75. O valor de restos a pagar não processados/2008 será de R$ 10.000,00.

76. (CESPE/Ass. Leg.-CE/Cargo1/2011) Do empenho estimativo de R$ 10.000,00, emitido em janeiro de 2010


para o atendimento de despesas com telefonia celular, foram liquidados e pagos, durante o ano, R$ 6.000,00 e R$
4.000,00, respectivamente. Nessa situação, no encerramento do exercício financeiro de 2010, deve ter sido inscrito
em restos a pagar processados e não processados o valor total de R$ 6.000,00.

77. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 3/2017)


Situação hipotética: Em 2016, o órgão público X empenhou R$ 1.000.000 em favor do fornecedor YZ Ltda., para a
importação de máquinas. As máquinas não foram entregues no prazo e o empenho foi cancelado ao final do
exercício. Em 2017, o fornecedor entregou as máquinas e apresentou a fatura, alegando que o atraso ocorrera por
conta de problemas alfandegários.
Assertiva: Nessa situação, o órgão X deverá fazer a inscrição em restos a pagar relativos ao orçamento de 2017 para
efetuar a liquidação e o pagamento do respectivo débito com o fornecedor.

78. (CESPE/PREVIC/Analista Adm./2011) Considere que o filho de um servidor público tenha nascido no mês
de dezembro de 2010, mas que somente em janeiro de 2011 esse servidor tenha solicitado o pagamento do
benefício do salário-família. Nesse caso, o pagamento do benefício do salário-família do mês de dezembro de 2010
pode ser reconhecido como despesa de exercício anterior.

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(CESPE/TCU/Técnico/2015) Um serviço de manutenção de imóveis foi prestado a um ente da Federação no mês
de outubro de 2014. Em 31/12/2014, apesar de já ter passado pelas fases de empenho e liquidação, o valor do
serviço ainda não havia sido pago ao prestador do serviço. Com referência a essa situação hipotética, julgue o
próximo item.

79. Trata-se, nesse caso, de uma despesa não processada e cujo valor deve ser inscrito em restos a pagar.

80. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) Situação hipotética: Devido a novas demandas para a


qualificação do servidor público, a ENAP adquiriu, no dia 23 de outubro de 2014, novas cadeiras, que foram
entregues apenas em janeiro de 2015. Assertiva: Nessa situação, a despesa deve ser, no orçamento de 2015,
classificada como restos a pagar processados.

81. (CESPE/MPOG-ENAP/Analista Técnico Administrativo/2015) Se o dirigente de determinado órgão, durante


o último ano de seu mandato, assumir compromissos financeiros que começarão a ser pagos no ano subsequente,
tais obrigações contratuais deverão ser inscritas em restos a pagar, independentemente da existência ou da
suficiência de disponibilidades financeiras.

82. (CESPE/MPOG-ENAP/Analista Técnico Administrativo/2015) Uma característica importante para a


configuração de despesas de exercícios anteriores decorre da existência de dotação própria para o pagamento de
determinada despesa no exercício correspondente ao cumprimento de obrigação pelo credor, só que em montante
insuficiente, não tendo sido oportunamente adotadas as providências necessárias à respectiva suplementação.

83. (CESPE/MJ/Analista-Téc.Adm/2013) Inscreve-se como restos a pagar não processados a despesa empenhada
referente à ajuda de custo concedida a servidor público, no último dia útil do ano, por autorização formal, para
suprir despesas de viagem a ser realizada a partir do primeiro dia útil do ano seguinte.

(CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017)
A tabela a seguir mostra eventos hipotéticos ocorridos no exercício de 2016, em determinado município brasileiro.
Os valores são expressos em R$ mil.

A partir dessa tabela, julgue os itens que se seguem, considerando as normas vigentes relativas a receitas e despesas
no setor público.

84. O montante das despesas de capital realizadas, constantes do balanço orçamentário, foi inferior a R$ 120 mil.

85. Sob o enfoque patrimonial, é correto afirmar que a despesa independente da execução orçamentária foi inferior
a R$ 130 mil.

86. No referido exercício foram registradas, no balanço financeiro, despesas extraorçamentárias, porém não houve
registro de receita extraorçamentária.

Segundo o art. 103 da Lei nº 4.320/1964, o papel do balanço financeiro é demonstrar o fluxo de caixa da entidade,
evidenciando todos os ingressos e dispêndios de recursos no exercício, conjugados com os saldos de
disponibilidades do exercício anterior e aqueles que passarão para o exercício seguinte. Acerca do tratamento dado
aos restos a pagar para fins de elaboração do balanço financeiro, julgue o item a seguir.

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87. (CESPE/TCU/ACE/2007) Os restos a pagar pagos no exercício serão computados na receita extra-
orçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária.

88. (CESPE/MPOG-ENAP/Analista Técnico Administrativo/2015) Despesa computada orçamentariamente pelo


regime de competência, não paga no exercício e inscrita em restos a pagar, constitui receita extraorçamentária e,
como tal, pode ser utilizada na programação de novas despesas orçamentárias.

89. (CESPE/PGE-SE/Procurador/2017) As subvenções econômicas, sob a ótica da lei orçamentária — Lei n.º
4.320/1964 —, são classificadas como
A) inversões financeiras.
B) despesas de custeio.
C) transferências de capital.
D) transferências correntes.
E) despesas de capital.

90. (CESPE/FNDE/Cargo1/2012) Classificam-se como despesas de custeio as dotações para a manutenção de


serviços anteriormente criados, incluindo-se as destinadas a obras de conservação e adaptação de bens imóveis.

1 C 16 C 31 E 46 E 61 C 76 C
2 C 17 E 32 C 47 E 62 E 77 E
3 C 18 C 33 *E 48 E 63 E 78 C
4 C 19 C 34 E 49 E 64 C 79 E
5 D 20 C 35 C 50 B 65 E 80 E
6 C 21 E 36 C 51 E 66 C 81 E
7 E 22 C 37 E 52 C 67 E 82 E
8 E 23 C 38 E 53 C 68 E 83 E
9 E 24 E 39 C 54 E 69 C 84 E
10 E 25 E 40 E 55 C 70 E 85 E
11 C 26 E 41 E 56 C 71 A 86 E
12 E 27 C 42 C 57 C 72 E 87 E
13 C 28 C 43 C 58 C 73 C 88 E
14 E 29 D 44 C 59 C 74 C 89 D
15 C 30 C 45 C 60 C 75 E 90 C

*Questão anulada pela banca. Justificativa:


―A utilização do termo ―coma‖ prejudicou o julgamento objetivo do item, motivo pelo qual se opta por sua
anulação.‖

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SUPRIMENTO DE FUNDOS – S.F. (ou regime de adiantamento)

 Conceito: é a entrega de numerário a servidor (suprido) para a realização de despesa precedida de empenho na
dotação própria de despesa a realizar, que, por sua natureza ou urgência, não possa subordinar-se ao processo
normal da execução orçamentária e financeira (art. 45, Dec 93.872/86).

 Concessão: são passíveis de realização por meio de S.F. as despesas:


a) Despesas eventuais(exemplo: necessidade em uma viagem a serviço, como por exemplo, locação de um
projetor multimídia para substituir um que queimou instante antes do início de um grande evento. Atenção,
é vedado o S.F. para pagamento de passagens e diárias);
b) Caráter sigiloso (materiais para investigações policiais, por exemplo);
c) Pequeno vulto, cujo valor não ultrapasse aos limites estabelecidos pela legislação, que varia de acordo com
o ente que o estabeleça.

OBS: Considera-se pequeno vulto para cada concessão de suprimento: até R$ 8.000,00 para compras e
serviços; até R$ 15.000,00 para obras e serviços de engenharia.Quando a movimentação do suprimento de
fundos for realizada por meio do cartão de crédito corporativo do governo Federal, cada despesa não
poderá ultrapassar 10% do valor da concessão (Portaria nº 95/2002 – MF).

OBS: Segundo o TCU, é vedado o fracionamento de despesa e a burla à licitação.

 Vedação para Abertura de S.F.


Não se concederá suprimento de fundos ao servidor que se encontre numa das seguintes situações:
a) Responsável por dois suprimentos;
b) Servidor que não esteja em efetivo exercício ou que seja responsável por suprimento de fundos que,
esgotado o prazo, não tenha prestado contas de sua aplicação;
c) Servidor declarado em alcance, ou que esteja respondendo a inquérito administrativo.
(servidor em alcance é aquele que não prestou contas no prazo, ou que não teve as contas aprovadas em
virtude de desvio, desfalque, má aplicação verificada na prestação de contas de dinheiro, bens ou valores
confiados à sua guarda);
d) A servidor que tenha a seu cargo e guarda ou a utilização do material a adquirir, salvo quando não houver na
repartição outro servidor.
 Comprovação do S.F

Decorrido o período de aplicação (de até 90 dias), o servidor terá 30 dias para prestar contas do suprimento
recebido. Se o valor for aplicado até 31 de dezembro, a despesa deverá ser comprovada até 15 de janeiro seguinte.
Será exigido documentação comprobatória, como por exemplo Nota Fiscal. Se o suprido deixar de prestar contas
no prazo legal, procede-se a Tomada de Contas Especial – TCE sem prejuízo das providências administrativas para
apuração das responsabilidades e imposição das penalidades cabíveis. (TCE é o processo devidamente formalizado,
dotado de rito próprio, que objetiva apurar a responsabilidade daquele que der causa à perda, extravio ou outra
irregularidade de que resulte dano ao Erário, instaurada após esgotadas as providências administrativas internas com
vistas à recomposição do Tesouro Nacional).

1. (CESPE/TCE-PR/Analista de Controle/2016)
Servidor que recebe numerário para pagar despesa do tribunal ao qual pertence, despesa esta que não possa se
enquadrar no processo normal de aplicação, o receberá na forma de suprimento de fundos, podendo ser
responsável, ao mesmo tempo, por até três suprimentos distintos.

2. (CESPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional – Contabilidade/2017)


Julgue o item seguinte, referente ao processo de execução orçamentária e financeira.
O suprimento de fundos implica a realização de tomada de contas imediatamente após a execução da despesa.

3. (CESPE/TRE-BA/Analista Judiciário – Contabilidade/2017)


O regime de adiantamento denominado de suprimento de fundos consiste na entrega de numerário a servidor,
sempre precedida de empenho na dotação própria, para o fim de realizar despesas que, pela excepcionalidade, a

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critério do ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade, não possam subordinar-se ao processo normal
de aplicação. O prazo máximo para aplicação do suprimento de fundos será de até noventa dias a contar da data

A) do ato de concessão do suprimento de fundos, podendo ultrapassar o término do exercício financeiro.


B) da utilização do recurso financeiro do suprimento de fundos, não podendo ultrapassar o término do exercício
financeiro.
C) da liberação de recursos do suprimento de fundos, não podendo ultrapassar o término do exercício financeiro.
D) da liberação de recursos do suprimento de fundos, podendo ultrapassar o término do exercício financeiro.
E) do ato de concessão do suprimento de fundos, não podendo ultrapassar o término do exercício financeiro.

Determinado órgão da administração pública direta federal concedeu suprimento de fundos a um servidor público,
a fim de realizar gastos de pequena monta em serviços de reparos. No encerramento do exercício, o servidor havia
utilizado metade do montante concedido e, mesmo já encerrado o prazo de aplicação dos recursos, não recolheu,
por meio da guia de recolhimento da União (GRU), o valor não utilizado. Julgue os itens a seguir, com referência a
essa situação e a aspectos a ela relacionados.

4. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) No caso em questão, como existe uma obrigação possível por
parte do servidor, resultante de eventos passados, o órgão público deverá registrar um passivo contingente.

5. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) As provisões diferenciam-se dos passivos contingentes na medida


em que, mesmo existindo incerteza quanto ao seu valor, as provisões deverão ser reconhecidas como passivos na
contabilidade aplicada ao setor público.

6. (CESPE/TRF-1ªR/Analista Jud.-Adm./2017) Tendo em vista que a classificação da despesa e a emissão do


empenho, no caso de suprimento de fundos, só ocorrem após a concretização do gasto, o registro só ocorrerá
quando da conclusão e aprovação da prestação de contas por parte da autoridade concedente.

7. (CESPE/TCE-SC/Auditor Fiscal de Controle Externo - Administração/2016)


Julgue o item seguinte, relativo a receita e despesa pública.
Caso o responsável por determinado suprimento de fundos restitua parte dos recursos recebidos após o
encerramento do exercício em que se deu o suprimento, o valor restituído será contabilizado como receita
orçamentária.

8. (CESPE/TCE/-ES/ACE/2012) Suprimentos de fundos correspondem às despesas que, por sua natureza ou


urgência, devem ser realizadas sem que haja o processo normal de execução orçamentária, sendo vedada a
concessão de suprimento para servidor que tenha ao seu cargo a guarda ou utilização do material a adquirir, salvo
quando não houver outro servidor na repartição.

9. (CESPE/TCU/Técnico/2012) O cartão de pagamento do governo federal, instrumento de pagamento emitido


em nome da unidade gestora, poderá ser utilizado na aquisição de materiais e contratação de serviços enquadrados
como suprimento de fundos.

10. (CESPE/TCU/Técnico/2012) O servidor responsável por três suprimentos de fundos é obrigado a prestar
contas de suas aplicações, procedendo-se, automaticamente, à tomada de contas se não o fizer no prazo assinalado
pelo ordenador da despesa, sem prejuízo das penalidades administrativas.

11. (CESPE/TCE/ATCA/2009) É vedada a concessão de três suprimentos de fundos ao mesmo servidor durante
o exercício financeiro, independentemente das prestações de contas já realizadas pelo referido servidor.

12. (CESPE/Câm. Dep./Téc. Patrim./2012) Poderá ser feito adiantamento a servidor responsável por outros dois
adiantamentos, desde que esse servidor não esteja em alcance.

13. (CESPE/TJ-RR/Administrador/2012) O servidor público poderá receber até cinco suprimentos de fundos
simultaneamente, desde que esteja desenvolvendo em continuidade um mesmo projeto ou programa.

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14. (CESPE/ANP/Analista-Perfil4/2013) A concessão de suprimento de fundos deve ser precedida do empenho
da referida despesa, sendo vedada a concessão ao servidor público responsável por dois adiantamentos pendentes
de prestação de contas.

15. (CESPE/Câm. Dep./Téc. Patrim./2012) A despesa deve ser expressamente definida em lei e precedida de
empenho na dotação própria.

16. (CESPE/PF/Agente/2012) Um servidor designado pelo ordenador de despesas poderá realizar, com
suprimento de fundos, o pagamento de despesas do vice-presidente da República durante viagens nacionais.

17. (CESPE/EBC/Analista-Contador/2011) A concessão de suprimento de fundos objetiva atender despesas


eventuais, de caráter sigiloso ou de pequeno vulto, o que não dispensa o empenho prévio da despesa.

18. (CESPE/CAPES/Contador/2012) O suprimento de fundos, destinado à realização de despesas que não


possam subordinar-se ao processo normal de aplicação, necessita de prévio empenho na dotação própria.

19. (CESPE/MPU/Contador/2010) O regime de adiantamento - suprimento de fundos - pode ser utilizado para
atender despesas eventuais, inclusive em viagens ou com serviços especiais que exijam o pronto pagamento.

20. (CESPE/SEGER-ES/Analista/2007) O pagamento da despesa por meio de adiantamento, admitido apenas em


situações consideradas excepcionais, é aplicável a qualquer tipo de despesa, restringindo-se a um único servidor do
órgão, especialmente designado, a cada período, como determina a legislação de regência.

21. (CESPE/TCE-RN/Assessor/2009) Em uma mesma concessão de suprimento de fundos, pode ser autorizada a
realização de despesa de serviços de pessoas físicas e a compra de material de consumo.

22. (CESPE/TCU/TCE/2007) É permitida a concessão de suprimento de fundos a servidor que seja declarado em
alcance ou esteja respondendo a processo administrativo, desde que o objeto do inquérito não esteja relacionado à
concessão de suprimentos de fundos anteriores.

23. (CESPE/EBC/Analista-Contador/2011) O valor do suprimento de fundos concedido a servidor declarado em


alcance é limitado em R$ 4.000,00.

24. (CESPE/PREVIC/Analista/2011) O ordenador de despesa no âmbito do programa previdência complementar,


em caráter excepcional e sob sua inteira responsabilidade, pode conceder suprimento de fundos a servidor,
obrigatoriamente precedido de empenho na dotação, para atender despesas eventuais em viagens e com serviços
especiais que exijam pronto pagamento.

25. (CESPE/DFP/Agente/2009) É vedado ao servidor público receber três suprimentos de fundos


simultaneamente, mesmo que desenvolva missões distintas.

26. (CESPE/Detran-ES/Contador/2010) Não podem ser classificadas como suprimentos de fundos as despesas
realizadas por meio do cartão de pagamento do governo federal.

27. (CESPE/Detran-ES/Contador/2010) O ordenador de despesa transfere para o servidor beneficiado por


suprimento de fundos a responsabilidade sobre a correta utilização dos recursos concedidos.

28. (CESPE/SAD-PE/Analista/2010) Nos casos de suprimento de fundos, o empenho de uma despesa extinguirá
a dívida com o fornecedor.

29. (CESPE/SAD-PE/Contador/2010) Um exemplo de instrumento utilizado para pagamento de suprimento de


fundos na administração pública é o cartão de pagamento do governo federal, que, por ter características de cartão
corporativo, é emitido em nome da unidade gestora, sendo vedado o seu uso para pagamento de despesa de caráter
sigiloso.

30. (CESPE/CNPQ/Técnico/2003) Denomina-se suprimento de fundos a modalidade simplificada de execução de


despesa que consiste na entrega de numerário a servidor para a realização de despesa que antecede ao empenho na
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dotação própria, que, por sua natureza ou urgência, não possa subordinar-se ao processo normal da execução
orçamentária e financeira.

31. (CESPE/Ass. Leg.-CE/Cargo3/2011) No âmbito do governo federal, os órgãos não poderão movimentar
suprimento de fundos por meio de conta bancária, ainda que comprovada a impossibilidade da utilização de cartão
de pagamento.

32. (CESPE/TJ-RO/Administrador/2012) De acordo com a Lei n.º 4.320/1964, o regime de adiantamento é


aplicável aos casos de despesas expressamente definidas em lei e, no âmbito federal, esse regime será
a) sempre precedido de empenho na dotação própria.
b) sempre entregue em espécie ao agente suprido.
c) ilimitado para despesas de pequeno vulto que exijam pronto pagamento.
d) contabilizado, no momento de sua concessão, como despesa realizada na conta do agente suprido.
e) concedido, preferencialmente, a servidor que tenha a seu cargo a guarda ou a utilização do material a adquirir.

33. (CESPE/TJ-RO/Contador/2012) O art. 68 da Lei n.º 4.320/1964 fixa as características e os requisitos do


suprimento de fundos. Tendo como referência esse dispositivo legal, é correto afirmar que o suprimento de fundos
a) somente poderá ser feito a servidor e beneficiários dos programas de governo.
b) dispensa prévio empenho na dotação própria, devido à necessidade de celeridade na execução do gasto.
c) consiste na entrega de numerários ou precatórios aos servidores.
d) é aplicável aos casos de despesas extraordinárias não previstas em lei.
e) destina-se a realizar despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação.

34. (CESPE/CNJ/Analista-Cargo2/2013) Considere que um servidor público tenha sido deslocado às pressas para
uma área remota do país, dada a ocorrência de situação de emergência, e que tenha sido necessário realizar o
adiantamento de valores em espécie. Nessa situação, quanto ao suprimento de fundos realizado, deverão ser
cumpridos os três estágios da despesa — uma vez que se trata de despesa orçamentária —, mas a liquidação só
deverá ocorrer após a prestação de contas do servidor.

35. (CESPE/DPF/Escrivão/2013) O regime de adiantamento denominado suprimento de fundos, uma vez que se
destina à realização de despesas que não podem seguir o trâmite normal, prescinde de nota de empenho.

36. (CESPE/MI/Anal.Téc.Adm./2013) O suprimento de fundos pode ser concedido para despesas de pequeno
vulto para atender despesas eventuais e com serviços especiais, exceto em casos de viagens.

37. (CESPE/ANTT/Administração/2013) O suprimento de fundos é caracterizado pela disponibilização


(adiantamento) de valores a um servidor para futura prestação de contas. O que torna o suprimento de fundos
peculiar, quando comparado a outras despesas, é o fato de esse adiantamento ser viabilizado por meio da inversão
das etapas da despesa, com a ocorrência do pagamento antes da liquidação, ou seja, antes do momento em que é
feita a prestação de contas.

38. (CESPE/CGE-PI/Auditor/Conhec. Esp./2015) Da mesma forma que acontece no processo licitatório, a


despesa executada por meio de suprimento de fundos deve garantir a aquisição mais vantajosa para a administração
pública.

39. (CESPE/FUB/Contador/2015) A insuficiência de saldo para o atendimento da despesa na nota de empenho


impede a efetivação de qualquer transação ou saque com o cartão de pagamento de suprimento de fundos.

(CESPE/ANTAQ/Cargo7: Téc. Adm./2014) Um técnico administrativo da ANTAQ, no exercício de suas


atribuições, viajou por dois dias, em veículo funcional, para apoiar ação de fiscalização. Durante o percurso, o
técnico pagou, com recursos próprios, R$ 80 referentes a serviços de reparos em um pneu que furou. No dia
seguinte após o retorno do técnico a sua sede, o ordenador de despesas concedeu um suprimento de fundos ao
funcionário, no valor da referida despesa. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens a seguir, com
relação ao suprimento de fundos.

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40. Nesse caso, o prazo de aplicação dos recursos do suprimento de fundos não pode exceder noventa dias da data
da viagem, bem como o período da prestação de contas não pode ultrapassar trinta dias da data de realização das
despesas.

41. A concessão de suprimento feita pelo ordenador de despesas foi adequada, uma vez que para esse tipo de
despesa, dada a sua urgência, não seria possível aguardar o processamento normal da execução orçamentária.

42. (CESPE/CADE/Agente.Adm/2014) O suprimento de fundos é caracterizado como adiantamento concedido


ao suprido; contudo, embora possua natureza de despesa orçamentária, não representa uma despesa pelo enfoque
patrimonial, visto que, no momento de sua concessão, não ocorre redução no patrimônio líquido.

43.(CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015)Situação hipotética: Deslocados para uma importante missão em


localidade remota do país, servidores do Ministério do Planejamento receberam adiantamento de valores, na forma
de suprimento de fundos. Assertiva: De acordo com o enfoque patrimonial, tal operação não é considerada
despesa, pois não há alteração no patrimônio líquido.

44.(CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015)Se o Ministério da Saúde precisar conceder suprimento de


fundos para determinada ação de assistência à saúde indígena, então a concessão e a aplicação desse suprimento
obedecerão ao regime especial de execução.

45. (CESPE/MPOG-ENAP/Analista Técnico Administrativo/2015)Despesa com bebidas alcoólicas em recepções


oficiais poderá ser realizada com recursos públicos mediante suprimento de fundos.

Gabarito
1 E 5 C 9 C 13 E 17 C 21 C 25 C 29 E 33 ―e‖ 37 E 41 E
2 E 6 E 10 E 14 C 18 C 22 E 26 E 30 E 34 E 38 C 42 C
3 ―e‖ 7 C 11 E 15 C 19 C 23 E 27 E 31 E 35 E 39 C 43 C
4 E 8 C 12 E 16 C 20 E 24 C 28 E 32 ―a‖ 36 E 40 E 44 C
45 C

DESCENTRALIZAÇÃO DE CRÉDITOS E RECURSOS

A descentralização de créditos, ou descentralização orçamentária, está prevista no Decreto Federal nº 93.872/1986,


que estabelece as normas gerais de administração orçamentária e financeira. A movimentação de créditos, também
chamada de descentralização, é a transferência de créditos orçamentários ou adicionais de uma unidade
orçamentária para outra unidade, com o poder de utilizar créditos orçamentários ou adicionais que estejam sob a
sua supervisão ou lhe tenham sido dotados ou transferidos.

Diferença entre Crédito e Recurso Financeiro

Na técnica orçamentária, os termos―créditos‖ e ―recursos‖ são distintos. O termo ―créditos‖ é utilizado para
designar a ótica orçamentária (créditos/dotações), enquanto o termo ―recursos‖ para a ótica financeira
(recurso/dinheiro).

Crédito: é orçamentário. Dotação ou autorização de crédito para o gasto.


Recurso: é financeiro. Dinheiro ou saldo em conta.

Segundo o MCASP (Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público), a descentralização de crédito


orçamentário ocorre quando for efetuada movimentação de parte do orçamento, mantidas as classificações
institucional, funcional, programática e econômica, para que outras unidades administrativas possam executar a
despesa orçamentária.

As descentralizações de créditos orçamentários não se confundem com transferências e transposição, pois:


 Não modificam a programação ou o valor de suas dotações orçamentárias (créditos adicionais); e

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 Não alteram a unidade orçamentária (classificação institucional) detentora do crédito orçamentário
aprovado na lei orçamentária ou em créditos adicionais.

Na descentralização, as dotações serão empregadas obrigatória e integralmente na consecução do objetivo previsto


pelo programa de trabalho pertinente, respeitadas fielmente a classificação funcional e a estrutura programática.
Portanto, a única diferença é que a execução da despesa orçamentária será realizada por outro órgão ou entidade.

Em um conceito mais objetivo, a STN (Secretaria do Tesouro Nacional) definiu a descentralização de créditos
como sendo a transferência de uma unidade orçamentária ou administrativa para outra, do Poder de utilizar créditos
orçamentários ou adicionais que estejam sob a sua supervisão, ou lhe tenham sido dotados ou transferidos. São
operações descentralizadoras de crédito: o destaque e a provisão.

Portanto, quando a descentralização envolver unidades gestoras de um mesmo órgão tem-se a descentralização
interna, também chamada de provisão. Se, porventura, ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de
estrutura diferente, ter-se-á uma descentralização externa, também denominada de destaque.

DESTAQUE: Operação descentralizadora de crédito orçamentário em que um Ministério ou Órgão transfere para
outro Ministério ou Órgão o poder de utilização dos créditos que lhe foram dotados.

PROVISÃO: Operação descentralizadora de crédito orçamentário, em que a unidade orçamentária de origem


possibilita a realização de seus programas de trabalho por parte de unidade administrativa diretamente subordinada,
ou por outras unidades orçamentárias ou administrativas não subordinadas, dentro de um mesmo Ministério ou
Órgão.

Ainda segundo a STN, a descentralização de recursos consiste na movimentação de recursos financeiros entre as
diversas unidades orçamentárias e administrativas, compreendendo:

COTA - Recurso colocado à disposição do órgão ou Ministério, em conta, na instituição bancária credenciada
como o agente financeiro do Tesouro;

REPASSE - Distribuição pelo órgão ou Ministério dos recursos financeiros correspondentes ao seu crédito, para
utilização pelas unidades orçamentárias;

SUB-REPASSE - Redistribuição, pelas unidades orçamentárias, às unidades administrativas ou a outras unidades


orçamentárias incumbidas de fazer os pagamentos necessários à realização de seus programas de trabalho.

1. (CESPE/STJ/Analista Administrativo/2015) A transferência por parte do STJ de um crédito e de seu respectivo


recurso para o CNJ, com vistas à realização de treinamento de seus servidores, representa uma descentralização
caracterizada, respectivamente, por um destaque e por um repasse.

2. (CESPE/TRE-TO/Analista Jud.-Adm./2017) O planejamento da despesa orçamentária abrange a análise para a


formulação do plano e das ações do governo, além de servir de base para diversos procedimentos. Entre esses
procedimentos, inclui-se a descentralização dos créditos orçamentários, utilizada para

A) ajustar ou transformar os objetivos originalmente previstos por determinado programa de trabalho.


B) atribuir a outra unidade administrativa a execução da despesa orçamentária, mantendo-se sua classificação
institucional, funcional, programática e econômica.
C) alterar a unidade detentora do crédito orçamentário.
D) modificar a programação orçamentária ou o montante de suas dotações.
E) realizar uma transferência ou uma transposição de créditos orçamentários.

3. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 4/2017) A dotação caracteriza-se pela descentralização


orçamentária entre a unidade central de programação orçamentária e um órgão setorial contemplado diretamente
no orçamento.

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4. (CESPE/TCE-SC/AFCE-Contabilidade/2016) Denomina-se repasse a transferência de parte do crédito
orçamentário de uma unidade gestora para entidade integrante da estrutura administrativa de órgão público diverso.

5. (CESPE/TCE-PE/Analista de Controle externo – Cargo 5/2017) Uma descentralização orçamentária é pré-


requisito indispensável para a execução de uma descentralização financeira.

6. (CESPE/MPOG-ENAP/Administrador/2015) Se o Ministério do Planejamento decidir transferir ao Ministério


da Fazenda a execução de determinada ação relacionada com servidores públicos federais lotados no exterior,
deverá realizar um destaque antes de a despesa ser feita.

7. (CESPE/STJ/Analista Judiciário - Contador/2015) Um repasse pode ser realizado sem que tenha havido um
destaque prévio.

8. (CESPE/MPU/Cargo1/2015) A transferência de créditos orçamentários de um órgão público a outro órgão que


esteja em ministério ou estrutura administrativa diferente deve ser feita por meio de repasse.

9. (CESPE/FUB/Auditor-Cargo5/2015) Nos casos em que a descentralização dos recursos financeiros aconteça


entre órgãos de mesma estrutura administrativa ― por exemplo, ambos no âmbito do Ministério da Educação ―,
essa movimentação interna configura um repasse de recursos.

10. (CESPE/TELEBRAS/Analista-Cargo6/2013) Denomina-se repasse o procedimento de descentralização de


créditos entre unidades orçamentárias do mesmo órgão ou entre entidades integrantes de orçamentos fiscal e de
seguridade social.

11. (CESPE/TRE-RJ/Analista Jud./Contab./2012) Um exemplo de provisão corresponde à transferência de


crédito do Tribunal Superior Eleitoral para o Ministério da Defesa, realizada com o objetivo de custear a segurança
das eleições.

12. (CESPE/MS/Administrador/2013) Denomina-se sub-repasse a disponibilização, pelo Ministério do Esporte,


de recursos financeiros para o Ministério da Educação, após a descentralização do crédito orçamentário.

13. (CESPE/TCU/TCE/2007) São operações descentralizadoras de crédito orçamentário o


destaque e a provisão. Acerca do destaque, julgue o item abaixo.
Consiste na movimentação de créditos orçamentários em que a unidade orçamentária detentora de um crédito
descentraliza em favor de outra unidade orçamentária ou administrativa do próprio órgão o poder de utilizar esse
crédito ou parte dele.

14. (CESPE/MS/Administrador/2013) A cessão de crédito orçamentário pelo Ministério do Esporte ao Ministério


da Educação é denominada destaque.

15. (CESPE/TJ-RO/Anal. Jud. 2012) Segundo James Giacomoni, a descentralização de créditos caracteriza-se pela
cessão de crédito orçamentário entre unidades orçamentárias ou unidades gestoras. A descentralização orçamentária
entre unidades do mesmo órgão (ministério) é denominada
a) repasse.
b) sub-repasse.
c) provisão.
d) cota.
e) destaque.

16. (FCC/TRE-AL/Analista Judiciário/ Área Administrativa/2010) A descentralização externa de créditos


orçamentários realizada em nível de órgão setorial entre unidades gestoras de Órgãos/Ministérios denomina-se:
(A) Provisão.
(B) Destaque.
(C) Dotação.
(D) Repasse.
(E) Sub-repasse.

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17. (FCC/TRF 4ª/ Analista Judiciário/ Contador/2010) Sub-repasse é a:

(A) liberação de recursos do órgão central para o órgão setorial de programação financeira.
(B) liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação financeira para entidades da administração indireta e
entre estas e ainda de um ministério para o outro.
(C) movimentação de créditos entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente.
(D) movimentação de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidades integrantes do orçamento
fiscal e da seguridade social.
(E) liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação financeira para as unidades gestoras de sua jurisdição
e entre as unidades gestoras de um mesmo ministério, órgão ou entidade.

18. (FCC/TRF 4ª/ Analista Judiciário/ Contador/2010) A descentralização de créditos denominada destaque é a

(A) liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação financeira para entidades da administração indireta.
(B) movimentação de créditos entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estruturas diferentes, respeitada a
classificação funcional.
(C) liberação de recursos do órgão central para o órgão setorial de programação financeira.
(D) liberação de recursos dos órgãos setoriais de programação financeira para as unidades gestoras de sua jurisdição.
(E) movimentação de créditos entre unidades gestoras de um mesmo órgão ou entidades integrantes do orçamento
fiscal e da seguridade social.

19. (FCC/MPU/Analista/2007) Na execução orçamentária e financeira, os termos destaque e repasse estão


relacionados, respectivamente, com

(A) obtenção de autorização para créditos extraordinários e créditos especiais.


(B) fixação da reserva de contingências e liberação financeira de créditos adicionais.
(C) autorização de despesa orçamentária e previsão de receita extra-orçamentária.
(D) autorização orçamentária e transferência de recursos financeiros.
(E) autorização de despesa extra-orçamentária e arrecadação de receita orçamentária.

20. (CESPE/STM/Cargo1/2011) A unidade administrativa se distingue da unidade orçamentária, porque depende


de destaques ou provisões para executar seus programas de trabalho.

Gabarito
1 C 5 E 9 E 13 E 17 ―e‖
2 ―b‖ 6 C 10 E 14 C 18 ―b‖
3 C 7 C 11 E 15 ―c‖ 19 ―d‖
4 E 8 E 12 E 16 ―b‖ 20 C

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