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Teorias da Personalidade I

Frederick S. Perls e a Gestalt-Terapia

Introdução: Centralizou mais seu trabalho da prática de psicoterapia, mais do que na área da personalidade. Ultimamente a Gestalt tem ganhado popularidade
juntamente com sua utilização, sendo assim importante compreender Perls e a visão gestáltica do ser humano. Uma visão das pessoas e da psicoterapia
genuinamente holística e produtiva exige uma desintelectualização. Perls acreditava que a superintelectulização poderia reduzir todo seu trabalho em truques
e curas.

História Pessoal: Nasceu em Berlim em 1893, filho de pais judeus. Era visto como ovelha negra da família, frequentemente irritado e desdenhoso em relação
aos pais, expulso da escola. Recebeu o diploma de médico, especializando-se na psiquiatria. Serviu como médico na guerra. Voltou a Berlim e fundamentou
algumas ideias filosóficas que contribuíram para a Gestalt-terapia. Trabalhou com Kut Goldstein sobre lesões cerebrais enfatizando a importância de analisar
o individuo como um todo. Mudou para Vienna e trabalhou com a Psicanalise em 1927. Foi analisado por Reich e trabalhou com outras figuras. Com ascensão
de Hitler ao poder, mudou para Holanda, depois da África do Sul, onde fundou o Instituto Sul-Africano de Psicanalise. Mudou para Alemanha para apresentar
trabalho Psicanalítico, encontrando-se com Freud. Não ofereceu oportunidade de explicar suas ideias.

Muitos anos depois, Perls rompeu com o movimento psicanalítico. Em 1946 foi para Estados Unidos. Prosseguiu com o desenvolvimento da Gestalt-terapia.
Fundou em 1952 o Instituto Nova-iorquino de Getalt-terapia. Mudou-se para Los Angeles, para o instituto Esalen em Big Sur propondo wokshops, lecionando
e sendo expoente de métodos psicoterapia novas e filosofias. Morreu em 1970 na iilha de Vancouver.

Antecedentes Intelectuais

Psicanalise

Forneceu uma revisão da teoria psicanalítica, de certo modo uma extensão do trabalho de Freud. Mesmo com rompimento, decidiu julgar suas
próprias ideias e revisar o Freud com uma revisão da psicanalise conforme a segunda geração psicanalítica. Perls criticava o método de tratamento
psicoterapêutico de Freud, ao invés de contribuições teóricas. Sentia que o trabalho de Freud era limitado pela falta de ênfase numa visão holística do
funcionamento do organismo, onde o individuo e meio são partes de um único campo em constante interação. Diferentemente de Freud, focou sua atenção
ao material obvio do que o reprimido, como elemento fundamental. Perls focou sua atenção no presente, ao invés do passado. Perls enfatizava mais
relevante como a pessoa se comporta a cada momento, do que o porquê se comporta.
Divergência entre Freud e Perls foi a teoria dos instintos e da libido. Perls sugeriu que um organismo tem miríades necessidades que são sentidas
quando o equilíbrio psicológico e fisiológico deste organismo é perturbado. Instintos como forma de reestabelecer o equilíbrio. Não há instintos básicos, as
necessidades são expressões diretas dos instintos. Perls sugeriu que métodos psicanalíticos e a associação livre constituíam uma fuga de experiencia direta
do material interpretado e associado, considerando ineficaz. Freud considerou importante a resistência, Perls enfatizou a ênfase na fuga da conscientização,
relevância na forma da fuga mais do que o comportamento (como estou evitando a consciência).

Perls considerava importante a transferência do paciente, não sendo tão relevante no processo terapêutico. Perls acreditava que todo organismo,
simplesmente por existir, tem muito material de fácil acesso ao trabalho terapêutico, sendo pertinente a assimilação (morder, mastigar, digerir, hábitos,
modelos de comportamentos introjetados). Oferecendo uma visão alternativa. Reich influenciou Perls.

Psicologia da Gestalt

Gestalt desenvolve-se como protesto contra uma análise na qual os elementos da experiencia são reduzidos aos seus componentes mais simples,
sendo compreendidos separadamente e a experiencia é a soma dessas experiencias. Gestalt no sentido de organização especifica de partes que constitui um
todo. A analise das partes não compreende o todo. Max Wertheimer influenciou a escola gestáltica juntamente com Wolfgang e Kurt em explorar aspectos
da percepção dos movimentos. Não era os estímulos isolados, mas dependia do indivíduo. Lewin descrevia o comportamento como a função de forças
operando no espaço vital psicológico do indivíduo, definido como configuração total da realidade psicológica deste indivíduo. Como os organismo se adaptam
para alcançar sua organização e equilíbrio. Como o ser humano seleciona aquilo do seu interesse. A mudança de percepção depende dos interesses e
necessidades dominantes. A Gestalt foi ignorada no campo da personalidade e crescimento pessoal.

Existencialismo e Fenomenologia

Descreveu a Gestalt-terapia como uma terapia existencial, sofrendo influencias das filosofias existenciais e fenomenológicos. Perls associou a maioria dos
existenciais insistirem que o mundo vivencial de um individuo só pode ser compreendido por meio da descrição direta do próprio individuo faz de sua situação
única. Terapeuta e paciente com um encontro existencial. Perls e existenciais, mente e corpo separados é intolerável. Discordou da separação de organismo
e meio. As pessoas criam e constituem seu próprio mundo, o mundo existe para um dado indivíduo com sua própria descoberta. O conceito de
intencionalidade; mente ou consciência é entendida como intenção, sendo necessário compreender a parte do que é pensado ou pretendido. Sua própria
intenção particular. Todo ato psíquico é intenção, e toda intenção deve ser compreendida em seus termos, não em termos de um ato psíquico básico. Todas
ações implicam uma escolha, os critérios de escolha onde está ligado com a explicação causal não sendo suficientes. Intuição importante para Perls, onde
chama de inteligência ou sabedoria do organismo. Perls é imaginativo e pessoal.
Conceitos Principais

O organismo como um todo

Um conceito fundamental é a concepção de analisar o individuo como um todo, principalmente no seu funcionamento intra-organico em relação a sua
participação no meio para criar campo único de atividades. Enfatizada que somos seres unificados, não havendo diferença em atividade física e mental. Tinha
como atividade mental basicamente a atividade da pessoa que se desenvolve em um nível mais baixo que a física. Tal concepção, fez Perls sugerir que qualquer
comportamento será uma manifestação do todo (o modo de falar fornece informação ao seu respeito, principalmente o que pensa e diz). Protestou contra a
concepção mente/corpo, juntamente com interno/externo.

Considerava inseparável a medida que um traz efeitos causais em efeitos causais do outro. Portanto há o limite entre organismo e meio, definindo a relação
entre eles. Em um indivíduo saudável há o contato e depois o afastamento. No sujeito neurótico, funções de contato e afastamento estão perturbadas, se
encontra em um aglomerado de gestalten que estão de forma inacabada. Perls sugeriu que tais contatos e afastamentos são expressas pela hierarquia de
necessidades, onde as necessidades dominantes emergem em primeiro na personalidade, onde desencadeia uma ação efetiva para satisfação. Neuróticos são
incapazes de perceber quais de suas necessidades são dominantes ou definir relação com o meio para satisfação.

Ênfase no aqui e no agora

Perls enfatizou a importância da autopercepção presente e imediata que um indivíduo tem do seu meio. Neuróticos carregam consigo situações inacabadas
do passado, incapazes de viver no presente. Sua atenção é concentrada em lidar com tais situações do passado, sem energia para lidar com o presente. A
Gestalt-terapia visa tornar consciente a sua experiencia presente, supondo que a situação inacabada e problemas não resolvidos do passado surgirão
inevitavelmente neste processo. A medida que estas situações inacabadas aparecem, pede-se que as represente e experimente de novo, a fim de completa-
las e assimilá-las no presente.

Ansiedade: uma espécie de lacunas, da tensão entre o “agora” e o “depois”

A inabilidade de lidar com esta tensão, tem como consequência pessoas que desejam o preenchimento destas lacunas através de planejar, ensaios e tentativas
de tornar o futuro seguro. Desviando da sua atenção ao presente, impede a abertura para um futuro, de crescimento e de espontaneidade. Viver com atenção
no presente, ao invés do passado. Sentir-se realizado com a experiencia presente.
A preponderância de Como sobre o Porquê

Compreensão da experiência de maneira descritiva e não causal. Se o individuo compreende como ele ou ela faz algo, esta pessoa está na posição de
compreender a ação em si. A compreensão da causa não é um porquê em si, mas múltiplas causas, assim como há múltiplas causas há múltiplas explicações,
distanciando da compreensão do ato em si. As coisas são compreendidas como uma das partes de várias, não há como compreender separadamente da matriz
de causas. Todo elemento é causado por outro. Ampliar a consciência da maneira como a pessoa se comporta, não reforçando a analise das razoes pelo jeito
que ela se comporta.

Conscientização

Ponto central da sua abordagem terapêutica. O processo de crescimento constitui há um processo de expansão da auto-consciência, sendo o obstáculo a
inibição do crescimento psicológico a fuga da conscientização. Um indivíduo saudável é auto-regulador e auto-apoiado.

A auto-conscientização dirigido ao reconhecimento da natureza auto-reguladora do organismo humano. O principio de hierarquia da necessidade está sempre
operando na pessoa. A necessidade mais urgente, a situação inacabada mais importante sempre emerge se a pessoa estiver consciente da experiencia de si
mesma a todo momento. Continuum de consciência como um meio de encorajar está auto-conscientização. Manter um continuum de consciência
aparentemente parece decepcionantemente simples, porém a maioria interrompe o continuum quase de imediato, tal interrupção é devida a conscientização
de algo de desagradável, estabelecendo uma fuga a pensamentos, expectativas, recordações, associações de experienciais a outra, etc. Nenhuma
experiencia é de fato experenciada, são tocadas de leve, flash sucessivos, sem assimilação com do material, sendo que o sujeito deixa a conscientização
desagradável fora do contexto quanto o resto de material. Esta interrupção impede do individuo trabalhar o seu material desagradável. Tornar-se necessário
prestar atenção nas figuras que emergem da consciência, evitando a tomada de consciência é enrijecer o fluir natural do delineamento figura e fundo.

Três zonas da consciência:

De si mesmo, consciência do mundo e consciência do que está entre.


Dinâmica do Crescimento Psicológico

Perls acreditava o indivíduo saudável possuiria a capacidade de emergir do apoio e da regulação ambientais para um auto apoio e auto regulação, sendo o
equilíbrio. Gestalt acreditava que o organismo possui a capacidade de realizar um equilíbrio consigo e com seu meio, tal equilíbrio ocorre quando há a
conscientização livre da hierarquia de necessidade. Uma vez que as necessidades são experenciadas por cada parte do organismo, e sua hierarquia é
estabelecida por meio da sua coordenação.

Contato/ fuga essencial para o equilíbrio do organismo. A neurose e a imaturidade implicam percepção inapropriada do ritmo ou da incapacidade de regular
o equilíbrio. Indivíduos auto regulados e auto apoiados seguem um fluir e um delineamento clara da figura/fundo nas expressões de suas necessidades de
contato e retraimento. Buscam a satisfação quando elas emergem. Tem consciência das fronteiras entre ele e os outros, estando conscientes da distinção
entre fantasias sobre os outros e o que experenciam através do contato direto.

O equilíbrio do organismo propõe a interação sujeito/meio. Somos auto apoiados e auto regulador quando estamos determinando como nos apoiamos, onde
inclui muito mais do que nós mesmos. Modos:

O completamento de situações inacabadas ou gestalten inacabadas (pessoas neuróticas precisam passar por cinco camadas).

1. Clichê ou existência dos sinais – sinais de contato


2. Papéis ou jogos – as pessoas fingem que são aquelas que gostariam de ser
3. Impasse (anti-existência ou anti-fóbico) – é o nada, onde para evitarmos o nada, interrompemos nossa tomada de consciência e voltamos a camada
dos papeis. Se conseguirmos manter a auto-consciência neste vazio, alcançamos:
4. Morte ou implosiva – morte ou medo da morte, pois consiste em parada das forças opostas, nos contraímos e nos comprimimos, sendo implodidos.
5. Explosiva: a tomada de consciência da pessoa autêntica, verdadeiro self, da pessoa capaz de experienciar e
- Pesar: envolve o trabalho com uma perda ou morte que não tinha sido previamente assimilado.
- Orgasmo: sexualmente bloqueadas
- Raiva: quando a raiva reprimida se expressa
- Joie de vivre: alegria e riso, alegria de viver
A estrutura de nosso papeis é coesiva pois está responsável por absorver e controlar a energia destas explosões. A ideia errônea que precisa ser controlada
deriva de nosso medo do vazio e do nada (terceira camada). Tratamos o vazio como estéril e não fecundo. Processo natural e espontâneo.

Obstáculos ao crescimento

Fuga da conscientização

Rigidez da percepção e do comportamento.

Os neuróticos não veem claramente suas necessidades e não distinguem de forma apropriada entre eles e o restante. Incapazes de manter equilíbrio entre
eles e o mundo. Este desiquilíbrio é visualizado por sentir que tais limites sociais e ambientais penetram muito fundo dentro da pessoa. A neurose é uma
forma de proteção.

Introjeção: Introjeção ou engolir tudo é o mecanismo neurótico onde é incorporado padrões, atitudes e modos de agir e pensar que não são deles próprios e
que não assimilam ou digerem suficiente para torna-los seus. Não sabem diferenciar o que sente e que os outros querem que sintam. Força desintegradora
da personalidade, uma vez que os conceitos e as atitudes são incompatíveis uns com os outros.

Projeção: Outro mecanismo neurótico é a projeção. Tendência de responsabilizar pelo que origina do self. Um repudio dos seus próprios impulsos e desejos,
projetando-os nos outros.

Confluência: Os sujeitos não experienciam nenhum limite entre eles mesmos e o meio ambiente. A confluência torna impossível um ritmo saudável de contato
e de fuga, visto que um pressupõe o outro. Impossibilita a tolerância a diferença entre as pessoas, as pessoas com confluência não têm senso de limites,
portanto a diferenciação entre si mesmo e as outras pessoas.

Retroflexão: Significa-se voltar-se de forma ríspida contra. Indivíduos retroflexos voltam-se contra si mesmo, ao invés de voltar sua energia para a mudança
e manipulação do meio. Perls afirma que raramente esses componentes operam isolados um do outro. A função crucial que todos esses mecanismos
preenchem é a confusão de limites, o bem-estar de um indivíduo é seriamente limitado. Introjeção sendo central para a luta entre dominado e dominador.
O dominador é o pacote de padrões e atitudes introjetados, sendo introjetado e não assimilado (superego), continuando a ser irracionais e impostas a
partir de fora. A projeção é importante para entender os sonhos. Todo sonho contém pelo menos uma situação inacabada que envolve estas partes
projetadas.
ESTRUTURA

Corpo

Perls caracteriza a cisão mente-corpo da maioria das psicologias como arbitrária e falaciosa. Ele considera a atividade mental uma simples atividade
que funciona em nível menos intenso que a atividade física. Para Perls, nossos corpos são manifestações diretas de quem somos e através da observação de
alguns comportamentos físicos podemos aprender muito sobre nós mesmos.

Relacionamento Social

Perls considera o indivíduo como participante de um campo do qual ele se diferencia, contudo é inserparável. Para ele o sentido de pertinência a um
grupo é o nosso impulso principal de sobrevivência psicológica.

Vontade

Perls acentua muito sobre a importância de estar consciente de suas preferências e ser capaz de agir sobre elas. Ao usar o termo "preferência", o
mesmo está enfatizando a qualidade natural e organísmica da vontade saudável. O querer é simplesmente uma das várias atividades mentais.

Emoções

Perls vê a emoção como aquela responsável por fornecer a energia de toda ação. Sendo assim a emoção uma expressão de nossa excitação básica,
onde são expressas nossas escolhas. O sistema muscular, ou seja, a forma como o nosso corpo reage naturalmente e essas emoções e resultante da excitação
emocional já que está segundo Perls e responsável por mobilizar o sistema muscular, quando uma expressão muscular é bloqueada, ocorre o que ele nomeou
de contenção da excitação, ocorre justamente quando tentamos dessensibilizar nosso sistema sensorial a fim de reduzir a excitação criada, se provoca
sintomas como, por exemplo, frigidez, o não ouvir, esses sintomas seriam como Perls aponta furos de nossa personalidade. A dessensibilização e cerne da
fuga de conscientização que segundo o teórico citado anteriormente acredita ser básica na neurose.
Intelecto

Perls acreditava que este fora supervalorizado dentro de nossa sociedade, sendo depois reduzida a mecanismo de computação usado como parte de
jogos de encaixes. Ele acreditava na existência da sabedoria do organismo, no entanto sabedoria em sua visão seria uma intuição baseada mais na emoção
do que no intelecto, sendo assim proveniente mais de sistemas naturais do que conceituais.
A preocupação em explicar porque as coisas acontecem, impossibilita os indivíduos vivenciar, ou seja, sentirem verdadeiramente como elas
acontecem, dessa forma a consciência emocional pura e bloqueada na busca de encontrar explicações.

Self

Perls definiu o conceito de Self como a consciência de nos mesmos, ou seja, em outras palavras manifestações obvias de que nós somos. A palavra
Self significaria então “si mesmo” (Perls, 1969).
Sendo assim o Self não seria algo estático e permanente e sim algo que se reorganiza e se reestrutura de acordo com experiências vivenciadas em
contato com o meio.
Terapeuta

Perls define o terapeuta como uma tela de projeção, no qual o paciente enxerga seu próprio potencial ausente, sendo papel da terapia restabelecer
este potencial ao paciente, dentro deste processo o terapeuta agiria como um catalisador ajudando o paciente a ver como ele é.
Perls acreditava que a terapia individual se encontrava obsoleta, sendo assim sugere que a terapia em grupo seria mais eficaz tendo muito mais
oferecer ao individuo, uma vez que inserido em grupo este poderia explorar suas atitudes e comportamento relação a outros, Além de promover o apoio, no
grupo contariam com emergência segura, por exemplo, a identificação com os conflitos de outros membros e sua resolução dos mesmos.

AVALIAÇÃO
A Gestalt-terapia é acima de tudo uma síntese de diversas abordagens que procuram a compreensão do psiquismo e do comportamento humano.
Entretanto sua originalidade e utilidade permanecem, em vista que, no próprio pensamento gestáltico o centro não está nas partes componentes, porém o
todo que é composto.
Diversos aspectos da Gestalt-terapia foram alvos de várias críticas, como: a idéia da capacidade de fazer escolhas, de assumir responsabilidade pela
própria vida, o que pode ser considerado impossível ou fantasioso, principalmente para pessoas que restringidas socialmente.
Também é importante ressaltar possíveis problemas na aplicação terapêutica, por exemplo, a fácil possibilidade da abordagem se traduzir em uma
série de truques psicoterapêuticos e em psicoterapias curtas, aparentemente instantâneas, o que não era o que Perls pretendia. Apesar de tais problemas na
aplicação da abordagem, é inegável a enorme contribuição de Perls para uma psicologia holística do organismo humano e para toda a psicologia.