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Como

FALAR EM
ENCONTROS
CIENTÍFICOS
Do seminário em sala de aula a congressos
internacionais
Italo de Souza Aquino, Ph.D.

Como

FALAR EM
ENCONTROS
CIENTÍFICOS
Do seminário em sala de aula a congressos
internacionais

2a Edição

João Pessoa
2007
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
reitor
RÔMULO SOARES POLARI
vice-reitora
MARIA YARA CAMPOS MATOS

EDITO]
UNIVIiHSITv

U I' l : J

EDITORA UNIVERSITÁRIA
diretor
JOSÉ LUIZ DA SILVA
vice-diretor
JOSÉ AUGUSTO DOS SANTOS FILHO
divisão de produção
ALMIR CORREIA DE VASCONCELLOS JUNIOR
divisão de editoração
MARTHA MARIA BARRETO
Aquino, Italo de Souza

Como Falar em Encontros Científicos - do seminário em sala de aula a congressos


internacionais/ltalo de Souza Aquino. 2a ed. Rev. Joâo Pessoa: Editora Universitária/
/UFPB. 2007. 106 p.

1. Comunicação oral - Conversação - Falar em público - Oratória


I. Título CDD: 808.51
Cópias desse livro podem ser adquiridas de:

Dr. Italo de Souza Aquino


italo.aquino@pq.cnpq.br

Revisão: Nísia Luciano Leão


Editoração: Krysnamurty V. de Souza
Ilustração: Fred Ozanan
Capa: Marçal Targino
Fred Ozanan
Copyright© by Italo de Souza Aquino. Todos os direitos autorais desta obra estão reservados ao
autor.

EDITORA UNIVERSITÁRIA/UFPB
Caixa Postal 5081 - Cidade Universitária - João Pessoa - Paraíba - Brasil CEP 58.051-970

ISBN 978-85-7745-113-5
Primeira edição
Impresso no Brasil/Prinfed in Brazil
Foi feito o depósito legal
Propósito
Em sala de aula, ministrando a disciplina Seminário, em
curso de pós-graduação, ou em encontros científicos estaduais,
regionais, nacionais e internacionais, tenho visto apresentações
extraordinárias; algumas, porém, carecem de certos ingredientes,
principalmente um pouco de 'sal', na maneira de falar e de apre­
sentar os dados. Falar em público é, para a maioria das pessoas,
muito mais difícil do que escrever um artigo. Muitos consideram,
estar diante de uma platéia, uma 'batalha' emocional das mais in­
tensas, com um gasto de adrenalina além do normal.

Será que falar em encontros científicos é somente para al­


guns? Não! Falar em público, especialmente para um grupo aca­
dêmico, é para todos os que fazem a academia: professores e alu­
nos de todas as esferas (graduação, especialização, mestrado e
doutorado), uma vez que os dois maiores inimigos que bloqueiam
a intrepidez de falar em público, timidez e despreparo, podem ser
combatidos. Por esta razão, não posso admitir que você pense
que é incapaz; você pode falar em encontros científicos tão bem
quanto o melhor orador da redondeza. Sabe por que? Porque falar
cientificamente requer apenas um formato: técnico. E porque não
há espaço para improvisar, você deve apenas seguir o 'roteiro' da
apresentação e falar sobre e do que você estudou/pesquisou (pa-
per) ou pretende estudar/pesquisar.

Em uma fala científica vários elementos são avaliados; dois,


porém, são cruciais: a maneira de falar e a maneira de apresentar
os dados. Neste livro, esses temas serão abordados com muita
pratícidade, além de outros itens fundamentais presentes em uma
apresentação científica oral.

Chega de mãos frias, geladas, suadas, trêmulas.... Acredito


que, com este livro, você poderá ficar livre de qualquer trauma em
apresentar trabalhos científicos. De uma simples apresentação de
seminário em sala a um congresso internacional, o caminho é o
mesmo: não tem como errar!

O propósito deste livro é ensinar ao leitor, universitário, pro­


fessor e/ou pesquisador, os princípios básicos de como falar em
encontros científicos; aqui são abordadas maneiras práticas para
preparar um bom recurso visual e como ser eficiente na apresen­
tação. As dicas apresentadas poderão determinar um novo marco
em sua carreira acadêmica e profissional. A abordagem clara e
prática deste conteúdo pode servir de estímulo, tanto para quem
tem pouca ou nenhuma experiência em falar em público, como de
conforto, para quem já tem domínio de falar para qualquer platéia.

O ambiente deste livro, de capa a capa, é de 'bom ânimo',


pois acredito que você é capaz. Você já percebeu que toda receita
de bolo, quando praticada, o bolo sempre sai no ponto? Já que uma
receita de bolo é sempre de sucesso, independente de quem o faz
(homem, mulher, rico ou pobre, alto ou baixo), a mesma verdade
é, também, para quem fala em encontros científicos: há um modo,
uma receita. Você verá que a receita para falar em público, espe­
cialmente visando a uma comunidade científica, não é tão apavo­
rante como se apresenta. Desejo que você faça uma boa leitura e
não se surpreenda se em breve os elogios por suas apresentações
se tornarem coisa comum.
Dedicatória
A meus pais, Gilson e Nevinha, fundamento da minha vida.

A meu avô, Manoel Tenório (in memoriam) por ter me falado as


muitas estórias e histórias em seu colo, quando criança.

A minha esposa, Rosangela, auxiliadora em todo o tempo.

A meus filh o s, 'E l', Igel, Rachel e Rebeca, estimuladores da vida


em família.

“Palavras suaves são como favo de mel: doçura para a alma e


saúde para o corpo. ”
Prov. 16:24
Agradecimentos
Aos meus alunos de Mestrado e Doutorado da disciplina Se­
minário, por tantas práticas em sala de aula em como apresentar
seminários (palestras) em 10 minutos. Os vários painéis ‘riscados’
a cada trimestre, também têm sido instrumentos de aprendizagem
na formação desses novos cientistas.

A Dr. J. W. Dillwith por suas aulas de Seminário; essas aulas


mé capacitaram a receber dois prêmios internacionais da Entomo-
logical Society of America, 1o e 2o lugares, em apresentações de
painel e oral (10 minutos), respectivamente, em 1997, em Oklaho-
ma City, Oklahoma, Estados Unidos.

A Prof. Genildo B. Bruno (in memoriam) pelo convite para


ensinar a disciplina Seminário na Pós-Graduação em Agronomia
da UFPB.

A meu irmão Sandrino Aquino, por seu apoio cultural e


fraterno em ver este livro pronto.
Ao entrar em um supermercado para fazer compras, temos
o mesmo hábito: selecionar os produtos de boa aparência. Natural­
mente, rejeitamos produtos vencidos ou com rótulo riscado, arra­
nhado ou arrancado, e embalagens amassadas; isto vale tanto para
produtos caros quanto para os populares. Dentro dos carrinhos de
supermercado há algo em comum: qualidade. O mesmo acontece
com serviços; quem tem bons serviços é contratado (comprado) e
quem não tem, rejeitado. Esta lógica se aplica, também, ao serviço
de apresentar uma palestra em sala de aula ou em congresso; ao
final, é possível saber quem foi melhor, quem se saiu bem. Por­
tanto, como apresentador ('vendedor') de palestra, devemos ter o
cuidado para mostrar qualidade. Como na vasta maioria dos cursos
universitários não há ensino de como falar em público, algo que faz
parte do dia-a-dia da vida acadêmica e profissional, muitos se sen­
tem incapazes de apresentar um simples seminário e quase des­
qualificados a apresentarem uma palestra em congresso científico;
a sua produção científica 'falada' precisa entrar no 'carrinho' de
cada um que o escuta. Este livro está em suas mãos para ajudá-lo.
A maneira prática aqui abordada se constitui em uma ferramenta
para sua vitória em como falarem encontros científicos, do seminá­
rio em sala de aula a congressos internacionais.

Italo de Souza Aquino


Sumário
CAPÍTULO 1:
Importância de falar em encontros científicos........................17
Tipos de apresentação............................................................... 17
Falar ‘mais ou menos’ éfalar ‘menos’ ....................................... 18
Corrigir e ser corrigido................................................................ 18

CAPÍTULO 2:
Produtos e serviços maiscomuns do pesquisador............... 21
Produtos....................................................................................... 21
S erviço s.......................................................................................22
Resumo vem prim eiro................................................................22
Programa: Manual de instruções............................................. 23

CAPÍTULO 3:
Congressos: Municipal, Estadual, Regional,
Nacional e Internacional .............................................................25
M unicipal......................................................................................25
E stadual....................................................................................... 26
Regional....................................................................................... 26
N acional....................................................................................... 26
Internacional................................................................................ 27

CAPÍTULO 4:
Apresentação oral 10 minutos: formato
de um resu m o...............................................................................29
Características............................................................................ 29
D ica s............................................................................................ 30
Quantidade de slides por seção e tempo por slide .............. 30
Em relação ao recurso visual.................................................. 30
Em relação ao modo de fa la r....................................................31

CAPÍTULO 5:
Apresentação oral 50 minutos: formato
de um paper........................ ................................................ ......33
Características............................................................................ 33
D ica s............................................................................................ 34
Quantidade de slides por seção e tempo por slide ................35
Em relação ao recurso visual....................................................35
Em relação ao modo de fa la r....................................................35

CAPÍTULO 6:
Seminário em sala de aula................ 37
M e d o ............................................................................................ 38
E rro ...............................................................................................38
Seminário em encontros científicos.........................................39

CAPÍTULO 7:
Introdução da palestra................................................................. 41
Primeiras pa lavra s..................................................................... 41
Primeiras im ag en s..................................................................... 42
Onde ficar.....................................................................................43

CAPÍTULO 8:
Organização da palestra............................... 45
Seqüência de slides ................................................................... 46
Visual clean ................................................................................. 47
CAPÍTULO 9:
Clareza do a ssu nto e da fa la .......... 49
Clareza do assunto.................................................................... 49
Clareza da fa la ............................................................................49
Não memorizar............................................................................ 50
Slides impressos... palavras im pressas.................................. 50

CAPÍTULO 10:
P erguntas após a p a le stra .............................................................51
Você sabe m ais...........................................................................51
Perguntas de colegas (pares): estratégia nota d e z !............. 52
Perguntas salva-vidas................................................................52
Perguntas com moderador........................................................ 53
Perguntas sem moderador........................................................ 53

CAPÍTULO 11:
R ecursos v is u a is ............................................................................. 55
Qualidade profissional................................................................55
Diapositivo....................................................................................56
Fonte............................................................................................ 56
C o r................................................................................................60
Background do slide ................................................................... 60
Figuras ou Tabelas: o que escolher.........................................60
Figuras......................................................................................... 61
Tabelas......................................................................................... 63
Form a........................................................................................... 64
Conteúdo e transição dos slides .............................................. 64
A nim ação.....................................................................................64
Varinha ou apontador a la s e r : objetos distrativos.................65
Aulas extras: como criar apresentações................................. 66
CAPÍTULO 12:
Aparência pessoal ............... 67
U tensílios.....................................................................................67
Vestim enta...................................................................................68
Olho a olh o...................................................................................69
E ntusiasm o................................................................................. 69
Tiques distrativos........................................................................69

CAPÍTULO 13:
Avaliação da palestra.................. 71
Alguém está v e n d o .................................................................... 70
E se tiver prêm io?...................................................................... 72
Formulário de avaliação de palestras......................................74

CAPÍTULO 14:
Painel: formato de um resumo.............................. 77
Como preparar um painel no PowerPoint®.............................78
Painel (inteiro) em lo n a ..............................................................79
Painel (inteiro) lam inado........................................................... 80
Painel (inteiro) em pa p e l........................................................... 80
Modelo de painel usando o PowerPoint®................................ 81
Como preparar um painel usando o Word®.............................82
Painel no Word® impresso em folhas A - 4 ..............................85

CAPÍTULO 15:
Erros mais freqüentes.... ........ 89
Erros do apresentador...............................................................89
Erros de apresentação...............................................................92
CAPÍTULO 16:
Problemas mais freqüentes 95

CAPÍTULO 17:
Estratégias adicionais (Dicas)....................... 99

CAPÍTULO 18:
Não pare por a í .... ............ .......... ......................................... 103
10 Razões para publicar......................................................... 104

R eferências............................................................................. 106
A importância de falar
em encontros
científicos

Falar em encon­
tros Científicos é
falar ciência. E
contra fatos (com­
provados) não há
argumentos!
Frente às várias linhas de pensamento, sua apresentação trará luz
ao assunto abordado. E a arena de liberação do conhecimento não
está distante nem tampouco se encontra em lugares exclusivistas
de uma minoria. A simples sala de aula constitui-se nas primícias
desta prática.

■ Tipos de apresentação

Há dois tipos de apresentação científica: Oral e Painel. As


apresentações orais podem ser aplicadas em seminários (gradua­
ção, pós-graduação) e encontros profissionais (sociedades) atra­
vés de congressos, simpósios, workshops etc. A apresentação em
painel, por outro lado, é uma exposição escrita; porém, na apresen­
tação em painel há o lado oral, em que o expositor explica sua pes­
quisa; assim, podemos dizer que esses dois tipos de apresentação
requerem o componente da fala.

■ Falar 'mais ou menos' é falar menos'

Quando falamos 'mais ou menos', falamos 'menos'. Sem­


pre o mais ou menos se inclina para o menos. Em uma apresen­
tação 'mais ou menos', vamos estar dizendo para o público que
nunca aprendemos corretamente o uso de nossa língua materna;
e isto ainda pode ser pior, pois alguém poderá até pensar: Uma
vez que ele fala errado, deve pensar errado e, conseqüentemente,
pode estar todo errado em tudo o que apresenta. É possível, ainda,
que alguém na platéia, por causa do mau uso da fala, possa não
perceber algum ponto importante de sua apresentação, ou seja,
suas idéias podem ficar camufladas pela maneira inadequada de
falar.

Por outro lado, quando você fala corretamente (modo, tem­


po etc.), as pessoas que apreciam o uso apropriado da língua por­
tuguesa, sem dúvida estarão mais abertas para receber o seu pro­
duto (palestra). Lembre-se: não é preciso uma retórica de quem
é membro da Academia Brasileira de Letras; basta apenas falar o
que você estudou (e você sabe isso mais do que ninguém) e falar
com frases curtas.

■ Corrigir e ser corrigido

Se tivermos uma atitude de criança para aprender, podere­


mos subir ao topo do sucesso acadêmico e profissional mais rapi­
damente. A atitude de uma criança é sempre de humildade. Ela é
corrigida constantemente, razão por que aprende. Alguns adultos
que se sentem ameaçados com uma correção, poderão continu­
ar sempre com o erro; este adulto, quando confrontado com algo
'novo' e que não quer exercer humildade, se fecha para o ensino e
continua errando a vida inteira. É fácil para um adulto corrigir mas
temos que ter abertura, também, para ser corrigido.

a/NOTAS
Vn o t a s
2 Produtos e serviços
mais comuns do
pesquisador

O pesquisador está
sempre produzin­
do ciência. Os dez
Produtos e Servi­
ços mais comuns do
Pesquisador, são:

■ Produtos:

1. Resumo
2. Paper (Artigo Científico)
3. Capítulo de Livro
4. Livro
5. Projeto
6. Painel

V Outros produtos: resumo expandido, folhetos, cartilhas, CDs


etc...
■ Serviços:

7. Aula
8. Seminário em sala de aula
9. Apresentação oral em 10 minutos (Apresentação de trabalho em
congresso)
10. Apresentação oral em 50 minutos (Conferência)

V Outros serviços : assistência técnica, consultoria etc.

Todos esses produtos e serviços podem ser apresentados


ao público. É fundamental para o cientista/pesquisador, todavia, o
conhecimento da língua inglesa para uma inserção melhor no 'mer­
cado' internacional, uma vez que o Inglês é a língua da ciência. O
Inglês contribui para que você seja mais visto, ouvido e lido pela
comunidade científica do mundo e, não apenas de um continente;
isto não quer dizer, porém, que você não pode aprender outras lín­
guas: ora, quanto mais conhecimento, melhor.

Além da satisfação pessoal, falar em encontros científicos é


uma necessidade para quem está no mundo acadêmico (ensino,
pesquisa e extensão). Falar 'ciência' é contribuir para o desenvol­
vimento do conhecimento da humanidade. E o caminho para falar
em encontros científicos é simples: prepare um Resumo, crie o ma­
terial visual (oral ou painel) e o apresente.

■ Resumo vem primeiro

Independente do tipo de apresentação (oral ou painel) e do


tipo de encontro (nacional ou internacional), o Resumo é a primei-
ra porção a ser preparada para sua apresentação. Com ele, você
pode preparar sua apresentação oral e/ou painel. O Resumo serve
não apenas para atrair pessoas com interesse em sua pesquisa,
como também para um registro da informação a ser apresentada, a
qual poderá ser consultada dias, meses e anos mais tarde (Anais).
No livro COMO ESCREVER ARTIGOS CIENTÍFICOS - sem “ar-
rodeio” e sem medo da ABNT (Aquino, 2007) há um capítulo bem
detalhado de como preparar um Resumo.

■ Programa: Manual de Instruções

A grande maioria das pessoas compra um equipamento ele­


trônico (ex. celular), chega em casa, abre a caixa, dá uma olhada
na cara do manual de instruções, folheia e, mesmo sem ler, vai
direto ligar o aparelho e tentar acertar as funções. É raro encontrar
pessoas que lêem o Manual de Instruções cuidadosamente antes
de ligar o aparelho; neste caso, duas coisas podem acontecer:
primeiro, o aparelho pode queimar se a voltagem não for verifica­
da; segundo, muitas funções não serão utilizadas (só o básico). A
mesma coisa ocorre com participantes de grandes encontros cien­
tíficos: há um Programa, semelhante a um manual de instruções,
com muitos detalhes. Se você ler cuidadosamente o Programa do
encontro de que irá participar, melhor proveito você terá de TODAS
as “funções” (programações).

Com o Programa em mãos, você terá, também, as ins­


truções para a apresentação: se oral, quando (dia), onde (sala),
horário (tempo e duração), recursos disponíveis, nome do coorde­
nador etc; se painel, a mesma coisa; detalhes serão esclarecidos
(conteúdo do painel, tamanho, material, local, dia, horário etc.).
Vn o t a s
Congressos: Municipal,
Estadual, Regional,
Nacional e Internacional

A vida acadêmica é muito boa; apren­


de-se, ensina-se e, além de tantos benefícios
oriundos do saber na construção da humani­
dade, é possível conhecer melhor outras regi­
ões, além fronteiras. O modo de apresentar
um trabalho científico, porém, mesmo em sua
terra natal, deve obedecer a critérios básicos
no preparo de uma apresentação. Esses cri­
térios serão abordados em capítulos seguin­
tes. De qualquer forma, há algumas peculiari­
dades em cada tipo de congresso,
dependendo de sua natureza: municipal, es­
tadual, regional, nacional e internacional.

■ M unicipal: Qualquer encontro municipal (local) deixa o apresen­


tador mais tranquilo. Falar em algum encontro científico em sua ci­
dade natal tem a grande vantagem de se ter domínio da cultura do
povo e do ambiente. Exemplo: Academia Campinense de Imprensa
(ACI).
■ Estadual: O congresso, simpósio ou encontro estadual, geral­
mente é realizado na capital do Estado, mas isso não é regra; há
vários casos de encontros estaduais itinerantes, realizados nas
principais cidades do estado, sobretudo que possuam uma rede
hoteleira capaz de abrigar os participantes. O apresentador, mes­
mo em seu estado, encontrará pessoas de várias microrregiões de
seu próprio estado tendo, possivelmente, a oportunidade de encon­
trar algum fato novo que tenha alguma relação com o conteúdo de
sua apresentação. Exemplo: Sociedade Médica do Estado do Rio
de Janeiro (SOMERJ).

■ Regional: Em sua maioria, os encontros regionais são realizados


nas capitais dos estados pertencentes àquela região. Nesse tipo de
encontro, o apresentador deve ter noção de dados básicos sobre a
região e, principalmente, não deve enfatizar aspectos particulares
de seu estado, os quais sejam melhores que os demais. Exemplo:
Sociedade Nordestina de Produção Animal (SNPA).

■ Nacional: Qualquer encontro nacional tem o aspecto de maior


envolvimento de todos os profissionais da área. Até mesmo alguns
participantes internacionais podem ser convidados para alguma
palestra específica. De qualquer forma, esses congressos são, em
sua grande maioria ligados, às sociedades de profissionais (Socie­
dade Brasileira de Zootecnia, Sociedade Entomológica do Brasil
etc.). O apresentador deve ter cuidados para não utilizar muitos
vocábulos regionais de sua terra-natal em outra região do País; o
ideal é manter a língua a nível de jornalista de tele-jornal, ou seja,
uma fala técnica e mais nacional. Exemplo: Sociedade Brasileira
Para o Progresso da Ciência (SBPC).

■ Internacional: Um congresso internacional não é realizado, ne­


cessariamente, fora do País. É possível ter, no Brasil, por exemplo,
um congresso internacional de alguma organização mundial, caso
em que, mesmo sendo em nosso país, o estilo e rigor são inter­
nacionais. A língua predominante é o Inglês. No caso de encontro
internacional fora do país, o que é o mais comum, o palestrante
tem que ter mais dedicação ao participar de tal evento. Primeiro,
a inscrição, que quase sempre é em dólar ou euro e necessita de
cuidado na hora da remessa (ex. Banco do Brasil), principalmente
se for às vésperas do encerramento da inscrição; segundo, é acon­
selhável escolher um plano oferecido pelos organizadores que já
possua hotel e alimentação e, de preferência, hospedagem no ho­
tel do congresso. Há casos em que o encontro é em algum centro
de convenções e há um hotel anexado; é o ideal; terceiro, com
muita antecedência se deve procurar o consulado ou a embaixada
do país onde será realizado o encontro, para solicitar visto. Quase
sempre é necessário, entre os vários documentos solicitados, apre­
sentar comprovante de inscrição do congresso para a obtenção do
visto.

Muitos estudantes e pesquisadores não têm passaporte e


só procuram obter um quando se tem um congresso à vista. Caso
você não tenha passaporte, deixe-me dar um conselho: solicite um
à Polícia Federal, enquanto está lendo este livro. É melhor ter um
passaporte pronto do que procurar ter um apenas quando surgir
uma oportunidade de apresentar trabalho no exterior. Por que tanta
pressa? Porque em nosso país a possibilidade de paralisação é
iminente e pode ser que haja uma justamente no momento em que
você queira retirar um passaporte. Exemplo: Congresso Internacio­
nal de Entomologia (ICE).
Vn o t a s
Apresentação oral 10
minutos:
formato de um resumo

Apresentação Oral 10 Minutos ou Pa­


lestra 10 Minutos é o tipo de apresentação
científica oral mais comum em congressos
e simpósios científicos, nacional e interna­
cional. Até mesmo em alguns seminários
em sala de aula, principalmente quando se
trata de turmas com muitos alunos, o for­
mato 10 Minutos é adotado. Nesse peque­
no espaço de tempo o apresentador do tra­
balho deve “vender” (apresentar) o seu
produto (pesquisa/projeto) à platéia, sem­
pre de maneira clara e muito objetiva. Não
há espaço para subjetivismo. Você tem que
ir direto ao assunto!!!

■ Características

► 10 minutos de apresentação
► 30 segundos-1 minuto por slide
slides complexos: 1 1/2 minuto
a/
► Máximo: 15 slides
► 5-10 minutos para perguntas e respostas

■ Dicas
► Apresentação termina rapidamente
► Mensagem transmitida tem que ter foco e clareza
► Praticar muito para não ultrapassar o tempo

■ Quantidade de slides por seção e tempo por slide


slide tempo
► Título, Autor e Afiliação 1 1
► Introdução 1-3 2
► Objetivo(s) 1 1
► Material e Métodos 3-4 2
► Resultados 3-4 3
► Conclusão* 1-2 *Relacionada(s) com o(s) objetivo(s) 1

■ Em relação ao recurso visual...

NÃO ► Fazer dupla projeção (slides e transparências)


NÃO ► Fazer tripla projeção (slides , transparências e flip chart)
NÃO ► Apresentar gráfico em 3-D com apenas dados nos
eixos X e Y
NÃO ► Colocar mais do que 10 barras em um gráfico
NÃO ► Colocar slide com Discussão
NÃO ► Colocar referências no final da apresentação
NÃO ► Utilizar vermelho (há pessoas que não conseguem
enxergar essa cor)
NÃO ► Utilizar animação em todas as linhas
NÃO ► Apresentar muitos objetivos (1 a 3)
NÃO ► Utilizar slide final com a palavra FIM

SIM ► Formato paisagem


SIM ► Figuras (explicam melhor do que tabelas)
SIM ► Background escuro (azul, preto ou verde) com letras
claras
SIM ► Finalizar repetindo o primeiro slide : título, autor(es) e
afiliação

■ Em relação ao modo de falar...

NÃO ► Use gírias


NÃO ► Fique em frente do projetor
NÃO ► Fale para a tela de projeção
NÃO ► Fale rápido
NÃO ► Ultrapasse os 10 minutos
NÃO ► Leia os subtítulos (Introdução, Objetivo, Material e
Métodos) pois quem está na platéia consegue lê-los
NÃO ► Invente uma resposta (Se não souber responder, diga
que não sabe)

SIM ► Fale frases curtas


SIM ► Fale devagar
SIM ► Olhe para toda a platéia
SIM ► Responda sempre com educação (mesmo se a
pergunta for mal educada, mal-intencionada ou mal
elaborada)
Vn o t a s
Apresentação oral 50
minutos:
Formato de um paper

Apresentação Oral 50 minutos ou Palestra 50 minutos pos­


sui o formato de um paper (artigo científico); ou seja, uma vez que
há tempo suficiente para apresentação, todas as etapas de um ar­
tigo científico podem ser bem exploradas na Palestra 50 minutos
conhecida, também, como Simpósio ou Seminário.

■ Características

► 50 minutos de apresentação
► 1 minuto por slide
•n/ slides complexos: 1 1/2 minuto
► Máximo: 70 slides
► 5-10 minutos para perguntas e respostas

■ Dicas
► Importante explorar o contexto e a importância
(impacto) de sua pesquisa
► Se terminar o conteúdo antes do tempo, PARE! É hora
das perguntas
> Há espaço para detalhes sobre parcerias no trabalho
► Importante mostrar (ao final) o trabalho futuro a ser
desenvolvido (idéias)

NÃO ► Fazer dupla projeção (slides e transparências)


NÃO ► Fazer tripla projeção (slides , transparências e flip chart)
NÃO ► Colocar slide com Discussão
NÃO ► Colocar Referências no final da apresentação
NÃO ► Utilizar vermelho (há pessoas que não conseguem enxergar
essa cor)
NÃO ► Utilizar animação em todas as linhas
NÃO ► Apresentar vários objetivos (1 a 4)
NÃO ► Utilizar slide final com a palavra FIM

SIM ► Formato paisagem


SIM ► Figuras (explicam melhor do que tabelas)
SIM ► Background escuro (azul, preto ou verde) com letras
claras
SIM ► Repetir primeiro slide\ título, autor(es) e afiliação
■ Quantidade de s lid e s por seção e de tempo por s lid e
slide tempo
► Título, Autor e Afiliação 1 1
► Introdução 1-5 5
► Objetivo(s) 1-2 5
► Material e Métodos 5-6 10
► Resultados 3-4 20
► Conclusão* 1-2 *Relacionada(s) com o(s) objetivo(s) 5-10

■ Em relação ao recurso visual

NÃO ► (Todos os “Não” do capítulo anterior)

SIM ► (Todos os “Sim” do capítulo anterior)

■ Em relação ao modo de falar

NÃO ► Ultrapasse os 50 minutos


NÃO ► (Todos os “Não” do capítulo anterior)

SIM ► (Todos os “Sim" do capítulo anterior)


Vn o t a s
Seminári m sala de
aula

A prática pedagógica atual incentiva o aluno a ter maior par­


ticipação em sala de aula. Seminário, um dos mecanismos antes
utilizados de forma exclusiva na pós-graduação, é agora uma prá­
tica comum em todos os cursos de graduação; isso é muito bom,
pois o falar científico em um seminário associado à prática da pes­
quisa científica em projetos, tem elevado a qualidade de nossos
alunos para o ingresso na pós-graduação.

Considero o Seminário em sala de aula o melhor laborató­


rio para qualquer estudante praticar a fala científica. O ambiente
familiar, os colegas de classe e o professor, fazem parte do dia-a-
dia e deixam o aluno-apresentador de seminário muito à vontade;
assim, o impacto emocional em falar em um seminário em saia de
aula, é mínimo. Mesmo com todos esses pontos positivos há, ain­
da, um pequeno espaço para dois gigantes: o medo de apresentar
e o erro.

■ Medo

A maior oportunidade de você vencer o medo de falar em


encontros científicos, é aproveitar cada seminário durante a gradu­
ação e se expor. Não importa quantas críticas você possa receber
nem, tampouco, quantas imperfeições você possa cometer durante
a apresentação em sala de aula durante um seminário. Lembre-se
de duas coisas: Primeiro: você é um estudante e está na universi­
dade para aprender o que não sabe; errar enquanto se aprende é
normal. O erro pode ser um instrumento pedagógico a seu favor,
feito para você mesmo (basta exercer humildade, lembra-se?); se­
gundo: os seus colegas também erram (às vezes você é o único
que não quer ver os erros dos pares).

■ Erro

Com toda certeza, é possível afirmar: nenhum aluno de gra­


duação faz uma apresentação brilhante pela primeira vez. Mesmo
os mais eloqüentes apresentam alguma falha devido a imaturidade
em apresentar (pela primeira vez) um seminário. Duas coisas pre­
cisam ser feitas para corrigir os erros:

Primeiro: você deve ter humildade em reconhecer as críticas do


professor e colegas. Em alguns casos, você pode diminuir, pela
metade, tais críticas, pois algumas delas são feitas com ingrediente
de inveja, principalmente dos colegas. Quando isso ocorre, igno­
re;

Seaundo: anote em um caderno todas as observações feitas, pon­


tos positivos e negativos, de todos que opinarem sobre sua apre­
sentação; depois, tente acomodar tais opiniões às suas próximas
apresentações. Você irá perceber que, tomando nota e se corrigin­
do, você irá melhorando, pouco a pouco, e ficando mais confiante.
Mesmo os mais eloqüentes e maduros oradores podem errar em
uma apresentação (artistas, políticos etc.).

■ Seminário em encontro científico

O Seminário pode ser, ainda, apresentado em simpósios. A


natureza desta apresentação é:

V Generalista (revisão do passado e presente em relação


à sua pesquisa)
V Tempo (mais longo que seminário em sala de aula: 25-
30 ou até 50 minutos)
a/ Curiosidade (platéia mais heterogênea)
a/ Título criativo (informal)
a/NOTAS
7I Introdução da Palestra
A Introdução da Palestra é a cha­
ve para todo o restante de sua apresen­
tação. Uma boa introdução pode 'ligar'
a platéia até o final ou pode 'desligar' a
atenção de todos. É fundamental cativar
o público nos primeiros minutos. Ao
mostrar entusiasmo e confiança no pri­
meiro minuto, você estará colocando
um alicerce de vitória para toda a apre­
sentação.

■ Primeiras palavras

Você já percebeu que propagan­


das, especialmente de grandes empre­
sas, não têm erros? Se você considerar
sua apresentação como uma propagan­
da de sua pesquisa, você começará a
entender que cada palavra falada tem grande valor e que cada
figura apresentada poderá cativar ou não o ouvinte; assim, ten­
te memorizar as primeiras 2 ou 3 frases de impacto no início de
sua apresentação: isto quebrará o gelo inicial de suas emoções e,
quando menos você esperar, estará já no meio do caminho.
■ Primeiras imagens

A primeira impressão é a que fica. Esta frase popular tam­


bém serve para uma apresentação de trabalho científico. Comece
bem com um bom slide.

■ Título... Título.., Título: O Título de seu trabalho aparecerá em


pelo menos 3 (três) lugares: no slide da apresentação, no Progra­
ma e nos Anais do Congresso. Cuidado com a escolha e consis­
tência.

V Escolha: Um Título tem que ser apropriado para cada tipo


de apresentação. Quanto mais simples o título, mais abrangente a
apresentação (palestra): quanto mais complexo o título, mais foca­
lizada será a apresentação (trabalho científico).

O Título, quando bem escrito, cativa o ouvinte. Um Título


bem elaborado já desperta interesse da platéia.

Observe essas variações para Título:

Abelhas

Abelhas Operárias

Sobrevivência de Abelhas Operárias

Sobrevivência de Abelhas Operárias (Apis mellifera L.)

Vigor e Sobrevivência de A belhas Operárias (Apis mellifera L.)

Efeito da Combustão de Cigarro Comercial no Vigor e Sobrevivên­


cia de A belhas Operárias (Apis mellifera L.)
V Consistência : Certifique-se, durante a preparação, de que
o Título do slide ê o mesmo que aparece no Programa e, conse-
qüentemente, nos Anais. Se o nome científico na ficha de inscrição
e no resumo está em itálico, não coloque sublinhado no slide a ser
apresentado. Seja consistente!

■ Foto do obieto em estudo: Imagine uma palestra sobre o contro­


le do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis Boheman) sem
nenhuma figura de uma planta de algodão nem do bicudo. Apenas
informação, do início ao fim; com certeza, essa apresentação não
será cativante. É importante, após o primeiro slide, contendo o Tí­
tulo, autor e afiliação, colocar, para este caso específico, por exem­
plo, uma foto da cultura do algodão com flores, uma foto com uma
cultura atacada com redução de flores e, finalmente, uma foto do
vilão: o bicudo. Com essas três fotos iniciais, você preparou a audi­
ência para sua palestra. Todos estarão no mesmo pé de igualdade:
-►Algodão saudável é bom; algodão atacado não é bom; e -+•
o inimigo, bicudo, precisa ser eliminado. Esta é a mensagem que,
apresentada em fotos (1 ou 2 minutos), pode fazer toda a diferença
em sua apresentação.

■ Onde ficar

Um apresentador pode ter a melhor pesquisa, a melhor rou­


pa, a melhor fala, os melhores slides, mas o simples fato de não
saber onde ficar diante da platéia, pode rebaixar todas essas pa­
tentes. Quando você fica situado a 45 graus em relação à tela e à
platéia, não haverá necessidade de ficar se movendo para trás e
para frente ao mudar cada slide ou durante a explicação de cada
um; basta um simples giro, para a direita ou esquerda, e você terá
tanto a tela de projeção quanto a platéia ao seu alcance. Lembre-
se: só há um lugar seguro e eficiente na sala ou auditório: o canto!

► Posicionamento correto (45°)

T: Tela de projeção
P: Projetor
V: Você

T
P V

T: Tela de projeção
I II II II I □ □ □ □ P: Projetor
I II II II I □ □ □ □ V: Você
□ □ □ □ □ □ □ □
□ □ □ □ □ □ □ □
□ □ □ □ □ □ □ □
□ □ □ □ □ □ □ □
□ □ □ □ □ □ □ □
□ □ □ □ □ □ □ □
□ □ □ □ □ □ □ □
Organização da
palestra
A Organização da palestra pode
ser claramente vista pela audiência, nos
três primeiros slides apresentados. É
possível saber, de imediato, se há orga­
nização; e uma coisa é certa: quem está
sentado na platéia, tem a tendência de
criticaras mínimas coisas; portanto, uma
palestra bem organizada irá emudecer
os críticos supersensíveis.

A Organização da palestra é fun­


damental. Quando se tem um roteiro ló­
gico do que se vai falar, tudo fica mais
fácil, tanto para quem apresenta quanto
para quem está assistindo. Esse roteiro
é a seqüência dos slides.
■ Seqüência de slides

►Primeiro slide : O primeiro slide deve conter o título de sua apre­


sentação, seu nome e o nome da instituição a que você é vincula­
do.

►S//c/es intermediários: Esses slides devem conter o outline (esbo­


ço) de sua apresentação. No caso de uma apresentação de trabalho
científico, você deve apresentar uma seqüência de slides conten­
do o desenvolvimento de um artigo científico, com todas as partes
(menos resumo, palavras-chave e referências bibliográficas);
►Último slide'. Você pode colocar uma cópia do primeiro slide com
seu e-mail ou alguma paisagem ou figura que tenha alguma refe­
rência ao tópico de sua palestra. Evite terminar de forma abrupta:
FIM. Evite colocar frases filosóficas!

■ Visual clean

O mais importante na organização da palestra é apresentar


um visual clean (light) - sem colesterol de conteúdo; às vezes, po­
demos mostrar muita coisa, e até de forma organizada, porém tão
'carregada' de informação que não será atrativo para quem está
assistindo à apresentação.
Vn o t a s
Q
k J Clareza do assunto
e da fala
Neste mundo mo­
derno, tudo tem que
ter mais clareza. Pro­
dutos eletrônicos, por
exemplo, têm que ter
clareza no modo de
usar (ser simples) -
ou o consumidor irá

■ Clareza do assunto

Ser claro é não complicar. Por mais complicado que seja o


assunto, ele pode ser mostrado com clareza.

■ Clareza da fala

Às vezes, o assunto é claro mas o apresentador não é claro


na fala. Frases simples e curtas são os melhores ingredientes na
comunicação.
■ Não memorizar

Quando uma fala é memorizada e o nervosismo chega de


surpresa, o apresentador fica como um “disco arranhado” (agora
CD); quando isso acontece, principalmente com mulheres, é co­
mum pedir desculpas e, se depois das desculpas, a mente não
lembrar do “decorado”, o choro chega ligeirinho; assim, não é acon­
selhável memorizar sua palestra. APENAS as frases INICIAL e FI­
NAL podem ser trabalhadas com antecedência mas sem parecer
que foram memorizadas.

Se você praticar apenas 10 minutos por dia, durante uma


semana, você dará um show. Com práticas diárias e, se possível,
no mesmo horário de sua palestra, você irá adquirir confiança e sua
apresentação será tranqüila.

■ Slides impressos... palavras impressas

Depois de preparar seus slides no computador, imprima


cada um, individualmente; desta forma, você terá sua apresenta­
ção em suas mãos a qualquer hora, podendo praticar, a caminho
da universidade ou do trabalho, ou até mesmo deitado na cama ou
no sofá. Praticando com os slides impressos, as palavras ficarão
“impressas” em sua mente, a ponto de você saber a seqüência de­
les e o que você deve falar sobre cada um.

VNOTAS
10 Perguntas após a
palestra
Não há como esca­
par de perguntas. Per­
guntas após uma pa­
lestra são como
sobremesas após uma
boa refeição: aprovei­
te. Esse é um bom momento para explorar os pontos mais fortes de
sua pesquisa/projeto. E as “perguntas de gaveta?”. Continue lendo
este capítulo e você descobrirá que há “chave” para abrir qualquer
“gaveta”.

Você sabe mais

Sempre ouvi de meus professores orientadores: saiba que


você é quem mais sabe sobre o que você pesquisou. De início,
parecia uma 'propaganda enganosa' para que eu não ficasse apre­
ensivo; mas, é pura verdade. Pode haver quem domine o assunto
melhor que você, mas você é quem domina o que você realizou,
nos mínimos detalhes, mais do que qualquer um. Você é quem
acompanhou o dia-a-dia de sua pesquisa. Você sabe mais!
■ Perguntas de colegas (pares): estratégia nota dez!

Há uma estratégia “nota dez” para você: comece bem du­


rante a fase de perguntas, após sua palestra. Peça a colegas para
darem uma 'mãozinha'. Entregue a um ou dois colegas pergun­
tas sobre sua apresentação de que você tem domínio na resposta.
Essa ajuda dos seus colegas pode favorece-lo em pelo menos dois
aspectos: primeiro: se não houver perguntas (pessoas tendem a
pensar que o assunto não foi muito interessante); segundo: se hou­
ver alguma pergunta 'difícil' (ou pela natureza do assunto ou por
alguém que queira testar seus conhecimentos). No primeiro caso,
você irá concluir sua apresentação com triunfo, respondendo de
forma adequada à pergunta do colega; já no segundo, se seu(s)
amigo(s) fizer(em) uma ou duas perguntas, é provável que a per­
gunta 'surpresa' nunca venha a acontecer. E em caso de aparecer
uma pergunta 'inesperada', você terá mais confiança em respon­
der, uma vez que você já se saiu 'muito bem ' na(s) pergunta(s)
anterior(es). Com o passar do tempo, é muito provável você não
precisar mais de ajuda de colegas para fazer perguntas no final da
apresentação.

■ Perguntas salva-vidas

Quando estamos em uma pescaria usando um colete sal­


va-vidas, temos segurança. Há determinadas apresentações em
que, devido ao pouco tempo disponível para apresentação, espe­
cialmente em palestras 10 minutos, não é possível mostrar 'tudo'
que queremos. No mar de perguntas, você poderá ser contempla­
do com perguntas salva-vidas, ou seja, aquelas que você terá a
oportunidade de responder através da utilização de slides extras,
preparados para essa eventualidade. Fique bem atento, pois uma
pergunta pode estar intimamente relacionada a algum slide espe­
cial que você gostaria de mostrar durante a apresentação. Quan­
do isso ocorrer, tire bom proveito desse slide salva-vidas, dizendo:
Boa pergunta! A propósito, tenho um slide que poderá esclarecer
esse questionamento...”

■ Perguntas com moderador

A presença de um moderador em um encontro facilita a


apresentação. É ele quem:

► Introduz o título da palestra (portanto, não repita o título


quando chegar diante da platéia; simplesmente, tente parafra
sear o título)

► Fala seu nome (assim, não chegue diante do público e diga:


Meu nome é fulano)

► Determina o número de perguntas e o tempo para essa etapa.


Com um moderador presente você terá mais tranquilidade na
apresentação.

■ Perguntas sem moderador

Se não houver moderador (geralmente em encontros infor­


mais) explique logo no início, após apresentar o título de sua pales­
tra, que as perguntas serão respondidas no final da apresentação.
As perguntas feitas durante a apresentação devem ser evitadas,
pois podem quebrar o flow. Apenas em ocasiões informais, permitir
que as perguntas sejam feitas durante a apresentação facilita a
participação da platéia.
Vn o t a s
Recursos visuais
Durante a década de 80 o retro-
projetor era o recurso visual mais utiliza­
do na apresentação de trabalhos científi­
cos, cedendo lugar para o inovador
projetor de slides. Lembro-me de que o
professor falava que era importante cada
um possuir seu próprio carrossel e pre­
parar os slides com antecedência para
não ter surpresas como, por exemplo,
um slide de cabeça para baixo; mas os
tempos mudaram; passamos rapidamen­
te do floppy disk, para o disquete, CD, e
já se desponta o pen drive. Em termos
de apresentação, o data show domina o
mercado com a utilização dos slides ge­
rados em computador, através de softs
como, por exemplo, o PowerPoint®. Sli­
des convencionais (2 x 2) com carrossel,
transparências, quadro e giz, quadro e marcador ou flip charts são,
também, recursos visuais que podem ser utilizados; porém, a abor­
dagem deste capítulo será para o recurso mais atual.

■ Qualidade profissional

Qualidade é algo sempre bem-vindo em qualquer situação.


Se você está usando um soft para sua apresentação (PowerPoint®,
por exemplo), utilize uma versão atual. Versões muito desatualiza­
das podem conter alguma figura ou formato que pessoas na platéia
irão reconhecer; isto pode parecer que, uma vez não atualizado na
versão apresentada, sua apresentação poderá, também, não estar
atualizada. É a mesma coisa de alguém chegar com um pen drive
e um apontador laser e o próximo apresentador chegar com um
disquete e uma varinha.

A qualidade profissional pode ser vista de longe. Um slide


com background, letras, cores e figuras bem diagramados chama a
atenção, cativa. Por outro lado, um slide desordenado, com falhas
visíveis, não mostra profissionalismo. O trabalho que dá para pre­
parar um slide ruim é o mesmo para um bom; então, melhor é se
dedicar e preparar bons slides.

■ Diapositivo

Neste livro será utilizada a palavra slide como sinônimo para


diapositivo. O slide convencional é aquele material transparente
no qual é projetada uma imagem fotográfica positiva em uma tela.
Esse tipo de slide, não mais utilizado em larga escala como na dé­
cada de 80, é utilizado em carrossel com projetor de slide, sendo
montado em moldura de papelão ou plástico. Neste início de século
XXI o projetor mais comum é o projetor tipo data show\ esse recur­
so visual torna a apresentação mais prática e dinâmica.

■ Fonte

O principal em uma apresentação é tudo o que se vê: tanto


figura quanto números e letras. Portanto, em relação à Fonte:
► Fonte Arial (simples, fácil de ler) ou Times New Roman
► Tamanho: 28 (fonte abaixo de 18 pontos dificulta a visibilidade)
► Maiusculas e minúsculas em todo tempo (nunca MAIÚSCULA
ou minúscula)
► Manter a mesma Fonte (tipo de letra) em toda a apresentação
► Usar negrito para subtítulos

Para você ter uma idéia do tipo de fonte a ser utilizado em


sua apresentação, observe os exemplos a seguir e marque [ X ]
os dois tipos de slides introdutórios que têm um visual agradável:

INTELIGÍíNCI A D,\ AI5ELHA Fonte Times


AFRICA NIZADA {Al1IS MELLIFERA New Roman
L .) E PRATICABILIDADE DO
(maiúsculas)
CONDICIONAM ENTO CLÁSSICO
MATO DE SOUZA AQUINO,PluD.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA
PARAÍBA
DEPARTAMENTO DE
AGROPECUÁRIA
LABORATÓRIO APÍCOLA
Slide 2 [ ]
INTELIGÊNCIA DA ABELHA Fonte Ariaí
\FRICANIZADA (APIS MELLIFERA (maiúsculas)
L.) E PRATICABILIDADE DO
CONDICIONAMENTO CLÁSSICO
ITALO DE SOUZA AQUINO, Ph.D.

Slide 4 [ ]

Inteligência da Abelha Fonte Comic Sans


Africanizada (À p /s m e llife ra L .) e
Praticabilidade do M 5 eA rial
Condicionamento Clássico (maiúsculas e
minúsculas)
Italo de Souza Aquino, Ph.D.

Universidade Federal da Paraíba


Departamento de Agropecuária
Laboratório Apícola

S lide 5 [ ]
Inteligência Fonte S h o w c a r d
af r icanizada (f\ms G o t h i c e f apyrus
e Pr at icabil idade do (maiúsculas e
Condicionament o Cl ássico minúsculas)
^ o u z a /\cjuínoTf h .D *

C jnív e rs ic ia sdepsl: da: p ara íb a


O eparíam ento de /^gropcç-uána
l a b o r a t o j f o ^Apícola

Slide 7 [ ]

O PowerPoint® oferece grande variedade de fontes para es­


colha. Há fontes muito bonitas mas que levam o leitor a 'gastar'
mais tempo para ler e entender o que está escrito. As fontes mais
simples são as mais eficientes e, além disso, não é aconselhável
o uso de palavras apenas MAIÚSCULAS nem o uso mesclado de
fontes. Em uma apresentação é importante lembrar que os ouvin­
tes também são leitores; assim, em relação aos slides anteriores,
nos restam apenas as opções 1 e 3 como as mais simples e que
irão facilitar o entendimento rápido do ouvinte-leitor.
■ Cor

Utilize cores simples para a fonte (background branco: fonte


preta; background azul: fonte branca ou amarela); Evitar a cor ver­
melha, pois ela é imperceptível para quem é daltônico.

■ Background do slide

O material visual a ser utilizado não deve ser pesado em


suas cores e formas nem, tampouco, na quantidade de informação.
Uma seqüência de slides deve conter o mesmo background e a
mesma fonte. Colocar um backgroud para cada parte da apresen­
tação 'quebra' o raciocínio lógico da platéia. Lembre-se de que
cada slide apresentado se torna uma marca registrada para quem
está assistindo a sua apresentação. Mudar o background a cada
novo slide dilui a identidade de sua apresentação. Portanto, em
relação ao design do slide :
► Mantenha a simplicidade
► Apresente um tópico por slide
► Coloque fotos interessantes para que sua palestra
também seja interessante
► Evite o uso de moldura

■ Figuras ou Tabelas: o que escolher?

Qualquer que seja a apresentação utilizando recursos visu­


ais, é muito mais cativante o uso de gráficos (figuras) que de tabe­
las. Sendo possível, elimine as tabelas e mostre apenas gráficos:
é muito mais didático!!! Explique as tabelas e as figuras na forma
impessoal, com frases breves e claras.
■ Figuras

Um dos grandes segredos da apresentação de uma Figura


está na sua simplicidade (Fig. 1), quer seja impressa ou mostrada
em uma projeção. As Figuras se constituem qualquer informação
apresentada através de fotos, gráficos, diagramas, desenho etc.

Uso correto

1h 2h 4h 8h
TEMPO DE EXPOSIÇÃO

F ig u ra 1 - S o b re v iv ê n c ia d a a b e lh a o p e rá ria a fric a n iz a d a A p is
m e llife ra L. e x p o s ta à c o m b u s tã o d e cig arro c o m e rc ia l
Uso incorreto

F ig u ra 2 - S o b re v iv ê n c ia d a a b e lh a o p e rá ria a fric a n iz a d a
A p is m e llife ra L. e x p o s ta à c o m b u s tã o d e cig arro
c o m e rc ia l

A Figura 1 é light. A informação está apresentada com le­


veza; estão apresentados apenas os dados referentes ao eixo X e
ao eixo Y, com legenda incorporada, sem linhas horizontais, sem
fundo acinzentado, sem moldura e sem 3-D.

Por outro lado, a Figura 2 contém as mesmas informações


da Figura 1, porém de forma pesada. É importante entender que o
objetivo de uma Figura é facilitar a visualização do conteúdo apre­
sentado, tanto ao leitor de um artigo quanto ao expectador de uma
apresentação oral. Todos os recursos 'extras' presentes na Figura
2 são desnecessários. Há quem diga que a Figura 2 “é mais boni­
ta... parece mais profissional, mais ciência" porém não se justifica,
uma vez que não há dados no eixo Y-2 que justifique a profundida­
de das barras; não há necessidade de colocar legenda do eixo Y
na horizontal nem, tampouco, utilizar linhas horizontais para cada
dado do referido eixo.

■ Tabelas

As Tabelas devem ser evitadas; no entanto, se é necessário,


você deve ter o cuidado para colocar tabelas simples, com 3-5 co­
lunas e 3-6 linhas.

V Uso correto de título de Tabela (para slide )

Mobilidade dos apêndices: EHB X AHB depois de decapitadas

VUso incorreto de título de Tabela (para slide)

Comparação de percentagem de resposta positiva de mobili­


dade dos apêndices entre abelhas européias (EHB) e abelhas
africanizadas (AHB) depois de decapitadas
(Stillwater, OK 2004)

V Modelo simplificado de Tabela para slide

Mobilidade

Tempo (horas) EHB AHB p-value df


1 98.40 98.40 1.000 1
8 64.80 77.60 0.0254 1
16 28.00 61.60 <0.0001 1
24 5.60 39.20 <0.0001 1
36 0.00 22.40 <0.0001 1
■ Forma

Os slides têm que ter poucas palavras. Utilize 5 a 6 linhas


em cada slide ; evite o uso de sentenças ou parágrafos completos;
o 'palavreado' deve ser evitado, colocando apenas palavras-chave
(o complemento das frases será dado durante sua fala).

■ Conteúdo e transição dos slides

Quando apresentamos um visual, as pessoas tendem a


olhar mais para o visual que para o apresentador; portanto, já que
todos os olhos estarão com a maior parte do tempo direcionados
para o visual da apresentação, é fundamental colocar um conteúdo
de fácil assimilação em uma transição confortável para todos.

V Conteúdo: Quando colocamos um conteúdo (seção) em


cada slide, tudo fica mais claro. É uma forma didática importante na
organização da palestra. Não causa confusão.

VTransição: A transição dos slides não deve ser do tipo 'in­


tegral' (toda a informação aparecendo de uma só vez) nem do tipo
'crediário' (pouco a pouco, linha a linha); esta segunda modalidade
se torna uma tortura para a maioria dos ouvintes.

■ Animação

O PowerPoint® permite o uso de animação. Quanto mais


simples a animação, melhor. A animação que mostra com simplici­
dade o ponto que está sendo abordado, constitui-se em uma boa
ferramenta. Com este recurso se tem melhor foco da platéia e se
evita que espectadores leiam adiante de nós; porém, se deve evi­
tar a transição de slide utilizando-se animação do tipo 'espetáculo
circense', (além de muitas cores, um repertório cheio de novida­
des: figuras e palavras deslizando, pulando, buzinando, explodindo
etc.). Às vezes, é comum ver transição de slide do tipo bailarina: vai
até um canto, roda, sobe e desce, antes de parar no local definitivo.
Esse tipo de transição deve ser evitado, pois causa incômodo na
platéia, especialmente para avaliadores de congressos ou banca
examinadoras, os quais são expostos a dezenas de apresentações
por ano.

Se você colocar uma animação light, como um marcador


que aparece da esquerda para a direita, por exemplo, você deve
ser consistente em toda a apresentação, ou seja, sempre mostran­
do o mesmo recurso.

■ Varinha ou apontador a la s e r: objetos distrativos

Já assisti a palestras em que o apresentador tinha uma vara


na mão, aparentemente retirada de alguma planta minutos antes
da apresentação; isto não é um problema tão grave (é importante
entender que 'quem não tem cão caça com gato')] o fato é que, ter
essa 'arm a’ na mão, estar bem próximo à tela de projeção e não
saber usá-la implicará em que, a cada novo slide, uma batida na
lona da tela causará um barulho distrativo. Esta distração pode,
também, ser sofisticada; basta olhar um apresentador tentando
'hipnotizar' a platéia quando faz círculos com o apontador a laser a
cada slide apresentado. Esses dois extremos servem para ilustrar
o ponto: não distrair a platéia!
■ Aulas extras: como criar apresentações

Você poderá ter aulas extras de como criar apresentações


praticando, em casa, as várias ferramentas do PowerPoint®. Para
maior aprofundamento no uso específico deste soft, há extenso
material disponível, entre eles o livro COMO CRIAR APRESENTA­
ÇÕES (Burrows, 2001) ou o s/te: http://www.iupui.edu/~webtrain/
tutorials/powerpoint2000_basics.html#getting_starte

V NOTAS______
1
I £_? Aparência pessoal
A aparência pessoal não tem
nada a ver com a estatura do apresen­
tador ou preço da roupa utilizada; tem a
ver, sim, com o visual como um todo. A
aparência pessoal está mais ligada à
adequação do traje para o momento;
encontros formais, vestimenta formal;
encontros informais, vestimenta infor­
mal. Há uma exceção, porém, para o
segundo caso. Suponhamos que você
foi convidado para dar uma palestra a
um grupo de atletas, nadadores, ao
lado de uma piscina, em um dia ensola­
rado, com todos os atletas em traje de
banho; neste caso, você deverá evitar
usar um traje de banho e utilizar um tra­
je light como, por exemplo, uma calça
jeans, camiseta e tênis.

■ Utensílios

Os utensílios, adereços (óculos, caneta etc) ou apetrechos


(telefone celular, chaveiro etc.) podem ser armadilhas na sua apre­
sentação, deixando sua aparência pessoal distrair a platéia a ponto
de enfraquecer o impacto de sua apresentação.
■ Vestimenta

Sua vestimenta também fala. Você tem que ter a cara do


encontro. Encontros formais, vestimentas formais. Encontros não
formais, vestimentas casuais. Vestimenta não significa adereços.
Alguns utensílios podem distrair os ouvintes e, de certa forma, da­
nificar sua apresentação. Esses itens, listados a seguir, não têm
ligação alguma com preconceito de vestimenta; são, apenas, ob­
servações importantes para que não haja distração no momento
em que você está apresentando dados científicos.

V H om ens: Nunca ... a) usar camisa aberta


b) usar chaveiro pendurado na
calça
c) usar uma caneta 'popular' no
bolso da camisa

V Mulheres: Nunca ... a) vestir roupas curtas ou trans­


parentes
b) usar colares, pulseira ou brin­
cos extravagantes
c) usar pintura além da conta
d) usar sapatos muito altos (po­
dem dificultar os passos e até
provocar queda)

VH o m e n s e m u lh e re s : Nunca ... a) usar telefone celular


b) roupas com propagandas,
frases estrangeiras ou desenhos
c) deixar aparecer alguma tatu­
agem do corpo
■ Olho a olho

Os olhos falam, também; e falam muito. Quando enfrenta­


mos a platéia com nossos olhos, não apenas com a presença do
corpo, somos mais eficientes naquilo que queremos falar. Quando
você fala olhando para as pessoas, elas sentem mais segurança
no conteúdo de sua fala. Deve-se ter o cuidado para não cometer
o erro de falar olhando apenas para uma pessoa ou para determi­
nado lado do auditório. Qualquer um desses casos levará o resto
da platéia a formular a seguinte pergunta silenciosa: “por que será
que ele não olha para todos?”

■ Entusiasmo

Falar sem entusiasmo é como comer sem sal. Não tem sa­
bor. O entusiasmo é o tempero de qualquer palestra. Entusiasmo
tem tudo a ver com a aparência pessoal. Entusiasmo não é ser
'moleque de propaganda' ou 'palhaço'. Entusiasmo é você mos­
trar que acredita no que está falando. Se você acredita, você pas­
sará isto para quem está ouvindo sua palestra. Já percebeu que
todo bom vendedor tem entusiasmo, tem bom ânimo?

■ Tiques distrativos

O tique distrativo pode ser de dois tipos: físico e oral. Tanto


o físico quanto o oral podem ser corrigidos. Há apenas um único
ingrediente para se conseguir essa correção: humildade. Se após
uma apresentação você receber uma ficha de avaliação e tiver hu­
mildade para receber as 'críticas construtivas', você se sairá muito
melhor na próxima apresentação. A avaliação de uma apresen­
tação científica será abordada mais adiante (saiba desde já que
há, também, críticas destrutivas; essas você deve jogar na lata do
lixo).

V Físico: O tique distrativo físico pode ser apresentado de várias


maneiras, tais como:

► Balançar as mãos para frente e para trás


► Piscar muito os olhos
► Bater nas chaves ou moedas no bolso (homens)
► Ficar segurando o colar ou balançando as pulseiras no braço
(mulheres)
► Ficar colocando e tirando a tampa da caneta

V Oral: Já o tique distrativo oral consiste em repetições de


palavras, tais como:

► Né? ... né???


► Tá certo?... tá certo???
► Certo???... certo???
► Tá entendendo? ... tá entendendo???
► Bem, é, é, é... bem, é, é, é...

Atenção: As pessoas que têm algum problema na fala, quando


apresentam algum trabalho científico, são aceitas com facilidade
pela platéia, a qual entende que a dificuldade na fala não é um ti­
que adquirido. Tiques adquiridos podem e devem ser corrigidos.
Avaliação da
palestra
1 5 0 1 * 5 1 0 Oi j j p g f i
i 5 6 7 B^fjp O J í- 7 asm
iâ& rèw ío o it . 7 & 9 m-
O?t 3 15 6 7 à % íO O I t : - - &9 mí

0 W 3 7-5 :6 7 S 9

(C) FR E D OZANAN / 2007

Toda palestra é avaliada, formal ou informalmente. Formal,


quando há algum tipo de formulário entregue aos ouvintes ou a
um pequeno grupo de avaliadores. Informal, quando viramos para
o colega ao lado e falamos alguma coisa de ou sobre quem ou do
que está sendo apresentado.

■ Alguém está vendo

Não há escapatória. Alguém está vendo! Logo, em uma


apresentação é sempre bom termos postura de que está sendo
avaliado; imagine, toda vez que falarem encontros científicos, que
ao final haverá um prêmio. Se você tiver esta postura, com certeza
haverá maior empenho e desempenho na sua apresentação.
■ E se tiver prêmio?
Se houver algum prêmio, título, ou coisas desse gênero, que
bom! Se não, com certeza você será premiado, pelo menos, com
uma boa salva de palmas. Ser bem aplaudido ao final de uma apre­
sentação também é um prêmio.

m l j& m h

Pele
cie L ini g
ni g v l n ^
iIWBranch Pivaldant

; a- ,|s

F ig u ra 3 - C e rtific a d o re c e b id o p e lo a u to r p o r te r c o n q u is ta d o o
1o L u g a r por a p re s e n ta ç ã o d e p a in e l e m e n c o n tro
d a E n to m o lo g ic a l S o c ie ty o f A m é ric a (E S A ), e m
O k la h o m a City, O k la h o m a , E s ta d o s U n id o s, em
1997
F ig u ra 4 - A u to r (c e n tro ) re c e b e n d o os p rê m io s , 1° e 2 ° lu g a re s , p e la s
a p re s e n ta ç õ e s e m p a in e l e o ral, re s p e c tiv a m e n te , d a s m ã o s
d o Dr. J a m e s A . R e in e rt (e s q u e rd a ), p re s id e n te d a c o m p e tiç ã o
do 4 5 ° E n c o n tro d a E n to m o lo g ic a l S o c ie ty o f A m e ric a (E S A ),
S o u th w e s te rn B ra n c h , e d o Dr. P e te L in g ren (d ire ita ), p re s id e n ­
te d a E S A /S B , e m O k la h o m a City, O k la h o m a , E s ta d o U n id o s ,
e m F e v e re iro d e 1 9 9 7
Formulário de avaliação de palestras

FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO

APRESENTADOR:________________________________________
AVALIADOR:_____________________________________________
Muito Bom Bom Regular Fraco

INTRODUÇÃO
Assunto introduzido de maneira eficiente ( ) ( ) ( ) ( )
Gerou atenção da platéia ( ) ( ) ( ) ( )
Comentário:

ORGANIZAÇÃO
Apresentação foi bem organizada ( ) ( ) ( ) ( )
Apresentação foi fácil de acompanhar ( ) ( ) ( ) ( )
Desenvolvimento lógico do assunto ( ) ( ) ( ) ( )
Comentário:

CLAREZA
Assunto foi apropriado para um seminário ( ) ( ) ( ) ( )
Nível de apresentação foi apropriado ( ) ( ) ( ) ( )
O palestrante foi suficientemente audível ( ) ( ) ( ) ( )
A pronúncia do palestrante foi clara ( ) ( ) ( ) ( )
Comentário:
Formulário de avaliação de palestras (Continuação)

Muito Bom Bom Regular Fraco

CONCLUSÃO
Houve conclusões apropriadas ( ) ( ) ( ) ( )
Comentário:_____________________________________

PREPARAÇÃO
Familiarizado e confortável com o material ( ) ( ) ( ) ( )
Background da pesquisa foi suficiente ( ) ( ) ( ) ( )
Comentário:___ ________ ___ ___________

PERGUNTAS
O palestrante respondeu as perguntas ( ) ( ) ( ) ( )
As respostas foram dadas com confiança ( ) ( ) ( ) ( )
Comentário:___ ___________________________________ _______

ÁUDIO-VISUAL
Com qualidade profissional ( ) ( ) ( ) ( )
Números e letras foram legíveis ( ) ( ) ( ) ( )
Gráficos e tabelas foram eficientes ( ) ( ) ( ) ( )
Compatível com a apresentação ( ) ( ) ( ) ( )
Suficiente (sem exagero) ( ) ( ) ( ) ( )
Comentário: ____________________________ _
Formulário de avaliação de palestras (Continuação)

Muito Bom Bom Regular Fraco

APARÊNCIA PESSOAL
Aparência pessoal apropriada ( ) ( ) ( ) ( )
Apresentação “olho-a-olho” ( ) ( ) ( ) ( )
Mostrou entusiasmo na apresentação ( ) ( ) ( ) ( )
Palestrante mostrou algum “tique” distrativo?( ) Sim ( ) Não
Em caso positivo, explique:__________________________________

Comentário:

AVALIAÇÃO GERAL

Comentário:
Painel: formato de
um resumo
O Painel é uma modalidade de
apresentação científica que envolve
dois tipos de apresentação: primeiro:
visual, como o conteúdo está disposto
naquele banner (mural); e segundo: a
fala, como o apresentador do painel
apresenta os dados. A seguir, mostra­
rei dois modelos de painel que você
pode adotar em suas apresentações e,
a partir desses modelos, você pode
inovar, aplicando suas próprias idéias.
O primeiro modelo é através de um
banner, produzido a partir do Power
Point®. Este software é versátil e você
pode tanto preparar slides para uma
apresentação oral como um painel; o
segundo, é um modelo mais antigo,
porém eficiente, feito através do Word®,
ou qualquer outro editor de texto.
■ Como preparar um painel no PowerPoint®

Quando você tem um painel para apresentar em um encon­


tro científico, é muito provável que você já tenha um resumo do
trabalho (que, por sinal, já deve ter sido aceito para publicação nos
anais do encontro). Neste caso, tudo fica mais fácil. Basta você
importar o resumo, na íntegra, e colar no template do PowerPoint®;
a partir daí, você vai expandindo, pouco a pouco, cada seção e, em
minutos, terá seu painel pronto.

Esses são os passos que você deve tomar para preparar um


painel através do PowerPoint®.

Passos:
1. Clique em -*■ novo
2. Clique em -► configurar página
3. Vá para orientação e escolha -*• retrato e clique OK
4. Clique em -*• Exibir, depois clique em zoom, escolhendo -*•
100% (ou mais)
5. Vá para o processador Word® ou similar e copie separadamente
cada parte do que você já tem escrito (Resumo, Resumo
Expandido, Artigo)
6. Cole cada parte no slide do PowerPoint® e verifique, através de
um zoom de 50% como fica o layout
7. Tamanho da Fonte:
7.1 - Título: 14 (apenas a primeira letra tem maior tamanho: 20)
7 .2 -A u to r: 12
7.3 - e-mail\ 12
7.4 - Subtítulos (Introdução, Objetivo, Material e Métodos etc): 7
7.5 - Texto de cada subtítulo: 5
7.6 - Figura (texto): 5
8. Estilo da Fonte:
7.1 - Título: Negrito
7.2 - Autor: Normal
7.3 - e-mail: Normal
7.4 - Subtítulos (Introdução, Objetivo, Material e Métodos
etc): Negrito
7.5 - Texto de cada subtítulo: Normal
7.6 - Figura (texto): Normal
7.7 - Maiúsculas e minúsculas: Sempre (os exemplos a seguir
para o Título, porém, mostram o estilo MAIÚSCULAS; esta
exceção se aplica apenas ao Título, observando-se que
há um aumento no tamanho da fonte das primeiras letras
de cada palavra com mais de três letras; ver item 7.1)

9. Salve em disquete, CD ou pen drive o seu arquivo do painel e


leve para alguma gráfica ou papelaria que disponha do serviço
de impressão de painéis. Você terá a opção de imprimi-lo em
pelo menos 3 (três) maneiras: lona, laminado ou papel. Verifique
a qualidade de cada um, analisando com cuidado seu orçamen­
to e o tipo de encontro em que seu painel era exposto. Cada tipo
de painel tem suas vantagens e desvantagens.

■ Painel (inteiro) em lona


► Vantagens
1. Prático na hora de expor (abriu, pendurou e pronto)
2. Maior durabilidade (pode ficar exposto em um laboratório, por
exemplo, por vários anos após a apresentação)
► Desvantagens
1. Mais caro em relação ao painel de papel

■ Painel (inteiro) laminado


► Vantagens (as mesmas do painel em lona)

► Desvantagens (as mesmas do painel em lona)

h Painel (inteiro) em papel


► Vantagens
1. Prático
2. Mais barato em relação ao painel de lonaou laminado

► Desvantagens
1. Pouca durabilidade
2. É necessário um tubo de papelão para proteger o painel
■ Modelo de painel usando o PowerPoint®

E feito da C om bustão de C ig a r r o C o m e r c ia l
no V ig o r e S o b r e v iv ê n c ia de A belhas

O p e r á r ia s (A p is m e in te r a l . ) 1

I.S. Aquino2 , C.l. Abramson3, & A.C. Fernandes2


italo.aquino@pq.cnpq.br
Introdução Resultadose Discussão
A Rgura 2 nBStm eexBalada prebáscidede
Virías A irJeljèrca cm a te ia s c p s riiiu deA mfSthia L teçasB 8 heras s
gfrlosnrsdii fcrn a is daseniol/iSes nesses iStncs 10 a rrtu iã o d e c ig ire m m sckl. Itts^etgeeasabdhB
ervas E s trta jxelinirvares ®m abslras aíop-áss. FErta-.ceoB so G in»'seroójanB' Stetamisne
irctarn e s u its lls s do ginera Apis em ja rd a psdCTnens rcrnuloom rebjito i extensão da
polares!jarssererr d£'m atebarim ir c-srsestLCJsoIxe p o te s ó is e n a n a qie as ta rs se pessaiamem
o stoolsrro. G 3psn>ita2o em » e !n g a iin rà d s s rebpos-o mies coseperinerja. O GruM‘ oori cigarro'.
f.^jis melírfes L.) taro sido iararrena esbdsts tccs>i3.B\e tone respeets mitlrre emrétscão áeasnsâs
(ASRM.50U et ai. I&s7a; A5RAMSCt i et il. t557k a protes s : ess s üner e 0fererida htoB-sederreneira
A£RAM.SGN=t d. í5S7e)e estudos cfcsa ra u ra s ám d s tírs s irJiiã-.ds co c^in o sotjeo PERemsbeltas
&;oadirs-dosa aspeasspratos, C s o m s afflcáo A operáns s - B r.ia a s . S pese e l ^re s ip re s mm
iih e s operárias a rsftçsrsnei (AGUlfü & ãfetertes cnpçs i» es (eg. rreioi ou trensr ecr de
ASPAHSOr; 1S5í; ACUUÍO, -.5=5, ASRMSON et 3l rsiocr.s e sbsüêoi'cossrr,ir.(usncttr o an e o a n e n o
1057;), perftmss(A3RA>.{SGNetal l£S7s SILVAet ei a s stslhis s esím ias jrvosndi3orsnBs(E^ a n e , por
!5S3ai stsrfi ds dcSBdcrarbs , s fc a .s B ie diamptos da eençfcj, 3 ggsase Açsras 25!4 àsabefras a»==s?
iso fD fliir (EILVAstsl !55=2.t). 0 roé&S to RgflSJO g-u» Dnseguõam sdbreuer ao eses a rs rb a s (iom
s E its rs ; ã Frcfasoís {F iR } em BSB5 to ojsTn). D sa serran scB r.es. renhuna espandeuao
trr.iiiir.a m s r.n dá-aco (CC) ton ainda fevsto F ia is t-V s ã o la a a ta a sa (iáatQ -ajm ctilaos s jrs re estruíos iü s õ lo s (R j 4). S-buseregurgtsrrenDdo
pesstlsedaes a p c p r urr. bi3-sn»o alBitaüvs Fera p a r a m b a r o c i p r s a n c c t o is b o . airrsr.Bcfersol±i etieneo e e s , 30fir a lís a
toteeeãa to s s a de ateta siderada uülfcavto abelhas seoairTEt», edsa s ±=has ® g^so COM CIGARRD
cperãria (AQUUOst al. i5 £ ) a zangões {SILVA et al já ssa sn rn e rB i. Essconp^rB rerB sapresenB ás
300), abm s b l z s BrrzE-tonertais de tsierártoa o m m asateüas» G tu p )'a itrcg 3 m j:rp R
êóeka a tc im to a Encaratras has (ASRAMSOIJet regjgiBnentoeEDbiaàvàica nosusm qifi o ó ja ra s m
d ISSSfi). z(;a IrrportanE p e ea BJL e Carato. Os a.-itostidBm irAliÊRcis dra s résss crgjrisrtos
stu to s * CC, s » ic : tosse inido de de s t ib XKt. EsI leis con CCem atsite; utbardo oi^no -oucuro
B rio a ferberaa de sai direBiavatos para s s s b í poásto de B a irro - podem assm, atrir um Ue; u= ds
pratees, tal corro a atatwtode de ste lh e arism am s opcrtuiidatfesde iniestjsçôas dará ia s ssm cucos
a r it ig n ilu (Akarnson et a l iSS7c(. s s ra v w s I ndlindo serei hurares.
O ogzroèum proiuD cBnsnvdopa niitões s
p u jM stn > tsío so 5 ® i*i» rU M Ío B r.i*sco ca n D um
to s rra o te s is a ® r s de dneet de pubso * cóaaa.
Sõ ro Brasil, a r a * 0 1 rrih ò e s to p s s s s s lo vendas Conclusão
x> mnauno da c ^ n o {N e i* 2031. R i ssatislicss s 1. A tE hasspeiiriassíeariadB (AQA){4pismelirar3
a s s i±rde deirísiaeo Bbeglsntipois ts ra s rs is 10 L ].q ia n n e ip o n â corrtisâo a cijsno a n e ro a l
sisa to toda an aQuis lugares do pás {Dns et sl tin o rs te o a e « s n s S o *p ro b á s d *(F 3 r) a^odo
ZOO) Seus testas « niretre s a tsrso , sso F iju s Z - Visio s í 3 » a n b á 2 0 3 confer.33 0 suporS psra emesBsde Cordiaonaneno Dá=ioo (CC).
resportoLes rela topertílraia qu-e o cigarra s is a nas c ig in a .C ra s c s 4 I o j s r o s p o a m s r vetes 33 tir.cci
LES35S. Ce fcrrantei que btscsr. nsis 2 Úto tsrSm 2. A& etreu4rcs a AOAe e iç c s a s i e o rtis tia de
15330 vice doogatro, 0 qte pode à n ru ir os ris»s a ergere core rea lp toras) i á ^e ra s 3 M .
rX're em geral - czdinfEeutares 5 e s p ra ia , por
exsrrplo - 'em OI1.» ■ nora por â t e r em elé &f%
tTistseOro^.
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Objetivo A57AM5DH C l; ACUtO . L S. SsíavOial S utíesof
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F fa C £ ,j. U Sorra preUnrary;bdas on Ira abiityof
A m ebdàojs a snp E psa t ji de s a .® anões a ib s ic s d toneybèes (Ap» mtbfen L ) to B b rie a li
rrÈloiasiiDfflsEHpcirASRtilSONEl st. (tã íís : J557b) tenperaure whst pbced úsds s ra i^ ts to r.
co m a ie its cp srã rá sa tcsró ía sa p r/Q A N G e t^ Psychologejl Reporte. v.St. 9 . 707-7IS. 1S7b.
(15555. ftsm uttcaSãsAO (raiaene) sbaka
s H s n ts B s iA p s m e lfe s L .} fcnse-i ^ ã tetoAçanom ASWiSPtL C I ; ACUNO. I. S . A S fa iO . 6.A.;
ia to a á n aAacote ÇJJ da U riv a s Ü ^F e te s Iria FRJC, J.R U qfR C ê. J.M.The atraaonotabaneed
ra ra ^ {IF rS }. As s íb Ub s bran sfe te â sã s t ho rs/ta ss (ApisimBifanl.) D s tld iiris snd pertona.
srrrartaás e sjçs áiErdsias jeIs n a d ã (õa * R n ia 2—Bestsãdds trobéssísdaãbebáoperáaastjsantsíâ L etteag
à rpiróistãa de cgaro mrrersaL The Jo u n d o<General Psychology. v. 124. rt 2.
A^ós a S (h ra . a a ia la s b ramaJacadB p. lO SiSI. I597e-
ircivdialrrerteem iasoosde vÈàoe õcorCioousB sa
nata te o ria ü-tngáa pataótrnénca. E m se^tíá. as ASRAWSDH C L: AC U fD . IS ; Ríí.tALHO, F.S. The
A e h ts bram bBdasK) L s b js o é Apceta (LA) ss elsadinsecSàt&on^frirgm thaaêisiàitoneytee
L F rí. sendoasboaias-bjospêsa ® m in s s -e m (Apis ralbfea L ). A c húes (á Erv em nentd
tito e ce ra u l ^nanarÉTV) P A m & ácra x t.O cm SIn C tJtam inatinnandTosicofcigy. v. 27, p . 513-25 1535.
de ò s n e ro l sfcssso o m tE íá s v a O ^rm )
T i R . a q £ t fc<c o b a ia ro B g 'Á e rn e u b é a eo ACUU-C. I Sq A5V4ÍSON C. L A g ii^ s e on ire
ó t£ i cbserrtrtia s ê x ia popresuporAõPAllSCIt a s o ra a v e i^ o fs o ã á in te B rena^ese. b:THRTEBÍTH
a. C,;57s) O víiueeas x e D a s e m s iiç n ^ s p0 ANKUA. CF50PA5PFtlfG R S £ A R C H C O hg = ^C £
± e h í3 s d s ) GrotP t; Dgaod:G nM 2i S tm C g ito . t S5. O isto n s C ty O ibboris rsvcAesttàatori 1535 p.
O a TyFDdeibehasfsieobsddsobeuRB BbdeB
de nsaira, tiiia n A -e e rra isa d e iT ie d il* ra taseds
tsd a tb s p e a b a sa .A se b e b u btam oeQ tB siE b ACUSO, L S. F n è o s s ispansa o f ta re y toe {Apis
rranhi (7ÍÚ frs) aV renaa* cem eoh£Ío s ig .1 epo metifera L ) b s it ãinte. b : SCUTHWS735N SRAtCH
r ( t:l> ié a s a r e i» e e iB iíS u h s após 447H A íffüA i. UHSTíC. 55=5. C sb s ER onekgial
*>. C tfa r.B ib s e a B te esatelrasde Socet/D fA r a is . S S . p tõ .
gua»t.a • barosobodôs en a n s de lü s tí»
lepSdtu
, anx t^ m x r.fc ro ) re rfiro u -s e a á
íco m d a io n fd ® (As) emesdeexcerrisde.
> (l,& rre )» w u (sras to » tB geset. tb Arjradedmeitos
aiido . b i colxiedD um djsno ta n s ra il em Z Cm aitolbcênzldsD saR VBhtnEnaG efitiooe
' iO o rc :ò S ía v rjp 3 a a ra ,id 8 rç ÍD Íê
T B to ò g a (Q Fs), SraaS
íir e r à ui a o s *re . O extenners Bvea
cureção dsô tera.A o ièrm ro á a rb ^ lia d s c s a
—aessiístiesdopereiao. temtémsm * beniaisiatA geenerx OMatoroa State Lhi.asty(USA)
. U6C3U-5«41 c ^a n sB u a o B b ib o and U iversisde F bdeB ldsraaibeprE i)
TEUPO DEEXPOÍ^iO
SebtEo^eéasnebsiB !.2 .4 e S 1C telum aStas Urivesity{OSL). USA
3Ç33 ínârédt^dasebebg.s& yiriio ‘ (hiweeÉie^ Fscesl B Faraba (LF R ). Cep» de
no ã õ íã á i snes sb BsB. ToBízaj- Ftgna 4 - ScfciEráánca a abtLha efErâá s tc a ris le Aps mgffes L sposJSB mrròusss
de eipttscBTEiáãt Agispeoísra. &asil
; esEsenb) ots!>aç2ã(40 s e íle s
an24 fe iB É a ^.
■ Como preparar um painel usando o Word®

Preparar um painel utilizando o software Word®, é simples;


basta colocar cada etapa da apresentação em folhas separadas
(A4) e depois recortar, colar em cartolina e laminar. Até o final do
século XX era mais barato fazer esse tipo de painel do que em
plotter ; hoje, porém, o custo é o inverso. Dependendo do conteúdo
da apresentação, painel confeccionado nesse estilo pode ser bem
apresentável.

Esses são os passos que você deve tomar para preparar um


painel através do Word®. Passos:

1. Clique em novo (Novo documento em branco)

2. Clique em -*■ Arquivo; em seguida clique em -*• configurar pági­


na; depois clique em -* paisagem. Todas as páginas ficam me­
lhor quando impressas com orientação paisagem ; é possível,
também, intercalar orientação paisagem com retrato; neste caso,
as páginas de Título, Figuras e Tabelas, podem ser impressas
em paisagem e as demais partes do painel (Introdução, Objeti­
vo, Material e Métodos, Resultados e Discussão, Conclusão e
Referências) em retrato

3. Clique em ->■ Exibir, em seguida clique em -► zoom, escolhendo


-> 50%; com esse zoom, você tem noção do tamanho da folha e
como está a disposição do texto

4. Comece com a primeira folha (documento em branco) digitando


o Título, Autor(es) e Afiliação
5. Clique em -*• Arquivo ; clique em -♦ configurar página e, em se
guida, defina as -*• margens (quanto menor, melhor); geralmen­
te, as margens de um novo documento em branco são: 2,5cm
para as margens superior e inferior e 3,0cm para as margens
direita e esquerda. Para melhor aproveitamento da área do pa­
pel, escolha margem 1,0cm para todas as margens

6. Considere, por exemplo, um painel com o seguinte título: Bio-


ensaio alternativo para se detectar cera de abelha (Apis mellifera
L.) adulterada

7. Observe, agora, como fica esse título quando digitado em um


documento em branco, com as instruções até aqui apresenta
das:

Bio- E nsaio A lternativo P ara


se Detectar Cera de A belha
(A p is m ellifera L.) ADULTERADA
ítalo de Souza Aquino, Phl>.
Dep. .Agropecuária. Universidade Federal da Paraíba
i la Io .a > q iu in & @ p q .c n p q .b r

Charles I. Abramson, PkD.


Dep. Psycfaology& Zoology, Oldaboma StateUniveráíy, USA

Mark E. Payton, PkD.


Dep. of Sfatistics, Qldaiuama State; University, USA

8. Depois que imprimimos o Título, Autor(es) e Afiliação (e-mail


apenas de quem está apresentando o trabalho), o painel come­
ça a ter forma
9. A fonte utilizada nesta folha de rosto foi: Times New Roman
(pode ser Arial)

10. Os tamanhos das fontes foram:


VTítulo: 36 (as primeiras letras de cada palavra com mais de
três letras: 44)
V Autor(es): 24
V Afiliação: 20 (e-mail: 18)

11. Desta primeira parte do painel produzido no Word® ainda falta


um detalhe muito importante: uma moldura. A moldura nada
mais é do que uma folha de cartolina (de cor escura, preferen­
cialmente). A folha de rosto deve ser colada em uma cartolina,
deixando-se uma borda de 0,5cm de cartolina de cada lado da
folha. Após marcar com lápis grafite essa moldura, devemos
fazer o corte com tesoura ou estilete. O uso de cartolina preta,
lilás ou laranja escuro, deixa o painel com excelente destaque

12. Observe, agora, como fica essa folha de rosto com a moldura
de cartolina:
i-------►Moldura
^ i
Bio- E n s a i o A l t e r n a t iv o P a r a
se D e t e c t a r Ce r a d e A b e l h a
(Ã pis m e llife r a L.) ADULTERADA

ítalo de Souza Aqmno„ PhD.


Dep; Agropecuária. Universidade Federal da Paraíba
itaio.aqpiflo@pg.mpq.bf

Charl es I. Abramson, Ph.D.


Dep. Psychology & Zoology. Oklafaoma State Uriversity. USA

Mark E. Payton, Ph.D.


Dep. c f Statistics. Oklafaoma StateUniversiíy. USA
13. Essa metodologia deve ser seguida para todas as demais par­
tes do painel; cada etapa em folha separada

■ Painel no Word® impresso em folhas A-4

► Vantagens
1. Não é preciso tubo de papelão para proteger o painel
2. Cabe dentro da pasta do congresso
3. Fácil para tirar cópias e entregar a pessoas interessadas
4. Alta durabilidade (se laminado)
5. O layout de apresentação pode ser mudado uma vez que
cada seção é separada
6. Baixo custo para confeccionar (se não for laminado)

► Desvantagens
1. Pouca durabilidade (se não for laminado)
2. Mais trabalho para expor no local da apresentação (cada
parte tem que estar bem alinhada para se ter bom visual)
3. Se laminado, torna-se caro

■ Dicas gerais para apresentação em painel

► Painel eficiente tem o foco em apenas 1 (um) tópico


► Dimensão mais comum para painéis: 100 cm de largura x 120
cm de altura
► Tamanho da fonte do texto suficiene para leitura a 2 metros de
distância (exemplo: tamanho 30)
► Mínimo de texto por seção... mais figuras
► Figuras quanto mais objetivas (didáticas), melhor (até 6);
► Usar Título, Autor(es) e e-mail do apresentador com logo da ins-
tituição ao lado do painel, ou Título, Autor(es), Universidade, De
partamento e Laboratório
► Leve o 'kit painel' para o encontro: tesoura e fita adesiva

120 cm >

F ig u ra 5 - D ia g ra m a d e um P a in e l p re p a ra d o no W o r d ® im p re s s o e m fo lh a s
s e p a ra d a s ; o b s e rv e a d is p o s iç ã o d e c a d a fo lh a , s e g u in d o a m e s m a
o rd e m d e u m a rtig o cien tífico (1 a fo lh a: título; ú ltim a fo lh a: re fe rê n ­
c ia s ou a g ra d e c im e n to s )
F ig u ra 6 - M ia Z o ln a , o rie n ta n d a in te rn a c io n a l (V a s s a r C o lle g e , N e w Y o rk )
d e s te autor, a p re s e n ta n d o u m p a in e l n a U n iv e rs id a d e d o E s ­
ta d o d e O k la h o m a , E s ta d o s U n id o s , 2 0 0 3 , [L ig h t L e v e is in
C la s s ro o m s a t th e F e d e ra l U n iv e rs ity o f P a r a íb a a t B a n a n e ira s
(U F P B ) in N o rth e a s te rn B ra zil]. N o te q u e a m o ld u ra (lilá s ) e s tá
e m a p e n a s d o is la d o s d a fo lh a b ra n c a im p re s s a . E s te p a in e l
e s tá m o n ta d o n u m a e s tru tu ra d e c o r p re ta ; a s s im , o c o n te ú d o d o
p a in e l fic a b e m v is ív e l, c o m g ra n d e d e s ta q u e . ( h ttp ://fp .o k s ta te .
e d u /m e la n is /re u /R e u 2 0 0 3 w e b p a g e .h tm l)
V NOTAS
R

V / Erros mais
freqüentes

Estes são os erros mais freqüentes que encontro nos alu­


nos durante apresentação em trabalhos científicos. Muitos desses
erros são, também, encontrados em alguns palestrantes famosos.
Há duas categorias de erros: erros do caráter do apresentador; e
erros de apresentação. Observando os erros de outros, podemos
detectar se há algum em nós e, com desejo de melhorar, corrigi-
lo.

■ Erros (do caráter) do apresentador:

1. Falta de humildade: este é o maior erro.


Com poucos minutos de apresentação é pos­
sível detectar se a pessoa é humilde. Se ela
souber dissimular durante a apresentação,
com certeza durante a fase de perguntas esta
falha virá à tona. Não somos donos da ver­
dade. Como seres humanos, podemos falhar,
aqui e acolá, mas se exercermos humildade
para reconhecer o erro e desejar corrigi-lo
(melhorar, aprimorar), com certeza estaremos
trilhando caminhos de excelência na vida;

2. Indolência: há muita coisa boa disponível


para qualquer estudante que deseja quali­
dade acadêmica. Se, porém, há preguiça na
busca de alvos, não haverá vitória. Não adian­
ta apresentar um trabalho sabendo que, ao
final, você pedirá desculpas por alguma falha.
Se você vai apresentar um trabalho sabendo
que haverá desculpas ao final, é melhor corri­
gir o erro antes;

3. Pouco investimento: há vários trabalhos


acadêmicos de valor. Tenho visto pesquisas
de alunos muito interessantes; porém, quan­
do apresentadas não correspondem ao valor
do que está sendo pesquisado. Já vi apresen­
tação com retroprojetor cujas transparências
tinham sido utilizadas em outro trabalho e o
aluno tentou remover a impressão a laser com
algum solvente, ficando a transparência com
manchas. Durante a apresentação eram visí­
veis as manchas do que já havia sido impres­
so antes. Sou 100% favorável à reciclagem; é
um hábito para a preservação na vida do pla­
neta. Por outro lado, sou 100% desfavorável
a quem é mão-de-vaca'. Há projetos de pes­
quisa, até de alunos de pós-graduação, sem
encadernação, apenas grampeado ou com
um clips, e com impressão quase invisível,
dando a entender que foi impresso no modo
econômico ou que o cartucho estava vazio;

4. Cheaar atrasado: para encontros científi­


cos, chegar atrasado não significa chegar 1
minuto após o início de sua apresentação
(isto é perder a apresentação). Chegar atra­
sado em encontro científico significa chegar
alguns minutos antes (10 a 20 minutos, é che­
gar atrasado!!!). Para uma apresentação de
trabalho científico ou uma palestra em semi­
nário, como palestrante convidado, é neces­
sário chegar pelo menos 40 minutos antes.
Chegando com antecedência, não há trans­
torno; você fica mais inteirado do ambiente,
sabendo a quantidade de pessoas, quem
está coordenando e quem está no controle
do som, das luzes e da projeção. Saiba que
é importante ter tempo para você descarre­
gar o CD ou pen drive de sua apresentação
no computador da sala de projeção (para que
a leitura da memória ram seja mais rápida);
além disso, chegando mais cedo você ainda
terá tempo suficiente para ir ao banheiro.
■ Erros de apresentação:

1. Nome: Na maioria dos congressos o coordenador anuncia o


nome de quem vai apresentar o trabalho.

ERRO: Ao chegar diante da platéia, o apresentador do tra­


balho diz: “Meu nome é fulano e vou apresentar blá biá blá...”.

► Se seu nome já foi anunciado, não repita;

2. Título: Semelhante ao exemplo a n terio r;... o coordenador anun­


cia o título do trabalho e o nome de quem vai apresentá-lo.

ERRO: Ao chegar diante da platéia, o apresentador do tra­


balho diz: “Vou apresentar o trabalho intitulado blá blá blá...”.

► Se o título do trabalho já foi anunciado, não repita;

3. Sentimentos: Não somos máquinas; somos humanos e expres­


samos sentimentos. A maior parte desses sentimentos pode ser
controlada, especialmente quando se trata de uma apresentação
técnica, científica, de apenas 10 minutos, com pessoas que, na
maioria das vezes, não conhecemos.

ERRO: “Estou muito feliz em estar aqui, emocionado de­


mais, pelo privilégio de estar diante de tantos cientistas que conhe­
cia apenas em livros e blá blá blá...".

► Se for uma apresentação de 50 minutos, em uma conferên-


cia onde você é o orador (palestrante) principal, você pode mos­
trar seus estudos e colocar umas 'pitadas' de sentimento durante
a apresentação. Há tempo suficiente e você é 'dono do pedaço';
mas, em encontros científicos onde você é apenas 'um ' na multi­
dão de trabalhos a serem apresentados, não há espaço para ex­
pressar sentimentos;

4. Respostas: O apresentador de um trabalho científico tem que ser


meio 'diplom ata' nas respostas. Quando as respostas abrangem
a área política, deve-se ter cautela para não se dar respostas polí-
tico-partidárias nem se deve proferir palavras que mostrem algum
descontentamento por administradores da universidade, governan­
tes (prefeito, governador, presidente) ou qualquer político ou autori­
dade de qualquer esfera.

ERRO: “Esta pesquisa não foi realizada em sua totalidade devido


aos corruptos blá blá blá que não repassaram o dinheiro do projeto
e portanto, blá blá blá...”

► Há sempre pessoas favoráveis a quem você critica. Critican­


do alguém ou alguma instituição, você irá deixar pessoas feridas
na platéia, além de uma imagem negativa de alguém 'cheio de re­
voltas'. O que você pode falar, se for realmente necessário, é algo
assim: “Uma vez que os recursos não chegaram a tempo, não foi
possível realizar a segunda parte desta pesquisa.”
Vn o t a s
Problemas mais
freqü entes

Mesmo em congressos de alto nível pode ha­


ver problemas durante a apresentação. Alguns
problemas você pode resolver, outros, não... fogem
da sua responsabilidade... assim, “não é da sua
conta.”

Problema Solução

V Slide de cabeça para baixo Nenhuma; não há tempo para


retirar o slide e colocar na
posição certa (o jeito é pedir
desculpas ou usar um pouco de
humor para justificar o erro). Se
você ainda utiliza o carrossel,
verifique cuidadosamente cada
slide antes de sair de casa.
V Tosse Tome um ou dois goles d’água.
Certifique-se de que há água
dis-ponível no púlpito antes de
sua apresentação. Há encontro
em que não há água disponível.
Assim, não custa nada (apenas
poucos centavos) você levar sua
própria água.

V Pouca luz no púlpito Para apresentação de trabalho


científico (palestra 10 minutos)
isto não é problema, pois não se
admite leitura para esse tipo de
apresentação; porém, para pa­
lestra 50 minutos, é importante
ter luz suficiente para uma leitura
breve de algo relevante (se ne­
cessário). Neste caso, fale com o
coordenador do evento antes de
sua apresentação.

V Nenhuma luz Caso haja um blackout: Não en­


tre em pânico; a culpa não é sua.
Em encontros de pequeno porte,
durante o dia, é possível abrir
as janelas do auditório e ter luz
natural. Caso o coordenador do
evento queira continuar com o
evento, mesmo sem eletricidade,
não entre em desespero; neste
caso, você terá que falar sem
microfone. E os slides? Antes de
falar sobre os seus slides tão bem
preparados, lembre-se: não há e-
nergia elétrica, a culpa não é sua
e niguém vai colocar a culpa em
você. Bem, de volta aos slides...
como você já deve ter praticado
sua palestra, fale para a platéia
imaginando cada slide que você
iria mostrar. Caso haja alguma
lousa disponível, apresente algum
diagrama ou algo relevante de sua
pesquisa, mas não se detenha na
lousa durante sua apresentação.
Lembre-se: há pouco tempo dis­
ponível. Mais um lembrete: os
avaliadores do congresso não irão
penalizar sua apresentação por
causa da falta de energia elétrica.
Eles saberão fazer a devida com­
pensação.

V Queima do projetor Há duas soluções: A primeira é


esta: o moderador fornecerá, em
poucos minutos, um novo projetor.
Você será poupado de pedir des­
culpas, pois a culpa - se houver -
será dos organizadores do evento.
Se este evento não for bem orga­
nizado, não haverá outro projetor
e o sucesso de sua apresentação
ficará em suas mãos (como desde
o princípio). Neste caso, você en­
trará em cena (e você já está, é
claro) com a segunda solução ou
'plano B'. Este plano é simples: re­
tire de sua pasta transparências de
sua apresentação original e comu­
nique ao moderador que você uti­
lizará um retro-projetor. Podemos,
ainda, considerar que tal evento
não é de primeira linha e que não
há retro-projetor disponível. Neste
caso, toda a platéia entenderá que
você não tem culpa alguma, pois
você trouxe slides mas o evento
não tinha projetor; trouxe transpa­
rências, mas o evento não tinha
retroprojetor. Se você estiver ex­
tremamente preparado e desejar
ardentemente apresentar sua pa­
lestra a todo custo, retire de seus
pertences o 'plano C', folhas de
flip chart que, mesmo que o evento
não disponha de suporte para o
flip chart, você poderá afixar (com
seu adesivo) as folhas com dados
de sua apresentação nas paredes
da sala e receber a maior salva de
palmas de toda a sua carreira de
apresentador!
i Estratégias
adicionais (Dicas)
Há algumas estratégias adicionais (di­
cas) que você pode utilizar para evitar
erros em sala de aula ou trabalho em
congresso.

► Sempre leve sua apresentação em


mais de um CD ou pen drive

► Apresente sua palestra como um


professor. Ninguém sabe mais do
assunto apresentado do que você

► Prática, prática, prática... Pratique


sua apresentação sozinho e depois
com 2 ou 3 colegas, professor, ou
com pessoas da família; ao término,
esteja pronto para acatar as suges­
tões deles, pois a prática:

V Corrige erros
V Facilita ter noção do tempo

► Se você fala “sereno”, fique mais próximo da platéia


► Tenha sempre alguns “apontamentos” resumidos com você.
Se esq uece r algum a coisa im portante, dê uma “olh adi-
nha” nas anotações

► Tenha sempre um copo com água por perto. Se ficar um pou­


co nervoso ou esquecer alguma coisa na hora de falar, tome
um gole de água - isso dará tempo para organizar os pensa
mentos

► Coloque sempre o seu e-mail no início e no fim da palestra

► Aprenda a usar o soft PowerPoint® ou similar. Multimídia


(data-show) está se tornando padrão nas conferências

► Se disponível/possível, aprenda a incorporar imagens de vídeo


em sua apresentação em PowerPoint®

► Leve (por garantia) seu apontador a laser (mesmo em


encontros internacionais)

► Tenha alguns amigos na platéia:

V Os amigos que ficam lá atrás podem lhe dizer se você está


falando de forma audível, devagar ou rápido (combinem um
sinal)

V Entregue a seus amigos algumas perguntas. Se ninguém


fizer perguntas a você, seus amigos podem fazê-las

V Se você quer expandir um ponto importante na sua palestra,


peça a um amigo para fazer “aquela pergunta

► Visite o local da palestra no dia anterior (ou pelo menos


algumas horas antes):

V Você ficará menos nervoso

V Você pode “ajustar” seu nível de voz (se a sala for pequena
e não dispuser de microfone)

► Use itálico para palavras estrangeiras (in loco, in natura,


per se, stress etc.)

► Se você tem uma idéia nova ou um sistema complicado de


explicar, utilize um diagrama (Desenhos e setas podem
esclarecer melhor do que muitas palavras)

► Evite frases longas

► Não fale gírias

► Não fale piadas

► Não exagere na quantidade de slides


a/NOTAS
Não pare por aí!
Há uma grande sensação de alí­
vio depois que realizamos uma apresen­
tação oral ou de painel. É muito bom
para o pesquisador (aluno ou professor)
ter o resumo de sua apresentação publi­
cado nos anais do congresso. O resumo
impresso é uma pequena recompensa
para quem apresenta, mas não pare por
aí. Você pode dar ainda um grande salto
de qualidade a tudo o que você fez: pu­
blique um artigo completo. O seu resu­
mo pode tornar-se um resumo expandi­
do e o seu resumo expandido pode
tornar-se um artigo completo. Se, ainda,
for necessário alguma pesquisa adicio­
nal para justificar um artigo, vá adiante.
Publicar é preciso.

Em 2003 elaborei uma lista de 10 Razões Para Publicar e a


fixei no quadro de avisos do meu departamento. Se você chegou a
ler este livro até este ponto, você já provou, para você mesmo, sua
dedicação. Portanto, antes do seu término, quero encorajá-lo a dar
mais um passo adiante, não se acomodando a publicar apenas re­
sumo ou resumo expandido. O passo adiante chama-se: ARTIGO
COMPLETO (em revista científica). Você é capaz!!!
■ 10 Razões para publicar

Se você é um pesquisador... você pesquisa e, portanto, há - pelo


menos -1 0 razões para publicar.

1. A publicação é o produto final de uma investigação. Portanto,


não publicar é mostrar que não sabemos concluir o que come­
çamos;

2. Publicar é tornar público... é ensinar ao público as descobertas


de sua pesquisa... é desvendar o escondido;

3. Publicar ajuda outros pesquisadores a não repetirem a mesma


pesquisa; assim, não há gasto desnecessário de tempo, dinhei­
ro, energia etc.;

4. Publicar é deixar para outros pesquisadores ‘alicerces’ para se


prosseguir na investigação a partir de onde você parou;

5. Publicar é sinônimo de trabalho, dedicação, vocação;

6. Publicar, poeticamente, podería ser dito que é... a ‘cobertura’


do ‘bolo’ de uma pesquisa... o ‘gol’ depois de uma bela jogada;

7. P ublica r é um exercício de humildade, pois uma vez submetido


o trabalho, este pode voltar com revisão ou rejeição... mas, o
importante é continuar;

8. P u b lica r é, também, um exercício que elimina o ‘colesterol’ do


individualismo, equilibrando as ‘taxas’ da parceria e trabalho em
grupo, proporcionando uma vida no trabalho ‘mais saudável’;

9. Publicará perceber que, depois de algum tempo, você não estava


com a palavra final de um assunto...alguém, depois de você,
descobriu algo mais;

10. P ublicar, para a vida acadêmica, vitaliza a mente e oxigena o


currículo.

VNOTAS
Referências
AQUINO, I. S. Como escrever artigos científicos - sem arrodeio
e sem medo da ABNT. 3a ed. João Pessoa: Editora Universitária,
101p, 2007.

BURROWS, T. Como criar apresentações, 1. 2a ed. São Paulo:


Publifolha, 72 p.,2001.

BURROWS, T. Como criar apresentações, 2. 2a ed. São Paulo:


Publifolha, 72 p.,2001.

http://fp.okstate.edu/melanis/reu/Reu2003webpage.html

http://w w w .iupui.edu/~w ebtrain/tutorials/powerpoint2000_basics.


html#getting_starte