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Trabalho em Aula dia 15 de Fevereiro de 2019

Da integração à inclusão

As características económicas, sociais e culturais de cada época determinam o


modo como se olha a diferença.

A norma depende de cada época e está marcada por princípios políticos,


filosóficos e religiosos. O “normal” e o “não normal” não estão dentro da pessoa, mas
fora dela.
Perante uma mesma situação, duas pessoas veem coisas diferentes e o que cada
uma delas seleciona, depende da sua história pessoal e da sua bagagem cultural.

Através duma revisão histórica conseguimos contextualizar as diversas fases ou


períodos pelas quais as pessoas com deficiência passaram.

Nesse sentido inicialmente houve um período de segregação, em que para


diversas culturas a saída para estas pessoas era a eliminação/segregação. Temos como
exemplos, as sociedades nómadas, em que a deficiência não tinha lugar ou na sociedade
hebraica em que estas pessoas eram vistas como fruto do pecado.

Posteriormente dá-se uma pequena mudança em que se passa a ter uma


preocupação para com estas pessoas, embora de uma forma caridosa, colocando-as em
hospícios e/ou albergues, sendo que estes locais localizavam-se fora das cidades,
colocando-os sempre nas periferias, longe das pessoas ditas “normais” - Período da
Assistência.

Numa época pós-renascentista, começou-se a estudar-se o “doente”,


diferenciando-se a deficiência mental da doença mental e escrevendo-se acerca da
temática.
Neste período surgem as instituições dirigidas as pessoas com problemáticas
específicas, como a surdez e a cegueira – Período da Institucionalização.
Nos anos 60, entrou-se num Período de Integração. Numa 1º fase, centrada
no aluno, através do método médico-terapêutico, começou a preocupação para com a
educação das pessoas com deficiência. As pessoas com deficiência eram retiradas das
instituições com o objetivo das integrar na sociedade.
A integração quis normalizar estas pessoas, ou seja, criar uma vida tão normal
quanto possível - normalização. Esta integração fazia-se da observação de psicólogos
e/ou médicos, posteriormente de acordo com um plano estipulado o professor de ensino
especial operacionalizava o acompanhamento.
É nesta altura em que surgem as turmas e escolas de ensino especial, em que a
ideia é integrar para reabilitar.
Numa 2ª fase centrada na escola (década de 80), pedia-se a esta que desse
primazia à individualidade e às necessidades de cada um – período de individualização

Por fim, dá-se um salto para a Inclusão, em que se termina com a Educação
Especial, que se baseava no défice, dando-se importância às capacidades de cada um.
Na inclusão trabalham-se as dificuldades, de acordo com as capacidades e muitas
vezes trabalham-se as capacidades para se chegar e/ou ultrapassar algumas dificuldades.
Com a inclusão todos têm de estar na escola por direito.
Contudo, inclusão e educação inclusiva são processos diferentes. Na inclusão
um aluno pode estar incluído num mesmo espaço, mas se as suas aprendizagens forem
diferentes, não há uma inclusão propriamente dita, é uma inclusão apenas física, sendo as
aprendizagens fracas no que concerne a qualidade. Por outro lado, educação inclusiva vai
para além da partilha de um espaço físico. Pressupõe que a escola é um espaço que faculta
aprendizagens significativas a todos os alunos, sustentadas em cooperação e na
diferenciação inclusiva.

Discentes:
Cláudia Matos
Manuel Ventura
Marta do Nascimento
Mónica Torres
Sylwia Frydrychowicz