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M

A
T
Sist. Tributário, arrecadação e distrib, de rendas;
D
Plano Plurianual, diret. Orçam, orçamento, crédito, dívida pública e emissões;
E Efetivo das F.A.;
Progrmas de desenvolvimento
C Limites territoriais, espaço aéreo, marítimo e bens da U;
O
M Incorp., subdivisão ou desmembramento de Estados/Territórios, ouvidas as AL;
P Transf. Temporária de sede do Gov. Fed.
E Anistia;
T
Organização Administrativa e Judiciária do MPUeT, DPUeT
D Organização Judiciária do MPDFT, DPDFT;
A Criação, Transformação e Extinção de cargos, empregos e funções (observado art. 84, VI,b)
Criação e Extinção de Ministérios e Òrgãos da Adm. Púb.;
U
N
Telecomunicações e Radiofusão
I Matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e operações;
à Moeda, emissão e dívida federal;
O
(Sanção
Fixação do subsídio dos Min. STF (obs.: arts)
Presiden
cial
C
O Tratados, Acordos e Atos internacionais com encargo/compromisso gravoso ao patrimônio
M nacional;
P Autorizar Pre. Rep. A declarar guerra, celebrar paz, trans. Forças estrangeiras;
E Autorizar ausência do país de Pres. Rep. E Vice > 15d;
T Aprovar e Suspender Estado de Defesa, Intervenção Federal, Estado de Sítio;
Ê Sustar atos noemativos do Poder Executivo que exorbitem poder regulamentar ou limite de
N delegação legislativa;
C
Mudar de sede temporariamente;
I
S Fixar subsídios: Idênticos para Deput. e Senadores; Pres. Rep. e Ministros.
A
A Julgar contas do Pres. Rep. e apreciar relatórios de planos de gov.;
C N E Fiscalizar e Ctrl P.Exe. incluindo a Adm. Ind;
O Ç X Zelar pela preservação de sua competência leg.
M Ã C Apreciar atos de concessão/renovação e emissoras de rádio e tv;
P O L Escolher 2/3 membros TCU;
E U Aprovar iniciativas do P.Exe. sobre atividades nucleares
T D S Autorizar referendo e convocar plebiscito
Ê E I Autorizar em terras indígenas exploração de recursos hídricos e riquezas minerais;
N S V Aprovar alienação/concessão de terras públicas > 2.500hec
A
C N
E C Autorizar instauração de processo contra Pres. Rep. e Vice e Ministros (2/3 de
I
O quórum)
A C Câmara
E M Tomar contas do Pres. Rep. quando não apresentadas ao CN dentro de 60d da
dos
S P abertura da sessão legislativa.
D Deputado
E Elaborar Reg. Interno
O S s
Á T Dispor sobre seus assuntos internos como polícia, cargos e remuneração.
R Ê Eleger membros do Conselho da República
C
I N
N
A C Processar e Julgar
I [Presidente será o do STF]
A [Condenação por 2/3 de votos SF]
[Pena de perda do cargo com inabilitação por 8 anos sem prejuízo das demais
P funções.
Senado
R Pres. Rep. e Vice, Min STF, CNJ, CNMP, P-GR e AGU -> Crimes de Responsab.
Federal
I Min. Estado, Cmts M.E.A. -> Crimes conexos com Pres. Rep e Vice.
V Aprovar previamente por voto secreto: Magistrados, Min TCU aprovados pelo Pres.
A Rep., Gov. Território, Pres. e Diretores BC, P-GR e outros cargos, ch missão
T diplomática.
I Autorizar operações externas de natureza financeira dos entes;
V Fixar limites para operações de crédito, garantia da U em op. Créditos; montante de
A dívida;
Suspender execução de lei declarada inconstitucional pelo STF;
Aprovar exoneração do P-GR antes do término do mandato (>abs.);
Elaborar Reg. Int;
Dispor sobre seus assuntos internos como polícia, cargos e remuneração.
Eleger membros do Conselho da República
Avaliar funcionamento periódico do STN e adm. Trib. Dos entes

GERAL
Iniciativas Hipóteses de iniciativa:

- Iniciativa geral
- Iniciativa parlamentar
- Iniciativa extraparlamentar
- Iniciativa concorrente
- Iniciativa exclusiva
- Iniciativa popular
PARLAMENTAR e EXTRAPARLAMENTAR (não integrante do CN. ex: o PR)

GERAL (para matérias diversas indeterminadas),


RESTRITA (para matérias específicas),
RESERVADA(para matérias específicas com prerrogativa de exclusiva ou privativa)
CONCORRENTE (pertence simultaneamente a mais de um legitimado. PEx lei do MPU - PR e PGR

O processo legislativo é resultado de atos concatenados e consecutivos. O primeiro deles, aquele que
deflagra o processo de elaboração de norma jurídica, é a iniciativa, que é o poder de propor a edição de
uma regra jurídica nova. A iniciativa pode ser:

a) Concorrente (art. 61, CF):

Qualquer Membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, o
Presidente da República, o Supremo Tribunal Federal, os Tribunais Superiores, o Procurador-Geral da
República e os cidadãos em geral podem ter iniciativa de projeto de lei.
O Presidente da República, as Assembléias Legislativas e os Parlamentares podem iniciar também propostas
de emenda à Constituição.
Várias Pessoas ou Órgãos podem iniciar o processo legislativo de certas matérias (Art. 61 caput).

b) Reservada, privativa ou exclusiva:

1. Para o Presidente da República (arts. 61, § 1º, 84, 62 - CF);


2. Para o Supremo Tribunal Federal (arts. 93, 96, II, e 99, I - CF);
3. Para os Tribunais Superiores (art. 96, II - CF).

c) Vinculada (arts. 84, XXIII, e 165 - CF):

Tem caráter obrigatório e compulsório imposto pela própria Constituição. O Presidente da República deve
encaminhar os projetos de lei do Plano Plurianual (PPA), de diretrizes orçamentárias (LDO), do Orçamento
Anual da União (LOA). O descumprimento de tal obrigatoriedade implica crime de responsabilidade (Lei nº
1.079, de 1950).

*Fonte : www.senado.gov.br

NÃO PODE EMENDA: rejeitada ou prejudicada (não tem exceção);


SER
PROPOSTA MEDIDA PROVISÓRIA: rejeitada ou que perdeu a eficácia (não tem exceção);
NA
MESMA PROJETO DE LEI: rejeitado ( salvo: se for apresentado outro projeto do mesmo teor pela MAIORIA
SESSÃO ABSOLUTA do Senado ou da Câmara; nessa situação, essa proposta poderá ser apresentada na mesma
LEGISLATIA sessão).
Repetibilid Medida provisória: irrepetibilidade absoluta
ade
Emenda à Constituição: irrepetibilidade absoluta

Projeto de lei: irrepetibilidade relativa (nova proposta - mesma sessão legislativa - maioria absoluta das
casas)
Regulamen O processo legislativo envolve a elaboração de várias espécies normativas, entre as quais se incluem as leis
tos delegadas, as medidas provisórias, os decretos e os regulamentos. ERRADO. CESPE 2011

A) ERRADA: os regulamentos não fazem parte das espécies normativas disciplinadas no processo legislativo.
Mister lembrar que apenas os decretos LEGISLATIVOS fazem parte do processo legislativo.

Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:


I - emendas à Constituição;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;
VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis.

PREÂMBULO e ADCT
Eficácia idêntica à de qq disposições Força de norma cogente
constitucionais
Natureza Jurídica Relevância jur específica ou indireta Participa das caracter jur da CF mas sem se confudir com
(Teses) os demais disposit.
Irrelevância jurídica (STF) Se situa no domínio da pol ou hist, caráter pol-ideológico.
Destituído de valor normativo e força cogente. N se situa
no âmbito do Direito.
Caráter enunciativo mas não dispositivo.
Reprodução nas Não. N constitui norma central. N tem força normativa.
CE
Não:
 Se situa no âmbito do Direito Constitucional;
 Tem Força Normativa
STF  Reprod. Obrigat Estados-membros
 Serve de parâmetro para declaração de inconstitucionalidade das leis
 Limitação à atuação do PCD ao modificar o texto constitucional
Diretriz Auxilia na idt dos pr e valores primordiais q orientaram o PCO.
interpretativa STF: É possível sua utilização como vetor interpretativo.
ADCT Possui estatuto de índole constitucional.
Pode ser reformada normalmente.
Serve de paradigma para ctrl const.
EXCETO: Se as normas da ADCT tiverem sua eficácia exaurida. (STF: já cumpriram sua função no oj).
EMENDAS CONSTITUCIONAIS
 1/3 CD ou SF;
 Pres. Rep;
Iniciativa  >50% AL (2/3 em cada)
OBS: Não admite iniciativa popular.
Pode iniciar em qq Casa.
 Intervenção Federal;
Proibição  Estado de Defesa;
 Estado de Sítio.
 Forma federativa;
Cláusulas  Voto direto, secreto, universal e periódico;
Pétreas  Separação de poderes;
 Direitos e garantias individuais.
 Votada em cada Casa;
Procedimento  02 turnos;
 Quórum 3/5.
A matéria não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
Rejeição ou Basta ser rejeitada uma única vez em qq das Casas.
Prejudicada STF – O substitutivo (espécie de projeto originalmente proposto) não se confunde com o projeto originário.
Um pode ser rejeitado e o outro aprovado na mesma SL e vice-versa.
Promulgação Mesas CD e SF (Não há sanção presidencial)
Limitações O Art. 60 traz as limitações formais em torno da PEC.
Formais
São Limitações SUBJETIVAS:

I - 1/3 dos membros da Casa Legislativa (Câmara dos Deputados ou Senado Federal);

II – Presidente da República;

III - mais da metade das Assembleias Legislativas, e

Limitações OBJETIVAS:

Votação: 2 turnos (§ 2º do art. 60);

Quórum: de 3/5 (§ 2º do art. 60);

Promulgação: conjunta pelas Mesas da Câmara e do Senado (§ 3º do art. 60);

Vedação: de reapresentação na mesma sessão legislativa da matéria de PEC rejeitada (§ 5º do art. 60).

Por fim, a letra “e” – que está errada porque o poder constituinte derivado (fazer emenda) é limitado, e
não ilimitado, uma vez que ele deve observar os regramentos impostos pelo poder originário.

EC início Não existe norma constitucional que obrigue que o processo legislativo da Emenda Constitucional se inicie
na Câmara dos Deputados. O STF já enfrentou a questão (ADI 2031), ajuizada em face da EC 21/99, cuja
tramitação foi iniciada no Senado Federal. Na ocasião, o Relator do pedido de cautelar, Ministro Octavio
Galloti, proclamou em seu voto: “ Isenta de dúvida a regularidade da tramitação da proposta de
Emenda Constitucional a partir do Senado Federal, ante o poder de iniciativa que lhe é assegurado no art.
60, I da Constituição. A prioridade conferida pelo art. 64 diz respeito a projetos de lei ordinária oriundos
do Presidente da República e de Tribunais, o que não é, evidentemente, a hipótese dos autos”. De fato, é
de se considerar que “...as emendas, quando em tramitação, denominam-se tecnicamente como
‘propostas de emenda constitucional’ e não ‘projeto’” (TAVARES, André Ramos. Curso de Direito
Constitucional. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 1112). Desta forma, não é adequado aplicar a restrição
do artigo 64 da Constituição (“Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente
da República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos
Deputados”) ao processo de aprovação de emendas constitucionais, cujo regime jurídico é diferenciado.
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é uma atualização, um emendo à Constituição Federal. É uma
das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a
Constituição Federal. Em função disso, requer quórum quase máximo e dois turnos de votação em cada
uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Qual o caminho de uma PEC?
NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
1) CCJ da Câmara
Quando uma PEC chega ou é criada na Câmara dos Deputados, ela deve ser enviada, antes de tudo, para a
Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJ). É nesse ponto que começa seu caminho pela
Câmara, a chamada tramitação, rumo à aprovação.
A CCJ dirá apenas em, no máximo, cinco sessões se a proposta pode ou não ser aceita. Se aceita, dizemos
que sua admissibilidade foi aprovada e passa-se para, então, para a Colmissão Especial.
Se não preencher os requisitos exigidos pela Constituição, a comissão decidiu pela sua inadmissibilidade.
Quando isso ocorre, a carreira da PEC na Câmara acabou. Ela irá para o arquivo. Nesse caso, diz-se que a
decisão da CCJ tem caráter terminativo, é uma proposta inconstitucional que não irá a Plenário.
A PEC em questão, por sua vez, deixa de ser examinada, a não ser em um único caso, quando o autor da
proposta pede sua apreciação preliminar pelo Plenário. Nesse caso, ele precisará do apoio de um terço do
total dos deputados que vão decidir apenas se a proposta pode ou não ser admitida.
Para dar o parecer da CCJ, isto é, para dizer se a proposta é constitucional ou não, nomeia-se um relator.
Ele decidirá pela admissibilidade integral, admissibilidade com emendas ou pela inadmissibilidade. As
emendas só serão aceitas se visarem apenas corrigir erros da proposta que impedem a admissibilidade.
Dizemos então, que a emenda tem caráter saneador.
O relator lerá seu texto, em uma sessão da CCJ, iniciando-se logo em seguida a discussão. Os deputados
podem querer mais tempo para examinar a proposta. Pedirão, para isso, concessão de vista, que será
concedida pelo prazo de duas sessões. Se o plenário achar que a discussão já foi suficiente, poderá decidir
pelo encerramento dela se pelo menos dez deputados já tiverem falado.
Trâmite
Se as sugestões forem pertinentes, o relator pode fazer alterações na proposta original e fazer as
mudanças sugeridas. O parecer do relator poderá ser rejeitado, aprovado apenas em parte ou aprovado
na íntegra.
Se rejeitado, o presidente da comissão nomeia outro relator, que será encarregado de redigir o texto
sobre a posição majoritária da comissão.
Se for aprovado apenas em parte, por meio da aprovação de destaque, isso significa que alguma emenda
foi rejeitada ou que uma parte da proposta original foi suprimida porque continha erros.
Se for aprovado na íntegra, será considerado o parecer oficial da comissão. Encerra-se, assim, a
tramitação da proposta na CCJ.
2) Comissão Especial:
Aprovada na CCJ, o presidente da Câmara cria uma Comissão Especial para o chamado exame de mérito,
ou seja, a análise de seu conteúdo, que tem prazo de 40 sessões ordinárias para analisar o texto. A
Comissão Especial tem um presidente e três vice-presidentes, eleitos por seus pares. Entre as atribuições
de uma Comissão Especial está a de analisar uma proposta de emenda à Constituição.
Nas dez primeiras sessões, os deputados têm a oportunidade de apresentar emendas ao projeto do
governo apenas se tiverem apoio de pelo menos um terço da composição da Câmara (171 deputados) por
emenda apresentada.
O parecer da Comissão Especial será apenas uma sugestão, uma indicação para orientar a decisão do
Plenário da Câmara. Por isso, a aprovação do parecer do relator na Comissão Especial não exige o
chamado quórum qualificado de três quintos obrigatórios para a votação, no Plenário, de qualquer
emenda à Constituição.
Na Comissão Especial, bastará que a proposta tenha a aprovação da maioria dos votos dos presentes. Mas
atenção: para ser votado o parecer da Comissão Especial, será exigida a presença da maioria dos
integrantes da comissão.
O relator faz, então, um parecer, que pode ser de aprovação total, rejeição total ou parcial, emendas
pontuais e substitutivo. Se aceito, diz-se que a admissibilidade foi aprovada e, então, nomeia-se um
relator.
3) Plenário da Câmara
Aprovada na comissão, a PEC está pronta para votação em plenário. Entretanto, há algumas regras a
serem seguidas. É necessária a aprovação em dois turnos, com espaço de pelo menos cinco sessões entre
um turno e outro. Esse prazo é chamado de interstício. Para ser aprovada, a proposta deverá obter os
votos de três quintos, no mínimo, do número total de deputados da Câmara em cada turno da votação.
Ou seja, aprovação de 308 dos 513 deputados. A esse quórum que aprovar emendas à Constituição, dá-se
o nome de quórum qualificado. Após a aprovação da proposta em segundo turno, ela deverá também
voltar à Comissão Especial para a redação final do que foi aprovado. Se for o caso, poderão ser propostas
emendas de redação. A votação da redação final pelo Plenário deverá ocorrer após o prazo de duas
sessões, contado a partir de sua publicação ou distribuição em avulsos.
NO SENADO FEDERAL
4) CCJ do Senado
O Presidente da Câmara mandará a proposta aprovada para o Senado onde tramitará segundo as regras
de seu Regimento Interno que é diferente do da Câmara. No Senado, a proposta irá apenas para a
Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), que dará parecer sobre todos os seus aspectos. O
Regimento do Senado não distingue admissibilidade e mérito. A comissão tem prazo de 30 dias para dar o
parecer.
Para propor emendas, a Comissão deve ter a assinatura de pelo menos um terço do Senado.
5) Plenário do Senado
Aprovada na CCJ, a proposta segue diretamente para o plenário, que abre prazo de cinco sessões para
discussão. A aprovação também se dá em dois turnos, com votação favorável mínima de 60% dos
senadores em cada um dos turnos. São necessário, na legislatura atual, aprovação de 49 dos 81
senadores. O intervalo entre as votações é de no mínimo cinco dias. Durante a discussão em segundo
turno apenas emendas que não alterem o mérito da proposta poderão ser apresentadas. Outras emendas
poderão ser apresentadas durante a discussão da proposta no Plenário em primeiro turno. Essas emendas
deverão ser assinadas pelo menos por um terço dos senadores. O Senado poderá rejeitar a proposta,
propor alterações ou aprová-la integralmente:
Rejeitar a proposta - a PEC é mandada para o arquivo e não poderá mais ser apresentada na mesma
Legislatura. Dizemos que está com impedimento constitucional.
Propor alterações - a matéria retornará à Comissão Especial da Câmara para a apreciação das alterações.
Volta-se, então, praticamente ao mesmo ponto de partida da tramitação, já que as emendas deverão
seguir o mesmo procedimento da proposta original.
Aprová-la integralmente - a Câmara será comunicada e deverá ser convocada sessão do Congresso para a
promulgação.
6) Promulgação
Caso a PEC que saiu da Câmara não tenha sido alterada pelo Senado, o texto é promulgado em sessão no
Congresso pelo Presidente da República e entra, então, em vigor.
FONTE: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI136066-EI1483,00-
Proposta+de+Emenda+a+Constituicao+PEC.html
Se o TRATADO INTERNACIONAL versar sobre:

1) DIREITOS HUMANOS e for aprovado no procedimento de Emenda à Constituição (ou seja, nas 2 casas
{Congresso e Senado} em 2 turnos com 3/5 do votos) terá status de EMENDA CONSTITUCIONAL.

2) DIREITOS HUMANOS mas NÃO FOR APROVADO como Emenda (ou seja, não possuiu os 3/5 dos votos
TIDH
ou não passou pelo procedimento de elaboração de emenda corretamente) terá status de norma SUPRA
Formas de
LEGAL. norma infraconstitucional e supralegal. Ex. Convenção Americana Sobre Direitos Humanos (Pacto
ingresso
de São José da Costa Rica).

Tratados internacionais sobre Direito Tributário (art. 98 do CTN)

Tratados internacionais sobre matéria processual civil (art. 13 do CPC/2015)


3) NÃO versar sobre direitos humanos (for assunto diverso) terá status de LEI ORDINÁRIA.

ECTIDH CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Não se admite ADI contra lei que teria violado tratado internacional
não incorporado ao ordenamento brasileiro na forma do art. 5º, § 3º da CF/88. Buscador Dizer o Direito,
Manaus. Disponível em: . Acesso em: 05/04/2018

"Pois bem, a partir daí (da EC 45/04 - Reforma do Judiciário) restou consignado, que teríamos duas
posições sobre os Tratados Internacionais: a) Tratados Internacionais que não são de direitos humanos
continuariam a ser recepcionados como lei ordinária; b) já os Tratados Internacionais de direitos humanos
(TIDH) que passassem pelo procedimento descrito no art. 5° parágrafo terceiro da CF seriam
recepcionados como normas constitucionais (equivalentes às emendas constitucionais)... uma nova
discussão passou a permear o Pretório Excelso, bem como a doutrina pátria. Qual seja: e os TIDH que não
passaram pelo procedimento expresso do artigo 5°, parágrafo terceiro? Como seriam recebidos em nosso
ordenamento? Ou se já existentes, qual seria o status dos mesmos?... Assente de forma majoritária no STF
a ter 3 hipóteses sobre a recepção de Tratados em nosso ordenamento:
a) TIDH (tratados internacionais sobre direitos humanos): conforme o art. 5°, parágrafo terceiro da CF:
norma constitucional (Na verdade, decreto legislativo equivalente a EC; com força de emenda).
b) TIDH (não conforme o artigo 5°, parágrafo terceiro da CF: Norma Supralegal (ou seja, abaixo da
Constituição, porém, acima das leis).
c) TI (que não é de Direitos humanos): norma ordinária."
- Bernado Gonçalves Fernandes.

- apesar de teses em sentido contrário, essa é a corrente que prevalece. Assim sendo, norma superior
revoga norma inferior que lhe é contrária.
obs: a questão não diz que o Tratado sobre direitos humanos revoga a previsão constitucional da prisão
civil do depositário infiel, o que não seria possível, pois o tratado é inferior a CF, ele revoga lei
infraconstitucional que lhe é inferior.

Segundo GILMAR FERREIRA MENDES, INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO e PAULO GUSTAVO GONET BRANCO,
"diante do inequívoco caráter especial dos tratados internacionais que cuidam da proteção dos direitos
humanos, não é difícil entender que a sua internalização no ordenamento jurídico, por meio do
procedimento de ratificação previsto na Constituição, tem o condão de paralisar a eficácia jurídica de toda
e qualquer disciplina normativa infraconstitucional com ela conflitante. Nesse sentido, é possível concluir
que, diante da supremacia da Constituição sobre os atos normativos internacionais, a previsão
constitucional da prisão civil do depositário infiel (art. 5s , LXVII) não foi revogada pela adesão do Brasil ao
Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. 11) e à Convenção Americana sobre Direitos
Humanos - Pacto de San José da Costa Rica (art. 7º , 7), mas deixou de ter aplicabilidade diante do efeito
paralisante desses tratados em relação à legislação infraconstitucional que disciplina a matéria, incluídos o
art. 1.287 do Código Civil de 1916 e o Decreto-Lei n. 911, de 1°-10-1969. Tendo em vista o caráter
supralegal desses diplomas normativos internacionais, a legislação infraconstitucional posterior que com
eles seja conflitante também tem sua eficácia paralisada. É o que ocorre, por exemplo, com o art. 652 do
novo Código Civil (Lei n. 10.406/2002), que reproduz disposição idêntica ao art. 1.287 do Código Civil de
1916.

("Curso de Direito Constitucional", p. 670/671, item n. 9.4.4, 2007, IDP/Saraiva)


Iniciativa STF: É possível que emenda à CF proposta por iniciativa parlamentar federal trate sobre as matérias
Executivo previstas no art. 61, § 1º da CF/88.

STF. Plenário. ADI 5296 MC/DF, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 18/5/2016 (Info 826).

Seguem elucidativas explicações do Juiz Federal e Professor Márcio André Lopes Cavalcante (site
dizerodireito):
É possível que emenda à Constituição Federal proposta por iniciativa parlamentar trate sobre as matérias
previstas no art. 61, § 1º da CF/88. .
As regras de reserva de iniciativa do Poder Executivo, fixadas no art. 61, § 1º da CF/88, não são aplicáveis
ao processo de emenda à Constituição Federal, que é disciplinado em seu art. 60.
Assim, a EC 74/2013 (cuja iniciativa se deu na Câmara dos Deputados e que conferiu autonomia às
Defensorias Públicas da União e do DF) não viola o art. 61, § 1º, II, alínea "c", da CF/88 nem o princípio da
separação dos poderes, mesmo tendo sido proposta por iniciativa parlamentar.
(STF. Plenário. ADI 5296 MC/DF). (Cavalcante, M. A. L. Vade Mecum de Jurisprudência. 4ª Ed, 2018,
Juspodivm, pág. 114)

Distinção:

É possível emenda constitucional de iniciativa parlamentar tratar sobre assuntos que, em caso de
propositura de projeto de lei, seriam de iniciativa reservada ao chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, da
CF/88)?

a) Emenda à Constituição Federal proposta por parlamentares federais: SIM.

b) Emenda à Constituição Estadual proposta por parlamentares estaduais: NÃO.

Art. 61. (...)

§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:

(...)

II - disponham sobre: (...)

d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para a
organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos
Territórios;

Pelo Princípio da Simetria, este dispositivo deve ser reproduzido pelas Constituições Estaduais, sendo que
em tais constituições essas matérias são privativas do Governador, em nível estadual, e do Prefeito, em
nível municipal.

Contudo, o examinador queria saber se o candidato tinha conhecimento acerca de decisão do STF
publicada no informativo 826, segundo a qual o vocábulo "leis" do art. 61 da CF não refere emendas à CF,
sendo assim possível que tais matérias sejam objeto de emenda parlamentar!! Vejamos:

Comentário Professor Rodrigo Nunes.


Ini Exe REGRA para posssibilidade de Emenda a temas de iniciativa Privativa do Chefe do Executivo---
NÃO CABE EMENDA.
Exceções: STF diz que cabe emenda parlamentar desde que respeitados os seguintes pontos:

Ponto 1) ■ os dispositivos introduzidos por emenda parlamentar não podem estar destituídos de
pertinência temática com o projeto original; ( Afinal, o Iniciativa é do PR, os temas que seus projetos de lei
podem tratar são FECHADOS/TAXATIVOS.)

Ponto 2) ■ os dispositivos introduzidos por emenda parlamentar não podem acarretar aumento de
despesa ao projeto original.

Exceção ao ponto 2 /Aumento de despesas: MAS ATENÇÃO!

Os projetos de lei relativos ao orçamento Podem sim ser emendados com AUMENTO DE DESPESA! Mas
para isso, as Emendas TERÃO de indicar Novas fontes de Recursos que, obrigatoriamente, SÓ poderão vir
de ANULAÇÃO de despesa.

Mas essa anulação de despesa/nova fonte NÃO poderá vir de anulação de:

a) Dotações de pessoal e seus encargos

b) Serviços da dívida

c) Transferências tributárias constitucionais

Obs: Lembrando que a emenda à Lei Orçamentária Não necessariamente terá de aumentar a despesa.
Também aceita-se a emenda por motivos de Correção de erros ou omissões, OU simplesmente por
mudança dos dispositivos da lei------- Nesse caso, por óbvio, não será necessário indicar nova fonte de
recursos.
Emendas Art. 61. (...)
Congressis
tas § 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:

I – fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;

II – disponham sobre:

a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de


sua remuneração; -> PODER EXECUTIVO -> CABE AO CHEFE DO PODER EXECUTIVO, PODER LEGISLATIVO ->
CABE AO CHEFE DO LEGISLATIVO.

E conforme já disposto pelos colegas:

"É firme o entendimento do STF de que, mesmo nas hipóteses de iniciativa reservada a outros Poderes da
República, a apresentação de projeto de lei pelo seu detentor não impede que os congressistas a ele
apresentem emendas. Esse poder de emenda parlamentar a projeto resultante de iniciativa reservada,
porém, não é ilimitado. Segundo orientação do STF, a reserva de iniciativa a outro Poder não implica
vedação de emenda de origem parlamentar desde que: (a) o conteúdo da emenda seja pertinente à
matéria tratada no projeto de lei; e (b) a emenda não acarrete aumento de despesa nos projetos de
iniciativa exclusiva do Presidente da República (ressalvado o disposto no art. 166, §§ 3.0 e 4.0, da CF) e
nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal, dos tribunais federais e do Ministério Público."

(CESPE/Diplomata/2017/F) Os projetos de lei de iniciativa do presidente da República, em particular os


que versem sobre questões orçamentárias, não podem receber emendas parlamentares que ensejem
aumento de despesa pública.
CF x CE Por que existe essa diferença de tratamento entre emenda à Constituição Federal e emenda à
Constituição Estadual?

O poder constituinte estadual é cercado por limites mais rígidos do que o poder constituinte federal. A
regra da simetria é um exemplo dessa limitação.

Por essa razão, as Assembleias Legislativas se submetem a limites mais rigorosos quando pretendem
emendar as Constituições Estaduais.

Assim, se os Deputados Estaduais apresentam emenda à Constituição Estadual tratando sobre os assuntos
do art. 61, § 1º, da CF/88 eles estão, em última análise, violando a própria regra da Constituição Federal,
em vista do dever de observância da simetria.
Vício Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
iniciativa
III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada
uma delas, pela maioria relativade seus membros.

Quanto a iniciativa, não há o que se alegar vicio, vejamos:

"Na ADI, a Presidência da República argumentava que a emenda, proposta por parlamentares, teria vício
de iniciativa porque apenas o chefe do Executivo pode propor esse tipo de alteração. A EC 74/2013
acrescentou o parágrafo 3º ao artigo 134 da Constituição Federal, no capítulo dedicado às Funções
Essenciais à Justiça. O dispositivo estende às defensorias públicas da União e do DF a autonomia já
concedida às entidades estaduais.

O julgamento foi retomado nesta quarta com o voto-vista do ministro Dias Toffoli, que acompanhou o
argumentação da relatora, ministra Rosa Weber. Segundo ele, como as defensorias públicas, assim como
o Ministério Público e a Advocacia Pública, não se submetem a nenhum dos três Poderes da República,
não há como aceitar a alegação de que teria havido vício de iniciativa na propositura da emenda, porque a
entidade não integra o Poder Executivo ou qualquer outro.

“Ao contrário, portanto, da pretensão da inicial de atribuir pecha de incompatibilidade com o texto da
Constituição, vislumbro no espírito da norma a busca pela elevação da Defensoria Pública a um patamar
adequado a seu delineamento constitucional originário – de função essencial à Justiça –, densificando um
direito fundamental previsto no artigo 5º da Constituição Federal, que ordena ao Estado a prestação de
assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos”, afirmou Dias
Toffoli.
EC x Dir LFG
Adquirido 2014, Novelino: É pacífico apenas o entendimento de que o Direito Adquirido pode ser violado por uma
nova Constituição (ADI 248). No que se refere à violação por EC, existe uma polêmica
quanto à interpretação do inciso XXXVI do artigo 5º, que diz que “a lei não prejudicará o direito
adquirido”. Há quem entenda que a lei é em sentido estrito, e, portanto não caberia violação por EC,
apenas Lei Ordinária ou Lei Complementar. Porém, outra parte da doutrina interpreta a palavra “lei” em
sentido amplo, caso em que a EC estaria incluída. ADI 3133: (questionou a emenda de reforma da
previdência) a maioria dos ministros do STF deram a entender que a emenda tem que respeitar os direitos
adquiridos.

Nesse artigo: http://jus.com.br/artigos/6224/ha-direito-adquirido-contra-emenda#ixzz3WXFO8vrN.


ADIN nº 939-DF, o STF concluiu "verbis": "Se na vigência da lei anterior, o servidor preenchera
todos os requisitos exigidos, o fato de, na sua vigência, não haver requerido a aposentadoria não o faz
perder o seu direito que já estava adquirido (...)", in RMS n. 11.395, in RTJ 48/392. (...) existe sim direito
adquirido contra Emenda Constitucional, pelo limite material constante do
art.60, IV da CF/88 referente à cláusula pétrea – direitos e garantias individuais c/c art.5º, XXXVI (a lei não
prejudicará o direito adquirido, entendido esse em seu sentido amplo), tendo o STF entendido que os
direitos individuais são limites (limites formais, materiais e circunstanciais) à emenda e não se restringem
aos do art. 5º, podendo, neles, estarem inclusos outros, a exemplo dos direitos tributários (ADIN 939-7-
DF,Rel. Min.Sydney Sanches e ADIN 829-DF,Rel. Min.Moreira Alves).
Retorno Observação importantíssima a ser feita: o retorno da PEC à Casa de origem, só será necessário se houver
alteração SUBSTANCIAL em seu conteúdo.
Acerca disso, MA/VP: "têm ocorrido casos em que, durante a deliberação na segunda Casa Legislativa, são
suprimidos ou modificados certos dispositivos do texto aprovado na Casa que iniciou a votação e, mesmo
assim, a emenda é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado, sem o retorno da matéria para
apreciação da Casa em que teve início a tramitação da proposta. Essa prática [...] recebeu o aval do
Supremo Tribunal Federal, que tem entendido que somente é o obrigatório o retorno quando a
modificação na segunda Casa Legislativa implicar alteração substancial no texto da PEC. [...] Se a
modificação do texto por uma das Casas Legislativas não importar em mudança substancial do seu
sentido, a proposta de emenda constitucional NÃO PRECISA RETORNAR À CASA INICIADORA." (Resumo de
Direito Constitucional Descomplicado, 5ª ed., fl. 237.)
É de se notar que, aparentemente, a banca conhece esse posicionamento, uma vez que fez questão de
destacar no enunciado que as emendas "modificaram todo o seu conteúdo" (conteúdo da PEC).
Cl Pétreas Os limites materiais da CF impedem emendas que alterem o texto das cláusulas pétreas, visto que
qualquer alteração nessas disposições descaracterizaria o núcleo essencial desenvolvido e explicitado pelo
poder constituinte originário. ERRADO. CESPE. 2011.

E) ERRADA: os limites materiais impedem a abolição das cláusulas pétreas. Não se veda a sua alteração ou
modificação.

Art. 60 [...]
§ 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.

Obs.: Para a modificação é imperioso lembrar que há a vedação ao retrocesso: “A vedação de retrocesso
social na ordem democrática, especialmente em matéria de direitos fundamentais sociais, pretende evitar
que o legislador infraconstitucional venha a negar (no todo ou em parte essencial) a essência da norma
constitucional, que buscou tutelar e concretizar um direito social resguardado em seu texto. A inclusão de
tal proibição na ordem jurídica deu-se para impedir a violação do núcleo essencial do Texto Magno, e, por
conseqüência, a supressão de normas de justiça social... firma-se a vedação do legislador em reduzir
qualquer direito social assegurado constitucionalmente, sob pena de violação do princípio de proteção da
confiança e segurança dos cidadãos no âmbito social, e de inconstitucionalidade. (fonte:
http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp?id=1926)”
A proibição do retrocesso é aplicável nos casos em que uma lei nova é mais generosa do que o disposto na
CF ESSE É O ÚNICO CASO EM QUE A CF DEVE SER INTERPRETADA DE ACORDO COM A LEI E NÃO A LEI DE
ACORDO COM A CF.

Complementando o comentário à alternativa E que a Mariana fez, vejam o que dizem sobre o efeito
cliquet:
"Apenas para ilustrar, a expressão "cliquet" é utilizada pelos alpinistas e define um movimento que só
permite o ao mesmo subir, não lhe sendo possível retroceder, em seu percurso. O efeito "cliquet" dos
direitos humanos significa que os direitos não podem retroagir, só podendo avançar nas proteções dos
indivíduos. No Brasil esse efeito é conhecido como princípio da vedação do retrocesso, ou seja, os direitos
humanos só podem avançar. Esse princípio, de acordo com Canotilho, significa que é inconstitucional
qualquer medida tendente a revogar os direitos sociais já regulamentados, sem a criação de outros meios
alternativos capazes de compensar a anulação desses benefícios (CANOTILHO, J. J. Gomes. Direito
Constitucional e Teoria da Constituição. 5ª ed. Coimbra: Almedina, 2002, p. 336.)."
http://www.lfg.com.br/public_html/article.php?story=200809021058489

MEDIDAS PROVISÓRIAS
Relevância e urgência. Conceitos jurídicos indeterminados;
Requisitos
Excepcionalmente submetem-se ao crivo do PJ.
constitucionais
 Nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos pol. e direito eleitoral
 Direito penal, pp e PC. Civil pode
OBS: Cabe quanto normas penais benéficas como: abolição de crimes, restringir, extinguir ou
abrandar penas, ampliar isenção de pena ou extinção de punibilidade.
 Org. PJ e MP, carreira e garantia dos seus membros
 PP, diretrizes orçamentárias, orçamento, créditos adicionais e suplementares
OBS: 1) Crédito extraordinários: Pode. Despesas imprevisíveis e urgentes.
Vedações 2) Matéria Tributária: Pode.

 Detenção, sequestro de bens, poupança popular ou ativo financeiro


 Reservada à LC
 Já disciplinada em PL aprovado pelo CN e pendente sanção/veto presidencial
OBS: Se tiver a lei em processo legislativo anterior: Cabe MP.
OBS:
2) Prescrição tributária: Não pode.
Pressupostos
Verificação obrigatória pelas Casas do CN.
Constitucionais
Instituição ou majoração: Só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se convertida em
Impostos lei até o último dia de edição.
EXCETO: Art. 153, I, II, IV e V; Art. 154, II.

Alterações pelo Não substanciais Dispensa sanção do Ch Poder Executivo.


CN Supressão ou acréscimo de dispositivo Obrigatoriedade de remessa.
60 + 60 d para conversão em lei.
C Prazo Conta-se da publicação;
O Suspende-se durante o recesso (dispensa convocação extraordinária do CN no recesso);
N Exame e Parecer: Comissão Mista;
Parecer e Votação
V Votação: Plenário de cada Casa em sessão separada.
E Perda da eficácia Não conversão em lei;
R
Relações jurídicas Edição de Decreto Legislativo;
S
decorrentes da Até 60d da rejeição ou perda da eficácia.
Ã
vigência Não edição do DL: Consideradas por ela regidas.
O
Em cada casa do CN;
Regime de urgência Se não apreciada até 45d da publicação;
SOBRESTARÁ as demais deliberações até que se ultime a votação.
Votação Iniciada na CD

Vedação
de Na mesma SL, se rejeitada ou perdido eficácia por decurso de prazo.
reedição
PL de
A MP mantém-se em vigor até a sanção ou veto do projeto.
conversão
Estados Se houver previsão nas CE.
1) Retirada da apreciação pelo CN de MP pelo Ch Poder Executivo: Não pode. Possui força de lei e eficácia
imediata. Cabe ab-rogação por outra MP ou lei superior.

2) Revogação de MP por MP: Suspende a eficácia da MP ab-rogada que pode voltar a vigorar (pelo período q
ainda lhe restava) caso a MP ab-rogante caduque ou seja rejeitada. Não retira do CN o exame da matéria da
MP revogada.

3) Vícios existentes na MP: Lei de conversão não os convalida.


Jurisprudê
ncia 4) MP sobre recursos repetitivos: Possui relevância e urgência. Celeridade na prestação jurisdicional;

5) Conversão em lei X debate sobre relevância e urgência: Prejudicado.

6) Argüição de inconstitucionalidade de MP convertida: Deve atacar a lei. Cabe extensão da ação. SALVO: A
inconstitucionalidade alegada versar exclusivamente sobre a MP.

6.1) Observância do PR. Anterioridade: Deve atacar a lei.

A Constituição Federal de 1988 veda expressamente a edição de medida provisória que

A - verse sobre a seguridade social.

B - trate das diretrizes e bases da educação nacional.

C - regulamente a concessão de serviços locais de gás canalizado.


Vedações
EXATAMENTE o texto do Art. 25 §2º da CF/88

D - implique a instituição ou majoração de impostos.

Art. 62 §2º da CF/88 permite tanto instituição como majoração, embora traga ressalvas

E - regulamente o regime de portos e a navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial.


Resposta no julgado STF. Plenário. MS 27931/DF, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 29/6/2017 (Info 870).

Trancamento de pauta: O desejo do legislador constituinte é o de que a medida provisória seja votada pelo
Congresso Nacional, evitando que ela perca a eficácia por ausência de apreciação. Assim, para “forçar” a
análise da MP, o art. 62, § 6º da Constituição Federal determinou que “se a medida provisória não for
apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará em regime de urgência,
subsequentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando sobrestadas, até que se ultime
a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando”. Em outras
Sobrestam palavras, se já tiverem se passado 45 dias e até então a MP não tiver sido votada, haverá o chamado
ento “trancamento de pauta”, ou seja, não se poderá analisar outras matérias a fim de que se dê prioridade para
a MP que está pendente.

Sobrestamento atinge apenas projetos de lei ordinária que possam ser tratados por MP: Vale ressaltar, no
entanto, que, apesar de o dispositivo falar em “todas as demais deliberações”, o STF, ao interpretar esse §
6º, não adotou uma exegese literal e afirmou que ficarão sobrestadas (paralisadas) apenas as votações de
projetos de leis ordinárias que versem sobre temas que possam ser tratados por medida provisória. Assim,
por exemplo, mesmo havendo medida provisória trancando a pauta pelo fato de não ter sido apreciada no
prazo de 45 dias (art. 62, § 6º), ainda assim a Câmara ou o Senado poderão votar normalmente propostas de
emenda constitucional, projetos de lei complementar, projetos de resolução, projetos de decreto legislativo
e até mesmo projetos de lei ordinária que tratem sobre um dos assuntos do art. 62, § 1º, da CF/88. Isso
porque a MP somente pode tratar sobre assuntos próprios de lei ordinária e desde que não incida em
nenhuma das proibições do art. 62, § 1º.

Obs: se, em uma prova objetiva for cobrada a redação literal do art. 62, § 6º da CF/88, sem qualquer
menção ao entendimento do STF, esta alternativa deve ser assinalada como correta. Por outro lado, a
resposta será outra se o enunciado falar algo como “de acordo com o STF” ou “de acordo com a
jurisprudência”.

Curiosidade: Vale ressaltar que essa interpretação restritiva e não literal do art. 62. § 6º da CF/88 foi criada
por Michel Temer. Em 2009, Temer era Presidente da Câmara dos Deputados e passou a adotar esse
entendimento naquela Casa afirmando que só ficariam sobrestadas as demais deliberações legislativas que
envolvessem projetos de lei ordinária que pudessem ser tratadas por medida provisória. Alguns Deputados
impetraram, então, mandado de segurança no STF contra essa decisão do então Presidente da Câmara. O
STF agora julgou o MS concordando com a interpretação realizada.
Eh a chamada Solucao Temer --- soh tranca a pauta de P.L. sobre tema que pode ser objeto de M.P..

Segundo doutrina de Pedro Lenza, in: Direito Constitucional Esquematizado, 14.ª ed. p. 485,
"A partir do momento que o Presidente da República edita a MP, ele não mais tem controle sobre ela, já
que, de imediato, deverá submetê-la à análise do Congresso Nacional, não podendo retirá-la de sua
apreciação. (...) orientação assentada no STF no sentido de que, não sendo dado ao Presidente da República
retirar da apreciação do Congresso Nacional medida provisória que tiver editado, é-lhe, no entanto,
possível ab-rogá-la por meio de nova medida provisória, valendo tal ato pela simples suspensão dos efeitos
da primeira, efeitos esses que, todavia, o Congresso poderá ver restabelecidos, mediante a rejeição da
medida ab-rogatória"

### ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem e desde que: a) sejam
compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; b) indiquem os recursos
necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre
dotações para pessoal e seus encargos; serviço da dívida; transferências tributárias constitucionais para
Estados, Municípios e Distrito Federal; c) sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com
os dispositivos do texto do projeto de lei;

Retirada
### ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias, desde que as emendas parlamentares que acarretem
aumento sejam compatíveis com o plano plurianual.

Fonte: Pedro Lenza - Direito Constitucional Esquematizado (2015).

d)Segundo o STF, uma vez editada a medida provisória, não pode o presidente da República retirá-la da
apreciação do Congresso Nacional nem tampouco ab-rogá-la por meio de nova medida provisória.
ERRADO. O Presidente da República pode editar a MP e ela entrar em regime de urgência e trancar a pauta
do Congresso. Aí o Presidente quer que outros assuntos mais urgentes sejam adotados, o que ele faz? Já
que ele não pode tirar aquela MP da apreciação do Congresso, ele edita outra MP revogando a anterior. Aí o
prazo começa a contar da segunda e não da primeira. Então, mais 45 dias para trancar a pauta novamente.
Nesse caso, o Congresso Nacional vai analisar primeiro a MP revogadora e vai aprovando-a ou rejeitando-a.
Se ele aprovar, a anterior fica definitivamente revogada; Se rejeitar a segunda MP, aquela que havia sido
revogada volta a produzir efeitos pelo período que restava .
(http://permissavenia.wordpress.com/2010/09/22/sobre-medida-provisoria/).
EM RESUMO: "O STF não admite que seja retirada do Congresso Nacional medida provisória ao qual foi
remetida para o efeito de ser, ou não, convertida em lei (ADIMC 221/DF, rel. Min. Moreira Alves,
16.09.1993). Se, por um lado, a jurisprudência do STF não admite que medida provisória submetida ao
Congresso Nacional seja retirada pelo Chefe do Executivo, por outro, aceita o Tribunal que medida
provisória nessa situação seja revogada por outro ato normativo da mesma espécie". (DIREITO
CONSTITUCIONAL DESCOMPLICADO. VICENTE PAULO; MARCELO ALEXANDRINO. P.514/515)
A criação de ministérios depende de lei, mas a criação de outros órgãos da administração pública pode se
dar mediante decreto do chefe do Poder Executivo. SEGUNDO O ARTIGO 61, PARÁGRAFO 1o II e SÃO DE
INICIATIVA PRIVATIVA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AS LEIS QUE DISPONHAM SOBRE: CRIAÇÃO E
EXTINÇÃO DE MINISTÉRIOS E ÓRGÃOS DAS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. NÃO É CASO EM QUE O PRESIDENTE
PODE DISPOR MEDIANTE DECRETO, QUE SÃO 2 (ART. 84, VI, A E B): a organização e funcionamento da
administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos e, ainda, a extinção de funções ou cargos públicos.

A criação de ministérios depende de lei, mas a criação de outros órgãos da administração pública pode se
dar mediante decreto do chefe do Poder Executivo.

Flávio Martins, 16 de maio de 2016 ·

QUEM PODE CRIAR OU EXTINGUIR MINISTÉRIOS?

Na última quinta-feira, no primeiro dia do governo interino de Michel Temer (enquanto inicia o julgamento
do impeachment da Presidente suspensa Dilma Roussef), foi editada a Medida Provisória 726/2016,
extinguindo vários Ministérios, Secretarias e outros órgãos da administração federal. Isso é possível
constitucionalmente? Não poderia tal ato ser feito por decreto presidencial?

Bem, por expressa disposição do artigo 84, VI, da Constituição Federal, pode o Presidente expedir DECRETOS
Criação
sobre organização da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem CRIAÇÃO OU
Ministérios
EXTINÇÃO DE ÓRGÃOS PÚBLICOS. Portanto, não poderia ser feito por decreto presidencial.

Assim, o que é necessário para criar ou extinguir ministérios ou órgãos públicos na Administração Federal?
LEI. Segundo a Constituição Federal (art. 61, § 1o, II, “e”), são de iniciativa do Presidente da República as leis
que disponham sobre “criação e extinção de Ministérios e órgãos da Administração Pública”.

No caso em tela, não foi feita uma lei, mas um ato com força de lei: a medida provisória, prevista no artigo
62, da Constituição Federal. Essa medida provisória terá o prazo de 60 dias, prorrogáveis por igual período,
não se computando o recesso parlamentar (parte de julho, dezembro e janeiro). Todavia, essa medida não é
definitiva: o Congresso Nacional poderá aprova-la (convertendo-a em lei), rejeitá-la (momento em que
perde a eficácia) ou alterá-la (por exemplo, mantendo a CGU – Controladoria-Geral da União, que foi extinta
por essa Medida Provisória).

Não entrarei POR HORA no mérito da Medida Provisória, pois há pontos controvertidos (como a extinção do
Ministério da Cultura e da Controladoria-Geral da União). Todavia, duas considerações: a Medida Provisória
é formalmente constitucional, já que é ato com força de lei que pode criar ou extinguir órgãos públicos, se
comprovada relevância e urgência. Parece-me que a bilionária dívida do Estado brasileiro comprova a
verossimilhança da urgência alegada. Outrossim, apenas a extinção dos Ministérios, mas com a manutenção
de sua enorme estrutura, de nada adiantaria na economia dos gastos públicos. Aguardemos se as promessas
de extinção de milhares de cargos comissionados na Administração Federal serão cumpridas.

FONTE: https://www.facebook.com/professorflaviomartins/posts/quem-pode-criar-ou-extinguir-
minist%C3%A9rios-na-%C3%BAltima-quinta-feira-no-primeiro-dia-/487196244812755/
É constitucional a criação de hipótese de extinção de punibilidade por meio de
Matéria medida provisória editada por governador. ERRADO. CESPE 2014
Penal
Entendo que o
erro está no fato de ser editada por governador. Em que pese o entendimento do
STF da possibilidade de edição de medidas provisórias em matéria penal de
caráter benéfico (RE 254.818), trata-se de matéria de competência privativa da
União, a teor do art. 22, inciso I da CF.

Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;

"Medida provisória: sua inadmissibilidade em matéria penal, extraída pela doutrina consensual da
interpretação sistemática da Constituição, não compreende a de normas penais benéficas,
assim, as que abolem crimes ou lhes restringem o alcance, extingam ou abrandem penas ou ampliam os
casos de isenção de pena ou de extinção de punibilidade."
(RE 254.818, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 8-11-2000, Plenário, DJ de 19-12-2002.)

Medida provisória pode criar crime e cominar pena?


R: não, pois MP não é lei.
Existe MP em matéria de direito penal não incriminador?
1ª corrente: a CF/88 proíbe MP sobre direito penal (inclusive não incriminador)
2ª corrente: a CF/88 só não admite direito penal incriminador
O que prevalece?
O STF, no RE 254.818/PR, discutindo os efeitos benéficos trazidos pela MP 1.571/97, que permitiu o
parcelamento de débitos tributários e previdenciários com efeitos extintivos da punibilidade, proclamou sua
admissibilidade em favor do réu.
Em 2003 o STF aplicou o mesmo raciocínio com a MP que impedia a tipicidade do artigo 12 do Estatuto do
Desarmamento. (Anotações da aula do Rogério Sanches - LFG)

Pelo visto o CESPE adota a 1ª corrente.


Em resumo, com relação à edição de MP sobre matéria penal benéfica, o tema é controvertido, tendo
entendimentos diferentes no próprio pretório excelso, porém com predominância de entendimento de
possibilidade no STF.

*** Ainda a respeito deste tema há o tormentoso questionamento, ainda não enfrentado pelo STF, de como
é possível considerar a edição de MP em matéria penal benéfica, acerca dos limites materiais do decreto
legislativo se a referida MP for rejeitada, uma vez que a prática de atividade "lícita" acobertada por referida
MP não poderia ser, posteriormente, considerada crime, o que traria grande incerteza e insegurança
jurídica.
MP
benéfica Logo, a questão está incorreta pelo fato de incluir as matérias processual penal e civil nesse contexto:
for
rejeitada "É vedada a edição de medida provisória em matéria penal, processual penal e processual civil, salvo se em
benefício do acusado, como, por exemplo, na criação de hipótese de extinção de punibilidade. " ERRADO

Seria CORRETA se assim redigida:

"É vedada a edição de medida provisória em matéria penal, salvo se em benefício do acusado, como, por
exemplo, na criação de hipótese de extinção de punibilidade. CORRETO

Mas o que temos que ficar atentos é que se tratando de vedação de MP em materia processual civil não
existe esse "SALVO SE EM BENEFÍCIO DO ACUSADO

Leis (LC/LO)
 Membro ou Comissão da CD/SF/CN
 Pres. Rep. (*)
Iniciativa  STF(*)/TS(*)/P-GR
 Cidadãos
(*) Início na Câmara dos Deputados
1% eleitorado
05 Estados
0,3% em cada Estado

Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: DPF Prova: CESPE - 2013 - DPF - Delegado
Em relação ao processo legislativo e ao sistema de governo adotado no Brasil, julgue o seguinte item.
A iniciativa das leis ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal ou do Congresso Nacional, bem como ao presidente da República, ao STF, aos tribunais superiores,
ao procurador-geral da República e aos cidadãos. No que tange às leis complementares, a CF não autoriza
a iniciativa popular de lei. ERRADO

A iniciativa popular abrange tanto as leis ordinárias quanto as leis complementares. Menos Emendas
Constitucionais.
Ini Popular
Como já foi dito pelos colegas a questão está errada, o mesmo assunto já foi cobrado outras vezes, vejam
1503
numa outra prova de forma correta:

Prova: CESPE - 2012 - Instituto Rio Branco - Diplomata - 2ª Etapa

Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Processo Legislativo;

A iniciativa das leis complementares e ordinárias pode ser exercida tanto por parlamentares quanto por
comissões da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, pelo presidente da
República, pelo STF e tribunais superiores, pelo procurador-geral da República e por cidadãos, na forma e
nos casos previstos na CF.

GABARITO: CERTA.

A INICIATIVA POPULAR não cabe apenas para PEC


O procedimento abaixo, citado pelos colegas, é denominado "procedimento abreviado" , o qual dispensa
apreciação do projeto de lei ordinária pelo plenário da CD ou SF, considerando-se aprovado se for aceito
pelas comissões de cada casa (Diz-se que o projeto tramita em caráter terminativo ou conclusivo).

Lembrando que além deste procedimento, existem outros dois:

1) procedimento ordinário, o qual o projeto passa por todas as fases possíveis de tramitação sem prazo
definido para deliberação do CN.

Procedim 2) procedimento sumário (ou procedimento da urgência constitucional): iguala-se ao ordinário no que diz
Abreviado respeito à tramitação, mas este, por sua vez, prevê a existência de prazo para deliberação do CN.

Galera, trata-se da competência terminativa das comissões, a saber:

''Tanto o Senado Federal como a Câmara dos Deputados apresentam processo descentralizado de
apreciação de proposições, em que suas comissões podem decidir a aprovação ou rejeição de
determinadas proposições de forma definitiva, ressalvando-se a possibilidade de apresentação de recurso
para o Plenário.''

FONTE: http://www.senado.gov.br/senado/portaldoservidor/jornal/jornal108/processo_legislativo.aspx
Pessoal, eliminando eventuais dúvidas quanto ao item "d":

As leis complementares e as emendas constitucionais não podem ser aprovadas conclusivamente nas
comissões.
Por que não?
Porque essas espécies legislativas exigem deliberação qualificada para sua aprovação (maioria absoluta e
Limitações três quintos dos membros das Casas Legislativas, respectivamente).
Ora, como poderia ser apurada essa maioria qualificada no âmbito de uma comissão?
Como apurar 308 votos de deputados (três quintos da Câmara dos Deputados) no âmbito de uma
comissão?
Como apurar 257 votos de deputados (maioria absoluta da Câmara dos Deputados) no âmbito de uma
comissão?
http://thaisandrade.files.wordpress.com/2011/01/dir-const-ponto-vicente-paulo-exercc3adcios-09.pdf
Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: DPE-DF Prova: CESPE - 2013 - DPE-DF - Defensor Público
Considerando as disposições constitucionais acerca da administração pública e de seus servidores, julgue
os itens a seguir.

Como regra, compete ao Congresso Nacional dispor sobre a criação, transformação ou extinção de cargos,
empregos ou funções públicas, mesmo que a iniciativa para sua proposição seja do Poder Judiciário ou do
chefe do Poder Executivo. ERRADO

Eu errei, como regra cabe ao CN e como exceção cabe ao PR por decreto

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

VI – dispor, mediante decreto, sobre:

b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos

mais uma para o CESPE mas um dia chego lá!

O MACETE É LEMBRAR QUE SE ENVOLVER AUMENTO DAS DESPESAS SEMPRE ENVOLVE O CONGRESSO
Criação de NA CF...
cargos e Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o
funções especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente
pelo PL sobre:
para
outros X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que estabelece
Poderes o art. 84, VI, b; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara
dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo
Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e
nos casos previstos nesta Constituição.

II - disponham sobre:

a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de


sua remuneração;

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

VI - dispor, mediante decreto, sobre:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem
criação ou extinção de órgãos públicos; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;(Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)

Todavia... Vi em Marcelo Alexandrino que quanto à fixação ou alteração de remuneração e subsídio - que
se faz mediante lei ordinaria especifica - a iniciativa é privativa, e, em cada caso, depende do cargo a que a
lei se refira.
Ex: Presidente - poder executivo federal;
Camara - cargo desta estrutura;
Senado - cargos deste;
Judiciario –competencia privativa de cada tribunal;
STF – subsidio de seus ministros, submetido, como qq outro projeto de lei, à sanção ou veto do presidente.
A fixação do subsídio dos deputados federais,senadores,presidente, ministros de estado, que cabe ao
Congresso, nao se sujeitam a sancao/veto.
 Militares das F.A: Efetivo, reg. jur., provimento, promoção, estabilidade,reforma e reserva;
 Adm Dir e autárquica: Criação de cargos, funções ou empregos públicos e aumento de remuneração.
OBS: Declaração de desnecessidade não é hábil a extinção.
 Territórios: Org. Administrativa e Judiciária, matéria tributária, orçamentária, serviços públicos e
pessoal da administração;
OBS: Alínea diz respeito exclusivamente aos Territórios Federais.
 Servidores Públicos da União e Territórios (regime jur., remuneração, vantagens, provimento,
estabilidade e aposentadoria);
OBS: 1) Fixação de data para pagamento de vencimento e previsão de correção monetária em atraso: Não
constitui aumento de remuneração.
2) Perdão por falta ao trabalho: Ch Poder Executivo
3) Limite máximo e mínimo para inscrição em concurso público.
Iniciativa  Organização do MPU, DPU
privativa  Normas gerais de organização: do MP, DP Estaduais e Distritais;
do Pres. OBS: Fixação de vencimentos do MP: Compete ao MP. Decorre do poder conferido pela CF da iniciativa
Rep. para a criação de cargos.
 Ministérios e Órgãos da Adm Púb: Criação e Extinção, observado art. 84, VI.

OBS:
1) STF – Art. 61 é numerus clausus.
2) Emenda de projeto por parlamentar: Pode não havendo aumento de despesa. Limitado à
pertinência com o objeto do projeto.
3) Iniciado por parlamentar e sancionado pelo Ch Executivo: Vício de inconstitucionalidade resultante
do poder de iniciativa. Insanável.
Art. 84, VI Dispor por decreto:
Atribuições do  Org. e func. da Adm. Fed. (não aumente despesa nem crie/extingue ór. Púb.)
Pres. Rep.  Extinção de funções/cargos vagos.
LC : > abs
Quórum
LO: >comum.
Sistema de conta única para depósitos judiciais deflagrado pelo Governador: Inconstitucional. Iniciativa do
PJ;
Jurisprudê Lei parlamentar de realização gratuita de teste de maternidade ou paternidade: Constitucional. Não cria
ncia ou altera estrutura de órgão da Adm Púb. Lei que crie despesas tb pode ter origem parlamentar.
Isenção de pagamento de taxa para concurso público. Lei parlamentar: Constitucional. Não versa sobre
servidores públicos.
Não são admitidas emendas parlamentares que acarretem aumento de despesas, segundo a CF, a projetos
de lei. Já no projeto de LOA (é o que está previsto na questão) é perfeitamente possível ocorrer emendas
Emendas
parlamentares.
aumento
### ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem e desde que: a) sejam
de
compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; b) indiquem os recursos
despesa
necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre
dotações para pessoal e seus encargos; serviço da dívida; transferências tributárias constitucionais para
Estados, Municípios e Distrito Federal; c) sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com
os dispositivos do texto do projeto de lei;

“No caso de leis orçamentárias, cuja iniciativa foi reservada ao Chefe do Executivo, a emenda parlamentar
é admitida desde que compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. Neste
caso, deve haver a indicação dos recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de
despesa, com exclusão das que incidam sobre dotações para pessoal e seus encargos, serviço da dívida ou
transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal. São admitidas, ainda,
emendas relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com os dispositivos do texto do projeto de
lei (CF, art. 166, § 3.°). A Constituição veda a aprovação de emendas a projeto de lei de diretrizes
orçamentárias que sejam incompatíveis com o plano plurianual (CF, art. 166, § 4.°). Em síntese, a regra de
que os projetos de lei de iniciativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo podem ser modificados por meio
de emendas parlamentares, possui duas limitações: a) não podem ser veiculadas matérias diferentes das
versadas no projeto de lei, de modo a desfigurá-lo; e b) são vedadas emendas parlamentares que
impliquem aumento de despesa pública (salvo, art. 166, §§ 3.° e 4.°).”

Ultima manifestação do plenário do STF sobre o item "c":

"A iniciativa de competência privativa do Poder Executivo não impede a apresentação de


emendas parlamentares, presente a identidade de matéria e acompanhada da estimativa de
despesa e respectiva fonte de custeio.
Assim, é possível que haja emenda parlamentar em um projeto de lei de iniciativa reservada
ao Chefe do Poder Executivo, desde que cumpridos dois requisitos:
a) haja pertinência temática (a emenda não trate sobre assunto diferente do projeto original); e
b) a emenda não acarrete aumento de despesas originalmente previstas (art. 63, I, da CF/88).
STF. Plenário. ADI 3926/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 5/8/2015 (Info 793, STF)"

Segundo o professor Vicente Paulo, os projetos de lei de iniciativa privativa admitem emendas desde que
satisfeitos dois requisitos:

1 - Não acarretem aumento de despesa;

2 - Tenham pertinência temática com o projeto.

Texto extraído do informativo 564 do STF:


Emenda
em PL de “O art. 63, I e II, inadmite emendas aos projetos de lei que aumentem a despesa prevista nos projetos cuja
ini iniciativa seja da exclusiva competência do Presidente da República e naqueles referentes à organização
privativa dos serviços administrativos da Câmara, do Senado, dos Tribunais Federais e do Ministério Público.
Emendas que não aumentem a despesa poderão ser oferecidas?
Parece-nos que sim. Mesmo que se modifique, pela emenda, o objetivo desejado pelo proponente, ao dar
início ao processo de formação da lei. O que a Constituição confere, ao reservar iniciativa, é a definição do
momento em que se deva legislar sobre determinada matéria. O proponente do projeto é senhor da
oportunidade. O mais se passa no interior do Poder Legislativo, no exercício constitucional de sua
atividade inovadora da ordem jurídica em nível imediatamente infraconstitucional. Só não pode, por
emenda, aumentar a despesa no projeto.” (grifei)
[...]
“A Constituição vigente admite a apresentação de emendas aos projetos de iniciativa reservada, desde
que não aumentem a despesa prevista. (...). Assim, hoje não mais cabe discussão. Desde que a emenda
não aumente a despesa globalmente prevista, é ela cabível.
A atual Constituição estendeu a regra à iniciativa reservada a outros órgãos que não o Presidente da
República. Com isto, a Constituição permite a ingerência parlamentar na própria organização dos serviços
administrativos dos tribunais federais (...).”

egundo Pedro Lenza:

Cabe emenda parlamentar em projetos de iniciativa reservada (privativa ou exclusiva), desde que
respeitados:
1. Pertinência temática com o projeto original;

2. Não pode acarretar aumento de despesa ao projeto original. EXCEÇÕES :

2.1: projeto de lei do orçamento anual (P.LOA) ou aos projetos que o modifiquem desde que: sejam
compatíveis com o PPA e a LDO; indiquem os recursos necessários; sejam reacionados com a correção de
erros ou omissões dos dispositivos do texto do projeto de lei.

2.2: projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (P.LDO), desde que compatíveis com o PPA.

FONTE: CESPE

De acordo com o disposto no art. 48 da CF, o Poder Legislativo pode emendar projeto de lei de iniciativa
reservada ao Chefe do Poder Executivo, desde que não implique aumento de despesa (art. 63, I) e guarde
a denominada pertinência temática. Nesse sentido, decidiu o STF no julgamento da ADI nº 3288, conforme
o seguinte trecho da ementa: ? O Poder Legislativo detém a competência de emendar todo e qualquer
projeto de lei, ainda que fruto da iniciativa reservada ao Chefe do Poder Executivo (art. 48 da CF). Tal
competência do Poder Legislativo conhece, porém, duas limitações: a) a impossibilidade de o Parlamento
veicular matéria estranha à versada no projeto de lei (requisito de pertinência temática); b) a
impossibilidade de as emendas parlamentares aos projetos de lei de iniciativa do Executivo, ressalvado o
disposto nos §§ 3º e 4º do art. 166, implicarem aumento de despesa pública (inciso I do art. 63 da CF).?A
doutrina também destaca tal possibilidade, conforme se extrai da lição de Pedro Lenza, na obra Direito
Constitucional Esquematizado. 14ª Ed. Pág. 445. Recurso indeferido.
O que de fato explica a mudança e justifica a C como (A MAIS) correta é a ADIn 2350 de 2004:

http://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/769047/acao-direta-de-inconstitucionalidade-adi-2350-go

"1. A Constituição Federal veda ao Poder Legislativo apenas a prerrogativa da formalização de emendas a
projeto originário de Tribunal de Justiça, se delas resultar aumento de despesa pública, observada ainda a
pertinência temática, a harmonia e a simetria à proposta inicial."
Emenda PL
Judiciário
"O projeto de lei sobre organização judiciária pode sofrer emendas parlamentares de que resulte, até
mesmo, aumento da despesa prevista. O conteúdo restritivo da norma inscrita no art. 63, II, da CF, que
concerne exclusivamente aos serviços administrativos estruturados na secretaria dos tribunais, não se
aplica aos projetos referentes à organização judiciária, eis que as limitações expressamente previstas,
nesse tema, pela Carta Política de 1969 (art. 144, § 5º, in fine), deixaram de ser reproduzidas pelo vigente
ordenamento constitucional." (ADI 865-MC, Rel. Min.Celso de Mello, julgamento em 7-10-1993, Plenário,
DJ de 8-4-1994.)
Nos projetos de lei de iniciativa de outros poderes (que não o Legislativo), não são admitidas emendas
para aumento de despesa prevista, caso esse aumento for para a organização dos serviços administrativos.
Na ADIN-MC 865/MA houve o seguinte entendimento: “O projeto de lei sobre organização judiciária pode
sofrer emendas parlamentares de que resulte, até mesmo, aumento da despesa prevista. O conteúdo
restritivo da norma inscrita no art. 63, II da CF/88 – que concerne exclusivamente aos serviços
administrativos estruturados na Secretaria dos Tribunais, não se aplica aos projetos referentes à
organização judiciária”. Vide a ementa:

PL ini ADIN - CÓDIGO DE DIVISAO E ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIAS DO ESTADO DO MARANHAO (ART. 87 E


outros PARÁGRAFO ÚNICO; ART. 88 E PARS; ART. 89E PARÁGRAFO ÚNICO) - SERVENTIAS JUDICIAIS E
Poderes EXTRAJUDICIAIS - MATÉRIA DE ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIA - INICIATIVA RESERVADA AO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA - PROCESSO LEGISLATIVO - LIMITES DA ATUAÇÃO PARLAMENTAR - EMENDABILIDADE DOS
PROJETOS DE LEI EM TEMA DE ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIA - A QUESTÃO DO ARTIGO. 236 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL - AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO - MEDIDA CAUTELAR
INDEFERIDA . - A CLÁUSULA CONSTITUCIONAL QUE CONFERE EXCLUSIVIDADE AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PARA INSTAURAR O PROCESSO LEGISLATIVO EM TEMA DE ORGANIZAÇÃO E DIVISÃO JUDICIÁRIAS DO
ESTADO NÃO IMPEDE OS PARLAMENTARES DE OFERECEREM EMENDAS AO CORRESPONDENTE PROJETO
DE LEI. O PODER DE EMENDAR, QUE NÃO CONSTITUI DERIVAÇÃO DO PODER DE INICIAR O PROCESSO DE
FORMAÇÃO DAS LEIS, E PRERROGATIVA DEFERIDA AOS PARLAMENTARES, QUE SE SUJEITAM, QUANTO AO
SEU EXERCÍCIO, APENAS AS RESTRIÇÕES IMPOSTAS, EM "NUMERUS CLAUSUS", PELA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL . - O PROJETO DE LEI SOBRE ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIA PODE SOFRER EMENDAS
PARLAMENTARES DE QUE RESULTE, ATÉ MESMO, AUMENTO DA DESPESA PREVISTA. O CONTEUDO
RESTRITIVO DA NORMA INSCRITA NO ART. 63, II, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL - QUE CONCERNE
EXCLUSIVAMENTE AOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS ESTRUTURADOS NA SECRETARIA DOS TRIBUNAIS -
NÃO SE APLICA AOS PROJETOS REFERENTES A ORGANIZAÇAO JUDICIÁRIA, EIS QUE AS LIMITAÇÕES
EXPRESSAMENTE PREVISTAS, NESSE TEMA, PELA CARTA POLÍTICA DE 1969 (ART. 144, PAR.5., IN FINE),
DEIXARAM DE SER REPRODUZIDAS PELO VIGENTE ORDENAMENTO CONSTITUCIONAL. A AUSÊNCIA DA LEI
NACIONAL RECLAMADA PELO ART. 236 DA CONSTITUIÇÃO NÃO IMPEDE O ESTADO-MEMBRO, SOB PENA
DA PARALISAÇÃO DOS SEUS SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS , DE DISPOR SOBRE A EXECUÇÃO DESSAS
ATIVIDADES, QUE SE INSEREM, POR SUA NATUREZA MESMA, NA ESFERA DE COMPETÊNCIA AUTONOMA
DESSA UNIDADE FEDERADA. A CRIAÇÃO, O PROVIMENTO E A INSTALAÇÃO DAS SERVENTIAS
EXTRAJUDICIAIS PELOS ESTADOS-MEMBROS NÃO IMPLICAM USURPAÇÃO DA MATÉRIA RESERVADA A LEI
NACIONAL PELO ART. 236 DA CARTA FEDERAL. (STF - ADI-MC: 865 MA , Relator: CELSO DE MELLO, Data de
Julgamento: 07/10/1993, TRIBUNAL PLENO, Data de Publicação: DJ 08-04-1994 PP-07225 EMENT VOL-
01739-03 PP-00552)
Pessoal, o STF entende que as emendas parlamentares aos projetos de lei de iniciativa reservada devem
observar (I) a pertinência temática e (II) a vedação ao aumento de despesas públicas não apenas nas
hipóteses do art. 63 da CF, mas também nos demais casos previstos ao longo da CF, como ocorre, por
exemplo, com a iniciativa privativa dos tribunais de justiça para a propositura de projeto de lei que vise
alterar a organização e a divisão judiciárias, prevista no art. 96, II, "d" da CF. Ou seja, em regra, a vedação
ao aumento de despesas pelas emendas parlamentares, talvez por influência do princípio da simetria,
atinge todas as hipóteses de iniciativa reservada previstas na CF, além daquelas previstas em seu art. 63.
Nesse sentido colabora a jurisprudência mais recente do STF sobre o tema, confiram:

"Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 1º, parágrafo único, da Lei Complementar estadual nº 164/98
do Estado de Santa Catarina. Extensão aos servidores inativos e extrajudiciais de aumento remuneratório
dado aos servidores do Poder Judiciário do Estado. Emenda aditiva parlamentar a projeto de iniciativa do
Entendime Poder Judiciário local. Vício de iniciativa. Artigo 96, II, b, da Constituição Federal. Paridade remuneratória
nto atual entre os servidores ativos e inativos. Alteração e posterior revogação do parâmetro de controle. Não
2018 prejudicialidade. Parcial procedência. 1. Ação direta de inconstitucionalidade na qual se impugna
dispositivo de lei complementar estadual - oriundo de emenda aditiva parlamentar a projeto de iniciativa
do Poder Judiciário local - que alargou a incidência de aumento remuneratório dado aos servidores do
Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina, a fim de abarcar os servidores inativos e extrajudiciais. (…) 5.
O projeto original de reajuste remuneratório proposto pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa
Catarina não compreendia a extensão do benefício aos servidores extrajudiciais, tendo sido acrescido por
emenda apresentada por parlamentar. A jurisprudência da Suprema Corte, em algumas oportunidades,
fixou parâmetros para o exercício do poder de emenda parlamentar relativamente a projeto de lei fruto de
iniciativa reservada do chefe do Poder Executivo ou de órgão detentor de autonomia financeira e
orçamentária. São eles: (i) a necessidade de pertinência da emenda com relação à matéria tratada na
proposição legislativa e (ii) a máxima de que dela não resulte aumento de despesa pública. No caso, a
extensão do aumento remuneratório aos serventuários extrajudiciais implicou, necessariamente, aumento
de despesa com pessoal que não era contemplado no texto original do projeto do Judiciário, nem decorria
de regra constitucional automaticamente aplicável. 6. Ação direta julgada parcialmente procedente". (STF,
Tribunal Pleno, ADI 1835, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 17.10.2014)
Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: PG-DF Prova: CESPE - 2013 - PG-DF - Procurador
Julgue os itens que se seguem, à luz das disposições constitucionais sobre a repartição de competências, o
processo legislativo e a questão federativa.
Lei DF Será considerado formalmente inconstitucional projeto de lei distrital de iniciativa parlamentar que confira
aumento aumento de remuneração aos servidores do governo do DF.
remuneraç Certo
ão
servidores O item poderia levar o candidata a erro se pensássemos no art. 21 da CF. Todavia, a CF nesse ponto não
disciplina sobre todos os servidores do DF, mas apenas de parcela deles. Vejamos:

CF art. 21 COMPETE PRIVATIVAMENTE A UNIÃO:


XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a
Defensoria Pública dos Territórios; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 69, de 2012) (Produção
de efeito)

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal,
bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio
de fundo próprio;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

**Todavia, é de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo para a propositura de leis que tratem
sobre aumento da remuneração dos servidores públicos (CF, art. 61, § 1º, II, a). Precedentes citados: RE
241.494-DF. Nesse esteira, o vício formal de inconstitucionalidade é referente ao legitimado para a
propositura do referido projeto de lei é do CHEFE DO PODER EXECUTIVO (PRINC. DO PARELELISMO DAS
FORMAS OU DA SIMETRIA).

Logo, caberia ao governador do DF e não a parlamentar estadual.

SEgundo o professor MARCELO KESSLER

"À CLDF cabe a iniciativa de projeto de lei que confira aumento aos seus servidores. Aos servidores do
GDF, compete ao governador a iniciativa de lei.

Dessa forma, caso não seja o Governador o deflagrador

do processo legislativo de Projetos de lei que visem ao aumento da

remuneração de servidores do GDF, a lei estará maculada por inconstitucionalidade

formal decorrente do vício de iniciativa.

OUTRAS QUESTÕES extraídas da contribuição acima da colega Renata (Informativo do STF):

1) "Emendas parlamentares que não aumentem a despesa ao Projeto de Lei de iniciativa reservada pela CF
poderão ser oferecidas."

2) "Não pode haver modificação do objetivo do PL desejado pelo proponente do PL de iniciativa reservada
pela emenda parlamentar."
Quests
3) “A Constituição vigente admite a apresentação de emendas aos projetos de iniciativa reservada, desde
que não aumentem a despesa prevista. Assim, hoje não mais cabe discussão, desde que a emenda não
aumente a despesa globalmente prevista, é ela cabível."

4) "A atual Constituição estendeu a regra à iniciativa reservada a outros órgãos que não o Presidente da
República. Com isto, a Constituição permite a ingerência parlamentar na própria organização dos serviços
administrativos dos tribunais federais.”
De acordo com entendimento do STF, a iniciativa de lei que verse sobre matéria tributária é concorrente
entre o chefe do Poder Executivo e os membros do Legislativo.. CESPE 2013

Podemos falar em iniciativa reservada de matéria tributária?


Ini Mat
Trib

Não.
O art. 61, § 1.º, II, “b”, da CF/88 determina serem de iniciativa reservada do Presidente da República as leis
que disponham sobre “organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços
públicos e pessoal da administração dos Territórios”.

Assim, o STF já entendeu que a exclusividade para iniciar o processo legislativo sobre matéria tributária
refere-se às leis dos Territórios Federais.”

Nessa linha: “a Constituição de 1988 admite a iniciativa parlamentar na instauração do processo legislativo
em tema de direito tributário. A iniciativa reservada, por constituir matéria de direito estrito, não se
presume e nem comporta interpretação ampliativa, na medida em que, por implicar limitação ao poder de
instauração do processo legislativo, deve necessariamente derivar de norma constitucional explícita e
inequívoca. O ato de legislar sobre direito tributário, ainda que para conceder benefícios jurídicos de
ordem fiscal, não se equipara, especialmente para os fins de instauração do respectivo processo
legislativo, ao ato de legislar sobre o orçamento do Estado” (ADI 724-MC, Rel. Min. Celso de Mello, j.
07.05.1992, DJ de 27.04.2001).

Ou, ainda: “(...). Processo legislativo: matéria tributária: inexistência de reserva de iniciativa do Executivo,
sendo impertinente a invocação do art. 61, § 1.º, II, “b”, da Constituição, que diz respeito exclusivamente
aos Territórios Federais” (grifamos — ADI 3.205, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 19.10.2006, DJ de
17.11.2006). No mesmo sentido: ADI 2.392-C, Rel. Min. Moreira Alves, j. 28.03.2001, DJ de 1.º.08.2003;
ADI 2.474, Rel. Min. Ellen Gracie, j. 19.03.2003, DJ de 25.04.2003; ADI 2.638, Rel. Min. Eros Grau, j.
15.02.2006, DJ de 09.06.2006.” (Grifamos)

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;

“A iniciativa de leis que versem sobre matéria tributária é concorrente entre o chefe do Poder Executivo e
os membros do Legislativo. A circunstância de as leis que versem sobre matéria tributária poderem
repercutir no orçamento do ente federado não conduz à conclusão de que sua iniciativa é privativa do
chefe do Executivo.” (RE 590.697-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 23-8-2011, Segunda
Turma, DJE de 6-9-2011.)

FONTE:http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/artigoBD.asp?item=372

"Segundo o STF, esse dispositivo constitucional (CF, art. 61, § 1º, II, "b"), ao se referir à iniciativa privativa
do Presidente da República em matéria tributária, aplica-se exclusivamente aos tributos que digam
respeito aos Territórios Federais. Em qualquer outro caso relativo ao Direito Tributário não há iniciativa
legislativa privativa."

"membros do Poder Legislativo também podem propor projeto de lei sobre matéria tributária"

Fonte: Direito Constitucional Descomplicado - Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino

O examinador tem essa mania de pegar trechos de decisões do STF, descontextualizados, e cobrar em
prova... isso é um absurdo! Na decisão citada pelos colegas, era discutida possibilidade de iniciativa
parlamentar a projetos de lei sobre matéria tributária e, dentro desse contexto, o STF disse, de forma
INCORRETA, que "matéria tributária é concorrente entre o chefe do Poder Executivo e os membros do
Legislativo", quando na verdade a iniciativa é GERAL, já que todos os legitimados do art. 61 podem
apresentar projetos de lei sobre a matéria.
Vejam que recentemente o STF acertou: "Tributário. Processo legislativo. Iniciativa de lei. 2. Reserva de
iniciativa em matéria tributária. Inexistência. 3. Lei municipal que revoga tributo. Iniciativa parlamentar.
Constitucionalidade. 4. Iniciativa geral. Inexiste, no atual texto constitucional, previsão de iniciativa
exclusiva do Chefe do Executivo em matéria tributária. 5. Repercussão geral reconhecida. 6. Recurso
provido. Reafirmação de jurisprudência". (ARE 743480 RG / MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, Julgamento:
10/10/2013)

ADI 5468 - Salvo em situações graves e excepcionais, não cabe ao Poder Judiciário, sob pena de violação ao
princípio da separação de poderes, interferir na função do Poder Legislativo de definir receitas e despesas
Intervençã
da administração pública, emendando projetos de leis orçamentárias, quando atendidas as condições
o Jud
previstas no art. 166, § 3º e § 4º, da Constituição Federal.
Relator(a): Min. LUIZ FUX Acórdão Julgamento: 30/06/2016
Sintetizando o comentário do colega: Na definição de orçamento do Prof. Aliomar Baleeiro, vimos que “o
orçamento é um ato pelo qual o Poder Legislativo autoriza o Poder Executivo”. Portanto, no Brasil, o
orçamento público é de natureza autorizativa. s orçamentos públicos podem ser classificados em duas
categorias. Os orçamentos de natureza impositiva e de
natureza autorizativa.
Os orçamentos de natureza impositiva são aqueles em que, uma vez consignada uma despesa no
orçamento, ela deve ser necessariamente executada, por se tratar o orçamento de uma lei, e como tal
deve ser cumprida.
Entretanto, o STF, ao ser instado a se manifestar sobre o assunto, entendeu que, no Brasil, o orçamento
não é impositivo, mas sim, autorizativo. Isso quer dizer que não existe obrigatoriedade de execução das
despesas consignadas no orçamento público, já que a avaliação do que deve ou não ser executado está a
cargo da discrionariedade do gestor. Muitos parlamentares, insatisfeitos com a não-execução das
despesas orçamentárias consignadas por meio de emendas, acionaram o STF que decidiu que o orçamento
é atocondição (condição necessária para execução da despesa), mas não ato-regra (obrigação no sentido
restrito).
ATENÇÃO: Essa questão costuma ser muito cobrada em concursos públicos. Não vacile. O orçamento no
Brasil tem natureza autorizativa, ou seja, não existe obrigatoriedade da execução das despesas lá
consignadas.
Para fins de concurso, especialmente nas provas elaboradas pelo CESPE, tem sido cobrado conhecimento
acerca do impacto no planejamento de órgãos públicos do orçamento autorizativo. Muito se comenta e
Orçament muito se discute que o Brasil deveria adotar o orçamento impositivo, já que com isso, estaria assegurado o
o planejamento inicialmente estipulado e aprovado pelo poder legislativo. Assim, o orçamento impositivo
autorizativ seria um fortalecimento do poder legislativo e do planejamento, em detrimento do poder executivo que
o vê no orçamento autorizativo uma forma sutil de executar algo diferente do acordado quando da
aprovação da lei, através de contingenciamentos, por exemplo.

Embora o orçamento no ordenamento jurídico brasileiro seja não impositivo, uma parte da doutrina
afirma que ele é "engessado", pois muitas das receitas públicas no Brasil estão vinculadas a determinadas
despesas. Cito o exemplo das transferências de receitas para a educação, saúde e as receitas provenientes
de contribuições sociais, as quais somente podem ser gastas com as suas determinações específicas.

Assim, embora o orçamento seja autorizativo, o gestor público tem sua atuação vinculada para
determinadas receitas.

Esses são os ensinamentos da professora Tathiane Piscitelli da LFG.

Enquanto não se resolve a questão, para fins de concurso é bom saber que:

1) existe grande discussão na sociedade atualmente em relação à necessidade de se estabelecer um


orçamento impositivo (é preciso que o candidato conheça a celeuma para poder se posicionar numa
eventual prova discursiva ou até mesmo numa prova objetiva em que avente essa discussão);

2) os que defendem o orçamento impositivo entendem que o governo é obrigado a seguir o planejamento
estabelecido nas leis orçamentárias e não deveria ter liberdade para decidir o que executar
Lei ordinária posterior pode revogar lei formalmente complementar, desde que materialmente ordinária.
CESPE 2013
CERTO. É pacífica a doutrina e a jurisprudência, senão vejamos:
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. TUTELA ANTECIPADA. COFINS. ISENÇÃO. LC
70/91. SOCIEDADES PRESTADORAS DE SERVIÇOS. REVOGAÇÃO. LEI 9.430/96. SÚMULA 276/STJ.
LO x LC
1. A teor da Súmula 276/STJ, "as sociedades civis de prestação de serviços profissionais são 0isentas da
COFINS, irrelevante o regime tributário adotado". Ressalva do ponto de vista pessoal do Relator, no
sentido de que lei formalmente complementar, mas materialmente ordinária, pode ser revogada por lei
ordinária, sendo, portanto, legítima a revogação, operada pela Lei 9.430/96, da isenção prevista no art. 6º
da LC 70/91.
Estatuto Compete ao STF a iniciativa de proposição de lei complementar que disponha sobre o Estatuto da
Magistratu Magistratura. CESPE 2011
ra
Lei nova e O STF fixou entendimento no sentido de que a lei nova não pode revogar vantagem pessoal já incorporada
vantagem ao patrimônio do servidor sob pena de ofensa ao direito adquirido (AI 762.863-AgR, Rel. Min. Eros Grau,
servidor julgamento em 20/10/2009, Segunda Turma, DJE de 13/11/2009.)

Discussão e votação dos projetos


 Pres. Rep. (*)
Início na CD
 STF(*)/TS(*)
Regime de
Só o Pres. Rep. pode solicitar.;
urgência
 Se CD/SF não se manifestarem sobre a proposição até 45d da publicação. Com exceção das que
Sobrestação
tenham prazo constitucional determinado;
da pauta
 Prazos não correm no recesso, nem em projetos de Código.
Apreciação
das emendas
No prazo de 10 d.
(do SF) pela
CD
Revisão do 1) Projeto aprovado por uma Casa será revisto pela outra em um só turno de votação;
projeto 2) Enviará projeto ao Pres. Rep.
Emenda do
Retorna à casa iniciadora
projeto

c) Não se admite a apresentação de emendas parlamentares durante o processo legislativo referente a


projeto de lei que, em tramitação na Assembleia Legislativa, disponha sobre a
organização dos serviços administrativos do MPE, dado o caráter reservado de sua iniciativa. ERRADO.
CESPE 2014

Entendimento do STF na ADI 2681.


Emenda
Serviços Adm “A atuação dos integrantes da Assembléia Legislativa dos Estados-Membros acha-se submetida, no
MPE processo de formação das leis, à limitação imposta pelo art. 63 da Constituição, que veda -- ressalvadas as
proposições de natureza orçamentária -- o oferecimento de emendas parlamentares de que resulte o
aumento da despesa prevista nos projetos sujeitos ao exclusivo poder de iniciativa do governador do
Estado ou referentes à organização administrativa dos Poderes Legislativo e Judiciário locais, bem assim
do Ministério Público estadual. (ADI 2.681-MC, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 11-9-2002,
Plenário, DJE de
25-10-2013.)
E M E N T A: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - POLICIAL MILITAR - REGIME JURÍDICO DOS
SERVIDORES PÚBLICOS - PROCESSO LEGISLATIVO - INSTAURAÇÃO DEPENDENTE DE INICIATIVA
CONSTITUCIONALMENTE RESERVADA AO CHEFE DO PODER EXECUTIVO - DIPLOMA LEGISLATIVO
ESTADUAL QUE RESULTOU DE INICIATIVA PARLAMENTAR - INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL - MEDIDA
CAUTELAR DEFERIDA . OS PRINCÍPIOS QUE REGEM O PROCESSO LEGISLATIVO IMPÕEM-SE À
OBSERVÂNCIA DOS ESTADOS-MEMBROS. - (....) Precedentes. - O desrespeito à prerrogativa de iniciar o
processo legislativo, que resulte da usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico
de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta
Aquiescência a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato
do Ch Exe legislativo eventualmente editado.Nem mesmo a ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo,
mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de
sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula nº 5/STF,
motivada pela superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988.
Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS
SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES). - A locução constitucional "regime jurídico dos servidores
públicos" corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações,
estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes.
(ADI-MC 1381, CELSO DE MELLO, STF.)

Veto e Sanção do Presidente da República


Envio do
Pela Casa que concluir a votação
projeto
 Total ou parcial;
 Considerar no todo ou em parte inconstitucional ou contrário ao interesse público;
Veto
 Prazo de 15d da data de recebimento;
 Comunica em 48h os motivos do veto ao Pres. do Senado.
Veto Parcial Só pode abranger texto integral de artigo, $, inciso ou alínea.
Silêncio Em 15d importará em sanção.
 Em sessão conjunta;
Apreciação
 Prazo de 30d (sob pena de ser colocado na ordem do dia, sobrestando as demais deliberações);
do veto
 Derrubada do veto pelos Dep. e Senadores (>abs + escrutínio secreto).
Derrubada
Envio do projeto para promulgação pelo Pres. Rep. em 48h.
do veto
Em 48 horas, senão caberá ao Vice-Presidente SF.
Promulgaçã
Casos:
o pelo Pres.
 Silêncio do Pres. Rep;
SF
 Derrubada do veto, sem promulgação do PRes. Rep.
Novo
projeto com
 Não pode na mesma sessão legislativa;
mesma
SALVO: Proposta da >abs. De qq das Casas.
matéria do
rejeitado
"Não bastasse o descabimento da via processual utilizada pelo impetrante, não se há cogitar de direito
líquido e certo ao que foi suprimido, sequer expectativa de direito a ser tutelado judicialmente pela via do
Jurisprudênc mandado de segurança. A tese desenvolvida pelo impetrante, se acolhida, traria o revés de inviabilizar este
ia Supremo Tribunal, pois atrairia para sua jurisdição a insurgência de todos aqueles que vissem suas
pretensões frustradas em decorrência do exercício regular do poder de veto atribuído ao Presidente da
República" (MS 33.694, rel. min. Cármen Lúcia, julg. 6/8/2015).
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TCU Prova: CESPE - 2015 - TCU - Procurador do Ministério Público
Considere os seguintes temas: (a) elaboração, redação, alteração e consolidação das leis; (b) criação e
extinção de órgãos da administração pública; (c) extinção de cargos públicos vagos; (d) delegação de
matéria legislativa ao presidente da República. A partir da disciplina constante da CF, assinale a opção que
apresenta as respectivas fontes normativas adequadas para disciplinar cada um dos temas considerados.
A lei complementar / lei em sentido formal / medida provisória / resolução
B regimento interno das casas do Poder Legislativo / decreto autônomo presidencial / lei oriunda de
projeto de iniciativa presidencial / decreto legislativo
C lei complementar / lei oriunda de projeto de iniciativa presidencial / decreto autônomo presidencial /
resolução do Congresso Nacional
D regimento interno das casas do Poder Legislativo / lei oriunda de projeto de iniciativa parlamentar /
decreto regulamentar presidencial / decreto legislativo
E emenda constitucional / decreto autônomo presidencial / lei em sentido formal / lei delegada
GABARITO C

Lei complementar

Art. 59 Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação
das leis

Lei oriunda de projeto de iniciativa presidencial

Art. 61 § 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:


Quest
II - disponham sobre:

e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI

Decreto autônomo presidencial

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República

VI – dispor, mediante decreto, sobre

b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos

Resolução do Congresso Nacional

Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação
ao Congresso Nacional.

§ 2º A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que


especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício
O veto do Presidente da República pode ter duas naturezas distintas:

1) Veto Político: juízo político de conveniência do PR (Ex: optou por vetar o projeto X por este ir de
encontro aos interesses do Governo). quando o projeto de lei é contrário ao interesse público, ou ao
projeto de governo em andamento.

2) Veto Jurídico: é visto como um controle de constitucionalidade político preventivo, isto é, um controle
de constitucionalidade praticado por órgão não integrante do Poder Judiciário e realizado em momento
anterior ao surgimento da lei no mundo jurídico. é feita a análise da CONSTITUCIONALIDADE do projeto de
lei.
Em ambos os casos deverá ser motivado.

Tudo o que pode ser invocado pelo Chefe do Executivo federal em relação ao veto jurídico no âmbito do
processo legislativo federal, pode ser invocado pelos Chefes do Executivo estaduais e municipais, uma vez
Naturezas que "as diferentes fases do procedimento legislativo federal (apreciação legislativa, sanção, veto,
apreciação do veto, irrepetibilidade de projetos rejeitados na mesma sessão legislativa, etc.) deverão ser
seguidas pelos entes federados, ressalvada a peculiaridade do Poder Legislativo local, que é unicameral"
(PAULO, Vicente e ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional Descomplicado, 6ª ed., p. 560).

No exercício da competência para o chamado veto jurídico no âmbito dos correspondentes processos
legislativos, governadores e prefeitos podem invocar tão somente violações às respectivas leis
fundamentais (Constituições estaduais e leis orgânicas municipais), sendo-lhes vedado vetar projetos de lei
com base na sua incompatibilidade com a CF.

Com relação à questão, é óbvio, considerando a pirâmide de Kelsen, que a CF possui status superior às
Constituições Estaduais, de modo que é totalmente possível que um governador vete um projeto alegando
incompatibilidade com a CF (a Lei Maior). ????????????????

Acrescentando aos comentários dos colegas:

"AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PEDIDO LIMINAR INDEFERIDO. ALEGADA


INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. SUPOSTA AFRONTA AO ARTIGO 85 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE
PERNAMBUCO, ALÉM DO ARTIGO 53, §§ 1º E 4º, E ARTIGO 2º, AMBOS DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE
SURUBIM. DESCABIDA. O CONTROLE PRÉVIO OU PREVENTIVO A CARGO DO PODER EXECUTIVO OCORRE
MEDIANTE VETO DO CHEFE DO EXECUTIVO SEMPRE QUE CONSIDERAR O PROJETO DE LEI
Ctrl jud
INCONSTITUCIONAL (VETO JURÍDICO) OU CONTRÁRIO AO INTERESSE PÚBLICO (VETO POLÍTICO). O
CONTROLE JUDICIAL DAS RAZÕES DO VETO NÃO É ACEITO EM VIRTUDE DO POSTULADO DA SEPARAÇÃO
DOS PODERES, CABENDO SOMENTE AO LEGISLATIVO ANALISAR E, EVENTUALMENTE, SUPERAR, OS
MOTIVOS DO VETO, MORMENTE NO QUE TANGE A ALEGADA INCONSTITUCIONALIDADE, O QUE SE DÁ EM
SESSÃO ESPECIAL, PELO VOTO DA MAIORIA ABSOLUTA, NOS TERMOS DA REGRA DO § 4º DO ART. 66 DA
CARTA MAGNA, DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS ESTADOS E MUNICÍPIOS POR FORÇA DO PRINCÍPIO
DA SIMETRIA. (...)" (Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco. ADI 110243620078170000. Corte
Especial. Relator Desembargador Eduardo Augusto Paura Peres. Julgado em 22/10/2012).

LEI ORGÂNICA
Quarta-feira, 01 de fevereiro de 2017

Plenário decide pela constitucionalidade de pagamento de 13º e férias a prefeitos e vices

O Plenário do Supremo Tribunal Federal concluiu nesta quarta-feira (1º) o julgamento do Recurso
Extraordinário (RE) 650898, com repercussão geral reconhecida, no sentido de que o pagamento de abono
de férias e 13º salário a prefeitos e vice-prefeitos não é incompatível com o artigo 39, parágrafo 4º, da
Constituição da República. Por maioria, venceu o voto proposto pelo ministro Luís Roberto Barroso, que
divergiu parcialmente do relator, ministro Marco Aurélio.

O RE 65098 foi interposto pelo Município de Alecrim (RS) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Sul (TJ-RS) que julgou inconstitucional a lei municipal (Lei 1.929/2008) que previa o pagamento de
verba de representação, terço de férias e 13º aos ocupantes do Executivo local. Para o TJ, a norma feriria
aquele dispositivo constitucional, que veda o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio,
verba de remuneração ou outra parcela remuneratória aos subsídios dos detentores de mandatos eletivos.

O julgamento foi retomado com o voto-vista do ministro Luiz Fux, que seguiu a divergência aberta, em
fevereiro de 2016, pelo ministro Barroso. De acordo com a corrente divergente – seguida também pelos
ministros Teori Zavascki, Rosa Weber, Dias Toffoli e Gilmar Mendes –, o terço de férias e o 13º são direitos
de todos os trabalhadores, inclusive dos agentes políticos.

A posição do relator quanto a este tema foi seguida pelos ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e
Ctrl
Cármen Lúcia. Para eles, prefeitos e vice-prefeitos, ministros e secretários, deputados, senadores e
Constituc
vereadores são agentes políticos, diferentes dos servidores públicos em geral.

Competência

A decisão foi unânime no outro tema discutido no RE 650898. O município alegava que o TJ, no julgamento
de ação direta de inconstitucionalidade contra lei municipal, não poderia verificar a existência de ofensa à
Constituição Federal. Nesse ponto, todos os ministros votaram pelo desprovimento do recurso, firmando a
tese de que os Tribunais de Justiça podem exercer controle abstrato de constitucionalidade de leis
municipais utilizando como parâmetro a Constituição Federal, desde que se trate de normas de reprodução
obrigatória pelos estados, como no caso.

Também por unanimidade, foi mantida a decisão do TJ-RS no sentido da inconstitucionalidade do artigo da
lei municipal que trata da verba de representação.

Tese

As teses fixadas no julgamento do RE 650898 foram as seguintes:

“Tribunais de Justiça podem exercer controle abstrato de constitucionalidade de leis municipais utilizando
como parâmetro normas da Constituição Federal, desde que se trate de normas de reprodução obrigatória
pelos estados”.

“O artigo 39, parágrafo 4º, da Constituição Federal não é incompatível com o pagamento de terço de férias e
décimo terceiro salário”.

Leis Delegadas
 Elaboradas pelo Presidente da República;
 Deve solicitar delegação ao CN que terá forma de Resolução especificando conteúdo e termos.
 A Resolução pode determinar votação pelo CN que deve ser única (um só turno) e vedada emenda.
 Competência exclusiva do CN;
 Competência privativa da CD, SF;
 Matéria reservada à LC;
Vedações  Legislação sobre:
o Nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e direito eleitoral
o Org. PJ e MP, carreira e garantia dos seus membros
o PP, diretrizes orçamentárias, orçamento.
) O controle exercido pelo Congresso Nacional sobre a lei delegada opera efeitos ex tunc.
ERRADO. CESPE 2012

porque o correto seria "...efeitos ex nunc"; Senão, vejamos: "Caso o Presidente da República extrapole os
limites fixados na resolução concedente da delegação legislativa, o Congresso Nacional poderá, através de
decreto legislativo, sustar a lei delegada, paralisando seus efeitos normativos. A sustação não será
retroativa, surtindo efeitos ex nunc, a partir da publicação do Decreto Legislativo, uma vez que não há
declaração de nulidade da lei delegada, mas sustação dos seus efeitos. A existência desta espécie de
Ctrl CN
controle político, criada pelo Poder Legislativo, não impedirá a eventual declaração de inconstitucionalidade
pelo Poder Judiciário, por desrespeito aos requisitos formais e materiais do processo legislativo da lei
delegada, expressamente previstos no art. 68 da CF. Conclui-se que há um duplo controle repressivo da
constitucionalidade da edição das leis delegadas: legislativo e judiciário. A diferença consiste no que, em
eventual declaração de inconstitucionalidade da lei delegada pelo Supremo Tribunal Federal, terá efeitos
retroativos, ex tunc, desde a edição da lei delegada
(http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,especificidades-da-especie-normativa-lei-
delegada,35771.html).

DECRETO LEGISLATIVO E RESOLUÇÕES


d) Decreto legislativo é a espécie normativa destinada a regular assuntos de competência privativa da
Câmara dos Deputados e do Senado Federal, como, por exemplo, a aprovação de seus regimentos internos.
ERRADO CESPE 2012

Isso não é feito por decreto legislativo, mas sim por meio de resoluções. Tanto o regimento interno da CD,
quanto do SF e do Congresso Nacional foram aprovados (e modificados) por meio de resoluções. SF
suspende execução de lei declarada inconstitucional pelo STF
Celebrado tratado, convenção ou ato internacional pelo presidente da República, cabe ao Congresso
Nacional o correspondente referendo ou aprovação, mediante a edição de resolução específica. ERRADO.
CESPE 2013

ERRADA, porque o correto seria: "...mediante a edição de decreto legislativo".


No Brasil, conforme os arts. 49 e 62, § 3º, da Constituição Federal, o decreto legislativo tem como objeto
matérias apontadas como de competência exclusiva do Congresso Nacional, por exemplo, as relações
jurídicas decorrentes de medida provisória não convertida em lei;
resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou
compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
autorizar o Presidente da República a declarar guerra ou a celebrar a paz; e
autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País por mais de quinze dias.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto_legislativo).
b) Por serem atos normativos interna corporis da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, as resoluções
não são aptas à produção de efeitos externos.. ERRADO. CESPE 2012
RES e Ef
Tanto elas são aptas à produção de efeitos externos que basta lembrar que quando o STF, por meio de
Ext
controle concentrado, decide que uma lei é inconstitucional, notificará o Senado para que suspenda a
execução da lei declarada inconstitucional. O Senado fará isso através de uma resolução com eficácia erga
omnes (art. 51, X, CF).

PORTARIAS E OUTROS
Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: AGU Prova: CESPE - 2015 - AGU - Advogado da União
Foi editada portaria ministerial que regulamentou, com fundamento direto no princípio constitucional da
eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de determinado ministério.
Com referência a essa situação hipotética e ao poder regulamentar, julgue o próximo item.
A portaria em questão poderá vir a ser sustada pelo Congresso Nacional, se essa casa entender que o
ministro exorbitou de seu poder regulamentar.

Ficar atento para:


Cabe ao CN SUSTAR (e não ANULAR ou REVOGAR) atos do EXECUTIVO (e não judiciário ou legislativo) que
exorbitem o poder REGULAMENTAR. CF, ART. 49°, V
CF, art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: (...) V – sustar os atos normativos do Poder
Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;

Questão correta, outras ajudam a responder, vejam:

Prova: CESPE - 2012 - MPE-PI - Analista Ministerial - Área Administrativa - Cargo 1

Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Poderes da Administração; Poder normativo, poder


hierárquico e poder disciplinar ;
Ministérios
No exercício do poder regulamentar, os chefes do Executivo não podem editar atos que contrariem a lei ou
que criem direitos e obrigações que nela não estejam previstos, sob pena de ofensa ao princípio da
legalidade.

GABARITO: CERTA.

Prova: CESPE - 2012 - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo - Técnica Legislativa Disciplina: Direito
Constitucional | Assuntos: Poder Executivo – Presidente e Ministros de Estado;
O presidente da República dispõe de competência para editar decretos e regulamentos visando à adequada
execução das leis, podendo o Congresso Nacional determinar a sustação desses atos normativos no caso de
o Poder Executivo, no exercício dessa competência, exorbitar do poder regulamentar.

GABARITO: CERTA.

Fica aqui o meu apelo para a equipe do site “QUERO MINHA VERSÃO ANTIGA DO QC”.
SUPER QUESTS
Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: TJ-AC Prova: CESPE - 2012 - TJ-AC - Juiz Substituto
À luz das disposições constitucionais sobre o processo legislativo, assinale a opção correta.
A As leis delegadas serão elaboradas pelo presidente da República após a edição pelo Congresso Nacional de decreto
legislativo com a especificação do conteúdo e dos termos de exercício da delegação.
B Como regra, os projetos de lei, assim como as propostas de emenda à CF, são submetidos a dois turnos de discussão e
votação.
C As medidas provisórias devem ser votadas em sessão conjunta do Congresso Nacional, no prazo de sessenta dias a
contar de sua publicação, sob pena de imediata perda da sua eficácia.
D Não se admite, nos projetos que versam sobre a criação e extinção de ministérios e órgãos da administração pública,
emenda parlamentar que gere aumento da despesa prevista.
E O veto a projeto de lei deverá ser apreciado em cada uma das casas do Congresso Nacional dentro de trinta dias a
contar da decisão presidencial, e sua rejeição dependerá do voto de dois terços dos membros de cada uma delas, em
votação nominal.
GABARITO: D

a) ERRADA! As leis delegadas serão elaboradas pelo presidente da República após a edição pelo Congresso Nacional de
decreto legislativo com a especificação do conteúdo e dos termos de exercício da delegação. Por quê? Não é decreto, mas
resolução! Vejam o teor do art. 68, § 2º, da CF, in verbis: “Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da
República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. § 2º - A delegação ao Presidente da República terá a
forma de resolução do Congresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.”
b) ERRADA! Como regra, os projetos de lei, assim como as propostas de emenda à CF, são submetidos a dois turnos de
discussão e votação. Por quê? As ECs são em dois turnos, já os PLs são em turno único. Vejam o teor dos arts. 60 e 65, da
CF, in verbis: “Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:§ 2º - A proposta será discutida e votada
em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos
votos dos respectivos membros. Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só turno
de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora.”

c) ERRADA! As medidas provisórias devem ser votadas em sessão conjunta do Congresso Nacional, no prazo de sessenta
dias a contar de sua publicação, sob pena de imediata perda da sua eficácia. Por quê? Não é perda imediata, pois podem
ser prorrogadas. Vejam o teor do art. 62, §§ 6º e 7º, da CF, in verbis: “Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o
Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao
Congresso Nacional. § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua
publicação, entrará em regime de urgência, subseqüentemente, em cada uma das Casas do Congresso Nacional, ficando
sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. §
7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de sessenta dias, contado
de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional.”
d) CERTA! Não se admite, nos projetos que versam sobre a criação e extinção de ministérios e órgãos da administração
pública, emenda parlamentar que gere aumento da despesa prevista. Por quê? A criação e extinção de Ministérios deverá
se dar por lei. Entretanto, tal projeto de lei é de iniciativa exclusiva do presidente da república por força do art. 61, § 1º, II,
“e”, não cabendo intromissão do legislativo como apontado na questão. Vejam o teor dos arts. 61, 63 e 88, da CF, além de
jurisprudência do STF, in verbis: “Art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração
pública. Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista: I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da
República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 4º; Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a
qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da
República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na
forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: II -
disponham sobre: e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84,
VI; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001). Precedente colacionado pela colega acima: ADI 546 - "Não
havendo aumento de despesa, o Poder Legislativo pode emendar projeto de iniciativa privativa do Chefe do Poder
Executivo, mas esse poder não é ilimitado, não se estendendo ele a emendas que não guardem estreita pertinência com o
objeto do projeto encaminhado ao Legislativo pelo Executivo e que digam respeito a matéria que também é da iniciativa
privativa daquela autoridade. Ação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos artigos 4º e 5º da Lei nº
9.265, de 13 de junho de 1991, do Estado do Rio Grande do Sul.”

e) ERRADA! O veto a projeto de lei deverá ser apreciado em cada uma das casas do Congresso Nacional dentro de trinta
dias a contar da decisão presidencial, e sua rejeição dependerá do voto de dois terços dos membros de cada uma delas,
em votação nominal. Por quê? Vejam o teor do art. 66, § 4º, da CF, in verbis: “Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída
a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará. § 4º - O veto será
apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da
maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em escrutínio secreto.”@

Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: TJ-PI Prova: CESPE - 2012 - TJ-PI - Juiz
Considerando as disposições constitucionais acerca do processo legislativo, assinale a opção correta.
A As deliberações das comissões permanentes de ambas as casas do Congresso Nacional devem ser tomadas por maioria
simples, salvo no que diz respeito à discussão e votação, em caráter conclusivo, de projetos de lei, caso em que se requer
maioria absoluta.
B A promulgação é entendida como o atestado de existência da lei; desse modo, os efeitos da lei somente se produzem
depois daquela.
C A promulgação e a publicação da lei são sempre atos conjuntos e devem ocorrer de forma simultânea.
D As medidas provisórias, cujo prazo de validade é de sessenta dias, prorrogável por mais sessenta, devem ser votadas
em sessão conjunta do Congresso Nacional.
E As leis delegadas, elaboradas pelo presidente da República em virtude de autorização do Poder Legislativo, devem ser
aprovadas por maioria absoluta.
GABARITO B
a) As deliberações das comissões permanentes de ambas as casas do Congresso Nacional devem ser tomadas por maioria
simples, salvo no que diz respeito à discussão e votação, em caráter conclusivo, de projetos de lei, caso em que se requer
maioria absoluta.
FALSO. Apenas as leis complementares deverão ser aprovadas por maioria absoluta – art. 69 da CRFB.
ERRADO.Veja o Art. 47, CF: “Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas
Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absolutade seus membros”. Assim, a regra é que “as
deliberações das comissões permanentes de ambas as casas do Congresso nacional devem ser tomadas por maioria dos
votos, presente a maioria absoluta de seus membros”.
b) A promulgação é entendida como o atestado de existência da lei; desse modo, os efeitos da lei somente se produzem
depois daquela.
CORRETO. Pedro Lenza (Direito Constitucional Esquematizado - 13ª edição) faz justamente a afirmação de que “a
promulgação nada mais é do que um atestado da existência válida da lei e de sua executoriedade. Apesar de ainda não
estar em vigor, ainda não ser eficaz, através do ato da promulgação certifica-se o nascimento da lei”. Quanto à
publicação, o autor diz que através desta “tem-se o estabelecimento do momento em que o cumprimento da lei deverá
ser exigido” – regra geral: 45 dias após a publicação (ou seja, 45 dias de “vacatio legis”).
CERTO. Segundo Vicente Paulo & Marcelo Alexandrino (Direito Constitucional Descomplicado. 4ª Edição. P. 488/489): “A
promulgação incide sobre a lei pronta, com o objetivo de atestar a sua existência, de declarar a sua potencialidade para
produzir efeitos”. “A publicação é exigência necessária para a entrada em vigor da lei, para a produção de seus efeitos”.
Vale destacar, como alguns colegas acima já o fizeram, que o fato do enunciado afirmar que “os efeitos da lei somente se
produzem depois daquela (ou seja, da promulgação)”, não quer dizer que tais efeitos ocorram imediatamente após a
promulgação ou mesmo, antes da publicação (da lei). O enunciado fala, tão-somente, que os efeitos da lei somente se
produzem depois daquela (da promulgação), o que não deixa de ser verdade, já que a publicação, que dá eficácia à lei,
ocorre após a promulgação. Estaria, sim, incorreto se, o enunciado, ao invés de afirmar que “...os efeitos da lei somente
se produzem depois daquela”, afirmar que “..se produzem com aquela”.
c) A promulgação e a publicação da lei são sempre atos conjuntos e devem ocorrer de forma simultânea.
FALSO. Em verdade, a publicação é ato posterior e subsequente a promulgação.
d) As medidas provisórias, cujo prazo de validade é de sessenta dias, prorrogável por mais sessenta, devem ser votadas
em sessão conjunta do Congresso Nacional.
FALSO. Com a EC 32/2001, não mais deverão as MP ser votadas em sessão conjunta. O art. 62, §9º estabelece que caberá
a uma Comissão Mista (Deputados + Senadores) examinar previamente as MP e sobre elas emitir parecer. Após, será a
MP apreciada pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso, a começar pela Câmara (Art. 62, §8º).
e) As leis delegadas, elaboradas pelo presidente da República em virtude de autorização do Poder Legislativo, devem ser
aprovadas por maioria absoluta.
FALSO. A atuação do Congresso Nacional no que tange às leis delegadas restringe-se, a princípio, a edição da Resolução
de Delegação, contendo o seu conteúdo e os termos do seu exercício (Art. 68, §2º). No entanto, tal resolução poderá
prever ainda a apreciação (aprovação) do projeto de lei pelo Congresso Nacional (que deverá fazê-lo em votação única e
sem qualquer emenda), conforme dispõe o §3º do art. 68.
Obs: Havendo exorbitância dos limites da delegação, poderá o Congresso Nacional realizar controle de
constitucionalidade repressivo, sustando o ato normativo por meio de decreto legislativo (art. 49, V).