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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

Capítulo 2 - A Entropia
Introdução

• Até este ponto nosso estudo de entropia tem se restringido aos sistemas
que percorrem um ciclo. Neste capítulo serão introduzidos meios para
analisar processos não necessariamente cíclicos.

• Energia e entropia são conceitos abstratos. O conceito de energia é


mais familiar e de uso diário, enquanto o conceito de entropia raramente
aparece em publicações diárias e menos ainda nos aspectos
quantitativos.

A Desigualdade de Clausius

• A desigualdade de Clausius é aplicada a qualquer ciclo, independente


do corpo ou dos corpos com os quais o ciclo recebe ou rejeita calor.

• A desigualdade de Clausius fornece as bases para a introdução de duas


idéias instrumentais para a avaliação quantitativa de sistemas fechados
ou volumes de controle, de uma perspectiva da 2a Lei da
Termodinâmica: a propriedade Entropia e o conceito de Geração de
Entropia.

A desigualdade de Clausius estabelece que

⎛ δ Q⎞
∫ ⎜⎝ T ⎟⎠ b ≤ 0
• onde (δ Q ) representa o calor transferido através de uma parte da
fronteira (boundary) do sistema, durante uma porção do ciclo e T é a
temperatura absoluta daquela parte da fronteira.

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• O subscrito “b” serve para lembrar que o integrando é avaliado na


fronteira (boundary) do sistema que executa o ciclo.
• O símbolo ∫ significa que a integral precisa ser avaliada em todas as
partes da fronteira do sistema e no ciclo completo.

• A igualdade se aplica quando não existem irreversibilidades internas e a


desigualdade é aplicada quando da existência desse tipo de
irreversibilidades.

• Ilustração usada para mostrar a desigualdade de Clausius.

Fonte: Moran, M. J., Shapiro, H. N. Fundamentals of Engineering Thermodynamics,


4th Edition, John Wiley & Sons, 2000.

O Sistema recebe δ Q em uma parte das fronteiras do sistema que se


encontra à temperatura T e que realiza um trabalho δ W. Para garantir que
o calor recebido do Reservatório Térmico não esteja associado a
irreversibilidades, vamos supor um ciclo reversível entre o sistema e o
reservatório térmico.

Este Ciclo recebe δQ’ do reservatório térmico e fornece δQ ao sistema,


realizando um trabalho δW’.

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Pela definição da escala Kelvin de Temperatura temos:

δ Q′ ⎛ δ Q ⎞
=⎜ ⎟
TRES ⎝ T ⎠b

Um balanço de energia para o sistema combinado (sistema + ciclo)


mostrado pela linha pontilhada fornece:

⎛ ⎞
dEc = δ Q'− δ W '+δ W ⎟

⎜ 

⎝ δWc ⎠
⎛δQ ⎞
δ Wc = TRe s ⎜ ⎟ − dEc
⎝ T ⎠b

Para o sistema combinado realizando um ciclo e o sistema intermediário


um ou mais ciclos, tem-se

⎛δ Q ⎞ ⎛δ Q ⎞
Wc = v∫ ⎜⎝ T ⎟⎠b v∫
TRES − dEc = T RES v∫ ⎜⎝ T ⎟⎠b

Como o sistema combinado troca calor com um único reservatório térmico


→ Wciclo ≤ 0
⎛δQ ⎞
TRES ∫ ⎜ ⎟ ≤0
⎝ T ⎠b

Esta desigualdade pode ser escrita na forma de uma igualdade como

⎛δQ ⎞
∫ ⎜⎝ T ⎟⎠b = −σ ciclo
onde σ ciclorepresenta o tamanho da desigualdade, sendo que:
σ ciclo = 0 não há irreversibilidades dentro do sistema

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σ ciclo > 0 irreversibilidades presentes dentro do sistema


σ ciclo < 0 impossível.

Assim, σ ciclo é uma medida das irreversibilidades que ocorrem dentro do


sistema quando este passa por um ciclo. Representa a grandeza entropia,
que veremos a seguir, produzida (gerada) pelas irreversibilidades.

Definição da Variação de Entropia

Uma quantidade é uma propriedade se sua variação entre dois estados for
independente do processo.

Dois ciclos reversíveis executados por um sistema fechado estão


representados na figura abaixo. Os ciclos AC e BC

Fonte: Moran, M. J., Shapiro, H. N. Fundamentals of Engineering Thermodynamics,


4th Edition, John Wiley & Sons, 2000.

2 ⎛δQ ⎞ 1⎛ δ Q ⎞
Para o ciclo AC ∫
1
⎜ ⎟ + ∫2 ⎜
⎝ T ⎠A
⎟ = −σ ciclo
⎝ T ⎠C

2 ⎛δQ ⎞ 1⎛ δ Q ⎞
Para o ciclo BC ∫
1
⎜ ⎟ + ∫2 ⎜
⎝ T ⎠B
⎟ = −σ ciclo
⎝ T ⎠C

σ ciclo = 0 para ambos os ciclos, pois são reversíveis.

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⎛ δ Q⎞ 2 ⎛ δ Q⎞
∫ ⎟ = ∫1 ⎜
2
Assim, ⎜ ⎟
1 ⎝ T ⎠A ⎝ T ⎠B

⎛ δ Q⎞
• Como os valores de ⎜
⎝ T ⎠
⎟ são os mesmos para os dois ciclos, serão
iguais para quaisquer outros ciclos reversíveis operando entre os
mesmos estados 1 e 2.

⎛ δ Q⎞
• Conclui-se que os valores de ⎜
⎝ T ⎠
⎟ dependem apenas dos estados 1 e
2 e representam uma propriedade (pela própria definição de
propriedade).

• Esta propriedade é chamada Entropia e é usualmente representada pela


letra (S).

• Dessa forma, a variação de Entropia entre os estados 1 e 2, para um


ciclo internamente reversível pode ser obtida por:

2 ⎛ δ Q⎞
S 2 − S1 = ∫ ⎜ ⎟
1 ⎝ T ⎠

• Se tivermos um sistema executando um ciclo irreversível entre os


estados 1 e 2, a variação da Entropia entre 1 e 2 será a mesma pois a
entropia é uma propriedade e portanto apenas função do estado.

• Entretanto a variação da Entropia não poderá ser calculada pela


expressão abaixo (quando o processo for irreversível).

2⎛δQ ⎞
S 2 − S1 = ∫ ⎜ ⎟ irreversível .
1
⎝ T ⎠

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Entropia de uma substância, pura, compressível simples.

2⎛δ Q ⎞
A equação S 2 − S1 = ∫ ⎜ ⎟ serve como base para a construção de
1
⎝ T ⎠ int Re v
tabelas e diagramas para a avaliação da Entropia.

y⎛δQ ⎞
S y = Sx + ∫ ⎜ ⎟
x
⎝ T ⎠ Int.Rev.

Sx é a Entropia de um estado de referência, arbitrariamente escolhido. A


utilização dos valores de Entropia relativos a um estado de referência
arbitrário para o cálculo de variações de entropia é satisfatória porque o
valor de referência acaba se anulando.

Tabelas de Entropia

As tabelas de Entropia são similares às de h, u, v e os valores de Entropia


são listados nas mesmas tabelas. Os procedimentos para a determinação
dos valores da Entropia são os mesmos empregados para a determinação
das outras propriedades.

EXEMPLOS (conforme Moran e Shapiro 4th Edit., pg 243)

1) Considere a água em 2 estados, mostrados na figura a seguir:


T
P1=3MPa T1=500 C
1
.
.
P2=0,3MPa
2

Determinar T 2

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kJ
1) P1 = 3MPa T1 = 500o C Tab.4 s1 = 7,2338
kgK
2) P2 = 0,3MPa
kJ
s2 = s1 = 7,2338 T2 = 183°C
kgK

• Na região de saturação os valores são determinados através do título, e


dos valores de sg entropia de vapor saturado e sf entropia de líquido
saturado.

s = (1 − x )s f + xs g = s f + x (s g − s f )
• Para líquidos comprimidos o procedimento é também análogo ao já visto
para a energia interna e para a entalpia. Se existirem dados tabelados
de propriedades do líquido comprimido, os valores da entropia são
obtidos diretamente da tabela.

• Quando essas tabelas não estiverem disponíveis usam-se os valores do


líquido saturado à temperatura de saturação.

s (T1, P ) ≅ sf (T )
Equações TdS

• A variação de Entropia para uma substancia, entre 2 estados


termodinâmicos pode ser obtida através da equação:

y⎛δQ ⎞
S y = Sx + ∫ ⎜ ⎟
x
⎝ T ⎠ int. rev.

ou através das relações TdS.

• A importância das relações TdS é entretanto maior que a simples


determinação dos valores de entropia. Elas são o ponto de partida para
a derivação de importantes propriedades para substâncias puras,

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compressíveis simples, incluindo meios para a obtenção das tabelas


que fornecem u, h e s.

• Considere um sistema constituído por uma substância pura,


compressível simples, que passa por um processo internamente
reversível. A equação da 1ª lei para esse sistema é

dE = δQ - δW

• Desconsiderando as variações de energia cinética e potencial


gravitacional, dE = dU

(δQ) INT
REV
= dU + (δW ) INT
REV

(δW ) INT
REV
= pdV
⎛ δQ ⎞
dS = ⎜ ⎟ INT → (δQ) int = TdS
⎝ T ⎠ REV rev

Assim
TdS = dU + pdV
H = U + pV → dH = dU + PdV + VdP
dU + pdV = dH − VdP
∴ TdS = dH − VdP

• Por unidade de massa essas relações ficam

Tds = du + pdv
Tds = dh - vdp

• ou em base molar
Tds = du + pdv
Tds = dh − vdp

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• Uma vez que a entropia é uma propriedade, ela depende somente dos
estados inicial e final. Assim, embora essas expressões tenham sido
obtidas a partir da hipótese de processo internamente reversível elas
podem ser utilizadas para calcular as variações de entropia entre dois
estados, qualquer que tenha sido o processo ligando esses dois
estados.

Variação de Entropia para um gás Ideal

Partindo das equações Tds, teremos:

du P
Tds = du + Pdv ⇒ ds = + dv
T T
dh v
Tds = dh − vdP ⇒ ds = − dP
T T

Para gás ideal


du dT
du = Cv (T )dT ÷ T = = Cv (T )
T T
dh dT
dh = C p (T )dT ÷ T = = C p (T )
T T
P R
Pv = RT =
T v
v R
=
T P

Substituindo em ds

dT dv
ds = Cv (T ) +R
T v
dT dP
ds = Cp (T ) −R
T P

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Entre dois estados 1 e 2


2 T2 dT v2 dv
∫1 ds = ∫ Cv (T )
T1 T ∫v1 v
+ R s = s (T , v)
T2 dT v
s(T2 , v2 ) − s (T1 , v1 ) = ∫ Cv (T ) + R ln 2
T1 T v1
2 T2 dT P2 dP
∫1 ds = ∫ C p (T )
T1 T ∫P1
− R
P
s = s (T , P )
T2 dT P
s (T2, P2 ) − s (T1 , P1 ) = ∫ C p (T ) − R ln 2
T1 T P1

• Da mesma forma utilizada para a Energia Interna e para a Entalpia, a


avaliação da variação de Entropia para os gases ideais pode ser
efetuada através de tabulação dos valores (nas Tabelas
Termodinâmicas).

• Escolhe-se um estado de referência e um valor de referência para a


Entropia nesse estado.

• Estado de referência Tref = 0 K S ref = 0 Pref = 1 atm

• Assim, para determinar-se a entropia a uma dada temperatura T, e na


pressão de 1 atm, tem-se:

dT 1
s(T ,1) − s( 0,1) = ∫
T
Cp(T ) − R ln
0 T 1

0
dT
s(T ,1) = s o (T ) = ∫ Cp(T )
T

o T

¾
Como a pressão está fixada em 1 atm, so depende somente da
temperatura. Expressando a equação acima em termos de so

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dT dT dT
∫T1 ∫ ∫
T2 v2 T1
Cp(T ) = Cp ( T ) − Cp(T ) )
T 0 T 0 T
= s (T2 ) − s (T1 )
o o

¾ Assim, pode-se escrever

P2
s(T2 , P2 ) − s(T1, P1 ) = s o (T2 ) − s o (T1 ) − R ln
P1
ou
P2
s (T2 , P2 ) − s (T1, P1 ) = s o (T2 ) − s o (T1 ) − R ln
P1

Variação de Entropia para uma Substância Incompreensível.

Quando o modelo de substância incompressível é adotado (v = constante),


o calor específico a volume constante fica cv = c(T) e
du = c(T )dT
du P
ds = + dv
T T
c(T )
ds = dT
T
T2 dT
s2 − s1 = ∫ c(T ) ( substância imcompressível )
T1 T
Admitindo c(T ) = constante
T
s2 − s1 = c ln 2
T1

Variação de Entropia nos processos internamente reversíveis

¾ Nesta seção a relação entre variação de Entropia e transferência de


calor será considerada.

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¾ Inicialmente será tratado o caso de um Sistema Fechado, e


posteriormente o caso de um Volume e Controle.

¾ Quando um sistema passa por um processo internamente reversível,


sua Entropia pode diminuir, aumentar ou permanecer constante.

⎛ δ Q⎞
dS = ⎜ ⎟
⎝ T ⎠ INT
REV

(δ Q) INT
REV
= TdS

¾ Se o sistema recebe calor sua Entropia aumenta, se perde calor, sua


Entropia diminui. Se o processo é adiabático (e internamente reversível),
não ocorrerá variação na Entropia do sistema.

¾ Transferência de calor → Transferência de Entropia (possuem a mesma


direção e o mesmo sentido)

¾ Processo adiabático → Calor transferido = 0 (variação de entropia é


nula, se o processo for internamente reversível)

¾ Se o processo for também internamente reversível ele é dito isentrópico.

Balanço de Entropia para Sistemas Fechados

Como decorrência da desigualdade de Clausius, vimos que

⎛δ Q ⎞
∫ ⎜⎝
⎟ = −σ ciclo
T ⎠b
Onde σciclo representa a “magnitude” da desigualdade (o afastamento da
condição reversível). Lembrando, ainda, que:

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σciclo = 0 → Processo reversível


σciclo < 0 → Processo impossível
σciclo > 0 → Processo onde existem irreversibilidades presentes

• O balanço de entropia é uma expressão da 2ª Lei que é particularmente


conveniente para a análise termodinâmica.

Desenvolvimento do Balanço de Entropia

• A figura a seguir, mostra um ciclo executado por um sistema fechado. O


ciclo é constituído por dois processos. O processo I no qual podem
ocorrer irreversibilidades presentes e o processo R que é um processo
internamente reversível.
2

Fonte: Moran, M. J., Shapiro, H. N. Fundamentals of Engineering Thermodynamics,


4th Edition, John Wiley & Sons, 2000.

Para esse ciclo


2 ⎛δQ ⎞ 1⎛ δ Q ⎞
∫1
⎜ ⎟ + ∫2⎜
⎝ T ⎠ b ⎝ T ⎠ Re
⎟ = −σ
Int
v

• O subscrito “b” da primeira integral serve para indicar que o integrando é


avaliado ao longo da fronteira do sistema.

• O subscrito não é requerido para a segunda integral porque como o


processo é internamente reversível a temperatura deve ser uniforme
através do sistema, a cada estado intermediário.

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• O termo σ refere-se somente ao processo I, pois o processo R é


internamente reversível

Para o processo R
1 ⎛δQ ⎞
∫ ⎜⎝
2
⎟ = s1 − s 2
T ⎠ Re
Int
v

Para o Ciclo (composto pelos processos R + I)

2 ⎛δQ ⎞

1

⎝ T
⎟ + s1 − s2 = −σ
⎠b

• Se os estados inicial e final estão fixados, a variação de entropia pode


ser avaliada independentemente dos detalhes do processo.

2⎛ δ Q ⎞
s1 − s2 = ∫1 ⎜ ⎟ + σN


T ⎠b produção de
variação de entropia 
entropia
entre os estados 1 e 2 Entropia
transferida

• Os dois termos do lado direito da equação dependem explicitamente da


natureza do processo e não podem ser determinados somente a partir
dos estados inicial e final.
δ Q⎞
• O termo ∫1 ⎛⎜⎝ representa a transferência de calor em direção e sinal.
2

T ⎠b
• O termo σ representa a entropia gerada internamente.

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Fonte: Moran, M. J., Shapiro, H. N. Fundamentals of Engineering Thermodynamics,


4th Edition, John Wiley & Sons, 2000.

Para o sistema constituído pelo gás ou líquido

2⎛δQ ⎞
s 2 − s1 = ∫ ⎜ ⎟ +σ
1
⎝ T ⎠b
Q2
s2 − s1 = 1

Tb
Como Tb é constante,
Para o reservatório:

Como os reservatórios térmicos são internamente reversíveis, por definição


→ σ = 0, teremos:
QRES Q
ΔSRES = + σ/ ΔSRES = −
Tb Tb
O reservatório perde calor e portanto, sua entropia diminui.

• A entropia do Reserv. diminui na mesma quantidade que a entropia do


sistema aumenta por causa do calor transferido.

No entanto, o aumento da entropia do sistema é maior que a entropia


transferida pela transferência de calor, devido às irreversibilidades internas.

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σ > 0 irreversibilidades presentes dentro do sistema


σ = 0 sem irreversibilidades internas

A variação global da entropia do sistema pode ser


⎧> 0

s2 − s1 : ⎨= 0
⎪< 0

dependendo das magnitudes da entropia gerada internamente e das


entropias associadas ao fluxo de calor (+ ou -).

Formas do balanço de entropia para Sistemas Fechados.

• O balanço de entropia pode ser expresso de várias formas que podem


ser convenientes para casos particulares.

• Por exemplo, se a transferência de calor ocorre em várias regiões da


fronteira e não varia com o tempo ou com a posição, a equação fica

Qj
s2 − s1 = ∑ +σ
j Tj

• Para expressar a variação da entropia em função do tempo podemos


fazer
dS Q j
=∑ + σ
dt j T j

Na forma diferencial
⎛ δ Q⎞
dS = ⎜ ⎟ + δσ
⎝ T ⎠b

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• Independentemente da forma da expressão para o balanço de entropia,


o objetivo em muitas aplicações é determinar o valor do termo de
produção de entropia σ .

• No caso dos sistemas, a produção de entropia de um componente


isolado não possui muita significância.

• É necessário efetuar os cálculos para todos os componentes e ordená-


los segundo a produção de entropia, para determinar para aquele
sistema quais componentes são mais significativos na contribuição para
a ineficiência global.

Balanço de Entropia para Sistemas Abertos (Volumes de Controle)

• A entropia é uma propriedade extensiva e portanto depende da massa e


assim pode ser transferida para dentro ou para fora do volume de
controle.

• Dessa forma o balanço de entropia para um v.c. pode ser derivado de


modo muito similar ao feito para a obtenção do balanço de energia e de
massa, partindo de um sistema fechado.

• O Balanço de entropia para um sistema fechado, em função do tempo é:

dS Q j
=∑ + σ
dt j T j

• Para um volume de controle a expressão fica:

d Q j
S vc =∑ + ∑ m i si − ∑ m e se + σvv.c.
dt T N


j

j

i
e

Taxa de produção
Taxa de variação de entropia
de entropia Taxa de transferência de entropia

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Esta equação representa a forma geral para o balanço de entropia.

No entanto, seus termos podem ser escritos de modo a contemplar não


uniformidades locais.

Análise de volumes de controle operando em Regime Permanente

Balanço de massa:

∑ m
i
i = ∑ m
e
e

Balanço de energia:
⎛ Vi 2 ⎞ ⎛ Ve2 ⎞
0 = QVC −WVC + ∑m i ⎜hi + + gZi ⎟ − ∑me
 ⎜⎜he + + gZe ⎟⎟
i ⎝ 2 ⎠ e ⎝ 2 ⎠

Balanço de entropia:

Q j
0=∑ + ∑ m i si − ∑ m e se + σ VC
j Tj i e

Essas equações precisam, muitas vezes, ser resolvidas simultaneamente,


junto com equações que expressem relações entre as propriedades.
Massa e energia são quantidades que se conservam.

A Entropia, em geral, não se conserva. A taxa de entropia transferida para


fora do v.c. precisa exceder a taxa de entropia transferida para o v.c. A
diferença é a taxa de produção de entropia dentro do volume de controle
devido às irreversibilidades.

Em muitos casos existe somente uma entrada e uma saída de massa no


v.c. e a expressão para o balanço de entropia assume a forma:

Q j
0=∑ + m (si − se ) + σ VC ÷ m
38 j Tj
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1 Q j σ VC
se − si = ∑ +
m j T j m

1 Q j σ
0= ∑ + si − se + VC
m j T j m

Observar que s2 só poderá ser menor que s1 se o fluxo de entropia


associado ao fluxo de calor que sai for maior que o fluxo de entropia
associado ao calor que entra mais o fluxo de entropia gerado internamente
(que é sempre maior).

Ilustrações
Os exemplos seguintes ilustram a utilização dos balanços de massa,
energia e entropia para volumes de controle em regime permanente.

Fonte: Moran, M. J., Shapiro, H. N. Fundamentals of Engineering Thermodynamics, 4th Edition, John
Wiley & Sons, 2000.
Exemplo 1- Vapor entra em uma turbina com a pressão de 30 bar e
temperatura de 400ºC, com uma velocidade de 160 m/s. Vapor saturado a
100ºC sai com uma velocidade de 100 m/s. Em regime permanente a
turbina desenvolve 540 kJ/kg de vapor. Transferência de calor entre a
turbina e suas vizinhança ocorre à temperatura média de superfície de
500K. Determine a taxa de produção de entropia dentro da turbina, por kg
de vapor que escoa, em kJ/kg K. Despreze a variação de energia potencial
entre a entrada e a saída.

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Hipóteses: 1) V.C. especificado na figura


2) Temperatura de transferência de calor conhecida
3) ΔEP = 0

Balanço de massa : m 1 = m 2
Q W V2 V2
Balanço de Energia : 0 = VC − VC + h1 + 1 − h2 − 2
m m 2 2
QVC ⎛ V 2 − V12 ⎞
= +WVC + (h2 − h1 ) + ⎜⎜ 2 ⎟⎟
m ⎝ 2 ⎠
QVC ⎛ 100 2 − 160 2 ⎞
+ (2676,1 − 3230,9) + ⎜⎜
kJ
= 540 ⎟⎟
m kg ⎝ 2 ⎠
m2
+ 540,0 - 554,8 - 7.800 2
s
QVC kJ m 2 J Nm kg.m m
= 22,6 = = = 2 .
m kg s 2
kg kg s kg
Q j
Balanço de Entropia : 0 = ∑ + m 1s1 − m 2 s2 + σ VC
j Tj


+ m (s1 − s2 ) + σ VC
Q VC
0=
Tb
σ VC QVC / m
=− + (s2 − s1 )
m Tb
σ VC − 1 ⎛ kJ ⎞ ⎛ kJ ⎞
= ⎜⎜ − 22,6 ⎟⎟ + (7,3549 − 6,9212)⎜⎜ ⎟⎟
m 500 ⎝ kg ⎠ ⎝ kgK ⎠
σ VC kJ
= +0,479
m kgK

Obs.: Se a fronteira do v.c. fosse escolhida de modo a conter as


vizinhanças imediatas até o ponto onde a temperatura é igual a do
ambiente, digamos 293 K, a produção de entropia do v.c. aumentado seria
σ
de VC 
= 0,511kJ / kgK . Explicar porque.
m

Eficiência Isentrópica de Turbinas, Bocais, Compressores e Bombas

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Expansão em uma turbina. Efeito de irreversibilidades.


Fonte: Moran, M. J., Shapiro, H. N. Fundamentals of Engineering Thermodynamics, 4th Edition, John
Wiley & Sons, 2000.

• Os engenheiros usam freqüentemente o conceito de eficiência e


diferentes definições são empregadas para expressar o conceito de
eficiência.

• Eficiência isentrópica envolve a comparação entre o desempenho real


de um dispositivo e o desempenho que esse mesmo dispositivo teria se
operasse em condições idealizadas para o mesmo estado na entrada e
mesma pressão na saída.

• Considerando: uma turbina que opera entre as pressões P1 e P2 , com o


estado (1) definido por P1 e T1 .
: transferência de calor para o ambiente

1 Q2 = 0

: ΔKE = ΔPE =0

Volume de Controle na Turbina para o balanço de 1a. Lei

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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

Balanço de Energia:

⎛ v 2
⎞ ⎛ v 2

0= 1 Q 2 − WVC + m 1 ⎜ h1 + 1
+ gz1 ⎟ − m 2 ⎜ h2 + 2
+ gz2 ⎟
⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠

Regime Permanente

Conservação da massa
m 1 = m 2 = m
WVC
= h1 − h2
m

Como o estado (1) está fixado e portanto o valor de h1 está definido, o


trabalho específico depende apenas do valor de h2 . O trabalho específico
será máximo para h2 mínimo.

Balanço de 2a. Lei: R.P.

Q 2
0= 1
+ m 1 s1 − m 2 s2 + σVC
Ta
σVC
= s2 − s1 ≥ 0
m

Nos casos reais todos os processos resultarão em s2 > s1.


O menor valor s2 será obtido para um processo internamente reversível
com σVC = 0 e nesse caso s2 = s1, que corresponde ao ponto (2s) na figura.
Para essa condição
⎛ WVC ⎞
⎜ ⎟ = h1 − h2 s
⎝ m ⎠ s

42
Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

A eficiência isentrópica é definida como a razão entre o processo real e o


processo isentrópico.

⎛ WVC ⎞
⎜ ⎟
⎝ m ⎠ h − h2
ηt =  = 1
⎛ WVC ⎞ h1 − h2 s
⎜ ⎟
⎝ m ⎠ s

Os valores de η t situam-se na faixa 0,7 - 0,9 (70% a 90%).


Para bocais, usando uma abordagem similar a esta para turbinas obtêm-se
V22
2
ηbocais =
⎛ V22 ⎞
⎜ ⎟
⎝ 2 ⎠s

Lembrar que as condições (estado) de entrada estão fixadas e a pressão


na saída é a mesma.

Bocal operando em regime permanente: (1) entrada e (2) saída

 1 = m 2 = m
Balanço de massa: R.P. m

Balanço de energia:
⎛ V12 ⎞ ⎛ V22 ⎞
0= 1 Q 2 − 1W2 + m 1 ⎜ h1 + + gz1 ⎟ − m 2 ⎜ h2 + + gz2 ⎟
⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠

⎛ V22 V12 ⎞
(h1 − h2 ) = ⎜⎝ 2 − 2 ⎟⎠

Como o objetivo dos bocais é proporcionar a maior velocidade de saída


( v 2 ) , a maior velocidade será obtida para o valor mínimo de h2 , que de um

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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

modo similar á análise das turbinas será obtido em um processo


isoentrópico.
V22
V12 ⎛ V22 ⎞
(h1 − h2 ) s + 2 = ⎜⎝ 2 ⎟⎠ ηboc = ⎛ 22 ⎞
V
s
⎜ 2 ⎟
⎝ 2 ⎠s

Eficiências isentrópicas de 95% ou maiores são comuns para bocais,


indicando que para os bons projetos as irreversibilidades internas são
pequenas.

Compressão em uma bomba (compressor). Efeito de irreversibilidades.


Fonte: Moran, M. J., Shapiro, H. N. Fundamentals of Engineering Thermodynamics, 4th Edition, John
Wiley & Sons, 2000.

Processos Isoentrópicos

Isoentrópico → Entropia Constante

Como avaliar as propriedades termodinâmicas entre 2 estados de um


processo isoentrópico ?

44
Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

a-) Uso de tabelas e de informações de propriedades através de gráficos.


Diagramas úteis → Diagramas T x s e h x s

P1
T 1 T1, P1 1
h
T1

P2
T2, P2
2
2
T2

P3
3 3
T3, P3
T3

Diagrama T x s s Diagrama h x s s

Dados P1, T1 e s1 para um dado processo isoentrópico, se especificarmos


P2 (ou T2) sendo s2 = s1, permitem obter T2 (ou P2).

Tabelas: Entropia específica no ponto 1 (vapor superaquecido) então, com


s2 = s1 e outra propriedade como P2 (ou T2), o estado 2 poderia ser obtido
na tabela de vapor superaquecido. Os valores de v, h, e u podem, então,
ser lidos. O ponto 3 cai numa região onde há líquido e vapor. Logo, o
cálculo do título pode ser feito por
s = s f + x (s g − s f )
desde que s1 = s3 e todas as propriedades podem ser especificadas.

b-) Uso do modelo de gás ideal. Para um gás ideal podemos escrever:
R P2
0 = s o (T2 ) − s o (T1 ) − ln
M P1

4 propriedades estão envolvidas T1, P1, T2 e P2. Se conhecermos T1, por


exemplo e a relação P2/P1, T2 poderá ser obtida por:

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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

R P2
s o (T2 ) = s o (T1 ) + ln
M P1

Se conhecermos T1, P1 e T2 , P2 poderá ser obtida por:

⎡ s o (T2 ) − s o (T1 ) ⎤
P2 = P1 exp ⎢
[
P2 exp s o (T2 ) / R / M
=
]
⎣ R /M


ou
[
P1 exp s o (T1 ) / R / M ]
mas,
[ ]
exp s o (T ) / R / M = f (T )

e f(T) é comumente denominada de pressão relativa = Pr(T)

A Tabela A-22 do livro do Moran & Shapiro apresenta valores de Pr, para o
ar, como gás ideal.

Em termos de Pr pode-se escrever (para um gás ideal):

P2 Pr 2
= (sendo s1 = s2)
P1 Pr1

Observação, Pr não é verdadeiramente uma pressão. Não confundir com Pr


(pressão reduzida usada nos cálculos do fator de compressibilidade, Z).

Relação entre volume específico e temperatura para um gás ideal, entre 2


estados para os quais a entropia específica permanece constante.

RT v 2 R T2 MP1
v= logo, = .
MP v1 MP2 R T1

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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

e como os dois estados têm a mesma entropia específica, podemos


escrever:

v2 R T2 Pr1 (T1 ) Pr (T )
= e, = v r (T )
v1 Pr2 (T2 ) R T1 RT

onde vr(T) é função só de T. Dá-se o nome de volume relativo a vr(T). A


Tabela A-22 do livro do Moran & Shapiro apresenta valores de vr(T) para o
ar, como um gás ideal. Em termos de vr, podemos escrever:

v2 vr 2
=
v1 v r1 (sendo s1 = s2)

Observação: vr não é necessariamente um volume. Não confundir com vr


(volume pseudo reduzido usado nos cálculos do fator de compressibilidade,
Z)

Relação entre propriedades para processos isoentrópicos de um gás ideal,


quando as capacidades caloríficas (CP e CV) são constantes. Podemos
escrever:
T R P
0 = C P ln 2 − ln 2
T1 M P1
e
T R v
0 = CV ln 2 + ln 2
T1 M v1

e ainda,
R kR CP
CV = e CP = com k =
k −1 k −1 CV

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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

Podemos resolver as equações de entropia específica constante, para


escrever:
⎛ k −1 ⎞
⎜ ⎟
T2 ⎛ P2 ⎞ ⎝ k ⎠
= ⎜⎜ ⎟⎟ (s1 = s2, k = cte)
T1 ⎝ P1 ⎠

( k −1)
T2 ⎛ v1 ⎞
=⎜ ⎟ (s1 = s2, k = cte)
T1 ⎜⎝ v 2 ⎟⎠

e ainda:
k
P2 ⎛ v1 ⎞
=⎜ ⎟
P1 ⎜⎝ v 2 ⎟⎠ (s1 = s2, k = cte)

Desta última equação, conclui-se que um processo politrópico (pvk=cte) de


um gás ideal com k = cte, é um processo isoentrópico.

Processos politrópicos:

A relação entre pressão e volume é dada por pvn = cte para um gás ideal.
Quando n=1 → pv = cte → O processo é isotérmico (T é constante)

Quando n → ± ∞ temos:

pvn = cte → → Cte1


→ quando n → ± , v tende a uma
−1
P n v = Cte1 v= 1

n
P
constante, e o proceso é isométrico (ou isocórico, isovolumétrico).

Quando n = 0 → P = cte e o processo é isobárico.

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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

P T
n → ± ∞ , v = cte

n = 1 , T = cte n = 0 , P = cte

n = 0 , P = cte
n = 1 , T = cte

n = k , s = cte

n = k , s = cte
n → ± ∞ , v = cte
v s

Diagrama P x v Diagrama T x s
para processos politrópicos

Referências: Moran, M. J., Shapiro, H. N. Fundamentals of Engineering


Thermodynamics, 5th Edition, John Wiley & Sons, 2004.

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Lista de Exercícios 3 - Segunda Lei da Termodinâmica

Lista de Exercícios do capítulo 6 do livro


“Fundamentals of Engineering Thermodynamics, 4th edition, Moran & Shapiro

1- Um sistema executa um ciclo de potência enquanto recebe 2000 kJ a uma Temperatura de 1000
K de um reservatório a 1000 K e descarta energia a temperatura de 500 K, para um reservatório a
500 K. Não existem outras transferências de calor. Determine σciclo se (a) o ciclo é reversível; (b) a
eficiência térmica é de 25%.

2- Determine a entropia específica, em kJ/kg.K, nos seguintes estados, das tabelas de vapor: (a)
água a p = 2,5 MPa e T = 400oC ; (b) água a p = 2,5 MPa e T = 200oC ; (c) água a p = 2,5 MPa e u =
1500 kJ/kg ; Respostas (a) 7,024 kJ/kg.K . (b) 2,3294 kJ/kg.K . (c) 0,97515 kJ/kg.K.

3- Um kg de refrigerante R 12 sofre um processo de 4 bars, 100oC para um estado onde a pressão é


de 1 bar. Durante o processo, há uma mudança na entropia específica s2 – s1 = - 0,05 kJ/kg.K.
Determine a temperatura no estado final, em oC.

4- Aplicando o modelo de gás ideal, determine a variação na entropia específica entre os estados
indicados, em kJ/kmol.K . Resolva duas vezes: Na primeira usando os dados da apropriada tabela
de gás ideal e na Segunda, usando um valor constante para a capacidade calorífica do gás. (a) ar,
P1 = 100kPa , T1 = 20oC, P2 = 100kPa , T2 = 100oC. (b) ar, P1 = 1 bar , T1 = 27oC, P2 = 3 bar , T2 =
377oC. (c) Dióxido de Carbono (CO2), v1 = 1,1 m3/kg , T1 = 300 K, v2 = 0,75 m3/kg , T2 = 500 K. (d)
Dióxido de Carbono (CO2), P1 = 150kPa , T1 = 30oC, P2 = 300kPa , T2 = 300oC. (e) Nitrogênio, P1 = 2
MPa , T1 = 800 K, P2 = 1 MPa , T2 = 300 K.

5- Meio kg de CO2 gasoso sofre um processo desde p1 = 1,5 bar e T1 = 300 K até um estado em que
p2 = 5 bar e T2 = 370 K. Para o processo, W = -33,07 kJ. Aplicando o modelo de gás ideal, determine
(a) a transferência de calor, em kJ. (b) a variaçào de entropia, em kJ/kg.K (c) Mostre os estados
inicial e final num diagrama Txs. Respostas (a) –8,88 kJ. (b) –0,02137 kJ/kg.K

6- Dois kg de água inicialmente a 160oC e 1 MPa sofrem uma expansão isotérmica, internamente
reversível, durante a qual 2700 kJ são recebidos por transferência de calor. Determine: (a) a pressão
final, em MPa . (b) o trabalho, em kJ. Respostas (a) 6,178 MPa (b) 242,2 kJ.

7- Um kg de água executa um ciclo de potência de Carnot. No início da expansào isotérmica, a


temperatura é de 160oC e o volume é de 0,1 m3. A expansào isotérmica continua até que o volume
torna-se 0,3 m3. A temperatura no final da expansão adiabática é de 500C. (a) esquematize o ciclo
num diagrama T – s e num diagrama p – v. (b) determine o calor adicionado ao ciclo e o trabalho
líquido, em kJ. (c) avalie a eficiência térmica. Respostas (b) 1359,2 kJ e 345,3 kJ (c) 25,4%

8- Um sistema fechado sofre um processo no qual o trabalho feito pelo sistema é de 5 kJ, e a
transferência de calor, Q, ocorre apenas à temperatura Tb. Para cada caso, determine se a variação
de entropia do sistema é positiva, negativa, zero ou indeterminada. (a) Processo internamente
reversível, Q = + 10 kJ. (b) Processo internamente reversível, Q = 0 kJ. (c) Processo internamente
reversível, Q = - 10 kJ. (d) irreversibilidades internas presentes, Q = + 10 kJ. (e) irreversibilidades

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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

internas presentes, Q = - 10 kJ. (f) irreversibilidades internas presentes, Q = 0 kJ. Respostas: (a)
positiva, (b) zero, (c) negativa, (d) positiva, (e) positiva , (f) indeterminada.

9- Um dispositivo cilindro-pistão contém, inicialmente, 0,04 m3 de água a 1,0 MPa e 320oC . A água
expande-se adiabaticamente até uma pressão final de 0,15 MPa. Determine o trabalho teórico
máximo que pode ser desenvolvido pela água em tal expansào, em kJ. Resposta: 47,22 kJ.

10- Ar é comprimido desde um estado onde a pressão é de 1 bar e a temperatura é de 27oC para um
estado onde a pressão é de 5 bars e a temperatura é 177oC. Este processo pode ocorrer
adiabaticamente ? Se sim, determine o trabalho por unidade de massa do ar, em kJ/kg. Se não,
determine a direção da transferência de calor. Resposta: Não. energia removida

11- Em regime permanente, um motor desenvolve potência através de seu eixo de saída a uma taxa
de 2 kW enquanto revebe 20 ampères e 120 Volts. A superfície externa do motor está a 50oC. Para
o motor, determine a taxa de transferência de calor, em kW, e a taxa de produção de entropia, em
kJ/kg.K . Respostas: - 0,4 kW. 1,24 x 10-3 kJ/kg.K.

12- Em regime permanente, trabalho, a uma taxa de 0,3 kW é feito sobre um líquido contido em um
tanque rígido e fechado. Transferência de calor ocorre a uma temperatura de 60oC para o meio
externo que, longe das vizinhanças mais próximas do tanque, está a 20oC. Determine a taxa de
produção de entropia, em kW/K. (a) para o tanque e seu conteúdo como o sistema. (b) para um
sistema extendido incluido o tanque e uma suficiente porção de suas vizinhanças para que a
transferência de calor ocorra a 20oC. Respostas: (a) 0,9 x 10-3 kW/K, (b) 1,02 x 10-3 kW/K.

13- Uma caixa de marchas operando em regime permanente recebe 0,1 kW através de seu eixo de
entrada e entrega 0,095 kW através do eixo de saída. A temperatura externa da caixa de marchas é
de 50oC. Para a caixa de marchas determine: (a) a taxa de transferência de calor, em kW. (b) a taxa
na qual entropia é produzida, em kW/K. Respostas: (a) –0,005 kW , (b) 1,54 x 10-5 kW/K.

14- Um vaso isolado é dividido em dois compartimentos conectados por uma válvula. Inicialmente
um compartimento contém vapor de água a 1,0 MPa e 500oC, e o outro está evacuado. A válvula é
aberta e deixa-se o vapor ocupar todo o volume do vaso, alcançando uma pressão final de 0,1 MPa.
Determine: (a) a temperatura final em oC, (b) a porcentagem do volume do vaso inicialmente
ocupado pelo vapor de água, (c) a quantidade de entropia produzida, em kJ/kg.K Respostas (a)
495,6 oC , (b) 9,9% , (c) 1,0597 kJ/kg.K .

15- Um tanque rígido, isolado, é dividido em dois compartimentos por um pistão condutor de calor e
sem fricção. Um compartimento contém inicialmente 1 m3 de vapor de água saturado a 4 MPa e o
outro compartimento contém 1 m3 de vapor de água a 20 MPa e 800oC. O pistão é liberado e o
equilíbrio é alcançado com o pistão não experimentando qualquer mudança de estado. Para a água
como o sistema, determine a quantidade de entropia produzida, em kJ/K. Resposta 7,774 kJ/K.

16- A temperatura de uma lata de 0,354 litros de uma bebida é reduzida de 20oC para 5oC por um
dispositivo sofrendo um ciclo de refrigeração. O dispositivo recebe energia por transferência de calor
da bebida e descarrega energia por transferência de calor para as vizinhanças, que estão a 20oC.
Não existem outras transferências de calor. Determine o trabalho teórico mínimo requerido, em kJ,

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assumindo que a bebida é um líquido incompressível com as propriedades da água líquida. Ignore a
lata de alumínio. Resposta: 0,59 kJ.

17- Vapor de água a 3,0 MPa, 500oC, 70 m/s entra numa turbina isolada operando em regime
permanente e sai a 0,3 MPa, 140 m/s. O trabalho desenvolvido, por kg de vapor escoando é alegado
ser de 667 kJ/kg. Pode esta alegação ser correta ? Discuta. Resposta: Não,

18- Gás metano (CH4) entra em um compressor operando em regime permanente a 280 K, 0,7 bar e
sai a 380 K e 3,4 Bars. Aplicando o modelo de gás ideal, determine a variação de entropia
específica de cada unidade de massa passando através do compressor, em kJ/kg.K. Esse
compressor pode operar adiabaticamente ? Resposta: Não,

19- Refrigerante R 12 entra numa válvula como líquido saturado a 7 bars e, em regime permanente,
passa por um processo de estrangulamento até alcançar a pressão de 1 bar. Determine a taxa de
produção de entropia por unidade de massa do refrigerante escoando, em kJ/kg.K. Se a válvula for
substituída por uma turbina, operando em regime permanente, determine o máximo trabalho teórico
que pode ser desenvolvido, em kJ/kg. Em cada caso, ignore a transferência de calor com as
vizinhanças e as variações de energia cinética e potencial gravitacional. Respostas: 0,0245 kJ/kg.K,
e 5,97 kJ/kg.

20- Refrigerante R 12 entra em um trocador de calor, operando em contra-corrente, a –20oC, com


um título de 35%, e sai como vapor saturado a 20oC. Ar a 1 atm entra no trocador de calor, em uma
corrente separada, com uma vazão mássica de 4 kg/s e é resfriado de 300 K para 285 K, com
desprezável variação de pressão. O trocador de calor opera em regime permanente, e não existem
transferências de calor significativas com suas vizinhanças. Ignorando variações de energia cinética
e potencial gravitacional, calcule a taxa de produção de entropia dentro do trocador de calor, em
kW/K. Resposta: 0,0318 kJ/kg.K,

21- Ar é comprimido em um compressor de escoamento axial, operando em regime permanente de


27oC, 1,3 bars até uma pressão de 2,7 bars. O trabalho requerido é de 94,6 kJ por kg de ar
escoando através do compressor. Transferência de calor, do compressor, ocorre a uma taxa de 14
kJ/kg de ar num local, na superfície do compressor, onde a temperatura é de 40oC. Variações de
energia cinética e potencial gravitacional podem ser desprezadas. Determine: (a) a temperatura do
ar na saída, em oC. (b) a taxa na qual a entropia é produzida dentro do compressor, em kJ/K por kg
de ar escoando. Respostas: (a) 380 K, (b) 0,0729 kJ/K .

22- Vapor de água entra em uma turbina, operando em regime permanente, a uma pressão de 3
MPa, temperatura de 400oC e uma velocidade de 160 m/s. Vapor saturado deixa a turbina a 100oC,
com uma velocidade de 100 m/s. Transferência de calor da turbina para suas vizinhanças ocorre a
uma taxa de 30 kJ/kg de vapor sendo que a temperatura média da superfície da turbina é de 400 K.
Determine o trabalho desenvolvido, em kJ, e a taxa na qual a entropia é produzida dentro da turbina,
em kJ/K, cada um por kg de vapor escoando. Respostas: 532,6 kJ e 0,5087 kJ/K .

23- Água líquida entra num tubo a 2 bars, 15oC, 2 m/s e é bombeado para um local onde líquido é
descarregado a 6 bars, 8 m/s. a saída é localizada 50 m acima, verticalmente, da entrada. O
diâmetro do tubo de saída é de 2 cm. Estime a mínima potência de acionamento de uma bomba,

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Termodinâmica II – ME 35 F S 43 1º Semestre de 2010 Luciano F S Rossi LACIT/ UTFPR

operando em regime permanente, que realize esse serviço. A aceleração local da gravidade é 9,8
m/s2. Resposta: 2,31 kJ/kg.

24- Um gás ideal com a relação de capacidades caloríficas constantes, k, entra em um bocal
operando em regime permanente a uma pressão p1, temperatura T1, e velocidade V1. O ar expande-
se isentrópicamente até uma pressão p2. Desenvolva uma expressão para a velocidade na saída, V2
em termos de k, R, V1, T1, p1 e p2, apenas.
1
⎛ ⎡ ⎛ p ⎞ (k −1) / k ⎤ ⎞ 2

Resposta: V2 = ⎜V1 + ⎥⎟
2kRT1
⎢1 − ⎜⎜ 2 ⎟⎟
2
⎜ k −1 ⎢⎣ ⎝ 1 ⎠
p ⎥⎦ ⎟⎠

25- Em uma turbina a gás operando em regime permanente, ar entra no compressor a 0,95 bar e
22oC e sai a 5,7 bars. O ar, então, passa através de um trocador de calor antes de entrar na turbina
a 1100 K, 5,7 bars. Ar sai da turbina a 0,95 bars. O compressor e a turbina operam adiabaticamente
e os efeitos de variação de energia cinética e potencial gravitacional podem ser desprezados.
Determine o trabalho líquido desenvolvido pela planta, em kJ de ar escoando, se: (a) o compressor e
a turbina operam sem irreversibilidades internas. (b) o compressor e a turbina operam com
eficiências isoentrópicas de 82 e 85%, respectivamente. Respostas: (a) 256,7 kJ, (b) 145,09 kJ.

26- Refrigerante R 134a entra em um compressor, operando em regime permanente, como vapor
saturado á –4oC e sai a uma pressão de 14 bar. A eficiência isoentrópica do compressor é de 75 %.
A transferência de calor entre o compressor e as vizinhanças pode ser ignorada. Efeitos de
variações de energia cinética e potencial também podem ser ignoradas. Determine: (a) a
temperatura de saída em oC, (b) o trabalho de acionamento do compressor, em kJ por kg do
refrigerante escoando.

27- Argônio entra num bocal isolado a 2.77 bar, 1300 K, 10 m/s e sai a 1 bar, 645 m/s. Para
operação em regime permanente, determine: (a) a temperatura de saída, em K, (b) a eficiência
isoentrópica do bocal, (c) a taxa de produção de entropia, em kJ/K por kg de argônio escoando.

28- Um inventor alega ter desenvolvido um dispositivo que não requer trabalho para acionamento ou
transferências de calor, e ainda capaz de produzir em regime permanente correntes de ar quente e
fria como mostrado na figura abaixo. Aplicando o modelo de gás ideal para o ar e ignorando efeitos
de variações de energia cinética e potencial, avalie esta afirmação.

Ar a 20oC, Ar a 60oC,
2,74 bar 2,7 bar
QVC = 0 , WVC = 0
Ar a 0oC,
2,7 bar

29- A figura abaixo fornece dados para a operação em regime permanente de um dispositivo bem
isolado que utiliza ar entrando em uma localidade e saindo em outra, com uma vazão mássica de 10
kg/s. Assumindo comportamento de gás ideal e desprezando variações de energia cinética e
potencial, determine a direção do escoamento, e a potência em kW.

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Potência de Eixo
P = 1 bar
T = 600 K
ω = 1000 m/s
?
?
P = 5 bar
T = 900 K
ω = 5 m/s

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