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ACIONAMENTO

Tiristores resumo

1. OBJETIVOS

3.1 RETIFICADORES CONTROLADOS DE SILÍCIO SCR


É o controlador elétrico de potência, uma característica é sua ação de
chaveamento rápido e alto valores de corrente e tensão nominal.
3.1.1 DESCRIPÇÃO
A figura 4.1 mostra-se a estrutura de um SCR (a), o símbolo elétrico (b). O SCR tem
três partes, ânodo (A) e cátodo (K) são os potenciais e o porto (G) de controle. O SCR
pode ser polarizado diretamente, quando o ânodo é positivo em relação ao cátodo uma
tensão positiva percorre na porta, com relação ao catodo e passa o SCR para o estado
de ligado.

Fonte:
3.1.2 MODELO DE SCR COM DOIS RESISTORES.
É a aplicação mais comumente aceita da realimentação positiva donde ocorre por
ocasião uma mudança de estado, se modela mediante dois transistores, figura 4.2. Estão
compostos por uma junção NPN (Q1) e uma PNP (Q2). Q1 é a base de Q2 e a base de
Q1 e o coletor de Q2. Uma tensão positiva passa a porta na junção base-emissor do
transistor Q1 passando ao estado de ligado, isso faz possibilitar a passagem de corrente
no coletor emissor-base do PNP. O transistor PNP suprirá o NPN com corrente de base
para que ambos transistores entrem em saturação.
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Fonte:

3.2 CURVAS CARACTERISTICAS DE UM SCR


A curva está em volt-ampère como se mostra na figura 4.3, quando estiver
diretamente polarizado uma pequena correte denominada corrente no estado ligado
percorre o dispositivo. Essa região da curva é conhecida como região de bloqueio direto.
A polarização direta aumenta até a tensão do ânodo alcance um ponto crítico
denominado tensão de disparo direta (VFBO), onde passa para o estado ligado. A tensão
caí para uma tensão de estado ligado (1-3V) e a correte aumenta no mesmo instante
limitada pelas componentes em série com o SCR.

fonte

As curvas caraterísticas mostram que o valor de (VFBO), pode ser controlado pela
corrente de porta, si la junção porta-cátodo está polarizada diretamente o SCR passará
para o estado ligado com uma tensão de nível muito baixo de disparo do que com porta
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aberta (IG=0). A diferença das curvas se encontra na região de bloqueio direto. As


caraterísticas reversas são semelhantes ao diodo de junção PN. Quando o SCR está
inversamente polarizado (ânodo negativo em relação ao cátodo) há uma pequena
corrente de fuga inversa (IR). Si (VFBO) cresce da mesma forma (IR) crescerá de forma
intensa.
O SCR atua como uma chave, quando a tensão estiver abaixo do ponto de
disparo, a chave estará no estado desligado, quando a tensão é a plicado na porta a
chave estará no estado ligado, e ficará ligado quando a corrente de ânodo I A fica acima
de um certo valor denominado corrente de saturação (I H).
A porta perderá o controle depois que o SCR passa ao estado ligado, isso significa
que permanecerá ligado mesmo que a corrente de porta for igual a zero. Só se desliga
quando a corrente e tensão do ânodo for menor à corrente de sustentação.

3.2.1 CURVA CARACTERISTICA IDEAL.


A curva é mostrada na figura 4.4, só tem três estados de operação. Estado de
bloqueio direto (desligado), condução direta (ligado) e bloqueio reverso (desligado). O
SCR ideal se comporta como um diodo após ter passado para o estado ligado.

Fonte:
3.3 TESTES DOS SCRs
Um dos testes e mediante a polarização direta do SCR, aciona-se a porta
mediante uma tensão e o SCR está no modo ligado após essa tensão ter sido removida.
O teste pode ser feito mediante multímetros digitais.
A figura 4.5 se mostra como testa um SCR com um Ohmímetro, é preciso ligar o
terminal positivo do ânodo e o terminal negativo do cátodo. O Ohmímetro deve presentar
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um valor muito alto quando o SCR está desligado, se faz curto-circuito a porta com o
ânodo isso faz com que a porta de sinal de ligado para o SCR. Durante este teste o
ânodo e cátodo devem estar ligados ao Ohmímetro.
Si o SCR passa ao estado ligado antes de que a tensão na porta seja aplicada ele
está em curto entre o ânodo e cátodo, si não passa ao estado ligado significa que está
em aberto. Os SCR podem ser testados de forma mais confiável com um trancador de
curvas esta técnica da de forma confiável medições de corrente e tensões.

3.4 VALORES NOMINAIS DO SCR


Os valores nominais são proporcionados pelo fabricante para um funcionamento
oprimo, si os limites dos valores nominais são ultrapassados acabarão danificando o
SCR.
3.4.1 SUBCRITO POR VALORES NOMINAIS
Os valores nominais nos falam respeito à tensão e corrente, cada um dele estão
acompanhados por um ou dois subscritos e os significados estão representados na
tabela 4.1 seguintes.
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Fonte:

3.4.2 VALORES NOMINAIS MÁXIMO DE CORRIENTE RMS REPETITIVO.


A corrente direta que o ânodo pode suportar depende da temperatura de máxima
de junção (Tj), não é fácil manipulara a temperatura, mas sim a corrente e tensão do
SCR que contribuem para T j. A maior contribuinte de T j é a corrente repetitiva RMS no
estado ligado Ij (RMS).
A corrente RMS rotula a corrente nominal do dispositivo que determina a
dissipação de calor. Também os fabricantes proporcionam a corrente media nominal no
estado ligado IT (avg). É o valor máximo de corrente media que pode ser suportado pelo
SCR em seu estado ligado.
Determinar o valor Ij (RMS) é muito difícil em uma onda de forma não senoidal, por
isso vamos aproximas a forma de onda não senoidal a uma retangular assim como se
mostra na figura 4.6, onde cuja altura representa o valor de pico e largura seja igual à
duração do pulso, as aproximações resultaram um valor RMS, mas alto.
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FONTE:
Após a aproximação, o valor RMS da corrente pode ser determinado a partir de:

Onde t0 é a duração do tempo, T e o tempo de repetição do pulso e Im a corrente


máxima, o valor médio do pulso é:

O fator de forma (f0) é dado como a relação entre os valores RMS e médio da
corrente:

Se conhecemos o fator de forma de uma dada onda, a correte RMS pode ser obtida.

O valor nominal de uma dada corrente de um SCR é via regra sua corrente RMS
repetitiva máxima (Ij (RMS)). Devemos ter cuidado com os valores nominais forem dados
pelos valores DC ou médio. O valor nominal RMS de I j (RMS) é:

.
VALORES NOMINAIS DE CORRENTE DE SURTO (IF OU ITSM).
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Os valores nominais de surto de um SCR (IF ou ITSM) é a corrente de pico do ânodo


que um SCR pode suportar durante um curto espaço de tempo. O valor nominal da
corrente pode ser de 5 a 20 vezes maior do que a corrente RMS repetitiva (I j (RMS)). O
SCR é projetado para aguentar 100 surtos no máximo durante sua vida operacional.

CORRENTE DE DISPARO (IL).


Uma corrente mínima de ânodo deve fluir pelo SCR a fim de que ele fique ligado
após o sinal de porta ter sido removido. Essa corrente é conhecida como corrente de
disparo (IL).

CORRENTE DE SUSTENTAÇÃO (l H).


Após de ter recebido a corrente de disparo, o SCR precisa de uma corrente
mínima no ânodo para manter a condução, si ela sofre uma redução abaixo de seu valor
crítico, o SCR passará para o estado desligado. O valor mais abaixo de corrente que
ocorre exatamente antes de o SCR passe par ao estado de desligado é a corrente de
sustentação (lH). Tanto (lH) e (IL) diminuem com o aumento de temperatura. A relação
das duas correntes é 2:1.

3.4.3 VALORES NOMINAIS DA TENSÃO DO SCR


É a máxima atenção aplicada ao SCR sim produzir alguma ruptura.

TENSÃO DE BLOQUEIO REPETITIVO EM POLARIZAÇÃO DIRETA (VDRM).


É um dos valores básicos de um SCR. É a tensão máxima instantânea que o SCR
pode bloquear na direção direta. Seleciona-se (VDRM). Para ser menor que a tensão de
disparo direta (VFBO). Si os valores de (VDRM) for ultrapassado, o SCR conduzirá mesmo
sim tensão na porta.

TENSÃO DE PICO REPETITIVO REVERSA (VRRM).


Como no caso dos diodos os SCR têm uma tesão nominal de pico reversa,
denomina tensão de pico repetitiva reversa (VDRM). É a tensão máxima instantânea que
um SCR pode aguentar sem romper na direção reversa.
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O valor (VDRM) em qualquer SCR é mais baixo que o valor de (VRRM).

3.4.4 CLASSIFICAÇÃO DOS SCR DE ACORDO CON A FREQUENCIA E A


VELOCIDADE DE CHAVEAMENTO.
São classificados em duas categorias que refletem tanto os valores nominais de
frequência como os de velocidade de chaveamento.
1-Chaveamento dento ou controle de fase (levam muito tempo para chegar ao estado de
desligado, por tanta sua frequência é mais baixa).
2-Chavamento rápido ou inversor (usados a alta frequência de operação).

3.4.5 VALORES NOMINAIS DA TAXA DE VARIAÇÃO DOS SCRs


TAXA DE SUBIDA CRÍTICA DA CORRENTE NO ESTADO LIGADO (VALOR
NOMINAL di/dt).
Quando conduz correte no início o ânodo retém a corrente em uma área pequena ao
lado da porta. Ao passar do tempo se espalha ao logo do dispositivo. A taxa de
crescimento de corrente do ânodo for maior que as taxas de crescimento com que a área
de condução cresce, a pequena área entra em aquecimento e pode danificar o SCR.
A taxa de subida crítica da corrente no estado ligado normalmente e conhecido
como valor nominal di/dt do dispositivo (A/micro-s). Para evitar danos no SCR se coloca
uma pequena indutância L para minimizar o impacto de di/dt.

TAXA DE SUBIDA CRÍTICA DA TENSÃO NO ESTADO DESLIGADO (VALOR


NOMINAL dv/dt).
A aplicação de uma tensão de direta com subida rápida no SCR em estado
desligado em um fluxo de corrente na junção para a camada da porta.
O valor nominal dv/dt fornece o tempo de subida de um pulso de tensão que pode
ser aplicado ao SCR no estado desligado. Este valor nominal é muito utilizado em
equipamentos que tem tempo de subida muito pequenos. Para evitar disparos não
programados em circuitos com valores altos de dv/dt se usa um circuito chamado
snubber RC figura 4,11. Já que a capacitância é nada mais que a oposição a variação
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da tensão. Um valor aproximado para a capacitância (C) pode ser obtido com a
determinação da constante de tempo (T) dividida pela resistência de carga (R L).

Então

Fonte:
Si o SCR está no estado desligado, o capacitor desligará na direção positiva até
o instante em que o dispositivo passa para o estado ligado, depois que o SCR está no
estado ligado o capacitor se descarrega e uma pequena resistência Rs se coloca em
serie para minimizar a descarga.

Rs foi projetada para contrarrestar os valores de dv/dt também baixa a


capacitação do dv/dt.

3.4.6 PARÁMETROS DE PORTATE


Há seis parâmetros importantes de porta, classificados em corrente e tensão.
Também temos os seguintes.

TENSÃO DE PICO INVERSA MÁXIMA NA PORTA (VGRM).


VGRM é o valor máximo de tensão DC negativa que pode ser aplicado sem danificar
a junção porta-cátodo.

CORRENTE MÁXIMA DE ACIONAMENTO DE PORTA IGTM


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É a corrente máxima DC de porta permitida para passar o dispositivo para o


estado ligado.
TESTE MÁXIMO DE ACCIONAMIENTO DE PORTA (VGTM)
(VGTM) é a tensão DC necessária para induzir (I GTM)

DISSIPAÇÃO MÁXIMA DE POTENCIA NA PORTA (PGM).


É o produto da corrente e tensão de porta que pode existir numa polarização
direta.

TENSÃO MINIMA DE ACCIONAMENTO DA PORTA (VGT)


É a tensão mínima DC porta-cátodo para acionar a SCR, também é necessário
fornecer corrente de porta adequada para que o SCR passe ao estado ligado.

CORRENTE MÍNIMA DE ACIONAMENTO DA PORTA (IGT)


É a corrente mínima DC de porta necessária para levar o SCR ao estado ligado.
O intervalo da corrente (0,1 – 50 mA). A corrente depende da temperatura.