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B.

3 Avaliação de secções transversais de betão armado sujeita a


momento flector e esforço axial pelo método da curvatura
esperada

B.3.1 Instabilidade de pilares em condições de incêndio


1. Estas regras são aplicáveis a pilares em que o comportamento estrutural é influenciado
significativamente por efeitos de 2º ordem em condições de incêndio.

2. Em condições de incêndio os danos provocados nas camadas exteriores dos elementos


devido às elevadas temperaturas, associado com o decréscimo do módulo de elasticidade
nas camadas interiores, provoca um decréscimo da rigidez do elemento estrutural. Devido
a estas condições, os efeitos de 2º ordem podem ser preponderantes, em condições de
incêndio, quando à temperatura ambiente seriam desprezáveis.

3. A verificação do dimensionamento de um pilar em situação de incêndio, como elemento


de construção isolado pode ser feito fazendo uso do método baseado na curvatura
estimada, (ver secção 5 do EN 1992-1-1), se as regras, a seguir apresentadas, forem
usadas.

4. Para estruturas contraventadas de edifícios, as acções indirectas não necessitam ser


consideradas, se a diminuição dos momentos de 1ª ordem, devido à diminuição da rigidez
do pilar, não for tomada em conta.

5. O comprimento efectivo, em condições de incêndio, l0,fi, pode se considerado igual a l0, à


temperatura ambiente, como uma simplificação à favor da segurança. Para uma estimativa
mais precisa o aumento da reacção nos extremos do pilar, devido à diminuição da sua
rigidez, pode ser tomada em conta. Nesse sentido a redução da secção transversal do pilar
dada por B.2, Método das Zonas, pode ser usada. Note-se que a rigidez equivalente da
secção de betão reduzida neste caso deve ser:
(EI ) = [K (θ )] E I
z c M
2

c z
Onde:
Kc(θM) é o coeficiente de redução do betão para o ponto M (ver B.2 Método das
Zonas)
Ec é o módulo de elasticidade do betão à temperatura ambiente
Iz é o momento de 2º ordem da área da secção reduzida

O módulo de elasticidade da armadura é Es,θ (ver Tabela 3.2)

B.3.1 Procedimentos para a verificação da resistência ao fogo de secções de


pilares
1. Este método só é válido para estruturas contraventadas.

2. Determinar as curvas isotérmicas para a exposição a um dado incêndio, incêndio padrão


ou paramétrico.

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3. Dividir a secção transversal em zonas com temperaturas médias de 20 ºC, 100 ºC, 200 ºC,
300 ºC, ... até 1100 ºC, (ver Figura B6).

4. Determinação da espessura wij, áreas Acij, e as coordenadas xijyij do centro de cada zona

5. Determinação da temperatura dos varões de armadura. A temperatura de cada um dos


varões de aço pode ser determinada a partir dos campos de temperaturas para secções
transversais, apresentados no Anexo A ou noutro manual, tomando em conta a
temperatura no centro de cada um dos varões.

6. Calcular o diagrama momento-curvatura para Ned,fi usando, para cada varão de armadura e
para cada zona de betão, o diagrama tensões-extensões e segundo 3.2.2.1, betão,(Figura
3.1 e Tabela 3.1), 3.2.3, aço das armaduras, (Figura 3.3 e Tabela 3.2) e 3.2.4, aço de pré-
esforço, (Tabela 3.3) e 3.2.2.2, betão sujeito a esforços de tracção.

7. Usar métodos de cálculo convencionais para a determinação da capacidade de momento


último, MRd,fi para NEd,fi e o momento nominal de 2ª ordem, M2,fi para a correspondente
curvatura.

8. O cálculo da capacidade do momento de 1º ordem restante, M0Rd;fi, para uma determinada


exposição a um incêndio e NEd,fi, como a diferença entre a capacidade de momento última,
Mrd,fi, é o momento nominal de 2ª ordem M2,fi, assim calculado. Ver Figura B.7.

9. Comparar a capacidade do momento último de 1º ordem, M0Rd,fi com o momento flector


de cálculo de 1ª ordem, em condições de incêndio, M0Ed,fi.

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