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Prof.

Tonyvan Carvalho
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Master Class
Escalada RA
Auditoria
SEFAZ SC - FCC
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Evidência de Auditoria
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Objetivo ou finalidade da Auditoria

Segundo a NBC TA 200(R1):

“O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas


demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado
mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as
demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório
financeiro aplicável”. [Auditoria Independente ou externa]
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Fases da Auditoria
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Evidência de Auditoria:
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Características da Evidência de Auditoria:


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Informações relevantes sobre Evidência de Auditoria:


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Informações relevantes sobre Evidência de Auditoria:


 Geralmente obtém-se mais segurança com evidência de auditoria
consistente obtida a partir de fontes diferentes ou de natureza
diferente do que a partir de itens de evidência de auditoria
considerados individualmente. Exemplos: informações
corroborativas obtidas de uma fonte independente da entidade
podem aumentar a segurança que o auditor obtém da evidência
de auditoria gerada internamente, tais como a evidência existente
em registros contábeis, minutas de reuniões ou representação da
administração.
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Informações relevantes sobre Evidência de Auditoria:


 A confiabilidade das informações a serem utilizadas como
evidência de auditoria e, portanto, da própria auditoria, é
influenciada pela sua fonte e sua natureza, e as circunstâncias
nas quais são obtidas, incluindo os controles sobre sua
elaboração e manutenção, quando relevante. Portanto,
generalizações sobre a confiabilidade de vários tipos de
evidência de auditoria estão sujeitas a importantes exceções.
Mesmo quando as informações a serem utilizadas como
evidência de auditoria são obtidas de fontes externas à entidade,
podem existir circunstâncias que podem afetar a sua
confiabilidade.
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Informações relevantes sobre Evidência de Auditoria:


 Por exemplo, informações obtidas de fonte externa independente
podem não ser confiáveis se a fonte não tiver conhecimento ou
se for possível que especialista da administração não tenha
objetividade. Embora reconhecendo que podem existir exceções,
as seguintes generalizações sobre a confiabilidade da
evidência de auditoria podem ser úteis:
 • a confiabilidade da evidência de auditoria é maior quando
ela é obtida de fontes independentes fora da entidade;
 • a confiabilidade da evidência de auditoria gerada
internamente é maior quando os controles relacionados,
incluindo os controles sobre sua elaboração e manutenção,
impostos pela entidade, são efetivos;
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Informações relevantes sobre Evidência de Auditoria:


 a evidência de auditoria obtida diretamente pelo auditor (por
exemplo, a observação da aplicação de um controle) é mais
confiável do que a evidência de auditoria obtida
indiretamente ou por inferência (por exemplo, indagação a
respeito da aplicação de controle);
 a evidência de auditoria em forma de documentos, em papel,
mídia eletrônica ou de outro tipo, é mais confiável do que a
evidência obtida verbalmente (por exemplo, uma ata de reunião
elaborada tempestivamente é mais confiável do que uma
representação verbal subsequente dos assuntos discutidos);
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Informações relevantes sobre Evidência de Auditoria:


 a evidência de auditoria fornecida por documentos originais é
mais confiável do que a evidência de auditoria fornecida por
fotocópias ou fac-símiles ou por documentos que foram
filmados, digitalizados ou transpostos de outra maneira para
forma eletrônica, cuja confiabilidade pode depender dos
controles sobre sua elaboração e manutenção.
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Questões sobre
Evidência de Auditoria
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1. (CESPE – Auditor do Estado (CAGE RS) - 2018) As evidências


de auditoria possuem diferentes níveis de persuasão quanto à
validação das informações. Nesse sentido, no que se refere à fonte,
o documento que fornece maior segurança e confiabilidade é
a) a planilha de recálculo efetuado pelo auditor.
b) o relatório de observação física do auditor.
c) o relatório de controle interno.
d) a nota fiscal eletrônica de fornecedor.
e) o extrato bancário fornecido pela empresa auditada.
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Comentários:
Quando o auditor executa procedimentos de auditoria, deve-se
considerar a relevância e a confiabilidade das informações a serem
utilizadas como evidência de auditoria. Por outro lado, se houver
dúvidas quanto à confiabilidade dessas informações, determina-se
quais modificações ou acréscimos aos procedimentos de auditoria
são necessários para solucionar o assunto e deve considerar o
efeito desse assunto, se houver, sobre outros aspectos da auditoria.
Sobre o tema confiabilidade da evidência, a NBC TA 500(R1)
estabelece diretrizes:
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Confiabilidade
A31.A confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência
de auditoria e, portanto, da própria auditoria, é influenciada pela sua fonte e
sua natureza, e as circunstâncias nas quais são obtidas, incluindo os
controles sobre sua elaboração e manutenção, quando relevante. Portanto,
generalizações sobre a confiabilidade de vários tipos de evidência de
auditoria estão sujeitas a importantes exceções. Mesmo quando as
informações a serem utilizadas como evidência de auditoria são obtidas de
fontes externas à entidade, podem existir circunstâncias que podem afetar
a sua confiabilidade. Por exemplo, informações obtidas de fonte externa
independente podem não ser confiáveis se a fonte não tiver conhecimento
ou se for possível que especialista da administração não tenha
objetividade. Embora reconhecendo que podem existir exceções, as
seguintes generalizações sobre a confiabilidade da evidência de auditoria
podem ser úteis:
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• a confiabilidade da evidência de auditoria é maior quando ela é obtida de


fontes independentes fora da entidade;
• a confiabilidade da evidência de auditoria gerada internamente é maior
quando os controles relacionados, incluindo os controles sobre sua
elaboração e manutenção, impostos pela entidade, são efetivos;
• a evidência de auditoria obtida diretamente pelo auditor (por exemplo, a
observação da aplicação de um controle) é mais confiável do que a
evidência de auditoria obtida indiretamente ou por inferência (por exemplo,
indagação a respeito da aplicação de controle);
• a evidência de auditoria em forma de documentos, em papel, mídia
eletrônica ou de outro tipo, é mais confiável do que a evidência obtida
verbalmente (por exemplo, uma ata de reunião elaborada tempestivamente
é mais confiável do que uma representação verbal subsequente dos
assuntos discutidos);
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• a evidência de auditoria fornecida por documentos originais é mais


confiável do que a evidência de auditoria fornecida por fotocópias ou fac-
símiles ou por documentos que foram filmados, digitalizados ou
transpostos de outra maneira para forma eletrônica, cuja confiabilidade
pode depender dos controles sobre sua elaboração e manutenção. [grifo
nosso]
A questão quer saber qual das evidências enumeradas nas alternativas é a
mais confiável. Para fundamentar a sua resposta, ACREDITAMOS que a
banca tomou por base uma das generalizações sobre a confiabilidade da
evidência de auditoria acima, qual seja, “a confiabilidade da evidência de
auditoria é maior quando ela é obtida de fontes independentes fora da
entidade”.
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Nesse caso, a única que poderia ser obtida externamente à


entidade auditada seria a nota fiscal eletrônica de fornecedor. Além
disso, essa nota fiscal é um documento formal, fazendo com ela
cumpra mais outra generalização quanto a sua confiabilidade – “a
evidência de auditoria em forma de documentos, em papel, mídia
eletrônica ou de outro tipo, é mais confiável do que a evidência
obtida verbalmente”. Já as demais evidências enumeradas nas
outras alternativas, todas são obtidas por fontes internas.
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Por outro lado, tomando por base uma outra generalização possível
no caso em tela, qual seja, “a evidência de auditoria obtida
diretamente pelo auditor é mais confiável do que a evidência de
auditoria obtida indiretamente ou por inferência”, haveria, nesse
caso, duas alternativas corretas - o relatório de observação física
do auditor e a planilha de recálculo efetuado pelo auditor. Isso
levaria a anulação da questão. Ressalto que nem sempre as
questões estão bem redigidas e explicadas. Temos que ficar atentos
e escolher a melhor alternativa.

Gabarito: Letra D
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2. (CESPE – Auditor Estadual (TCM-BA)/Controle Externo -


2018) A categoria de relevância de determinada evidência
encontrada pela auditoria depende da
a) objetividade do auditor na obtenção da evidência.
b) efetividade do sistema de controle interno.
c) obtenção da evidência por meio de documentos originais.
d) atuação direta do auditor na obtenção da evidência.
e) natureza dos procedimentos adotados para obter a evidência.
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Comentários:

Gabarito: Letra E
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Procedimentos de Auditoria.
Testes de Observância. Testes
substantivos.
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Definição de Procedimentos de Auditoria

Os procedimentos de auditoria são o conjunto de procedimentos


técnicos com base nos quais o auditor obtém evidências ou
provas que sejam suficientes e adequadas para fundamentar
sua opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis
auditadas em relação à estrutura de relatório financeiro aplicável,
permitindo que eventuais distorções relevantes sejam identificadas.

A evidência de auditoria é primariamente obtida a partir de


procedimentos de auditoria executados durante o curso da
auditoria.
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Tipos de Procedimentos de Auditoria, segundo a NBC TA


500(R1):
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Memorize!
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Informações relevantes das Confirmações Externas, segundo a NBC TA


505:
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A NBC TI 01 define testes de observância e testes substantivos:


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A NBC TI 01 define os Procedimentos de Auditoria:


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Atualmente esses testes têm novas designações. Segundo A NBC TA 330


(R1):
4. Para fins das normas de auditoria, os termos abaixo têm os seguintes
significados:
(a) Procedimento substantivo é o procedimento de auditoria planejado
para detectar distorções relevantes no nível de afirmações. Os
procedimentos substantivos incluem:
(i) testes de detalhes (de classes de transações, de saldos de contas e de
divulgações); e
(ii) procedimentos analíticos substantivos.
(b) Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar
a efetividade operacional dos controles na prevenção ou detecção e
correção de distorções relevantes no nível de afirmações.
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Resumidamente:

 Testes de observância (atualmente Testes de controle) faz a


verificação dos controles internos. É analisado se os
procedimentos são executados corretamente (existência,
efetividade e continuidade).

 Testes substantivos (atualmente Procedimentos analíticos


substantivos) faz a verificação da informação propriamente dita,
tais como: classes de transações, de saldos de contas e de
divulgações.
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Questões sobre
Procedimentos de Auditoria
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3. (FCC - Auditor Público Externo / TCE RS / - 2018) Acerca da disciplina dos


testes de auditoria, assevera-se:
a) Pode ser cogitado o procedimento de inspeção, que consiste na obtenção de
informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e
das operações, dentro ou fora da entidade.
b) Pode ser cogitado o procedimento de investigação e confirmação, que consiste
na verificação de registros, documentos e ativos tangíveis.
c) Os testes de observância visam à obtenção de evidência quanto à suficiência,
exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da
entidade.
d) Os procedimentos constituem exames e investigações, incluindo testes de
observância e testes substantivos.
e) Os testes substantivos visam à obtenção de razoável segurança de que os
controles internos estabelecidos pela Administração estão em efetivo
funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento.
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Comentários:
Veja os mapas a seguir:
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Comentários:

Gabarito: Letra D.
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4. (FCC - Auditor Público Externo / TCE RS / - 2018) A evidência de auditoria


ganha confiabilidade quando corroborada por fonte externa à entidade auditada.
Sobre tal procedimento de auditoria, conhecido como confirmação externa, é
correto afirmar:
a) O auditor deve manter o controle sobre as solicitações, registrando tanto o
envio delas quanto dos segundos pedidos, quando aplicável.
b) Obtida a confirmação, faz-se necessário buscar outras evidências de auditoria,
ainda que o resultado do procedimento de confirmação seja relevante e confiável.
c) A Administração não pode negar permissão para que o auditor envie
solicitações de confirmação.
d) Uma vez decidindo-se pela confirmação externa, em regra essa não pode ser
suprida por procedimentos alternativos.
e) O auditor deve tratar com o mesmo peso tanto confirmações negativas quanto
positivas.
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Comentários:
a) O auditor deve manter o controle sobre as solicitações, registrando tanto o
envio delas quanto dos segundos pedidos, quando aplicável. Alternativa
correta. Está em conformidade com a norma supracitada:
7. Ao usar procedimentos de confirmação externa, o auditor deve manter o
controle sobre as solicitações de confirmação externa, incluindo:
(a) determinação das informações a serem confirmadas ou solicitadas (ver
item A1);
(b) seleção da parte que confirma apropriada para confirmação (ver item A2);
(c) definição das solicitações de confirmação, assegurando-se que as
solicitações estão devidamente endereçadas e que contenham as informações
para retorno das respostas diretamente ao auditor (ver itens A3 a A6); e
(d) envio das solicitações, incluindo 2º pedido, quando aplicável, para a
parte que confirma (ver item A7). [grifo nosso]
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Comentários:
b) Obtida a confirmação, faz-se necessário buscar outras evidências
de auditoria, ainda que o resultado do procedimento de confirmação
seja relevante e confiável. Alternativa errada. Nesse caso, não tem
necessidade de buscar outras evidências de auditoria.
c) A Administração não pode negar permissão para que o auditor
envie solicitações de confirmação. Alternativa errada. O auditor
deve procurar evidência de auditoria sobre a validade e
razoabilidade das razões em decorrência do risco de que a
administração pode estar tentando negar ao auditor o acesso a
evidência de auditoria que pode revelar fraude ou erro.
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Comentários:
d) Uma vez decidindo-se pela confirmação externa, em regra, essa
não pode ser suprida por procedimentos alternativos. Alternativa
errada. Sempre o auditor pode fazer uso dos procedimentos
alternativos para suprir qualquer outro procedimento.
e) O auditor deve tratar com o mesmo peso tanto confirmações
negativas quanto positivas. Alternativa errada. As positivas são
mais relevantes quando comparadas com as negativas.
Gabarito: A.
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5. (FCC - Auditor Fiscal do ISS São Luís - 2018) A Controladoria-Geral do


Município, considerando a relevância e materialidade da matriz de riscos de
auditoria, planeja uma operação na seção encarregada pelo arbitramento da
receita tributável dos serviços da construção civil. Na atividade preparatória,
levantou-se que há uma normatização interna que prevê:
I. Claramente os casos que serão objeto de arbitramento.
II. Segregação de funções.
III. Emprego de sistema informatizado que registra dados de segurança e
alterações realizadas.
IV. Revisão independente por sorteio aleatório de autos de infração.
V. Manutenção de registros por 20 anos.
Visitando o órgão, o auditor acompanhou o procedimento durante sua execução,
atestando que, de fato, as normas vêm sendo seguidas, embora tenha deixado
de calcular a exatidão de casos específicos.
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O procedimento adotado refere-se a um teste


a) de observância que adotou procedimento de confirmação,
restando conclusivo, tendo em vista o cumprimento da norma.
b) substantivo que adotou procedimento de vistoria, restando
inconclusivo, pois pende de exame que ainda será realizado.
c) substantivo que adotou procedimento de confirmação, restando
conclusivo, tendo em vista o cumprimento da norma.
d) de observância que adotou procedimento de investigação,
restando inconclusivo, pois pende de exame que ainda será
realizado.
e) de observância que adotou procedimento de observação,
restando conclusivo, tendo em vista o cumprimento da norma.
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Comentários:
Veja os mapas a seguir:
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Comentários:

Gabarito: Letra E.
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Fraude e Erro
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Diferença entre Fraude e Erro:

As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de


fraude ou erro.

O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional


ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas
demonstrações contábeis.
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Diferença entre Fraude e Erro:

Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da


administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou
terceiros, que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou
ilegal.

Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem


incentivo ou pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam
oportunidade para que ela ocorra.
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Diferença entre Fraude e Erro:

Segundo a NBC TI 01:


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Responsabilidade pela prevenção e detecção de fraude


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Informações relevantes sobre Fraudes

 Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo, para


efeitos das normas de auditoria, o auditor está preocupado com a
fraude que causa distorção relevante nas demonstrações
contábeis.
 Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o
auditor – distorções decorrentes de informações contábeis
fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. Apesar de o
auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a
ocorrência de fraude, ele não estabelece juridicamente se
realmente ocorreu fraude.
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Informações relevantes sobre Fraudes

 Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o


auditor – distorções decorrentes de informações contábeis
fraudulentas e da apropriação indébita de ativos.
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Informações relevantes sobre Fraudes


 O risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente
de fraude é mais alto do que o risco de não ser detectada uma
fraude decorrente de erro. Isso porque a fraude pode envolver
esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a
ocultá-la, tais como falsificação, omissão deliberada no registro de
operações ou prestação intencional de falsas representações ao
auditor. Tais tentativas de ocultação podem ser ainda mais difíceis de
detectar quando associadas a um conluio. O conluio pode levar o
auditor a acreditar que a evidência é persuasiva, quando, na verdade,
ela é falsa. A capacidade do auditor de detectar uma fraude depende de
fatores como a habilidade do perpetrador, a frequência e a extensão da
manipulação, o grau de conluio, a dimensão relativa dos valores
individuais manipulados e a posição dos indivíduos envolvidos.
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Informações relevantes sobre Fraudes e Erros:

 Além disso, o risco do auditor não detectar uma distorção


relevante decorrente de fraude da administração é maior do
que no caso de fraude cometida por empregados, porque a
administração frequentemente tem condições de manipular,
direta ou indiretamente, os registros contábeis, apresentar
informações contábeis fraudulentas ou burlar procedimentos de
controle destinados a prevenir fraudes semelhantes, cometidas
por outros empregados.
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Comunicações à administração e aos responsáveis pela


governança
 Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus
trabalhos, o auditor tem a obrigação de comunicá-los à
administração da entidade e sugerir medidas corretivas, informando
sobre os possíveis efeitos no seu parecer, caso elas não sejam
adotadas.[NBC T 11]
 Caso o auditor tenha identificado uma fraude ou obtido
informações que indiquem a possibilidade de fraude, o auditor deve
comunicar estes assuntos tempestivamente a pessoa de nível
apropriado da administração que têm a responsabilidade
primordial de prevenir e detectar fraude em assuntos relevantes no
âmbito de suas responsabilidades. [NBC TA 240(R10]
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Informações contábeis fraudulentas podem decorrer do


seguinte:
• Manipulação, falsificação (inclusive de assinatura) ou alteração de
registros contábeis ou documentos comprobatórios que serviram de
base à elaboração de demonstrações contábeis.
• Mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de
eventos, operações ou outras informações significativas.
•Aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a
valores, classificação, forma de apresentação ou divulgação.
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Exemplos de como a administração pode perpetrar fraude,


burlando controles intencionalmente por meio de técnicas
como:
 Registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final
do período contábil, de forma a manipular resultados
operacionais ou alcançar outros objetivos.
 Ajustar indevidamente as premissas e alterar os julgamentos
utilizados para estimar saldos contábeis.
 Omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas
demonstrações contábeis, de eventos e operações que tenham
ocorrido durante o período das demonstrações contábeis que
estão sendo apresentadas.

Prof. Tonyvan Carvalho

Exemplos de como a administração pode perpetrar fraude,


burlando controles intencionalmente por meio de técnicas
como:
 Encobrir fatos que possam afetar os valores registrados nas
demonstrações contábeis.
 Contratar operações complexas, que são estruturadas para
refletir erroneamente a situação patrimonial ou o desempenho da
entidade.
 Alterar registros e condições relacionados a operações
significativas e não usuais.
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Questões sobre
Fraude e Erro
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6. (FCC - Analista Legislativo (ALESE)/Contabilidade / Apoio


Técnico Administrativo - 2018) A NBC TA 240, que trata da
Responsabilidade do Auditor em relação à fraude, no contexto da
Auditoria das Demonstrações Contábeis, estabelece quais são os
objetivos do auditor. De acordo com esta NBC, encontram-se entre
os objetivos do auditor
a) reparar, sempre que possível, distorções relevantes nas
demonstrações contábeis, decorrentes de fraudes, minimizando as
consequências para a empresa.
b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas
demonstrações contábeis, decorrente de fraude, bem como
responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraude
identificada durante a auditoria.
Prof. Tonyvan Carvalho

c) comunicar ao Ministério Público distorções relevantes nas


demonstrações contábeis, decorrentes de fraudes, e, tratando-se de
instituição ligada ao mercado de valores mobiliários, solicitar,
justificadamente, a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
d) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraude
identificada em relação a tributos não lançados ou não pagos, exceto
quanto àqueles devidos na qualidade de responsável ou substituto
tributário, comunicando o fato à Fazenda Pública interessada.
e) obter evidências de auditoria sobre os riscos identificados de
distorção relevante e decorrente de fraude, comunicando o resultado da
auditoria ao Banco Central do Brasil, em prazo não superior a 30 dias,
quando se tratar de evidências obtidas junto a instituições financeiras.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Questão aborda os objetivos específicos do auditor quanto à sua
responsabilidade em relação à fraude. Segundo a NBC TA 240(R1):
10. Os objetivos do auditor são:
(a) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas
demonstrações contábeis decorrente de fraude;
(b) obter evidências de auditoria suficientes e apropriadas sobre os
riscos identificados de distorção relevante decorrente de fraude, por
meio da definição e implantação de respostas apropriadas; e
(c) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraudes
identificada durante a auditoria.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Cabe ressaltar que a principal responsabilidade pela prevenção e
detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e
da sua administração. Já o auditor que realiza auditoria de acordo com
as normas de auditoria é responsável por obter segurança razoável de
que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém
distorções relevantes, causadas por fraude ou erro. Conforme descrito
na NBC TA 200, devido às limitações inerentes da auditoria, há um
risco inevitável de que algumas distorções relevantes das
demonstrações contábeis podem não ser detectadas, apesar de a
auditoria ser devidamente planejada e realizada de acordo com as
normas de auditoria.
Gabarito: B.
Prof. Tonyvan Carvalho

7. (FCC - Analista em Gestão (DPE AM) / Ciências Contábeis /


Especializado de Defensoria - 2018) Analisando uma série de notas
fiscais em processos relativos a adiantamentos de fundos, o servidor
encarregado do controle interno lembrou-se de ter visto o nome do mesmo
estabelecimento comercial em outro processo que já havia sido aprovado.
Ele procedeu à recuperação do processo no arquivo e, comparando
documentos, pôde averiguar que se tratava da imagem do mesmo cupom
fiscal juntado em duas prestações de contas.
Acerca dessa situação hipotética,
a) não deveria ter o controlador interno se socorrido de sua memória, pois
excedeu a amplitude definida no planejamento de auditoria, tendo o
desarquivamento e a análise do documento ocorrido fora das hipóteses
previstas nas normas de auditoria.
Prof. Tonyvan Carvalho

b) ainda que se apure irregularidade, não há o que ser feito em


relação à primeira prestação de contas de adiantamento, haja vista
a sua aprovação.
c) da simples narrativa acima conclui-se que ocorreu fraude, que,
por configurar crime, deve ser de imediato comunicada à autoridade
policial.
d) apenas da narrativa acima não se conclui que ocorreu fraude,
mas o papel pode constituir evidência de auditoria em processo
administrativo.
e) a assinatura do superior hierárquico do servidor em alcance
supre o vício de duplicidade.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Nesse tipo de questão você deve fazer os seguintes questionamentos:
1) Houve a intenção do agente em cometer o fato? Se a resposta for sim,
então houve fraude. Se não, erro.
Resposta: No caso em tela, não há elementos suficientes para se
constatar claramente que o fato cometido pelo servidor (tomador do
suprimento de fundos) caracterize fraude ou erro.
2) Percebe-se claramente que houve má-fé do agente?
Resposta: Não. Embora esteja evidenciada a duplicidade do cupom fiscal,
não há elementos suficientes que caracterizem a má-fé do servidor
(tomador do suprimento de fundos), sem prejuízos de que esse cupom
sirva de evidência de auditoria para instauração de futuro processo
administrativo.
Prof. Tonyvan Carvalho

Em relação às demais alternativas:


a) não deveria ter o controlador interno se socorrido de sua
memória, pois excedeu a amplitude definida no planejamento de
auditoria, tendo o desarquivamento e a análise do documento
ocorrido fora das hipóteses previstas nas normas de auditoria. O
controlador agiu corretamente e sempre fazer uso dos meios
necessários para obtenção de evidência apropriada e suficiente
para validar os achados de auditoria.
b) ainda que se apure irregularidade, não há o que ser feito em
relação à primeira prestação de contas de adiantamento, haja vista
a sua aprovação. Ver explicação da alternativa “a”.
Prof. Tonyvan Carvalho

Em relação às demais alternativas:


c) da simples narrativa acima conclui-se que ocorreu fraude,
que, por configurar crime, deve ser de imediato comunicada à
autoridade policial. Nesse caso, não há elementos suficientes
para se constatar claramente que o fato cometido pelo
servidor (tomador do suprimento de fundos) caracterize fraude
ou erro.
e) a assinatura do superior hierárquico do servidor em alcance
supre o vício de duplicidade. Isso não supre o vício detectado.
Seria o caso de instaurar processo administrativo, respeitando
o direito ao contraditório e à ampla defesa, para posterior
adoção de providências cabíveis.
Prof. Tonyvan Carvalho

8. (FCC - Auditor Fiscal da SEFAZ MA - 2016) Na auditoria realizada


na companhia distribuidora de peças e acessórios para veículos leves e
pesados, o auditor registrou as seguintes constatações:
I. Descontos obtidos pelo pagamento de duplicatas a fornecedores
contabilizados como receitas de aplicações financeiras.
II. Adulteração para mais de valores de créditos de ICMS registrados no
livro apuração do ICMS referente a compras para comercialização.
III. Por desatenção de funcionário da tesouraria recém contratado foi
concedido desconto no pagamento com atraso de duplicatas a receber
efetuado pelo cliente.
IV. Registro de notas fiscais fictícias de despesas, com o objetivo de
justificar saque na tesouraria da empresa.
Prof. Tonyvan Carvalho

Segundo as Normas de Auditoria, as constatações registradas pelo


auditor caracterizam, respectivamente,
a) fraude, erro, fraude e fraude.
b) erro, fraude, fraude e fraude.
c) erro, fraude, erro e fraude.
d) fraude, fraude, erro e erro.
e) erro, fraude, fraude e erro.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Segundo a NBC TI 01:
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
I. Descontos obtidos pelo pagamento de duplicatas a fornecedores
contabilizados como receitas de aplicações financeiras. Trata-se de um
erro.
II. Adulteração para mais de valores de créditos de ICMS registrados no
livro apuração do ICMS referente a compras para comercialização. Trata-
se de uma fraude.
III. Por desatenção de funcionário da tesouraria recém contratado foi
concedido desconto no pagamento com atraso de duplicatas a receber
efetuado pelo cliente. Trata-se de um erro.
IV. Registro de notas fiscais fictícias de despesas, com o objetivo de
justificar saque na tesouraria da empresa. Trata-se de uma fraude.
Gabarito: C.
Prof. Tonyvan Carvalho

9. (FCC - Auditor Fiscal – SEFAZ GO - 2018) Fatores de risco para a


ocorrência de fraude são pressões/incentivos, oportunidades ou
atitudes/racionalizações que ocorrem naturalmente nos mercados, mas
que acabam por favorecer o surgimento de distorções relevantes e
intencionalmente causadas nas demonstrações contábeis. A alternativa
que contém, respectivamente, uma pressão/incentivo, uma
oportunidade e uma atitude/racionalização reconhecidas nas normas
como fatores de risco é:

a) Mudança previstas nos planos de benefícios dos empregados /


obrigações financeiras pessoais / relacionamentos adversos entre a
entidade e empregados com acesso a dinheiro.
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9. (FCC - Auditor Fiscal – SEFAZ GO - 2018)


b) Alto nível de competição ou saturação do mercado, acompanhada
por declínio da margem de retorno / garantias pessoais em dívidas da
entidade / partes significativas da remuneração atreladas a metas
agressivas de performance.
c) Demissões previstas de empregados / ativos pequenos sem
identificação clara de propriedade / mudança do estilo de vida de
funcionários com acesso a ativos.
d) Tolerância a pequenos roubos / remuneração incompatível com a
expectativa / grandes quantias em dinheiro em mãos.
e) Segregação inadequada de funções / investigação inadequada da
vida pregressa de candidatos a empregos / falta de conciliação
completa de ativos.
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Comentários:

Como a FCC pegou o Apêndice 1 da NBC TA 240(R1) para


fundamentar a resposta e era a primeira vez que aparecia numa
prova de Auditoria da Área Fiscal, apelidei-a de “The walking
dead” - NÍVEL HARD! Você até poderia analisar pela lógica, mas
ela é “decoreba” e estreante, então mais que natural tomar um
susto na sua primeira leitura.
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Comentários:
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Os fatores de risco de fraude identificados no Apêndice 1 são
exemplos de fatores que podem ser enfrentados pelos auditores em
uma grande variedade de situações. São apresentados
separadamente exemplos relacionados aos dois tipos de fraude
relevantes para a consideração do auditor – isto é, informações
contábeis fraudulentas e apropriação indevida de ativos.

Para cada um destes tipos de fraude, os fatores de risco são


classificados ainda com base nas três condições geralmente
presentes quando ocorrem distorções relevantes decorrentes de
fraude:
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Comentários:
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Embora os fatores de risco abranjam um amplo leque de situações,
eles são apenas exemplos e, portanto, o auditor pode identificar
fatores de risco adicionais ou diferentes.

Nem todos estes exemplos são relevantes em todas as


circunstâncias e alguns podem ter mais ou menos significado em
entidades de tamanho diferente ou com características de
propriedade ou circunstâncias diferentes. A ordem dos exemplos de
fatores de risco fornecidos não se destina a refletir sua importância
relativa ou a frequência da ocorrência.
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Comentários:
O Apêndice 1 separa os fatores de risco - incentivos/pressões,
oportunidades e atitudes/racionalizações - em dois tipos de fraude
relevantes para a consideração do auditor – isto é, informações
contábeis fraudulentas e apropriação indevida de ativos. Veja:
Apêndice 1
[...]
Fatores de risco relacionados a distorções decorrentes de
apropriação indevida de ativos também são classificados
segundo as três condições geralmente presentes quando há fraude:
incentivo/pressão, oportunidade e atitude/racionalização.
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Comentários:
Alguns dos fatores de risco relacionados a distorções decorrentes
de informações contábeis fraudulentas também podem estar
presentes quando ocorrerem distorções originárias de apropriação
indevida de ativos. Por exemplo, o monitoramento ineficaz da
administração e outras deficiências no controle interno podem estar
presentes quando existirem distorções decorrentes de informação
contábil fraudulenta ou apropriação indevida de ativos.
Incentivos/Pressões
Obrigações financeiras pessoais podem criar pressão sobre a
administração ou empregados com acesso a dinheiro ou outros
ativos suscetíveis de roubo para que se apropriem indevidamente
de tais ativos.
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Comentários:
Relacionamentos adversos entre a entidade e empregados com
acesso a dinheiro ou outros ativos suscetíveis de roubo podem
motivar esses empregados a apropriar-se indevidamente de tais
ativos. Por exemplo, relações adversas podem ser criadas pelo
seguinte:
•Demissões conhecidas ou previstas de empregados.
•Mudanças recentes ou previstas na forma de remuneração ou nos
planos de benefícios dos empregados.
•Promoção, remuneração ou outras recompensas incompatíveis
com as expectativas.
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Comentários:
Oportunidades
Certas características ou circunstâncias podem aumentar a
suscetibilidade dos ativos à apropriação indevida. Por exemplo, as
oportunidades de apropriação indevida de ativos aumentam quando
existe o seguinte:
•Grandes quantias de dinheiro em mão ou processadas.
•Itens de estoque com tamanho pequeno, com alto valor ou em alta
procura.
• Ativos facilmente conversíveis, tais como títulos ao portador,
diamantes ou chips de computador.
•Ativos fixos de tamanho pequeno, comercializáveis ou sem
identificação clara de propriedade.
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Comentários:
O controle interno inadequado sobre os ativos pode aumentar a
suscetibilidade de apropriação indevida dos ativos. Por exemplo, a
apropriação indevida de ativos pode ocorrer por causa do seguinte:
•Segregação inadequada de funções ou de verificações independentes.
•Supervisão geral inadequada dos gastos da alta administração, tais
como viagens e outros reembolsos.
•Supervisão geral inadequada pela administração dos empregados
responsáveis por ativos, por exemplo, supervisão ou monitoramento
inadequado de locais remotos.
•Investigação inadequada da vida pregressa de candidatos a empregos
com acesso a ativos.
•Registros inadequados referentes aos ativos.
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Comentários:
•Sistema inadequado de autorização e aprovação de operações (por
exemplo, em compras).
•Salvaguardas físicas inadequadas de dinheiro, investimento, estoque
ou ativos fixos.
•Falta de conciliação completa e tempestiva de ativos.
•Falta de documentação tempestiva e apropriada de transações, por
exemplo, créditos por devolução de mercadoria.
•Falta de férias obrigatórias para empregados que executam funções-
chave de controle.
•Entendimento inadequado de tecnologia da informação pela
administração, o que possibilita aos empregados de tecnologia da
informação perpetrar apropriação indevida.
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Comentários:
•Controles inadequados para o acesso a registros automatizados,
incluindo os controles e o exame dos registros de eventos dos
sistemas computadorizados.
Atitudes/racionalizações
• Falta de consideração em relação à necessidade de monitorar ou
reduzir riscos relacionados com apropriações indevidas de ativos.
• Falta de consideração em relação ao controle interno sobre
apropriação indevida de ativos por burlar os controles existentes ou
por omissão em tomar medidas corretivas sobre deficiências no
controle interno.
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Comentários:
• Conduta que indique desagrado ou insatisfação com a entidade ou
o tratamento de seus empregados.
• Mudanças na conduta ou estilo de vida que possam indicar
que ativos foram indevidamente apropriados.
• Tolerância de pequenos roubos. [grifo nosso]

Questão extraída literalmente da norma da norma supracitada.

Gabarito: C.
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Amostragem em auditoria
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Definição de Amostragem

Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em


menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria,
de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma
chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que
possibilite o auditor concluir sobre toda a população.

População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é


selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir.
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Definições recorrentes em provas

Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor,


com base em amostra, pudesse ser diferente se toda a população
fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. O risco de
amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas:

Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor


chegue a uma conclusão errônea por qualquer outra razão que não
seja relacionada ao risco de amostragem (ver item A1).

Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não


representativo de distorção ou desvio em uma população
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Definições recorrentes em provas


Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que constituem
uma população.

Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes


características:
(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das
amostras, incluindo a mensuração do risco de amostragem.

A abordagem de amostragem que não tem as características (i) e (ii) é


considerada uma amostragem não estatística.
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Definições recorrentes em provas


Estratificação é o processo de dividir uma população em
subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem
com características semelhantes (geralmente valor monetário).

Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor para obter


um nível apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja
excedido pela distorção real na população.

Taxa tolerável de desvio é a taxa de desvio dos procedimentos de


controles internos previstos, definida pelo auditor para obter um nível
apropriado de segurança de que essa taxa de desvio não seja excedida
pela taxa real de desvio na população.
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Questões sobre
Amostragem em Auditoria
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10. (FCC - Auditor Fiscal de Tributos I (São Luís) /Abrangência Geral -


2018) A Receita Federal do Brasil e a Secretaria Municipal de Fazenda,
hipoteticamente, celebram convênio para compartilhamento de
informações sujeitas a sigilo fiscal da declaração anual de imposto de
renda. Sob os termos do convênio, é obrigatória a solicitação
individualizada e motivada do dado a que se deseja ter acesso e haverá
custo para sua disponibilização, uma vez que o serviço que assegura os
termos do convênio é prestado com exclusividade pelo Serpro, de acordo
com tabela de preços por ele praticada. Após o levantamento da base de
dados de lançamentos fiscais do ITBI dos últimos cinco anos junto ao
sistema da Secretaria de Fazenda, a Municipalidade avalia a possibilidade
de confrontar tais registros com os imóveis declarados anualmente pelos
proprietários à Fazenda Federal. Os custos de obtenção e análise de todos
os dados do IRPF, entretanto, pareceram proibitivos.
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Na circunstância narrada,
a) não é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, uma vez que ela se
destina a situações em que é inviável obter os dados de todas as ocorrências
investigadas.
b) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que somente deve ser
empregada, entretanto, por meio que garanta a absoluta aleatoriedade do grupo de
registros que será analisado.
c) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que pode ser empregada
por meio da escolha dos registros a serem analisados, a partir da experiência dos
fiscais.
d) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como
amostragem, pois não há como garantir a aleatoriedade do grupo de registros que
será analisado.
e) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como
amostragem, pois não há outras informações disponíveis, indispensáveis para a
formação da amostra.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Questão que aborda aplicação da técnica de amostragem. Segundo a
norma NBC TA 530, “Amostragem em auditoria é a aplicação de
procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população
relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de
amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para
proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre
toda a população”.[item 5, NBC TA 530]
Somente com essa definição você chegaria à alternativa correta (ou mais
coerente). Duas variáveis que são preponderantes para adoção do
processo de amostragem – custo e tempo. Cabe ressaltar que, acima de
tudo, o uso de amostragem é uma questão de julgamento profissional.
Gabarito: C.
.
Prof. Tonyvan Carvalho

11. (FCC - Auditor Público Externo / TCE RS – 2018) O ser


humano acredita que os números se distribuem de forma uniforme
na natureza e, por isso, ao manipular os valores de um banco de
dados, uma pessoa leiga em geral não se preocupará com as
frequências em que aparece o 1 ou o 2 ou demais dígitos como
primeiro, segundo ou último dígito de um número. Contudo, existe
uma metodologia capaz de indicar a possibilidade de manipulação
dos dados. A metodologia se baseia na regularidade empírica
conhecida como Lei de Benford.
(Adaptado de: Seleção de Amostras de Auditoria pela Lei de
Benford. São Paulo: IBRAOP, 2016, p. 5)
Prof. Tonyvan Carvalho

O serviço de inteligência do Tribunal de Contas investigou os saldos


das demonstrações contábeis de 497 municípios de um
determinado Estado. Em seu relatório, indicou que foi extraído o
primeiro dígito de cada saldo contábil e, após totalizadas as suas
frequências, computou-se a estatística x2 ao nível de confiança α
apropriado. A hipótese nula, correspondente à aderência à Lei de
Benford, foi rejeitada nos balanços de 50 municipalidades do
universo pesquisado.
Considerando o exposto, é correto afirmar:
a) As normas técnicas de auditoria permitem o uso de amostragem,
tanto a estatística quanto a não estatística.
Prof. Tonyvan Carvalho

b) É possível concluir, pelos dados apresentados, que o teste


estatístico falhou e seu resultado não poderá ser aproveitado nos
procedimentos de auditoria.
c) Segundo tal teste, não é necessária a análise de 447 balanços
para se assegurar que todas as eventuais manipulações na
população foram encontradas.
d) Segundo tal teste, em 50 balanços foram encontradas
manipulações nos saldos.
e) As normas técnicas de auditoria deixaram de permitir o emprego
de técnicas estatísticas como a sugerida.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Questão típica em que o enunciado é gigante e traz diversas informações
pouco (ou nada) relevantes. Caiu uma dessas muito parecida no concurso
de Auditor Fiscal do ISS São Luís - MA, onde o gabarito era semelhante ao
desta questão. Ela aborda aplicação da técnica de amostragem. Segundo
a norma NBC TA 530, “Amostragem em auditoria é a aplicação de
procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população
relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de
amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para
proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre
toda a população”.[item 5, NBC TA 530]
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Somente com essa definição você chegaria à alternativa correta (ou mais
coerente). Uma informação relevante na questão que nps leva ao uso da
amostragem “50 municipalidades do universo pesquisado”, ou seja,
utilizou-se uma parte do todo. Cabe ressaltar que, acima de tudo, o uso de
amostragem é uma questão de julgamento profissional. Nesse contexto, o
auditor pode utilizar uma amostragem estatística (que é a abordagem à
amostragem com as seguintes características: (a) seleção aleatória dos
itens da amostra; e (b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os
resultados das amostras, incluindo a mensuração do risco de amostragem)
ou não estatísticas.

Gabarito: A.
Prof. Tonyvan Carvalho

12. (FCC - Auditor Fiscal/ SEFAZ GO – 2018) Considere a seguinte


situação hipotética:
Determinado Estado da Federação mantém programa de Cidadania Fiscal
por meio do qual a emissão de notas e cupons fiscais pode ser feita com a
inclusão do número de CPF do consumidor final. Após cadastro no
programa, é possível que esses contribuintes diretos obtenham descontos
no imposto sobre a propriedade de veículos automotores – IPVA devido.
Em auditoria interna da base de dados de resgates de pontos na forma de
descontos no IPVA, realizou-se um teste para apurar a distância geográfica
entre os estabelecimentos em que foram realizadas as compras dos bens e
serviços de onde se originou a pontuação resgatada, o endereço registrado
no cadastro do programa e o domicílio do proprietário constante da
anotação no Departamento Estadual de Trânsito. O objetivo pretendido era
indicar possíveis erros, fraudes ou simulações.
Prof. Tonyvan Carvalho

12. (FCC - Auditor Fiscal/ SEFAZ GO – 2018)


Após inspeção gráfica dos dados, o auditor promoveu a exclusão de
uma série de observações que, a seu juízo, não poderiam estar
corretas. Ao fim, chegou-se a uma relação de pessoas jurídicas como
emissoras de documentação fiscal com afastamento geográfico
suspeito entre sede e local de utilização dos pontos derivados.
Sobre o caso e considerando a amostragem em auditoria, é correto
afirmar.
a) Pode-se dizer que se trata de uma aplicação do método aleatório de
seleção de amostra.
b) Se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o
tamanho da amostra.
Prof. Tonyvan Carvalho

12. (FCC - Auditor Fiscal/ SEFAZ GO – 2018)

c) Não é objetivo da auditoria interna assessorar a administração da


entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros.
d) As normas não permitem a exclusão dos chamados valores
aberrantes (outliers), pois, sem a integralidade do espaço amostral, as
conclusões são tendenciosas.
e) Embora tecnicamente correto, tal trabalho nunca poderia subsidiar
uma campanha de auditoria dirigida.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Questão começa com uma narrativa que é irrelevante para a resolução da
questão. Essa é terceira prova em seguida que a FCC utiliza dessa
estratégia (anteriormente TCE RS e ISS São Luís) e o mesmo assunto -
Amostragem. Nesse caso, fiquem tranquilos e passem logo para
alternativas.
Ela aborda aspectos gerais de Amostragem em auditoria.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Analisando as alternativas:
Letra A)ERRADA. Segundo a NBC TA 530, “Seleção aleatória (aplicada
por meio de geradores de números aleatórios como, por exemplo, tabelas
de números aleatórios”. Nesse caso, a questão não traz informações
suficientes para garantir isso.

Letra B) CORRETA. Ela está em conformidade com a NBC TA 530. Trata


da relação inversa entre o tamanho da amostra e o risco. Veja:
Tamanho da amostra (ver item 7)
A10. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar
afeta o tamanho da amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor
está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra.[grifo nosso]
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Comentários:
Analisando as alternativas:

Letra C)ERRADA. Essa é um dos principais objetivos da auditoria interna,


segundo a NBC TI 01.

Letra D)ERRADA. Esses são os chamados “pontos fora da curva”. As


normas de auditoria permitem tal exclusão, sem prejuízo de afetar a
integralidade do espaço amostral.

Letra E)ERRADA. A forma como foi conduzido o trabalho poderia subsidiar


qualquer tipo de auditoria.
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Demonstrações Contábeis
sujeitas à auditoria
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Objetivos gerais do auditor

Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, os objetivos


gerais do auditor são:
(a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis
como um todo estão livres de distorção relevante,
independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando
assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações
contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em
conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável; e
(b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e
comunicar-se como exigido pelas NBCs TA, em conformidade com as
constatações do auditor.
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Objetivos gerais do auditor


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Demonstrações Contábeis

Segundo a NBC TA 200(R1):

Demonstrações contábeis são a representação estruturada de


informações financeiras históricas, incluindo divulgações, com a
finalidade de informar os recursos econômicos ou as obrigações
da entidade em determinada data no tempo ou as mutações de tais
recursos ou obrigações durante um período de tempo em conformidade
com a estrutura de relatório financeiro.
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Demonstrações Contábeis

O termo “demonstrações contábeis” refere-se normalmente ao


conjunto completo de demonstrações contábeis como
determinado pela estrutura de relatório financeiro aplicável, mas
também pode referir-se a quadros isolados das demonstrações
contábeis. As divulgações compreendem informações explicativas ou
descritivas, elaboradas conforme requeridas, permitidas expressamente
ou de outra forma pela estrutura de relatório financeiro aplicável,
incluídas nas demonstrações contábeis, ou nas notas explicativas, ou
incorporadas por referência cruzada
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Responsabilidade pelas demonstrações contábeis

Segundo a NBC TA 200(R1):

As demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da


entidade, elaboradas pela sua administração, com supervisão
geral dos responsáveis pela governança.

As NBCs TA não impõem responsabilidades à administração ou aos


responsáveis pela governança e não se sobrepõe às leis e
regulamentos que governam as suas responsabilidades.
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Responsabilidade pelas demonstrações contábeis

Premissa, relativa às responsabilidades da administração e,


quando apropriado, dos responsáveis pela governança, com base
na qual a auditoria é conduzida – Que a administração e, quando
apropriado, os responsáveis pela governança, tenham
conhecimento e entendido que eles têm as seguintes
responsabilidades, fundamentais para a condução da auditoria
em conformidade com as normas de auditoria. Isto é, a
responsabilidade:
(i) pela elaboração das demonstrações contábeis em
conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável,
incluindo quando relevante sua apresentação adequada;
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Responsabilidade pelas demonstrações contábeis

(ii) pelo controle interno que os administradores e, quando apropriado,


os responsáveis pela governança, determinam ser necessário para
permitir a elaboração de demonstrações contábeis que estejam
livres de distorção relevante, independentemente se causada por
fraude ou erro;
(iii) por fornecer ao auditor:
a.acesso às informações que os administradores e, quando
apropriado, os responsáveis pela governança, tenham conhecimento
que sejam relevantes para a elaboração e apresentação das
demonstrações contábeis como registros, documentação e outros
assuntos; [...]
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Responsabilidade pelas demonstrações contábeis

No caso de uma estrutura de apresentação adequada, o item (i) acima


pode ser redigido como “pela elaboração e apresentação adequada das
demonstrações contábeis em conformidade com a estrutura de
relatório financeiro”, ou “pela elaboração de demonstrações
contábeis que propiciem uma visão verdadeira e justa em
conformidade com a estrutura de relatório financeiro”. Isso se aplica a
todas as referências à elaboração e apresentação das demonstrações
contábeis nas normas de auditoria.
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Responsabilidade pelas demonstrações contábeis


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Demonstrações contábeis segundo a Lei nº 6.404/1976


Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com
base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes
demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa (Companhia fechada com
PL>2.000.000); e
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
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Demonstrações contábeis segundo a Lei nº 6.404/1976


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Balanço Patrimonial
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Questões sobre
Demonstrações Contábeis
sujeitas à auditoria
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13. (FCC – Auditor Fiscal da Receita Municipal (Teresina) -


2016) Estão sujeitas à auditoria, entre outras demonstrações
contábeis, o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado
do Exercício da entidade, elaborados pela sua administração. Na
auditoria das demonstrações contábeis do exercício de 2015 de
determinada empresa prestadora de serviços, o auditor, ao
examinar as obrigações da empresa, constatou que o ISS a recolher
com vencimento no exercício subsequente, no valor de R$
1.487.950,00, foi classificado incorretamente no Balanço
Patrimonial.
As obrigações, quando se vencerem no exercício seguinte, deverão
ser classificadas no grupo de contas do Balanço Patrimonial
Prof. Tonyvan Carvalho

13. (FCC – Auditor Fiscal da Receita Municipal (Teresina) -


2016)
a) Passivo circulante.
b) Ativo realizável a longo prazo.
c) Passivo não circulante.
d) Obrigações fiscais de longo prazo.
e) Ativo diferido.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Questão trata de uma impropriedade encontrada pelo auditor
durante análise de uma conta específica (imposto a recolher) cuja
classificação não estava em conformidade com a Lei 6.404/76. Veja:
Passivo Exigível
Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos
para aquisição de direitos do ativo não circulante, serão
classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no
exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem
vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo
único do art. 179 desta Lei. [grifo nosso]
Gabarito: A.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:

Gabarito: A.
Prof. Tonyvan Carvalho

Atenção: Para responder às questões de números 14 a 15,


considere as seguintes informações:
Determinada empresa de economia mista do Estado fez o seguro do
ativo imobilizado, junto à seguradora Martelo, para o período de 24
meses: 01/10/2015 a 30/09/2017.
− O prêmio de seguro foi de R$ 600.000,00, pago 40% no ato e o
restante 30 e 60 dias.
− A empresa encerra seu exercício social em 31 de dezembro de cada
ano.
− O lucro do exercício de 2015 foi de R$ 1.390.000,00.

O auditor independente no exame dos registros contábeis da apólice do


seguro contratado constatou que:
Prof. Tonyvan Carvalho

− 300.000,00 – foram contabilizados (apropriados) como despesas


de seguro do exercício de 2015, e que o valor da apropriação do
seguro está incorreto.

− 300.000,00 – foram contabilizados na conta “Seguros a Vencer”


classificada no realizável de curto prazo.
Prof. Tonyvan Carvalho

14. (FCC – Auditor Fiscal da SEFAZ MA - 2016) O auditor


concluiu, se a despesa com seguro do exercício de 2015 tivesse
sido apropriada corretamente, o lucro do exercício de 2015 passaria
de R$ 1.390.000,00, para, em reais, de
(A) 1.165.000,00.
(B) 1.465.000,00.
(C) 1.190.000,00.
(D) 1.440.000,00.
(E) 1.615.000,00.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Durante a realização da auditoria o auditor faz uso de
procedimentos ou normas para validar as informações. O auditor,
durante a realização de seus trabalhos, detectou uma apropriação
irregular de uma despesa antecipada (pagamento de seguros).
Segue a sequência a ser observada para encontrar o valor do lucro
líquido corretamente:

1. Primeiramente, iremos encontrar o lucro líquido correto. Como foi


apropriado indevidamente R$300.000,00, iremos estornar essa
quantia e o lucro líquido correto é R$1.690.000,00 (R$ 1.390.000,00
+ R$300.000,00).
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
2. Como a despesa com seguros é R$600.000,00 com vigência de
24 meses, temos uma despesa de R$25.000,00 por mês
(R$600.000,00 / 24).

3. Durante 2015, houve apropriação de 3 meses, perfazendo


R$75.000,00 ( 3x R$25.000,00).

4. Novo lucro líquido é R$1.615.000,00 (R$1.690.000,00 -


R$75.000,00)

Gabarito: E.
Prof. Tonyvan Carvalho

15. (FCC – Auditor Fiscal da SEFAZ MA - 2016) A despesa de seguro


paga antecipadamente (seguro a vencer), segundo o auditor, deveria
ter sido classificada, respectivamente, nos grupos de contas e valores
(A) ativo circulante – R$ 300.000,00 e ativo não circulante – R$
225.000,00.
(B) passivo circulante – R$ 75.000,00 e passivo não circulante – R$
300.000,00.
(C) ativo imobilizado – R$ 300.000,00 e passivo não circulante – R$
225.000,00.
(D) ativo circulante – R$ 75.000,00 e ativo não circulante – R$
525.000,00.
(E) ativo realizável curto prazo – R$ 225.000,00 e ativo realizável longo
prazo – R$ 300.000,00.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Durante a realização da auditoria o auditor faz uso de procedimentos ou
normas para validar as informações. O auditor, durante a realização de seus
trabalhos, detectou uma apropriação irregular de uma despesa antecipada
(pagamento de seguros). Segue a sequência da classificação das contas que
envolvem a despesa antecipada:
1. Em 2015, despesa com seguros: R$75.000,00 (3 x R$25.000,00).
2. Em 2016, seguros a vencer: R$300.000,00 (12 x R$25.000,00). (Ativo
Circulante)
3. Em 2017, seguros a vencer R$225.000,00 (9 x R$25.000,00).(Ativo Não
Circulante)

Gabarito: A.
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Testes em áreas específicas


das demonstrações contábeis
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Auditoria do Ativo e Passivo –


Circulante e Não Circulante
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Segundo Aparecido Crepaldi (Auditoria Fiscal e Tributária, 2015, p. 14):

“A auditoria Fiscal, também conhecida como auditoria tributária, tem


como objetivo principal analisar se todas as obrigações tributárias
estão sendo seguidas corretamente por uma empresa. Assim, é
responsável pelo controle e o bom andamento dos procedimentos
legais que envolvem diversos processos, como pagamento e
recuperação de impostos ou quaisquer outros aspectos relacionados à
parte fiscal de uma organização.”
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A auditoria fiscal e tributária possibilita:


• Observar a correta contabilização das despesas da empresa;
• Levantar créditos tributários ignorados pela contabilidade que
poderiam ser reavidos ou compensados;
• Constatar se os procedimentos contábeis da empresa estão em
consonância com as determinações da Receita Federal do
Brasil e das Fazendas estaduais e municipais;
• Investigar se a empresa tem escritura de créditos permitidos pela
legislação, bem como se vem realizando corretamente
apropriações, amortizações, deduções, deduções e lançamentos.
• Verificar se os regimes de caixa e de competência têm sido
geridos de maneira satisfatória.
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A auditoria fiscal e tributária possibilita:


• Averiguar se a sociedade empresarial tem evitado de forma eficiente
o cálculo de seus tributos sobre eventuais subvenções e
incentivos fiscais no patrimônio líquido.
• Conferir se as retenções tributárias têm sido realizadas em
conformidade com a legislação.
• Rever as adições e exclusões em empresas submetidas ao
Lucro Real.
• Levantar se a empresa tem escriturado a totalidade dos livros e
controles exigidos pelo fisco.
• Propor possibilidades de economia tributária e levantar dados para
reformulações societárias e planejamentos tributários em geral.
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O Auditor Fiscal realiza testes e procedimentos em áreas específicas


das Demonstrações contábeis sujeitas à auditoria, com o intuito de
identificar possíveis fraudes e/ou erros causadas pela administração da
entidade auditadas, que terão reflexos na base de cálculo do tributo devido.
Nesse contexto, um dos demonstrativos financeiros que ganha importância
para esse tipo de auditoria é o Balanço Patrimonial.
Na aula de hoje, abordaremos de forma objetiva e direta aspectos
doutrinários desses testes e procedimentos, bem como sua forma de
cobrança nas diversas provas de concursos públicos. Veremos, também,
terminologias inerentes à Auditoria Fiscal.
Complementarmente, detalharemos a forma de abordagem pelas bancas
de concursos públicos o CPC 25(R2) e CPC 01 (R3), tópicos que estão
intimamente ligados aos assuntos desta aula no que concerne à cobrança
em provas de Auditoria.
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1 Auditoria dos componentes patrimoniais

Os procedimentos aplicáveis à auditoria das contas variam de acordo com


o auditor. A título de exemplificação, apresentamos alguns dos
procedimentos básicos de auditoria que podem ser aplicados aos
principais elementos que compõem o balanço patrimonial. Além dos
procedimentos indicados, outros podem ser aplicados, de acordo com as
circunstâncias.
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1.1 Auditoria das disponibilidades


A auditoria do disponível tem a finalidade de:
a) determinar sua existência, que poderá estar na companhia, em bancos
ou com terceiros;
b) determinar se e pertencente à companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em
garantia;
e) determinar se está corretamente classificado nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
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1.1 Auditoria das disponibilidades

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados:


contagem de caixa, fundo fixo, aplicação financeira, confirmação de saldos
bancários, pessoas autorizadas a assinar, aplicações financeiras, exames
em documentos, cheques pagos, avisos bancários, aplicações financeiras,
atas de assembleias ou reuniões, contratos, cálculos de conciliações,
razão auxiliar dos bancos, juros pagos ou recebidos, observação de
classificações contábeis, etc.
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1.2 Auditoria das Contas a Receber


A auditoria das contas a receber tem a finalidade de:
a) determinar sua existência e representatividade contra os devedores
envolvidos;
b) determinar se e de propriedade da companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de restrições de uso, de vinculações em garantia
ou de contingências;
e) determinar que esta corretamente classificada nas demonstrações
financeiras e que as divulgações aplicáveis foram expostas por notas
explicativas.
Prof. Tonyvan Carvalho

1.2 Auditoria das Contas a Receber

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados:


contagem de duplicatas a receber, títulos a receber, adiantamentos
concedidos a fornecedores e funcionários, exame de vendas, contratos,
cálculo da soma de juros, duplicatas a receber, exame das contas,
investigação detalhada das vendas, investigação na baixa de duplicatas,
inquérito, observação de princípios contábeis, etc.
Prof. Tonyvan Carvalho

1.3 Auditoria dos Estoques


A auditoria dos estoques tem a finalidade de:
a) determinar sua existência, que poderá estar na companhia, em custodia
com terceiros ou em transito;
b) determinar se e pertencente à companhia;
c) determinar se foram aplicados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de estoques penhorados ou dados em garantia;
e.
e) determinar se estão corretamente classificados nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
Prof. Tonyvan Carvalho

1.4 Auditoria dos Estoques

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame de


estoques de matérias-primas, processo, confirmações de materiais e
estoques com terceiros, exame de notas fiscais de compra e venda,
contratos, cálculos de impostos, preço unitário, exame das contas de
produtos acabados, em processo, etc.
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1.5 Auditoria das Despesas Antecipadas


A auditoria das despesas antecipadas, classificadas como ativo circulante
tem a finalidade de:
a) determinar que representam gastos efetivos que irão beneficiar o
período subsequente;
b) determinar se foram utilizados em bases uniformes os princípios de
contabilidade geralmente aceitos;
c) determinar se estão corretamente classificadas nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas nas notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados:
confirmação com empresas de seguro, exame de faturas, notas fiscais,
apólices de seguro, cálculo da amortização mensal, observação dos
controles internos, etc.
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1.6 Auditoria do Realizável à Longo Prazo


Os objetivos de auditoria e os procedimentos de auditoria
relacionados com o realizável a longo prazo são os mesmos que os
aplicados ao caixa, contas a receber e estoques, uma vez que as
contas classificadas no realizável a longo prazo são da mesma natureza
daquelas, diferenciando-se apenas quanto a realização, visto que ocorre
em prazo superior a um exercício da data de encerramento das
demonstrações financeiras.
A Lei das S.A. determina a classificação como realizável a longo prazo
para os direitos após o término do exercício seguinte, assim como os
derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades
coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no
lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na
exploração do objeto da companhia.
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1.7 Auditoria dos Investimentos


A auditoria dos investimentos classificados no ativo permanente tem a
finalidade de:
a) determinar sua existência em poder da companhia ou em custodia com
terceiros;
b) determinar se e de propriedade da companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de vinculações em garantia;
e) determinar se a receita ou o prejuízo apropriável ao período foram
adequadamente contabilizados;
f) determinar se estão corretamente classificados nas demonstrações
financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
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1.7 Auditoria dos Investimentos

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame e


contagem física dos investimentos, confirmação com terceiros, exame
documental das vendas, compras, cálculo da participação acionária,
registros, correlação entre contas do ativo e passivo, análise da
equivalência patrimonial, observação da classificação adequada dos
investimentos, etc.
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1.8 Auditoria do Imobilizado


A auditoria do imobilizado tem as seguintes finalidades:
a) determinar sua existência física e a permanência em uso;
b) determinar se pertence a companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) determinar se o imobilizado não contém despesas capitalizadas e, por
outro lado, a despesa não contém itens capitalizáveis;
e) determinar se os bens do imobilizado foram adequadamente
depreciados e corrigidos monetariamente eram bases aceitáveis;
f) determinar a existência de imobilizado penhorado, dado em garantia ou
com restrição de uso;
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1.9 Auditoria do Imobilizado


g) determinar se o imobilizado está corretamente classificado nas
demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas
por notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame


de bens, inspeção em obras em andamento, confirmação das escrituras
em cartório, exame de documentos de compra e venda, cálculo da
depreciação, etc.
Prof. Tonyvan Carvalho

1.10 Auditoria dos Passivos


A auditoria dos passivos tem a finalidade de:
a) determinar se são pertencentes a companhia;
b) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
c) determinar a existência de ativos dados em garantia ou vinculações aos
passivos; e.
d) determinar se estão corretamente classificados nas demonstrações
financeiras, e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas
explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: contagem de
contas a pagar, confirmação com fornecedores, exame de notas fiscais,
cálculo dos encargos, impostos a pagar, exame das contas do passivo,
verificação de passivos não registrados, etc.
Prof. Tonyvan Carvalho

1.10 Auditoria dos Passivos

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados:


contagem de contas a pagar, confirmação com fornecedores, exame de
notas fiscais, cálculo dos encargos, impostos a pagar, exame das contas
do passivo, verificação de passivos não registrados, etc.
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2 Contingências - CPC 25(R2)

O objetivo do Pronunciamento Técnico - CPC 25(R2) é estabelecer que


sejam aplicados critérios de reconhecimento e bases de mensuração
apropriados a provisões e a passivos e ativos contingentes e que seja
divulgada informação suficiente nas notas explicativas para permitir que os
usuários entendam a sua natureza, oportunidade e valor.

Quase todas as definições delineadas abaixo já foram objeto de provas em


diversos concursos, tanto em Auditoria quanto em Contabilidade. Daremos
atenção aos dispositivos que aparecem com frequência em Auditoria. Veja:
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Provisão e passivo contingente


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Ativo contingente
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3 Teste de Recuperabilidade
O objetivo do Pronunciamento Técnico - CPC 01 (R3) é estabelecer
procedimentos que a entidade deve aplicar para assegurar que seus
ativos estejam registrados contabilmente por valor que não exceda
seus valores de recuperação. Um ativo está registrado contabilmente por
valor que excede seu valor de recuperação se o seu valor contábil exceder
o montante a ser recuperado pelo uso ou pela venda do ativo. Se esse for
o caso, o ativo é caracterizado como sujeito ao reconhecimento de perdas,
e o esse pronunciamento requer que a entidade reconheça um ajuste para
perdas por desvalorização. Além disso, ele também especifica quando a
entidade deve reverter um ajuste para perdas por desvalorização e
estabelece as divulgações requeridas.
Em sua análise, o auditor pode utilizar o fluxograma a seguir para descobrir
irregularidades. Veja:
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5 Teste de Recuperabilidade
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Questões sobre
Testes em áreas específicas das
demonstrações contábeis:
Auditoria do Ativo e Passivo
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16. (FGV – Analista Judiciário (TJ GO)/Contador/Especializada -


2014) Nos procedimentos de auditoria, um dos objetivos da
inspeção física de itens registrados no ativo imobilizado é verificar:
a) a existência de bens obsoletos ou deteriorados;
b) a coerência na definição do valor residual;
c) a necessidade de reconhecimento de perdas;
d) a conformidade com o valor de mercado;
e) o registro adequado das despesas de depreciação.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Questão aborda aspectos doutrinários sobre testes e procedimentos em
área específica – Imobilizado.
Segundo a doutrina, a auditoria do imobilizado tem as seguintes
finalidades/objetivos:
a) determinar sua existência física e a permanência em uso;
b) determinar se pertence a companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade
geralmente aceitos, em bases uniformes;
d) determinar se o imobilizado não contém despesas capitalizadas e,
por outro lado, a despesa não contém itens capitalizáveis;
e) determinar se os bens do imobilizado foram adequadamente
depreciados e corrigidos monetariamente eram bases aceitáveis;
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
f) determinar a existência de imobilizado penhorado, dado em garantia ou com
restrição de uso;
g) determinar se o imobilizado está corretamente classificado nas
demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por
notas explicativas.
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame de
bens, inspeção em obras em andamento, confirmação das escrituras em
cartório, exame de documentos de compra e venda, cálculo da depreciação,
etc.
Ao realizar o cotejo entre as alternativas e a doutrina, concluímos que a única
que é objetivo da inspeção física do imobilizado é verificar a existência de
bens, inclusive os obsoletos ou deteriorados. As demais podem até serem
corretas, mas verificar a existência desse imobilizado é o objetivo precípuo do
inspeção física. Portanto, alternativa correta é A.
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17. (FGV - Agente de Fiscalização (TCM SP)/Ciências Jurídicas -


2015) Em muitas entidades, o Imobilizado representa um dos
grupos de contas mais relevantes do Ativo e, como está sujeito a
registros sistemáticos durante o exercício, deve passar por
procedimentos específicos no exame de auditoria. Dos objetivos
apresentados, o que está dissociado da auditoria do Imobilizado é:
a) avaliação dos bens, inclusive quanto à correção monetária;
b) especificação do custo de reposição dos bens;
c) detecção de eventual existência de ônus;
d) identificação de critérios e extensões das depreciações;
e) verificação de existência, propriedade e posse.
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Comentários:
Questão aborda aspectos doutrinários sobre testes e procedimentos em
área específica – Imobilizado.
Segundo a doutrina, a auditoria do imobilizado tem as seguintes
finalidades/objetivos:
a) determinar sua existência física e a permanência em uso; (Letra E)
b) determinar se pertence a companhia; (Letra E)
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade
geralmente aceitos, em bases uniformes;
d) determinar se o imobilizado não contém despesas capitalizadas e,
por outro lado, a despesa não contém itens capitalizáveis; (Letra C)
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
e) determinar se os bens do imobilizado foram adequadamente
depreciados e corrigidos monetariamente eram bases aceitáveis; (Letra
D e A)
f) determinar a existência de imobilizado penhorado, dado em garantia
ou com restrição de uso; (Letra E)
g) determinar se o imobilizado está corretamente classificado nas
demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram
expostas por notas explicativas.
Ao realizar o cotejo entre as alternativas e a doutrina, concluiremos que
é única que está dissociada do Imobilizado é especificação do custo
de reposição dos bens. Esse objetivo está associada ao Estoque.
Portanto, alternativa correta é B.
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18. (FCC - Analista Judiciário (TRT 15ª Região)/Contabilidade/


Administrativa - 2013) O auditor da empresa Seringueira S.A.
elaborou exame seletivo nas notas fiscais emitidas, para
confirmação do saldo de Contas a Receber e da Receita do período.
Referido procedimento
a) é suficiente para confirmação dos saldos, por expressar o perfil
da população inteira.
b) é um meio eficiente de constituir uma amostragem em auditoria.
c) não é um meio eficiente de obter evidência de auditoria.
d) é um meio eficiente de obter evidência de auditoria, mas não
podem ser projetados para a população inteira.
e) não é um meio de evidências previsto nas normas de auditoria,
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Comentários:
O objetivo do auditor, no caso em tela, é confirma o saldo de Contas a
Receber e da Receita do período. Para isso, ele teria que pegar todas
as amostras (população) para ratificar corretamente esse saldo. Como
ele elaborou exame seletivo (tirou apenas uma amostra) nas notas
fiscais emitidas, não chegará ao saldo total, embora tal procedimento
seja um meio eficiente para obtenção de evidência de auditoria. Em
consequência disso, não poderá projetar as conclusões para população
devido ao seu objetivo, que é de chegar um total do saldo nessas duas
contas.
Portanto, alternativa correta é D.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Questão aborda procedimento adotado pelo auditor numa área específica da
entidade auditada – o imobilizado. Da leitura, conclui-se que os computadores
fazem parte da atividade operacional da prestadora de serviços. Em regra, o auditor
externo, quando está realizando seus trabalhos e constata irregularidades ou
impropriedades, não faz determinações, mas solicitações à entidade auditada para
tomar medidas corretivas.
Analisando cada alternativa:
Letra A) CORRETO. Na realidade, o auditor deveria solicitar que os computadores
fossem baixados do BP, em contrapartida no resultado operacional, ao invés de
determinar à entidade auditada.
Letra B) ERRADA. Mesma explicação da alternativa “a” quando à determinação.
Além disso, a contrapartida, após esses computadores serem baixados não poderia
ser no resultado financeiro, já que este é oriundo de aplicações e transações
financeiras diversas, o que não acontece no caso em tela.
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19. (FGV - Fiscal da Receita Estadual (AP) – 2010) Assinale a alternativa que
indique os procedimentos de auditoria aplicáveis à conta Provisão para
Devedores Duvidosos.
a) Inspeção documental para exame dos documentos de pagamentos e
recebimentos e solicitação de informações aos bancos mediante
circularização.
b) Revisão de cálculos por meio da conferência da exatidão aritmética do valor
e inspeção para verificação dos documentos que serviram de base para
fixação dos critérios de cálculo.
c) Inspeção de documentos e revisão dos cálculos para a verificação dos
valores lançados nos investimentos.
d) Inspeção de documentos e revisão dos cálculos no caso de depreciação e
amortização acumulada.
e) Revisão de cálculos e investigação e confirmação das operações por meio
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Comentários:
Segundo a doutrinária, os procedimentos aplicáveis à auditoria das contas, em
busca de evidência apropriada e suficiente, variam muito de acordo com o
auditor. Alguns dos procedimentos básicos de auditoria que podem ser
aplicados aos principais elementos que compõem o balanço patrimonial. Além
dos procedimentos indicados, outros podem ser aplicados, de acordo com as
circunstâncias. Quanto às contas do Ativo Circulante, os procedimentos mais
indicados serão apresentados a seguir.
DISPONIBILIDADES
Caixa - inspeção física (contagem do dinheiro); inspeção documental para
exame da documentação de pagamento e recebimento.
Bancos Conta Movimento – inspeção documental (extratos bancários);
investigação e confirmação, pela solicitação de informações ao banco
(circularização); revisão dos cálculos de conciliações bancárias.
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Comentários:
Aplicações de Liquidez Imediata - inspeção documental (extratos bancários,
certificados, recibos) e investigação e confirmação, pela solicitação de
informações ao banco (circularização).
CRÉDITOS
Duplicatas e Outros Títulos a Receber – inspeção documental dos títulos;
investigação e confirmação mediante circularização junto de devedores.
Provisão para Devedores Duvidosos – revisão dos cálculos por meio da
conferência da exatidão aritmética do valor e inspeção para verificação
dos documentos que serviram como base para a fixação dos critérios de
cálculo.
Ao analisar as alternativas, temos a impressão de que todos os procedimentos
apresentados nas alternativas podem ser utilizados na conta Provisão para
Devedores Duvidosos.
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Comentários:
Mas a banca se baseou no entendimento da doutrina, sem prejuízos de utilizar
outros procedimentos elencados nas demais alternativas, que é a Revisão de
cálculos por meio da conferência da exatidão aritmética do valor e inspeção para
verificação dos documentos que serviram de base para fixação dos critérios de
cálculo.
Portanto, alternativa correta é B.
Comentários das demais alternativas.
Letra A) ERRADA. A conta mais indicada seria para esse procedimento: Bancos.
Letra C) ERRADA. A conta mais indicada seria para esse procedimento:
Investimentos.
Letra D) ERRADA. A conta mais indicada seria para esse procedimento:
Imobilizado.
Letra E) ERRADA. A conta mais indicada seria para esse procedimento: Duplicatas
e Outros Títulos a receber.
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Testes para superavaliação


e para subavaliação
Prof. Tonyvan Carvalho

Segundo Crepaldi (Auditoria contábil: teoria e prática. 10ª edição. São


Paulo: Atlas, 2016), “os testes de uma conta do balanço patrimonial ou
de uma demonstração do resultado do exercício pode estar errado para
mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). Devido a esse
risco, todas as contas da contabilidade devem ser testadas para
superavaliação e subavaliação.
A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes
principais de superavaliação para as contas devedoras
(normalmente as contas do ativo e despesas) e os de subavaliação
para as contas credoras. Devido ao método das partidas dobradas,
quando se testam as contas devedoras para superavaliação, as contas
credoras também são testadas indiretamente nessa mesma direção. Da
mesma forma acontece quando se testam as contas credoras para
subavaliação.
Prof. Tonyvan Carvalho

Quando se fala em testes para superavaliação e para subavaliação, o


doutrinador mais referenciado e cobrado pelas bancas de concursos
públicos é o Aparecido Crepaldi. Dessa forma, iremos expor este tema
de forma objetiva e direta, com as informações mais relevantes da sua
obra.

1.Testes para superavaliação

No teste de superavaliação, o auditor parte do valor registrado no razão


geral para o documento-suporte da transação.
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1.Testes para superavaliação


Prof. Tonyvan Carvalho

O objetivo desses procedimentos é detectar superavaliação de


débitos. Essa superavaliação poderia ser feita verificando-se o
seguinte:
1) Falta de documento ou documento inválido;
2) Soma a maior dos registros ou razão geral;
3) Transporte a maior do valor do documento para o registro inicial e
do valor de um registro para outro ou para o razão geral.
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2 Testes para subavaliação


No teste para subavaliação, o auditor parte do documento para o razão
geral, agindo de forma contraria ao do teste de superavaliação.
DOCUMENTO

REGISTRO INCIAL

REGISTRO INTERMEDIÁRIO

REGISTRO FINAL

RAZÃO
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O objetivo dos procedimentos relatados é identificar


subavaliação de créditos. Os créditos poderiam ser subavaliados
das seguintes formas:
1) Não inclusão do documento no registro inicial;
2) Soma a menor dos registros ou do razão geral;
3) Transporte a menor do valor do documento para o registro inicial
e do valor de um registro para outro ou para o razão geral.
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Auditoria do Ativo e Passivo –


Patrimônio Líquido e Contas de
Resultado
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1. Auditoria do Patrimônio Líquido


O patrimônio líquido representa a parcela dos Ativos financiada pelos
acionistas. Ele é composto dos seguintes grupos de contas:
• Capital Social;
• Reservas de Capital;
• Ajuste de avaliação patrimonial;
• Reservas de lucro.
A auditoria das contas do Patrimônio Líquido consiste em o auditor
checar as transações que ocorreram durante o período auditado,
observando se foram atendidas as disposições societárias e estatutárias.
Nas empresas de capital aberto, é uma das mais importantes auditorias,
pois envolve muitos aspectos de grande valia para os investidores, como
a distribuição de dividendos.
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1. Auditoria do Patrimônio Líquido


Os aspectos mais importantes a verificar, na área, são os de
observância dos formalismos legais e estatutários:
• Determinar se as ações ou título de propriedade do capital social foram
adequadamente autorizados e emitidos;
• Determinar se todas as normas descritas nos estatutos sociais, as
obrigações sociais e legais forma cumpridas;
• Assegurar-se da organização e atualização dos livros societários, atas
de assembleias gerais e de reuniões da diretoria e/ou do Conselho de
Administração;
• Determinar se o Patrimônio Líquido foi corretamente contabilizado e
classificado nas demonstrações contábeis.
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1.1 Objetivos específicos


Os objetivos da auditoria das contas do Patrimônio Líquido consistem
nas seguintes finalidades:
a) Determinar a quantidade de as ações ou o titulo de propriedade do
capital social foram adequadamente autorizados e emitidos;
b) Determinar se todas as normas descritas nos estatutos social, as
obrigações sociais e legais foram cumpridas, tal como for entendida pelo
auditor;
c) Determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente
aceitos, em bases uniformes;
d) Determinar a existência de restrições de uso das contas patrimoniais;
e) Determinar se o patrimônio líquido está corretamente classificado nas
demonstrações financeiras, se as divulgações cabíveis foram expostas por
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1.1 Objetivos específicos


f) Verificar se a disponibilidade do PL quanto a sua distribuição aos
acionistas, quotistas ou proprietários;
g) Verificar a segurança dos comprovantes de requisição de propriedade
dos títulos emitidos, entre outros.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados:


contagem das ações, confirmação da participação acionária, exame em
documentos, atas, estatutos, exame em contas de reserva, correlação
entre saldos de reservas e resultado do exercício, etc.
Prof. Tonyvan Carvalho

2. Auditoria das contas de resultado


O exame desta área demanda dedicação e paciência por parte do
auditor. Normalmente, o volume de lançamentos é muito grande, assim
como o de comprovantes, e a possibilidade de erros, intencionais ou não,
é infinita. Logo, ao iniciar seu exame, será desejável que o auditor não
esteja demasiadamente premido pela necessidade de concluir tarefas.
As contas de receita (vendas à vista) e despesas têm influência direta
nas contas de disponibilidades (Caixa e Bancos). Por esse motivo, estão
sujeitas à tentação de fraude. Todavia, não é só a esse campo que o
exame ficará limitado. Entende-se, também, às provisões, seja para
depreciação e amortização, seja para devedores duvidosos, ou para
despesas financeiras vencidas e não pagas. Assim, toas as contas que
interferem no resultado do exercício fazem parte do exame.
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2.1 Objetivos
A auditoria das contas de resultado tem como objetivos:
a) determinar se todas as receitas, custos e despesas atribuídos ao
período estão devidamente comprovados e contabilizados;
b) determinar se todas as receitas, custos e despesas não atribuídos ao
período ou que beneficiem exercícios futuros estão corretamente
diferidos.
c) determinar se os custos e despesas estão corretamente contrapostos
as receitas devidas,
d) determinar se as receitas, custos e despesas estão contabilizadas de
acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases
uniformes;
Prof. Tonyvan Carvalho

2.1 Objetivos
e) determinar se as receitas, custos e despesas estão corretamente
classificadas nas demonstrações financeiras, e se as divulgações
cabíveis foram expostas por notas explicativas.

Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados:


exame das contas correlatas ao balanço patrimonial, estudo e avaliação
dos controles internos e testes de procedimentos, estudo, análise e
exame das contas de resultado.
Prof. Tonyvan Carvalho

Questões sobre
Testes em áreas específicas das
demonstrações contábeis:
Auditoria do PL e Contas de Resultado
Testes para superavaliação e
subavaliação.
Prof. Tonyvan Carvalho

20. (FEPESE – Analista do MPE SC – 2014) Assinale a alternativa que


apresenta o sequenciamento para realização do teste para subavaliação.
a) Documento ► registro inicial ► registro intermediário ► registro final
► razão geral.
b) Razão geral ► registro inicial ► registro intermediário ► registro final
► documento.
c) Planilha de lançamento ► escrituração contábil ► crítica de
lançamento ► revisão do lançamento ► anotação no papel de trabalho.
d) Contagem física ► confirmação com terceiros ► conferência de
cálculos ► inspeção de documentos ► anotação no papel de trabalho.
e) Visitas in loco ► técnicas de entrevistas ► preparação de cálculos ►
execução da auditoria.
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Comentários:
Segundo Aparecido Crepaldi, o saldo de uma conta do balanço patrimonial ou
da demonstração de resultado do exercício pode estar errado para mais
(superavaliado) ou para menos (subavaliado). Devido a esse risco, todas as
contas da contabilidade devem ser testadas para superavaliação e para
subavaliação. Segundo a doutrina, é mais prático dirigir os testes principais de
superavaliação para as contas devedoras (normalmente as contas do ativo e
despesas) e os de subavaliação para as contas credoras.
No teste para subavaliação, o auditor parte do documento para o razão geral,
agindo de forma contraria ao do teste de superavaliação.
Exemplo: Documento - Registro inicial - Registro intermediário - Registro
final - Razão geral
Prof. Tonyvan Carvalho

Testes para subavaliação


.
DOCUMENTO

REGISTRO INCIAL

REGISTRO INTERMEDIÁRIO

REGISTRO FINAL

RAZÃO
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Ressalte-se que planilha de lançamento, escrituração contábil, crítica de
lançamento, revisão do lançamento, anotação no papel de trabalho não têm,
da forma como expostas nas alternativas, correlação com testes de
subavaliação, nem superavaliação. Já a contagem física, a confirmação com
terceiros, a conferência de cálculos, a inspeção de documentos, as visitas in
loco e as técnicas de entrevistas são procedimentos utilizados durante a
auditoria para encontrar as evidências. Anotação no papel de trabalho,
preparação de cálculos e execução auxiliam a condução da auditoria.
A questão quer saber qual alternativa contém o sequenciamento para o teste
da subavaliação, qual seja: alternativa correta é A.
Prof. Tonyvan Carvalho

21. (FCC - Agente de Defensoria Pública (DPE SP)/Contador - 2010)


No processo de revisão da conta de Despesas Antecipadas, relativa as
demonstrações contábeis de dezembro de 2008, o auditor percebeu que
uma apólice de seguro, contratada com vigência para 01 de julho de
2008 a 01 de julho de 2009, com pagamento a vista não tinha sido
apropriada. Dessa forma, pode-se afirmar que a conta de
a) Seguros a Pagar está superavaliada.
b) Despesa de Seguros está superavaliada.
c) Despesa Antecipada está subavaliada.
d) Despesa de Seguros está subavaliada.
e) Seguros a Pagar está subavaliada.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
O saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração
de resultado do exercício pode estar errado para mais
(superavaliado) ou para menos (subavaliado). Devido a esse risco,
todas as contas da contabilidade devem ser testadas para
superavaliação e para subavaliação. Segundo a doutrina, é mais
prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas
devedoras (normalmente as contas do ativo e despesas) e os de
subavaliação para as contas credoras.
No teste para subavaliação, o auditor parte do documento para o
razão geral, agindo de forma contraria ao do teste de
superavaliação.
Prof. Tonyvan Carvalho

Comentários:
Segundo Aparecido Crepaldi, devido ao fato de as transações na contabilidade
serem registradas pelo sistema de partidas dobradas, quando se testam as
contas devedoras para superavaliação, as contas credoras também estão
sendo testadas indiretamente nessa mesma direção. Da mesma forma,
quando se testam as contas credoras para subavaliação, as contas devedoras
estão sendo testadas secundariamente nesta mesma direção.
Dados da questão:
1. A conta de Despesas Antecipadas, relativa às demonstrações contábeis de
dezembro de 2008, o auditor percebeu que uma apólice de seguro, contratada
com vigência para 01 de julho de 2008 a 01 de julho de 2009, com pagamento
a vista não tinha sido apropriada.
Consequências: Despesa Antecipada está superavaliado (ativo) e Despesa de
seguros (contrapartida de despesa antecipada) subavaliada. Portanto,
alternativa correta é D.
Prof. Tonyvan Carvalho

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