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5 – A QUÍMICA ASTRAL

(Uma Grande Mironga)


Os astros são constituídos de elementos químicos.
Hoje em dia, a Ciência oficial pode determinar, com precisão, por meio de análise
espectral, quais os elementos de que se compõe um astro. Trata-se de um ramo novo da
Química, entrosado com a Astronomia: a Astro-Química.
Cada elemento químico tem sua luz própria, ou, em outros têrmos, emite uma radiação
de determinada côr.
Por meio de um instrumento de alta precisão, o espectroscópio, decompõe-se um raio de
luz em suas côres constituintes. Sabe-se, assim, quais os elementos químicos existentes
no astro de onde veio a luz.
Até aí a Ciência oficial, que nos merece o maior respeito, pela influência benéfica que
exerce sôbre o progresso da humanidade.
Agora, a Umbanda. Cada orixá domina um elemento químico, com a sua côr própria. É
a Química Astral, ou a Química no plano espiritual, que nos ensina isso.
Em livro anterior, “Doutrina e Ritual de Umbanda”, já explicamos a função e o
significado dos pontos riscados dos orixás. Êsses pontos podem ser riscados com a
pemba branca ou da côr correspondente à do orixá.
Os pontos riscados de cada orixá podem ou não se combinar com os de outro, conforme
coincida ou não a missão dos respectivos orixás. Se a missão de um não coincidir com a
do outro, queimados os pontos riscados, pode se verificar um resultado maléfico.
Suponhamos, por hipótese, que uma pessoa mande fazer um “trabalho” para o mal,
utilizando uma falange de espíritos das trevas com a finalidade de provocar doença e
desespêro na casa de um inimigo. Procede-se assim: - risca-se o ponto de Exu Malê, que
é o dono dos espíritos das trevas, atrasados, combinado com o de Omolu, que é o que
traz a doença. Bota-se a pólvora (tuia) nesse ponto riscado, com todos os preparos, num
dia indicado pela fase da Lua. Faz-se, assim, um ponto de fogo em intenção aos desejos
de quem encomendou o “trabalho”. Queimado o ponto, forma-se uma falange má no
astral, que vai direta à casa do inimigo do consulente.
Os entendidos no assunto, quando, por acaso, sentem cheiro de vela, flôres, charuto,
parati, sem que êsses materiais estejam perto, tratam de encruzar a porta e “despachar”
para diante o que apareceu.
Ora, as falanges entram e saem por onde entram e saem os sêres humanos. Assim, se
houver no meio da porta ou na cabeceira da cama um copo d´água, as falanges não
podem atravessá-lo. Encruzando a porta, devolve-se as falanges para onde vieram. Pode
acontecer, no entanto, que as falanges não sejam destinadas à pessoa, mas a outrem, mas
a precaução é sempre conveniente.
Outro exemplo, para o bem. Uma pessoa tem de ir a determinado lugar, em missão
perigosa, e necessita de proteção espiritual. Porcede-se assim: - risca-se como acima
descrito, o ponto de Ogun Megê com Exu Tirirí, pedindo proteção para a pessoa
aludida.
Querendo, porém, que a missão seja mal sucedida, queima-se o ponto de Exu Tirirí com
Exu Malê, porque as missões dos dois são diferentes.
Querendo que o indivíduo encontre uma mulher que o prejudique e desencaminhe,
risca-se o ponto de Pomba-Gira, Exu malê e Exu Tirirí.
Querendo que os caminhos da pessoa fiquem fechados, que tudo lhes seja difícil,
queima-se o ponto de Exu Tranca-Gira com o do Exu contrário ao que se quer fazer.
Daí as influências benéficas ou maléficas, produzidas pela queima ou uso dos pontos
riscados, juntamente com a pólvora. Há duas espécies de pólvora: puras e temperadas
com pimenta, etc. Queima-se também pólvora na mão, em intenção a pedido, tudo
acompanhado de palavras mágicas apropriadas.
É claro que a Ciência oficial desconhece ou não toma conhecimento da Química Astral
dos umbandistas.
Mas para o crente, o que importa é que seja satisfeito em seus pedidos.
Não se brinca com as fôrças ocultas. Quem não estiver preparado, não se atreva a tentar
reproduzir os “trabalhos” que acima descrevemos, em linhas gerais. Pessoas
inexperientes, mas audaciosas, têm se dado mal com a baca-tuia, o trabalho com
pólvora. Explosões e incêndios têm servido de lição a centros sem orientação firme e
cuidadosa.
Lembrem-se do ensino da Bíblia: “quem com ferro fere, com ferro será ferido”. O Bem
e o Mal têm a mesma fôrça. Mas procuremos fazer sempre o bem, para que acabemos
bem.
Todos os verdaderios iniciados de Umbanda são obrigados a conhecer o Bem e o Mal,
para que possam se defender. Há muita gente que deseja seguir o culto com a intenção
de fazer o mal. Outros com a intenção de “receber” os orixás. O que importa todavia, é
conhecer as mirongas de Umbanda.
Pode-se ser um grande babalaô sem nunca “receber” os orixás. O que é necessário é
conhecer bem as cerimônias do culto. Saber a atuação dos 4 grupos de espíritos
elementais da natureza: do ar, da água, da terra e do fogo.
As falanges respeitam o campo de ação umas das outras, no mar, na terra, no ar, etc.
“Trabalho” depositado no fundo do mar só pode ser desfeito por uma falange que
trabalhe também no fundo do mar. Assim, o fogo destrói tudo o que foi feito em terra,
mas não no mar.
O conhecimento dos segredos da Natureza é a ciência do babalaô. Saber “olhar o
invisível” é a sua missão terrena.