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IV SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS E RISCOS ASSOCIADOS

Riscos HIDRÁULICOS E HIDROLÓGICOS


em Barragens

Palestrante: Diego D. Baptista de Souza


IV SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS E RISCOS ASSOCIADOS

Apresentação Palestrante

• Engenheiro Civil (UFPR);

• Mestre em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental (UFPR);

• Coordenador da Área de Hidráulica/Hidrologia e da Divisão de


Projetos Civis da Engevix Engenharia;

• Coordenador de Contratos e Projetos de Engenharia de Usinas


Hidrelétricas e Obras Hidráulicas;

• Project Management Professional (PMP) pelo PMI;

• Membro da Comissão Técnica de Hidráulica do CBDB;

• Professor Hidráulica Universidade Estácio – Engenharia Civil.


IV SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS E RISCOS ASSOCIADOS

Alguns Comentários Gerais...


 CONCEITO DE RISCO
 Condição incerta (probabilidade);
 Efeito positivo ou negativo nos objetivos do projeto (impactos positivos
ou negativos);
 Valor esperado do risco: PROBABILIDADE x IMPACTO.

 ENGENHARIA, INCERTEZAS E RISCOS

 RISCOS PODEM SER CONHECIDOS OU DESCONHECIDOS


 Conhecidos: Planejam-se respostas. Aplica-se Reserva de
Contingência;
 Desconhecidos: “Nem sei quais são... como planejar respostas?”
Reserva Gerencial, Ressalvas contratuais, seguros...

 RESPOSTAS aos riscos depende do“APETITE AO RISCO” e à “TOLERÂNCIA


AO RISCO” das organizações e empresas “donas” dos projetos. Uma
resposta ao risco pode ser NÃO ENTRAR NO PROJETOS (empreendimento)
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Gerenciamento de Riscos
 PLANEJAR O GERENCIAMENTO DE RISCOS;

 IDENTIFICAR E CLSSIFICAR OS RISCOS;

 ANÁLISE QUALITATIVA;

 REALIZAR ANÁLISE QUANTITATIVA;

 PLANEJAR RESPOSTA AOS RISCOS;

 CONTROLAR E MONITORAR OS RISCOS

+ Técnicas de análise, metodologias, matrizes de decisão, etc..

FOCO NA IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS E NAS RESPOSTAS MAIS COMUNS


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Custo das Mudanças na Vida Útil do Projeto

PROJETO CONSTRUÇÃO OPERAÇÃO

• Qual é o melhor momento para aplicar as respostas?


• Riscos somem e outros podem aparecer ao longo da vida útil
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Riscos hidráulicos e hidrológicos


 Cerca de 25 riscos Hidráulicos/hidrológicos identificados... 2 exemplos abaixo
DESCRIÇÃO PRINCIPAIS
TIPO DO RISCO CAUSAS IMPACTOS RESPOSTAS COMUNS
Ensaios em modelo físico reduzido (PREVENIR);
Contratar empresa fiscalizadora (PREVENIR/MITIGAR)
Modelagem CFD (PREVENIR/MITIGAR);
Erro no projeto/construção do Estudo de remanso a jusante por modelos computacionais
Vertedouro com vertedouro, níveis de jusante reais Nível Máx Máx a montante ou físicos para determinação dos níveis reais de jusante
capacidade de não estudados (caso de maior do que o esperado, (PREVENIR/MITIGAR);
vazão menor do concentração de fluxo a jusante do podendo ocasionar colapso Mudança do tipo de vertedouro (PREVENIR/MITIGAR);
vertedouro), ocorrência de das estruturas, erosão a Aumento free-board estruturas (MITIGAR);
HIDRÁULICOS que a cheia de
condições anômalas não previstas jusante (velocidades maiores Alteamento barragem (MITIGAR);
projeto para a ao escoamento (por exemplo, do que o esperado), Verificar para QMP (MITIGAR)
qual foi contração da veia líquida elevada alagamento de áreas não Manter volume de espera (MITIGAR);
projetado na aproximação), curva-chave de previstas a montante Dimensionar para condição mais crítica (N-1) (MITIGAR);
jusante errada Aumentar Vertedouro (MITIGAR);
Construir Vertedouro Adicional (MITIGAR)
Implementar sistema de previsão hidrometeorológica
(MITIGAR);
Fenômenos naturais, cheia de Estudo de sensibilidade de diferentes métodos de cálculo
projeto do vertedouro Nível Máx Máx a montante (MITIGAR)
desatualizada, devido a: falta de maior do que o esperado, Ensaios em modelo físico reduzido (MITIGAR);
dados quando da determinação podendo ocasionar Modelagem CFD (MITIGAR)
Ocorrência de da cheia de projeto, amostra de rompimento da barragem, Mudança do tipo de vertedouro (MITIGAR);
cheias superiores dados viciada ou desatualizada erosões a jusante, Aumento free-board estruturas (MITIGAR);
HIDROLÓGIC à cheia de não representam a população, erro alagamento de áreas não Alteamento barragem (MITIGAR);
OS projeto original de projeto (metodologia/escassez previstas a montante, Verificar para QMP (MITIGAR)
do de dados), ondas de cheias Inundação da Casa de Manter volume de espera (MITIGAR);
provocadas por causas não Força, paralização da Dimensionar para condição mais crítica (N-1) (MITIGAR);
empreendimento naturais, aumento do coeficiente geração, perda de vidas
Aumentar Vertedouro (MITIGAR);
de runoff (bacias rurais viraram humanas na usina e a Construir Vertedouro Adicional (PREVENIR/MITIGAR)
bacias urbanas), adequação aos jusante. Implementar sistema de previsão hidrometeorológica
reservatórios da bacia (MITIGAR);
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Estratégias de Respostas aos Riscos


Hidráulicos e Hidrológicos
PREVENIR

Definição:
 Busca-se eliminar as causas dos riscos ou proteger totalmente o projeto de seu impacto;
 A estratégia de prevenção mais radical seria a suspensão do projeto.

Exemplos:
 Risco de mau desempenho do vertedouro: realizar ensaios em modelo físico reduzido
e/ou CFD (computational fluid dynamics);
 Risco de erros na curva-chave: realizar campanhas de medição de vazão e leitura de
níveis.
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Estratégias de Respostas aos Riscos


Hidráulicos e Hidrológicos
MITIGAR

Definição:
 Busca-se reduzir o impacto ou a probabilidade de ocorrência do risco para
dentro de limites aceitáveis.

Exemplos:
 Risco de cheias superiores às de projeto durante as etapas de desvio: fazer
previsão hidrometeorológica das vazões afluentes durante a construção
(mitigar impacto e probabilidade); construir dique fusível (mitigar impacto);
 Risco de erros no projeto e construção das estruturas hidráulicas: contratar
empresa fiscalizadora (mitigar probabilidade).
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Estratégias de Respostas aos Riscos


Hidráulicos e Hidrológicos
TRANSFERIR

Definição:
 Transfere o impacto do risco para terceiros, bem como a responsabilidade por
sua resposta, geralmente através do pagamento de um prêmio.

Exemplos:
 Galgamento ensecadeira Casa de Força: construir a ensecadeira para a
proteção aceita pela empresa seguradora. Pagar seguro.
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Estratégias de Respostas aos Riscos


Hidráulicos e Hidrológicos
ACEITAR
Definição:
 Aceita-se a existência do risco e não se age para preveni-lo, mitigá-lo ou
transferi-lo;
 Aceitação passiva: não requer nenhuma ação;
 Aceitação ativa: estabelecem-se reservas de contingências de tempo, dinheiro ou
recursos.
Exemplos:
 Risco de chuvas que impeçam trabalhos com solo: contingência no cronograma.
Aceitação ativa
 Risco de erosão a jusante do vertedouro: aceita-se o risco de erosão, estudando obra
de reparo após a ocorrência. Aceitação passiva.
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto

RISCO: Ocorrência de cheias superiores à cheia de projeto do


empreendimento
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto


PRINCIPAIS CAUSAS:
o Fenômenos naturais;
o Ondas de cheias provocadas por causas não naturais;
o Cheia de projeto do vertedouro desatualizada, devido por exemplo a:
 Amostra de dados viciada/desatualizada;
 Metodologia desatualizada/não recomendada;
 Aumento do coeficiente de run-off na bacia (mudança no uso do solo);
 Adequação aos reservatórios da bacia.
PRINCIPAIS IMPACTOS:
o NA máx. máx. maior do que o esperado, podendo ocasionar:
 Alagamento de áreas não previstas a montante;
 Velocidades/energia maior do que o esperado a jusante;
 Inundação da Casa de Força;
 Em última análise, rompimento da barragem, com todos os impactos
associados (não somente impactos "físicos”)
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto


RESPOSTAS COMUNS
o Estudo de sensibilidade de diferentes métodos de determinação da cheia de
projeto (MITIGAR);
o Construir vertedouro adicional (PREVENIR/MITIGAR);
o Aumentar vertedouro existente (PREVENIR/MITIGAR);
o Manter volume de espera (MITIGAR);
o Adoção de novo NA máx máx (PREVENIR/MITIGAR);
o Aumento do free-board das estruturas (MITIGAR);
o Alteamento da barragem (PREVENIR/MITIGAR);
o Implementar sistema de previsão hidrometeorológica (MITIGAR);
o Dimensionar vertedouro para uma condição mais crítica (exemplo, N-1)
(MITIGAR);
o Mudança do tipo de vertedouro (MITIGAR);
o Ensaios modelo físico e CFD (MITIGAR);
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto

PROBAB. ANUAL PROBAB. PLURIANUAL


𝑛
1 1
𝑟= 𝑟 =1− 1−
𝑇 𝑇
Onde:
r = probabilidade de ocorrência, pelo menos uma vez, da cheia adotada;
T = tempo de recorrência, em anos;
n = tempo de duração da obra, em anos.

 A probabilidade diminui com o tempo de exposição da obra à cheia.


 Para tempos de exposição menores do que 1 ano: FAZER ESTUDO ESTATÍSTICO
ESPECÍFICO com os meses em questão.
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto

Aumento da prob. devido à novos dados para os estudos de


cheias.

TR vida útil Prob. Prob.


(anos) (anos) anual total
10000 50 0,01% 0,50%
8000 50 0,01% 0,62%
6000 50 0,02% 0,83%
4000 50 0,03% 1,24%
2000 50 0,05% 2,47%
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto


Exemplo resposta: Manter/Criar volume de espera

IMPORTÂNCIA DOS RESERVATÓRIOS DE ACUMULAÇÃO!!


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Cheias Superiores à Cheia de Projeto


Exemplo resposta: Aumento borda livre
Recomendação Eletrobrás e ANA:

Borda livre mínima

NA Máximo Máx Borda livre mínima

NA Normal NA Máximo Máx

NA Normal
Borda livre normal
Borda livre normal

BD mínima >= 0,5 m BD mínima >= 1 m


BD normal >= 1,5 m (estudo de fetch) BD normal >= 3 m (estudo de fetch)

BORDA LIVRE CASA DE FORÇA: <= 1 m. Via de regra mais


incertezas e menores impactos.
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto


Exemplo resposta: Vertedouro Complementar
EXEMPLO UHE MASCARENHAS DE MORAES – FURNAS (início operação 1957)
Vertedouro Complementar construído entre 1998 e 2002.
Adequou a cheia de projeto da UHE para a PMF (mesmo critério da UHE Furnas, a montante).
Vazão de projeto vertedouro complementar = 3.000 m³/s.

VERTEDOURO
ORIGINAL

VERTEDOURO
COMPLEMENTAR
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto

O que é recomendado no Brasil?

MANUAL DE ESTUDO DE VIABILIDADE DE UHE’S ELETROBRÁS :


 10.000 anos verificado para a QMP

CRITÉRIO CIVIL DE PROJETO DE UHE’S ELETROBRÁS:


 Barragem > 30 m ou cujo colapso envolva risco de perda de vidas:
QMP
 Barragem < 30 m, com volume menor que 50 milhões m³, sem risco de
perda de vidas: análise de risco, no mínimo 1.000 anos.
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Cheias Superiores à Cheia de Projeto

DIRETRIZES DE PROJETO BÁSICO PCH ELETROBRÁS:


 Caso geral: 500 anos para estruturas de concreto
 Perigo sério de danos materiais a jusante: 1000 anos e/ou barragens de terra;
 Perigo de danos humanos a jusante: 10.000 anos e/ou barragens de terra;

GUIA PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE BARRAGENS – ANA (em audiência


pública)
 Conforme quadro ao lado

NÃO HÁ CONSENSO !!!!!


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Cheias Superiores à Cheia de Projeto

Vida
TR Risco
útil Risco Caso Exemplo
(anos) Anual
(anos)
Poucos danos a jusante – Estruturas Galgáveis - Pequenas
500 50 9,5% 0,20% Pequeno Porte Barragem Concreto
Pequenas Barragens Enrocamento
Perigo de Danos Sérios a
1.000 50 4,9% 0,10% /Terra
Jusante - Médio Porte
Médias Barragens Concreto
Perigo de Danos Sérios a
10.000 50 0,5% 0,01% Jusante Grandes Barragens > 30 m
Perigo de Danos Humanos a
QMP 50 - Jusante Grandes Barragens > 30 m
Compilação do autor
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Cheias Superiores às Previstas para o Desvio


RISCO: Ocorrência de cheias superiores às previstas no projeto
para as etapas de desvio do rio
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Cheias Superiores às Previstas para o Desvio


PRINCIPAIS CAUSAS:
o Fenômenos naturais;
o Frequência de cheias de desvio desatualizada, devido por exemplo a:
 Amostra de dados viciada/desatualizada;
 Metodologia desatualizada/não recomendada;
 Aumento do coeficiente de run-off na bacia (mudança no uso do
solo);
PRINCIPAIS IMPACTOS:
o Galgamentos das ensecadeiras;
o Impactos no cronograma e orçamento;
o Perda de equipamentos;
o Em caso de rompimento das ensecadeiras e/ou barragem, criação de
onda de cheia com risco de perdas de vidas humanas, com todos os
riscos associados.
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Cheias Superiores às Previstas para o Desvio


RESPOSTAS COMUNS
o Análise de Risco: otimizar a cota da ensecadeira para o menor
custo global e contingenciar o valor esperado do risco (ACEITAR
ativo);
o Altear ensecadeira (MITIGAR);
o Fazer previsão hidrometeorológica (MITIGAR);
o Construir dique fusível (MITIGAR);
o Alterar para barragem de concreto galgável (MITIGAR);
o Fazer seguro (TRANSFERIR).
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Cheias Superiores às Previstas para o Desvio


 Critério Obra Civis (ELETROBRÁS): Análise de Risco

 Guia para Elaboração de Projetos de Barragens (ANA):


Análise de Risco
o Vazão não inferior a 5 anos para barragem de concreto e não
inferior a 20 anos para barragem de aterro.
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Cheias Superiores às Previstas para o Desvio

Duraç
ão da Risco
TR(anos) Risco Caso Exemplo
Obra Anual
(anos)
10 1 10% 10,0% Sem Danos Sérios a Jusante Desvio construção barragem Concreto
20 2 10% 5,0% Sem Danos Sérios a Jusante Desvio construção barragem Concreto
Perigo de Danos Sérios a Jusante - Médio
25 1 4% 4,0% Porte Desvio construção barragem Terra/Enrocamento
Perigo de Danos Sérios a Jusante - Médio
50 2 4% 2,0% Porte Desvio construção barragem Terra/Enrocamento
Perigo de Danos Sérios a Jusante - Grande
100 2 2% 1,0% Porte Construção Casa de Força
Perigo de Danos Sérios a Jusante - Grande
200 4 2% 0,5% Porte Construção Casa de Força
Compilação do autor

• Análise de Risco geralmente muito complexa, com muitas variáveis;

• Costuma-se trabalhar com os riscos pré-estabelecidos para cada etapa


em função do danos e determinar o TR em função do tempo de
exposição.
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Exemplo de Estudo de Análise de Risco

 Custo Galgamento = somatória do valores esperados dos riscos de eventos de


galgamento no período considerado;
 Custo implantação = custo de construção do sistema de desvio para
determinada vazão;
 Custo Global = somatória do custo de galgamento + custo de implantação.
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Exemplo de Estudo de Análise de Risco

R$ 600.000 R$ 600.000
R$ 550.000 R$ 550.000
Custo de Implantação Custo de Implantação
R$ 500.000 Custo de Galgamento

Custo Global do Desvio (R$)


R$ 500.000 Custo de Galgamento
Custo Global Custo Global
Custo Global do Desvio (R$)

R$ 450.000 R$ 450.000
R$ 400.000 R$ 400.000
R$ 350.000 R$ 350.000
R$ 300.000 R$ 300.000
R$ 250.000 R$ 250.000
R$ 200.000 R$ 200.000
R$ 150.000 R$ 150.000
R$ 100.000 R$ 100.000
R$ 50.000 R$ 50.000
R$ 0 R$ 0
1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 5500 6000 6500 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 5500 6000 6500
Vazão (m³/s) Vazão (m³/s)

SEM dique fusível COM dique fusível


IV SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS E RISCOS ASSOCIADOS

Exemplos Dique Fusível


IV SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS E RISCOS ASSOCIADOS

Exemplos Dique Fusível


IV SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS E RISCOS ASSOCIADOS

Exemplos Dique Fusível


IV SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS E RISCOS ASSOCIADOS

Erosão a Jusante de Vertedouros


RISCO: Ocorrência de erosão a jusante da estrutura do
vertedouro
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Erosão a Jusante de Vertedouros


PRINCIPAIS CAUSAS:
o Rocha não competente a jusante;
o Ocorrência de condições anômalas ao escoamento (ex.: correntes de retorno);
o Altas velocidades/alta energia do escoamento;
o Abertura assimétrica de comportas;
o Sem fossa pré-escavada;

PRINCIPAIS IMPACTOS:
o Erosão estrutura de concreto e/ou rocha a jusante;
o Erosão nas margens a jusante;
o Níveis de água e velocidades a jusante não previstos no projeto;
o Formação de barra a jusante (possível impacto na geração de energia);
o Necessidade de obras de reparo a jusante;
o Possibilidade de erosão regressiva em direção à estrutura principal.
IV SIMPÓSIO SOBRE SEGURANÇA DE BARRAGENS E RISCOS ASSOCIADOS

Erosão a Jusante de Vertedouros


PRINCIPAIS RESPOSTAS:

o Construção de laje de “sacrifício” a jusante da estrutura principal, para


contenção da erosão regressiva à estrutura principal
(PREVENIR/MITIGAR);
o Ensaios em modelo físico e CFD (PREVENIR/MITIGAR);
o Alteração do tipo de dissipador de energia (PREVENIR/MITIGAR);
o Aplicação/otimização de regras de regras/restrições na operação das
comportas (PREVENIR/MITIGAR);
o Proteção preventiva das margens a jusante (MITIGAR).
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Erosão a Jusante de Vertedouros


PRINCIPAIS RESPOSTAS:
o Aceitar a erosão a jusante em caso de rocha competente e estudar
reparo/recomposição após a erosão ocorrer (ACEITAR PASSIVO);
 Cálculo do valor esperado do risco mostra que PODE SER uma
resposta válida;
 Decisão tomada pelo empreendedor;
 A própria água mostrará os pontos frágeis a jusante para orientar os
reparos futuros;
 Resposta associada geralmente à construção de uma laje de
sacrifício
 Empreendedor deve atentar para possíveis restrições/impactos
adicionais na decisão, tais como: qualidade da rocha, licenças
ambientais, acessos, impactos na geração, indisponibilidade do
vertedouro e integridade da estrutura principal.
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Exemplos “Lajes de Sacrifício”


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Obrigado!

diego.baptista@ibest.com.br
diego.souza@engevix.com.br
Skype: diego_baptista