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ORIENTATIVO DO

PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA


ESCOLA

Secretaria Adjunta de Gestão Educacional


Superintendência de Políticas de Desenvolvimento Profissional

Março/2019
MAURO MENDES FERREIRA
Governador

OTAVIANO OLAVO PIVETTA


Vice-Governador

MARIONEIDE ANGÉLICA KLIEMASCHEWSK


Secretária de Estado de Educação

ROSA MARIA ARAÚJO LUZARDO


Secretária Adjunta de Gestão Educacional
ADRIANO SABINO GOMES
Superintendente de Políticas de Desenvolvimento
Profissional
Equipe SPDP
Dra. Adriana Barbosa Sales
Me. Clovis Pontarolo
Me. Daltron Maurício Ricaldes
Ma. Dayane Cristine Santos Vieira
Dr. Edevamilton de Lima Oliveira
Esp. Elizete Maria de Jesus
Emmanoelle Barbosa Camargo da Silva Maia
Dr. Gino Francisco Buzato
Me. Itamar José Bressan
Me. Julio Pereira de Moura
Me. Leandro Rodolfo Resende
Ma. Luci Terezinha Kroetz Fernandes Maso
Ma. Maria Aparecida dos Reis
Ma. Mirta Grisel Garcia de Kehler

2
SUMÁRIO

A FORMAÇÃO DAS/NAS UNIDADES ESCOLARES DE MATO GROSSO: PROJETO


DE FORMAÇÃO .................................................................................................................. 4

1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 4

2. PLANEJAMENTO DA FORMAÇÃO ...................................................................... 6

3. A FORMAÇÃO CONTINUADA COMO DEVER, COMO DIREITO E COMO


NECESSIDADE .................................................................................................................... 8

3.1. ESTRUTURA DO PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA .............. 8

3.2. AÇÕES PARA A ELABORAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO PROJETO


DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA ......................................................................... 9

3.3. AÇÕES PARA A ELABORAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS


PROJETOS DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ................................................ 9

4. ORGANIZAÇÃO DO PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA ................ 10

4.1 PLANO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ............................................... 12

5. A CERTIFICAÇÃO DO PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA ............ 14

5.1 A PONTUAÇÃO DO PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA PARA


CONTAGEM DE PONTOS ..................................................................................... 14

6. GESTÃO DA FORMAÇÃO – GFO ........................................................................ 16

7. REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 17

3
A FORMAÇÃO DAS/NAS UNIDADES ESCOLARES DE MATO GROSSO:
PROJETO DE FORMAÇÃO

1. INTRODUÇÃO

O Projeto coletivo da escola, comumente conhecido como Projeto Político


Pedagógico-PPP, centra-se na organização escolar que reflete a sua realidade, a necessidade
do educando e a necessidade do educador (PARO, 2005, p.49). A Secretaria de Estado de
Educação, por meio de normativas, estabelece o PPP como um instrumento de planejamento
em que, a partir das diretrizes de implantação das políticas públicas educacionais e das
necessidades da comunidade escolar e sociedade, se estabelecem metas e ações, financiáveis
ou não, com vistas a garantir a qualidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos.
Nos últimos anos, a elaboração do Projeto Político Pedagógico se deu utilizando os
indicadores da qualidade da educação apontados pelo Unicef /2004 e divulgados em 2007.
Esses indicadores fizeram alusão às diversas dimensões presentes nos ambientes
especializados na oferta do ensino, sendo eles: o ambiente educativo, a prática
pedagógica, a avaliação, a gestão escolar democrática, a formação, as condições de
trabalho dos profissionais da escola, o ambiente físico escolar, o acesso, permanência e
sucesso na escola.
A partir dessas dimensões, o PPP foi tomando forma e, apoiada em métodos de
planejamento, a unidade escolar foi organizando o seu trabalho administrativo e pedagógico.
Dentre os modelos de planejamento defendidos por teóricos educacionais, podemos destacar
o organizado por Lück (2009) no qual o planejamento se dá no “Levantamento de Dados ↔
Avaliação ↔ Planejamento” (p.27). Essa lógica permite que a escola se conheça (base real),
discuta sua visão de futuro (ideal) e se organize para diminuir a distância entre o real e o
ideal.
O diagnóstico tem no PPP função similar ao levantamento de dados, que é o
momento em que a escola busca conhecer-se, ou seja, conhecer seus pontos estratégicos e
suas fragilidades ancoradas nas dimensões citadas anteriormente. Esse diagnóstico permite

4
que a escola se programe e planeje a superação das fragilidades atendendo as suas
necessidades educacionais.
Vasconcellos (2008, p. 33) aponta que o diagnóstico implica num conhecimento
profundo da realidade para determinar as necessidades e possibilidades. Já Lück (2009, p.
110) define o diagnóstico como a análise interpretativa da realidade para estabelecer
prioridades, necessidades relevantes, importantes e fundamentais, bem como alternativas de
ação.
Podemos observar que, dentre as dimensões utilizadas para a construção do PPP,
encontra-se a dimensão: formação, objeto principal desse Orientativo. Espera-se que o
diagnóstico feito pela escola, no momento de construção do seu PPP, aponte as necessidades
formativas da unidade escolar como ponto estratégico com vistas a superar as suas
fragilidades e garantir uma aprendizagem de qualidade. Caso isso não tenha ocorrido, resta
recorrer a outros métodos de diagnóstico que possibilitem evidenciar a necessidade de
formação e, neste caso, o Cefapro deverá auxiliar com outras ferramentas para a obtenção
do diagnóstico da escola.
Seja por essa via ou por outra, o que se pretende é possibilitar que a escola tenha
consciência plena de sua realidade para que possa criar estratégias para avançar. Este avanço
se traduz na Prática Pedagógica alicerçada em metodologias coerentes com as necessidades
dos estudantes e na Intervenção Pedagógica, ambas ancoradas num processo constante de
atualização profissional que permita ao professor se apropriar de novas perspectivas.
Entende-se por Prática Pedagógica toda ação destinada a promover aprendizagem.
Por estar vinculada a um contexto sócio-histórico, a prática pedagógica se constitui como
uma prática social (ZABALA, 2000, p. 12-13). Por ser a prática social o ponto de partida e
de chegada da ação pedagógica, o entrelaçamento de ações exige uma definição e concepção
teórica de direcionamento.
Para além da concepção teórica adotada, nos moldes da política educacional para a
rede pública de educação, a Prática Pedagógica obedece a uma proposta de educação
temporal e regional que vincula-se, dentre outras normativas vigentes, ao Documento de
Referência Curricular para Mato Grosso (DRC-MT).

5
Se a Prática Pedagógica está destinada à promoção da aprendizagem dos estudantes,
entende-se que as dificuldades de aprendizagem requerem outros tipos de medidas. Nessa
perspectiva, a Intervenção Pedagógica é percebida como uma interferência realizada pelo
professor ou por outros profissionais da educação no desenvolvimento da aprendizagem do
sujeito ou grupo de sujeitos quando há evidências de problemas na aprendizagem, bem como
outras demandas formativas dos estudantes que necessitam de ações pontuais para sua
modificação.
Dessa forma, a intervenção requer desses profissionais uma interface com o uso de
metodologias diferenciadas, a elaboração de planos de intervenção (disciplinares,
multidisciplinares, interdisciplinares ou transdisciplinares) e a leitura de novos referenciais
na intenção de possibilitar as correções necessárias ao processo de aprendizagem do sujeito
ou grupo de sujeitos.
Mesmo não sendo específica à intervenção nem à prática pedagógica, a Atualização
Profissional é uma necessidade contínua. Nesse sentido, a Atualização Profissional
abrange todas as dimensões do espaço escolar e a ação educativa passa a ser entendida como
uma necessidade de todos os envolvidos no processo; sejam eles Professores, gestores
escolares ou os profissionais da Área 21 (Técnico Aministrativo Educacional - TAE e Apoio
Administrativo Educacional – AAE).
Assim, ao realizar o diagnóstico, a escola deverá identificar as necessidades
formativas que se apresentarão no campo da Prática Pedagógica ou da Atualização
Profissional, ambas podendo ser concretizadas pela Intervenção Pedagógica e na
Formação Teórico-metodológica.

2. PLANEJAMENTO DA FORMAÇÃO

Os primeiros movimentos para se planejar a formação continuada se dão na


construção do PPP, em especial no diagnóstico, onde se espera apontar as necessidades

6
formativas da unidade escolar. O projeto de formação da e na escola1 também se constitui
em um processo de planejamento. Sendo assim, adotamos a perspectiva de planejamento
defendida por Lück (2009, p.34) e representada pelo seguinte esquema:

Maior eficiência
Compreender a
situação atual com
visão prospectiva Maior precisão e
determinação de
ações
Estabelecer o que a fim de se
Planejar é
se deseja mudar promover
Maiores e melhores
resultados
Organizar a ação
para a mudança
Maximização dos
esforços e
dispêndios

Além do fluxo do planejamento apresentado acima, planejar exige operações mentais


conforme descrito no esquema a seguir:
 O que
 Por que
 Identificar  Para que
 Analisar  Como  Se quer promover uma
 Prever  Quando situação nova
 Decidir  Onde
 Com quem
 Para quem

Como evidenciado, planejar significa prospectar metas de excelência - no caso da


educação: aprendizagem de qualidade. Esse movimento articulado e vivo deverá se fazer
presente na construção do projeto de formação da/na escola.

1A expressão da e na escola implica no reconhecimento de um espaço formativo exclusivo para essa unidade
escolar, baseado no diagnóstico de sua realidade. A escola enquanto lócus de formação dos seus profissionais
representa a valorização do seu contexto e dos saberes que são próprios de sua cultura de maneira a
potencializar os elementos indispensáveis à valorização e fortalecimento da autonomia da escola, dos seus
profissionais e de seus estudantes.

7
3. A FORMAÇÃO CONTINUADA COMO DEVER, COMO DIREITO E COMO
NECESSIDADE

Base Legal: Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - Lei n.º 9.394/96, Art. 61,
Inciso I; Art. 67, Incisos II e V; Art. 87, § 3); Resolução n. º 02/2015 que define as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior e para a formação
continuada (Capítulo I, Art. 1.º, § 1.º; Capítulo VII, Art. 19).
A formação continuada é também uma necessidade. Nesse caso, é entendida como
processo de desenvolvimento dos profissionais da educação que acontece, dentre outros
espaços, em seu contexto de trabalho: a escola.
O desenvolvimento do projeto abarca a compreensão da sua importância por parte
dos professores, gestores escolares, TAE e AAE, assim como o entendimento de que o
processo formativo se dará a partir de dois campos: Prática Pedagógica e Atualização
Profissional, ambos construídos a partir de uma base teórica selecionada pela escola e em
conjunto com o Cefapro na perspectiva de se aperfeiçoar e desenvolver as novas práticas
adquiridas no ambiente de trabalho.
Em suma, teremos:
1. a Prática Pedagógica, incluindo as Intervenções Pedagógicas específicas aos
professores;
2. a Atualização Profissional, podendo incluir as intervenções pedagógicas,
destinada à formação continuada da Equipe Gestora da Escola, TAE e AAE.

3.1. ESTRUTURA DO PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA

Identificar a unidade escolar (nome da unidade escolar, endereço, telefone, e-mail);


1. Identificação modalidades de atendimento e equipe gestora (Diretor Escolar, Coordenador Pedagógico
e Secretário Escolar).
Extrair o diagnóstico do PPP da escola, devendo conter minimamente: dados do Saeb-Ideb,
ANA, Prova Brasil, Provinha Brasil, Enem, Avalia MT e os resultados internos emitidos
por meio da Gestão Educacional (GED), Atas de Resultados Finais, Relatórios de
2. Diagnóstico Aprendizagens, os Objetivos de Aprendizagem, as necessidades formativas dos
profissionais (professores, gestores escolares, TAE e AAE) e as necessidades formativas
para implementação das políticas públicas educacionais (Documento de Referência
Curricular para Mato Grosso).
Estabelecer metas e estratégias dos temas apontados no diagnóstico que se apresentaram
3. Metas e Estratégias
como frágeis.
4. Necessidades Elencar os temas formativos e sua relação com a meta e estratégia estabelecidos a partir do
Formativas Diagnóstico.

8
5. Procedimentos Descrever a metodologia a ser utilizada no processo de concepção e execução do Projeto
Metodológicos de Formação da/na Escola.
6. Organização da Apontar as áreas que necessitam de intervenção pedagógica, os ambientes onde
Intervenção Pedagógica acontecerão as intervenções pedagógicas e as evidências de acompanhamento e resultados.
A avaliação será diagnóstica, somativa e global2. Descrever os procedimentos da avaliação
7. Avaliação
somativa e a global. A avaliação diagnóstica já acontece na elaboração do diagnóstico.
8. Cronograma Descrever as datas e horários das reuniões do Projeto de Formação da/na Escola.
Descrever as referências citadas no texto organizadas em conformidade com as normas da
9. Referências
ABNT.
NOTA: O Anexo I apresenta o modelo padrão para o Projeto de Formação da/na Escola.

3.2. AÇÕES PARA A ELABORAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE


FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA

1ª etapa: elaborar o diagnóstico das necessidades formativas, preferencialmente


retirar as necessidades do PPP já elaborado e revisitado no início do ano letivo;
2ª etapa: estabelecer metas para as fragilidades apontadas no diagnóstico;
3ª etapa: selecionar e organizar os conteúdos de formação e referências para estudo;
4ª etapa: elaborar o projeto de formação continuada da/na escola e encaminhá-lo ao
Cefapro para análise e homologação;
5ª etapa: iniciar o projeto após a homologação do Cefapro;
6ª etapa: aplicar as avaliações formativas (no processo a cada trimestre) e global
(seminário, relatório, artigo, banner ou portfólio);
7ª etapa: certificação

3.3. AÇÕES PARA A ELABORAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS PROJETOS


DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

1ª etapa: elaborar planos de intervenção pedagógica (de acordo com o diagnóstico) -


Anexo II;
2ª etapa: executar os planos de intervenção em sala e/ou ambientes escolares;
3ª etapa: avaliar os resultados obtidos;
4ª etapa: elaborar relatório de execução (avaliação formativa) e encaminhar à
coordenação pedagógica para homologação dos resultados;

2
A avaliação defendida por Lück se apresenta em três níveis: avaliação diagnóstica (movimento feito na
construção do diagnóstico), formativa (resultados alcançados no processo) e somativa (resultados finais e
globais do plano), (LÜCK, 2009).

9
5ª etapa: elaborar relatório global (seminário, relatório, artigo, banner ou portfólio);
6ª etapa: certificação.

4. ORGANIZAÇÃO DO PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA

A primeira versão do Projeto deverá ser encaminhada ao Cefapro de 01/04 até o dia
15/04 e o período limite para elaboração e apresentação da versão final de 01/05 até 15/05.
Os Projetos de Formação da/na Escola estruturam-se em consonância com o Projeto Político
Pedagógico, a demanda formativa apontada pelos profissionais da unidade escolar, a
implementação do Documento de Referência Curricular para Mato Grosso e os índices de
avaliações internas e externas. Todos esses itens devem estar articulados com a formação
Teórico-metodológica e a Intervenção Pedagógica.
É atribuição do Coordenador Pedagógico “Propor e coordenar atividades de
formação continuada” (LIBÂNEO, 2004, p. 183), assim como desencadear as ações de
elaboração do Projeto de Formação da/na Escola. Entretanto, para que o projeto tenha êxito
é necessário que todos os demais profissionais da educação se envolvam e assumam com
responsabilidade suas atribuições3 desde o momento da concepção do projeto até a sua
conclusão.
A partir das necessidades formativas evidenciadas pelo diagnóstico, os profissionais
definirão as temáticas de estudos e selecionarão seus referenciais teórico-metodológicos4.
Na definição desses referenciais, é importante que os profissionais procurem um campo
teórico de acordo com as tendências contemporâneas de ensino e que contemplem
metodologias inovadoras que possibilitem subsídios para o planejamento de intervenções
pedagógicas5 em consonância com o seu PPP e com as políticas públicas educacionais.
Reconhecer os profissionais TAE e AAE como educadores implica em investir na
construção de uma nova identidade diferente daquela que os concebia como meros

3
A Lei Complementar 206/2004 estabelece as competências de diretores escolares, coordenadores e
professores que abrangem, entre outros, aspectos relacionados ao papel de cada um na formação continuada.
4
Sempre que necessário o Cefapro deverá ser consultado.
5
Para melhor compreensão sobre o tema, verificar o Caderno de Concepções da Educação Básica no
Documento de Referência Curricular para Mato Grosso,.

10
tarefeiros, alienados das ações pedagógicas. Requer, também, uma concepção de educação
que considere a dimensão educativa dos diversos espaços escolares.
Diante do exposto, os conteúdos de formação e o referencial teórico-metodológico
deverão ser selecionados para subsidiar as sessões de estudos e os planos de intervenção a
serem colocados em prática nas salas de aula e/ou em outros espaços educativos escolares.
O Cefapro deverá ser consultado sempre que houver dúvidas no processo de elaboração do
Projeto de Formação da/na Escola.
O Projeto de Formação da/na Escola é organizado de acordo com as necessidades
formativas da escola e da Política Pública Educacional, contemplados no campo da prática
pedagógica e no campo da atualização profissional.
Os encontros poderão ser organizados por segmento. Os agrupamentos de
professores poderão ser dispostos por área, por componente curricular, por ciclos,
unidocência e pluridocência, dependendo das ações estabelecidas conforme as necessidades
de formação apontadas pelo diagnóstico ou quando se tratando de estudos e discussões de
interesse comum. Poderão, ainda, ser organizados em um único grupo com a participação de
todos os profissionais da educação – todas as temáticas formativas deverão estar descritas
no item 4: Necessidades Formativas e os encontros descritos do item 8: Cronograma.
A Carga horária será disposta da seguinte maneira:

Quadro 1. Distribuição da carga horária


Estudos Teórico-metodológicos
Profissionais da Intervenção
Carga Horária
Educação Carga Horária Total Pedagógica
Semanal
Professores 50h ou 60h 03h 30h ou 20h
Gestores escolares,
30h ou 40h 02h 30h ou 20h
TAE e AAE

Ao elaborar o cronograma é preciso que se atente para a carga horária do Projeto de


Formação da/na Escola que deve ser distribuída entre as temáticas propostas para as reuniões
de estudos de maneira a garantir encontros semanais, delimitados de acordo com a realidade
de cada unidade escolar. A formação continuada dos professores é desenvolvida durante o

11
tempo destinado à hora-atividade. Para os demais profissionais (gestores escolares, TAE e
AAE) as horas semanais de estudo deverão acontecer fora da jornada de trabalho.
O cronograma de atividades formativas da escola deve garantir que seja possível
cumprir com todos os procedimentos nos prazos previstos e certificar a formação em tempo
de possibilitar a contagem dos pontos para o processo de atribuição de aulas do ano seguinte.
A carga horária semanal prevista no quadro 1 representa o mínimo necessário para
completar a formação continuada de até 80 horas de duração para professores e até 60 horas
de duração para os demais profissionais e gestores escolares, entre estudos teórico-
metodológicos e intervenção pedagógica. Cada escola deverá se organizar para os momentos
de estudos e de intervenção pedagógica observando que: a) para os professores pode se optar
por 50 ou 60 horas de estudos e 30 ou 20 horas de intervenção pedagógica, respectivamente;
e b) para os demais profissionais da educação, estudos de 30 ou 40 horas com intervenção
pedagógica de 30 ou 20 horas, respectivamente.
A intervenção pedagógica planejada pelos professores deve acontecer na jornada de
trabalho e não computa como tempo adicional de formação. Dessa forma, as 20 ou 30 horas
mencionadas no parágrafo superior referem-se às atividades de planejamento e avaliação da
intervenção e não ao tempo utilizado em sala de aula para tal fim. No caso dos demais
profissionais da educação, a intervenção pedagógica acontece no momento de trabalho, uma
vez que a carga horária dos estudos acontece no contraturno e fora do expediente de cada
um deles.
As intervenções pedagógicas podem ser planejadas de forma disciplinar,
multidisciplinar, interdisciplinar ou transdisciplinar, incluindo ações dos professores,
gestores escolares, TAE e AAE de acordo com os desafios que queiram superar.

4.1 PLANO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Reforçando a afirmativa de que a Prática Pedagógica está destinada à promoção da


aprendizagem e que as dificuldades de aprendizagem requerem outro tipo de medida, temos
na Intervenção Pedagógica o desenvolvimento de outras ações para que a aprendizagem

12
do sujeito ou grupo de sujeitos aconteça. Sendo assim, paralelo aos estudos, os profissionais
da educação deverão desenvolver os Planos de Intervenção Pedagógica.
Os Planos de Intervenção Pedagógica deverão constar no item 6: Organização da
Intervenção Pedagógica do Projeto de Formação da/na Escola.
O processo de intervenção poderá acontecer de forma disciplinar, multidisciplinar,
transdisciplinar, em conjunto com os TAE e AAE ou com os gestores escolares (depende
das necessidades apontadas no diagnóstico).
A concessão das 20h ou 30h de intervenção pedagógica definidas no Projeto de
Formação da/na Escola dar-se-á, obrigatoriamente, da seguinte forma:
1. 20h ou 30h: a) Elaboração do Plano de Intervenção, b) Relatório de Resultados
(avaliação somativa) e c) Relatório Final/global, Artigo Científico (Relato de experiência),
Portfólio ou Banner (avaliação global);
1.1. O Plano de Intervenção (anexo II) deverá ser autorizado pelo Coordenador
Pedagógico da Escola e Professor Formador do Cefapro e incorporado ao Projeto de
Formação da/na Escola. O atesto de finalização deverá acontecer imediatamente após a
conclusão da intervenção;
1.2. O Relatório de Resultados deverá ser homologado pelo Coordenador Pedagógico
da Escola e uma cópia deverá ser encaminhada ao Formador do Cefapro responsável pela
escola;
1.3. O Relatório Final, Artigo Científico (relato de experiência), Portfólio ou Banner
deverá ser homologado pelo Coordenador Pedagógico e pelo Formador do Cefapro
responsável pela escola;
2. Somente os Projeto de Intervenção Pedagógica oriundos do Projeto de Formação
da/na Escola concorrerão a pontuação estabelecida no Quadro 4 desse Orientativo.

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5. A CERTIFICAÇÃO DO PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA

Cumprindo todas as etapas de execução do Projeto de Formação Continuada da/na


Escola, receberão certificados por participação no Projeto todos os profissionais de acordo
com os Planos de Intervenção Pedagógica e a frequência nos encontros de estudos. A
orientação de frequência e presença seguem o estabelecido no Parecer Nº
1.461/ASEJ/SEDUC/MT/2011 e PARECER N.782/2015/UAS/SEDUC/AD109.

5.1 A PONTUAÇÃO DO PROJETO DE FORMAÇÃO DA/NA ESCOLA PARA


CONTAGEM DE PONTOS

Todos os Profissionais que participarem do Projeto de Formação da/na Escola terão


direito a pontos a serem contados na atribuição de aulas. O processo de contagem de pontos
se dará de duas formas: 1. Estudos teórico-metodológico e intervenção pedagógia e 2.
Somente estudos teórico-metodológico.

Quadro 2. Estudos Teórico-metodológicos + Intervenção Pedagógica


Estudos Teórico-Metodológicos
Profissionais Intervenção
Carga Horária Pontuação
da Educação Frequência Pedagógica
Total
Professores 50h ou 60h 90% a 100% 30h ou 20h 10 pontos
80% a 90% 30h ou 20h 08 pontos
75% a 80% 30h ou 20h 06 pontos
Abaixo de 75% 30h ou 20h Curso de Formação
TAE, AAE e 30h ou 40h 90% a 100% 30h ou 20h 10 pontos
Gestores 80% a 90% 30h ou 20h 08 pontos
escolares 75% a 80% 30h ou 20h 06 pontos
Abaixo de 75% 30h ou 20h Curso de Formação

Quadro 3. Estudos Teórico-metodológicos sem Intervenção Pedagógica


Estudos Teórico-Metodológicos
Profissionais Intervenção
Carga Horária Pontuação
da Educação Frequência Pedagógica
Total
90% a 100% 0h 05 pontos
Professores 60h 80% a 90% 0h 04 pontos
75% a 80% 0h 03 pontos

14
Abaixo de 75% 0h Curso de Formação
90% a 100% 0h 05 pontos
TAE, AAE
80% a 90% 0h 04 pontos
e gestores 40h
75% a 80% 0h 03 pontos
escolares
Abaixo de 75% 0h Curso de Formação

Além da certificação do Projeto de Formação da/na Escola com a carga horária de


até 80h, todo profissional da educação, depois de cumprido o fluxo de intervenção
pedagógica, poderá receber pontos adicionais a considerar o quantitativo de intervenções
pedagógicas realizadas e efetivadas pelo profissinal na escola no decorrer no ano letivo
vigente. O Plano de Intervenção Pedagógica (modelo padrão - Anexo II) homologado pelo
Coordenador Pedagógico e Professor Formador responsável pela unidade escolar servirá
como comprovante das intervenções pedagógicas efetivadas. O adicional de pontuação se
dará conforme o quadro abaixo,

Quadro 4. Pontuação da Intervenção Pedagógica


Intervenção Pedagógica Pontuação
de 02 até 05 intervenções 01 ponto
Profissionais da Educação
de 06 até 10 intervenções 02 pontos
mais que 10 intervenções 04 pontos

A carga horária abaixo do estabelecido nos quadros 2 e 3 implicará na certificação


como curso de formação continuada correspondente às horas cursadas pelo participante.
Os profissionais em situação de licença continuada (saúde, licença maternidade,
férias, prêmio), cuja participação no Projeto de Formação da/na Escola não atingiu carga
horária de participação para concorrer à pontuação estabelecida, receberão apenas a
certificação de participação em curso de formação continuada, conforme carga horária
cursada (Parecer n.º 1.461/SAE/SEDUC/MT/2011).
Os Coordenadores Pedagógicos e os Professores Formadores dos Cefapros não serão
certificados por trabalho de mediação da formação do Projeto de Formação da/na Escola,
uma vez que são atribuições inerentes ao exercício das suas funções.

15
Os Coordenadores Pedagógicos que mediaram a formação continuada do Projeto de
Formação da/na Escola serão certificados apenas com participação da mesma forma que os
demais profissionais participantes.
O professor com carga horária distribuída em mais de uma escola deverá participar
do Projeto de Formação da/na Escola na unidade escolar em que tiver maior carga
horária/aula, mas é excluída a necessidade de inteirar-se das temáticas de estudo da outra
escola para incorporá-las ao seu planejamento e aulas.
O professor com duas cadeiras em escolas diferentes deverá participar do projeto nas
duas unidades escolares. O professor que tiver duas cadeiras na mesma escola receberá
apenas um certificado.
Não é autorizada a realização da hora-atividade do Projeto de Formação da/na Escola
entre os horários das 11h às 13h.
Os gestores escolares (Diretor Escolar, Coordenador Pedagógico e Secretário
Escolar), Técnico Administrativo Educacional e Apoio Administrativo Educacional
participarão da formação continuada no campo da atualização profissional e poderão realizar
processos de intervenção pedagógica com foco na melhoria do fluxo sistêmico.
Os profissionais lotados nas Assessorias Pedagógicas e Cefapros deverão participar
dos cursos formativos no Cefapro.

6. GESTÃO DA FORMAÇÃO – GFO

Todo o processo de Gestão e Certificação do Projeto de Formação da/na Escola


acontecerá no SigEduca, módulo GFO - Gestão da
Formação.
Todas as escolas receberão o manual (passo
a passo) para fazer a inserção e a gestão do Projeto
de Formação da/na Escola no GFO até o dia 15 de
abril.

16
Importante relembrar as datas:
A primeira versão do Projeto deverá ser encaminhada pela escola ao Cefapro
de 01/04 até o dia 15/04 e o período limite para elaboração e apresentação da
versão final de 01/05 até 15/05

Somente o projeto finalizado e homologado será inserido no GFO.

7. REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei n. 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da


educação nacional. Diário Oficial da União de 23 de dezembro de 1996.

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão na escola: teoria e prática. 5. ed.


Campinas: Alternativa, 2004.

LÜCK, Heloísa. Planejamento em Orientação Educacional. 21. Ed. Revista. Petrópolis,


RJ: Vozes, 2009.

MATO GROSSO. Documento de Referência Curricular para Mato Grosso. Concepções


para Educação Básica. 2018

______. Lei Complementar 206 de 29 de dezembro de 2004. Dispõe sobre alterações na


Lei Complementar n. 50 de 1o de outubro de 1998. Diário Oficial de 29 de dezembro de
2004.

______. Resolução Normativa n. 002/2015-CEE/MT, de 24/09/2015. Estabelece normas


aplicáveis para a Educação Básica no Sistema Estadual de Ensino e dá outras providências.
Diário Oficial de 24 de setembro de 2015.

PARO, Vitor Henrique. Diretor da escola: educador ou gerente? São Paulo: Cortez. 2015.

VASCONCELOS, Celso dos Santos. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto


político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 9. Ed. São Paulo: Libertad Editora, 2008.

ZABALA VIDIELLA, Antoni. La práctica educativa. Como enseñar. Editorial Graó, de

17
Serveisx Pedagogics. Barcelona. España, 2000.

18
Anexo I

Folha de Rosto: Deve conter o cabeçalho (Seduc, SPDP, escola),


o título do Projeto de Formação da/na Escola Estadual ..., local e
data;

NOTA: O texto do Projeto de Formação da/na Escola deve ser


digitalizado em fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço
1,5, em volume de no mínimo 10 (dez) e no máximo 20 (vinte)
páginas em papel A4, margem esquerda e superior de 3 cm e
demais margens de 2 cm.

Sumário: lista com paginação de cada item que compõe o


projeto.

1. Identificação-Identificar a unidade escolar (nome da unidade escolar,


endereço, telefone, e-mail); modalidades de atendimento e Equipe Gestora
(Diretor Escolar, Coordenador Pedagógico e Secretário Escolar).
2. Diagnóstico-Extrair o diagnóstico do PPP da escola, devendo conter, no
mínimo: dados do Saeb-Ideb, ANA, Prova Brasil, Provinha Brasil, Enem,
Avalia MT e os resultados internos emitidos por meio da Gestão Educacional
(GED), Atas de Resultados Finais, Relatórios de Aprendizagens, os Objetivos
de Aprendizagem, as necessidades formativas dos profissionais (professores,
TAE, AAE e gestores escolares) e as necessidades formativas para
implementação das Políticas Públicas Educacionais (Documento de
Corpo do texto: Referência Curricular para Mato Grosso).
3. Metas e Estratégias-Estabelecer metas e estratégias dos temas apontados
no diagnóstico que se apresentaram como frágeis.
4. Necessidades Formativas-Elencar os temas formativos e sua relação com
a meta e estratégia estabelecida a partir do Diagnóstico
5. Procedimentos Metodológicos-Descrever a metodologia a ser utilizada no
processo de concepção e execução do Projeto de Formação da/na Escola.
6. Organização da Intervenção Pedagógica-Apontar as áreas que necessitam
de Intervenção Pedagógica, os ambientes onde acontecerão e as evidências de
acompanhamento e resultados.

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7. Avaliação-A avaliação será diagnóstica, somativa e global6. Descrever os
procedimentos da avaliação somativa e a global. A avaliação diagnóstica já
acontece na elaboração do diagnóstico.
Cronograma – Sugestão
Atividades 2019

Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro

Construção do projeto e validação


junto ao Cefapro
Desenvolvimento do projeto

Temática 1

Temática 2

Temática 3

Temática 4

Temática ...

Fechamento e avaliação do Projeto

Avaliação final do projeto

Certificação GFO

6
A avaliação defendida por Lück se apresenta em três níveis: avaliação diagnóstica (movimento feito na
construção do diagnóstico), formativa (resultados alcançados no processo) e somativa (resultados finais e
globais do plano), (LÜCK, 2009/2014).

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Anexo II

Proposta XX - Plano de Intervenção Pedagógica


1. Identificação do Plano

Escola:
Público atendido: ( ) Educação infantil, ( ) ( ) Ensino Médio regular,
anos iniciais do Ensino Fundamental, ( ) anos modalidades:
finais do Ensino Fundamental ( ) indígena ( ) campo ( ) EJA ( ) quilombola.
( )outros, especificar_________________.
Polo Cefapro:
Diretor (a)
Responsáveis pela Intervenção:
Professor Formador responsável pelo Projeto de Formação da/na Escola:

2. Descrição do Plano de Intervenção


Problema detectado (evidências)
Tipo de intervenção (disciplinar,
multidisciplinar, interdisciplinar,
transdisciplinar)
Turmas envolvidas
Objetivos
Ações previstas
Cronograma
Avaliação
Resultados
Assinaturas:
Proponente(s)/executor@(s): Coordenador@: Professor@ Formador@:

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