Você está na página 1de 7

R E V I S TA T É C N I C O - C I E N T Í F I C A D O MESTRADO

PROFISSIONAL
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESIGN EM DESIGN

www.univille.br/ppgdesign

ESTUDO DE CASO DO ALMANAQUE AMBIENTAL MENINO


CARANGUEJO: PRODUÇÃO, EXECUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE JOINVILLE (SC)

CASE STUDY OF THE CRABBOY ENVIRONMENTAL


ALMANAC: PRODUCTION, EXECUTION AND DISTRIBUTION
TO THE PUBLIC SCHOOLS OF JOINVILLE (SC), BRAZIL

José Francisco Peligrino Xavier1*


*Autor correspondente: chicolam@gmail.com

Resumo: Esta publicação técnica pretende servir como registro da ação


estratégica do Projeto Almanaque Ambiental Menino Caranguejo, como
um estudo de caso que aponta desde a criação/ideia para execução e
viabilização de um almanaque ambiental impresso, que foi distribuído
gratuitamente para as escolas públicas da cidade de Joinville, Santa
Catarina. O almanaque foi publicado em 23 edições, contendo
histórias em quadrinhos inéditas da personagem Menino Caranguejo,
e oportunizou a criação de novas personagens, chamadas de Turma do
Mangue. Adicionalmente, foi realizado um trabalho na comunidade, por
meio de palestras em escolas, tendo como focos o debate e a reflexão
sobre a temática ambiental e o ecossistema manguezal, presente nos
almanaques.
Palavras-chave: história em quadrinhos; meio ambiente; educação
ambiental.

Abstract: This technical publication intends to serve as a record of the


strategic action of Crabboy Enviromental Almanac project, as a case
study that points from the creation / idea to execution and the viability
of a printed environmental almanac, that was freely distributed to the
public schools of the city of Joinville, Santa Catarina, Brazil. The almanac
was published in 23 editions, containing previously unpublished comic
strips of the character Crabboy and gave the creation of new characters,
called Mangrove’s Gang. In addition, a work was done in the community,
through lectures in schools, focusing on the debate and reflection on
the environmental theme and the mangrove ecosystem, present in the
almanacs.
Keywords: comic books; environment; environmental education.

1
Universidade da Região de Joinville (Univille) – Joinville (SC), Brasil.
ESTUDO DE CASO DO ALMANAQUE AMBIENTAL MENINO CARANGUEJO: PRODUÇÃO, EXECUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE JOINVILLE (SC)

INTRODUÇÃO

O projeto Almanaque Ambiental Menino Caranguejo (AAMC) nasceu da experiência


obtida com o projeto Desenho Animado Ambiental2 de promover atividades de extensão
comunitária, por intermédio da produção de materiais de apoio à educação ambiental (desenhos
animados e histórias em quadrinhos), idealizado e realizado pelo autor deste artigo e fundador
do Instituto Caranguejo de Educação Ambiental3, responsável pela busca de patrocínio nas
empresas de Joinville e região. Contando com o apoio do Instituto Carlos Roberto Hansen
(ICRH/Tigre) e da Fundição Tupy, ambos situados em Joinville (SC), e do parque Beto Carrero
World, localizado em Penha (SC), o projeto tornou-se realidade.
O AAMC é um material de apoio à educação ambiental para a comunidade que reúne
histórias em quadrinhos (HQ), dicas, passatempos e curiosidades ambientais. O projeto teve
como meta ser uma revista capaz de incentivar a leitura, com abordagem social e regional,
para toda a comunidade, especialmente para professores, estudantes e ambientalistas. Seu
conteúdo aborda temas como meio ambiente, cidadania, cultura, saúde e lazer. Cada edição do
almanaque era composta de 16 páginas: oito páginas destinadas às HQ e oito apresentando
a temática ambiental da HQ, nas seções “Curiosidades”, “Passatempos” e “Atividades”, além
da capa e da contracapa.
Durante sua execução, foram produzidas e publicadas 23 edições do almanaque,
totalizando na impressão de 280 mil exemplares, distribuídos gratuitamente para as escolas
públicas de Joinville, organizações não governamentais (ONGs) e comunidades próximas às
regiões de manguezal do Brasil.

DESENVOLVIMENTO

Metodologia e planejamento do projeto

O AAMC nasceu do questionamento: como produzir e distribuir gratuitamente uma revista


para alunos e para as bibliotecas das escolas públicas de Joinville?
O projeto precisava ser autossuficiente em termos econômicos, para poder suprir as
despesas não só de impressão, mas também de distribuição, de produção de conteúdo e de
criação artística dos almanaques. Dessa maneira, foi elaborado um plano de ação para nortear
as etapas da metodologia do projeto. De acordo com McCloud (1995, p. 170):

Arte “Pura” está vinculada à questão de objetivo, de decidir o que se deseja


dela. Isso ocorre tanto em quadrinhos como em pintura, literatura, teatro,
cinema ou qualquer outra forma. Porque a criação de qualquer trabalho em
qualquer meio sempre vai seguir um certo caminho de seis passos: Ideia/
Objetivo, Forma, Idioma, Estrutura, Habilidade e Superfície.

2
Projeto de extensão comunitária da Univille que tem como objetivo principal promover a sensibilização ambiental por meio
da produção de materiais de apoio à educação ambiental. Iniciou-se em 2005 e ao longo de 13 anos de execução produziu
animações (desenhos animados), que foram o tema da dissertação de mestrado do autor deste artigo. O projeto ainda esteve
presente na comunidade de Joinville com palestras, oficinas e exposições, aproximando a arte e a linguagem lúdicas dos
materiais produzidos com as escolas e seus projetos de meio ambiente.
3
Associação sem fins lucrativos certificada como organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) cujo objetivo
principal é promover a educação ambiental por meio de projetos que utilizam a linguagem lúdica das histórias em quadrinhos
e das animações.

52 REVISTA TÉCNICO-CIENTÍFICA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESIGN • 2018 • Out-Dez • v.1-n.1


ESTUDO DE CASO DO ALMANAQUE AMBIENTAL MENINO CARANGUEJO: PRODUÇÃO, EXECUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE JOINVILLE (SC)

O plano de ação utilizou as seguintes etapas como referência:


1. Ideia/objetivo do projeto: foram planejados a equipe de produção e o cronograma de cada
ação, desde a busca por patrocínio, com a finalidade de viabilizar o projeto, até o uso dos
almanaques em sala de aula, promovendo a interação entre aluno e professor;
2. Forma: pensaram-se aqui no AAMC físico, seu design gráfico, sua formatação, a arte dos
quadrinhos e estilo e técnica adotados;
3. Idioma (assunto/gênero ou gestos): foi escolhida a temática educação ambiental, com
assuntos sobre sociedade, meio ambiente, saúde e cidadania;
4. Estrutura/editoração: foram definidas previamente as pautas para todas as 23 edições do
almanaque, com espaço para discussão e planejamento da composição do conteúdo;
5. Habilidade: designaram-se tarefas e ações para cada membro da equipe conforme suas
especialidades e habilidades, como, por exemplo, a execução das HQ, ficando uma pessoa
encarregada do desenho, da arte-final e do roteiro, outra pessoa, da colorização das
ilustrações das páginas em quadrinhos, e outra responsável pela edição, verificação gráfica
e correção ortográfica, preparação do arquivo para impressão e distribuição;
6. Superfície: focaram-se no acabamento do almanaque, em seu aspecto, sua empatia, sua
exposição na comunidade e nas escolas e na sua utilização como meio de comunicação/
educação e entretenimento.
Essa linha de raciocínio contribuiu para a viabilização do projeto como um todo.
Considerando a perspectiva de McCloud (1995), o AAMC é uma obra de arte por si só. Ao
englobar os seis passos do autor, o projeto obteve uma perspectiva mais densa, não só pela
criação da arte propriamente dita, mas pelo desdobramento que alcançou na comunidade.
O projeto AAMC ocorreu nos anos de 2013 a 2015. Foram abordados temas como: água,
lixo, horta comunitária, cidadania, trânsito, defesa civil, fauna e flora dos manguezais, entre
outros. Além das histórias, produziram-se curiosidades, atividades e passatempos.

O Almanaque Ambiental Menino Caranguejo: seu idioma, sua estrutura e habilidades

A principal referência para a produção sequenciada impressa foram as revistas distribuídas


gratuitamente por décadas nas principais farmácias do Brasil, os famosos almanaques de
farmácia4. De conhecimento popular, tornaram-se referência ao levar conhecimento em forma
de entretenimento, com contos, ficção, piadas, passatempos e informações sobre saúde.
Para a realização do almanaque ambiental, foram considerados os seguintes critérios de
relevância: a definição do público-alvo, a distribuição, o editorial, a execução e a impressão.
O projeto buscou atingir um público formado pelas escolas, seus professores e alunos, ao
mesmo tempo em que estaria inserido na comunidade, composta de hospitais, unidades básicas
de saúde, bibliotecas comunitárias, ONGs e entidades que trabalham a educação ambiental.
Sem restrição de faixa etária, os almanaques podiam ser lidos por crianças adolescentes e
adultos e utilizados por professores, educadores e ambientalistas.
O editorial dos almanaques era composto de oito páginas dedicadas à HQ, uma página
para passatempos, uma para dicas e curiosidades ambientais, uma página para as atividades
sugeridas e uma página exclusiva para anúncio de um dos patrocinadores, totalizando 16
páginas, com a capa, o editorial e a contracapa com as logomarcas dos patrocinadores. O
formato escolhido para o almanaque foi 17 × 25 cm, utilizando papel reciclado de 75 g/m2.
A escolha do formato e do papel ocorreu para valorizar o material como uma revista, e não
como um fôlder publicitário.
Para a execução dos almanaques, eram destinados 20 dias à realização da produção
de todos os conteúdos de cada revista, por uma equipe experiente e capaz, sendo um editor,

4
Os almanaques de farmácia foram muito divulgados no Brasil desde o fim do século XIX e durante o século XX. Distribuídos
anualmente pelos laboratórios dos medicamentos, abordavam conteúdos atemporais e relevantes à sociedade da época.

REVISTA TÉCNICO-CIENTÍFICA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESIGN • 2018 • Out-Dez • v.1-n.1 53


ESTUDO DE CASO DO ALMANAQUE AMBIENTAL MENINO CARANGUEJO: PRODUÇÃO, EXECUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE JOINVILLE (SC)

um roteirista/desenhista/arte-finalista, um colorista, um designer e dois bolsistas. A Figura 1


apresenta a estrutura do almanaque.

Figura 1 – Estrutura de páginas do almanaque: capa, história em quadrinhos, atividades

Fonte: primária

Parcerias e distribuição

foram distribuídos gratuitamente 280 mil exemplares para as bibliotecas de todas as


escolas municipais e estaduais de Joinville e região, abrangendo 251 em seu total, como
também para os postos de saúde, pronto-atendimentos (PAs), hospitais públicos, livrarias
parceiras e entidades que trabalham com educação ambiental. Para a distribuição nas escolas,
foram realizadas parcerias com as Secretarias Municipal e Estadual de Educação, por meio
de seus núcleos de educação ambiental. O Quadro 1 apresenta parceiros de distribuição em
todo o Brasil.

Quadro 1 – Parceiros de distribuição no Brasil

Estação Ecológica Carijós (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio),


1
Florianópolis (SC)
Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Co-
2
munidades Tradicionais/ICMBio, São Luís (MA)
3 Fundação Cultural de São Francisco do Sul (SC)
4 Centro de Educação Ambiental, Projeto Tamar, Florianópolis (SC)
5 Centro de Educação Ambiental, Projeto Tamar, Fernando de Noronha (PE)
6 Centro de Educação Ambiental, Projeto Tamar, Praia de Pipa (RN)
7 Memorial Chico Science, Recife (PE)
8 Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Vitória (ES)
Centro de Produção e Propagação de Organismos Marinhos (CPPOM), Secretaria Municipal do
9
Meio Ambiente, Guaratuba (PR)

54 REVISTA TÉCNICO-CIENTÍFICA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESIGN • 2018 • Out-Dez • v.1-n.1


ESTUDO DE CASO DO ALMANAQUE AMBIENTAL MENINO CARANGUEJO: PRODUÇÃO, EXECUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE JOINVILLE (SC)

10 Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), Caucaia (CE)


11 Centro Escola Mangue, Recife (PE)
12 Museu Natural do Mangue, Fortaleza (CE)
13 Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes, Santos (SP)
14 Gibiteca de Curitiba, Curitiba (PR)
15 Gibiteca Henfil, Centro Cultural São Paulo, São Paulo (SP)
16 Escola Estadual Professora Olinda Furtado de Albuquerque Cavalcante, Mauá (SP)
17 Escola Mahatma Gandhi, Mauá (SP)
18 Rascunho Studio Escola de Artes Visuais, João Pessoa (PB)
Fonte: primária

Em 2015, além da distribuição dos almanaques para o acervo das bibliotecas das escolas,
também foi desenvolvido um trabalho específico com os 6º anos, com a entrega de um
exemplar do almanaque para cada aluno e para o professor. Por meio de parcerias com
diversas escolas, nas quais foram realizadas visitas, palestras e oficinas, foi verificado que a
maioria direciona seus projetos de educação ambiental para a conscientização e sensibilização
dos alunos (Figura 2).

Figura 2 – Resultado da pesquisa nas escolas: atividades de educação ambiental

Fonte: Xavier (2016)

Das escolas pesquisadas, também foram obtidos dados sobre o auxílio pedagógico
prestado pelo AAMC. A Figura 3 ilustra o impacto alcançado.

Figura 3 – Resultado da pesquisa nas escolas: auxílio pedagógico

Fonte: Xavier (2016)

Os dados também apontam um impacto na comunidade local, principalmente em


questões de reflexão e incentivo (Figura 4).

REVISTA TÉCNICO-CIENTÍFICA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESIGN • 2018 • Out-Dez • v.1-n.1 55


ESTUDO DE CASO DO ALMANAQUE AMBIENTAL MENINO CARANGUEJO: PRODUÇÃO, EXECUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE JOINVILLE (SC)

Figura 4 – Resultado da pesquisa nas escolas: impacto na comunidade

Fonte: Xavier (2016)

O impacto na comunidade

O projeto também resultou na parceria com a Escola Municipal Professor Aluizius Sehnem,
que adotou não só o almanaque, mas o Menino Caranguejo e sua turma, com seus quadrinhos e
desenhos animados, no currículo pedagógico escolar. A proposta era integrar ações educativas
dentro e fora dos muros da escola, envolvendo também a comunidade que fica ao seu entorno,
localizada às margens da Baía da Babitonga (Joinville). Todos os alunos (do 1.º ao 5.º ano)
receberam gratuitamente um exemplar de cada almanaque.
A escola, que teve sua biblioteca reformada, recebeu para seu acervo a coleção
completa dos almanaques e dos demais materiais da personagem (animações e quadrinhos).
O local foi reinaugurado em 8 de abril de 2015 como Biblioteca Chicolam, uma homenagem
ao criador e autor das histórias do Menino Caranguejo. Todos os materiais da personagem,
além de fazerem parte de seu acervo, estão presentes, juntamente com outros livros e
materiais lúdicos, na Geladeirateca5 Menino Caranguejo, fruto de outro projeto do Instituto
Caranguejo.
No dia 9 de julho de 2016, foi inaugurado o Espaço Ambiental de Leitura Menino
Caranguejo, construído pela comunidade com o apoio de patrocinadores. No espaço está
instalado o barco “Super Caranga”, batizado pelos alunos e situado no pátio da escola, com
uma cobertura para que as crianças possam ler e interagir com as ações lúdicas e pedagógicas
promovidas pela escola.

CONCLUSÕES

Foram dois anos produzindo HQ, amadurecendo as habilidades nessa arte juntamente
com discussões e reflexões sobre as temáticas ambientais que o almanaque poderia abordar.
Nesse período, escolas foram visitadas, promovendo o projeto com diversos professores,
alunos e pessoas do mesmo interesse.
Os almanaques possibilitaram total liberdade para a utilização de seus conteúdos; em
nenhum momento houve diálogo sobre os conteúdos adotados entre os patrocinadores e a
equipe produtora do material. Dois dos valores do instituto nesse processo são a sua autonomia
e confiança no debate e na reflexão socioambiental.

5
A Geladeirateca do Menino Caranguejo é um projeto do Instituto Caranguejo, que tem o objetivo de incentivar a participação
colaborativa da comunidade e das escolas. Utiliza-se uma geladeira usada, com o motor retirado, customizada e preparada
para ser uma biblioteca interativa, recebendo livros, revistas e outros materiais doados pelo Instituto e pela comunidade em
torno da escola. Atualmente três escolas receberam a Geladeirateca, sendo elas: E.M. Prof. Aluízius Sehnem, E.M. Pref. Baltasar
Buschle de Joinville e a E. M. João Agnelo Vieira, de Araquari, SC.

56 REVISTA TÉCNICO-CIENTÍFICA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESIGN • 2018 • Out-Dez • v.1-n.1


ESTUDO DE CASO DO ALMANAQUE AMBIENTAL MENINO CARANGUEJO: PRODUÇÃO, EXECUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE JOINVILLE (SC)

O projeto resultou na elaboração de 23 HQ inéditas da personagem Menino Caranguejo


e de um novo universo com personagens apresentadas ao longo dos almanaques da Turma
do Mangue: Caranga, Uçá, Vivi, Maria Farofa, Goiamum, Sirilo e Babinha.
As HQ, ao serem inseridas no AAMC, puderam contribuir não só com a ludicidade da
leitura e do entretenimento, mas também se tornaram aliadas das atividades pedagógicas de
professores, de educadores e de escolas. Seus conteúdos possuem relevância atemporal, e
sua arte pode inspirar futuros artistas e profissionais conscientes sobre as questões ambientais.
O Instituto Caranguejo pôde realizar um projeto desafiador no que se refere à produção de
materiais de apoio à educação ambiental.

REFERÊNCIAS

MCCLOUD, Scott. Desvendando os quadrinhos. São Paulo: Makron Books, 1995.

XAVIER, José Francisco Peligrino. Resgate das histórias em quadrinhos do Menino


Caranguejo e seu impacto na comunidade de Joinville. Joinville: Instituto Caranguejo de
Educação Ambiental, 2016.

REVISTA TÉCNICO-CIENTÍFICA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESIGN • 2018 • Out-Dez • v.1-n.1 57