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Literatura
Literatura
Homero Gomes de Faria Junior
Homero Gomes de Faria Junior

Livro do Professor

Volume 2 Livro de atividades ©Shutterstock/Raquel Pedrosa
Volume 2
Livro de
atividades
©Shutterstock/Raquel Pedrosa
2 Livro de atividades ©Shutterstock/Raquel Pedrosa Dados Internacionais para Catalogação na Publicação

Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP) (Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)

F224

CDD 373.33
CDD 373.33

Faria Jr., Homero Gomes de. Literatura : livro de atividades : Homero Gomes de Faria Jr. – Curitiba : Positivo, 2017. v. 2 : il.

ISBN 978-85-467-1668-5 (Livro do aluno) ISBN 978-85-467-1479-7 (Livro do professor)

1. Ensino médio. 2. Literatura – Estudo e ensino. I. Título.

médio. 2. Literatura – Estudo e ensino. I. Título. ©Editora Positivo Ltda., 2017 Proibida a reprodução

©Editora Positivo Ltda., 2017

Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio, sem autorização da Editora.

03 Estrutura do texto poético Estrutura do texto poético versos livres: não apresentam rimas estrofe:
03
Estrutura do
texto poético
Estrutura do texto poético
versos livres: não
apresentam rimas
estrofe:
conjunto de
versos
verso: cada linha
do poema,
de extensão variada
Estrutura do
texto poético
versos brancos: o
número de sílabas
poéticas não é regular,
cada verso da estrofe tem
um número de sílabas
poéticas diferente
rima: semelhança
de sons em versos
diferentes e/ou entre
palavras nos versos
ritmo: alternância entre
sílabas fortes
e fracas e a sua
repetição periódica
metrificação: contagem
do número de sílabas
existentes em cada
verso
Escansão: processo de dividir os versos em sílabas poéticas.
Contam-se as sílabas do verso apenas até a última sílaba tônica da última palavra desse verso.
Duas ou mais vogais, posicionadas no fim de uma palavra e no início da palavra seguinte,
unem-se em uma só sílaba métrica.
Volume 2
2

Estrutura da narrativa

Elementos da narrativa personagens: protagonista, antagonista narrador: onisciente, observador tempo: cronológico,
Elementos da narrativa
personagens: protagonista, antagonista
narrador: onisciente, observador
tempo: cronológico, psicológico, histórico
espaço: onde ocorre a ação
ponto de vista : foco narrativo de 3ª. ou de 1ª. pessoa
tempo ponto de vista Figura de linguagem cronológico : sucessão temporal dos acontecimentos narrados histórico
tempo ponto de vista Figura de linguagem cronológico : sucessão temporal dos acontecimentos narrados histórico

tempo

ponto de vista
ponto de vista

Figura de linguagem

cronológico: sucessão temporal dos acontecimentos narrados

histórico: época ou período em que a história se desenrola

Narrador-personagem:1.ª pessoa, participa da história, narra o que observa e

o

que sabe a partir de seu ponto de vista

Narrador onisciente: explora pensamentos

e

sentimentos dos personagens, mas não participa da história

psicológico : subjetividade do personagem ou narrador Narrador-observador : 3.ª pessoa, sem onisciência (observa e
psicológico : subjetividade do personagem ou narrador Narrador-observador : 3.ª pessoa, sem onisciência (observa e
psicológico : subjetividade do personagem ou narrador Narrador-observador : 3.ª pessoa, sem onisciência (observa e

psicológico: subjetividade do personagem ou narrador

Narrador-observador: 3.ª pessoa, sem onisciência (observa e narra os fatos “de fora”)

do personagem ou narrador Narrador-observador : 3.ª pessoa, sem onisciência (observa e narra os fatos “de
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
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Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem

Figuras de linguagem

Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
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Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Figuras de linguagem Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital
Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital de fatos, ideias
Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital de fatos, ideias
Paronomásia onomatopeia hipérbole sinestesia antítese paradoxo ironia exagero proposital de fatos, ideias
Paronomásia
onomatopeia
hipérbole
sinestesia
antítese
paradoxo
ironia
exagero
proposital de
fatos, ideias
para dar mais
ênfase
aproximação
palavras que
mistura de
entre palavras
estabelecem
impressões
com sentido
uma contradição
sensoriais
contrário
entre si
expressa o
contrário ou algo
bem diferente
daquilo que se
quer comunicar
sensoriais contrário entre si expressa o contrário ou algo bem diferente daquilo que se quer comunicar
sensoriais contrário entre si expressa o contrário ou algo bem diferente daquilo que se quer comunicar
sensoriais contrário entre si expressa o contrário ou algo bem diferente daquilo que se quer comunicar
sensoriais contrário entre si expressa o contrário ou algo bem diferente daquilo que se quer comunicar
sensoriais contrário entre si expressa o contrário ou algo bem diferente daquilo que se quer comunicar
sensoriais contrário entre si expressa o contrário ou algo bem diferente daquilo que se quer comunicar

Literatura

sensoriais contrário entre si expressa o contrário ou algo bem diferente daquilo que se quer comunicar
reprodução de sons parecidos em palavras com significados diferentes palavras que imitam sons de animais,
reprodução de sons parecidos em palavras com significados diferentes palavras que imitam sons de animais,

reprodução de sons parecidos em palavras com significados diferentes

reprodução de sons parecidos em palavras com significados diferentes palavras que imitam sons de animais, de

palavras que imitam sons de animais, de objetos

reprodução de sons parecidos em palavras com significados diferentes palavras que imitam sons de animais, de
3
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figuras de linguagem
figuras de linguagem
figuras de linguagem
figuras de linguagem

figuras de linguagem

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figuras de linguagem
figuras de linguagem
figuras de linguagem
figuras de linguagem
figuras de linguagem
figuras de linguagem
4 Volume 2 m e t á f o r a metonímia Intertextualidade Referência direta
4
4

Volume 2

metáfora

4 Volume 2 m e t á f o r a metonímia Intertextualidade Referência direta ou
4 Volume 2 m e t á f o r a metonímia Intertextualidade Referência direta ou
4 Volume 2 m e t á f o r a metonímia Intertextualidade Referência direta ou

metonímia

4 Volume 2 m e t á f o r a metonímia Intertextualidade Referência direta ou
4 Volume 2 m e t á f o r a metonímia Intertextualidade Referência direta ou

Intertextualidade

Referência direta ou indireta a outro texto, com intenções distintas: homenageá-lo, criticá-lo, ironizá-lo, relê-lo.

Períodos literários

a outro texto, com intenções distintas: homenageá-lo, criticá-lo, ironizá-lo, relê-lo. Períodos literários
a outro texto, com intenções distintas: homenageá-lo, criticá-lo, ironizá-lo, relê-lo. Períodos literários
a outro texto, com intenções distintas: homenageá-lo, criticá-lo, ironizá-lo, relê-lo. Períodos literários
a outro texto, com intenções distintas: homenageá-lo, criticá-lo, ironizá-lo, relê-lo. Períodos literários
Atividades
Atividades

1. Leia o poema a seguir de Manoel de Barros e responda às questões de 1 a 5 a respeito do texto e das estruturas do gênero poético.

Matéria de poesia

I

Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia

O homem que possui um pente

Tudo aquilo que a nossa civilização rejeita, pisa e mija em cima, serve para poesia

Os loucos de água e estandarte servem demais

e

uma árvore

O

traste é ótimo

serve para poesia

O

pobre-diabo é colosso

] [

Tudo que explique

As coisas que não levam a nada

o

alicate cremoso

têm grande importância

e

o lodo das estrelas

serve demais da conta

Cada coisa ordinária é um elemento de estima

[

]

Pessoas desimportantes

Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma

dão pra poesia qualquer pessoa e escada

e

que você não pode vender no mercado

Tudo que explique

como, por exemplo, o coração verde

a

lagartixa da esteira

dos pássaros,

e

a laminação de sabiás

serve para poesia

é

muito importante para a poesia

] [

O que é bom para o lixo é bom para a poesia

BARROS, Manoel de. Matéria de poesia. São Paulo: LeYa, 2013. p. 9-12. (Biblioteca de Manoel de Barros)

a) Esse poema é metalinguístico. Para explicar esse conceito, basta perceber a constante repetição de um único verso no poema e sua relação com o que está sendo dito pelo eu lírico. Informe, a seguir, que verso é esse e explique o assunto de que trata o texto.

O verso que foi repetido durante todo o poema é “serve para poesia” e mostra, desde a primeira estrofe, que o assunto do poema

é o próprio poema, ou melhor, o fazer poético para o eu lírico. Metalinguístico, nesse contexto, pode ser explicado como um texto

poético que delimita as maneiras de se fazer poesia, ou o que “serve para poesia”.

b) Para o eu lírico, o que “serve para poesia”? Assinale (V) para as respostas verdadeiras e (F) para as falsas.

I. ( F ) Acontecimentos heroicos.

II. ( V ) Coisas de pouco valor.

III. ( V ) Uma planta.

IV. ( F ) Figuras políticas importantes.

V. ( F ) Sentimentos nobres.

VI. ( V ) Tudo o que for inútil.

VII. ( F ) Histórias de uma nação.

VIII. ( F ) Civilizações antigas e impérios.

IX. ( V ) O que é renegado pela sociedade.

X. ( V ) Toda sujeira descartável.

Literatura

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c) Comente o título do poema tendo em vista o assunto tratado no texto.

O

título Matéria de poesia faz referência ao material, conteúdo de que é feito ou do que poderia ser feito um poema, de acordo com

o

eu lírico. O poema, portanto, é uma enumeração em verso desses possíveis materiais a serem utilizados.

d) Informe as estruturas (estrofe, verso, metrificação, rima e ritmo) utilizadas no texto Matéria de poesia, de Manoel de Barros.

São 11 estrofes (do trecho transcrito) não regulares, ou seja, cada uma possuindo uma quantidade variável de versos. A metrificação

não é padrão. Cada verso, portanto, tem uma quantidade específica de sílabas melódicas. Rimas não foram utilizadas neste

poema. Embora não haja um padrão de versos nem de sílabas melódicas, há um ritmo próprio no poema, principalmente pela

repetição do verso “serve para poesia”.

e) Manoel de Barros faz uso da figura de linguagem chamada anáfora, que é a repetição de uma palavra, ou de frases ou versos, de modo parcial ou total em um texto. Explique como esse recurso aparece e como é utilizado.

A anáfora, no poema, está mais presente na repetição do verso “serve para poesia”, mas também na repetição, no início de duas

estrofes, do verso “tudo que explique”.

(UFPB) Leia a crônica a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda às questões 2, 3 e 4.

Calça literária

É assíduo leitor de blusas, camisas, saias, calças estampadas. Não lhe escapa um exemplar novo. Parece desligado, e observa tudo. Segundo ele, as peças de indumentária, masculina e feminina, ostentando símbolos e nomes de universidades americanas, manchetes, páginas de jornal, retratos de Pelé e Jimi

Hendrix, apelos ao amor que não à guerra, etc., há muito deixaram de ser originais. [

Hoje, lê-se mais

nos tecidos do que nos livros, e não é ler apenas, é ver cinema e televisão, pois os corpos, ao se moverem,

dinamizam as figuras estampadas.

]

] [

− Ontem eu li uma calça comprida, de mulher, que à primeira vista não tinha nada de especial. Estava

escrita como tantas outras. Mas o texto (não confundir com textura) me chamou a atenção. Geralmente,

calças e blusas não são literárias. Trazem notícias, anúncios, slogans, mas versos, ainda não tinha visto. Pois essa tinha poemas em português, de Camões ao Vinicius.

] [

− Foi a primeira calça literária, totalmente poética, do meu conhecimento. Feita em São Paulo? Talvez.

Caracteres pretos sobre fundo branco. Versos em todas as direções. De Bilac, de Cecília, de Bandeira, de Castro Alves, de Fernando Pessoa. Uma antologia, bicho. Sem ordem, naturalmente. Escuta aí: Onde vais à tardezinha, morena flor do sertão? O que eu adoro em ti é a vida. Aqui outrora retumbaram hinos. Oh

Vou-me embora pra Pasárgada. Amor é fogo que arde sem

se ver. Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho. No monte de amor andei, por ter de monteiro fama, sem tomar gamo nem gama. Clorindas e Belindas brincam no tempo das berlindas. Eu tenho amado tanto e não conheço o amor. Estrela Vésper do pastor errante. ’Tamos em pleno mar: dois infinitos ali se alteiam

abelha imaginativa! O que o desejo inventa

textura: tecido. monteiro: aquele que caça nos montes. tomar: capturar. gamo: veado.

Volume 2 6
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[

]

Mas que seja infinito enquanto dure. Cantando espalharei por toda parte. Tudo não escondido

perde a graça. O cinamomo floresce em frente do teu postigo. Crisântemo divino aberto em meio da

solidão

Os poetas que tratem de defender seus direitos autorais. A menos que considerem uma honra vestir de versos as mulheres.

Tinha uma pedra no meio do caminho.

[

]

cinamomo: arbusto. postigo: pequena janela.
cinamomo: arbusto.
postigo: pequena janela.

ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Para gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática, 1979. p. 62-64.

2. No trecho “Hoje, lê-se mais nos tecidos do que nos livros

”, o autor

a) afirma que calças e blusas não têm que ser literárias.

X b) amplia o conceito de leitura.

c) considera uma honra vestir de versos as mulheres.

d) entende que as peças de indumentária masculina e feminina devem informar mais que os livros.

e) vê que a leitura só se dinamiza com as figuras estampadas.

3. Em “Calça Literária”, o verso citado de Vinicius de Moraes, “mas que seja infinito enquanto dure.”, extraído do famoso “Soneto da fidelidade”, expressa as ideias de temporalidade do amor e desejo de aproveitar a vida, enquanto é pos- sível. Essas ideias também se encontram em alguns dos versos de “Marília de Dirceu”.

I. O tirano Amor risonho

Me aparece e me convida Para que seu jugo aceite;

De quem nem sequer temos a memória! Só podem conservar um nome eterno Os versos, ou a história.

E

quer que eu passe em deleite

O

resto da triste vida

IV. Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada,

II. O tempo não respeita a formosura;

E

da pálida morte a mão tirana

Façamos, sim façamos, doce amada, Os nossos breves dias mais ditosos.

Arrasa os edifícios dos Augustos,

Um coração, que frouxo

E

arrasa a vil choupana.

A

grata posse de seu bem difere,

 

A

si, Marília, a si próprio rouba,

III. Que belezas, Marília, floresceram,

E

a si próprio fere.

(Trechos extraídos de GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. 31. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.)

As duas ideias referidas ocorrem ao mesmo tempo na(s) estrofe(s):

a)

b)

I e II. II e IV.

d)

e)

I e III II e III

X c) IV

4. O significado do verso – “O tempo não respeita a formosura” – é mantido na estrutura:

a) O tempo enaltece a formosura.

b) O tempo cura a formosura.

c) O tempo enfatiza a formosura.

d) O tempo revigora a formosura.

X e) O tempo desgasta a formosura.

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(FGV – SP) Texto para a questão 5.

Pastora de nuvens, fui posta a serviço por uma campina tão desamparada que não principia nem também termina, e onde nunca é noite e nunca madrugada.

(Pastores da terra, vós tendes sossego, que olhais para o sol e encontrais direção. Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo. Eu, não.)

(Cecília Meireles)

Esse trecho faz parte de um poema de Cecília Meireles, intitulado “Destino”, uma espécie de profissão de fé da autora.

5. Considerando-se as figuras de linguagem utilizadas no texto, pode-se dizer que

a) as duas estrofes são uma metáfora de um pleno sentimento de paz.

X b) o texto revela a antítese entre dois universos de atuação, com diferentes implicações.

c) há, nos versos, comparação entre atividades agrícolas e outras, voltadas à pecuária.

d) o verso “Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo.” contém uma hipérbole.

e) as estrofes apresentam, em sentido figurado, a defesa da preservação das ocupações voltadas ao campo.

6. (UFAM) Para responder à questão 6, leia antes o poema “Tecendo a manhã”, de João Cabral de Melo Neto, abaixo transcrito:

Um galo sozinho não tece uma manhã:

2

ele precisará sempre de outros galos.

e

o lance a outro; de um outro galo

E

se encorpando em tela, entre todos,

De um que apanhe esse grito que ele

se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo

que apanhe o grito que um galo antes

(a manhã) que plana livre de armação.

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

Outras afirmativas se fazem a respeito do poema:

1. Na primeira estrofe, não há rimas, pois não se pode caracterizar como tal a repetição de palavras.

2. Na segunda estrofe, observa-se que a palavra “toldos” faz parte de uma rima toante, enquanto “armação” e “balão” constituem a rima perfeita do poema e, por isso mesmo, classificam-se como rima consoante.

3. A supressão de palavras na estrofe inicial justifica-se como uma forma de reprodução do canto dos galos: antes de cessar o canto de um, já o canto de outro dá prosseguimento ao som.

4. Uma aliteração, formada pela constância de duas consoantes sonoras (“t” e “d”), é a base rítmica da segunda estrofe.

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Estão corretas:

a) apenas 2 e 4

X b) 1, 2 e 4

c) apenas 2 e 3

d) apenas 1 e 3

e) 1, 3 e 4

7. (UFRS – RS) Leia os versos abaixo, do poema “Chama e Fumo” de Manuel Bandeira.

Chama e fumo

1 Amor – chama, e, depois,

4 Gozo cruel, ventura escassa,

7

A

cada par que a aurora enlaça,

fumaça

5 Dono do meu e do teu ser,

8

Como é pungente o entardecer!

2 Medita no que vais fazer:

6 Amor - chama, e, depois,

9

O

fumo vem, a chama passa

3 O fumo vem, a chama passa

fumaça

[

]

Assinale a alternativa correta sobre os versos citados.

X a) Através de uma linguagem concisa e metafórica, os versos abordam o tema do amor – em sua intensidade e efe- meridade.

b) Os versos se apresentam numa linguagem elaborada e explícita, contrariando a tendência à síntese inerente ao gênero lírico.

c) As quadras que compõem as estrofes do poema são irregulares quanto à métrica e às rimas.

d) Os versos 07 e 08 contêm imagens visuais em que o poeta descreve um par amoroso, alternadamente, ao ama- nhecer e ao crepúsculo.

e) O poeta expressa, em versos decassílabos, o desejo de que o amor permaneça eternamente vivo.

8. (UnB – DF)

Mãos dadas

1

Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros.

 

4

Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade.

O

presente é tão grande, não nos afastemos.

7

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da

janela,

10

Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente

A obra literária em versos tem ritmo e metro distintos do texto em prosa. Com relação às características do texto literário e tendo por base o poema MÃOS DADAS, julgue os itens a seguir:

0) O poema é composto por duas estrofes assimétricas.

1) Os versos não obedecem a um esquema métrico constante nem a um ritmo regular.

2) As estrofes são constituídas por versos brancos.

3) Há um paralelismo rítmico, com uma gradação semântica, em “o tempo presente os homens presentes, a vida presente”.

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9. (FUVEST – SP)

Escobar vinha assim surgindo da sepultura, do seminário e do Flamengo para se sentar comigo à

mesa, receber-me na escada, beijar-me no gabinete de manhã, ou pedir-me à noite a bênção do costume. Todas essas ações eram repulsivas; eu tolerava-as e praticava-as, para me não descobrir a mim mesmo e ao mundo. Mas o que pudesse dissimular ao mundo, não podia fazê-lo a mim, que vivia mais perto de mim que ninguém. Quando nem mãe nem filho estavam comigo o meu desespero era grande, e eu jurava

matá-los a ambos, ora de golpe, ora devagar, para dividir pelo tempo da morte todos os minutos da vida embaçada e agoniada. Quando, porém, tornava a casa e via no alto da escada a criaturinha que me queria e esperava, ficava desarmado e diferia o castigo de um dia para outro.

O que se passava entre mim e Capitu naqueles dias sombrios, não se notará aqui, por ser tão miúdo e

repetido, e já tão tarde que não se poderá dizê-lo sem falha nem canseira. Mas o principal irá. E o prin- cipal é que os nossos temporais eram agora contínuos e terríveis. Antes de descoberta aquela má terra da verdade, tivemos outros de pouca dura; não tardava que o céu se fizesse azul, o sol claro e o mar chão, por onde abríamos novamente as velas que nos levavam às ilhas e costas mais belas do universo, até que outro pé de vento desbaratava tudo, e nós, postos à capa, esperávamos outra bonança, que não era tardia nem dúbia, antes total, próxima e firme [

“[

]

(Fragmento do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis)

A narração dos acontecimentos com que o leitor se defronta no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, se faz em primeira pessoa, portanto, do ponto de vista da personagem Bentinho. Seria, pois, correto dizer que ela apresenta-se:

a) fiel aos fatos e perfeitamente adequada à realidade;

X b) viciada pela perspectiva unilateral assumida pelo narrador;

c) perturbada pela interferência de Capitu que acaba por guiar o narrador;

d) isenta de quaisquer formas de interferência, pois visa à verdade;

e) indecisa entre o relato dos fatos e a impossibilidade de ordená-los.

10.(UEL – PR) A questão refere-se a uma estrofe, transcrita abaixo, do poema de Fernando Pessoa.

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.

PESSOA, F. Mensagem. In: Mensagem e outros poemas afins seguidos de Fernando Pessoa e ideia de Portugal. Mem Martins: Europa-América [19-].

Em relação aos mesmos versos da questão anterior [“Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal”], ocorrem, respectivamente, duas figuras de linguagem nomeadas:

a) Metáfora e onomatopeia.

b) Catacrese e ironia.

c) Anacoluto e antítese.

d) Sinédoque e aliteração.

X e) Pleonasmo e metáfora.

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