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Instalações Industriais

Iluminação

Profa. Dr. – Ing. Vera Lúcia D. S. Franco


Introdução
Iluminação – Responsável por 17% por cento da energia consumida
no Brasil, e no setor industrial o consumo é de aproximadamente de
1,8%.

Na busca do conforto visual, segurança Thomas Edson inventou a luz


artificial - luz elétrica

Ambientes de trabalho (industriais) devem ter boa Iluminação para:

- prevenir os acidentes de trabalho


- prevenir fadiga visual
- incrementar a produção
Legislação:
-1900 - surgiu na Europa a Comissão Internacional de
Iluminação
-Brasil:
-ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
-ABILUX - Associação Brasileira das Indústrias de Iluminação
-NBR 5413 - refere-se aos níveis mínimos de iluminação
-NBR 5382 - refere-se a verificação de iluminância de interiores
-NBR 5461 - trata-se da terminologia para a iluminação
- ABNT - NR 9000 - normas de gestão e garantia da qualidade

Obs: A qualidade da iluminação depende de um sistema elétrico


compatível - NBR 5410.
Um bom projeto de iluminação, em geral, requer a adoção dos
seguintes pontos fundamentais:

•nível de iluminamento suficiente para cada atividade específica;

•distribuição espacial da luz sobre o ambiente;

•escolha da cor da luz e seu respectivo rendimento;

•escolha apropriada dos aparelhos de iluminação;

•tipo de execução das paredes e pisos;

•iluminação de acesso.

FILHO, MAMEDE, João. Instalações Elétricas Industriais, 9ª


edição. LTC, 03/2017. VitalBook file.
Para melhor entendimento do assunto é necessário o entendimento de
algumas definições a seguir:
-Luz: é uma fonte que emite ondas eletromagnéticas em diferentes comprimentos,
apenas algumas ondas de comprimentos de ondas são visíveis ao olho humano.

-As radiações de menor comprimento de onda, como a violeta , a azul intensificam


a sensação luminosa do olho humano, quando o ambiente é iluminado com pouca
luz, isso ocorre no fim de tarde e a noite.

-Já as radiações com maior comprimento de onda como a laranja e o vermelho


minimizam a sensação luminosa do olho humano quando o ambiente é iluminado
com muita luz.

-Pode-se dizer que as cores dos objetos se definem em função da radiação


luminosa incidente.

-Ex: banana amarela – é o resultado da radiação luminosa que se reflete


quantitativamente maior no seguimento amarelo, para uma radiação
monocromática sendo o branco obtido através de um filtro que obstacule a
radiação amarela, a banana se apresentará ao observador na cor preta já que
refletiria pouquíssima luz.
- Espectro Eletromagnético: contém uma série de radiações, que são fenômenos
vibratórios, cuja velocidade de propagação é constante (300.000km/s) e que diferem
entre si por sua freqüência e consequentemente por seu comprimento de onda.

- Espectro Visível: radiações com comprimento de onda entre 380nm e 760nm


estimula a retina do olho produzindo a sensação luminosa.

- Radiação infravermelha: são invisíveis ao olho, o comprimento de onda estão


compreendidos entre 760 e 10.000 nm, estas radiações caracterizam-se por seu forte
efeito calorífico (utilizadas em: lab. fotográfico, secagem de tintas, secagem de
enrolamento elétrico, aplicação bélica e outras).

- Radiação ultravioleta: o comprimento de onda entre 150 a 380 nm, caracterizam-se


pela sua elevada ação química e pela excitação da fluorescência de diversas
substâncias.
aplicação: atuação sobre tecidos vivos e pigmentação da pele, efeito germicida,
combate de mofo e fungos, tratamento de água, desodorização de ambientes.

.
Espectro visível

Comprimento de onda Freqüência


Cor
(nm) (THz)

violeta ~ 380-440 ~ 790-680


azul ~ 440-485 ~ 680-620
ciano ~ 485-500 ~ 620-600
verde ~ 500-565 ~ 600-530

amarelo ~ 565-590 ~ 530-510

laranja ~ 590-625 ~ 510-480

vermelho ~ 625-740 ~ 625-740


-Iluminância (E): é a relação entre o fluxo luminoso que incide sobre uma dada
superfície e a área desta superfície.
-Expressa em lux, que corresponde ao fluxo luminoso incidente numa determinada
superfície por unidade de área.
-Assim se uma superfície plana de 1m2 é iluminado por uma fonte de luz, cujo
fluxo luminoso é de 1 lúmen, apresenta uma iluminância de 1 lux

E = F/S (lm/m2) - 1 lux - 1 lúmen/m2

F - fluxo luminoso, em lumens; S - área da superfície iluminada, em m2.


São clássicos alguns exemplos de iluminância:
• Dia de sol de verão a céu aberto: 100.000 lux.
• Dia com sol encoberto no verão: 20.000 lux.
• Noite de lua cheia sem nuvens: 0,25 lux.
• Noite à luz de estrelas: 0,001 lux.

(FILHO, MAMEDE, João. Instalações Elétricas Industriais, 9ª edição. LTC,


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- Fluxo Luminoso: é a potência de radiação ppor uma fonte luminosa em todas
direções do espaço. Sua unidade é o lúmen, que representa a quantidade de luz
irradiada através de uma abertura de 1 m2 feita na superfície de uma esfera de
1m de raio por uma fonte luminosa de intensidade igual a 1 candela em todas as
direções colocada no seu interior e posicionada no centro.

- Fluxo Luminoso: também pode ser definido como a potência de radiação


emitida por uma determinada fonte e avaliada pelo olho humano.

- O fluxo luminoso é função da sensibilidade do olho humano, cuja faixa de


percepção varia para o espectro de cores entre os comprimenetos de onda de 450
(cor violeta) a 700 nm (cor vermelha).
- Eficiência Luminosa (h): é a relação entre o fluxo luminoso emitido por uma
fonte luminosa e a potência em watts por ela consumida.
h = y/ Pc (lumens/watts)

Y- fluxo luminoso
Pc – Potência consumida em Watts

- A Eficiência Luminosa pode ser influenciada pelo tipo de vidro difusor da


luminária.

- Obs: Através da eficiência luminosa das fontes de irradiação podem ser


elaborados projetos mais eficientes, selecionando-se as lâmpadas de maior
eficiência luminosa.

-Intensidade Luminosa (I): é a potência de radiação luminosa visível que uma


determinada fonte de luz emite em uma dada direção - unidade - candela (cd).

I = dY/db
Tabela 2.1 Rendimento luminoso das lâmpadas
FILHO, MAMEDE, João. Instalações Elétricas Industriais, 9ª edição. LTC,
03/2017. VitalBook file.

Tipos de lâmpadas Rendimento luminoso


(lumens/W)

Incandescente 10 a 15
Halogêneas 15 a 25
Mista 20 a 35
Vapor de mercúrio 45 a 55
Leds 35 a 70
Fluorescente comum 55 a 75
Fluorescente compacta 50 a 80
Multivapores metálicos 65 a 90
Fluorescentes econômicas 75 a 90
Vapor de sódio 80 a 140
- Luminância: É a relação entre a intensidade de luminosa com a qual irradia, em
uma direção determinada, uma superfície elementar contendo um ponto dado e
a área aparente desta superfície para uma direção considerada, quando esta área
tende a zero.
- A luminância é entendida como a medida da sensção de claridade, provocada
por uma fonte de luz ou superfície iluminada e avaliada pelo cérebro.

- L= (I / S) x cosa (cd/m2)

- S = superfície iluminada
- a = ângulo entre a superfície iluminada e a vertical, que é ortogonal à direção do
fluxo luminoso.
- I = intensidade luminosa.

O Fluxo luminoso, a intensidade luminosa a iluminância somente são visíveis se


forem refletidos em uma superfície, tranmitindo a sensação de luz aos olhos, cujos
fenômeno é denominado luminância.
Refletância: É a relação entre o fluxo luminoso refletido por uma dada superfície
e o fluxo luminoso incidente sobre a mesma.
É sabido que os objetos refletem luz diferentemente uns dos outros. Assim, dois
objetos colocados em um ambiente de luminosidade conhecida originam
luminâncias diferentes.

(FILHO, MAMEDE, João. Instalações Elétricas Industriais, 9ª edição. LTC,


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Emitância: É a quantidade de fluxo luminoso emitido por uma fonte superficial


por unidade de área. Sua unidade é expressa em lúmen/m2
- Lâmpadas Elétricas:
-Podem ser classificadas
a) quanto ao processo de emissão de luz

i)lâmpadas incandescentes
ii) lâmpadas de descargas
iii) Lâmpadas LED

b) Quanto ao desempenho
- Vida útil
- Rendimento luminoso
- Indice de reprodução de cores
-Transmissão da Luz: a luz é uma onda eletromagnética e neste caso não
necessita de um meio para transmitir. No vácuo a luz se transmite a uma
velocidade de 300.000 Km/s.
- Acomodação: capacidade do olho se ajustar às diferentes distâncias dos objetos,
de forma a obter uma imagem nítida. Este ajuste se efetua, variando a curvatura do
cristalino e consequentemente à distância focal.
- Agudeza Visual: capacidade que tem o olho humano de distinguir e separar com
nitidez pequenos objetos próximos entre si.
- Aspectos da Boa Iluminação: A boa iluminação de um local de trabalho depende de
fatores relacionados com a qualidade dos elementos e da medida postas em prática.

- Cor da Luz: os olhos humanos estão acostumados com a luz natural = luz
branca
- a percepção das cores, a luz branca é indispensável;
- pode-se utilizar a luz natural e artificial ao mesmo tempo (lâmpadas
incandescentes e fluorescentes comportam-se como luzes branca);
- lâmpadas de mercúrio não fornecem luz branca;
-temperatura do corpo luminoso caracteriza o fluxo luminoso e a cor da luz;

- Distribuição da Luz: o iluminamento deve ser homogêneo, a concentração de


lâmpadas em uma determinada área determina cansaço visual;

- Difusão da Luz: a difusão visa proporcionar uma iluminação do plano de


trabalho com a luz vinda de todas as direções. Esse objetivo é alcançado quando o
forro, as paredes e as superfícies existentes são foscas;

- Direção: quando se necessita destacar os relevos de objetos pode-se utilizar a


luz dirigida, que em contraste com a iluminação difusa possibilita a formação de
sombra, facilitando a percepção tridimencional;
- Ofuscamento e Brilho: é a sensação desagradável que o olho experimenta,
produzido por um ponto luminoso no campo visual do observador. - ofuscamento
por reflexão: quando a luz atinge diretamente os olhos, - ofuscamento relativo:
diferença exagerada de iluminância entre superfície vizinhas.

-Fontes de Luz: Lâmpadas

- Incandescentes ( comum e halogêneas )


- Descargas (fluorescentes, vapor de mercúrio, vapores múltiplos, mista, vapor de
sódio)
-LEDs
-Aparelhos de Iluminação:

- Luminárias: são equipamentos que recebem a fonte de luz (lâmpadas) e


modificam a distribuição espacial do fluxo luminoso produizido pela mesma e tem
como parte principais:
- receptáculos para a fonte luminosa
- dispositivos para modificar a distribuição espacial do fluxo luminoso
(refletores, refratores, difusores, colméia etc)
- Lâmpadas Elétricas: existem dois grandes grupos:
- lâmpadas incandescentes
- lâmpadas de descargas elétricas

- Lâmpadas Incandescentes: são constituídas de um filamento de tungstênio


enrolado geralmente em forma espiralada que atinge a incandescência com a
passagem de uma corrente elétrica, e de um bulbo de vidro tansparente ou
translúcido ou opaco cheio de gaz inerte como o nitrogênio que evita a oxidação
do filamento. A vida útil é curta e para 10% de sobretensão, sua vida útil reduz-se
em 50%.
-Lâmpadas Halógenas de Tungstênio: é um tipo especial de lâmpada
incandescente, em que um filamento é contido num tubo de quartzo com uma certa
quantidade de iodo. Durante o seu funcionamento, o tungstênio evapora-se do
filamento, combinando-se com o gás presente no interior do tubo e formando iodeto
de tungstênio. Devido a altas temperaturas, parte do tungstênio se deposita no
filamento regenerando-o, criando-se assim um processo contínuo e repetitivo
denominado ciclo do iodo.
Nas lâmpadas incandescentes convencionais, o tungstênio evaporado do filamento
se deposita nas paredes internas do bulbo, reduzindo a sua eficiência. No entanto,
nas lâmpadas halógenas de tungstênio, o halogênio bloqueia as moléculas de
tungstênio impedindo que elas se depositem nas paredes internas do bulbo,
resultando uma combinação química após a qual retornam ao filamento.
Lâmpada de Descarga: fluxo luminoso é gerado direta ou indiretamente pela
passagem da corrente elétrica através de um gás, mistura de gases ou vapores
- Tipos de lâmpadas de descargas:
- fluorescentes, mista, vapor de mercúrio, vapor de sódio, multivapores metálicos,
luz negra
Lâmpadas Fluorescentes: são constituídas por um tubo cujas paredes internas é
fixado um material fluorescente onde se efetua a descarga elétrica, a baixa pressão
em presença de vapor de mercúrio. Produz-se então uma radiação ultravioleta
que, em presença do material fluorescente existente nas paredes (cristais de
fosfóro) se transforma em luz visível.
- Acessórios: reator e starter ou disparador
- Tipos de lâmpadas fluorescentes - (consultar tabela do fabricante)
alguns exemplos: suave de luxo; branco natural; branca fria; luz real do dia; luz do
dia; luz do dia especial.

- Lâmpada de descarga - luz mista: reúne as vantagens das lâmpadas


incandescente, fluorescente e da vapor de mercúrio:
- a luz do filamento emite luz incandescente
- a luz do tubo de descarga a vapor de mercúrio emite intensa luz azulada
- a radiação invisível da descarga no vapor de mercúrio em contato com a camada
fluorescente do bulbo transforma-se em luz avermelhada.

- Lâmpada de descarga a vapor de mercúrio: consta de um tubo de quartzo ou de


vidro duro, contendo uma pequena quantidade de mercúrio e cheio de gás argônio,
com quatro eletrodos, dois principais e dois auxiliares - colocados nas extremidades
do tubo.
- Lâmpadas a vapor de sódio: produzem luz monocromática amarela, sem
ofuscamento.
- solução para iluminação de locais sujeitos à formação de névoa
- indicada para o uso de estradas, pontes viadutos, cais, túneis longos, pátios
ferroviários, aeroportos e indústrias pesadas.

Lâmpadas de multivapores metálicos: contém adição de compostos metálicos


halogenados ao mercúrio (iodeto e brometo)
- ótima reprodução de cores, que corresponde a luz do dia
- indicadas em estádios, pista de corrida de cavalo, ginásios, museus, pavilhões
etc.

- Lâmpadas de luz negra: de vapor de mercúrio de baixa pressão, contida num


bulbo de cristal que absorve as radiações visíveis e deixa passar apenas os raios
ultravioletas de ondas longas
- utilizadas em: setor de correios, levantamento de impressão digital, marcas de
sangue, efeitos especiais em vitrines, na indústria alimentícia para verificar
adulteração
Dispositivos de Controle
São dispositivos utilizados para proporcionar a partida das lâmpadas de descarga e
controlar o fluxo de corrente no seu circuito.
- As lâmpadas de descarga necessitam destes dispositivos para estabilização da
corrente e para a ignição.
Reatores: são elementos do circuito da lâmpada responsáveis pela estabilização da
corrente a um nível adequado de projeto de da lâmpada. Os reatores apresentam
como uma reatância série do circuito da lâmpada.
O reator é de construção simples e opera com um fator de potência entre 0,4 e 0,6
indutivo.

Reator com baixo fator de potência Reator com alto fator de potência
Reatores:

Reator simples Reator duplo Reator com transformador


- Reatores eletromagnéticos

São de fabricação convencional, dotados de um núcleo de ferro e de um enrolamento de cobre.


Estes são comercializados de dois tipos diferente:
- Reator eletromagnético a baixo fator de potência
- Reator eletromagnético a alto fator de potência

- Reatores Eletrônicos
Esses reatores são constituídos por três diferentes blocos funcionais que são:
- Fonte
- Inversor – alta freqüência
- Circuito de partida e estabilização
Obs: Estes possuem grandes vantagens em relação ao eletromagnético: reduzem a oscilação,
atenuam ou elimina o efeito estroboscópico, operam com um fator de potência de 0,99
baixas perdas, baixa distorção harmônica, permite elevada vida útil para as lâmpadas,
permite automação do sistema.
- Starters
São dispositivos constituídos de um pequeno tubo de vidro dentro do qual são
colocados dois eletrodos, imersos em gás inerte responsável pela formação
inicial do arco que permitirá estabelecer um contato direto entre os referidos
eletrodos.
- Ignitores
São elementos utilizados em lâmpadas a vapor metálico e vapor de sódio e que
atuam gerando uma série de pulsações de tensão elevada da ordem de 1 a 5kV, a
fim de iniciar a descarga destas, quando a lâmpada inicia a sua função, o ignitor
deixa automaticamente de emitir pulsos.
-Os ignitores são comercializados em três diferentes tipos:
-Ignitor de derivação
-Ignitor série
-Ignitor paralelo

derivação série paralelo


- Luminárias
São aparelhos destinados à fixação das lâmpadas, devendo apresentar as seguintes
características básicas:
- serem agradável ao observador;
- modificarem o fluxo luminoso da fonte de luz;
- possibilitarem o fácil instalação e posterior manutenção.
Obs: a seleção de luminárias em recinto industrial deve ser precedida de algumas
precauções relacionada à atividade produtiva do projeto.
- Características quanto à direção do fluxo luminoso
Para iluminação geral, a IEC adotou as seguintes classes para as luminárias:
-Direta – luminárias refletoras espelhadas – spots.
-Indireta – luminárias decorativas no ambiente iluminado.
-Semidireta – neste caso deve prevalecer a iluminação direta – spots
-Semi-indireta - neste caso deve prevalecer a iluminação indireta
- Geral-difusa – fluxo luminoso apresenta praticamente a mesma intensidade em
todas as direções.

Características quanto a modificação do fluxo luminoso


As luminárias tem o poder de modificar o fluxo luminoso produzido por um fluxo
luminoso.
As luminárias podem ser classificadas de acordo com suas propriedades em
modificar o fluxo luminoso:
- Absorção – absorve o fluxo luminoso.
- Refração – direciona o fluxo luminoso- (ex; atomóveis ).
- Reflexão – modifica a distribuição do fluxo luminoso – (ex: parabólica, elíptica
etc.).
- Difusão - reduz a a ilumância da fonte, reduzindo o osfuscamento.
-Louvers – são constituídas por aletas de material plástico ou metálico, em geral na
cor branca, não permitindo a visualização da lâmpada pelo observador.
- Aplicação:
As luminárias devem ser aplicadas de acordo com o ambiente a iluminar e com o
tipo de atividade desenvolvida no local. Em geral os tipos são;
-Luminárias comerciais
-Luminárias industriais
-Luminárias para logradouros públicos
-Luminárias para jardins.
Características Fotométricas:
O projetista deve observar as características de cada tipo de luminária, juntamente
com sua fonte luminosa.
- Ofuscamento: é a sensação desagradável que o olho experimenta, produzido por
um ponto luminoso no campo visual do observador. - ofuscamento por reflexão:
quando a luz atinge diretamente os olhos, - ofuscamento relativo: diferença
exagerada de iluminância entre superfície vizinhas .
Superfícies Internas das Luminárias
O tipo e quantidade das superfícies refletivas das luminárias são responsáveis pelo
nível de eficiência da iluminação de uma determinada área. As luminárias podem,
então, ser classificadas a partir do material de cobertura da sua superfície em três
diferentes tipos:
-Luminárias de superfície esmaltada;
-Luminárias de superfície anodizada;
-Luminárias de superfície pelicular.

-Iluminação de interiores
Algumas considerações deverão ser feitas pelo projetista para iluminação industrial:
-Atividades desenvolvidas, arquitetura do prédio, risco de explosão e outros detalhes
peculiares de cada ambiente.
-Considerar o pé-direito, e o tipo de iluminação adequada para o ambiente.
NBR5413
-Não utilizar lâmpadas incandescentes como iluminação principal;
-Utilizar lâmpadas incandescentes na iluminação de emergência ou iluminação
localizada em máquinas e banheiros sociais quando solicitado.
- A iluminância deve seguir a NBR 5314.- considerar média da faixa etária que
trabalhará no ambiente.

-A distribuição do Iluminamento deverá ser uniforme


-Cor da Luz: a temperatura do corpo luminoso da lâmpada caracteriza não apenas
o fluxo luminoso que emite, mas também a cor da luz. O filamento de tungstênio
aquecido até 2000K , fornece uma luz branco-avermelhada . A 3.400 K é quase
perfeitamente branca.
Costuma-se referir a cor da luz de lâmpada de descarga fluorescente e de múltiplos
vapores em graus Kelvin.
Ex: Luz do dia 6.250º K – TLD - fluorescente
- Quanto mais alta a temperatura da cor, mais fria é a luz. Por outro lado quanto
mais baixa a temperatura da cor mais quente é a luz emitida (tonalidade mais
amarelada).
A temperatura da cor permite a escolha da lâmpada para o tipo de ambiente que se
quer iluminar.

- Índice de reprodução de cores


As lâmpadas devem permitir que os objetos sejam vistos pelo observador com todo
o espectro de cor que o caracteriza Para isso foi conceituado o chamado índice de
reprodução de cor, que caracteriza a aparência como as cores dos objetos iluminados
são percebidas pelo observador. A tabela abaixo mostra o índice de reprodução de
cores:
-Escolha dos aparelhos de iluminação
-Depreciação do fluxo luminoso

Cálculo de Iluminação:
Podem ser utilizados três métodos de cálculo para determinação do iluminamento
dos diversos ambientes de trabalho, quais sejam:
-Métodos dos lumens;
-Métodos das cavidades zonais;
-Método do ponto por ponto.

Métodos dos lumens: Yt - Fluxo total a ser emitido pelas lâmpadas, em lumens
E - Iluminamento médio requerido pelo ambiente a iluminar, em lux
ES
yt =
S - área do recinto, em m2

Fu  Fdl Fdl – fator de depreciação do serviço Fdl

Fu – fator de utilização
Iluminação de emergência:

projetada para funcionar quando a iluminação normal falhar, utilizada em:


-escadas, corredores, lojas comerciais, aglomerações públicas, indústrias com
turnos de trabalho a noite

Iluminação de segurança:

-sistema de iluminação que assegura uma evacuação rápida e segura de um prédio


durante emergência

Iluminação de emergência não permanente, com controle automático:

funciona a partir de um gerador de emergência central ou baterias, com ligação


automática durante a interrupção de energia
Exemplo de aplicação:
9
9
Temperatura de Cor

Temperatura de cor expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte de luz. A
sua unidade de medida é o Kelvin (K). Quanto mais alta a temperatura de cor, mais
clara é a tonalidade de cor da luz. Quando falamos em luz quente ou fria, não
estamos nos referindo ao calor físico da lâmpada, e sim a tonalidade de cor que ela
apresenta ao ambiente. Luz com tonalidade de cor mais suave torna-se mais
aconchegante e relaxante, luz mais clara mais estimulante.

A temperatura de cor é uma analogia entre a cor da luz emitida por um corpo negro
aquecido até a temperatura especificada em Kelvin e a cor que estamos
comparando.
Ex.: uma lâmpada de temperatura de cor de 2.700 K tem tonalidade suave, já uma
outra de 6.500 K tem tonalidade clara. O ideal em uma residência é variar entre
2.700 K e 5.000 K, conforme o ambiente a ser iluminado.
A Importância da Temperatura de Cor na Vida Humana

O ser humano tem sua vida guiada pelas estimulações visuais e toda a sua
fisiologia é baseada no dia e da noite, em um mundo selvagem, o ser humano
seria um animal diurno, portanto teria o auge de sua atividade no meio do dia e
repousaria a noite, isso nos leva ao seguinte: O dia amanhece e inicia-se a
atividade do ser humano, que neste período é mais calmo e menos ativo pois está
ainda despertando. No meio do dia, temos o auge de nossa atividade, e no fim da
tarde estamos cansados e nos preparando para entrar em repouso.

Anologamente o início do dia e o fim do dia devido a posição do sol, tem


temperaturas de cor mais baixas (na faixa de 3000K - Avermelhado) e no meio
do dia temperaturas mais altas, na faixa de 5000K (branco puro).
Essa informação nos leva a interpretar a temperatura de cor como fator
determinante de nossa atenção e também, nosso modo de visualizar os objetos e
interpretar a cor.
Como toda a cor que percebemos é o reflexo de um comprimento de onda,
temos, o ser humano tem que se proteger dos raios solares encontrados nas
temperaturas de cor mais altas, afim de evitar danos em sua retina e
ofuscamentos em sua visão e em temperaturas mais baixas deve permitir maior
perceptividade das cores afim de identificar uma provável preza escondida.

Essas informações nos mostram que quanto mais próxima a temperatura de cor
de cores quentes como a luz de uma lâmpada filamentosa, maior o conforto
visual e a resolução de cor, o que nos traz uma sensação de aconchego e
conforto. Quanto mais alta a temperatura de cor, maior a irritabilidade e maior
nosso índice de atenção, isso serve para áreas onde precisamos de uma maior
atividade, porém, área onde se precise menos conforto.