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Versão Online ISBN 978-85-8015-079-7

Cadernos PDE

II
OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE
NA PERSPECTIVA DO PROFESSOR PDE
Produções Didático-Pedagógicas
Ficha para identificação da Produção Didático-pedagógica – Turma PDE 2014
TÍTULO: PLANEJAR, DESENVOLVER E AVALIAR: O USO DOS INSTRUMENTOS
DE AVALIAÇÃO NA APRENDIZAGEM
Autor: SOELI REGIANE HERMES
Disciplina/Área: PEDAGOGIA
Escola de Implementação do
COLÉGIO ESTADUAL DARIO VELLOZO
Projeto e sua localização:
Município da escola: TOLEDO
Núcleo Regional de Educação: TOLEDO
Professor Orientador: PROFº DR VALDECIR SOLIGO
Instituição de Ensino Superior: UNIOESTE
Relação Interdisciplinar:
Todas as disciplinas
O processo de avaliação, e dentro dele os
instrumentos avaliativos utilizados, devem vir de
encontro com a real necessidade e o propósito de
ensinar. Sendo assim, a avaliação deve-se revestir
de sua função diagnóstica, ou seja, no ato de avaliar,
o professor deve ter claro quais são seus objetivos
ao avaliar, planejar e elaborar instrumentos que o
auxiliem nesta execução e sobre tudo, analisar os
resultados obtidos numa perspectiva de diagnosticar
as fragilidades e os sucessos dentro do processo de
ensino e aprendizagem. Na busca desta meta, este
caderno pedagógico apresenta atividades para
Resumo
refletir junto aos educadores do Colégio Estadual
Dario Vellozo, buscando leva-los a compreender a
finalidade diagnóstica que compõem o processo de
avaliação, correlacionando instrumentos e técnicas
avaliativas que promovam este fim, tendo por ponto
de partida a análise dos instrumentos produzidos
pelos próprios professores, bem como as avaliações
em larga escala das quais o colégio participa. Este
projeto está organizado na forma de curso de
extensão com 32 horas do PDE e mais 8 horas
exclusivas para extensão, totalizando 40 horas,
organizadas em momentos de estudos, oficinas
temáticas e atividades realizadas a distância.
Avaliação. Processo. Instrumentos.
Palavras-chave:

Formato do Material Didático: CADERNO TEMÁTICO


Público:
Educadores do Colégio Estadual Dario Vellozo
APRESENTAÇÃO

O presente trabalho tem por finalidade apresentar a Produção Didático


Pedagógica, organizada sob forma de Caderno Pedagógico, na área de Pedagogia,
Turma PDE 2014, intitulada: Planejar, Desenvolver e Avaliar: O uso dos
Instrumentos de Avaliação na Aprendizagem, produzida com objetivo de levar os
educadores do Colégio Estadual Dario Vellozo a refletir sobre a relação entre
ensino/aprendizagem, avaliação e instrumentos de avaliação enquanto métodos e
ferramentas de construção do saber.
Ao analisar os dados oriundos dos resultados finais atingidos pelo colégio
de implementação (de aprovação, reprovação e aprovação por Conselho de Classe)
sente-se a necessidade de realizar uma reflexão a cerca das ações dos educadores
bem como dos alunos e familiares, dentro do processo de edificação do
conhecimento, analisando o papel da avaliação enquanto ferramenta de construção
do saber, considerando que os dados obtidos não satisfazem as metas e objetivos
propostos.
Com este intuito, a produção será aplicada no primeiro semestre do ano de
2015, junto aos educadores do colégio acima citado, sob orientação do Professor
Doutor Valdecir Soligo, no formato de curso de extensão, com carga horária de
quarenta (40) horas, dentro das quais serão promovidos momentos de estudo afim
de discutir a qualidade da educação na atualidade e as concepções de avaliação,
além de realizadas oficinas temáticas, abordando temas como “A ação do professor
e o significado das avaliações”, “ Instrumentos de avaliação” e “Avaliações externas
ou em larga escala”.
Ao concluir as atividades propostas, espera-se que os educadores
envolvidos construam novas práticas, percepções, atitudes e mecanismos de
avaliação no processo de planejamento, elaboração e aplicação dos instrumentos de
avaliação da aprendizagem, concebendo-os como instrumentos de investigação da
prática pedagógica; com caráter diagnóstico, a fim de promover a aprendizagem e
não apenas utiliza-lo num momento pontual do processo, ou como um elemento
para demonstrar seu poder enquanto professor.
Compreende-se que a prática avaliativa deve ser utilizada numa perspectiva
de construção do saber e não como ferramenta de punição do aluno, portanto, deve
ter fins e objetivos muito claros.
INTRODUÇÃO

Ao avaliarmos a aprendizagem, podemos elencar informações muito


valiosas de como a prática pedagógica acontece dentro do espaço escolar, desde
de que concebamos a avaliação dentro de uma perspectiva diagnóstica.
Pensar na avaliação como diagnóstica, segundo Both (2011), não significa
somente saber, ao aplicar um instrumento de avaliação, o que os alunos sabem,
quanto sabem e quanto ainda precisam aprender para que alcancem os objetivos
que lhe foram proposto, mas também, planejar a ação pedagógica a fim de criar
condições para que esta aprendizagem ocorra, sendo assim, as práticas
pedagógicas utilizadas neste processo devem variar, levando em conta as intenções
que se tem com seu uso, ou seja, para avaliar é necessário planejar e desenvolver
objetivos e instrumentos que contribuam para a construção do conhecimento.
Para Ausubel, Novak e Hanesian (1980), o processo de avaliação, enquanto
ato, significa emitir um julgamento de valor ou mérito, examinando os resultados
educacionais para saber se preencheram um conjunto particular de objetivos
educacionais propostos, ficando desta forma reduzida no julgamento entre a relação
das metas estabelecidas e resultados obtidos. No entanto, enquanto processo, a
avaliação deve ser considerada não somente por suas metas e resultados, e sim,
pelo seu planejamento, elaboração, pelos recursos e métodos utilizados para fazê-lo
e sobre tudo pelos objetivos que a motivam e pelo empenho em realizá-las.
Olhando para a avaliação sob esta perspectiva, surge a necessidade de
pensar e discuti-la em todas as esferas da instituição, pois esta se torna uma
ferramenta muito importante para o processo de gestão democrática da escola
pública.
1º ENCONTRO

 Apresentação do projeto aos professores do Colégio Estadual Dario Vellozo e a


organização do curso de extensão que será oferecido ( Figuras 01 a 09);

Figura 01 Figura 02 Figura 03

Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal

Figura 04 Figura 05 Figura 06

Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal

Figura 07 Figura 08 Figura 09

Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal

 Inscrição dos interessados;


2º ENCONTRO

ORGANIZAÇÃO: Momento de estudo

TEMA: A Qualidade da Educação na atualidade

A preocupação com a qualidade da e na educação, já vem aparecendo há


algum tempo. Inicialmente quando se pensava em educação, a atenção maior era
direcionada para a quantidade de conhecimentos que a escola estaria transmitindo.
Com o passar dos anos, percebeu-se que de nada valeria ter quantidade de
conteúdos encaminhados se os mesmos não fossem abordados, encaminhados e
avaliados com qualidade, desta forma passa a qualidade ter maior ênfase dentro do
processo educacional.
Em 1988, esta preocupação se firma para a Constituição Federal, em seu
artigo 206, dentro do qual se enuncia a garantia uma educação de qualidade,e mais
tarde ganha força e plenitude na Lei de Diretrizes e bases da Educação de 1996,em
seu artigo 3º, na busca de igualdade na educação.
Ao pensarmos uma escola de qualidade, remetemo-nos a análise de um
conjunto, dentro do qual alguns aspectos/fenômenos interferem mais ou menos nos
resultados esperados. Segundo Pedro Demo (1994) a qualidade na educação não
pode ser adquirida somente observando-a nos outros, é preciso que se vivencia-a,
sendo assim, faz necessário que a instituição de ensino crie mecanismos para
reflexão, para autoavaliação e estabeleça metas para atingi-la, sem toda via, deixar
de concebê-la enquanto parte de um sistema amplo.
O termo QUALIDADE no DICIONÁRIO AURÉLIO ONLINE é definido como:
“[...] maneira de ser, boa ou má, de alguma coisa, superioridade, excelência, [...]”. Ao
aplicarmos este termo à educação, o que se busca é saber o quanto a educação se
apresenta, boa ou má, para o momento histórico em que vivemos, considerando,
questões formais e políticas para atingi-la. ( DEMO, 2004).
Para Soligo (2013, p. 6) “[...] a qualidade da Educação vincula-se a múltiplos
entendimentos conceituais, mas também, a uma grande quantidade de fatores
intraescolares e extraescolares, adquirindo significações distintas no tempo e no
espaço [...]”, analisando todos estes fatores e fenômenos, e para obter uma
qualidade na educação em sua máxima, ainda seriam necessários muitos
investimentos destinados a ela, tanto no que tange as questões pertinentes à
organização pedagógica, quanto aos investimentos políticos e financeiros.
Para Demo (1994, p.88) “[...] já se aceita normalmente que a educação é
uma condição necessária, mas não suficiente para o desenvolvimento[...]”. Ao
concebermos a educação como instrumento de modificação na sociedade, é preciso
ter muito claro os objetivos que se pretendem atingir, bem como ter claro quais as
finalidades que a escola pretende alcançar ao término do período escolar.
Para alcançar estes propósitos, o diálogo com a comunidade escolar se
torna imprescindível, considerando os anseios e as necessidades desta, buscando o
que chamamos de Qualidade Social da educação.
Segundo Gadotti (2003), como Qualidade Social da Educação pode ser
entendido o processo que considera o aluno como sujeito de direitos, sendo a
Educação direito social por excelência, com prioridade de investimentos, podendo
esta excelência ser observada no desenvolvimento social e também individual dos
envolvidos.
Sobre Educação Social Soligo descreve:

Na mesma direção, a concepção de qualidade social da Educação vem


adquirindo importância no cenário acadêmico e tem como pressuposto a
coparticipação responsável, dos representantes dos diferentes segmentos
que integram a comunidade educacional, na discussão dos seus assuntos
pedagógicos e administrativos, objetivando a divisão das responsabilidades
nas decisões institucionais. Além disso, cidadania e autonomia, categorias
indissociáveis, encontram-se na base dessa concepção, como valores
imprescindíveis à consolidação dos avanços necessários à qualidade da
Educação.( SOLIGO, 2013,p.16)

Pensar uma educação em que realmente se atinja todos os objetivos


propostos pelo Projeto Político Pedagógico da escola, onde o aluno é entendido
como um sujeito crítico e participativo, implica em conceber a educação dentro de
uma qualidade social, na busca de uma qualidade total, considerando que para
atingirmos a totalidade da educação, é necessário contemplar a totalidade do
educando, em todas as suas vivências dentro e fora da escola.
OBJETIVOS:

 Problematizar o conceito de Qualidade da Educação;

 Identificar o contexto em que esta Qualidade da Educação está inserida;

ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS

- Boas vindas e apresentação dos participantes;

- Dinâmica de grupo – “Linguagem das tribos” - esta dinâmica tem por objetivo
refletir sobre a importância do trabalho coletivo para que se atinjam os objetivos e
metas propostas enquanto grupo. Distribuem-se pedaços de papel com partes de
algum tema que se queira trabalhar, na ocasião a palavra utilizada será
AVALIAÇÃO. Fragmenta-se a palavra (AVA – LIA – ÇÃO), sendo que cada
participante receberá um destes fragmentos. A história que se conta é a de tribos
que habitam o mundo e cada qual tinha sua linguagem própria (cada grupo passeia
pelo espaço expressando oralmente a parte da palavra que possuem quando
indicado). Com o passar dos tempos as tribos tiveram a necessidade de conviver e
era necessário estabelecer uma linguagem padrão. Então os caciques decidem unir
as parte formando uma única língua, que passa a ser utilizada por todos, (cada
grupo ensina sua parte aos demais formando o conjunto da palavra) permitindo a
compreensão do grupo, e facilitando a sua convivência e permitindo que os objetivos
do grupo sejam alcançados.

- Finalizada a dinâmica, serão realizadas reflexões quanto a: Usar uma mesma


linguagem na escola é importante? É preciso comungar de uma opinião sobre
avaliação no grupo escolar? O trabalho conjunto fortalece o grupo? Entre outros.

- Questionar os participantes sobre o que é QUALIDADE e QUALIDADE NA


EDUCAÇÃO - responder por escrito e em seguida fazer exposição oral
estabelecendo um quadro comparativo ( figura 10);
Figura 10

Fonte: Arquivo pessoal

- Apresentação de slides citando as leis (Constituição Federal de 88 e LDB9394/96)


que se referem à Qualidade da Educação (figuras 11 a 18);

Figura 11 Figura 12

Fonte: http://www.dicionariodoaurelio.com Fonte:www.dicionariodoaurelio.com

Figura 13 Figura 14

Fonte:www.planalto.gov.br Fonte:www.planalto.gov.br
Figura 15 Figura 16

Fonte: www.planalto.gov.br Fonte: www.planalto.gov.br

Figura 17 Figura 18

Fonte: www.planalto.gov.br Fonte: www.planalto.gov.br

- Leitura e reflexão do texto “A Qualidade da Educação: Conceitos e Debates


Acadêmicos” - de autoria do Professor Doutor Valdecir Soligo; em SOLIGO, Valdecir.
A Qualidade da Educação: Conceitos e Debates Acadêmicos. Pleiade, Foz do
Iguaçu, v. 13, n. 13, p. 7-32, jan./Jun. 2013.

- Considerações finais.
Figura 19

3º Encontro

Fonte:www.ensinar-aprender.com.br

Organização: Momento de estudos

TEMA: Avaliação e sua função no processo de aprendizagem

Ao longo dos tempos a educação se apresentou sob diferentes tendências


pedagógicas e consequentemente, formas de avaliação.
Para Depresbiteres e Tavares (2009) podemos classificá-las basicamente
em dois grandes grupos: A condutivista: sendo representada pelas escolas
tradicional, tecnicistas e humanistas, que propõem uma aprendizagem mecânica,
baseda na repetição, na memorização e reprodução de modelos, através do
estímulo – resposta, dentro da qual a avaliação se apresentava formalmente, por um
único instrumento de avaliação, reproduzindo conceitos aprendidos e que tinham por
objetivo aprovar ou reprovar os alunos; e a construtivista: que abrange as escolas
com tendências interacionistas, pautadas numa aprendizagem que contribui para
transformação do sujeito enquanto ser crítico e participativo, motivando o aluno a
buscar o conhecimento, em que avaliação se apresenta como contínua e
diagnóstica, evitando qualificar o aluno em um único momento, priorizando a
capacidade do sujeito.
Enquanto instituição escolar, é necessário definir qual tendência pedagógica
será adotada pela mesma. Uma vez definida a tendência a ser seguida pelo
professor dentro do estabelecimento de ensino, e esta estando prevista no Projeto
Político Pedagógico da escola, faz-se necessário compreender qual a função da
avaliação dentro do processo de ensino aprendizagem.
A avaliação, de forma geral pode apresentar-se com três funções: formativa
ou contínua – aplicada durante todo período letivo, com o objetivo de verificar se o
aluno dominou ou não os conteúdos ensinados, e possibilitando ao aluno tomar
conhecimento de seus erros e acertos, a somativa ou cumulativa, tendo por único
objetivo classificar os alunos como aptos ou não aptos à aprovação, e a avaliação
diagnóstica, realizado ao longo de todo processo de ensino aprendizagem,
trazendo ao educador dados da aprendizagem do aluno, partindo dos
conhecimentos prévios dos mesmos, acompanhando todo o processo, apontando se
houve de fato a assimilação do conteúdo, se há necessidade ou não de revisão, se
os instrumentos utilizados atingiram ou não os objetivos propostos para o momento
e sobre tudo, debruçando um olhar especial sobre os resultados apresentados, no
sentido de analisa-los quanto a o que fazer a partir deles para dar continuidade à
aprendizagem.
Para Luckesi (2002) a avaliação funciona como ferramenta de
autocompreensão, tendo um caráter de avaliação participativa, sendo ela - a
avaliação - um instrumento auxiliar na aprendizagem, não exercendo a função única
de aprovar ou reprovar, mas sim diagnosticar a quantas anda o processo em si.
Para Depresbiteris & Tavares (2009, p. 50): “[...] A avaliação diagnóstica
possibilita ao educador e ao educando detectarem, ao longo do processo de ensino
e aprendizagem, suas falhas, desvios e dificuldades, a tempo de redimensionar
recursos, estratégias e procedimentos.[...]”.
Sob esta perspectiva, torna-se elementar conferir maior atenção a esta
função da avaliação - a diagnóstica - uma vez que se assim compreendida, pode ser
o fio condutor do trabalho do professor.

OBJETIVOS

 Conhecer as abordagens específicas da aprendizagem;


 Relacionar abordagens de aprendizagem e instrumentos de avaliação;
 Diferenciar as funções sob a qual a avaliação se apresenta;
 Esclarecer a importância da função diagnóstica na avaliação;

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICOS

- Num primeiro momento se trabalhará com uma dinâmica de grupo buscando


estabelecer conceitos para questões como: O que é o ensino, o que a aprendizagem
e o que é avaliar. Cada professor, de posse de palavras chaves pré distribuídas
apresentadas no quadro abaixo, posiciona-as abaixo da questão que melhor a
traduz, conforme sua compreensão.

QUESTÕES BANCO DE PALAVRAS


ESTABELECER - PROPORCIONAR – MOTIVAR -
- O que é ensino? ANALISAR – CONTEÚDOS – CAPACIDADE –
PROBLEMAS - ARGUMENTAR – PENSAR –
- o que é aprendizagem? MEMORIZAÇÃO – PROFESSOR – ALUNO – MEDIR
– NOTA – CAPACIDADE – AUTOCONSTRUÇÃO –
- o que é avaliar? REPRODUÇÃO – PROCEDIMENTO – HABILIDADE
– QUANTIFICAR – ESTRATÉGIAS –
- o que se pretende avaliar? CONHECIMENTO – ELABORAR – INSTRUMENTOS
– OBJETIVOS – CONCEITOS – SIGNIFICADO –
ESFORÇO – ESTÍMULO – DIAGNOSTICAR

- Realizada a dinâmica, refletir juntamente com o grupo a fim de sintetizar se as


palavras distribuídas pelos participantes foram posicionadas de forma a expressar a
opinião dos presentes quanto às questões apresentadas.

- Apresentar o slide da figura 20


Figura 20

Fonte http://onomedasletras.blogspot.com.br

- Observando a figura 20, levantar debate sobre a proposta de uma avaliação


igualitária e justa para todos, questionando os participantes se ao planejarem e
elaborarem seus instrumentos de avaliação são consideradas as diferenças entre os
alunos; e o que se faz com os resultados obtidos nestes instrumentos, uma vez que
a proposta de avaliação apresentada na figura é
PARA FAZER UMA SELEÇÃO JUSTA, TODOS FARÃO
O MESMO TESTE; SUBIR AQUELA ÁRVORE ALI.

- Partindo da reflexão realizada sobre a figura, realizar a leitura do Projeto Político


Pedagógico do colégio (páginas 58 a 61) e do Regimento Escolar (páginas 42 a 44)
que se reportam à avaliação, analisando como esta – a avaliação - se apresenta
nestes documentos e quais os objetivos propostos para esta instituição de ensino;

- Encerradas as leituras e discussões, realizar a leitura e reflexão sobre o texto:


“Relações entre abordagens de aprendizagem” - DEPRESBITERIS, Lea,
TAVARES, Marialva Rossi. Diversificar é preciso... Instrumentos e Técnicas de
avaliação da Aprendizagem. São Paulo: Senac, 2009. - p. 41 a 61, e o texto:
“Instrumentos de avaliação” - DEPRESBITERIS, Lea, TAVARES, Marialva Rossi.
Diversificar é preciso... Instrumentos e Técnicas de avaliação da Aprendizagem.
São Paulo: Senac, 2009. P. 70 a 74.

- Sintetizar as ideias do texto utilizando os slides representados nas figuras 21 a 23

Figura 21 Figura 22

Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal


Figura 23

Fonte: Arquivo pessoal

- Reproduzir a música de Raul Seixas – TENTE OUTRA VEZ, solicitando aos participantes
que retirem da música ao menos duas palavras, ou expressões que possam sintetizar o
processo de avaliação (ouvir mais que uma vez se necessário). Compartilhar com o grupo.

- Reproduzir a música num segundo momento, apresentando o slide (figura 24)


expondo palavras que retratam sentimentos e ações que representem o ato de
avaliar dentro do processo de ensino aprendizagem,

Figura 24

Fonte: Arquivo pessoal


- Atividade complementar: Reler os textos “Relações entre abordagens de
aprendizagem” e “Instrumentos de avaliação” abordados durante o encontro,
elencando os principais pressupostos apresentados pela autora estudada, para que
uma avaliação se caracterize como diagnóstica de fato.

- Considerações finais.

4º Encontro

Organização: Palestra Prof. Dr. Eliana Cáznock Sumi

Graduada em Filosofia e Pedagogia, Especialização em Educação Especial e


Psicopedagogia - Mestre em Educação, atuou na Secretaria de Educação do Estado
como professora da Sala de Recursos, Professora da disciplina de Educação
Especial na Universidade Paranaense – Campus de Toledo, Coordenadora
Pedagógica da Fundação Educacional de Toledo – Funet, nos anos iniciais e finais
do ensino Fundamental.

TEMA: Instrumentos de avaliação – do planejamento à elaboração

Uma vez definida qual a abordagem educacional que será seguida pelo
professor e consequentemente como conduzirá o processo de ensino
aprendizagem, sobre tudo, compreendendo a avaliação como parte de um processo,
planejando seus objetivos, critérios e aplicação, faz-se necessário pensar a
elaboração dos instrumentos avaliativos para que se apresentem de forma muito
clara e, por conseguinte, alcancem os objetivos que lhe são propostos.
A avaliação é uma ação que tem por objetivo dar suporte às decisões
escolares, sobre tudo no âmbito pedagógico. De acordo com MOREIRA (1996, p.
123): “[...] o processo de ensino aprendizagem é composto por quatro elementos: o
professor, o aluno, o conteúdo e as variáveis ambientais [...]”.
Se levados em conta os elementos apresentados por Moreira, faria – se
necessária uma avaliação para cada aluno, no entanto o tempo dentro da escola
não permite que assim seja.
Para ANTUNES (2013) cabe ao professor, através das observações de suas
turmas, concluir quais ferramentas de avaliação de fato conduzem ao verdadeiro
conhecimento, diversificando-os e planejando uma avaliação que promova a
aprendizagem, e não puna o aluno com notas baixas, fazendo desta, seu
instrumento de sadismo ou única maneira de selecionar alunos bons e ruins.
O professor precisa questionar-se quanto aos seus encaminhamentos
metodológicos e sobre tudo quanto a seus julgamentos de avaliação, uma vez que
estes devem ser os agentes que permitirão ao aluno ser o construtor de seu
conhecimento.
Vários são os instrumentos que podem ser utilizados dentro do processo de
ensino aprendizagem: Trabalhos individuais, em grupo, avaliações bimestrais,
pesquisas, debates, projetos escolares, elaboração de mapas conceituais,
exercícios e testes, verificação dos cadernos, produções textuais, coleta de dados,
observações, seminários, portfólios, Aula-passeio, dramatizações, entre muitos
outros.
A aplicabilidade de cada um destes instrumentos se dará de acordo com o
objetivo ou da proposta avaliativa definida pelo professor, todavia, conforme
MORETTO (2005, p.71) “[...]a linguagem utilizada precisa ser clara, precisa e
contextualizada para que o aluno saiba com bastante precisão, o que se está
solicitando que ele responda[...]”, sendo assim, é necessário atentar para esta
ferramenta com um olhar crítico, no sentido de examina-la não somente quanto a
sua clareza, mas quanto a contextualização com o conteúdo aplicado, o grau de
complexidade das questões, o tempo para aplicação deste instrumento, os critérios
de correção e o que se fará com os resultados obtidos.
Desta forma, ao elaborar o instrumento de avaliação, além dos objetivos
claros, o professor deve seguir procedimentos essenciais para a elaboração do
mesmo.

OBJETIVOS:

 Demonstrar a importância de elaborar bem os instrumentos de avaliação;
 Conhecer os procedimentos essenciais para elaboração de um bom instrumento
de avaliação;
 Reconhecer a função diagnóstica da avaliação em todo seu significado;
 Problematizar práticas, percepções, atitudes e mecanismos de avaliação no
processo de planejamento, elaboração e aplicação dos instrumentos avaliativos
pelos professores;

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICOS

- Inicialmente se solicitará aos participantes que se organizem dentro da sala da


mesma forma que o fazem com seus alunos uma vez que estarão realizando uma
avaliação. Dinâmica – Avaliando o avaliador – serão entres “provas” para os
participantes, estabelecendo-se critérios de comportamento, tempo e estratégias
para realização das mesmas. Ao término do tempo estabelecido realizar discussão
com os presentes sobre a dinâmica, quanto às questões que compõe a atividade, os
sentimentos produzidos, entre outros.

- Analisar a história em quadrinhos (figura 25), incitando uma compreensão


diagnóstica da avaliação:

Figura 25

Fonte: http://wiki.semed.capital.ms.gov.br
- Palestra com Professora Eliana Cáznok Sumi sobre o planejamento e a elaboração
dos instrumentos de avaliação, considerando os procedimentos essenciais a serem
observados pelo professor ao planejar uma avaliação, desde os objetivos propostos
até a construção do instrumento em si.

- Selecionar algumas avaliações produzidas pelos professores orientando-os que as


analisem quanto aos procedimentos essenciais para sua elaboração, socializando
posteriormente, se atendem ou não os procedimentos apresentados pela
palestrante.

- Atividade complementar - leitura e síntese das ideias principais do texto – “O papel


da linguagem” em: MORETTO, Pedro Vasco. Prova um momento privilegiado de
estudo não um acerto de contas. Rio de Janeiro: DP&A,. 2005. P. 61 a 72.

5º Encontro

ORGANIZAÇÃO: Grupo de estudo

TEMA: Elaboração do instrumento de avaliação – Procedimentos essenciais

Discutir a elaboração da avaliação algumas vezes gera momentos de tensão


entre o grupo, traz divergências sobre entendimentos e até mesmo concepções, no
entanto, trazer átona estas inquietudes, favorece um rejuvenescimento das ações,
especialmente por parte dos professores, uma vez que lhes é proporcionado uma
oportunidade de refletir sobre suas ações enquanto indivíduos intimamente
envolvidos neste procedimento tão difícil, que é o de avaliar.
Planejar e elaborar um bom instrumento de avaliação não é tarefa fácil. Para
Depresbiteris & Tavares (2009), ao elaborar a avaliação, além dos objetivos que
devem estar muito claros, pois através deles é que conseguiremos saber se o que
se pretendia ensinar foi atingido, os critérios que a definem e a elaboração dos itens
que a compõe, também devem ser levados em consideração para que se obtenha
total sucesso na realização da mesma, uma vez que estes componentes definem o
que se espera daquilo que se está avaliando.
Levar em consideração os conhecimentos do aluno também é parte
fundamental na elaboração dos instrumentos de avaliação, pois segundo Moretto
(2005), o que dá sentido ao texto é o contexto, assim, se os instrumentos aplicados
ao aluno não estiverem contextualizados e se não apresentarem clareza em sua
elaboração, é bem possível que aconteçam divergências nos resultados
apresentados.
Desta forma:
Nessa comunicação, devemos lembrar um princípio fundamental da
linguagem: quem dá sentido ao texto é o contexto. Compreender este
conceito é básico para a atividade do docente, pois muitas vezes o
professor poderia pensar que basta dizer ou escrever o que deseja ensinar
que os alunos entenderiam automaticamente o que ele quis dizer. O que
ocorre, na realidade, é que as palavras emitidas pelo professor levam o
sentido do contexto do emissor e ao serem recebidas pelo aluno serão
interpretadas por ele dentro de seu contexto, que pode não ser
necessariamente o mesmo do professor. (MORETTO, 2005, p. 62)

Considerar o aluno em sua amplitude, se atentando para as vivências deste,


focando a qualidade social da educação, contribuirá significativamente na
aprendizagem, contudo, se os instrumentos utilizados pelo professor não se
apresentarem com uma linguagem clara, precisa e contextualizada, certamente não
atingirá os efeitos desejados, ou seja, os conhecimentos previstos possivelmente
não se concretizarão.
Sendo assim, segundo Depresbiteris & Tavares (2009), adotar alguns
procedimentos essenciais ao elaborar os instrumentos de avaliação considerando os
conhecimentos prévios dos alunos e seu esforço – estimulando-os à resolução de
problemas, além de diversificar os próprios instrumentos e questões organizadas
nestes, privilegiará a capacidade de aprendizagem do aluno e conduzirá a avaliação
para atingir os fins e a função para a qual foi criada.

OBJETIVOS

 Refletir sobre os procedimentos essenciais a serem utilizados na elaboração dos


instrumentos de avaliação;
 Demonstrar a necessidade de elaborar os instrumentos de avaliação utilizando
uma linguagem clara e objetiva.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

- Iniciar o encontro com a dinâmica – Mãos que Falam – distribuir entre os


participantes algumas folhas, solicitando que contornem sobre elas as duas mãos.
Na mão direita escrever em cada dedo uma palavra que represente facilidades ao
elaborar os instrumentos de avaliação, na mão esquerda registrar em cada dedo
uma palavra que represente fragilidades, em seguida compartilhar com o grupo
montando um grande painel, o objetivo da dinâmica é socializar as principais
fragilidades e os avanços dos professores em relação à elaboração dos
instrumentos de avaliação.

- Questionar os participantes quanto aos aspectos que devem ser priorizados ao


elaborar os instrumentos de avaliação (figura 26), relacionando no quadro negro a
opinião dos participantes;

Figura 26

Fonte:Arquivo pessoal

- Realizar a leitura e reflexão sobre o texto: “Procedimentos essenciais para a


elaboração de um instrumento de avaliação” e “Provas escritas: questões
objetivas e dissertativas”, em: DEPRESBITERIS, Lea, TAVARES, Marialva Rossi.
Diversificar é preciso... Instrumentos e Técnicas de avaliação da Aprendizagem.
São Paulo: Senac, 2009. - p. 70 a 91

- Síntese do texto usando os slides das figuras 27 a 29

Figura 27 Figura 28

Fonte:Arquivo pessoal Fonte:Arquivo pessoal

Figura 29

Fonte:Arquivo pessoal

- Vídeo: O Papel da Avaliação na Aprendizagem, disponível em


http://youtu.be/NyV47Ty3JzA.

- Considerações sobre o vídeo, síntese das atividades;


- Atividade complementar: Reelaborar um instrumento de avaliação produzido pelo
professor cursista, adequando-o aos procedimentos essenciais trabalhados neste
encontro, apresentando a nova produção no oitavo encontro.
6º Encontro

Organização: Palestra – Profº Dr. Valdecir Soligo

Doutor em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS;


Mestre em Educação pela Universidade de Passo Fundo – UPF, Graduado em
História pela Universidade Estadual Oeste do Paraná – UNIOESTE e graduado em
Pedagogia pela Universidade Paulista – UNIP. Professor adjunto no colegiado de
Pedagogia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste – campus de
Cascavel.

TEMA: Avaliações em larga escala

A avaliação é parte integrante do fazer docente. Diariamente educadores e


educandos vivem situações avaliativas nas mais diversas formas e métodos. Seja
quantitativa, qualitativa, processual, pontual, interna ou externa, movimentam a vida
escolar, interferem no processo educacional e seus resultados impactam em
inúmeros segmentos e setores da sociedade. Atualmente, as avaliações em larga
escala constituem parte da realidade educacional através do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Básica. Seus processos e resultado promovem debates
acadêmicos e fomentam concepções diversas quanto à intencionalidade, a
aplicabilidade e a potencialidade desta forma de avaliar.
Além dos inúmeros debates e concepções em torno dos testes padronizados
e seus resultados, estes por vezes, são apresentados em forma de ranking
desprovidos de contextualização e integração a realidade local.
Desta forma, a apropriação dos processos e resultados das avaliações em
larga escala por gestores, professores e comunidade escolar, faz-se necessário,
como ferramenta de diagnóstico e reflexão das condições parciais da aprendizagem
nas escolas e sistemas de ensino.
Segundo INEP/MEC, o motivador das avaliações em larga escala é a
necessidade de dados concretos para a elaboração e execução de políticas
educacionais, no entanto, os dados coletados chegam às escolas sem que a
comunidade tenha participado e se apropriado do processo.
Não é difícil concluir que muitas vezes não são adequadamente utilizados.
Isso ocorre por inúmeros motivos. Entre eles, a falta de identificação de gestores,
professores e alunos com as avaliações em larga escala e de formação para o
manuseio dos materiais. Para reverter este quadro há a necessidade de repensar
projetos e políticas educacionais, que teoricamente se valem dos dados coletados
nas avaliações para melhor gerir recursos educacionais.
Nesta perspectiva o ponto central está na definição clara de quais são os
motivos e a finalidade de uma avaliação, não apenas para o aluno, mas também,
para as escolas, gestores e professores. Seguindo o pensamento de Sandra Zákia
Lian Sousa a avaliação é um procedimento que permite verificar se os objetivos
educacionais estão sendo atingidos pelo programa de ensino e tem por finalidade
fornecer informações quanto ao desempenho dos alunos em face dos objetivos
esperados, possibilitando que se verifique o quanto as experiências de
aprendizagem, tal como previstas e executadas, favorecem o alcance dos resultados
desejados (SOUSA, 1993). Desta forma as avaliações em larga escala contribuem
no processo de verificação do alcance das práticas pedagógicas da escola. Por
outro lado, toda avaliação é parcial e seletiva.
Para a realização de uma avaliação de sistema com a amplitude nacional
um aspecto a considerar é a matriz de referência utilizada na elaboração dos testes
que nos ajudará a esclarecer os objetivos do processo. A matriz curricular
representa uma operacionalização das propostas ou guias curriculares, que não
deve ser confundido com procedimentos, estratégias de ensino, orientação
metodológica ou conteúdo para o desenvolvimento do trabalho do professor (NERY,
2000).

OBJETIVOS

 Refletir sobre os limites e possibilidades das avaliações em larga escala no


cotidiano das escolas e sistemas de ensino;
 Apresentar as diferentes avaliações em larga desenvolvidas no Brasil;
 Identificar possíveis impactos das avaliações em larga escala no cotidiano de
escolas e sistemas de ensino.
ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGIGOS

Dinâmica utilizada: Slides

Figura: 30 Figura: 31

Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal

Figura:32 Figura:33

Fonte: Arquivo Profº Valdecir Soligo Fonte: Arquivo Profº Valdecir Soligo
Figura:34 Figura:35

Fonte: Arquivo Profº Valdecir Soligo Fonte: Arquivo Profº Valdecir Soligo

Figura:36 Figura:37

Fonte: Arquivo Profº Valdecir Soligo Fonte: Arquivo Profº Valdecir Soligo

Figura:38 Figura:39

Fonte: Arquivo pessoal Fonte: Arquivo pessoal


Figura 40

7º Encontro

Fonte:http://revistaescola.abril.com.br

Organização: Oficina Temática com os alunos

(Os professores participantes do curso juntamente com seus alunos)

TEMA: Refletindo sobre avaliações

Refletir sobre o processo de avaliação deve ser uma preocupação de todos


os envolvidos no processo de ensino aprendizagem, desta forma, conduzir uma
reflexão a cerca do tema junto aos alunos é muito importante para que os mesmo
percebam o quanto estão envolvidos neste processo e que o sucesso da
aprendizagem depende também da seriedade que se dá a este momento,
especialmente quando se tratar das avaliações em larga escala, que de uma forma
ou outra, determinam o rendimento apresentado pelo colégio em que estes estudam.
É preciso que os alunos entendam estes indicadores como fruto de todo
trabalho pedagógico ao longo dos anos escolares, e que enquanto sujeitos desta,
representam parte expressiva nos resultados obtidos, sendo assim, envolver os
alunos neste debate proporcionará possibilidades de enriquecer o conhecimento e a
concepção de avaliação que estes trazem consigo.

OBJETIVOS

 Discutir a importância da avaliação para o processo de ensino aprendizagem;


 Promover reflexão sobre a importância da realização das avaliações com
compromisso e responsabilidade;
 Apontar principais objetivos das avaliações de larga escala;
 Conhecer os indicadores das avaliações de larga escala que representam o
colégio;
 Motivar o grupo escolar na busca de melhores resultados no Ideb do colégio;

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

- Os professores participantes do curso estarão dialogando com seus alunos,


utilizando como ponto de partida a imagem da figura 41, solicitando aos alunos que
relatem o que consideram uma boa avaliação, se as mesmas são necessárias e por
que acham que devem realiza-las com qualidade.

Figura 41

Fonte: http://educador.brasilescola.com/orientacao-escolar/os-varios-sentidos-avaliacao.htm

- Apresentar dados de proficiência do colégio e dados de aprovação e reprovação


dos últimos anos aos alunos e refletir juntamente com os mesmo sobre o que estes
representam para o colégio e para os alunos em si; (figuras 42 a 45)
Figura 42

Fonte: hppt//:portal.mec.gov.br

Figura: 43

Fonte: hppt//:portal.mec.gov.br
Figura 44

Figura 45
- Selecionar algumas questões dos cadernos de avaliação da Prova Brasil,
analisando-as em conjunto com os alunos, de acordo com o ano/modalidade de
ensino, questionando-os quanto as dificuldades ou facilidades observadas em cada
uma;

- Solicitar que produzam, em grupos, uma paródia versando o tema AVALIAÇÃO.


Apresentar suas paródias aos colegas.

- Considerações finais

8º Encontro

Organização: Oficina Temática

TEMA: “Avaliações externas: sua importância no processo de ensino, aprendizagem


e avaliação”.

As avaliações em larga escala, oferecem para a escola informações que


permitem analisar, a partir dos resultados obtidos, como anda o processo de ensino
aprendizagem da escola, sendo possível dialogar sobre as ações pedagógicas no
âmbito escolar.
Segundo SOUZA (1993) a avaliação fornece informações sobre o processo
pedagógico permitindo aos envolvidos redimensionar o trabalho pedagógico, desta
forma, analisar os resultados obtidos nas avaliações em larga escala permite
observar se estes alunos aprenderam os conteúdos ensinados e se entenderam as
questões apresentadas nas avaliações em larga escala.
Analisar os dados das avaliações em larga escala, especialmente aqueles
em o colégio de atuação participa, possibilita ter um diagnóstico sobre o trabalho
pedagógico determinando novas ações para que os objetivos estabelecidos sejam
atendidos.
Pensar em avaliação, mais especificamente sobre o instrumento de
avaliação, implica refletir sobre a construção desta ferramenta, sendo assim,
analisar os cadernos de avaliações em larga escala, trará aos envolvidos
possibilidades de pensar sobre os procedimentos essenciais utilizados na
elaboração referentes a estrutura destas avaliações, observando a organização,
clareza, grau de dificuldade das questões, bem como identificar quais as
competências/habilidades/descritores são cobrados em cada questão.

OBJETIVOS
 Analisar os instrumentos avaliativos utilizados nas avaliações de larga escala
observando critérios para elaboração;
 Identificar descritores comuns entre as avaliações aplicadas nos últimos anos;
 Analisar as questões apresentadas nos cadernos de avaliação observando os
procedimentos essenciais para elaboração de um instrumento de qualidade;

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

- Iniciar a oficina com a dinâmica intitulada Emboladão, cujo objetivo é mostrar a


importância da interação, improviso e sociabilidade. Demonstrar paciência, liderança
e capacidade de trabalhar em grupo.
Desenvolvimento: Faz-se um círculo de mãos dadas com todos os participantes da
dinâmica. O coordenador deve pedir que cada um grave a pessoa que deu a mão
direita e a esquerda. Em seguida, pede que todos larguem as mãos e caminhem
aleatoriamente, passando uns pelos outros olhando nos olhos (para que se
despreocupem com a posição original em que se encontravam). Ao sinal, o
coordenador pede que todos se abracem no centro do círculo “bem apertadinhos”.
Então, pede que todos se mantenham nesta posição como estátuas, e em seguida
deem as mãos para as respectivas pessoas que estavam de mãos dadas
anteriormente (sem sair do lugar). Quando estiverem de mãos dadas, peça para que
tentem abrir a roda, seguindo as regras: vale pular, passar por baixo, girar e saltar,
mas não podem largar as mãos. O efeito é que todos, juntos, tentem fazer o melhor
para que esta roda fique totalmente aberta. Ao final, pode ser que alguém fique de
costas, o que é permitido. (Disponível em:
www.mundocarreira.com.br/motivacao/confira-principais-dinamicas-de-motivacao-
para-sua-empresa). Reflexão sobre a dinâmica;
- Relato dos professores socializando suas experiências sobre o trabalho realizado
com os alunos;

- Leitura do texto – Ação do professor e o significado da avaliações em larga escala


na prática pedagógica – AUTOR: Profº DR. Valdecir Soligo em: SOLIGO, V. Titulo.
IN: (Org.)WERLE, Flavia Obino Corre. Avaliação em Larga Escala – foco na
escola. São Leopoldo:Okios; Brasilia: Liber Livro, 2010. Pag. 119 a 133

- Sintetizar as ideias do texto lido utilizando slides das figuras 46 e 49

Figura 46 Figura 47

Fonte:Arquivo pessoal Fonte:Arquivo pessoal

Figura 48 Figura 49

AS AVALIAÇÕES ADQUIREM
SIGNIFICADO QUANDO SEUS
PROCESSOS SÃO ABERTOS E
TRABALHADOS COMO
CONSTRUÇÃO E
DIAGNÓSTICO DA REALIDADE
DA ESCOLA

Fonte:Arquivo pessoal Fonte: SOLIGO in put WERLE, 2010, p. 124


- Dividir os participantes em grupos para analisar alguns modelos dos cadernos de
avaliação da Prova Brasil - Língua Portuguesa, observando os procedimentos
essenciais para sua elaboração relacionados à clareza, grau de dificuldade das
questões, contextualização e conteúdos abordados nas questões;

- Leituras das Matrizes de referência de Língua Portuguesa dos 6º anos (anexo 01),
9º anos (anexo 02), e 3º anos (anexo 03), coletivamente pelo grupo de participantes;

- Solicitar aos participantes que observem em pequenos grupos, no caderno de


avaliação de Língua Portuguesa da Prova Brasil, se nas questões apresentadas é
possível perceber quais descritores são abordados em cada questão. Realizada a
tarefa, socializar com os demais quais descritores foram identificados por cada
grupo.
- Considerações finais ( figuras 50 a )
Figura 50 Figura 51

Fonte:Arquivo pessoal Fonte:Arquivo pessoal

Figura 52 Figura 53

Fonte:Arquivo pessoal Fonte:Arquivo pessoal


Figura 54

Fonte:Arquivo pessoal

Figura 55

Fonte:Arquivo pessoal

- Avaliação do curso.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Realizar as leituras e diferentes reflexões a cerca do tema abordado -


Planejar, Desenvolver e Avaliar: O uso dos Instrumentos de Avaliação na
Aprendizagem, além das dinâmicas e atividades propostas, levam os participantes
a perceberem o quanto estas discussões interferem e influenciam na caminhada
profissional, especialmente no momento de planejar uma avaliação.
Se concebida a educação como um processo, dentro do qual estão
envolvidos professor e aluno, e se considerado o ritmo de ensinar e aprender de
cada um destes, então é necessário considera-los em sua integra, pensando numa
educação de qualidade em que se incluam todos os aspectos de vida do educador e
sobre tudo do educando, traçando-se objetivos claros, especialmente durante o ato
de avaliar, entendendo-o - o momento de avaliação – dentro de uma perspectiva
diagnóstica, onde se deve analisar não somente os resultados apresentados pelos
alunos, mas também a ação do educador enquanto parte de todo este litígio.
Pensar avaliação e sobre tudo, estudar o processo avaliativo, é e sempre
será uma questão polêmica, visto que estão envolvidos sujeitos, cada qual com suas
intenções e conhecimentos, no entanto, deve se manter a atenção quanto aos
métodos e funções esta avaliação assume; uma vez que, para que a avaliação
cumpra seu papel de avaliar a aprendizagem dentro de um processo, é preciso
compreendê-la como diagnóstica, examinando os proveitos não somente de uma
das partes, mas de todos os envolvidos, direta ou indiretamente nesta ação.
Sendo assim, o presente trabalho buscará promover uma reflexão junto aos
educadores, obsevando o planejamento, o desenvolvimento, a aplicação e análise
das avaliações bem como dos resultados oriundos deste processo, considerando
para esta análise, os instrumentos elaborados por si próprios (pelos professores),
tanto quanto as avaliações em larga escala, levando-os a construir e compreender a
finalidade diagnóstica que compõem este procedimento e, sobretudo, concebendo-
as como ferramentas de construção do saber.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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PARO, Vitor Henrique. Educação para a democracia: o elemento que falta na
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SOUSA, Clarilza Prado de. (Org.). Avaliação do Rendimento Escolar. 2ª Ed.
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AURELIO, Dicionário. Disponível em:
<http://www.dicionariodoaurelio.com/Qualidade.html>. Acesso em 30/08.

MATERIAL ICONOGRÁFICO

HERMES, Soeli Regiane. Planejar, elaborar e avaliar: o uso dos instrumentos de


avaliação na aprendizagem. 2014. 45 slides
SOLIGO, Valdecir. Apresentação das avaliações externas aplicadas no Brasil: SAEB,
Prova Brasil, Provinha Brasil, ENEM e PISA. 2014. 6 slides
ANEXOS

Anexo 01
Anexo 02
Anexo 03

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