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DIREITO ADMINISTRATIVO Vandré Amorim

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ATOS ADMINISTRATIVOS

Introdução: Ato administrativo. Atos da Administração. Fatos Administrativos.


Conceito, requisitos, atributos, classificação e espécies. Extinção do ato
administrativo: cassação, anulação, revogação e convalidação.

I - ATOS ADMINISTRATIVOS
1. CONCEITO
“Ato Administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública, que,
agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar
direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria” (Hely Lopes Meirelles).
O ato administrativo é o “produto”, o resultado, a consequência da atividade administrativa,
sobretudo, no exercício dos Poderes Administrativos (Poder Regulamentar, Vinculado, Discricionário,
Hierárquico, Disciplinar e de Polícia). Assim, em razão do desempenho do Poder Regulamentar, surge um ato
regulamentar (também chamado de normativo), como, p.ex., um decreto, uma instrução normativa, etc; já em
decorrência do Poder de Polícia, surgem atos como licenças, autorizações, multas etc.
Quando a manifestação de vontade se der por meio de atos bilaterais estaremos, no entanto,
diante de contratos administrativos.
1.1 CONDIÇÕES PARA O SURGIMENTO DO ATO ADMINISTRATIVO:
Deve-se ressaltar que a Administração Pública se manifesta de várias formas, sendo que nem
todas essas manifestações devem ser consideradas atos administrativos. Para tanto, torna-se necessária a
presença de algumas características essenciais no conceito de ato administrativo, tais como:
• Manifestação unilateral de vontade, apta a produzir efeitos jurídicos para os administrados; não
sendo unilateral, mas sim bilateral ou multilateral, teríamos os contratos, convênios ou consórcios,
que são ajustes, acordos de vontades.

• Uso da Supremacia do Interesse Público: Corresponde à expressão “agindo nessa qualidade”, isto
é, enquanto Administração Pública, num regime publicístico; se não fizer uso da supremacia, pode-se
falar em ato da Administração, mas, não, em ato administrativo.

• Que provenha de agente competente (integrante ou não dos quadros da Administração


Pública), com finalidade pública e forma legal.

2. ATOS DA ADMINISTRAÇÃO
Como dito anteriormente, nem todas as manifestações proferidas pela administração pública
são denominadas de atos administrativos. Com isso, é possível que alguma manifestação seja proferida por
instituição que integra a Administração Pública, mas sem que seja classificada como ato administrativo, repise-
se, embora seja proveniente da Administração.

A doutrina costuma apontar que os atos de Direito Privado praticados pela Administração,
ou seja, aqueles que não têm a incidência da supremacia do interesse público, são denominados de Atos da

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Administração, e não atos administrativos. São atos de mera gestão, equiparados, até certo ponto aos dos
particulares (é possível que haja alguma derrogação, em nome do interesse público), uma vez que é possível
que a Administração Pública pratique atos ou celebre contratos em regime de direito privado (civil ou
comercial), abrindo mão da supremacia que lhe é conferida.
Especialmente quando desenvolve atividade econômica, o Poder Público abre mão dos
privilégios (inclusive tributários e trabalhistas - Art. 173, § 1º, II, da CF). Neste caso, têm-se atos da
Administração que não se tipificam, propriamente, como atos administrativos. Nestes, é imperativo o uso
da supremacia da Administração, e isto é o que os diferencia dos atos desenvolvidos no uso do “jus gestionis”.
Parte da doutrina, no entanto, defende ser o denominado “ato da administração” um gênero
de todos os atos jurídicos produzidas pela Administração Pública, cujas espécies seriam: a) atos de direito
privado; b) atos materiais; c) atos opinativos; d) atos políticos; e) contratos; f) atos normativos; e g) atos
administrativos propriamente ditos.

3. FATO ADMINISTRATIVO
É, no dizer de Hely Lopes, toda realização material da Administração em cumprimento de
alguma decisão administrativa, tal como a construção de uma ponte, a instalação de um serviço público, o
asfaltamento de ruas, o serviço de tratamento e distribuição de água, o policiamento de ruas etc. Seria, nesse
caso, uma consequência material do ato administrativo.
Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o fato administrativo surge também quando o fato descrito
na norma legal produz efeitos no campo do direito administrativo, como, p.ex., a morte de um funcionário, que
produz a vacância de seu cargo, ou, ainda, quando se consuma a prescrição. Assim, pode-se dizer que o fato
administrativo também decorre de eventos naturais, como no caso do silêncio administrativo.
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 1).___ (CESPE – ANTAQ – 2014) A sanção do presidente da República é qualificada como ato administrativo
em sentido estrito, ou seja, é uma manifestação de vontade da administração pública no exercício de
prerrogativas públicas, cujo fim imediato é a produção de efeitos jurídicos determinados.
- 2).___ (CESPE – 2016 - TCE-PA) Situação hipotética: O TCE/PA alugou várias salas de aula de uma escola
privada para a realização do curso de formação de seus novos servidores. Assertiva: Nessa situação, o ato de
locação, ainda que seja regido pelo direito privado, é considerado um ato administrativo.
- 3).___ (FCC - TRT - 18ª Região) O ato administrativo pode pertencer ao direito público ou ao direito privado.
- 4).___ (FCC - TRT-18ª Rg) É considerado ato administrativo aquele praticado por entidade de direito privado no
exercício de função delegada do Poder Público e em razão dela.
- 5).___ (CESPE – TCU) Os atos administrativos estão completamente dissociados dos atos jurídicos, pois os
primeiros referem-se sempre à atuação de agentes públicos, ao passo que os segundos abrangem também os atos
praticados por particulares.
- 6).___ (FCC - TRT - 18ª Região) Mesmo quando o Estado pratica ato jurídico regulado pelo direito Civil ou
Comercial, ele pratica ato administrativo.
- 7).___ (FCC - TRT - 18ª Região) Ato administrativo é a realização material da Administração em cumprimento de
alguma decisão administrativa.
- 8).___ (FCC - TRT - 18ª Região) O ato administrativo é sempre bilateral.
- 9).___ (CESPE – TCU - ACE) São exemplos de atos administrativos relacionados com a vida funcional de
servidores públicos a nomeação e a exoneração. Já os atos praticados pelos concessionários e permissionários do
serviço público não podem ser alçados à categoria de atos administrativos.
- 10).___ (CESPE – TCU - Analista de Controle Externo) O ato administrativo não surge espontaneamente e por
conta própria. Ele precisa de um executor, o agente público competente, que recebe da lei o devido dever-poder
para o desempenho de suas funções.
- 11).___ (CESPE – TCU - Analista de Controle Externo) Os atos praticados pelo Poder Legislativo e pelo Poder
Judiciário devem sempre ser atribuídos à sua função típica, razão pela qual tais poderes não praticam atos
administrativos.

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II - REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO
A Lei 4.717/65, que regula a Ação Popular, a contrario sensu, retrata os elementos
constitutivos dos atos administrativos, quando assim diz:
Artigo 2o - São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos
casos de:
a) Incompetência;
b) Vício de forma;
c) Ilegalidade do objeto;
d) Inexistência dos motivos;
e) Desvio de finalidade.

➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:

- 12).___ (CESPE – 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo) Motivação, finalidade, competência,
forma e objeto constituem elementos obrigatórios do ato administrativo e requisitos de validade da sua
prática, de modo que a ausência de qualquer um desses elementos implica a nulidade do ato praticado.
- 13).___ (CESPE - FISCAL/INSS) - Segundo a lei e a doutrina majoritária, motivo, forma, finalidade,
competência e objeto integram o ato administrativo.
- 14).___ (FCC-TRE/SE – Técnico Judiciário – 2007) São requisitos ou condições de validade do ato
jurídico
a) forma, imperatividade, motivo, finalidade e objeto.
b) Competência, autoexecutoriedade, imperatividade, objeto e finalidade.
c) Competência, motivo, objeto, autoexecutoriedade e forma.
d) Forma, motivo, finalidade, objeto e competência.
e) Finalidade, motivo, imperatividade, autoexecutoriedade e forma.

1. COMPETÊNCIA

É o poder atribuído ao agente da Administração para o desempenho específico de suas


funções. Resulta da lei e por ela é delimitada.
É intransferível, improrrogável por vontade dos interessados, porém, pode ser delegada e
avocada (desde que as normas permitam).
A Lei 9.784/99, reguladora do processo administrativo no âmbito da Administração Federal,
assim dispõe sobre competência:

CAPÍTULO VI
DA COMPETÊNCIA
Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída
como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar
parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente
subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica,
jurídica ou territorial.
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos
órgãos colegiados aos respectivos presidentes.

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Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:
I - a edição de atos de caráter normativo;
II - a decisão de recursos administrativos;
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.
§ 1º O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do
delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício
da atribuição delegada.
§ 2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.
§ 3º As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e
considerar-se-ão editadas pelo delegado.
Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.
Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas
sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial.
Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado
perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir.

➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:


- 15).___ (CESPE – 2015 – TCU - Técnico Federal de Controle Externo) É proibido delegar a edição
de atos de caráter normativo.
- 16).___ (CESPE – 2015 – TCU - Técnico Federal de Controle Externo) Ao delegar a prática de
determinado ato administrativo, a autoridade delegante transfere a titularidade para sua prática.
- 17).___ (CESPE – ANTAQ – 2014) O ato de delegação de competência, revogável a qualquer tempo pela
autoridade delegante, decorre do poder administrativo hierárquico.
- 18).___ (CESPE – ANTAQ – 2014) A competência, um dos requisitos do ato administrativo, é intransferível,
sendo vedada a sua delegação.
- 19).___ (FGV/AUDITOR FISCAL DO RJ – 2011) O chefe de determinado órgão público integrante da
estrutura do Poder Executivo Federal, visando a conferir maior celeridade na tramitação de
processos administrativos, decide delegar a competência para decidir recursos administrativos a seu
chefe de gabinete. Considerando a situação hipotética acima narrada, é correto afirmar que tal
conduta se revela juridicamente
(A) incorreta, em decorrência da regra geral de indelegabilidade de competências administrativas.
(B) incorreta, uma vez que é legalmente vedada a delegação da competência para decidir recursos
administrativos.
(C) correta, uma vez que o chefe do órgão público exerce a direção superior da Administração Pública
Federal.
(D) correta, desde que o ato de delegação seja publicado em meio oficial.
(E) correta, desde que exista previsão legal e que o ato seja acompanhado de aceitação expressa do agente
delegatário.
- 20).___ (CESPE – TJ/ES-2011) - A delegação da competência para a realização de um ato administrativo
configura a renúncia da competência do agente delegante.
- 21).___ (CESPE/BACEN) Os atos praticados sob o manto da delegação imputam-se ao delegante e ao
delegado, de forma concorrente.
- 22).___ (CESPE/PC-ES/2009) Na delegação de competência, a titularidade da atribuição administrativa é
transferida para o delegatário que prestará o serviço.
- 23).___ (CESPE/TCE-RN/INSPETOR) Como requisito do ato administrativo, a competência é, em
princípio, intransferível, só podendo ser objeto de delegação se estiver estribada em lei.

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2. FINALIDADE
É o objetivo, o fim visado pelo ato. É sempre de interesse público e indicado explícita ou
implicitamente pela lei.
A alteração da finalidade expressa na lei ou implícita no ordenamento administrativo,
caracteriza desvio de finalidade (abuso de poder).

➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:


- 24).___ (CESPE - Técnico de Controle Externo TCU) - A finalidade dos atos administrativos é sempre
um elemento vinculado, pois o fim desejado por qualquer ato administrativo é o interesse público.
- 25).___ (ESAF/ANA/Analista) Configura desvio de finalidade a prática de ato administrativo visando a fim
diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.

3. FORMA
Consiste na observância completa ou regular de formalidades indispensáveis à existência ou
validade do ato.
No Direito Privado, a regra é a liberdade da forma do ato jurídico.
No Direito Administrativo, a liberdade de forma é a exceção.
A forma normal é a escrita, admitindo-se a não escrita somente no caso de urgência,
transitoriedade ou irrelevância.
A revogação ou modificação do ato administrativo deve obedecer à mesma forma do ato
originário (princípio do paralelismo das formas).
O ato administrativo distingue-se do procedimento administrativo, que é conjunto de
operações exigidas para a perfeição do ato, cuja forma, é o próprio revestimento material. O procedimento é
dinâmico. A forma é estática.
A Lei 9784/99, assim dispõe:

CAPÍTULO VIII
DA FORMA, TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO
Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei
expressamente a exigir.
§ 1º Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua
realização e a assinatura da autoridade responsável.
§ 2º Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de
autenticidade.
§ 3º A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo.

➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:


- 26).___ (CESPE - Técnico TCU) Em regra, os atos administrativos são informais, o que atende à
demanda social de desburocratização da administração pública.

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4. MOTIVO (OU CAUSA)
É a situação de direito ou de fato que determina ou autoriza a realização do ato
administrativo. Pode ser expresso em lei (vinculado) ou ficar a critério do administrador (discricionário).
Exemplo: na aplicação de uma suspensão o motivo será o ato faltoso ou a desobediência (o
objeto será a aplicação da penalidade).

➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:

- 27).___ (CESPE - Técnico TCU) Motivo e motivação dos atos administrativos são conceitos coincidentes
e significam a situação de fato e de direito que serve de fundamento para a prática do ato
administrativo.
- 28).___ (CESPE – 2016 - TRE-PI - Técnico Judiciário – Administrativa) Considere que determinada
autoridade do TRE/PI tenha negado pedido administrativo feito por um servidor do quadro, sem
expor fundamentos de fato e de direito que justificassem a negativa do pedido. Nesse caso, o
ato administrativo praticado pela autoridade do TRE/PI
a) não possui presunção de veracidade.
b) pode ser editado sob a forma de resolução.
c) é considerado, quanto à formação da vontade, ato administrativo complexo.
d) classifica-se como ato administrativo meramente enunciativo.
e) apresenta vício de forma.
- 29).___ (FCC – 2015 – TRT - 3ª Região (MG) Analista Judiciário - Área Judiciária) Dentre os
requisitos de validade do ato administrativo, alguns são de cunho geral, facilmente
identificáveis em todos os atos, outros nem tanto. A identificação de vícios nos elementos do
ato administrativo pode ensejar diferentes consequências, pois há ilegalidades insuperáveis.
A motivação do ato administrativo, por sua vez,
a) constitui indispensável elemento do ato administrativo, pois se consubstancia nos fatos que
ensejaram a prática do ato, representando verdadeira expressão dos princípios do contraditório e da
ampla defesa, sendo obrigatória em todos os atos administrativos, em maior ou menor extensão.
b) distingue-se do motivo, embora com ele esteja relacionada, pois consiste na explicitação do motivo
− pressuposto fático − e dos fundamentos da prática do ato, mas não constitui elemento do ato
administrativo.
c) é exigível somente quando houver disposição expressa de lei, interferência direta na esfera de
direitos dos administrados e quando se tratar da edição de atos administrativos decorrentes do poder
normativo e regulamentar da Administração.
d) prepondera sobre o vício quanto ao motivo, tanto de inexistência, quanto de inadequaçã o, sempre
que a finalidade do ato, de interesse público, for atingida, independentemente de não ser o resultado
pretendido com aquele ato.
e) tanto quanto a finalidade, enquadram-se como elementos discricionários do ato administrativo,
porque cabe ao administrador atender genericamente a finalidade de interesse público e explicitar as
razões que o levaram a tal, ainda que não seja exatamente o caminho e o resultado previstos na lei.

5. OBJETO
Criação, modificação, extinção ou comprovação de situações jurídicas concernentes a
pessoas, coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público.
Ocorre a identificação do objeto com o conteúdo do ato, onde a Administração manifesta o seu
poder e a sua vontade, ou atesta simplesmente situações preexistentes.

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➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 30).___ (FCC – 2015 - TRT - 3ª Região - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Marlon, chefe
de determinada repartição pública, ao aplicar penalidade ao servidor Milton, equivocou -se, e aplicou
pena de advertência, ao invés da pena de suspensão. No caso narrado, há
a) mera irregularidade, inexistindo qualquer vício no ato administrativo.
b) vício relativo ao objeto do ato administrativo.
c) vício de finalidade do ato administrativo.
d) vício de motivo do ato administrativo.
e) vício relativo à forma do ato administrativo.
- 31).___ (FCC-TRT/GO-ANALISTA JUDICIÁRIO) Sendo um dos requisitos do ato administrativo, o objeto
consiste na criação, modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas, coisas e
atividades sujeitas à ação do Poder Público.
- 32).___ (FGV – TRE/Pará - 2011) - Entre os vícios que tornam nulo o ato administrativo está
(A) a incompetência, caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente que o
praticou.
(B) o desvio de finalidade, que é a omissão de formalidade indispensável à existência do ato.
(C) a ilegalidade do objeto, em que a matéria de direito em que se fundamenta o ato é inexistente.
(D) o vício de forma, que ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei.
(E) a inexistência dos motivos, quando o agente pratica o ato visando a objetivo diverso do previsto nas
regras de competência.
- 33).___ (FCC - TRT 1ªRG - 2011) - João, servidor público federal, sofreu punição sumária sem que
se tenha instaurado o necessário processo administrativo disciplinar com a garantia da ampla
defesa e do contraditório
(A) representa irregularidade, passível de revogação do ato administrativo de punição.
(B) apresenta vício substancial, ligado ao mérito do processo administrativo.
(C) constitui exemplo de ato administrativo com vício de forma.
(D) apesar de viciada, não acarreta o retorno do servidor ao status quo ante.
(E) constitui exemplo de ato administrativo com vício de objeto.
- 34).___ (ESAF – AFRF - Área TI) Analise o seguinte ato administrativo: O Governador do estado Y
baixa Decreto declarando um imóvel urbano de utilidade pública, para fins de desapropriação, para a
construção de uma cadeia pública, por necessidade de vagas no sistema prisional. Identifique os
elementos desse ato, correlacionando as duas colunas:
1- Governador do Estado ( ) finalidade
2- Interesse Público ( ) forma
3- Decreto ( ) motivo
4- Necessidade de vagas no sistema prisional ( ) objeto
5- Declaração de utilidade pública ( ) competência
a) 4/3/5/2/1
b) 4/3/2/5/1
c) 2/3/4/5/1
d) 5/3/2/4/1
e) 2/3/5/4/1

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III - ATRIBUTOS DO ATO
1. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE
Nascem com essa presunção, independente de norma legal que o estabeleça, autorizando a
imediata execução ou operatividade dos atos administrativos, mesmo que arguidos de vícios ou defeitos que
os levem à invalidade.
São legítimos até prova contrária (presunção juris tantum). Admitem, no entanto, sustação de
seus efeitos através de recursos internos ou medidas judiciais (liminar em MS ou ação popular).
A expressão “presunção de legitimidade” responde a dois aspectos:
• Veracidade dos Fatos; e
• Legalidade da ação.
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 35).___ (CESPE/UnB – TJ/ES-2011) - Enquanto não for decretada a invalidade do ato pela administração
ou pelo Poder Judiciário, o ato inválido produzirá normalmente seus efeitos.
- 36).___ (CESPE - TRE-MA - Técnico Judiciário) Presume-se, de modo absoluto, que os atos
administrativos foram emitidos com observância da lei.
- 37).___ Os atos administrativos são dotados de presunção de legitimidade e veracidade, o que significa
que há presunção relativa de que foram emitidos com observância da lei e de que os fatos alegados
pela administração são verdadeiros.
2. IMPERATIVIDADE
É o atributo do ato administrativo que materializa a supremacia da Administração em relação
ao Administrado. É pressuposto da coercibilidade, fruto da força impositiva própria do Poder Público, que
obriga o administrado ao fiel atendimento dos seus atos administrativos, sob pena de execução forçada pela
Administração ou pelo Judiciário.
Em face da imperatividade, não há disponibilidade do interesse público nem pelo agente
administrativo e nem pelo administrado: ambos se submetem ao jus imperii, do qual decorre a imperatividade.
Observe-se que tal atributo é consectário da Supremacia da Administração sobre os administrados, e estriba-
se na observância do princípio da legalidade, sem o que se transbordará para o abuso de poder.
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 38).___ (FCC - TRT - 21ª Região) Imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem
a terceiros, independentemente de sua concordância.
- 39).___ (CESPE – 2015 – MPU - Analista do MPU) Tanto os atos administrativos constitutivos quanto os
negociais e os enunciativos têm o atributo da imperatividade.
- 40).___ (CESPE/TRE-MA) A imperatividade é atributo presente em todos os atos administrativos,
inclusive naqueles que conferem direitos solicitados pelos administrados e nos atos enunciativos.

3. AUTO-EXECUTORIEDADE
Consiste na possibilidade que certos atos administrativos ensejam de imediata e direta
execução pela própria Administração, independentemente de ordem judicial, especialmente quanto aos
atos decorrentes do Poder de Polícia. Está presente em todos os atos próprios da Administração (excluídos
os impróprios) que, quando aquela agir munida deste atributo, deve fazer preceder a sua ação de Notificação e
Auto Circunstanciado. Ao particular cabe o recurso à própria Administração ou ao Judiciário.
Alguns autores o desdobra em dois: a) exigibilidade: a Administração toma decisões
executórias criando obrigação para o particular sem necessitar ir preliminarmente a juízo. A Administração se

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utiliza de meios indiretos de coerção, como a multa ou outras penalidades administrativas impostas em caso
de descumprimento do ato; b) executoriedade: permite à Administração executar diretamente a sua decisão
pelo uso da força. A Administração emprega meios diretos de coerção, compelindo materialmente o
administrado a fazer alguma coisa, utilizando-se inclusive de força.

➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:


- 41).___ (CESPE - PROCURADOR) Os atos administrativos só são dotados de auto-executoriedade nas
hipóteses previstas expressamente em lei.
- 42).___ (FCC/TRF-4ªRg – Analista Judiciário) Dentre os atributos do ato administrativo, é correto
indicar:
a) Disponibilidade; exigibilidade; impessoalidade e autoexecutoriedade.
b) Indisponibilidade; capacidade do agente; imperatividade e discricionariedade.
c) Presunção de legitimidade; imperatividade; exigibilidade e autoexecutoriedade.
d) Objetividade; discricionariedade; presunção de legitimidade.
4. TIPICIDADE*
O ato praticado deve corresponder (subsunção) a uma das figuras (arquétipos) previamente
previstas ou admissíveis pela lei. Exige-se que haja pertinência e adequação entre o ato administrativo
tomado e o arquétipo legalmente definido como apto a realizar os fins desejados. Faz-se a subsunção dos
fatos à hipótese legal, devendo o ato corresponder ao que a lei define como correto para solucionar o
problema.
Exemplo: para o uso de bem público, o ato adequado deve constar entre os atos típicos do regime
de direito administrativo (autorização, permissão, concessão de uso) e, não, um ato próprio do regime privado,
como aluguel do bem. Para a exoneração, um decreto é o ato exigível pelo princípio do paralelismo das formas (já
que a nomeação se deu por decreto), e, não, uma portaria.
*Segundo a maioria da doutrina, não seria um dos atributos do ato.
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 43).___ (CESPE – 2014 - TJ-CE - Analista Judiciário) O ato administrativo deve corresponder a
figuras previamente definidas pela lei como aptas a produzir determinados efeitos. Essa característica
do ato administrativo decorre do atributo da
a) tipicidade.
b) imperatividade.
c) causualidade.
d) legalidade.
e) autoexecutoriedade.
- 44).___ (CESPE - PC-RN - Agente de Polícia) Com relação aos atos administrativos, assinale a opção
correta.
a) Imperatividade é um atributo existente em todos os atos administrativos.
b) Motivo é o resultado que a administração quer alcançar com a prática do ato.
c) Tipicidade é o atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente pela
lei, aptas a produzir determinados resultados. Trata-se de decorrência do princípio da legalidade, que afasta a
possibilidade de a administração praticar atos inominados.
d) A presunção de legitimidade é o atributo pelo qual o ato administrativo pode ser posto em execução pela
própria administração pública, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário.
e) A competência para a prática de ato administrativo nem sempre decorre de lei, e não pode ser objeto de
delegação ou de avocação.
- 45).___ (CESPE - TRE-MA - Analista Judiciário - Área Judiciária) No tocante aos atos
administrativos, assinale a opção correta.
a) A imperatividade é atributo presente em todos os atos administrativos, inclusive naqueles que conferem
direitos solicitados pelos administrados e nos atos enunciativos.

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b) A tipicidade é atributo do ato administrativo constante unicamente nos atos unilaterais, razão pela qual não se
faz presente nos contratos celebrados pela administração pública.
c) A permissão é ato administrativo bilateral e vinculado pelo qual a administração faculta ao particular a
execução de serviço público ou a utilização privativa de bem público.
d) A revogação do ato administrativo produz efeitos ex tunc.
e) O ato administrativo se sujeita ao regime jurídico de direito público ou de direito privado.
- 46).___ (FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário – Contabilidade) No que diz respeito ao
atributo da tipicidade do ato administrativo, é certo que:
a) tal qualidade permite a prática de ato totalmente discricionário ou de atos inominados.
b) esse atributo existe nos contratos porque há imposição de vontade da Administração.
c) essa tipicidade só existe em relação aos atos unilaterais.
d) trata-se de um atributo que pode criar obrigações, unilateralmente, aos administrados.
e) um dos fundamentos desse atributo é a necessidade da Administração em exercer com agilidade suas
atribuições.

IV - OUTROS ASPECTOS DO ATO ADMINISTRATIVO


1. MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO
Aparece toda vez que a Administração decidir ou atuar valorando internamente as
consequências ou vantagens do ato. Não é requisito de formação do Ato Administrativo, mas tem
implicações com o motivo e com o objeto do ato, consubstanciando-se num juízo de valor que a
Administração faz quando autorizada a decidir sobre a conveniência, oportunidade, conteúdo e justiça do
ato a realizar.
Hely Lopes Meirelles diz que, nos atos vinculados “não há que falar em mérito, pois, neles, o
Executivo só atende a lei”. Não se confunda mérito administrativo com mérito processual. Ao Judiciário não
cabe rever as questões de mérito (oportunidade, conteúdo, conveniência e justiça) valoradas pelo
administrador.
2. MOTIVAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
Motivação é a exposição dos motivos e dos fundamentos de fato e de direito que
ensejaram a prática do ato administrativo. Não se confunde com o motivo ou causa, que é elemento do ato,
para ser a explicação sobre ele.
Esse princípio exige que a Administração Pública indique os fundamentos de fato e de direito
de suas decisões. A sua obrigatoriedade, em regra, se justifica em qualquer tipo de ato (vinculado ou
discricionário), porque se trata de formalidade necessária para permitir o controle de legalidade dos atos
administrativos. A motivação deve ser prévia ou contemporânea à expedição do ato (embora já se tenha
admitido na jurisprudência, em situações excepcionais, a motivação posterior).
A motivação, em regra, não exige formas específicas, podendo ser ou não concomitante com o
ato.
A motivação é exigida em diversas leis, como, p.ex., na Lei 8.666/93 (Licitações e Contratos).
Já a Lei 9.784/99 (Processo Administrativo no âmbito federal) trata desse princípio tanto no art. 2º, parágrafo
único, VII, como no art. 50.
A Lei 9.784/99, que disciplina o Processo Administrativo no âmbito da Administração Federal,
assim dispõe sobre a motivação dos atos.

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CAPÍTULO XII
DA MOTIVAÇÃO
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos,
quando:
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
V - decidam recursos administrativos;
VI - decorram de reexame de ofício;
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e
relatórios oficiais;
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.
§ 1º A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com
fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do
ato.
§ 2º Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os
fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.
§ 3º A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva
ata ou de termo escrito.
É possível, inclusive, a chamada motivação aliunde, quando consistir em declaração de
concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso,
serão parte integrante do ato (art. 50, § 1º, da Lei 9.784/99).
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:

- 47).___ (CESPE/DFTRANS) Segundo o princípio da motivação, os atos da administração devem


receber a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinaram a decisão.
- 48).___ (CESPE TJ/RJ – Analista) Pelo princípio da motivação, é possível a chamada motivação
aliunde, ou seja, a mera referência, no ato, à sua concordância com anteriores pareceres, informações,
decisões ou propostas, como forma de suprimento da motivação do ato.
- 49).___ (CESPE - 2014 - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo) De acordo com a Lei n.º
9.784/1999, que regula o processo administrativo federal, é desnecessária a motivação dos atos
administrativos discricionários, entretanto, uma vez expressa a motivação, a validade desses atos fica
vinculada aos motivos indicados como seu fundamento.

3. TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES


Funda-se na consideração de que os atos administrativos, quando tiverem sua prática
motivada, ficam vinculados a esses motivos expostos, para todos os efeitos jurídicos. Inexistentes,
insubsistentes ou falsos os motivos expostos, eivado de vício estará o ato, mesmo que não fosse obrigatória a
motivação.

➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:


- 50).___ (CESPE – 2015 – TCU - Técnico Federal de Controle Externo) Conforme a teoria dos motivos
determinantes, a validade do ato administrativo vincula-se aos motivos que o determinaram, sendo,
portanto, nulo o ato administrativo cujo motivo estiver dissociado da situação de direito ou de fato que
determinou ou autorizou a sua realização.

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- 51).___ (CESPE - PROCURADOR) A motivação de um ato administrativo deve contemplar a exposição
dos motivos de fato e de direito, ou seja, a regra de direito habilitante e os fatos em que o agente se
estribou para decidir.
- 52).___ (CESPE - Técnico TCU) - A teoria dos motivos determinantes cria para o administrador a
necessária vinculação entre os motivos invocados para a prática de um ato administrativo e a sua
validade jurídica.
- 53).___ (CESPE -Procurador) O ato administrativo pode ser invalidado sempre que a matéria de fato ou
de direito em que se fundamentar o ato for materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao
resultado obtido.

V - CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS


1. QUANTO AOS DESTINATÁRIOS
1.1 ATOS GERAIS OU REGULAMENTARES
São atos de comando abstrato e impessoal, sem destinatário certo. Revogáveis pela
Administração e inatacáveis por via judicial antes de executados.
Exemplo: instruções normativas, regulamentos, circulares etc.
1.2 ATOS INDIVIDUAIS OU ESPECIAIS
Dirigem-se a destinatários certos; entram em vigência pela publicação no órgão oficial
(externos) e com comunicação direta (internos). Geram direitos subjetivos.
Exemplo: nomeação, demissão, licença, e autorização etc.
Quando geram direitos adquiridos são irrevogáveis.
2. QUANTO AO ALCANCE
2.1 ATOS INTERNOS
Produzem efeitos no âmbito das repartições administrativas (gerais, normativos, ordinatórios,
punitivos e outros). Sujeitos à revisão hierárquica e à revisão pelo Poder Judiciário, se ofensivos de direito
individual ou lesivos ao patrimônio público. Exemplo: demissão, nomeação, suspensão, apostilamentos de
direito etc.

2.2 ATOS EXTERNOS (EFEITOS EXTERNOS)


Alcançam os administrados, os contratantes e, em certos casos, os próprios servidores.
Necessitam de publicidade. Exemplo: tombamento, desapropriação, licenças etc.

3. QUANTO AO OBJETO
3.1 ATOS DE IMPÉRIO OU DE AUTORIDADE
São unilaterais, onde a Administração impõe sua supremacia sobre o administrado.
3.2 ATOS DE GESTÃO
A Administração os pratica sem usar a sua supremacia. São puramente de administração dos
bens e serviços públicos e nos negócios com particulares (não há coerção). São denominados atos da
Administração (regidos pelo direito privado).
3.3 ATOS DE EXPEDIENTE

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Destinam-se a dar andamento aos processos e papeis que tramitam pelas repartições
públicas, preparando-os para a decisão de mérito a ser proferida pela autoridade competente.
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 54).___ (CESPE – 2016 - TCE-PA) Atos administrativos de gestão são atos praticados pela
administração pública como se fosse pessoa privada, o que afasta a supremacia que lhe é
peculiar em relação aos administrados. Atos administrativos de império, por sua vez, são
aqueles praticados de ofício pelos agentes públicos e impostos de maneira coe rcitiva aos
administrados, os quais estão obrigados a obedecer-lhes.

4. QUANTO AO SEU REGRAMENTO


4.1 ATOS VINCULADOS
A lei estabelece os requisitos e condições de sua realização. Há, neles, em verdade, uma
predominância dos elementos definidos na lei sobre os deixados à livre escolha do administrador. Devido
ao confinamento pela lei ou regulamento, estão sujeitos à revisão integral pelo Judiciário.
4.2 ATOS DISCRICIONÁRIOS
Prática livre quanto ao conteúdo, ao seu destinatário, à sua conveniência, à sua
oportunidade e ao modo de sua realização. “A discricionariedade está, entre as várias possibilidades de
solução, na escolha da que melhor corresponda ao desejo da lei”.
Nenhum ato chega a ser absolutamente vinculado ou discricionário, daí falar-se em
“predominância”.
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 55).___ (FCC - TRT - 18ª R) Certos requisitos dos atos administrativos independem da vontade da
autoridade administrativa, mesmo se tratando de atos praticados no exercício de poder discricionário.
- 56).___ (ESAF – 2016 – ANAC - Especialista em Regulação de Aviação Civil) Considerando-se os
elementos do ato administrativo, sabemos que alguns deles são sempre vinculados, enquanto
outros podem ser ora vinculados, ora discricionários. Assinale a opção em que os dois
elementos nela listados admitam tanto a vinculação quanto a discricionariedade.
a) Finalidade / motivo.
b) Forma /objeto.
c) Competência / finalidade.
d) Motivo / objeto.
e) Finalidade / forma.

5. OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
5.1 QUANTO À FORMAÇÃO DO ATO
a) Simples: manifestação de vontade de um único órgão, unipessoal ou colegiado (não importa o
número de pessoas que participam da decisão, importa que a vontade seja de um único órgão).
b) Complexo: conjugação de vontades de mais de um órgão administrativo.
c) Composto: vontade única de um órgão, mas depende da verificação de um outro, para se tornar
exequível.
Exemplo: autorização que dependa de visto da autoridade superior. Enquanto no ato
complexo fundem-se vontades para praticar um ato só, no composto, praticam-se dois atos, um
principal e outro acessório; este último pode ser pressuposto ou complementar daquele.

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Maria Sylvia Zanella di Pietro tem uma definição diferente deste ato. Ela o define como “o que
resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, em que a vontade de um é instrumental em relação a
de outro, que edita o ato principal.
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 57).___ (FGV – 2016 - Prefeitura de Paulínia – SP – Procurador) O ato de nomeação de Ministros do
STF, em que a vontade final da Administração Pública exige a intervenção de agentes ou órgãos diversos,
havendo autonomia em cada uma das manifestações, pode ser classificado como ato administrativo
a) complexo.
b) composto.
c) simples.
d) coletivo.
e) consultivo.
- 58).___ (CESPE/TCE-TO/Analista) Atos compostos são aqueles cuja vontade final da administração exige
a intervenção de agentes ou órgãos diversos, havendo certa autonomia, ou conteúdo próprio, em cada uma
das manifestações.
- 59).___ (CESPE – 2014 – MEC - Analista Processual) Na forma indicada pela jurisprudência do STF, é
legítimo o ato do Tribunal de Contas da União que, em 15/3/2014, negou o registro e cassou a
aposentadoria de servidor público federal aposentado por ato da administração desde 15/3/2008, eis que o
ato de aposentadoria constitui ato administrativo complexo.
- 60).___ Ato composto é o que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, em que a vontade de um é
instrumental em relação a de outro, que edita o ato principal.
- 61).___ (CESPE/TJ-RJ/Técnico) A concessão de aposentadoria de servidor do Poder Judiciário é
classificada como ato administrativo simples.
5.2 QUANTO À EXEQUIBILIDADE
a) Perfeito: reúnem todos os elementos, apresentando-se apto e disponível para produzir regulares efeitos
(eficaz e exequível). O ato pode ser perfeito, porém inválido, por conter algum vício de legalidade. Poderá,
ainda, ser perfeito e ineficaz, caso tenha cumprido seu ciclo de formação, mas encontra-se na pendência de
que ocorra um termo ou condição.
b) Imperfeito: incompleto ou carente de ato complementar (não exequível). Ex.: falta a publicação, a
homologação, sendo estas exigidas por lei.
c) Pendente: embora perfeito, não se verifica o termo ou condição de que depende a sua exequibilidade.
Já completou o seu ciclo de formação estando apto para produzir efeitos, os quais estão suspensos até que
ocorra a condição ou termo. Ex.: A licitação já foi homologada, porém dependerá da ocorrência (certo ou
incerto) da assinatura do contrato.
d) Consumado (ou exaurido): produziu, exauriu todos os seus efeitos. É irretratável e imodificável.
Zanella assevera: “Ele se torna definitivo, não podendo ser impugnado, quer na via administrativa, quer na
via judicial; quando muito, pode gerar responsabilidade administrativa ou criminal quando se trata de ato
ilícito, ou responsabilidade civil do Estado, independentemente da licitude ou não, desde que tenha
causado dano a terceiros”.
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 62).___ (CESPE/UnB - ANALISTA DE COMÉRCIO EXTERIOR – MICT) O ato administrativo que não
está apto para produzir os seus efeitos jurídicos, porque não completou todas as etapas necessárias
para a sua formação, denomina-se ato pendente.
- 63).___ (ESAF/AGU) O ato administrativo, a que falte um dos elementos essenciais de validade, é
considerado inexistente, independente de qualquer decisão administrativa ou judicial.

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VI - ESPÉCIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS

a) ATOS NORMATIVOS

Possuem um comando geral e abstrato. Em regra, são expedidos pelo Poder Executivo. Contudo,
tanto no Poder Legislativo como no Judiciário existem diversos atos de caráter normativo. São espécies de
atos de caráter normativo:

a .1- Decretos: competência dos Chefes do Executivo, destinados a prover situações gerais ou
individuais. Podem ser: decreto normativo e geral ou específico ou individual (de efeitos concretos).

a.1.1 - Decreto normativo e Geral (lei lato sensu, dotado de generalidade e abstração).
Pode ser subdividido em duas espécies:

• DECRETO INDEPENDENTE OU AUTÔNOMO: dispõe sobre matéria ainda não


regulada especificamente em lei, e que não seja objeto de reserva legal. O STF já admitiu a sua
possibilidade jurídica, embora haja resistência em certos setores doutrinários, quanto à sua
constitucionalidade, sob a égide da CF/88.

Observe-se que após a Emenda Constitucional 32/2001, que alterou o inciso VI do art. 84, a
CF trouxe tal possibilidade, verbis:

“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:


VI - dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento
de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.

A nova redação do inciso VI do art. 84 dá mostras da possibilidade da existência do decreto


autônomo, ao retirar do antigo texto, a expressão “nos termos da lei”.

Outro exemplo, às vezes dado por alguns juristas, é o decreto presidencial no Estado de Sítio
(art. 138 da CF).

Com efeito, no Estado de Defesa, a CF/88 prevê a reserva de lei, ao estatuir, no parágrafo 1.º
do art. 136:

“O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará
as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a
vigorarem, dentre as seguinte:....”

Todavia, no caso do Estado de Sítio, somente decretável em situação mais grave (fatos que
comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa; estado de guerra ou comoção grave
de repercussão nacional), onde o inusitado poderia não ser previsível pelo legislador, entendeu, o constituinte
originário, que não seria razoável colocar sob reserva de lei, medidas impensáveis e inaceitáveis em
tempo de paz, mas estritamente necessárias para atender a tão excepcionais conjunturas. Daí que o art. 138
deferiu ao Presidente da República a faculdade de, por decreto que não regulamenta lei alguma
(portanto, decreto autônomo), indicar “as normas necessárias à sua execução e as garantias constitucionais
que ficarão suspensas...”
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Destarte, por tudo o que foi exposto, a provas de concurso público têm cobrado sobre essa
possibilidade jurídica da existência do decreto autônomo, quando a matéria não for reserva de lei, caso
em que ocorreria uma inconstitucionalidade orgânica ou subjetiva.

Finalizando, frise-se que, no caso de sua existência, é ele, ato normativo originário
(primário), na linguagem de Miguel Reale.

• DECRETO REGULAMENTAR OU DE EXECUÇÃO: visa explicitar a lei e facilitar


sua execução (art. 84, IV CF). É ato normativo derivado (secundário), por manter-se nos limites normativos
do ato normativo originário, a lei. Veicula os Regulamentos, que, por terem eficácia externa, exigem
publicação. Emanam do Poder Regulamentar.

a.1.2 – Decreto específico ou individual: ato de efeitos concretos. Exemplo: decreto de


nomeação de um servidor, ou de declaração de interesse social uma propriedade para fins de desapropriação.

a.2) Regimentos: atos normativos de atuação interna, que visam reger o funcionamento de
órgãos colegiados e de corporações legislativas e judiciárias.

a.3) Resoluções: expedidos pelas altas autoridades do Executivo ou pelos Presidentes de


Tribunais etc. Podem ter efeitos internos ou externos.

Existem as Resoluções do Poder Legislativo que constituem-se em espécies normativas que


integram o processo legislativo, nos termos do inciso VII do art. 59 da CF. Estas, são atos político-
administrativos que não dependem de sanção do Presidente da República e, não, meros atos administrativos.

a.4) Deliberações: emanadas de órgãos colegiados. Quando normativas, são atos gerais;
quando decisórias, são atos individuais.

b) ATOS ORDINATÓRIOS

Disciplinam a conduta interna dos agentes da administração, só atuando no âmbito interno


das repartições e alcançando apenas os servidores hierarquizados à chefia que os expediu. Não se aplicam
aos particulares, nem aos funcionários subordinados a outras chefias, por serem consectários do poder
hierárquico. Podem apresentar-se como:

- Instruções: ordens escritas e gerais visando execução de serviços públicos.

- Circulares: ordens escritas, de caráter uniforme, de menor generalidade, mas objetivando o


ordenamento de serviço.

- Avisos: “atos emanados dos Ministros de Estado a respeito de assuntos afetos aos seus
Ministérios” (H.L.M.).

- Portarias: atos internos, onde os chefes de órgãos, repartições ou serviços, expedem


determinações gerais ou especiais a seus subordinados. Também iniciam sindicâncias e processos
administrativos.

- Ordens de Serviço: determinações específicas aos responsáveis por obras ou serviços


públicos autorizando o seu início (ou impondo).

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- Ofício: “comunicações escritas que as autoridades fazem entre si, entre subalternos e
superiores, e entre Administração e particulares em caráter oficial” (Hely). Na Administração Federal, são
utilizados para as comunicações externas do órgão, enquanto que os memorandos, que seguem o “padrão
ofício”, destinam-se às comunicações internas.

- Requerimentos e petições: encerram sempre uma pretensão do particular ou do servidor


formulada à Administração.

- DESPACHO:
- Administrativo: decisão que as autoridades executivas (ou legislativas e judiciárias
em função administrativa) proferem em papéis, requerimentos e processos sujeitos à sua apreciação.
- Normativo: embora proferido em caso individual, determina que se aplique aos casos
idênticos, passando a ser norma interna da Administração.

*** A publicidade dos despachos é assecuratória da moralidade administrativa e


condição de eficácia, especialmente se com efeitos externos.

c) ATOS NEGOCIAIS

São, segundo Hely Lopes Meirelles, “todos aqueles que contêm uma declaração de vontade
administrativa, unilateral, conduzindo a um negócio jurídico com efeitos específicos e individuais para
o particular nas condições impostas ou consentidas pelo Poder Público”. Materializam-se através de:

- Licença: ato vinculado, onde o Poder Público, depois de verificar as exigências legais,
faculta desempenho de atividade ou realização de fatos antes vedados ao particular (profissão, construção).
Envolve direitos subjetivos daqueles que preencherem os requisitos legais, sem possibilidade de denegação
pela Administração, neste caso.

- Autorização: Ato administrativo discricionário e precário, pelo qual o Poder Público


torna possível ao pretendente a realização de certa atividade, serviço ou a utilização de determinados bens
particulares ou públicos. Não geram direito subjetivo à sua continuidade. Ex: autorização para instalação de
uma banca de revista em um logradouro público.

- Permissão: faculta-se a realização de uma atividade de interesse do permitente ou do


permissionário e do público. Gera Direito subjetivo e exige licitação para permissão de qualquer serviço público
(e de utilidade pública), nos moldes do Art. 175, CF (Ex.: transporte coletivo); mas quando se tratar de ato
unilateral, não haverá a necessidade de licitação. Ato negocial, discricionário e precário. Se forem fixados
prazos e condições onerosas, tendem à redução da precariedade. Modernamente, veicula “contrato de
adesão”, no dizer da lei 8.987/96 (art. 40).

- Aprovação: O Poder Público verifica a legalidade e o mérito de outro ato, ou de outra


situação ou realizações materiais de seus próprios órgãos, de outras entidades ou de particulares. Não só
atos jurídicos, mas também fatos materiais podem ser objeto de aprovação.

- Admissão: Ato administrativo vinculado pelo qual, tendo sido satisfeitas as exigências
legais pelo particular, o Poder Público defere-lhe determinada situação jurídica. Ex: admissão na Escola
pública.

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- Visto: o Poder Público controla outro ato da própria Administração ou do administrado,
aferindo a sua legitimidade para dar-lhe exeqüibilidade. Na aprovação, autorização e homologação há
exame de mérito, diferentemente de no Visto que incide sobre ato anterior e não alcança o seu conteúdo.

- Homologação: ato de controle onde são examinadas a legalidade e a conveniência de


ato anterior da própria Administração, de outra entidade ou de particular, para fins de eficácia.

- Dispensa: exime o particular do cumprimento de determinada obrigação até então exigida


por lei (prestação do serviço militar).

- Renúncia: o Poder Público extingue unilateralmente um crédito ou um direito próprio,


liberando definitivamente a pessoa obrigada perante a Administração. Não admite condição, é irretratável, e
depende de lei autorizadora.

- Protocolo Administrativo: negocial, onde o Poder Público acerta com o particular a


realização de determinado empreendimento ou atividade ou a obtenção de certa conduta no interesse
recíproco da Administração e do Administrado. Conceito igual para Protocolo de Intenção que precede o ato ou
contrato definitivo (ato biface).

d) ATOS ENUNCIATIVOS

São atos que apenas enunciam, declaram, certificam situações existentes.

- Certidões: cópias ou fotocópias fiéis e autenticadas de atos ou fatos constantes de


processo, livro ou documento que se encontre nas repartições públicas.

- Atestados: atos pelos quais a Administração comprova um fato ou uma situação de que
tenha conhecimento por seus órgãos competentes.

- Apostilas: atos enunciativos ou declaratórios de situação anterior.

- Pareceres: manifestações de órgãos técnicos sobre assuntos submetidos à sua


consideração. Parecer normativo: aprovado pela autoridade é convertido em norma de procedimento interno.
Parecer técnico: provém de órgão ou agente especializado.

e) ATOS PUNITIVOS

Atos com conteúdo punitivo, voltado tanto para aplicação de sanções internas como externas.
Pode-se citar como exemplo:

- Multa: é toda imposição pecuniária a que se sujeita o administrado a título de


compensação do dano presumido de infração.

- Interdição de atividade: veda a alguém a prática dos atos sujeitos ao seu controle, ou
que incidam sobre seus bens.
- Destruição das coisas: ato sumário da Administração pelo qual se inutilizam alimentos,
substâncias, objetos ou instrumentos imprestáveis. Dispensa aviso prévio, mas exige autos de apreensão e de
destruição.
- Afastamento de cargo ou função: faz cessar o exercício de seus servidores a título
definitivo.
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VII – TEORIA DA INVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
A Administração Pública, por meio do seu poder de autotutela, tem o poder de retirar o ato do
mundo jurídico, para que não mais produza efeitos, por meio da anulação ou da revogação.
A propósito, o STF, por meio da Súmula 473, dispõe que:
“A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial”.
No mesmo sentido, a Lei 9.784/99 (Lei de Processo Administrativo) disciplinou o tema em seus
artigos 53 e 54, veja:
CAPÍTULO XIV
DA ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode
revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis
para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
§ 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do
primeiro pagamento.
§ 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe
impugnação à validade do ato.
Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a
terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.

1. REVOGAÇÃO
É a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz pela Administração - e somente por
ela - por não mais lhe convir a sua existência.
Funda-se em conveniência ou oportunidade, na análise da vontade administrativa, no interesse
da administração.
Tem efeito “ex nunc”, ou seja, de agora em diante - sem efeito retroativo.
Revoga-se ato legal e perfeito
Não se revogam atos vinculados, consumados (exauridos), procedimentais, enunciativos
(declaratórios), que geram direito adquirido ou direito subjetivo.
2. ANULAÇÃO
É a declaração de invalidade de um ato administrativo ilegítimo ou ilegal, feito pela própria
Administração ou pelo Poder Judiciário, com a volta ao “status quo ante”. Tem efeito “ex tunc” (retroage).
A ilegalidade se revela por qualquer vício, defeito, irregularidade, e não apenas quando se
contraria a letra da lei. Assim, quando houver o desrespeito, p.ex., ao princípio da moralidade, também pode se
invocar a anulação do ato.
No entanto, a anulação do ato deve ser atenuada e excepcionada em relação aos terceiros de
boa-fé, sendo que, os efeitos, nesse caso, será “ex nunc”.
A anulação baseia-se na ilegalidade do ato

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O ato nulo (nulidade absoluta) não gera direitos ou obrigações para as partes, não cria
situações jurídicas definitivas e não admite convalidação ou saneamento (vício de competência material,
vício de finalidade, vício essencial sobre a forma, vício de motivo e vício de objeto).
A nulidade relativa é sanável (vício de competência em relação ao sujeito e vício de forma).
2.1 Anulação pelo Poder Judiciário
O Poder Judiciário, em sua função típica jurisdicional, somente anula atos ilegais; não
podendo revogar atos inconvenientes ou inoportunos, sob pena de indevida invasão no “mérito do
ato”.
O art. 5o, XXXV, da CF coloca todos os atos (vinculados ou discricionários) de qualquer
agente, órgão ou Poder, à mercê de exame judicial, sendo restritivo somente quanto ao objeto desse exame
(legalidade ou lesividade do patrimônio público) e não quanto à origem ou natureza do ato impugnado. Frise-se
que a desobediência a qualquer dos princípios que regem a Administração, representa ilegalidade.
3. Outro panorama acerca da extinção dos atos administrativos
Na linguagem de Celso Antônio Bandeira de Mello, são causas de extinção do ato
administrativo:
I. Cumprimento de seus efeitos;
II. Desaparecimento do sujeito ou do objeto;
III. Retirada, que abrange:
a) Revogação;
b) Invalidação (equivale à anulação)
c) Cassação: dá-se quando “o destinatário descumpriu condições que deveriam permanecer
atendidas a fim de poder continuar desfrutando da situação jurídica”. Ex: o Alvará foi concedido
para um hotel. Depois, no curso da exploração, o negócio converte-se em bordel. Há que ser
cassada a autorização veiculada no “alvará”. Para Hely Lopes Meirelles, é uma modalidade de
anulação de ato que, legal de início, quando da autorização, tornou-se ilegal na execução.
d) Caducidade: a retirada dá-se “porque sobreveio norma jurídica que tornou inadmissível a situação
antes permitida pelo direito e outorgada pelo ato procedente”. Dá como exemplo, a caducidade de
permissão para explorar parque de diversões em local que, em face da nova lei de zoneamento,
tornou-se incompatível com aquele tipo de uso.
e) Contraposição: “dá-se a retirada porque foi emitido ato com fundamento em competência diversa
da que gerou o ato anterior, mas cujos efeitos são contrapostos aos daquele”. O exemplo é a
exoneração, cujos efeitos se contrapõem ao da nomeação.
IV. Renúncia: o próprio beneficiário abre mão de direito subjetivo disponível (vantagem).

➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:


- 64).___ (CESPE – ANTAQ – 2014) Consideram-se válidos os efeitos produzidos pelo ato administrativo até o
momento de sua eventual revogação pela administração pública, quer no que diz respeito às partes interessadas,
quer em relação a terceiros sujeitos aos seus efeitos reflexos.
- 65).___ (CESPE – 2015 – TCU - Técnico Federal de Controle Externo) Agirá de acordo com a lei o
servidor público federal que, ao verificar a ilegalidade de ato administrativo em seu ambiente de trabalho,
revogue tal ato, para não prejudicar administrados, que sofreriam efeitos danosos em consequência da
aplicação desse ato.

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- 66).___ (CESPE – 2015 – TCU - Técnico Federal de Controle Externo) A revogação de atos pela
administração pública por motivos de conveniência e oportunidade não possui limitação de natureza
material, mas somente de natureza temporal, como, por exemplo, o prazo quinquenal previsto na Lei n.º
9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito do serviço público federal.
- 67).___ (CESPE - Analista Judiciário - TJDFT) Revogação é a extinção de um ato administrativo ou de seus
efeitos por outro ato administrativo, efetuada por motivos de conveniência e oportunidade decorrente do princípio
da autotutela, podendo ocorrer, haja vista o interesse público que se sobrepõe ao interesse privado, em relação a
atos discricionários, vinculados e exauridos, conforme o caso.
- 68).___ Os atos administrativos vinculados podem ser revogados a partir de critério de oportunidade e de
conveniência.
- 69).___ A administração deve anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-
los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
- 70).___ O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para
os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
- 71).___ O princípio da segurança jurídica permite que o reconhecimento da ilegitimidade de um ato
administrativo possa gerar efeitos ex nunc e não ex tunc, como é a regra.
- 72).___ (FUNIVERSA - 2015 - PC-DF - Papiloscopista Policial - adaptada) Com relação a atos
administrativos, assinale a alternativa correta.
a) O ato imperfeito é aquele que se encontra maculado de vício sanável.
b) Tratando-se de comprovada má-fé, a administração pública pode anular atos administrativos de que decorram
efeitos favoráveis para os destinatários, ainda que após o prazo decadencial de cinco anos.
c) A convalidação engloba os elementos motivo e objeto do ato administrativo.
d) Os atos administrativos que dependem de homologação são classificados como complexos.
- 73).___ (FGV/AUDITOR FISCAL DO RJ – 2011) O presidente de uma autarquia do Estado do Rio de
Janeiro, após auditoria realizada na folha de pagamento da entidade, detectou irregularidades na
concessão de vantagens pecuniárias a algumas categorias de servidores públicos e pretende rever os
atos administrativos concessivos de tais benefícios. Considerando que os atos administrativos foram
praticados há mais de doze anos e que vêm produzindo, desde então, efeitos jurídicos favoráveis aos
seus destinatários de boa-fé, o Presidente da autarquia indaga se existe algum limite temporal para a
anulação de tais atos. Nessa situação hipotética, de acordo com a lei de processo administrativo do
Estado do Rio de Janeiro (Lei 5.427/2009), é correto afirmar que o direito de a Administração Pública
anular tais atos
(A) não se submete a prazo decadencial, em decorrência do princípio da legalidade.
(B) prescreve em dez anos, contados da data da ciência do vício de legalidade, salvo comprovada má-fé.
(C) prescreve em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
(D) decai em cinco anos, contados da data de percepção do primeiro pagamento.
(E) decai em cinco anos após o término do exercício de mandato, cargo em comissão ou função de confiança.
- 74).___ (CESPE – Procurador) Para as partes envolvidas, os efeitos da anulação de um ato administrativo
retroagem à data da prática do ato ilegal. Apesar da anulação, porém, admite-se a produção de efeitos em
relação a terceiros de boa-fé, podendo o ato anulado ensejar, por exemplo, uma eventual reparação de danos.
- 75).___ A revogação do ato administrativo é ato privativo da administração pública, haja vista decorrer de
motivos de conveniência ou oportunidade. Como corolário, é correto afirmar, então, que o Poder Judiciário jamais
poderá revogar um ato administrativo.
- 76).___ No direito brasileiro, atos administrativos válidos podem ser revogados.
- 77).___ Mesmo que ditada pelo interesse público, a revogação de um ato administrativo que afete a relação
jurídica mantida entre o Estado e um particular pode gerar o dever de o primeiro indenizar o segundo.
- 78).___ Não cabe ao Judiciário indagar do objeto visado pelo agente público ao praticar determinado ato, se
verificar que o administrador atuou nos limites de sua competência.
No âmbito da administração pública, a lei regula determinadas situações de forma tal que não resta para o
administrador qualquer margem de liberdade na escolha do conteúdo do ato administrativo a ser
praticado. Ao contrário, em outras situações, o administrador goza de certa liberdade na escolha do
conteúdo, da conveniência e da oportunidade do ato que poderá ser praticado. Acerca desse importante
tema para o direito administrativo - discricionariedade ou vinculação administrativa e possibilidade de
invalidação ou revogação do ato administrativo -, julgue os seguintes itens.
- 79).___ O ato discricionário não escapa do controle efetuado pelo Poder Judiciário.
- 80).___ A discricionariedade administrativa decorre da ausência de legislação que discipline o ato. Assim, não
existindo proibição legal, poderá o administrador praticar o ato discricionário.
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- 81).___ Um ato discricionário deverá ser anulado quando praticado por agente incompetente.
- 82).___ Ao Poder Judiciário somente é dado revogar o ato vinculado.
- 83).___ O ato revocatório desconstitui o ato revogado com eficácia ex nunc.
(FCC - TRT-MT/Analista Judiciário) No que diz respeito à extinção dos atos administrativos, considere:
I. Em decorrência da nova lei de zoneamento do Município de Caldeira do Alto, o ato de permissão de uso
de bem público imóvel destinado à exploração de parque de diversões, tornou-se incompatível com
aquele tipo de uso.
II. Quando o destinatário descumprir condições que deveriam permanecer atendidas a fim de poder
continuar desfrutando da situação jurídica, a exemplo da licença para funcionamento de um restaurante,
que posteriormente converteu-se em casa de jogos clandestinos.
- 84).___ Estas situações que acarretam a extinção do ato administrativo mediante retirada, correspondem,
respectivamente, à caducidade e cassação.

VIII. SANATÓRIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS (CONVALIDAÇÃO)


Suprimento da nulidade do ato com efeitos retroativos à data de sua emissão (ex tunc).
Observe-se que isto só é possível no caso de nulidade relativa (Juris tantum), pois a nulidade absoluta (jure
et de jure) impede a sanatória.
A convalidação é o ato administrativo pelo qual se supre o vício existente em um ato ilegal,
com efeitos retroativos à data em que foi praticado.
- Lei 9.784/99, Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público
nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados
pela própria Administração.
Consoante leciona Celso Antônio Bandeira de Mello, “quando a convalidação procede da
mesma autoridade que emanou o ato viciado, denomina-se RATIFICAÇÃO. Se procede de outra autoridade,
trata-se de CONFIRMAÇÃO. Quando resulta de um ato de particular afetado, parece bem denominá-la
simplesmente de SANEAMENTO.”
➢ TESTANDO SEU APRENDIZADO:
- 85).___ (CESPE - TJ-PI) A convalidação de um ato administrativo gera efeito ex tunc, retroagindo desde o
início da irregularidade.
- 86).___ (CESPE – TJ/ES-2011) - O ato praticado com vício de incompetência em razão da matéria não
admite convalidação.
- 87).___ (FCC - 2009 - TJ-AP - Analista Judiciário) Os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão
ser convalidados pela própria administração em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão
ao interesse público nem prejuízo a terceiro

GABARITO – ATOS ADMINISTRATIVOS

1) E 10) C 19) B 28) E 37) C 46) C 55) C 64) C 73) D 82) E


2) E 11) E 20) E 29) B 38) C 47) C 56) D 65) E 74) C 83) C
3) E 12) E 21) E 30) B 39) E 48) C 57) A 66) E 75) E 84) C
4) C 13) C 22) E 31) C 40) E 49) E 58) E 67) E 76) C 85) C
5) E 14) D 23) C 32) A 41) E 50) C 59) C 68) E 77) C 86) C
6) E 15) C 24) C 33) C 42) C 51) C 60) C 69) C 78) E 87) C
7) E 16) E 25) C 34) C 43) A 52) C 61) E 70) C 79) C
8) E 17) C 26) E 35) C 44) C 53) C 62) E 71) C 80) E
9) E 18) E 27) E 36) E 45) B 54) C 63) E 72) B 81) E

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