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AGERSON TABOSA PINTO

Bacharel em Direito pela UFC Bacharel e Licenciado em Línguas Neolatinas pela UFC Mestre em Ciência Política pelo IUPERJ

' Doutor em Direito pela USP

Noçots D1; SOCIOLOGIA

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4a Edição

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Fortaleza

2000

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Ficha Catalográfica

PINTO, Agerson Tabosa, 1934

I

1

Noções de Sociologia, 4a. ed., Fortaleza,Unifor, 2000.

 

p. 497 cm 21,5 x 14,5.

 
 

Notas ao pé das páginas

Bibliografia especializada no fim de cada capítulo

 

Biblíografia geral - p. 491 Índices onomástico e alfabético de assunto no fim do vo- lume.

 
 

1- Sociologia. I. Titulo

 

S.B.D. 70-1

 

CDD 301

 

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PROCESSOS SQc1A1Sz 1NTERAÇÃo,cooPEgAÇÃo, COMPETIÇAO, coNFL1To, AcoMoDAÇAo E

ASSIMILAÇÃO

.

Ocupa-se este capitulo dos processos soci_ai_s_, ob-

jeto da Histologia Social. São elesos tecidos de que se

O fato Social 4 greve - por exelmí

plo, é um complexo de relações inter-humanas, como a competição, o conflito, a acomodaçêtg, a_assimilaç_ê_í_Q_ e a

, que representam exatamente os mais impor-

tantes processos sociais. Claro esta que, sem um exame acurado dos pro- cessos sociais, náo se pode conhecer bem o fato social, dai a importância da Histologia, como ramíficaçào da árvore

p

compõem os fatos socí_a;`š

sociológica.

Antes de fazermos um exame de cada um dos pro- cessos previstos, nos deteremos em considerações preli- minares sobre a teoria do processo e sobre o contato e o isolamento. Estes são estudados por alguns autores, como MANNHEIM, entre os processos sociais elementares, e, por outros, como MARIALICE FORACCHI, como requisitos es- pecíficos da interação. Sejam ou não processos, é por de- mais evidente a importância do estudo do contato e do isolamento para a Histologia Social, por serem condicionantes da interação e da existência de todo e qual- quer processo?

1 MANi\1HE1M,Kar1,-op.c1it., p» 89-

/Vflçôes de Sociología

179

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1 PROCESSOS SOCIAIS

Estudando a teoria do processo social, examinare- mos sua definição, sua tipologia, e, p01' fim, Sua 81181136, segundo a famosa fórmula de VON WIESE.

1.1

DEFINIÇÃO

Processo social pode ser tomado em duas acepções, em dois sentidos, um amplo e outro mais estrito, sendo este o de uso mais corrente em Sociologia.

1.1.1 Lato sensu

Processo etimolo icamente si

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Qr be o qualifiizaiiz

vo de social. No plano biológico, as forças que se interatuam no processo de crescimento de uma planta, por exemplo, são forças da natureza: água, raios solares, umidade do solo e o princípio vital da sement e. 2

rocesso social represen-

ta pois, o con unt_o da§

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esse sentido am lo,

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que se fala em ritmo acelerado do processo social norte- americano.

.

2 PIERSON, Donald, op. cit., p. 163.

180

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Agerson Tabosa

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1.1.2

Stricto sensu

Se

811 ndo PINTO FERRE

IRA , ppocessos sociais ' ` sao "

relaçoes que se

QOS 6 1'10fl`1€Y1S Qu §1'1_Q_'

Lê 8l'1'1_PL'i da SQC1edad§_ 3 Ha quem distin ga a @açãO so'ciãl`¡_

trav_am

de homem a homem, e_ptre_g¿1;I_

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rup_ps_s¶Ê_i_ai_s_,

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a ue_a_, Q aspeõto est_r§if_i_co,] da mesma reJal_id_ad,e_ gue é Q

social. Processo, como já vimos, é movimento. A relação s§ria_afixaçãoç,de,,um instantâneo desse moviineniop A

Leieeedeoaei diz MIRANDA SANTOS, oode eee' defioide

Qmp uma espécie de fotOgf¶íad€umdetü _t_ai_*iteldo processo so.ci;z;1 f Quando, v.g., Pedro e Paulo discutem, numa classe,

será possível distinguir a relação, do processo, nessa forma de interação que tecnicamente se chama conflito ? Essa dis- tinção nos parece por demais sutil, para não dizer cerebrina, razão por que verificamos que a tendência entre os autores é despreza-la, como faz O ilustre professor do Recife. DOURADO DE GUSMÃO fala em \zL1§u

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nte_rl_igadas

de mais de _L1rna,pesSQè5

cial ç_p

YOUNG, sociológo americano, define processo so-

movimento_e_1*_1_t_i'_e_i,_rL-

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r,no§lo

de

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9p_eração_ou,

_ç_l_i_víçl1ios _e ,gr

6

Por último, a definição de VON WIESE, uma das maiores autoridades em Histologia: “Q proceso mís_mo;.s

un suoeso mediante e1_ci.ial_1os_h.om.1r›reS .se .\;1nQ.u1ê1

'

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entre S1 O se §_@B_ar

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2 PINTO FERREIRA, Luís, op. cit., PP-

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U1

SANTOS Teobaldo Mirende.1b1d¢m.I'>- 101-

DOURAISO DE GUSMÃO, Paulo. Mendel, p

ô1.

O*

*II

_ voUN<;. Kimbai apud PINTO FERREIRA, Lu1e,1oo. oii., p. 140.

VON WIESE. La Sociologia Alemana, in GURVÍTCPL GC01`g€S 35 MÚORE, W. Sociologia del Siglo XX (Twentienth Century Sociology). 2a. ed., tomo U, Buenos Aires, El Ateneo, 19Õ5› P- 106'

Noções de Sociologia

18 1

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Pelas definições acima, p_ssas_rç_1‹'í-IQÕÇS 011 f01'maS

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ar_ial

dis_çutindo

com uma representação de

poli-

a

aluste s_alarial), ou entre gi;upos

(partidos

ti20_S.11-_1ta1¿<l°-Ps1aifitÕ1;ia1121.1126!fleífâelz

1.2

CLASSIFICAÇÃO

Entre muitas classificações de processos sociais, destaca-se a do professor DJACIR MENEZES, pela sua sim- plicidade e pelo seu carãter prático. A mais famosa classi- ficação, a de VON WIESE, é também a mais complexa, pois faz a mostragem, com uma difícil nomenclatura, de cerca de seiscentos e cinquenta processos. 8

~z=*=>

Na Classífíeflçäoque Vemos fistudar. os _processo.s

se distribuem em duaS Categorias - coesivos e dispersivos_ : com base na doutrina de VON WIESE, para quem, como

vimos. todososprocessos ,tendem açafaetar ou aproxima

Os hOmens.9

1.11

Coesivos

Também chamados s

ocia1izante_s,_

mm

processos que existem em função do gupo, ou, mais pre-

Cmmfim 1z.11í.1Ça0 de 90@S‹fi=10.«. flflm

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nuir entre ele_s_ a

acomodaçao, a assimiliação, a cooperação etc.

distãncia

social. Entre outros, estão a

É CUVILIER, Armand, op. cit., p.

133.

MENEZES, Djacir. Estudos de Sociologia e Economia. Rio de Janeiro,

Organização Simões, 1943, p. 50

182

_

/Igerson Tabosa

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1.2.2

Dispersivos

Dis ersivos ou individualizantes são os processos que afastam os individuos, que os isolain, que aumentam a_d_iS.Lä11.CÍ‹'=1.€fi à diferenciação, a compe- tiçao, O conflito são exemplos de processos dispersivos. Quase todos esses processos serão mais adiante pormenorízadamente estudados, razão por que, aqui, nos

restringimos a enumerá-los.

1.3

ANÁLISE

Foi VON WIESE que elaborou a fórmula de análise

dos processos sociais. Ele é O expoente máximo da Socio- logia Relacional. De que é que se constitui O processo social? Qual a sua composição? Como fazer a sua análise? A_fon:n.a

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@H1Íë`SÍ Éí0iiI›1íë뢚'SQ)¡ <-:'§l§Í5.lšÍfÍaÕã*Q' Sócíaffišflšfäf-PD db

Mas esses fatores -

C e

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ue P é produto, ficonduta?

60 podem, a seu turno, ser decompostos:

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1° PINTO FERREIRA, Luís, op. cit., P. 142-

/Voçães de Sociologia

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liarmos a exatidão da fórmula vviesiana. Tomemos O pro- cesso - conflito - numa discussão em sala de aula, entre Pedro e Paulo. A discussão (P) vai depender do comporta- mento (C) de ambos, no caso em espécie os únicos partici- pantes do processo, e da situação social existente (S). A conduta de Pedro e Paulo vai depender, por sua vez, do equipamento biológico de ambos (1) - estrutura e tempe- ramento - e de suas experiências (E) - seus conhecimen- tos. Assim, a discussão será mais acalorada ou menos violenta, se seus temperamentos forem, respectivamente, sanguíneos e fleumáticos. O brilho da argumentação vai depender do cabedal de conhecimento que enriquece a ex- periéncia dos concorrentes dessa disputa intelectual. A situação social existente (S) é O resultado das condições ambientais (M) - hora, local, clima - e do comportamento dos que assistem ao debate (C1). A discussão poderá pro- longar-se ou atingir logo seu término, dependendo da acei- tação destes. E evidente que O seu comportamento poderá também variar em função do seu equipamento biológico e de sua experiência. VON WIESE, através do estudo dos processos so- ciais, situa-se numa posição intermediária, longe dos radicalismos das escolas fisico-sociais, biossociais e psicossociais. Quando disque P = Ç XS, ¢010¢a_S@ ao @_<_:l_Og_dOs que defendem a teoria da iiiteraçãõ dois fa¬tO_-` I`<=¿S--O,S0CÍa1 (PTOCÇSSOC fawl d€P€'1'1Cl€ lsempreda cOnT duta (elementos biopsicológicos e do mundo exteri-Oi'

€1€1'I1€11Í9_S _fÍ$íC

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€HÍ1b01`&zC01`fl0 jápvímos, sua inten-

sidade, ou, por outras¿p_al_avras_, (spa iilfluéncía, na'-:gl-0

du

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próprio quem O diz:

 

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/lgerson Tabosa

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análisis, intentamos evitar tanto el error de los

M+i

exclusw

fenomeno social solamente de la conducta personal de los individuos participantes en él

amente psicolopos ' que deducen el

f

ent

e que envan aguel solo de los [actores del

d'

'

'

medio circundante. Todo proceso social es el producto híbrido de elementos personales y reales, esto es, de la conducta p la situación.“ <;L_

Esquema

1 PROCESSOS SOCIAIS

1.1

definição

1.1.1 lato sensu

1.1.2 stricto sensu

1.2 classificação (Djacir Menezes)

1.2.1 coesivos

1.2.2 dispersivos

1.3 análise (Von Wiese): P = -C x S

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4

INTERAÇÃO

--A- E0que

aconteõe durante O jogo da vida, segundo a interessante analogia utilizada por GREEN:

A sociedade é O número total dos joga-

dores, como também do estádio, em que Ojogo

da vida é jogado. As normas sociais sâõ as re- gras do jogo. Os papéis são as posições distin- tas ocupadas pelos jogadores, as quais

determinam O que cada um tem que

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É"-Éemçãvsvcifll év que acontece depois- CIE'-22

j9_gocomeça.í'_

O

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Por isso, é considerada, por alguns, como caracte- ristica interna do próprio fato social, e, por outros, como elemento indispensável ã existência de um grupo social. Estudemos sua definição, caracteristicas e classificação.

4.1

DEFINIÇAO

Etimologicamente, interação (inter+ actionem) sig- nifica ação entre. Em soci_ologi_a, Segundo

d§fim_á

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ões e rea

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ão rovøcada 011

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26 GREEN, Arnold W. Sociology: an analysis of life in modem society. New York, McGraW-Hill, 1968, p. 60.

27 WILLEMS, Emílio, in Dicionario de Sociologia, op. cit., p. 186.

196

Agerson Tabosa

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em todo tipo de processo,

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-se_--dao-.aS.-maos.

ap.r¢ÍS.euÇa d‹'flíflP@feRêz.9.-

4.2

CARACTERÍSTICAS

Destaquemos apenas duas caract

interação: _a

reciprocidade

e O contágio.

erísticas da

4 2 1

Reciprocidade

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Entre dois passageiros de um ônibus, sentados lado a lado, pode ocorrer que não haja interação social ou sociológica

por lhes falta O fio do entendimento comum, capaz de analisar as suas ações e a emprestar reciprocidade a seus gestos. A sociedade, existe, diz SIMMEL, desde O momento

em que vários indivíduos estabelecem entre si relações reciprocas “Society, itself, in general, refers to the interaction among individuals”.28 MACK e YOUNG, embo- ra usando linguagem por demais lacõnica, deixam expres- so, em sua definição, esse atributo da interação:

“Interaction is the most general social process. Interaction is reciprocal stimulation and response. Whithout interaction there would be no social life”.29 Tomando as

28 VVOLFF, KurtOH. The Sociology of George Simmel. New York, Macmilan,

%950,p.40.

_

_

MACK, Raymond W. 85 YOUNG, Kimbal. Principles of Sociology. 4a. ed., New York, American Book, 1968, p. 110.

Noções de Sociologia

1 97

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expressões ego e alter como polos da relação processual, PARSONS define assim essa reciprocídadëí

a interação do ego e do alter é a forma

mais elementar de um sistema social, constitu- indo, tanto O ego como O alter, um Objetivo de orientação para O outro.”

4.2.2

Contágio

"“'> Q 1p`1¿{a¬çafo, fem)imeiepada ea"“pae¿dade de ee difiiä

@1a_d¢@~u<í°í%`›«f%l11I19.$.«

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4.3 CLASSIFICAÇÃO '-

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CQ/-77dh`fz5

fig,

É da interação social que nos vimos ocupando. Embora seja a Sociologia a ciência que mais emprega a palavra - interação -, seu uso também se estende a ou- tras áreas Cientificas. JOAQUIM PIMENTA em sua En- ciclopédia de Cultura, chega a distinguir trés tipos de interação: biofisica, fisiopsiquica e psicossocial Sigainos para a explicação dessa tipologia, a esteira do íjustl-ado mestre.”

ø

3° PARsONs,Ta1ooa, apud DOURADO DE GUSMÃ

p. 51. Vide PARSONS, Talcott. The Social System (3, Pâ1:10'Maà11ša1 ,,

PIMENTA, Joaquim, op. oii., pp. 348-349.

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/(gerson Tabosa

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4.3.1

Biofísica

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ois se

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otro os so.res.v1.vos e,oni_e1o am Ion

. É por demais

I}_Q_ÊQ1z@Q.-§i.Stema de ações ‹-3;.reaçõlesçhavido-_entre.osÍSêiies .mn_bí€ntc,-e_vice versa. A essa i11lí.<Ê'l.'.l.1I.1Í.llz1f_-Í>.11_QÍ_ë_-

.So Aiflpotäflotfoítomooto-

o.

.Çoflooíto doífiiioiooão

acima.oX:

p_pst_o,

.de

Q_p_elo

do

animal e a indumentária do hg_i_n_em,_vari;

oom o oliroo--A Vidozio Ç1í_oo.o-.SPEN_C}ÉlRÃo I1mo for.1na

‹'äÇ.O_n1o_daç.ao.--continua

das rel,açõ,es i_1jI,terr_1,a_s,_‹_;lo

o_rgaz

oíoo1o-9oIo-.oS

ca também

rolooõoo

oxtornoo do meio.-Ê2 Mais oirooeíioroz

verc_l`adeira.q) O meio

fisico tem sofrido

constantemente

a,in_f_l

uênc_i_a_do

ser vivo, principalmente

do hpmçifrpcuj as inteligência vem dia a dia ampliando, atra-

vés da técnica

os foros de seu domínio sobre a natureza.

_

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,

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iii-

I

,

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4.3.2 Fisiopsíquica

~¬>

E a interação consistente na_

Em bioiogia, Segundo RAEAUD, Indi-

víduo é todo corpo vivo, anatomicamente isolado e fisiologicamente autónomo. Mas esse isolamento anatômico

e essa autonomia fisiológica dos individuos não implicam

em completa independência funcional. (,bi§

os se§_e*s

3¿h_1f_vç

,

diz1RABA

Em mÍm¿

.

,

,

dos or anismos vizinhos. A esteçç_t1tul9_, 10610 1I1C11V1C1L10 6

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fun ão de cada um dos outros e do meio todo inteiro' el ,N

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32 SPENCER, Herbert apud PIMENTA. Joofliulm. Ibi em, o- 20.

33

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RABAUD, Etiene apud PIMENTA, Joaquim, op. cit., p. 349.

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inte ão ue se verifica entre uma crian a ue se. am, a-

menta e sua enitora não é nem ecolo 1ca nem sociologi-

<;a_ É antes e_ss_e _t_ipo inter_1_n_ed_1a fisio sí uico.

chamado aqui de

r1o

P

Cl

4.3.3

Psicossocial

É a interação da definição acima, §1e¬nature_za_pts_i;

O fa'/7¿=L

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§f,'¡*W,¡

_So¿,,¿_

§¡1uic_a_,¬porquJe

b_a_SoeadaHn0¬_entend11'Il€I1,Ê0

so.-as e Ç10S.g1'upos_,

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i.1LtQração_significativa -t

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* Demonstra esse destaque com um

exemplo de rara felicidade:

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4caL€Ç&de significação

conver-

delltade ser umjepo111e_ng

sociocultural;

te-se então num sgƒrirrterito puramente.fi§;`cg_, g1.¿,

biológico! objeto Qrópfio Q9_e5mdp dgpfizgica 0u_

@.5@Q

CiéL1_<;ia.SoCial- .S6 wIlaP€SS0a dá u

fLC_0111I&§i£¿Í0_fiSjÇ0~química

do

revólver, a traze-

ÍQ';CLCÍ.Qb_ala¿ a_¡fo_r§a_cora ¶e atingiu a vítima,mo_§

G1_SP_t€.lÇíO§_,oÍ2i0lÓQ;_iCQ$td0ferimento e dos Órga_os_ain¿

gidos Qela bala! a_causa_ da morte etc. São_gLfl_ep$_“-

€fe a especiqagtúfi

f

vz

límiCa 9 EÁOIOQÍQÉ .§_Ó §_e_ ty;q¡ri;ghtš2'šnQ_;num

34 PIERSON, Donald, op. cit., p. 180

2OO

23O

/lgerson Tabosa

r'

Scanned with CamScanner

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El I I`OX1I`I1 ELII1 OS

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V.

a.assi

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iFI¡fl=T‹i

COCSIVO

mE .Como a cooera ão a acmoda ão

z,

mlla ÉS.)

flfiffltívã 8 111 €I“aÇ.a_0H_to.s.-pro_ce_ss

1:

o

O

I

I

1S

.

°

€I`S1VOS

ue searam as

€SSOaSC OS

I`1.1O

1

COIIIO

-

c0m.,12

e.ti.g.ào.re

to conflíw.

Esquema

4

INTERAÇAO

4.1 definição

4.2 caracteristicas

4.2.1 contágio

4.2.2 reciprocidade

4.3 classificação

4.3.1 biofisica

4.3.2 fisico-psíquica

4.3.3 psicossocial

Scanned with CamScanner

6

coMPETiÇÃo

Estudemos da competição 0 8611 C0I1C€í'to, suas

características e principais efeitos. Trata-se de um dos processos mais importantes da sociedade moderna. A maior

propagação_dQ_s ideais ,(16 1i.b¢1'.dãd§_€ Í

tado na intensificação do pro_c_es§o

ç_ompetitivo.

Relações

que antes er'a_m tipos de cooperação espontãnea estão hoje

se transformando em competição. 1_'1}_1_;1.1_§:ãl1'I1,<31.'_1'C€z. f.0I”I1'1_âS_de_

C01'1

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e

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úsaz*

:

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":- _

9

'M

de agre§§iyíç1a<iÇ_e V_¢_ ac,t,e,rísticas de_“jogo lim-

po”, de fQir_pzay+ ç1ç¬1uta_competit_i_va

6.1

-

DEFINIÇÃO

Hoje, numa palavra,

Definição vem do latim cum + pétere que significa procurar atingir, alcançar, buscar com. Em Sociologia, competição é a tendência define BASTOS DE ÁVILA de _do_is ou mais concorrentes para alcançar, com prioridade,

-z_H*ç

*_

¬

!

f

!

flL0Â*4 Ou, mais explicitamente, segundo WILLEMS, çpmpetição e uma forma de interação universe-_il_ ç_çontínHâP€1‹'=1QUa1 indivíduos e grupos procuram apode-

.

--

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H

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ii

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1:g_r_r_i

ar-se¬

em

de recursos materiais e morais que somente exis-

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nt_id_ade

.

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.tir

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inferior a dos concorrentesfis oil»

dirigida,|›'_"'_|

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lu-

---I

da sobre-

corrida.I

_

competitiva.

.I

I-ilem

¡_-II.'_'¬'_'primeiro

1

.

S

7

.4

531'z ä Cor_i_quista deábens materiais, garantidore

_

_

z

,,

,H

Y_1_Y¿'.1.Q1_f=¿,

C01`I`€SP011dC, no plano social, ao que DARWIN,

nua área biológica, chamou de struggle for life ou luta pela

vida. Para PIERSON, seria esse o único objetivo da com-

44_BASTO_S DE ÂVILi°i, Fernando. Pequena Enciclopédia de Moral e Cí- msmo' Rio de *Jane1r°› Campanha Nacional de Material de Ensino,

1_9Ô7, p. 94.

“°wii.Li:Ms E "

,

milio. Dicionario de Sociologia, Globo, p. 72.

--

--

206

'

Agerson M1058

,L

Scanned with CamScanner

I

P€lllÇ‹'_Ê_10, não se podendo estabelecer distinção entre a com- [PCÍ1Çf=10_&1'11mal e a competição entre os homens . Adistin-_

¡Ê9_E:1Ê.1S.ClÊ1

1'a›.

21% _Cll-1_€_Se pode fazer entre competição e

GMSZÉ Ç

.SÊJf=`iL91l_§

a_çompetiçãoFconstitu_iJh

ita

_po_r cial;

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9%

el¿ ÊX1,SÊÊnC¿iahum_ana, por empregos, p q1_' as¿ ao _pa_Ísq_qi¿ie¬o conflito_é uiiia lutapelo_sta:t_z¿.§

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Qpfafbí _EilfL_3_S1_<_¿f=_1_0_§,QÇ1_a_l

'Nao flha, e claro, muita diferença, entre

F?/Á/94

"¿t.f»-_

Co M

ás

'°%.¿¡

93

animais pastando, e individuos, num supermercado, no seu afã seletivo, em busca de alimentos. l\_/las o certo é que entre

_o_s lliornens também hãcompetição, luta por posições sqcf

ê;§.z.i9@10SfflwS.S0°ía1.0u”'“mafi@1:SOfsocíál Steemz 128113and

Como especificaFAIRCHILD_ƒ8 Entre os inscritos para um concurso do Banco do Brasil, v.g., há uma legítima competição, que, evidente, não procura, em primeiro plano, recursos materiais, mas, sim, a conquista de um status funcional, embora este venha ensejar uma maior aquisição daqueles. Por fim, Q fundamentoda_cQm.- p_‹=¿ti_ç_ão está na escassez do ,qu-e_ se busca. Se aquantídade

@.1;e¿_:i,ir,sos materiais,fdos papeis e_ posições sociais náfl

_rior ãç dos concorrenrtes, não haveria luta, não _lj1a-j veria a c_o_rrida,, todos alcançaria sem correr og objetivo_3¿isa.- _<_:l_g. Diz, a esse respeito, FAIRCHILD: “the basis of competition is found in the finite character of the earth, and in the limited emotional and asethetical resources of society”.“*9

6.2

CARACTERES

--'É'

A Competição éjiriconscienä inlpessoal lestimuy

:nfdo_o esqu_eirna de PIERSON. Qalšlâ-

do em_ PARK e BU_RQES_§.

15 PiERsoN,D‹maid, op. cit., iv» 188-

_ FAIRCHILD, H.i=>. Diczionazy of Sociology. p- 54- 49. idem, ibiàem, p. 54.

48

idem, ibidem, p. 196.

Noções de Soda/ogia

ç

207

i

Scanned with CamScanner

6.2.1

Inconsciente

s_ã

A di_sposiç_ã

§¿,

g_ Ç_!

'1Q12g_í‹?›.`.l.

I2‹'=l131_‹'í'1

C0_Il1P€ll.ÍÇ.ä.O_1J.QS

in_a_tas_,,instiriti_vas_,_i;ia_t1_JI.š=.1i§›z

competição. Fazemo-la por necessidade do organismo,

quando, por exemplo, nos alimentamos, ou, por exigên- cia do espírito, quando procuramos subir socialmente - semper in altum. A competiçao e, portanto,

EQ no sentido de que, nela

as _açÕe,s_ri,ãcf sã

Essa caracteristica é mais perceptível, como o pro-prio PIERSON observa, na competição ecoló- gica, por recursos naturais. Quandoplutamos por _po_s_i; çõkes,_ aumenta ça_ racionalização Q_b-ei.ram£tS 0 _C_am_p_o dg conflito. <;‹' -

6.2.2

Impessoal

Na luta competitiva, nzãopodehavel i

ppejudicar o cori_corrente,q1

c_l_i

pouco se nos da, Nãottnosçinteressa ounão 11108, é possí_ve_l_

lgvantaçrg-lhe obst

1e_,

A

naturalmente, também _ter_r_i

lo_,

i_'eito

aum lugar ao s_ol

sua pre,sen,Ça,, ao_noss_o_ lac

ãculos,Ldificultar-lhe

ça corrida, comgno

_gx_em_p.lo_d0_<;0i1c1.ir,S9_, 5°

5° Atualmente essa característica está sofrendo reserva. PARK e BURGESS, pioneiros da diferenciação entre conflito e competição, ha- viam dito; “Both competition and conflict are forms of struggle.

, however, is continuous and impersonal, conflict is

. CUBER assim comenta a passagem: “This

and

formulation has not proved entirqlçšsatisfactory to modern sociologists,

or for that matter even to layma . Certainly present-day usage of the word competition includes rivalries which are conscious and personal (competition for a job, a championship, a Woman, or selling a car) and such competition may be continuous, even for extended periods”. CUBER, John F. Sociology: A Synopsis of Principles, sixth edition, New

York, Aplleton-Century-Crofts, 1968, p. 567.

208 “'05

'

Agerson Tabosa

Scanned with CamScanner

6.2.3

Estimulante

. A intera ão com etitiva serve de estímulo de in-

centivo a a ao dos concorrentes. No setor econõmico, por exemplo, o produtor monopolista vive tranquilo, pois não conhece a competição. No momento, porém, em que surgir um concorrente, ele cuidará de tomar providências; me- lhorará seu produto, apresentará vantagens outras, fará tudo para garantir sua freguesia. Por ser uma fonte ines- gotável de estímulo é que HAMILTON chamou a competi- ção de agência de desenvolvimento socia1.51

6.2.4

Contínua

A_c_ompe_ nwnçnteç do berço ao túmulo. Quando a criança, ao nascer, respira, abre os olhos, já está competindo pelo ar, pela luz. O velhinho, até o último suspiro, está lutando em busca de energias vi- tais. E, ao longo da vida, as limitações, a insatisfação, a insaciabilidade do homem fazem-no viver uma constante competição.

6.3

EFEITOS

r

Entre outros efeitos da competição, destaquemos

açdispçrsãç, a seleção e a divisão d

abalho.

6.3.1

Dispersão

Por dis_pe,rs_ão entendemo_§_ a

distribuição

pelo es-

áäçg fíêigg, g

eografico ' '

_

5* I-IAMIl.iTlÓN, Walton DH. Encyclopaedia of Social Sciences, New York,

Macmillan, 1948, IV, p. 142.

Noções de Socfb/agia

209

Scanned with CamScanner

renhida ã ro or ão ue se adensam os a lom .

-

manos. Como medida de defesa, OS h0I11€I1S Se (3115 €1`S‹'5Uf11

se distribuem no es aço fisico

emi ram. Ao emi rar

ro-

curam localizar-se loJn

de_1_jr1,

f='zIí_S_\{a.i.l'1'f.2`=l.g<'3.I1S.

111€.

SS?-il

T0

1”-

cionar a luta pela vida. O imigrante _§1g£1.C

U11lQI'

21”0CU1'a

/4/48.

023.

Pa

terras férteis,

gem-se geralmente aos_grandes_ c_er_1_t_ro_í 1'b8.110S.

er_1qi i_an_t_o

o industrial e o comerciapte diri

u

6.3.2

Seleção

No processo competitivo, l_e_¬i_f‹'z§z_i_1n_}_fa.JI111:

lecionadog o

s_

r

i§_ia_i_s_apt_og

os

‹2-1gc_p1_,L

Säp pe;

MANNHEÍM

distribui essas qualidades em dois grupos:

que

sao,s

im_i:1r_<-Lscíndíveís à

própria _n_atgrez_a da competição ; e as IFabçiçplçidaíles soçiaiã -

‹-gprçssao com que de_fine

apeitação da pessoa pelo grup 0.53 E acrescenta:

as

faculdades_indi§pe_1_is_ãveis `

Todo sucesso pessoal é construído à base desses dois tipos de habilidades. O homem

bem sucedido

I,

que encontra sozinho seu cami-

í

§ 17

I.

_-.t

_

-

7*

pf

_

-

1

pl_io_m_ediapte,a real

$-

_i_;c_i

r_o¿ele_gçe_z_'almenté_f-;

necessita certas qualidades

_¶_ue o a_u_xiliam a_ponvenc§_r

e

_a_impressi`p1_i_g[_o_§_,

52 Nos Estados Unidos, onde a luta competitiva é intensíssima, a mobi- lidade espacial atinge os mais elevados índices do mundo. No espaço

- 704 imigrantes. Os reboques residenciais ou casas, sobre rodas, que

sao, no dizer de SOROKIN, uma manifestação simbólica desse eres-

cente nomadismo territorial dos paises industrializados e urbanizados, são usados mais pelos americanos do que por qualquer pøvo, como

prova de que também é muito grande a migração intel-na_ SQRQK1N_

Sociedade

de um século -

-

,

pp. 634-640.

53 MANNHEIM, Kai-1, op. cit., pp. 141-142.

2

1 O

/lgeirson Tabosa

Scanned with CamScanner

S€l.l

s

companheiros. Qiutip ladQ_é muit9 r_q_r_o

`

queapenas qualidades sociais sem qualquer

. uisi ao real conduzam ao sucesso, num setor regulamentado pela livre competição social.5“G)

6.3.3 Divisão de trabalho

WILLEMS defme divisão de trabalho como

ia

30 OE

1.$U'1_U1Ç¿'.?io

(ÊOS ã

a.1Íf1@$11Í1ê

e_a_

Ç0

_v1_ a es entre in

ivi uos ou

I`1”

€.

§_<lÊlÊÚ_z-01-1. 1'I1aíS, ÍE€C_11ic_a1"r1ent§:, Elobilidadefuncionálz poden- £§l_0_lnlP11Ca_1_1 3.121 lm05ÍÍ_1dÊ1cle vertical] ou lsimplesmente hori}

a nQ- Orrae 0*®SLo*cã

Acompetição produz divisão de trabalho, tanto

no seu aspecto de simples diferenciação de funções que há muito existe, quanto no sentido de profissionalização ou es- pecialização que é mais recente. cg_p¿'od}.itividade do tr_al1alh.o., J ã entre os primitivos, enquanto os homens caçavam, as mulheres preparavarri as refeições. Hoje, por exemplo, planejando vencer mais facilmente na vida, o jovem segue medicina, e, ao se formar, é ainda em função da luta competitiva que vai procurar uma especialização, para tornar o seu trabalho ainda mais rentável. Duas razõçs_ji¿§_-¿

daçdivisão de trabalho: deter-

' min¿ar o statuâ Ílëtncional .<111z1€. É ,a_ principal qualificação definidora do status social das pessoas; e mm

1_s,a,

lí/(íšfliufp fifiodm por fim, a_im_po_1'táiƒici

0.ú

ÊIVHIO

Po

T"lÍ°^¿to

a

social, se_gu_ndpoMANNfi

porque é uma in§ç_gra@o_funcional.55 Aco_m_pçtíção, çprovp; Q”/of çando divisãodertrabalho, deixaria de ser processo dispersivo. Ç” 5

ElM,_

na_s_ua_ ,forma_ i_nais 1r¿tçr

êèsiáëiiziiza;«-.aznziez-›â-11-11-iiiof.p@f:iuê 6,1'-‹»z

‹¿¿iç

‹zii×_¿iSa0

,zig gapa

0% M?

*Yi

í,

17

-

_*

_

sff Idem, ibidem, p. 142.

5::

MANNHEIM, Karl, op., cit., p» 156-

.

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'

Noções de Sociologia

0

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_;o<.-l¢'0'°06

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BMÃIW 'Mr

(PL

95

y\¡¿'LA9{,"'g_; _

211

a

Scanned with CamScanner

6

coiviPEi¬içAo

6.1 definiçao

Esquema

6.2

caracteres

6.2.1

inconsciente

6.2.2

impessoal

6.2.3

estimulante

6.2.4

continua

6.3

efeitos

6.3.1

dispersão

6.3.2

seleção

6.3.3

divisão de trabalho

7

CONFLITO

H Vamos seguir para o conflito o roteiro da competi-

çao, acrescentando, após estudar-lhe a definição e as ca- racteristicas, alguns dados sobre as formas de sua extinção.

aoÓ

5°/-fl /¡,,

Q

-

O

7.1

DEFINIÇAO

É

'

gl e §ÊäÉâ0 REcAsENs sici-iss, Ooi-oeesso

dneterumiriailo 'objetivo' ' 'S' ou gru"""""'pOS¿“- P-a.l:a-Cpnsegulrelil

--_-- -.

1_-

P1'0curarn

conscientemente ap

rrofAw3u sulõordiriár a"outra'_p'ÍaÍrrš od dáoffdor-

_

_ ,_

~--

d'

t

°-

"'""""""""""----

5° Ou, conforme GILLIN e

e' “processo social-

_

atraves_

do qual 11-1d1V1 ,

GILLIN , conflito'

56

SANTOS, 10€. cit., P' lólšuiâgãàâii, i>¿4so_-4_s1.rEoBALDo MIRANDA

RECASEN S SICHES

'

'

termos:

'

.z

Quando os indivíd

Z a

efiniçao acima com os seguintes

uos

'

ou gn-ÍPOS em competição . procuram, '

'

fada, Sujeitar, destruir ou derrotar um

-

surge um conflito

de maneira consciente e d

riva - 1 , ou

d

e

fe

n d er_se de semelhantes propósitos

elibe

J

.

2 12

n

-

/lgerson Tabosa

_-d

Scanned with CamScanner

du0~°-I: É 8

versario com violencia ou ameaça de violéncia”.5T

ru

<_>

P0S_ P1l0Cura1n seus objetivos, - - atingindo - » o ad-

‹><_›_fl1to.1ii~1.i>_â_‹,z1z1t1:@

-_Coisa

Sense a Compe iva

I

recursos I'n_a_terj

ais ou

de

om oes sociais,

ercebemos a aproximação

_d_§_o

seus PÉÊ-_§S0

om conflitos. As expressões Hdonobjeiivo do co-iiHito_:an_i-_-I quilar ou derrotar - parecem duras demais, mas são a simples realidade. Basta exempliicar com formas de con- flito, como o duelo, a guerra, a revolução. Também par- i/,'¿)¿- O

i

it_ro_s_

_e¡ no_s_\_roltamos contraëles,

S¿

d

e1§_<amos

"

_"

'

'-"'

""

"

t-entlando obstar

1

-I

de competir para nos envolver

_

--

-

----H

'a<'-19.8.40 1f>r0<1e.S.S0 a9ue1e

au@

sedefendec ;{f° à.,

l-°

reitos, çorriojficoudestacadoçnq final _d

damento do conflito é Lo mesmo dacompetição: de um lado a insaciabilidade hupmaria; do out_roLa escassez dos

1'_0V°CÊ1Çã0=›

q_u@ Uša afmaspëkffi 3 gêlafltía d9.S §Ê11.S. di:

a c_:`_l_efir1_iç_ão

O fun- 2õ,,_,,ƒj2/-'~.¿.

0350

1;e_c_i 1rsos

procuradog Como diz HAMILTON: “a population

of insatiable wants and a world of stubborn and inadequate resources”.58 Ou, conforme o Dictionary of Sociology: “conflict arises out of the principle of limitation

inherent in a finite universe”.59

_

Quanto aos efeitos do conflito, convém observar,

f-°z°f7f/O como fazem HORTON e HUNT, que, ao lado dos_efe_it

€f¿°,š;.i desiritegrativosjpo

o_s

Íconf`lito¬p_i1)_dpz tam

b_éIn.

_€f€íÊ0S_

J`("1¿›Wë'¿.

¡§,¡¿,¿_

oo¿i_secl

i@o

Entre esteSz. Ç.SÍá0ÍxÍid§ÊH€-

ç saídas_, aume_rita_aLçoesão_do gupo; induz à

alí_anç_a com. outros gr_uP0S;_matšm .OS.sI.1‹1.i>0.§. ‹'='i'f_<?1¬_z.1;.< I'_'~i_ã-9_§.`›.

interesses_d_e s

estão assim descritos: "

eus

,i1'11í<_'-l81"7?uÍ1t6.`Ê”: Os efeitos

1

ão

e

ao

derramamento

de san

ue°-

l

5? GILLIN, John L. ôz.=oiLLIN,'John P

.

567.

apud CUBER John F-, Op- cit.,

Í HAMILTON, Walton H., in Encyclopaedia

-,

IV, OP- CÍÍ-› P- 143-

FAIRCHILD, Henry P. Dictionary of Sociology, P- 59-

/Voções de Socío/ogia

213

Scanned with CamScanner

intergrupal; interrom e os canais normais de coo era ão-

'

'

” õo

tira a atençao dos membros aos ob etivos do u o .

.

7.2

CARACTERÍSTICAS

Mostremos do conflito quatro atributos que são

-J_G‹ $

1-_--1-1-_

1

Ú

D

Ç

$S

-

ÉÍIÍI -lul- ---»-.-.-.-- - -

1-1-u-_-1.1.1

â

l i

I

Í.

I.

r

I

opostos aos do processo de competição: ser consciente,

pessoal, intermite

r_1_te

e violento.61

7.2.1 Consciente

'

É

êuem participa_de um_co_r1flito to _faz acioat .z Em-.I£I¡F.1IIiTäm - ú z. sa a_us_ar

obj

c_onsciente;

tod_os, os re-

mente.

cursos disponiveis, sejam golpes de força ou d_e_iriteligéncia,

para atingir_o s_eu

etivo o- derrotar o adversário.

7.2.2

Pessoal

i_'n_a

@01T1P@fí<;ä?z a_metaco1inia_da,_esià_fora_ou eai;

dos indivíduo_§_, enquanto que

fee ë ao-1:@i>1¶Siv"@iâã§. da os-S

(Íe_sulta¿d_o atr_avés`daTH:lor`i*o`fa `õ'u re_nElírnénio`d51=ívãI :

<.'Éf°11<?-is. @_1uÍëÍCi§fias› uäcomoefrazrøz todos as 'ësífvsizsz

SÍflä @Êá em algo quando _r¿o_

@a. Q _Í0gQ- af-'l.S. ,5_§Ç_ÊÍfͧ§ Êe

inimio, contra a z, em.

gri-

para a pessoa QO)

7.2.3 Intermitente

_

içao E

C1`1'0m€-S6, e in ermi en - Patrão e operario a versários

O conflito nao e contínuo

como a co

7

u -

60

HORTON, Paul B. 8.5 HUNT, Cheste

_

L.

äpz-i‹. Mporaw-Hii, ioôs, pp. 309-3 io.

PIERSON, Donald, pp. aii., p. 195_

S

`

Z

'

'

wo Ogy' Second edition'

N

BW

2 14

/lgerson Tabosa

Scanned with CamScanner

políticos, Estados beligerantes quand

o entram e

do, estao pondo termo E1 conflitos embo m

mais-

tarde novamente eclodir

_

ra possam estes

acor

7.2.4

Violento

Está eres

`

"

,

cendo o numero ' dos sociologos -- que con- '

o distingue nd-g

`d

COITIO

C

um CIQS pylrlcl

.

.

Ra_1§ §.aIa_ÇÍ€Ii€.S¬_dQ .Cm21flJ_t_Q Ç 5.1116 bem

.£3_9

air

f1Í1PCÍi9áQ.›

G-

n_ qm uanto ne ,.S,a_P1'¢

,

Ornina i ojogo n I

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o

I CQÉ1. DQTIHÊI _

_

pI'_QV,a_, a_s

ê.9lL1ÔSÍ

e

proce_ 1

m_e;1

0

'

1f=?L1lm<';1'Ê<f:_,¬_gue prev

ec

.

aqua a e aVl9l.€1'1C1.a; 1',I.1<'=31'1

l

l

As armas Usadas, Sejam palavras ou ações, traduzidas em

insultos ou bombas, são violentas pela própria natureza.

Eilu%1'1d0 O ín¶I

Ê9_1Ê1'l›. 1121' Éi'ã<@1T!El0» 21 %I@V§í;,. a

íandorporumsinal ,par,a§_parecer.

7.3

CAUSAS

a ação pacifica,

As causas dos conflitos podem ser as mais varia- das, como são múltiplas as limitações humanas. Entre as principais, estão as de natureza Econ_õmicã],)rel1g1osã),fculfi?

, v.g., entre patrão e operário, por questão de salário; entre católico e protestante, em razão de crenças; entre intelec- tuais, em torno de liberalismo e socialismo; entre branco e preto, por preconceito racial; entre deputados, pela lide-

rança de suas bancadas; entre marido e mulher, .por

1

eo ogica

ol1t1cãe 2 O conflito pode nascer,

incompatibildiade de costumes e valores.

_*

¡_

62 Vide os temas da Patologia Social do capítulo ll

Noções de Sociologia

2 1 5

Scanned with CamScanner

1.4

MODALIDADES

O conflito pode tomar as mais diferentes formaS_

Dentre as principais, estão:

a guestao judiciária ou litígio, o duelo ghoje guase desa- parecidoi, os ódios hereditários ou brigas de família, a greve e o boicote, a guerra e a revolução. Em algumas, como a guerra, o emprego da violência é indispensável; em outras, como no litígio, as únicas armas válidas são as da inteligência.

adC1¬íSCU.S§.Ê1_0_›

a luta 001” Oral

7.5

EXTINÇAO

Podem ser distribuídas em quatro as formas de

extinção dos conflitos: unilateral, bilateral, multilateral e exce cional.”

P

7.5.1 Forma unilateral

_l§Te,s,t*e$caso,J

É uma parte

çonflitante

guis

o re

u a extin

ao ao exemplos de formas uni-

.

"

S"

'

65-ia.taL A

primeira consiste na rendição de uma das partes em con-

flito em virtude do reconhecimento de que a razão esta-

Va_°°m a Ouffa- O (1116 Cfiiuivale para esta a uma vitória. A 11"-Í@1`V@1'1Ç_‹'=10 P0C1€ Ser Judiciária, se feita por senten- ças, proferidas por autoridades investidas de poder

1aÊera_1S a

› aflílã. C ê.~

,í1'1l1€rven,çá.o

jurisdicional; e policial tes de policia.

1'

, rea izada por meio de agen-

se

-

_

¡-_

Í

p_ 63 Vide 488 as PAULO €XP0SÍÇÕes DOURADO sobre o ass unto de RECASENS SICHES, loc. cit.,

DE

~

~

68; e OGBURN e NIMKOFF O GU'SMAO` Manual de S°°*°l°9'“= pp' 66'

.

.

› P- °1'f-› pp. 238-243.

2 16

Agerson Tabosa

Scanned with CamScanner

7 5 2

.

I

I

Forma bilateral

A

ão

.

.

'

Or

tole_1;_ár_ic_ig, Q_ç_Qm;

. Na primeira modalidade, não

houve transigência de nenhum dos lados, apenas um pac- to de convivência pacifica. Na segunda, fazem-se conces- Söes de ambos os lados para o reencontro de um denominador comum dos interesses antagónicos. Na ter- ceira, houve sincera renúncia a questões de amor-próprio, 0 propósito de uma disposição amistosa, como diz

p_1;9_LT1.Í-§§9- e

lsso se verifica ‹_:_om

a

RECASENS SICHESÊ4

7.5.3 Forma multilateral

Q.Haf1.<;.1Qparta a t0,1er_â_nÇía

c0m.pr0inisso

ouicriizinili-

açãofhoúver intírffehçãodoimíedm, a forrnade gextin_gão se dizmultilateral. Ç) me,Sim_O ,oaçoirre clomfa aÊ"bitragÍ_er@que_

_§_e ç_li_st_i_ngue da mediação pelo £ato_d.e_s_eJ;ern suas, decisões

incogridicionais. As propostas do mediador valem como su- gestões, não se impõem obrigatoriamente ás partes em litígio.

7.5.2 Forma excepcional

§ãoformas excepcionais de extinção do conflitgiš

desa_p_a

recim<f:¬_1'_¿j19_C10

ot'

z

.

-

Dois rapazes, vg

o

brigam

POI uma namorada. Se esta morrer, não há mais razão Para a briga. Rússia e Estados Unidos trocavam gentilezas 110 afã de conquistar outros corpos siderais que não mais

21 lua. Em dado momento, convictos da impossibilidade de ~

8lCancá-los, ensarilhavam armas.

~

¶_ñ

_

-

if

i

`

°°' REcAsENs s1cHEs, Luis, op. Cri., p. 488.

NOÇÕBS de Sociologia

2 1.7

Scanned with CamScanner

7

Esquema

CONFLITO

7.1 definição

7.2 características

7.2.1 consciente

7.2.2 pessoal

7.2.3 intermitente

7.2.4 violento

7.3 causas: económicas, religiosas, políticas etc

7.4 modalidades: luta corporal, litígio, guerra, revolução etc.

7.5 extinção

7.5.1

forma unilateral

7 .5.2

forma bilateral

7.5.3

forma multilateral

7.5.4

forma excepcional

8

AcoMoDAÇÃo z

Limitemo-nos, no exame do processo - acomoda- ção - a estudar sua definição, principais características e formas. Pela sua importância, está colocada, ao lado da

‹'1SSÍmÍ1aÇä0› da C01T1P@tÍÇä0 e do conflito

importantes processos sociais.

8.1

DEFINIÇÃO

2 entre os mais

Acomodação (do latim: ad + cum + modus) Sig,-,¡fi_ ca etimologicamente ada ta ao a`ustamento de um modo a outro. A palavra foi incorporada ao vocabulário socioló-

2 18

Agerson Tabosa

Scanned with CamScanner

gíço por BALDWIN, c a!de_adaptação, usada no

_€_a1ff1_I2_°_d.a 51010512-

ô.$.

mUdwÇ. -

fi&fifl

§12š_1

Êl_11`_€Zš-`=\

6 SäQ,ÍIâU$

gm'

QãIIÇHS› DUT'É1T1.k<í_ã

(opei:a_Ín"p<'-:Tai s`õ`çi4al'išaçL.'š-'io e pelo processo ed`u_ca§iv'Q) Para

a_cc_)mo_E'laçag_ s`ã`o'fsoí:'ioc"i.Il'turais e s§7

BÂLDW1Nz êt£ãLVëS-d§J

1,_1p_,

¿_ai_"_i_d

n_§_W_cpordinations are made

|

II

ac

Écomgdaçag e 0)

_

7

I

_

'

¬_'

<p_-i:_ci1::c

;¬gs'Á!zT,0

p;e'l”oquãI_in_El.ividuos_ou,gri_ipos_se a_1usfa

rr_i

_ex

ter)

Ç:'namení¢`ãsii

" Ou, segundo RECASENS SICHES,

mmQI¿l4

§_i_n_virtude dp qual,rin§_:li_vi§

§_Ç:_H_Í1Ílí.0s

l'iav_šria,,entre_el_e

s

g¿:up_os, em competição

.c.0.ns_er_ta.pg. as suas mútuas relações de tal

:luo_s

9u

_o_1¿

maneira que ficam superad_a_s_as_dificuldade_s que _de_Qutro

1¿_i_odo

funções da acomodação, devendo os demais elementos da definição ser explicitados no item seguinte. A acomodação evita conflito qu¬a_ndo,,_por exemplo,

_casJ_ado_s_proc_ii_r_am ajustar-se a todas

Destaquemos, por enquanto, as

g_s

as situações novas, antes de se desentendere

pT)i^ém,J patrãoeoplerãrio se dão *as mãos, em conciliação está superajfdo, extinguizfido °conflito. Ensina DJACIR MENEZES:

‹:Tõnjuge4srecém

r_ri_,

Quando,

'-

co: a or

gisi I/isakm a reçdyzir ou ¬pr‹3.vefl.it. 0 ¢O_tl,fli`t_Q_,

s soci-

Na acomo

aniza

"

`

`

'

'

"

`

ç_qr;i_i.§§oZar a competição, _a§segur_q_r çi estabilidg-

de de pessoas ou grupos divergentes.”

65 BALDWIN, J. Mark, apud BURGESS, Ernst W., in Encyclopaedia p. 403.

65 RECASENS SICHES, Luis, op. cit., p. 463.

6? MENEZES, Djacir, op. cit., p. 50.

,

Noções de Sociologia

219

Scanned with CamScanner

'

3.2

CARACTERÍSTICAS

A acomodação é externa, parcial ou incom Ieta,

consciente, formal e

8.2.1

Externa

rovisória.

--V

A pessoa que se acomoda altera ap_e_r_1as_os e emen

(tos externos de :su:a

condufšä Í-iíLtf¿!;i0fIH€11Í€z

11ll8_a.C0I1Íí

mesma. O imigrante, ao se aco

nlo_d_a_r

à Yida do brasileiro

passa a adotar usos e costume_s

-p1‹), `

exem-

a-Ír'esÍ-tirnenta eu-a'a'Íim_e_n'Éção. M_a_s_c_o.nIiJ:1.u_a_com_s1_1_z¿

q_1

1e_lh_e_

a_ƒe

ta

m_por

maneira de p_en_§ar,_convic_çõ_<=§_,_prec,o_ncç_itos, valores ati- tudes e signifigados, por algum tempo e 1_:›_a1;a_s¿eI11_p1_°§

8.2.2 Parcial

sa ualidade da acomodação é consegyêngi

r1me1ra

A aco_1_j

a‹¿ao no

_e_pãr;c`

"' ügñag e a

com

eto

o

proc_e_

1,

_

_

É

p

.

É

§arte

;nt_er;_1_a

Q.

\m

Om

HL0 12€r`1`Ti`a;neÊe

Comoc_1_acä

altera 1

e1as, ai

Ú 'J'

o

L

_'

¿com§ortaI~hë1it"ó`ëó'1iiõ ifñíiöcíoíióoíš, Êómo¬ens"f'1Ta _

SSÕS- .51. 1- 0.Sz 8

'

Í

H

l

'

em”tofn"o*

CCS@$.1?€.CÍÍ_íCQSz_Íë1i_s çonio m_o,tiv"os_co"me_1Íci_ais, rel1š1osos E

8.2.3 Consciente

_*

O P_1`_°9@ë° €1.ëL_e¢0 111_0<;1a‹;ä0.é

Cn

C.

¡

PCSSÚB. aCÓ1T].Oaa

CITI en] Ínlra CVI

a_`I_"`L]_1'_[1

m

maio

u 1rar _

rove1o ¢,E.I¡TúWaIs;;¡¡EEI¡¿=›I_)v _ _ melh

_

or cumpr1r ' uma

_ le1 1n_1usta do que sujeitar-se às penalidades por e1a im-

_

às YOUNG, Kimbal, apud SANTOS, Teobaldo Miranda

op

Cít

p

111

220

Agerson Tabosa

¿

Scanned with CamScanner

p0SÍ‹'1S- QUGHCÍO d0íS partidos políticos se acomodam, atra-

houve pla-

ne; amento e havera vantagens.

_VëS de uma C01ÍgaÇä0 para derrotar um terceiro

.

/Q

3

1

L/Aus; z ?">r/3/¬ 0/5

c./ur",

/Pífla

8.2.4 Formal

_

_*

A aC.9mQdaÇä0 É f01'1f1Í1€¿1l pelo fato _‹_:_l€ ser ešteÍ'na2

affë- ›9°11S°-15 -

ac1o_n

lza

a, ar 1 1_c1a iza

a

Os co

pessoas acomodadas são, em geral_,_c_ontato_s secundar1os,

ÍQ1;mël1Z_8

d9§.,

Qx§z1t_a1nente porque* não h_a, entre ela_s, uma

rdegtidade de pensar e de sentir

8.2.5 Provisória

z

zz

ir-

7

_

7

1

`Í_

_--

'

_

_

I

entre ol conlflitoleça assimilalçñ Dois jovens cônjuges po- dem facilmente passar da acomodação ã assimilação, en- quanto que dois partidos políticos adversários acomodados

podem frequentemente se desentender e voltar ao confli-

to. No caso do imigrante, pode ser que ele fique para sem- pre acomodado, em razão das barreiras que se levantam para sua assimilação. Mas o normal é ele tender para assi- milar-se. As alterações verificadas no seu comportamento externo já o tornaram mais parecido com os nativos do que com os do seu grupo de origem, pelo que sua aceita- ção pelo novo grupo se torna muito mais facil. Ademais, sua integração completa ã nova sociedade lhe trará inú- meras vantagens.

8.3

`

|

FORMAS

>

Entre as principais formas de acomodação, estão a

O a@ A

u_1'1_'_1_a_v1t_‹Í'›1_:1ç-

1,_das

condiçoes

decorre geralmente de

A/Oçães de Soc/Io/ogia

221

Scanned with CamScanner

impostas ao ‹í§Q0@d

- Mas pode também ser

proveniente de uma ascendência baseada em normas jundí

CAS e no prestígio indiviziuai. As- <;1§_ma-1§› f€>I`1'1i1àf=!-?›_i§_m%

tudadas

uando do exame _d&1

L

f

f

'

L*

"

ÇXU1lÇ.ä0

<.í0

C011fl1'E0.69

_-O-mí.

eA.

8

ACOMODAÇAO

8.1 definição

8.2 características

8.2.1

externa

8.2.2 parcial

8.2.3 consciente

8.2.4 formal

8.2.5 provisória

Esquema

8.3 formas: subordinação, compromisso, conciliação e conversão

9

AssiMiLACÃo

Da aSS1mí1aÇão vamos estudar a definição

.

-

-

3

as ca-

actenSt1CaS›_aS @SP€C1@S. 6, por fim, os fatores que facili-

.

.

.

tam 0 aparecimento do pro¢eSS0_

1'

.

l 9.1

DEFINIÇÃO

C0_

Et1m11081Ca1T1€H'E€, a assimilação é o fato de uma

tÊ1'.

~'ãÊ

Í9Tnado

semelhante

'

Do latim ad

+

1S_Ê-

Slmlhs. com eS

mesmo sentido do étimo, a palavra p‹f-AIS'

69 vide

A

1

~

C

o Dicionario de S0

-

z

A

'

'

dentes as _ formas de acomod ci 01€-)gla› da Globo, os verbetes corresp01'1 '

.

aça

0. passim.

222

-

Agerson Tabosã

Scanned with CamScanner

sou a ser usada em Vários campos da ciência Assim em

'

Biologia. o alimento é oooimiiooo, quando uma voz digeri-

2

do passa a exercer função nutritiva. Em psicologia, fala-se que a 1"10Ção foi assimilada, quando a mente ajusta os da-

dos da informação captados pelos sentidos ao acervo de conhecimentos jã armazenados. Sociologicamente, assimilação é, segundo PARK e BURGESS, um

-_» proceso de _¡_:¿enetración¬mu_t_u_a y [usión %_ en el que personas y grupos adquieren los recuerdos, sentzmientos y actitudes de otras

--«

I

1

----«

.

i¬-

_- l

_

_

,

J

,

_

_

4

¬

_

,,

ø

-na

pe

al com

artir su ex

e-

riencia e historia se incorporan a ellos en la

_ vida cultural? qz

.O _

_

_,

W

i

l

Mais resumidarnente iii; que/.aÍss_irni_laçao é o]

Idoatífiaf Sísoifi<=e. í.@ê.-Le.

`p oToÍquo1`tfi d'i§¿í<fi1

tornar o_mo.smo. f:3`rñoã'uS

_rãngendpi tanfog a condufišxterna qu"ín1_:`p o_s

š] l

@)

S_in-tierifiois,

tiantolasmaneiras deägir Is§c

@šg`@¿ärasÁš

š,e.n

¿'"

9.2

CARACTERÍSTICAS

Os atributos da assimilação são de certa maneira

63 Onta-

opostos aos da acomodação. Ela é í1'1Íí<2 nea e contínua.

1'¿1_E¿,

_Ê9

Êê

1›

7° PARK, R. E. 8a BURGESS, E. W., apud OGBURN 8:. NIMKOFF, op. cit., p. 247, Essa definição também se encontra em DOURADO DE

GUSMÃO. Manual

, p. 69.

Noções de Sac/'o/ogia

223

Scanned with CamScanner

9.2.1

Interna

-fr A ossimiiooào

essoa-asuamaneiraesentir ø- fl estará assimilado ao brasileir

as

'

'

II

-

os

uz .zu - _

do

rir nossos símbolos nossas cren as, nossos preconceitos,

uando ad 11'-

ossos valores e nossos

entimentos

uando, numa

ala-

-

9.2.2

Total

\

'“"°

aves esta,aconduta externa ja oi teraa caen z z

Aassimila

ose

e

em ;eral

\

ãacomoda ão.

I

I

o ocesso as

›-gi-1»

i

ilativo rnoi icar o

.I

oWUñ

I

Então a modificação da conduta foi total ou completa. O imigrante que já havia modi ica o sua imentação, sua indumentária e demais hábitos externos, passará por uma

transformação oompleta, ao modificar também suas con-

vicções, seus pontos de vista, seus valores.

9.2.3

Espontânea

ÓL

ass_in_'iila_çãç_› A

Ie um processo natural, espontâneo]

Q

A politica ímigyatória

de um Estado não pode ditar normas para a assimilação dos adventi ` ` eria uma maneira de dificultã-la. PIERSON cita o exemplo da Alemanha, do tempo de BÍS1T1€=11'Ck. tentando germanizar, através de legislação espe- CÍa1› gI`11P0S de camponeses polacos. A reapão destes não S6 '

fez es

P.Q1Q_1'lëS_a_i

er

' mente a lealdade aos anti 0

'

-

'

valores culturais” e a

retensão alemã foi frustrada.” (P4p[)›=$i=

IA?-0

Aos V/*LOWE5

(5'H.\‹5I)Ao°wL°›

D/J 1:3* Coëmqzi HUp9Mt)_

71 PIERSON, Donald, ibidem, pp. 212-213.

224

Agerson Tabosa

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9.2.4

Contínua

`-*='

Diz-se que a assimilação

(Êm

1Ên.'Ê9

Pšflšl mfilllfi-1T_aq

.Não é_ transitõ_:_i_'iç_› ¬cpm_o1n * Quando marido e mulher se assimilam, permane-

‹¿l¿ipã¿‹)

cem, via de regra, nesse status,

9.3

ESPÉCIES

A

A assimilação pode ser unilateral e bilateral.

9.3.1 Unilateral

É }l1'1ila'E€I'8lqua.tLd0apenas uma parte altera sua

ilaç_i_o_-

Mas o certo é que

_c_p_nd1

ita.

Eo_caso da aëimilação do estrangeiro ap

palpdo país para onde se tr_ansfer_i_u

alguma coisa de alienígena se transmite ao nativo. A cul- t_ura_ depupmpaís ,de imigrapão nunqa permanece imune a,

influências de outra.s,C1.il_t1.1La_S

Í

_

Iii-l

Il

I_

'

'

9.3.2 Bilateral

A assímí1a l.Q11oi1'1C_l

Q

no procedimento de ariƒibospos, lados. A maneira de viver de um casal assimilado é o resultado de alterações no modus vivendi' do esposo e no da esposa. Claro que essas modifi- cações não se dão por igual em ambas as partes.

9.4

FATORES

Entre os diversos fatores que favorecem ã assimi- lação, estão a inteligência, a idade, a simpatia recíproca, a frequência de contatos, a liberdade e a semelhança de cul- tura, segundo o esquema de RECASENS SICHES.”

72 RECASENSSICI-IES, Luís. op- oitz. II. pio- 467-468-

/Voções de Socio/og/'a

225

Scanned with CamScanner

9.4.1

Inteligência

Entre dois amigos inteligentes, a assimilação se

processa com mais rapidez. E próprio da pessoa inteligen- '

1;

rapidamente se adapta, acomoda-se e vai adiante. S6 f0r preciso. Evidentemente que um italiano, Por eXe1TlP10, nos Estados Unidos, viverá muito melhor, se levar uma vida

e sair

-Sa sem

p

re bem em qualquer situaçao. Para isso,

de americano.

'

9.4.2

Idade

As pessoas idosas são, por natureza, refratãrias a mudanças, a modificar procedimentos-, a aceitar inovações. Os anos as fazem conformistas, conservadoras, reacioná- rias. Entre jovens, é mais fácil processar-se a assimilação.

9.4.3 Simpatia

Simpatia significa sentir com (do grego: syn +patia). Ora, se já existe identidade de coração, é fácil haver tam- bem sintonia de espirito, para a identificação total da ma-

neira de viver.

9.4.4 Contatos

Já vimos que o contato é inovador. Se ele é frequen- te, entre pessoas, pode propiciar-lhes uma afinidade de esti- lo de vida. Diz CUBER: “As the persons interact, each becomes acquainted With the other”s behavior and consciously or

unconciouslyoften tends to conform more closely to the

otl¬.er”."`3 São os contatos primários os que exercem mais in- fluência sobre a assimilação. A assimilação é mais completa, diz YOUNG, onde os contatos são primái~ios.74

,ÍÍ CUBER. Jehn, op. cit., p. 574_

YOUNG» K1mba1› apud SANTOS. Teobaldo Miranda, ibidem, p. 111-

226

Agerson M2055

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9.4.5

Liberdade

lberdade e indispensável a assimilçao, ja que esta e, como vimos, espontânea

I

-

.

.

.

_

A

1'

-'

°

9.4.6 Afinidade cultural

_ Um português ou um espanhol se assimila mais

rapidamente ao brasileiro do que o norueguês ou o nipõnico. Isso porque a distãncia entre a cultura brasilei- ra e a iberica é menor do que a existente entre aquela e a escandinava ou a japonesa.

9

ASSIMILAÇAO

9.1 definição

Esquema

9.2 características

9.2.1 interna

9.2.2 total

9.2.3 espontânea

9.2.4 contínua

-

9.3 espécies

9.3.1 unilateral

9.3.2 bilateral

9.4 fatores

9.4.1 inteligência

9.4.2 idade

9.4.3 simpatia

9.4.4 contatos

9.4.5 liberdade

9.4.6 afinidade cultural

Noções de Sociologia

227

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