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vidaimobiliaria.com O DESAFIO DE INFORMAR PROFISSIONAIS HÁ UMA NOVA VAGA DE REABILITAÇÃO EM LISBOA -
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O DESAFIO DE INFORMAR PROFISSIONAIS

HÁ UMA NOVA VAGA DE REABILITAÇÃO EM LISBOA - Arrendamento Acessível é uma das prioridades
HÁ UMA NOVA VAGA
DE REABILITAÇÃO
EM LISBOA
- Arrendamento Acessível é uma
das prioridades atuais
- Grandes operações urbanísticas
estão de volta à cidade
- Semana da Reabilitação Urbana
junta milhares ao Pátio da Galé
ESPECIAL:
VI SEMANA DA REABILITAÇÃO
URBANA DE LISBOA
Tudo o que precisa de saber
ED. 217
MENSAL //
MARÇO 2019
€10 PORTUGAL
REABILITAR + Especialistas em Reabilitação. O Centro de Competências REABILITAR desenvolve soluções técnicas

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Especialistas em Reabilitação. O Centro de Competências REABILITAR desenvolve soluções técnicas específicas para os desafios e constrangimentos da reabilitação urbana. Desafios exigentes originam produtos excelentes. Claros na forma e na função. Energeticamente eficientes. Qualidade máxima para uma arquitectura exigente.

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CONSOLIDAR A REABILITAÇÃO DAS NOSSAS CIDADES

CONSOLIDAR A REABILITAÇÃO DAS NOSSAS CIDADES ANTÓNIO GIL MACHADO DIRETOR, VIDA IMOBILIÁRIA O presente momento é

ANTÓNIO GIL MACHADO DIRETOR, VIDA IMOBILIÁRIA

CIDADES ANTÓNIO GIL MACHADO DIRETOR, VIDA IMOBILIÁRIA O presente momento é de grande dinamismo nas principais

O presente momento é de grande dinamismo nas

principais cidades portuguesas, desde logo em Lisboa. Num momento em que o ciclo económico

permite um maior volume de promoção imobiliária,

é fundamental não perder a memória do passado recente e evitar voltar a erros conhecidos.

A consolidação dos centros urbanos históricos, com

a reabilitação do edificado permitiu num curto prazo

de 10 anos mudar a face dos centros das cidades, em especial em Lisboa e no Porto. Com o suporte do fenómeno do turismo, existiu uma efetiva renovação de tecido urbano com o uso turístico e comercial a dominar o investimento.

Obviamente a escala da reabilitação urbana tem uma evidente limitação, com a recuperação do ciclo é normal os promotores procurarem projetos com maior escala, procurando zonas de expansão. Surge assim

a oportunidade de procurar os vazios urbanos, onde operações de regeneração urbana permitem uma consolidação de cidade a uma nova escala.

Em Lisboa surgem múltiplos exemplos de relevo, como Alcântara, Entrecampos, toda o eixo ribeirinho de Lisboa Oriental e mesmo o remate dos últimos lotes do Parque das Nações. São intervenções com escala, que permitem completar cidade com um grande impacto na vida das populações.

ED. REabilitação URbana//EDitoRial

O erro será voltar a um ciclo de construção nova

pelo alargamento de perímetros urbanos, sem qual- quer garantia de procura, perdendo-se a dinâmica de reabilitação do centro das cidades, seja Lisboa, Oeiras, Cascais, Montijo, Seixal ou qualquer cidade da grande Lisboa!

Já experimentamos o erro do abandono do centro das

cidades em benefício da expansão dos perímetros urbanos. A crise e o turismo colocaram-nos na rota dos centros históricos, seria agora um erro que com

melhores condições económicas, voltássemos a um passado que não nos deixou boa memória!

6ª edição da Semana RU em Lisboa

A Semana da Reabilitação Urbana volta a apresen-

tar-se em Lisboa na sua sexta edição, afirmando-se como o maior fórum de debate nacional sobre o tema

das cidades e da reabilitação urbana.

Uma intensa discussão sobre temas transversais da reabilitação urbana, para que possamos prosseguir a rota de valorização do centro das cidades, com- pletando o que há a consolidar e dando destaque ao que melhor existe e acontece!

Participe no debate, acompanhando a Vida Imobiliaria ou participando de forma ativa na discussão do futuro

das nossas cidades!

Imobiliaria ou participando de forma ativa na discussão do futuro das nossas cidades! 2019 / vidaimobiliaria.com

ÍnDiCE//ED. REabilitação URbana

DOSSIÊ: HÁ UMA NOVA VAGA DA REABILITAÇÃO EM LISBOA

3 // EDITORIAL

18

UMA NOVA VAGA DA REABILITAÇÃO EM LISBOA 3 // EDITORIAL 18 EVENTOS 8 // Semana da

EVENTOS

8 // Semana da Reabilitação Urbana está de volta a Lisboa

14 // Prémio Nacional de Reabilitação: a competição continua em alta

CIDADE

20

// Renda Acessível e Hub do Beato são prioridades da CML para 2019

24

// Inovação social e reabilitação urbana de mãos dadas na SCML

FORUM

30

// Reabilitação vs Construção Nova: onde estão as melhores oportunidades?

46

// Os desafios da nova realidade social

48

// A reabilitação urbana e o arrendamento

50

// Desafios e oportunidades da Reabilitação Urbana

52

// Reabilitação e Sustentabilidade

54

// Eficiência energética e a geração de valor no edificado

4 // vidaimobiliaria.com / 2019

ANÁLISE & MERCADO

56

// Investimento na ARU de Lisboa ascende a 6.000 milhões de euros

62

// Lisboa é o melhor destino para investir em imobiliário na Europa em 2019

64

// Grandes operações urbanísticas estão de volta à capital

78

// Lisboa vai ter 60% das camas do Plano Nacional de Alojamento Estudantil

80

// Investimentos de mais de 780 milhões já se candidataram ao IFRRU

EMPRESAS & PROJETOS

82

// SECILTEK é a «nova» marca de referência na reabilitação urbana

84

// A aposta na reabilitação “é longa e está para durar”

86

// ECOCIAF cada vez mais forte na reabilitação de Lisboa

88

// W.A.U - um passo em direção aos escritórios do futuro

LEGAL & IMOBILIÁRIO

92 // Arrendamento: as recentes alterações ao regime de denúncia

e de oposição à renovação

SEMANA DA REABILITAÇÃO URBABA 97 // DIRECTÓRIO DE EMPRESAS 128 // AGENDA

SEMANA DA REABILITAÇÃO URBABA

97 // DIRECTÓRIO DE EMPRESAS 128 // AGENDA

URBABA 97 // DIRECTÓRIO DE EMPRESAS 128 // AGENDA PUBLICADO POR IMOEDIÇÕES Publicações Periódicas e

PUBLICADO POR IMOEDIÇÕES Publicações Periódicas e Multimédia, Lda.

DIRETOR António Gil Machado

DETENTORES MAIS 5% DE CAPITAL António Gil Machado Arturo Malingre João Luis de Sousa Imométrica – Sistemas de Informação de Imobiliário, Lda Producciones, Eventos & Exposiciones S.L

EDIÇÃO Susana Ribeiro (scorreia@vidaimobiliaria.com)

DESIGN EDITORIAL Pedro Lopes (projecto gráfico e paginação) Brandscape (projecto gráfico)

PUBLICIDADE Paulo Fernandes (pfernandes@vidaimobiliaria.com)

ASSINATURAS Patrícia Carvalho (pcarvalho@vidaimobiliaria.com)

COLABORADORES Ana Tavares (editorial) Fernanda Cerqueira (editorial) Glória Maia (eventos) Marta Brandão (comercial) Marildo Montenegro (fotografia eventos VI)

IMPRESSÃO Uniarte Gráfica R. Pinheiro de Campanhã nº342 | 4300-414 Porto

PERIODICIDADE:

Mensal

TIRAGEM:

3.000 exemplares

PREÇO Assinatura (11números) = 94€ | Avulso = 10€

DEPÓSITO LEGAL:

366714/13

NIPC:

507 037 219

REDACÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E ASSINATURAS Rua Gonçalo Cristovão, 185 – 6º 4049-012 Porto Tel. 222 085 009 | Fax. 222 085 010

Registo nº 115734 da Entidade Reguladora da Comunicação Social

FOTOGRAFIA DA CAPA FG+SG Fotografia de Arquitectura

EVEntoS//ED. REabilitação URbana

EVEntoS//ED. REabilitação URbana SEMANA DA REABILITAÇÃO URBANA ESTÁ DE VOLTA A LISBOA De 8 a 14

SEMANA DA REABILITAÇÃO URBANA ESTÁ DE VOLTA A LISBOA

De 8 a 14 de abril, todos os caminhos vão dar ao Pátio da Galé, onde milhares de profissionais que diariamente tornam realidade este «desígnio» nacional estarão reunidos para mais uma Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, um evento já «obrigatório» para quem quer debater e conhecer os temas que determinam o futuro deste setor.

e conhecer os temas que determinam o futuro deste setor. 8 // vidaimobiliaria.com / 2019 Organizada

8 // vidaimobiliaria.com / 2019

Organizada pela Vida Imobiliária e a Promevi desde 2014, a Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa celebra a sua VI edição em 2019 com uma agenda intensa, com quase duas dezenas de sessões voltadas para os diferentes públi- cos que a visitam, distribuídas entre o Ciclo de Conferências da Semana, a Academia da Reabilitação, os Workshops LNEC e as Sessões de Esclarecimento.

A par com estas iniciativas, o Pátio da Galé acolhe também uma exposição onde serão dados a conhecer os candidatos finalistas ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2019, sendo também palco de uma mostra de pro- dutos e serviços especializados no campo da reabilitação urbana em Portugal, e na qual estarão representadas em permanência cerca de 50 entidades.

EVEntoS//ED. REabilitação URbana

EVEntoS//ED. REabilitação URbana Santander e Câmara de Lisboa apresentam opor- tunidades aos investidores Também

Santander e Câmara de Lisboa apresentam opor- tunidades aos investidores

Também integradas na agenda oficial da Semana, na quarta-feira, 10 de abril, haverá lugar para duas sessões de apresentação a investidores, levadas a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo Santander, e que têm como objetivo dar a conhecer algu- mas das oportunidades que estas entidades hoje oferecem no campo da reabilitação. Ambas as sessões têm lugar marcado na Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa, a dois passos do Pátio da Galé.

Pelas 10h30, a Câmara Municipal de Lisboa dará a conhecer as oportunidades de investimento do seu programa de rendas acessíveis, com destaque para questões relacionadas com o

modelo de negócio, localizações e vários outros aspetos práticos

a ter em conta na preparação de propostas. Após o almoço, pelas 15h30, o Santander leva a cabo uma sessão de esclarecimento sobre as oportunidades de financiamento IFRRU (Instrumento

Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas), dando

a conhecer todos os detalhes e como se pode aceder a este veículo de financiamento.

10 // vidaimobiliaria.com / 2019

Habitação será tema central no ciclo de conferências

A habitação, em todas as suas vertentes, estará em grande destaque no

ciclo de conferências da Semana da Reabilitação Urbana, ao longo da qual serão trazidos a palco temas estruturantes para o setor e para o futuro do país, desde o papel do Estado e dos privados na habitação acessível ao futuro do mercado de arrendamento, passando pelas melhores oportuni-

dades de investimento na promoção e as novas formas de habitar a Lisboa.

A abrir a Semana, a «Habitação – A responsabilidade do Estado e o papel

dos privados» é o grande tema da sessão inaugural do ciclo de conferên- cias, organizada em parceria com a AICCOPN. Na tarde seguinte, terça, «A criação de valor na reabilitação urbana» é o tema a subir a palco, numa parceria entre a Vida Imobiliária, a ADENE e a CBRE. Quarta, é o dia da

já habitual conferência organizada pela Santa Casa da Misericórdia, que

este ano debate as «Novas formas de habitar Lisboa». Na quinta-feira,

e depois do sucesso do ano passado, a Semana volta a ser o palco

para a II Grande Conferência APPII – Os Fazedores de Cidades!», que se estenderá ao longo de todo o dia 11 de abril no Pátio da Galé, sob o mote «Regenerar e Reabilitar Lisboa – as oportunidades e o investimento!».

Por fim, na tarde de sexta, a ALP – Associação Lisbonense de Proprietários

e a Vida Imobiliária convidam à reflexão sobre «Qual o futuro possível

para o mercado de arrendamento?», fechando com chave de ouro este ciclo de conferências.

Componente técnica em destaque na Academia da Reabilitação e Workshops do LNEC

Numa perspetiva mais técnica, nas manhãs de terça, quarta e sexta, o Pátio da Galé irá receber as três sessões da Academia da Reabilitação. Organizada em parceria com a Ordem dos Arquitectos, Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e o GeCorpa, a primeira lança o repto: «Reabilita- ção – Missão (im)possível?», debruçando-se sobre o papel do arquiteto. No dia seguinte, é a vez do LNEC se juntar à Academia, apresentando «Uma perspetiva integrada da Reabilitação Urbana». Por fim, «Os edifícios Carbono Zero – Hoje» é o tema explorado na manhã de sexta, numa organização conjunta com a OET- Ordem dos Engenheiros Técnicos.

Como já vem sendo habitual, o LNEC- Laboratório Nacional de Enge- nharia Civil também volta a abrir as suas portas ao público da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, organizando quatro workshops técnicos sobre «Métodos (de avaliação) para apoio à reabilitação de edifícios» (8 de abril), «Metodologias de apoio à decisão de intervenções de reabilitação» (9 de abril), «Eficiência e qualidade na reparação do betão armado de edifícios» (11 de abril) e «Pinturas de fachadas: requisitos de desempenho e compatibilidade» (12 de abril).

EVEntoS//ED. REabilitação URbana

EVEntoS//ED. REabilitação URbana 12 // vidaimobiliaria.com / 2019 Mais de 6,000 inscritos na última edição. Todos
EVEntoS//ED. REabilitação URbana 12 // vidaimobiliaria.com / 2019 Mais de 6,000 inscritos na última edição. Todos
EVEntoS//ED. REabilitação URbana 12 // vidaimobiliaria.com / 2019 Mais de 6,000 inscritos na última edição. Todos

12 // vidaimobiliaria.com / 2019

Mais de 6,000 inscritos na última edição.

Todos os anos milhares de profissionais acorrem à Semana da Reabili- tação Urbana de Lisboa, e este não será exceção. Na última edição, a organização registou um número recorde de mais de 6.000 inscrições nas duas dezenas de iniciativas integradas na programação, com a adesão dos participantes a superar em 20% a do ano anterior. E, as expetativas estão em alta para 2019.

A organização da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa é assu- mida pela Vida Imobiliária e pela Promevi, contando com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da ATL – Turismo de Lisboa e da Santa casa da Misericórdia de Lisboa. Esta VI edição volta a reunir um amplo apoio da comunidade empresarial, patente nos patrocínios platina da Secil, Schmitt+Sohn Elevadores, Santander e da Ecociaf. Na categoria ouro alinham o Montepio Gestão de Activos Imobiliários, a Hilti, a Reynaers, a Oli, a Sanitana, o Grupo San José, a Caixiave, a MLGTS, CIN, Schneider Electric, Round Hill Capital, CBRE, Neoturis, Avenue e

a Victoria Seguros. A APPII, a ALP, a Ordem dos Engenheiros Técnicos,

o IMPIC e o LNEC completam o rol de patrocínios, do lado institucio- nal. O certame conta ainda com o apoio institucional da Ordem dos Engenheiros, da Ordem dos Arquitectos, do RICS, da APFIPP, da AHP,

da Invest Lisboa e da APRUPP.

do RICS, da APFIPP, da AHP, da Invest Lisboa e da APRUPP. «Casas, pessoas e animais»

«Casas, pessoas e animais» é o desafio proposto pelo Archikidz

Os mais novos também voltam a ter um momento dedicado, com o regresso do workshop de arquitetura Archikidz, aberto a crianças dos 5 aos 10 anos durante a tarde de sábado dia 13, e que este ano tem como tema «Casas, pessoas e animais», desafiando os seus pequenos participantes a pensar como poderiam fazer uma casa que se adaptasse a si e ao seu animal preferido.

EVEntoS//ED. REabilitação URbana

PRÉMIO NACIONAL DE REABILITAÇÃO:

A COMPETIÇÃO CONTINUA EM ALTA

A competição pelo Prémio Nacional de Reabilitação Urbana continua em alta, com 80 novos candidatos a entrar na corrida que coroa os melhores projetos de reabilitação realizados no nosso país no ano anterior.

Organizado pela Vida Imobiliária em associação com a Promevi, o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (PNRU) celebra a sua VII edição em 2019, tendo a concurso mais de 220.000 m² de área intervencionada, distribuída por 48

projetos residenciais, 11 turísticos, 12 de impacto social e outros 9 de uso comercial e de serviços, oriundos de 22 concelhos portugueses. Entre rol de intervenções a concurso este ano, constam sedes corporativas, edifícios residenciais

e

moradias, centros de negócios, centros logísticos, hotéis

e

hostels, enoturismo e turismo rural, unidades de saúde

e

hospitais, centros criativos, teatros, conservatórios, lares

de idosos e de acolhimento juvenil ou espaços comerciais.

Os vencedores serão conhecidos no início de maio, em data a anunciar, numa cerimónia no Antigo Museu dos Coches e em que serão desvendados os melhores projetos em cada uma das dez categorias a concurso: Habitação, Comércio & Serviços, Turismo, Impacto Social, Eficiência Energética (atribuído pela

ADENE), Reabilitação Estrutural, Restauro, Intervenção Inferior

a 1.000 m², Cidade de Lisboa e Cidade do Porto.

EM 2019:

• 220.000 m² a concurso

• 80 candidaturas validadas

• 20 concelhos representados

DESDE 2013:

• 443 candidaturas validadas

• + de 50 projetos premiados

• 14 municípios distinguidos

14 // vidaimobiliaria.com / 2019

WEBSITE
WEBSITE

EVEntoS//ED. REabilitação URbana

A celebrar a sua sétima edição, o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana mantém- se fiel à sua missão de distinguir o que de melhor se faz em Portugal, reconhecendo as melhores práticas e as melhores intervenções, com o apoio de um júri independente, composto por ilustres profissionais de vários quadrantes.

440 candidatos ao longo de sete edições

Desde a sua primeira edição, em 2013, o PNRU já validou 440 candidaturas, sendo que o regu- lamento do prémio impede o mesmo projeto de concorrer duas vezes.

Consolidada como a mais importante iniciativa de valorização da reabilitação urbana no nosso país, este Prémio já distinguiu perto de cinco dezenas de intervenções localizadas em 14 cidades do país. Estes vencedores foram eleitos de entre um universo de mais de 360 projetos que já concorreram ao Prémio ao longo das suas anteriores edições, com cerca de 15 a 20 concelhos representados por edição.

Números que atestam o vigor deste galardão, que já se consolidou como o mais importan- te prémio atribuído em Portugal na área da reabilitação urbana por um júri independente, constituído por cinco personalidades das áreas da Economia, Imobiliário, Arquitetura, Engenha- ria e Património. Este ano, integram o painel de jurados o economista João Duque, os arquitetos João Santa-rita e João Carlos Santos, bem como os engenheiros Manuel Reis Campos e Vasco Peixoto de Freitas, este último o membro em estreia na nova edição.

À edição de 2019 concorrem projetos cuja licença de utilização tenha sido emitida entre 1 de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2018, e que não tenham sido candidatos em edições anteriores.

Selo de qualidade atestado ao mais alto nível

O prestígio e o selo de qualidade do PNRU são

atestados pelo vasto apoio do setor empresa- rial, institucional e da sociedade civil, passando

inclusive pelo Governo de Portugal que, uma

vez mais, volta a conferir o seu Alto Patrocínio

a esta iniciativa. No campo corporativo recebe

também, e uma vez mais, um amplo apoio da Secil à organização, além dos patrocínios platina da Schmitt+Sohn Elevadores, da Savills Portu- gal, do Santander e da Victoria Seguros, e os patrocínios ouro da Revigrés, da Sanitana e da PLMJ. O Impic, a CPCI, a APPII, Ordem dos Arqui- tectos, a Ordem dos Engenheiros, a Ordem dos Engenheiros Técnicos, a União das Misericórdias Portuguesas, o GeCorpa e a ALP completam o leque, com o seu apoio institucional.

De periocidade anual, este Prémio tem como objetivo reconhecer, premiar e divulgar a exce- lência na renovação das cidades Portuguesas e afirma-se atualmente como a mais prestigiada distinção na área da reabilitação do edificado

e requalificação dos territórios em Portugal.

edificado e requalificação dos territórios em Portugal. 16 // vidaimobiliaria.com / 2019 ALTO PATROCÍNIO:
edificado e requalificação dos territórios em Portugal. 16 // vidaimobiliaria.com / 2019 ALTO PATROCÍNIO:

16 // vidaimobiliaria.com / 2019

ALTO PATROCÍNIO:

dos territórios em Portugal. 16 // vidaimobiliaria.com / 2019 ALTO PATROCÍNIO: PATROCÍNIO PLATINA: PATROCÍNIO OURO:
PATROCÍNIO PLATINA:
PATROCÍNIO PLATINA:
dos territórios em Portugal. 16 // vidaimobiliaria.com / 2019 ALTO PATROCÍNIO: PATROCÍNIO PLATINA: PATROCÍNIO OURO:
PATROCÍNIO OURO:
PATROCÍNIO OURO:

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

HÁ UMA NOVA VAGA DA REABILITAÇÃO EM LISBOA

Nos últimos anos, a reabilitação deixou de ser a exceção para se tornar regra em Lisboa, e os resultados estão hoje à vista, com uma cidade fervilhante e cada vez mais valorizada dentro e fora de portas, atraindo para si volumes crescentes de capital e um sem número de novos investidores e promotores.

Como uma vaga, que se alastrou de ponta a ponta da cidade, e tendo como epicentro o centro histórico e na

Baixa Pombalina, a reabilitação urbana já contagiou todas

as frentes do setor imobiliário, da habitação ao turismo,

do comércio aos serviços; num movimento que tem sido acompanhado a par e passo por uma estratégia de requa- lificação do espaço público.

O balanço é positivo, mas ainda há muito trabalho pela

frente, abrindo novas e aliciantes oportunidades a quem

se quiser juntar a este movimento que está a dar uma vida

à cidade de Lisboa!

a quem se quiser juntar a este movimento que está a dar uma vida à cidade

18 // vidaimobiliaria.com / 2019

a quem se quiser juntar a este movimento que está a dar uma vida à cidade

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

RENDA ACESSÍVEL E HUB DO BEATO SÃO PRIORIDADES DA CML PARA 2019

A dinamização do programa renda acessível e o desenvolvimento do Hub do Beato são, assumidamente, duas das grandes prioridades estratégicas do executivo camarário para 2019, que destinou quase 60 milhões de euros do seu orçamento anual só para estas parcelas.

de euros do seu orçamento anual só para estas parcelas. 20 // vidaimobiliaria.com / 2019 Já

20 // vidaimobiliaria.com / 2019

Já classificado como «o maior de sempre», o Orçamento Municipal para 2019 contempla uma fatia de quase 37 milhões de euros para investir em habitação, além dos cerca de 100 milhões de euros em valor patri- monial para casas destinadas ao Programa de Renda Acessível. A este valor, está ainda previsto o acréscimo de um investimento privado de 7,4 milhões de euros ao longo deste ano. Até 2021, e segundo os dados apresentados pelo vereador das Finanças, João Paulo Saraiva, a autarquia prevê um investimento total de 282,1 milhões de euros em habitação, compreendendo a construção de novas habitações, a reabilitação e a manutenção do parque existente.

Relativamente à sustentabilidade ambiental, o município lisboeta re- servou 31 milhões de euros para o desenvolvimento do Plano Geral de Drenagem, que prevê a construção de dois túneis entre Santa Apolónia

e Monsanto e entre Chelas e o Beato, bem como um coletor entre as

avenidas de Berlim e Infante D. Henrique, entre outras infraestruturas,

além de 23,5 milhões de euros para higiene urbana e outros 24,3 milhões para espaços verdes e parques urbanos.

Já o Hub Criativo do Beato vai merecer uma alocação de 20,3 milhões de euros, que serão aplicados não só nos trabalhos de reabilitação a cargo da Câmara, mas em especial à aquisição do imóvel onde se desenvolve

a primeira fase, a Ala Sul da Manutenção Militir, que a autarquia decidiu adquirir definitivamente ao Exército e às Finanças.

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

Investimento no Programa Renda Acessível ascende a 765 milhões de euros até 2021

Assentando em parcerias entre o município com o setor privado com vista a libertar um elevado número de fogos para o mercado de arren- damento, a preços inferiores aos praticados no mercado liberalizado; o Programa Renda Acessível é uma das grandes apostas da autarquia para os próximos anos. E isso ficou bem claro durante a apresentação do Orçamento Municipal, com o vereador João Paulo Saraiva a avançar que a autarquia estima um investimento total de 316,2 milhões de eu- ros em valor de patrimonial, correspondente a terrenos e fogos, neste programa até 2021. Pelas suas contas, a componente de investimento privado deverá totalizar 448,7 milhões de euros nesse período.

«Recordo que este programa se baseia na concessão de obra pública, que será sempre património municipal e durante uma série de anos será explorada por um privado que vai fazer um investimento. No final desse processo, todos esses fogos passarão a integrar o património municipal. E, portanto, estes 448 milhões de euros mais os 316 milhões de euros de terrenos e fogos passarão a fazer parte dos ativos do município», disse.

Aprovados os primeiros concursos para reconverter edifícios da Segurança Social

Entretanto, em fevereiro, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou formal- mente o memorando de entendimento assinado em julho de 2017 com Ministério da Segurança Social, e que irá alargar o espetro de edifícios disponíveis para o programa de renda acessível.

Em causa está o designado programa de reconversão de edifícios da Segurança Social (PRESS), decorrente da concentração dos serviços da Segurança Social num único edifício, na avenida 5 de Outubro, e a recon- versão pela Câmara dos 11 edifícios que que ficaram vagos no centro da cidade em habitação, e que serão colocados para arrendamento acessível (250 apartamentos) e para residências universitárias (226 quartos).

No memorando assinado entre ambas as entidades é também estipula- da a possibilidade de o município vir a exercer a opção de compra dos imóveis, que são, numa primeira fase, arrendados. O valor total para a venda está avaliado em 57 milhões de euros, sendo as rendas anuais de 3.287.000 milhões de euros.

Aprovada, foi já também a decisão de contratar, com recurso a con- curso público, a empreitada para as obras de reabilitação e adaptação em dois daqueles imóveis, o nº4 da avenida da República, onde serão disponibilizados 50 fogos, e no nº 48 da avenida Visconde de Valmor, com 22 fogos. No concurso para a empreitada do edifício da avenida da República foi fixado um preço base de 3.780.000 euros, enquanto que

para o imóvel da Visconde de Valmor o preço base é de 2.396.000 euros.

da Visconde de Valmor o preço base é de 2.396.000 euros. 22 // vidaimobiliaria.com / 2019

22 // vidaimobiliaria.com / 2019

base é de 2.396.000 euros. 22 // vidaimobiliaria.com / 2019 Autarquia entregou 625 casas em 2018

Autarquia entregou 625 casas em 2018

Ao longo do ano passado, a Câmara Municipal de Lisboa entregou 625 casas no âmbito dos vários programas municipais, o que re- presenta um crescimento de 45% face ao ano anterior. «É um ano em que fizemos um esforço muito intenso em assegurar o direito à habitação a 625 famílias e, destas, em particular com uma preocu- pação num programa especial relativamente ao centro histórico da

cidade, isto é, a zona em que é maior a pressão imobiliária», disse

o presidente, Fernando Medina.

Na mesma ocasião, o autarca garantiu ainda estar a ser feito um esforço para haver «uma entrega maior de casas» ao longo deste ano,

o que «significa recuperar casas mais rápido para entregar às famílias e significa também um esforço para construirmos mais habitação».

Recorde-se que em 2017 foram entregues 413 habitações, depois de 451 fogos em 2016 e outros 312 em 2015.

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

INOVAÇÃO SOCIAL E REABILITAÇÃO URBANA DE MÃOS DADAS NA SCML

A inovação social e a reabilitação urbana continuam de mãos dadas na Santa Casa de Misericórdia de Lisboa (SCML), que só nos últimos três anos já alocou mais de 110 milhões de euros para investir na requalificação e regeneração do seu património imobiliário em Lisboa, de forma a devolvê-lo à cidade e ao serviço das suas causas sociais.

devolvê-lo à cidade e ao serviço das suas causas sociais. 24 // vidaimobiliaria.com / 2019 Reafirmando

24 // vidaimobiliaria.com / 2019

Reafirmando o apoio alargado à Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, a SCML entra em 2019 com várias novidades neste campo, como nos contou o Provedor, Ed-

mundo Martinho, numa entrevista exclusiva

à Vida Imobiliária.

A SCML é um dos agentes mais na reabilita-

ção do património imobiliário em Lisboa e, aliás, leva já um histórico bem longo, tendo

sido pioneira neste campo. Olhando para

trás, e para os feitos entretanto alcançados,

o que mudou na vossa estratégia nestes

últimos cinco anos?

A SCML continua a promover uma estraté-

gia global de reabilitação do seu patrimó-

nio com uma metodologia que permitirá a médio prazo intervir transversalmente em todo o edificado através de um planeamento

estruturado, financeiramente sustentável e tecnicamente exequível. Continuamos assim

a pretender abrir mais portas com uma marca de contemporaneidade e de futuro, onde

vários edifícios servirão de uma forma única

e ímpar a Saúde, a Ação Social, a Cultura e

a sociedade atual.

Entre 2014 e 2018, inclusive, concluíram-se 124 obras de reabilitação. À data, estão em curso 21 empreitadas, que se distribuem da seguinte forma por atividade: cinco na área da Ação Social; sete na área da Saúde; duas na cultura Cultura; duas para Serviços Diversos, e cinco para Rendimento.

Desde a última Semana da Reabilitação Ur- bana, na qual apresentou os projetos mais emblemáticos que integram esta estratégia de investimento em reabilitação, quais foram os principais avanços concretizados?

Nestes últimos doze meses, a SCML iniciou as obras de alguns dos projetos mais emblemá- ticos apresentados no ano transato, nomea- damente Unidade de Cuidados Continuados Integrados Estrela; Unidade de Cuidados Conti- nuados Integrados São Roque; Polo de Inovação Social da Mitra; Edifício Monsanto - Estrutura

Residencial para Idosos, Edifício Ferreira Borges – Residências Temporárias e Centro InterAge

e concluímos o projeto da Quinta Alegre – Es-

trutura Residencial para Idosos; do edifício da Calçada da Patriarcal – Casa de Acolhimento

e alguns edifícios de rendimento (Diário de

Notícias, 11-13, Rua Jau, 32, Rua da Vinha, 21-23).

Entre 2017 e 2018 a dotação orçamental da SCML para o investimento no seu património imobiliário mais que duplicou, passando de 20

para 44 milhões de euros. E para este ano, qual

o

será o valor alocado a esta área de atividade?

O

valor alocado a esta área de atividade cor-

responde aproximadamente a 52 milhões de euros, repartindo-se entre 35,5 milhões de euros (68%) para investimento em prédios de atividade (saúde, ação social, cultura, outros serviços da SCML) e outros 16,5 milhões de euros (32%) em investimento em prédios de rendimento (para arrendamento).

«Inovar para construir um futuro melhor e para dar melhores respostas no campo social e da saúde» é um dos pilares da estratégia de va- lorização do património da Santa Casa. Neste campo, quais são as novidades que esperam apresentar em 2019?

Em 2019 a SCML vai alcançar o objetivo estratégico de dotar a cidade de Lisboa de novos equipa- mentos nas áreas da saúde, da ação social e da cultura. Estes permitirão dar resposta às necessi- dades da sociedade com qualidade, não só nas suas infraestruturas, mas também nos serviços a prestar, sempre com o intuito de alargar o âmbito de ação e chegar a todos os que mais precisam. Consideramos estar a criar alternativas para que

as dimensões física, psíquica, cultural e social da

vida de cada individuo possam ser desenvolvidas.

Gerar receitas para investir em causas sociais,

é outra das missões. Da mesma forma, que

projetos e novidades têm em carteira para este ano nesta área?

À semelhança dos anos anteriores e como já re-

ferido, continuamos a trabalhar em projetos que permitirão a médio prazo alcançar o objetivo de reabilitar o património da Santa Casa, colocando no mercado de arrendamento anualmente um número significativo de frações habitacionais e espaços comerciais.

ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ

«É clara a predominância em investimento na reabilitação do património afeto à atividade da SCML, mantendo-se a Ação Social e a Saúde como áreas prioritárias»

a Ação Social e a Saúde como áreas prioritárias» Quinta Alegre, uma das mais recentes obras
a Ação Social e a Saúde como áreas prioritárias» Quinta Alegre, uma das mais recentes obras

Quinta Alegre, uma das mais recentes obras concluídas pela SCML

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana O complexo de São Roque, que alberga a sede da instituição, e que

O complexo de São Roque, que alberga a sede da instituição, e que foi integralmente reabilitado pela SCML

instituição, e que foi integralmente reabilitado pela SCML A reabilitação do nº122 da rua Ferreira Borges,

A reabilitação do nº122 da rua Ferreira Borges, no bairro de Campo de Ourique, é uma das obras que a SCML tem atualmente em execução

Este ano está prevista a conclusão nomeada- mente dos seguintes projetos: Av. das Forças Armadas, Lote 1; Rua São Paulo, 104 – 110, Rua

Sousa Martins, 22 - 28; Calçada do Lavra 13; Rua Bartolomeu Dias, 77-79, Rua dos Lagares, 54-66, Travessa Salva Vidas, 11-13, Rua Dr. Manuel de Arriaga, 14, Rua da Páscoa, 8 Rua Maria, 11-15

e Rua Maestro António Taborda, 7, que irão

traduzir nos próximos dois anos um incremento no parque habitacional de rendimento de 9 fra- ções para comércio e 135 frações habitacionais.

A habitação acessível é um dos grandes temas do momento, motivando, inclusive, uma nova geração de políticas de habitação por parte do Governo. Tendo em conta a sua vocação social e natureza pública, qual o papel que cabe à SCML na resolução dos desequilíbrios no acesso à habitação?

A SCML tem definido como ação estratégica prio- ritária o seu envolvimento nas grandes iniciativas que visem a criação de respostas no domínio da habitação, em consonância com as políticas pú-

blicas, identificando e disponibilizando habitação

a preços moderados. Neste momento estão em

estudo vários cenários possíveis, nomeadamente através do alargamento do número de frações para o programa arrendamento jovem já em

curso; a criação de um novo programa mais espe- cífico e abrangente de “arrendamento moderado”

e a articulação com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) para a participação da SCML em alguma das operações definidas por esta entidade para

o programa renda acessível.

Nos próximos dois anos, a SCML vai colocar no mercado de arrendamento mais 135 casas e 9 frações comerciais em Lisboa

26 // vidaimobiliaria.com / 2019

E sobre as negociações com a Câmara de

Lisboa para a integração da SCML no pro- grama municipal de Arrendamento Acessível, disponibilizando para esse fim cerca de 300 casas; em que ponto esta este processo?

Efetivamente a SCML tinha essa pretensão com

o desenvolvimento dos projetos de Loteamento

do Antigo Quartel do Rio Seco e de Pedrouços. Dado que os mesmos estão localizados em áreas protegidas e de grande valor arqueoló- gico, nomeadamente os terrenos do Rio Seco onde foram descobertos importantes contextos que se enquadram na designada Pré-história recente, numa época entre o Neolítico final e

Calcolítico inicial (de há cerca de 5000 anos antes da nossa era), o tempo expectável para

o respetivo licenciamento e consequente início

de obra teve que ser reprogramado, pelo que se aguardam as decisões das entidades licen- ciadoras, para podermos aferir a viabilidade da continuidade desta pretensão., ou a afetação de outros espaços de construção.

O que não se altera é o compromisso de con-

tinuar esse caminho.

O olhando para o parque habitacional que

a SCML disponibiliza para o arrendamento,

qual o peso que ambicionam que a habitação acessível possa vir a ter comparativamente à oferta que têm direcionada para o mercado liberalizado / gama mais alta?

A SCML pratica rendas de mercado, calculadas

tendo em consideração a localização, tipolo- gia e investimento realizado na reabilitação do património. Estas receitas servem para o investimento na reabilitação e conservação do seu vasto património, bem como para as atividades core desta instituição. A participação da SCML nos programas de renda acessível constitui uma nova abordagem do investimento

imobiliário da Santa Casa e pretendemos ser atores relevantes nesse domínio, afirmando-nos como complementares das políticas públicas.

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana O Provedor, Edmundo Martinho, na cerimónia de consignação da obra e apresentação

O Provedor, Edmundo Martinho, na cerimónia de consignação da obra e apresentação do projeto do Edifício Monsanto

«Ao longo destes anos, a participação da SCML na Semana da Reabilitação Urbana tem como principal objetivo dar a conhecer o trabalho desenvolvido no âmbito da reabilitação do seu património, bem como estar presente e acompanhar o que de melhor se vai fazendo em matéria de reabilitação e construção.»

28 // vidaimobiliaria.com / 2019

A economia da partilha está também cada

vez mais presente no mundo imobiliário, onde conceitos como o co-working ou o co-living vão conquistando paulatinamente espaço,

e assumindo-se como uma das tendências

emergentes a nível mundial. Contudo, não deixa de ser curioso observar que são concei- tos que de certa forma já estão presentes na estratégia da SCML, nomeadamente através

daquilo que têm descrito como uma aposta na «intergeracionalidade». Gostaria de comentar?

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nos

últimos anos, tem desenvolvido efetivamente um conjunto de projetos com conceitos alterna-

tivos de espaços de trabalho partilhados. Temos como exemplo a Casa de Impacto, incubadora de empresas na área da economia social, loca- lizada no Convento de São Pedro de Alcântara

e de habitação para os mais velhos tendo por

base os princípios da intergeracionalidade e da mobilidade. Estas estruturas residenciais, denominadas residências assistidas, encon- tram-se nomeadamente no Bairro Padre Cruz, na Quinta das Flores, no Centro Comunitário de Telheiras e na Quinta Alegre. Nestes espaços coabitam diversas valências que permitem a centralização de serviços comuns e a interação entre os diversos utilizadores.

Outro debate muito presente versa sobre a gentrificação do centro histórico de Lisboa, com várias vozes contra e a favor do impacto

do turismo para a economia da cidade. Qual é

a visão da SCML sobre o papel que o turismo

está a ter na regeneração (ou gentrificação) do centro da cidade?

A SCML não está a seguir esta corrente, a reabi-

litação do património tem como foco as neces- sidades da sociedade nas áreas da saúde, da ação social, da cultura e da habitação. Damos como exemplos o Hospital da Estrela, o Palácio de São Roque, o Palácio Marquês de Tomar, a

Calçada da Patriarcal, edifícios no centro da cidade que são equipamentos, bem como o edifício da Rua dos Douradores, em plena Baixa Pombalina, que será dirigido para o mercado do arrendamento jovem.

Atualmente, e depois de anos de estagnação na construção, assiste-se agora a um relançar da obra nova em Lisboa, inclusive de projetos de grande escala e fora do centro histórico, mais vocacionados para responder à procura das classes médias. A SCML tem planos para avançar também neste campo?

Sim, podemos dar como exemplos o projeto para a Rua de Sousa Martins e os projetos para

os dois lotes situados na Av. das Forças Armadas. No primeiro, em fase de procedimento aquisitivo de empreitada, será construído um novo edifício

e reabilitado outro, o que originará 2 espaços

comerciais, 8 apartamentos T0, 7 apartamentos T1, 13 apartamentos T2 e 4 apartamentos T3. Nas Forças Armadas, em fase de projeto de licenciamento, serão construídos dois edifícios confinantes, um para habitação e outro com ti- pologia para arrendamento a estudantes. Através destes dois edifícios colocaremos no mercado 28 apartamentos T0, 14 apartamentos T1, 14 apar- tamentos T2 e 7 apartamentos T3.

A SCML foi pioneira na aposta em força na reabilitação urbana do seu património no centro da cidade. Atendendo a tudo o que já foi feito nestes últimos anos e ao que ainda falta fazer, a seu ver quais deveriam ser hoje as principais prioridades no que diz respeito à revitalização de Lisboa?

A Câmara Municipal de Lisboa deverá continuar

a investir na reabilitação do espaço público e na mobilidade. A SCML de Lisboa pretende conti-

nuar a desenvolver projetos, onde a autonomia, a humanização intergeracional e a mobilidade

detenham um papel primordial.

a desenvolver projetos, onde a autonomia, a humanização intergeracional e a mobilidade detenham um papel primordial.

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

REABILITAÇÃO VS CONSTRUÇÃO NOVA:

ONDE ESTÃO AS MELHORES OPORTUNIDADES?

Depois de vários anos de claro predomínio da reabilitação urbana, começa agora a ser retomada a aposta em operações urbanísticas de construção nova na cidade de Lisboa.

urbanísticas de construção nova na cidade de Lisboa. 30 // vidaimobiliaria.com / 2019 Uma novidade que

30 // vidaimobiliaria.com / 2019

Uma novidade que representa o início de uma nova etapa no ciclo imobiliário, e na qual fomos medir o pulso ao mercado, convidando os participantes neste Fórum de Opinião a responder à seguinte questão: «Reabilitação vs constru- ção nova: onde residem as melhores oportunidades hoje em Lisboa?». Conheça aqui as suas respostas:

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana Hugo Santos Ferreira APPII Vice-Presidente Executivo A construção nova fora dos

Hugo Santos

Ferreira

APPII

Vice-Presidente

Executivo

A construção nova fora dos centros urbanos

é uma verdadeira necessidade do mercado

imobiliário da atualidade, sendo consequente- mente uma nova janela de oportunidade que os promotores imobiliários devem estar atentos.

É muito importante começar a incentivar com

fatores de descriminação positiva a construção nova, a par do que se fez com a reabilitação urbana, sendo crucial estimular a construção nova localizada fora dos centros urbanos e em especial aquela que se destina à classe média e aos jovens. É que colocando mais oferta no mer- cado e a preços acessíveis certamente ajudará a estabilizar a subida do valor dos nossos imóveis.

Portugal e o seu mercado imobiliário estão “na moda” e no “radar” dos investidores a uma escala mundial, o que tem tido o efeito mui- to positivo de atrair enormes quantidades de investimento, que tanta falta fizeram e conti- nuam a fazer à nossa encomia. Contudo, cria ao mesmo tempo novos desafios, como é o caso da necessidade de colocar mais oferta no mercado para satisfazer níveis absolutamente records de procura e de criar uma oferta que seja acessível aos portugueses.

Há que viabilizar um mercado em equilíbrio, que seja atrativo para os estrangeiros (que são e devem continuar a ser muito bem-vindos), mas que seja também acessível aos portugueses.

Tudo devemos continuar a fazer para que a rea- bilitação urbana continue a ser uma realidade, mas, paralelamente, é tempo de começar a dinamizar a construção nova.

A reabilitação urbana, com os seus benefícios

fiscais e uma legislação revista e adaptada, foi a aposta e a escolha da maioria dos que por aqui

pretenderam investir. Porque não alargar este quadro de incentivos fiscais e legislativos também a esta necessidade, que é hoje construção nova?

32 // vidaimobiliaria.com / 2019

Os dados relativos ao licenciamento de obras de construção e reabilitação, em 2018, revelam um crescimento significativo. O número de fogos licenciados em construções novas cresceu 42% no ano passado, tendo passado dos 14.120 registados em 2017, para os 20.046 apurados em 2018. Este é o valor mais elevado desde o ano 2010. No que diz respeito à reabilitação urbana, assistiu-se a um crescimento de 15,7% que fica aquém da realidade a que, mais recentemente, nos habituamos a assistir nos centros urbanos das nossas principais cidades e, em especial, de Lisboa. E isto acontece porque, são muitas as obras que não estão sujeitas a licenciamento municipal e, desta forma, ficam de fora destas estatísticas. O Barómetro AICCOPN da Reabi- litação Urbana, relativo ao passado mês de ja- neiro, revela um aumento de 27,2% no indicador relativo ao nível de atividade neste segmento.

no indicador relativo ao nível de atividade neste segmento. Manuel Reis Campos CPCI – Confederação

Manuel Reis

Campos

CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário Presidente

Estamos, portanto, a falar de um mercado que apresenta uma dinâmica positiva. Neste contexto, as melhores oportunidades numa cidade como Lisboa, estão essencialmente associadas à capacidade de oferecer pro- dutos orientados para colmatar o diferencial que persiste entre a procura atual e a oferta disponível. Se, em áreas com elevado interesse turístico, se regista um gradual incremento da capacidade instalada, fruto do bom momento que o País atravessa neste domínio, verifica-se ainda uma grande lacuna na oferta residencial. A este nível, a reabilitação de zonas da cidade de Lisboa com potencial para projetos de habi- tação permanente, incluindo o arrendamento, constituem uma oportunidade que está a cen- trar as atenções de um número crescente de investidores nacionais e estrangeiros.

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana José Manuel Pedreirinho ORDEM DOS ARQUITECTOS Presidente Confrontarmos construção

José Manuel

Pedreirinho

ORDEM DOS

ARQUITECTOS

Presidente

Confrontarmos construção nova vs reabilitação, é, sempre foi, uma falsa questão.

Era-o nos anos em que quase só se fazia novo, com o pretexto de que reabilitar tinha um custo excessivo, e assim se deixou degradar muito do nosso património edificado, como é agora que se vive numa euforia de tudo reabilitar, numa ambígua mistura de conceitos, por onde passam ainda todo o tipo de fachadismos.

É uma falsa questão porque o harmónico de-

senvolvimento dos ambientes onde vivemos sempre foi feito da conjugação e da comple- mentaridade entre ambos: novo e antigo.

Nem tudo se pode nem deve reabilitar, porque há que responder a novas necessidades, mui- tas vezes incompatíveis com os antigos usos; mas também nem tudo deve ser novo pois a nossa memória precisa de manter referências ao passado e às suas histórias.

É do equilíbrio entre as mudanças, não só ine-

vitáveis como desejáveis na vida das nossas cidades e dos nossos edifícios, e a conserva- ção de alguns dos testemunhos do que elas

já foram, que podemos ter ambientes mais adequados à vida.

Por isso pensamos que devemos encontrar mo- dos de otimizar a materialização e a reutilização de edifícios, espaços urbanos e territórios neste momento sem utilização, complementando-os com novos edifícios e os espaços necessários. É importante planificar as novas estruturas sociais, das novas formas de mobilidade e de todo o tipo de programas.

Só assim poderemos encontrar as respostas mais adequadas às novas preocupações energéti- cas, ou económicas, com respostas que devem estar muito para além delas. Subjacente estão razões que têm a ver com as nossas mais pro- fundas necessidades psicológicas ou culturais, indispensáveis ao equilíbrio entre a memória do nosso passado e as propostas do nosso futuro.

34 // vidaimobiliaria.com / 2019

Existem oportunidades em ambos os segmen- tos! Lisboa, apesar dos investimentos em cur- so, está carente de novos projetos. Até à crise de 2008, a grande maioria dos investimentos incidiam sobre a construção nova e por isso as zonas históricas de Lisboa encontravam-se globalmente em péssimo estado. Ao nível da reabilitação, as melhores oportunidades ain- da residem nos bairros históricos de Lisboa, nomeadamente na zona da Baixa, Chiado, Graça, nas Avenida Novas, bem como na zona de Marvila. A cidade precisa de construção nova, de novos projetos sem as condicionan- tes, limitações e contingências que sempre caracterizam a reabilitação. O crescimento demográfico nas cidades é uma realidade e Lisboa não é exceção. A reabilitação urbana não é suficiente para dar resposta a esta ten- dência. As oportunidades são escassas, exis- tindo poucos terrenos disponíveis. Claramente, a zona das Amoreiras, é aquela que mais nos entusiasma, pela proximidade do Marquês de Pombal e existência de múltiplos serviços. Na zona oriental de Lisboa, nas imediações da Expo, irão desenvolver-se projetos de grande qualidade e dimensão, essenciais para suprir a falta de produto. A Vanguard Properties, já com vários projetos de reabilitação em curso, estará brevemente envolvida num grande projeto de construção nova na zona da Grande Lisboa. Também aqui, oxalá sejam adotadas pelas entidades competentes medidas de incenti- vos à promoção em habitação nova (IVA!) de modo a atrair mais investidores, como forma de reduzir o impacto do anormal aumento do preço da construção.

o impacto do anormal aumento do preço da construção. José Cardoso Botelho VANGUARD PROPERTIES Managing Director

José Cardoso

Botelho

VANGUARD

PROPERTIES

Managing Director

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana João Pita ROUND HILL CAPITAL Development Director Portugal A reabilitação urbana tem

João Pita

ROUND HILL

CAPITAL

Development

Director Portugal

A reabilitação urbana tem estado na ordem do dia até agora. Em Lisboa quase dois terços dos licenciamentos aprovados em 2018 foram destinados a reabilitação e apesar do senti- mento ser o de que ainda há muito por fazer na recuperação do tecido urbano da cidade de Lisboa, é na construção nova que aparentam residir as maiores oportunidades no atual momento de mercado, conjugadas as áreas que o perímetro urbano da cidade ainda permite desenvolver com a absoluta necessidade de se acelerar a produção de novos imóveis para dar resposta não só ao aumento da procura mas também à necessidade de renovação do stock edificado, cuja taxa no início do corrente ano representava apenas cerca de 20% dos níveis pré-crise.

A reconhecida falta de imóveis para vender ou arrendar, quer no segmento residencial quer ao nível dos serviços, em particular escritórios, constituem para os promotores a possibilidade de fazer nascer novos projetos estruturados de raiz, que se ante- veem de maior escala do que a que carateriza a reabilitação do centro histórico da cidade, possuindo este novo pipeline também um papel chave para o desejado equilíbrio do mercado na sua generalidade e para a estabilização dos preços em particular.

Identificada a dinâmica favorável ao regresso da construção nova, restará saber de que incentivos poderá a mesma even- tualmente vir a beneficiar, nomeadamente em localizações e segmentos estratégicos como a oferta de novas habitações destinadas à classe média e às populações mais jovens.

Lisboa é uma cidade maravilhosa, e muito ainda há para descobrir em matéria de habitabilidade.

Assistimos à fase da despovoação de Lisboa, em que toda a construção era feita nas periferias e as pessoas queriam viver fora da cidade.

Seguiu-se a partir de 2012 uma fase de quase só reabilita- ção, alimentada pela mudança da lei das rendas e elevada procura por parte de estrangeiros e jovens que querem viver nos centros das cidades.

Estamos numa nova fase em que a reabilitação já se encontra na maioria dos casos a preços proibitivos, pelo que se está a reiniciar a construção nova em zonas da cidade até aqui paradas em termos urbanísticos.

Mas, o verdadeiro fenómeno a que estamos a assistir, é à transformação de Lisboa numa “smart city”.

Para tal contribuem um conjunto de políticas tendentes a facilitar

a vida de quem vive , trabalha e se desloca em Lisboa, tanto no centro histórico como nas regiões mais periféricas da cidade.

Lisboa jamais voltará a ser a cidade “por descobrir” pois já se posicionou como destino incontornável de investimento, turismo e habitação permanente ou temporária.

Aquilo que temos que assegurar é que os novos investi- mentos em habitação na cidade de Lisboa sirvam todos os segmentos que pretendam uma vida urbana com qualidade

e também a preços acessíveis, tanto num regime de pro- priedade plena como de aluguer.

tanto num regime de pro- priedade plena como de aluguer. Carlos Vasconcellos QUANTICO Executive Chairman De

Carlos

Vasconcellos

QUANTICO Executive Chairman

De destacar zonas como o Beato, Xabregas, Benfica, Alcân- tara, Alta de Lisboa, Lumiar e Ajuda que recolhem agora a atenção dos investidores.

Como investidores imobiliários em Lisboa é isso que estamos a fazer nos nossos novos projetos: “affordable residence” para todos os segmentos- oferecendo soluções modernas de gran- de qualidade a que a classe média portuguesa possa aceder.

36 // vidaimobiliaria.com / 2019

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana A COPORGEST especializou-se em projetos residenciais no centro da cidade de Lisboa, no

A COPORGEST especializou-se em projetos residenciais no centro da cidade de Lisboa, no casco histórico. A nossa aposta foi sempre no sentido de entregar ao mercado produtos residenciais únicos, seja pela sua localização, seja pela qualidade construtiva, seja pelo cui- dado na escolha dos materiais.

Sérgio Ferreira

COPORGEST

CEO

Infelizmente, sabemos todos que este tipo de produto está hoje muito direcionado para clientes estrangeiros, com poder de compra mais elevado. De facto, o baixo rendimento per capita das famílias portuguesas, conju- gado com o preço de venda elevado destes ativos, torna-os inacessíveis à generalidade dos portugueses. Estes estão a deslocar-se para a periferia e para zonas menos nobres da cidade de Lisboa. Acredito que estes dois mercados vão continuar a coexistir e a gerar oportunidades que decorrerão em paralelo. No centro da cidade, temos já hoje um custo de produção mais elevado por força das difi- culdades logísticas na fase de construção e do preço elevado dos imóveis ou terrenos, mas em contrapartida temos um preço de venda mais elevado e uma procura mais incerta. Na periferia temos um custo de produção mais baixo, mas é certo que o mercado ajusta preços de venda também mais contidos e acessíveis a um maior número de clientes – o que se perde na margem recupera-se na quantidade e maior certeza na procura.

Dois negócios próximos, mas que requerem operadores com competências distintas.

38 // vidaimobiliaria.com / 2019

A Reabilitação tem oferecido grandes oportu-

nidades às empresas do setor e às marcas de materiais de construção. Nomeadamente no centro histórico de Lisboa e nos bairros novos requalificados, muito pela força propulsora do Turismo e Investimento Imobiliário. Mas à me- dida que a reabilitação no centro foi crescendo ao longo dos últimos anos acompanhada dos preços dos imóveis – também a construção nova cresceu no sentido de responder à cres- cente procura dos residentes. Sobretudo na orla Metropolitana, onde as áreas e os valores por metro quadrado são inferiores. Por isso, tanto pelo número de licenciamentos de obra como pelo volume que estes representam, as oportunidades em Lisboa encontram-se tanto na construção como na reabilitação.

encontram-se tanto na construção como na reabilitação. Gilda Abreu REYNAERS ALUMINIUM PORTUGAL Project Consultant

Gilda Abreu

REYNAERS

ALUMINIUM

PORTUGAL

Project Consultant

Para marcas como a Reynaers, com um vasto portefólio de produtos e soluções adequados

à envolvente de edifícios novos ou a reabili-

tar, todas obras licenciadas são uma potencial oportunidade e nós temos alguns bons exem- plos em carteira. Por exemplo, o novo edifício Prata- da autoria do Arq. Renzo Piano, onde se

encontra uma das nossas soluções minima-

listas (Hi-Finity) - ou a requalificação do Turim Boulevard Hotel, com o sistema SlimLine 38.

O facto de dispormos de um Espaço Reynaers

Lisboa - desde 2017 no Parque das Nações – também tem contribuído para acompanharmos de perto as oportunidades do mercado e as necessidades dos arquitetos, construtores e todos os parceiros envolvidos em obra.

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana João Ferreira Gomes CAIXIAVE, S.A Diretor Comercial e de Marketing Atualmente e nos

João Ferreira

Gomes

CAIXIAVE, S.A Diretor Comercial e de Marketing

Atualmente e nos anos mais recentes, a existência de um parque imobiliário extremamente degradado e, nalguns casos, bem localizado, aliado a uma forte procura, permitiu a existência de uma forte dinâmica de reabilitação de edifícios. Com um enfoque, especialmente, na área da habitação e da hotelaria, a reabilitação tem permitido construir novos pro- dutos imobiliários, alguns dos quais com elevados padrões de conforto térmico, acústico e de eficiência energética.

Tendo em conta que a grande maioria do parque edificado ainda necessita ser requalificado, existem ainda enormes oportunidades para a atividade da reabilitação, sobretudo em zonas menos centrais da cidade de Lisboa, as quais podem

responder às necessidades de outro tipo de clientes e que permite conjugar o mercado de venda com o de arrendamento.

Por outro lado, existem ainda imensas oportunidades para promotores imobiliários que tenham a ambição de responder aos novos desafios da cidade de Lisboa. Com a necessidade de atrair novos habitantes (nacionais e estrangeiros) que têm outras expectativas e formas de viver a sua relação com a cidade, é indispensável, a construção de novos em- preendimentos imobiliários que conjuguem a inovação da arquitetura (com novas tipologias e funções), à excelência na qualidade (mais conforto) a preços adequados à realidade do rendimento dos portugueses.

Lisboa tem sido, ao longo dos tempos, tema de vários poemas que enaltecem as suas características e beleza. De José Galhardo com a dura palavra “velha”, à primaveril descrição de Ary dos Santos com “menina e moça”, também

Manuel Alegre dizia na sua balada “A cidade onde desenho”

e Sophia de Mello Breyner previa o “Aqui e além em Lisboa”.

Já nestes poemas eternizados sobre a cidade, por muitos descurada, mas por muitos “amada”, sentimos um fio condutor até à era atual daquilo que Lisboa é. Não só um local turís- tico de eleição, mas um espaço enorme onde a construção acontece, aquela construção que cresce em linha com as novas tendências, da vida, do trabalho, da capacidade de investimento e das diferentes tecnologias mais adequadas, não só a pessoas mais exigentes que querem habitações mais sofisticadas, como a atividades que se desenvolvem em ambientes virados para o futuro e sustentabilidade.

E neste contexto, lá estamos nós a falar de imobiliário, um

“lugar comum”, um tema recorrente do mercado português, quer seja abordado por agentes nacionais, quer estrangeiros.

Lisboa não deixa de ser o sítio onde a oferta quer colmatar

a procura ainda existente, não só de espaços residenciais, como de escritórios ou soluções mais sofisticadas como o

coworking, coliving, residências de estudantes e de apoio

à terceira idade e outros formatos a que a vida quotidiana

apela. E é aqui, nesses conceitos mais atuais que as opor-

tunidades residem em Lisboa. Mas quem diz Lisboa, diz em

qualquer outra cidade de distrito e até além Tejo cada vez mais apelativo (é para lá que agora “voam” os sonhos, e já dizia a sábia Sophia, “Aqui e além Lisboa…”.

Reabilitar e reconverter tem sido tendência crescente em Lisboa, é verdade, mas essa tendência começa agora, e fe- lizmente a ter a concorrência da nova habitação. Os espaços reabilitados têm dado origem à subida de preços, quer na compra, quer no aluguer, com apenas algumas exceções de programas de arrendamento acessível. O seu mercado não tem sido na maioria o português. Mas a nova construção que arranca, vai não só acalmar a subida de preços por au- mento de oferta, como o target será certamente outro, como famílias mais jovens e a classe média, com compradores nacionais que não devem ser decorados desta dinâmica.

Se for dada ênfase à construção de raiz, não só no centro mas nas zonas mais periféricas, o leque de compradores aumen- tará certamente. E é isso que se pretende, ajustar a oferta à procura, tanto que os investidores internacionais também já olham para essa vertente, procurando terrenos onde podem desenvolver um projeto de construção, em linha com as no- vas tendências de vida e os diferentes targets, e esses ativos ainda existem em mercado e à espera de uma boa solução.

Ainda há muitos prédios em lisboa a precisarem de regeneração, alteração de uso e melhoria de qualidade, mas o português parece esperar por nova construção acessível ao seu nível de vida e essa será a tendência a ganhar quota em 2019 e 2020.

e essa será a tendência a ganhar quota em 2019 e 2020. José Araújo MILLENNIUM BCP

José Araújo

MILLENNIUM BCP Diretor de da Direção de Negócio Imobiliário

40 // vidaimobiliaria.com / 2019

Uma referência no mercado imobiliário IMOBILIÁRIO, URBANISMO E REABILITAÇÃO URBANA FILIPA ARANTES PEDROSO

Uma referência no mercado imobiliário

IMOBILIÁRIO, URBANISMO E REABILITAÇÃO URBANA

FILIPA ARANTES PEDROSO fapedroso@mlgts.pt

JOÃO PEREIRA REIS jpreis@mlgts.pt

JOÃO TORROAES VALENTE jtvalente@mlgts.pt

RUI RIBEIRO LIMA rrlima@mlgts.pt

JOÃO PEREIRA REIS jpreis@mlgts.pt JOÃO TORROAES VALENTE jtvalente@mlgts.pt RUI RIBEIRO LIMA rrlima@mlgts.pt mlgts.pt
JOÃO PEREIRA REIS jpreis@mlgts.pt JOÃO TORROAES VALENTE jtvalente@mlgts.pt RUI RIBEIRO LIMA rrlima@mlgts.pt mlgts.pt
JOÃO PEREIRA REIS jpreis@mlgts.pt JOÃO TORROAES VALENTE jtvalente@mlgts.pt RUI RIBEIRO LIMA rrlima@mlgts.pt mlgts.pt

mlgts.pt

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana Nuno Esteves SAVILLS PORTUGAL Associate – Investment Development O processo de

Nuno Esteves

SAVILLS

PORTUGAL

Associate –

Investment

Development

O processo de reabilitação urbana tem vindo a ter uma pre-

ponderância enorme na forma como Lisboa tem evoluído

e como tem recuperado os seus edifícios mais degrada-

dos, assumindo um papel crucial na gestão da cidade. De

facto, a última década tem reciclado muito do edificado degradado e recuperado as construções mais antigas que anteriormente se encontravam obsoletas, abandonadas

e de baixo valor urbanístico e comercial. É um processo

contínuo e os estímulos à reabilitação têm alavancado

a dinâmica que se observa, sendo surpreendente como

possa existir tamanha quantidade de edificado passível de ser reabilitado com tantos incentivos à reabilitação. Casos como a Baixa ou o Centro Histórico são exemplos claros em como a proposta de valor imobiliário pode ser alterada por vias do processo de reabilitação.

Não obstante, a pressão existente derivada dos índices de procura, de pessoas e empresas, para se sediarem em Lisboa, motiva a tendência da necessidade de construção nova. Os promotores entram numa nova era, em que novos projetos se comercializam em planta e se edificam ambien-

tes ajustados às necessidades. Se a estes fatores adicio- narmos a liquidez de mercado e a existência de uma larga pool de investidores disponíveis para investir em imobiliário, torna-se evidente a oportunidade que se ergue perante as grandes urbes do país, como Lisboa e Porto.

Concluindo, o processo reabilitativo devolve e acresce valor à cidade, acoplando novos conceitos, novas dinâmi- cas e um retrofit tecnológico a edifícios outrora vetustos, mantendo a traça arquitetónica e outros elementos que são parte da nossa riqueza cultural e patrimonial. Não são, no entanto, edificado novo e logo não correspon- dem a um aumento de área construída e disponível mas sim ao processo de substituição de área previamente existente para o mesmo ou outros usos. O processo de reabilitação deve ser complementar à promoção a novo

e verificados os níveis de procura atuais, permitem uma

expetativa de colocação elevada e relativamente célere, representando oportunidades para as várias forças en-

volvidas no projeto: O Promotor, O Proprietário do Ativo,

o Investidor e o Utilizador.

Com o mercado da reabilitação urbana ainda muito for- te, o interesse de muitos investidores começa a virar-se também para a construção nova, especialmente em al- gumas áreas muito específicas da cidade. Este interesse é sobretudo motivado pela procura crescente de projetos de habitação para famílias de classe média e média alta que, não podendo pagar os valores elevados praticados no centro da cidade, procuram soluções um pouco mais competitivas, mas igualmente centrais e extremamente bem servidas de transportes públicos. Também a crescente procura de escritórios tem despoletado o surgimento de novos projetos para promoção, alguns destes para repor o stock de escritórios que se perdeu nos últimos anos para reabilitação em habitação de luxo na Baixa, no Chiado e na Avenida da Liberdade.

As melhores oportunidades para construção nova em Lisboa neste momento estão nas Avenidas Novas, no eixo Laran- jeiras / Alto dos Moinhos/ Benfica, na Alta de Lisboa, em Alcântara e na zona oriental, especialmente ao longo da Avenida Infante D. Henrique, com vários projetos já anun- ciados para o curto e médio prazo.

Como exemplo, a zona das Avenidas Novas é, atualmente, uma das áreas mais dinâmicas da cidade e a mais procurada por investidores. Com a tendência de relocalização de escri- tórios para a Av. Fontes Pereira de Melo e Av. da República, e com o projeto misto de escritórios, comércio e habitação previsto para os terrenos da antiga Feira Popular, a zona das Avenidas Novas corre sérios riscos de se transformar no novo centro de serviços de Lisboa.

de se transformar no novo centro de serviços de Lisboa. Ana Gomes CUSHMAN & WAKEFIELD Diretora

Ana Gomes

CUSHMAN &

WAKEFIELD

Diretora de

Promoção e

Reabilitação

Urbana

42 // vidaimobiliaria.com / 2019

A + A +++ XL A +++ → G
A +
A +++
XL
A +++ → G

A classe de eficiência energética indica a classificação

Caldeira AquaStar Green ZWBE 30/32-2 E 23, um modelo da gama AquaStar, em combinação com 4

coletores solares WarmSun, o depósito SK 500-5ZB C,

o controlador B-Sol 100-2 e o grupo de circulação

AGS 10-2. A classe de eficiência energética de outros sistemas pode ser diferente.

energética de outros sistemas pode ser diferente. O parceiro certo para um apoio total. CONTE COM
energética de outros sistemas pode ser diferente. O parceiro certo para um apoio total. CONTE COM

O parceiro certo para um apoio total.

pode ser diferente. O parceiro certo para um apoio total. CONTE COM A MARCA PORTUGUESA LÍDER

CONTE COM A MARCA PORTUGUESA LÍDER EM SOLUÇÕES DE ÁGUA QUENTE.

Especialistas em soluções de água quente e aquecimento, a Vulcano oferece-lhe apoio total, com uma equipa que o acompanha em todas as fases do processo de negócio.

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana A decisão de investimento dependerá sempre do perfil de cada investidor, mas existem

A decisão de investimento dependerá sempre

do perfil de cada investidor, mas existem vários fatores que suportam a crescente tendência de projetos de construção nova. Sendo expectável que o interesse na reabilitação se mantenha, creio que tenderá a ser equilibrado com a cons- trução nova por diversas razões:

Miguel Alegria

ENGEXPOR

CEO

* Diminuição do número de ativos disponíveis, e com interesse, para projetos de reabilitação.

* Aumento da procura de imóveis residenciais por parte da classe média, que por ter um poder de compra mais reduzido busca ativos em zonas menos centrais e, portanto, fora das zonas típicas de reabilitação.

* Incremento da procura de escritórios, que por exigirem a incorporação das recentes tendências a nível de arquitetura, espaço e commodities, dificilmente são possíveis em projetos que não sejam concebidos de raiz.

* Outro aspeto que não deve ser descurado é o risco associado à reabilitação, que é superior ao da construção nova, não só ao nível das contingências inerentes aos projetos mas tam- bém no que respeita aos riscos de arqueologia, licenciamento, entre outros, que se traduzem num aumento de custos e de prazos. Apesar da existência de alguns benefícios fiscais para projetos de reabilitação, estes acabam por ter requisitos que oneram o seu custo, como é o caso da contenção de fachadas ou a manu- tenção de elementos arquitetónicos.

44 // vidaimobiliaria.com / 2019

Nos últimos anos, após a quebra durante o período da crise, a construção em Lisboa es- teve dependente quase na sua totalidade do fenómeno da reabilitação de edifícios. Sendo esta a dinâmica que continua instituída em pleno no mercado nos dias de hoje.

continua instituída em pleno no mercado nos dias de hoje. Inicialmente o fenómeno da reabilitação surgiu

Inicialmente o fenómeno da reabilitação surgiu sobretudo no centro da cidade, onde existiam muitos edifícios a necessitar de intervenção e com maior potencial para exploração turística, na vertente de hotelaria e de alojamento local, acompanhando também o “boom” turístico. Este mercado continua a existir, apesar do potencial mais limitado face ao número diminuto de edifí- cios por intervir, mantendo-se a procura eleva- da, o que naturalmente justifica a exclusividade proporcionada pelos preços proibitivos atuais.

Nuno Marques

CONSTRUTORA

UDRA

Diretor Comercial

Recentemente temo-nos deparado com um novo fenómeno, o interesse de vários promo- tores e investidores imobiliários, nacionais e estrangeiros, por novas localizações fora das zonas prime, zonas como Carnaxide, Linda a Velha, Alta de lisboa, Telheiras ou Lumiar.

Novos projetos fora do segmento alto, preten- dendo captar um público mais abrangente e com preços mais acessíveis para a classe média portuguesa, mostram que os investidores, que vieram para recuperar Lisboa, perceberam que a periferia também oferece oportunidades.

A oferta destas novas habitações na capital estará ainda longe daquela que os promotores dizem ser necessária para equilibrar a procura do mercado, mostrando ser este o mercado de nova construção com potencial e que as empresas de construção têm de aproveitar.

O SEU FUTURO EM CONSTRUÇÃO.

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Consulte os nossos projetos em www.solyd.pt

inovadores, encontre o lugar perfeito para construir um futuro sólido. Consulte os nossos projetos em www.solyd.pt

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

OS DESAFIOS DA NOVA REALIDADE SOCIAL

REabilitação URbana OS DESAFIOS DA NOVA REALIDADE SOCIAL Ana Oliveira BANCO SANTANDER Responsável de Departamento

Ana Oliveira

BANCO SANTANDER Responsável de Departamento de Fomento à Construção Sul

46 // vidaimobiliaria.com / 2019

A

nova realidade da sociedade impõe ao imobiliário

um adequado planeamento do projeto é de extrema

e

aos seus intervenientes inúmeros desafios.

importância para que se chegue no momento certo

Uma sociedade com uma grande mobilidade profis- sional. Uma nova geração com uma maior tendência de partilha de espaço, tanto por motivos financeiros como por filosofia de vida. Uma procura de serviços complementares associados à habitação. Um tecido empresarial com maior necessidade de flexibilidade

e adaptabilidade de espaço.

A atual forma de trabalhar e de habitar está a alterar o

perfil dos projetos imobiliários, com o aparecimento de novos conceitos como o coworking e o coliving e um dos grandes desafios da reabilitação é a adequação dos imóveis antigos a estes novos usos.

Aliado a estas alterações sociais, temos hoje um mercado imobiliário que não é só nacional, mas com as características de um mercado global, com uma enorme diversidade de clientes finais.

Um correto conhecimento do mercado imobiliário

e das suas tendências, de quem é o público-alvo e

e com uma solução adequada à procura.

A mudança da sociedade obriga a que todas as áreas

de negócio ligadas ao imobiliário se adaptem a estes novos desafios. A realidade de há 5 anos atrás alte- rou-se e com ela alterou-se o paradigma de planear

e analisar os projetos imobiliários.

Da mesma forma que os promotores imobiliários têm de estar preparados para os fatores condicionantes deste negócio, também as Instituições Bancárias têm

de se adaptar para compreender os desafios inerentes

a este mercado e em parceria e proximidade com os

seus clientes identificar os riscos do ciclo de desenvol- vimento destes projetos e as oportunidades, na busca de uma solução de crédito sustentável e adequada.

O novo mercado é certamente diferente do passa- do e tem de ser encarado como um desafio e uma aprendizagem para fazer face às mais que certas

mudanças futuras.

passa- do e tem de ser encarado como um desafio e uma aprendizagem para fazer face

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

A

REABILITAÇÃO URBANA

E

O ARRENDAMENTO

URbana A REABILITAÇÃO URBANA E O ARRENDAMENTO Luís Menezes Leitão ALP - Associação Lisbonense de

Luís Menezes Leitão

ALP - Associação Lisbonense de Proprietários Presidente

48 // vidaimobiliaria.com / 2019

Um dos pressupostos essenciais para a realização da reabilitação urbana das nossas cidades consiste num bom funcionamento do mercado de arrendamento. Efetivamente, é por todos conhecido que um mer- cado de arrendamento a funcionar adequadamen- te permite aos proprietários obter os rendimentos necessários para assegurar a reabilitação dos seus imóveis. Pelo contrário, medidas restritivas como o congelamento das rendas conduzem sempre à ruína dos imóveis e à degradação dos centros urbanos. É conhecida a afirmação de que há duas maneiras de destruir uma cidade: bombardeá-la ou congelar as rendas dos prédios urbanos.

Em Portugal as rendas estiveram congeladas durante cem anos, o que levou à total ruína das cidades de Lisboa e Porto. Há uns anos a Câmara Municipal de Lisboa fez um estudo onde chegou à conclusão de que seriam necessários 8.000 milhões de euros para recuperar todos os imóveis degradados da capital, dinheiro esse que ninguém possuía. Parecia assim que a nossa cidade estaria condenada a permanecer durante muito tempo como uma ruína. Mas a ver- dade é que pouco tempo se assistia à reabilitação dos centros de Lisboa e do Porto. Para isso bastou a reforma da lei das rendas de 2012, que permitiu a transição dos contratos antigos para o novo regime de arrendamento urbano e facilitou a denúncia para obras. Ao mesmo tempo um regime favorável ao alojamento local permitiu que se fizessem investi- mentos na reabilitação de imóveis destinados a fins

turísticos. A cidade foi assim reabilitada e melhorou consideravelmente, recebendo inúmeros visitantes estrangeiros, alguns deles inclusivamente famosos. Tal permitiu estimular a economia, depois de um período altamente recessivo como o foi o tempo da intervenção da troika em Portugal.

Lamentavelmente, no entanto, os diversos governos foram incapazes de manter o rumo traçado em 2012

e multiplicaram sucessivas contrarreformas às leis do

arrendamento, em 2014, 2017 e 2019. A última alteração à lei das rendas traduziu-se num claríssimo retorno ao vinculismo arrendatício, efetuando um recuo de 30 anos na nossa legislação. O legislador pretende

agora voltar aos contratos de arrendamento vitalícios, com rendas congeladas, o que está a gerar uma pro- funda desconfiança nos proprietários, levando a que as pessoas não arrendem e em consequência deixe de haver investimento na recuperação de imóveis para arrendamento. Aliás, as alterações efectuadas à denúncia para obras tornaram praticamente impos- sível alguém realizar obras em prédios arrendados.

A

reabilitação dos nossos centros urbanos corre assim

o

risco de passar a ser um sonho adiado. Enquanto a

demagogia e a tentativa de satisfação das clientelas políticas ditarem as leis em Portugal, os nossos imóveis estarão condenados à ruína. É por isso que iniciativas como a Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa são essenciais, para conseguir que a reabilitação urbana

volte a ser um desígnio nacional.

Urbana de Lisboa são essenciais, para conseguir que a reabilitação urbana volte a ser um desígnio

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DESAFIOS E OPORTUNIDADES DA REABILITAÇÃO URBANA

URbana DESAFIOS E OPORTUNIDADES DA REABILITAÇÃO URBANA Carlos Pina LNEC Presidente Maria do Rosário Veiga LNEC

Carlos Pina

LNEC

Presidente

DA REABILITAÇÃO URBANA Carlos Pina LNEC Presidente Maria do Rosário Veiga LNEC Investigadora do Departamento

Maria do Rosário Veiga

LNEC Investigadora do Departamento de Edifícios

50 // vidaimobiliaria.com / 2019

A Reabilitação Urbana tem tido um crescimento expo-

nencial em Portugal, acompanhando a valorização dos Centros Históricos e a tomada de consciência da sua atratividade e, portanto, do seu potencial económico pela via do turismo.

Uma oportunidade que não deve ser perdida no pro- cesso da Reabilitação Urbana é a da cidade sustentável:

economizar recursos favorecendo a conservação e a consolidação; reciclar os materiais de demolição sempre que for comprovada a sua adequabilidade; recentrar as cidades reduzindo as necessidades de transportes.

Por outro lado, a Reabilitação Urbana é muito desa- fiadora. Os agentes envolvidos sabem bem que não

é mais fácil reabilitar que construir de novo: reabilitar

envolve outros tipos de conhecimentos e abordagens mais multidisciplinares, o que só por si obriga a uma reformulação de procedimentos e fatores e à agre- gação de novos e diversos recursos humanos. Com efeito, para intervir de forma adequada, é necessário um conhecimento profundo dos métodos construtivos nas várias épocas e nos vários locais, dos materiais tradicionais usados, das motivações e processos que geraram determinadas soluções construtivas. Assim, ter um arqueólogo, um historiador, um geólogo, po- dem ser mais valias importantes em determinadas obras de reabilitação, como já nos habituámos a ver em algumas das grandes intervenções em Lisboa. A importância que tem vindo a ser dada à recuperação e valorização da Muralha Fernandina é um exemplo recente. Mas os próprios profissionais de Engenharia e Arquitetura precisam de saberes especializados: per- ceber, dimensionar e proteger as estruturas antigas, de madeira, alvenaria, argamassas de cal, ou terra, exigem reaprendizagens específicas. Trabalhar com materiais tradicionais, como a cal e o gesso de construção, cujo conhecimento prático através das gerações foi quase

totalmente descontinuado, requer mão-de-obra com preparação para essas tarefas, mas, muito antes disso, exige especificações dos trabalhos a realizar e um pla- neamento da obra informados por esse conhecimento.

Mas conhecer os materiais, processos e saberes tra- dicionais não chega, porque não é reconstruir que se pretende. É também necessário conhecer soluções capazes de responder aos problemas existentes:

reforçar, quando necessário, as estruturas, sem as anular tornando-as meramente decorativas; conso- lidar os revestimentos históricos sem os substituir por imitações; melhorar as condições de proteção à água e de conforto térmico e acústico dos edifícios sem criar incompatibilidades e sem eliminar as atuais vantagens, tais como a capacidade de “respirar” e o conforto de Verão conferido pela inércia térmica. Essas soluções podem e devem recorrer a materiais inova- dores e a novas tecnologias: têm vindo a ser utilizados nanomateriais na consolidação de revestimentos e no desenho de novos isolantes, pinturas incorporando elementos refletores e de autolimpeza, fibras de alto desempenho em soluções de reforço estrutural. Novas soluções de diversos tipos são possíveis, mas é necessário estudá-las, testá-las, validá-las. Têm que ser soluções eficazes, com uma durabilidade concordante com a durabilidade já demonstrada dos edifícios antigos onde vão ser utilizadas, mas, principalmente, têm que ser soluções compatíveis com o pré-existente, ou seja soluções que respeitem o modo de funcionar dos elementos antigos e que não contribuam para acelerar a sua degradação. Por exemplo, reduzir a capacidade de evaporação da água do interior das paredes húmidas ou transmitir novas tensões a elementos de baixa resistência mecânica, são processos que geram ou intensificam mecanismos

de degradação, sendo, portanto, incompatíveis.

mecânica, são processos que geram ou intensificam mecanismos de degradação, sendo, portanto, incompatíveis.

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

REABILITAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

REabilitação URbana REABILITAÇÃO E SUSTENTABILIDADE José Manuel Sousa OET- Ordem dos Engenheiros Técnicos

José Manuel Sousa

OET- Ordem dos Engenheiros Técnicos Vice-Presidente

Está comprovado que as cidades representam cada vez mais uma força económica a nível mundial, ex- pressada no crescimento, cada vez mais expressivo, da população bem como da crescente centralização das sedes de grandes empresas nas principais cidades.

Desta forma as exigências ao nível de qualidade de vida e consequente minimização de impacte am- biental, tornam-se inevitavelmente mais prementes.

Por estes factos, é necessário encontrar soluções que respondam a critérios de utilização do solo, de acessi- bilidades, de amenidades, de racionalização de maté- rias-primas, de consumo energético, de consumo de água, de minimização de produção de efluentes líquidos

e

sólidos, sem descurar a qualidade de construção e

o

impacte económico ao longo do seu ciclo de vida.

A utilização quotidiana de conceitos de sustentabili- dade implica mudanças de hábitos e mentalidades.

Torna-se necessário implementar um conjunto de medidas dirigidas a todos os stakeholders envolvidos nos diferentes processos da fileira da construção.

As soluções estudadas para cada projeto têm de envolver propostas que possibilitem a redução da energia embebida nos materiais, dos consumos ener- géticos na fase de utilização, de emissões poluentes

diretas e indiretas, a redução do consumo de recursos,

a redução do consumo de água e consequentemente

a redução dos impactes ambientais.

Todas as soluções projetadas devem ver o seu inves- timento amortizado em prazos consentâneos com a obtenção de um retorno económico durante a fase de vida útil do empreendimento.

Assim, este processo aparentemente simples, carece de esclarecimento, informação e incentivo junto dos diferentes intervenientes, já que ao que parece o

52 // vidaimobiliaria.com / 2019

cliente será o interveniente mais sensibilizado para as vantagens de utilização de um produto imobiliário que tenha sido concebido com os conceitos supracitados.

Logo, e seguindo a fileira pela sua ordem de prevalên- cia de intervenção, os promotores devem procurar a melhoria e competitividade das suas ofertas, necessi- tando o setor de ver reconhecido este esforço através de regulamentação e sistemas de incentivo, de modo que as soluções sejam atraentes ao investimento pela requalificação de uma hierarquia de mercado. Desta forma os investidores poderão ver justificado o valor do investimento em projetos sustentáveis, baseados estudos de viabilidade económica.

Aos projetistas cabe a função de conceber e desen- volver soluções que contemplem os princípios da sustentabilidade, atendendo aos necessários impactes social e económico, sem os quais o trinómio não fica completo no seu conceito.

Deve ser implementada a sensibilização a todo o setor para as preocupações ambientais, sociais e económicas que são características da sua atividade.

Os Municípios e demais entidades licenciadoras, deveriam bonificar, de alguma forma, aqueles que possuam, comprovadamente, preocupações de sus- tentabilidade nas construções, já que, a uma escala mais alargada, seria uma forma de se fazerem refletir os princípios, de per si, por cada promotor.

Aqui chegados teremos de enquadrar a forma como poderemos comprovar a utilização de princípios de sustentabilidade através de uma avaliação e consequente certificação baseada em métodos adaptados à realidade nacional, incentivando todo o setor a aderir a esta componente importante de preocupação presente e futura do setor da Cons-

trução e promoção imobiliária.

a esta componente importante de preocupação presente e futura do setor da Cons- trução e promoção

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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E A GERAÇÃO DE VALOR NO EDIFICADO

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E A GERAÇÃO DE VALOR NO EDIFICADO Manuel Bóia ADENE Administrador 54 // vidaimobiliaria.com

Manuel Bóia

ADENE

Administrador

DE VALOR NO EDIFICADO Manuel Bóia ADENE Administrador 54 // vidaimobiliaria.com / 2019 O parque edificado

54 // vidaimobiliaria.com / 2019

O parque edificado nacional é responsável por 40%

do consumo energético e apresenta um dos maiores potenciais de concretização de eficiência energética, contribuindo para o objetivo consagrado no Plano Nacional de Energia e Clima 2030 de atingir os 35%

de redução de consumo de energia. Dos mais de 1,5 milhões de certificados energéticos já emitidos em Portugal (perto de 1/4 do total de fogos no país), cerca de 600.000 identificam oportunidades de intervenção na envolvente edificada: coberturas, paredes e janelas. A concretização de 20% destas oportunidades representam a preços médios de mercado mais de 300 milhões de euros de investi- mento, num importante impulso ao desenvolvimento de competências de reabilitação energética das empresas do setor e da sua resiliência económica.

Como em todas as atividades económicas, o valor ge- rado na concretização de investimentos em eficiência energética deve ser partilhado adequadamente entre

empresas e clientes. E, neste caso, os benefícios para os consumidores finais são os mais relevantes: entre poupança de energia, ganhos de saúde e de conforto

e valorização do imóvel, considerando um horizonte

de 10 anos, o retorno desse investimento rondará os 450 milhões de euros, segundo os cálculos que

a ADENE tem vindo a monitorizar. Estes benefícios

também se estendem ao Estado que, entre ganhos de receita fiscal e poupanças associadas à redução de importações de energia primária, de emissões de CO2, de gastos com serviços de saúde e absentismo, pode assegurar um valor que se estima em mais de 380 milhões de euros.

Foi esta avaliação que levou a ADENE – Agência para a Energia, em colaboração com várias as-

sociações empresariais e de I&D setoriais, a criar

a etiquetagem energética de produtos CLASSE+

(www.classemais.pt). Com o propósito de contribuir para a valorização dos elementos dos edifícios que

não dispõem de etiqueta energética europeia, como

janelas, isolamentos, tintas, películas de vidro, etc, que permita às empresas, de forma voluntária, classificar e valorizar os seus produtos numa escala da F (menos eficiente) a A+ (mais eficiente), seme- lhante à etiqueta energética dos eletrodomésticos.

O primeiro produto CLASSE+ a etiquetar foi desen-

volvido em estreita colaboração com a ANFAJE

– Associação Nacional de Fabricantes de Janelas

Eficientes. A janela é o elemento na envolvente dos edifícios no qual os proprietários se têm mostrado mais disponíveis para investir. A substituição de uma janela vulgar, de vidro simples e sem corte térmico, por uma janela com etiqueta CLASSE+ com classi- ficação “A+” permite reduzir em, pelo menos, 55% as perdas de energia associadas a esse elemento.

Juntando aos ganhos energéticos, os benefícios de saúde associados à melhoria do conforto térmico da habitação, bem como a valorização do próprio imóvel resultante desta alteração, são muitos euros na carteira que ajudam a compensar o investimento

feito em janelas mais eficientes.

desta alteração, são muitos euros na carteira que ajudam a compensar o investimento feito em janelas

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INVESTIMENTO NA ARU DE LISBOA ASCENDE A 6.000 MILHÕES DE EUROS

O ano passado marcou um novo recorde para o investimento na ARU (Área de Reabilitação Urbana), que subiu 38% para um total de 5.920 milhões de euros, apurou a Confidencial Imobiliário (Ci).

milhões de euros, apurou a Confidencial Imobiliário (Ci). 56 // vidaimobiliaria.com / 2019 Segundo os dados

56 // vidaimobiliaria.com / 2019

Segundo os dados apurados pela Ci, ao longo de 2018 foram concluídas 13.150 transações de imóveis localizados na ARU de Lisboa, o que representa um crescimento de 21% face às 10.880 operações de compra e venda registadas em 2017. Perfazendo 5.920 milhões de euros, este é um volume inédito neste território, nota a Ci, que monitoriza as transações ali concluídas desde 2014, e traduz um cresci- mento acentuado (38%) face aos 4.280 milhões de euros transacionados no ano anterior.

A análise Ci dá conta de um maior dinamismo do primeiro semestre no que respeita ao número de transações: 7.080, embora o volume total transacionado tenha sido próximo em ambos os semestres – 3.000 milhões de euros no primeiro semestre e 2.920 milhões no segundo semestre.

Já o valor médio por transação cresceu 13% na passagem do primeiro para o segundo semestre, passando de 430.700 euros para 485.700 euros, e projetando o total anual para 456.200 euros. Na comparação homóloga, o ticket médio por operação aumentou 14%, sendo superior em 55.000 euros face aos 399.400 euros registados em 2017. Estes números refletem a valorização do mercado lisboeta face à realidade de anos anteriores, em que este indicador ficou sempre abaixo de uma média de 400.000 euros na ARU.

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

Habitação concentra a esmagadora fatia do investimento

A esmagadora fatia do investimento total registado em

2018 na ARU de Lisboa, 68%, foi direcionado para a compra

e venda de imóveis residenciais. Ao todo, foram transa-

cionados 4.030 milhões de euros nesta classe de ativos, traduzindo um crescimento de 42% face ao montante nela investido em 2017.

No caso dos imóveis de comércio e serviços, o montante total transacionado foi 1.280 milhões de euros, o equivalente

a uma fatia de 21% do investimento total, e traduzindo um

crescimento de 22% face ao volume investido nesta classe de ativos no ano anterior.

A transação de terrenos também se mostrou dinâmica,

movimentando mais de 100 milhões em 2018, destacan-

do-se as zonas do Areeiro, Estrela e Penha de França, onde

o

investimento nestes ativos foi de, respetivamente, 47, 25

e

17 milhões de euros, revela a Confidencial Imobiliário.

INVESTIMENTO NA ARU DE LISBOA EM 2018:

5.920

milhões de euros

13.150

transações

456.200€

58 // vidaimobiliaria.com / 2019

ticket médio

Investidores alargam aposta a cada vez mais zonas

Ao longo do ano passado ficou também evidente o alar- gamento da aposta investidora a cada vez mais zonas da cidade, com o número de freguesias onde o investimento superou 200 milhões de euros a duplicar, de seis para doze, apurou a Ci.

Ainda assim, cerca de 60% de todo o montante transacionado continuou a estar concentrado em seis freguesias com maior tradição residencial, nomeadamente as Avenidas Novas, Estrela

e Arroios, e com maior apelo turístico, no caso Santa Maria Maior,

Misericórdia e Santo António. Embora o seu peso relativo ao total

do mercado tenha sido semelhante ao registado em 2017, no ano passado o montante transacionado no conjunto das seis freguesias aumentou 33.5% em termos homólogos. Com quotas de 12.6% e cerca de 750 milhões de euros transacionados, as freguesias das Avenidas Novas e Santa Maria Maior lideraram em 2018, com esta última a mais que duplicar (120%) o volume de investimento, enquanto que no caso das Avenidas Novas o crescimento foi de 40%. Já a freguesia de Santo António, onde se insere o tradicional eixo da avenida da Liberdade viu encolher a sua representatividade no total do mercado, passando de uma quota de 14.5% em 2017 para 11.6% em 2018; embora o volume total transacionado tenha continuado a aumentar (11%) no ano passado, para 688,5 milhões de euros.

Já Arroios recebeu 519 milhões de euros (+22%) e a Estrela, após uma subida de 43%, atraiu 415 milhões, praticamente

o mesmo que a Misericórdia (410 milhões). Embora man-

tendo um volume de investimento bastante expressivo, a Ci sublinha, contudo, que esta última freguesia perdeu alguma dinâmica face ao ano anterior (-6% no montante investido).

Já o Beato (70,1 milhões) e Marvila (106 milhões), ainda que mantenham quotas inferiores a 2% do mercado, são dois dos principais destaques, mais que duplicando a sua capacidade de atração de investimento, refletindo a aposta crescente dos promotores e investidores na regeneração deste eixo de Lisboa. São Domingos de Benfica, a Norte; Ajuda e Alcântara, na zona Ocidental; Campo de Ourique

e Alvalade, no Centro; e Penha de França, precisamente

entre Arroios, Centro Histórico e o eixo Beato-Marvila; re- gistaram igualmente fortes crescimentos (de entre 50% e 100%, atingindo montantes entre os 100 e os 240 milhões).

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana A ARU de Lisboa atraiu compradores oriundos de 80 países em 2018 A

A ARU de Lisboa atraiu compradores oriundos de 80 países em 2018

A análise realizada pela Ci diz respeito à atividade de compra de imóveis na ARU

A análise realizada pela Ci diz respeito à atividade de compra de imóveis na ARU de Lisboa, que abrange quase todo o concelho, grosso modo, com exceção do Parque das Nações, Alta de Lisboa e Telheiras, e foi realizada com base nos dados apurados a partir dos elementos dos direitos de preferência reportados pela Câmara Municipal de Lisboa.

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Investimento estrangeiro no mercado resi- dencial dispara 80%

A Ci apurou ainda que o investimento estrangeiro (realizado por particulares) em imóveis residenciais disparou 80% na ARU de Lisboa em 2018, atingindo 675,6 milhões de euros, tendo sido identificados 80 nacionalidades compradoras.

Trata-se de um importante salto (26%) face à dinâmica in- ternacional registada em 2017, ano em que o investimento estrangeiro em habitação na ARU se cifrou em 375 milhões. Este crescimento foi também acompanhado por uma maior dinâmica no número de transações, contabilizando-se 1.592 compras de imóveis residenciais por estrangeiros em 2018, que comparam com os 955 ativos transacionados em 2017.

No que respeita ao ticket médio por investimento, o gap entre portugueses e estrangeiros ronda os 38%, em linha com o ano anterior, nota a Ci. Em média, os portugueses alocaram um ticket de 306.700 euros à compra de casa dentro da ARU em 2018 (um valor 11% acima dos 275.600 euros registados em 2017), enquanto que os estrangeiros dispuseram, me média, 424.500 euros por operação (+8% que os 393.500 euros desembolsados em 2017). Já o ticket médio para o total do mercado de habitação na ARU cifrou- -se em 332.800 euros em 2018, mais 13% que a média de 294.100 euros registada em 2017.

Mais de 80 nacionalidades compradoras

Olhando para o leque de nacionalidades investidoras na compra de habitação na ARU em 2018, salta à vista também uma diversificação cada vez maior da origem do investi- mento, que vem hoje de praticamente todos os continentes.

Não obstante esta diversidade – que em 2018 abrangeu mais 26 países do que em 2017 -, apenas cinco países continuam a concentrar mais de metade do investimento internacional em habitação na ARU (55%). A França, China e o Brasil consolida- ram-se como os mercados mais dinâmicos, com quotas de, respetivamente 18%, 14% e 8% dos montantes transacionados por estrangeiros, seguidos do Reino Unido e dos Estados

Unidos, ambos com quotas em torno dos 7%.

montantes transacionados por estrangeiros, seguidos do Reino Unido e dos Estados Unidos, ambos com quotas em
PRESERVAR O PASSADO, COM OS OLHOS NO FUTURO.
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LISBOA É O MELHOR DESTINO PARA INVESTIR EM IMOBILIÁRIO NA EUROPA EM 2019

Confirmando o momento de força que se vive no setor, Lisboa foi eleita o melhor destino para investir em imobiliário na Europa em 2019, liderando pela primeira vez o conceituado ranking anual Emerging Trends in Real Estate Europe, produzido pela ULI e a PwC a partir de inquéritos realizados a cerca de 900 investidores de todo o mundo.

realizados a cerca de 900 investidores de todo o mundo. Depois de várias subidas consecutivas no

Depois de várias subidas consecutivas no TOP10 ao longo dos últimos anos, em 2019 a capital portuguesa figura pela primeira vez no topo das preferências dos investidores, aliciados pelas oportunidades «de um mercado em fim de ciclo», explicou Lisette van Doorn, CEO da ULI Europe.

De passagem por Lisboa para a apresentação oficial do relatório, a 14 de fevereiro, a responsável reconheceu que o mercado imobiliário europeu já se encontrará, na generalidade, em fim de ciclo. Para 41,3% dos respondentes do Emerging Trens in Real Estate Europe, o mercado está “muito perto do topo” do ciclo, e alguns acreditam mesmo que o pico já foi ultrapassado na Europa.

Prova disso, os setores alternativos estão a domi- nar as intenções de investimento, com o co-living à cabeça da lista, seguido pela logística, pelas

62 // vidaimobiliaria.com / 2019

residências assistidas, escritórios flexíveis, data centres, residências de estudantes, arrendamen- to, serviced apartments, promoção imobiliária ou habitação social, que encerra o top 10. «A maior parte destes setores incluem camas. Esta é uma jogada de fim de ciclo porque o residencial é menos suscetível a mudanças, e garante maior flexibilidade», comentou Lisette van Doorn.

Intervindo no debate que encerrou a sessão, Luís Carita, da SILVIP, notou que Lisboa hoje atrai muitos investidores que ainda conseguem aqui ver satis- feitas as suas expetativas de rendimento. Eduardo Abreu, da Neoturis, atestou que continuam a haver interessados em projetos de grande dimensão, de que é exemplo um de 1.600 camas de hos- tels, realçando que «para isso, é preciso ter muita confiança na cidade», apesar da evidente falta de produto. «Isto faz-nos pensar que a cidade teve algum desenvolvimento estrutural nos últimos anos, e já não vai descer de um certo patamar». E aponta que «não são só os investidores institucionais que estão a investir, mas também os family offices».

Mercado precisa de continuar a fazer ajustamentos

Carlos Cercadillo, da Cerquia, atesta que a em- presa continua com interesse em investir na capital portuguesa: «temos muito trabalho para

fazer, e continua a faltar produto». Considerando que «Lisboa é uma cidade maravilhosa para viver», o promotor espanhol considera, contudo, que «a cidade não estava preparada para tanta procura, nem a Câmara, nem os construtores. Aqui a velocidade cruzeiro era muito baixa».

Luís Carita acredita que «não podemos perder de vista a nossa dimensão. Não temos estrutura para aguentar os efeitos de algum arrefecimento económico, e não é por termos entrado no ciclo mais tarde que os outros países que sairemos muito mais tarde. Este arrefecimento das econo- mias vai afetar-nos», alerta. Por isso, «Lisboa deve apostar na sustentabilidade enquanto destino de investimento», e para tal «estes valores muito ele- vados e yields muito baixas devem ser corrigidos».

Entretanto, a cidade ainda tem pela frente vários outros desafios. Francisco Horta e Costa, Chairman da ULI e Managing Director da CBRE Portugal, lembrou que «a atração das empresas só se faz com todas as outras componentes, nomeadamente com a habitação e com a promoção imobiliária», destacando ainda a necessidade de agilização nos processos de licenciamento nas autarquias. Já para Luís Carita, os preços da habitação são um fator «crítico», em linha com Carlos Cercadillo, que ressalvou que «os preços estão demasiado

altos, não se adequam à realidade do país».

com Carlos Cercadillo, que ressalvou que «os preços estão demasiado altos, não se adequam à realidade

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GRANDES OPERAÇÕES URBANÍSTICAS ESTÃO DE VOLTA À CAPITAL

Depois de quase uma década de interregno, é oficial: as grandes operações urbanísticas estão de volta à capital portuguesa. Entrecampos, Praça de Espanha, Braço de Prata e Alcântara são algumas das áreas que, nos próximos anos, vão mudar radicalmente a face.

são algumas das áreas que, nos próximos anos, vão mudar radicalmente a face. 64 // vidaimobiliaria.com

64 // vidaimobiliaria.com / 2019

são algumas das áreas que, nos próximos anos, vão mudar radicalmente a face. 64 // vidaimobiliaria.com

ENTRECAMPOS

Depois de anos de impasse, a Operação Urba- nística Integrada de Entrecampos, que prevê a criação de uma nova centralidade de 200.000 m² de habitação, comércio e serviços nos terrenos da antiga Feira Popular, pode finalmente avançar.

Apresentado em meados do ano passado, o plano encomendado pela autarquia aos arquite- tos Souto Moura e Ana Costa, e que configura a Operação Integrada de Entrecampos, vem reor- denar por completo aquela zona do eixo central da cidade. Constituindo-se a maior operação urbanística em curso em Lisboa desde a Expo 98, abrange uma área de desenvolvimento de 25 hectares, para os quais está prevista a construção de 90.810 m² de habitação, 40.474 m² de comércio e 138.000 m² de escritórios e serviços, além de 13.500 m² de vários equipamentos sociais, além de áreas verdes, cerca de 239.264 m² no total

Já em dezembro, os terrenos da antiga Fei- ra Popular e a parcela na Avenida Álvaro Pais levados a hasta pública pela autarquia foram

Álvaro Pais levados a hasta pública pela autarquia foram arrematados pela Fidelidade Property, que pa- gou

arrematados pela Fidelidade Property, que pa- gou um total de 273,9 milhões de euros. A maior fatia, 238,5 milhões, diz respeito ao lote da antiga Feira Popular, excedendo em 85,5 milhões de euros o valor base proposto pela autarquia, e qual já fez saber que vai aplicar este excedente na construção de habitação acessível.

Recorde-se, que a Operação Integrada de En- trecampos prevê a construção de 700 fogos para arrendamento acessível, dos quais 515 serão promovidos pelo município, e de um parque de estacionamento público na avenida 5 de Outubro. Para os terrenos da Feira Popu- lar, está previsto o nascimento de outras 279 casas, mas que serão colocadas no mercado de venda livre, além de toda uma panóplia de edifícios de serviços que, pelas estimativas da autarquia, poderão representar 15.000 novos empregos naquela zona.

A concretização da operação deverá repre- sentar um investimento na ordem dos 800

ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ

milhões de euros, dos quais 100 milhões a cargo do município.

Além da construção de infraestruturas e da reabilitação dos arruamentos existentes, a autarquia tem a seu cargo a construção, no loteamento das forças armadas, de habita- ções do programa de renda acessível, bem como a reabilitação dos antigos edifícios da Segurança Social na avenida da República, e a construção de equipamentos sociais e culturais. Entre estes últimos, estão previstas três creches, jardim de infância, unidade de cuidados continuados, centro de dia, lar e serviços de apoio ao domicílio.

Entretanto, a Fidelidade já fez saber que um dos objetivos é edificar naqueles terrenos a sua nova sede em Lisboa, «mas também participar num projeto imobiliário verdadeiramente inovador e transformador para a cidade, que definirá uma nova centralidade, com alta criação de valor e visibilidade internacional».

uma nova centralidade, com alta criação de valor e visibilidade internacional». 2019 / vidaimobiliaria.com // 65

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PRAÇA DE ESPANHA E SETE RIOS

Em pleno centro da cidade, também estão na calha várias e importantes novidades para o eixo Praça de Espanha – Sete Rios, onde além de um grande parque urbano e de um nova interface de transportes estão também a ser planeados vários projetos imobiliários de destaque. É o caso das novas sedes do Montepio Geral e da Seguradora Lusitânia, que vão nascer na zona que era ocupada pelo antigo Teatro Aberto e pelo restaurante Gôndola), a sede do grupo Jerónimo Martins, a nascer no espaço do antigo Mercado Azul, ou a expansão do IPO – Instituto Português de Oncologia.

Em fevereiro de 2019 foi conhecida a proposta vencedora do concurso público para a elabo- ração do projeto do Parque Urbano da Praça de Espanha, assinada pelo ateliê NPK – Arquitetos Paisagistas Associados. Prevendo um investi- mento na ordem dos 6 milhões de euros na sua concretização, a autarquia quer ter este projeto concluído em 2020.

O objetivo é iniciar já este ano as obras na rede viária, que «será melhorada», sendo criada uma ligação direta da Avenida de Berna à Avenida Calouste Gulbenkian. Ou seja, «quem pretender sair da cidade de Lisboa, em direção a Monsanto ou à ponte, vai direto e escusa de circundar toda a Praça de Espanha», informou o presidente. Só depois se avançará para o parque verde, com uma extensão de cinco hectares ao longo dos quais serão plantadas 630 árvores, criado zonas de «clareiras de fruição», parques infantis, esplanadas, quiosques e a «recuperação da água como elemento central» daquele espaço, expli- cou o autarca. Outra novidade é o acesso direto aos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian através de uma ponte pedonal. Com conclusão prevista para o próximo ano, o projeto inclui ainda um corredor bus e novas ciclovias, permitindo a «intensificação pedonal e ciclável até Sete Rios».

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Já em março, foi anunciado mais um novo in- vestimento de 90 milhões de euros pela mãos dos belgas da Besix RED e Compagnie de Bois Sauvage, que compraram dois lotes de terreno na Praça de Espanha, junto ao empreendimento Jardins de São Lourenço, e nos quais planeiam edificar um novo projeto residencial com 280 apartamentos entre o T0 e T5, além de 420 lugares de estacionamento.

Estendendo-se por 34.000 m², além de 14.000 m² abaixo do solo, este projeto está a ser de- senvolvido pelo gabinete de arquitetura Nuno Leónidas, e será concretizado em duas fases.

Metropolitano quer vender terrenos em Sete Rios

Outra novidade confirmada em 2019, é a notícia de que o Metropolitano de Lisboa quer vender os seus terrenos sem Sete Rios, numa área onde a autarquia quer ver construída habitação, serviços e turismo, além da nova gare rodoviária da cidade. Para o efeito, foi criada uma unidade de execução, que está a trabalhar nesta inter- venção urbanística de acordo com o PDM.

a trabalhar nesta inter- venção urbanística de acordo com o PDM. Parque Urbano da Praça de

Parque Urbano da Praça de Espanha

a trabalhar nesta inter- venção urbanística de acordo com o PDM. Parque Urbano da Praça de

Praça de Espanha

LS 990 EM LATÃO CLÁSSICO Genuíno Metal O clássico interruptor LS 990 combina materiais genuínos
LS 990 EM LATÃO CLÁSSICO

LS 990 EM LATÃO CLÁSSICO

Genuíno Metal

O clássico interruptor LS 990 combina materiais genuínos com uma forma clara para proporcionar harmonia a qualquer espaço.

interruptor LS 990 combina materiais genuínos com uma forma clara para proporcionar harmonia a qualquer espaço.

JUNG.PT

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana Futuro Hospital CUF Tejo 68 // vidaimobiliaria.com / 2019 Alcântara Complex ALCÂNTARA

Futuro Hospital CUF Tejo

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana Futuro Hospital CUF Tejo 68 // vidaimobiliaria.com / 2019 Alcântara Complex ALCÂNTARA
DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana Futuro Hospital CUF Tejo 68 // vidaimobiliaria.com / 2019 Alcântara Complex ALCÂNTARA

68 // vidaimobiliaria.com / 2019

Futuro Hospital CUF Tejo 68 // vidaimobiliaria.com / 2019 Alcântara Complex ALCÂNTARA Concretizando metas antigas,

Alcântara Complex

ALCÂNTARA

Concretizando metas antigas, Alcântara está ao rubro, com projetos estruturantes em anda- mento que não só representam um importante passo em frente na requalificação urbana da- quele eixo ribeirinho, como também irão con- tribuir decisivamente para transformar aquela zona num dos principais centros de serviços da capital portuguesa.

Promovido pelo grupo José de Mello Saúde e centralizando as valências distribuídas pelos antigos complexos do grupo Cuf na avenida Infante Santo, o futuro Hospital Cuf Tejo foi projetado por Frederico Valsassina, e repre- senta um investimento de mais de 100 milhões de euros. Com uma área de construção de 75.000 m², distribuída por cinco pisos acima do solo e quatro caves, o hospital contará com 100 gabinetes de consulta média, 60 gabinetes de exames, 11 salas de operação, 200 camas de internamento e 800 lugares de estacionamento. Os trabalhos de arrancaram em novembro de 2016, e prevendo-se que fiquem concluídas ainda este ano.

Ali perto, mesmo ao lado da Lx Factory, avan- çam agora os trabalhos nos terrenos da antiga Fábrica da Sidul, comprados há mais duas décadas pelo Grupo SIL, e que finalmente veem agora nascer uma nova centralidade 74.000 m² de negócios e habitação, cumprindo uma ambição antiga do promotor português. Prevendo um investimento superior a 100 mi- lhões de euros, este projeto foi anunciado em maio de 2018 e está a ser desenvolvido através de uma joint-venture com os france- ses do BNP Paribas Real Estate, seguindo um plano traçado pelo ateliê português Saraiva+ Associados. Designado temporariamente de Alcântara Complex, contará com dois edifícios de escritórios de frente para o rio, com oito andares cada e unidos por uma pala, totali- zando uma área de 37.100 m² e capacidade para albergar cerca de 3.000 postos de tra-

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana LX Factory A LX Factory, hoje um dos espaços de referência da cena

LX Factory

A LX Factory, hoje um dos espaços de referência da cena cultural, artística e de lazer de Lisboa, é uma referência no processo de regeneração em curso em Alcântara

no processo de regeneração em curso em Alcântara 70 // vidaimobiliaria.com / 2019 LX Factory balho,

70 // vidaimobiliaria.com / 2019

LX Factory

balho, e para parte dos quais está prevista a futura instalação dos serviços do BNP Paribas Real Estate em Lisboa. O piso térreo estará vocacionado para áreas comuns e de apoio, contando com percursos exteriores cobertos que convergem para a grande praça central do conjunto. O núcleo habitacional somará 28.192 m² distribuídos por outros dois blocos edificados que, no seu conjunto, contarão com aproximadamente 270 novos apartamentos.

Nesta primeira etapa estão a ganhar a compo- nente de escritórios e os primeiros 70 aparta- mentos, sendo que as fases seguintes da habi- tação deverão avançar apenas quando tiverem sido concluídas 70% das vendas da primeira fase.

A Lx Factory, implantada no antigo complexo

industrial da Companhia de Fiação e Tecidos

Lisbonense, é hoje uma das zonas da moda da capital portuguesa, e uma importante âncora cultural e de serviços de Alcântara, reunindo cerca de 50 restaurantes, bares, livrarias, lojas de arte e, muito importante, um centro de indústrias criativas que alberga mais de uma centena e meia de empresas e mais de 1.000 trabalhadores.

Contribuindo decisivamente para atrair mais pessoas para aquela zona, a aposta começou em 2008 quando a portuguesa Mainside de- cidiu dar uma nova vida ao local, mantendo

o seu ADN e apostando forte na atração de

empresas e serviços ligados às indústrias cria- tivas. Um conceito que rapidamente se revelou um sucesso, acabando por atrair o interesse do grupo francês Key Asset Management, especializado em imobiliário comercial, que adquiriu o espaço em 2017 mas manteve a ges- tão a cargo do anterior proprietário, reforçando o modelo criado através da requalificação de alguns edifícios, com vista a expandir a oferta

disponível, e da recuperação do espaço exte- rior, apostando numa melhor organização do trânsito automóvel.

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JUNQUEIRA, BELÉM E AJUDA

Fundação Champalimaud – Novo Centro de Investigação Pancreático
Fundação Champalimaud – Novo Centro de Investigação Pancreático
Centro Cultural de Belém
Centro Cultural de Belém

Pela marginal a fora, as novidades continuam rumo

a Belém e até aos limites do município, com a

confirmação de vários projetos novos projetos de relevo distribuídos pela Junqueira, Belém e Ajuda.

Também junto ao rio, no terreno ao lado da sede da Fundação Champalimaud, na avenida de Brasília, está a nascer uma nova extensão daquela instituição, que irá albergar o Botton- -Champalimaud Pancreatic Center, o primeiro centro mundial dedicado à investigação do

cancro pancreático. Anunciado no final do verão passado, este projeto resulta de um investi- mento de 50 milhões de euros, doados pelos mecenas franceses Mauricio Botton Carasso e Charlotte Botton, familiares dos fundadores da Danone. Com abertura prevista para outubro de 2020, dez anos após a inauguração do vizinho Centro Champalimaud para o Desconhecido,

e novo complexo irá albergar 200 pessoas, e

vai manter as linhas arquitetónicas do edifício

original, até porque a construção de um edifício contíguo era um projeto previsto desde o início da criação daquele espaço. O novo edifício será projetado com base nos esquiços deixados pelo falecido arquiteto Charles Correa, que projetou

o edifício principal e que morreu em 2015.

A 29 de novembro de 2018, a Fundação Centro

Cultural de Belém lançou o concurso público para concessionar o direito de superfície sobre os módulos 4 e 5, uma expansão idealiza- da desde a inauguração do complexo, há 25 anos, e que já estava prevista no projeto inicial do Centro Cultural de Belém (CCB), de 1989. Abrangendo uma área total de 23.500 m², pre- vê uma área de implantação de 11.456 m², e cuja obra se prevê que ronde um investimento entre 60 a 70 milhões de euros. O módulo 4 será para a construção de escritórios e uma

galeria comercial numa área disponível de 7.170 m², enquanto que para o módulo 5 está pre- visto um hotel de luxo, de pelo menos quatro estrelas, virado para o rio Tejo, numa área de 16.330 m². E se o exterior está bem definido, no interior, o vencedor poderá fazer as opções arquitetónicas que entender.

sobre para um montante mínimo de 900.000 euros anuais. No entanto, estas condições parecem não ter suscitado o interesse dos potenciais investidores, já que apenas uma en- tidade, a Mota-Engil, apresentou candidatura ao processo que terminou no início de março. À data de fecho desta edição não eram ainda conhecidos mais desenvolvimento, já que a proposta estava ainda sob apreciação do júri.

Nos trâmites do concurso público, prevê-se um contrato de concessão com uma duração de 50 anos, sendo que durante os anos de

construção, que se antecipa que sejam dois,

o concessionário terá de pagar uma renda

anual de 300.000 euros. Logo que o hotel e lojas estejam em funcionamento, a renda anual

72 // vidaimobiliaria.com / 2019

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SANTA APOLÓNIA AO ORIENTE

A transformação da frente ribeirinha prossegue

pela zona oriental de Lisboa, rumo ao Parque das Nações. Xabregas, Beato, Marvila, Braço de Prata e Cabo Ruivo estão, finalmente, a re- novar-se e a fazer a ligação até Santa Apolónia, atraindo até si as atenções de cada vez mais investidores e empreendedores.

Uma mudança que parece ter começado em pequenos passos, a partir da Rua do Açúcar, onde nos últimos anos se foram instalando

vários cafés, bares, restaurantes, ateliês, lojas

e até mesmo fábricas de cerveja artesanal;

expandindo-se a partir daí para a toda a sua envolvente, de Chelas ao Beato.

Promete ser o novo centro nevrálgico da zona oriental e um dos maiores hubs criativos e em- preendedores da Europa. Falamos, pois do Hub Criativo do Beato, anunciado em 2016 pela au- tarquia e gerido pela Startup Lisboa, e que está a nascer no espaço onde durante 120 anos funcio- nou a antiga Manutenção Militar, entre a estação de Santa Apolónia e o Parque das Nações.

Este projeto começou a ganhar forma em maio de 2016, quando as Finanças e a Defesa Nacio- nal cederam a ala sul da Manutenção Militar, com 30.000 m² e 20 edifícios, à Câmara Mu- nicipal de Lisboa, para a implantação de um novo hub empreendedor e criativo na cidade. O espaço, na freguesia do Beato, seria arrendado por mais de 7,1 milhões de euros por um prazo máximo de 50 anos, e os planos eram para que estivesse requalificado de pronto a receber os primeiros ocupantes no espaço de três anos.

Além das primeiras aberturas, previstas para a reta final do ano, 2019 promete ser um ano de grandes novidades, já que a autarquia prevê investir 20,3 milhões de euros na aquisição definitiva em propriedade plena dos edifícios

74 // vidaimobiliaria.com / 2019

da antiga Manutenção Militar, na reabilitação das infraestruturas e na aquisição do direito de superfície da ala norte da Manutenção Militar, elevado para 100.000 m² o espaço disponível no Hub Criativo do Beato.

Até lá, prosseguem as obras de recuperação do espaço, que começaram há poucos meses, sendo que os primeiros a ali se instalar serão os utilizadores do coworking Factory Lisbon, que ocupará 11.000 m² dos 35.000 m² disponíveis nesta primeira fase, cujas obras deverão ficar concluídas no verão. Já a nova central de produ- ção de cerveja da Super Bock, outro dos projetos já confirmados para o local, será inaugurado em outubro, seguido dos espaços da Startup Lisboa

e da EGEAC, bem como a área de restauração.

Outra das presenças já confirmadas é a da mul-

tinacional alemã Mercedez Benz, que ali vai criar

o seu novo centro de inovação digital.

2019 será um grande ano para

a regeneração da

frente ribeirinha

oriental de Lisboa, com a inauguração dos primeiros espaços do HUB do Beato, que passará

a reunir milhares de pessoas

diariamente

A ideia da autarquia é que este espaço se de-

senvolva gradualmente de forma orgânica, e que venha a albergar cerca de 3.000 profissionais.

de- senvolva gradualmente de forma orgânica, e que venha a albergar cerca de 3.000 profissionais. Hub

Hub Criativo do Beato

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana Prata Living Concept No local da antiga Fábrica de Material de Guerra do

Prata Living Concept

No local da antiga Fábrica de Material de Guerra do Braço de Prata está a nascer um novo bairro dentro de Lisboa

de Prata está a nascer um novo bairro dentro de Lisboa 76 // vidaimobiliaria.com / 2019

76 // vidaimobiliaria.com / 2019

Parque Ribeirinho Oriente

Na antiga fábrica de material de guerra do Braço

de Prata, e virado para o rio Tejo, já está a andar

o Prata Living Concept, desenvolvido a partir do

projeto traçado há 20 anos pelo arquiteto italia- no Renzo Piano. Apresentado pela primeira vez há mais de 12 anos pela extinta Obriverca, viria a

ser relançado em 2010 pela Norfin, que assumiu

a gestão do fundo de investimento Lisfundo. Em

setembro de 2018 iniciou um novo capítulo, ao ser adquirido por um investidor austríaco, que por ele pagou 150 milhões de euros.

Um dos maiores projetos imobiliários em mar- cha em Lisboa, é comparado ao nascimento

de um novo bairro dentro da cidade, abarcan- do uma área de construção de 244.000 m² e criando quase 600 novos fogos, dos quais 28

já foram entregues. O investimento envolvido

no seu desenvolvimento, por fases, ascenderá

a um total de 450 milhões de euros.

A reboque do investimento privado, a autarquia

está a transformar a frente ribeirinha do Braço de Prata num grande jardim com quase 90.000 m² e 1,3 quilómetros de extensão. O Parque Ribeirinho Oriente, assim se chamará, custará aos cofres municipais quase 4 milhões de euros, e está a ser construído em duas partes:

uma primeira secção que vai da Doca do Poço do Bispo à Matinha, seguindo daí até à marina

do Parque das Nações.

uma primeira secção que vai da Doca do Poço do Bispo à Matinha, seguindo daí até

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LISBOA VAI TER 60% DAS CAMAS DO PLANO NACIONAL DE ALOJAMENTO ESTUDANTIL

Com o objetivo de reforçar a oferta disponível de alojamento a preços acessíveis para os estudantes do ensino superior deslocalizados, o Governo vai mesmo avançar com Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior. E já fez saber que mais de metade das 11.500 novas camas previstas ficarão na região de Lisboa.

Assente nos princípios e missão da Nova Ge- ração de Políticas de Habitação, o plano de intervenção para a requalificação e construção de residências de estudantes será executado de forma faseada, num horizonte temporal de 10 anos. E «prevê, desde logo, a integra- ção de imóveis sem utilização, da propriedade das instituições de ensino superior e de outras entidades, no Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE)», segundo o Decreto-Lei nº30/2019 de 26 de fevereiro.

A par com a integração de imóveis no FNRE, o decreto lei estabelece «outras modalidades de criação de alojamentos para estudantes deslocados do ensino superior», em articulação com as autarquias, instituições de ensino e outras entidades. «Por um lado, assegura-se a possibilidade de promoção de alojamentos diretamente pelas instituições de ensino supe- rior, designadamente através da reabilitação ou ampliação de residências de estudantes de ensino superior atualmente em funcionamento ou de edifícios utilizados para outros fins, con- sagrando-se as garantias essenciais para pos- sibilitar o acesso ao financiamento das obras a

78 // vidaimobiliaria.com / 2019

as garantias essenciais para pos- sibilitar o acesso ao financiamento das obras a 78 // vidaimobiliaria.com

realizar, designadamente através do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Reconversão Urbana e do Programa Reabilitar para Arrendar. Por outro lado, promove-se a utilização das disponibilidades de alojamento existentes em imóveis de outras entidades, através de proto- colos a celebrar entre estas e as instituições de ensino superior», lê-se ainda.

Será ainda criada uma comissão em conjunto com a Direção-Geral do Ensino Superior e o IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana para monitorizar este plano, que deverá arrancar já este ano.

Projeto da TPG Real Estate e da Round Hill Capital no Campo Pequeno

da TPG Real Estate e da Round Hill Capital no Campo Pequeno A residência operada pela

A residência operada pela Collegiate em Lisboa, inaugurada no ano passado

11.500 novas camas em dez anos

Através deste plano, o Governo quer disponibi- lizar 11.500 novas camas para alunos do ensino superior nas principais cidades do país. A Área Metropolitana de Lisboa fica com 4.720 camas em Lisboa, 1.259 camas em Almada, 430 camas em cascais, 260 na Amadora e 148 em Oeiras.

O Porto terá 613 novas camas, o que o Governo

explica com as dificuldades de alojamento que se sentem mais na capital que no Norte.

Um chamariz para investidores de todo o mundo

A dar agora os primeiros passos, e com um forte

potencial de crescimento, o mercado português de residências de estudantes, vulgo designado de student housing ou PBSA (Purposed Built Student Accomodation) está sob os holofotes dos investidores internacionais. Tratando-se do principal destino universitário do país, e num cenário marcado pelo desequilíbrio entre a procura em crescimento e a escassez da oferta, Lisboa continua a chamar para si um núme- ro crescente de investidores, promotores e operadores especializados neste segmento de mercado, com vários projetos de relevo atualmente em pipeline na capital portuguesa.

«Há uma escassez enorme e aguda» de residên- cias para estudantes em Lisboa onde, apesar de dados de 2016 darem conta da existência mais

ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ

de 122.000 alunos universitários, ou seja 34% do total nacional, existem apenas 35 residências em funcionamento, que somam 3.100 camas, e das quais 10 são privadas, justificou a belga Xior, no comunicado emitido no início de março em que dá conta dos seus planos para investir em Lisboa.

Situado na rua Artur Lamas, em Belém, num ter- reno adjacente da Universidade Lusíada e a 200 metros do Instituto das Artes e das Novas Tecnolo- gias, o projeto da Xior contará com 254 camas dis-

tribuídas por 121 estúdios duplos e 3 apartamentos,

e irá incluir várias valências como uma lavandaria,

ginásio, salas de estudo, cafetaria e uma área de receção, além de 14 lugares de estacionamento. A promoção será feita através de uma joint-venture entre as belgas Xior e a Promiris, prevendo-se que o complexo fique concluído em 2021, sendo depois operado pela francesa Odalys, com a qual

já acordou um contrato de arrendamento por 12

anos. A Xior tem ainda outro projeto em carteira para o Porto, planeando investir um total de 28,2 milhões de euros nas duas residências.

A TPG Real Estate e a Round Hill Capital também

anunciaram recentemente uma nova parceria para desenvolver um novo projeto que inclui área habitacional e uma residência para estudantes em Lisboa, e para o qual compraram um terreno de 39.000 m² de área edificável na zona do Campo Pequeno. Neste caso, o projeto terá capacidade para 390 camas para estudantes e cerca de 250 apartamentos. A residência terá áreas de estudo

e lazer, e será gerida pela Nido Student, unidade

da Round Hill para este efeito na Europa.

Mais recentemente, em março, foi a vez da Nuveen Real Estate e a promotora Value One anunciarem que iriam arrancar com dois proje- tos de student housing em Lisboa, além de um outro no Porto, no prazo de dois anos. Neste caso, a Nuveen vai atuar como conselheira de investimento, enquanto a Value One e a sua subsidiária Milestone vão atuar na área de

development management e na operação.

sua subsidiária Milestone vão atuar na área de development management e na operação. 2019 / vidaimobiliaria.com

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

INVESTIMENTOS DE MAIS DE 780 MILHÕES JÁ SE CANDIDATARAM AO IFRRU

Confirmando a adesão crescente do mercado ao Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbana (IFRRU 2020), até ao final de janeiro as candidaturas esta linha de crédito já representavam um investimento global de 788 milhões de euros, dos quais 303 já tinham recebido luz verde para avançar.

Os números são avançados pelo IFRRU 2020, que dá conta que nos pri- meiros 15 meses de atividade – desde o seu arranque, no final de outubro de 2017, até 31 de janeiro de 2019 – foram já submetidos 286 pedidos de financiamento, que representam um investimento global na ordem dos 788 milhões de euros. Destes, 83 foram já aprovados, com o investimento contratado através desta linha a subir para os 330 milhões de euros.

Confirmando o crescente interesse do setor nesta ferramenta, só no pri- meiro mês de 2019 foram registadas 21 novas candidaturas e fechados 12 contratos de investimento – suplantando a média registada em 2018, de um contrato celebrado por semana. E, de acordo com aquele organismo, as perspetivas são de um crescimento promissor ao longo deste ano.

são de um crescimento promissor ao longo deste ano. O projeto de reabilitação da antiga Empresa

O projeto de reabilitação da antiga Empresa Fabril da Trofa, um edifício industrial emblemático do século XX, agora sede corporativa do grupo português Vigent Group, foi a primeira obra concluída com o apoio do IFRRU 2020.

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83 projetos, no valor de 303 milhões de euros, já receberam luz verde

Investimento gerado deverá ascender a 2.000 milhões de euros

Em vigor desde 2017, o IFRRU 2020 é um instrumento financeiro criado no âmbito do Portugal 2020, «integrado numa nova geração de políticas de habitação e constitui o maior programa de incentivo à reabilitação urbana lançado em Portugal», explica Abel Mascarenhas, o presidente da Comissão Diretiva da Estrutura de Gestão.

Inteiramente dedicado a projetos de reabilitação urbana e eficiência energética, este programa disponibiliza 1.400 milhões de euros prove- nientes de dotações de fundos comunitários e de verbas provenientes do Banco Europeu de Investimento e do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, prevendo-se que possa gerar um investimento de cerca de 2.000 milhões de euros. Este valor é operacionalizado pelos três bancos gestores que foram selecionados para disponibilizar estas linhas de financiamento na sua rede comercial, e através dos quais são financiadas as operações de reabilitação urbana: o Santander Totta, o

Banco BPI e o Millennium.

dos quais são financiadas as operações de reabilitação urbana: o Santander Totta, o Banco BPI e
BARCELONA • BILBAU • LISBOA • MADRID • PORTO • VALÊNCIA • BRUXELAS • FRANKFURT•
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BARCELONA • BILBAU • LISBOA • MADRID • PORTO • VALÊNCIA • BRUXELAS • FRANKFURT•

BARCELONA • BILBAU • LISBOA • MADRID • PORTO • VALÊNCIA • BRUXELAS • FRANKFURT• LONDRES NOVA IORQUE • BOGOTÁ • BUENOS AIRES • CIDADE DO MÉXICO • LIMA • SANTIAGO DO CHILE • PEQUIM

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana SECILTEK É A «NOVA» MARCA DE REFERÊNCIA NA REABILITAÇÃO URBANA Uma das mais
DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana SECILTEK É A «NOVA» MARCA DE REFERÊNCIA NA REABILITAÇÃO URBANA Uma das mais

SECILTEK É A «NOVA» MARCA DE REFERÊNCIA NA REABILITAÇÃO URBANA

Uma das mais reconhecidas empresas portuguesas no setor dos materiais de construção e uma referência incontornável no campo da reabilitação, em 2019 a SECIL Argamassas ganhou uma nova marca, a SECILTEK, que chegou com novidades para o setor.

marca, a SECILTEK, que chegou com novidades para o setor. Luís Goucha, Diretor Executivo Portugal da

Luís Goucha, Diretor Executivo Portugal da área de Materiais da SECIL, falou com a Vida Imo- biliária, partilhando com os nossos leitores os motivos na base deste rebranding e as novida- des que dai advirão.

A SECIL acaba de lançar uma nova marca, a SECILTEK. Quais as razões na base deste rebranding? E o que esperam aportar de novo ao setor da construção e reabilitação urbana?

A área de Materiais de Construção da SECIL sofreu recentemente uma reorganização e um reforço da estrutura técnico-comercial, com o objetivo de garantir uma maior proximidade com os clientes e uma resposta cada vez mais rápida e eficaz no apoio técnico.

Em simultâneo, especificamente no segmento de argamassas, reestruturou-se toda a gama de soluções, tornando a oferta mais intuitiva, completa, competitiva e adequada às elevadas exigências técnicas do mercado.

Sentimos que a anterior marca Secil Argamas- sas já não refletia o que pretendíamos transmitir para o mercado, pelo que a marca SECILTEK surge como uma evolução natural, sendo de- senhada para transmitir toda esta nova força e para maximizar o impacto no ponto de venda e em todos os meios de comunicação, utilizando uma forte conjugação de cores que ajudam a comunicar a abrangência da oferta com as 13 diferentes gamas de produtos.

Tratando-se de uma empresa e uma marca bem estabelecida no mercado nacional, e também lá fora, como estão a sentir o impacto desta mudança até agora?

O impacto inicial não poderia ser melhor. Temos assistido, por parte dos nossos clientes e par- ceiros de negócio, a uma receção entusiasta e muito positiva a esta nova marca e a todo este novo universo SECILTEK, que consideram ser extremamente impactante a nível de imagem de marca, ao mesmo tempo que potencia a comunicação transversal das diferentes gamas de produtos que a compõem.

Para o conseguirmos, além de toda a campanha de comunicação de lançamento da marca ao mercado, apostámos bastante na divulgação local através de um Roadshow que irá percorrer o país durante três meses, promovendo a nova marca diretamente junto dos nossos revende- dores e seus respetivos clientes, explicando em detalhe quais as novas gamas e reforçando a nossa aposta na proximidade.

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E estão também previstas mudanças ao nível do branding e da segmentação das gamas de pro- dutos que atualmente disponibilizam ao setor?

Com o lançamento da marca SECILTEK apre- sentámos também a nova e reestruturada gama de produtos. Disponibilizamos assim 13 gamas de produtos e cada uma delas terá uma sub- marca, o que tornará mais clara a comunicação e a sua própria segmentação.

Mantivemos algumas marcas de produtos já emblemáticos no mercado, como ISODUR (reboco térmico), REABILITA (reabilitação e renovação), REDUR (revestimentos), ADHERE (colagem de cerâmicos) ou HIDROSTOP (im- permeabilizações), em que algumas destas evoluíram de nome de produto para submarca da gama. Outras gamas foram batizadas com novos nomes, como ISOVIT (Soluções ETICS) ou MICRO ART (microcimento).

O objetivo é que cada uma das gamas de produtos possa criar o seu espaço dentro do segmento de mercado onde atuam e que con- sigamos comunicar de uma forma mais clara, direta e impactante, resultando numa ligação mais forte com o nosso público-alvo.

Assumindo-se como especialista no desenvol- vimento de soluções de cimento e argamassas adaptadas às especificidades da reabilitação urbana, quais são as principais vantagens com- petitivas da SecilTek neste campo?

Há dois argumentos fundamentais que o grupo SECIL detém nesta área de reabilitação urbana. Por um lado, sendo o único fabricante de Cal Hidráulica Natural no país (ligante para arga- massas fundamentalmente vocacionado para a reabilitação), a SECILTEK disponibiliza uma gama de argamassas formuladas com base neste ligante, com caraterísticas únicas e com- patíveis com os suportes antigos, normalmente encontrados neste tipo de obras.

Por outro lado, no que toca às soluções de reforço estrutural fornecidas a partir de centrais

de betão (betões projetados, por exemplo), a SECIL tem uma distribuição geográfica e nú- mero de centrais de produção de tal forma vasto que garante os fornecimentos em todo

o território nacional.

Sendo uma grande fornecedora de materiais de construção, a evolução da carteira de en- comendas da SECIL pode funcionar, de certa forma, como um barómetro do panorama que se vive no mercado da construção e do imobi- liário. Neste sentido, como sentem a evolução do mercado da construção em Portugal ao longo deste último ano e, em específico, no segmento da reabilitação?

No ano de 2018 sentimos uma evolução ligei- ramente positiva do mercado de construção, que tem sido alicerçada essencialmente pela evolução positiva do setor residencial, con- trastando com a menor atividade do setor não residencial, mais concretamente na vertente de obras públicas.

Dentro do setor residencial, a reabilitação ur- bana de edifícios continua a apresentar uma dinâmica extremamente interessante, ultra- passando largamente os dois dígitos de taxa de crescimento homóloga.

E quais as expetativas que traçam para este

2019?

Para 2019 é expectável que o ritmo de cresci- mento do mercado evolua positivamente, po- tenciado por um aumento esperado nas obras públicas e um ritmo ainda mais intenso na rea- bilitação urbana, tendo em conta a tendência da respetiva carteira de encomendas do mercado.

Ainda no campo específico da reabilitação, poderia desvendar-nos que novidades está

a

SECIL a preparar para este ano?

O

portefólio SECIL é extremamente dinâmico,

capaz de se adaptar às necessidades do mer-

cado a cada momento.

ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ

O lançamento da marca SECILTEK é a demons-

tração cabal desse potencial e, nomeadamente, os produtos que compõem a renovada gama REABILITA são um dos exemplos de sucesso nas soluções lançadas. Certo é que o trabalho

de investigação e desenvolvimento é contínuo

e que, por exemplo, nas áreas de isolamento

térmico ou no reforço estrutural, em breve te- remos mais novidades.

Nos últimos anos, a SECIL tem-se associado às diversas iniciativas desenvolvidas pela Vida Imobiliária no campo da reabilitação, caso da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa. O que os leva a renovar ano após ano esta parceria? E quais as expetativas para a edição de 2019?

A SECIL, na sua condição de referência no setor da construção com uma história de quase 90 anos em Portugal, está atenta e envolvida em todas as dinâmicas relevantes do mercado.

A atividade de Reabilitação Urbana tem sido,

nos últimos anos, fundamental para revitalizar

o setor e tem atuado como um dos principais motores de crescimento.

Deste modo, é natural a participação da SECIL como parceiro da Vida Imobiliária na Semana de Reabilitação Urbana SRU e patrocinador exclu- sivo do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (PNRU), nestes eventos de discussão estratégica sobre as principais atividades do setor.

A SECIL assume e defende, como suas orien-

tações estratégicas para a Reabilitação Urba- na, a preservação patrimonial do edificado, a proteção ambiental e arquitetónica dos centros urbanos e a melhoria da qualidade de vida da população residente em edifícios reabilitáveis.

Em 2019, com o lançamento da marca SECILTEK em conjunto com as soluções de construção

já existentes das restantes empresas partici-

padas do Grupo, a SECIL pretende reforçar a sua posição de defesa de uma reabilitação de

edifícios responsável e sustentável.

sua posição de defesa de uma reabilitação de edifícios responsável e sustentável. 2019 / vidaimobiliaria.com //

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

SCHMitt+SoHn:

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana SCHMitt+SoHn: A APOSTA NA REABILITAÇÃO “É LONGA E ESTÁ PARA DURAR” Uma

A APOSTA NA REABILITAÇÃO “É LONGA E ESTÁ PARA DURAR”

Uma referência incontornável na reabilitação urbana, a Schmitt+Sohn continua a apostar neste segmento para crescer em Portugal, onde opera com o Centro de Competências especializado REABILITAR+. Entrevista a Miguel Franco, administrador da única empresa no país a produzir de raíz, instalar e fazer a manutenção multimarca de elevadores.

Pestana Porto - A Brasileira, City Center & Heritage Building‎
Pestana Porto - A Brasileira,
City Center & Heritage Building‎

Entre novas encomendas e os projetos já equipados, a Schmitt+Sohn tem uma carteira de referência que poderá ser um barómetro da promoção imobiliária em Portugal. Com isso em consideração, como antecipam a evolução deste setor e, em específico, da reabilitação urbana?

A promoção imobiliária vai definitivamente mostrar-se mais dinâmica nos próximos dois a três anos. É uma necessidade do próprio mercado, que se encontra carente de oferta, sobretudo na habitação e escritórios, depois de vários anos com baixos níveis de produção. A construção nova vai ganhar

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dinâmica, sem dúvida, mas a reabilitação urbana não vai per- der fôlego. Há ainda muitas oportunidades neste segmento

e a procura para este tipo de produto, sobretudo nas áreas

de habitação e turismo, mantém-se muito elevada.

Que retrato faz a empresa do percurso da reabilitação urbana em Portugal nos últimos anos?

Ganhou maior expressão nos últimos cinco/sete anos, sendo inicialmente vista como uma oportunidade de conjuntura, mas progressivamente afirmando-se como um movimento imparável com impacto na economia, urbanidade e tecido social das cidades portuguesas. É, aliás, apontada como

o grande motor do boom turístico de Lisboa e Porto. Para

nós, na Schmitt+Sohn, a reabilitação é também encarada nessa perspetiva mais ampla: é uma atividade económica, claro, mas é também, e sobretudo, uma forma de reener- gizar a cidade, quer em termos do seu tecido edificado, quer sobretudo do seu tecido social e turístico. É uma ação multiplicadora de impacto positivo numa cidade e isso tem sido possível, não com mega-intervenções, mas sobretudo com projetos individuais, com investimentos de menor escala, o que comprova que, de facto, é um movimento dinâmico que tem sabido envolver proprietários, as famílias, as pequenas empresas e os empreendedores. Continua a ser mais expressivo em Lisboa e Porto, mas está cada vez mais presente nas outras cidades portuguesas.

Que importância têm este tipo de obra na carteira de encomendas da empresa e como irá evoluir este segmento?

Acompanhando a tendência do mercado imo- biliário, mas sobretudo em resultado de um investimento contínuo em investigação e de-

senvolvimento que nos levou a criar um centro de competências especializado neste mercado

– o REABILITAR+ -, Este segmento foi conquis-

tando um peso crescente na nossa carteira de encomendas, na qual tem concentrado , nos

últimos anos, cerca de 70% dos projetos. Com o regresso da construção nova à habitação e com

o maior investimento em escritórios, o volume

de trabalho advindo dos projetos construídos de raiz irá com certeza crescer, mas a reabilitação continua a ser estratégica e mantém-se como uma das vias para o nosso crescimento em Portugal. A aposta da Schmitt+Sohn na reabili- tação é longa e está para durar.

O que diferencia as soluções Schmitt+Sohn neste mercado de reabilitação urbana?

Sem dúvida, a capacidade de desenvolvermos soluções de transporte vertical especialmente concebidas para dar resposta às especificidades do mercado da reabilitação urbana. Como já referido, operacionalizamos estas respostas através do Centro de Competências REABILITAR+, que dispo-

nibiliza um leque de serviços integrados e produtos focados neste segmento, permitindo acompanhar

o cliente ao longo de todo o processo de instalação

ou modernização de um elevador desde a fase de estudo, projeto, especialidades, adaptação de equipamentos, instalação e obra, manutenção e pós-venda. Esta capacidade de customização tem recebido um elevado reconhecimento do mercado, pois é absolutamente crucial para a reabilitação, tendo em conta que são projetos que exigem uma abordagem não padronizada.Acresce que termos esta linha de soluções específicas para

a reabilitação permite-nos ainda alta flexibilidade

e elevada capacidade de resposta, algo ainda

potenciado pelo facto de termos instalados em Portugal, departamentos de engenharia e duas unidades de produção do grupo.

Que projetos de reabilitação mais recentes poderiam destacar?

O extenso portefólio de obras fornecidas pela empresa comprova a confiança que os promoto- res e investidores em reabilitação têm nesta visão personalizada do REABILITAR+. Temos obras em Lisboa e Porto, Guimarães, Coimbra, Braga ou Viseu, em equipamentos culturais, comerciais, hotéis, habitação, alojamento local, escritórios ou residências de estudantes. Mais recentemente, destacaríamos os equipamentos colocados em projetos muito interessantes, não só pela sua importância no contexto da interessantes, não pela complexidade das intervenções, incluindo o Hotel Monumental Palace e a Brasileira, ambos situados no Porto; a Cooperativa Farmacêutica Plural, em Coimbra; e o Hotel “O Artista”, na Baixa de Lisboa, e o edifício de escritórios Marquês de Pombal 14, em plena Praça Marquês de Pombal,

também em Lisboa.

14, em plena Praça Marquês de Pombal, também em Lisboa. ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ Hotel "O

ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ

também em Lisboa. ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ Hotel "O Artista", Lisboa Maison Albar Hotels Le

Hotel "O Artista", Lisboa

URbana//DoSSiÊ Hotel "O Artista", Lisboa Maison Albar Hotels Le Monumental Palace, Porto Semana da

Maison Albar Hotels Le Monumental Palace, Porto

Semana da Reabilitação Urbana: a partilha de uma “visão 360 o

A Schmitt+Sohn volta a apoiar a Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, evento ao qual se associa desde quando “era ainda uma ideia”, nota Miguel Franco, administrador da empresa. A perspetiva inclusiva do evento e a sua “visão 360 o sobre a reabilitação urbana são os principais atrativos da Semana da Reabilitação Urbana para a Schmitt+Sohn, que encara a reabilitação “muito para além da atividade económica que gera. É uma importante fonte de negócio para todo um ecossistema empresarial, onde nos incluímos com soluções customizadas, dis- ponibilizadas através do Centro de Competências REABILITAR+ mas tem também uma inegável e importante extensão social e ambiental e, claro, de “bem-estar” das e nas cidades”, termina Miguel Franco.

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DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana ECOCIAF CADA VEZ MAIS FORTE NA REABILITAÇÃO DE LISBOA Acompanhando o crescimento
DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana ECOCIAF CADA VEZ MAIS FORTE NA REABILITAÇÃO DE LISBOA Acompanhando o crescimento

ECOCIAF CADA VEZ MAIS FORTE NA REABILITAÇÃO DE LISBOA

Acompanhando o crescimento deste mercado e a sua expansão dentro do perímetro da cidade, a construtora ECOCIAF está cada vez mais forte na reabilitação de Lisboa, onde soma atualmente várias obras em carteira e em diferentes estágios de desenvolvimento.

em carteira e em diferentes estágios de desenvolvimento. 86 // vidaimobiliaria.com / 2019 Funcionando como uma

86 // vidaimobiliaria.com / 2019

Funcionando como uma espécie de barómetro do estado do mercado, a carteira de obras de reabilitação da ECOCIAF em Lisboa continua a crescer de ano para ano, somando intervenções em cada vez mais pontos da cidade além do centro histórico – confirmando que este é um movimento que chega cada vez mais longe.

Em fase mais avançada, e já em processo de conclusão, a empresa portuguesa destaca três intervenções em curso no Campo Mártires da

destaca três intervenções em curso no Campo Mártires da Solar de Santana, no Campo Mártires da

Solar de Santana, no Campo Mártires da Pátria

Pátria, na Ajuda e na zona da Sé. A primeira é o projeto Solar de Santana, que resulta da reabili- tação de uma antiga casa nobre localizada nos nºs60-65 do Campo Mártires da Pátria, anterior ao terramoto de 1755, e da reconversão em dois blocos habitacionais com 20 apartamen- tos e duas habitações unifamiliares. Além dos trabalhos de reabilitação, propriamente ditos, nesta empreitada a ECOCIAF assumiu também todos os trabalhos de demolição, contenção de fachadas, escavação, contenções periféricas tipo Berlim, recalcamento de fachadas, estrutura de betão armado e metálica e instalações especiais. A recuperação da fachada clássica do edifício, da calçada centenária e dos azulejos dos sécu- los XVII e XVIII é outra das componentes deste projeto. Também prestes a ficar concluída está a empreitada do nº223 da Calçada da Ajuda, uma reabilitação para fins residenciais e comerciais, bem como a obra desenvolvida no nº1 da Tra- vessa do Almargem, junto à Sé, um edifício que foi reabilitado, reconvertido e ampliado para uso habitacional e comercial.

Novos projetos em destaque na VI Semana da Reabilitação Urbana

Também já a decorrer, embora em fase menos adiantada, a administração da ECOCIAF destaca

a intervenção que está a levar cabo no edifício

sito no nº89/95 da rua dos Fanqueiros. Mais um desafio aceite pela ECOCIAF, que irá dar uma nova vida a este imóvel residencial em plena Baixa de Lisboa, tendo como ponto de partida uma estrutura muito degradada.

Colina acima, mais precisamente na avenida Duque de Loulé, ergue-se outro dos estaleiros de obra da ECOCIAF, que está neste momento

a trabalhar na empreitada de reabilitação e re-

conversão do nº44 daquela artéria, um antigo edifício de escritórios que está agora a ser alvo de uma intervenção profunda que lhe dará uma segunda vida, dando-lhe um uso residencial.

Simultaneamente, e confirmando que a reabilita- ção já não está confinada ao centro das grandes cidades, a construtora está também a trabalhar atualmente numa obra localizado em pleno centro da vila de Cascais, localizada nos nºs 54 e 56 da rua da Bela Vista. Neste caso, a empreitada visa a reabilitação integral de uma antiga moradia cente- nária, que após várias intervenções levadas a cabo ao longo do século XX, será agora integralmente reabilitada, criando ali uma nova moradia unifami- liar, como nos conta a administração da ECOCIAF.

De volta à capital, a próxima obra a arrancar será

a reabilitação do nº86-88 da rua da Madalena,

um edifício datado de finais do século XVIII com fachadas para a Rua da Madalena e Travessa das

Pedras Negras, 04-20, e que será agora devolvido ao mercado residencial totalmente reabilitado. Uma empreitada que prevê a manutenção dos elementos estruturais e arquitetónicos que assim o permitam, bem como o reforço estrutural de todo o edifício, explica a mesma fonte, acrescentando que

o imóvel se desenvolve numa área de implantação em L com aproximadamente 422 m², contando

com piso térreo e três pisos acima do solo.

m², contando com piso térreo e três pisos acima do solo. ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ Calçada da

ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ

pisos acima do solo. ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ Calçada da Ajuda 223 A ECOCIAF associa-se à Semana

Calçada da Ajuda 223

A ECOCIAF associa-se à Semana da

Reabilitação Urbana de Lisboa desde

a sua primeira edição, na qualidade

de patrocinador Platina. Visite o espaço da empresa no Pátio da Galé

e conheça em detalhe o seu portfólio.

no Pátio da Galé e conheça em detalhe o seu portfólio. Rua dos Fanqueiros 89/95 2019

Rua dos Fanqueiros 89/95

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana W.A.U - UM PASSO EM DIREÇÃO AOS ESCRITÓRIOS DO FUTURO powered by :

W.A.U - UM PASSO EM DIREÇÃO AOS ESCRITÓRIOS DO FUTURO

powered by: Silogia

DIREÇÃO AOS ESCRITÓRIOS DO FUTURO powered by : Silogia 88 88 / / / / vidaimobiliaria.com

8888 //// vidaimobiliaria.comvidaimobiliaria.com // 20192019

Lançada a 21 de fevereiro, o W.A.U é a mais recente novidade da Silogia para o mercado de escritórios. Trata-se de um sistema modu- lar concebido para oferecer soluções flexíveis no ambiente de trabalho, com uma estrutura autoportante, que permite a união dos módu- los necessários para criar diferentes salas de trabalho em função das necessidades de cada empresa, de diferentes edifícios ou setores de atividade, com especial foco nas multinacionais que apostam em espaços de trabalho do futuro.

Numa altura em que «a flexibilidade dos espaços de trabalho é o presente», Geraldo Miranda, di- retor comercial da Silogia, e o arquiteto Mariano Garcia, CEO da HOLArquitectura, empresa res- ponsável pelo desenho deste produto, explicam que este produto pode ser instalado por «qual- quer empresa que tenha espaços de trabalho para os seus colaboradores e que procure um equilíbrio entre espaços abertos e espaços priva- dos e confidenciais». É «um sistema de espaços acústicos confidenciais que permitem a integração em espaços abertos, personalizáveis em termos

de acabamentos e dimensões». A ideia surgiu «da necessidade da evolução das divisórias conven- cionais nos escritórios e das contínuas mudanças exigidas pelas empresas, para as alterações de espaço nos escritórios atuais».

O W.A.U pretende responder à necessidade de

gerar espaços privados, flexíveis e personalizá- veis em termos de acabamentos e dimensões. As suas principais vantagens são a flexibilidade, acústica, modulação, personalização e monta- gem, «sem necessidade de fazer obras».

O W.A.U permite criar um ambiente privado com

excelente absorção acústica, desde um único mó- dulo para uma phone booth até 9 ou 12 módulos para uma sala de reuniões e/ou colaborativa.

Dispõe de um sistema de funcionamento au- tónomo das instalações técnicas do edifício, bastando ligar o W.A.U a uma tomada elétrica para que tenha iluminação e energia.

A inovação do W.A.U «parte de um sistema de

ventilação e iluminação sincronizado com o uso

de ventilação e iluminação sincronizado com o uso ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ 2019 2019 / /
de ventilação e iluminação sincronizado com o uso ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ 2019 2019 / /

ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ

sincronizado com o uso ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ 2019 2019 / / vidaimobiliaria.com vidaimobiliaria.com / /
sincronizado com o uso ED. REabilitação URbana//DoSSiÊ 2019 2019 / / vidaimobiliaria.com vidaimobiliaria.com / /

20192019 // vidaimobiliaria.comvidaimobiliaria.com //// 8989

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana

DoSSiÊ//ED. REabilitação URbana do espaço, respondendo às necessidades de cada momento e tendo bem presente a

do espaço, respondendo às necessidades de cada momento e tendo bem presente a susten- tabilidade», explica a Silogia.

Os responsáveis explicam que um dos prin- cipais desafios no desenho e conceção deste produto «consistiu em gerar um produto modular e personalizável a um preço razoável e dar res- postas a muitos espaços do escritório do futuro», seja uma phone booth, um escritório por um dia, sala de reunião pequena, escritório privado, reunião informal, «com um sistema único».

O W.A.U já se encontra em comercialização desde março. «Teve uma excelente recetividade, prova disso são as redes sociais que registaram muito interesse, tanto a nível nacional como in- ternacional», atesta a Silogia.

«O Workspace é um mercado com grande potencial de desenvolvimento de produto, em constante mutação, pelo que estamos atentos à evolução das filosofias de trabalho e às neces- sidades que essas vão criando neste mercado»,

garantem os responsáveis.

vão criando neste mercado» , garantem os responsáveis. em cima da esquerda para a direita: Geraldo

em cima da esquerda para a direita: Geraldo Miranda, António Castro, Rúben Fernandes, Vitor Sousa em baixo da esquerda para a direita: Mariano Garcia, José Pinto

da esquerda para a direita: Mariano Garcia, José Pinto 90 90 / / / / vidaimobiliaria.com

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lEGal & iMobiliÁRio//ED. REabilitação URbana

lEGal & iMobiliÁRio//ED. REabilitação URbana ARRENDAMENTO: AS RECENTES ALTERAÇÕES AO REGIME DE DENÚNCIA E DE

ARRENDAMENTO:

AS RECENTES ALTERAÇÕES AO REGIME DE DENÚNCIA E DE OPOSIÇÃO À RENOVAÇÃO

por: Rita Xavier de Brito | advogada

Nos últimos meses, temos vindo a assistir a sucessivas alterações ao regime do arrendamento urbano, todas elas com um declarado objetivo comum de garantir maior proteção ao arrendatário.

Entre essas alterações, dispersas por diversas leis, foi publicada no passado dia 12 de fevereiro de 2019 a Lei n.º 13/2019 (“Lei 13/2019”) que, conforme se intitula, estabelece medidas destinadas a corrigir situações de desequilíbrio entre arrendatários e senhorios, a reforçar a segurança e a estabilidade do arrendamento urbano e a proteger os arrendatários em situações de especial fragilidade. A Lei 13/2019 vem, assim, introduzir inúmeras alterações relevantes ao regime do arrenda- mento urbano, bem como ao regime transitório aplicável aos contratos celebrados antes da vigência do NRAU de 2006 e ao regime de obras em prédios arrendados, criando ainda o chamado serviço de injunção em matéria de arrendamento.

Abordaremos adiante apenas as alterações que versam sobre o regime de duração, oposição à renovação e denúncia dos contratos de arren- damento urbano celebrados já na vigência do NRAU.

Contratos para fins habitacionais

1.1. Contratos com prazo certo

A Lei 13/2019 repristina a regra que havia sido aprovada pela reforma de 2006, entretanto abolida na reforma de 2012, segundo a qual os contratos para fins habitacionais com prazo certo não podem ter um

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prazo inferior a um ano, salvo se forem celebrados para fins especiais transitórios, como por exemplo por motivos profissionais, de educação

e formação ou turísticos.

Além disso, a nova lei também prevê que, salvo estipulação das partes em sentido contrário, o contrato celebrado por prazo certo considera-se,