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6 SÉRIE 7 ANO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Volume 2

EDUCAÇÃO
FÍSICA
Linguagens

CADERNO DO PROFESSOR
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO

MATERIAL DE APOIO AO
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO
CADERNO DO PROFESSOR

EDUCAÇÃO FÍSICA
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
6a SÉRIE/7o ANO
VOLUME 2

Nova edição

2014 - 2017

São Paulo
Governo do Estado de São Paulo
Governador
Geraldo Alckmin
Vice-Governador
Guilherme Afif Domingos
Secretário da Educação
Herman Voorwald
Secretária-Adjunta
Cleide Bauab Eid Bochixio
Chefe de Gabinete
Fernando Padula Novaes
Subsecretária de Articulação Regional
Rosania Morales Morroni
Coordenadora da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP
Silvia Andrade da Cunha Galletta
Coordenadora de Gestão da
Educação Básica
Maria Elizabete da Costa
Coordenadora de Gestão de
Recursos Humanos
Cleide Bauab Eid Bochixio
Coordenadora de Informação,
Monitoramento e Avaliação
Educacional
Ione Cristina Ribeiro de Assunção
Coordenadora de Infraestrutura e
Serviços Escolares
Dione Whitehurst Di Pietro
Coordenadora de Orçamento e
Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Barjas Negri
Senhoras e senhores docentes,

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sente-se honrada em tê-los como colabo-
radores nesta nova edição do Caderno do Professor, realizada a partir dos estudos e análises que
permitiram consolidar a articulação do currículo proposto com aquele em ação nas salas de aula
de todo o Estado de São Paulo. Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com
os professores da rede de ensino tem sido basal para o aprofundamento analítico e crítico da abor-
dagem dos materiais de apoio ao currículo. Essa ação, efetivada por meio do programa Educação
— Compromisso de São Paulo, é de fundamental importância para a Pasta, que despende, neste
programa, seus maiores esforços ao intensificar ações de avaliação e monitoramento da utilização
dos diferentes materiais de apoio à implementação do currículo e ao empregar o Caderno nas ações
de formação de professores e gestores da rede de ensino. Além disso, firma seu dever com a busca
por uma educação paulista de qualidade ao promover estudos sobre os impactos gerados pelo uso
do material do São Paulo Faz Escola nos resultados da rede, por meio do Saresp e do Ideb.

Enfim, o Caderno do Professor, criado pelo programa São Paulo Faz Escola, apresenta orien-
tações didático-pedagógicas e traz como base o conteúdo do Currículo Oficial do Estado de São
Paulo, que pode ser utilizado como complemento à Matriz Curricular. Observem que as atividades
ora propostas podem ser complementadas por outras que julgarem pertinentes ou necessárias,
dependendo do seu planejamento e da adequação da proposta de ensino deste material à realidade
da sua escola e de seus alunos. O Caderno tem a proposição de apoiá-los no planejamento de suas
aulas para que explorem em seus alunos as competências e habilidades necessárias que comportam
a construção do saber e a apropriação dos conteúdos das disciplinas, além de permitir uma avalia-
ção constante, por parte dos docentes, das práticas metodológicas em sala de aula, objetivando a
diversificação do ensino e a melhoria da qualidade do fazer pedagógico.

Revigoram-se assim os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá-los em seu


trabalho e esperamos que o Caderno, ora apresentado, contribua para valorizar o ofício de ensinar
e elevar nossos discentes à categoria de protagonistas de sua história.

Contamos com nosso Magistério para a efetiva, contínua e renovada implementação do currículo.

Bom trabalho!

Herman Voorwald
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
A NOVA EDIÇÃO
Os materiais de apoio à implementação f incorporar todas as atividades presentes
do Currículo do Estado de São Paulo nos Cadernos do Aluno, considerando
são oferecidos a gestores, professores e alunos também os textos e imagens, sempre que
da rede estadual de ensino desde 2008, quando possível na mesma ordem;
foram originalmente editados os Cadernos f orientar possibilidades de extrapolação
do Professor. Desde então, novos materiais dos conteúdos oferecidos nos Cadernos do
foram publicados, entre os quais os Cadernos Aluno, inclusive com sugestão de novas ati-
do Aluno, elaborados pela primeira vez vidades;
em 2009. f apresentar as respostas ou expectativas
de aprendizagem para cada atividade pre-
Na nova edição 2014-2017, os Cadernos do sente nos Cadernos do Aluno – gabarito
Professor e do Aluno foram reestruturados para que, nas demais edições, esteve disponível
atender às sugestões e demandas dos professo- somente na internet.
res da rede estadual de ensino paulista, de modo
a ampliar as conexões entre as orientações ofe- Esse processo de compatibilização buscou
recidas aos docentes e o conjunto de atividades respeitar as características e especificidades de
propostas aos estudantes. Agora organizados cada disciplina, a fim de preservar a identidade
em dois volumes semestrais para cada série/ de cada área do saber e o movimento metodo-
ano do Ensino Fundamental – Anos Finais e lógico proposto. Assim, além de reproduzir as
série do Ensino Médio, esses materiais foram re- atividades conforme aparecem nos Cadernos
vistos de modo a ampliar a autonomia docente do Aluno, algumas disciplinas optaram por des-
no planejamento do trabalho com os conteúdos crever a atividade e apresentar orientações mais
e habilidades propostos no Currículo Oficial detalhadas para sua aplicação, como também in-
de São Paulo e contribuir ainda mais com as cluir o ícone ou o nome da seção no Caderno do
ações em sala de aula, oferecendo novas orien- Professor (uma estratégia editorial para facilitar
tações para o desenvolvimento das Situações de a identificação da orientação de cada atividade).
Aprendizagem.
A incorporação das respostas também res-
Para tanto, as diversas equipes curricula- peitou a natureza de cada disciplina. Por isso,
res da Coordenadoria de Gestão da Educação elas podem tanto ser apresentadas diretamente
Básica (CGEB) da Secretaria da Educação do após as atividades reproduzidas nos Cadernos
Estado de São Paulo reorganizaram os Cader- do Professor quanto ao final dos Cadernos, no
nos do Professor, tendo em vista as seguintes Gabarito. Quando incluídas junto das ativida-
finalidades: des, elas aparecem destacadas.
Além dessas alterações, os Cadernos do possibilitando que os conteúdos do Currículo
Professor e do Aluno também foram anali- continuem a ser abordados de maneira próxi-
sados pelas equipes curriculares da CGEB ma ao cotidiano dos alunos e às necessidades
com o objetivo de atualizar dados, exemplos, de aprendizagem colocadas pelo mundo con-
situações e imagens em todas as disciplinas, temporâneo.

Seções e ícones

Leitura e análise Aprendendo a


aprender
Para começo de Você aprendeu?
conversa

?
!

Pesquisa individual Lição de casa

O que penso Situated learning


sobre arte?

Learn to learn Pesquisa em grupo

Homework Roteiro de
experimentação

Pesquisa de Ação expressiva


campo
Para saber mais Apreciação
SUMÁRIO
Orientação sobre os conteúdos do volume 8

Tema 1 – Esporte – Modalidade individual: ginástica rítmica (GR) 10

Situação de Aprendizagem 1 – Exploração de diferentes movimentos 15

Situação de Aprendizagem 2 – Os movimentos e as relações com os aparelhos da GR 20

Atividade Avaliadora 25

Proposta de Situações de Recuperação 26

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão


do tema 26

Tema 2 – Ginástica – Ginástica geral (GG) 28

Situação de Aprendizagem 3 – Compreendendo as características da ginástica 31

Situação de Aprendizagem 4 – A GG e outras manifestações da Cultura de Movimento 34

Atividade Avaliadora 37

Proposta de Situações de Recuperação 41

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão


do tema 42

Tema 3 – Esporte – Modalidade coletiva: voleibol 44

Situação de Aprendizagem 5 – O voleibol já é do conhecimento de todos os alunos 46

Situação de Aprendizagem 6 – Para jogar é preciso saber as técnicas? 49

Atividade Avaliadora 54

Proposta de Situações de Recuperação 57

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão


do tema 57
Tema 4 – Luta: judô 59

Situação de Aprendizagem 7 – Reconhecendo as lutas 61

Situação de Aprendizagem 8 – Lutando com os amigos 68

Atividade Avaliadora 72

Proposta de Situações de Recuperação 75

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão


do tema 75

Quadro de conteúdos do Ensino Fundamental – Anos Finais 77


ORIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO VOLUME
Professor, este Caderno foi elaborado para conhecer os movimentos característicos de
servir de apoio ao seu trabalho pedagógico modalidades gímnicas esportivas e de moda-
cotidiano com a 6a série/7o ano do Ensino lidades gímnicas de participação. Espera-se,
Fundamental. Os temas deste volume são também, que eles possam criar movimentos
enfocados a partir da concepção teórica da conforme os desejos, interesses, necessidades
disciplina, já explicitada anteriormente, fun- e características de cada grupo.
damentada nos conceitos de Cultura de Movi-
mento e Se-Movimentar. Com relação ao terceiro tema, será abor-
dado o Voleibol como modalidade esportiva
Assim, pretende-se que as Situações de coletiva, discutindo seus princípios técnicos
Aprendizagem aqui sugeridas para os temas e táticos, suas regras e seu processo históri-
Esporte, Ginástica e Luta possibilitem aos co. Espera-se que os alunos sejam capazes de
alunos diversificar, sistematizar e aprofundar compreender as principais regras e o proces-
suas experiências do Se-Movimentar no âm- so histórico de desenvolvimento dessa moda-
bito das culturas lúdica, esportiva, gímnica lidade, aplicar os princípios técnicos e táticos
e de luta, tanto para proporcionar novas ex- e analisar as diferentes possibilidades de vi-
periências (permitindo aos alunos novas sig- venciar o voleibol.
nificações), como ressignificar experiências já
vivenciadas. Espera-se que o enfoque adotado No último tema, o Judô será tomado
para o desenvolvimento dos conteúdos deste como exemplo para a discussão dos princí-
volume seja compatível com as intencionali- pios de confronto e oposição, de classificação
dades do projeto político-pedagógico de cada e de organização das lutas. Esse tema tam-
escola. bém tratará da questão da violência atribuí-
da e associada às lutas. Cabe ressaltar que
Neste volume da 6a série/7o ano serão de- outras lutas serão mencionadas, de modo a
senvolvidos os temas Esporte – Modalidade ampliar a abordagem geral do tema. Espera-
individual e coletiva, Ginástica e Luta. No -se com isso que os alunos possam valorizar
primeiro caso, a ginástica rítmica (GR) será e reconhecer a importância das condutas res-
tomada como exemplo de modalidade espor- peitosas e colaborativas nas lutas.
tiva individual, considerando os principais
gestos técnicos, as principais regras e o pro- As estratégias escolhidas – que incluem
cesso histórico. Espera-se que os alunos sejam a realização de gestos/movimentos, como a
capazes de identificar e compreender os prin- busca de informações, a projeção de vídeos,
cipais gestos técnicos e relacioná-los com as a resolução de situações-problema etc. – pos-
regras e aparelhos específicos da GR. sibilitam aos alunos a reflexão com base no
confronto de suas próprias experiências de
Em relação ao segundo tema, a ginástica Se-Movimentar com a sistematização e o
geral (GG) será privilegiada como conteú- aprofundamento dos conhecimentos no âm-
do gímnico, com enfoque nos fundamentos bito da Cultura de Movimento.
e gestos dos métodos ginásticos clássicos à
ginástica contemporânea. Pretende-se que Os procedimentos propostos para a avalia-
os alunos sejam capazes de identificar e re- ção caminham na direção de uma avaliação

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Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

integrada ao processo de ensino e aprendiza- nem restringir sua criatividade, como profes-
gem, sem estabelecer procedimentos isolados sor, para outras atividades ou variações de
e formais. As Atividades Avaliadoras devem abordagem dos mesmos temas.
favorecer a geração, por parte dos alunos,
de informações ou indícios, qualitativos e Nesse mesmo sentido, o Caderno do Alu-
quantitativos, verbais e não verbais, que se- no é mais um instrumento para servir de
rão interpretados pelo professor, nos termos apoio ao seu trabalho e ao aprendizado dos
das competências e habilidades que se pre- alunos. Elaborado a partir do Caderno do
tende desenvolver em cada tema/conteúdo. Professor, esse material adicional não tem a
Privilegia-se a proposição de Situações de pretensão de restringir ou limitar as possibi-
Aprendizagem que favoreçam a aplicação dos lidades do seu fazer pedagógico.
conhecimentos em situações reais e a elabora-
ção de textos-síntese relacionados aos temas De acordo com o projeto político-pedagó-
abordados. São também priorizados os ques- gico da escola e do planejamento do compo-
tionamentos dirigidos aos alunos ao longo nente curricular, é possível que os temas nele
das aulas, para que se verifique a compreen- elencados, selecionados dentre os propostos
são dos conteúdos e a aquisição das compe- no Caderno do Professor, não coincidam
tências e habilidades propostas. com as atividades que vêm sendo desenvol-
vidas na escola. Neste caso, a expectativa é
A quadra é o tradicional espaço de aula de subsidiar o seu trabalho para que as compe-
Educação Física, mas algumas Situações tências e habilidades propostas, tanto no Ca-
de Aprendizagem aqui sugeridas poderão derno do Professor quanto no Caderno do
ser desenvolvidas no espaço convencional da Aluno, sejam alcançadas.
sala de aula, no pátio externo, na biblioteca,
na sala de informática ou de vídeo, bem como Para otimizar o tempo pedagogicamente
em espaços da comunidade local, desde que necessário para a aula, o Caderno do Aluno
compatíveis com as atividades programadas. apresenta as Situações de Aprendizagem de
Algumas etapas podem ser também realiza- caráter teórico, também propostas no Cader-
das pelos alunos como atividade extra-aula no do Professor, como sugestões de pesquisa e
(pesquisas, produção de textos etc.). atividades de lição de casa. Além disso, traz,
em todos os volumes, dicas sobre nutrição e
As orientações e sugestões a seguir têm postura, a fim de contribuir para a construção
por objetivo oferecer-lhe subsídios para o de- da autonomia dos alunos, um dos princípios
senvolvimento dos temas apresentados. Não do Currículo da disciplina.
pretendem apresentar as Situações de Apren-
dizagem como as únicas a serem realizadas, Isto posto, professor, bom trabalho!

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TEMA 1 – ESPORTE – MODALIDADE INDIVIDUAL:
GINÁSTICA RÍTMICA (GR)

A ginástica faz parte das manifestações brasileiras que tiveram atuação importante para
humanas há muito tempo, algo que já apon- o desenvolvimento dessa modalidade esporti-
tamos em outros Cadernos. va. Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg,
no Canadá, em 1999, o conjunto brasileiro en-
Apropriar-se de experiências significativas cantou os espectadores com uma apresentação
do Se-Movimentar coloca-nos diante de difíceis fantástica e com a conquista da medalha de
desafios pedagógicos, dada a complexidade ouro. Em 2011, o conjunto brasileiro tornou-se
de como alguns elementos da Cultura de Mo- tetracampeão nos jogos Pan-Americanos.
vimento nos são apresentados. O universo da
Cultura de Movimento da ginástica e suas dife- As manifestações gímnicas do esporte
rentes modalidades não foge à regra. são conhecidas ou tornam-se mais “popula-
res” sempre que há um calendário esportivo
Sabemos que a ginástica como elemento amplamente divulgado ou quando um atleta se
da Cultura de Movimento, historicamente, destaca em um evento nacional ou internacio-
constituiu as mais diversas modalidades es- nal (como por ocasião dos Jogos Olímpicos) e
portivas que conhecemos no mundo con- passa a ser objeto de ampla atenção das mídias.
temporâneo. As corridas, os saltos, as lutas,
dentre outros exercícios físicos, eram sinôni- A GR caracteriza-se no cenário esportivo
mos de ginástica. como uma modalidade exclusivamente femini-
na, mas há um forte movimento internacional
A GR constituiu-se a partir da Segunda para difundir a prática da GR masculina. Ele
Guerra Mundial como modalidade esportiva, está concentrado em países como Japão, Rússia,
mas já era praticada desde o final da Primeira Canadá, EUA, Coreia do Sul, Malásia e Méxi-
Guerra. Não possuía nome específico nem códi- co, onde as competições masculinas de GR já
go de regras. Foram os russos, por volta de 1946, são comuns. Nessa modalidade, os exercícios
que introduziram a música nessa manifestação, são realizados com acompanhamento musical.
e o termo “rítmica” passou a ser incorporado.
No universo escolar, a GR como modali-
Ela foi reconhecida pela Federação Inter- dade esportiva individual, entre outras ma-
nacional de Ginástica (FIG), na década de nifestações gímnicas, tem sido preterida em
1960, como modalidade esportiva individual relação a outras manifestações da Cultura
feminina e teve diferentes denominações: gi- de Movimento. Como essa situação pode ser
nástica moderna, ginástica rítmica moderna, explicada? A GR na escola não é contempla-
ginástica rítmica desportiva e, desde 1998, gi- da por ser uma modalidade esportiva femi-
nástica rítmica. nina, de acordo com as regras da FIG? Por
necessitar de aparelhos oficiais que pressu-
A estreia da GR em Olimpíadas aconteceu em põem gestos técnicos perfeitos? Por ter um
1984, em Los Angeles. No Brasil, a GR foi intro- código de pontuação específico que avalia a
duzida na década de 1950 e começou a se desen- dificuldade técnica, o valor artístico e a exe-
volver como modalidade esportiva em meados cução dos exercícios obrigatórios? Por ser
de 1960. Rio de Janeiro e Londrina são as cidades formada por movimentos complexos?

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Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

© Ray Moller/Dorling Kindersley/Getty Images


Figura 1 – GR: attitude (postura) – equilíbrio.

As respostas a tais questionamentos são f Quais são os elementos que permitem ca-
muito particulares e requerem uma reflexão a racterizá-la como uma modalidade esporti-
respeito de quais conhecimentos e estratégias va exclusivamente feminina: as sequências
de ensino estão sendo colocados à disposição de movimentos obrigatórios? A presença
dos alunos a respeito da GR nas aulas de Edu- da música?
cação Física. f Quais os motivos dos homens não partici-
parem de competições esportivas oficiais
A GR como modalidade esportiva possibi- dessa modalidade?
lita inúmeras experiências para que os alunos
possam desenvolver suas competências e ha- Os elementos que constituem o Se-Movi-
bilidades no sentido de identificar e relacionar mentar significativo na GR são fundamen-
os conteúdos específicos com outras manifes- tais para os exercícios individuais e coletivos
tações da Cultura de Movimento. (conjuntos). Tais elementos podem ser vi-
venciados em várias direções, planos, ní-
A GR apresenta características esportivas veis com ou sem deslocamento, com apoio
que podem torná-la compatível com o cotidiano de um ou dois pés, uma ou duas mãos, cuja
escolar quando identificadas suas possibilidades coordenação consensual de condutas possi-
gímnicas e lúdicas. Para isso, algumas reflexões bilitará movimentos gímnicos harmoniosos,
podem ser realizadas, tais como: dinâmicos e lúdicos. Andar e correr, saltar
e saltitar, balancear e circunduzir, girar, ro-
f As representações que fazemos dos gêne- lar e equilibrar-se, flexionar-se e estender-se,
ros feminino e masculino na ginástica têm lançar e receber diferentes aparelhos, enfim,
relação com o processo histórico de desen- tudo isso compõe a Cultura de Movimento
volvimento da modalidade? da GR.

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© Catherine Ivill/Matthew
Ashton/AMA Sports
Photo/Corbis/Latinstock

Figura 2 – GR: conjunto de bolas.

É necessário compreender que, embora comunicação com a Cultura de Movimento.


as regras para avaliar a execução dos movi-
mentos sejam bastante rígidas no universo Assim, no decorrer das Situações de Apren-
esportivo competitivo da GR e de outras dizagem da GR, caberá ao professor motivar
modalidades gímnicas, nas aulas de Educa- os alunos – tanto os meninos como as meninas
ção Física, a GR pode seguir regras adapta- – para que percebam a necessidade de identi-
das pelo professor e pelos próprios alunos, ficar os principais gestos técnicos e relacioná-
respeitando e valorizando as características -los às possibilidades do Se-Movimentar com
individuais e interpessoais. os diferentes aparelhos, respeitando as carac-
terísticas individuais e interpessoais de cada
É possível, também, que os alunos criem os um, além de compreender as principais regras
próprios movimentos e aparelhos, o que con- e o processo histórico que envolve a GR.
tribui para tornar mais significativas as suas
vivências e descobrir diferentes alternativas de A seguir, um quadro que visa a auxiliar o
movimentos, relacionando-os com as várias professor nas Situações de Aprendizagem,
modalidades esportivas existentes. Enfim, sugerindo-lhe algumas possibilidades de adap-
experiências que permitam ao aluno recon- tação de aparelhos, em substituição aos apare-
textualizar suas vivências, ampliando a sua lhos oficiais da GR.

Quadro de possibilidades de adaptação dos aparelhos da GR


Aparelho original Material adaptado Descrição da adaptação
Bola f Jornal. f As bolas são feitas com o jornal; ao re-
dor delas é colocada fita adesiva, dei-
© Samuel Silva

f Fita adesiva.
xando seu formato mais arredondado.
f Sacolas de plástico. Por fim, pode ser colocado um plástico
f Bolas de borracha de para colorir e melhorar a aparência do
iniciação esportiva. material.
f Bolas de borracha tamanho 10 ou 12,
utilizadas para a iniciação esportiva,
preenchem as necessidades da modalida-
de, e podem ser pintadas com tinta a óleo
não tóxica.

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Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Aparelho original Material adaptado Descrição da adaptação


Corda f Cordas de sisal, elástico f As tiras podem ser entrelaçadas para au-

© Samuel Silva
ou outro material. mentar o volume do material. Faça um
f Tiras de tecido. nó nas extremidades para que a trança
não se desfaça durante o manuseio.

Arco © Samuel Silva f Bambolê. f O professor deverá moldar os conduítes


no formato de um arco, colocar o arame
f Conduíte.
pela parte interior e aplicar a fita isolan-
f Arame. te (ou outra similar) pela parte exterior.
f Fita isolante. Deverá inserir uma rolha ou uma cavilha
na união das extremidades, para fixá-las.
f O bambolê não precisa de nenhum ajus-
te para maiores adaptações (entre 80 cm
e 90 cm de diâmetro).
Fita f Papel crepom ou faixas f O papel crepom precisa ser cortado em
de plástico (mais resis- faixas de, aproximadamente, três metros;
© Samuel Silva

tentes). em seguida, fixe as faixas em folha de pa-


pel jornal dobrada e amarrada com bar-
f Barbante.
bante. É importante deixar um pedaço de
f Cola ou fita adesiva. barbante para facilitar o manuseio.
f Palitos (churrasco ou f Tiras de seis metros de faixa, com fixação
similar) ou bastões de de um ilhós na extremidade próxima ao
madeira de cabides (com estilete. Insira o alfinete de pesca no ilhós.
cerca de 50 centímetros O rodízio de pesca (para evitar que a fita
de comprimento). enrole) é preso na outra extremidade do
f “Pitão”, rodízio de pesca alfinete. A outra argola do rodízio da
e alfinete de pesca. fita é fixada no “pitão” (peça em forma
de gancho, com uma rosca em uma das
f Faixas de demarcação de extremidades para ser parafusada e que
trânsito (amarelo e preto). é colocada em portas de armários ou ou-
tros objetos). O “pitão” deve ser fixado
em uma das extremidades do bastão.
Maça f Pares de meia. f Coloque uma bola ou um saquinho de
areia no interior das meias, e, em segui-
© Samuel Silva

f Bola pequena de borracha.


da, amarre-as nas extremidades.
f Saquinhos de areia.
f Abra um orifício na tampa da garrafa
f Garrafas PET, garrafi- PET e, por ele, insira o bastãozinho. Fi-
nhas de iogurte. xe-o na extremidade oposta com um pa-
f Bastãozinho de madeira rafuso. A garrafa PET pode ser preenchi-
(cerca de 50 centímetros). da com retalhos de EVA, tecidos ou outro
f EVA. material para aumentar ligeiramente o
seu peso. No caso de serem utilizadas co-
f Parafusos. lheres de pau, pode-se preencher a parte
f Colher de pau. da colher com bola de jornal encapada
f Fita adesiva transparen- com fita crepe ou fita adesiva colorida.
te ou colorida.
Quadro 1.
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Se a escola não tiver os aparelhos oficiais Os exercícios da GR são avaliados segundo
mencionados, sugere-se que o professor anali- um código de pontuação a partir do qual os
se, com a classe, as possibilidades de adaptá-los árbitros observam a dificuldade (grau técni-
e utilizar os aparelhos construídos pelos alunos. co), o valor artístico e a execução.

Na GR, os programas das competições são Os movimentos básicos da GR são reali-


compostos por exercícios individuais e em zados com os diferentes aparelhos e apresen-
conjunto de cinco ginastas, realizados em um tam características nas quais são avaliados o
tablado. As apresentações masculinas não com- equilíbrio, a flexibilidade e a onda, os saltos e
põem as competições oficiais da modalidade, os pivots. No equilíbrio, o participante/atleta
porém sugere-se que todos os alunos (meni- equilibra-se em uma das pernas enquanto a
nos e meninas) tenham acesso a esse conteúdo. outra é elevada. A attitude (postura) é uma
característica dos movimentos de equilíbrio
Nos programas individuais, cada partici- e pivot. Na flexibilidade e na onda, os movi-
pante se apresenta em quatro dos cinco apa- mentos descrevem ondas combinadas com a
relhos, com duração entre 1min15s e 1min30s capacidade de flexionar o corpo. Os saltos
cada um. Nos programas em conjunto, cada são avaliados conforme a altura da execu-
equipe se apresenta em dois exercícios, sendo ção. Os pivots são movimentos caracteriza-
um com um aparelho e o outro com dois apa- dos por um giro de 360o sobre um dos pés.
relhos. A duração das apresentações fica entre Tais movimentos combinados com outros
2min15s e 2min30s. O final da apresentação constituem a beleza e a elegância caracterís-
tem que coincidir com o final da música. ticas da GR.
© Danilo Marques

Figura 3 – GR: apresentação com corda.

A corda permite a realização de saltos, salti- lançamentos, rolamentos, equilíbrios, movi-


tos, círculos, balanços e figuras no ar (movimen- mentos em oito, circunduções etc. Durante a
tos em oito), lançamentos (solturas) e pegadas, execução, a bola não pode ser agarrada, mas
envolvimento no corpo, circunduções, giros etc. apenas sustentada sobre ou sob o corpo.

A bola une-se ao próprio corpo e à beleza As maças permitem a realização de mo-


dos movimentos comuns de giros no chão, em linetes, rotações, rolamentos, circunduções

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Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

(os círculos no ar), lançamentos e capturas lizadas nas pernas e na cintura, por exemplo.
juntamente com as batidas rítmicas.
A fita permite a realização de diferentes
Os rolamentos e as rotações são caracterís- figuras no ar, além de lançamentos, captu-
ticos do arco, com o qual o participante usa ras e espirais; é, visualmente, um dos mo-
diferentes partes do corpo com as rotações rea- mentos mais belos das apresentações.

© Danilo Marques
Figura 4 – GR: apresentação com arco e bola.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
EXPLORAÇÃO DE DIFERENTES MOVIMENTOS
Os alunos são criativos quando desafia- suas habilidades individuais e coletivas
dos a propor novos movimentos. Nesta Si- relacionando-as com as características da
tuação de Aprendizagem, o professor deve modalidade esportiva GR. É importante
estimulá-los a realizar diferentes possibili- que todos os alunos, independentemente
dades de Se-Movimentar com e sem apa- do gênero, vivenciem os movimentos carac-
relhos, para que percebam e identifiquem terísticos da GR.

Conteúdo e temas: a criatividade como elemento presente na GR; os gestos técnicos da moda-
lidade esportiva GR; o trabalho individual e coletivo presente na GR.
Competências e habilidades: identificar diferentes possibilidades de movimentos para compreen-
der a GR; identificar e relacionar as características individuais e interpessoais na composição
dos principais gestos da GR.
Sugestão de recursos: aparelhos oficiais da GR ou materiais adaptados.

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Desenvolvimento da Situação de Etapa 2 – Escolher, identificar e justificar
Aprendizagem 1 as escolhas de movimentos

Etapa 1 – Descobrindo diferentes maneiras Organize grupos de aproximadamente cinco


de Se-Movimentar ou sete alunos e proponha que apresentem uma
maneira de movimentar-se em conjunto; se possí-
Solicite aos alunos que falem sobre as di- vel, registre as apresentações com uma filmadora.
ferentes maneiras e locais de movimentar-se
do ser humano. Provavelmente, aparecerão Após as apresentações, sugira que cada
respostas criativas e inesperadas. Após uma grupo identifique quais foram os movimentos
rodada, direcione as perguntas para uma rea- mais recorrentes. Solicite que registrem e jus-
lidade mais próxima de todos os alunos: quais tifiquem por escrito suas escolhas na elabora-
as possibilidades de movimento das pessoas ção das apresentações.
no cotidiano?
Professor, neste momento, faça
Na sequência, sugira aos alunos que esco- uma reflexão com os alunos sobre
lham diferentes possibilidades de movimen- os conteúdos e temas apresentados
to e as demonstrem aos colegas da turma. nas questões da seção “Para come-
Procure vivenciar com eles: andar em quatro ço de conversa”, no Caderno do Aluno.
apoios, andar em posições invertidas, rolar
sobre o chão, andar agachado, rastejar, an- Reúna-se com seus colegas para conver-
dar, correr e saltar, combinando ritmos e sar sobre o tipo de ginástica representado nas
intensidades diferentes, andar e transportar imagens a seguir. Depois de conversarem, res-
outra pessoa etc. ponda às questões.
© Blueduck/Asia Images/Getty Images

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Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

1. A GR é: Canadá, EUA, Coreia do Sul, Malásia e Méxi-


co, onde as competições masculinas de GR já
( X ) uma modalidade esportiva. são comuns.
( ) um espetáculo musical.
Obs.: pode ser que algum aluno responda “um espetáculo Discuta com seus colegas sobre os apare-
musical”; valorize seus argumentos se estiverem coerentes, lhos de competição da GR.
porém procure diferenciar uma alternativa da outra. Um as-
pecto da GR, por exemplo, é o código de pontuação. 5. Na lista a seguir, assinale os aparelhos que
são utilizados na GR feminina.
2. A GR é praticada:
(X) Bola.
( ) sobre aparelhos. (X) Maças.
( X ) utilizando aparelhos. ( ) Bastões.
(X) Arco.
3. A GR: (X) Corda.
( ) Squizzy.
( X ) é um esporte olímpico. ( ) Peteca.
( ) não é um esporte olímpico. ( ) Barra fixa.
( ) Paralelas.
4. A GR, nos campeonatos mundiais, é prati- ( ) Trave de equilíbrio.
cada: ( ) Malabares.
(X) Fita.
( X ) apenas por mulheres.
( ) apenas por homens. 6. Agora, assinale quais são os aparelhos uti-
( ) por homens e mulheres. lizados na GR masculina.

No universo dos esportes, existem aqueles ( X ) Bola.


que são coletivos e os que são individuais. A ( X ) Maças.
ginástica rítmica (GR) é um esporte predomi- ( X ) Bastões. (Este é o aparelho diferente que substi-
nantemente individual. Ela é uma das versões tui a fita).
competitivas da ginástica, isto é, há um con- ( X) Arco. (Este é o menor aparelho na GR masculina.)
junto de regras que precisa ser respeitado por (X) Corda.
aqueles que querem competir nessa modalida- ( ) Squizzy.
de esportiva. Essas regras estão agrupadas em ( ) Peteca.
um livro chamado Código de pontuação. ( ) Barra fixa.
( ) Paralelas.
A prática da GR destaca-se pela beleza e ( ) Trave de equilíbrio.
plasticidade dos movimentos, que aparecem ( ) Malabares.
de forma combinada, sempre acompanhados ( ) Mesa de saltos.
por música. Nas competições organizadas pela
Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) A GR é classificada como esporte individual.
e pela Federação Internacional de Ginástica Nas competições, participam até três ginas-
(FIG), apenas as mulheres praticam esse espor- tas nos exercícios individuais. Cada ginasta se
te. Mas há um forte movimento internacional apresenta com quatro exercícios diferentes (co-
para difundir a prática da GR masculina. Ele reografias). Cada exercício é feito com um apa-
está concentrado em países como Japão, Rússia, relho. Como se trata de cinco aparelhos oficiais

17
(bola, corda, arco, fita e maças), um não será realizar os movimentos manuseando apare-
escolhido. Cada apresentação dura de 1min15s lhos. Solicite que registrem em uma folha o
(um minuto e quinze segundos) a 1min30s (um nome de cada aparelho ou material adapta-
minuto e trinta segundos). do e as facilidades e dificuldades encontra-
das durante as vivências. O registro pode ser
A competição também tem exercícios em feito em grupo.
conjunto. Nesse caso, um grupo de cinco gi-
nastas apresenta duas coreografias diferentes, Professor, auxilie os alunos na
que duram de 2min15s a 2min30s. Em um dos construção dos objetos apresen-
exercícios, as cinco ginastas se apresentam com tados na seção “Pesquisa indivi-
o mesmo tipo de aparelho, por exemplo, cinco dual”, no Caderno do Aluno.
fitas para o grupo. O outro exercício da compe-
tição é realizado sempre com dois aparelhos di- Agora você já conhece um pouco dessa mo-
ferentes, por exemplo, três cordas e duas bolas dalidade esportiva e sabe que ela é praticada
ou três fitas e duas bolas etc. com aparelhos. A GR exige do praticante a
manipulação e o domínio de vários aparelhos.
Etapa 3 – Diferentes movimentos e o uso Para começar as vivências, se for possível, você
de aparelhos pode utilizar vários materiais adaptados antes
de experimentar os aparelhos oficiais.
Apresente aos alunos os aparelhos da GR,
aparelhos adaptados e outros objetos, como Então, a sua tarefa agora é pesquisar que
lenço pequeno, toalha de mesa, lençol, garra- tipo de material pode ser usado no lugar dos
fas PET, bastões etc. Alguns objetos podem ser aparelhos oficiais. Talvez você possa cons-
solicitados aos alunos com antecedência. truir um material parecido... Veja as ilus-
trações dos aparelhos oficiais apresentadas
Desafie-os a realizar individualmente, em a seguir e tente pensar em alternativas para
duplas ou em grupos maiores, os diferentes mo- eles. Depois de construir o objeto, experi-
vimentos apresentados nas etapas anteriores. mente realizar alguns movimentos com ele
Aproveite e proponha-lhes questões e desafios: para confirmar se permite os movimentos
necessários. Faça a sua proposta nos espa-
f É possível andar em quatro apoios trans- ços a seguir. Se precisar, peça ajuda ao seu
portando uma bola nas costas? professor ou professora de Educação Física e
f Como rolar no chão segurando com as aos seus colegas de turma.
duas mãos duas garrafas PET?
f É possível, sem se deslocar e em pé, rolar a 1. Bola de borracha, de 18 a 20 centímetros
bola por todo o corpo? de diâmetro; peso mínimo de 400 gramas.
f E, em deslocamento, é possível rolar a bola
© Samuel Silva

por todo o corpo?


f É possível rolar um arco e saltá-lo?
f É possível lançar uma bola ao ar, rolar e
recuperá-la antes que toque o chão?

É importante que todos os alunos explo-


rem todos os materiais.

Separe os aparelhos oficiais e os materiais


adaptados e pergunte aos alunos como foi

18
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Sugestões de material alternativo: Qualquer 4. Arco de madeira ou material sintético, com


bola que seja diferente da bola de GR – bola de borra- 80 a 90 centímetros de diâmetro; peso mí-
cha, de plástico, de meia (tamanho maior), de papel etc. nimo de 300 gramas.

2. Fita de cetim, mínimo de 6 metros de com-

© Samuel Silva
primento; peso de 35 gramas; largura de 4 a
6 centímetros; estilete (um tipo de bastãozi-
nho, objeto próprio da GR, e não um mate-
rial cortante) de 50 a 60 centímetros de com-
primento, base com no máximo 1 centímetro
de diâmetro, no qual se prende a fita.
© Samuel Silva

Sugestões de material alternativo: De conduíte,


de jornal, de arame, pneu de bicicleta etc.

5. Maças: um par de maças de madeira ou


material sintético, de 40 a 50 centímetros
de comprimento e com peso mínimo de
150 gramas cada uma.

© Samuel Silva
Sugestões de material alternativo: Tecidos,
fitas de delimitação de área, cordões de tecido etc.

3. Corda de sisal (ou material sintético), com


comprimento que pode variar de acordo
com a estatura do ginasta. Sugestões de material alternativo: Cascas de
coco, vassourinhas de sanitário, cabos de vassoura,
bolinhas de tênis em redinhas de fruta (de feira) ou
© Samuel Silva

sacolinhas de plástico amarradas; garrafas PET etc.

6. Outros objetos que possam gerar a criativi-


dade e o interesse dos alunos e que permi-
tam apresentações de GR.

Sugestões: Almofadas, vassouras, bolas grandes, caixas,


bonecas, mochilas, chapéu, guarda-chuva, toalhas, can-
Sugestões de material alternativo: Trançada gas, latas etc. Qualquer objeto que permita manipulação e
de pano, de cipó, de varal etc. diversidade de movimentos (lançar, rolar, rodar, girar etc.).

19
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
OS MOVIMENTOS E AS RELAÇÕES COM
OS APARELHOS DA GR

Esta Situação de Aprendizagem comple- Os grupos de alunos devem ser formados


mentará as experiências da Situação anterior, por meninas e meninos. O professor deve estar
visto que o elemento musical não foi incorpo- atento no sentido de estimular a participação
rado. É importante que os alunos se apropriem de todos os alunos, principalmente a dos me-
e compreendam os elementos que constituem ninos, nas vivências da GR, uma vez que, por
a GR: movimentos, manuseio de aparelhos e ser uma modalidade esportiva feminina, os
acompanhamento musical. É importante, tam- alunos do sexo masculino podem apresentar
bém, que identifiquem os gestos técnicos que algum constrangimento. Estes devem ser mo-
compõem os exercícios da GR e que conheçam tivados e desafiados a realizar os movimentos
a necessidade das regras e o processo histórico complexos da GR.
de desenvolvimento da modalidade.

Conteúdo e temas: principais gestos técnicos da GR; principais regras: compreensão e elabo-
ração; processo histórico.

Competências e habilidades: identificar e compreender os principais gestos técnicos e relacio-


ná-los com as regras específicas da GR; reconhecer os gestos técnicos e relacioná-los com os
aparelhos específicos da GR; identificar, compreender e relacionar o processo histórico de
desenvolvimento da GR com outras modalidades esportivas.

Sugestão de recursos: aparelho de som, aparelho de vídeo ou DVD, CDs, filmadora, apare-
lhos oficiais da GR ou materiais adaptados.

Desenvolvimento da Situação de Se possível, solicite que descrevam, expliquem


Aprendizagem 2 ou registrem suas hipóteses em uma folha. O
professor poderá apresentar as informações
Etapa 1 – Identificando e reconhecendo a GR sobre o processo histórico e como a música foi
incorporada à GR.
Selecione com antecedência um vídeo ou
imagens para apresentar aos alunos e permita Etapa 2 – Comparar e associar os
que identifiquem, relacionem e compreendam movimentos e os aparelhos da GR
o nome “ginástica rítmica” dado à modalida-
de em questão. Reserve com antecedência o aparelho de
som e CDs de músicas com diferentes ritmos
A seguir, solicite que associem, em grupos, (se possível, solicite que cada grupo de alunos
alguns movimentos realizados com os movi- traga os próprios CDs ou músicas gravadas
mentos percebidos no vídeo ou nas imagens. em aparelhos próprios).

20
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Organize os alunos em cinco grupos e Se os alunos desejarem, outros poderão


proponha que cada um escolha um apare- assumir os papéis de “árbitros avaliadores”
lho oficial ou adaptado para ser utilizado (se para apreciar os conjuntos (se a escola tiver
necessário sorteie o aparelho e/ou sugira sua alunos do Ensino Médio, alguns poderão ser
confecção com antecedência). convidados a assumir essa função).

Solicite que explorem novamente os ma- Professor, solicite aos alunos que
teriais e, na sequência, tentem relacionar os analisem as imagens e respondam
movimentos com as músicas selecionadas e às questões da seção “Lição de
elaborar coreografias. Oriente-os a criar for- casa” e que, em seguida, façam a
mações diversas, tais como círculos, colunas, leitura das considerações na seção “Você sa-
fileiras e outras. Nesse momento, é necessário bia?”, no Caderno do Aluno.
que associem os movimentos da GR com ou-
tras experiências rítmicas. Para compor um exercício (a coreografia), o
ginasta precisa manipular (manusear) os apa-
relhos. Esse manuseio vem combinado com
Etapa 3 – As apresentações em conjunto muitos movimentos corporais, como saltos,
da GR giros, equilíbrios, circunduções dos braços etc.
Essas combinações também têm que ser feitas
Proponha aos alunos uma apresentação dentro do ritmo de uma música, que é parte da
dos grupos com o acompanhamento mu- apresentação da GR.
sical (não é necessária uma apresentação
para toda a escola, somente para a própria Quando o exercício é realizado em conjun-
turma). Estabeleça antecipadamente com to, os integrantes do grupo (cinco ginastas)
os grupos o tempo de apresentação e a pre- manuseiam os aparelhos e realizam os movi-
sença (obrigatória ou não) de alguns gestos. mentos em diferentes posições no espaço, cha-
O uso da criatividade no manuseio dos apa- madas de formações (em círculos, em colunas
relhos como critério para avaliação das etc.). Lembre-se de que já fazemos muitas
coreografias dos grupos pode ser um impor- formações em nosso dia a dia, mas sem nos
tante elemento motivador. preocuparmos com o aperfeiçoamento dos
movimentos.
Se possível, registre essa experiência dos alu-
nos em vídeo, permitindo que apreciem as pró- Agora você vai associar as imagens com
prias imagens. Depois, solicite que registrem os tipos de situações que encontramos na
ou relatem a experiência vivenciada: as difi- GR. Perceba quantos movimentos fazemos
culdades de manusear aparelhos com acom- que parecem os exercícios da GR.
panhamento musical, os aparelhos preferidos
associados às características de cada grupo etc. 1. Observe as imagens e coloque a letra cor-
respondente à situação no espaço ao lado
Professor, nas apresentações dos conjuntos da figura. Considere o movimento que
podem ser combinados diferentes materiais. predomina. Por exemplo: se estou corren-
Outro ponto importante é que os alunos com- do atrás de uma bola, assinale “manipu-
preendam que há na GR exercícios individuais lação”, pois estou trabalhando com um
para cada aparelho. aparelho (bola).

21
( a ) Manipulação. ( b ) Movimento corporal. ( c ) Formação grupal.

(a) (b)

© Taylor S. Kennedy/National
Geographic/Getty Images
© Bec Parsons/Digital
Vision/Getty Images

(c) (a)

© Kuttig-People/Alamy/Glow Images
© Peter Cade/The Image
Bank/Getty Images

2. Nas imagens a seguir, o desenho (diagrama) representa a formação em que o grupo se encontra.
© Sami Sarkis/Photographer’s
Choice/Getty Images
© dmac/Alamy/Glow Images

Coluna (fila – um atrás do outro) Fileira (um ao lado do outro)

Observe que o vértice (ponta) da seta indica a frente das pessoas.

22
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Discuta o exercício a seguir com seus cole- em que o grupo se encontra. Lembre-se que
gas e depois complete os espaços com o dia- na GR, obrigatoriamente, são exigidas no
grama solicitado. mínimo seis formações diferentes. Vamos
aprender um pouco das possibilidades de
Ao lado de cada imagem, faça um diagra- variações dessas formações neste exercício.
ma (desenho) que corresponda à formação Bom trabalho!

Imagem Diagrama

© Peter Cade/The Image Bank/Getty Images


a)

© Brian Kenney/Oxford Scientific/Latinstock

b)
© StockByte/Latinstock

c)

23
Você sabia?

© Hola Images/Getty Images


Que as atividades circenses também incluem manuseio de apa-
relhos? As pessoas que fazem essas apresentações são os malabaris-
tas, e os objetos que utilizam podem ser malabares, bolas, argolas,
chapéus, pratos, bastões com ou sem fogo ou outros objetos que
demonstrem suas habilidades. Muitos fazem as apresentações no
solo, outros se equilibram sobre superfícies, como bolas, bicicletas
de uma roda só (monociclos), ou sobre cabos de aço.

Mas o que os malabaristas fazem no circo é um espetáculo ar-


tístico. Assim como os ginastas, os malabaristas também treinam
muito. Entretanto, têm finalidades diferentes, que envolvem outras
situações. Vejamos algumas dessas diferenças.
Malabares com claves.
© Tim Platt/Iconica/Getty Images

© Michael S. Yamashita/
Corbis/Latinstock
© Roy McMahon/Comet/
Corbis/Latinstock

Bolas. Malabares de fogo. Argolas.

Os ginastas da GR treinam para ganhar um campeonato que tem regras específicas, como
a exigência de certos tipos de movimentos; a GR só pode ser realizada com os aparelhos que
a modalidade determina; é necessário o acompanhamento musical; as roupas também devem
seguir as regras; há tempo e espaços certos para as apresentações; árbitros dão uma nota.
Para participar de campeonatos, é preciso fazer parte de uma representação (escola, clube,
seleção de um estado ou de um país).

Já os malabaristas, profissionais de circo, são artistas. Vivem de suas apresentações e treinam


para elas. Escolhem os objetos que utilizam para se apresentar; não há um tempo predetermi-
nado para a apresentação; os trajes fazem parte da identidade que querem assumir (palhaço
ou não); o local pode ser uma rua, um parque, um circo, um teatro ou outro espaço qualquer
(que é alugado ou cedido para o espetáculo); integram um grupo composto de outros artistas.

No entanto, o que importa é que podemos aprender muito com todos eles. O desafio
está em ser cada vez melhor no manuseio dos aparelhos e na criação de novos movimentos.
Quanto mais se aprimora, maior é a capacidade de identificar e compreender as possibili-
dades do organismo humano. Isso exige muito do corpo, especialmente dos sistemas esque-
lético e muscular. Então, propomos vivenciar e aprender com a GR nas aulas de Educação
Física. Quem sabe você goste e decida treinar para ser um ginasta ou um artista?

24
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

ATIVIDADE AVALIADORA
Estabeleça alguns critérios que permitam g) Diabolô.
avaliar o envolvimento dos alunos com o tema h) Corda.
proposto e se eles conseguem: i) Bastões.

f identificar suas dificuldades e facilidades na 3. A duração das apresentações dos exercí-


elaboração criativa dos movimentos; cios individuais da GR é de:
f combinar diferentes movimentos carac-
terísticos da GR utilizando os diferentes a) 1min10s a 1min30s.
aparelhos; b) 1min15s a 1min30s.
f registrar as informações solicitadas nas Si- c) 1min20s a 1min30s.
tuações de Aprendizagem.
4. Na GR, quando os ginastas executam os
É possível apresentar aos alunos imagens exercícios em conjunto, eles têm que se po-
para que identifiquem o nome dos movimentos sicionar em diferentes lugares na área de
e dos aparelhos e aproveitar os registros feitos competição (chamada praticable). A exe-
durante as Situações de Aprendizagem como cução dos exercícios deve contemplar no
forma de verificar a compreensão dos conceitos. mínimo seis:

Professor, para finalizar esta a) formações diferentes.


etapa, solicite aos alunos que b) organizações diferentes.
respondam os exercícios da se- c) colocações diferentes.
ção “Você aprendeu?”, no Ca-
derno do Aluno. 5. Escreva GR para ginástica rítmica e AC
para as atividades circenses.
1. A GR é uma modalidade esportiva, com
exercícios: a) Um ou cinco participantes. ( GR )
b) Criativo, livre, sem regras preestabele-
a) individuais. cidas. ( AC )
b) de conjunto. c) Mulheres e homens se apresentam
c) individuais e de conjunto. juntos. ( AC )
d) Trajes semelhantes. ( GR )
2. Assinale os aparelhos utilizados na GR fe- e) Tempo livre. ( AC )
minina e masculina. f) São cinco aparelhos. ( GR )
g) Sem número determinado de partici-
a) Bola. pantes. ( AC )
b) Argolas. h) Duração de 1min15s a 1min30s ou
c) Arcos. 2min15s a 2min30s. ( GR )
d) Fita. i) Esporte. ( GR )
e) Malabares. j) O acompanhamento musical não é
f) Maças. obrigatório. ( AC )

25
PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Durante o percurso pelas várias etapas da Si- aulas ou em outros momentos, envolver todos
tuação de Aprendizagem, alguns alunos pode- os alunos ou apenas aqueles que apresentaram
rão não apreender os conteúdos e desenvolver dificuldades. Por exemplo:
as habilidades da forma esperada. É necessá-
rio, então, professor, elaborar outras Situações f apreciação de gestos realizados pelos cole-
de Aprendizagem em que os elementos que gas durante as diferentes etapas das Situa-
compõem a GR possam ser problematizados e ções de Aprendizagem;
percebidos. Essas Situações de Aprendizagem f pesquisas em sites ou em outras fontes
devem ser diferentes, de preferência, daquela para posterior apresentação sobre temas
que gerou dificuldade para os alunos. Tais es- como história da GR, características
tratégias podem ser desenvolvidas durante as dos aparelhos e espaços oficiais etc.

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA

Livros <http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/
arquivos/File/2010/artigos_teses/EDUCA
PAOLIELLO, Elizabeth; TOLEDO, Eliana CAO_FISICA/artigos/iniciacao_ritmica.pdf>.
(orgs.). Possibilidades da ginástica rítmica. São Acesso em: 11 nov. 2013. A autora apresenta
Paulo: Phorte, 2010. As autoras apresentam informações referentes à ginástica rítmica e ao
um panorama geral da GR, sugerem estraté- processo de iniciação esportiva.
gias de ensino e discutem questões de gênero
na GR. CHIÉS, Paula Viviane. “Eis Quem Surge no
Estádio: é Atalante!” A história das mulheres
SCHIAVON, Laurita Marconi; NISTA-PIC- nos jogos gregos. Movimento. Porto Alegre,
COLO, Vilma Leni. Aspectos pedagógicos v. 12, n. 3, p. 99-121, set./dez. 2006. Disponí-
no ensino da ginástica artística e da ginástica vel em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/
rítmica no cenário escolar. In: PAES, Roberto Movimento/article/view/2911/1547>. Acesso
Rodrigues; BALBINO, Hermes Ferreira. Pe- em: 11 nov. 2013. A autora relata a educação
dagogia do esporte: contextos e perspectivas. feminina na Grécia Antiga, destacando as di-
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. ferenças entre as cidades de Atenas e Esparta
p. 111-122. Nesse capítulo, as autoras apre- e as práticas e os exercícios físicos que consti-
sentam informações sobre a GR, adaptações tuíam os princípios educacionais.
de materiais e espaços específicos.
Sites
Artigos
Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
CAÇOLA, Priscila. Iniciação esportiva na Disponível em: <http://cbginastica.com.br/>.
ginástica rítmica. Revista Brasileira de Educa- Acesso em: 7 abr. 2014. Informações sobre o
ção Física, Esporte, Lazer e Dança. São Paulo, calendário esportivo da GR e demais modali-
v. 2, n. 1, p. 9-15, mar. 2007. Disponível em: dades gímnicas.

26
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Federação Internacional de Ginástica (FIG). Ginástica Rítmica Masculina. Disponível em:


Disponível em: <https://www.fig-gymnastics. <http://www.menrg.com>. Acesso em: 11
com/site/>. Acesso em: 7 abr. 2013. Informa- nov. 2013. Imagens e vídeos de apresentações
ções sobre o calendário esportivo da ginástica e masculinas de GR.
suas diferentes modalidades gímnicas mundiais.

27
TEMA 2 – GINÁSTICA – GINÁSTICA GERAL (GG)

© Science Source/Photoresearchers/Latinstock
“De pernas para o ar” é uma expressão
que possibilita atribuir significado a um movi-
mento ou gesto característico exclusivamente
da ginástica de competição? Vamos pensar na
trajetória da ginástica antes de tentar respon-
der a essa pergunta.

Etimologicamente, a palavra ginástica vem


do grego gymnastiké – arte ou ato de exerci-
tar o corpo para deixá-lo forte e ágil. O termo
gymnós (sem vestes, despido, nu) associa exer-
cício físico à nudez do ser humano para que,
desse modo, este se aproxime da sua essência.

Considerar o movimento do ser humano


ao longo da história é encontrar a ginástica
como um dos elementos culturais que carac-
terizaram a retidão, a disciplina, a ordem, a
força física e a moral desejada em sociedades
e contextos diversos.

Em sociedades nas quais o “desperdício”


foi combatido, imaginar ou pressupor movi-
mentos e gestos criativos e ousados não com-
Figura 5 – Gravuras de Groot Het (A grande tabela de
binava com os princípios da ordem e retidão loucura) representando atores e acrobatas anônimos.
tão desejados. Os movimentos realizados Na Europa Medieval, realizavam-se grandes feiras
pelos artistas circenses foram questionados anuais, onde esses atores e acrobatas se apresentavam,
durante muito tempo, pois, na sociedade eu- incluindo acrobacias de equilíbrio caminhando sobre
ropeia, representavam o desperdício de força cabos etc.
e energia, que não contribuíam para a manu-
© Chip Simons/The Image Bank/Getty Images

tenção nem para a educação moral do corpo.

Segundo Soares (1998), o mundo do circo


trazia imagens de luz e riso, do grotesco e do
sublime e, sobretudo, do corpo como centro
de entretenimento. Em suas passagens, o circo
deslocava os habitantes das vilas e cidades das
rotinas binárias do trabalho e do descanso.
Seus integrantes “acenavam com a possibi-
lidade de uma vida de alargamento de con-
tornos e fronteiras em oposição à família, ao
trabalho fixador, à vida estabelecida em um
lar imóvel numa só cidade”a. Figura 6 – Acrobacias na GG.
a
SOARES, Carmen Lúcia. Imagens da educação no corpo: um estudo a partir da ginástica francesa no século XIX.
Campinas: Autores Associados, 1998. p. 55. <www.autoresassociados.com.br>.
28
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

© Ray Massey/Stone/Getty Images

© Bettmann/Corbis/Latinstock
Figura 9 – Aula de ginástica na escola naval soviética, 1965.

Na perspectiva de contrapor-se aos mo-


Figura 7 – Cena de uma companhia circense delos esportivos, fundamentam-se os princí-
do mundo contemporâneo que integra ele- pios da ginástica geral (GG) de participação
mentos da Cultura de Movimento. e criatividade de todos. Nesse aspecto, a GG
coloca-se em oposição à ginástica competi-
O Movimento Ginástico Europeu, conside- tiva, sendo conhecida como ginástica para
radas as diferenças e particularidades de cada todos, independentemente do nível técnico,
região, teve aspectos em comum como desen- caracterizando-se pela diversidade de pos-
volver a saúde, a higiene, a coragem e a força sibilidades garantidas aos participantes, in-
sob o viés bélico e o da produção industrial, di- clusive àqueles com deficiência: faixa etária,
ferenciando, sobretudo, as funções morais atri- gênero, uso ou não de materiais, característi-
buídas ao homem, à mulher e ao cotidiano da cas pessoais e interpessoais etc.
vida de pessoas com diferentes características.
Ayoub (2003, p. 71), membro do Grupo de
Os modelos de ginástica alemão, francês e Pesquisa em Ginástica da Unicamp (GPG),
sueco influenciaram, significativamente, dife- entende que a GG é uma “manifestação da Gi-
rentes contextos, inclusive no Brasil. Essa in- nástica que engloba as diferentes modalidades
fluência foi percebida nos treinamentos, nas gímnicas sem se restringir a nenhuma delas”.
paradas militares e no currículo escolar. A GG está organizada, segundo a instituição
internacional, em três grupos de atividades que
© Bob Thomas/Popperfoto/Getty Images

atendem a ampla diversidade de possibilidades


associadas à dança e ginástica, aos exercícios
com aparelhos e aos jogos. No primeiro gru-
po, estão as várias modalidades de ginástica
contemporâneas, diferentes estilos de dança,
teatro e manifestações da cultura de cada país;
no segundo, ginástica com aparelhos e sobre
aparelhos, trampolim, tumbling, acrobacias,
rodas ginásticas; no terceiro, jogos com carac-
terísticas sociais e esportivas.
Figura 8 – Exercícios de ginástica sueca.
29
Paralelo entre ginástica geral e as ginásticas de competição
Ginástica geral Ginásticas de competição
Abrangente: número ilimitado de participantes. Seletivas: limitado número de participantes.
Não existem regras rígidas preestabelecidas. Regras rígidas preestabelecidas.
Caminha no sentido da ampliação (da parti- Caminham no sentido da especialização.
cipação).
Comparação informal: não há vencedores. Comparação formal, classificatória e definida
por pontos: busca-se um vencedor.
Visa, sobretudo, ao prazer e ao entretenimento. Visam, sobretudo, à vitória.
Quadro 2.
Adaptado de: AYOUB, Eliana. Ginástica geral e educação física escolar. Campinas: Editora da Unicamp, 2003. p. 68.

© Grupo Ginástico Unicamp


© Paulo Manzi

Figura 10 – GG: paraquedas – materiais Figura 11 – GG: utilização de materiais não


não convencionais. convencionais (Grupo Ginástico Unicamp).
© FPG/Hulton Archive/Getty Images

© Grupo Ginástico Unicamp

Figura 12 – GG: apresentação com roda Figura 13 – GG: criatividade de movimentos e uso de
ginástica, 1934. materiais alternativos (Grupo Ginástico Unicamp).

A GG configura-se, atualmente, como da apresentação deste tema, “De pernas para


uma modalidade da ginástica cujo enfoque o ar”, a GG permite uma ressignificação da
é a participação de todos e que traz o ques- ginástica no cotidiano das aulas de Educação
tionamento, por meio de símbolos e códigos Física. Os princípios da GG contrapõem-se
próprios, à ginástica de competição. aos estereótipos presentes nas modalidades
de ginástica esportiva, pois enaltecem o gesto
Retomando a expressão citada no início gímnico, lúdico e prazeroso dos participantes.

30
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
COMPREENDENDO AS CARACTERÍSTICAS
DA GINÁSTICA

Após as vivências nas Situações de Aprendi- participação, devido à criação de movimentos e


zagem 1 e 2, os alunos devem ter percebido o le- à elaboração de inúmeras propostas com mate-
que de possibilidades de movimentos atribuído riais não convencionais, ritmos, número de par-
à GR como modalidade esportiva. A GR ca- ticipantes etc. Esperamos garantir aos alunos a
racteriza-se pela prática de movimentos com compreensão do universo gímnico. Para isso, eles
aparelhos baseados nos critérios estabelecidos serão desafiados a identificar e a compreender a
num Código de Pontuação, referência para a presença de alguns elementos característicos da
avaliação nas competições. A GG, cujo enfoque GR que constituem a GG como modalidade gí-
não é voltado para a competição, mas para a mnica de participação não competitiva.

Conteúdo e temas: diferenças entre modalidades gímnicas esportivas e uma modalidade gím-
nica de participação.

Competências e habilidades: identificar e reconhecer os movimentos característicos de moda-


lidades gímnicas esportivas e de modalidades gímnicas de participação.

Sugestão de recursos: rádio, CDs, aparelhos oficiais de GR ou adaptados, pátio, quadra, gra-
mado, colchonetes (dependendo do circuito elaborado pelo professor).

Desenvolvimento da Situação de 3. Saltos com e sem elevação de braços.


Aprendizagem 3
4. Andar sobre cordas ou bancos sem perder
Etapa 1 – O mestre mandou! o equilíbrio.

Organize os alunos em grupos e solicite que 5. Lançamentos e recuperação de bolas e ar-


apresentem oralmente ou por escrito uma lis- cos sem deixá-los cair no chão etc. Pode-se
ta de critérios possíveis que diferenciem uma utilizar música, desde que seja escolha do
modalidade gímnica esportiva de uma moda- professor e não do grupo de alunos.
lidade gímnica participativa. Procure garantir
as justificativas para os critérios apresentados. Se possível, registre as imagens do circuito.

Na sequência, solicite que permaneçam em Etapa 2 – Agora é a vez de os alunos


grupos e realizem alguns exercícios em um cir- questionarem o mestre
cuito de estações, previamente numeradas e com
tempo rigorosamente estabelecido (elabore o Organize os alunos novamente em grupos
circuito e não consulte os alunos). Por exemplo: e solicite que registrem as dificuldades e faci-
lidades encontradas na realização das tarefas
1. Rolamentos para a frente e para trás. nas diferentes estações do circuito. Sugira
que cada grupo organize uma ficha com as
2. Saltos com e sem afastamento de pernas. seguintes informações:

31
Estação Dificuldades Facilidades Sugestões ram os principais movimentos de sistematização
1. dessa prática, surgindo diferentes modelos de
ginástica (alemão, francês e sueco). Esses mode-
2. los influenciaram tanto os treinamentos como
3. os currículos (programas) de Educação Física
no Brasil e no mundo. Só para exemplificar, po-
4. demos citar, dentre os vários grupos brasileiros
5. de ginástica geral (GG), o Grupo Ginástico da
Unicamp (GGU), em Campinas (SP).

De posse dessas informações, peça aos alu- A ginástica geral (GG) é uma manifesta-
nos que identifiquem aspectos que diferenciam ção que surgiu para se contrapor à ginástica
as modalidades gímnicas esportivas de com- de competição. Ela se baseia no princípio da
petição das de participação. Alguns aspectos criatividade e da participação de todos, in-
podem orientar os alunos a diferenciá-las: o nú- dependentemente das habilidades e do nível
mero de participantes ou as regras predefinidas técnico dos participantes. Ela mescla diferen-
pelo professor ou discutidas e elaboradas con- tes modalidades da ginástica, permitindo a
juntamente entre professor e alunos. Ou, ainda, participação de pessoas de diferentes idades,
se eles priorizam os vencedores ou o prazer da homens e mulheres, com ou sem deficiência,
participação, se permitem a criação de movi- o uso ou não de aparelhos, trabalhos indivi-
mentos (ampliação das possibilidades de movi- duais ou em grupo, enfim, uma diversidade
mentos) ou determinam aqueles que devem ser muito grande de possibilidades.
realizados (especialização de movimentos) etc.
A GG tem três grandes grupos de mani-
Professor, faça uma reflexão com festações – veja se você se identifica com al-
os alunos sobre as considerações gum deles:
apresentadas nas atividades da se-
ção “Para começo de conversa”, no a) diferentes modalidades de ginástica
Caderno do Aluno. contemporânea (aeróbica, por exem-
plo), estilos de dança, teatro e manifes-
Acabamos de apresentar uma série de ha- tações da cultura de cada país;
bilidades desenvolvidas por artistas circenses,
comparando-as com as habilidades da GR. b) ginástica com e sobre aparelhos, trampo-
No passado, porém, havia muito preconceito lim, tumbling, acrobacias, rodas ginásticas;
em relação às práticas circenses.
c) jogos com características sociais e es-
As sociedades eram pautadas por princípios portivas.
rígidos de disciplina, ordem, retidão e moral, e a
ginástica era um elemento cultural que represen- A GG é ginástica de participação, portan-
tava esses princípios. Atividades não produtivas, to, o objetivo é “participar”.
que envolvessem o mundo do entretenimento,
nas quais o corpo era o centro – tal como aconte- Com os seus colegas, identifique as carac-
ce no circo –, eram pouco valorizadas e iam con- terísticas da ginástica competitiva e da GG.
tra os preceitos sociais e educacionais da época.
1. Coloque entre os parênteses C quando a
A ginástica evoluiu muito ao longo de sua característica for da ginástica competitiva,
história. No século XIX, na Europa, ocorre- ou G quando for da ginástica geral:

32
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

( C ) Regras rígidas preestabelecidas. d)

© Glow Images
( G ) Não há vencedor.

( G ) Visa, acima de tudo, ao prazer.

( C ) Busca um vencedor.

( G ) Número ilimitado de participantes.


Ginástica competitiva.

( C ) Busca a especialização.
Etapa 3 – Professor e alunos: elaborando
2. Escreva no espaço correspondente se a ima- movimentos possíveis para todos
gem se refere à ginástica geral ou à ginástica
competitiva. Nesta etapa, professor e alunos reorganiza-
rão a Etapa 1. A seguir, os alunos, em grupos,
© Adrian Neal/Stone/Getty Images

a) proporão (a partir das sugestões apresentadas


no quadro da Etapa 2) outras possibilidades
de movimentos, considerando também adap-
tações para alunos com deficiência.

Professor, coordene a pesquisa


com os alunos, organizados em
grupos, sobre possibilidades de
Ginástica competitiva. movimentos, apresentadas na se-
ção “Pesquisa em grupo”, no Caderno do Aluno.
© Photos.com/Latinstock

b)
Como vimos, a GG é uma prática da Cul-
tura de Movimento que se caracteriza por
diferentes situações, em que o importante é a
criatividade e a participação. Ela visa à reali-
zação de movimentos prazerosos e adequados
a pessoas de diferentes idades e interesses,
com ou sem deficiência.
Ginástica geral.
A seguir, apresentamos quatro características
que podem ser encontradas em aparelhos utiliza-
© Andrzej Gorzkowski
Photography/Alamy/Glow Images

c) dos na GG. Se possível, cole uma ilustração de


cada um deles. Com seu grupo, pesquise em re-
vistas, sites e jornais para encontrar uma imagem
correspondente. Discuta com seus colegas e regis-
tre pelo menos dois movimentos que podem ser
realizados e associados com os aparelhos (obje-
tos) escolhidos e incluídos em uma apresentação
de GG. Pesquise possibilidades de movimento.
Ginástica geral. Você também pode valer-se de ideias discutidas
neste e em outros Cadernos. Mãos à obra!

33
1. De lançamento: permite realizar movimen- Exemplos: diabolô, maças etc.
tos de lançar e receber.
Exemplo: bolinhas. 4. De contato: permite manipular um ou mais
objetos sem perder o contato com o corpo.
2. De equilíbrio: permite realizar movimen- Exemplos: bolas de diferentes tamanhos, chapéus etc.
tos equilibrando objetos. Professor, as quatro características dos aparelhos serão elen-
Exemplos: cadeiras, garrafões, bastões etc. cadas na Etapa 1 – Reconhecendo a GG em outras manifesta-
ções da Cultura de Movimento, que se encontra na Situação
3. De giro (giroscópio): permite manter um de Aprendizagem 4. Os exemplos não foram mencionados
ou dois objetos girando o tempo todo de no Caderno do Aluno, assim você terá possibilidade de am-
diferentes formas. pliar e aprofundar as discussões com os alunos.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
A GG E OUTRAS MANIFESTAÇÕES DA
CULTURA DE MOVIMENTO
Na Situação de Aprendizagem 3, os alunos que visem à participação e à satisfação dos
tiveram seus movimentos “controlados” pelo interesses e desejos de todos. Os alunos serão
professor. Nesta Situação de Aprendizagem, a estimulados a perceber que algumas modali-
intenção é desafiá-los a pensar em movimen- dades gímnicas esportivas têm certo rigor e
tos e composições coletivas, presentes em ou- foram, ao longo da história, sendo ressignifi-
tras manifestações da Cultura de Movimento, cadas e (re)contextualizadas.

Conteúdo e temas: a GG como modalidade gímnica de participação e criatividade coletiva;


princípio da inclusão na GG.
Competências e habilidades: identificar e reconhecer movimentos presentes em diferentes ma-
nifestações da Cultura de Movimento para atribuir significado à GG; perceber e criar mo-
vimentos conforme os desejos, os interesses, as necessidades e características de cada grupo.
Sugestão de recursos: os materiais e espaços dependerão da escolha, criatividade e necessidades
apresentadas pelos alunos e das condições da escola. No entanto, são sugeridos alguns materiais
não convencionais que podem ser utilizados: caixas de papelão, garrafas PET, engradados de
refrigerante, lençol, toalhas, bolas de praia, chapéus, latas, baldes, bambus, escadas, espaguete
de natação, pneus, garrafões de água, cabos de vassoura, boias de praia, bicicleta, patins, skate,
monociclo, banco sueco, cadeiras, mesas etc.

Desenvolvimento da Situação de da Cultura de Movimento que sejam signifi-


Aprendizagem 4 cativas, como: acrobacias no futebol, movi-
mentos que lembram a dança no basquetebol,
Etapa 1 – Reconhecendo a GG em outras crianças, adolescentes, adultos e idosos em
manifestações da Cultura de Movimento situações de jogo, brincadeira, dança, luta, ca-
poeira, circo e cenas do cotidiano (equilíbrios,
Selecione com antecedência ou solicite aos malabarismos, saltos, acrobacias com bicicle-
alunos imagens de diferentes manifestações tas, patins, skate etc.).

34
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Solicite também que pesquisem e selecio- des ou caixas de papelão como instrumentos de
nem diferentes objetos, como uma bola de percussão etc.
basquete em uma coreografia de dança, vesti-
mentas inusitadas para uma roda de capoeira, As imagens e os objetos escolhidos devem
coreografias com bolas de praia, cabos de vas- ser apresentados pelos alunos e as escolhas,
soura ou bambus para serem equilibrados, bal- justificadas.

© Fox Photos/Hulton Archive/Getty Images


Figura 14 – GG: com bola.
© Evans/Hulton Archive/Getty Images

© Robin Laurance/Look/Latinstock

Figura 15 – Situação de trabalho com bolas. Figura 16 – GG: equilíbrio.

35
Professor, solicite aos alunos que Analise as imagens a seguir e apresente
analisem as imagens e que, em se- pelo menos duas características da GG que
guida, completem o quadro da se- aparecem em cada uma delas, registrando-as
ção “Lição de casa”, no Caderno no espaço correspondente.
do Aluno.

Imagem Características da GG

1. O aluno poderá completar este quadro de forma variada. Entretan-


to, as respostas devem estar relacionadas aos seguintes aspectos ge-
rais da GG: número ilimitado de participantes; sem regras rígidas; a
ampliação das experiências de movimentos; pelo prazer; sem ven-
cedores; espetáculo ou demonstração. Além disso, pode pertencer
© Stephen Stickler/The
Image Bank/Getty Images

aos três grandes grupos das atividades:


a) Várias modalidades de ginástica contemporânea, diferentes esti-
los de dança, teatro e manifestações da cultura de cada país.
b) Ginástica com e sobre aparelhos, trampolim, tumbling, acrobacias,
rodas ginásticas.
c) Jogos com características sociais e esportivas.

Algumas possibilidades de respostas:


2. Figura 1:
© Dynamic Graphics/Liquid Library/Latinstock

Manifestação cultural; prazer; acrobacia; sem regras rígidas.


Figura 2:
Acrobacia; uso de aparelhos e música; sem regras rígidas; amplia-
ção das experiências; prazer; espetáculo ou demonstração.

Etapa 2 – O espetáculo... Preparando la f Como são elaborados os números apresenta-


grande première dos aos espectadores?
f Há músicas nas apresentações? Números
Procure saber quantos alunos conhecem com dança? Acrobacias?
um circo, peça comentários a respeito. Depois, f Quais são os movimentos característicos pre-
pergunte se as escolhas feitas na etapa anterior sentes nas atividades circenses que podem ser
podem servir para elaborar uma apresentação associados a outras manifestações?
do estilo circense.
Feitas as escolhas, motive os alunos a criar
f As apresentações no circo têm alguma seme- coreografias que constituirão um festival de
lhança com outros elementos da Cultura de ginástica geral cujo tema será o circo. A cria-
Movimento? tividade na elaboração dos números permitirá

36
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

que os desejos e as necessidades mencionados convide familiares dos alunos e/ou outras tur-
na Etapa 1 sejam contemplados. mas da escola para participar das apresentações.

Etapa 3 – Festival de GR: o grande circo! O tema sugerido nesta etapa foi o circo,
porque tem relação direta com o processo his-
Esperamos que as etapas anteriores tenham tórico de desenvolvimento da ginástica e ser
permitido aos alunos compreender a rique- parte integrante da Cultura de Movimento.
za de possibilidades presentes na Cultura de
Movimento, especificamente na ginástica. Os materiais e os espaços utilizados de-
penderão da escolha, da criatividade e das
Na etapa anterior, os alunos fizeram es- necessidades apresentadas pelos alunos, assim
colhas de movimentos, gestos e materiais como das condições da escola.
convencionais e não convencionais. Nesta eta-
pa, é necessário que o professor coloque-se Professor, solicite aos alunos
como um mediador e facilitador das escolhas que assinalem as informações
para que os alunos criem, elaborem e apre- com V ou F, presente na seção
ciem os números uns dos outros. “Você aprendeu?”, no Caderno
do Aluno.
As apresentações e participações podem
ser feitas individualmente ou em grupo. Esse 1. Assinale as informações com V (verdadei-
critério deve ser discutido com os alunos. O ra) ou F (falsa).
importante é que todos participem de alguma
maneira, seja na confecção do figurino, orga- a) A GG é uma competição em que os parti-
nização das coreografias, seleção dos materiais cipantes procuram alcançar a vitória. ( F )
ou divulgação do festival na escola. O envolvi- b) As atividades da GG podem incluir
mento subjetivo dos alunos é muito importante, aparelhos utilizados na GR e também
pois permitirá que compreendam as dife- nas atividades circenses. ( V )
rentes possibilidades de expressão presentes na c) A GG visa à participação de todos, inde-
GG. Cada movimento realizado lhes permitirá pendentemente de idade, gênero e habili-
manifestar seus gestos e movimentos próprios. dade. ( V )
d) Existem três categorias de GG: infantil,
Como a apresentação terá o formato de um juvenil e adulto. ( F )
festival, é importante que alguns detalhes sejam e) As apresentações de GG podem incluir
discutidos previamente com os alunos, como o diferentes modalidades de ginástica, dan-
tempo de apresentação de cada grupo, os res- ça, teatro, utilizar aparelhos ou não. ( V )
ponsáveis pelo equipamento de som etc. Se pos- f) A GG tem uma categoria de participação
sível, solicite a ajuda de alunos de outras turmas, somente para pessoas com deficiência. ( F )

ATIVIDADE AVALIADORA
Na GG, como a participação, a criativi- próprios alunos. O professor pode apresen-
dade e o envolvimento de todos são o en- tar uma ficha com critérios para autoavalia-
foque principal, sugerimos que a avaliação ção aos grupos e solicitar que avaliem suas
seja feita no formato de autoavaliação pelos condutas individuais e coletivas.

37
A ficha poderá conter as seguintes informações:

Nome dos alunos/


Critérios para autoavaliação Comentários Sugestões
grupos
Participação efetiva (alu-
nos presentes participando
efetivamente das Situações
de Aprendizagem)

Envolvimento subjetivo
(envolvimento a partir
das propostas sugeridas:
individuais e coletivas)

Condutas colaborativas
(colaboração nas etapas
propostas)

Compreensão e elaboração
de conceitos (percepção e
entendimento das diferen-
ças entre as diversas moda-
lidades de ginástica)

Dificuldades e facilidades
encontradas nas várias
etapas das Situações de
Aprendizagem

Quadro 3.
Fonte: Adaptado de SANCHES NETO, Luiz. A brincadeira e o jogo no contexto da Educação Física na escola.
In: SCARPATO, Marta (Org.). Educação Física: como planejar as aulas na educação básica. São Paulo:
Avercamp, 2007. p. 120-121. Coleção Sala de Leitura – 2a reimpressão, 2011.

38
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Professor, faça uma reflexão com apresentadas no “Aprendendo a aprender”,


os alunos sobre as considerações no Caderno do Aluno.

Balança mas não cai!

© Digital Vision/Getty Images


Você já parou para pensar como o nosso corpo é engenhoso e como somos bons equi-
libristas? Já reparou em uma criança que está começando a andar? Quantas vezes ela cai e
levanta até conseguir ficar em pé, andar, correr e pular?
Pois é, nossa luta é constante para manter o equilíbrio. Só que não percebemos o esforço
que o corpo faz para vencer uma força externa que chamamos de força da gravidade.
Imagine uma casa. Nosso corpo é como uma construção que tem uma base (alicerce)
sobre a qual se coloca todo o edifício. Continue imaginando uma casa construída sobre pa-
lafitas (estacas), dessas que encontramos à beira de rios ou de praias. Nosso corpo é como
uma casa dessas: colocado sobre duas palafitas chamadas membros inferiores, apoiados so-
bre os pés, como na imagem da direita, a seguir. Os pés são a base de sustentação do corpo.
© Rick Barrentine/Corbis/Latinstock

Pélvis/Quadril  © Scott Camazine/Photoresearchers/Latinstock

Pés

O que une os membros inferiores chama-se pélvis, que é a nossa segunda base. Experi-
mente movimentar o quadril para os lados, para trás e para a frente, e perceba que essa base
não é fixa. Usamos muitos desses movimentos quando sambamos, por exemplo. Ora, tudo
que está acima de cada uma dessas bases fica equilibrado sobre ela. E, quanto maior a base,
mais fácil se torna a manutenção do equilíbrio.
Agora, se uma peça estiver desalinhada, o resto vai se acomodar fora de posição também.
Você já tentou fazer um castelo de cartas? Então, experimente. Você entenderá o princípio do

39
equilíbrio e das peças que ficam acima da base. Faça um castelo de cartas com várias cartas
embaixo e outro com poucas cartas, e veja o que acontece em cada um deles.

© Clive Streeter/Dorling Kindersley/Getty Images

© Lawrence Manning/Corbis/Latinstock

Nosso corpo também funciona assim. Se a base é larga, temos mais equilíbrio. Se a base é
mais estreita, a capacidade de se equilibrar é menor.
Agora, analise as imagens que foram feitas sobre uma superfície de vidro que serviu de
apoio para os bebês. Em qual das imagens o bebê tem mais apoios? Será que ele tem mais
equilíbrio onde há mais ou menos apoios?
© Purestock/Thinkstock/Getty Images

© Purestock/Thinkstock/Getty Images

Experimente executar as mesmas posições e reflita:


Você teria mais apoio na posição da imagem da direita ou da esquerda? Por quê?
Na imagem da esquerda, porque a superfície de apoio é maior (pernas e mãos). Na imagem à direita, só há apoio nos pés e nas mãos.

Experimente deitar, depois sentar, ajoelhar, colocar-se em pé e, por fim, ficar sobre um pé,
apenas. Qual é a posição mais fácil para se manter? Em qual dessas posições você balança
mais e tem maior tendência para se desequilibrar? Provavelmente, você se sentiu mais confor-
tável deitado, não é? E a mais difícil deve ter sido ficar sobre um pé só.
Lembre-se de que você deve procurar ampliar a sua base de sustentação em tudo que fizer
para ter mais equilíbrio.

40
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO


Durante o percurso pelas várias etapas nas aqueles que apresentaram dificuldades.
das Situações de Aprendizagem, alguns alu- Por exemplo:
nos poderão não apreender os conteúdos nem
desenvolver as habilidades da forma espe- f pesquisa de imagens de diferentes elemen-
rada. É necessário, então, elaborar outras tos da Cultura de Movimento associadas
Situações de Aprendizagem em que o tema aos gestos característicos da ginástica;
Ginástica possa ser problematizado. Essas f pesquisa sobre as diversas modalidades
atividades devem ser diferentes, de prefe- de ginástica esportiva.
rência, daquelas que geraram dificuldade
para os alunos. Tais estratégias podem ser Professor, nesse momento, responda
desenvolvidas durante as aulas ou em outros com os alunos as questões apresentadas na
momentos, envolver todos os alunos ou ape- seção “Desafio!”, no Caderno do Aluno.

Desafio!

O enigma da esfinge

Você já ouviu falar no enigma da esfinge?

A esfinge é um ser da mitologia grega que possui cabeça de mulher, corpo de leão e asas de
águia. Há uma lenda em que a esfinge pergunta a Édipo:

“Qual é o animal que pela manhã possui quatro pernas, duas pela tarde e três pernas ao
anoitecer?”

Procure a resposta na internet, buscando por mitologia, ou pelo enigma da esfinge. Você
pode também perguntar a seu professor. Descubra por que a esfinge fez essa pergunta e o que
Édipo respondeu.
© The Bridgeman Art Library/Keystone
© Scott Gilchrist/Radius Images/Latinstock

Jean Auguste Dominique Ingres. Édipo


expõe o enigma da Esfinge, 1808.
Óleo sobre tela, 189 cm 3 144 cm.
Museu do Louvre, Paris.

41
O ser humano.
O ser humano engatinha como bebê, anda sobre dois pés na idade adulta e usa uma bengala quando se torna idoso.
Pela manhã: infância – geralmente o bebê engatinha ou anda em quatro ou seis apoios porque ainda não consegue ficar de pé.
O bebê é dependente e indefeso. Fase inicial da vida.
À tarde: adulto – já anda por conta própria, toma decisões, tem força, é autossuficiente. Período intermediário da vida.
Ao anoitecer: velhice – fase de declínio, na qual o ser humano vai perdendo capacidades, como a força e a precisão dos movi-
mentos. Muitos tornam-se dependentes e acabam precisando de ajuda de outras pessoas, bengalas ou cadeiras de rodas para
se locomoverem.

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros
AYOUB, Eliana. Ginástica geral e educação fí- cotidiano escolar sob o viés de um projeto polí-
sica escolar. Campinas: Editora da Unicamp, tico-pedagógico capaz de sustentar e legitimar o
2003. A partir dos diferentes contextos de de- conteúdo histórico de determinadas modalidades
senvolvimento da ginástica, a autora apresen- esportivas, como a capoeira e a arte circense.
ta a concepção da ginástica geral no Brasil e
no mundo, apontando para a necessidade de KUNZ, Elenor. Didática da Educação Física.
se incluir a ginástica geral no cotidiano das Unijuí: Editora Unijuí, 2005. (3 v.) Os livros
aulas de Educação Física. contêm uma sequência de possibilidades de
temáticas inovadoras sob uma perspectiva crí-
BORTOLETO, Marco A. C. (Org.). Introdu- tica e emancipatória.
ção à pedagogia das atividades circenses. Jun-
diaí: Fontoura, 2008, v. 1. O autor apresenta PAOLIELLO, Elizabeth (Org.). Ginástica ge-
várias possibilidades para incluir as atividades ral: experiências e reflexões. São Paulo: Phorte
circenses no contexto das aulas de Educação Editora, 2008. A autora faz um panorama da
Física, aproximando-as da GG. GG de forma reflexiva baseada na experiência.

BORTOLETO, Marco A. C. (Org.). Intro- SANCHES NETO, Luiz. A brincadeira e o jogo


dução à pedagogia das atividades circenses. no contexto da Educação Física na escola. In:
Jundiaí: Fontoura, 2010, v. 2. Nesse volume, SCARPATO, Marta (Org.). Educação Física:
o autor traz novas possibilidades de tratar o como planejar as aulas na educação básica. São
elemento cultural circo nas aulas de Educa- Paulo: Avercamp, 2007. p. 109-130. Coleção Sala
ção Física, permitindo ao professor a liber- de Leitura – 2a reimpressão, 2011. Neste capítulo,
dade de fazer associações com a GG. o autor apresenta critérios que permitem avaliar
as condutas dos alunos em diferentes situações
CASTELLANI FILHO, Lino et alii. Me- do cotidiano das aulas de Educação Física.
todologia de ensino da Educação Física. São
Paulo: Cortez, 2009. Nesta versão revisada e SOARES, Carmen Lúcia. Imagens da educa-
ampliada, os autores discutem e apresentam a ção no corpo: um estudo a partir da ginástica
necessidade de a Educação Física ser tratada no francesa no século XIX. Campinas: Autores

42
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Associados, 1998. Contextualizando os mode- conteúdo da Educação Física na escola.


los ginásticos, a autora aponta as contradições,
os usos e os costumes do corpo/movimento/gi- ONTAÑÓN, Teresa; DUPRAT, Rodrigo;
nástica, por meio de imagens que marcaram a BORTOLETO, Marco A. Educação Física e
forma de conceber a educação. atividades circenses: “o estado da arte”. Mo-
vimento, Porto Alegre, v. 18, n. 2, p. 149-168,
VENÂNCIO, L.; CARREIRO, E. A. Ginásti- abr./jun., 2012. Disponível em: <http://seer.
ca. In: DARIDO, Suraya Cristina; RANGEL, ufrgs.br/Movimento/article/view/22960>.
Irene Conceição. Educação Física na escola: Acesso em: 7 abr. 2014. O artigo descreve a
implicações para a prática pedagógica. Rio de relação entre atividades circenses e educação
Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 232-233. física por meio de extensa revisão bibliográfi-
Neste capítulo, os autores apresentam infor- ca nacional e internacional.
mações gerais sobre o desenvolvimento da gi-
nástica, desde possibilidades para o tratamento Sites
do tema no cotidiano escolar a um quadro com
as características e os representantes dos movi- Confederação de Ginástica Brasileira (CGB).
mentos ginásticos europeus. Disponível em: <http://cbginastica.com.br/>.
Acesso em: 7 abr. 2014. O site contém infor-
Artigos mações de festivais e eventos da GG em dife-
rentes regiões do país.
BARONI, José Francisco. Arte circense: a ma-
gia e o encantamento dentro e fora das lonas. Federação Internacional de Ginástica (FIG).
Revista Pensar a Prática, Goiânia, v. 9. n. 1, p. Disponível em: <https://www.fig-gymnastics.
81-99, jan./jun. 2006. Disponível em: <http:// com/site/>. Acesso em: 7 abr. 2014.
boletimef.org/biblioteca/1443/Arte-circense-
a-magia-e-o-encantamento-dentro-e-fora-das- Grupo de Pesquisa em Ginástica (FEF-Uni-
lonas>. Acesso em: 11 nov. 2013. O autor apre- camp). Disponível em: <http://www.fef.uni
senta uma discussão sobre a arte circense em camp.br/fef/posgraduacao/gruposdepesquisa/
diferentes contextos históricos, circo tradicional gpg/apresentacao>. Acesso em: 11 nov. 2013.
e contemporâneo, além de possibilidades de in- O site contém base de dados com indicação
clusão do tema no cotidiano escolar. de livros, teses e dissertações relacionadas
à GG.
DUPRAT, Rodrigo M.; BORTOLETO,
Marco Antônio C. Educação Física esco- Grupo Ginástico Unicamp (GGU). Disponível
lar: pedagogia e didática das artes circenses. em: <http://www.ggu.com.br>. Acesso em:
Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 11 nov. 2013. O site contém, além dos dados
Florianópolis, v. 28, n. 2, p. 171-189. 2007. relacionados à origem e dos objetivos do gru-
Disponível em:<http://www.artigocientifico. po, imagens de apresentações de GG, notícias
com.br/uploads/artc_1236805785_69.pdf>. relacionadas ao grupo de GG e links com ou-
Acesso em: 11 nov. 2013. Os autores apre- tras instituições universitárias, confederações
sentam possibilidades de tratar o circo como e federações de ginástica.

43
TEMA 3 – ESPORTE – MODALIDADE COLETIVA: VOLEIBOL
O voleibol foi criado pelo estadunidense 2012), além de possuírem nove títulos do Grand
William G. Morgan, em 1895, então diretor de Prix (até o ano de 2013), competição anual criada
Educação Física da Associação Cristã de Mo- em 1993.
ços (ACM). Naquela época, o principal espor-
te nos Estados Unidos, o basquetebol, estava As modalidades esportivas coletivas reunidas
em crescente difusão, especialmente entre os no Currículo de Educação Física foram agrupa-
jovens. Entre as pessoas mais velhas, era con- das e compreendidas a partir da categoria Es-
siderado um jogo cansativo, em razão de sua porte Coletivo, que reúne o futsal, o handebol, o
dinâmica. Foi como uma alternativa ao bas- basquetebol, o voleibol, o futebol de campo, en-
quetebol que Morgan idealizou um jogo que tre outras. As modalidades coletivas foram estru-
exigiria menos esforço e nenhum contato físico turadas com base em algumas semelhanças: em
entre seus praticantes, atendendo, assim, ao pú- todas, duas equipes disputam um implemento
blico mais velho. Para limitar os deslocamen- (a bola), criando táticas para levá-lo a um alvo,
tos, Morgan empregou uma rede semelhante à enquanto devem proteger o próprio alvo das in-
de tênis, com uma altura aproximada de 1,90 vestidas da equipe adversária. O voleibol, porém,
metro, sobre a qual uma bola feita com a câma- apresenta algumas variações em relação ao alvo,
ra da bola de basquetebol seria rebatida entre à circulação de bola e à marcação.
duas equipes.
As Situações de Aprendizagem e as ati-
Logo o voleibol começou a ganhar adeptos, vidades propostas para o voleibol seguem
sendo difundido e introduzido em outros países. os níveis de relação propostos por Garganta
O Canadá foi o primeiro a receber o novo espor- (1995), sempre vinculados aos seis princípios
te, em 1900. Posteriormente, passou a ser prati- operacionais descritos por Bayer (1994), divi-
cado em outras nações, como Cuba, Filipinas, dindo-os em ataque e defesa.
Japão, Porto Rico, Peru e Uruguai. No Brasil,
fontes oficiais indicam que o voleibol foi introdu- Em situação de ataque:
zido entre 1915 e 1917 pela ACM.
f conservação da posse de bola;
Atualmente, nosso país ocupa posição de des- f progressão da bola e da equipe em direção ao
taque nesse esporte como uma das maiores po- alvo adversário;
tências tanto do vôlei de quadra como do vôlei f finalização em direção ao alvo.
de praia (variação do jogo de quadra, em que a
equipe é formada por uma dupla). No masculi- Em situação de defesa:
no, o Brasil tem várias medalhas olímpicas e ini-
ciou sua trajetória vitoriosa na Liga Mundial em f recuperação da posse de bola;
1993. De 2001 a 2007 disputou todas as finais, f contenção da bola e da equipe adversária em
sendo vice-campeão em 2002 e 4º colocado em direção ao próprio alvo;
2008. Em 2009 e 2010, conquistou, novamente, o f proteção do alvo.
1o lugar, acumulando nove títulos e tornando-se o
país que mais venceu a Liga Mundial. Em 2011 e Em função de o voleibol ter uma estrutura
2013 foi vice-campeão da competição. diferente em sua dinâmica de jogo (a noção de
alvo e a presença de uma rede que estabelece e
No feminino, os resultados alcançados pelo delimita, claramente, os campos de defesa e de
país também têm sido expressivos: as jogado- ataque, e o não contato físico entre as equipes),
ras brasileiras são bicampeãs olímpicas (2008 e adaptaremos a proposta de Bayer.

44
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

© Stephane Reix/Photo & Co./Corbis/Latinstock


Enquanto nas outras modalidades a conser-
vação da posse de bola é ilimitada (futsal, han-
debol etc.) ou limitada por um tempo (basquete-
bol), no voleibol a posse de bola é limitada pelo
número máximo de passes que a equipe pode
efetuar (três). Isso muda a dinâmica do jogo e,
portanto, a forma de ensiná-lo aos alunos. O uso
da rede faz as equipes não invadirem a quadra
do adversário, o que estabelece uma relação de
não contato físico com o adversário. Com isso, a
recuperação da bola nunca é efetuada por meio
de uma interceptação de um passe, já que nesse
momento a equipe adversária assiste ao desen-
volvimento da jogada de ataque do adversário.
Assim, a recuperação da bola acontece por ação
de bloqueio ou defesa da equipe que está sem a
posse de bola ou por erro do adversário (no pas-
se ou ao desperdiçar o ataque).

Nessa modalidade, diferenciam-se tam-


bém tanto a progressão da bola e da equipe
em direção ao alvo adversário como a con-
tenção da bola e da equipe adversária em
direção ao próprio alvo. O alvo pode ser a
quadra e o próprio oponente, pois marcam-
-se pontos se a bola cair dentro da quadra
adversária ou se, após uma ação de ataque,
a bola tocar no adversário e cair em qual- Figura 17 – Voleibol: conservação e recuperação da bola.
quer parte da quadra de defesa dessa equipe
(seja dentro, seja fora da quadra). Portanto, A manutenção da posse de bola está dire-
o alvo não se limita à cesta, como no bas- tamente relacionada com o ataque ao alvo,
quetebol, ou à meta, como no futsal e no já que a equipe que está com a bola não pode
handebol. Toda a quadra pode ser o alvo, o fazer mais de três passes e, por isso, deve se
que exige uma distribuição atenta dos joga- “livrar” da bola atacando a equipe adver-
dores. Como não pode haver invasão do ter- sária. A proteção do alvo ocorre de maneira
ritório ocupado pela outra equipe (salvo em diferente na comparação com os demais es-
algumas situações), resta ao time que está portes coletivos. Embora exista a figura do
sem a bola posicionar-se bem e executar o líbero, cuja função é apenas defender, todos
bloqueio ou a defesa para tentar recuperar os jogadores devem proteger o alvo, isto é, a
sua posse. quadra e seus companheiros.

45
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5
O VOLEIBOL JÁ É DO CONHECIMENTO DE
TODOS OS ALUNOS
A apresentação do voleibol para os alunos mentos atuais. A proposta é desenvolver um
pode ser feita a partir do processo histórico entendimento da lógica geral desse jogo a par-
da modalidade, associando-o aos aconteci- tir do vôlei-câmbio.

Conteúdo e temas: o surgimento do voleibol: entendimento e construção da modalidade com


os alunos.
Competências e habilidades: entender a história do voleibol; compreender a estrutura básica
da modalidade.
Sugestão de recursos: bolas de voleibol; bolas maiores e mais leves; redes de voleibol; canetas
e folhas de sulfite.

Desenvolvimento da Situação de ções. Proponha que tentem aplicar as estraté-


Aprendizagem 5 gias durante os próximos jogos. Depois dessa
vivência, analise e discuta com a turma o que
Etapa 1 – O jogo possível: o vôlei-câmbio foi proposto.

Primeiro, trabalhe o processo histórico do Professor, solicite aos alunos que


voleibol e sua grande repercussão no Brasil leiam o texto, respondam a alterna-
atualmente. Depois, procure reconstruir o tiva correta e assinalem com V ou
jogo com a realização do vôlei-câmbio, cuja F as questões apresentadas na se-
estrutura se assemelha à do voleibol, a des- ção "Para começo de conversa", no Caderno
peito de os passes serem realizados com a do Aluno.
bola dominada e não rebatida. Nessa adap-
tação do voleibol, segurar a bola representa Bernardinho, José Roberto Guimarães,
a possibilidade concreta de jogá-lo, facili- Giba, Fofão, Gustavo, Paula Pequeno. Você
tando a participação dos alunos, visto que provavelmente já ouviu esses nomes. Eles es-
nesta faixa etária é, ainda, difícil executar tão ligados a um esporte em que o Brasil é
um passe com precisão. Algumas variações uma potência mundial: o voleibol! Quem vê
podem ser introduzidas com a finalidade de essas feras na quadra, atacando com tanta
ir aproximando o vôlei-câmbio do jogo de velocidade, saltando e bloqueando ou co-
voleibol, como permitir que se agarre a bola mandando equipes de ponta, nem imagina
somente na recepção e no primeiro passe, que essa modalidade foi criada nos Estados
introduzindo-se as rebatidas em seguida; ou Unidos para ser uma alternativa ao basque-
utilizar uma bola maior e mais leve, a fim de tebol. Como as pessoas mais velhas acha-
facilitar as rebatidas. vam o basquete muito cansativo, William
G. Morgan, em 1895, criou um jogo que, no
Etapa 2 – Pensando nas estratégias do jogo final do século XIX, exigiria menos esforço
dos praticantes.
Solicite aos alunos, em grupos, que elabo-
rem estratégias para o jogo de vôlei-câmbio e Morgan colocou uma rede, com altura
que as registrem por escrito e/ou com ilustra- aproximada de 1,90 metro, e utilizou uma

46
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

câmara de bola de basquetebol que seria re- a) II e III.


batida, por cima da rede, como no tênis, por b) I e III.
duas equipes – hoje, a bola, segundo determi- c) II e IV.
nação da Federação Internacional de Voleibol d) I e IV.
(FIVB), deve ter de 65 a 67 centímetros de cir-
cunferência e pesar de 260 a 280 gramas. 2. As afirmações a seguir referem-se ao vo-
leibol. Assinale-as com V (verdadeiro) ou
Com a expansão da modalidade nos EUA, F (falso):
logo países como Canadá, Cuba, Japão, Fili-
pinas, Porto Rico, Peru e Uruguai aderiram a) Numa partida oficial, em cada equipe,
ao esporte. Aqui no Brasil, atribui-se a intro- são seis jogadores em quadra. ( V )
dução da modalidade à Associação Cristã de b) Cada set tem duração de 20 minutos. ( F )
Moços (ACM), entre 1915 e 1917. c) Todos os jogadores podem atacar de
qualquer ponto da quadra. ( F )
O voleibol é uma modalidade de “frontei- d) Os sets, com exceção do tie break, são
ras definidas”, com uma peculiaridade que de 20 pontos. ( F )
os outros esportes coletivos, como handebol, e) O 4 × 2 é um sistema que apresenta dois
futsal e basquetebol, não têm. Há uma rede levantadores e quatro atacantes. ( V )
bem no meio da quadra delimitando o cam- f) O líbero executa todas as funções, exce-
po de atuação dos times que participam da to a de ataque. ( F )
disputa. Cada um deles defende seu territó- g) O levantador, em hipótese alguma, pode
rio. As estratégias utilizadas não se referem atacar. ( F )
à invasão do território oposto (que, aliás, é h) A altura da rede para competições mas-
proibida), como acontece em outras modali- culinas adultas é de 2,43 metros. ( V )
dades, mas sim à arquitetura da jogada, que i) A altura da rede para competições femi-
deve ser construída, coletivamente, no próprio ninas adultas é de 2,24 metros. ( V )
território a partir da colaboração específica j) A quadra de voleibol tem 9 metros de lar-
dos jogadores. gura por 18 metros de comprimento. ( V )

Sob a coordenação do seu professor, você 3. Qual desses jogadores é de voleibol? De


vai vivenciar jogos adaptados como o vôlei- quais outros jogadores e/ou jogadoras
-câmbio, o vôlei no escuro, jogos reduzidos e o você já ouviu falar?
jogo formal. Antes disso, vamos conferir o que
você conhece sobre essa modalidade tão prati- a) Robinho.
cada no nosso país. Discuta com seus colegas b) Murilo.
as questões: c) Falcão.
d) César Cielo.
1. No voleibol, líbero é um jogador: Trata-se de uma resposta pessoal, mas espera-se que os alu-
nos saibam os nomes de vários jogadores e jogadoras, brasi-
I) que não pode sacar nem bloquear. leiros e estrangeiros.
II) especialista em ataque.
III) especialista em defesa. 4. Nas imagens a seguir você encontra alguns
IV) obrigatório em todas as equipes. sinais da arbitragem do voleibol. Preencha
o espaço sob cada imagem com o significa-
Estão corretas apenas: do correspondente.

47
a) c)
Ilustrações: © Paulo Manzi

Autorização para sacar. Mudança de quadra.

b) d)

Tempo. Substituição.

Professor, nesse momento, faça a leitura tadas na seção “Você sabia?", no Caderno
com os alunos das considerações apresen- do Aluno.

48
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Você sabia?
O líbero
A introdução do líbero na dinâmica do voleibol ocorreu ao final da década de 1990. O ob-
jetivo principal foi tornar as disputas por cada parte mais longas, por isso, o líbero geralmente
se posiciona no fundo da quadra, e é responsável pela recepção e defesa. O líbero somente pode
usar o “toque por cima” quando está posicionado atrás da linha de 3 metros, caso contrário é
necessário utilizar a “manchete” ou rebater a bola abaixo do limite da rede. Algumas regras se
aplicam exclusivamente ao líbero: usar uniforme diferente do dos demais jogadores, não sacar,
atacar e bloquear, nem ser o capitão da equipe. As substituições do líbero não contam no limite
permitido para cada time, nem precisam ser informadas aos árbitros.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6
PARA JOGAR É PRECISO SABER AS TÉCNICAS?

É importante priorizar a dinâmica do jogo bilidade para se chegar ao jogo formal. As várias
em detrimento da técnica “fechada e padroniza- etapas desta Situação de Aprendizagem preten-
da”, muitas vezes entendida como a única possi- dem reconstruir a dinâmica do voleibol.

Conteúdo e temas: princípios técnicos e táticos do voleibol; jogos reduzidos.

Competências e habilidades: identificar e aplicar em situações-problema os princípios técnicos


e táticos do voleibol; compreender a dinâmica tática da modalidade; identificar e analisar as
diferentes possibilidades de espaço e número de participantes na organização do voleibol;
entender diversas possibilidades dos sistemas de jogo e táticas.

Sugestão de recursos: bolas de borracha, bolas de voleibol, rede de voleibol, banco sueco,
plástico, jornal, peteca, cones, barbante, câmera de vídeo (opcional).

Desenvolvimento da Situação de do jogo. O importante é que os alunos percebam


Aprendizagem 6 a necessidade de dominar a bola realizando vá-
rias ações, sem impor uma forma única de re-
Etapa 1 – Eu-bola cepção ou de passe. Essas atividades de domínio
de bola podem ser vivenciadas no início de vá-
Nessa etapa, procure fazer o aluno se fami- rias aulas, servindo também como preparação
liarizar com a bola de voleibol. Inicialmente, para outras ações.
podem ser utilizadas bolas de diferentes tama-
nhos e pesos. Posteriormente, contudo, é pre- Ao observar que os alunos se sentem seguros
ferível fazer uso apenas de bolas de voleibol. retendo e manipulando a bola, pode-se estimu-
Você pode solicitar aos alunos que realizem lá-los a rebatê-la, tanto com os dedos (toque)
movimentos de condução, de recepção, de pas- como com os antebraços (manchete), conforme
ses, sem se preocupar com as regras específicas as regras do voleibol.

49
Etapa 2 – Eu-bola-colegas(s) As atividades a serem desenvolvidas permi-
tirão o trabalho com diferentes situações de
Neste momento, a intenção é o controle de jogo, como colocar um aluno para fazer o pas-
bola coletivamente, com um colega (duplas) e se, enquanto um segundo faz o levantamento
com grupos maiores (trios, quartetos, quintetos). para o primeiro atacar em direção à quadra
A preocupação aqui deve ser a contínua troca adversária. Essa formação proporciona a pos-
de passes entre os alunos do grupo sem deixar a sibilidade de variações de posicionamento dos
bola cair. Depois de praticar trocas de passes re- alunos. Nesta etapa é importante enfatizar a
tendo a bola, os alunos deverão tentar a troca de realização dos três passes permitidos e a rápi-
passes rebatendo a bola. Várias vivências podem da troca de passes entre os alunos, variando os
ser realizadas com esse objetivo: locais e as formas de finalização em direção à
quadra adversária. Além disso, alvos podem
f troca de passes em duplas ou em trios; ser colocados na quadra adversária para se-
f troca de passes com distâncias variadas; rem atingidos.
f deslocamentos em duplas ou em trios trocan-
do passes; Podem ser desencadeadas situações com ou-
f troca de passes em grupo, utilizando mais de tros alvos que não a quadra adversária, a fim de
uma bola etc. estimular ações de ataque como, por exemplo, o
jogo “três-corta”, em que os alunos, em círculo,
Etapa 3 – Eu-bola-alvo trocam passes entre si para que, no terceiro passe
(cortada), tentem acertar um aluno que esteja no
Nesta etapa, a intenção é praticar o lança- centro da roda em posição de alvo do jogo. Se o
mento da bola em direção à quadra adversá- “aluno-alvo” conseguir segurar a bola, troca de
ria, com o objetivo de se atingir o alvo; no caso posição com quem realizou a cortada. Se o aluno
do voleibol, a outra metade da quadra. Nessa que realizou a cortada não acertar o alvo, ele se
modalidade, as situações em que isso ocorre torna o próximo alvo. Deve-se utilizar uma bola
são no saque (ação para iniciar um jogo ou de borracha leve, a fim de que nenhum aluno
para repor a bola em jogo após o ponto) e no se machuque.
ataque (ação ofensiva em que uma equipe,
após receber a bola da equipe adversária, rea- Etapa 5 – Eu-bola-colega(s)-adversário(s)-
liza os três passes visando a finalizar a jogada -alvo
em direção à quadra adversária). Distribua
arcos, cones e bolas pela quadra para que os Neste nível de relação, estarão presentes to-
alunos, ao vivenciarem as situações de saque e dos os princípios operacionais explicitados por
ataque, atinjam os alvos estabelecidos. Pode-se Bayer (1994), já que as situações de ataque e de
também dividi-los em duas equipes e conferir defesa estarão bem definidas.
pontos diferentes para cada alvo acertado.
O jogo “rede viva” pode ser útil para o iní-
Etapa 4 – Eu-bola-colega(s)-alvo cio da organização das situações de ataque
e defesa do voleibol. Divida a turma em três
As situações propostas, nesta etapa, devem equipes, sendo que duas vão jogar e a outra
envolver a troca de passes entre os alunos e a servirá de rede. Para facilitar a recuperação da
conclusão do ataque com finalização na quadra bola pelo grupo que assume a posição de rede,
adversária. O ataque representa, normalmente, coloque-o sobre o banco sueco. As duas equi-
o terceiro contato da equipe com a bola, e essa pes começam um jogo de voleibol, realizando
ação é conhecida como cortada, que consiste em três passes a cada vez que a bola estiver em
rebater a bola rapidamente para a quadra adver- sua quadra e enviando-a, em seguida, para a
sária. A bola pode também ser colocada em um quadra adversária. Sempre que a bola tocar
espaço desguarnecido da quadra adversária. na rede viva, troca-se a posição das equipes,

50
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

ou seja, a rede viva passa a ocupar o lugar da


equipe que perdeu a bola para a rede. Esse Professor, para que todos os alunos efe-
jogo propicia dinamismo e exige grande aten- tivamente joguem durante essa etapa, trans-
ção por parte dos alunos, já que é constante forme a quadra em várias pequenas quadras.
a troca de posições durante sua prática. Ele Basta ter um barbante ou qualquer outro
também possibilita variações. Por exemplo, material para montar a rede. Procure inter-
caso não haja banco sueco, os alunos que
romper o jogo sempre que necessário, aler-
estão na rede poderão saltar (verticalmente)
para tocar na bola e assim recuperá-la. tando os alunos para seu posicionamento,
de seus companheiros e de seus adversários,
Outra vivência interessante é o “vôlei no es- bem como enfatizando as regras do voleibol.
curo”. Organize espaços que permitam represen- Nesse momento, pode-se também mostrar
tar várias quadras, a fim de que todos os alunos aos alunos variações táticas de posiciona-
participem. Com jornal ou plástico (ou qualquer
mento de defesa e ataque.
outro tipo de material) cubra a rede, de modo
que as equipes não visualizem a quadra adver-
sária. Nessa atividade às escuras, alguns alunos
podem atuar como árbitros e técnicos, para que Etapa 7 – O jogo de voleibol
analisem o andamento da partida e as estratégias
utilizadas pelas equipes. Após a realização de várias situações re-
duzidas, chegou a hora de trabalhar, efetiva-
Outra sugestão é trabalhar um jogo po- mente, com o jogo formal de voleibol (6 × 6),
pular: a peteca. Esse jogo tem como objetivo orientado por algumas regras básicas, que
rebater a peteca em direção à quadra adver- podem ser adaptadas conforme as intenções
sária. Como a intenção é fazer que os alunos e os objetivos pretendidos. Preocupe-se com a
transfiram elementos desse jogo para o volei- distribuição dos alunos em quadra, especial-
bol, sugere-se que sejam efetuados três passes mente com o posicionamento defensivo para
antes de se realizar o ataque contra a equipe recuperar a bola após um ataque adversário.
adversária. A estrutura do jogo seria a mesma Nesse momento, seria interessante explicar-
do voleibol, com mudança, apenas, do objeto -lhes a função defensiva do líbero.
a ser rebatido.
Caso considere necessário, interrompa o
Etapa 6 – Jogos reduzidos jogo a fim de orientar o posicionamento dos
alunos, explicar os sistemas de jogo e tam-
Nesta etapa, pode-se propor a realização bém problematizar as possibilidades de cada
de jogos reduzidos, em meia quadra partindo jogada. Nada impede que as regras sejam al-
da composição 2 × 2, 3 × 3, 4 × 4 e 5 × 5. Os teradas conforme as necessidades do grupo.
jogos reduzidos são excelentes oportunidades Um procedimento possível é permitir um ou
para os alunos compreenderem as demandas mais “pingos” da bola na quadra para que o
táticas e as exigências técnicas do jogo, uma jogo prossiga. Se existir excessiva dificuldade
vez que ocorrem em situações simplificadas, em recepcionar o saque adversário (o saque
porém próximas da situação real, além de pro- pode ser visto como uma primeira forma de
piciar que todos os participantes toquem na ataque), outra opção é permitir que os alu-
bola durante a vivência. nos segurem a bola no primeiro toque.

51
Professor, solicite aos alunos que masculina, possuem títulos nas principais
realizem a “Pesquisa individual” e, competições da Federação Internacio-
depois, leiam a seção “Curiosida- nal de Voleibol (FIVB). Procure, em sites
de”, no Caderno do Aluno. ou fontes sugeridas pelo seu professor, o
ano da conquista dos campeonatos e vice-
1. As seleções brasileiras adultas, feminina e -campeonatos nas seguintes competições:

Competição Feminina Masculina

1994 (1º), 1995 (2º), 1996 (1º), 1998


(1º), 1999 (2º), 2004 (1º), 2005 (1º),
World Grand Prix
2006 (1º), 2008 (1º), 2009 (1º), 2010
(2º), 2011 (2º), 2013 (1º).

1993 (1º), 1995 (2º), 2001 (1º), 2002


(2º), 2003 (1º), 2004 (1º), 2005 (1º),
Liga Mundial
2006 (1º), 2007 (1º), 2008 (4º), 2009
(1º), 2010 (1º), 2011 (2º), 2013 (2º).

1982 (2º), 2002 (1º), 2006 (1º),


Campeonato Mundial 1994 (2º), 2006 (2º), 2010 (2º).
2010 (1º).

1984 (2º), 1992 (1º), 2004 (1º), 2008


Olimpíadas 2008 (1º), 2012 (1º).
(2º), 2012 (2º).

2. Você já deve ter assistido, ainda que pela principais diferenças entre as duas compe-
televisão, a partidas de voleibol indoor tições na tabela que se segue:
(de quadra) e de vôlei de praia. Aponte as

Características Voleibol de quadra Voleibol de praia


Número de jogadores 6 2

Duração do set 25 pontos. 21 (FIVB) e 18 (CBV).

Toque na rede Proibido. Proibido.

Outra

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Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Curiosidade

Beach volley ou voleibol de areia

Desde a década de 1930, especialmente no Rio de Janeiro, torneios amadores de vôlei de


praia eram disputados nas areias de Copacabana. Considerada uma atividade de lazer, inclusive
nas décadas seguintes, essa modalidade começou a profissionalizar-se na década de 1980, mais
precisamente em 1986, com o torneio Hollywood Volley, também realizado em Copacabana.

Em virtude do sucesso do torneio, a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) ofi-


cializou a modalidade e realizou o primeiro campeonato mundial em 1987, nas areias da
praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

© Chris Green/Index Stock


Voleibol de praia. Imagery/Latinstock

Depois disso, vieram os circuitos mundiais, e as primeiras competições femininas


ocorreram em 1994. A estreia da modalidade aconteceu nos Jogos Olímpicos de Atlanta
(1996). Quatro anos depois, em Sidney, um terço de todas as medalhas conquistadas pelo
Brasil veio do vôlei de praia. Assim como no voleibol indoor (de quadra), o vôlei de praia
do Brasil é uma referência mundial.

© Tom Carter/Latinstock
© Eran Yardeni/Alamy/Glow Images

Figura 18 – Possibilidade de prática do voleibol Figura 19 – Possibilidades de prática do voleibol


ao ar livre. indoor (em ambientes fechados).

53
© Eurostyle Graphics/Alamy/Glow Images

Figura 20 – Possibilidades de prática do voleibol na praia.

ATIVIDADE AVALIADORA

Proponha situações características da moda- f Qual o melhor posicionamento para a defesa


lidade voleibol, apresentando-as como proble- quando recebe uma bola de saque? E quando
mas a serem discutidos, vivenciados e soluciona- defende uma cortada na ponta da rede?
dos pelos alunos, por escrito ou demonstrados f Vocês alterariam alguma regra da modalida-
na quadra. Tal estratégia possibilitará avaliar a de? Qual? Por quê?
capacidade dos alunos para pensar taticamente
o voleibol. Não valorize a realização em termos Discuta com os alunos as respostas apre-
de execução perfeita das ações específicas do sentadas e dê as orientações necessárias. É
jogo ou da consecução do ponto após a ação. importante garantir que eles atentem para a
Avalie se os alunos compreendem a situação de organização tática coletiva do voleibol. Para
jogo proposta e as suas iniciativas para solucio- tanto, descreva situações reais de partidas,
ná-la. Seguem alguns exemplos de questões a colocando-os como árbitros e pedindo sua
serem apresentadas aos alunos: opinião. Se possível, para enriquecer essa dis-
cussão e, se houver material disponível, grave
f Quais as diferenças entre as atividades desen- os jogos dos alunos para que eles analisem as
volvidas: “vôlei-câmbio”, “vôlei no escuro” próprias ações. Essa situação pode ser opera-
e “rede viva”? cionalizada em forma de gincana, para que os
f O espaço físico é fator importante para ga- vários grupos respondam às questões, contan-
rantir a organização do voleibol? Explique. do pontos para as respostas certas. O objetivo
f Qual a diferença entre jogar o voleibol com é que os alunos retomem as regras do voleibol.
menos jogadores na equipe e com o número
oficial definido pela regra? Professor, solicite aos alunos que
f O que é um ataque no voleibol? Como ele se completem o que se pede nos es-
realiza e para que serve a cortada? quemas, nas questões presentes na
f Por quais aspectos a presença do árbitro é im- seção “Lição de casa”, no Caderno
portante no voleibol? do Aluno.

54
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Rodízio A FIVB adotou o sistema de pontos por rally


(sistema de pontos diretos), em todos os cinco
Na lógica do voleibol, a quadra possui seis sets a partir de 1998.
posições, três na zona de ataque e três na zona
de defesa. O “rodízio” é o movimento dos jo- Você já deve saber que, ao recuperar a posse
gadores no sentido horário por todas as posi- de bola, após um rally em que o saque era do
ções e ocorre toda vez que a equipe que não adversário, o time deve “rodar”, ou seja, mudar
está de posse do saque converte um ponto. O o seu posicionamento na quadra.
objetivo do rodízio é que todos os jogadores
saquem (o que ocorre quando um jogador 1. Complete, nos esquemas a seguir, a ordem de
chega na posição 1) e que todos os jogadores rodízio dos jogadores, a partir do posiciona-
ocupem as seis posições da quadra. mento dado na quadra:

a) b)

Ilustrações: © Hudson Calasans


c)

2 1 6 3 2 1

5 4 3 6 5 4

d) e) f)

4 3 2 5 4 3 6 5 4

1 6 5 2 1 6 3 2 1

55
2. Considere o sistema 6 × 6 (ou 6 × 0), muito 2. Os movimentos a seguir são:
utilizado em campeonatos escolares, e faça

© Nick Gunderson/Stockbyte/Getty Images


um círculo em volta do levantador no posi-
cionamento proposto na imagem.

Quem serão os atacantes nessa formação?


Levantador: 3.
Atacantes: 2 e 4.
© Hudson Calasans

a) Toque.
© Brad Wilson/The Image Bank/Getty Images

Professor, solicite aos alunos


que completem as imagens e as-
sinalem as alternativas corretas
na seção “Você aprendeu?”, no
Caderno do Aluno.

Nas aulas de Educação Física e no tema tra-


tado neste Caderno, você elaborou novos co-
nhecimentos sobre o voleibol. Confira o quan-
to aprendeu respondendo às questões a seguir:

1. O diâmetro e o peso da bola de vôlei são,


respectivamente, 65 a 67 centímetros e 260 a
280 gramas.
© Mike Powell/Allsport
Concepts/Getty Images

b) Manchete.

3. Indique, no esquema a seguir, a zona de


defesa, a zona de ataque, o comprimento
e a largura da quadra e a que se referem as
letras A e B.

56
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

© Hudson Calasans
a zona de defesa é a região entre a linha branca do meio da
quadra e a do fundo, que fica na parte anterior da quadra.

4. Assinale as alternativas que se referem ao


voleibol.

a) Bloqueio.
b) Arremesso.
c) Toque.
d) Gol.
e) Manchete.
f) Rebatedor.
A. Rede. B. Antena. g) Levantador.
h) W. G. Morgan.
Comprimento: 18 metros. Largura: 9 metros. A zona de ataque i) Raquete.
compreende a região entre a rede e a primeira linha branca; j) 2o árbitro.

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO


Durante o percurso pelas várias etapas aqueles que apresentaram dificuldades. Po-
das Situações de Aprendizagem, alguns alu- dem ser, por exemplo:
nos poderão não apreender os conteúdos ou
não desenvolver as habilidades da forma es- f atividade-síntese de um determinado con-
perada. É necessário, então, professor, ela- teúdo, em que as várias atividades serão
borar outras Situações de Aprendizagem, refeitas numa única aula e discutidas pos-
permitindo ao aluno “revisitar” de outra ma- teriormente. Por exemplo: circuito que
neira o processo. Tais estratégias podem ser contemple diferentes preceitos e esquemas
desenvolvidas durante as aulas ou em outros táticos do voleibol;
momentos, individualmente ou em pequenos f apresentação de uma situação de jogo para
grupos, envolver todos os alunos ou apenas que o aluno resolva o problema apresentado.

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA

Livros
BAYER, Claude. O ensino dos desportos co- O capítulo apresenta possibilidades de interven-
lectivos. Lisboa: Dinalivros, 1994. Apresen- ção pedagógica na prática das modalidades es-
ta o esporte coletivo como uma categoria portivas coletivas.
– partindo das semelhanças estruturais das mo-
dalidades, além de possibilidades pedagógicas. GRECO, Pablo J. (Org.). Iniciação esportiva
universal: metodologia da iniciação esportiva
GARGANTA, Júlio. Para uma teoria dos jo- na escola e no clube. 1a reimpressão. Belo Ho-
gos desportivos colectivos. In: OLIVEIRA, Jú- rizonte: UFMG, 2007. v. 2. O livro apresenta
lio; GRAÇA, A. O ensino dos jogos desportivos. estratégias para a iniciação esportiva nas mo-
2. ed. Porto: Universidade do Porto, 1995, p. 11-25. dalidades coletivas.

57
MARCHI Jr., Wanderley. “Sacando” o voleibol. Filme
São Paulo: Hucitec; Ijuí: Unijuí, 2004. Apresenta
uma leitura da história do voleibol, abrangendo Os reis da praia (Side out). Direção: Peter
sua evolução de esporte amador para mercado- Israelson. EUA, 1990. 100 min. Monroe Clark
ria espetacularizada no universo da sociedade de é um estudante de Direito que, durante o
consumo. verão, vai para a Califórnia trabalhar no es-
critório de seu tio Max. O jovem recebe uma
Artigos missão: entregar uma ordem de despejo para
Zack Barnes, um ex-jogador de vôlei de praia.
DAOLIO, Jocimar. Jogos esportivos coletivos: Barnes, para não ser despejado, faz uma pro-
dos princípios operacionais aos gestos técnicos posta a Clark: os dois formarem uma dupla e
– modelo pendular a partir das ideias de Claude disputarem o mais importante torneio de vôlei
Bayer. Revista Brasileira de Ciência e Movimen- de praia no mundo.
to. v. 10, n. 4, p. 99-103, 2002. Disponível em:
<http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/ Sites
article/view/478/503>. Acesso em: 11 nov. 2013.
Apresenta um modelo pendular para o ensino Existem inúmeros sites sobre voleibol que
dos esportes coletivos, partindo dos princípios podem auxiliar tanto o aluno quanto o pro-
operacionais até os gestos técnicos. fessor em seus estudos e pesquisas para o
aprofundamento do tema, com informações
SADI, Renato M.; COSTA, Janaina C.; SAC- sobre competições e transmissões pela televi-
CO, Bárbara T. Ensino de esportes por meio são. Também apresentam as regras oficiais da
de jogos: desenvolvimento e aplicações. Pen- modalidade, algumas informações históricas,
sar a prática. v. 11, n. 1, 2008. Disponível em: artigos informativos, seleção de fotos, as prin-
<http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/ cipais conquistas das seleções nacionais em vá-
article/view/1298/3333>. Acesso em: 11 nov. 2013. rias categorias e acesso para outros sites, bem
Apresenta o ensino de esporte por meio de jo- como alguns vídeos.
gos, com procedimentos pedagógicos e meto-
dológicos relativos a jogos de invasão. Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Dis-
ponível em: <http://www.volei.org.br>. Acesso
SILVA, Thatiana A. F.; ROSE Jr., Dante de. Ini- em: 11 nov. 2013.
ciação nas modalidades esportivas coletivas: a im-
portância da dimensão tática. Revista Mackenzie Fédération Internationale de Volleyball (FIBV).
de Educação Física e Esporte. v. 4, n. 4, p. 71-93, Disponível em: <http://www.fivb.org>. Acesso
2005. Disponível em: <http://editorarevistas. em: 11 nov. 2013.
mackenzie.br/index.php/remef/article/view/
1310>. Acesso em: 11 nov. 2013. Apresenta dis- Programa Viva Vôlei. Disponível em: <http://
cussão sobre a importância da dimensão tática www.cbv.com.br/v1/vivavolei/>. Acesso em: 11
na iniciação das modalidades esportivas coletivas. nov. 2013.

58
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

TEMA 4 – LUTA: JUDÔ

© Ryan McVay/Allsport Concepts/Getty Images


Figura 21 – Judô: confronto e oposição face a face.

O judô é uma luta que se constituiu a par- judô no Japão e em diversos países do Oriente
tir dos movimentos e gestos do ju-jutsu (ju: e Ocidente também.
flexível e jutsu: arte ou habilidade – ou seja,
arte ou habilidade flexível, em japonês). Co- O judô, quando concebido, pressupunha pra-
nhecido no Ocidente como jiu-jítsu, o ju-jutsu ticantes pacíficos e equilibrados nas suas con-
é uma arte marcial atribuída aos samurais dutas e gestos em confronto com o outro. Esses
japoneses que não utilizavam armas – luta princípios contrapunham-se aos de outras ma-
desarmada, caracterizada por agarramentos, nifestações de lutas, caracterizadas e concebidas
lançamentos, chutes e golpes de mãos em unicamente para a formação de guerreiros.
pontos vitais do corpo – ocidentalizada no
final do século XIX. A palavra “judô” é composta por ideogra-
mas japoneses: ju significa não resistência, fle-
Como luta, o judô foi sistematizado e or- xível, suave; e do significa caminho ou via; ou
ganizado por volta de 1882, pelo mestre orien- seja, caminho ou via da flexibilidade ou suavi-
tal Jigoro Kano, ex-praticante de jiu-jítsu. No dade, literalmente.
início, o judô caracterizou-se como uma luta
de praticantes com diferentes especificidades, O judô é caracterizado por movimentos que
o que chamou a atenção e despertou o inte- envolvem agarramentos, rolamentos, quedas,
resse de adeptos de outras artes marciais e de equilíbrios, desequilíbrios, projeções (lança-
pessoas que não tinham pretensão de comba- mentos) e imobilizações, durante os quais os
te. Atribui-se ao método educacional e com- praticantes terão de confrontar-se e opor-se
petitivo (simulação de combate), sistematiza- mutuamente, comparando e cotejando gestos e
do pelo mestre, a grande popularização do movimentos corpo a corpo.

59
© Nitai Bieber/Alamy/Glow Images
© Blickwinkel/Alamy/Glow Images

Figuras 22 e 23 – Movimentos que caracterizam confronto e oposição no judô.

O judô transcendeu a condição de arte pode ser uma estratégia para se conseguir re-
marcial, pois seus princípios, quando disso- alizar um contragolpe eficiente. Nesse caso, a
ciados do jiu-jítsu, foram assimilados pelos queda não se caracteriza como um movimen-
praticantes que buscavam também equilíbrio to de derrota ou fracasso, mas sim de prepa-
para sua vida cotidiana, não atrelando a luta ração para confrontar o oponente. Segundo
exclusivamente ao combate. os princípios do judô, um lutador conside-
rado não tão forte fisicamente pode vencer
Os movimentos e golpes característicos do um oponente considerado mais “forte”. Isso
judô são sustentados pela conhecida lei de pode ser observado quando o menos forte
ação e reação: quanto maior a força aplicada consegue aplicar um golpe que desequilibra o
em um golpe, proporcional será a força do oponente em condições físicas superiores por
contragolpe. Percebe-se que, nos movimentos ele ter se descuidado de algum dos princípios
realizados nessa modalidade de luta, a queda da luta.

O judô é uma luta com duração de até cinco minutos, praticado sobre um tatame, área que mede de 14 a 16
metros quadrados. É considerado vencedor do confronto o praticante que conseguir aplicar o ippon, objetivo
do judô. Caso nenhum dos lutadores conquiste o ippon, será considerado vencedor aquele que tiver mais van-
tagens. Essa vantagem pode ser medida pela soma de outros golpes aplicados na tentativa de se aplicar o ippon.
Ippon: é o golpe completo (objetivo da luta). Ocorre quando um praticante consegue derrubar o opo-
nente de costas no chão ou imobilizá-lo por 25 segundos. Vale um ponto.
Wazari: outra possibilidade de conquistar o ippon é realizar dois wazari. O wazari é um ippon incompleto (consi-
derado uma vantagem, vale meio ponto), sem concretizar o contato das costas do adversário no tatame.
Yuko: caracteriza-se por uma queda de lado no tatame. Cada yuko vale um terço de ponto.
Koka: golpe caracterizado por uma queda sentada no tatame. Cada koka vale um quarto de ponto.
No judô não são permitidos golpes no rosto ou que possam provocar lesões. No Brasil, as cores das
faixas que prendem o quimono (espécie de roupão) identificam as graduações dos praticantes (judocas):
branca, cinza, azul, amarela, laranja, verde, roxa, marrom, preta.

Os movimentos de confronto e oposição quando os conceitos que fundamentam a


do judô podem ter um novo significado nas luta são contextualizados e incorporados no
aulas de Educação Física, principalmente trato pedagógico.

60
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Existem outras lutas orientais ou ocidentais, As lutas, quando organizadas estrategica-


com ou sem utilização de armas ou objetos nas mente, permitem ao aluno confrontar-se com o
mãos, que podem receber um tratamento peda- outro, aprender a respeitar as regras discutidas
gógico semelhante, como sumô, caratê, tae kwon e acordadas antes de um combate, expressando
do, kendo, aikido, esgrima, boxe, luta greco-roma- atitudes sem uso de violência. As condutas res-
na, braço de ferro, lutas indígenas, entre outras. peitosas e solidárias devem se constituir em busca
constante não só no trato com o conteúdo de
A questão da violência luta, mas em todas as manifestações da Cultura
de Movimento. Comportamentos violentos po-
A violência, muitas vezes, é um dos argu- dem manifestar-se em diferentes momentos das
mentos usados para justificar a não inclusão aulas. É necessário identificá-los, compreendê-
das lutas como conteúdo a ser tratado peda- -los, contextualizá-los e modificá-los.
gogicamente nas aulas de Educação Física.
Segundo esse argumento, a violência é intrín- Acredita-se e espera-se que os alunos pos-
seca à prática de qualquer luta e pode susci- sam dar novos sentidos para sua ação e co-
tar ou provocar comportamentos, atitudes ou municação por meio de gestos e movimentos
condutas não desejadas nos alunos. significativos, seja no confronto ou na oposi-
ção das situações de luta, nas formas acrobá-
Vivemos em uma sociedade cujos traços de ticas das ginásticas ou do circo, nos gestos,
violência são percebidos cotidianamente em técnicas e táticas dos jogos e modalidades
diferentes contextos, inclusive no escolar. Se- esportivas etc.
gundo Olivier (2000), o professor pode desen-
volver atividades que evidenciem os aspectos As situações de combate devem permitir
positivos do confronto por meio de práticas ao aluno agir e controlar as próprias condutas
que promovam o prazer e incentivem o uso e as do seu oponente, na tentativa de agarrar,
de estratégias de jogos com regras, nos quais desequilibrar, projetar, rolar, tracionar etc.
os alunos poderão, em condições definidas e Para combater e confrontar, é preciso tocar
seguras, liberar a agressividade e, ao mesmo o oponente, agarrá-lo. É preciso reconhecer e
tempo, reconhecer a importância do outro. respeitar a presença e a existência do outro.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7
RECONHECENDO AS LUTAS

Nesta Situação de Aprendizagem, os alunos, em equilíbrio e desequilibrar o oponente durante


em grupos, serão motivados a identificar e perce- as lutas que envolvem movimentos de confronto
ber as características necessárias para se manter e oposição.

Conteúdo e temas: princípios de confronto e oposição nas situações de luta.

Competências e habilidades: identificar e compreender os movimentos e gestos de equilíbrio


e desequilíbrio em diferentes posições; reconhecer a importância de se equilibrar e de dese-
quilibrar o oponente nas lutas; estabelecer estratégias para manter-se em equilíbrio durante
certo tempo e esquivar-se das investidas de ataque do oponente.

Sugestão de recursos: colchões, placas de EVA ou gramado, bolas, garrafas PET e prende-
dores de roupa, canetas, folhas de sulfite e imagem de diferentes modalidades de lutas.

61
Desenvolvimento da Situação de mente e o espírito. No judô, utiliza-se a força do
Aprendizagem 7 oponente e não se age contra ela, e essa forma
de atuação também procura alcançar os demais
Etapa 1 – Movimentos de confronto e aspectos da vida.
oposição: o que é isso?
No Brasil, o judô começou a ser divulgado
Sugira aos alunos que, organizados em gru- no início do século XX, por volta de 1922, graças
pos, identifiquem e relatem uns aos outros quais às demonstrações realizadas por Mitsuyo Esai
são os nomes das lutas que conhecem. Proponha Maeda (conhecido como Conde Koma), inicia-
que escrevam as respostas em uma folha ou car- das em Porto Alegre e depois em outros estados.
taz. Na sequência, peça que identifiquem aquelas
lutas cujos movimentos se caracterizam por con- Você já assistiu a uma luta de judô pela TV? Se-
tatos corpo a corpo. Se possível, mostre, após a ria capaz de assinalar que tipos de movimentos fa-
discussão, imagens de diferentes modalidades de zem parte dela? Conhece o nome de algum golpe?
lutas para que os alunos associem com os relatos. Qual o tipo de vestimenta que os judocas usam?
Como saber, entre tantos judocas, quem tem um
Professor, faça uma reflexão com os nível melhor que o outro? Vejamos se você e seus
alunos sobre as considerações apre- colegas estão “por dentro” dessa luta.
sentadas e, depois, solicite que assina-

© Hudson Calasans
lem a alternativa correta das questões
apresentadas na seção “Para começo de conver-
sa”, no Caderno do Aluno.

Neste volume, se esta for a opção do seu pro-


fessor, vamos trabalhar com um tema que com-
põe o universo da Cultura de Movimento: o judô.

Você sabia que o judô se desenvolveu a partir


de movimentos e gestos do ju-jutsu (ju significa
flexível, e jutsu, arte ou habilidade, em japonês)?
E que nos países do Ocidente o ju-jutsu é conhe-
cido como jiu-jítsu, arte marcial atribuída aos
samurais japoneses?

O judô foi sistematizado como luta no final


do século XIX, por volta de 1882, por um ex-
-praticante de jiu-jítsu, o mestre Jigoro Kano. O
que chamou a atenção na proposta desse mes-
tre foi o método educacional e competitivo (si-
mulação de combate) adotado, cujos princípios Ideogramas japoneses
pacíficos e equilibrados contrapunham-se aos de que representam a
outras lutas, que visavam unicamente à forma- palavra “judô”.
ção de guerreiros.
1. Quais dos movimentos citados integram a
A palavra judô é composta por ideogramas luta de judô?
japoneses. O ju representa a suavidade, a flexibili-
dade, e o do, caminho (a imagem ao lado mostra ( X ) Agarramentos.
os ideogramas). Isso porque o judô tem preocu- ( X ) Equilíbrios/desequilíbrios.
pação com o aspecto físico, mas também com a ( ) Socos.

62
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

( ) Chutes. ponto aquele que conseguir desequilibrar o co-


( X ) Lançamentos (projeções). lega e fazer que ele coloque qualquer parte do
( X ) Imobilizações. corpo no chão (mãos, joelhos, glúteos etc.). Po-
dem ser atribuídos pontos diferentes para cada
2. Quais são os componentes da roupa do parte do corpo que tocar o solo.
judoca?
Nesta etapa, é importante definir o que pode
( ) Capacete. ou não pode ser feito. Por exemplo, agachados
( X ) Quimono. ou em pé, os alunos devem estar com as mãos es-
( ) Luva. palmadas, não sendo permitido agarrar o colega,
( ) Calção. mas somente empurrá-lo, tocando-o.
( ) Camiseta.
( X ) Faixa. Professor, para que desperte o in-
teresse nos alunos dos diferentes
3. O nível técnico dos judocas é identificado por tipos de luta, solicite a pesquisa
meio da cor: presente na seção “Pesquisa indi-
vidual”, no Caderno do Aluno.
( ) do calção.
( ) do capacete. Além do judô, existe uma grande variedade
( X ) da faixa. de lutas. Talvez você tenha visto filmes ou repor-
( ) da sapatilha. tagens com cenas de luta de sumô, caratê, tae
kwon do, aikido, boxe, luta greco-romana, braço
4. Das expressões, quais se referem à pontuação de ferro, lutas indígenas ou alguma outra luta.
da luta de judô?

© Rosa Gauditano/StudioR
( X ) Ippon.
( X ) Wazari.
( ) Kata.
( ) Rasteira.
( ) Bênção.
( X ) Yuko.
( ) Armada.
( ) Dojo.

5. A área em que o judô é praticado é toda re-


vestida. O revestimento é de: Luta indígena brasileira. © Chad Ehlers/Nordic/Latinstock

( ) carpete.
( ) colchão.
( X ) tatame.
( ) tapume.

Etapa 2 – Desequilibrando meus colegas

Organize a turma em quatro ou cinco gru-


pos, formando duplas em cada um deles. Sugi-
ra aos alunos que realizem a brincadeira briga
de galo (agachados e/ou em pé). Estabeleça, se
preferirem, uma possível marcação de pontos.
Por exemplo, se estiverem agachados, marca Sumô.

63
Seguindo a indicação de seu professor, pes- terísticas das lutas que você pesquisou. Procure
quise dois tipos de luta em sites, revistas, livros imagens sobre a luta pesquisada e cole-as nos
ou converse com pessoas que praticam algu- espaços reservados para isso. Depois, recorte
ma luta e preencha o quadro a seguir. Registre as fichas conforme orientação. Com o material
as características de cada luta, informe se uti- pronto, você poderá exercitar os conhecimen-
liza algum tipo de arma ou objeto nas mãos; tos e verificar o que cada um dos seus colegas
se é considerada luta ou arte marcial; que ti- conhece a respeito de lutas em um jogo, de
pos de movimento são empregados (chutes, acordo com a indicação do seu professor.
lançamentos, quedas etc.); se há um jogo de Professor, nesta atividade os alunos poderão pesquisar di-
equilíbrio/desequilíbrio; como se vence a luta; ferentes manifestações de luta, e os resultados serão muito
que tipo de roupa seus praticantes usam; se a variados. Entretanto, verifique se o aluno trouxe informa-
luta é praticada em um espaço específico; se ções contemplando os seguintes aspectos: se a luta utiliza
há tempo determinado de luta etc. algum tipo de arma ou objeto nas mãos; se é considerada
luta ou arte marcial; que tipos de movimento são emprega-
Luta Características dos (chutes, lançamentos, quedas etc.); se há um jogo de
equilíbrio/desequilíbrio; como se vence a luta; que tipo de
roupa os seus praticantes usam; se a luta é praticada em um
espaço específico; se há tempo determinado de luta etc.
Importante: incentive os alunos a utilizar as informações
para a montagem do jogo (“Lutando” com as palavras!) com
Agora que você já tem as informações, sob as cartelas que poderão ser construídas a partir da proposta
a coordenação de seu professor, que tal socia- que consta no Caderno do Aluno e das fichas que se en-
lizar e dividir os seus conhecimentos com os contram no final dele. Se preferirem, podem utilizar carte-
colegas? Vamos preparar a atividade em casa? las feitas com cartolinas ou papel-cartão, fundos de caixa
etc. Com materiais mais resistentes poderão jogar por mais
Passe para as fichas que estão no final do tempo. Se várias turmas fizerem a atividade, pode-se criar
Caderno do Aluno as informações das carac- um banco de jogos à disposição dos próprios alunos.

O jogo

“Lutando” com as palavras!

Reúna-se com um grupo de colegas da classe (quanto mais pessoas, melhor). Recolha todas
as fichas, as suas e as dos colegas. Separe as fichas A das fichas B. Misture as fichas A e espalhe
todas sobre uma superfície. Misture as fichas B e deixe-as viradas para baixo sobre a mesa, for-
mando um monte. Dividam-se em dois grupos e sorteiem quem vai começar. Um componente
do primeiro grupo pega uma ficha do monte B, vê qual a luta sorteada e procura sobre a mesa
as fichas com as características correspondentes. Achadas as fichas, o aluno fala as caracterís-
ticas para o seu grupo, que deverá identificar qual a luta que o colega sorteou.

Passando a vez

f Se o componente do primeiro grupo errar na escolha das fichas com as características da


luta que sorteou, a sua equipe perderá a vez, e um colega da outra equipe fará um novo
sorteio – seu grupo não ganhará nenhum ponto.
f Se, ao contrário, ele escolher corretamente as fichas com as características da luta, mas
a sua equipe não conseguir identificar a luta, a sua equipe também perderá a vez para
a outra, porém, ganhará um ponto referente à etapa anterior (achar as características
correspondentes à luta).

64
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Pontuação

f Um ponto se o componente da equipe encontra as fichas correspondentes à luta sorteada.


f Um ponto se a equipe identifica a luta que corresponde às características lidas pelo colega.

Vencedor

f Vence a equipe que alcançar maior número de pontos.

Etapa 3 – Invasão equilibrada de território Se preferir, em vez de distribuir diversos ob-


jetos no chão, sugira que os alunos coloquem
Sugira que os alunos permaneçam organi- prendedores de roupa em diferentes partes do
zados em duplas dentro dos grupos. Delimite corpo, para que sejam retirados pelo grupo
uma área e divida-a em duas partes, cada gru- adversário. Nesse caso, os alunos que defen-
po fica responsável por cada uma. Distribua dem apenas deverão esquivar-se dos ataques
em uma das partes objetos (bolas pequenas, utilizando as mãos, não podendo empurrar o
pedaços de madeira, prendedores de roupa, colega que tenta retirar os prendedores.
garrafas PET pequenas etc.), que deverão ser
capturados por um dos grupos. Outra possibilidade é propor que as
invasões e defesas dos objetos sejam feitas por
A captura dos objetos poderá ser feita pelos duplas. Os grupos ou duplas deverão revezar
alunos em pé ou equilibrando-se em um dos as funções de defensores e invasores dos terri-
pés. Na opção “um pé só”, os objetos deve- tórios. Sugira um tempo para cada grupo cap-
rão ser devolvidos quando os alunos tocarem turar os objetos ou prendedores de roupa, por
o solo com o outro pé. O grupo que defende/ exemplo, 15 ou 20 segundos.
protege os objetos também deverá se equilibrar
em um pé só. Caso toque o solo com o outro Professor, para que os alunos conheçam
pé, a equipe deverá entregar um dos objetos mais sobre o judô, solicite a leitura da seção
aos “invasores”. “Curiosidade”, no Caderno do Aluno.

Curiosidade

Você sabia que todo judoca:

f Tem regras de conduta a seguir?


f Deve manter o seu judogi (roupa para praticar o judô; alguns falam “judogui”) e o dojo (espaço
para a prática da luta) sempre limpos e em ordem?
f Precisa saber dobrar o seu judogi e amarrar corretamente a faixa?
f Deve apresentar condições básicas de higiene pessoal?
f Precisa fazer a saudação, ao entrar no dojo, ao seu mestre e ao companheiro de treinamento?
f Quando estiver no dojo, deve manter o judogi arrumado e sentar-se descalço sobre os calca-
nhares ou com pernas cruzadas enquanto aguarda o treinamento?
f Não pode treinar em outro dojo sem permissão?
f Precisa se ajoelhar ordenadamente à chegada do professor e ficar atento a suas orientações?
f Não pode sair durante as aulas, apenas em casos de muita necessidade e com permissão
do professor?

65
© Paulo Manzi

Arena de competição.

Você sabia que:

f Há várias cores de faixas, que simbolizam a graduação do judoca?


f O judoca tem uma graduação e, para alcançá-la, passa por vários exames de faixa, que
avaliam o seu grau de eficiência no judô?
f Cada faixa tem uma cor que indica o nível do judoca?
f A ordem de graduação em faixas é decrescente e conhecida como kyu?

Confira a seguir:

KYU

Faixa branca Faixa cinza


8o kyu 7o kyu
Mukyu Shitikyu

Faixa azul Faixa amarela


6o kyu 5o kyu
Rokyu Gokyu

Faixa laranja Faixa verde


4o kyu 3o kyu
Yonkyu Sankyu

Faixa roxa Faixa marrom


2o kyu 1o kyu
Nikyu Ikyu

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Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

A partir da faixa preta, as graduações são chamadas de dan, e a ordem é crescente até o 10o dan.

DAN
Graduação Nome Faixa Cor

1o dan Shodan Faixa preta

2o dan Nidan Faixa preta

3o dan Sandan Faixa preta

4o dan Yondan Faixa preta

5o dan Godan Faixa preta

Faixa vermelha e
6o dan Rokudan
branca

Faixa vermelha e
7o dan Shitchidan
branca

Faixa vermelha e
8o dan Ratchidan
branca

9o dan Kyodan Faixa vermelha

10o dan Judan ou Jodan Faixa vermelha

67
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8
LUTANDO COM OS AMIGOS

Nesta Situação de Aprendizagem, os alu- diferentes planos nos quais as lutas de con-
nos irão vivenciar o confronto corpo a cor- fronto e oposição são realizadas. As condutas
po em diferentes posições. A intenção é que positivas também serão enfatizadas nesta Si-
percebam a necessidade de estratégias para os tuação de Aprendizagem.

Conteúdo e temas: princípios de confronto e oposição nas lutas; condutas não violentas no
confronto e oposição das lutas.
Competências e habilidades: perceber e identificar as características individuais na realização
dos gestos e movimentos de confronto das lutas; atribuir significado para as lutas que envol-
vem confronto e oposição; valorizar e respeitar as condutas nas lutas.
Sugestão de recursos: giz, placas de EVA, gramado ou colchões e bolas.

Desenvolvimento da Situação de f um representante, que terá 20 ou 30 segun-


Aprendizagem 8 dos para capturar a bola de seu oponente,
por meio de estratégias que deverá pensar
Etapa 1 – Empurrando meu colega para fora e organizar para esse fim. Dentre essas, po-
do seu território: eu tenho a força... Será que derá rolar o colega no chão, sem recorrer a
tenho equilíbrio? atitudes ou condutas indesejadas;
f o defensor da bola deverá assumir qual-
Aproveite a mesma organização dos alunos quer posição em plano baixo e, em hipó-
da Situação de Aprendizagem 7 e peça que, em tese alguma, poderá ficar em pé e usar os
duplas, de costas um para o outro, tentem deslo- pés ou as mãos para se livrar do confron-
car (empurrar) seu oponente para fora de uma to. A ideia é defender a bola – que estará
área previamente definida. Outra possibilidade é envolvida pelo corpo – e, para isso, o alu-
empurrar o oponente utilizando os ombros. no deverá pensar em maneiras de se de-
fender dos agarrões e investidas durante
Etapa 2 – O confronto em busca da bola o confronto.

Os rolamentos nas lutas são importantes Os outros colegas poderão ajudar seus re-
para amortecer as quedas, preparar investi- presentantes dando palpites ou dicas, mas, em
das para o ataque ou desvencilhar-se de uma hipótese alguma, invadir a área de combate.
imobilização. Aproveite a mesma organização
dos alunos da etapa anterior e, caso a escola As duplas devem se revezar nas funções,
possua placas de EVA ou colchões, oriente-os possibilitando que todos os componentes
para que realizem diferentes rolamentos (para dos grupos participem. Organize com os
a frente, para trás e lateralmente). alunos a contagem dos confrontos, as regras
para ocupação e uso do espaço e a definição
Providencie uma bola (de voleibol ou de de condutas não desejáveis. Muitas são as
borracha) para cada dois grupos. Cada grupo possibilidades de movimentos e gestos nos
irá escolher: confrontos:

68
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

f agarramentos: braços, pernas, quadris e apresentadas na seção “Lição de casa”, no


tronco; Caderno do Aluno.
f retenção: com as mãos e pés;
f desequilíbrios: puxando, empurrando, tra- A “Lição de casa” está dividida em duas
cionando, carregando, levantando, proje- partes. Se precisar, peça ajuda aos colegas e
tando, rolando etc.; aos professores ou pesquise na internet, em re-
f imobilização: rolando, agarrando, tracio- vistas, livros ou jornais. Bom trabalho!
nando etc.;
f esquivas: rolando, saltando, abaixando, afas- 1. Você viu que toda luta tem características
tando, girando em torno de si mesmo etc.; próprias. O judô também tem as suas carac-
f resistência: opondo-se, empurrando, des- terísticas. Se você estiver aprendendo judô
viando, atacando etc. nas aulas de Educação Física, aproveite as
experiências e os conhecimentos adquiridos
Assim que todas as duplas realizarem os em aula para fazer a tarefa de casa. Se você
confrontos propostos, sugira que, em grupo, estiver estudando outro tipo de luta, pesqui-
relatem as facilidades, dificuldades e estraté- se na internet, em revistas ou jornais, faça
gias utilizadas. entrevistas com pessoas que praticam judô
(ou outra luta) ou visite uma academia pró-
Professor, solicite aos alunos que xima que ofereça essa luta e faça a “Lição de
preencham as tabelas das questões casa”, conforme orientação do seu professor.

Judô

Para Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos a duração do combate é: Masculino – 5


Tempo de luta minutos de tempo real; Feminino – 4 minutos de tempo real. Intervalos entre os combates:
10 minutos.

s.UKYU ou HACHIKYU, que significa 8o KYU. O termo JUKYU, KOKYU ou KYUKYU também pode ser utiliza-
do para descrever o judoca iniciante, que utiliza a "faixa branca".
s4HITIKYU ou NANAKYU, que significa 7o KYU.
s3OKYU, que significa 6o KYU.
Graduação (o signi- s(OKYU, que significa 5o KYU.
ficado dos nomes de s:ONKYU, que significa 4o KYU.
cada uma das faixas)
s4ANKYU, que significa 3o KYU.
s/IKYU, que significa 2o KYU.
s*KYU ou IKKYU, que significa 1o KYU.

69
A partir da faixa preta, as graduações são chamadas de dan, e a ordem é crescente até o
10º dan.
s4HODAN, que significa nível inicial de aprendizado ou 1º nível.
sNidan, que significa 2o nível de aprendizado.
sSandan, que significa 3o nível de aprendizado.
Graduação (o signi-
s:ONDAN, que significa 4o nível de aprendizado, também chamado de shidan.
ficado dos nomes de
s(ODAN, que significa 5o nível de aprendizado.
cada uma das faixas)
s3OKUDAN, que significa 6o nível de aprendizado.
sShitchidan, que significa 7o nível de aprendizado, também chamado de shichidan ou nanadan.
sRatchidan, que significa 8o nível de aprendizado, também chamado de hachidan.
s,YODAN, que significa 9o nível de aprendizado, também chamado de KUDAN.
t+UDAN, que significa 10o nível de aprendizado, também chamado de JODAN.

Mínimo 14 m x 14 m e máximo 16 m x 16 m, e será coberta por tatame ou material similar,


Área do tatame geralmente de cor verde.

Ippon: é o golpe completo (objetivo da luta). Ocorre quando um praticante consegue


derrubar o oponente de costas no chão ou imobilizá-lo por 25 segundos. Vale um ponto.
Wazari: outra possibilidade de conquistar o IPPON é realizar dois wazari. O
wazari é um IPPON incompleto (considerado uma vantagem, vale meio ponto), sem con-
Pontuação cretizar o contato das costas do adversário no tatame.
Yuko: caracteriza-se por uma queda de lado no tatame. Cada YUKO vale um terço de
ponto.
Koka: golpe caracterizado por uma queda sentada no tatame. Cada KOKA vale um quar-
to de ponto.

É considerado vencedor do confronto o praticante que conseguir aplicar o IPPON, obje-


tivo do judô. Caso nenhum dos lutadores conquiste o IPPON, será considerado vencedor
Vencedor aquele que tiver mais vantagem. Essa vantagem pode ser medida pela soma de outros
golpes aplicados na tentativa de aplicar o IPPON.
© Ryan McVay/Allsport
Concepts/Getty Images

Na luta de judô, há o confronto e a oposi-


ção entre dois judocas, o que aos olhos de mui-
tos pode parecer um incentivo à violência e à
agressão. Entretanto, mais do que uma luta, o
judô é uma filosofia de vida. Requer respeito
e reconhecimento da existência do próximo.
Seus princípios podem ser resumidos em três:

f suavidade;
f máximo de eficiência com um mínimo de
esforço;
Judô. f bem-estar e benefícios mútuos.

70
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

Portanto, a prática do judô exige autocon- f imobilização (rolando, agarrando, tra-


trole para esperar o momento oportuno para cionando etc.);
desequilibrar, tracionar, projetar, agarrar ou f esquivas por rolamentos (com movimen-
imobilizar, o que requer grande concentração, to para a frente, para trás, para o lado,
paciência e análise dos movimentos do outro. em volta).

No judô, o confronto e a oposição têm mo- Agora vamos à segunda parte da “Lição
vimentos e gestos baseados em algumas situa- de casa”.
ções comuns. São elas:
2. Escreva, ao lado de cada brincadeira ou
f retenção (com as mãos e pés); jogo, o movimento ou gesto que está sendo
f agarramentos (de braços, pernas, quadris e realizado. Para isso, consulte a lista de mo-
tronco); vimentos e gestos do judô, que acabamos
f desequilíbrios (puxando, empurrando, tra- de citar.
cionando, carregando, levantando, proje- Dica: nem todas as situações indicadas na
tando, rolando etc.); lista foram contempladas neste exercício.

Brincadeira/atividades Movimento/gesto envolvido


Rouba-rabo – brincadeira em que cada um deve tirar uma
Esquivas.
fita que está presa no short do colega.
Briga de galo – dois a dois, agachados, um colega tenta der-
Desequilíbrios.
rubar o outro, empurrando-o com as mãos.

Cabo de guerra a dois – de mãos dadas com um colega, cada


um puxa o outro até que um ultrapasse a linha que foi traça- Agarramentos e desequilíbrios.
da entre os dois.

Cambalhotas para a frente ou para trás. Esquivas (rolamentos).

Luta das torres (geralmente feita em piscinas) – duas duplas


contra outras duas duplas. Um integrante da dupla fica nas
costas ou nos ombros do colega (“de cavalinho”), formando Desequilíbrios.
uma torre. As duplas colocam-se frente a frente, tentando
derrubar quem está em cima.

Professor, solicite aos alunos que relacionem significados, na coluna da direita, na seção “De-
as palavras da coluna da esquerda com seus safio!”, no Caderno do Aluno.

Desafio!

Palavras parceiras

Há uma série de palavras na coluna da direita que são parceiras das palavras da coluna
da esquerda, porque têm alguma relação com o seu significado. Preencha os espaços com as
palavras do lado direito, colocando-as na linha da palavra que é sua parceira. Siga o exemplo.
Resolvido o desafio, surgirá o nome do primeiro judoca brasileiro a conquistar uma medalha
de ouro para o país, nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, na categoria meio-pesado.

71
Atleta J U D O C A Branco
4o Kyu Y O N K Y U Tatame
Fugir C O R R E R Reagir
Oposição E M B A T E Golpes
Gentil A M Á V E L Perigo
Roupa J U D O G I Trégua
Cor B R A N C O Camilo
Esteira/Forração T A T A M E Judoca
Lutar R E A G I R Correr
Risco P E R I G O Judogi
Suspender (temporário) T R É G U A Amável
Hane-goshi G O L P E S Yonkyu
Judoca (Brasil) C A M I L O Embate

ATIVIDADE AVALIADORA

Selecione com antecedência algumas ima- f Quais movimentos os dois lutadores estão
gens de lutas que caracterizam confronto e realizando? Desequilíbrios? Agarramentos?
oposição dos lutadores. Proponha aos alunos f Quais são os possíveis movimentos a serem
que identifiquem os gestos e movimentos das realizados pelos lutadores?
lutas selecionadas. f Qual deles tem mais probabilidade de cair?
Por quê?
Pode ser interessante numerar as imagens
para que os alunos possam identificar os ges- Professor, solicite aos alunos
tos e os movimentos nelas caracterizados. As que assinalem a alternativa cor-
identificações poderão ser feitas em grupos e reta e, depois, que respondam
registradas em uma folha de papel. Vamos to- às questões apresentadas na se-
mar como exemplo a imagem a seguir: ção “Você aprendeu?”, no Caderno do Aluno.
© Aflo/Glow Images

1. A luta de judô foi sistematizada e organiza-


da por volta de 1882 por Jigoro Kano, que
era um ex-praticante de:

a) sumô.
b) tae kwon do.
c) jiu-jítsu.
d) aikido.

2. Quando o judoca consegue derrubar o


oponente de costas no chão ou imobilizá-
-lo por 25 segundos, ele conseguiu um:
Figura 24 – Judocas lutando.

72
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

a) ippon. A resposta pode conter qualquer um dos itens a seguir:


b) wazari. tNBOUFSPTFVJUDOGI (roupa para praticar o judô) e o DOJO
c) yuko. (espaço para a prática do judô) sempre limpos e em ordem;
d) te-waza. t TBCFS EPCSBS P TFV JUDOGI e amarrar corretamente
a faixa;
3. As faixas e suas cores representam a graduação tBQSFTFOUBSDPOEJÎÜFTCÈTJDBTEFIJHJFOFQFTTPBM
no judô, indicando o nível de eficiência dos seus tGB[FSBTBVEBÎÍPBPFOUSBSOPDOJO (no local da prática
praticantes. A ordem crescente e decrescente do judô, academia), ao seu mestre e ao companheiro do
dessa graduação refere-se, respectivamente, a: treinamento;
t RVBOEP OP DOJO: manter o JUDOGI arrumado e sentar-se
a) kyu e dan. descalço sobre os calcanhares ou com as pernas cruzadas
b) judogi e yuko. enquanto aguarda o treinamento;
c) dan e kyu. tOÍPUSFJOBSFNPVUSPDOJO sem permissão;
d) yuko e judogi. t BKPFMIBS PSEFOBEBNFOUF BP DIFHBS P QSPGFTTPS F mDBS
atento às suas orientações;
4. Escreva um exemplo de brincadeira de tEVSBOUFBTBVMBT TBJSBQFOBTFNDBTPTEFNVJUBOFDFTTJEBEF
esquiva que você já realizou nas aulas de e com permissão do professor;
Educação Física ou nas brincadeiras com t IÈ WÈSJBT DPSFT EF GBJYBT  RVF TJNCPMJ[BN B HSBEVBÎÍP
os seus amigos. Explique. do judoca.
As respostas podem variar. Ver os exemplos apresentados no
Caderno do Professor da 6a série/7º ano do Ensino Funda- Professor, faça uma reflexão com os
mental – Ciclo II. alunos sobre as considerações apre-
sentadas na seção “Aprendendo a
5. Cite duas regras de conduta que o judoca aprender”, no Caderno do Aluno.
deve seguir. Explique-as.

Tome mais água

A água é a substância que temos em maior quantidade em nosso corpo. Para se ter uma
ideia, uma criança de 35 quilos tem quase 21 quilos de água. E, apesar de a água ser essencial à
vida, nem todas as pessoas já pararam para pensar sobre a sua importância. Você é uma delas?

Em nosso organismo, a água dissolve e leva nutrientes de um lugar a outro e purifica


nosso sangue, eliminando substâncias tóxicas (aquelas que fazem mal). Também ajuda a
diminuir a temperatura do corpo por meio do suor.
© Rosenfeld/Mauritius/Latinstock

Devemos tomar água durante todo o dia. Quando sentimos


sede é porque já estamos um pouco desidratados, isto é, o corpo
tem menos água do que deveria. O aviso da sede mostra que já
perdemos mais do que dois copos de água do organismo!

Para evitar que isso aconteça, devemos beber a mesma quan-


tidade de água que gastamos ou eliminamos. Quanto é isso? Nós
precisamos de, mais ou menos, seis a oito copos de água por dia,
mas, em alguns casos, essa quantidade pode não ser o bastante.

73
Atenção! É necessário beber mais água quando:

f o clima está muito quente e úmido (abafado);


f nos exercitamos;
f estamos com gripes e resfriados;
f estamos com doenças que causam febre, vômitos e diarreia.

Além da própria água e de outras bebidas feitas com ela (como sucos e chás), quase todos os
alimentos têm uma parte de água, principalmente as frutas e os vegetais.

Melhores líquidos para matar a sede

Para matar a sede, não existe nada mais barato e fácil de encontrar do que a água. Mas
lembre-se de que ela deve ser filtrada ou fervida, para não causar doenças.

Água de coco, chás e sucos naturais também são excelentes opções!

E os refrigerantes e refrescos artificiais adoçados? Por causa do açúcar, eles não matam a
sede completamente. Quando tomamos esse tipo de bebida, você já deve ter percebido que,
depois de pouco tempo, queremos tomar mais, porque a sede continua.

Curiosidade

Podemos sobreviver sem comida por algumas semanas. Mas, apesar de a água não nos
dar nenhuma energia, morreríamos em poucos dias sem ela.

Para refletir

f Quantos copos de água você já tomou hoje?


f Para matar a sede, você toma qual líquido?

Tome nota!

Agora você deve saber que:

f quando sentimos sede, já estamos desidratando;


f nos dias mais quentes, é necessário ingerir mais líquidos, principalmente água;
f o melhor líquido para matar a sede é a água, que deve ser filtrada ou fervida.

74
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO

Durante o percurso pelas várias etapas Como exemplo, sugerimos a elaboração de


das Situações de Aprendizagem, alguns alu- um roteiro de estudos com perguntas nortea-
nos poderão não apreender os conteúdos da doras referentes à dinâmica do confronto do
forma esperada. É necessário, então, profes- judô ou de outra luta para posterior apresen-
sor, criar outras Situações de Aprendizagem tação em registro escrito. São elas:
em que as vivências de confronto e oposição
nas lutas estejam presentes. Elas devem ser f O judô é uma luta com armas ou uma luta
diferentes, de preferência, daquelas que ge- corpo a corpo?
raram dificuldades para os alunos. Tais es- f Quais as partes do corpo utilizadas na prá-
tratégias podem ser desenvolvidas durante tica do judô?
as aulas ou em outros momentos, envolver f O que diferencia o judô de outras lutas?
todos os alunos ou apenas aqueles que apre- f Como podemos cair sem nos machucar ou
sentaram dificuldades. sem machucar o colega?
f Quais são as formas de amortecer a queda?

RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR


E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA

Livros Artigos
CARREIRO, Eduardo Augusto. Lutas. In: DRIGO, Alexandre Janotta et al. A cultura
DARIDO, Suraya Cristina; RANGEL, Irene oriental e o processo de especialização pre-
Conceição Andrade. Educação Física na escola: coce nas artes marciais. Lecturas, Educación
implicações para a prática pedagógica. Rio de Física y Deportes, Revista Digital, Buenos
Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 244-261. Aires. v. 10, n. 86, jul. 2005. Disponível em:
O capítulo traz informações sobre diferentes lu- <http://www.efdeportes.com/efd86/artm.
tas, além de apresentar possibilidades pedagógi- htm>. Acesso em: 11 nov. 2013.
cas para o tema.
NASCIMENTO, Paulo Rogério Barbosa do;
OLIVIER, Jean C. Das brigas aos jogos com ALMEIDA, Luciano. A tematização das lutas
regras: enfrentando a indisciplina na escola. na Educação Física escolar: restrições e pos-
Porto Alegre: Artmed, 2000. Nesse livro, o sibilidades. Revista Movimento. Porto Alegre.
autor apresenta, por meio de jogos, diferentes v. 13, n. 3, p. 91-110, set./dez. 2007. Disponí-
situações de confronto e oposição nas lutas; vel em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/
discute também as questões que envolvem Movimento/article/view/3567/1968>. Acesso em:
violência e condutas nas situações de aula. 7 abr. 2014.

REID, Howard; CROUCHER; Michael. O Sites


caminho do guerreiro: o paradoxo das artes
marciais. São Paulo: Cultrix, 1984. Os autores Asvz Judo. Sequência de golpes do judô. Dis-
apresentam diferentes aspectos do desenvolvi- ponível em: <http://www.judo.ethz.ch/photos/
mento das lutas no Oriente e seu processo de exams/o-soto-gari.gif>. Acesso em: 11 nov.
ocidentalização. 2013. Animações sobre alguns golpes do judô.

75
Discovery Channel. Disponível em: <http:// novas_modalidades.htm>. Acesso em: 11 nov.
www.discoverybrasil.com/artes_marciais_ 2013. Informações sobre lutas e jogos indíge-
home>. Acesso em: 11 nov. 2013. Traz in- nas que são utilizados como estratégias em
formações sobre origem e história de diversas lutas, torneios e competições entre diferentes
lutas e artes marciais, manifestações das lutas tribos brasileiras.
nos diferentes continentes, além de indicação
de filmes e programação com matérias espe- Golpes do judô. Disponível em: <http://
cíficas. er nan ig u ai ra.blogspot.com.br/2011/07/
judoca-marcio-junior-andreoleti-guaira.
Fundação Nacional do Índio (Funai). Disponí- html>. Acesso em: 11 nov. 2013. Imagens da
vel em: <http://www.funai.gov.br/indios/jogos/ prática correta de golpes do judô.

76
Educação Física – 6a série/7o ano – Volume 2

QUADRO DE CONTEÚDOS DO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
5a série/6o ano 6a série/7o ano 7a série/8o ano 8a série/9o ano
Jogo e esporte: competição Esporte Esporte Luta
e cooperação Modalidade individual: atletismo Modalidade individual: atletismo Modalidade: capoeira
Jogos populares (corridas e saltos) (corridas, arremessos e lançamentos) – Capoeira como luta, jogo e
Jogos cooperativos – Princípios técnicos e táticos – Princípios técnicos e táticos esporte
Jogos pré-desportivos – Principais regras – Principais regras – Princípios técnicos e táticos
Esporte coletivo: princípios gerais – Processo histórico – Processo histórico – Processo histórico
– Ataque Atividade rítmica Luta Atividade rítmica
– Defesa Manifestações e representações Modalidade: caratê. Manifestações rítmicas ligadas
– Circulação da bola da cultura rítmica nacional – Princípios técnicos e táticos à cultura jovem: hip-hop e
Organismo humano, movi- – Danças folclóricas/regionais – Principais regras street dance
mento e saúde – Processo histórico – Processo histórico – Coreografias
Capacidades físicas: noções – A questão do gênero Organismo humano, movimento – Diferentes estilos como
gerais (agilidade, velocidade e Organismo humano, movimento e saúde expressão sociocultural
Volume 1

flexibilidade) e saúde Capacidades físicas: aplicações no – Principais passos e


– A importância do alonga- Capacidades físicas: aplicações no atletismo e na luta movimentos
mento e do aquecimento atletismo e na atividade rítmica Esporte
Esporte
Esporte Esporte Modalidade coletiva: a escolher Modalidade coletiva: futebol
Modalidade coletiva: futsal Modalidade coletiva: basquetebol – Técnicas e táticas como fatores de de campo
– Princípios técnicos e táticos – Princípios técnicos e táticos aumento da complexidade do jogo – Técnicas e táticas como fato-
– Principais regras – Principais regras – Noções de arbitragem res de aumento da complexida-
– Processo histórico – Processo histórico de do jogo
Ginástica – Noções de arbitragem
Organismo humano, movi- Organismo humano, movimento Práticas contemporâneas
mento e saúde – Processo histórico
e saúde – Princípios orientadores – O esporte na comunidade
Capacidades físicas: noções Capacidades físicas e aplicações – Técnicas e exercícios
gerais (força e resistência) escolar e em seu entorno: espa-
no basquetebol ços, tempos e interesses
– A importância da postura
adequada – Espetacularização do esporte
e o esporte profissional
– O esporte na mídia
– Os grandes eventos esportivos

Esporte Esporte Atividade rítmica Esporte


Modalidade individual: ginás- Modalidade individual: ginástica Manifestações e representações de Jogo e esporte: diferenças
tica artística rítmica outros países conceituais e na experiência
– Principais gestos – Principais gestos – Danças folclóricas dos jogadores
– Principais regras – Principais regras – Processo histórico – Modalidade “alternativa”
– Processo histórico – Processo histórico – A questão do gênero ou popular em outros países:
Organismo humano, movi- Ginástica Ginástica beisebol
mento e saúde Ginástica geral Práticas contemporâneas: ginásticas – Princípios técnicos e táticos
Aparelho locomotor e seus – Fundamentos e gestos de academia – Principais regras
sistemas – Processo histórico: dos – Padrões de beleza corporal, ginás- – Processo histórico

Esporte métodos ginásticos à ginástica tica e saúde Atividade rítmica


Modalidade coletiva: handebol contemporânea Organismo humano, movimento Organização de festivais de
Volume 2

– Princípios técnicos e táticos Esporte e saúde dança


– Principais regras Modalidade coletiva: voleibol Princípios e efeitos do treinamento Esporte
– Processo histórico – Princípios técnicos e táticos físico Organização de campeonatos
Organismo humano, movi- – Principais regras Esporte
mento e saúde – Processo histórico Modalidade individual ou coletiva
Noções gerais sobre ritmo: Luta (ainda não contemplada)
jogos rítmicos Princípios de confronto e – Princípios técnicos e táticos
oposição – Principais regras
– Classificação e organização – Processo histórico
– A questão da violência Organismo humano, movimento
e saúde
Atividade física/exercício físico:
implicações na obesidade e no
emagrecimento
Doping: substâncias proibidas

77
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL Química: Ana Joaquina Simões S. de Mattos Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares
NOVA EDIÇÃO 2014-2017 Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda
Batista Santos Junior, Natalina de Fátima Mateus e Meira de Aguiar Gomes.
COORDENADORIA DE GESTÃO DA Roseli Gomes de Araujo da Silva.
EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB Área de Ciências da Natureza
Área de Ciências Humanas
Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro
Coordenadora Filosofia: Emerson Costa, Tânia Gonçalves e
Rodrigues Vargas Silvério, Fernanda Rezende
Maria Elizabete da Costa Teônia de Abreu Ferreira.
Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara
Diretor do Departamento de Desenvolvimento Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso, Santana da Silva Alves.
Curricular de Gestão da Educação Básica Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati.
João Freitas da Silva Ciências: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio
História: Cynthia Moreira Marcucci, Maria de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline
Diretora do Centro de Ensino Fundamental Margarete dos Santos Benedicto e Walter Nicolas
de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto
dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação Otheguy Fernandez.
Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson
Profissional – CEFAF Luís Prati.
Sociologia: Alan Vitor Corrêa, Carlos Fernando de
Valéria Tarantello de Georgel
Almeida e Tony Shigueki Nakatani.
Coordenadora Geral do Programa São Paulo Física: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula
PROFESSORES COORDENADORES DO NÚCLEO Vieira Costa, André Henrique GhelÅ RuÅno,
faz escola
PEDAGÓGICO Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes
Valéria Tarantello de Georgel
Área de Linguagens M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio
Coordenação Técnica Educação Física: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael
Roberto Canossa Budiski de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Plana Simões e Rui Buosi.
Roberto Liberato Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes
Smelq Cristina de 9lbmimerime :oeÅe e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Química: Armenak Bolean, Cátia Lunardi, Cirila
Rodrigues dos Santos, Mônica Antonia Cucatto da Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S.
EQUIPES CURRICULARES
Silva, Patrícia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes, Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura
Área de Linguagens Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonçalves C. A. Xavier, Marcos Antônio Gimenes, Massuko
Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz. S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Sílvia H. M.
Eduardo Povinha, Kátia Lucila Bueno e Roseli Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Célia
Ventrella.
Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva,
Área de Ciências Humanas
Educação Física: Marcelo Ortega Amorim, Maria Ednéa Boso, Edney Couto de Souza, Elana
Filosofia: Álex Roberto Genelhu Soares, Anderson
Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt, Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela
Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio
dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba
Rosângela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto Nitsch Medeiros e José Aparecido Vidal.
Kozokoski, Fabiola Maciel Saldão, Isabel Cristina
Silveira.
dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos,
Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio
Língua Estrangeira Moderna (Inglês e
BomÅm, Lindomar Alves de Oliveira, Lúcia Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza,
Espanhol): Ana Beatriz Pereira Franco, Ana Paula
Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez,
de Oliveira Lopes, Marina Tsunokawa Shimabukuro
Neusa A. Abrunhosa Tápias, Patrícia Helena Márcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos,
e Neide Ferreira Gaspar.
Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato Mônica Estevan, Regina Célia Batista, Rita de
Língua Portuguesa e Literatura: Angela Maria José de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Cássia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Libório,
Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos Campos e Silmara Santade Masiero. Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato
Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa, e Sonia Maria M. Romano.
Língua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene
Mara Lúcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli
Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonçalves História: Aparecida de Fátima dos Santos
Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.
Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letícia M.
Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete
Área de Matemática de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz,
Silva, Cristiane Gonçalves de Campos, Cristina
Matemática: Carlos Tadeu da Graça Barros, Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina
de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso
Ivan Castilho, João dos Santos, Otavio Yoshio Cunha Riondet Costa, Maria José de Miranda
Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin Sant’Ana
Yamanaka, Rosana Jorge Monteiro, Sandra Maira Nascimento, Maria Márcia Zamprônio Pedroso,
Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de
Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione. Patrícia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar
Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo,
Alexandre Formici, Selma Rodrigues e
Priscila Lourenço, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria
Área de Ciências da Natureza Sílvia Regina Peres.
Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas.
Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth
Área de Matemática
Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e
Matemática: Carlos Alexandre Emídio, Clóvis Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonçalves,
Rodrigo Ponce.
Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Celso Francisco do Ó, Lucila Conceição Pereira e
Ciências: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Tânia Fetchir.
Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e Evaristo Glória, Everaldo José Machado de Lima,
Maria da Graça de Jesus Mendes. Fabio Augusto Trevisan, Inês Chiarelli Dias, Ivan Apoio:
Castilho, José Maria Sales Júnior, Luciana Moraes Fundação para o Desenvolvimento da Educação
Física: Anderson Jacomini Brandão, Carolina dos Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, - FDE
Santos Batista, Fábio Bresighello Beig, Renata Mário José Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina
Cristina de Andrade Oliveira e Tatiana Souza da Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, CTP, Impressão e acabamento
Luz Stroeymeyte. Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro, Esdeva Indústria GráÅca Ltda.
GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO CONCEPÇÃO DO PROGRAMA E ELABORAÇÃO DOS Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís
EDITORIAL 2014-2017 CONTEÚDOS ORIGINAIS Martins e Renê José Trentin Silveira.

COORDENAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu


FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DOS Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo e
CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS Sérgio Adas.
CADERNOS DOS ALUNOS
Presidente da Diretoria Executiva
Ghisleine Trigo Silveira História: Paulo Miceli, Diego López Silva,
Mauro de Mesquita Spínola
Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e
CONCEPÇÃO
Raquel dos Santos Funari.
GESTÃO DE TECNOLOGIAS APLICADAS Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo,
À EDUCAÇÃO Luis Carlos de Menezes, Maria Inês Fini Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza
coordenadora! e Ruy Berger em memória!.
Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe,
Direção da Área
Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina
Guilherme Ary Plonski AUTORES
Schrijnemaekers.

Coordenação Executiva do Projeto Linguagens


Coordenador de área: Alice Vieira. Ciências da Natureza
Angela Sprenger e Beatriz Scavazza Coordenador de área: Luis Carlos de Menezes.
Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins,
Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo
Gestão Editorial
Makino e Sayonara Pereira. Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene
Denise Blanes
Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta
Educação Física: Adalberto dos Santos Souza, Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana,
Equipe de Produção
Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso
Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.
Editorial: Amarilis L. Maciel, Ana Paula S. Bezerra,
Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira.
Angélica dos Santos Angelo, Bóris Fatigati da Silva,
Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite,
Bruno Reis, Carina Carvalho, Carolina H. Mestriner, LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto,
Carolina Pedro Soares, Cíntia Leitão, Eloiza Lopes, Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida
Érika Domingues do Nascimento, Flávia Medeiros, Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria
Giovanna Petrólio Marcondes, Gisele Manoel, Fidalgo. Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo
Jean Xavier, Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro,
LEM – Espanhol: Ana Maria López Ramírez, Isabel
Leslie Sandes, Mainã Greeb Vicente, Maíra de Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão,
Gretel María Eres Fernández, Ivan Rodrigues
Freitas Bechtold, Marina Murphy, Michelangelo Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia
Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.
Russo, Natália S. Moreira, Olivia Frade Zambone, González.
Física: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol,
Paula Felix Palma, Pietro Ferrari, Priscila Risso,
Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo
Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Renata Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet
de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti,
Regina Buset, Rodolfo Marinho, Stella Assumpção Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar,
José Luís Marques López Landeira e João Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell
Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e Tiago Jonas
Henrique Nogueira Mateos. Roger da PuriÅcação Siqueira, Sonia Salem e
de Almeida. Yassuko Hosoume.
Matemática
Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse
Coordenador de área: Nílson José Machado.
Micsik, Dayse de Castro Novaes Bueno, Érica Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe
Matemática: Nílson José Machado, Carlos
Marques, José Carlos Augusto, Juliana Prado da Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa
Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida Acunzo Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda
Forli, Maria Magalhães de Alencastro, Vanessa Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião.
Bianco e Vanessa Leite Rios. Walter Spinelli.
Caderno do Gestor
Edição e Produção editorial: R2 Editorial, Jairo Souza Ciências Humanas Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de
Design GráÅco e Occy Design projeto gráÅco!. Coordenador de área: Paulo Miceli. Felice Murrie.

Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

* Nos Cadernos do Programa São Paulo faz escola são


indicados sites para o aprofundamento de conhecimen- S239m São Paulo Estado! Secretaria da Educação.
tos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: caderno do professor; educação física,
e como referências bibliográficas. Todos esses endereços ensino fundamental ¹ anos Ånais, .a série / 7o ano / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria
eletrônicos foram checados. No entanto, como a internet é Inês Fini; equipe, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti. - São Paulo:
um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria da SE, 2014.
Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites
v. 2, 80 p.
indicados permaneçam acessíveis ou inalterados.
Edição atualizada pela equipe curricular do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais,
* Os mapas reproduzidos no material são de autoria de Ensino Médio e Educação ProÅssional ¹ CEFAF, da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica -
terceiros e mantêm as características dos originais, no que CGEB.
diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos ISBN 978-8--7849-.32-.
elementos cartográficos (escala, legenda e rosa dos ventos).
1. Ensino fundamental anos Ånais 2. Educação física 3. Atividade pedagógica I. Fini, Maria Inês.
* Os ícones do Caderno do Aluno são reproduzidos no II. Daolio, Jocimar. III. Venâncio, Luciana. IV. Neto, Luiz Sanches. V. Betti, Mauro. VI. Título.
Caderno do Professor para apoiar na identificação das CDU: 371.3:80..90
atividades.
Validade: 2014 – 2017

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