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➢ O CLIMA DA TERRA

➢ O CLIMA corresponde às condições meteorológicas que prevalecem por longo tempo em


uma região.

➢ Fatores que influenciam o clima: TEMPERATURA, PRECIPITAÇÃO, LUZ SOLAR e


VENTO.

➢ O MICROCLIMA são padrões muito localizados como micro habitats (ex.: debaixo de um
tronco caído)

➢ O MACROCLIMA engloba padrões em nível global, regional e de paisagem.


➢ PADRÕES CLIMÁTICOS GLOBAIS

➢ Padrões climáticos globais são determinados pelo aporte de energia solar e pelo movimento da Terra no espaço

➢ O aquecimento da atmosfera pelo sol estabelece as variações de temperatura, os ciclos de movimento de ar e água e a evaporação da água causa
variações latitudinais do clima
➢ PADRÕES CLIMÁTICOS GLOBAIS

➢ Variação latitudinal: Luz solar atinge os trópicos mais diretamente→ mais calor é liberado nessas regiões o q gera uma variação latitudinal. A latitude
é medida em relação a distancia de qlq ponto até a linha do equador.

➢ Equinócio de Março: Equador voltado p/ sol → Todas as regiões da Terra recebem 12h de luz.

➢ Solstício de Junho: Hemisfério Norte inclina se em direção ao sol resultando em dias mais longos e noites mais curtas enquanto no Hemisfério Sul
inclina se na direção oposta e tem o dias mais curtos e noites longas.

➢ Equinócio de Setembro: Equador voltado p/ sol → Todas as regiões da Terra recebem 12h de luz.

➢ Solstício de Dezembro: Hemisfério Norte inclina se em direção oposta ao sol resultando em dias curtos e noites longas enquanto no Hemisfério
Sul inclina se na direção do sol e tem o dias mais longos e noites mais curtas.
➢ PADRÕES CLIMÁTICOS GLOBAIS

➢ Gradientes Latitudinais:

➢ Comunidades tropicais que recebem luz e precipitação constantes são mais antigas do que comunidades temperadas e polares, que sofrem c/
glaciações.

➢ O tempo geológico é percebido mais rápido nos trópicos do que nos polos → eventos de especiação são mais rápidos nos trópicos

➢ As estações de crescimento em comunidades tropicais são mais longas que nas Tundras (latitude elevada).
➢ EFEITOS REGIONAIS E LOCAIS NO CLIMA

➢ SAZONALIDADE:

➢ A inclinação no eixo de rotação da Terra e seu movimento ao redor do sol criam variações. A variação no ângulo do sol no decorrer do ano afeta os
ambientes locais e podem ocorrer diferentes variações:

➢ Ciclos sazonais das médias às altas latitudes

➢ Diferenças no comprimento do dia

➢ Diferenças na incidência de radiação e na temperatura das regiões atingidas


➢ EFEITOS REGIONAIS E LOCAIS NO CLIMA

➢ SAZONALIDADE:
➢ EFEITOS REGIONAIS E LOCAIS NO CLIMA

➢ CORPOS DE ÁGUA:

➢ Os corpos de água geram gradientes de temperaturas nos ventos que circulam e aquecem ou resfriam diferentes regiões do globo

➢ A corrente do Golfo gera o clima ameno do noroeste da Europa


durante o inverno (em contraste c/ sudeste do Canadá)

➢ O sudeste do Canadá é resfriado corrente do Labrador


➢ EFEITOS REGIONAIS E LOCAIS NO CLIMA

➢ CORPOS DE ÁGUA:

➢ A água possui alto calor específico e por isso atua como moderadora das temperaturas de regiões costeiras. O ar fresco sobre o a água flui em
direção ao ar quente sobre a terra refrescando-a. E continua a fluir, se encontra uma cadeia de montanhas, ao subir o ar úmido se resfria e ocorre a
precipitação (chuva) (à barlavento do pico da montanha) e o ar desce a montanha seco, absorvendo umidade da vegetação existente à sotavento.
➢ EFEITOS REGIONAIS E LOCAIS NO CLIMA

➢ CORPOS DE ÁGUA:

➢ Gradiente Altitudinal: alterações na topografia. Ex.: variação da vegetação vista do sopé ao cume de uma montanha
➢ DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES

➢ A estrutura e a distribuição dos BIOMAS terrestres são controlados pelo clima e por perturbações

➢ Os biomas são zonas de vida caracterizadas pelo tipo de vegetação, clima …..

➢ CLIMA E BIOMAS TERRESTRES: Faixa de precipitação


semelhantes mas
➢ O CLIMA é um fator determinante na localização dos biomas terrestres temperaturas diferentes
➢ CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS BIOMAS

➢ CAMPOS TEMPERADOS tem maior probabilidade de serem ocupados por grandes mamíferos herbívoros e de terem fungos micorrízicos
arbusculares → campos temperados são dominados por gramíneas

➢ As áreas de transição entre biomas são chamadas de ECÓTONOS

➢ A estratificação vertical de florestas formam um DOSSEL que consiste em diferentes estratos de vegetação

➢ PERTURBAÇÕES E BIOMAS TERRESTRES:

➢ Perturbações são eventos que modificam a comunidade e alteram a disponibilidade de recursos

➢ Devido às perturbações os biomas tendem a ser fragmentados, contendo diferentes comunidades em uma única área
➢ CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS BIOMAS

➢ Cada bioma tem seus padrões de distribuição vegetal influenciado pelos diversos fatores como clima e perturbações

➢ EVOLUÇÃO CONVERGENTE na DISTRIBUIÇÃO DE ESPÉCIES


➢ FLORESTA TROPICAL

➢ Distribuição: regiões equatoriais e subequatoriais

➢ Temperatura: 25-29ºC c/ pequena variação sazonal

➢ Precipitação e Vegetação:

➢ Florestas pluviais tropicais:

➢ Precipitação constante c/ aproximadamente 2000 a 4000 mm por ano

➢ Possuem estratos emergentes acima do dossel fechado→ muito estratificadas

➢ Árvores perenifólias latifoliadas são dominantes


➢ Florestas secas tropicais:
➢ Epífitas são abundantes
➢ Precipitação sazonal c/ cerca de 1500 a 2000 mm por ano c/ 6-7 meses de seca

➢ Possuem menos estratos

➢ Frequentemente possuem árvores decíduas que perdem suas folhas na estação seca

➢ Arbustos espinhosos e plantas suculentas são comuns


➢ DESERTO

➢ Distribuição: regiões próximas à 30º de latitude norte e sul ou em faixas no interior dos continentes

➢ Temperatura: extrema variação sazonal diária → 50ºC à -30ºC

➢ Precipitação: baixa e variável→ menos de 300 mm/ano

➢ Vegetação:

➢ Suculentas, cactos, euforbiáceas, arbustos e ervas muito enraizados

➢ Frequentemente de metabolismo CAM ou C4 a

➢ Animais:

➢ Répteis, artrópodes, aves migratórias e roedores carnívoros → maioria noturna


➢ SAVANA

➢ Distribuição: regiões equatoriais e subequatoriais

➢ Temperatura: 24ºC à 29ºC c/ maior variação sazonal que as florestas tropicais

➢ Precipitação: sazonal c/ média anual variando de 300 - 500 mm/ano. A estação


seca pode durar até 9 meses

➢ Vegetação: apresentam adaptações às queimadas frequentes

➢ Gramíneas, ervas de folhas largas

➢ Animais:

➢ Grandes herbívoros pastejadores ou predadores carnívoros

➢ Insetos são a fauna dominante, especialmente cupins


➢ CHAPARRAL

➢ Distribuição: regiões costeiras de latitudes médias e é conhecido como chaparral (América do Norte),
Matorral (Espanha e Chile), Garigue e Maquis (sul da França) e Fynbos (África do Sul)

➢ Temperatura:

➢ Outono, inverno e primavera frios na faixa de 10 - 12ºC

➢ Verões entre 30 - 40ºC

➢ Precipitação: sazonal c/ invernos chuvosos e verões secos. Precipitação anual entre 300 - 500 mm/ano.

➢ Vegetação:

➢ Arbustos, árvores pequenas, gramíneas, ervas de folhas largas

➢ Plantas perenes resistentes à seca e também tem adaptações ao fogo


➢ CAMPO TEMPERADO

➢ Distribuição: também é conhecido como Veldts (África do Sul), Puszta (Hungria), Pampas (Argentina,
Uruguai e Brasil), Estepes (Rússia) e Campinas e Pradarias (centro da América do Norte)

➢ Temperatura:

➢ Invernos frios c/ médias em torno de -10ºC

➢ Verões quentes c/ médias na faixa de 30ºC

➢ Precipitação: sazonal c/ invernos secos e verões chuvosos. Precipitação anual entre 300 - 1000 mm/ano.

➢ Vegetação:

➢ SOLOS férteis e profundos

➢ Arbustos, árvores pequenas, gramíneas, ervas de folhas largas c/ no máximo 2m de altura

➢ Plantas perenes resistentes à seca e também tem adaptações ao fogo


➢ FLORESTA BOREAL DE CONÍFERAS OU TAIGA

➢ Distribuição: é o maior bioma terrestre do planeta. Se estende do norte da América do Norte e Eurásia
até o limite da tundra ártica.

➢ Temperatura:

➢ Invernos frios em torno de -50ºC e verões na faixa de 20ºC

➢ Precipitação: precipitação anual entre 300 - 700 mm/ano c/ secas periódicas.

➢ Existem florestas pluviais temperadas que podem receber mais de 3000 mm/anual de precipitação

➢ Vegetação:

➢ Pinheiros, abetos, coníferas, espruces

➢ A forma cônica impede que a neve se acumule em demasia e quebre seus galhos

➢ Tem menor diversidade vegetal que florestas latifoliadas temperadas


➢ FLORESTA LATIFOLIADA TEMPERADA

➢ Distribuição: presente em latitudes médias do hemisfério Norte e em pequenas áreas no Chile, África do
Sul, Austrália e Nova Zelândia.

➢ Temperatura:

➢ Próxima de 0ºC no inverno e nos verões quentes e úmidos ficam em torno de 35ºC

➢ Precipitação: precipitação anual entre 700 - 2000 mm/ano

➢ Vegetação:

➢ As florestas são estratificadas, mas c/ poucas epífitas

➢ As árvores dominantes no Hemisfério Norte são decíduas e na Austrália são espécies perenifólias

➢ Animais:

➢ No Hemisfério Norte muitos mamíferos hibernam


➢ TUNDRA

➢ Distribuição: recobre extensas áreas do ártico totalizando até 20% da superfície terrestre

➢ Temperatura:

➢ Invernos abaixo de -30ºC e médias de verão abaixo de 10ºC

➢ Precipitação:

➢ Tundra ártica anual entre 200 - 600 mm/ano

➢ Até 1000mm/anual na tundra alpina

➢ Vegetação:

➢ Vegetação herbácea c/ uma camada permanentemente congelada, o permafrost que limita o


crescimento das raízes

➢ Animais:

➢ Ursos, lobos, raposas, bois almiscarados.

➔ Muito explorada pela procura ao PETRÓLEO


➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ São caracterizados por suas características físicas e químicas

➢ Biomas marinhos apresentam concentrações salinas de aproximadamente 3%, biomas de água tem concentrações
inferiores à 0,1%

➢ ZONAÇÃO DOS BIOMAS AQUÁTICOS

➢ Na zona eufótica ha penetração de luz e os organismos fotossintetizantes são abundantes. A zona afótica tem
pouca penetração de luz. Juntas são chamadas de zona pelágica.

➢ A termoclina é uma camada estreita de água que separa a água superior uniformemente quente da água inferior
uniformemente fria
➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ Gradientes Ambientais: alterações graduais dos


fatores abióticos no espaço e no tempo compostas por
diferentes comunidades que se sucedem nesse
gradiente

➢ Zonação Espacial: zonação na distribuição das spcs no


espaço em resposta a fatores limitantes -> os limites são
mais visíveis. Ex.: costão rochoso
➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ ZONAÇÃO DOS BIOMAS AQUÁTICOS

➢ Alguns lagos temperados passam por uma mistura das camadas de água semianual denominada turnover
➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ LAGOS:

➢ Ambiente Físico: estratificado verticalmente. Lagos temperados tem termoclina sazonal e lagos tropicais
de planície tem termoclina ao longo do ano

➢ Ambiente Químico:

➢ Lagos Oligotróficos: pobres em nutrientes e ricos em oxigênio

➢ Lagos Eutróficos: pobres em oxigênio e ricos em nutrientes

➢ Organismos Fotossintetizantes:

➢ Zona litorânea: consiste nas águas rasas e transparentes junto à margem. Nela vivem plantas
aquáticas enraizadas e flutuantes

➢ Zona Limnética: distante da margem e mais profunda a ponto das plantas não conseguirem enraizar.
Habitada por organismos fitoplanctônicos
➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ ÁREAS ÚMIDAS:

➢ Ambiente Físico: habitat submetido a inundação que sustenta plantas


adaptadas ao solo saturado de água

➢ Ambiente Químico: tem pouco oxigênio dissolvido

➢ Organismos Fotossintetizantes: ambiente rico em turfeiras (briófitas)


➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ RIACHOS E RIOS:

➢ Ambiente Físico: águas frias, claras, turbulentas e velozes

➢ Ambiente Químico: o conteúdo de sais e nutrientes aumenta da nascente p/ foz

➢ Características Geológicas: fundo frequentemente rochoso


➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ ESTUÁRIOS:

➢ Ambiente Físico: área de transição entre o rio e o mar


➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ ZONA ENTREMARÉS:

➢ Ambiente Físico: zonas periodicamente submersas


➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ ZONA PELÁGICA OCEÂNICA:

➢ Ambiente Físico: devido à transparência da água a zona eufótica se estende a profundidades maiores que das águas litorâneas (ou nerítica).
Recobre 70% da superfície terrestre

➢ Ambiente Químico: níveis de oxigênio altos e de nutrientes baixos


➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ RECIFES DE CORAIS:

➢ Ambiente Físico: formados a partir do carbonato de cálcio dos esqueletos de corais

➢ Ambiente Químico: necessitam de elevados níveis de oxigênio


➢ BIOMAS AQUÁTICOS

➢ ZONA BENTÔNICA MARINHA:

➢ Ambiente Físico: corresponde ao fundo do mar. Exceto em áreas rasas, não recebe luz solar. Os organismos do fundo do mar ou zona abissal são
adaptados ao frio e a altas pressões

➢ Ambiente Químico:

➢ Características Geológicas: frequentemente recoberto por sedimentos macios

➢ Organismos Fotossintetizantes: quimioautotróficos (oxidam H2S)


➢ DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES

➢ Carnegiea gigantea é uma espécie de cacto conhecido como saguaro presente no sudoeste
dos EUA e no noroeste do México

➢ Ao norte a temperatura limita sua distribuição → não sobrevivem abaixo de -4ºC


➢ DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES
➢ DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES

➢ Dispersão e Distribuição:

➢ DISPERSÃO é o movimento de indivíduos ou gametas p/ longe de sua área de origem ou


dos centros de alta densidade populacional

➔ Há 200 mil anos a garça vaqueira (Bubulcus ibis) era encontrada apenas na África e no
sudoeste da Europa.

➔ Ao final dos anos 1800 algumas dessas aves atravessaram o Oceano Atlântico e
colonizaram o nordeste da América do Sul e seguiram se dispersando até chegarem à
Flórida em 1960

➔ A dispersão p/ longas distâncias pode levar à intensa radiação adaptativa


➢ DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES

➢ Comportamento:

➢ O comportamento de SELEÇÃO DE HÁBITAT limita a distribuição das espécies:

➢ Fêmeas de insetos com frequência depositam seus ovos apenas em resposta à um


conjunto específico de estímulos

➢ Larvas da Broca-de-milho-europeia depositam seus ovos apenas nas folhas de milho


porque são atraídas por odores da planta. Em locais onde o milho não é encontrado a
broca-de-milho-europeia também não ocorre.
➢ DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES

➢ Fatores Bióticos:

➢ Fatores como herbivoria, predação, ausência de polinizadores, recursos alimentares escassos, parasitos e competidores limitam a distribuição de
espécies
➢ DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES

➢ Fatores Abióticos:

➢ Temperatura:

➢ A maioria dos organismos possui uma faixa de temperatura ótima p/


sobrevivência que fica em torno de 0ºC à no máximo 45ºC

➢ Água e Oxigênio:

➢ O oxigênio se difunde mais lentamente na água que no ar, então a água afeta a
disponibilidade de oxigênio em ambientes aquáticos e solos inundados e
consequentemente limita a respiração celular e outros processos fisiológicos

➢ Salinidade:

➢ Concentração salina do ambiente afeta o equilíbrio osmótico dos organismos

➢ Luz Solar:

➢ O dano UV limita a distribuição de espécies em determinadas altitudes próximas


à montanhas
➢ DINÂMICA DE POPULAÇÕES

➢ POPULAÇÃO: grupo de indivíduos da msm espécie vivendo na msm área → dependem dos msm recursos e são aptos a interagir e procriar entre si

➢ Processos biológicos influenciam a densidade, dispersão e demografia de populações


➢ DINÂMICA DE POPULAÇÕES

➢ Densidade e Dispersão:

➢ Densidade: número de indivíduos por área ou volume

➢ Afetada por nascimentos, mortes, imigração e emigração

➢ Dispersão: padrão de espaçamento entre indivíduos dentro dos limites da população

➢ Padrões uniformes podem ser resultado


de TERRITORIALIDADE

➢ Nas plantas esse padrão pode ser


mantido ou criado por substâncias
secretadas que inibem o crescimento de
outras plantas (ex.: ALELOPATIA)
➢ DINÂMICA DE POPULAÇÕES

➢ Demografia: taxas de nascimentos e mortes

➢ Tabelas de Vida: para construir uma tabela de vida pode-se seguir a trajetória de uma COORTE→ acompanha
um grupo de indivíduos da msm idade do nascimento até a morte de todos os indivíduos
➢ DINÂMICA DE POPULAÇÕES

➢ Demografia: taxas de nascimentos e mortes

➢ Curvas de Sobrevivência: método gráfico p/ representar uma tabela de vida→ padrão de


mortalidade nas diferentes idades ao longo da vida dos indivíduos da população

➢ Curva Tipo I: curva convexa horizontal no início (baixas taxas de mortalidade) e depois cai
acentuadamente a medida que a mortalidade dos indivíduos mais velhos aumenta. Esse tipo de
curva é observado em populações com prole pequena e que exibem algum cuidado parental ex.:
humanos

➢ Curva Tipo II: reta → taxas de mortalidades constantes ex.: invertebrados, lagartos e plantas
anuais

➢ Curva Tipo III: curva concava → cai abruptamente no início devido às altas taxas de mortalidade
dos juvenis e se horizontaliza à medida que a mortalidade diminui nos indivíduos sobreviventes.
Esse tipo de curva é associado à proles grandes c/ pouco ou nenhum cuidado parental ex.: vegetais
de vida longa, peixes e invertebrados marinhos
➢ DINÂMICA DE POPULAÇÕES

➢ Demografia: taxas de nascimentos e mortes

➢ Taxas de Reprodução: são mensuradas baseadas no número de fêmeas gerando


fêmeas → estimativas do número de fêmeas procriando
➢ DINÂMICA DE POPULAÇÕES

➢ Demografia: taxas de nascimentos e mortes

➢ Taxas de Reprodução: são mensuradas


baseadas no número de fêmeas gerando
fêmeas → estimativas do número de fêmeas
procriando
➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Taxas de Crescimento per capta: consideram que os recursos são ilimitados

Legenda:

N = tamanho da população

t = tempo

ΔN = mudança no tamanho
da população

B = número de nascimentos

D = número de mortes
➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Taxas de Crescimento per capta:

➢ A taxa de natalidade per capta é o número de descendentes gerados por unidade de tempo por um membro médio da população

➢ Ex.: 34 nascimentos em um ano numa população de 1000 indivíduos → a taxa de natalidade anual (b) per capta é 34/1000 (0,034)

➢ Calcular o número esperado de nascimentos por ano em uma população de qualquer tamanho:
Legenda:
➢ Ex.: considerando uma população com 500 indivíduos
N = tamanho da população
➢ B= bN → B = 0,034 x 500 → B = 17 por ano
b = taxa de natalidade anual

B = número de nascimentos esperado


➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Taxas de Crescimento per capta:

➢ A taxa de mortalidade per capta (m) é o número esperado de mortes por unidade de tempo em uma população de qualquer tamanho

➢ Ex.: D = mN → D = 0,016 x 1000 → D = 16 mortes por ano em uma população de 1000 indivíduos

Legenda:
➢ Equação de Crescimento Populacional:
N = tamanho da população

ΔN = mudança no tamanho da população

D = taxa de mortalidade anual

m = taxa de mortalidade per capita

b = taxa de natalidade anual

B = número de nascimentos esperado

t = tempo
➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL Legenda:

➢ Taxas de Crescimento per capta: N = tamanho da população

➢ Equação de Crescimento Populacional: ΔN = mudança no tamanho da população

➢ A taxa de aumento per capita (r) é a diferença entre a taxa de natalidade e mortalidade: D = taxa de mortalidade anual

➢ r=b–m m = taxa de mortalidade per capita

➢ O valor de r indica se uma determinada população está crescendo (r > 0) ou diminuindo (r < 0) b = taxa de natalidade anual

➢ O crescimento populacional nulo (CPN) indica que r = 0 → as taxas de mortalidade e B = número de nascimentos esperado
natalidade são iguais
t = tempo

r = taxa de aumento per capita


➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL Legenda:

➢ Taxas de Crescimento per capta: N = tamanho da população

➢ Equação de Mudança no Tamanho Populacional: ΔN = mudança no tamanho da população

➢ Obs.: não inclui imigração e emigração D = taxa de mortalidade anual

➢ Equação de Crescimento Populacional Instantânea (rinst): m = taxa de mortalidade per capita

➢ Taxa de crescimento em intervalos de tempo mais curtos→ Δt muito pequenos → expresso em b = taxa de natalidade anual
dt (tempo discreto).
B = número de nascimentos esperado

➢ À medida que Δt torna-se mais curto, o r discreto aproxima-se do valor de rinst instantâneo. t = tempo

r = taxa de aumento per capita


➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Crescimento Populacional Exponencial:

➢ Em populações cujos membros tem acesso a alimento abundante e são livres para se
reproduzir segundo sua CAPACIDADE FISIOLÓGICA tem aumento populacional
denominado CRESCIMENTO POPULACIONAL EXPONENCIAL, ocorre quando rinst é maior
do que zero e constante em cada instante no tempo.

➢ Sob condições ideais a taxa de aumento per capita pode assumir a taxa máxima para a
espécie, estipulada como rmáx. A equação geral para o crescimento exponencial é:

➢ Uma população que tem aumento populacional exponencial resulta em uma curva de
crescimento em “J” em que o tamanho populacional é plotado ao longo do tempo
➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Crescimento Populacional Exponencial:

➢ Populações com crescimento exponencial tem taxas constantes de crescimento,


entretanto populações grandes acumulam mais novos indivíduos que populações pequenas
resultando em curvas tornam-se progressivamente mais abertas ao longo do tempo

➢ A curva de crescimento exponencial em forma de “J” é característica de algumas populações


introduzidas em um novo ambiente ou cujos números foram reduzidos por um evento
catastrófico e estão se recompondo.

➢ Ex.: a população de elefantes no Parque Nacional Kruger, África do Sul, cresceu


exponencialmente por cerca de 60 anos após terem sido protegidos da caça pela primeira
vez. (ex.: o zoológico do pablo escobar)

➢ O número progressivamente grande de elefantes acabou causando danos à vegetação


do parque, provocando um colapso no seu suprimento alimentar.
➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Crescimento Populacional Logístico:

➢ O modelo de crescimento populacional logístico postula que uma população cresce mais lentamente a medida que se aproxima da sua
CAPACIDADE DE SUPORTE (K)

➢ A capacidade de suporte é definida como tamanho máximo de uma população que um determinado ambiente pode sustentar

➢ Modelo de Crescimento Logístico:

➢ As taxas de crescimento (r) mudam à medida que o tamanho da população (N) aumenta → a taxa de crescimento per capta tende a zero à
medida que o tamanho da população se aproxima da capacidade de suporte (K):

➢ Quando N é pequeno quando comparado ao K, o termo (K – N)/K é próximo de um e a taxa de aumento per capita, rinst (K – N)/K, aproxima-se da
taxa de aumento máximo.

➢ Quando N é grande e os recursos são limitantes, então (K – N)/K é próximo de zero, e a taxa de aumento per capita é pequena.

➢ Quando N se iguala a K, a população para de crescer.


➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Modelo de Crescimento Logístico:

➢ Curva sigmoide (em forma de “S”) quando N é plotado ao longo do tempo

➢ A taxa de crescimento populacional (r) decresce à medida que N se aproxima de


K
➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Modelo de Crescimento Logístico:

➢ As populações se ajustam instantaneamente ao crescimento


➢ CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Hipóteses p/ o Modelo de Crescimento Logístico:

➢ Efeito de Allee:

➢ Se o tamanho da população for demasiadamente pequeno os indivíduos podem apresentar períodos de difícil sobrevivência e reprodução. Ex.:
uma única planta é mais facilmente perturbada pelo vento do que quando protegida por um grupo de plantas.
➢ HISTÓRIA DE VIDA

➢ Evolução e Diversidade da História de Vida:

➢ Características que afetam o programa de reprodução e sobrevivência de um organismo constituem sua HISTÓRIA DE VIDA

➢ As características da história de vida são produtos da SELEÇÃO NATURAL

➢ Em cada espécie existem compensações (trade-offs) entre as características de sobrevivência e de reprodução, como frequência de
reprodução, número de descendentes e investimento no cuidado parental
➢ HISTÓRIA DE VIDA

➢ Principais Variáveis de uma História de Vida:

➢ 1) Quando a reprodução começa→ idade da primeira reprodução ou idade da maturidade

➢ 2) Número de descendentes gerados por episódio reprodutivo

➢ 3) Frequência dos eventos reprodutivos:

➢ Semelparidade: evento único de reprodução c/ prole numerosa. Ex.: salmão,


agave (planta). É favorecida em ambientes variáveis ou imprevisíveis

➢ Iteroparidade: múltiplos eventos reprodutivos c/ poucos descendentes de


tamanho corporal grande e frequentemente apresentam cuidado parental.
Relacionado à ambientes confiáveis mas que podem apresentar competição
intensa.
➢ HISTÓRIA DE VIDA

➢ Compensações (trade-offs) e Histórias de Vida:

➢ Compensação entre reprodução e sobrevivência:


➢ HISTÓRIA DE VIDA

➢ Compensações (trade-offs) e Histórias de Vida:

➢ A seleção de atributos sensíveis à densidade populacional (é favorecido em densidades altas) é denominada SELEÇÃO K ou seleção dependente
de densidade

➢ Esse tipo de seleção opera em populações que vivem próximas à capacidade de suporte (K) e a competição entre indivíduos é intensa

➢ Seleção K ou seleção dependente da densidade → favorecidos em densidade alta, populações que vivem próximas à K → competição
intensa.

➢ Reprodução tardia e prole menor e de maior tamanho corporal

➢ Mecanismos de regulação:

➢ Competição por recursos

➢ Doenças e predação

➢ Territorialidade

➢ Resíduos tóxicos do próprio metabolismo


➢ HISTÓRIA DE VIDA

➢ Compensações (trade-offs) e Histórias de Vida:

➢ A seleção de atributos que maximizam o sucesso reprodutivo em ambientes c/ baixa densidade é denominada SELEÇÃO r ou seleção
independente da densidade

➢ Os indivíduos enfrentam pouca competição

➢ Seleção R ou seleção independente da densidade → favorecidos em densidade baixa. Ambientes bem abaixo de K → Pouca competição.
Habitats com perturbação.
➢ CONTROLE DO CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Mudança Populacional e Densidade Populacional:

➢ Taxas de natalidade e mortalidade que não se alteram c/ a densidade populacional são ditas independentes de densidade

➢ A reprodução (e taxas de natalidade) podem ser dependentes de densidade e a sobrevivência (taxa de mortalidade) pode ser independente da
densidade.
➢ CONTROLE DO CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Mecanismos de Regulação Populacional Dependente da Densidade:

➢ Predação:

➢ A medida que a população de presas aumenta predadores podem


passar a se alimentar preferencialmente dessa espécie.

➢ Ex.: À medida que a densidade de B. frenatus crescia, aumentava a


predação por P. clathratus, resultando em uma proporção mais alta
de mortes de B. frenatus.
➢ CONTROLE DO CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Mecanismos de Regulação Populacional Dependente da Densidade:

➢ Competição por Recursos:

➢ O aumento da densidade intensifica a competição por recursos reduzindo as taxas


reprodutivas. Obs.: o uso de fertilizantes reduz a competição por nutrientes do solo.

➢ Doenças:

➢ As taxas de transmissão de doenças aumentam com o adensamento da população. Obs.:


doenças virais como gripes se espalham mais rápido em cidades densamente povoadas do
que na zona rural.

➢ Territorialidade:

➢ Os indivíduos competem pelo espaço


➢ CONTROLE DO CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Mecanismos de Regulação Populacional Dependente da Densidade:

➢ Fatores Intrínsecos:

➢ Alterações no metabolismo do animal como por exemplo o estresse devido à alta densidade
msm com abundância em recursos pode retardar a maturação sexual alterar outros
mecanismos de natalidade e mortalidade.

➢ Resíduos Tóxicos:

➢ As leveduras, como a levedura da cerveja (Saccharomyces cerevisiae), são usadas para


converter carboidratos em etanol na fabricação do vinho. O etanol que se acumula no vinho é
tóxico às leveduras e contribui para a regulação (dependente da densidade) do tamanho da
sua população.

➢ O conteúdo de álcool no vinho geralmente é inferior a 13% pois essa é a concentração


máxima de etanol que a maioria das células de leveduras produtoras de vinho pode tolerar.


➢ CONTROLE DO CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Dinâmica Populacional:

➢ DINÂMICA POPULACIONAL consiste nas flutuações de tamanho das populações de ano p/ ano ou de lugar p/ lugar

➢ Estabilidade e Flutuação:

Pico de lobos

Inverno severo
➢ CONTROLE DO CRESCIMENTO POPULACIONAL

➢ Dinâmica Populacional:

➢ Imigração, Emigração e Metapopulações:

➢ Várias populações locais conectadas por imigrações e emigrações formam uma METAPOPULAÇÃO
➢ POPULAÇÕES HUMANAS

➢ População Humana Global:


➢ POPULAÇÕES HUMANAS

➢ Padrões Regionais de Mudança Global:

➢ TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA consiste no processo de redução das taxas de natalidade e mortalidade devido o processo de industrialização e a
melhoria das condições de vida
➢ POPULAÇÕES HUMANAS

➢ Padrões Regionais de Mudança Global:

➢ Estrutura Etária:


➢ POPULAÇÕES HUMANAS

➢ Padrões Regionais de Mudança Global:

➢ Capacidade de Suporte Global:

➢ O conceito de PEGADA ECOLÓGICA envolve a área agregada de terra e água necessária a cada pessoa, cidade ou nação para produzir todos
os recursos que consome e absorver todos os resíduos que gera