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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE

DIREITO DA VARA DA COMARCA DE SÃO PAULO (SP)

AÇÃO DE COBRANÇA DE
SEGURO OBRIGATÓRIO (DPVAT)

PROCEDIMENTO ORDINÁRIO

JUSTIÇA GRATUÍTA

OVELISIO BALDO, brasileiro, viúvo,


lavrador, (SP), por seu advogado e procurador infra-assinado
(mandato incluso), vem, com todo respeito e acatamento, à
presença de Vossa Excelência, amparado pelos dispositivos
contidos no artigo 282 e seguintes do Código de Processo Civil, c.c.
a Lei nº. 6.194 de 19.12.1974 e Lei nº 8.441 de 13.07.92, para
propor a presente AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO
OBRIGATÓRIO - DPVAT contra ITAÚ SEGUROS S/A, empresa
devidamente inscrita no C.N.P.J. sob nº 61.557.039/0001-07,
sediada à Praça Alfredo Eggydio de Souza Aranha nº. 100, Torre
ItauSeg, Parque Jabaquara, CEP: 04.344-902, São Paulo, Capital,
passando a expor e finalmente requerer o seguinte:
DOS FATOS

01.- O requerente é o pai de


IVANILDE BALDO, vítima em acidente de trânsito, tendo falecida
aos 12 de setembro de 1.989.

02.- O requerente, por ocasião, do


acidente ficou muito abalado com a perda de sua filha e, em razão
de não ter em mãos os documentos necessários e até mesmo por
falta de conhecimento e orientação, não pleiteou o pagamento do
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SEGURO OBRIGATÓRIO – DPVAT. O requerente tentou dar
entrada na documentação para o recebimento do seguro obrigatório
– DPVAT junto à seguradora requerida, a qual exigiu para o
recebimento da documentação que fornecesse o original ou cópia
autenticada do Bilhete de Seguro – DUT (Documento Único de
Trânsito), referente ao Seguro Obrigatório de Danos Pessoais
Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, do veículo
envolvido no acidente.

03.- Conforme consta da Portaria


expedida pela Delegacia de Polícia de Jaú (SP), a vítima foi
atropelada pelo veículo Volkswagen/Santana/Quantum, ano 89,
placas nº AQ-4004, de cor cinza/prata, da cidade de São Paulo, de
propriedade de ALVARO CORREA DE BARROS PARADA. Como se
vê, o requerente não era o proprietário do veículo, o que torna
impossível a apresentação do DUT – Documento Único de Trãnsito.
No entanto, a FENASEG que administra o Convênio DPVAT tem
sem seus arquivos o comprovante do recolhimento do SEGURO
OBRIGATÓRIO – DPVAT (DUT)

DO DIREITO

04.- O requerente quer consignar,


antes de debater sobre o mérito do pedido, as questões relativas
sobre legitimidade ativa, da prescrição e do seu direito ao
recebimento da indenização.
04.1.- Sobre a legitimidade ativa para
propor a presente ação, seu pedido tem embasamento no disposto
do artigo 4º., da Lei nº. 6.194/74, que estabelece o seguinte:

“Art. 4º. – A indenização no


caso de morte será paga, na
constância do casamento, ao
cônjuge sobrevivente; na sua falta,
aos herdeiros legais.”

O requerente é viúvo de IVANILDE


MORETTI BALDO, mãe da vítima, que faleceu aos 12 de setembro
de 1.966.

04.2.- O artigo 177 do Código Civil,


estabelece que, para as ações pessoais, a prescrição ocorre,
ordinariamente, em 20 anos; as reais, entre presentes, em 10

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anos e, entre ausentes em 15 anos, contados da data em que
poderiam ter sido propostas.

Assim, sendo a presente, uma ação


promovida por terceiro beneficiário contra a seguradora, a
conclusão a que se chega é de que o prazo prescricional ocorre
em 20 anos. O inciso II, do § 6º., do artigo 178, do Código Civil
não se aplica ao caso, que trata de ação do segurado contra a
seguradora e vice-versa, mesmo porque, o seguro obrigatório
não se confunde com o contrato regulado pelo Código Civil, que
é de cunho consensual e facultativo entre as partes.

04.3.- A doutrina e a jurisprudência se


firmaram no sentido da obrigatoriedade de que, qualquer das
seguradoras que integrem o quadro da FENASG, são responsáveis
pelo pagamento do seguro obrigatório, independentemente da
comprovação de recolhimento por parte dos familiares da vítima. Se
o proprietário do veículo deixou de recolher o seguro, a seguradora
poderá ingressar com ação regressiva para recebimento do seu
crédito. O que não pode é a seguradora se omitir, deixando de pagar
o prêmio devido, aos beneficiários da vítima.

05.- Assim, é óbvio, que não tendo a


seguradora, liquidado o sinistro, ao requerente, não existe outra
alternativa senão a presente ação judicial.

DA JURISPRUDÊNCIA

06.- Quer aqui deixar registrado os


seguintes julgados sobre a matéria:

06.1.- DA INDENIZAÇÃO DEVIDA NA


FALTA DE PAGAMENTO DO PRÊMIO.

(E) SEGURO - SEGURO OBRIGATÓRIO - PRÊMIO


IMPAGO - INDENIZAÇÃO - SALÁRIO MÍNIMO - A
falta de pagamento do prêmio de seguro obrigatório
não é motivo para a recusa do pagamento da
indenização. Lei nº 8.441, de 13.07.1992. O valor do
seguro pode ser estipulado em salários mínimos.
Precedentes da 2ª Seção do STJ. Leis nºs 6.194/74,
6.205/75 e 6.423/77.

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(STJ - 4ª T.; Rec. Esp. nº 67.763-RJ; Rel. Min. Ruy
Rosado de Aguiar; j. 17.10.1995; v.u.; DJU, Seção I,
18.12.1995, p. 44.581, ementa.)
BAASP, 1931/130-e, de 27.12.1995

SEGURO OBRIGATÓRIO - RESPONSABILIDADE


CIVIL - ACIDENTE DE TRÂNSITO - VEÍCULO
CAUSADOR DO ACIDENTE COM APÓLICE
VENCIDA Recolhimento atrasado. Retroatividade do
contrato à data anterior. Inteligência do artigo 7º da
Lei nº 8.441/92. Cobrança, porém, devida antes dessa
norma. Ação procedente.
Sentença mantida.
(1º TAC - 10ª Câm.; Ap. Sum. nº 593.472-5-São Paulo;
Rel. Juiz Antonio de Pádua Ferraz Nogueira; j.
21.02.1995; v.u.) BAASP, 1920/330-j, de
11.10.1995
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos....
Acordam, em Décima Câmara do Primeiro Tribunal de
Alçada Civil, por votação unânime, negar provimento
ao recurso.
Cuida-se de ação de cobrança de seguro obrigatório,
cuja r. sentença de fls. 23/24, adotado o seu relatório,
julgou-a procedente.
Apela a vencida sustentando, em síntese, descabida a
aplicação do artigo 7º da Lei nº 8.441/92, ferindo o
artigo 170 da CF/88. E, via de conseqüência, ocorre a
falta do interesse de agir, sendo de se extinguir o
processo, nos termos do artigo 267, VI, do CPC. Além
disso, a Lei nº 8.441/92 é posterior ao evento danoso
ocorrido com o filho dos apelados, não podendo
retroagir sua aplicação.
Postula, desse modo, o provimento do recurso, para que
a ação seja julgada improcedente, invertidos os ônus da
sucumbência.
Recurso tempestivo, respondido e preparado.
É o relatório.
O acidente ocorreu em 07.12.1991, tendo o motorista do
carro responsável efetuado o pagamento do seguro
obrigatório em 07.02.1992.
Não se trata, evidentemente, só de aplicação da Lei nº
8.441, de 13.06.1992 (artigo 7º e §1º - fls. 15 e 16), que
estabelece: "Artigo 7º - A indenização por pessoa
vitimada por veículo não identificado, com seguradora
não identificada, seguro não realizado ou vencido, será
paga nos mesmos valores, condições e prazos dos
demais casos por um consórcio constituído,
obrigatoriamente, por todas as sociedades seguradoras
que operem no segundo objeto desta Lei.
§1º - O consórcio de que trata este artigo poderá haver
regressivamente do proprietário do veículo os valores
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que desembolsar, ficando o veículo, desde logo, como
garantia da obrigação, ainda que vinculada a contrato
de alienação fiduciária, reserva de domínio, 'leasing' ou
qualquer outro." É que, sendo obrigatório o seguro,
quando pago posteriormente ao término do período
anterior, há o pressuposto de que o pagamento tardio
não deixou de retroagir àquele termo final.
Como já decidiu esta 10ª Câmara, "se logo em seguida,
alguns meses após, como alegado na espécie, ocorreu o
recolhimento desse prêmio do seguro, sua eficácia há de
retroagir até a data do vencimento do seguro anterior,
vencendo o novo contrato no mesmo prazo, posto que
inadmissível um período sem seguro obrigatório, visto
haver imposição legal para isso". Quando não, à
seguradora ou ao consórcio cabe "pagar o seguro
obrigatório e voltar-se contra o responsável pelo ato
ilícito, pois não se pode burocratizar e dificultar tal
indenização"
(cf. Apelação Sumaríssima nº 565.545/2, de Cubatão, 1º
TACSP, 10ª Câm., v.u., j. em 05.07.1994; e Agravo de
Instrumento nº 612.071/2, de São Paulo, 1º TACSP,
v.u., j. em 29.11.1994).
Por conseguinte, em face desse critério, descabe o
exame da argüição de inconstitucionalidade da norma
adotada na r. sentença recorrida. Aliás, a Lei nº8.441/92
só veio dar respaldo ao critério acima adotado,
transferindo o ônus para um consórcio de sociedades
seguradoras.
Por tais fundamentos, é de se manter a decisão
recorrida.
Diante do exposto, nega-se provimento ao recurso.
Presidiu o julgamento, com voto, o Juiz Paulo
Hatanaka e dele participou o Juiz Remolo Palermo.
São Paulo, 21 de fevereiro de 1995.
Antonio de Pádua Ferraz Nogueira - Relator.

06.2.- CABIMENTO DA AÇÃO DE


COBRANÇA

Com relação ao cabimento da ação de


cobrança da indenização do seguro obrigatório DPVAT, em valor
correspondente a 40 (quarenta) salários mínimos do dia do
pagamento, em razão da inobservância da Lei 6.194/74, art.3º,
também encontramos total apoio da jurisprudência pátria, como
abaixo descrito :

SEGURO OBRIGATÓRIO – RESPONSABILIDADE


CIVIL – ACIDENTE DE TRÂNSITO – COBRANÇA
DE DIFERENÇA DE QUANTIA PAGA A MENOR –
RECEBIMENTO PARCIAL DO VALOR FEITO
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MEDIANTE RESSALVA LEGAL HIPÓTESE EM
QUE ASSIM NÃO FOSSE, TRATANDO-SE DE LEI
DE ORDEM PÚBLICA, É INÓCUO E
IRRELEVANTE O RECIBO COM QUITAÇÃO
GENÉRICA PARA NADA MAIS RECLAMAR –
PRELIMINAR DE CARÊNCIA REJEITADA. SEGURO
OBRIGATÓRIO – INDENIZAÇÃO – VALOR
EQUIVALENTE A 40 SALÁRIOS MÍNIMOS –
RECEBIMENTO A MENOR, COM RESSALVA –
POSSIBILIDADE – ARTIGO 3 DA LEI nº 6.194/74 NÃO
REVOGADO PELAS LEIS NS. 6.205/75 E 6.423/77
(SÚMULA 37 DESTA CORTE ) – ARTIGO 7, INCISO
IV DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 –
COBRANÇA DA DIFERENÇA PROCEDENTE-
“RECURSO IMPROVIDO”.
“Primeiro Tribunal de Alçada Civil de São Paulo – NP.:
00627885-5/00 TP.: APELAÇÃO SUMARISSIMO – NA.:
627885 PP.9 – CO.: SÃO PAULO – DJ.: 13/09/95 OJ.:
5ª CÂMARA – DP.: MF 9/NP – JTA/LEX 156/201 – Rel.
SÍLVIO MARQUES – DEC.: Unanime

06.3.APLICABILIDADE DO ART. 3º DA
LEI 6.194/74

Com relação á aplicabilidade do art. 3º


da Lei 6.194/74, a jurisprudência consolidou-se no sentido de que as
Leis 6.205/75 e 6.423/77, bem como a própria Carta Magna não lhe
retiraram seu vigor, devendo ser aplicado em todo seu teor, para fins
de fixação da indenização ali estabelecida. Assim se posicionam
nossos tribunais:

SÚMULA 37 TASP – “Na indenização


decorrente de seguro obrigatório, o art. 3º da
Lei 6194/74 não foi revogado pelas Leis
6205/75 e 6423/77 ( revogada a Súmula 15 )”
( Un. de jur. 483244/6 – 2ª, v.u.j. 18/03/93 )
“Superior Tribunal de Justiça – Tribunal : STJ –
Acórdão RIP: 7884 – Decisão: 30/06/92 – Proc.: RESP nº
20802, Ano: 92 – SP – Turma: 04 – Recurso Especial:
Publicação: 10/08/92 – DJ – Pág. 11.954 – EMENTA:
SEGURO OBRIGATÓRIO de danos pessoais. Fixação
da indenização com base em salários mínimos. Lei 6194,
art. 3º. Leis 6205/75 e 6423/77. As Leis 6205 e 6423 não
revogaram o critério de fixação da indenização (Lei
6194/74, art. 3º) em salários mínimos, quer pelo
marcante interesse social e previdenciário desta
modalidade de seguro, como porque a lei anterior
estabeleceu critério de fixação de valor indenizatório,
não se constituindo no fator de correção monetária que
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as leis supervenientes buscaram afastar. Recurso
Especial conhecido pelo dissídio, mas ao qual se nega
provimento. Relator: Min. 1083 – Ministro ATHOS
CARNEIRO. Observação: POR UNANIMIDADE
CONHECER DO RECURSO E NEGAR-LHE
PROVIMENTO. Referência: LEG: FED LEI: 6194 ANO:
1974, ART. 3º; LEG: FED LEI: 6205 ANO: 1975; LEG:
FED LEI: 6.423 ANO:1977; LEG: FED DEL: 4657
ANO:1942 LICC-42 LEI DE INTRODUÇÃO AO
CÓDIGO CIVIL; art. 2º , § 2º ”.

“Superior Tribunal de Justiça- TRIBUNAL: STJ


ACÓRDÃO RIP: 00008167 DECISÃO: 06-04-1993 –
PROC: RESP NUM:0033501 ANO: 93 UF: SP TURMA:
04 – RECURSO ESPECIAL – PUBLICAÇÃO: DJ DATA:
10/05/1993 PG: 08640- EMENTA: SEGURO
OBRIGATÓRIO. INDENIZAÇÃO. SALÁRIO
MÍNIMO. AS LEIS NS. 6205/75 E 6423/77 NÃO
REVOGARAM O ART. 3º DA LEI nº 6194/74. O
SALÁRIO MÍNIMO NO CASO NÃO SE CONSTITUI
EM FATOR DE CORREÇÃO MONETÁRIA, MAS
SIM EM BASE QUANTIFICAÇÃO DO MONTANTE
RESSARCITÓRIO. PRECEDENTE DA EG.
SEGUNDA SEÇÃO. RECURSO ESPECIAL
CONHECIDO E PROVIDO. – RELATOR: MIN: 1089 –
MINISTRO BARROS MONTEIRO – OBSERVAÇÃO:
POR UNANIMIDADE, CONHECER DO RECURSO E
DAR-LHE PROVIMENTO. – VEJA: RESP. 4.394-SP
(STJ); RESP. 12.145-SP (STJ). REFERÊNCIA: LEG:
FED LEI: 006194 ANO: 1974 – ART: 3 ART: 7 PAR: 1. –
LEG: FED LEI: 006205 ANO: 1975. – LEG: FED LEI:
006423 ANO: 1977. – CATÁLOGO: CT0003 RECURSO
ESPECIAL – NEGATIVA DE VIGÊNCIA DE LEI
FEDERAL”.

“Superior Tribunal de Justiça – TRIBUNAL: STJ


ACÓRDÃO RIP: 00065235 DECISÃO: 27-02-1996
PROC: RESP NUM: 0082018 ANO: 95 UF: MG
TURMA: 04- RECURSO ESPECIAL – PUBLICAÇÃO:
DJ DATA: 29/04/1996 PG: 13423 – EMENTA: SEGURO
OBRIGATÓRIO DE DANOS PESSOAIS.
INDENIZAÇÃO. SALÁRIO MÍNIMO. O SEGURO
OBRIGATÓRIO DE DANOS PESSOAIS POR
MORTE DO SEGURADO DEVE CORRESPONDER
AO VALOR DE 40 SALÁRIOS MÍNIMOS, NOS
TERMOS DO ART. 3. DA LEI 6.194/74, QUE NÃO
FOI REVOGADA PELO DISPOSTO NAS LEIS
6.205/75 E 6.423/77. PRECEDENTES DA 2ª. SEÇÃO.
RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. – RELATOR:
MIN: 1102 – MINISTRO RUY ROSADO DE AGUIAR –
OBSERVAÇÃO: POR UNANIMIDADE, CONHECER
DO RECURSO E DAR-LHE PROVIMENTO.”

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Como se vê, qualquer argumento
contrário ao embasamento ora apresentado torna-se impertinente,
tendo em vista que os principais tribunais deste país, especialmente
o Egrégio Superior Tribunal de Justiça, consolidaram o entendimento
de que as Leis 6205/75 e 6423/77 não revogaram o art.3º da Lei
6.194/74.

DOS PEDIDOS

07.- Pelo exposto, requer a Vossa


Excelência determine a citação da empresa requerida, pelo correio
(art. 221, I, do CPC), para que, tomando conhecimento dos termos
da presente ação, promova o pagamento do SEGURO
OBRIGATÓRIO – DPVAT no valor de R$-8.000,00 (oito mil reais),
correspondente a 40 (quarenta) salários mínimos, ou que, querendo
ou podendo, conteste a presente ação, a qual, ao final, após
decorrido os trâmites legais, seja julgada TOTALMENTE
PROCEDENTE, para o fim de condena-la a pagar o valor pleiteado,
devido para quitação do seguro obrigatório - DPVAT, corrigidos da
data da distribuição e acrescido dos juros legais de 6% (seis por
cento) ao ano, a partir da citação, responsabilizando-a, ainda, pelo
pagamento das custas judiciais, honorários advocatícios e outros
consectários legais, na forma da lei.

08.- Trata-se de matéria exclusivamente


de direito, devidamente comprovado com os documentos ora
juntados, razão pela qual, o requerente dispensa a oitiva de
depoimento pessoal de representante legal da requerida e de
testemunhas, bem como de prova pericial.

09.- O requerente é pobre na acepção


legal do termo e, na condição de lavrador percebe menos de dois
salários mínimo, o que não lhe permite o pagamento de custas e
demais despesas no presente processo, sem prejuízo de seu
sustento e de seus familiares, razão pela qual, requer lhe seja
deferido os benefícios da JUSTIÇA GRATUÍTA, dispensando-o do
pagamento das custas, honorários e demais despesas no processo.

16.- D.R.A esta, com os documentos


que a instruem, à qual se dá o valor de R$- 8.000,00,

P. Deferimento.

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São Paulo, 06 de janeiro de 2003.-

Valdir Antonio dos Santos


OAB/SP 49.615

Antonio Lazarin Filho


OAB/SP: 119.993

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