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NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISA ANA CAROLINA PUGA –

NEPUGA
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM ESTÉTICA

JUMARA DOS SANTOS VAROLO

O RISCO DE ESTEATOSE HEPÁTICA EM PACIENTES SUBMETIDOS


À MESOTERAPIA PARA GORDURA LOCALIZADA.

SÃO PAULO

2016
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISA ANA CAROLINA PUGA –
NEPUGA

PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM ESTÉTICA

JUMARA DOS SANTOS VAROLO

O RISCO DE ESTEATOSE HEPÁTICA EM PACIENTES SUBMETIDOS


À MESOTERAPIA PARA GORDURA LOCALIZADA.

Monografia apresentada ao NEPUGA


para obtenção do título de Especialista
em ENFERMAGEM Estética

SÃO PAULO

2016
JUMARA DOS SANTOS VAROLO

O RISCO DE ESTEATOSE HEPATICA EM PACIENTES SUBMETIDOS À


MESOTERAPIA PARA GORDURA LOCALIZADA

Artigo Submetido à comissão examinadora designada pelo Colegiado do Curso de


Pós Graduação em Enfermagem Estética como requisito para obtenção do título de
Especialização em Enfermagem Estética.

São Paulo, de de 2016

BANCA EXAMINADORA

Nome: Prof. Dr. Christian Rogério Moroni

Instituição: Núcleo de Estudos em Estética Ana Carolina Puga (NEPUGA)

Assinatura:______________________________________________________

Nota: ___________

Nome: Prof. Dra. Ana Carolina Puga

Instituição: Núcleo de Estudos em Estética Ana Carolina Puga (NEPUGA)

Assinatura:______________________________________________________

Nota: ___________
Dedico o meu trabalho á todos
aqueles que fizeram do meu sonho
realidade, me proporcionando forças
para que eu não desistisse de ir atrás
ao que eu buscava.
AGRADECIMENTOS

Incondicionalmente, a Deus, que no meu íntimo, foi e será sempre a luz para
as minhas idéias e inspirações, agradeço o Nepuga pela oportunidade, е às pessoas
cоm quem convivi nesse um ano, onde fiz amigos para vida toda. Agradeço também
ао mеυ esposo, Anderson, qυе dе forma especial е carinhosa mе dеυ força е
coragem, quero agradecer também аos meus filhos, Marina е Gabriel, qυе embora
nãо tivessem conhecimento disto, iluminaram dе maneira especial оs meus
pensamentos mе levando а buscar mais conhecimento, e nãо deixando dе
agradecer dе forma grandiosa meus pais, Adelina е Albertino (in memorian), а quem
еυ rogo todas аs noites а minha existência.

A gratidão, virtude entre as virtudes, também frustra a quem a pratica, por ser
impossível alcançar a todos que a merecem. São tantos aqueles a quem neste
momento devo ser grata que é impossível nominar. Peço a Deus, que a cada um
estenda sua mão, permitindo que a harmonia que só Ele pode dar seja a minha
mensagem de muito obrigada!
“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém
viu, mas pensar o que ninguém ainda
pensou sobre aquilo que todo mundo vê.”
(Arthur Schopenhauer)
RESUMO

Nesse estudo de revisão, ficou estabelecido a identificação e a relação entre


a esteatose hepática e a mesoterapia lipolítica, porque essa patologia se dá devido a
grande quantidade de ácidos graxos que chegam ao fígado para que esse a
metabolize, o fígado sofre uma sobrecarga causada pela lipólise induzida, e essa
pode resultar em esteatose, que embora possa ser leve e transitória, alguns
antioxidantes e lipotrópicos associados ao coquetel ou mescla podem ajudar esse
órgão a manter sua integridade. O presente artigo também teve como objetivo,
entender o mecanismo de ação de alguns fármacos utilizados em mesoterapia e
como essa modalidade terapêutica pode ser aplicada para ajudar a causar a lipólise
e minimizar os efeitos secundários dela como a esteatose hepática.

PALAVRAS CHAVE: mesoterapia; intradermoterapia; gordura localizada; esteatose


hepática.

VAROLO, JUMARA DOS SANTOS O Risco de esteatose hepática em pacientes


submetidos à mesoterapia para gordura localizada. 2016. 30 f. (Monografia Pós
Graduação em Enfermagem Estética). NEPUGA
ABSTRACT

In this review study, it was established the identity and the relationship
between hepatic steatosis and lipolytic mesotherapy, because this condition occurs
to the large amount of fatty acids to the liver for this to metabolize, liver suffers an
overload caused by lipolysis induced, and this may result in steatosis, which although
it may be mild and transient, some antioxidants and lipotropic associated with
cocktail or mixture can help this organ to maintain its integrity. This article also had as
objective understand the mechanism of action of some drugs used in mesotherapy
and how this therapeutic modality can be applied to help cause lipolysis and
minimize its side effects such as hepatic steatosis.

KEYWORDS: mesotherapy; intradermotherapy; localized fat; hepatic steatosis.


SUMÁRIO

1INTRODUÇÃO.........................................................................................................10
2 METODOLOGIA.....................................................................................................13
3 A HISTORIA DA MESOTERAPIA...........................................................................14
4 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ..................................................................................15
5 OS TIPOS DE MESOTERAPIA PARA DIMINUIÇÃO DE GORDURA
SUBCUTÂNEA ..........................................................................................................16
5.1. Mesoterapia Ablativa...........................................................................................16
5.1.1. Medicamentos usados em mesoterapia ablativa.............................................16
5.2. Mesoterapia Lipolítica..........................................................................................17
5.2.1. Medicamentos usados em mesoterapia lipolítica.............................................18
6 A ESTEATOSE HEPÁTICA.....................................................................................23
7 CONCLUSÃO..........................................................................................................25
REFERÊNCIAS .........................................................................................................26
10

1 INTRODUÇÃO

A Mesoterapia é um procedimento preconizado por Pistor, em 1958, e


consiste na aplicação, diretamente na região, de injeções intradérmicas de
substâncias farmacológicas muito diluídas. (Pistor, 1976 apud Herreros, Morais e
Velho, 2011).

O termo Meso significa “meio”, uma vez que estamos visando a localização
correta, meso significa dizer: dosagem intermediária entre a alopatia e a
homeopatia, meso também significa meio ou média, daí a referência à via de injeção
(no meio da pele ou intradermoterapia) e a meia dose do medicamento utilizado
dose entre a alopatia e homeopatia. (LeCoz, 2016)

Segundo Jayasinghe et al. (2013), existem 2 tipos de mesoterapia para


gordura localizada, a ablativa conhecida também por lipodissolve, que se utiliza de
uma substancia conhecida por destruir a gordura chamada Desoxicolato de sódio ou
Lipostabil (desoxicolato de sódio + Fosfatidilcolina), e a mesoterapia lipolítica, que se
baseia na ativação da lipólise por fármacos que agem estimulando.

Em 2004, Rotunda et al. apud Jayasinghe et al. (2013) publicaram um estudo


em que injetaram os dois principais componentes do produto lipolítico
(fosfatidilcolina e desoxicolato de sódio) usado para injeções subcutâneas,
concluíram que a fração ativa do produto é o desoxicolato de sódio e que este age
como um detergente, causando lise não específica da parede da célula de gordura.

Caruso et al. (2007) concluíram que as combinações de estimuladores


lipolíticos tais como melilotus, aminofilina, ioimbina, e isoproterenol parecem produzir
uma maior estimulação da lipólise do que cada um dos componentes individuais
isolados.

Gonçalves et al. (2009), realizaram um estudo onde foram analisadas as


implicações da LCD (Lipoclasia dermossonica) no tecido subcutâneo de ratos,
produzindo importante lipólise com mobilização de gordura, demonstrando assim um
grande potencial para o tratamento da obesidade ginóide, entretanto, também
provoca alterações significativas do perfil lipoprotéico e enzimático plasmático,
11

favorecendo importante quadro dislipidêmico e dismetabólico, o que induz a


instalação do quadro agudo de RI (resistência insulínica).

O fluxo aumentado do acido graxo livre oriundos do tecido adiposo para


tecidos não adiposos, produzem piora na sinalização da via do substrato do receptor
de insulina (IRS-1) (Wajchenberg, 2000-a e Shi et al. , 2007).

Outras investigações indicam que a inibição ou perda na sensibilidade do


IRS-1 pode facilitar o acúmulo de gordura pela redução da atividade lipolítica da
insulina, levando à reesterificação do acido graxo livre nos músculos e nos demais
tecidos, efeito importante e atualmente discutido como lipotoxicidade. (Hermsdorff e
Monteiro, 2004)

Segundo Carvalheira e Saad (2006), diferentes agentes e condições


patológicas estão associados com a esteatose hepática, são elas a resistência à
insulina adquirida, erros inatos do metabolismo, condições médicas ou cirúrgicas
associadas à perda de peso e algumas drogas e toxinas.

De acordo com o site didático de Anatomia Patológica, Neuropatologia e


Neuro imagem da Unicamp (2016), diz que para mobilizar lípides estocados no
tecido adiposo existe a enzima Lipase hormônio-sensível (LHS), assim chamada
porque é regulada por dois hormônios: as catecolaminas (adrenalina e
noradrenalina) que ativam a lipólise; e a insulina, que a inibe. Na falta de insulina,
por exemplo, no jejum, e no diabetes mellitus, a LHS fica intensamente ativada, e
remove abundante quantidade de triglicérides dos adipócitos, estes são lançados no
plasma na forma de ácidos graxos livres, e são captados pelos hepatócitos. No
citoplasma dos hepatócitos são esterificados em glicerol, originando novamente
triglicérides, ou são queimados em acetil CoA. Uma das causas da esteatose é o
excesso de ácidos graxos que chegam ao fígado, a quantidade que chega é muito
maior que a capacidade de metabolização pelos hepatócitos, ou de síntese de
VLDL, em consequência, há acúmulo no citoplasma dos hepatócitos na forma de
triglicérides causando esteatose.

A lipólise após injeção de mesoterapia pode resultar em aumento dos níveis


de ácidos graxos livres e glicerol na corrente sanguínea, para garantir a segurança,
seria prudente saber os produtos de dissolução, se os ácidos graxos livres são
12

libertados na corrente sanguínea do paciente, se os medicamentos lipolíticos


injetados caem na circulação sanguínea, os efeitos sobre o fígado e outros órgãos, a
dose mais adequada, entre outras coisas. (Matarazzo e Pfeifer, 2009)

Apesar de a mesoterapia ser atrativa para a dissolução de gordura, a


segurança e eficácia destes tratamentos permanecem ambíguos para a maioria
pacientes e médicos (Rotunda e Kolodney, 2006).

Dr. Matarazzo A., relatou em Abril de 2005, para a American Society of Plastic
Surgeons, que não há informações sobre o que acontece com os ácidos graxos
quando deixam a área-alvo, ou a forma como os vários ingredientes da mesoterapia
afetam os órgãos do corpo e outros tecidos, disse também que não sabemos muito
sobre mesoterapia para afirmar que é uma modalidade terapêutica absolutamente
segura para todos que se submetem a ela.

Segundo Rotunda A.M. et al. (2004) apud Herreros, Morais e Velho (2011),
nos últimos anos, mesoterapia ganhou popularidade devido à sua natureza não-
invasiva, mas, até hoje, o modo de ação de muitos produtos utilizados na
mesoterapia é duvidosa ou desconhecida, e não há diretrizes claras sobre a
dosagem e a eficácia dos produtos, além disso, não há dados suficientes para
avaliar a segurança da técnica e dos medicamentos utilizados.

O próprio fundador da mesoterapia reconheceu que tais recomendações eram


baseadas em sua experiência clínica pessoal. (Pistor, 1976 apud Herreros Morais e
Velho, 2011).

Desta forma o presente artigo tem como objetivo, identificar o risco de


esteatose hepática em pacientes submetidos a mesoterapia para gordura localizada,
já que esta terapêutica mobiliza ácidos graxos e glicerol decorrente da lise da
membrana do adipócito para redução de gordura local.
13

2 METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa bibliográfica descritiva de trabalhos científicos


sobre a mesoterapia, historia, vias de administração, medicamentos utilizados,
lipólise, esteatose hepática. Buscou-se a relação de ácidos graxos livres na corrente
sanguínea com a patologia.

A identificação dos artigos foi feita através de busca bibliográfica na base de


dados Google acadêmico, não houve exclusão de tempo devido a escassa literatura
sobre o tema. A estratégia de busca utilizada foi: Mesotherapy, Mesoterapia,
Intradermoterapia, Esteatose hepática não alcoólica ou Doença Hepática Gordurosa
Não Alcoólica (DHGNA), Non Alcoholic Fatty Liver Disease (NAFLD).

A seleção dos artigos baseou-se na conformidade dos limites dos assuntos


aos objetivos deste trabalho, tendo sido desconsiderados aqueles que, apesar de
aparecerem no resultado da busca, não abordavam o assunto sob o ponto de vista
da terapêutica para eliminação de gordura localizada. Foram considerados critérios
de inclusão os estudos de caso, revisões bibliográficas, ensaios clínicos, estudos
controlados randomizados, que tenham sido publicados em qualquer idioma e que
tenha como modalidade terapêutica a mesoterapia bem como outras formas de
mobilizar lípides do tecido adiposo subcutâneo.
14

3 A HISTORIA DA MESOTERAPIA

A mesoterapia foi desenvolvida em 1952 por um medico Frances chamado


Michel Pistor, inicialmente para alivio da dor e distúrbios vasculares. (Herreros,
Moraes e velho, 2011 apud Konda e Thappa, 2013)

Pistor usou o termo “mesoterapia” para definir o local de tratamento, a


mesoderme, (camada germinativa primordial que se desenvolve no tecido
conjuntivo, músculos e sistema circulatório), ele usou as seguintes palavras para
descrever mesoterapia: “Pequeno volume, algumas vezes e no lugar certo” (Pistor
1976 apud Konda, Thappa 2013).

Ele fundou a Sociedade Francesa de Mesoterapia em 1964 e, em 1987, a


Academia Nacional Francesa de Medicina reconheceu oficialmente mesoterapia
como especialidade médica. (Konda e Thappa 2013).

Entretanto há relatos, segundo Le coz (2016), que em 400 a.C. Hipócrates


poderia ter tratado um pastor que sofria de dor no ombro aplicando localmente uma
folha de cactos, isto traz à mente a técnica “nappage”. Os chineses também já
utilizam há 2000 anos a acupuntura.
15

4 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

Segundo estudos de Kaplan e Curtis (1992) apud Herreros, Moraes e Velho


(2011), as injeções são feitas manualmente, com profundidade de 1,5 mm a 2 mm
concluíram que, nesse nível, a atividade local do produto permanece por mais tempo
e afirmaram que há um reservatório persistente dérmico com débil difusão local, mas
também perceberam que os produtos injetados na derme alcançam grandes
distancias passando progressivamente para a circulação sanguínea, dizendo que a
ação da intradermoterapia ocorre por dois fatores: estimulo de receptores dérmicos
locais e alcance de outros órgãos pela circulação, e essa é a teoria aceita pela
Sociedade Francesa de Mesoterapia.
Tennstedt e Lachapelle (1997) apud Herreros Moraes e Velho (2011)
afirmam que existem produtos injetáveis que não podem ser usados em
mesoterapia, pelo risco de necrose cutânea, como as substâncias alcoólicas ou as
oleosas.
De acordo com Rotunda e Kolodney (2006) apud Herreros, Morais e Velho
(2011), há relatos sobre a injeção das substâncias lipolíticas desoxicolato de sódio,
fosfatidilcolina ou os dois juntos no subcutâneo, com o nome de mesoterapia, para
diminuir a camada de gordura, é discutível se podemos chamar de mesoterapia, já
que o número de puncturas e o volume injetado não correspondem ao
tradicionalmente utilizado na intradermoterapia, apesar da injeção subcutânea
encaixar-se na definição de mesoterapia, já que esta via também deriva da
mesoderme.
16

5 OS TIPOS DE MESOTERAPIA PARA DIMINUIÇÃO DE GORDURA


SUBCUTÂNEA

Segundo Jayasinghe et al. (2013), existem 2 tipos de mesoterapia para


gordura localizada, a ablativa conhecida também por lipodissolve, que se utiliza de
uma substancia conhecida por destruir a gordura chamada Desoxicolato de sódio, e
a mesoterapia lipolítica, que se baseia na ativação da lipólise por fármacos que
agem estimulando a queima de gordura.

5.1 Mesoterapia ablativa

A mesoterapia ablativa se realiza usando fosfatidilcolina e desoxicolato na


formulação, ou, mais recentemente, desoxicolato sozinho. Vários estudos in vivo e in
vitro, tentaram esclarecer os efeitos do desoxicolato na mesoterapia ablativa. Um
destes estudos demonstra que desoxicolato é o ingrediente ativo, fazendo com que
a lise das células de gordura ocorra. (Duncan e Rotunda, 2011 apud Jayasinghe et
al., 2013). Estudos utilizando adipócitos humanos tratados com altas doses de
desoxicolato resultaram em um aumento não linear de glicerol na corrente
sanguínea, sugerindo que houve liberação de enzimas lipolíticas com triglicerídeos,
causadas pela lise celular (Duncan et al., 2009 apud Jayasinghe, 2013).

5.1.1 Medicamentos usados em mesoterapia ablativa

Na literatura russa em particular, existem muitos relatos sobre os efeitos


positivos da fosfatidilcolina no perfil lipídico e níveis de colesterol, ela tem sido
utilizada para tratar a doença fígado, incluindo hepatite, cirrose, esteatose hepática,
e danos hepáticos produzidos por drogas. (Polichetti et al., 2000 apud Matarasso e
Pfeifer, 2009).
17

Um resultado potencial depois da injeção subcutânea com fosfatidilcolina é o


aumento de ácidos graxos livres na circulação sanguínea, e esses são conhecidos
por causar infarto do miocárdio experimental em cães, embolia gordurosa, e
esteatose hepática. (Matarasso e Pfeifer 2009)

Devemos considerar que utilizando a fosfatidilcolina podemos ter um aumento


da lisofosfatidilcolina que é o produto natural de degradação da fosfatidilcolina. A
Lisofosfatidilcolina é conhecida por causar calculo hepático, elevação das enzimas
hepáticas e hemólise intravascular. (Teelmann et al., 1984 apud Matarasso e Pfeifer,
2009)

Fosfatidilcolina utilizada sozinha é muito viscosa e assim não passível de


injeção, por esta razão, e como é o caso de outros produtos farmacêuticos
injetáveis, o desoxicolato de sódio, um sal biliar, é adicionado para solubilizar a
fosfatidilcolina, tornando assim a fosfatidilcolina adequada para injeção (Matarasso e
Pfeifer, 2009).

Em 2004, Rotunda et al. apud Jayasinghe et al.(2013) concluíram que a


fração ativa do produto é o desoxicolato de sódio e que este age como um
detergente, causando lise não específica da parede celular adiposa.

5.2 Mesoterapia lipolítica

Segundo Greenway, Bray e Heber (1995) há pelo menos três mecanismos


gerais pelos quais podemos estimular a lipólise: 1- Pela inibição da fosfodiesterase
ou o receptor de adenosina; 2- Pela ativação do receptor beta adrenérgico ou 3-
Pela inibição do receptor alfa 2.

A gordura armazenada nos adipócitos é regulada pelos adreno receptores


alfa 2 e beta na superfície celular dos adipócitos, a atividade do receptor beta
aumenta a lipólise a atividade do receptor alfa 2 inibe. O número e a proporção de
alfa e beta receptores nos adipócitos variam em diferentes áreas do corpo,
adipócitos no quadril e da coxa mais receptores alfa 2, a gordura nestas áreas é
18

mais resistente à lipólise. (Matarasso e Pfeifer, 2005 apud Bishara, Amir e Saad,
2008)

5.2.1 Medicamentos usados em mesoterapia lipolitica

As metilxantinas (cafeína e aminofilina), além de serem bloqueadoras de alfa


1, também bloqueiam a fosfodiesterase, dessa forma, o AMPc se mantém ativo,
favorecendo a quebra da gordura. Quanto à ioimbina, sua ação envolve o bloqueio
de alfa 2, o que contribui para a ativação da adenilato ciclase e, como consequência,
a queima de gordura. (GUYTON, 1997; Wajchenberg, 2000-b; Fonseca-Alaniz et. al.,
2006 apud Chartuni, Sossai e Teixeira, 2011).

Adipócitos humanos cultivados demonstraram que aminofilina causou lipólise


pelo aumento da produção de glicerol em 1,5 vezes em comparação com o controle.
(Caruso et al., 2007).

O isoproterenol atua diretamente, com ação semelhante a adrenalina que


ativa receptores beta não seletivo. (Matarasso e Pfeifer, 2009). Aminofilina e
isoproterenol supostamente estimulam a liberação de insulina, que ajuda na quebra
das células de gordura. (Weaver e Figura, 2009 apud Sivagnanam, 2010).

A ioimbina aumenta o fluxo sanguíneo periférico e é usado para tratar


impotência sexual masculina. Dentro das células a ioimbina bloqueia os receptores
alfa 2, o que evita a inibição de adenilato ciclase através de proteínas G inibidoras.
(Motulsky, Insel, 1982 apud Jayasinghe, 2013). Atua também como um agonista
competitivo seletivo para os receptores alfa 2 adrenérgicos potencializando a
liberação de catecolaminas endógenas como a norepinefrina, uma vez que a
ioimbina se liga nesses receptores alfa 2 adrenérgicos (anti lipolíticos) há uma maior
disponibilização de norepinefrina que acaba se ligando aos receptores beta 1
adrenérgicos (lipolíticos) influenciando no metabolismo das células adiposas que
desencadeiam uma cascata de reações que vai gerar um acúmulo de AMPc no
tecido adiposo resultando na quebra dos triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol.
(Literatura laboratório Victa Ioimbina, 2016)
19

Em um estudo in vitro feito por Caruso et al. (2007), relatou que isoproterenol,
aminofilina, ioimbina, e melilotus estimulam a lipólise, aumentando sua atividade em
30% quando usados juntos, o achado mais importante deste estudo foi a inibição da
lipólise por anestésicos, uma vez que quase toda solução para mesoterapia
rotineiramente inclui procaína ou lidocaína.

A explicação é que o anestésico bloqueia os canais de sódio que inibem a


adenilato ciclase de desacoplar a lipase hormônio sensível (LHS) enzima
responsável pela lipólise na célula de gordura. (Arner, Arner e Ostman, 1973 apud
Jayasinghe, 2013)

Isto apoia a conclusão de Park et al. (2008), que utilizaram uma mistura de
aminofilina, buflomedil e lidocaína e não obtiveram um resultado satisfatório.

O Buflomedil é um medicamento utilizado nos fenômenos de insuficiência


venosa, pois é um vasodilatador importante para o aporte de oxigênio no tecido,
estimula a drenagem de toxinas (Adelson, 2005).

Melilotus é um extrato de trevo doce que tem sido utilizada empiricamente em


mesoterapia para induzir a lipólise, isoladamente ou na presença de aminofilina.
(Caruso et al., 2007)

O Lipossomas de Girassol de acordo com a literatura cedida pela farmácia


Victa (2016), possui componentes ativos que concorrem com grande eficácia na luta
contra a gordura localizada, aliam diferentes ácidos graxos insaturados (linolênico e
linoléico, fosfolipídeos e vitamina E), capazes de diminuir o acúmulo de novos
lipídios e estimular a quebra dos mesmos nos adipócitos. O principal componente do
extrato de girassol são seus fosfolipídeos (molécula composta pela associação de
duas estruturas: uma apolar representada pelos lipídeos e outra polar representada
pelo glicerol) com características hidrofílicas e lipofílicas capazes de se arranjarem
em micelas atuando como verdadeiros surfactantes. Com essa apresentação
molecular os fosfolipídeos do girassol possuem propriedades lipotrópicas e
lipolíticas, possui também atividade antioxidante combatendo os radicais livres e
protegendo a membrana da célula.

A pentoxifilina é outro medicamento útil, seu mecanismo de ação esta


relacionado com a atividade vascular, antifibrótica e lipolítica (por inibição não
20

específica da fosfodiesterase idêntica a atividade da cafeína e teofilina) (George F,


2008 apud DPCMEC, 2016). Uma meta-análise foi realizada por Du et al. (2014)
apud Baniasadi et al. (2015) , sobre o efeito da pentoxifilina em pacientes com
esteatose hepática, eles analisaram todos os estudos controlados relevantes do
efeito da pentoxifilina em pacientes com esteatose hepática de 1997 a Julho de
2013 os seus resultados indicaram que a administração resulta na melhoria da
função hepática, bem como a perda de peso em pacientes com esteatose hepática,
eles sugeriram que a pentoxifilina pode ser uma nova terapia opcional.

L-carnitina atua aumentando a transferência dos ácidos graxos para o interior


das mitocôndrias, assim eles podem ser oxidados pela adenosina trifosfato. (Kede;
Sabatovich, 2009).

De acordo com a literatura da farmácia Victa (2016), sobre a l carnitina, está


indicada para tratamentos de gordura localizada, podendo ser associada a outros
lipolíticos. Seu uso pode ser intradérmico ou intramuscular sendo esta última via
utilizada quando se quer obter um efeito ativador do metabolismo obtendo
resultados somente se for acompanhado de exercícios físicos.

Outros aminoácidos podem também ser utilizados, como L-ornitina associado


com L-arginina atuam na mobilização de gorduras no organismo, a L-taurina evita a
degradação das proteínas favorecendo o uso de gorduras como fonte de energia e
aumentando a insulina, o qual melhora o metabolismo da glicose. Na aplicação
intramuscular é interessante associar com inositol. Para melhorar o desempenho
recomenda-se fazer restrição de carboidratos e gorduras na dieta e fazer exercícios
físicos. (Kede; Sabatovich, 2009).

O ácido alfa-lipóico apresenta dupla solubilidade (em água e em gordura),


dessa forma consegue penetrar facilmente em todas as partes e estruturas da célula
protegendo-a contra a ação dos radicais livres. Por ser um elemento sintetizado
naturalmente pelo organismo, o ácido alfa-lipóico exerce diversas funções, dentre as
quais podem ser citadas: regulação do metabolismo lipídico e carbônico, ação
lipotrópica, ação anti-inflamatória, atuando como antioxidante metabólico por
controle de radicais livres e, restituição das funções mitocondriais devido à atividade
antioxidante e por fazer parte do complexo de enzimas presentes nesta categoria
(Perricone, 2001).
21

Tripeptídeo 41 é um peptídeo derivado do Fator de Crescimento


Transformador Beta (TGF Beta), atua por comunicação celular, estimulando a
síntese de moléculas mensageiras essenciais no tratamento lipolítico. Seu
mecanismo de ação está baseado nas seguintes etapas:

1- Ativação do NFK beta - desacopla o inibidor tornando o NFK beta ativo


estimulando a síntese do fator de necrose tumoral TNF alfa, uma citocina
mensageira e desencadeadora da lipólise;

2- Aumento do AMPc em adipócitos e bloqueio da PPARy - Graças ao AMPc os


lipídios na forma de triglicérides sofrem hidrólise e o esvaziamento dos adipócitos é
facilitada. A inovação no aumento do AMPc através do fator de necrose tumoral é o
bloqueio da PPARy. O bloqueio deste receptor é essencial para combater a
hiperplasia do tecido adiposo;

3- Redução do acúmulo de triglicerídeos: a inibição do fator de transcrição C/EBP


juntamente com o bloqueio do receptor PPARy no núcleo dos adipócitos, dificultam a
formação de triglicerídeos a partir da entrada de ácidos graxos oriundos da dieta,
desta forma, há uma redução da hipertrofia dos adipócitos e recidiva do panículo
adiposo. (Pharma Special 2016)

Segundo a literatura da Pharmaceutical Serviços e Treinamentos LTDA


(2013), atualmente no mercado encontra-se um “cocktail” muito comum a MIC
(Metionina, Inositol e Colina), para a redução do conteúdo lipídico corporal
especialmente no fígado, a metionina apresenta atividade lipotrópica, melhorando o
metabolismo e mobilização da gordura hepática (Best e Ridout 1940 apud
Pharmaceutical, 2013).

A colina apresenta forte efeito lipotrópico, com resultados eficazes na redução


de lipídeos e colesterol total (Best et al. 1951 apud Pharmaceutical 2013).

O inositol melhora a tolerância à glicose e o stress oxidativo, reduzindo o


acúmulo de gordura localizada (Croze et al., 2013 apud Pharmaceutical, 2013).

A vitamina B12, é essencial na formação de novas células saudáveis, além de


aumentar os níveis de atividade, pois fornece um impulso de energia ao organismo e
22

ajuda a queimar calorias enquanto o paciente se movimenta mais. (Bella skin


institute, 2016).

De acordo com a literatura consultada através do Laboratorio Victa (2016) o


Cafeisilane C também conhecido por SAC, é um ativo de origem biotecnológica que
associa cafeína pura e ácido algínico (ácido manurônico) à molécula do silanol. Os
silanóis possuem atividades biológicas particulares e algumas propriedades são
maximizadas pela natureza dos radicais, no caso do Cafeisilane C os principais
radicais são: cafeína e ácido manurônico, oferece várias vantagens em relação a
cafeína pura primeiro, sua hidrossolubilidade e segundo, a presença de uma
estrutura de silanol com todas suas propriedades biológicas. A cafeína quando
ligada ao silanol melhora sua penetração cutânea e sua biodisponibilidade com
menor metabolização.
23

6 A ESTEATOSE HEPÁTICA

A esteatose é considerada uma manifestação da síndrome metabólica com


prevalência de 15 a 20% na população (Angulo 2002 apud ABREU 2013), estima-se
que acometa aproximadamente 30 milhões de pessoas (Hansmann et al., 2013 apud
Abreu 2013). Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, a incidência de esteatose
está próxima a 50% e aumenta para 90% na população obesa. (Petinelli et al., 2011
apud Abreu 2013).

Segundo Carvalheira e Saad (2006) diferentes agentes e condições


patológicas estão associados com a esteatose hepática, são elas resistência à
insulina adquirida, erros inatos do metabolismo, condições médicas ou cirúrgicas
associadas à perda de peso e algumas drogas e toxinas.

De acordo com o site didático de Anatomia Patológica, Neuropatologia e


Neuro imagem da Unicamp (2016), diz que para mobilizar lípides estocados no
tecido adiposo existe a enzima lipase hormônio sensível (LHS), assim chamada
porque é regulada por dois hormônios: as catecolaminas (adrenalina e
noradrenalina) que ativam a lipólise; e a insulina, que a inibe. Na falta de insulina,
por exemplo, no jejum, e no diabetes mellitus, a LHS fica intensamente ativada, e
remove abundante quantidade de triglicérides dos adipócitos, estes são lançados no
plasma na forma de ácidos graxos livres, e são captados pelos hepatócitos. No
citoplasma dos hepatócitos são esterificados em glicerol, originando novamente
triglicérides, ou são queimados em acetilCoA. Uma das causas da esteatose é o
excesso de ácidos graxos que chegam ao fígado, a quantidade que chega é muito
maior que a capacidade de metabolização pelos hepatócitos, ou de síntese de
VLDL, em consequência, há acúmulo no citoplasma dos hepatócitos na forma de
triglicérides causando esteatose.

Estudos de Lewis et al. 2002 descrevem que a manutenção de


elevados níveis de acido graxo livre não esterificados circulantes produzem efeitos
deletérios na bioquímica energética e no metabolismo celular.

Ai et al. (2011) apud Abreu (2013), concluíram em seu trabalho que dieta rica
em gordura, estimula a expressão o receptor alfa do fígado que, por sua vez,
24

estimula expressão da proteína 1c ligadora do elemento regulado por esteróis,


aumentando a atividade da ácido graxo sintase, quando a síntese de ácidos graxos
livres suplanta os mecanismos responsáveis por seu catabolismo, os triacilglicerois
excedentes são acumulados no fígado contribuindo para a esteatose e o processo
inflamatório.

As investigações de Janevski et al. (2011) apud Abreu (2013), indicam que a


proteína ligadora de ácidos graxos no fígado desempenham um papel fundamental
no estabelecimento da esteatose hepática induzida por dieta deficiente em metionina
e colina.

Ikuta et al. (2012) verificaram em seu estudo, que a dieta deficiente de colina
levou a esteatose hepática pronunciada em ratos com um aumento de 8 vezes nos
triglicerídeos.
25

7 CONCLUSÃO

Foi observado nesse estudo, a relação entre a esteatose hepática e a


mesoterapia lipolítica, porque essa patologia se dá devido à grande quantidade de
ácidos graxos que chegam ao fígado para que esse a metabolize, o fígado sofre
uma sobrecarga, causada pela lipólise induzida pelos agentes lipolíticos usados nas
mesclas, embora possa ser de caráter leve, transitório e auto limitada em relação ao
tempo em que essa lipólise estiver ativa, ou ao tempo em que for proposta essa
terapia, alguns antioxidantes e lipotrópicos associados ao coquetel ou mescla
podem ajudar esse órgão a manter sua integridade, como a Colina e a Metionina.

Foi descrito também, mecanismo de ação de alguns fármacos utilizados em


mesoterapia e como essa modalidade terapêutica pode ser aplicada para ajudar a
causar a lipólise e minimizar os efeitos secundários dela como a esteatose hepática.

Curiosamente descobrimos em um estudo de Caruso (2007), que o uso de


anestésico como lidocaína e procaína inibe a lipólise, não devendo ser usado em
mesclas de mesoterapia.
26

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