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DANIEL SILVA RIOS

METODOLOGIAS DA EAD INSERIDAS NAS


ESCOLAS PÚBLICAS

Capela do Alto Alegre

2010

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DANIEL SILVA RIOS

METODOLOGIAS DA EAD INSERIDAS NAS ESCOLAS


PÚBLICAS

Projeto de pesquisa apresentado ao


Departamento do curso de pós-
graduação em Tecnologia e Educação a
Distância da UNICID como exigência
para cumprimento das tarefas
acadêmicas exigidas no curso.

Orientador: Leociléa Aparecida Vieira

Capela do Alto Alegre

2010

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SUMÁRIO

1. Introdução................................................................................................ 4

2. Justificativa.............................................................................................. 5

3. Objetivos.................................................................................................. 6

4. Problemática............................................................................................ 7

5. Hipóteses................................................................................................ 13

6. Metodologia........................................................................................... 14

7. Cronograma........................................................................................... 15

8. Referências............................................................................................ 17

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1. Introdução:

Este trabalho parte da intranqüilidade coletiva dos docentes e discentes sobre a


carência manifesta do uso de modernas tecnologias no ambiente escolar como
ferramentas indispensáveis para professores e alunos na construção de um ensino-
aprendizagem mais interativo, atual e significativo.

Na presente era em que vivemos, com a modernização dos diferentes meios de


comunicação e informação, torna-se cada vez mais inadmissível o desuso destas novas
tecnologias no ensino-aprendizagem dos nossos docentes e discentes. Até mesmo as
formas de diversão das crianças e adolescentes dos nossos dias estão diretamente
envolvidas com estes novos modelos tecnológicos.

Em um mundo impelido pelas inovações tecnológicas no âmbito das


informações e comunicações, a escola também precisa acompanhar este processo de
modernização. Pode-se notar que no universo psicológico infanto-juvenil dos dias
presentes, existe uma notável dificuldade no aprendizado ou aquisição de
conhecimentos sem a presença destes novos meios tecnológicos, visto que os alunos de
hoje já se encontram totalmente habituados com as pesquisas e informações que são
construídas e consultadas em ambientes virtuais no cyber espaço.

Diante da impossibilidade do ambiente educacional continuar a ignorar as novas


formas de tecnologia em voga, cabe aos educadores e instituições de ensino assumir o
desafio de informatizar os seus sistemas e métodos de ensino-aprendizagem, tornando
assim a educação mais atual, prática e eficiente. Com isto surge neste cenário
educacional a modalidade de Educação a Distância e os seus métodos inovadores que
intercalam o uso das novas tecnologias com metodologias já conhecidas no meio
educacional, fazendo com que a aquisição dos conceitos estudados seja bem mais
atraente, atual e significativa ao educando.

Para tanto se faz necessário iniciar esta abordagem mostrando que a sociedade
tecnológica de modo algum desfará totalmente o tradicional modelo de transmissão e

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aquisição de conhecimentos realizados em nossas escolas, pelo contrário, o professor ao
dominar estas novas formas de tecnologia no ambiente escolar, continuará como o
mediador do processo de ensino-aprendizagem, sendo assim insubstituível, e fazendo da
sua prática pedagógica algo moderno e bastante significativo na realidade da nova
geração de alunos informatizados.

Mesclar os recursos metodológicos em efetividade das escolas de hoje com as


novas tecnologias presentes no sistema de Educação a Distância, pode mostrar-se como
sendo um caminho viável para a eliminação da exclusão tecnológica no espaço
educacional, fazendo com que surja assim uma nova geração de estudantes possuidores
de senso crítico quanto ao uso destas tecnologias em relação à construção dos seus
próprios conhecimentos, e na formação de conceitos e opiniões em suas vidas como um
todo.

Vale lembrar aqui, que a principal proposta deste trabalho não é desmerecer os
métodos de ensino-aprendizagem que não se utilizam dos novos meios tecnológicos
acima mencionados, porém salientar a necessidade da inclusão das Novas Tecnologias e
algumas das metodologias utilizadas no sistema de Educação a Distância nas diferentes
instituições educacionais, públicas e privadas de nosso país.

2. JUSTIFICATIVA

Faz-se notório destacar aqui, que uma das principais razões para que este
trabalho seja efetuado é a necessidade de sintonizar as instituições públicas de ensino
com as novas tecnologias de informação e comunicação, procurando assim modernizar
e maximizar a prática do docente em sala de aula, e também tornar o ensino-
aprendizagem mais significativo e contemporâneo ao discente, já que este se encontra
cada vez mais habituado a conviver e se relacionar em todas as esferas de sua existência
no espaço virtual, como é o caso da presente Internet 2.0, que possui sites de
relacionamento, espaços para debates e trocas de informações e etc.

Deste modo, é necessário nesta oportunidade apontar as possíveis carências da


Escola na atualidade em relação às novas tecnologias de informação e comunicação, um
exemplo disto é o professor que se encontra despreparado para lidar com estes atuais
recursos na sua prática pedagógica. Muitos docentes sentem-se inseguros e incapazes de

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incorporar estas novas tecnologias às suas práticas de ensino exatamente por lhes
faltarem o devido preparo, ou capacitação para o manuseio destas ferramentas
informatizadas que já são bem conhecidas no ambiente da Educação a Distância, em
especial já há tempos aqui no Brasil.

Pretende-se também através desta pesquisa proporcionar diferentes contribuições


no que se refere ao avanço da informatização do ambiente escolar público, visando
assim acelerar o processo de inclusão tecnológica na nossa sociedade, permitindo deste
modo que tanto professores quanto alunos possam interagir nos novos ambientes
virtuais deste vasto universo da informação e comunicação no qual estamos inclusos
apesar da passividade de alguns indivíduos em relação à produção e ao acesso a estas
fontes de informação e conhecimento.

Além dos anseios já citados acima, vale ressaltar que outra intenção deste
trabalho é incitar nos meios educacionais, acadêmicos e científicos a tomada de
providências viáveis para a implantação destes novos recursos tecnológicos tanto no
âmbito escolar envolvendo educadores e educandos tanto como na sociedade em geral,
visando desta maneira promover um aprendizado atual e dinâmico com todos os
caracteres do mundo informatizado.

2. OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL:

• Demonstrar a necessidade de inclusão das novas tecnologias de informação e


comunicação já presentes no sistema de Educação a Distância nas escolas
públicas de nosso país.

3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

* Perceber a carência do uso das novas tecnologias de informação e


comunicação na prática pedagógica das escolas públicas da atualidade;

* Identificar as principais dificuldades e resistências dos professores e alunos em


relação à inclusão destas novas tecnologias nas metodologias de ensino das escolas
públicas;

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* Comparar os avanços obtidos no campo da Educação a Distância através do
uso das novas tecnologias de informação e comunicação com os resultados alcançados
com a metodologia que exclui estas novas ferramentas tecnológicas;

* Discutir os meios pelos quais estas novas tecnologias da informação e


conhecimento podem ser implantadas no cotidiano escolar do nosso país;

* Viabilizar modos e estratégias de como unir as tecnologias presentes na Ead


com as metodologias já presentes no ensino público do Brasil;

4. PROBLEMÁTICA:

Apesar de todos os recursos didáticos conseguidos nos nossos dias pelo


Ministério da Educação junto ao Governo Federal, e destinados às escolas públicas do
Brasil, é sabido que ainda recursos de caráter tecnológico voltados para a área da
informação e comunicação são bem escassos nas salas de aula. Isto implica em sérias
dificuldades de se manter um ensino de estilo atual, atraente e significativo, visto que os
alunos estão cada vez mais habituados ao mundo das informações virtuais e ao uso
destas novas ferramentas tecnológicas, como é o caso da Internet e os computadores
pessoais tão presentes no século XXI.

Daí surge uma importante indagação que afeta direta ou indiretamente todos os
agentes envolvidos na construção do conhecimento no espaço escolar. Como
conscientizar toda a comunidade escolar sobre a carência da implementação destes
novos instrumentos tecnológicos de informação e comunicação já presentes no sistema
de Educação a Distância nas nossas escolas públicas e na prática pedagógica dos nossos
docentes?

O autor Valente respondendo a esta pergunta, faz uma abordagem sobre o uso
destas novas ferramentas tecnológicas no espaço escolar afirmando que o professor
precisa primeiro conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na educação,
isto é, programação, elaboração de multimídia, uso de multimídia, busca da informação
na Internet, ou mesmo de comunicação visando conhecer mais de perto os recursos que
elas fornecem para a construção de conhecimento.(Valente, 2002a).

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Partindo-se deste pressuposto, é notório dizer que a priori o educador precisa se
familiarizar com estas novas ferramentas tecnológicas, conhecendo as vantagens que
pode extrair delas para a sua prática pedagógica, para que assim possa manifestar a toda
comunidade escolar a necessidade da presença destas tecnologias na construção do
saber em sala de aula. Ainda nesta mesma linha de pensamento vale destacar aqui que
esta tarefa de apossar-se das novas ferramentas em apresso deve ser feita com muita
criticidade e bom senso como afirma Belloni (1999):

Os educadores têm um papel fundamental ao apropriar-se das


tecnologias da informação e comunicação, cujo uso deverá ser como
ferramenta e recurso pedagógico de uma forma crítica e responsável e
não somente como meros consumidores.

Assim sendo, não basta apenas que o professor se apodere destes novos veículos
comunicativos em destaque como uma forma de não ser taxado como um profissional
obsoleto em seus métodos de ensino, mais sim, saber como usá-los de forma
responsável objetivando potencializar o ensino-aprendizagem de modo que para o
discente a construção do saber se torne algo contemporâneo, significativo e prazeroso.

No entanto, o problema da ausência destas novas tecnologias nas escolas


públicas, se bem que já se encontram presentes de forma efetiva nas Ead's do Brasil há
tempos, não se justifica apenas pela falta de consciência da precisão destas tecnologias
em sala de aula, mais também no fato de que muitos profissionais da Educação ainda
teimam em resistir à adoção destes recursos da informação e comunicação nas suas
escolas ou em suas práticas docentes.

Daí surge um novo questionamento relevante nesta pesquisa. Como vencer a


barreira da resistência por parte de alguns profissionais da Educação em relação ao uso
das novas tecnologias do Ensino a Distância em suas aulas e escolas? Sabemos que o
“novo” assusta a todos quando se sentem seguros e bem acomodados às suas antigas
práticas profissionais, mais por outro lado, vemos sempre a gritante necessidade em se
melhorar nossas práticas profissionais devido ao avanço em todos os meios de produção
de conhecimento, e isto não é diferente também no âmbito educacional, e nenhum
profissional desta área poderá retardar a entrada destas inovações em sua prática
docente, do contrário, terá que se acostumar à idéia de ser aos poucos substituído pelas

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máquinas, ou por profissionais preparados para lidar com esta nova modalidade de
ensino que envolve o uso das novas tecnologias já citadas.

Com a finalidade de responder a neste novo questionamento que acaba de surgir


neste trabalho, vale citar uma fala importante de Mercado (1999) que diz:

É muito difícil, através dos meios convencionais, preparar professores


para usar adequadamente as novas tecnologias. É preciso formá-los do
mesmo modo que se espera que eles atuem no local de trabalho, no
entanto, as novas tecnologias e seu impacto na sociedade são aspectos
pouco trabalhados nos cursos de formação de professores, e as
oportunidades de se utilizarem nem sempre são as mais adequadas à
sua realidade e às suas necessidades.

Apoiado na fala deste autor é preciso afirmar aqui, que um possível meio de se
derribar a barreira da resistência de alguns docentes frente à informatização da
Educação e da comunidade escolar como um todo, seria a promoção gratuita de cursos
de informática e instruções de manuseio para o uso destas novas tecnologias de
informação e conhecimento para o professor. Através desta iniciativa o educador
poderia muito bem e de forma paulatina se familiarizar com estes novos recursos,
fazendo das suas aulas algo bem mais voltado à realidade da sociedade informatizada na
qual vivemos.

Outra opção de inclusão do uso dos recursos da Ead nas escolas públicas visando
a atualização e informatização na produção do saber no espaço escolar seria a
capacitação dos professores em lidar com estas tecnologias ainda em seus cursos de
Licenciatura e profissionalização na área de Magistério, onde os mesmo já teriam no
próprio currículo de sua formação acadêmica, disciplinas que tratassem de como
usufruir das novas ferramentas tecnológicas no ambiente educacional.

Ainda vale dizer que segundo Maçada (1998), a Internet permite para os
professores uma mudança de paradigma na sua prática pedagógica, pois os meios
oferecidos pela Rede fazem com que os novos métodos educativos sejam mais possíveis
devido à familiaridade do aluno com o universo informatizado da informação e
conhecimento, fazendo que este se firme na conquista de competências e atitudes que

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lhe favoreça extrair benefícios da tecnologia e, que estas façam sentido às suas
experiências no cotidiano.

É pertinente também nesta pesquisa se fazer uma comparação dos resultados


obtidos pelo sistema Ead( Educação a Distância) através do uso das novas tecnologias
de informação e comunicação na transmissão dos conhecimentos, com os métodos
tradicionais usados na maioria das escolas públicas do nosso país. Qual estilo de ensino
têm sido mais eficaz e significativo para os nossos alunos no tempo presente?

Refletindo sobre esta análise cabe aqui notificar que segundo o ENADE (Exame
do MEC sobre o ensino superior) ficou claro que em muitas áreas do conhecimento os
discentes matriculados nos cursos a distância estão se saindo tão bem ou até melhor do
que muitos alunos que fazem os mesmos cursos em outras modalidades como a
presencial por exemplo. Isto dar a idéia de que estas metodologias baseadas nas novas
tecnologias da informação e comunicação têm demonstrado uma notória eficiência na
formação de alunos que cursam nas modalidades de ensino a distância, sendo possível
desta maneira que o mesmo sucesso seja galgado nas nossas escolas públicas ao
incorporarmos estas novas ferramentas tecnológicas no dia-a-dia da sala de aula.

De acordo com os dados acima se torna perceptível que estas novas tecnologias
presentes no sistema de Educação a Distância têm trazido vantagens no aprendizado dos
alunos matriculados nesta categoria de ensino, vantagens estas que também podem ser
alcançadas nas escolas públicas de ensino presencial. Na verdade, a função destas novas
tecnologias ao serem utilizadas nas instituições públicas de ensino não seria substituir o
lugar do professor como medianeiro do processo de construção do saber, porém, seria
de potencializar o aprendizado, fazendo que este esteja concatenado com a realidade dos
meios de informação e comunicação dos nossos dias que estão a cada dia mais
informatizados.

De acordo com o artigo publicado na Revista Veja (Edição de 05/2008), foi dito
que as novas tecnologias comunicativas podem ser poderosas ferramentas que facilitam
o aprendizado por permitir maior interação do aprendiz com o mundo informatizado e
cada vez mais globalizado, concedendo a estes uma educação mais significativa e
interligada à sociedade informatizada de hoje. Porém, segundo este artigo publicado na
revista citada, cabe aos educadores e instituições de ensino administrar de forma crítica

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e ponderada o manuseio destas tecnologias em sala de aula, focando o seu uso nas metas
educacionais a serem alcançadas em relação ao currículo de conteúdos proposto aos
alunos em cada curso ou série.

Deste modo, o educador interessado em modernizar e dar significado às suas


aulas em sala de aula necessita conhecer e avaliar estas novas ferramentas tecnológicas,
procurando assim, reformular sua prática docente segundo as necessidades de se
acompanhar as evoluções que a presente era informatizada exige de cada profissional,
especialmente os da área de Educação e produção de conhecimento.

A partir deste ponto da pesquisa surge uma nova pergunta. Como disponibilizar
meios ou métodos de se implantar no cotidiano escolar estas novas ferramentas
tecnológicas com o fim de se alcançar melhores resultados na prática docente em sala de
aula? Com a preocupação por parte do professor em ser substituído pelas novas
tecnologias na sala de aula, faz-se mais razoável figurar meios ou proposições através
dos quais os profissionais da educação possam conviver em sala de aula lado-a-lado
com estas tecnologias sem ter que ceder lugar ao total domínio destas sobre sua prática
docente.

Segundo dados do PDE (Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação), O


governo federal pretende instalar centros de informática nas 130 mil instituições de
ensino público do Brasil, projeto avaliado em R$ 650 milhões. As primeiras escolas
serão as do ensino médio. Todas vão ter pelo menos um laboratório de informática que
já é um bom começo para que haja a tão sonhada inclusão digital dos estudantes desta
atual era de informatização; este já é um meio através do qual as novas tecnologias da
informação e comunicação estão entrando no espaço educacional das escolas públicas
de nosso país.

Porém, ainda cabe aos profissionais da educação juntamente com toda a


comunidade escolar cobrar maiores investimentos por parte do governo brasileiro na
implantação de maiores recursos tecnológicos para a sala de aula, como é o caso de se
inserir nos cursos de Licenciatura e graduação na área da educação disciplinas que
procurem preparar o docente para a utilização destas novas ferramentas tecnológicas
como o computador, a internet e outros, e também, viabilizar aos educadores recursos
financeiros para a aquisição destas mesmas ferramentas, já que o profissional dependerá

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destas em seu dia-a-dia para a elaboração de suas aulas, pesquisas e outras tarefas de
cunho educativo.

Pensando-se na fusão entre as metodologias utilizadas na modalidade de


Educação a Distância com as atuais metodologias utilizadas nas escolas públicas do
nosso país, pretende-se neste momento encontrar estratégias viáveis de se unir as
tecnologias da informação e comunicação à rotina de sala de aula das nossas escolas
públicas. Segundo Moran, um especialista em implantação de projetos educacionais na
área da Ead e também em cursos presenciais, o caminho mais propício para esta meta
ser alcançada seria introduzir aos poucos estas ferramentas tecnológicas no cotidiano da
sala de aula com o fito de não provocar estranheza no aluno, nem tão pouco resistência
no docente. Vale dizer, que esta alternativa é bem adequada visto que boa parte dos
nossos professores ainda se assusta com o avanço da informatização no espaço escolar.

Outra alternativa seria a construção de sites educacionais onde alunos e


professores das mesmas instituições de ensino pudessem trocar informações, sanarem
dúvidas, compartilharem idéias e sugestões de como determinados assuntos e conteúdos
poderiam ser abordados em sala, de modo que alunos e professores entre si pudesse
estar mais interligados na construção do ensino-aprendizagem, e isto tomando como uso
estas novas tecnologias apresentadas.

Deste modo, aos poucos as escolas públicas do nosso país estariam informatizando
suas metodologias de ensino, e acompanhando o avanço tecnológico que a era da
informatização está a realizar em nossos dias, sem chocar alguns alunos, nem tão pouco
intimidar a prática docente de alguns educadores; promovendo desta maneira no espaço
escolar uma gradual e efetiva inclusão digital.

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5. HIPÓTESES:

Visando trazer possíveis soluções para as questões levantadas neste texto em relação
à necessidade de se introduzir as novas ferramentas tecnológicas de informação e
comunicação em sala de aula nas escolas públicas de nosso país, pressupõe-se que o
professor carece em primeiro plano familiarizar-se com as diferentes modalidades de
uso da informática na educação, ou seja, como utilizar os programas de computador, de
multimídias, acessos a informações na Internet, buscando conhecer mais de perto os
recursos que elas oferecem para a produção de conhecimento.

No entanto, para que esta meta seja alcançada faz-se necessário que o Governo
Brasileiro junto ao Ministério da Educação promova a elaboração de cursos de
informática e instruções de manuseio para o uso destas novas ferramentas tecnológicas
do conhecimento a todos os professores. Mediante esta ação, o docente poderia muito
bem e de forma gradativa dominar o uso destes novos recursos, transformando suas
aulas em algo bem mais voltado à realidade e necessidade educacional do aluno de hoje.

Esta proposta de inclusão digital no cotidiano do professor poderia ser realizada


mediante treinamentos com os professores para aprender a lidar com as novas
ferramentas tecnológicas, e isto nos seus próprios cursos de Licenciatura e Graduação
na área da Educação, sendo que estes treinamentos já estariam inclusos no próprio
currículo de sua formação profissional, com matérias que tratassem de como desfrutar
das novas tecnologias de informação e comunicação no seu dia-a-dia e no ambiente
escolar.

Entretanto, cabe ao profissional da área de Educação através de esforços e


participação de toda a comunidade escolar exigir os devidos recursos financeiros do
governo brasileiro para implantação destas tecnologias no espaço escolar, viabilizando
aos professores dinheiro para a compra destas mesmas ferramentas, já que o profissional
carecerá destas no seu cotidiano para a elaboração de todas as suas tarefas de cunho
educativo.

E por fim, para que alunos e professores venham interagir nesta nova forma de
produção do conhecimento nos espaços virtuais por via das novas tecnologias, se sugere
nesta pesquisa como alternativa a construção de sites educacionais onde educadores e

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educandos das mesmas escolas possam socializar suas informações, retirarem dúvidas,
compartilharem idéias e sugestões de como podem ser trabalhados os conteúdos em
sala, de modo que todos os agentes envolvidos na construção do saber estejam inseridos
na construção do ensino-aprendizagem, aproveitando assim algumas metodologias de
ensino do sistema Ead que têm demonstrado eficiência e aceitação por parte dos alunos
já habituados ao mundo informatizado.

6. METODOLOGIA:

A investigação proposta neste texto terá o caráter de pesquisa bibliográfica, já


que contará com o auxílio de diversos teóricos da área da Educação que tratam acerca
do assunto de inclusão digital nas escolas públicas de nosso país, tendo também o
suporte de sites educacionais e revistas que também abordem sobre o tema desta
pesquisa.

Através do auxílio destes teóricos e suas obras literárias sobre as tecnologias da


informação e comunicação, como também do acesso a artigos relevantes em sites
educacionais, pretende-se nesta pesquisa devassar o universo da Educação
Informatizada e suas vantagens, analisando como estes bons resultados podem melhorar
os ensinos das escolas públicas de nosso país, e procurando nas opiniões destes autores
o que poderia ser feito para que estas novas ferramentas tecnológicas sejam inseridas
com sucesso no espaço escolar público. Fazendo-se isto possível principalmente através
da leitura, análise crítica e reflexiva, e interpretação perspicaz de obras e teóricos
indicados a este tipo de discussão, promovendo-se sempre um diálogo esclarecedor e
norteador de soluções entre estes autores obras e artigos, visando sempre alcançar os
possíveis caminhos para a conquista dos resultados propostos para esta pesquisa.

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7. CRONOGRAMA:

ATIVIDADES DE PESQUISA

PASSOS DESCRIÇÃO INÍCIO FIM


1º Pesquisa Bibliográfica: Neste momento De 15/05/10 A 23/05/10
serão pesquisados teóricos e fontes
como sites, revistas e periódicos que
abordem sobre o tema da pesquisa, e
isto de acordo a relevância de cada um
destes para a elaboração desta busca de
informações.
2º Coleta de Dados: Neste momento serão De 30/05/10 A 05/06/10
levantadas as principais e mais
relevantes informações analisadas nas
obras selecionadas para a discussão
sobre o tema a ser desenvolvido pela
pesquisa.
3º Início da Elaboração do Projeto: Neste De 06/06/10 12/06/10
momento dar-se á os primeiros passos
para a estruturação do corpo do projeto,
como definição da problemática central
da pesquisa, a justificativa para a
elaboração da tal, sua metodologia e
possíveis hipóteses para o alcance das
metas propostas na discussão do tema.
4º Apresentação e Discussão dos Dados: De 13/06/10 A 19/06/10

Nesta ocasião o projeto já deve possuir


todo o seu corpo estruturado, com os
devidos itens do mesmo, bem
desenvolvidos de forma a se entender
claramente qual seja as principais

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propostas da pesquisa.
5º Conclusão e Entrega do Projeto: De 20/06/10 A 03/07/10

Nesta etapa o projeto já deve está


totalmente concluído e revisado, e bem
estruturado segundo as normas de
padronização de trabalhos científicos, e
assim ser enviado para análise crítica
por orientadores do curso.

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8. REFERÊNCIAS:

Http://www2.abed.org.br/noticia.asp?Notícia_ID=345>.Acesso em 10 de Jun.2010.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. Educação a Distância

Cresce571%entre Cursos Superiores. 2007. Disponível em http://eadkeylah.blogspot.com/


Acesso em 16/05/2010.

BELLONI, Maria Luiza. Educação a Distância. Campinas: Autores Associados,


1999.

Http://caminhoinclusaodigital.wikidot.com/informatica-em-escolas-publicas-e-
particulares-qual-a-diferenca.

Http://www.eca.usp.br/prof/moran/integracao.htm.

Http://www.educacaoetecnologia.org.br/?p=581acesso em 23/06/2010.

MAÇADA, Débora L., TIJIBOY, A.V. Aprendizagem cooperativa em ambientes


telemáticos. In: CONGRESSO IBEROAMERICANO DE INFORMÁTICA
EDUCATIVA, 4. 1998, Brasília. Anais eletrônicos. Disponível em <
http://www.niee.ufrgs.br/eventos/eventos1.html>>. Acesso em 11 jan.2001.

MERCADO, Luís Paulo L. Formação continuada de professores e novas


tecnologias. Maceió: EdUFAL, 1999.

VALENTE, J. A. A espiral da aprendizagem e as tecnologias da informação e


comunicação: repensando conceitos. In JOLY, M. C. (Ed.) Tecnologia no ensino:
implicações para a aprendizagem. São Paulo: Casa do Psicólogo. Editora, 2002a, p. 15-
37.

Http://veja.abril.com.br/160507/p_086.shtml

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