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Imunologia

Aula 1 – Introdução

 O sistema imunológico tem como função a proteção contra agentes estranhos, infecciosos, bactérias,
helmintos...
 Esse sistema precisa de uma regulação muito precisa, uma vez que descontrole na sua ação pode levar a
processos inflamatórios que levam a morte.
- É necessário um mediador para garantir que essa reação não seja exagerada, garantindo a eficiência da resposta
imune.
 Componentes celulares da resposta imune
- Circulantes: Monócitos; Células NK; Linfócitos; Granulócitos (neutrófilo, eosinófilo, basófilo); células dendríticas
- Residentes: Células dendríticas; Macrófagos; Mastócitos
- As células circulantes são de extrema importância para garantir a vigilância de todo o corpo, ao entrarem nos
tecidos se tornam residentes e permanecem até morrer.
 Neutrófilos: Estão em maior quantidade (40 a 65%).
 Eosinófilos: Estão presentes entre 1 a 5%, tendo aumento em resposta a parasitas, processos alérgicos, asma...
- Eosinófilo e basófilo não atuam por fagocitose, identificam o estado anormal e liberam o seu conteúdo citotóxico
e pró-inflamatório
 Basófilos: Estão presentes até 1%, muitas vezes só sendo produzidos quando necessário.
 Monócitos estão presentes de 2 a 10%.
 Natural Killers estão presentes até 2%, não é uma célula fagocitária. Possui numerosos grânulos altamente
tóxicos para as células infectadas.
 Células dendríticas circulantes estão presentes em quantidades menores que 1%, sendo raras no sangue e mais
presentes nos tecidos. Emitem projeções em forma de dedo. *é muito requisitada na mescla das questões na
prova*
 Linfócitos: Estão presentes entre 22 a 45%. São divididos em TCD4, TCD8, B1 e B2. Sendo O TCD4, infectado pelo
vírus HIV, e em pacientes saudáveis costuma se apresentar em quantidade o dobro ou o triplo do número de TCD8.
Pacientes com AIDS tem mais TCD8, já que o TCD4 está sendo destruído. Linfócitos B estão presentes em menor
quantidade que os T, linfócitos B2 são mais numerosos que os B1 (que estão mais presentes na mucosa).
- Não somente em casos de AIDS o TCD8 pode estar aumentado, uma vez que em casos de leucocitose tendo a
porcentagem com TCD8 aumentada, é necessário observar os números absolutos, pois o paciente pode estar
tumor (leucemia) que atinja células TCD8 que se hiperproliferam.
 Mastócitos: Célula residente prima do basófilo. NÃO ESTÃO PRESENTES NO SANGUE! Muito envolvido no
processo alérgico.
 Essas células circulam principalmente perto do TGI e pelo trato urinário, uma vez que são importantes portas de
entrada de patógenos.
- O Terpeno (vindo do chá de janaúba) é importante para ativer células de defesa, que irão para todo lugar,
inclusive auxiliando a diminuição tumoral. (Ela usou como exemplo, mas achei fenomenal).
 As células circulantes: Circulam pelo sangue e pela linfa, fazendo paradas nos gânglios linfáticos, que são áreas
satélites muito importantes para as cadeias imunológicas. É onde as células serão rejuvenescidas e ganham
marcadores de sobrevivência. Já ao circularem pelo sangue passam pelo baço e recebem esse sinal na polpa
branca. São os linfócitos que precisam receber os marcadores de sobrevivência.
- Essas células são formadas na medula óssea vermelha e as células T são maturadas no Timo. Os linfócitos B são
formados dentro da medula óssea assim como as demais células.
 Ramos da imunidade
- As células são classificadas em imunidade inata e adquirida.
Inata Adquirida
Células: Degranuladoras: Basófilos, Linfócitos T (T helper (TCD4) e T
mastócitos, eosinófilos, células NK; citotóxico (TCD8); linfócitos B (B2).
Fagocíticas:
Monócitos/macrófagos e
neutrófilos.
Componentes humorais: Proteínas de fase aguda, as Os anticorpos (linfócitos B),
proteínas do sistema citocinas e mediadores lipídicos.
complemento, citocinas e
mediadores lipídicos.
Tipos de antígenos reconhecidos PAMPs (padrões moleculares Antígenos timo-dependentes
associados aos patógenos).
Reconhecimento (receptores) Reduzida/limitada Elevada/ampla
especificidade e diversidade
Memória Ausente Presente
Autotolerância Ausente Presente
Autoregulação Ausente Presente
- Resposta inata: A proteção acontece no humor, no líquido. São as principais na resposta inflamatória. Citocinas
são proteínas que se comunicam entre as células. Já a resposta adquirida depende das células.
* Prova: importante falar das citocinas! Não adianta colocar somente “excesso de inflamação”. Não é qualquer
inflamação que induz cada processo, logo depende de falar da citocina necessária. Não vai levar ponto quem for
muito generalista.
- Reconhecimento de antígenos: Antígenos são moléculas que pertencem a um corpo estranho, qualquer entidade
molecular pode ser reconhecida. Só não reconhecemos como estranho um irmão gêmeo univitelino.
- E. coli pode ter tropismo por diferentes órgãos, causando meningite, infecção urinária... Logo, existem diferentes
tipos de E. coli, porém todas têm padrões moleculares em comum (ver o nome nos slides). É isso que permite que
seja reconhecida como estranha ao organismo pela resposta inata.
- É o mesmo que acontece entre transplantes. Se o antígeno é proteico, somente a imunidade adquirida consegue
reconhecer. Os demais são reconhecidos pela imunidade inata. Uma vez que as proteínas irão diferenciar entre
mesma espécie.

 A imunidade inata é responsável por reconhecer o antígeno, fagocitá-lo, digeri-lo nos lisossomos (pH ácido) e
expor os peptídeos para as células da imunidade adquirida, especialmente para os linfócitos T. Geralmente
apresenta cerca de milhares de peptídeos. A célula fagocitária irá reconhecer o antígeno através dos seus
receptores, reconhecendo os PAMPs.
- São células apresentadoras de antígenos (APC): Células dendríticas (em qualquer área do tecido, sai do tecido,
carrega o invasor, seguindo os vasos linfáticos até o primeiro gânglio linfático, expondo para o linfócito), os
macrófagos também participam.
- Locais que não apresentam vasos sanguíneos (como a córnea) não apresentam problema de rejeição de
transplantes, uma vez que é uma resposta imune, logo é necessária irrigação para que ela aconteça.
- O reconhecimento do antígeno pelo linfócito T só se dá nos linfonodos ou no baço. A APC vem da área de infecção
e migra para esses pontos.
- Linfócitos B não precisam de apresentação de antígeno.
- A apresentação pode ser para o TCD8 ou para o TCD4, o que é decidido pela APC, porém geralmente apresenta
para as duas células.
- TCR são os receptores de célula T.

 Os linfócitos primitivos
- Reconhecem antígenos Timo-independentes.
- Localização: São residentes
- Não passam por seleção durante sua formação
- Tem BCR e TCR, mas reconhecem PAMPs
- Tipos: Linfócitos B1 e Linfócitos T não clássico tipo de TCR +letras gregas e CD4- CD8- (dupla negativa) (Não peguei
essa parte muito bem, mas ela vai explicar só sobre isso em outra aula)
- Não tem memória, auto tolerância ou auto regulação.
- São considerados os linfócitos da imunidade natural.

 Elementos da resposta imune: Envolvimento de diferentes tipos celulares locais e sistêmicos que participam das
fases aferentes e eferentes da resposta imune. Cada órgão contribui na inflamação.
- O cérebro favorece mais a inflamação do que o fígado. Por conta do constante contato com bactérias (por conta
da veia porta) o fígado apresenta certa tolerância aos antígenos, já o cérebro não apresenta tolerância, logo a
resposta inflamatória é mais rápida e mais expressiva.

Mecanismos de defesa

 Que não pertencem ao sistema imune. Apresentam barreiras inatas: químicas, físicas e microbiológicas.

 Pele: Barreira inata. É a principal barreira mecânica, além de perder resistência química por conta das glândulas
(sebácea e sudorípara), que desfavorecem o ambiente para os antígenos. A pele integra é intransponível ao
patógeno.

 A mucosa não é intransponível. Sendo sua principal barreira a química. Apresenta cílios muitas vezes para
aumentar a resistência.

 Trato gastrointestinal: Cada porção tem sua forma de se proteger dos patógenos.
- O revestimento intestinal como componente do sistema de defesa natural:
- Firme aderência intercelular
- Atividade digestiva
- Capacidade regenerativa
- As células de Paneth (TLR+ e NOD+): Defensinas do tipo alfa, lisozima, PLA2 e citocinas inflamatórias.
- Células caliciformes: produção de muco (um gel de lipoproteínas mucinas, peptídeos trefoil e fosfolipídeos
surfactantes)
- A presença de uma microbiota normal: manutenção anatômico-funcional do trato intestinal. A desbiose altera
e é prejudicial a diversas reações, sendo alterada por diversos fatores como obesidade, transtorno psiquiátrico,
consumo excessivo de álcool. Uma boa microbiota retarda o envelhecimento.

 Probióticos
- Definição: Complementos dietéticos a base de microrganismos... (o restante tá no slide).
- Funções biológicas: Tem 9 funções importantes, sendo as destacadas:
- Reduz resposta inflamatória local (quando excessiva) IPC
- Participa da “educação imune” IPC
- Induz a secreção de mucinas (através do reconhecimento de PAMPs pelo sistema imune).
- Importante: No parto normal o bebê pega a microbiota (que foi selecionada pelo corpo) da mãe, o que o torna
melhor que o parto cesárea.
- Os probióticos induzem as células reguladoras.
- Induzem células B produtoras de IgA (em nível de mucosa).
- Imunoglobulinas ou anticorpos: IgA, IgE, IgG, IgM e IgD. Somente o IgA está presente na mucosa. Quem teve parto
cesárea, ou aleitamento materno não suficiente apresentam menos IgA. Tendo tendência a agravar doenças
simples.

 Imunidades
- Passiva: Transmissão vertical e suporte terapêutico clínico; soros antiofídicos, transferência pela placenta.
- Ativa: Infecção e imunização.
 Reação inflamatória: Cooperação entre os mediadores da imunidade natural e específica.

 Eventos moleculares da inflamação.

 Resposta imune - etapas


- Cognitiva: Reconhecimento dos antígenos
- Ativação: Montagem da maquinaria de defesa
- Efetora: Ação direta dos mecanismos de defesa (eliminação do agressor)
- Memória imunológica: Alterações genotípicas (continua nos slides)

 Distúrbios do sistema imune e doenças atreladas:


- Maior suscetibilidade a doenças infecciosas (imunodeficiência congênita ou adquiridas)
- Desenvolvimento de doenças autoimunes.
- Desenvolvimento de neoplasias
- Desenvolvimento de reações alérgicas
- NÃO VAMOS VER, MAS TEM IMPLICAÇÃO IMUNOLÓGICA: Doenças cardiovasculares e doenças psiquiátricas (vai
abrir optativa sobre isso).

Aula 2

Imunidade inata – Inflamação

 Dentro da resposta imune há um início, que são os mecanismos de resposta imune inata. Após esse início, os
eventos que começam a acontecer estimulam os eventos da imunidade adaptativa, o que não significa que os
eventos iniciais cessem. Logo estão acontecendo em cascatas de amplificação ao mesmo tempo. Até que o que
estimulou aquela resposta cesse (como a presença de uma infecção), fazendo com que o tecido retorne a ser aquilo
que era antes desse estimulo acontecer. Retornando a homeostase.

 O fator inicial da resposta imune é o reconhecimento do microrganismo que conseguiu atravessar a barreira
epitelial, seja porque aquela barreira esteja rompida ou porque o microrganismo demonstra fatores de virulência
fortes o suficiente para perfurar a barreira.

 Fatores de virulência: Atributos desse patógeno que faz com que ele consiga se estabelecer e superar as
condições adversas que pode encontrar no hospedeiro. Quanto maior a virulência para aderir no tecido, se
proliferar e resistir a defesa imunológica, mais virulento ele é e mais patogênico. Existem microrganismos com
diversos graus de virulência.

 Esse microrganismo, após atravessar as barreiras e chegar ao tecido, encontra as células residentes do sistema
imunológico naquele tecido (mastócitos, macrófagos e células dendríticas), sendo as células do primeiro alarme.

 Circulando no sangue, estão as células circulantes do sistema imunológico (leucócitos), que são neutrófilos,
eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos.
- As células residentes dão o alarme para que seja iniciado as reações imunológicas. Para que isso ocorra é
necessária uma interação molecular.
- Os PAMPS (padrões moleculares associados a patógenos) são estruturas que são conservadas evolutivamente
compartilhadas dentro de grandes grupos de microrganismos, são estruturas “antigas” evolutivamente, essenciais
ao microrganismo. E essas estruturas são idênticas mesmo em microrganismos de espécies diferentes dentro de
um grande grupo.
- As células residentes, através dos receptores dos PAMPS são capazes de identificar estruturas endógenas, que só
estariam disponíveis para interagir com as células em situações específicas, onde o tecido está passando por algum
dano celular ou tecidual. Como peptídeos vindos de proteínas de matriz, que mostra o dano tecidual, podendo
interagir com os receptores das células (os mesmos que identificam os PAMPS). Logo, se há uma lesão tecidual, isso
pode provocar os mesmos efeitos que a presença de um microrganismo.
- O início da resposta imunológica é o desencadeamento da resposta inflamatória. Não necessariamente uma
inflamação é por conta de uma infecção.
- DAMPS: Padrões moleculares associados ao dano tecidual, também estimula o processo inflamatório, tendo como
finalidade a tentativa de regeneração do dano tecidual.

 PAMPS
- As bactérias apresentam uma parede celular envolvendo a sua membrana. Essa parede, a grosso modo, pode ser
divida em dois grupos (sem incluir as micobactérias): com ou sem uma membrana externa. Essa membrana externa
em cima da parede celular é composta por Lipopolissacarídeos (LPS) e essa bactérias são classificadas como
bactérias Gram negativas. Já as Gram positivas são aquelas que não tem essa estrutura.
- Dentro desses dois grandes grupos Gram negativas (com membrana externa) e Gram positivas (sem membrana
externa) existem infinidades de gêneros bacterianos diferentes, todos eles compartilhando essa característica
estrutural.
- LPS – Lipopolisacarídeo é um PAMP, uma estrutura essencial para a bactéria, conservado evolutivamente e é
comum a bactérias Gram negativas, mesmo de gêneros diferentes.
- Fungo tem PAMP (também tem parede celular), essa parede celular é composta por polissacarídeos, mesmo em
fungos de gêneros diferentes pode-se encontrar o mesmo polissacarídeo. A maioria composta de manose (cadeias
longas de manose).
- O DNA bacteriano tem diferenças químicas em relação ao nosso, podendo ter estruturas que são PAMPS.
- Para cada tipo de PAMP há um receptor (proteína que a célula expressa que é capaz de interagir com esses
PAMPS, e essa interação vai desencadear um processo de sinalização intracelular). Esses receptores estão bem
distribuídos, na membrana da célula, em membrana endossomicas (nas organelas dentro das células) receptores
citosólicos. O engajamento desses receptores com seus ligantes vai desencadear uma série de reações bioquímicas
dentro da célula.
- Receptores do tipo TOLL: Família de receptores, os primeiros a serem identificados. TLR4 é o receptor que
reconhece o LPS, desencadeando uma via de sinalização potente, alterando o funcionamento dessa célula e
desencadeando uma resposta inflamatória muito acentuada.
- Além do TLR4 outros receptores são capazes de reconhecer outros PAMPS das bactérias Gram negativas. Quem
molda a resposta imune é o próprio microrganismo, dependendo dos PAMPS que eles possuem. É o saldo final das
diversas cascatas de sinalização que foram iniciadas.
- PAMPS podem ter subunidades que são reconhecidas por receptores diferentes.
- TLRs são sempre receptores de membrana. Podendo ser a membrana citoplasmática ou membranas
endossomicas, o que é de extrema importância, uma vez que vírus entram na célula, por exemplo. Os receptores
TOLL intracelulares reconhecem material genético bacteriano e viral.
- Muitas vezes PAMPS diferentes sendo reconhecidos por receptores diferentes, podem ter vias convergentes ou
divergentes, logo a resposta final depende da soma de todas essas vias. Podem intensificar um sinal ou inibir.

 Família das lectinas apresentam receptores que reconhecem PAMPS fúngicos (polissacarídeos).

 Receptores do tipo NOD: reconhece fragmentos de peptídeoglicana.

*Não vai ser cobrado qual receptor atua em que*

 Os receptores de padrões estão presentes em diversas células, como epiteliais, endoteliais, nos linfócitos (que
não são de imunidade inata). As células que não são do sistema imune são importantes para ser um aviso prévio,
apesar de não ter uma potencialidade tão grande para gerar a resposta, porém começam a dar sinais. A
mobilização desses receptores nos linfócitos é importante para a efetividade do processo de ativação dessas
células.
- Quando as células residentes entram em contato com os PAMPS (especialmente as células dendríticas) essas
células são ativadas. Reconhecimento dos padrões é o primeiro ponto para a ativação dessas cascatas.
- Essa ativação irá mudar o comportamento das células em diferentes níveis, inclusive na expressão gênica.
Algumas levam a ativação de fatores de transcrição, que irão atuar nas regiões promotoras no DNA, fazendo com
que a célula passe a expressar proteínas que antes não produziam
- A partir disso essas células irão produzir os mediadores da inflamação.
- O foco inicial da produção desses mediadores são os macrófagos e as células dendríticas (especialmente os
macrófagos).

 Células ativadas produzem:


- A medida que esses mediadores são produzidos, eles podem servir de estimulo de ativação para outras células
produzirem seus mediadores.
- Os mediadores gerados podem ativar outras células, que não precisam entrar em contato com o estímulo inicial.
Logo, o processo começa com os PAMPS, mas após isso os próprios mediadores podem amplificar o processo.

 Citosinas:
- São glicoproteínas que são produzidas pelas células mediadoras da inflamação. É produzida pelas células do
sistema mune (mas não exclusivamente por elas).
- Sua função é propiciar a comunicação entre as células informando que há algo diferente, como ao ativar uma
célula. São produzidas especialmente por células que foram ativadas por PAMPS.
- Exemplos de funções: Expressão de moléculas de adesão; Aumento da permeabilidade venular.
- A partir de um estimulo inicial, as células ativadas produzem citosinas que irão ser secretadas e interagir com seu
receptor em outra célula, irá desencadear uma cascata intracelular, levando a efeitos biológicos.
- Citosinas, em termos gerais, são similares a hormônios. Sendo chamadas de citosinas somente por estarem no
sistema imunológico.
- As citosinas atuam em nível autócrino, parácrino, além de ser possível cair na corrente sanguínea, agindo em
tecidos completamente diferentes de onde foi produzida. Como é o exemplo da febre, que pode ser produzida em
qualquer local, e atuar no hipotálamo. Também pode atuar sobre ela mesma ou sobre células vizinhas.
- Interleucinas (IL) são citosinas que comunicam os leucócitos. Existem diversas Interleucinas.
- TNF alfa é a sigla para fator de necrose tumoral alfa, na presença dessa citosina células tumorais entravam em
necrose.
- INF gama (interferon), atua na replicação de vírus nas células infectadas.
- IL17 é principalmente produzida por um linfócito T, mas outras células também são capazes de produzir.

 Ao interagir com PAMPS as células residentes irão produzir três citocinas principalmente:

- TNF alfa, IL1 e IL6 são os componentes da tríade inflamatória (precisa colocar quais são na P1).

- Atuam especialmente sobre as células do endotélio, fazendo com que aumentem a sua produção de proteínas,
que funcionam como moléculas de adesão, fazendo com que as células de defesa fiquem mais aderidas as células
endoteliais. Também levam a aumento da permeabilidade venular, fazendo com que haja aumento de calibre, uma
vez que atuam na musculatura lisa do vaso sanguíneo.

- Além das citocinas, substancias lipídicas são liberadas pelas células ativadas, são os Mediadores lipídeos.

 PAF (fator de agregação plaquetário) – é um mediador lipídico: Vasodilatação local, permeabilidade vascular,
quimiotaxia de leucócitos, estimula a agregação de neutrófilos; estimula a fosfolipase A2.
- Assim como TNF alfa e IL1 também causa retração nas células endoteliais, fazendo com que haja despolimerização
do citoesqueleto, fazendo com que perca a sua forma achatada, tornando possível encontrar espaços entre as
células, aumentando a permeabilidade vascular.
- Quimiotaxia de leucócitos: certas substâncias que atraem as células de defesa. É o movimento de uma célula em
direção a maior concentração dessa substância que a atrai.
- Fosfolipase A degrada fosfolipídios de membrana, levando a formação de ácido araquidônico. Além da fosfolipase,
as células têm outras duas enzimas. Cicloxigenase 2 e Lipoxogenase.
- Cicloxigenase: converte o Ácido Aracdônico em prostaglandinas e tromboxanos. Prostaglandinas são responsáveis
pela vasodilatação e pela sensação de dor, ao diminuir o limiar de excitação das terminações nervosas.
- Lipoxigenase converte em leucotrienos, que são responsáveis por quimiotaxia de neutrófilos, aumento da
permeabilidade vascular.
- Anti-inflamatórios não esteroidais podem agir inibindo a cicloxigenase 2 (COX-2), diminuindo a formação de
prostaglandinas e tromboxano, de forma que diminui a dor e a resposta inflamatória. Como o ibuprofeno. Esses
anti-inflamatórios diminuem a coagulação e são nocivos ao estomago.
- Existem diferentes prostaglandinas. As células do epitélio gastrointestinal produzem prostaglandinas que
estimulam a produção de muco, conferindo proteção a esse epitélio. O anti-inflamatório não esteroidal também
interfere nessa produção, fazendo com que o TGI fique menos protegido. Alguns medicamentos já estão agindo
seletivamente sobre a COX-2, garantindo que somente a produção da prostaglandina especifica seja inibida.

 Histamina
- Fonte principal: grânulos em mastócitos (pré-formados), que é uma célula que contém muitos grânulos de
histamina armazenada.
- É uma amina vasoativa
- Ação principal: Dilatação arteriolar, aumento da permeabilidade dos capilares venosos, contração da musculatura
lisa dos brônquios e intestino.
- Liberação de histamina pelos mastócitos estimulada por citosinas, neuropeptídios e por proteínas derivadas da
ativação do sistema complemento.
- Os mastócitos tem grande atuação nas alergias e nas infecções parasitárias.
- Por estar armazenada formada, apresenta uma resposta automática.
- Também irão produzir mediadores lipídicos, citocinas... O foco é na histamina por ser o que se apresenta em
maior quantidade.
- Além da ação vasoativa, é responsável por causar prurido, uma irritação.
- Também podem ser ativados por proteínas do Sistema complemento, que é um Conjunto de proteínas que estão
presentes na corrente sanguínea e gera formas de combater uma infecção.

 Óxido nítrico: O macrófago é a fonte. É um gás que causa vasodilatação, tem um grau de toxicidade e tem ação
muito rápida, por ser capaz de sair muito rápido, uma vez que é um gás.

 Recrutamento de leucócitos:
- Rolamento – Ativação das integrinas pelas quimioncinas – Adesão estável – Migração através do endotélio.
- Em condições normais a pressão do vaso sanguíneo leva a um fluxo mais rápido. Com o dilatamento do vaso, as
células tendem a cair por conta da diminuição de pressão, aumentando a probabilidade de interação dessa célula
com as células endoteliais, que estão expressando grande quantidade de moléculas de adesão.
- Leucócitos (especialmente os neutrófilos) ao passar no foco da infecção vão ter o fluxo diminuído e tende a cair
para mais perto da parede do vaso. Os leucócitos apresentam integrinas e a parede do vaso apresenta moléculas
de adesão.
- A princípio há uma interação frouxa entre as integrinas e um grupo de moléculas de adesão.
- As quimiocinas, ao interagir com a célula que ela atraiu, ela pode provocar uma alteração conformacional de
forma que a integrina consiga se ligar na molécula de adesão com mais força, impedindo que ela solte, e levando a
parada da célula. Logo, ela para onde há maior quantidade de quimocina que é onde está acontecendo a agressão.
- A interação do leucócito com a quimiocina é um pré-ativador, começa a causar alterações no leucócito. No caso
dos neutrófilos há a degranulação, liberando enzimas que degradam nosso próprio tecido aumentando a separação
entre as células endoteliais, facilitando a diapedese (saída do vaso para o tecido). As demais células também vão
sair, porém os neutrófilos são mais abundantes, logo saem com maior frequência.
- Os linfócitos só vão sair depois que o neutrófilo for ativado, saindo somente aqueles específicos que combatem o
patógeno, uma vez que os linfócitos não são idênticos, mas as células da imunidade inata sim. Logo, somente
aqueles que forem ativados irão sofrer a alteração na integrina de forma a poder sofrer a diapedese.
- Só os neutrófilos degranulam para facilitar a diapedese dos leucócitos.
- Tudo é estimulado ao mesmo tempo, para garantir que a ameaça seja eliminada.
 Fagocitose:
- Neutrófilos; Macrófago e monócito (que se diferencia em macrófago no tecido).
- Fagocitose é a capacidade de, ao interagir com o patógeno, rearranjar o citoesqueleto, projetando a membrana
para englobar o patógeno que foi reconhecido, fazendo com que o patógeno fique dentro de uma vesícula dentro
da célula. Essa vesícula é chamada de fagossoma, que trafega dentro da célula e o pH vai se tornando ácido. Vai em
direção aos lisossomos, se fundindo e passando se chamar de fagolisossoma. Onde vai ter início o processo de
degradação pelas enzimas do lisossoma.
- Os neutrófilos apresentam lisossomas de quatro tipos, que se diferenciam pelo conteúdo enzimático. Esse
conteúdo enzimático vai agir sobre o que foi fagocitado.
- Duas enzimas serão ativadas, a oxido nítrico sintáse induzível (que produz óxido nítrico), que é um gás tóxico, a
enzima não induzível que controla o tônus vascular. NADPH oxidase age sobre o oxigênio celular, gerando radicais
livres que aceleram o envelhecimento. Logo, aumenta a produção de radicais livres, que são muito instáveis e
roubam elétrons de outras estruturas, conseguindo destruí-las. Há enzimas para degradar esses radicais livres,
porém com as células do sistema imune ativadas o aumento da produção é muito maior do que essas enzimas
conseguem processar.
- O arsenal para destruição desse agente estranho consiste em: Oxido nítrico, enzimas dos grânulos e radicais livres.

 Produzem componentes microbicidas, principalmente os neutrófilos.


- Enzimas
- Peptídeos antimicrobianos – são pequenas proteínas que desestabilizam o microorganismo. Também fazendo
parte do arsenal.
- Radiais livres de oxigênio (ROS)
- Óxido nítrico
- Produtos da reação entre óxido nítrico e ROS, que são Incrivelmente tóxicos, que são o arsenal químico contra
esse patógeno. Como hipoclorito.
- Todo processo inflamatório gera algum grau de lesão tecidual. O neutrófilo degranula, fazendo com que auxilie na
eliminação da ameaça, além da fagocitose. Caso haja uma fase aguda e uma recuperação desse processo
inflamatório, esse tecido volta a ser o que era antes. Caso não seja regulado, esse processo inflamatório leva a
fibrose (inflamação crônica), podendo levar a perda da funcionalidade desse tecido. A fibrose acontece por conta
do excesso de produção de proteínas matriz pelos neutrófilos.
- Processo inflamatório visa recuperar o tecido.
- Leucocitose é o aumento dos glóbulos brancos, indicando uma maior necessidade medular de produzir células de
defesa.

 NET: Armadilha extracelular de neutrófilos. É a terceira forma de atuação dos neutrófilos.


- Dependendo do estimulo e do local, o neutrófilo é ativado e sofre alterações que leva a perda de integridade de
todas as suas membranas (internas e externas), ativa proteínas que modificam proteínas do núcleo, entre elas as
histonas (que se enovelam junto com o DNA). Com a perda da integridade, o material genético que estava
condensado extravasa do núcleo e descondensa, fazendo com que as fibras de DNA se espalhem por dentro da
célula. Com a perda de integridade dos grânulos, as enzimas disponíveis ficam presas na fibrina de DNA.
- A NET tem o poder de capturar, imobilizar e forçam o contato do patógeno com as enzimas presas a eles. Alguns
fungos e bactérias são sensíveis a esse mecanismo. Isso ocorre dentro do tecido. Isso também pode ser deletério,
uma vez que expõe DAMPS, estruturas que geralmente não estão disponíveis. O estimulo para que a NET ocorra
pode ser o mesmo da fagocitose, geralmente ocorre quando a fagocitose é dificultada. Netose (é a forma de morte
da célula por NET).
- Apoptose é a morte celular programada. Necrose é um dano que mata a célula, o processo de morte é diferente.
Na apoptose não há liberação de nada, já na necrose o que está dentro da célula é liberada no meio. Já a netose é a
célula que morre por fazer NET.

Aula 3

Sistema complemento
 Constituído por cerca de 19 glicoproteínas que formam um sistema bioquímico e enzimático.
 Produtos intermediários – atividades biológicos.
 Circulam em uma forma inativa. São produzidas pelo fígado.
 Existem 3 formas de iniciar a cascata do sistema complemento:
- Alternativa
- Clássica (a primeira via descoberta)
- Via das Lectinas

 Via clássica não vai acontecer na fase inicial da resposta imune, uma vez que depende de anticorpos. A via
alternativa é um mecanismo de resposta inata (acontece no início) e a via das lectinas também.

*NÃO DETALHAR AS VIAS NA PROVA! ELA QUER QUE ENTENDA AS CONSEQUENCIAS DA ATIVAÇÃO!*

 Via alternativa
- Começa com a proteína C3. Essa proteína circulante sofre clivagem de forma discreta pela água, em condições
basais. Ela é quebrada em C3a e C3b, os fragmentos B tem afinidade por membrana, tendendo a ficar ali, como nas
nossas células (onde tem proteínas que deslocam a aderência dessas proteínas, evitando que a cascata do
complemento ocorra nas nossas células já que pode levar a um dano celular); também ocorre nas células
microbianas. O fator B tem afinidade pelo C3b, que vai ter a interação facilitada por C3b não estar mais circulante e
sim presa a membrana. O fator D quebra o fator B, gerando fator Ba e fator Bb (que continua adsorvido a C3b e a
membrana). O fragmento Ba é liberado. O complexo entre C3b e Bb é chamada de C3 convertase, aumentando a
hidrólise de C3 (que na água tinha uma proporção muito discreta). C3 convertase + C3b se torna a C5 convertase
(quebrando C5). C5 convertase quebra C5 em C5a e C5b (que permanece ligado ao complexo).

 Via clássica
- Só acontece com a ativação do linfócito B e a produção de anticorpos. Anticorpos tem afinidade com proteínas do
patógenos, logo o anticorpo se liga ao corpo estranho. A proteína C1 tem afinidade por determinadas porções do
anticorpo, ela se liga ao patógeno através do anticorpo ligado nele. C1, na verdade, é um complexo formado por
várias unidades (C1q, C1r e C1s). C1r e C1s tem atividade enzimáticas, logo C1 por si só tem atividade enzimática.
Consegue clivar proteínas do sistema complemento: Quebra proteínas C2 e C4 (C2a e C4a saem e suas versões B
ficam). C4b E C2b unidos a membrana e um ao outro geram uma C3 convertase, que irá clivar C3 em C3b e a, C3b
fica e gera uma C5 convertase, clivando C5 em a e b, C5b permanece no complexo.

 Via das Lectinas:


- É muito parecida com a via clássica. Depende de uma lectina (nome genérico para proteínas que tem afinidade
por carboidratos). O fígado também produz lectinas do sistema complemento, que é a lectina ligadora de manose.
Superfície microbiana, fungos... são cheios de manose. Essa lectina fica presa a superfície microbiana através da
manose. Também apresenta subunidades com atividade enzimática. A partir dai quebra C4 e C2, forma o complexo
C3 convertase com C4b e C2b, quebrando C3 em C3a e C3b, que se liga ao complexo formando o complexo C5
convertase, quebrando C5 em C5a e C5b, que permanece ligada.

 Complexo de ataque a membrana – MAC


- A partir dai não tem diferença entre as vias.
- A proteína C6 se conecta com o complexo por conta da sua afinidade com C5b, C7 tem afinidade com C6. C7 tem
uma porção hidrofóbica, ao se juntar ao complexo, consegue se inserir na membrana microbiana de forma
esconder a sua porção hidrofóbica. C8 também se insere penetrando na membrana. C9 tem a capacidade de se
polimerizar (se associar a várias subunidades de C9). Chegando ao complexo C9 se arranja formando um cilindro. O
complexo já estava inserido na membrana. Ela se polimeriza inserida na membrana. Essa inserção de proteínas leva
a “abertura” dessa membrana. A tendência é que tenha vários desses complexos se formando simultaneamente,
garantindo a lesão da célula da parede e leva a lise osmótica. Isso só é efetivo nas bactérias do gênero Neisseria,
que apresenta componentes que permitem essas ligações.

 Efeitos das anafilatoxinas (os fragmentos a)


- C3a, C4a e C5a apresentam atividade biológica (C2a tem em outro contexto)
- Ativação de endotélio, assim como a tríade inflamatória (induz a formação de moléculas de adesão e aumenta a
permeabilidade).
- Ativação de mastócitos (liberação de histamina, mediadores lipídicos e TNF alfa)
- Quimiotaxia (recrutamento de neutrófilos)
- Indução de Burst oxidativo – Aumenta o consumo de O2, gerando mais ROS e No.
- Ou seja, essas anafilatoxinas colaboram para o processo inflamatório. Colabora com as alterações vasculares que
permitem a entrada das células de defesa no tecido. Além de ativar os neutrófilos.

 Efeitos das opsoninas


- C3b e C4b.
- Apresentam funções além de gerar as convertases. Os fagócitos têm receptores de membrana que reconhecem
essas opsoninas (especialmente o C3b). Logo se o fagócito interage com o patógeno que tem C3b em sua
superfície, ele se liga ao C3b na membrana do patógeno levando a indução da fagocitose do patógeno. Isso é
importante, pois facilita o reconhecimento, passando a não depender mais de estruturas específicas dos patógenos
que podem ser reconhecidas. Se tem C3b é mais fácil, se tornando mais efetiva e garantida.
- Quando a fagocitose é intermediada por alguma proteína isso é chamado de opsonização, que é o processo de
adsorver uma proteína na membrana do patógeno, que pode se ligar ao fagócito e facilitar a fagocitose.
- Alguns anticorpos também são opsonizantes.

 Antes do sistema complemento começar é necessário ter mediadores pró-inflamatórios acontecendo, uma vez
que estão no sangue e precisam ser “avisadas” para iniciar sua cascata.
- Essas proteínas se ligam a qualquer molécula, não tendo necessidade de um PAMP.

 Ativando o complemento tem-se estimulo pró-inflamatório, facilitando a saída das células de defesa, a
fagocitose (por conta das opsoninas), etc.

Sinais da inflamação local

 Calor, rubor, tumor (incha), dor e perda de função.


- Fica vermelho por conta do aumento da dilatação, aumentando a quantidade de sangue no local lesado.
- Fica inchado por que o aumento de permeabilidade aumenta o extravasamento de líquido.
- Fica quente por conta do aumento da taxa metabólica.
- Dói por conta das prostaglandinas.
- A perda de função não é algo que acontece sempre, pode ou não acontecer.

 No processo inflamatório gera um dano tecidual inerente, que é provocado pelas enzimas dos neutrófilos, pelos
radicais livres, vai degradar proteínas de matriz, vai levar células do parênquima a morte.
- Independente disso há a morte dos neutrófilos (seja por net ou não). Quando são ativados, ativam os processos
de apoptose. Por isso se consome muito neutrófilo nas infecções que os recrutam, em geral são aquelas que
apresentam estimulo inflamatório mais potente.
- O tecido que passa pelo processo inflamatório tem resto de células, resto de proteínas clivadas, líquido que
extravasou, resto de microrganismos. O macrófago é de extrema importância para fazer esse ambiente voltar ao
normal.
- São importantes para a regeneração tecidual. É importante recrutar monócitos!
- Os macrófagos estimulam os fibroblastos a produzir mais colágeno. Levando a regeneração tecidual. Fator TGF
beta vai ser responsável por estimular os fibroblastos.

 Em infecções crônicas não há eliminação do estímulo inflamatório, formando uma inflamação crônica. Continua
causando lesão no tecido e estimulando os macrófagos, levando a superprodução de proteínas de matriz, que em
excesso leva a fibrose, levando a perda de função. Infecções como tuberculose, artrite reumatoide (autoimune).
Doenças autoimunes são doenças inflamatórias crônicas. O tecido perde suas características originais.

 O macrófago induz a regeneração tecidual e fagocita os restos celulares. Os fagócitos reconhecem células
apoptóticas. É uma morte programada e discreta da célula, não é para estimular o sistema imune como no caso da
morte por necrose (o que estava dentro dela vai para o meio extracelular, que em um tecido saudável não seria
acessível para interação com outras células, que podem ser considerados DAMPS). Morte por apoptose não libera
nada, pois forma grânulos que não estouram e não estimula aumento de resposta inflamatória. Os corpos
apoptóticos são facilmente reconhecidos por macrófagos, uma vez que a membrana fica com o Fosfotidilserina
virado para fora, logo reconhece e engloba.
- Quando o processo inflamatório foi muito agudo há edema considerável, recrutamento de muitos neutrófilos,
muito resto celular... isso é o que origina o pus (Os restos da batalha) e em geral são infecções bacterianas.

Inflamação

 Alterações vasculares que permitem a saída de leucócitos e proteínas do sangue para os tecidos extras
vasculares lesionados ou infectados a fim de promover a eliminação de microrganismos e reparo tecidual.
- Aguda X Crônica
- Local (em um único local/tecido) X Sistêmica (No organismo como um todo).

 Na inflamação crônica há grau de perda de função.

 Inflação local tem uma boa delimitação da ação dos mediadores, já a sistêmica os mediadores começam a
causar alterações em tecidos mais distantes do lesado.

 Eventos sistêmicos:
- TNF; IL1 e IL6 agem no cérebro (pirogenicos) e levam a febre.
- IL1 e IL6 agem no fígado para aumentar a produção de proteínas de fase aguda.
- TNF, IL1 e IL6 atuam na medula óssea estimulando produção de leucócitos.
- Sickness behaviour – Causada pela tríade, modifica o comportamento, o apetite, o humor... levando aos sintomas
gerais de doença, como prostração, isolamento... Apresenta um caráter sistêmico da inflamação.
- Diversas condições são devido a inflamação, como autismo.
- Febre é um sinal sistêmico e não um sinal local de inflamação. Febre é diferente do sinal flogístico de calor.

 O fígado produz outras proteínas importantes para a inflação. Aumentam a produção pelo fígado. Tem função
de opsoninas, por exemplo. Tem esse aumento de uma forma muito exacerbada.
- A mais importante é a proteína C reativa, que apresenta um aumento muito considerável. No hemograma
normalmente se pede PCR (concentração de proteína C reativa).
- Essa proteína vai sofrer aumento de mais de 30 mil % da sula concentração normal plasmática. A Proteína sérica
amiloide A também sofre um aumento acentuado, mas a PCR é mais importante para analisar.
- Aumento de IL6 leva a aumento de PCR. São proteínas chamadas de proteínas de fase aguda, servindo como
marcadores em diversos processos, como em infartos agudos do miocárdio.
- A PCR ajuda na opsonização e auxilia no sistema complemento (parecido com a lectina ligadora de manose), mas
não é tão efetiva na ativação do complemento.

 Na medula estimulam a produção de fatores de crescimento que levam as células percursoras a se


diferenciarem em leucócitos, e em especial em neutrófilos. É importante analisar esse aumento no hemograma. A
presença de formas imaturas de leucócitos na circulação pode ser um indicio de processo inflamatório infeccioso,
aumentando a diferenciação das células percursoras em neutrófilos, eventualmente escapam da medula antes de
concluírem o processo de maturação. Logo essas células podem ser identificadas na circulação. Outras patologias
também conseguem levar essas células imaturas para o sangue (como câncer hematológico).

 IL6 induz proteínas de fase aguda. Atuam ativando o sistema complemento e a opsonização.

 Os efeitos sistêmicos podem ser ainda mais severos:


- Diminuem o débito cardíaco; aumento da permeabilidade, trombo (disfunção endotelial); resistência a insulina
em diversos tecidos (aumento da glicose no sangue). Tudo isso é feito pelo TNF.

 Identificar estímulos e origens dos mediadores e associa-los com as alterações vasculares.


- Finalidade destas alterações
- Aspectos negativos das alterações
- Papel das células da imunidade inata
- Consequências da ativação do sistema complemento.

 Resposta inata leva a resposta adaptativa.


- Aumento da drenagem de fluido intersticial para linfa.
- Maturação das células dendríticas teciduais via ativação dos receptores do tipo Toll (TLR). Células dendríticas não
estão completamente maduras nos tecidos.
- Sem a resposta imune inata não tem resposta imune adaptativa, não tem inflamação.
- Células dendríticas vão levar produtos da digestão dos patógenos para os linfócitos. Sem estimulo inflamatório
isso não acontece.
- O linfócito B não precisa de apresentação de antígeno, pode agir sem nenhum intermediário. Mas só chegam ao
linfócito B, no linfonodo, devido ao edema que exerce uma pressão, que é favorável para que os restos
microbianos consigam entrar na linfa e serem levados ao linfonodo.
- A parede do vaso linfático funciona como uma válvula, a pressão do interstício consegue empurrar as células para
a o vaso linfático. Ou seja, o conteúdo imerso no liquido intersticial entra na circulação linfática e vai para o
linfonodo.

Órgãos linfoides

 Fígado é um órgão linfoide que tem sua atuação linfoide na vida fetal.

 Os órgãos linfoides estão distribuídos pelo corpo, especialmente os linfonodos.


- Os linfonodos apresentam linfócitos concentrados, garantindo que próximo a infecção apresente linfócitos para
atuar naquela ameaça.

 Tecido linfoide pode ser classificado em dois tipos:


- Tecido linfoide generativo ou primário (medula óssea, timo) onde os linfócitos são gerados. Linfócitos passam a
expressar receptores de Ags. Tolerância central.
- Tecidos linfoides secundários ou periféricos: Linfonodo; baço; SI cutâneo; SI mucosa (MALT). Linfócitos tem
contatos com Ags estranhos; início do desenvolvimento da resposta adaptativa.
- Recebem os linfócitos prontos para atuação. É onde os linfócitos terão a oportunidade de ser ativados e onde
ocorre o início da resposta adaptativa.

 Entrada dos linfócitos virgens nos tecidos linfoides periféricos:


- Se organizam em regiões específicas nos tecidos linfoides periféricos = arquitetura básica mantida por quimiocinas
que governam os movimentos das células.
- Recirculação contínua de linfócitos entre o sangue para a linfa.
- Nossos linfócitos assim como os demais leucócitos são encontrados circulantes no sangue. Porém os linfócitos
também constituem a população de células dos órgãos linfoides secundários. Existe uma circulação constante entre
o sangue e esses órgãos linfoides secundários.

 Distribuição dos linfócitos nos tecidos linfoides periféricos - Arquitetura básica


- Os linfócitos B se organizam formando regiões foliculares, dentro desses folículos não se encontra linfócitos T.
- Linfócitos T se organizam em regiões extra-foliculares. Segregados dos B que estão dentro dos folículos.
- Células dendríticas – estromais (interdigitais) e foliculares (FDO).
- Dependendo do tecido linfoide trabalhado essas regiões podem ter outro nome.
- São as quimiocinas que determinam essa arquitetura. Dentro das regiões foliculares estão as células dendríticas
foliculares, que são diferentes das células dendríticas circulantes e são responsáveis por produzir uma quimiocina
(CXCL 13) que atrai linfócitos B para essa região, mas não linfócitos T. As células do endotélio do vaso sanguíneo
que penetra os tecidos linfoides secundários produzem CCL 19, já as células do parênquima e do estroma também
produzem quimiocinas (CCL 21) atraindo os linfócitos T e B para dentro do linfonodo, ajudando a tirar os linfócitos
da circulação.
- Os linfócitos T ficam dispersos por conta disso.

 Sistema linfático
- Linfa: É o produto do fluido intersticial, contém tudo que o meio intersticial apresenta, todas as substancias
solúveis. Produtos de metabolismo celular, toxinas, tudo isso presente no líquido intersticial e a linfa circula pelo
sistema linfático.
- Os vasos linfáticos tem pontos cegos, não é um sistema fechado. Tem fluxo unidirecional (sempre de baixo para
cima).
- Não tem uma bomba para bombear a linfa. Essa linfa ascende por conta do tônus muscular. Por isso é importante
que se faça exercícios físicos, favorecendo a entrada do líquido intersticial no vaso linfático. A drenagem linfática é
uma pessoa que aperta os músculos para favorecer a entrada do líquido dentro do vaso linfático.
- Se há um processo inflamatório local acontecendo há produtos desse processo formando edema, o que favorece
a entrada nos vasos linfáticos. Se comunica com o sistema sanguíneo no ângulo jugulo-subclávio, toda a linfa é
drenada para a circulação sanguínea.
- As linfócitos permanecem em recirculação entre o sangue e a linfa até serem ativados, perdendo o padrão de
recirculação. Isso é de extrema importância para o linfócito T, para seu recrutamento para o local de infecção. Os B
não precisam ir para o local da infecção, mas seus produtos precisam (anticorpos). Logo os linfócitos B não
precisam mudar o padrão de recirculação.

 Quando há uma infecção, aos serem ativados, os linfócitos recebem um estímulo de proliferação, o que leva ao
aumento do tamanho dos linfonodos mais próximos do local de infecção. Ou seja, linfonodos aumentados indicam
infecção.

 Linfonodo:
- Apresenta uma cápsula fibrosa, os vasos linfáticos penetram por essa cápsula. Na região do hilo há somente um
vaso linfático saindo, o vaso eferente (saída da linfa). Na região oposta diversos vasos estão recebendo a linfa, são
os vasos aferentes (entrada da linfa).
- Na região mais próxima a cápsula, na região subcapsular, está a região folicular onde se encontram os linfócitos B.
Abaixo dos folículos, em direção a medula do linfonodo está a zona parafolicular que é onde estão os linfócitos T.
- Pelo hilo saem uma veia e uma artéria.
- Esses vasos venosos que penetram nos tecidos linfoides secundários tem um endotélio diferente, pois é um
endotélio especializado, chamados vênulas de endotélio alto. Apresentam um padrão de expressão de moléculas
diferente, produzem CCL 19 (quimiocina).
- Concentração de Ags drenados da linfa.
- Migração de células dendríticas

 Baço:
- Também é um órgão encapsulado; no quadrante esquerdo superior abdominal. É suprido pela artéria esplênica, o
sangue sai pela veia esplênica. O baço é um dos órgãos que mais recebe sangue.
- A artéria se ramifica e forma vasos de cada vez menor calibre.
- Os linfócitos B estão em regiões foliculares na zona marginal
- Os linfócitos T estão ao redor das arteríolas, o que é chamado de bainha periarteriolar.
- As regiões com Linfócitos T e B são chamados de polpa branca. Já a polpa vermelha são as áreas ricas em
sinusóides e macrófagos.
- As arteríolas diminuem de tamanho até formar o emaranhado de capilar.
- Existe uma interface entra a polpa branca e a vermelha que é a zona marginal onde também tem linfócitos B. São
linfócitos B diferentes dos linfócitos B que estão presentes nos folículos da polpa branca.
- Fagocitose: Ags livres e imunocomplexos
- Geração de RI adaptativa contra Ags no sangue.
- Além das funções imunológicas, é o órgão que elimina as hemácias envelhecidas. O sinusóide do baço é
fenestrado, logo o sangue que chega no baço não fica confinado no vaso, podendo extravasar através das fenestrar
e irem para o tecido. Os macrófagos facilmente removem as hemácias que saírem dos vasos e as degradam. É um
processo sem cunho imunológico.
- As hemácias trazem antígenos da periferia, que estarão opsonizados. Também apresentam receptores para
proteínas do complemento para via clássica. O Macrófago reconhece que deve fagocitar essa célula por conta do
C3b.
- Imuno-complexo é o anticorpo preso ao antígeno, a hemácia absorver o imunocomplexo, ativa o sistema
complemento e ao ser jogada dentro do baço, os macrófagos fagocitam.
- Dentro do baço há a remoção dos imunocomplexos.

 Tecido linfoide associado a mucosa


- MALT – tecidos linfoides não limitados por cápsulas.
- Onde tem mucosa tem tecido linfoide
- BALT; GALT; Tonsilas (palatinas, linguais e faríngeas)
- São de extrema importância, uma vez que é o tecido que está mais próximo do meio externo. É importante que
nessa porta de entrada tenha organizado células e mecanismos que possam começar uma reposta. Esse tecido
linfoide associado a mucosa não é capsulado. E em linhas gerais se comporta como um tecido linfoide qualquer,
porém ele apresenta peculiaridades, uma vez que está em contato direto com os antígenos provenientes da
microbiota. Logo, precisa ter mecanismos de regulação extremamente desenvolvidos para não disparar contra a
microbiota intestinal.
- GALT – tecido linfoide associado a mucosa gastrointestinal é o maior tecido linfoide do corpo humano. Tem
diversas células nos GALTs. Contribuem para a regulação da resposta e para a resposta imune.
 Células do GALT
- Células epiteliais; borda em escova; células produtoras de muco; Células que produzem peptídeos
antimicrobianos;
- Células que são consideradas linfócitos da imunidade inata, uma vez que linfócitos não ficam na porta de entrada,
mas esses ficam e não apresentam uma variabilidade tão grande quanto os linfócitos da imunidade adaptativa.
Contribui para a regulação da resposta e efetivamente para a resposta imune.
- Abaixo da camada epitelial encontra-se células dendríticas, macrófagos.
- No íleo estão as Placas de Payer: É um agregado de linfócitos B na região folicular e linfócito T na região não
folicular. Apresenta circulação linfática que drenam para os linfonodos mesentéricos.
- Em geral na região epitelial (acima da placa de Payer) encontra-se células M.
- Células M – são responsáveis pela macro pinocitose. Principal via de distribuição de Ags para Placa de Payer. É
inespecífica, não precisa de estimulo para que aconteça, a célula naturalmente projeta pseudópodes e recolhe
conteúdo para dentro dela. Pode ser uma emissão de pseudópodes muito pequena (micropinocitose) ou maior
(macro pinocitose). Coletam grandes volumes do que está acima delas (muco, fluido, tudo que estiver na luz
intestinal). O que passa para dentro dela é levado pela vesícula até a membrana basal, se funde com a membrana
basal e despeja o conteúdo na placa de Payer.
- Tecido linfoide que tem muco
- Transporte de anticorpos através do epitélio - IgA
- Distribuição das células linfoides inatas na camada epitelial.
- Distribuição diferenciada de receptores de padrões, mesmo nas células epiteliais. Os receptores só estarão na
membrana basolateral, pois isso garante que haja proteção, porém sem ficar disparando contra a microbiota.
Existem outros mecanismos, até mais rebuscados, para garantir que não tenha colite ulcerativa, que faz com que o
indivíduo desenvolva resposta imunológica contra a própria microbiota.
- Além da microbiota, tudo que se come pode ser encarado como uma resposta imunológica, como em indivíduos
que tem alergia alimentar.
- Alguns desses mecanismos: Células dendríticas diferenciadas da mucosa expressam uma enzima capaz de
metabolizar a vitamina A, por conta disso, gera um composto importante para gerar um tipo de linfócito T que ao
invés de estimular a resposta inflamatória, esse linfócito T é regulador, inibindo outros linfócitos e a função da
célula dendrítica. Esses linfócitos (Treg) reguladores são induzidos a se formarem e tem esse comportamento na
periferia. Alguns linfócitos já saem do timo com essa característica, mas outros não e recebem essa característica
na mucosa. Existem outras substancias que são naturalmente produzidas pelas células do epitélio, como
prostaglandinas, que tem outra atividade, entre outras. Captura células dendríticas em estados imaturos,
permanecendo em um caráter mais tolerante.

 Tecido linfoide cutâneo: As células são mais dispersas.


- Queratinócitos – produção de citocinas
- Células de Langherans: Células dendríticas (CD 207+), são capazes de migrar para os linfonodos.
- Na derme: Mastócitos, macrófgados, linfócitos T CD4+ e CD8 + (memória, que são linfócitos que já foram ativados
e estão esperando uma próxima exposição para trabalharem novamente). Não são linfócitos virgens.

Padrão de recirculação

 Vênulas de endotélio alto (HELV) – São venulas com epitélio especializado, células mais altas. Produzem
quimiocinas que atraem linfócitos.
- Via de entrada de linfócitos nos órgão linfoides periféricos.
- Recirculação – “Homing”
- HEVs – entrada dos linfócitos virgens no tecidos secundários. Linfócitos virgens são aqueles que nunca foram
ativados por uma célula dendrítica. Além de expressar o receptor (CCR 7) para as quimiocinas (CCL 19 e 21).

 L-selectina (CD62L) está presente em todos os leucócitos e nos linfócitos virgens.


- Interage com as moléculas de adesão desse endotélio alto. CAM = moléculas de adesão.
- Só nesses locais estão presentes quimiocinas para os linfócitos virgens, favorecendo sua passagem. Mesmo
processo da diapedese. Eles entram no linfonodo pelo estímulo das quimiocinas, ficam por um tempo lá dentro e
saem pelos vasos linfáticos aferentes. É como uma sentinela.
- Os linfócitos serem circulantes é de extrema importância, uma vez que garante que o tempo de reação a uma
ameaça será menor. As células dendríticas tem maior chance de encontrar os linfócitos específicos por conta da
recirculação.

 Se determinado linfócito encontrou a dendrítica e é ativado: Prolifera; perde a expressão do CCR7 (não é mais
atraído pelas quimiocinas CCL 19 e 21); perde a expressão da L-selectina (não adere mais ao endotélio
especializado). Ainda que ele passe pela circulação de outros linfonodos, ele não entra mais.

 Para que o linfócito retorne para o sangue:


- Esfingosina 1 fosfato (S1P) este presente naturalmente nos fluidos. Nos tecidos não está presente, pois é
degradada.
- Os linfócitos tem receptor para S1P a medida que esse receptor interage com a S1P o complexo receptor+S1P é
internalizado. O tempo que ele passa no interior do linfonodo é o suficiente para ele retornar a expressar mais
receptores de S1P, se tornando sensível novamente a S1P presente na linfa. Retornando para a linfa por afinidade a
S1P, pois os receptores o tornaram mais sensíveis.

Aula 4

 As células dendríticas reconhecem os PAMPS dos patógenos e tentam fagocita-los, mas nem sempre
conseguem. Os PAMPS são reconhecidos por um conjunto de receptores do tipo TOLL (TLR). Existem 5 famílias de
receptores para PAMPS.
- A família Toll tem 13 membros, que apresenta grande importância.
- O reconhecimento dos PAMPS pelos receptores é o que inicia a inflamação.
- Doenças autoimunes são erros de regulação, não são normais. É um distúrbio. O normal é reconhecer o que for
referente a patógeno. Esses patógenos causam danos aos tecidos, essas células danificadas liberam DAMPS que
irão amplificar a inflamação, porém não vão iniciar a inflamação em casos fisiológicos, tirando as lesões sem
infecção.
- A imunidade inata não elimina o patógeno por si só, é ineficiente, logo é necessário ativar a imunidade específica.
Imunidade adaptativa: Linfócitos T (TCD4 e TCD8) e B (B1, B2 e B da zona marginal).
 Como acionamos a imunidade adaptativa?
- Os linfócitos não estão pelos tecidos.
- As células dendríticas no sítio de inflamação que tem habilidade de reconhecer o PAMP, perde a aderência, ganha
mobilidade e migram para uma região mais próxima do dano para encontrar o linfócito.
- Elas pegam carona no vaso linfático até o linfonodo, que são santuários imunológicos.
- Ao chegar nesse local, migra para a zona para cortical. É uma APC que apresenta antígenos para o sistema imune
específico. Apresenta esse PAMP para o linfócito T. Ou seja, vai para a região onde estão os linfócitos T, ela sabe
que tem que chegar até lá.

 Sinapse imunológica:
- A APC apresenta peptídeos, somente peptídeos, apenas peptídeos ISSO É IMPORTANTE E CAI NA PROVA.
BIoquimicamente a APC apresenta peptídeos.
- TCD4 (T helper ou auxiliares): A ativação vai ser fundamental para que a TCD4 ganhe competência imunológica,
algumas se direcionam para o folículo (onde estão concentradas as células B).
- A célula B também consegue reconhecer o antígeno, desde que a T helper ajude. Os fragmentos do corpo
estranho necessários para que as células B os reconheçam chegam até elas por meio da drenagem linfática.

 O que as células T e B têm que ter para reconhecer os antígenos?


- As células T precisam ter TCR (receptores de células T), que irão conseguir reconhecer os antígenos.
- As células B precisam ter BCR para reconhecer os antígenos.
- Esses receptores são muito diferentes dos TLR.
- PAMP é um padrão que se repete.
- A célula T não reconhece PAMP, mas sim reconhecem sequencias de peptídeos únicas.

 Um recém-nascido nasce com diversas células T e B com receptores para diversos peptídeos, porém isso gera
um problema genético (não dá espacialmente pra ter tantos genes com tantas combinações de receptores)
- O linfócito TCD4 só ajuda o linfócito B se ele apresentar o antígeno para ele, mas só pode apresentar depois que
ele foi ativado, que sua virgindade foi tirada pela célula dendrítica. Porém só auxilia se houver uma segunda
apresentação.
- Todas as células do sistema imune dependem da TCD4 para funcionar de forma adequada.

 Apresentação do antígeno e ativação da célula T


- CCR7 diminui, CXCR5 aumenta e migração de células T ativadas para a borda do folículo.
- As células B apresentam o antígeno as células T auxiliares ativadas.
- Captação e processamento do antígeno, ativação da célula B, CCR7 aumenta e ocorre migração de células B
ativadas para as bordas do folículo.

Ontogenia dos linfócitos B

 Cada linfócito tem um único TCR ou BCR, tendo especificidade por uma sequência única de aminoácidos. Logo
existem 10^28 diferentes células T e 10^13 diferentes células B. Cada célula dessas é um clone.

 BCR: receptor de antígeno expresso sobre as células B.


- Todo BCR é um anticorpo, mas nem todo anticorpo é um BCR.
- Quando um anticorpo está preso na superfície de uma B ele se chama BCR. Quando ele é secretado em sua forma
solúvel é só um anticorpo.

 BCR é formado por duas cadeias pesadas (pois são grandes quando comparadas as cadeias com as quais estão
pareadas) e duas cadeias leves. Logo, é constituído de 4 cadeias polipeptídicas; 2 pesadas (iguais) e 2 leves (iguais).
- As cadeias tem ligação entre si, as pontes dissulfeto mantem as cadeias pesadas unidas e pontes dissulfetos
mantem a cadeia pesada presa a cadeia leve.
 Domínio de um anticorpo ou de uma imunoglobulina: é um looping de alguma coisa (não peguei essa parte)
- Cadeia leve tem 2 domínios e a pesada tem 4.
- FAB: Fragmento que liga o antígeno (os bracinhos), ela se compromete em reconhecer os antígenos.
- O pescoço, que é chamada de região de dobradiça, é em alfa hélice e varia de tamanho de acordo com o
anticorpo. Quanto maior for essa região, maior a abertura do FAB, já quanto menor essa região de dobradiça os
braços se abrem menos, sendo menos eficiente para reconhecer os antígenos.
- As pernas são chamadas de região Fc (fragmento cristalizado).
- Logo os anticorpos são formados por três partes.
- Domínios: os primeiros domínios do FAB são mais propensos a reconhecer o antígeno. É chamada de região
variável (um domínio da cadeia longa e um da curta de cada lado). A única região que muda é a variável,
dependendo da especificidade que o anticorpo possui.
- Por ter duas regiões variáveis, consegue reconhecer duplicata do mesmo antígeno ao mesmo tempo (um em cada
bracinho), favorecendo a morte desses patógenos.
- A cadeia leve tem um domínio constante. Já a cadeia pesada tem 3, porém isso muda de acordo com o anticorpo.
É a cadeia pesada que dá nome ao anticorpo (IgA, IgG...). Podendo ter mais domínios não variáveis.
- Classes de anticorpos (depende do tipo de cadeia pesada constante): Ig A, D, E, G e M.
- O que determina é a partir do segundo domínio da cadeia pesada em diante. O domínio constante da cadeia leve
não contribui para a classificação dos anticorpos.

 Quando o anticorpo esta como BCR apresenta uma sequencia de aminoácidos para se ligar a membrana do
linfócito B. É composta por aminoácidos hidrofóbicos, facilitando sua adesão a membrana. Quando o anticorpo é
expresso, conjuntos de proteínas ficam juntos para sinalizar e alterar o metabolismo da célula.
- O primeiro tipo de anticorpo é sempre da classe IgM. Depois isso muda, mas na ontogenia é do tipo IgM

 Tipos de célula B.
- Fígado fetal e peritônio em adultos: Células B1 que são IgM+ e reconhecem antígenos T-independentes.
- Medula-óssea: Células B2 (foliculares e são IgM+ e IgD+ x Ag proteicos) e células B da zona marginal (IgM+ e
reconhece Ags polissacarídeos e lipídeos, morre no baço).

 B2: Visão geral das etapas de desenvolvimento dos linfócitos (B2 e marginal) – Isso com certeza cai
- Célula tronco da medula se diferenciam em pró-B, se desenvolve em pré-B, B imatura, passa por um processo
chamado seleção (determina quem sai da medula e vão para a circulação e quais não podem sair), só as que
sobrevivem a seleção se tornam células B maduras. Tudo isso é mediado por estímulos bioquímicos,
especificamente mediados por Interleucina 7.
- As células que vão para o folículo são as B2 e as que vão para a zona marginal são os marginais.

 Tudo começa com uma célula tronco totipotente. Seu desfecho pode ser qualquer célula da medula óssea. Para
que ela se torne uma célula B é necessário ter o marcador CD19.
- Para ser B e ter BCR é necessário ter IL7, bebes que nascem com deficiência no gene que codifica IL7 não
apresentam células B.
- CAI NA PROVA ISSO AQUI HEIN: IL7. crianças com deficiência no gene de IL7 não formam células B, porque não
formam BCR.
- CD19 é um marcador de uma célula genitora B, a célula que é a pró B inicial.
- As células do parênquima da medula óssea produzem IL7, são as células estromais. Vai induzir o fenômeno da
proliferação. A IL7 estimula a progenitora que tem CD19 a fazer proliferação, que são divisões celulares sucessivas,
aumentando o número de células.
- IL7 num segundo momento induz a transcrição para formar a cadeia pesada do BCR.
- Recombinação genica das regiões variáveis do BCR: CADEIA PESADA.
- Uma parte do cromossomo 14 tem a seguinte sequencia de genes: aproximadamente 100 genes que formam a
cadeia pesada (VH); aproximadamente 23 genes funcionais de região de diversidade (VD); além disso 6 genes de
união (VJ). A região variável dos anticorpos é formada por três genes.
- O domínio variável da cadeia pesada no fundo é formado pela escolha ao acaso por um membro da família V, D e
J. Um membro de cada família dessa.
- Duas enzimas recombinases, são endonucleases. Proteínas enzimática, uma protease que corta DNA em fita
dupla. São chamadas de RAG (1 e 2). Elas escolhem ao acaso um gene de cada família, ligam e cortam, formando
finais cegos.
- A hidroxila da ponta 3 linha ataca o fosfato e forma um grampo. O grampo é a interação do fosfato e da hidroxila
intracadeia. Um conjunto de enzimas, especialmente a Artêmis, abre o grampo na região mais próxima da ponte do
fosfato e da hidroxila, sua abertura não é num local certo, mas em um local próximo. Isso aumenta o repertório,
por isso a ligase não entra agora.
- Primeiro forma um grampo (hidroxila + fosfato da fita de baixo). A enzima que abre o grampo acaba criando um
primer. De forma que a DNA polimerase atua, criando uma nova proteína. O grampo faz com que as duas fitas se
emparelhem e a Artêmis abre essa fita próxima ao grampo, mas não sempre no mesmo lugar. Cria um molde, a
DNA polimerase completa esse molde.
- Existe outra enzima que só é expressa em linfócitos que estão formando receptores. A TdT acrescenta, sem
molde, até 20 nucleotídeos. A DNA Polimerase completa e finalmente a ligase liga.
- A síntese da cadeia IgM não tem a ver com a variabilidade antigênica.
- A proliferação tem que anteceder o rearranjo, já que como as RAG trabalham ao acaso, se a célula não
proliferasse só teria 1 BCR. Logo, é muito importante proliferar.
- Após a formação da cadeia pesada é necessário formar a cadeia leve, portanto é importante proliferar de novo,
fazendo rearranjo das cadeias leves.
 Rearranjo da cadeia leve:
- Pode ser escolhido de dois tipos de cadeias: Kapa ou lambda.
- Só tem família V e J, retornando os mesmos eventos. RAG 1 ou 2 escolhem D e J, forma grampo, Artêmis corta,
DNA polimerase completa, TdT adiciona nucleotídeos, DNA polimerase completa e finalmente a ligase liga.
- Por conta desses eventos a diversidade genética é muito grande.

Continuação sobre as células B

 Todas as células B apresentam BCR.


- CD19 é o marcador das células B. CD= grupamentos de diferenciação. Eles ajudam a marcar as células que irão se
tornar e em que estágio da vida. Quem tem esse marcador só pode ser linfócito B. Ela vai pedir isso em prova! Ele
antecede a formação do BCR.

 BCR é formado por duas cadeias diferentes: Leve e pesada.


- Porção variável está no FAB.
- A região constante é definida pela região constante da cadeia pesada.

 Todas as fases da B, até a madura, acontecem na medula.


- No estágio pré ocorre a formação do BCR.
- As RAG 1 e 2 escolhem ao acaso um segmento V, D e J (função tipo endonuclease): formação do grampo.
- Abertura do grampo (Artêmis)
- DNA polimerase
- Tdt
- DNA polimerase
- Ligase IV
- A aula foi sobre a formação da parte variável do anticorpo e não sobre a porção constante. A parte constante é
unida a nível de RNAm. A parte o anticorpo que será unida a porção variável fabricada durante a formação da B é
IgM. Ou seja, a classe é um dos 5 tipos de anticorpos, se ela perguntar a especificidade é para falar da porção
variável. BCR expressa IgM. Ou seja, os eventos descritos determinam a especificidade e não a classe! A classe é
definida pela parte constante.
- O VDJ rearranjado não muda mais, a região variável permanece a mesma, mas o que pode mudar é a cadeia
pesada, um switch. IgM é um anticorpo emergencial, logo não é o melhor.
- Antes de formar a cadeia leve: Prolifera a nível de pré-B. Após a formação da cadeia leve a B se torna B imatura.

 Problemas no BCR...
- Como é ao acaso pode levar a um códon de parada, ou a alguma alteração do BCR, levando a apoptose.
- Além disso pode ser que o BCR formado seja autorreativo. A medula óssea pode não conseguir impedir a saída de
todas essas células autorreativas, porém as células B autorreativas não são tão nocivas ao organismo.
- Quando as células B imaturas reconhecem células com alta afinidade da medula ela tem duas saídas: Morte ou
edição do BCR.
- A edição é feita na cadeia leve. Isso é possível por que existem dois cromossomos (somos diploides!!). Somente a
cadeia leve pode ser reeditada. Se ela fizer uma nova edição e continuar autorreativa ela é levada a apoptose.
- Se a célula B tiver uma sinalização fraca autorrreativa, com baixa afinidade, ela vai para a periferia. Tem 0 chances
de causar uma autoimunidade. Ela está em condição de anergia: ela pode dar uma resposta, se ela for
exaustivamente ativada de forma crônica. É muito difícil criar esse tipo de situação. Estado anergico é um estado
hipofuncional. Reconhece com baixa afinidade.
- É perigoso: Célula B com BCR que não sofreu nenhum tipo de seleção. Vai para a periferia e se torna madura,
podendo ser ativada. Ela não reconheceu nada, porém pode reconhecer, pois a medula não tem antígenos para
impor uma seleção. Ou seja, pode ser que reconheça um antígeno de outra parte do corpo que não tenham na
medula, uma vez que não é viável fazer a seleção sem antígeno e a medula não tem capacidade de ter antígeno
para todas as partes do corpo.
- Todos temos a capacidade de desenvolver doenças autoimunes, mas depende de outras variáveis.
- SEM BCR NÃO FORMA B;
- Antígeno: Qualquer molécula que pode ser reconhecida pelo sistema imune.
- Após sofrer a seleção positiva vai deixar o estágio imaturo para o maduro e vai ganhar o corpo, se ela estiver
marcada para ir para a região folicular do baço ela passa a expressar IgM e IgD (co-expressa). É a única capaz de
expressar duas classes ao mesmo tempo. É o melhor tipo de B, sendo a mais eficiente entre as Bs. A que vai para a
Zona marginal (entre a polpa branca e vermelha) só tem BCR do tipo IgM.
- Alergias estão relacionadas com o IgE (outra classe de anticorpos); em nível de mucosa está a IgA.
- A troca de cadeia pesada ocorre na periferia.
- por expressar duas classes B2 é mais eficiente. Essa coexpressão é um fenômeno restrito a B2 No folículo quando
acabou de ser formada. Após ser ativada passa pela troca de cadeia pesada e passa a expressar somente um tipo
de classe.

 Maturação das células B1


- Não é formada na medula óssea.
- É formada no fígado (fetal), peritônio e mucosas;
- Repertório VDJ e VJ limitado e TdT negativas.
- São CD19+ tem IgM e não tem IgD (mas pode até trocar para outros, mas não é tão usual)
- Reconhece antígenos timo independentes (não proteicos)
- Produzem os anticorpos “naturais” (IgM e IgA em mucosas).
- Plasmócito de vida curta.
- Plasmócito = B que está produzindo anticorpos. Na hora que a B se divide uma parte vira plasmócito (produz
anticorpos) e outras seguem como célula B. As B2, ao se transformar em plasmócitos tem vida longa, podendo
passar anos produzindo anticorpos. Todo plasmócito é B, mas nem toda B é plasmócito. Não apresenta BCR.
- As células B estão sendo formadas a vida toda, com a hematopoese. Essa produção começa no segundo trimestre
da gestação.
Formação das células T

 É tempo dependente.
- Começa na vida intrauterina (tendo a maior parte da formação nessa fase da vida). E o timo involui durante a vida.
 MHC (HLA – antígeno de leucócitos humanos).
 Existem 2 tipos de T (CD4 Ou CD8).
- O tipo de MHC ou HLA determinam se o antígeno será apresentado para a TCD4 Ou 8.
- MHC de classe 1: TCD8 reconhece
- MHC de classe 2: TCD4 reconhece. É um heterodimero (cadeia alfa e beta divididas em domínios).
- Se a APC apresenta para TCD8 esse peptídeo tem que estar na fenda da MHC classe 1, já o TCD4 precisa estar
numa fenda de MHC classe 2.
- Células apresentadoras de antígeno (APC): São só as que expressão HLA.
- Todas as células do corpo humano expressam MHC de classe 1, estando aptas a apresentar peptídeos para TCD8
(hemácias e plaquetas não, porque não são células); Nem todas as células do corpo expressam MHC de classe 2.
- expressão MHC de classe 2:
- Expressão constitutiva: Macrófagos, células dendríticas, os linfócitos B e as células epiteliais tímicas.
- Expressão induzida: Células endoteliais vasculares e outras células durante reposta inflamatória.
Células T: sua origem
 O TCR também apresenta domínios constantes e variáveis, não é secretado, só funciona como receptor de
antígeno.
- É um heterodímero, podendo ser gama delta, mas a maioria é alfa beta e, assim como o BCR, apresenta cadeias
associadas chamadas complexos CD3, que são importantes para o processo de sinalização.

 Tem inicio na medula óssea, enquanto B começa e termina, T só tem seu primeiro estágio na medula óssea.
- Pró T é formada na medula; a proliferação também. O marcador é o CD2. Tem receptor pra IL7 (que vai cair na
prova mesmo).
- Proliferar é o primeiro evento biológico. Passa a apresentar CCR9 (receptor para quimiocina, que são moléculas
que atraem células).
- A célula Pró-T vai se direcionar para o Timo.
- O timo tem duas regiões histológicas bem delimitadas (córtex e medula). As próT vão sair da medula porque não
tem mais nada que a segure lá e se dirigem para o timo por quimiotaxia. A próT cai na circulação e as células
enfermeiras produzem CCL25, essas células estão presentes mais na região apical do córtex tímico. As células
enfermeiras “abraçam” as células próT e quando soltam já soltam T imaturas. As próT desemboca no interior do
timo na região córtico medular – sobe por quimiotaxia.
- A célula dendrítica produz hormônios tímicos para as próT chegarem
- Depois de pró vai para pré e depois para imatura.
- Variável da beta e da alfa:
- O TCR não tem cadeia leve ou pesada, só alfa, beta, gama e delta
- A primeira cadeia formada é a cadeia beta. Para formar, as RAG escolhem três (um V, D e J). Forma o grampo,
Artêmis abre o grampo e TdT adiciona até 20 nucleotídeos, DNA polimerase completa e ligase liga.
- Antes de formar a cadeia alfa ocorre a proliferação.
- A T imatura é tanto CD4 quanto CD8. A enfermeira libera em sua maioria alfa beta (minoria gama delta) libera
além disso as células expressando CD4 e CD8. Elas não podem ir para a periferia antes de definir como um único
tipo. Essa definição entre CD4 e CD8 é na seleção.
- A cadeia alfa é similar a cadeia leve, uma vez que só escolhe V e J.
- Não confundir as cadeias do TCR com as cadeias alfa e beta do BCR.
- A parte de baixo do TCR são as regiões constantes e são unidas no splicing do RNAm.
- O TCR Não é secretado. Apresenta regiões de hipervariabilidade (CDR1-3) Existem 3 dessas regiões.
- Marcadores de uma T imatura: CD4 +CD8+CD2+TCR+CCR7; tem todos esses marcadores, pode cair na prova.

 Seleção das células T


- Células T imatura também são chamadas de T duplo positivas.
- Ela ama essa parte, então sempre cai na prova. COM CERTEZA CAI.
- Quando a enfermeira libera não tem mais CCR9.
- Para sair do timo precisa passar por todo o timo, seguindo as quimiocinas (CCL19 e CCL21).
- Células T só reconhecem peptídeos.
- Se reconhecer um peptídeo endógeno pode sofrer apoptose ou sofrer reedição do TCR. Essa reedição é feita na
cadeia alfa. Além disso pode seguir um outro caminho.
- Se reeditar a cadeia alfa, pode deixar de reconhecer o peptídeo próprio.
- Se reconhecer sem alta afinidade, não ativando as caspases, pode ser modificada para se tornar um T reguladora.
- Se for em alta afinidade, ativa as caspases ou as RAGs (quanto maior a afinidade, ativa primeiro as caspases, se for
menos um pouco, ativa as rags) Se a afinidade não for tão grande ela vai virar T reg e impedir doenças autoimunes.
- O TCR tem que reconhecer o MHC com baixa afinidade e não tem que reconhecer o peptídeo (na seleção). A T
imatura vai se definir como TCD4 ou TCD8 dependendo do MHC que ela vai reconhecer primeiro, perdendo a
expressão do CD8 ou do CD4.
- Durante a seleção da T imatura, tem que reconhecer a lateral do MHC com baixa afinidade. Se não reconhece
também leva a apoptose.
- Isso tudo acontece no timo. Essa seleção mais rigorosa para a seleção de T é importante, uma vez que é T que
rege o sistema imune, logo se uma célula defeituosa escapa as chances de ter uma resposta autoimune é muito
alta.
- Gene AIRE codifica a proteína AIRE, isso só existe no timo durante a timopoiese. Um peptídeo de uma glândula ou
do epitélio do TGI é apresentado no timo para as células T, o timo tem essa preocupação biológica de expressar
proteínas de outras locais para a maturação do timo. É o gene aire que faz isso. Deficiência no gene AIRE leva ao
reconhecimento dessas glândulas e epitélio do TGI pelas células T, é inviável para a vida, uma vez que não
apresenta manejo clínico.
- S1P (esfingosina 1 fosfato). Ao chegar na medula (direcionado pela L19 E PELA L21). A S1P está em maior
concentração no sangue e as células T tem receptores para esse lipídeo, logo é atraído para o sangue. Crianças que
tem deficiência para receptor de S1P nas células T, isso leva a não saída das células T do timo levando a apoptose
dessas células, uma vez que é esse receptor que irá se ligar ao lipídeo que direciona essas células para a periferia.
Isso é muito importante!
- Retirar os hormônios tímicos também impede a produção de T, mas não de B. o timo começa a involuir e as
células T vivem por anos.
- Mãe HIV positiva, infectando a criança: HIV vai para o timo e entende o vírus como sendo self, logo não produz
células contra o vírus. E não há nada que pode fazer isso resolver.
- Inflamação reduz IL7 o que leva a impactos sérios, especialmente nos linfócitos T em bebes.
- A placenta, entretanto costuma ser um ambiente inóspito para os patógenos, não favorece especialmente a
replicação viral. Hoje em dia, com a terapia a infecção transversal é de menos de um por cento.
- As APCs tímicas apresentam muito mais MHC2 do que 1, por isso temos mais células TCD4, apresentando
normalmente o dobro ou triplo da TCD8.

Timo e reconstituição imune:


- Pacientes com: Síndrome DiGeroge, AIDS, radioterapia, transplantados e idosos.
- A IL7 aumenta e auxilia na sobrevivência de células T maduras virgens (naives): TCD31 (TRECs).
- Dentro das possibilidades, usa-se hormônios tímicos para tentar resgatar o funcionamento tímico, tentando
aumentar a contagem de Ts.
- Suplemento com IL7 também auxilia na sobrevivência. Os TRECS são as sequências de DNA que não foram usada
entre V e D e D e J. Isso fica registrado na célula por um tempo, podendo detectar esses TRECS que são os círculos.
CD31 é outra coisa.

Funções fisiológicas das moléculas de MHC

 As moléculas de MHC são codificadas por um complexo gênico, são chamadas de moléculas do complexo
principal de histocompatibilidade.

 Sua função fisiológica é apresentação de peptídeos antigênicos aos linfócitos T. Tendo uma importante função
para a educação desses linfócitos ao apresentar antígenos endógenos e para a exclusão de linfócitos T
autorreativos. Depois disso, sua função passa a ser apresentar antígenos exógenos aos linfócitos.

 Existem 3 classes de MHC:


- Apenas as classes 1 e 2 tem essa função fisiológica de apresentação de antígeno; de classe 1 para TCD8 e de classe
2 para TCD4.
- Essa paridade entre as classes advém da afinidade molecular entre a proteína CD8 e determinadas regiões do
MHC de classe 1 e da CD4 e o de classe 2.
- Ao reconhecer um antígeno apresentado a ele via MHC o linfócito T estabelece uma interação com a célula que
está apresentando a antígeno a ele através de regiões da fenda do MHC. O peptídeo se acomoda no sulco (ou
fenda) do MHC. O linfócito, através do TCR, estabelece uma relação entre a borda da fenda e o peptídeo, e através
do CD8 também há interação com o MHC.

 MHC classe 2:
- São expressas em um pequeno conjunto de células, nas APCs (dendrítica, macrófago e linfócitos B) tendo como
exceção as células epiteliais tímicas, que são responsáveis pela formação dos linfócitos TCD4.
- Essas moléculas são responsáveis pela apresentação de peptídeos aos LT CD4.

 MHC classe 1
- Expressas na superfície de todas as células nucleadas, sendo responsáveis pela apresentação de antígenos aos
LTCD8.

 Se o linfócito T não for capaz de estabelecer uma relação com o MHC ele não é funcional e é descartado, o que
garante que uma vez formados os linfócitos consigam interagir com as moléculas de MHC.

 São as moléculas envolvidas na rejeição de transplantes:


- No homem, as moléculas do MHC são referidas como o complexo HLA (human leucocyte antigens).
- As moléculas de MHC variam entre as pessoas, não são idênticas entre os indivíduos. Portanto, se uma
determinada célula estranha for parar em outro organismo é possível que haja reação imune contra ela, uma vez
que essa célula tem MHC com estrutura diferente do que foi apresentado para o LT durante sua formação, sendo
reconhecida como exógena. Pode levar a rejeição de qualquer transplante uma vez que todas as células
apresentam MHC de classe 1.
 Estrutura das moléculas MHC (não é pra colocar isso na prova!!!)
- MHC de classe 1 apresenta duas cadeias polipeptídicas, uma cadeia alfa e outra chamada de beta 2
microglobulina. Já o MHC de classe 2 apresenta uma cadeia alfa e uma beta. Logo, as estruturas de MHC são
diferentes entre si.
- O MHC de classe 1 apresenta fenda que permite peptídeos de 8 a 11 aminoácidos.
- O MHC de classe 2 apresenta fenda que permite peptídeos com 10 a 30 aminoácidos.
- Isso é importante para a composição vacinal. Toda vacina precisa que seu peptídeo seja apresentado pelo MHC do
indivíduo, para que haja a resposta imune. O peptídeo gerado pela degradação da proteína antigênica precisa ser
apresentado pelo MHC, logo é preciso que, ao ser degradada pelas APCs ser um peptídeo capaz de ficar na fenda
do MHC
- Na região dos sulcos apresentam regiões que diferem entre os MHC dos indivíduos. Essas diferenças, então, são
restritas a esses aminoácidos que compõem a porção que irá acoplar os peptídeos antigênicos, isso não significa
que a variabilidade seja pequena.

 Os MHC não descriminam peptídeos próprios de não-próprios. Um MHC pode ancorar peptídeos distintos,
contanto que tenham afinidade pelas regiões do MHC. São os LT, que foram selecionados no timo, que irão separar
os antígenos próprios dos não próprios.
- A todo tempo estamos gerando peptídeos próprios, logo são constantemente apresentados para os LT. Quando
os LT autorreativos passam, o indivíduo pode apresentar uma doença autoimune. Mas outros mecanismos estão
envolvidos, uma vez que é uma doença multifatorial.
- Os MHC são capazes de acoplar diversos tipos de peptídeos. Os TCR só reconhecem um tipo de antígeno, mas um
único MHC consegue acoplar peptídeos distintos.
- A interação entre MHC-peptídeo e TCR se dá por aminoácidos da borda da fenda do MHC, aminoácidos do
peptídeo e do TCR. Dentro dessa fenda existem sulcos que garantem uma interação de maior afinidade com o
antígeno, logo se o antígeno tiver determinados aminoácidos que tenham a afinidade por essas regiões, garante
uma maior estabilidade dessa interação, garantindo uma melhor apresentação do antígeno.

 MHC de classe 3: São solúveis; não são antígenos de histocompatibilidade, não apresentam antígenos para LT.
São proteínas associadas a função imunológica.
- Moléculas que estão dentro do MHC de Classe 3 são algumas citocinas, proteínas complemento, no todo são
proteínas associados a resposta imunológica.

 MHC são moléculas codificadas por um complexo de genes.


- Estão no cromossomo 6. Para o MHC de classe 1 existem 3 genes que codificam o mesmo tipo de PTN, ou seja,
codificam a mesma cadeia, mas não necessariamente a cadeia é igual. O MHC de classe 2 tem 3 pares de genes
nesse locus, e tem um par de cadeias em sua estrutura. A codificação da segunda cadeia do MHC de classe 1 está
relacionada a outro gene em outro cromossomo.
- A expressão desses genes é concomitante, logo sempre existem 3 tipos de MHC de classe 1 e de classe 2, uma vez
que esses genes são transcritos sempre. Esse fenômeno é chamado de Poligenia.
- Poligenia: existe mais de um gene para codificar um mesmo tipo de proteína. E todos esses genes são transcritos.
- Polimorfismo: É um fenômeno genético que faz com que possam haver variações pequenas num gene de uma
dada proteína entre os indivíduos. São pequenas alterações de aminoácidos que a princípio não comprometem o
funcionamento, formando uma proteína funcional, elas são estruturalmente diferentes umas das outras.
- Isso faz com que dentro de uma população para uma mesma proteína tem-se indivíduos com proteínas variadas.
Pode, por exemplo, haver a alteração de somente um aminoácido, mas já faz com que a estrutura proteica seja
diferente.

 MHC é conjunto de genes mais polimórfico que existe, logo há várias formas alternativas dos genes
- Apresenta variados alelos distribuídos na população.
- Por conta desse polimorfismo, é muito difícil achar um indivíduo com MHC compatível com o outro, o que
dificulta os transplantes.
- Cada gene codifica um MHC diferente (as proteínas não são exatamente iguais).

 MHC ambos os haplótipos (conjuntos de alelos), materno e paterno, são expressos. Ou seja, são expressos em
codominância, o que faz com que expressem até 6 MHC (de cada classe), o que torna ainda pior as chances de
encontrar um indivíduo histocompatível. É uma coexpressão.
- Entre irmãos do mesmo pai e da mesma mãe há ¼ de chance de que haja 100% de compatibilidade entre os MHC,
tirando os gêmeos univitelínicos, que são 100% histocompatíveis.
- Em alguns transplantes abre-se mão da histocompatibilidade e a terapia para que não haja rejeição é mais
pesada, essas terapias imunossupressoras são para a vida toda. Outros transplantes, como o renal, exigem maior
histocompatibilidade. O de medula óssea precisa ter 100% de compatibilidade.
- O grau de histocompatibilidade pode ser de 0 MHC até 12. O polimorfismo dificulta muito a histocompatibilidade.
 O aspecto positivo de ter essa grande diversidade entre os MHC é por conta da maior chance de sobrevivência
contra adversidades, uma vez que alguma ameaça tem menor probabilidade de aniquilar uma população se esses
MHC forem diferentes. Logo indivíduos seriam capazes de se defender contra essa agressão.

 Relevância funcional das características do MHC:


- Poligenia é vantajoso para a população, mas também para o indivíduo, uma vez que com MHCs diferentes há
maiores chances individuais de apresentação de antígeno. Já o polimorfismo não necessariamente é vantajoso para
o indivíduo, uma vez que ele pode não apresentar o MHC para determinado antígeno, mas é vantajoso para a
população, uma vez que garante sua sobrevivência.
- Para elaborar uma vacina é importante conhecer a prevalência dos MHC daquela população, para garantir que o
MHC seja capaz de apresentar o peptídeo. Alguns indivíduos não são capazes de soroconverter para algumas
doenças, uma vez que seus MHC podem ser diferentes dos mais prevalentes e não interagir com o peptídeo
formado.

 Moléculas do MHC determinam a imunogenicidade do Ag – somente alguns peptídeos resultantes do


processamento possuem as características que permitem a sua apresentação via MHC – epítopos
imunodominantes.

 A relação desses alelos e a capacidade de resposta também é muito estudada em caso de doença autoimune. Se
há a reação imunológica contra alguma proteína endógena isso ocorreu por conta da apresentação do MHC. Logo,
determinados alelos de MHC apresentam maior chance de desenvolver doença autoimune.
- Porém expressar esse alelo não significa que o indivíduo vá ter a doença, uma vez que doença autoimune é
multifatorial.

 A expressão do MHC é variável e ela flutua de acordo com a própria resposta imunológica. TNF alfa, da resposta
inflamatória, estimula receptores do tipo toll, levando a aumento da expressão de MHC de classe 2. Ou seja, é mais
um fator que acontece durante a inflamação que prepara o sistema imune para a resposta adaptativa. Logo, a
dendrítica, por exemplo se torna uma célula com alta capacidade de apresentação de antígeno.
- Outras citocinas produzidas principalmente durante infecções virais, como interferon alfa e beta levam a aumento
de expressão de MHC de classe 1.

 Processamento e apresentação dos antígenos para linfócitos T clássicos


- O antígeno está do lado de fora da célula ou o antígeno está dentro da célula.
- No patógeno intracelular, o antígeno está no citoplasma, como uma infecção viral, quando há início da transcrição
do material viral, passa-se a ter proteínas virais no interior da célula. Os proteassomas são complexos
multienzimáticos que são usados para degradar proteínas no processo de reciclagem proteica, num processo
fisiológico. As proteínas, ao envelhecerem recebem uma ubiquitina para marcar que ela tem que ser degradada por
esse complexo, isso também acontece com as proteínas exógenas. Essas proteínas exógenas entram nesse
complexo enzimático e será quebrada em peptídeos. Enquanto isso a célula funciona normalmente, inclusive
produzindo MHC. Os peptídeos gerados do processamento do proteassoma na membrana do retículo está
associada as moléculas de MHC uma proteína chamada de TAP, que é responsável por transportar peptídeos do
citoplasma para dentro do retículo. No retículo existem enzimas que apresentam especificidade para cortar ainda
mais esses peptídeos, deixando o aminoácido terminal com afinidade pela fenda do MHC de classe 1, sendo clivado
para ficar do tamanho adequado para encaixar na fenda do MHC. O MHC é formado por duas cadeias, com a
ligação do peptídeo forma um trímero e estabiliza a estrutura, sai do retículo para o golgi e do golgi (dentro de uma
vesícula) é transportado até se fundir a membrana. Esse proteassoma também pode aumentar sua eficiência em
gerar peptídeos com terminais mais apropriados para se ligar a fenda, podendo mudar de especificidade. Isso
acontece quando a célula é estimulada por citocinas pró-inflamatórias. Passando a ser chamado de
imunoproteassoma.
- Não existe MHC na membrana sem peptídeo, uma vez que ele não tem a estabilidade necessária para ser
transportado para lá, logo ele só existe na forma de trímero.
- Se o antígeno está do lado de fora e a célula tem capacidade de fagocitar, esse processo de internalização ocorre
através do receptor de antígeno dele e engloba essa partícula, sendo capaz de internalizá-lo. Sendo capaz de
apresentar para o TCD8 e TCD4, uma vez que também expressam MHC de classe 2. O MHC de classe 2 é sintetizado
com a fenda obstruída, não tem um peptídeo que fica preso a esse MHC de classe 2, essa cadeia é chamada de
cadeia invariante. Ele consegue sair do retículo e do golgi. A vesícula que sai do Golgi vai se fundir com o
fagolisossoma, essa vesícula também tem outras proteínas ancoradas na membrana que são feitas junto com o
MHC de classe 2, como a HLADM, sendo responsável por intermediar a colocação do peptídeo na fenda. Com a
fusão as enzimas lisossômicas degradam a cadeia invariante, ficando só seu remanescente, que é com quem a
HLADM consegue fazer a troca, fazendo com que seja ligado o peptídeo antigénico, logo há um trímero que segue
para se fundir com a membrana.

 Para ativar o linfócito virgem é necessário a apresentação por uma APC.

 Apresentação cruzada é feito pelas dendríticas e não é um mecanismo completamente conhecido.


- Consegue intercambiar os peptídeos da via de processamento de classe 1 e 2. Então, faz com que um mesmo
peptídeo que se une a vesícula contendo MHC de classe 2, consegue retornar para o citoplasma e podendo ser
transportado para entrar na via do MHC de classe 1.
- Ags endocitados são transportados para o citosol entrando na via do MHC 1.
- Logo, consegue ativar tanto TCD4 quando TCD8, apresentando simultaneamente. Isso só acontece nas
dendríticas.
- As dendríticas, após reconhecerem um antígeno, entra no vaso linfático, muda seu padrão de receptores de
quimiocinas, passando a expressar CCR7 e sendo atraídas pelas quimiocinas dos linfonodos. No linfonodo vai
precisar encontrar o linfócito T específico para o peptídeo que está carregando, estabelecendo interação com
diversos linfócitos até encontrar. Esse contato com o linfócito T é responsável por ativar o linfócito virgem, que irá
proliferar, mudar padrão de receptor de quimiocinas, vai sair do linfonodo. O TCD8 vai ter que ir para o foco da
infecção para agir. Quando o linfócito chega no foco da infecção, ele vai novamente ser estimulado a ter interação
com o antígeno, ele executa sua função. Logo existem dois momentos de interação do linfócito para que ele tenha
sua ação, ativando sua função efetora.
- Para desenvolver uma doença autoimune é necessário que haja um processo inflamatório antes, uma vez que a
dendrítica não consegue ativar o linfócito sem a inflamação, uma vez que é necessário a apresentação e a ativação,
que só ocorre com o estímulo inflamatório. Logo indivíduos geralmente manifestam doenças autoimunes após
infecções, momentos de grande estresse, etc, precisa de gatilhos para ativar a dendrítica. As dendríticas secretam
CCL18 que atraí os linfócitos T, facilitando a interação.
- Além de aumentar a expressão de MHC de classe 2 a inflamação (citocinas e PAMPs) aumenta a expressão de
moléculas co-estimulatórias, como B7 1 e 2 eu acho. Sem essas moléculas não há ativação.
* Acho importante para questão de prova:
- TdT ausente leva a não formação de linfócitos T; B2 e da zona marginal (porque a cascata de acontecimentos
depende dela), mas não interfere na formação de linfócitos B1.
- Se houver deficiência no receptor CCR7 não forma linfócitos T, uma vez que para ele ser atraído para a medula
tímica precisa expressar esse receptor*

Ativação dos linfócitos T clássicos e primitivos

 O processo inflamatório vai permitir que tenhamos mediadores bioquímicos para que a célula T possa ser
desvirginada. Antes da ativação as células T são naive.
- O patógeno pode entrar em qualquer área do corpo humano. Logo é essencial que essas células possam circular
pelo organismo. Sua circulação é preferencial em locais onde há maior chance de haver a penetração do patógeno,
em especial próximo as mucosas, que são locais de porta de entrada dos patógenos.
- As células T só podem ser desvirginadas pelas células dendríticas

 Para as células dendríticas chegarem aos gânglios: Precisa expressar CCR7, que irá se ligar a CCL19 e CCL21, que
são produzidas pela região paracortical.
- As dendríticas saem do local de inflamação. A inflamação influencia, uma vez que ela precisa se desgrudar da
matriz, libera citocinas e passar a expressar mais CCR7. Logo, é necessário um PAMP ou DAMP para ativar a célula e
dar início a inflamação. (Pra P1 e pra P2 = focar nos PAMPs). Vão migrar para as áreas que produzem L19 e L21.
- Como o patógeno cai no sangue, ao passar pelo baço, na polpa branca. As células dendríticas estão espalhadas no
baço. Logo, se um patógeno está no sangue vai acabar desembocando no baço, não segue o mesmo processo que
os linfonodos, uma vez que não precisa que a dendrítica chegue até o baço.

 A involução do timo é importante, uma vez que se ela continua funcionando as dendríticas podem chegar lá,
fazendo com que patógenos possam ser apresentados para as células T como self, de forma que não teria resposta
imune contra esses patógenos, logo a involução do timo é de extrema importância, uma vez que mesmo as células
expressando CCR7 o timo involui, logo não chegarão lá.

 Proteossoma é o “túnel da morte” um conjunto de enzimas que irão degradar proteínas e liberar peptídeos.
- As células dendríticas são capazes de fazer apresentação cruzada com maior eficiência, outras células podem fazer
isso, porém é muito raro.

 As dendríticas chegam aos linfonodos ou aos demais órgãos linfoides secundários (baço não), e os linfócitos T se
aproximam e interagem com as dendríticas, isso é mediado por moléculas de adesão, da mesma forma que a
adesão as células endoteliais.
- Se o TCR não for específico para o antígeno que está sendo apresentado essas ligações são fracas e os linfócitos
seguem. Porém, se for de alta complementaridade, essas ligações se intensificam e o linfócito T permanece ligado.
- A T vai permanecer com a dendrítica, já a dendrítica é capaz de apresentar peptídeos diferentes para diversas T ao
mesmo tempo.

 Sinais necessários para ativação dos linfócitos T


- Os dois são necessários ao mesmo tempo.
- O primeiro sinal é o reconhecimento do peptídeo por parte do TCR da célula T. É extremamente importante.
Porém não permite a ativação sozinho. É a interação com o peptídeo.
- O segundo sinal é dado principalmente pela CD28 (expressa em todas as T) com os ligantes B7-1 (CD80) ou com o
B7-2 (CD86). Geralmente quem é expressa primeiro é a B7-2, em níveis muito baixos em condições fisiológicas.
Com o processo de inflamação aumenta sua expressão e depois disso induz B7-1, que tem maior afinidade pelo
CD28.
- Logo o segundo sinal é a interação com o CD28 da T com o B7 das células APC (para a prova: só se preocupar em
diferenciar B7-1 e 2 se for fazer segunda chamada). Apesar de ser constitutiva, B7-2 só se apresenta em
quantidades altas em caso de inflamação. Sem inflamação as dendríticas não conseguem desvirginar ninguém, uma
vez que apresenta níveis muito baixos do pior ligante (B7-2)
- A expressão de B7 capaz de ativar T só vai ocorrer quando tiver inflamação. A dendrítica, então, é uma
apresentadora profissional. É necessário ativar as duas vias de sinalização para desvirginar o linfócito. Somente as
APC profissionais tem a capacidade de desvirginar as células T. Qualquer célula que apresente MHC é uma APC,
mas somente quem expressa B7 é profissional e consegue desvirginar os linfócitos T.
- Se a T recebeu o primeiro sinal, mas não recebeu o segundo, leva essa célula T a ficar anérgica, logo ela não é
responsiva, vivendo menos do que as demais células.
- Logo, clones autorreativos são anergizados no início da vida. Clones autorreativos escapam durante a vida
intrauterina, porém em casos normais, sem inflamação, há a apresentação continua de antígenos próprios, fazendo
com que, em caso de reatividade a esse antígeno, a T seja anergizada. a T que recebe somente o primeiro sinal se
torna anérgica, evitando autoimunidade.
- A placenta é capaz de fazer diversas coisas para evitar que a mãe apresente inflamação.
- Porém, não é capaz de garantir que todos serão anergizados, uma vez que nem todas as proteínas são
apresentados (são peptídeos mais escondidos). Logo, podem ver esse antígeno em casos de acidente, por exemplo,
fazendo com que doenças autoimunes sejam iniciadas.
- APC profissional pode também apresentar CD40, já a T apresenta CD154 funcionando como um segundo sinal
para as células que já não são mais naive. Porém, para desvirginar a célula precisa ser a interação entre B7 e CD28.
O CD40 e o CD154 têm como função mais importante aumentar a ativação de células T que já foram desvirginadas.
CD28 é expresso em todas as T (não só nas virgens). A T virgem não expressa o CD154, passando a ser expressado
somente quando perde a virgindade.
- A T ativada pode continuar a ser estimulada, porém agora tem outra via que pode ser acionada.
- A CD40 é expressa em níveis altos (não tanto quanto o processo inflamatório) constitutivamente. A resposta
imune com células de memória é mais rápida justamente por CD40 ser constitutiva, também são capazes de
aumentar a expressão de B7.

 As dendríticas são as melhores APC:


- Morfologia: longos processos citoplasmáticos (aumenta a superfície de contato com diferentes linfócitos T);
- Quando ativadas, deixam o local e se direcionam para áreas ricas em linfócitos T (efeito dependente da expressão
do CCR7 e da produção de CCL19/CCL21);
-Têm baixo limiar de ativação: pouco sinal garante uma expressão rápida de moléculas co-estimuladoras, secreção
de citocinas inflamatórias e aumentam a maquinaria molecular envolvida no processamento e apresentação de
antígenos para os linfócitos T;
- Expressão níveis elevados de moléculas de adesão;
- Realizam a apresentação cruzada.

 Ativação halostérica: Quando o TCR reconhece o peptídeo, as cadeias CD3 mudam de conformação, expõem
sítios internos chamados de ITAMs (motivos de ativação do imuno-receptor que contém o aminoácido tirosina).
Expõem sítios que tem sequencias conservadas que tem um resíduo tirosina que vai iniciar a cascata.
- Essa alteração de conformação ativa cascatas de sinalização. É uma cascata ampla e várias drogas agem sobre ela.
Essa cascata leva a ativação de transativadores (ativam transcrição), tem que ativar os 3 para que haja a ação,
NFAT, NFkapaB, AP1. São necessários que sejam produzidos e que cheguem ao núcleo. Se não tiver um deles não
há ativação.
- A cauda citoplasmática do CD28, ao se ligar ao B7 também expõe seu ITAM (segundo sinal)
- O primeiro sinal consegue ativar os três ativadores, porém não consegue mantê-los. É necessário o segundo sinal
para manter esses transativadores, permitindo uma estabilidade nessa expressão.
- Além disso, essas vias inibem proteínas que causam apoptose, ativam vias antiapoptóticas, estabilizam RNAm. Na
ausência do segundo sinal, os três transativadores são transcritas, porém não são mantidas e a célula é mantida em
anergia. Na presença dos dois sinalizadores é capaz de manter a transcrição e evitar a apoptose.
- Os três transativadores irão ativar vários genes, sendo o mais importante o gene para a IL2, que irá ser produzida,
secretada e consumida. É muito fundamental. É quem induz a proliferação após a ativação da T. Logo, é necessário
que a T tenha receptor para IL2. É um hétero trímero (alfa, beta e gama).
- A T precisa ser ativada para expressar esse receptor. Na T virgem não expressa a cadeia alfa, o que faz com que a
afinidade não seja alta pela IL2. Cadeia alfa = CD25; ligante de CD40 (tudo isso é sinônimo de que a T está ativada.
- Os transativadores induzem a transcrição do gene de IL2, também induzindo a síntese de CD25, garantindo que
essa IL2 seja capaz de se ligar ao receptor. Ciclosporina é uma droga clássica para evitar rejeição ao transplante,
impede a produção de IL2. As demais cadeias do receptor estão presentes em todos os momentos da vida da T.

 Terceiro sinal: É acionada pela dendrítica durante os 30 dias de contato com a T. Esse sinal vai determinar a
diferenciação das T.
- Esse sinal é dado por citocinas. É uma sinapse imunológica.
- Para ativar T são necessários 2 sinais (reconhecer antígeno; B7), já o terceiro sinal é para diferenciar. Ele é
determinado pelas citocinas liberadas pela dendrítica.
- Somente depois de proliferar a T é capaz de sofrer diferenciação. Tudo isso acontece ao mesmo tempo.

 Citocinas
- (Vai descrever a diferenciação das TCD4)
- Pode ser TH1, TH2, TH9, TH17. (As duas últimas são chamadas assim por conta da citocina que mais liberam).
- TFH (T helper folicular) é um subtipo de T que irá para o folículo colaborar com as células B dos folículos.
- Uma T irá se diferencias em TH1 se for estimulada no terceiro sinal por IL-12 (existem outras que auxiliam, porém
não substituem a IL12).
- Para se diferenciar em TH2 = IL4
- TH9 = TGF beta e IL4 (essas duas juntas) (ela quase não pede essa)
- TH17 = IL6 + IL1beta + IL23 + TGF Beta (todas essas mesmo).
- THF (não estava em vermelho) = IL6; CD40L; ICOS

 TH1 produz IL2 e IFN gama; É a mais importante do sistema imune, te protege contra todos os microrganismos,
menos os helmintos. Ajudam B a produzir IgG1 e 3. Responsável pela resposta imune celular
- Alérgicos: TH2 em excesso inibe TH1, levando a maior suscetibilidade a outras infecções. Não é tanto para as
alergias alimentares. Enquanto expande TH2 não forma TH1
- TH2 produz IL4, 5 e 13. Reações alérgicas; combate helmintos. Auxilia B a produzir IgE e IgG4. Participam da
resposta imune humoral (esses termos estão em desuso).
- TH9 produz IL9 – participa das reações alérgicas.
- TH17 produz IL17, IL21, IL22 – participa da resposta imune contra bactérias extracelulares e fungos, porém
contanto que TH1 ajude. Auxilia a formação de IgG e IgA
- TFH produz IL21 e tem função contra tudo também, uma vez que ajuda a B a produzir anticorpos. É a mais
especializada em auxiliar B, porém as demais também podem ajudar, mas são menos eficientes. Precisam ter
receptores para CXCL13, os receptores são CCR5.
- TH9 não costuma cair na P1
- Outras saem do órgão (tecido) linfoide porque deixam de expressar CD69 e passam a expressar receptor para a
S1P.
- Se alterar a migração da TFH para os folículos: Alteração na produção de anticorpos por células B virgens, porém
as de memória seguem produzindo anticorpos.
- Tirando a TFH, as demais precisam ir para a periferia, precisando expressar receptor para esfingosina. CD69 inibe
receptor de esfingosina 1P, só é expressa na T que está sendo ativada pela dendrítica, é uma inibição temporária,
impedindo que a T saia antes de ser ativada ao estar em contato com a dendrítica. Parando de expressar CD69.

 Células T reguladores: também são induzidas no contato com a dendrítica. Ou seja, a dendrítica não faz somente
inflamação, podendo expressar sinais para formar células T reguladoras.

 A diferenciação da TCD8 vai depender do TH1.

 Memória imunológica: Células T


- Memória efetora: Duração de semanas e poucos meses após eliminação do invasor.
- Central: Duração de anos após a eliminação do invasor.
- A T de memória não tem limite de circulação, já as virgens só circulam na linfa e no sangue. Uma fração das T de
memória tem preferencia por circular no local onde ela encontrou o patógeno, garantindo que a resposta em caso
de uma segunda infecção.
- A central circula por todo o corpo, já a efetora circula no local onde encontrou o patógeno.
- Independente de qual TH ela seja, existem os dois tipos de memória.
 As células de memória efetoras não retornam mais para o gânglio, morrendo depois de um tempo. Não
precisam então de CCR7 ou de outras moléculas que marquem sobrevivência de células circulantes.
- Quando ativadas pelo Ag secretam rapidamente níveis elevados de citocinas com padrão restrito (Th1, Th17, Th2,
Th3, Tr-1, Tc-1...);
- Expressão diferenciada de moléculas de superfície [CD44+ CD62L- CCR7- CD122- (IL-15beta) CD127- (IL-7R) CD27-
CD45RO+] e de receptores para quimiocinas (sítios de contato com o antígeno, geralmente TGI);
- Capacidade reduzida de produzir IL-2, de responder a IL-2 e maior suscetibilidade à apoptose induzida por
ativação.
 Central: Circulam pelo corpo todo, resistência a apoptose, podem entrar no gânglio outra vez, longa
durabilidade.
- Intensa resposta proliferativa quando re-estimulada pelo Ag (IL-2 - dependente);
- Expressão diferenciada de moléculas de superfície: CD44+ CD62L+ CCR7+ CD122+ (IL-15beta) CD127+ (IL-7R)
CD27+ CD45RO;
- Resistência a apoptose, capacidade de produzir e de responder a IL-2;
- Utilização de outras vias de co-estimulação;
- Manutenção de sobrevida e proliferação basal pela IL-7 (TCD4+ e TCD8+) e IL-15 (TCD8+).
 Se não consegue eliminar de cara o patógeno as células de memória central se diferenciam em memória efetora
para combater o patógeno, o que é ruim para garantir a memória dele e uma boa resposta. É muito importante ter
mais memória central do que efetora. Se a minoria é central não eliminou o bicho (ou eliminou a um custo alto),
logo quase não tem nada para apresentar uma resposta para uma segunda infecção. Logo, o tratamento precoce é
muito importante para que a memória seja assimétrica e a memória central seja maior.

Imuno – 10-04

 Vacinação tem origem em um experimento feito na vaca, o modo correto é imunização.

 Após a eliminação do patógeno nos resta a memória, que pode ser curta ou longa.
- Uma das grandes vantagens de ter memória imune é a resposta rápida a ameaça. O tempo necessário até tirar a
virgindade da T e ter memória é muito variável, mas demora até 1 mês. A resposta das células de memória demora
no máximo 2 a 3 dias.

 As células T de memória são menos exigentes quanto a quantidade de sinais necessários para serem ativadas.
- Não precisam que o segundo sinal seja necessariamente via B7, não está restrita a ele, e não necessariamente a
APC precisa ser uma dendrítica, porém continua sendo dependente de uma APC. Consegue usar outros sinais como
segundo sinais. Prova: Os outros sinais são mais cobrados na segunda chamada, na primeira não cobram. Tem
CD28 (se liga ao B7), CD154 (se liga a CD40), ICOS-L Ou CD275 (ICOS ou CD278); CD70 (CD27), CD137-L (CD137),
OX40 (OX40L). Cada um desses marcadores tem uma atuação.
- Células que se tornaram de memória tiveram um comprometimento com a linhagem.
- Circulam por todo o corpo, inclusive pelo líquor e são menos exigentes para ser ativadas.

Linfócitos T primitivos ou Linfócitos da imunidade inata

1- Formação dos linfócitos primitivos ocorre fora dos órgãos linfoides primários e secundários. São formadas no
peritônio, muito provavelmente. Na submucosa do trato digestório.
- Apresentam formação contínua, ou seja, não há uma involução. Tendem a ter uma população bem estável. Com o
envelhecimento os LT clássicos tendem a diminuir, o que não ocorre com os primitivos.

2- São majoritariamente residentes. É muito frequente em mucosas, mas podem estar em qualquer área do corpo.
Porém a mucosa é onde há maior quantidade dessas células.

3- Apesar de expressarem TCR, esses têm menor variabilidade genética (maioria é CD8 e usa mais como TCR as
cadeias Gama e delta). A variabilidade é menor devido a melhor quantidade de genes V, D e J. Também não
apresentam TdT (assim como os linfócitos B1).

4- Não passam por seleção negativa. Ou seja, algumas são autorreativas, mas não conseguem sustentar a
autoimunidade.

5- Reconhecem PAMPS. Por isso não pode ser caracterizada como linfócito clássico.
- Podem reconhecer diretamente os PAMPS (agente timo independentes) ou moléculas próprias expressas em
situações de stress (Ex.: Proteínas de choque térmico). DAMPS são alarminas, indicando que algo errado está
acontecendo. Algumas reconhecem PAMPs e outras DAMPS.
- Podem reconhecer, via molécula CD1 (não são polimórficas). Se assemelham a um MHC de classe 1. Somente a
cadeia alfa do MHC carrega o peptídeo. Reconhecem via CD1 antígenos glicolipídeos dos patógenos.
- CD1 é uma molécula com 5 membros descritos (a - e) expressa principalmente, porém não somente, nas APC
profissionais. Eles se assemelham estruturalmente as moléculas do MHCI.
- Todas as células que expressam MHC2 constitutivamente são as que mais expressam CD1. Mas não são as únicas.
Durante um processo inflamatório outras células passam a expressar CD1. Células atipicamente podem expressar:
MHC2 e CD1; somente em processos inflamatórios.
- Podem também reconhecer diretamente moléculas MHC classe 1 não polimórficas ou pouco polimórficas, tais
como HLA-G e HLA-E (expressas pela placenta). São subtipos de MHC de classe 1. (disse que não cai)
*Falou dos subtipos de MHC e eu fiquei 10 10 perdida*
- CD1 apresenta PAMP ou DAMP.
- Útero tem muita T Primitiva e durante a gravidez aumenta muito esse número de T primitivas.

6- Algumas expressam moléculas características das células NK (CD56): NKT


*Tem T primitiva que não necessita de APC

 Papel dos linfócitos T primitivos na resposta imune mediada pelas células T clássicas.
- Auxiliam a determinar o terceiro sinal.
- NKT é um exemplo de uma célula T primitiva.
- A T primitiva pode reconhecer um PAMP diretamente ou apresentado por uma APC que apresenta CD1. A maioria
das células T primitivas tem como objetivo liberar citocinas. Algumas podem ser citotóxicas.
- Podem liberar IFN-gama, que vai atuar aumentando atividade das células NK, a atividade microbicida dos
fagócitos, a função das APCs das células dendríticas, a inflamação.
- O pulmão estoca NK.
- A sinapse que a primitiva faz no local de inflamação com a dendrítica tem um impacto muito maior do que se
sabe, produz citocinas que auxiliam, potencializam a resposta imune. Essa dendrítica vai migrar para o gânglio, leva
a aumento da produção de IL-12, favorecendo a diferenciação de TH1, uma vez que aumenta iL12 Pelas dendríticas
a liberar IFN gama. Essa dendrítica sai mais inflamada, mais profissional, melhor APC (expressa mais a moléculas
necessárias para apresentar o patógeno).
- A interação entre dendrítica e T primitiva se dá no local da inflamação. A ausência dessas células leva a um atraso
na resposta imunológica.

 Como podem ajudar na determinação do fenótipo TH clássica:


- Caso libere IL4, favorece Th2
- Caso libere IL17 favorece TH17, por induzir as APC a secretar IL6 e IL23
- Caso libere IL10 ou TGF-beta favorece fenótipos reguladores (Tr1, Th3 ou iTreg).

Resposta imune mediada por TH1/Tc-1 e TH17/Tc-17

 A grande citocina que determina a diferenciação de TH1 é a IL12 (é o sinal capital, porém outras também
tentam). A IL12 induz e estabelece esse fenótipo.

 Indução de resposta imune celular (fenótipo TH1)


- No local de inflamação.
- APC (CD é a mais importante). Quando a CD reconhece PAMPS ela libera várias citocinas, dentre elas a IL27. NK é
uma célula da imunidade inata, estocada no pulmão, quando necessário são liberadas no sangue para ir para o
local de inflamação, não é a primeira a chegar. Seu recrutamento é maior em infecções virais, apresenta maior
efetividade na ação contra vírus. É morte por citotoxicidade.
- A IL27 é capaz de ativar NK, que chega e tem receptores do tipo Toll, reconhece PAMPS, não é fagocítica, faz com
que ela libere interferon gama, que vai atuar em uma alça de retroalimentação sobre a CD, fazendo com que a APC
aumente a expressão de IL12; As CD irão migrar para a zona de T (para cortical) e irão influenciar as TCD4 para se
diferenciar e produzir IFN-gama e IL2, aumentando o poder microbicida dos fagócitos (no caso o interferon gama).
Os TH1 irão migrar para o local de inflamação e liberam essas citocinas em quantidade muito maior do que as
demais células, garantindo que os mecanismos microbicidas atuem o máximo possível, sendo muito difícil ser
subjugados.
- As células T primitivas também podem aumentar a diferenciação em TH1, por conta do IFN gama.
- A diferenciação final das TCD4 em TH1 é dependente de IL12.
- Primeiro fenômeno da TH1 é aumentar o poder microbicida dos fagócitos através de IFN gama. A T entra no
tecido, tem seu TCR e toda APC que ela encontrar para com o antígeno interage com ela e só assim ela libera IFN
gama e IL2, somente para as células que apresentarem o peptídeo (não precisa do segundo sinal), liberando
somente para essas células. Isso é importante para que não haja um processo inflamatório exacerbado.
- Nem sempre essa reação aumentada dos microbicidas é o suficiente, necessitando de maiores atuações.
- Granuloma é uma reação tecidual a uma substancia externa de difícil eliminação. Quando tem a produção crônica
persistente de IFN gama pela TH1 leva a formação de uma célula gigante multinucleada, que é o somatório de até
20 macrófagos, antecede a formação do granuloma, mas indica que é provável que haja um granuloma. A fusão
desses macrófagos indica que a inflamação passa a ser crônica. Com a presença de uma inflamação cronificada,
quer dizer que TH1 está liberando IFN gama e os macrófagos se tornam células gigantes.
- A fase de formação de células gigantes muitas vezes é resolutiva, mas as vezes não. Se não acontecer essa
resolução temos o granuloma. Há a ativação de fibroblastos, liberando fatores que os estimulam, irão ser
recrutados, proliferam, liberam colágeno e é depositado ao redor do invasor. Tem como objetivo que no centro
desse local fiquem os patógenos, que não conseguem sair podendo levar o patógeno a morte ou a quiescência. EX.:
Tuberculose. As células de memória irão manter esse granuloma.
- Esse granuloma pode receber uma calcificação (única hora que da para ver no RX).
- O Interferon gama aumenta a atividade microbicida, leva a produção de células gigantes, e também ajuda as B a
se diferenciarem em plasmócitos e produzir anticorpos (IgG1 e IgG3). Faz com que parem de produzir IgM. Sua
ultima função é ajudar a TCD8, e é onde entra a ação da IL2.
- A TCD8 costuma se diferenciar em um único fenótipo funcional, que é ser citotóxica. A TCD8 virgem precisa
perder a virgindade, que é um momento igual a ativação da TCD4 (primeiro e segundo sinal). O terceiro sinal para
que TCD8 virar citotóxica é a IL2, que é necessário em uma quantidade maior do que são capazes de produzir, logo
necessitam da TH1 para se diferenciar em citotóxica. Sem TH1 quase ninguém funciona bem. Até para manter a
memória da TCD8 é necessário que TH1 esteja funcionante.
- A ativação acontece ao mesmo tempo (da TCD8 e TCD4). Ao receber o sinal IL12 a TH1 já produz IL2, fazendo com
que a CD8 já se diferencie em citotóxica. Ela demora um pouco para liberar seu conteúdo citotóxico.
- A TCD8 citotóxica, funcionante, produz perforinas e estoca além de granzimas. As perforinas são semelhantes a
C9, formando um túnel na membrana desse microrganismo, de forma que permite a entrada de Granzimas no
microrganismo, garantindo que essas granzimas consigam degradar o citoesqueleto e o material genético.
- As NK também atuam assim, mas já tem perforinas e granzimas prontas, enquanto a TCD8 precisa produzir ao ser
ativada.
- A TCD8 não mata o patógeno, mas sim a célula que está com o patógeno. Degradam material genética da célula e
do patógeno. Precisa reconhecer esse patógeno, que será apresentado para ela pelo MHC1.
- A NK não tem TCR, identificando através da mudança da expressão de algumas moléculas na célula, uma vez que
não consegue reconhecer o peptídeo.
- As CTLS também amplificam a resposta inflamatória por secretar grandes quantidades de IFN gama e TNF alfa
(que juntas aumentam a atividade microbicida dos fagócitos).

RIC

 Bactérias intracelulares, fungos, vírus, protozoários...

 O eixo mais importante no controle de bactérias extracelulares é a imunidade mediada pelas TH17.
- A célula dendrítica ativa a TH17 e é necessário que o terceiro sinal contenha: IL1beta, IL6, IL23 e TGF beta para
que ela se diferencie em TH17. (cai na prova!)
- A TH17 produz IL17, também libera IL22 e IL21. É a principal tríade liberada pela TH17.
- A IL17 tem como principal função recrutar neutrófilos. Levando a maior possibilidade de que haja pus, logo se há
pus é intermediada pela TH17. A IL17 faz com que as células do local da infecção (macrófagos, células epiteliais...)
liberem IL8, que é responsável por chamar neutrófilos para o local da infecção. A IL17 não é quimioatraente, mas
garante o recrutamento desses neutrófilos, que irão atuar com seus mecanismos.
- IL22 atua para a manutenção da fisiologia do epitélio, quer seja mucosa ou pele, mantendo a integridade física, a
expressão de moléculas de adesão, aumenta a produção de muco, de defensinas (produzidas pelo epitélio de
mucosas). É importante para a integridade do epitélio que está sustentando a inflamação. O muco diminui a
superfície de contato com a mucosa, é importante manter a integridade para evitar que o patógeno alcance outros
locais.
- IL21 é usada pela própria célula que a produz, garantindo a manutenção da sua viabilidade. Também auxiliam as
células B para produzir anticorpos (menos IgE). Aumenta a produção estimulando fibroblastos a liberar
metaloproteinases que irão digerir restos de células para facilitar a limpeza, se estiver em excesso é nociva.
- Também produz CCL20, que atrai outras Th17.
- TH1 auxilia a ação do TH17, porém sempre há dominância de um deles. Se é bactérias extracelulares TH17 está
atuando. Fungo há um equilíbrio entre TH1 e TH17. O restante é por TH1. Th17 geralmente cursam com inflamação
aguda, não tendendo a cronificar.
 TH17 patogênicas: levam a doença autoimune.

Resposta imune humoral (termo não é mais tão usado)

 Resposta contra helmintos é dada por TH2.


- Aonde tem TH2 não tem TH1, há a contra regulação.
- IL4 é a grande citocina do terceiro sinal para diferenciar em TH2.
- IL4 + IL13 leva a troca de cadeia pesada de IgM para IgE.
- IL5 estimula a eosinofilia
- IL3 aumenta o número de mastócitos nos tecidos (mastocitose)
- IL6 aumenta ainda mais a produção de anticorpos pelos plasmócitos.
- Produzem: IL4, IL6, IL5, IL13 e IL3.
- Tudo isso é necessário para que os eosinófilos liberem o arsenal químico que está no interior. Na sua superfície
(mastócitos e eosinófilos) estão receptores para a porção FC da IgE. É o único anticorpo capaz de ser reconhecido
pelos mastócitos e pelos eosinófilos. Os mastócitos não matam o verme, mas amplificam a inflamação através da
histamina. Os eosinófilos têm atuação direta, uma vez que em seu interior estão substancias helmintocidas.
- Se a B colaborar com Th1 ela vai produzir IgG1 e IgG3. Já com TH2 está produzindo IgE. Só produz IgE a partir dai.
- TH17 só não ajuda a produzir IgE.
- Quando o eosinófilo está sensibilizado pelo IgE, ele está pronto para liberar seu conteúdo em cima do verme,
precisando reconhecer partes desse verme, que será feito o reconhecimento pela porção FAB do IgE que está
ligada ao receptor do eosinófilo. Liberando seu conteúdo.

 Condições adversas que predispõem a doença


- É normal ter uma TH1 que produza citocinas reguladoras para se autorregular por momentos breves.
- Os fenótipos apresentam plasticidade.
- Excesso de noradrenalina aumenta o genótipo TH2, ou seja, estresse potencializa a ação de TH2.
- Excesso de dopamina favorece o lado patogênica da TH17. Excesso de cortisol inibe a resposta inflamatória e a
longo prazo contribui para fenótipos pró-inflamatórios que podem influenciar na autoimunidade.
- Leptina e TH17 ??
- Quando a dendrítica sai do local de inflamação para apresentar antígeno ela pode não ser funcionante da forma
que deveria. Pode apresentar terceiro sinal que depende de outros fatores, como transtornos psicológicos e
obesidade.

*Não peguei essa parte direito*

Imuno – 11-04

Indução da resposta imune humoral específica


 A resposta primária ao antígeno se inicia nos tecidos linfoides secundários

 A natureza da resposta dos linfócitos B depende:


- Da estrutura química do antígeno
- Da cooperação de linfócitos T (com a mesma especificidade pelo mesmo antígeno)
- Os LB são capazes de identificar antígenos timo-independentes. Dependendo do tipo de antígeno, precisa da
ajuda do TCD4;

 A resposta de linfócitos B depende do reconhecimento específico do antígeno pelas Igs de membrana


- Os linfócitos B respondem secretando anticorpos (Igs) específicos para o antígeno.
- Existem 5 tipos de anticorpos diferentes.

 Secreção de anticorpo:
- Anticorpo é uma proteína. O que determina qual vai ser a classe da Ig é o domínio constante. Existe a sequência
nucleotidica das cinco classes no genoma.
- Existe uma sequencia de nucleotídeos que codificam aminoácidos hidrofóbicos, que irão ficar imersos na
membrana citoplasmática, formando o BCR. Quando o LB se torna plasmócito essa sequencia é clivada, de forma
que a proteína produzida não se ancora mais a membrana. Logo não irá mais ser BCR.
- IgBeta e IgAlfa também tem domínios ITAMs são análogas ao CD3 do LT.

 Antígenos timo-dependentes.
- Reconhecimento do Ag pela Ig – Internalização – Processamento e apresentação via MHC II
- Ao reconhecer haverá a indução para a internalização, onde haverá a apresentação via MHC II (antígenos
internalizados são apresentados via MHC II).

 O encontro entre linfócitos B e T – interface entre região folicular e zona-T


- A dendrítica ativa o LT, diferencia o T em seus fenótipos dependendo do terceiro sinal.
- A interação entre CD40 e ligante de CD40 (que só é expressado após a ativação). Também sofre uma alteração de
modo a mudar os seus receptores de quimiocinas, expressava CCR7 (receptor de CCL19 E 21), diminuindo a
expressão de CCR7 e passando a expressar CXCR5, que é o receptor do CXCL13, ganhando a capacidade de migrar
para o folículo.
- Simultaneamente a isso os antígenos estão chegando via linfa, sendo possível o reconhecimento pelo linfócito B,
que irá reconhecer, internalizar e processar o patógeno, passando a expressar em seu MHC classe 2. Vai sofrer
alteração ao diminuir a expressão de CXCR5 e aumenta a expressão de CCR7, inverso com LT ativado.
- Ou seja, os linfócitos T e B ativados estão migrando um em direção ao outro. B apresenta o mesmo peptídeo que
a dendrítica estava apresentando, logo o LT pode ser estimulado novamente, na região da borda do folículo.
- Toda APC já tem constitutiva o CD40 e o T ativado já tem ligante de CD40. Podendo interagir.

 Fase inicial da resposta:


- Formação do foco primário de proliferação
- Nem todos os linfócitos B irão encontrar com os T, de forma que podem sair do folículo antes desse encontro,
levando a corrente sanguínea e ao foco da inflamação.
- Interação cognata: O B está estimulando o T e o T estimula o B. Com essa interação o LB entra em proliferação,
não é intensa como o que acontece com T ao ser estimulado pela CD. Estima-se que leva a formação de 100 a 200
células, que seria o foco primário de proliferação. Esse foco de proliferação extra folicular gera essas células que
tem início da diferenciação em plasmócitos (vida curta). Há a produção de anticorpos (IgM em sua maioria e um
pouco de IgG)
- Toda vez que um LB virgem for ativado ele se diferencia em uma célula secretora de IgM. Ou seja, toda resposta
primária se inicia com a produção de IgM, predominantemente. Ocorre uma leve troca de classe de IgM para IgG.
Essa troca de classe é estimulada por citocinas que estão presentes nessa área. Mas ainda assim a predominância é
da produção de IgM.
- A IgD não pode ser secretada, sendo sempre receptor de membrana.
- A produção de IgM vai cessar, uma vez que os plasmócitos tem vida curta. É um anticorpo de fase aguda, que
inicia a produção com o inicio da resposta.

 Fase tardia da resposta:


- Formação do centro germinativo
- Células do clone expandido migram de volta para os folículos linfoides – Formação do centro germinativo
- Nem todos os clones do foco passam pela resposta inicial. Parte desses clones voltam a expressar CXCR5,
retornando para dentro do folículo. É então que haverá a formação do centro germinativo.
- O centro germinativo é uma estrutura histológica dentro do folículo.
- Dentro do folículo é onde vai acontecer com grande intensidade a proliferação das células. É o centro
germinativo, fica mais claro porque a célula está se proliferando, levando a um DNA mais frouxo, logo o corante
não pega tanto. Por isso é uma zona mais clara.
- Essa proliferação ainda é devido ao encontro com T. É a proliferação secundária.
- Além disso, alguns T que estavam na borda do folículo irão entrar no folículo. Alguns T vão para essa borda do
folículo ao serem ativados, outros não, seguindo para o local da inflamação. Parte desses T irão expressar muito
CXCR5, entrando no folículo, isso depende da diferenciação do terceiro sinal.
- TFH: Sustentam o desenvolvimento do centro germinativo. Ele vai ter características únicas que os distinguem de
outros fenótipos, mas isso não quer dizer que ele não irá produzir as citocinas produzidas pelos outros fenótipos.

 Centro germinativo:
- Hipermutação somática e maturação da afinidade - Mutação dos linfócitos que estão se proliferando. Maturar a
afinidade é dizer que está melhorando, aumentando a afinidade pelo antígeno que já era específico.
- Troca de classe de Ig – Não é mais o IgM. A sequência nucleotídea que codifica o IgM vai ser cortada, logo uma
outra cadeia irá ficar ao lado do VDJ. Após esses eventos ele passa a ser uma plasmócito.
- Plasmócitos (vida-longa) – não produz mais IgM. Produz Igs com afinidade maior pelo antígeno, mais do que o
plasmócito que foi gerado na resposta inicial.
- Células de memória – Parte não se torna plasmócito, permanecendo como LB, mas não é mais virgem e sim de
memória.
- Dentro do centro germinativo os linfócitos B já sofreram seus primeiros estímulos, estão em alta taxa de
proliferação e irá entrar em contato com o T novamente, que está dentro do folículo. Irá fazer muitas coisas: IL22,
trocar a cadeia pesada, formar células de memória.
– IL21 é um estímulo solúvel que o T produz, no centro germinativo atua nos linfócitos B com alta taxa de
proliferação. Ao entrar em contato com essa IL21 eles têm altas taxas de apoptose. Se o B entra em contato com o
T fisicamente, leva ao recebimento do CD40 (do sinal), levando a receber sinais de sobrevivência. Há altas taxas de
apoptose, uma vez que nem todos os clones de b que proliferaram conseguem interagir com T. Essa interação com
o CD40 é essencial, além da apresentação ao linfócito T (do antígeno).

 Hipermutação somática:
- Muita mutação em um cromossomo que não é o sexual. Essa mutação não ocorre no DNA como um todo,
ocorrem dentro a sequencia VDJ. É mais suscetível as mutações. Ocorre nas três regiões que são as hipervariáveis.
Vai mudar a afinidade do LB pelo antígeno, mas isso não quer dizer que é ruim. É uma mutação aleatória, podendo
inclusive gerar um clone que perca completamente a afinidade pelo Ag. O estímulo que isso aconteça é a interação
com CD40 do TFH no folículo, ativando a enzima chamada AID.
- AID é uma enzima deaminase induzida por ativação, levando a deaminação de citosina (o nucleotídeo)
transformando-se em uracila. Logo, a AID transforma citosina em uracila. Como esses linfócitos estão em
proliferação, ela consegue agir em uma simples fita, não consegue fazer isso em DNA “fechado”. Isso acontece com
uma das fitas
- Não tem uracila no DNA, sendo substituída por timina, logo quando for pareada vai parar com A e não com G, já
sendo diferente. É a mais comum.
- Pode somente ser retirada a citosina, e na hora de repara o DNA pode colocar qualquer nucleotídeo. E na
duplicação seu par correspondente.
- NAÕ É PRA DESCREVER ISSO NA PROVA! Só dizer que mutação via AID vai alterar a afinidade do B (na porção VDJ)
- Não necessariamente vai aumentar a afinidade, uma vez que é aleatório. Essas células que estão proliferando são
altamente apoptóticas e o que salva essas células é um novo contato com T, logo teria que permanecer
apresentando o antígeno para T. Se ela perde afinidade ela não reconhece mais o antígeno, para de apresentar
para T, não recebe amis o sinal CD40 e é levada a apoptose.
- Há células B com diferentes afinidades, esse processo de seleção é muito refinado, já que diferentes células
apresentam diferentes afinidades pelo antígeno. Quanto maior a afinidade pelo antígeno melhor para o LB. É uma
competição. Com o curso da resposta imune cada vez há menos antígeno disponível para selecionar os B, quanto
menos antígeno tem, mais restringente fica a seleção, uma vez que vai se ligar até quem tem afinidade não tão
forte. É, então, um processo de maturação da afinidade. Ou seja, conforme o tempo de resposta e a diminuição dos
antígenos devido ao combate a célula, somente os com maior afinidade conseguem se ligar a quantidade
decrescente de antígenos, logo recebem o sinal de sobrevivência enquanto os de menor afinidade não conseguem
reconhecer, uma vez que estão sendo capturados por quem tem maior afinidade, logo são levados a apoptose.
- As dendríticas foliculares conseguem alcançar áreas maiores. Elas disponibilizam o antígeno na membrana, ou
seja, “grudam” o antígeno na membrana sem processamento. Isso acontece porque apresentam receptores para o
complemento (especialmente por C3b). Fixando nela o antígeno para auxiliar no processo de seleção do B, para
que B teste sua afinidade. Não é considerada uma APC, uma vez que só ancora esse antígeno. Todo LB selecionado
nesse processo se torna um plasmócito.
- A produção de IgM acaba por que os plasmócitos que os produzem morrem. Os demais plasmócitos produzem IGs
com maior afinidade pelos antígenos, uma vez que sofreram hipermutação e seleção. Produzindo outras classes de
Ig. Se houver IgM ativa quer dizer que ainda é infecção ativa, uma vez que produz por pouco tempo. Porém outros
igs podem estar sendo produzidos nesse mesmo contato, como a IgG. Se entrar em um segundo contato com o
antígeno não produz mais IgM, uma vez que as B de memória não produzem. Os plasmócitos de vida longa que
foram gerados no centro germinativo permanecem secretando anticorpo pelo resto da vida dessa célula. (No caso
vai ficar produzindo IgG).
- Na toxoplasmose permanece produzindo IgM por mais tempo, logo é necessário pesquisar IgG e testar sua
afinidade pelo antígeno. Se a afinidade for baixa é uma infecção recente ou em curso, se for de alta afinidade é
mais antiga. Para essas infecções que produzem IgM por mais tempo é necessário pesquisar a afinidade da IgG. IgM
é um anticorpo de baixa afinidade, mas apresenta afinidade! (Ela disse que dizer que o IgM não tem afinidade é um
erro muito comum de aparecer em prova).

 Troca de cadeia pesada – Troca de classe de Ig


- Adjacente ao VDJ estão domínios que codificam a IgM. Depois estão os bloquinhos que codificam a IgD... Para
cada uma dessas existe regiões reguladoras (menos pra igD)
- A AID tem afinidade por simples fita, convertendo citosinas por uracilas. Vai haver uma quebra para retirar as
uracilas, isso sempre ocorre na região da IgM, uma vez que é onde está codificando a cadeia pesada. Ficando com
sítios abásicos, ou seja, sem um nucleotídeo. Onde tinha a uracila vai ser clivado. Vai picotando as coisas.
- Vai picotar dependendo do fator de ativação que foi ativado nesse linfócito. Depende do perfil de T que irá
apresentar uma citocina predominante, de forma que esse B estará sobre influencia mais de uma citocina ou de
outra. É a citocina que vai determinar o fator de transcrição, podendo se associar na região promotora e
permitindo a abertura da fita até IgG ou até IgE, depois se mantem pareada. Se a fita foi aberta até a região de
troca de IgG. Logo somente no intervalo que foi aberto está a simples fita, e tudo isso será picotado, retirando do
DNA. Irá vir uma recombinase que fará uma recombinação não homóloga, voltando a unir o DNA. Nunca mais esse
B vai conseguir produzir outra classe, uma vez que foi alterado a nível de DNA. São as citocinas que irão ativar
fatores de transcrições diferentes.
- É por isso que quando tem reposta com Th1 forma plasmócitos produtores de IgG, que podem ser de 4
subclasses. Quando o TH1 atua pode-se produzir IgG1 e 3.
- T regulador induzido: Entrou em contato com dendrítica tolerogenica. Se for o Treg induzido na resposta, ele
produz TGF beta, que induz a produção de IgA. É um T que tende a gerar no ambiente de mucosa, sendo a
produção predominantemente de IgA.
- Quando o perfil é o Th2 tem-se a produção de IL4 e a formação de IgE, que é o fenótipo dos alérgicos.
- Tr-1 produz muito IL10 que é anti-inflamatória, tendendo a inibir a inflamação. Vai agir no B e produzir IgG2, que
não tem um fenótipo tão inflamatório, como IgG1 e 3.
- Ao trocar a classe, parte se diferencia em plasmócitos de vida longa e outros em células B de memória, que
apresentam outra classe de Ig na membrana, que apresenta maior afinidade pelo antígeno, levando a uma resposta
maior e mais rápida.

 Os plasmócitos de vida curta permanecem no foco primário de proliferação, ou nos cordões medulares ou na
polpa vermelha, por exemplo.

 Os plasmócitos de vida longa, se for linfonodo mesentérico ou placas de Payer migram para a lâmina própria do
intestino e ficam lá secretando Ig. Se for em outro Tecido linfoide secundário vai migrar para medula óssea.
- Os plasmócitos são terminalmente diferenciados, mas tem vida longa, não tem mais BCR, só secretam anticorpos.
- Logo, ao se entrar em contato com o mesmo antígeno não se tem mais b virgem para ele e sim B de memória, que
vai ter um pico de produção de anticorpo em menos tempo do que em uma resposta primária e esse pico é muito
maior, apresenta maior intensidade. É de outra classe, tem maior afinidade... O aprimoramento da resposta é tão
eficiente que há a eliminação do antígeno sem que se tenha sintomas.

 Células de memória:
- Expressão de igs de membrana de alta afinidade e de outros isotipos (classes).
- Expressão elevada de integrinas, TLR, B7, MHC de classe 2.
- Parte permanece nos tecidos linfoides e parte recircula.
- Apresentam vida longa (expressam altos níveis de Bcl-2), são auto renováveis. – A vida longa apresenta variações
em relação ao antígeno, ao indivíduo, a dose do antígeno, etc. Por isso existem vacinas que duram um pouco mais
e outras menos.
- Um novo contato com o Ag leva a rápida produção de anticorpos de alta afinidade.
*BCL-6 é pró apoptótica.

 Resposta primária X secundária


- Tem uma tabelinha.
- Mostra que a secundária é muito mais rápida e muito mais intensa, além de apresentar Ig com maior afinidade.
Quase não tem IgM na segunda e na primeira IgM é maioria.
- Qualquer antígeno pode levar a uma resposta primária, porém se um antígeno não é proteico não há ativação de
T, logo não há células de memória criadas. Somente os antígenos timo dependentes.

 Antígenos timo-independentes
- Tem epítopos repetitivos na sua estrutura. Se uma molécula, um antígeno, tem vários pontos de ligação com o
BCR, um antígeno pode se ligar a mais de um BCR ao mesmo tempo. Permitindo a ativação do B. A ligação
simultânea de uma estrutura a mais de um BCR simultaneamente. Os BCR por si só não transmitem sinal, estando
sempre associados a cadeia Ig alfa e beta. Os BCR também são expressos associados as tirosinas quinases, que são
ancoradas somente na porção interna da membrana, voltadas para o citoplasma. O antígeno consegue aproximar
os B, aproximando as tirosinas quinases, aproximando dos ITAM, levando ao início da cascata. (Só se preocupar
com a cascata se for fazer segunda chamada da prova).
- Esse B vai ser estimulado, não vai ter troca de classe, via secretar IgM. Ou seja, é um plasmócito de vida curta!

 É possível amplificar essa resposta.


- Isso é mediado por sistema complemento. C3d (vem da quebra do C3b).
- Os B da zona marginal do baço expressam altos níveis de CR2 (ou CD21) associadas a CD19 e CD81. CR2 é um
receptor para o C3d. O CR2 está interagindo com CD19 que tem ITAM, vai ser ativado pelo complemento no
antígeno e vai aumentar a ativação das cascatas.
- Logo, se ativar o B da zona marginal há uma resposta mais aumentada e pode até haver uma certa mudança de
classe. Devido ao ambiente do baço. Além do CR2 apresentam baixo limiar de ativação (ativam com pouco
antígeno) e sua localização anatômica é mais próxima do encontro com o antígeno do que o folículo.
- Isso só está presente após os 2 anos de idade, logo crianças mais novas são mais suscetíveis.

 Linfócitos B1
- Auto renováveis
- Produção de “Ac naturais” (IgM e IgG) de baixa afinidade, poli-reativos – resposta rápida a infecções.
- Estímulo passivo da microbiota intestinal: Epítopos glicídicos semelhantes aos Ags A e B das hemácias.
- Anti Ag grupo sanguíneo: Surgem 3 a 6 meses após o nascimento.
- Não tem uma grande variedade de receptores. Tem maior afinidade por polissacarídeos, porém podem receber
auxilio do T, mas em menor intensidade do que de um B2 folicular.
- São anticorpos naturais uma vez que são produzidos pelo estimulo microbiano da microbiota do indivíduo. Esses
antígenos bacterianos polissacarídicos são muito semelhantes estruturalmente aos ags das hemácias.
- A criança nasce com o repertório de IgG da mãe, é o grupamento sanguíneo da mãe que orienta transfusão
sanguínea em recém-nascidos.
- Os anticorpos naturais já estão presentes mesmo que não haja uma infecção.
- Existe uma forma artificial de pegar um antígeno polissacarídico e induzir uma resposta com moldes de timo-
dependente.
- É possível que um antígeno seja reconhecido pelo BCR, internalizado e processado para ser apresentado pelo
MHC de classe 2, o que não significa que o epítopo que foi reconhecido pelo B seja o epítopo apresentado pelo
MHC. OU seja, é um antígeno com epítopos distintos para B e para T (isso é normal). É estimulada a produção de
anticorpos específicos para o epítopo reconhecido pelo BCR. A especificidade da imunoglobulina é para a região
reconhecida pelo BCR. Isso acontece normalmente.

 Caráter de resposta timo-dependente a Ags não-proteicos.


- No laboratório liga-se o polissacarídeo a uma proteína. Isso é feito por ligação covalente para formar um
complexo proteína-polissacarídeo.
- Complexo hapteno (substancia não imunogênica) carreador (proteína)
- LB reconhece o complexo através do hapteno.
- LB ativa o LT através do carreador
- Levando a Acs de maior afinidade e a memória biológica.
- Não importa o que o B coloque na fenda do MHC, o importante é que ele reconheceu o polissacarídeo. Isso pode
acontecer do B reconhecer e apresentar a proteína, mas não é relevante. O que é relevante é o B que apresentou a
proteína para o T e reconheceu o polissacarídeo. Dessa forma forma-se B de memória para o polissacarídeo.
- O B folicular também pode reconhecer timo independente.
- É como funcionam as vacinas conjugadas.

Imuno – 12-04

Estrutura e Função dos anticorpos

 Os anticorpos são produzidos pelas células B


- As células B vão reconhecer através do seu BCR o epítopo do antígeno.
- Os anticorpos são solúveis e irão reconhecer os antígenos e agem contra eles de formas diferentes.
 Anticorpos são moléculas glicoproteicas expressas na superfície dos linfócitos B ou secretadas pelos plasmócitos
em resposta a imunógenos. Quanto maior for a quantidade de açúcares nessa molécula, mais solúvel ela é.
 Função: Reconhecer antígenos (epítopos) (FAB) e direcioná-los para a degradação (Porção FC).

 Estrutura geral: Duas cadeias leves idênticas e duas cadeias pesadas idênticas.
- Anticorpo (Ac) = Imunoglobulinas (Ig)
- Domínios são constituídos por loopings na estrutura terciaria, dando uma firmeza a esse anticorpo.
- Quanto maior for a região de dobradiça, menor a meia vida do anticorpo, porém a maior região de dobradiça
facilita o reconhecimento de Ags.
- É o domínio variável através dos mecanismos genéticos garantidos pela IL7 (ativando as RAG, e os demais
acontecimentos da ontogenia).

 Falou sobre a região hipervariável do Ac.

 Classes de Ig no homem
- IgG; IgM; IgD; IgE; IgA
- Elas se diferenciam em nível estrutural e de glicosilação.
- IgG tem 4 subtipos e a IgA tem 2 subtipos.
- Independente disso, ao estar expresso na superfície de uma célula B é chamado de BCR (podendo ser de qualquer
classe).
- Uma única célula só expressa uma classe de Ig. Somente a B2 virgem que consegue expressar IgM e IgD.
- O BCR é sempre um monômero.
- IgD não é secretada, é restrita a função de BCR. Sendo importante para ajudar a B virgem a sair da virgindade.
- IgM é o primeiro a ser secretado, identificando a fase aguda da inflamação. É secretada como um pentâmero ou
um hexamero, não é secretada como monômero. São unidas dentro do plasmócitos através de interações
covalentes e cadeia de união. Garantindo a estrutura desses IgM.
- O IgA é encontrado no sangue como um monômero. Mas quando secretadas em nível de mucosa ou glândulas
exócrinas também precisam ser unidas (sempre no último domínio da cadeia pesada) vai ser secretado em forma
de trímero ou dímero (maioria).
- A mais pesada é a IgM, uma vez que estão ligadas.
- A classe IgG costuma viver mais (menos a IgG3, que tem uma meia vida baixa, por conta da região de dobradiça
que é muito grande)

 Tipos de cadeias leves:


- Kappa e Lambda (a Kappa tende a ser usada mais na espécie humana, mas não significa que isso queira dizer que
é melhor, ambas são funcionantes da mesma forma e não é um predomínio muito grande, mas levemente maior).

 Diferença entre os Alótipos: Diferenças intra e interespécie.

 Diferença idiotípica: Está relacionado a região variável. São diferenças entres as regiões variáveis de diferentes
anticorpos do indivíduo. Determinantes antigênicos únicos presentes numa molécula de Ac (domínio variável).

 Isotopos: determinantes antigênicos que caracterizam as classes e as subclasses (domínios constantes da cadeia
H)

 Função dos anticorpos presos na membrana ou secretados


- B da zona marginal e B1 não necessariamente precisam do contato contra TCD4 para produzir Acs, contanto que
não seja um epítopo proteico.
- IgD não é secretada!
- IgM É classicamente produzido na fase aguda de uma infecção.

 Todos os anticorpos podem ser BCR. Mas a IgD só funciona como BCR, não sendo secretado!

IgM

 Pode ser penta ou hexamérica – o plasmócito já produz ela assim.


 Propriedades: É o primeiro AC a ser produzido (resposta aguda), confinada aos vasos sanguíneos e tecidos
inflamados; Função: ativar complemento.
- É grande, logo não consegue sair do vaso sanguíneo se não tiver inflamação.
- É o caso da não rejeição do feto, uma vez que somente a IgM é produzida contra os açúcares do sangue do feto
(caso seja diferente), mas não consegue passar pela placenta.

 Complemento são proteínas séricas produzidas pelo fígado, qualquer distúrbio do fígado compromete o sistema
complemento.
- O complemento está sendo produzido diariamente, mas em caso de inflamação a tríade auxilia o fígado a
aumentar essa produção.
- Funciona em forma de cascata. Os fenômenos ocorrem em série obedecendo uma ordem hierárquica.
- A via clássica só é iniciada quando há a interação do anticorpo com o antígeno.
- A IgM repousa sobre o microrganismo, se liga ao antígeno e C1, que é a primeira proteína da cascata, vai se ligar a
IgM. C1 é um complexo proteico (C1q; s e r), eles se ativam alostericamente.
- A IgM é melhor porque sua estrutura tem uma habilidade de ser reconhecida pela C1q, levando a maior rapidez
para ativar C1s, que expõe sua função catalítica. Cada domínio do C1q se liga a porção Fc de um ac. De forma
alostérica ativa C1r e depois Crs.
- Cascata não cai na prova!
- Depois há a clivagem de C4, ficando C4b e saindo C4a. C2 é clivada por C1 em C2a e b. C2b fica e se liga ao C4b.
C4b e C2b irão clivar C3 e Cb permanece; Vão clivar C5 e C5b se liga ao complexo. Após isso a cascata continua com
C6, C7 e C8. Finalmente C9 se liga, polimerizando e formando o complexo de ataque a membrana.

 Opsoninas: C3b; iC3b; C3g,e – Proteínas que Aumentam a fagocitose


- Os fagócitos precisam ter receptores para C3b, não tem receptor para C3! Existem vários tipos e subtipos de
receptor para o receptor. Expressam de forma constitutiva CR1, 2, 3 e 4. Por isso a C3b é a melhor opsonina (é o
que é reconhecido por essas melhor). C4b também é reconhecido, mas não é tão boa opsonina.
- Anafilatoxinas: C3a e C5a – Reação biológica vascular devida a liberação de histamina. Sua maior função é ligar-se
ao mastócito e induzi-lo a liberar histamina. Logo o mastócito precisa ter receptores para C5a e C3a. Histamina
causa vasodilatação, aumento da permeabilidade, prurido. É importante para amplificar o mecanismo de defesa do
organismo.
- MAC: Polimerização do C9 – leva a lise osmótica.
- C5a também funciona como a IL8, sendo um quimioatraente aos neutrófilos. Aumentando a reação aos
patógenos.

IgG
 Monômero
 Principal Ig sérica e nos espaços extravasculares; exerce diferentes funções efetoras como neutralização,
ativação das proteínas do sistema complemento, opsonização (direta), ADCC e transferência placentária.

 Funções:

1- Neutralização: Neutraliza toxinas produzidas por microrganismos patológicos. IgM não é boa nisso, uma vez que
não sofreu hipermutação somática e maturação da afinidade, logo cresce a afinidade do Ac, portanto a região
variável é mais afim. Logo é necessário ter alguém que neutralize a toxina, sendo uma função muito
emergencial. Também neutraliza entrada de vírus, bactérias... Precisa ter mais afinidade para o microrganismo
do que o receptor da célula lavo. É uma habilidade que se tem em células B no centro germinativo que está
colaborando com T folicular. É preciso da hipermutação somática para ter a capacidade de neutralização.
2- Ativação do sistema complemento: não é tão eficiente quanto a IgM.
3- É uma opsonina. Logo o fagócito precisa ter receptor para o sistema complemento, para a porção Fc dos
anticorpos IgG. É uma opsonina direta e indireta (através da ativação do complemento)
4- Solubilização de imuncomplexos (Ag-Ac) circulantes: Quando há antígenos anticorpos (uma pequena rede de
interação) e pode ter inicio da cascata complemento. As hemácias não são células, mas apresenta moléculas de
superfície, uma delas é o CR1, que é capaz de reconhecer C3b, removendo do leito vascular esses complexos,
fazendo uma remoção dos imunocomplexos do sangue que vai ser degradado principalmente no baço. Quando
esse sistema não funciona, como em pessoas com anemia, a hemácia (disfuncional ou em pequena quantidade)
não consegue remover esses imuncomplexos. Sem essa remoção, a cascata segue A hemácia reconhece e retira
com a adição do C3b nesse imuncomplexo. Leva para o fígado (células de Kupffer) ou para o baço. Esses
imunocomplexos ficam cada vez maiores, caso as hemácias não os retirem, decantando. Com a passagem no
glomérulo eles são levados para o leito dos vasos, fazendo com que a cascata continue. Acontece onde há uma
forte pressão hidrostatica. Se essa rede aumentar leva a esse ataque, podendo leva a uma glomérulo nefrite.
Isso não acontece com a IgM porque ela é grande e está restrita ao local da infecção.
5- Citotoxicidade celular mediada por anticorpo: Acontece principalmente com as NK. NK estocam substancias
citotóxicas (granzimas e perforinas). Para estimular essa NK a degranular é necessário reconhecer o
imunocomplexo. É necessário que seja IgG, uma vez que as NK têm receptor para a porção FC da IgG. Liberando
a sua citotoxicidade. A NK não mata diretamente o alvo, mas sim a célula que está infectada. Ou seja, realiza
uma citotoxicidade da célula humana que está infectada (especialmente infectadas por vírus).

IgA

 Monómero (no soro). É uma opsonina direta. Logo os fagócitos precisam ter receptores para a porção FC da IgA.

 Dimérica/ trimérica: secreção das glândulas exócrinas/ mucosa (possui cadeias J e o componente secretor). Está
sendo liberado em ambientes inóspitos (na mucosa do TGI, por exemplo). É muito resistente. A região de dobradiça
é curta e apresenta uma peça secretora. Os plasmócitos que produzem IgA para a mucosa migram para a
submucosa e ficam liberando essa IgA na forma tri ou dimérica. Uma parte significativa do receptor (Poli-Ig) passa a
fazer parte da IgA (esse receptor reconhece, internaliza e joga para luz). A peça secretora é parte do receptor Poli-
Ig que reconhece a IgA dimérica e é secretado com ela para a proteger a IgA dimérica das proteases. Aumentando
sua meia vida.
- Suas funções: Exclusão de patógenos e neutralização de toxinas. Portanto não precisa que sua região FC esteja
liberado, mas sim a FAB, em especial a região variável.

IgE

 Monômero
 É o menos abundante e só aumenta em 2 situações: Verme e alergia clássica mediada por TH2.
 Liga-se a mastócitos, basófilos e eosinófilos (logo, precisam ter receptores para a sua porção Fc). Vão degranular
e liberar histamina (em especial). Se for um eosinófilo não é histamina liberada e sim substancias capazes de atacar
os helmintos. A alergia é uma resposta errada a uma substancia externas que não causam infecções.
 Envolvidos nas reações alérgicas e na resistência a helmintos.
 IgG consegue atravessar a placenta, em casos normais transfere anticorpos para o feto, prevenindo infecções
graves em crianças recém-nascidas. Pelo leite transfere IgA.
- Se a paciente tiver uma doença autoimune mediada por IgG é ruim para o feto. Caso haja a ativação (ou
reativação) dessa doença durante a gravidez, pode atacar a mesma porção do feto.

Reação antígeno-anticorpo – Aplicações em diagnóstico e pesquisa

 Afinidade de anticorpos é a força da reação entre um único determinante antigênico e um único site que
combina no anticorpo

 Avidez é uma medida da força total de ligação de um antígeno (com muitos determinantes antigênicos) e
anticorpos multivalentes.

 Reação cruzada: capacidade de um Ac reagir com diferentes antígenos contendo epítopos iguais ou
semelhantes.

 A sorologia:
- Aplicação: Pesquisa de antígenos ou de anticorpos no soro (que não tem células, nem plaquetas)
- Título: Maior diluição do Ag ou do Ac aonde a reação é visível.
- Cut off: Valor que determina o limite para dizer se um exame é positivo ou negativo. É um valor bem estabelecido.
Quem está abaixo do corte não está protegido e quem está acima está protegido.
- Sorologia pareada: Quando ocorre soro-conversão (aumento de até 4x nos títulos dos Acs na fase de
convalescência quando comparada a fase aguda). É quando se diz que a pessoa ficou protegida. Soro-conversão é
quando o indivíduo passa a produzir anticorpos (não importa qual é a classe desse ac).

 Avidez: É a medida da força total de ligação de um antígeno.

 No início da resposta imune contra patógenos tem mais antígenos, com o passar do tempo tem-se uma
equivalência e formação da maior rede, uma vez que o número é similar. Já no final há menos antígeno e mais
anticorpos (prozona).

 É necessário diluir o soro, uma vez que se não houver a titulação adequada (a diluição) você pode cair em uma
prozona, um local onde há excesso de anticorpos.
- É necessário fazer uma diluição seriada, uma titulagem. O soro nunca é testado bruto.
- Vai te dar um título, um valor, que é a maior diluição do soro em que é possível ter a reação. Assim que a diluição
parar de ser detectada, o título é o valor anterior.

 Testes de aglutinação:
- É muitas vezes visível a olho nu.
- É feito tipagem sanguínea dessa forma. Se for uma hemácia, facilita muito, por conta da cor.
- Teste de Coombs (tanto indireto quanto direto): Mede anticorpos contra hemácia para justificar uma anemia. O
direto é quando a hemácia circulante é purificada e já está com o anticorpo. Soro de Coombs é adicionado (é anti Ig
humana, formado em outro animal). Vai aglutinar e formar rede. É uma reação imediata e de fácil visualização. Já o
indireto os Ac não estão previamente ligados a hemácia, é necessário lavar o sangue do paciente, adicionar o soro
do paciente, esperar reagir e só então colocar o reagente. Se for positivo forma rede.
- O que determina o tipo sanguíneo está registrado nas hemácias, são açúcares.
- Se for hemácia recebe o nome de hemaglutinação.
- Teste da sífilis é feito assim.
- Reação de látex VDRL: Látex recoberto com cardiolipina + soro (IgG e IgM) formam partículas maiores e insolúveis
(devido a formação de rede). É de rastreio. Se for negativo não tem sífilis, se for positivo tem que fazer outro teste.
- OFTA-ABS: mais específico e sensível. Uma vez positivo, o FTA-ABS assim permanecerá para o resto da vida,
mesmo após a cura do paciente. Já os valores do VDRL caem progressivamente após a cura, podendo ou não se
tornar negativos após um tratamento bem sucedido.

 Teste de precipitação:
- Também é visível a olho nu
- Imunodifusão radial dupla (Ouchterlony): Ag e Ac são colocados em poços equidistantes no gel. Interpretação:
número de linhas de precipitação = ao número de epítopos.
- Imunoeletroforese: É mais rápido (Muito mais rápido) É a mais usada para determinar infecções fúngicas.
Também é assim que vê se a criança produz seus próprios anticorpos (tem que ser depois que a criança desmamou)
- Imunoblot
- Teste de HIV também é teste de precipitação. – Imunoblot
- ELISA: Enzyme-linked immunosorbent assays
- Imunofluorescência Direta - Diagnóstico de sífilis (FTA-ABS)