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Módulo/ UFCD: 8992-Exposição/reposição

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PARA AS PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO E AUTISMO DE COIMBRA

Tipologia de Operação: Qualificação de pessoas com deficiência e ou incapacidade

Operação N.º: POISE-03-4229-FSE-000197

Desenvolvimento Pessoal e 1

Profissional do Assistente
Administrativo/a e de Apoio ao
Armazém

(8992-Exposição/reposição)

Ana de Carvalho

(Abril de 2019)

DTP.037.01 Formador: Ana de Carvalho


Módulo/ UFCD: 8992-Exposição/reposição

Ficha técnica:

Título Manual Exposição/ Reposição

Autor Ana de Carvalho

Área temática Exposição/ Reposição

Público a que se destina Qualificação de pessoas com deficiência e ou incapacidade.

O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à


Características técnicas unidade de formação de curta duração nº 8992 – Exposição/
Reposição, de acordo com o Catálogo Nacional de Qualificações.

 Identificar os elementos a considerar na organização do


espaço em loja e explicar o seu impacto no incremento
das vendas.
 Identificar os diferentes equipamentos e instrumentos de
trabalho.
Objetivos
 Aplicar as técnicas de promoção do produto, seguindo
2
instruções diretas.
 Identificar os equipamentos de exposição.
 Aplicar os procedimentos de limpeza e otimização do
espaço no processo de reposição / exposição.

Fontes Toda a bibliografia de base utilizada e citada no manual

Guia de acompanhamento às sessões da 8992 – Exposição/


Especificações técnicas
Reposição.

Observações -

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Índice

1. Enquadramento sobre o espaço de venda ........................................................................................... 4

1.1. Relação entre as diferentes formas de exposição e a venda ...................................................... 4

1.2. Suportes de exposição ................................................................................................................ 5

1.2.1. Gondolas ................................................................................................................................. 5

1.2.2. Ilhas......................................................................................................................................... 5

1.3. Organização dos artigos .............................................................................................................. 8

2. Processo de reposição/ multi-reposição ............................................................................................ 11

2.1. Equipamentos e Instrumentos de Trabalho.............................................................................. 12

2.2. Controlo da rutura de stocks .................................................................................................... 18

2.3. Reposição dos artigos ............................................................................................................... 19

2.4. Recolha do cartão/plástico ....................................................................................................... 21

3. Promoção dos produtos ..................................................................................................................... 23

3.1. Qualidade das embalagens e imagem do linear ....................................................................... 23

3.2. Impacto visual ........................................................................................................................... 24

3.3. Etiquetagem .............................................................................................................................. 28 3

3.4. Simbologia promocional no linear ............................................................................................ 30

3.5. Precificação ............................................................................................................................... 33

3.6. Preparação / exposição de campanhas promocionais .............................................................. 34

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1. Enquadramento sobre o espaço de venda

1.1. Relação entre as diferentes formas de exposição e a venda

Agentes, produtores, distribuidores e retalhistas devem acompanhar a evolução do mercado, uma


vez que a procura de satisfação de necessidades e desejos dos consumidores se revela cada vez mais
constante, pelos mais diversos motivos os seus hábitos de consumo mudam e são frequentemente
influenciados.

As grandes superfícies são o exemplo que a exposição de produtos, o espaço dedicado ás marcas, a
iluminação, forma de exposição e quantidade da oferta influenciam muito nas decisões de compra
tomadas no ponto de venda.

Com o surgimento e desenvolvimento de grandes superfícies comerciais, desencadeou-se um


conjunto de consequências, nomeadamente, o aumento da concorrência e a necessidade continua de
atrair e fidelizar (novos e antigos) clientes, que nos remetem para um novo pensamento de diferentes
formas de exposição e venda.

Desta forma, grandes e pequenos distribuidores repensaram todas as regras de exposição, cujo
principal objetivo é que o cliente consiga encontrar em cada secção uma disposição que corresponda às
necessidades e desejos de uma clientela cada vez mais exigente.

Assim, foram concebidas:

1. Implementação de secções: 4

a. As secções de um estabelecimento têm como objetivo a exposição dos produtos.


b. A implantação de secções deve ter como referência o sentido natural de circulação
dos clientes, enquadrando-os nos hábitos de consumo.
c. Deve ser rentabilizado cada m2 de área de venda;
d. Considerar a localização de equipamentos especiais, como por exemplo a área de
frio, por forma a evitar um distanciamento das máquinas;
e. Ter a possibilidade de expansão no futuro, caso o potencial de clientela justifique;
f. Eliminar custos desnecessários de pessoal, com uma implantação articulada com os
percursos habituais do cliente;
g. Controlar visualmente os clientes, diminuindo a possibilidade de roubo;
h. Otimizar a largura dos corredores, por forma a garantir uma circulação natural.

2. Motivação do cliente para o espaço


a. Para um correto desenvolvimento do espaço, as secções devem estar dispostas de
forma sistemática e enquadradas numa estratégia comercial coerente.

3. Equipamento do espaço de venda

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1.2. Suportes de exposição

1.2.1. Gondolas

As gondolas são compostas por


estantes de duas faces, que facilitam a
circulação e a visualização dos produtos
pelos clientes. Estas têm como principal
função a exposição e armazenamento
de produtos, cujas suas dimensões têm
em média 1,8 e 2 metros e altura, sendo
que a sua profundidade varia entre 50
e 70 centímetros. Relativamente ao seu
comprimento, este depende da dimensão da secção e da própria loja.

Os todos das gondolas devem ser utilizados para a promoção de produtos e não para a
continuação da secção. Desta forma, as campanhas promocionais devem ser atualizadas de forma
recorrente (normalmente entre 10 a 15 dias), o principal objetivo desta mudança é que a gondola
continue a ter impacto publicitário e promocional.

1.2.2. Ilhas

Outro exemplo de nível de expositores são as ilhas que podem ser frigoríficas (estas apresentam
a desvantagem de o cliente ter de abrir a porta para retirar o produto, enquanto na ilha horizontal o
produto está ao alcance da mão) ou em palete. Estas podem assumir diferentes formas e funções,
tais como:

 Verticais - as prateleiras têm o mesmo nível de exposição e impacto que as gôndolas


 Horizontais - normalmente são de dimensões generosas e têm grande capacidade de
exposição. normalmente utilizado nos produtos de grande rotação, principalmente
congelados.

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Ao organizar o ponto de venda, em relação ao suporte de exposição no formato de ilha, devemos


ter em conta que a zona de circulação e que a sua promoção seja bem visível e compreendida pelos
clientes. Para tal, as ilhas devem ser organizadas tendo em conta os tipos de zonas existentes no
ponto de venda:

 Zona Quente - são barreiras tecnicamente estudadas e criadas ao cliente,


provocando nele a necessidade da compra impulsiva
 Zona Fria - são os espaços da loja onde passam e param menos consumidores, pelo
que vendem menos. São normalmente os locais mais distantes da entrada, os
cantos e as esquinas, os espaços apertados entre gôndolas, locais mal iluminados
ou barulhentos.

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1.3. Organização dos artigos

A organização dos produtos está dependente do número de artigos. Assim, quanto maior for esse 8

número, mais tempo o cliente irá despender nas suas compras. Esta desvantagem pode ser
compensada por lojas de proximidade, cuja oferta de produtos/ serviços é inferior, permite a prática
de preços competitivos, facilidade de escolha, menos tempo gasto em compras.

O linear (número de produtos que são dispostos em “linha”) é um ótimo instrumento de gestão
de stocks e como forma de presença diversificada das marcas que são objeto de escolha pelo cliente.

A gestão de espaço de uma prateleira é a melhor maneira de facilitar e reduzir o tempo de


compras dos consumidores, uma vez que:

 O espaço da prateleira não suficiente para manter em linha todos os produtos existentes;
 A existência de produto em stock significa maior capital investido;
 Evita ruturas de stock;
 Facilita a escolha dos consumidores.

Desta forma, para evitar uma rutura de stocks é necessário fazer uma gestão de espaço de
prateleiras como soluções podemos:

 Recorrer ao sortido de produtos;

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 Desenvolver uma estrutura de prateleira conforme a distribuição de mercado por grupos de


consumidores.

Assim, as principais vantagens de uma excelente gestão de prateleira são:

 Aumento dos lucros em virtude da maior rotação de produtos;


 A garantia de satisfação das necessidades dos consumidores;
 A melhor otimização de stocks, sem roturas e sem stocks excessivos;
 Aumento de rotação de produtos.

Para tal, é importante compreender a definição de linear. Este compreende toda a superfície que
promove a exposição do produto. Desta forma, ao linear corresponde normalmente uma superfície,
formada pela parte da frente das gondolas ou móveis de exposição (as ilhas).

Para determinar o linear mínimo, necessitamos de saber qual a extensão mínima que cada
produto carece para se tornar notado aos olhos do cliente. A experiência indica que o mínimo é de
três facings (têm normalmente a largura mínima de 20 centímetros), sendo dois aplicável a produtos
de maiores dimensões.

Vantagens do linear:

 Ajuda as compras premeditadas; 9

 Desperta a atenção para as compras impulsivas;


 Serve como instrumento da gestão dos stocks;
 Presença diversificada de marcas;
 Exposição apelativa.

Relativamente à posição dos produtos no linear, salientam-se três níveis de apresentação:

 nível dos olhos - nível intermédio de fácil acesso, basta estendermos a mão;
 nível das mãos - ponto de atracão, principalmente para implantação dos produtos
impulsivos;
 nível do solo - difícil visibilidade, normalmente utilizado para produtos de maior dimensão.

Considera-se que as melhores prateleiras são as que se encontram ao nível dos olhos e das mãos, e
são, normalmente, destinadas aos produtos que possuem uma margem elevada. Assim, os produtos
correntes são aqueles que fazem parte dos hábitos de compra, sendo os de grande notoriedade são,
normalmente, aqueles que são dispostos ao nível do solo.

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ATENÇÃO: O espaço deve ser concebido de modo a facilitar a circulação e a movimentação em várias
zonas da loja. No entanto, há que ter em conta que, se os corredores forem demasiado largos, estes
levam a que os consumidores apenas olhem para um dos lados.

Para tal, existem duas formas de apresentação dos produtos no linear:

 Apresentação vertical - Agrupa os produtos de uma mesma família, uns sobre os


outros, em todas as prateleiras, dando uma impressão de ordem e de clareza,
permitindo, uma rápida perceção dos artigos no linear.
 Apresentação horizontal - consiste em colocar uma família de produtos diferente
por cada nível de linear. Nas pequenas superfícies este é o tipo de apresentação
habitual, uma vez que a velocidade de passagem dos clientes é menor.
 Em paletes - Permite uma grande exposição do produto e transmite ao consumidor
a noção de grande quantidade. Como é uma fórmula que envolve custos menos
elevados, é bastante utilizada pelas lojas alimentares discount.
 Em topos e ilhas - utilizadas sobretudo para produtos de compra por impulso.

Uma das principais preocupações do distribuidor é rentabilizar o seu espaço de venda. Assim, é
necessário ter em consideração quatro fatores na definição do linear de cada produto: 10

 Volume de vendas;
 Margem bruta obtida pelos produtos vendidos;
 Custos de armazenagem;
 Satisfação do cliente.

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2. Processo de reposição/ multi-reposição

No varejo, uma das principais sabedorias compartilhadas é que se o produto não está disponível, ele
não será vendido. Por essa frase podemos perceber a influência e a importância da reposição de
estoque para manter as prateleiras sempre abastecidas.

Reposição de estoque: gerando receita para o negócio

Muitos varejistas entendem o estoque como sinônimo de gastos e perda de tempo para os
processos realmente importantes para a empresa, esse entendimento está completamente errado.
Na verdade o estoque faz parte do processo de venda de um produto, então se controlado e bem
gerenciado, o estoque pode ajudar a empresa a gerar receitas e a cortar custos desnecessários.

Podemos usar como exemplo o controle de perdas. Evitar esses problemas é o caminho mais fácil
para o gestor melhorar os resultados do seu negócio, evitando que produtos não sejam vendidos.

Uma reposição de estoque rápida, ajuda no aumento de vendas, gerando mais receitas e mais
produtividade para a loja. Além disso, essa atividade evita que aconteçam as temidas ruturas de
estoque, que são definidas como a falta de produto nas prateleiras.

A reposição de estoque precisa ser rápida e eficiente

Não basta apenas a reposição de estoque ser rápida, ela precisa ser eficaz. É preciso otimizar o
processo de controle de estoque, contar com um sistema que forneça informações seguras e
atualizadas. 11

Ter conhecimento sobre os produtos que têm mais giro de estoque é importante para garantir uma
reposição acertada desses produtos.

O sistema de gestão é a principal ferramenta para ajudar o varejista a otimizar a reposição de


estoque. Por meio dessa ferramenta é possível estabelecer uma cadeia de informações e processos
que desembocam na atividade do repositor de colocar mais produtos na gôndola.

Porém, os sistemas de gestão não fazem tudo sozinhos.

A qualidade da reposição de estoque depende diretamente do envolvimento da equipe com essa


atividade. Todos devem estar treinados e capacitados para exercerem uma função durante a
reposição, seja durante o levantamento de dados sobre os produtos, seja no transporte até o local
ou na reposição direta nas prateleiras, todas as atividades precisam estar conectadas e funcionando
em sintonia para que o resultado seja positivo.

Importância do controle para a reposição de estoque

Erros que derivam da falta de um controle de estoque correto afetam diretamente a reposição de
mercadorias, sem informações corretas sobre a movimentação dos produtos é impossível executar
uma atividade de reposição qualificada e ativa.

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A principal fonte de informações para o controle de estoque é o inventário. Realizando


periodicamente a contagem de produtos o varejista consegue garantir que os dados presente
no sistema de gestão estejam corretos, favorecendo a reposição correta.

Tipos de reposição de estoque:

O recomendado é conhecer as demandas dos seus consumidores e identificar qual o melhor tipo de
reposição para sua loja.

Existem dois tipos de reposição de estoque que normalmente são adotados pelos varejistas:

1. Reposição de estoque contínua:

Visa a alta rotatividade e o baixo nível de estocagem, isso pode aumentar os custos de compras de
produtos, pois são comprados em quantidades menores. Por outro lado reduz gastos com
armazenagem, pois são estocados menores quantidades de mercadorias, e reduz a necessidade de
capital de giro.

2. Reposição de estoque periódica:

Nesse tipo a reposição é feita de acordo com a demanda de vendas, o risco ocorre caso aconteça um
aumento repentino de vendas de determinado produto.

Reposição de estoque eficiente garante a satisfação do cliente

Um dos principais atritos que podem ser criados entre uma empresa do varejo e seus clientes é a
12
falta de produtos nas prateleiras. Assim, além de toda a importância dessa atividade para a gestão, a
reposição também é eficiente para garantir que os consumidores que frequentam sua loja estejam
satisfeitos.

Com a competitividade que se apresenta atualmente no mercado, buscar alternativas para garantir
a satisfação do cliente, evitar perdas de produtos, rupturas e prejuízos é a forma do
varejista garantir o bom funcionamento da sua empresa e assim, bons resultados no final do mês.
Portanto, é por meio da reposição de estoque que o varejista consegue melhorar essas ações.

2.1. Equipamentos e Instrumentos de Trabalho

. GÔNDOLAS

As gôndolas são equipamentos muito importantes. Distribuídas ao longo do supermercado, elas são
responsáveis por armazenar os produtos e deixá-los à vista dos clientes. Antes de escolher o tipo ideal
para o seu negócio, leve em consideração que, por guardar tantas mercadorias, ela precisa ser composta
por um material reforçado e resistente ao peso.

As cores e o design das gôndolas também devem ser levados em consideração, pois são eles que darão o
tom da estética e da harmonização do ambiente. Além de serem úteis e versáteis, as gôndolas

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também têm um alto valor estratégico quando usadas de maneira correta, afinal ali estarão expostos
vários tipos de produtos.

Lembre-se de que, nesses casos, os clientes estão à procura dos itens de que precisa, mas, ao passarem
por uma gôndola e verem outra mercadoria, podem acabar optando por levá-la também. Por isso, deve-
se pensar e elaborar um planejamento estratégico de localização, baseado no comportamento do
público.

Uma de suas primeiras ações deve ser pesquisar todos os produtos que você oferta. Depois, divida-os em
categorias e analise a margem de lucro de cada um, levando em consideração seu custo e potencial de
giro. Com essas informações em mãos, você será capaz de planejar melhor a disposição estratégica dos
itens nas gôndolas.

Outro ponto de atenção é a forma de posicioná-los. Pense que uma pessoa tem cinco níveis de visão:
acima da cabeça, altura dos olhos, linha da cintura, abaixo da cintura e chão.

Ficar abaixando para conferir preços ou encontrar produtos, além de ser muito desconfortável, não é
atividade para qualquer um. Ficar na ponta dos pés para pegar mercadorias, correndo o risco de deixá-las
cair no chão e quebrar, também não é indicado.

Por isso, o ponto ideal e de maior impacto para colocar os produtos na gôndola é na altura dos olhos. É
ali que eles serão vistos mais facilmente e, consequentemente, será ali que você terá os itens com melhor
saída.
13
Estrategicamente, é interessante selecionar mercadorias de maior valor agregado e que tenham maior
margem de lucro para ocuparem esse espaço. Afinal, elas poderão gerar a venda de outro produto ou a
venda casada.

Outra dica é: nunca posicione os artigos mais procurados em gôndolas perto das entradas do
supermercado. Isso faz com que os clientes logo encontrem o que foram buscar e não tenham o interesse
de andar pelos corredores. Assim, eles não se lembrarão de itens que, talvez, ficaram de fora da lista de
compras.

2. BALANÇA

Outro equipamento bastante importante para o seu supermercado é a balança. Afinal, vários setores,
como açougue e padaria, têm seus produtos pesados.

Para este item específico, vale alguma atenção redobrada, pois a pesagem irregular pode causar
problemas perante a fiscalização. Para tanto, é necessário estar por dentro da legislação e das leis em
vigor para o uso das balanças nos estabelecimentos, como explicado a seguir.

A lei estipula que algumas informações são obrigatórias na etiqueta da balança, tais como:

descrição do produto;

ingredientes usados na fabricação;

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tabela nutricional;

tara da embalagem;

data de validade;

data da pesagem;

preço por unidade de peso;

preço final.

O peso líquido drenado (produtos comercializados com água) e o peso líquido glaciado (produtos
comercializados com gelo) também já estão sendo cobrados nas etiquetas. É importante que você esteja
ciente das leis e de suas vigências, para não ter problemas com a fiscalização ou com os órgãos legais.

Exigências legais esclarecidas, vamos, agora, conhecer alguns tipos de balança e o uso indicado de cada
um.

2.1 BALANÇA COMPUTADORA

Muito versátil e fácil de operar, a balança computadora calcula automaticamente o preço final dos
produtos de forma rápida e precisa. Assim, minimiza-se a margem de erros e agiliza-se o processo de
pesagem.

2.2 BALANÇA ETIQUETADORA

Do tipo mais comum, a balança etiquetadora é a responsável por fazer a pesagem e a impressão da 14
etiqueta, além de fornecer o código de barras utilizado no ponto de venda. Nestas etiquetas, devem ser
encontrados os dados exigidos nas leis vigentes, como citado no tópico anterior.

2.3 BALANÇA DE CHECKOUT

A balança de checkout é usada para a checagem da gramatura dos produtos — mas ela também é útil nos
setores de hortifrúti e padaria. Seu uso é indicado para áreas que têm abastecimento dentro dos
supermercados, pois ela auxilia na conferência do recebimento de mercadorias.

2.4 BALANÇA PESADORA

Tendo como principal objetivo fornecer o peso dos produtos, a balança pesadora é obrigatória em locais
que não fazem uso das ilhas de pesagem, afinal os clientes precisam conferir essa informação antes de
irem para o caixa. Ela também pode ser usada para pesar ingredientes e alimentos que serão usados em
receitas de produção própria do supermercado, auxiliando na produção de um setor.

2.5 BALANÇA PLATAFORMA

Utilizada para conferir a mercadoria recebida no supermercado, a balança plataforma é importante


porque auxilia na comparação do peso da nota fiscal com o peso do produto na hora da entrega. Assim,
é possível evitar problemas ou conflitos futuros com fornecedores.

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Esse item é útil para as áreas comerciais do supermercado, pois trabalha com o controle, processamento
e envio de produtos e mercadorias. Algumas dicas importantes para o uso desse tipo de balança são:

atentar para a higienização das balanças, afinal muitas delas entrarão em contato direto com alimentos e
produtos. Além disso, a boa manutenção aumenta a durabilidade do produto;

não deixe de conferir a voltagem das balanças e suas configurações métricas. Além disso, cheque se elas
estão de acordo com os números estipulados pelas leis vigentes;

em caso de problemas, não tente consertá-la sozinho ou utilizando apenas o material de instruções.
Procure por um profissional para lidar melhor com essa demanda;

se a balança necessitar de configuração especial de software, também é recomendável recorrer a um


profissional especializado para fazer o serviço.

3. LEITOR DE CÓDIGO DE BARRAS

Utilizar códigos de barra tornou-se uma prática muito comum, pois, além de ser mais eficiente para
identificar e separar a mercadoria, otimiza o tempo dos funcionários, tornando os processos muito mais
eficientes. Por isso, é essencial que você tenha em seu negócio um leitor de código de barras, afinal não
se pode ficar de fora da popularização e da automação dos processos.

Mas as vantagens de se utilizar o código de barras não param por aí. Você gera ganhos nos processos
logísticos e agilidade nas informações e no acesso ao estoque, além de uma melhora na eficiência e na
produtividade. 15

Seu uso também ajuda a minimizar os erros nos processos, principalmente aqueles causados por
interferência humana. Registros e contagens manuais já podem ficar no passado.

O lado financeiro também é impactado. Afinal, com uma taxa menor de erros operacionais e um maior
ganho de produtividade, deve ocorrer alguma redução de custos — tanto a médio quanto a logo prazo.

4. BALCÃO REFRIGERADO

Os balcões refrigerados também são muito importantes para o seu negócio, pois eles atuam diretamente
na correta conservação de vários alimentos e bebidas do supermercado. E isso tem um impacto enorme
no seu volume de estoque. Mas, antes de adquirir o seu, alguns fatores devem ser levados em
consideração, como explicado a seguir.

4.1 CONSUMO DE ENERGIA

Este item não está totalmente ligado à função do balcão refrigerador, mas merece bastante atenção, pois
pode pesar bastante no orçamento do final do mês. Este tipo de equipamento, geralmente, tem um
consumo mais alto de energia.

Portanto, uma dica bem importante é notar se o seu produto vem acompanhado do selo que mostra a
garantia de economia em sua conta de luz. Verifique, então, sua classificação correta na tabela de energia
antes de comprá-lo.

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Saiba que ela funciona da seguinte maneira: os equipamentos têm notas de A a G, sendo que A são
aqueles considerados mais econômicos e eficientes e G os que gastam mais energia. Não deixe de fazer a
consulta para não ter surpresas desagradáveis no final do mês.

4.2 TIPO DE FLUIDO REFRIGERANTE

Este item está ligado diretamente à sustentabilidade do planeta e à emissão de fluidos refrigerantes em
nossa atmosfera, grande problema do mundo moderno. E os supermercados são considerados os grandes
vilões neste quesito.

Por isso, quando for escolher o seu equipamento, tente fazer a sua parte. Opte por produtos que não
precisem de troca de óleo ou lubrificante, como os XP10 ou XP40, por exemplo.

4.3 EXPOSITORES FECHADOS

A princípio, pode parecer que a ideia de utilizar expositores fechados afasta os clientes. Mas, na prática,
não é assim que acontece.

Com ganhos na qualidade da preservação dos alimentos — e, pasmem, na conta de energia (eles podem
reduzir o seu gasto em até 70%) —, os expositores fechados ainda têm outro benefício: não ficam
suscetíveis a vírus ou bactérias, como pessoas tossindo ou espirrando sobre eles, por exemplo.

4.4 CONTROLE E AUTOMAÇÃO

E, por fim, é necessário observar como o degelo é realizado. A maneira mais indicada é o degelo a gás
quente, feito de dentro para fora, diminuindo o gasto de energia durante a realização. 16

Outra opção é o degelo inteligente, bastante utilizado. Nele, o próprio equipamento inicia o
descongelamento assim que atinge certa temperatura, podendo ser acompanhado por um sistema na
internet, caso necessário.

Dessa forma, um funcionário é dispensado de acompanhar o processo. Isso torna todo o procedimento
automatizado e centralizado, de forma eficiente e ágil.

Mas é claro que manutenções devem ser feitas sempre. Afinal, a higiene é essencial não só para manter
o equipamento funcionando corretamente, mas para conservá-lo exposto aos olhos de seus clientes.

5. FOGÃO INDUSTRIAL

O fogão industrial pode ser uma ótima aposta de equipamento para a cozinha industrial do seu
supermercado. Isso porque, diferentemente dos tradicionais, ele é mais econômico, tanto em tempo de
cozimento quanto em quantidade de gás, além de ter uma grande taxa de durabilidade, fator bem
importante para cozinhas com muitas demandas por dia.

Além disso, há inúmeros tipos e tamanhos, que variam de acordo com a sua necessidade. Com modelos
de duas a 6 bocas, os fogões industriais, geralmente, não ocupam muito espaço.

Um ponto a ser considerado é que nem todos os equipamentos têm fornos. Por isso, se você tiver uma
demanda especial para este tipo de aquecimento, é necessário atentar a esse detalhe antes da compra.

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Alguns modelos já oferecem esse acréscimo e, em outros casos, é possível realizar um compra conjunta
de uma só vez.

Ao contrário dos fogões tradicionais, esses modelos não contam com grades, facilitando (e muito!) o
trabalho de limpeza. Por serem produzidos com ferro e aço, podem receber qualquer tipo de produto,
incluindo desengordurantes. Além disso, ele é todo desmontável, auxiliando na hora daquela limpeza
mais profunda e garantindo uma higiene 100% em sua cozinha.

6. VITRINE DE SUSHI

A comida japonesa ganha, a cada dia, mais adeptos no Brasil — e oferecê-la no seu supermercado pode
ser um grande negócio. Mas, para isso, é importante que você invista em uma vitrine de sushi, uma opção
para expor o produto de forma interessante, despertando o interesse e o desejo de seu cliente por ele.

A forma com que você expõe seus produtos no negócio é muito importante, pois ela conversa
diretamente com a maneira como seu cliente vai ser despertado e, consequentemente, estimulado a
adquirir e experimentar aquele item. Lembre-se de que as pessoas são muito visuais: por isso, invista
muito nesse lado na hora de montar a sua vitrine.

Por ser um produto exportado, por exemplo, uma maneira de chamar a atenção do público de forma
criativa — e, ainda, acrescentando personalidade à sua mercadoria — é explorar o espaço da vitrine com
uma decoração temática.

Use bandeiras do Japão ou enfeites em vermelho e branco (cores típicas do país, facilmente reconhecíveis
17
e assimiláveis pelas pessoas). Além de atrair os clientes que já gostam do sabor da comida japonesa, você
despertará a curiosidade daqueles que nunca a experimentaram, gerando a oportunidade de conquistar
um novo público.

7. AUTOMAÇÃO COMERCIAL

O mercado está cada vez mais exigente com seus processos e dinâmicas, cobrando uma taxa quase
perfeita de execução e o menor número de erros possível. Diante disso, fica praticamente impossível não
utilizar todos os recursos disponíveis para adquirir vantagens em automação comercial, por meio de
ferramentas tecnológicas e softwares.

A tecnologia pode ajudar (e muito) no aumento das vendas e da lucratividade do seu negócio. Dentro de
um supermercado ocorrem, diariamente, inúmeros processos, envolvendo pessoas, produtos e dinheiro.

Apenas esses fatores, juntos, já deixam evidente a importância de se ter processos mais eficientes e
assertivos. E aí entra a automação: passar todas essas atribuições e demandas para os softwares. É por
meio deles que os benefícios virão, como, por exemplo, o controle de erros ou a redução de custos
desnecessários.

Confira, a seguir, algumas vantagens da automação comercial para supermercados.

7.1 REDUÇÃO DE ERROS

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Nesse tipo de estabelecimento, os erros podem afetar muito o faturamento. Por isso, minimizá-los (ou,
até mesmo, evitá-los totalmente) é um ganho enorme. Com a automação, o sistema gera informações
precisas sobre a mercadoria, desde o seu recebimento até o momento da venda.

São fornecidos dados importantes, como o valor ou o fato de o produto estar incluso em alguma
promoção ou desconto. O sistema também tem um rápido tempo de resposta, permitindo que os erros
sejam descobertos e corrigidos em um curto período de tempo.

7.2 PROCESSOS INTEGRADOS E SEM BUROCRACIA

A burocracia é capaz de gerar uma dor de cabeça enorme, mas, com os processos automatizados, algumas
atividades burocráticas não são mais necessárias. Com um software, há a possibilidade de integrar todos
os seus processos em um lugar só.

Você pode, por exemplo, unir os controles de estoque, os sistemas financeiros e as notas fiscais. Isso
aumenta a velocidade de acesso à informação, ocasionando uma maior produtividade.

7.3 CONTROLE DA OPERAÇÃO

Gerir as operações é essencial para que todos os processos deem certo. E, com um software de gestão,
no qual seus dados estejam integrados, o acesso a planilhas e gráficos sobre o andamento de toda a sua
operação não só é possível, como, também, muito mais ágil.

Isto permitirá tomadas de decisões mais assertivas e efetivas. Além disso, a equipe ganhará tempo para
produzir mais, já que seu expediente passará por uma otimização importante. 18

2.2. Controlo da rutura de stocks

Os stocks são quantidades de matérias-primas em vias de fabrico ou transformação, de produtos


acabados ou de produtos em trânsito que aparecem ao longo de toda a cadeia de abastecimento.

As empresas têm stocks por diferentes motivos:

1. Para conseguirem efetuar o seu processo produtivo sem ruturas (e, portanto, sem parar de
vender);
2. Para poderem comprar de forma mais económica (constituem stocks porque, ao adquirirem
lotes grandes, cada produto fica unitariamente mais barato);
3. Para obterem ganhos quando preveem uma subida nas cotações ou nos preços.

O Controlo de Stocks é uma área muito importante de uma empresa, pois pretende prever a quantidade
que será necessário comprar no próximo pedido, para além de fornecer informações úteis sobre as
vendas. O principal objetivo do controlo de stocks é otimizar o investimento, aumentando o uso eficiente
dos meios internos de uma empresa e minimizar as necessidades de capital investido.

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O stock de segurança é determinado diretamente através de previsões para proteção quando se


atingem valores de procura superior ao esperado. As principais variáveis a ter em conta são a procura e o
tempo de aprovisionamento para o prazo de entrega. Também é importante referir a relação exata entre
o aumento de stocks e o stock de segurança:

1. Aumento dos custos de rutura e dos níveis de serviço;


2. Diminuição dos custos de posse;
3. Maiores variações na procura;
4. Maiores variações no prazo de entrega.

2.3. Reposição dos artigos

A estratégia de posicionamento do produto em diferentes níveis deve ter em conta a atenção dos
consumidores. Para tal, existe um conjunto de técnicas que ajudam à organização das gondolas em
supermercado, nomeadamente:

 Organizar os produtos verticalmente, por produto:


É muito mais fácil para o consumidor perceber os produtos, pois, conforme as pessoas
caminham, os produtos aparecem naturalmente em seus campos de visão.

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 Organizar os produtos em blocos, por marca:

Outra forma eficiente, e muito utilizada pelos supermercados, é a arrumação das prateleiras
em blocos. É uma gôndola inteira, porém, dividida entre produtos diferentes, normalmente
da mesma marca.

 Organizar os produtos horizontalmente:

A organização na horizontal ainda existe, mas pode ser menos eficiente do que as anteriores.
Ao enfileirar os produtos nos diversos níveis das prateleiras, acaba-se por diminuir o impacto
visual que os produtos têm sobre os consumidores.
20

 Organizar os produtos aleatoriamente:

Nunca deve organizar os produtos aleatoriamente! A aleatoriedade vai cansar os


consumidores e causar confusão no momento da compra.

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Quais os produtos que devem ser repostos em primeiro lugar?

 Alimentos frescos ou congelados

 Produtos, cujos consumidores se encontram à espera.

 Produtos que não necessitam de qualquer preparação (embalagem, pesagem, marcação de


preço) antes de serem expostos.

 Nas prateleiras devem encontrar –se o maior número possível de produtos

 No armazém não devem ficar embalagens abertas.

Antes de fazer a reposição há que:

 Verificar o preço marcado no stock antigo;

 Verificar se o preço que está marcado na extremidade da prateleira é o mesmo;

 Retirar o stock antigo;

 Limpar a prateleira;

 Colocar o novo stock;

 Colocar o stock antigo à frente do novo;


21
 Verificar se o aspeto é limpo e arrumado.

2.4. Recolha do cartão/plástico

A Reciclagem é o processo que visa transformar materiais usados em novos produtos com vista à sua
reutilização. Por este processo, materiais que seriam destinados ao lixo indiferenciado podem ser
reaproveitados. É um termo que tem sido cada vez mais utilizado como alerta para a importância da
preservação dos recursos naturais e do meio ambiente.

É possível reciclar materiais diversos, como vidro, plástico, metal ou papel. A reciclagem destes
materiais proporciona uma utilização mais racional de recursos naturais não renováveis e uma redução
da poluição da água, do ar e do solo. Para a Indústria, a reciclagem tem muitas vezes a vantagem de
diminuir os custos de produção.

A reciclagem é assim um conceito essencial da gestão de resíduos moderna e é o segundo estádio da


hierarquia dos resíduos, surgindo imediatamente a seguir á prevenção.

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No entanto, este conceito depende a 100% da colaboração do cidadão: Só os materiais colocados nos
equipamentos destinados à recolha seletiva – Ecopontos, Ecocentros, Serviços de Recolha Seletiva (ex.:
porta à porta) – seguem para tratamento e posterior encaminhamento para a indústria recicladora.

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3. Promoção dos produtos

3.1. Qualidade das embalagens e imagem do linear

A embalagem é o conjunto de elementos materiais que, não fazendo parte do próprio produto, são
vendidos com ele, com o fim de permitir ou facilitar a sua proteção, transporte, armazenagem,
apresentação, identificação e utilização pelos consumidores. Desta forma, as principais funções da
embalagem são: a função técnica e a função comunicação.

FUNÇÃO TÉCNICA FUNÇÃO DE COMUNICAÇÃO

 Ajuda a que os consumidores


 Proteção e conservação do produto;
 Permitir uma utilização mais cómoda; reconheçam determinada marca mais
facilmente;
 Facilitar o transporte, armazenagem e
 Permite a identificação da categoria de
arrumação do produto.
produtos;
 Constitui um suporte privilegiado para
prestar informações aos consumidores.

As embalagens são um elemento fundamental de quase todos os sistemas de produção. O design de


23
embalagens envolve e exige cada vez mais:

 Investimento visual;
 Simplificação de comandos para processos de fabricação;
 Versatilidade e potencial de reciclagem;
 Importância das técnicas de maior conservação e frescura dos produtos embalados;
 Otimização e eficiência da matéria-prima e transporte, e
 Diminuição dos custos.

A embalagem é um suporte de informação essencial nos bens alimentares. Desde a indicação dos
prazos de validade, aos componentes do produto, e nalguns casos é utilizada como forma de veicular
receitas e formas de utilização dos produtos.

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3.2. Impacto visual

O Visual Merchandising é um processo que se estende desde o conceito até a finalização da exposição
do produto e tem como propósito criar uma identidade, formando um elo de conexão entre marca e
consumidor. Usar as técnicas como ferramentas para melhorar a exposição dos seus produtos, é uma
ação eficaz e que traz resultados positivos e imediatos nas vendas.

a) As embalagens:
As embalagens podem ter diferentes materiais, tais como:

VIDRO METAL

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MADEIRA PAPELÃO

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PLÁSTICO

Assim, a embalagem pode ser dividida em 4 categorias de acordo com os seus materiais,
processo e utilização no mercado:

 Embalagens flexíveis

São os sacos e os rótulos normalmente em papel, laminado de alumínio e películas que


embalam bolachas, café em grão, gelados, rebuçados, etc.

 Embalagens semirrígidas

De uma forma geral, destinam-se mais ao acondicionamento do que à conservação do


produto. São usualmente utilizadas no embalamento de detergentes, cosméticos, etc.

 Embalagens tetra-pack 25

Por envolverem alta tecnologia, merecem uma categoria particular. A tetra-pack é


composta por 6 camadas, intercalando polietileno, papel, polietileno, alumínio, polietileno
e polietileno unido por meio de adesivos. Esta composição veio colmatar a necessidade do
mercado de ter os produtos durante um maior período de tempo à disposição do
consumidor.

 Embalagens rígidas

Oferecem resistência a impactos, dureza e proteção, são normalmente plásticas, metálicas


e de vidro.

b) As formas

No mundo o Homem está rodeado de formas que lhe transmitem significados através da
comunicação visual.

É algo concreto e tangível que, ao ser reconhecido, produz as mesmas sensações experimentadas
pela primeira vez em que houve um contacto com ela. Existem casos em que uma marca associa de tal
maneira aquela forma a si, que o consumidor assim que vir algo com a mesma forma poderá de imediato
associar à marca em questão.

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A marca consegue criar de uma forma positiva, personalidade, através do seu comportamento físico.
Existem duas maneiras de apresentar a embalagem de um produto ao consumidor, tendo em conta o seu
visual e estética e a sua funcionalidade. Tanto o visual como a funcionalidade são importantes para a
marca e para o consumidor, mas normalmente existe sempre mais de uma de que de outra, consoante os
tipos de categorias de produtos. Sendo que em algumas destas categorias de produtos a estética e visual
pode-se tornar pouco importante, prevalecendo funcionalidade, tornando-se assim cada vez mais
fundamental que uma embalagem seja funcional e prática no momento da utilização do produto

c) A cor

O uso das cores, na exposição do produto ao consumidor, é uma das formas mais simples de atrair o
cliente para consumir a marca. Tendo em conta isto é necessário conhecer a Roda das cores, para
aproveitar as melhores combinações possíveis e evitar erros. Assim, podemos apresentar doze cores,
separadas em primárias, secundárias e terciárias:

 As cores primárias são também conhecidas como "cores puras", porque é impossível misturar
duas cores para criar qualquer uma destas: vermelho, verde e azul;
 As cores secundárias resultam da mistura de duas cores primárias na mesma proporção:
verde, laranja e violeta; e
 As cores terciárias são criadas a partir da mistura de uma cor primária e uma cor
secundária. 26

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As cores são muitas vezes associadas a sensações e a sentimentos, podemos então classifica-las de
forma a entender o que cada uma provoca na sua generalidade:

• Cores Frias: são cores onde predominam os tons de azul, verde e roxo. Caracterizam-se
como cores melancólicas, tristes, que proporcionam a sensação de calma e serenidade. São
cores associadas à época do inverno. Variam do verde ao violeta na roda de cores.
• Cores Quentes: caracterizam-se como cores vibrantes, alegres, agressivas, sensuais etc.,
dando, inclusive, a sensação de calor. São cores associadas à época do verão, onde
predominam os tons de vermelho, amarelo e laranja.
• Cores Neutras: são aquelas onde não há predomínio de tonalidades quentes ou frias. São
cores neutras os tons de preto, branco, cinza, castanho e bege.

Todas as cores apresentam alguns aspetos psicológicos interessantes que podem ser aplicados
consoante o “estado de espírito” que se deseje imputar a determinado projeto de exposição:
COR CARACTERÍSTICAS

 Elegância, sobriedade, austeridade.


 Associada a conceitos tradicionais e intemporais.

 Energético, vitalizante, motivador de euforia.


 Apela a sentimentos associados à saúde, sol, verão e iluminação.

 27
Pureza, leveza, limpeza, delicadeza.

 É a mais luminosa das cores.


 Estimula o sistema nervoso, convida à ação e ao esforço. Palavras-chave: luz,
ação, vida.

 É uma cor quente, radiosa, estimulante, dominadora, excitante, e até agressiva.


 Apela à atividade, força, poder, paixão.

 É uma cor mística, melancólica, fria.


 Apela à introspeção, ao distanciamento, à religiosidade

 Sensação de frescura e limpeza.


 Acalma e dá sensação de paz.
 Lembra a natureza, esperança, juventude.

 Repousa, acalma e revigora.


 Apela ao descanso, recolhimento, equilíbrio.

 Neutralidade, distinção, classe.

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O Visual merchandising é a junção de inúmeras técnicas de marketing que usa a comunicação visual
trazendo vida ao produto tronando-o protagonista, as cores aqui atuam de uma forma fundamental na
marca.

3.3. Etiquetagem

Numa fase inicial a utilização de rótulos tinha como principal objetivo a identificação de produtos,
sendo que numa fase posterior contribuíram para a criação das diferentes marcas que conhecemos hoje
em dia.

O rótulo, para além de identificar o produto e referir a marca, projeta uma certa imagem e transmite
o carácter da mesma; também informa sobre as características e qualidades, modo de utilização,
composição química e datas de validade, algumas delas por imposição legal.

A dimensão e formato da embalagem nem sempre facilitaram a exposição de toda a informação


num só rótulo, daí a necessidade de se recorrer muitas vezes a dois rótulos. Normalmente o rótulo frontal
identifica o nome do produto e marca, já no rótulo do verso tem lugar as especificações mais técnicas e
informativas.

A conceção de um rótulo apresenta uma estrutura de elementos, recursos e artifícios visuais, em


forma de textos, ilustrações, texturas e principalmente de cor. A interligação destes sinais faz com que o
rótulo seja o elemento mais complexo que integra a embalagem.
28
As letras e cores são os dois mais importantes e difíceis elementos a serem usados em simultâneo
para o sucesso de uma obra impressa. È importantíssimo que o designer domine o ciclo cromático, para
que a combinação entre a letra e a cor, o brilho (claro/ escuro), a intensidade (força da cor) e a
temperatura (quente/ frio) seja perfeita.

Algumas associações de cores:

VERDE E VERMELHO -
Estimulante, mas de pouca
eficácia; Associada ao meio
rural.

AZUL E BRANCO - estimulante,


predispõe à simpatia, transmite
uma sensação de paz, segurança
e estabilidade

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AZUL E VERMELHO -
estimulante da espiritualidade,
combinação muito delicada e
de grande eficácia.

AZUL E DOURADO - combinação


agradável, transmite ideia de
seriedade e prestígio

VERMELHO E PRETO -
vivacidade e transmite alegria.

AZUL E VERDE - Sensação de


monotonia; transmite ideia de
29
distância.

VERMELHO E AMARELO – são


cores estimulantes e muito
eficazes em publicidade. Estas
podem ainda causar opressão e
insatisfação.

AZUL E AMARELO – traduz-se


numa combinação forte e eficaz.

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Outros exemplos de associações de cores:

30

3.4. Simbologia promocional no linear

Aquando da elaboração do plano de promoção dos produtos no linear, existem diferentes formas de
comunicar com o consumidor:

 Cartaz mensagem – serve para publicitar as referências específicas do produto (ex.:


o lançamento de um produto).
 Cartaz institucional – chama a atenção para os produtos ou marcas.
 Cartaz promocional – é utilizado exclusivamente para anunciar promoções (ex.: reduções
de preços).

O material utilizado para o desenvolvimento de uma promoção deve ser simples, mas original, deve
criar dinâmica (para motivar à compra) e deve estar associado a outras formas de publicidade, por forma
a aumentar a valorização do produto e a perceção deste pelo cliente.

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Na elaboração do cartaz é importante combinar várias cores. É conveniente que as letras das
mensagens e os números sejam escritos à mão, de modo a dar uma ideia de espontaneidade e de
alteração súbita.

O animador do ponto de venda deve ter os seguintes cuidados na realização e afixação das
promoções. Para tal, seguem-se algumas dicas:

 Dimensões (mínimo 40 x 50);


 Altura (+ 2,20 m);
 Iluminação com impacto;
 Estar junto ao produto;
 Indicar claramente o que se pretende;
 Provocar impacto.

31

A criatividade é fundamental para a criação de qualquer campanha! No entanto, é importante


compreender o simbolismo das cores, para que esta seja mais atraente e a aumentar o impacto. O
animador pode utilizar no ponto de venda o seguinte material publicitário:

 Cartazes;
 Balões;
 Anúncios publicitários;

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 Expositores;
 Vídeos;
 Stoppers ou raquetes de sinalização
 Setas;
 Folhetos;
 Som;
 Bandeirolas.

É importante o papel do promotor ou animador no ponto de venda, pois estabelece a ligação entre
a força de vendas e as promoções de venda. Desta forma, as tarefas mais comuns aos promotores são as
seguintes:

 Prospeção de clientes;
 Demonstração, exemplificação ou degustação (prova);
 Ofertas de brindes e amostras;
 Fornece informações e esclarece dúvidas acerca dos artigos;
 Facilita a venda.

32
O profissionalismo do promotor é muito importante, pois a imagem que transmitir, poderá
influenciar positivamente ou não a atitude dos consumidores com o ponto de venda. Outro aspeto a ter
em conta é a sinalização das secções, uma vez que estas são uma referência para o cliente, pelo que
todas as secções devem estar devidamente assinaladas.

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A sinalização deve ser de fácil leitura. A letra deve ser “pré-fabricada” e nunca manual. O processo
de sinalização deve ser sempre igual, mesmo tratando-se de um ponto de venda com vários
espaços ou andares. A informação constitui um elo de ligação à prateleira, sendo aconselhável uma
correta sinalização das secções e respetivos artigos e preços.

3.5. Precificação

A promoção consiste em associar um produto a uma vantagem temporária destinada a facilitar ou a


estimular a sua utilização, a sua compra e / ou a sua distribuição. A tabela seguinte apresenta as principais
diferenças entre promoção e publicidade:

PROMOÇÃO PUBLICIDADE

 Influencia comportamentos de compra


 Influencia comportamentos de compra
através de spots publicitários, anúncios,
com ações invasivas e de apelo à ação.
 A promoção tem por objetivo provocar entre outos.
 Enquanto que a publicidade procura
ou estimular os comportamentos
desejados, visando produzir efeitos influenciar os comportamentos de um
público, tendo por objetivo modificar os
imediatos, mas limitados no tempo.
conhecimentos, atitudes desse público,
33
visando efeitos prolongados.

Fatores determinantes da promoção de produtos:

 A exposição deve apresentar produtos em grandes quantidades;


 Além de chamar a atenção dos clientes, as promoções devem demonstrar a necessidade da
sua compra;
 Os meios de promoção devem aproximar os produtos dos consumidores;
 A exposição deve exteriorizar beleza, simpatia, charme, despertar sonhos;
 Deve levar as pessoas a imaginarem cenários de bem-estar.

O cliente deve ser surpreendido com as promoções. Desta forma, este tipo de comunicação deve
ser calculado de acordo com a avaliação dos resultados de gestão do ponto de venda e as quantidades
vendidas e a vender. Quando se pretende decidir sobre o momento oportuno para efetuar as promoções,
é necessário ter em consideração os seguintes requisitos:

 As características do produto;

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 A possível adesão do consumidor;


 O período e os custos da promoção;
 O local ideal para a promoção;
 Os stocks existentes e a garantia de reposição;
 Apoio do fornecedor;
 A imagem do ponto de venda;
 Os objetivos da promoção.

Assim o ponto de venda deve definir os objetivos quantitativos da promoção, por exemplo:

 Aumentar o n° de clientes que visitam a loja pela primeira vez;


 Aumentar o n° de clientes de ocasionais para fiéis;
 Aumentar a margem global da loja.

Podem, igualmente, ser estabelecidos objetivos de ordem qualitativa:

 Dar uma imagem de verdadeiro discount;


 Dar a conhecer um novo produto
 Dar a conhecer uma nova secção ou um novo serviço.

34
Na organização da campanha promocional a precisão das vendas é um aspeto fundamental, para evitar
ruturas e produtos em stock. Uma grande parte da ineficácia das promoções deve-se à inexistência de
métodos de controlo das promoções. Cada promoção deve ser por um conjunto de elementos:

 Vendas do produto e da subfamília, antes e depois da operação;


 Comparação com os valores das vendas do ano anterior, tendo em conta a evolução
das vendas globais da loja;
 Comparação com as margens brutas de outros períodos/ outras lojas;
 Tipo da promoção/técnicas utilizadas, preços praticados;
 Ações dos concorrentes sobre a mesma familiar de produtos;
 N° de clientes que compraram esse produto (a partir de dados informáticos);
 Identificação de proveniência e hábitos de frequência dos clientes (através da realização
de questionários.).

3.6. Preparação / exposição de campanhas promocionais

Os principais objetivos da animação do ponto de venda são:

 Desenvolvimento da motivação para a compra;


 Atração/chamada dos clientes;

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 Descontração do cliente;
 Dinamização do espaço;
 Chamada de atenção para um ponto específico;
 Aproximação do cliente ao produto;
 Aumento da variedade da oferta.

Para tal, existem dois os tipos de animação no estabelecimento:

 Animação pontual

Tem em conta as necessidades de desenvolver ou ativar as vendas de um ou vários produtos, num


momento, pretendendo-se o seu escoamento ou o desenvolvimento da sua notoriedade. 

Os meios de animação pontual do ponto de venda podem classificar-se em quatro tipos:

 Meios físicos – os topos de gôndola e as ilhas


 Meios psicológicos - as promoções servem para aumentar as vendas, melhorando o índice de
rotação do stock.
 Meios de estímulo – os meios audiovisuais, a criação de ambientes
 Meios pessoais – vendedor, pessoal de animação do ponto de venda, espetáculos, stand de
demonstração/experimentação

35

 Animação permanente

Compreende tudo aquilo que possa tornar o espaço de venda atrativo e passível de transmitir entusiasmo,
promovendo sucessivas visitas dos clientes e possa gerar a fidelização pela distinção. A animação
permanente pressupõe a existência de um conjunto de condições de entre as quais se destacam:

 Iluminação - deve ser clara e forte, mas não intensa. Para tal, existem dois tipos de iluminação:
 Geral - que normalmente está suspensa;
 Direcionada – cujo objetivo é dar ênfase a uma dada secção ou a um dado ponto,
devendo estar. Acresce a estes cuidados garantir que os focos luminosos não ofusquem
a visão ou aqueçam demasiado o ambiente.

 Som – a distribuição do som deve ser equilibrada no espaço e minorar o efeito do ruído na loja.

 Decoração – devemos ter em conta a seleção das cores, a distribuição das secções pelo espaço
e o tipo de mobiliário. O espaço quer-se vivo e animado, criando originalidade e movimento nas
diversas secções da loja.

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 Cartazes e painéis - a sinalização das secções constitui uma referência para o cliente, pelo que
todas as secções devem estar devidamente assinaladas.

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Rua Luís de Camões, N.º 150, 3000 – 252 Coimbra | Tel: 239 781 590 | E-mail: appdacoimbraformacao@gmail.com

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