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PINEAL A GLANDULA DO CONHECIMENTO* Por Caton Tellez, FRC. Cuidadosamente protegida pelos tecOnditos silenciosos do crinio € os dois hemisférios cerebrais, préximo do centro exato da cabega, encontra- se um minusculo orgio em forma de ervilha: a glandula pineal. Conhecida também como epiphysis cerebri, cor- po pineal, terceiro olho, sede da al ‘ma, etc., hd séculos a pineal tem inci tado a curiosidade da mente humana. Muitas faculdades psfquicas tém sido atribuidas 2 glaadula pineal. Na realidade, tratase dum portal entre © Eu psiquico ¢ 0 Eu fisico do ho- mem, Entretanto, biologicamente A Glandula Pineal € sua localizacio na cabeca, pensavasse que ele era um meto 6r- glo residual, sem fungio alguma, dos vertebrados “superiores, incluindo 0 homem, Mas em 1959, A. B. Lemere seus colaboradores isolaram, de glandulss pineais de bovinos, um componente chamado melatonina, conhecido mais tarde po: hormdnio da pined. Da- quele momento em diante essa glén- dula tomouse importante tema de inyestigagfo no mundo inteiro, © muitos fatos surpreendentes. foram descobertos a respeito de sua estrutu- ra é 08 possfveis mecanismos que g0- ‘yernam suas intricadas fungdes. Descobriuse que, proporcionel- mente ao seu tamanho, a pineal € um dos drgzos mais vascularizados de to- do 0 corpo, Em outras palavras, ela recebe mais sangue que a maioria dos outros tecidos. Isso indica grande ati- vidade no interior da glandula,o que refuta 0 antigo conceito de que a pi- neal ndo tem nenhums fungd0. Alluz exerce uma influéncia preci- sa na fungdo da pineal. Durante o dia, ou sob permanente iluminagao artificial, a sintese de melatonina, 0 horménio da pineal, diminui. Por ou- to lado, & noite e no escuro a prodii- fo desse horménio aumenta, Isso nos lembra os fotodetectores eletrd- nicos ¢ 03 instrumentos sensiveis & luz. Os primeiros emitem corrente apenas quando nio em presenga de Inz, 2 08 tiltimos geram corrente s6 quando expostos ¢ iluminago. Influéncia da Luz Mas de que modo « glandula sabe quando ¢ dia ou noite, quando esté claro ou escuro? Uma teoria que ten- ta explicar esse fendmeno diz que os raios de luz captados pela retina pro- Maiores informacdes sobre os aspectos pst- ‘quieos da glindula pineal constam no lisra “Glndulas, 0 Espelho do Eu", de Onslow Wilson, PRD., F:R.C., CALP., editado pele Grande Loja do Brasil, AMORC. *René Descartes — {i6sofo, mistico, Ro- Sacruz e fundedor da matemética moder. na ~ referiase d gléidula pineal como | land connairenne, ou a. “tlandula do conhecimento”. Chamaraca também dea Sede aa sima ractonal, “Recional” sem da palevra latina “ratio” Endo & 0 conhecimento beseado em comparagio? — O Editor. O ROSACRUZ — JANEIRO/FEVEREIRO — 1986 Ihe sua verdadeira rissio na vida, ele ficou desconcertado, pois nfo era a confeceHo de artigos de couro. Serd que ele teria de abandonar sua nova ¢ prospera atividade comercial? Absolutamente no. Sua misstio apenas indicava que, quando nao es- tivesse envolto em suas ocupacces digrias do mundo material, havia tra- balho que ele podia realizar no mun- do psiquico. Conhecido pelos estu- dantes comuns como um homem de negécios, ele era, nfo obstante, um grande terspeuta psiquico. Contudo, quem 0 conhevesse na tua ou no tra: balho ndo suspeitava que ele estivesse reilizando outro trabalho mais im- portante Como & que paderemos saber 0 ‘que esti sendo feito pelos Membros realmente devotados da fraternidade, ‘05 quais podem deliberada ou incons- cientemente esconder 0 que esto fa- zendo? Por que sinais ¢ padrdes po- demos julgar 0s outros? Talvez co- hegamos alum Membro que pareca viver em circunstancias humildes, tentando cumprir seus compromissos materiais da melhor forma possivel, mas de nenhum modo parecido com (0 dos que consideramos senhores dos prinefpios da natureza. Talvez acredi- temos que nada the falte no mundo material, pois ele pode atrair e conse. guir tudo 0 de que necessite. Ele no deve ter nenhuma preocupa¢do co- mercial, pois algum tipo de magia re- solve todos 08 sous problemas. ‘As pessoas ndo pervebem que maior preocupagio dese homem é algum trabalho secreto ow sigiloro, por ele sealizado com sucesso © po- der. Nao obstante, no campo mate- rial, ele se esforga por vencer condi- Ges que destruiriam qualquer pessoa que no tivesse conhecimento das leis e6smicas, Os outros podem no saber que uum meédico, que parece ter sucesso apenas parcial cm sue profissio, este- ja tealizando experimentos em seu laboratério ¢ devotando a esse traba- Iho particular mais tempo que a seu trabalho publico. Pode ser também que um operdrio duma inddstria (eu jo trabalho humilde pode ser visto como uma perda de tempo) é um eiado © hd anos vem trabalhando & noite num dispositive elétrico que se- ré uma contribuiggo a futuras con- quistas cientificas © Resacruz sabe que a fama é a menor ou a tltima recompensa que ele deve desejar a0 pensar em sua missao na vida. Sabe que deve seguir certos preceitos, que deve seguir cer- tos impulsos interiores. Quaisquer que sejam seus esforcos, fraquezas ¢ problemas na vida, hd certas coisas que ole deve fazer a dospoito de suas circunstincias materisis, Ele pode es- colher aceitar todas ou parte das opartunidades que Ihe sejam abertas Deve, portanto, esperar colher segun- do 0 que plantou Viver a vida de um Rosteruz signi fica seguir a lei conforme esta se apli- ca a0 indivicuo, Quando instituigoes teligiosastentaram estabelecer um conjunto de normss de conduta para todos, poucos as seguiram. A maioria se afastou das normas rigidas porque estas nZo se adaptavam a todos. Nifo se prescreve aos Rosacruzes uum tal padrfo de comportamento. A medica que conhece as leis cosmicas e sua relacdo pessoal para com elas como uma expresso individual do todo, 6 capaz de determinar qual 6a sua obrigacdo, Por adogdo pessoal, determina sua sorte nesta e em outras vidas. ‘Nunca saberemos quanto um ind viduo mudou o curso de sua vida, Nao conseguimos imaginar a exten- sio de seu softimento, esforco e luta contra obstéculos que considerarte- ‘mos insuperdveis. Jamais saberemos 0 que pode ele estar sacrificando para manter um contato ainda que parcial com a Ordem ¢ seus ensinamentos. Nao podemos saber 0 que 0 Césmico o inspira a fazer. Asseguremornos, porém, de que estamos fazendo 0 que o Mestre inte- rior nos mostra. Vivamos de acordo com nossa prépria Luz, fazendo 0 que sentimos ser 0 impulso divino, ainda que seja um trabalho humilde, aparentemente sem importancia e sem telagfo com 0 trabalho da Or dem, Entio poderemos estar seguros de que estamos vivendo a rerdadcira vida Rosacruz. Ngo teremos tempo de observar se 05 outros estdo viver- do a vida que achames deveriam vi- ver. Por nossos frutos seremos julgs- dos — ¢ 0s Mestres fardo a colleita, no nbs. A. {26] O ROSACRUZ — JAIVEIRO/FEVEREIRO — 1986