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Atividade sobre casos clínicos

1. Construa um heredograma de acordo com a descrição do caso clinico familiar.


2. Cite o Tipo de Herança (Monogênico, Poligênico, Complexo)
3. Se for Monogênico- dizer se é dominante ou recessivo.
4. Fatores de Riscos. Quando houver.
5. Se é autossômica ou ligada ao sexo.

CASO CLÍNICO 3

Histórias e Achados Físicos

S. M., uma mulher de 27 anos antes saudável, foi encaminhada a uma clínica de genética do
câncer por seu ginecologista após ter diagnosticado um câncer de mama. Ela estava
preocupada com o risco dos filhos desenvolverem câncer e com o seu risco de desenvolver
câncer ovariano. Sua mãe, duas tias maternas e o avô materno tinham câncer de mama. Sua
mãe também tinha tido câncer ovariano. Os achados do exame físico de S. M. eram marcantes
apenas por uma cicatriz em seu seio direito. O consultor genético explicou que a história
familiar de câncer de mama era indicativa de uma predisposição hereditária. Com base na
discussão que seguiu de prognóstico e riscos de recorrência, D. M. pediu que suas filhas de 6
e 7 anos fossem testadas. O consultor genético explicou que a decisão de fazer o teste
genético seria melhor se fosse deixada para quando as crianças fossem maduras o suficiente
para decidir sobre a utilidade de tais testes. Cinco parentes adultos decidiram fazer o teste
preditivo, e descobriu-se que quatro eram portadores da mutação. Uma destas quatro pessoas
fez uma mastectomia bilateral profilática e a outra fez uma salpingo-ooforectomia.

CASO CLÍNICO 4

História e Achados Físicos

P. P., uma banqueira de 38 anos mãe de três filhos, foi encaminhada a uma clínica de genética
do câncer por seu médico para obter informações sobre sua história familiar de câncer. Seu
pai, seu irmão, um sobrinho e uma sobrinha, um tio paterno e a avó paterna haviam
desenvolvido câncer colorretal com as idades de 47, 46, 40, 35, 80 e 40 anos,
respectivamente. Além disso, uma irmã havia tido câncer colorretal aos 26 anos e câncer
endometrial aos 43 anos. Uma tia paterna desenvolvera câncer endometrial aos 38 anos, e
outra tia paterna desenvolvera câncer de ovário aos 44 anos. P. P. não tinha uma história de
problemas médicos ou cirúrgicos. Os achados de seu exame físico eram normais. O geneticista
explicou a P.P. que a sua história familiar era sugestiva de câncer hereditário não-polipose do
cólon (HNPCC) e que o modo mais eficiente e efetivo para determinar a causa genética do
HNPCC em sua família era por meio do teste molecular de um membro vivo afetado. Após
alguma discussão com sua sobrinha, o único membro familiar afetado vivo, P.P. e sua sobrinha
voltaram à clínica para os testes. O teste de uma amostra arquivada do tumor do cólon da
sobrinha identificou uma instabilidade de microssatélite e, subsequentemente, uma mutação
germinativa em MLH1. P. P. não tinha a mutação. Portanto, o geneticista disse que seu risco e
o de seus filhos desenvolver câncer era similar ao da população em geral. Seu irmão não-
afetado tinha a mutação e continuou a fazer uma colonoscopia anual. O tio paterno que
desenvolvera câncer colorretal aos 80 anos não tinha a mutação.
Atividade sobre casos clínicos

1. Construa um heredograma de acordo com a descrição do caso clinico familiar.


2. Cite o Tipo de Herança (Monogênico, Poligênico, Complexo)
3. Se for Monogênico- dizer se é dominante ou recessivo.
4. Fatores de Riscos. Quando houver.
5. Se é autossômica ou ligada ao sexo.

CASO CLÍNICO 5

Histórias e Achados Físicos

Em um calmo final de tarde de verão, L. M., um menino de 5 anos antes saudável, apresentou-
se na emergência com febre, pálido, com taquicardia, taquipnéia e respondendo minimamente.
Sob outros aspectos, os achados de seu exame físico eram normais. Na manhã anterior à
apresentação, ele estava com boa saúde, mas durante a tarde desenvolveu dor abdominal, dor
de cabeça e febre. No final da tarde ele estava com taquipnéia e incoerente ele não tinha
ingerido nenhuma medicação ou toxina conhecida e os resultados da triagem toxicológica da
urina foram negativos. Os resultados de outros testes laboratoriais mostraram uma intensa
hemólise não-imune intravascular e hemoglobinúria após a ressucitação, L. M. foi internado no
hospital. A hemólise resolveu-se sem outra intervenção. L. M. era de origem grega. Seus pais
não tinham conhecimento de história familiar de hemólise, embora sua mãe tivesse alguns
primos na Europa com um “problema sangüíneo”. Uma investigação posterior revelou que, na
manhã anterior a internação, L. M. tinha comido feijões de fava no jardim enquanto sua mãe
estava trabalhando no quintal. O médico explicou aos genitores que L. M. provavelmente tinha
deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) e por causa disso tinha ficado doente
após ingerir fava. A dosagem subseqüente da atividade eritrocitária de G6PD de L. M.
confirmou que tinha deficiência de G6PD. Os genitores foram informados quanto ao risco de L.
M. fazer uma hemólise aguda após a exposição a algumas drogas e toxinas e receberam uma
lista de compostos que L. M. deveria evitar.

CASO CLÍNICO 6

Histórias e Achados Físicos

F. C., um pai de 45 anos de idade com diabetes melito de manifestação tardia, foi
encaminhado a uma clínica de endocrinologia para informações quanto ao risco de seu filho ter
diabetes. F. C. desenvolveu intolerância à glicose (incapacidade de manter níveis normais de
glicose sanguínea após a ingestão de açúcar) aos 39 anos e heperglicemia de jejum aos 45
anos. Ele não tinha uma história de outros problemas médicos ou cirúrgicos. Os achados de
seu exame físico foram normais, exceto por uma moderada obesidade abdominal. Ele tinha 5
filhos com duas mulheres. Um filho de cada uma delas desenvolveu diabetes melito
dependente de insulina (IDDM) antes dos 10 anos. Sua irmã desenvolveu IDDM quando
criança e morreu durante a adolescência de cetoacidose diabética. O geneticista explicou que,
em vista de sua história familiar, F. C. podia ter a forma mais tardia de IDDM e que sua atual
diabetes não-insulino-dependente provavelmente era antecedente ao desenvolvimento de
IDDM. Após discutir as possíveis causas e fatores prognósticos do desenvolvimento de IDDM,
F.C. decidiu, com seus filhos, participar de um protocolo de pesquisa do estudo da prevenção
de IDDM. Como parte deste estudo, ele e seus filhos foram testados para anticorpos
antiilhotas. Tanto ele quanto uma filha não-afetada tinham altos títulos de anticorpos
antiilhoras. A filha também tinha um teste anormal de tolerância à glicose, mas não
hiperglicemia de jejum. Como parte do protocolo de estudo, F. C. e sua filha receberam doses
baixas de injeções de insulina.
Atividade sobre casos clínicos

1. Construa um heredograma de acordo com a descrição do caso clinico familiar.


2. Cite o Tipo de Herança (Monogênico, Poligênico, Complexo)
3. Se for Monogênico- dizer se é dominante ou recessivo.
4. Fatores de Riscos. Quando houver.
5. Se é autossômica ou ligada ao sexo.

CASO CLÍNICO 7

Histórias e Achados Físicos

M. P., um índio Pima saudável de 38 anos de idade, pediu informação sobre seu risco de
desenvolver diabetes melito não-insulino-dependente (NIDDM), uma doença que afeta quase
50% do povo Pima por volta dos 35 anos de idade. Ambos os seus genitores tinham tido
NIDDM. Seu pai morrera aos 60 anos de infarto do miocárdio e sua mãe aos 55 anos, de
insuficiência renal. Seus avós paternos e uma irmã mais velha também tinham NIDDM, mas ele
e seus quatro irmãos mais jovens não tinham a doença. Os achados do exame físico de M. P.
eram normais exceto por uma leve obesidade. Ele tinha um nível sanguíneo de glicose em
jejum normal, mas um nível sanguíneo elevado de insulina e níveis sanguíneos de glicose
anormalmente altos após uma sobrecarga oral de glicose. Estes resultados eram compatíveis
com um antecedente para NIDDM. O médico avisou a M. P. para mudar seu estilo de vida, de
modo que perdesse peso e aumentasse sua atividade física. M. P. reduziu acentuadamente
seu consumo dietético de gordura, começou a ir para o trabalho de bicicleta e a fazer
caminhadas três vezes por semana. Seu peso diminuiu 10 kg e sua tolerância à glicose e nível
de insulina sanguínea ficaram normais.

CASO CLÍNICO 8

Histórias e Achados Físicos

A.Y. era um menino de 6 anos de idade encaminhado por um pequeno retardo de


desenvolvimento. Ele tinha dificuldade para subir escadas, correr e participar de atividades
físicas vigorosas. Ele tinha tanto a força quanto a resistência diminuídas. Seus genitores, dois
irmãos e uma irmã eram todos saudáveis. Nenhum outro membro da família era similarmente
afetado. Ao exame, ele tinha dificuldade para subir na mesa de exame, um sinal de Gowers
(uma seqüência de manobras para se levantar do chão, Fig. C.8), fraqueza proximal, um andar
oscilante, tendões calcâneos rígidos e aumento da panturrilha. Seu nível de creatina cinase
(CK) estava 50 vezes maior que o normal. Em função da história, dos achados do exame físico
e do nível fortemente elevado de CK sugerirem uma miopatia, A. Y. foi encaminhado a uma
clínica de neurogenética para uma melhor avaliação. Os resultados de sua biópsia muscular
mostraram uma acentuada variação no tamanho das fibras musculares, necrose de fibras,
proliferação de tecido gorduroso e conjuntivo e ausência de coloração para distrofina. Com
base nestes resultados, a condição de A.Y. recebeu um diagnóstico de distrofia muscular
Duchenne (DMD) e ele foi testado quanto a deleções do gene de distrofina. Observou-se que
ele tinha uma deleção dos exos 45 a 48. Os testes subseqüentes mostraram que sua mãe era
portadora. A família foi informada de que o risco de filhos afetados era de 50%, o risco de filhas
afetadas era baixo, mas dependia de desvios de inativação do X, e o risco de filhas portadoras
era de 50%. Como sua condição de portadora a colocava em alto risco de complicações
cardíacas, a mãe foi encaminhada para uma avaliação cardíaca.
Atividade sobre casos clínicos

1. Construa um heredograma de acordo com a descrição do caso clinico familiar.


2. Cite o Tipo de Herança (Monogênico, Poligênico, Complexo)
3. Se for Monogênico- dizer se é dominante ou recessivo.
4. Fatores de Riscos. Quando houver.
5. Se é autossômica ou ligada ao sexo.

CASO CLÍNICO 9

Histórias e Achados Físicos

L. W. era uma mulher idosa com demência. Oito anos antes de sua morte, ela e sua família
notaram um déficit de sua memória a curto prazo. Inicialmente, atribuíram isto ao esquecimento
dos idosos. Seu declínio cognitivo continuou, entretanto, e progressivamente interferiu em sua
habilidade de dirigir, fazer compras e manter a casa. L. W. não tinha achados sugestivos de
doença de tireóide, deficiência de vitaminas, tumor cerebral, intoxicação por drogas, infecção
crônica, depressão ou derrames. As imagens de ressonância magnética de seu cérebro
mostraram uma atrofia cortical difusa. O irmão de L. W., seu pai e dois outros parentes
paternos tinham morrido com demência aos setenta e poucos anos. Um neurologista explicou a
L. W. e sua família que o envelhecimento normal não está associado a um acentuado declínio
de memória ou julgamento e que a cognição em declínio, com distúrbio do comportamento e
prejuízo do funcionamento diário, sugeria um diagnóstico clínico de demência familiar,
possivelmente doença de Alzheimer (AD). A suspeita de AD foi apoiada por seu genótipo de
apolipoproteína E: ٤4/4. A condição de L. W. deteriorou-se rapidamente durante o ano seguinte
e ela morreu de desnutrição aos 75 anos de idade. Sua autópsia confirmou o diagnóstico de
AD.

CASO CLÍNICO 10

História e Achados Físicos

Durante os últimos anos, J T, uma mulher de 18 anos de idade, notou um declínio progressivo
em sua força, resistência e habilidade para correr e andar. Ela também se queixou de
freqüentes câimbras nas pernas, exacerbadas pelo frio, e de uma recente dificuldade para
passar por cima de objetos e subir escadas Ela não se recorda de nenhuma doença
precedente ou de uma história sugestiva de um processo inflamatório. Nenhum outro membro
da família tem problemas similares ou um distúrbio neuromuscular. Ao exame, I.T. era magra a
tinha atrofia da parte inferior das pernas, leve fraqueza de extensão e flexão do tornozelo,
ausência de reflexos do tornozelo, reflexos patelares reduzidos, um andar eqüino e aumento
dos nervos peroneais. Ela apresentava dificuldade para andar sobre os dedos e não podia
andar sobre os calcanhares. Sob outros aspectos, os achados de seu exame eram normais.
Como parte de sua avaliação, o neurologista solicitou vários estudos, incluindo velocidades de
condução nervosa (NCV). Os resultados de uma subseqüente biópsia de nervos mostrou
desmielinização segmentar, hipertrofia da bainha da mielina (envolvimento redundante das
células de Schwann ao redor das fibras nervosas) a nenhuma evidência de inflamação. O
neurologista explicou que estes resultados eram fortemente sugestivos de uma neuropatia
desmielinizante tal como a doença de Charcot-Marie-Tooth tipo I (CMT I), também conhecida
como neuropatia hereditária motora e sensorial tipo
I.
Atividade sobre casos clínicos

1. Construa um heredograma de acordo com a descrição do caso clinico familiar.


2. Cite o Tipo de Herança (Monogênico, Poligênico, Complexo)
3. Se for Monogênico- dizer se é dominante ou recessivo.
4. Fatores de Riscos. Quando houver.
5. Se é autossômica ou ligada ao sexo.

CASO CLÍNICO 11

História e Achados Físicos

M. P., um homem de 45 anos de idade, apresentou-se inicialmente com um declínio de


memória e concentração. À medida que sua função intelectual se deteriorou durante o ano
seguinte, ele desenvolveu movimentos involuntários nos dedos e artelhos, bem como
distorções faciais. Ele estava ciente de sua condição e ficou deprimido. Ele havia sido saudável
antes e não tinha uma história de nenhum parente afetado de modo semelhante Seus
genitores haviam morrido na década dos 40 anos em um acidente de automóvel. M. P. tinha
uma filha saudável. Após uma extensa avaliação, o neurologista diagnosticou a condição de
M.P. como doença de Huntington (HD). O diagnóstico de HD foi confirmado por urna análise de
DNA que mostrou 43 repetições CAG em um de seus alelos HD (normal, < 26). Os testes pré-
sintomáticos na filha de M P mostraram que ela também tinha herdado o alelo mutante de HD
(Fig. C. 11). Ambos receberam ampla informação.

CASO CLÍNICO 12

História e Achados Físicos

R.T. e ST, uma dupla de judeus Ashkenazi, foram encaminhados a uma clínica de genética
para avaliação de seu risco de ter um filho com doença de Tay-Sachs. S. T. tinha uma irmã que
morreu de Tay-Sachs quando criança. RT. tinha um tio paterno
vivendo em uma instituição psiquiátrica, mas ele não sabia que doença seu tio tinha. Sob
outros aspectos, a história familiar era normal. Tanto R. T. quanto S. T. tinham se recusado a
fazer uma triagem para a condição de portador de Tay-Sachs quando adolescentes. Os testes
enzimáticos mostraram que tanto R T. quanto S.T. tinham atividade extremamente reduzida de
hexosaminidase A. A análise molecular subseqüente das mutações HEXA predominantes em
judeus Ashkenazi confirmou que S. T. tinha uma mutação causadora da doença, enquanto R.
T. tinha uma pseudo-deficiência alélica, mas não a mutação causadora da doença.

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