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Processo Penal| Material de Apoio

Professor Rodrigo Sengik

TEORIA GERAL DAS PROVAS

No CPP, o tema está nos artigos 155 a 157:


Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não
podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas
as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.
Parágrafo único. Somente quanto ao estado das pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil.
Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício:
I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas urgentes e
relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida;
II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida
sobre ponto relevante.
Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas
em violação a normas constitucionais ou legais.
§ 1o São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade
entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.
§ 2o Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da
investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova.
§ 3o Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão
judicial, facultado às partes acompanhar o incidente.
§ 4º vetado
Lembre-se, ainda, dos Artigos 5º e 93 da CF!

CONCEITOS IMPORTANTES

Prova é todo elemento de convicção produzido sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. Sua finalidade é
influenciar no convencimento do Juiz processante, que tem o dever constitucional de motivar sua decisão com base
no que lhe for apresentado pelas “partes” da AP, podendo ele próprio complementar o arcabouço probatório, se
assim for necessário na busca pela verdade.
Disso, tiramos dois Princípios importantes: Princípio da Imediaticidade (da Identidade Física do Juiz) e o Princípio da
Busca pela Verdade.
Para a gente bem compreender o tema, é preciso conhecer alguns termos.
O que são elementos de informação?
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Mas há provas que são produzidas durante o IP?
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O que são presunções?
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Quais os dois tipos de presunções?
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O que são indícios (provas indiretas)?
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Os indícios podem condenar?


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O QUE SE DEVE PROVAR E O QUE NÃO É PRECISO PROVAR DURANTE O PROCESSO

De forma genérica, podemos dizer que é preciso provar as alegações que são feitas durante o processo. Assim, cada
parte deve demonstrar aquilo que alegar nos autos. Porém, há alegações que não precisam ser demonstradas.
Atenção a elas;
1 ) fatos inúteis;
2) Direito Federal;
3) fatos axiomáticos;
4) fatos notórios;
5) presunções.
E o Direito local?
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E o estado de pessoas?
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E os fatos incontroversos? Fatos incontroversos são aqueles que foram alegados, mas não controvertidos pela outra
parte, isto é, alegações em face das quais a outra parte ficou em silêncio. Eles precisam ser provados?
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DESTINATÁRIOS DAS PROVAS

A prova visa a influenciar no julgamento do Juiz, logo, ele é seu destinatário imediato. Elas servirão para a
fundamentação da decisão judicial, eis que, de acordo com a CF, toda decisão judicial tem de ser fundamentada. Isso
permite a divulgação dos motivos da decisão e, por decorrência, possibilita a apresentação de recursos pelas partes
(recorribilidade das decisões judiciais) – lembre-se, sempre, que adotamos o Princípio do Duplo Grau de Jurisdição.
Mas só o Juiz é destinatário das provas?
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Eis um dos motivos pelo qual dizemos que adotamos o Princípio da Aquisição Processual das Provas ou da
Comunhão das Provas. O que esse Princípio nos informa?
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Hoje, ele está no artigo 371 do CPC:
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver promovido, e
indicará na decisão as razões da formação de seu convencimento.
ÔNUS DA PROVA
O que é ônus da prova? É uma obrigação das partes?
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Como ele se distribui no Processo Penal (de acordo coma maioria da jurisprudência e doutrina)?
A acusação prova:
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A defesa prova:
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Isso está no artigo 373 do CPC:
Art. 373. O ônus da prova incumbe:
I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.

E o Juiz? O Juiz tem ônus de provar alguma coisa? Não! O Juiz não tem ônus probatório. Ele tem iniciativa probatória,
que são coisas diferentes. Veja quando o Juiz pode, de acordo com o artigo 156 CPP, produzir provas de ofício.

OBJETOS, FONTES E MEIOS DE PROVA

O que são objetos de prova?


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O que são fontes de prova?
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O que são meios de prova?
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O que são meios de obtenção de provas?
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O que são provas nominadas?
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E as provas inominadas?
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As provas típicas são aquelas cujo procedimento está previsto em lei (ex: a interceptação telefônica, que é nominada
e típica). Atípicas são aquelas que não possuem procedimento definido em lei (ex: reconstituição do crime, que é
uma prova nominada e atípica).
Temos, ainda, as provas anômalas e as irrituais. Anômala é a prova usada para fins diversos dos quais ela foi criada.
Irritual é a prova colhida em desacordo com o modelo previsto em lei. Nenhuma delas costuma vir em nossas
provas. Logo, fique com as provas nominadas e inominadas, que é a que costuma ser cobrada da gente.
Qual o valor das provas?
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Dentro desse contexto existe um Princípio muito importante: o Princípio da Liberdade Probatória. O que informa
esse Princípio?
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Limitações à liberdade probatória
Apesar de viger a liberdade probatória, existem situações em que o CPP aponta a necessidade de se apresentar um
tipo de prova específico (são resquícios do Sistema da Prova Tarifada ou da Prova Legal). São eles: estado de pessoa

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e o exame de corpo de delito. E as provas ilícitas? Nesse caso, também há limitação à liberdade probatória, pois, em
regra, não podemos usar provas ilícitas.
E o que é serendipidade?
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PROVA EMPRESTADA

Existem muitas lendas acerca da prova emprestadas, mas ela é bem simples. Não se assuste! Grave apenas:
1) ela tem o mesmo valor da prova originária;
2) ela é transladada de um processo para o outro através de certidão, logo, tem forma de documento;
3) só pode ser usada contra pessoa que foi parte no processo originário, eis que é preciso ter havido contraditório e
ampla defesa na sua confecção (ou sequer será prova);
4) pode ser usada no PAD.
5) está prevista no artigo 372 do CPC:
Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-lhe o valor que
considerar adequado, observado o contraditório.

SISTEMAS DE VALORAÇÃO DA PROVA

Sistema da íntima convicção do Juiz:


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Sistema da prova tarifada (da prova legal)
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Sistema do livre convencimento motivado (da persuasão racional)
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Não os confunda com os Sistemas Processuais, que você está cansado de saber, mas vamos ao quadrinho retirado
do Professor Renato Brasileiro de Lima:
Sistema Inquisitivo Sistema Acusatório
Concentração de Há separação de
poderes (a autoridade funções (de onde vem o
acusa e julga) Princípio da Inércia de
Jurisdição e a atividade
probatória subsidiária
do Juiz)
Desequilíbrio entre as Equilíbrio entre as
partes partes
Não há contraditório Há contraditório e
nem ampla defesa (mas ampla defesa
há defesa)
Sigilo Publicidade
Coisa julgada formal Coisa julgada material
(em regra) (em regra)
Caracteriza o IP Caracteriza a AP

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TEORIA DAS PROVAS ILEGAIS

Volte ao começo desse material e releia o artigo 157 do CPP!


O que são provas ilícitas (para a maioria)?
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O que são provas ilegítimas?
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O que diz Teoria da Prova Ilícita por Derivação (do fruto da árvore envenenada)?
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Qual é o destino comum das provas ilícitas (é definido pelo Direito de Exclusão)?
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Mas a prova ilícita não deverá ser destruída em 3 situações básicas. Quais?
1)__________________________________________________________________________________
2)__________________________________________________________________________________
3)__________________________________________________________________________________
Limitações da ilicitude das provas
Teoria da prova independente
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Teoria da descoberta inevitável
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Obs.: existem mais um milhão de teorias atinentes a esse tema. Todas elas dizem respeito à quebra ou
enfraquecimento do nexo de causalidade entre a ilicitude a produção da prova em si. Porém, apenas essas duas
costumam vir em nossos concursos – não lote sua memória com o que tem pouca probabilidade de cair!

PRINCÍPIOS IMPORTANTES NO QUE SE REFERE ÀS PROVAS

1) Princípio do Contraditório, que você já conhece muito bem.


2) Princípio da Ampla Defesa, que você também já sabe.
3) Princípio da Oralidade (e os subprincípios da concentração e da imediação), diz que, no máximo possível, as
provas são produzidas de forma oral, diante do Juiz (imediaticidade ou presença física do Juiz) e numa só audiência,
chamada de audiência una de instrução e julgamento (concentração dos atos probatórios).
4) Princípio da Publicidade, que afirma que, em regra, a atividade probatória é realizada publicamente. Ademais,
cabe ao Juiz analisar as provas, todas, na sentença, de modo a demonstrar os motivos de sua decisão (logo, os
motivos da condenação ou absolvição são públicos, que permite a recorribilidade das decisões judiciais).
5) Princípio da Autorresponsabilidade das Partes, que nos informa que cabe às partes a atividade probatória
fundamental, sendo delas os ônus e bônus decorrentes do que provar ou não.
6) Princípio da Não-autoincriminação (nemo tenetur se detegere), de onde surge o direito ao silêncio, de não
praticar qualquer comportamento ativo que possa lhe incriminar, e de não permitir a prática de provas invasivas.
7) Princípio da Busca pela Verdade (real), que nos lembra que, em Direito Processual Penal, tratamos de direitos
indisponíveis (liberdade do acusado, por exemplo), de forma que o Juiz não deve se dar por satisfeito com a verdade
formal; ele deve sempre buscar a realidade dos fatos.
8) Princípio da Aquisição Processual da Prova, que afirma que a prova produzida nos autos, seja pela acusação, seja
pela defesa, seja pelo Juiz, a todos aproveita, eis que ela não tem dono. A prova é para o processo.
9) Princípio da Presunção de Inocência, que informa que o acusado deve ser tratado como inocente até que, de
acordo com o CPP, haja decisão definitiva acerca da sua culpabilidade (trânsito em julgado da sentença penal
condenatória). Apenas tenha atenção ao STF que definiu que tal presunção dura somente até o Acórdão
condenatório (ou seja, até a decisão de 2º Grau que confirme a condenação).
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10) Princípio da Inadimissibilidade das Provas Ilícitas, que diz que provas ilícitas não podem ser admitidas no
processo, devendo, em regra, serem desentranhadas e inutilizadas.
11) Princípio da Liberdade Probatória, que nos informa que, se a prova não for ilícita, imoral ou antiética, ela poderá
ser usada no processo penal, ainda que não esteja prevista no CPP (podemos usar qualquer meio de provas, e não
apenas os nominados).
EXERCÍCIOS

1) Ano: 2010Banca: VUNESP Órgão: APMBB Prova: Tecnólogo de Administração Policial Militar. Toda circunstância,
fato ou alegação referente ao litígio sobre os quais pesa incerteza, e que precisa ser demonstrado perante o juiz,
para o deslinde da causa, consiste em
a) meio de prova.
b) objeto da prova.
c) prova do direito.
d) prova proibida.
e) prova emprestada.

2) Ano: 2015Banca: VUNESP Órgão: PC-CE Prova: Escrivão de Polícia Civil de 1a Classe. Segundo o disposto no Código
de Processo Penal, consideram-se indícios:
a) a circunstância conhecida, mas ainda não provada que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-
se a existência de outra ou outras circunstâncias.
b) o conjunto dos meios de prova de autoria e materialidade que autorize o oferecimento da denúncia por parte do
Ministério Público
c) a circunstância conhecida e provada que, tendo relação com o fato, autorize o indiciamento do investigado.
d) a circunstância conhecida e provada que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência
de outra ou outras circunstâncias.
e) o conjunto dos elementos de prova de autoria e materialidade que autorize o oferecimento da denúncia por parte
do Ministério Público.

3) Ano: 2015Banca: FUNIVERSA Órgão: SEGPLAN-GO Prova: Perito Criminal. Acerca dos indícios, dos peritos e dos
intérpretes, assinale a alternativa correta.
a) Inexiste vedação legal para exercer a função de perito para quem tiver prestado depoimento no processo ou
opinado anteriormente a respeito do objeto da perícia.
b) Os intérpretes não se equiparam aos peritos, haja vista possuírem funções diferentes no processo penal.
c) Às partes é permitido intervir na nomeação do perito.
d) As presunções e os indícios são provas diretas.
e) Indício é todo e qualquer fato, sinal, marca ou vestígio, conhecido e provado, que, por sua relação necessária ou
possível com outro fato, que se desconhece, prova ou leva a presumir a existência deste último.

4) Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: PC-RN Prova: Delegado de Polícia. Acerca do objeto da prova, assinale a opção
correta.
a) Os fatos são objeto de prova, e nunca o direito, pois o juiz é obrigado a conhecê-lo.
b) Os fatos axiomáticos dependem de prova.
c) Presunção legal é a afirmação da lei de que um fato é existente ou verdadeiro, independentemente de prova.
Entretanto, o fato objeto da presunção legal pode precisar de prova indireta, ou seja, pode ser necessário
demonstrar o fato que serve de base à presunção, que, uma vez demonstrado, implica que o fato probando (objeto
da presunção) considera-se provado.
d) No processo penal, os fatos não-impugnados pelo réu (fatos incontroversos) são considerados verdadeiros.
e) As verdades sabidas dependem de prova.

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5) Ano: 2013 Banca: MPM Órgão: MPM Prova: Promotor de Justiça Militar. QUANTO AOS ATOS PROBATÓRIOS É
CORRETO AFIRMAR QUE:
a) Os fatos axiomáticos ou intuitivos e os fatos notórios independem de prova;
b) A prova ilícita por derivação, quando as informações sobre circunstâncias de fato ou de pessoas sejam verazes, é
admitida em prol da sociedade;
c) É facultada a apresentação de documentos em qualquer fase do curso do processo;
d) Os atos do processo são expressos na língua nacional, salvo documentos expressos em língua estrangeira.

6) Ano: 2013Banca: VUNESP Órgão: TJ-RJ Prova: Juiz. Assinale a alternativa correta a respeito das provas processuais
penais.
a) A regulamentação dos meios de prova feita pelo Código de Processo Penal é taxativa, não sendo admitidas provas
atípicas ou inominadas.
b) O Código de Processo Penal não admite, nem mesmo excepcionalmente, a “prova tarifada” como sistema de
apreciação da prova.
c) A teoria dos “frutos da árvore envenenada” está positivada em nossa legislação infraconstitucional.
d) Fatos axiomáticos são os que dependem de prova.

7) Ano: 2005 Banca: CESPE Órgão: TRE-MT Prova: Analista Judiciário - Área Judiciária. Sabendo-se que a busca da
verdade real e o sistema do livre convencimento do juiz, que conduzem ao princípio da liberdade probatória, levam
a doutrina a concluir que não se esgotam nos artigos 158 e 250 do Código de Processo Penal os meios de prova
permitidos na legislação brasileira, conclui-se que a previsão legal não é exaustiva, mas exemplificativa, sendo
admitidas as chamadas provas inominadas. A respeito desse assunto, assinale a opção correta.
a) Ilícitas são as provas que contrariam normas de direito processual.
b) Ilegítimas são as provas que contrariam normas de direito material.
c) Admite-se, no ordenamento jurídico pátrio, a obtenção de provas por meios ilícitos, mas não ilegítimos.
d) Admite-se, no ordenamento jurídico pátrio, a obtenção de provas por meios ilegítimos, mas não ilícitos.
e) Ilícitas são as provas que afrontam norma de direito material.

8) Ano: 2013Banca: VUNESP Órgão: TJ-RJ Prova: Juiz. Assinale a alternativa correta a respeito das provas processuais
penais.
a) A regulamentação dos meios de prova feita pelo Código de Processo Penal é taxativa, não sendo admitidas provas
atípicas ou inominadas.
b) O Código de Processo Penal não admite, nem mesmo excepcionalmente, a “prova tarifada” como sistema de
apreciação da prova.
c) A teoria dos “frutos da árvore envenenada” está positivada em nossa legislação infraconstitucional.
d) Fatos axiomáticos são os que dependem de prova.

9) Ano: 2011Banca: FUMARC Órgão: PC-MG Prova: Delegado de Polícia. Sobre a prova no processo penal brasileiro é
INCORRETO afirmar:
a) A prova sobre o “estado das pessoas” deve observar restrições estabelecidas na lei civil.
b) A confissão deve ser cotejada com outros elementos de convicção.
c) A narcoanálise constitui método para obtenção de informações úteis à moderna investigação policial.
d) O juiz pode determinar a realização de prova mesmo antes de iniciada a ação penal.

10) Ano: 2009 Banca: FCC Órgão: TJ-AP Prova: Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados. No
processo penal, a prova
a) deverá ser produzida pelas partes, vedado ao juiz determinar, de ofício, a produção de qualquer outra prova.
b) quanto ao estado das pessoas, assim como todas as provas no processo penal, observarão as restrições
estabelecidas na lei civil.
c) da alegação incumbirá a quem a fizer.
d) ilícita deve ser analisada em conjunto com as lícitas, podendo servir de base para a condenação se estiver em
consonância com estas.

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e) pericial, consistente no exame de corpo de delito e outras perícias, será realizada por perito oficial, portador de
curso superior, ou, na sua falta, por três pessoas idôneas, portadoras de curso médio completo.

11) Ano: 2008Banca: PGR Órgão: PGR Prova: Procurador da República. ENTENDE-SE POR ENCONTRO FORTUITO DE
PROVA:
a) o mesmo que por prova emprestada;
b) o uso de uma mesma prova, achada por acaso, em várias investigações;
c) a obtenção de prova de uma infração a partir da busca regularmente autorizada para investigação de outro crime;
d) a harmonização fortuita de provas em casos diversos.

12) Ano: 2017Banca: IBADE Órgão: PC-AC Prova: Delegado de Polícia Civil. No curso de uma interceptação telefônica
que apurava a prática dos crimes de associação para o tráfico, bem como o crime de tráfico de drogas, foi
descoberto que os mesmo criminosos também eram responsáveis por diversos outros crimes na região, como
homicídios e roubos. Este encontro fortuito de elementos probatórios em relação a outros fatos delituosos é
denominado pela doutrina e jurisprudência como Teoria da(o):
a) nexo causal atenuado.
b) fonte independente.
c) serendipidade.
d) exceção da descoberta inevitável.
e) aparência.

13) Ano: 2014Banca: UFMT Órgão: MPE-MT Prova: Promotor de Justiça. Em relação à prova no processo penal,
analise as assertivas abaixo.
I - No ordenamento jurídico em vigor, não remanescem exceções em relação ao sistema do livre convencimento
motivado, não se aplicando, em qualquer hipótese, os sistemas da íntima convicção e da prova tarifada.
II - O Código de Processo Penal adotou, como regra, o livre convencimento do juiz fundamentado na prova produzida
sob o crivo do contraditório.
III - Rege a produção probatória no sistema processual penal brasileiro os seguintes princípios: princípio do
contraditório, princípio da comunhão da prova, princípio da oralidade, princípio da autorresponsabilidade das partes
e princípio da não autoincriminação.
IV - Iterativamente, o Superior Tribunal de Justiça vem compreendendo que é possível a utilização de prova
emprestada no processo penal, desde que ambas as partes dela tenham ciência e que sobre ela seja possibilitado o
exercício do contraditório.
Estão corretas as assertivas:
a) I, II e IV, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) I e III, apenas
d) II e IV, apenas.
e) II, III e IV, apenas.

14) Ano: 2014Banca: IADES Órgão: TRE-PA Prova: Analista Judiciário - Área Judiciária. Especificamente em relação ao
direito brasileiro, é correto afirmar que o Código de Processo Penal adotou, como regra, quanto aos sistemas de
apreciação das provas
a) O sistema do livre convencimento motivado ou persuasão racional.
b) O sistema da íntima convicção.
c) O sistema da prova tarifada ou certeza moral do legislador.
d) O sistema religioso ou ordálio.
e) Nenhuma das alternativas anteriores, já que o Juiz, sendo o destinatário das provas, está sujeito tão somente ao
princípio da legalidade. Em razão disso, ao valorar as provas, poderá seguir quaisquer dos sistemas acima, inclusive
mesclando-os.

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15) Ano: 2012Banca: CESPE Órgão: PC-AL Prova: Escrivão de Polícia. O CPP não admite as provas ilícitas,
determinando que devem ser desentranhadas do processo as obtidas com violação a normas constitucionais ou
legais, inclusive as derivadas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras ou quando
as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente.

16) Ano: 2013Banca: MPE-SC Órgão: MPE-SC Prova: Promotor de Justiça. São inadmissíveis, devendo ser
desentranhadas do processo, as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade
entre umas e outra, ou quando puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras, considerada aquela
que, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir
ao fato objeto de prova.

17) Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: PEFOCE Prova: Todos os Cargos. Acerca da prova criminal, julgue os itens
seguintes. A confissão obtida mediante tortura e as provas dela derivadas são ilegítimas e devem ser
desentranhadas dos autos, ainda que não se tenha evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, em
estrita observância à garantia do devido processo legal.

GABARITO
1.B 2.A 3.E 4.C 5.A 6.C 7.E 8.C 9.C 10.C 11.C 12.C 13.E 14.A 15.CORRETA 16.CORRETA 17.ERRADA

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