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AlfaCon Concursos Públicos

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Regime Jurídico Único����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Cargo, Emprego e Função Pública�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Cargo em Comissão e Função de Confiança�������������������������������������������������������������������������������������������������������������2

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
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Regime Jurídico Único


A Constituição Federal de 1988 trouxe o chamado regime jurídico único, isto é, cada ente da
Administração Pública deveria optar qual o regime jurídico que seria adotado para reger a relação
com seus servidores. Nesse caso, os entes deveriam escolher entre o regime estatutário e o celetista
(regido pela CLT).
Contudo, com a Emenda Constitucional 19 de 1998, houve a extinção da obrigatoriedade do
regime jurídico único, com a intenção de preservar o regime estatutário para as carreiras típicas do
Estado (como os cargos de analistas, policiais, fiscais etc.) e utilizar o regime celetista para as demais
carreiras (como professores, motoristas etc.).
Em 02 de Agosto de 2007, o STF suspendeu a eficácia desse artigo, voltando a valer a sua redação
original, retornando, dessa forma, para a obrigatoriedade do regime jurídico único. Assim, atual-
mente o que vigora é o regime jurídico único, em que cada ente deve seguir o regime celetista ou
estatutário, mas jamais ambos.
Encontramos como regra geral o regime estatutário no âmbito da Administração Direta, au-
tárquica e fundacional. Já o regime celetista é adotado na esfera das empresas públicas e sociedades
de economia mista. Vale atentar que no caso dos dirigentes das empresas públicas e sociedades de
economia mista, por serem titulares de um cargo em comissão, estaremos diante de servidores esta-
tuários (não regidos pela CLT, mas sim por um estatuto).

Cargo, Emprego e Função Pública


Os cargos, os empregos e as funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os re-
quisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.
Desse modo, ante a previsão constitucional, notamos que os cargos públicos são acessíveis aos
brasileiros (natos ou naturalizados). Entretanto, é incorreto afirmar que um estrangeiro jamais
poderá ter acesso a um cargo público, pois, caso haja lei prevendo tal hipótese, poderá haver o provi-
mento de determinados cargos por eles. Como exemplo, temos o Art. 5 da Lei 8.112/90, que prevê, no
âmbito federal, alguns cargos que podem ser preenchidos por estrangeiros:
Art. 5º, § 3º As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover
seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimen-
tos desta Lei.
Encontramos a exigência de concurso público no Art. 37 da CF, que diz:
II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de
provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na
forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração.
O preenchimento de cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos, cuja variação se dará de acordo com a natureza e a com-
plexidade do cargo ou emprego, nos termos da lei. Entretanto, tratando-se de cargos em comissão,
a CF prevê que eles são de livre nomeação e exoneração (ad nutum), isto é, prescindem de concurso
público para seu preenchimento.
Cargo em Comissão e Função de Confiança
Em ambas as situações, temos o livre preenchimento e a livre dispensa a critério da autoridade
competente (não precisa de concurso, assim como a dispensa também pode ser feita livremente). Do
mesmo modo, tanto no cargo em comissão, quanto na função de confiança, encontramos funções
de direção, chefia ou assessoramento, que serão desempenhadas por seus titulares (é diferente de um
cargo efetivo, que se presta ao desempenho de atribuições técnicas).
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
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A diferença reside nas pessoas que podem ocupar o cargo em comissão e a função de confiança.
Nos termos da CF, as funções de confianças serão exercidas exclusivamente por servidores ocupantes
de cargo efetivo, enquanto os cargos em comissão poderão ser desempenhados por servidores titulares
de cargos efetivos ou não, isto é, em alguns casos, teremos cargos em comissão sendo preenchidos por
particulares (já as funções de confiança somente podem ser preenchidas por servidores efetivos).
A Constituição Federal também estabelece que os cargos comissionados serão preenchidos por
servidores de carreira nos casos, nas condições e nos percentuais mínimos previstos em lei.
Art. 37, V – as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo,
e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
Cargo Público Efetivo e Emprego Público
→→ Desempenho de atribuições técnicas;
→→ Preenchidos exclusivamente mediante aprovação em concurso público.
Cargo em Comissão
→→ Livre nomeação e exoneração;
→→ Atribuições de direção, chefia e assessoramento;
→→ Preenchido por servidores efetivos ou não (lei definirá condições e percentuais mínimos).
Função de Confiança
→→ Livre escolha e dispensa;
→→ Atribuições de direção, chefia e assessoramento;
→→ Preenchidas exclusivamente por servidores efetivos (titulares de cargo efetivo).
Súmula Vinculante 13 Do STF (Vedação do Nepotismo)
O STF, em prol da observância dos princípios da moralidade e da impessoalidade, trouxe a proi-
bição da prática ao nepotismo, que é a escolha de pessoas com determinado grau de parentesco para
o desempenho de atribuições cujo preenchimento é feito sem concurso público (cargos em comissão
e função de confiança).
A NOMEAÇÃO DE CÔNJUGE, COMPANHEIRO OU PARENTE EM LINHA RETA, COLATERAL OU
POR AFINIDADE, ATÉ O TERCEIRO GRAU, INCLUSIVE, DA AUTORIDADE NOMEANTE OU DE
SERVIDOR DA MESMA PESSOA JURÍDICA INVESTIDO EM CARGO DE DIREÇÃO, CHEFIA OU
ASSESSORAMENTO, PARA O EXERCÍCIO DE CARGO EM COMISSÃO OU DE CONFIANÇA OU,
AINDA, DE FUNÇÃO GRATIFICADA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA EM
QUALQUER DOS PODERES DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNI-
CÍPIOS, COMPREENDIDO O AJUSTE MEDIANTE DESIGNAÇÕES RECÍPROCAS, VIOLA A CONS-
TITUIÇÃO FEDERAL.
Vale ressaltar que no caso de nomeação para cargo público efetivo não há qualquer problema, pois
o ingresso se deu por meio de concurso público (e não por livre escolha da autoridade administrativa).
Principais características da Súmula Vinculante 13:
→→ Dirigida para cargo em comissão e função de confiança;
→→ Alcança cônjuge, companheiro e parentes até 3º grau;
→→ Aplicada tanto para a Administração Direta (dos 3 poderes) quanto para a Indireta.
Assim, parentes como tios e sobrinhos, por serem de 3º grau, estão enquadrados na vedação.
Primo já é parente de 4º grau, não havendo, nesse caso, óbice para a nomeação em cargo em comissão
ou função de confiança.
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Essa súmula também proibiu o nepotismo cruzado, isto é, o ajuste feito mediante designações re-
cíprocas. Por exemplo, imaginemos duas autoridades públicas, Sr. João e Sr. José. João nomeia o filho
de José, que irá nomear a esposa de João.
Entretanto, conforme Jurisprudência do STF, essa proibição não alcança cargos políticos, como
os secretários estaduais e municipais, que podem ser preenchidos pelo cônjuge, companheiro ou
demais parentes. Exemplo: o prefeito que nomeia seu irmão como secretário de obras do município.
Exercícios
01. As funções de confiança, correspondentes a encargos de direção, chefia ou assessoramento, só
podem ser exercidas por titulares de cargos efetivos.
Certo ( ) Errado ( )
02. Diferentemente dos cargos em comissão, as funções de confiança somente podem ser preen-
chidas por servidores ocupantes de cargo efetivo.
Certo ( ) Errado ( )
03. A aprovação em concurso público é condição necessária para que o servidor público seja in-
vestido em cargo ou função pública.
Certo ( ) Errado ( )
04. Os cargos em comissão, criados por lei, destinam-se somente às atribuições de direção, chefia
e assessoramento.
Certo ( ) Errado ( )
05. A CF confere aos entes federativos a competência para adotar, quanto aos agentes públicos,
regimes jurídicos diversificados, com a ressalva das carreiras por ela institucionalizadas.
Certo ( ) Errado ( )
06. A vedação ao nepotismo no ordenamento jurídico brasileiro, nos termos da súmula vinculante
n.º 13/2008, ao não se referir à administração pública indireta, excetua a incidência da norma
em relação ao exercício de cargos de confiança em autarquias.
Certo ( ) Errado ( )
07. Com fundamento no princípio da moralidade e da impessoalidade, o STF entende que, inde-
pendentemente de previsão em lei formal, constitui violação à CF a nomeação de sobrinho da
autoridade nomeante para o exercício de cargo em comissão, ainda que para cargo político,
como o de secretário estadual.
Certo ( ) Errado ( )
08. Apesar de cargo, emprego e função designarem realidades diversas, a investidura, em qualquer
uma dessas hipóteses, depende da aprovação em concurso público.
Certo ( ) Errado ( )
09. Os cargos públicos devem ser plenamente acessíveis a brasileiros e a estrangeiros, podendo
o edital do concurso estabelecer, justificadamente, requisitos apropriados às funções a
serem desempenhadas.
Certo ( ) Errado ( )
10. Funções de confiança e cargos em comissão destinam-se a atribuições de direção, chefia e
assessoramento. Distinguem-se, entretanto, quanto aos requisitos de seus ocupantes: a função
de confiança é destinada, exclusivamente, a servidor de cargo efetivo; os cargos em comissão
podem ser desempenhados por agentes públicos em caráter precário.
Certo ( ) Errado ( )
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Gabarito
01 - Certo
02 - Certo
03 - Errado
04 - Certo
05 - Errado
06 - Errado
07 - Errado
08 - Errado
09 - Errado
10 - Certo

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