Você está na página 1de 54
Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

SUMÁRIO

1. FINALIDADE

2

2. ÂMBITO DE APLICAÇÃO

2

3. MEIO AMBIENTE

2

4. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

2

5. POSTES

6

6. DETERMINAÇÃO DAS

ESTRUTURAS

6

7. CÁLCULO MECÂNICO DAS ESTRUTURAS

13

8. REDUÇÃO DE TRAÇÃO NOS CONDUTORES

19

9. CÁLCULO DE FLECHAS E TRAÇÕES PARA VÃOS ANCORADOS

21

10. CÁLCULO DO VÃO MÁXIMO DEVIDO AO BALANÇO DOS CONDUTORES

22

11. ESTAIAMENTO

22

12. MUDANÇA DE DIREÇÃO

24

13. ENCABEÇAMENTOS

24

14. ENGASTAMENTO DE POSTES

24

15. ESFORÇOS DE ARRANCAMENTO E COMPRESSÃO

25

16. REGISTRO DE REVISÃO

27

ANEXO 1 - MOMENTOS FLETORES DE POSTES DE CONCRETO CIRCULARES .29

ANEXO 2 - FLECHAS E TRAÇÕES PARA REDES PRIMÁRIAS COMPACTAS

30

ANEXO 3 - FLECHAS E TRAÇÕES PARA REDES SECUNDÁRIAS MULTIPLEXADAS

41

ANEXO 4 - FLECHAS E TRAÇÕES PARA REDES COM CONDUTORES NUS

43

ANEXO 5 - FLECHAS E TRAÇÕES PARA REDES PRIMÁRIAS MULTIPLEXADAS 49

ANEXO 6 – FLECHAS E TRAÇÕES PARA REDES PRIMÁRIAS COM CABO COBERTO EM CRUZETAS

50

ANEXO 7 - CONSTANTES PARA RESULTANTES DE FORÇAS IGUAIS

52

ANEXO 8 - DETERMINAÇÃO DE ÂNGULOS EM CAMPO

53

ANEXO 9 - ESQUEMAS DE ESTAIAMENTOS

54

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

1 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

1. FINALIDADE

A presente norma tem como objetivo estabelecer os procedimentos e critérios básicos para o dimensionamento mecânico das estruturas e postes de sustentação das redes de distribuição primárias e secundárias, nas áreas urbanas e rurais na área de concessão das distribuidoras do Grupo CPFL Energia.

2. ÂMBITO DE APLICAÇÃO

Aplicam-se a projetos de redes novas, reformas ou extensões de iniciativa da Concessionária ou particular, bem como a ligação de consumidores especiais situados fora do perímetro urbano.

As áreas da Concessionária afetadas por esta norma são:

Engenharia;

Serviços de Rede;

Gestão de Ativos;

3. MEIO AMBIENTE

As atividades, projetos, serviços, orientações e procedimentos estabelecidos neste documento, deverão atender aos princípios, políticas e diretrizes de Meio Ambiente do Grupo da CPFL, bem como atender a todos os requisitos de normas e procedimentos do Sistema de Gestão Ambiental.

Complementarmente, os casos específicos relativos a este documento estão detalhados no corpo do texto do mesmo, incluindo-se as designações de órgãos externos responsáveis, quando aplicável.

4. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Para a definição das estruturas de redes de distribuição, devem ser observados parâmetros básicos como: distâncias de segurança, afastamentos mínimos e características mecânicas e elétricas dos materiais de acordo com os padrões de montagem da rede.

Para verificar as seções padronizadas de condutores, consultar a Norma Técnica - GED 3650 – Projeto de Rede de Distribuição – Condições Gerais.

Para a Distribuidora RGE Sul deve utilizar a Norma Técnica – GED 17544 – Projeto de Rede de Distribuição – Cálculo Mecânico RGE Sul.

Especificamente para linhas rurais:

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

2 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

4.1 – Prever a cada 1,5 km aproximadamente, em trechos de tangente, estruturas de

ancoragem. Este trecho pode ser menor, dependendo da seção do condutor devido à dificuldade de seu tracionamento com grandes frações de linha. Nestas estruturas deve-se projetar estais laterais além dos longitudinais.

4.2 – As estruturas com a média dos vãos adjacentes acima de 125 m terão sempre

estaiamento lateral ou com reforço de base.

4.3 – Prever, a cada 750 m de linha, em terrenos de muita baixa resistência, estais

laterais ou com reforço de base mesmo que neste trecho exista somente estruturas N1 ou M1.

4.4 – Caso não seja possível a instalação de estais conforme os itens acima pode-se

redimensionar o poste em função dos esforços conforme item 6.3.7.

4.5 – As cruzetas em postes adjacentes devem ser instaladas em lados diferentes do

poste em relação a fonte de tal forma que, a cada 2 postes o esforço na cruzeta tende a comprimi-la contra o poste.

4.6 – Em estruturas tipo normal o condutor central deve ser instalado em lados diferentes da cruzeta, em postes adjacentes, de tal forma a se obter afastamentos iguais (e máximos) no meio do vão.

4.7 – Em cruzamentos com redes primárias nuas deve ser projetada uma estrutura de

ancoragem a no máximo um poste do cruzamento, a fim de facilitar o lançamento dos cabos na construção.

4.8 – Os condutores fases utilizados são condutores de alumínio compactados, bloqueados, nas seções de 35, 70, 150 e 185 mm², protegidos com cobertura em XLPE (3 mm) para 15 kV e (4 mm) para 25kV.

4.9 – O cabo mensageiro é de aço, galvanizado, MR, com diâmetro de 9,5 mm (3/8”).

4.10 – O cabo mensageiro deve ser aterrado em todos os pontos de instalação de

equipamentos, nas estruturas de transição, nas estruturas de aterramento ou a cada 150 metros conforme documento GED-3613 – Aterramento – Montagem.

4.11 – A estrutura de ancoragem (CE4) deverá ser instalada a cada 500 m, aproximadamente, visando assegurar maior confiabilidade ao projeto mecânico da rede, além de facilitar a construção e eventual troca de condutores.

4.12 – Para-raios deverão ser instalados em todas as estruturas de transformadores,

entradas primárias, finais de linha e de transição, ou ainda a cada 500 m se não houver nenhuma das estruturas citadas. Em estruturas congestionadas, em que não for possível instalarem-se os para-raios na própria estrutura, deverão ser instalados em uma estrutura adjacente.

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

3 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

4.13 – Entende-se por final de linha o final definitivo de redes primárias, ou seja, onde

não houver continuidade da rede primária. No caso de cruzamento entre redes compactas, não devem ser instalados para-raios.

4.14 – Deverá ser instalada a cada 250 m de rede com vãos em tangência a estrutura

CE1A, a fim de estabilizar o movimento da rede, evitando que vibrações dos condutores venham a tocar os postes, danificando-os.

4.15 – Devem ser previstos a intervalos de comprimento máximo de 300 m, pontos de

aterramento com estribo (GED 11847 – Ponto de aterramento elétrico temporário ao longo da rede), caso este material não esteja instalado, no intervalo considerado, em estruturas de chave fusível de rede, transformador ou entrada primária. O objetivo é de possibilitar o acesso à parte viva do circuito para a instalação do conjunto de aterramento temporário e que atenda as normas de segurança do trabalho.

4.16 – Construção de circuitos Duplo, Triplo ou Quádruplo

Será permitida a construção de circuitos duplos, triplos ou quádruplos, desde que se obedeça aos afastamentos mínimos da rede primária e secundária.

Os circuitos duplos deverão ser construídos preferencialmente com um circuito de cada lado do poste. Nos locais onde houver problemas com as distâncias mínimas com edificações, colocar um circuito sob o outro.

4.17 – Pontos de cruzamentos sem ligação elétrica

As esferas de sinalização são instaladas nas redes de distribuição com o objetivo de identificar pontos de redes primárias, que embora estejam próximos, não são interligados eletricamente.

Os pontos a serem instaladas são:

Cruzamento de redes aéreas de distribuição sem interligação (fly tap) de um mesmo circuito;

Cruzamento de redes aéreas de distribuição sem interligação (fly tap) de circuitos diferentes;

Estruturas primárias com encabeçamentos de circuitos e derivações sem interligação (ex. CE4, CE3-CE3, CESC, CECELO, CE3PROL, etc.). Nestes casos instalar isoladores de ancoragem poliméricos para isolar o trecho de rede próximo ao poste. Aterrar o trecho isolado.

São fixadas 2 (duas) esferas na rede mais baixa.

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

4 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

4.18 – Instalação dos espaçadores da rede compacta:

Afastamento do primeiro espaçador de determinada estrutura (afastamento entre o primeiro espaçador e o poste):

Estrutura

Afastamento (m)*

CE1

01

CE1A

07

Demais estruturas

12

(*) ambos os lados dos postes

Tabela prática de espaçadores a serem instalados nos vãos, não está sendo considerados os espaçadores da tabela acima. Os espaçadores deverão ser colocados a intervalos regulares em todos os vãos, procurando-se rranc-los à maior distância possível. Considerar o vão máximo de 45 metros.

Exemplo do espaçamento considerado:

Vão considerado para aplicação das tabelas abaixo

CE1 CE2 1 m Espaçadores não considerados 12 m
CE1
CE2
1 m
Espaçadores não considerados
12 m

Quantidade de espaçadores no vão, além dos dois laterais:

Vão (m)

Qtd. Espaçadores

Até 7

00

08

a 14

01

15

a 21

02

22

a 28

03

29

a 35

04

36

a 42

05

> 43

06

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

5 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

5. POSTES

Os postes padronizados para uso em redes de distribuição são de concreto circular ou RPRFV (Fibra de Vidro). Para a área rural devem-se priorizar os postes de concreto circular, deixando os de fibra de vidro para locais de difícil acesso.

6. DETERMINAÇÃO DAS ESTRUTURAS

Os esforços mecânicos a que estão submetidos os postes, são o tracionamento dos condutores, a ação dos ventos nas estruturas e nos condutores, o peso próprio e os equipamentos nele instalados. O dimensionamento por ocasião do projeto se refere apenas aos esforços devidos ao tracionamento dos condutores e ao vento sobre estes últimos. Os esforços devidos ao vento sobre as estruturas, ao peso próprio e aos equipamentos foram já levados em conta para o estabelecimento dos padrões de estruturas.

Para dimensionamento das estruturas, consultar os Anexos 2, 3 e 4 que trazem os esforços mecânicos para cada tipo de cabo utilizado.

Para o projeto e construção de rede primária as estruturas devem ser determinadas respeitando-se a distância entre as fases e os ângulos de deflexão máximos calculados em função do balanço dos condutores conforme item 10.

6.1 – TABELA I – Estruturas Primárias em Cruzetas na área Urbana- Máximo

Ângulo de Deflexão

Condutores Alumínio CA

1 Pino (N1, M1 e B1)

2 Pinos (N2, M2 e B2)

1/0 AWG

45

o

60

o

336,4 MCM

15

o

45

o

477 MCM

10

o

30

o

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

6 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

6.2 – TABELA II – Estruturas Primárias para Rede Compacta Máximo Ângulo de Deflexão

CE1 Instalação em vãos retos CE - 1A Instalação a cada 250 m (aproximadamente 7
CE1
Instalação em vãos retos
CE - 1A
Instalação a cada 250 m
(aproximadamente 7 vãos), em vãos
retos ou com ângulo (
) máximo de 6°
CE2
Instalação em vãos com ângulo (
máximo de 30°
)
CE3
Instalação em finais de linhas
CE4
Instalação para redução de tensão
mecânica ou mudança de bitola com
ângulo (
) máximo de 60°

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

7 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

6.3 – Estruturas Primárias em Cruzetas na área Rural

Na área rural na determinação das estruturas devem ser verificados os parâmetros relacionados abaixo.

Trações de projeto e flechas;

Ação do vento sobre os condutores;

Ação do vento sobre o poste;

Comprimento, resistência mecânica e engastamento dos postes;

Vão máximo devido ao balanço dos condutores;

Distâncias mínimas entre cabos e solo.

6.3.1 – Trações de projeto e flechas

As trações e flechas dos cabos estão definidas no Anexo 4 – Flechas e trações para Redes com Condutores Nus.

Devem-se utilizar os dados de tração de projeto dos condutores somada as forças de ação do vento no poste e nos cabos para dimensionar a resistência mecânica dos postes e as flechas finais para determinar a altura do poste a ser utilizado.

6.3.2 – Ação do vento sobre os cabos

A ação do vento nos cabos é sempre considerada perpendicular ao cabo da rede, portanto se a rede passa pelo poste com algum ângulo este esforço deve ser somado à resultante da tração dos cabos.

De acordo com o Relatório Técnico de Distribuição do CODI-21.05 – Metodologia de

dimensionamento de estruturas para redes aéreas de distribuição rural, Tema 21 – Projetos e Instalações, chamaremos de Fv o esforço devido à pressão do vento atuando sobre a superfície do condutor, que será calculada através da seguinte

equação:

Fv = Pvc x a x d x cos(/2) x 10 -3 (daN)

Sendo:

Pvc – pressão de vento sobre a superfície do cabo (Dan/m 2 )

pressão de vento sobre a superfície do cabo (Dan/m 2 ) a – vão médio (m);

a

– vão médio (m);

d

– diâmetro do condutor (mm);

– ângulo de deflexão da linha.

A pressão de vento sobre a superfície do cabo será calculada pela equação:

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

8 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Pvc = 0,00471 x V 2 , sendo V = velocidade máxima de vento (admitido 80 km/h).

Portanto, o valor do esforço resultante atuando sobre o condutor será:

F

= 0,00471 x V 2 x a x d x cos(/2) x 10 -3

O

ponto de aplicação da resultante do esforço do vento no cabo é na altura da

instalação da cruzeta no poste, no caso de estruturas de primeiro nível, a 20 cm do topo.

A tabela abaixo mostra os diâmetros nominais dos cabos

Seção (AWG/MCM)

Tipo de cabo

Diâmetro (mm)

02

CA

7,41

1/0

CA

9,36

4/0

CA

13,26

336,4

CA

16,90

477

CA

20,10

04

CAA

6,36

02

CAA

8,01

1/0

CAA

10,11

4/0

CAA

14,31

336,4

CAA

18,31

477

CAA

21,8

6.3.3 – Ação do vento sobre a superfície do poste

Também de acordo com o Relatório Técnico de Distribuição do CODI-21.05 – Metodologia de dimensionamento de estruturas para redes aéreas de distribuição rural, Tema 21 – Projetos e Instalações, chamaremos de Fp o esforço devido à pressão do vento na superfície do poste que será:

Fp = Pvp x Sp

Sendo:

Pvp – pressão devido a ação do vento atuando sobre a superfície do poste (daN/m 2 );

SP – área da superfície do poste exposta a ação do vento (m 2 ).

A pressão devido a ação do vento (Pvp) pode ser calculado como sendo:

Pvp = 0,00754 V 2 , para superfícies planas;

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

9 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Pvp = 0,00471 V 2 , para superfícies cilíndricas; Sendo, V = velocidade máxima de vento (admitido 80 km/h).

A área da superfície do poste pode ser calculada como:

Sp = ½ x (Dt + Ds) x h

Sendo:

Dt – dimensão do poste no topo, perpendicular a direção do vento (m);

Ds – dimensão do poste na linha do solo perpendicular a direção do vento (m);

h – altura livre do poste (m).

As tabelas abaixo mostram os valores Dt e Ds para os postes padronizados.

Poste

Dt (m)

Ds (m)

C9/2

0,140

0,290

C9/4

0,170

0,320

C9/6

0,190

0,340

C11/2

0,140

0,326

C11/4

0,170

0,356

C11/6

0,190

0,376

C11/10

0,230

0,416

C12/4

0,170

0,374

C12/6

0,190

0,394

C12/10

0,230

0,434

C12/12

0,250

0,454

C13/6

0,190

0,412

C13/10

0,230

0,452

C15/10

0,230

0,488

C18/10

0,230

0,542

O

ponto de aplicação H da resultante do esforço de vento no poste é dado por:

H

=

h

x

2 x Dt + Ds

 
 

3

Dt + Ds

sendo h = altura útil do poste

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

10 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

6.3.4 – Comprimento, resistência mecânica e engastamento dos postes

O comprimento do poste é definido em função da altura mínima dos condutores ao

solo, portanto depende da flecha máxima para o vão médio do trecho de rede a 50 ºC. Para informação dos afastamentos, consultar o documento técnico GED 11836 – Afastamentos Mínimos para Redes de Distribuição

A resistência mecânica depende da somatória dos esforços no poste devido à tração

dos condutores, ação do vento nos condutores e no poste, considerando ainda o ângulo que possa existir na estrutura do poste.

Em função da resistência mecânica calculada para o poste deve-se definir o tipo de engastamento a ser utilizado de acordo com o documento técnico GED 12752 – Engastamento de postes.

6.3.5 – Vão máximo devido ao balanço dos condutores nus

Estes cálculos devem ser realizados levando em consideração o tipo de estrutura que pretende se utilizar (N4, LT, HTE, HT, etc.) conforme documento GED 10.640 – Rede Primária Condutores Nus 15 kV e 25 kV – Estruturas Básicas – Montagem e o documento GED 5050 – Rede Primária Condutores Nus 15 kV e 25 kV – Travessias.

Estes cálculos estão de acordo com o Relatório Técnico de Distribuição do CODI-21.06 – Metodologia de Dimensionamento de Estruturas para Redes Aéreas de Distribuição, Tema 21 – Projetos e Instalações.

O vão utilizado nos projetos de rede de distribuição, principalmente na área rural

podem ser grandes o suficiente que dependendo da flecha seja possível que o balanço dos condutores possa ocasionar o contato entre eles. Por isso a necessidade de determinar o vão ou a flecha ou ainda o espaçamento entre eles a fim de evitar esta ocorrência.

Para o cálculo da flecha máxima devido ao balanço dos condutores serão considerados

os seguintes aspectos:

Espaçamento entre condutores em metros (S);

Tensão de operação em kV (E);

Flecha final da rede em metros (f).

Sendo a fórmula para calculo dada por:

f =

S – 0,0076 x E 0,368
S – 0,0076 x E
0,368

2

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

11 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Quando os condutores da rede sofrem uma deflexão, conforme figura abaixo se utiliza

a

fórmula que considera este ângulo para cálculo da flecha máxima.

F

= S x cos (α / 2) – 0,0076 x E 0,368

=

= S x cos (α / 2) – 0,0076 x E 0,368

S x cos (α / 2) – 0,0076 x E

0,368

2

F = S x cos (α / 2) – 0,0076 x E 0,368 2

Ao determinar a flecha máxima, pode-se verificar na tabela de flechas e trações o vão máximo que pode ser utilizado para cada seção de condutor.

6.3.6 – Distâncias mínimas entre cabos e solo

Todos os afastamentos mínimos padronizados para redes de distribuição estão definidas no documento técnico GED 11836 – Afastamentos Mínimos para Redes de Distribuição.

6.3.7 – Redimensionamento de postes em substituição a estais

Caso a rede tenha ângulo no poste a ser estaiado, tem que levar em consideração a resultante dos esforços de tração e vento.

Escolhido o poste, deve-se consultar o documento técnico GED 12752 – Engastamento de postes para definir o tipo de engastamento a ser utilizado.

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

12 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

7. CÁLCULO MECÂNICO DAS ESTRUTURAS

7.1 – Tipos de Cálculos

a) Estrutura Engastada

Conforme a ABNT NBR 8451, os esforços nominais a que os postes são submetidos são aplicados a 10 cm do topo. Nas empresas do Grupo CPFL, devido à montagem das estruturas, os esforços são aplicados a 20 cm do topo, portanto, devemos transferir para o “topo” todo esforço que estiver sendo aplicado abaixo do mesmo, a fim de determinar o esforço total aplicado no poste, dimensionando-o segundo as capacidades padronizadas.

Este método deve ser aplicado apenas quando as forças estiverem em um mesmo sentido e/ou mesmo plano horizontal.

Para auxiliar os cálculos pode-se utilizar os dados do Anexo 7 e 8.

b) Estrutura Estaiada

Quando os esforços aplicados no poste estão em planos horizontais diferentes e/ou direções e sentidos diferentes, os postes estão sujeitos a uma “torção” ou “flexão” devido ao momento fletor dessas forças.

Segundo a NBR 8451, os postes são construídos com uma resistência à flexão de acordo com sua altura e capacidade. Devemos, portanto, verificar o momento fletor aplicado em cada plano, comparando-o com o momento resistente dos postes nestes mesmos planos, a fim de dimensionar a capacidade necessária.

planos, a fim de dimensionar a capacidade necessária . N.Documento: Categoria: Versão: Aprovado por:

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

13 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

7.2 – Método de transferência de esforços a 20 cm do topo:

Consideremos um poste de altura útil “h”, tal que:

h = L – E – 0,20

Onde:

L = comprimento nominal do poste

E = engastamento do poste

Com uma rede em fim de linha primária de força F P e fim de linha secundária de força F S . Seja “hs” a altura média de fixação das cantoneiras da rede secundária.

A força aplicada no topo é dada por:

F T

=

F P

+

(F S x

hs / h)

Observamos que a primária já está aplicada a 20 cm do topo, portanto, não precisamos transferi-la.

Incluindo-se o esforço de um cabo telefônico (F CT ) aplicado a uma altura “hct”, teremos:

F T

=

F P

+

(F S x

hs / h)

+

(F CT x hct / h)

Ex.: Seja um fim de linha com rede primária com cabo X10 (F P =215 daN), rede secundária com 3P12(P70) F S =366 daN e cabo telefônico com F CT = 90 daN aplicado a 5,0 m do solo. O poste é de 12 m.

h

= L – E – 0,20;

E

= 0,1 x L + 0,6 [m];

h

= 12 – 1,8 – 0,2 = 10 m;

hs = 7,0 m (altura média da secundária);

F T

F T

=

=

(3 x 215)

+

635

+ 256

(366 x 7) / 10

+

45

+

(90 x 5) /10

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

14 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

F T

= 946 daN

Concluímos que deve ser instalado um poste 12/1000 com estai de subsolo tipo base concretada.

7.3 – Método do Diagrama de Momentos

Este método é utilizado quando são aplicados ao poste forças não coplanares em sentidos diferentes, ocasionando um momento fletor nos mesmos. Geralmente estes esforços ocorrem quando da utilização de cabos de estais, reduzindo os esforços

resultantes aplicados ao poste, porém provocando o momento fletor. Devemos calcular

o momento resistente do poste, comparando-o com o momento fletor ou momento solicitante, dimensionando o poste.

Cálculos:

Corpo em equilíbrio pode ser considerado como corpo parado, portanto, fisicamente, a somatória das forças é zero, F = 0, significando dizer que Fx = 0 e Fy = 0, ou seja, não há translação do objeto no espaço.

Eixo “X” – transversal ao poste

Eixo “Y” – longitudinal ao poste

Pode ocorrer movimento sem deslocamento, ou seja, movimento de rotação e, assim, o corpo não estará em equilíbrio. Portanto, para que o corpo esteja em equilíbrio é necessário que a somatória dos momentos em relação a qualquer ponto do corpo seja nula, ou seja, M = 0.

O momento de uma força em relação a um ponto qualquer é dado pelo produto do

módulo dessa força, pela distância do ponto de aplicação da mesma até o ponto definido que se quer calcular o momento, ou seja:

M = F x d

Resumindo: Corpo em equilíbrio Fx = 0 , Fy = 0 e M = 0

Por convenção matemática, adotaremos: Momento fletor girando em sentido anti- horário é positivo e forças para a direita e para cima são positivas.

No sistema abaixo, temos:

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

15 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico Fe = Força no poste no local do

Fe = Força no poste no local do estai

Fr = Força reação do solo no eixo X

Mr = Momento na base do poste

F= Força aplicada dos cabos da rede primária A47 (1044 daN)

Supondo Mr = 0, ou seja, o solo e o poste não estão sofrendo qualquer esforço:

No ponto 1:

M1 = 0

F x 0,15

+

Fe x 0

+

Fr x 8,95

=

0

Fr

=

- 17,5 daN

No ponto 2: M2 = 0

F x 9,1 +

Fr x 0

-

Fe x 8,95

=

0

Fe = 1061,5 daN

Verificando: F = 0

Fe + Fr - F = 0

1061,5 + (-17,5)

- 1044

=

0

Momento Resistente de Postes de Concreto

Para dimensionamento correto dos postes, vimos que os mesmos devem suportar uma tração mecânica nominal a 20 cm do topo e também resistir aos momentos fletores das forças aplicadas ao mesmo. Devemos então calcular os momentos resistentes ao longo dos postes para comparação com os momentos solicitantes das forças, e assim rranchame-los adequadamente.

Determinação do Momento Resistente:

De acordo com a NBR 8451, o momento resistente no ponto do engastamento (MB) é dado por:

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

16 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

MB = Rn x h

onde Rn = resistência nominal do poste

h = altura útil do poste

A NBR 8451 determina ainda que, a 10 cm do topo, o poste deve suportar um

momento fletor (MA) dado por:

MA = 0,9 x MB x (WA/WB)

onde WA e WB são os módulos de resistência à flexão nas seções do topo e do ponto

de

engastamento, variando de acordo com os diâmetros externo e interno do poste.

W

=

x (D4 -

d4) / (32 x D)

onde: D = diâmetro externo

d = diâmetro interno

Os valores WA e WB são dados por uma tabela elaborada pelos fabricantes de postes, conforme Anexo 1 e o valor de.

A curva de momentos do poste de concreto armado é caracterizada pela superposição de duas retas, conforme desenho abaixo. Ainda da NBR 8451, temos outro ponto notável que é usado na composição das retas, calculado por:

M = 0,7 x MB

usado na composição das retas, calculado por: M = 0,7 x MB N.Documento: Categoria: Versão: Aprovado

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

17 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Exemplo: Seja um poste de 12/600, teremos:

da tabela do anexo 1: WA = 476 WB = 3329

h = altura útil do poste = L – e – 0,20 h = 12 – 1,80 – 0,20 = 10 m

MB = 600 x 10 = 6000 daN x m

então:MA = 0,9 x 6000 x (476 / 3329) = 772,12 daN x m

M = 0,7 x 6000

Com os desenhos em escala, podemos saber ao longo do poste os momentos resistentes, através de leitura direta dos mesmos, porém, poderemos calcular analiticamente estes valores das seguintes equações:

= 4200 daN x m

MyA = MA + (0,7 MB – MA) x (X / h)

MyB = MB x (X / h)

Onde “X” é a altura do ponto de aplicação dos esforços até a seção transversal considerada. Calculamos os valores de MyA e MyB e consideramos como momento resistente da seção, o maior valor encontrado.

Para facilitar os cálculos, temos a tabela do Anexo 1 com os valores já calculados, bastando inserir a altura desejada.

7.4 – Resolução através de Métodos Gráficos

O cálculo da resultante de duas ou mais forças no poste pode ser feito graficamente,

da seguinte maneira:

a) Desenhar em escala e com o auxílio de transferidor, dois eixos perpendiculares;

b) Lançar a primeira força (F1) na direção, sentido e ângulo aplicados no poste. (para efeito prático, fazer coincidir a base da força com um dos eixos traçados);

c) Lançar a segunda força (F2) na direção, sentido e ângulo aplicados no poste, a partir do ponto da força F1, conforme desenho a seguir;

d) Com a escala, meça o valor da resultante “R”;

e) Com o transferidor, meça o valor de .

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

18 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico 8. REDUÇÃO DE TRAÇÃO NOS CONDUTORES 8.1 –
Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico 8. REDUÇÃO DE TRAÇÃO NOS CONDUTORES 8.1 –
Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico 8. REDUÇÃO DE TRAÇÃO NOS CONDUTORES 8.1 –
Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico 8. REDUÇÃO DE TRAÇÃO NOS CONDUTORES 8.1 –

8. REDUÇÃO DE TRAÇÃO NOS CONDUTORES

8.1 – Redução de tração com flecha constante

O método de redução de tração nos condutores pode ser adotado para qualquer tipo

ou seção de condutor para estruturas com condutores nus, desde que observadas as condições locais e critérios de normas vigentes. No caso de padrão de rede compacta não deve ser adotado esse procedimento.

A proposição de vãos mais curtos a fim de aplicar trações menores nos condutores,

torna-se, muitas vezes, mais econômica, em função da escolha de postes mais leves e padronizados e, portanto, mais baratos, enquanto que a opção pelo método convencional, quase sempre exige postes especiais, tornando-se inviáveis, não só pelo alto custo, mas também pela demora em sua aquisição.

A tração reduzida consiste em reduzir a tração de montagem, diminuindo-se o vão e

deixando-se uma flecha igual aos vãos anteriores, podendo-se aplicar tanto em postes de fim de linha, como também em postes de ângulo ou em toda a rede, através do uso generalizado de vãos menores.

A aplicação de tração reduzida se faz necessário quando os esforços resultantes que

atuam num poste ultrapassam a sua carga nominal, ou ainda, quando os postes

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

19 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

utilizados não possuem uma capacidade suficiente para resistir ao esforço solicitado. Este método empregado requer, em comparação com a aplicação de apenas um poste, uma despesa maior de material e mão-de-obra, embora se trabalhe com postes mais leves.

É obrigatório ao projetista usar os valores de tração de projeto em conformidade com o

vão médio aplicado, e assim estará, automaticamente, aplicando a redução de tração nos condutores, e consequentemente, aplicando postes e estruturas mais leves, gerando projetos mais econômicos.

Os vãos com trações diferentes dos demais devem sempre ser separados destes por encabeçamentos, pois caso se usasse uma estrutura tipo N1, B1 ou M1 o cabo iria correr sobre o isolador até que as trações dos dois vãos adjacentes se igualassem.

Poderá ser feita a redução de tração em toda a rede ou somente entre vãos (primeiro e último vão, travessia, etc).

Neste último caso haverá necessidade de estruturas de encabeçamentos nos postes que sustentam os cabos de tração reduzida.

Quando se reduz a tração em vários vãos será o maior vão do trecho que determinará

a máxima RT admissível, conforme Anexo 6.

Para cálculo da nova tração de projeto, em função do vão médio considerado, poderá ser utilizado a seguinte equação:

T1

----

T2

=

(V1)²

--------

(V2)²

onde :

T1 = tração de projeto original

T2 = nova tração de projeto com vão reduzido

V1 = vão médio para a tração de projeto original

V2 = vão médio para a nova tração de projeto

8.2 – Redução de tração com vão médio constante

Quando se faz uma redução de tração utilizando vão médio constante, a tração varia na proporção inversa da flecha, assim uma redução de tração de 10% acarreta um aumento de flecha de 10%, conforme fórmula abaixo.

T1

F2

----

=

------

T2

F1

onde :

T1 = tração de projeto original

T2 = nova tração de projeto

F1 = flecha de projeto original

F2 = flecha para o novo traçado de projeto

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

20 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Da mesma maneira que acontece na redução de tração com flecha constante os vãos com trações diferentes dos demais devem sempre ser separados destes por encabeçamentos, pois caso se usasse uma estrutura tipo N1, B1 ou M1 o cabo iria correr sobre o isolador até que as trações dos dois vãos adjacentes se igualassem.

Normalmente se faz este tipo de redução de tração no último vão da rede ou em travessias.

9. CÁLCULO DE FLECHAS E TRAÇÕES PARA VÃOS ANCORADOS

Em determinadas situações pode ser necessário calcular a flecha ou a tração de um determinado cabo a fim de dimensionar as estruturas. Abaixo é mostrada a fórmula que é utilizada para estes cálculos, porém é válida para um vão ancorado.

F =

P x

V 2

8 x T

Onde: F – flecha resultante (m)

P – peso específico do cabo (kg/m)

V – largura do vão (m)

T – tração aplicada (daN)

Os pesos específicos para os cabos estão na tabela abaixo:

Seção (AWG/MCM)

Tipo de cabo

Peso específico (kg/m)

Ruptura (daN)

02

CA

0,0918

564

1/0

CA

0,1465

844

4/0

CA

0,2941

1.622

336,4

CA

0,4691

2.656

477

CA

0,6635

3.665

04

CAA

0,0856

812

02

CAA

0,1358

1.246

1/0

CAA

0,2163

1.904

4/0

CAA

0,4332

3.644

336,4

CAA

0,6884

6.181

477

CAA

0,9758

8.538

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

21 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

10. CÁLCULO DO VÃO MÁXIMO DEVIDO AO BALANÇO DOS CONDUTORES

De acordo com o Relatório Técnico de Distribuição do CODI-21.06 – Metodologia de Dimensionamento de Estruturas para Redes Aéreas de Distribuição, Tema 21 – Projetos e Instalações, para o cálculo da flecha máxima devido ao balanço dos condutores serão considerados os seguintes aspectos:

Espaçamento entre condutores em metros (S);

Tensão de operação em kV (E);

Flecha final da rede em metros (f).

Sendo a fórmula para calculo dada por:

f =

S – 0,0076 x E 0,368
S – 0,0076 x E
0,368

2

Quando os condutores da rede sofrem uma deflexão, conforme figura abaixo se utiliza

a fórmula que considera este ângulo para cálculo da flecha máxima.

F

2 = S x cos (α / 2) – 0,0076 x E 0,368
2
=
S x cos (α / 2) – 0,0076 x E
0,368

Ao determinar a flecha máxima, pode-se verificar na tabela de flechas e trações o vão

máximo que pode ser utilizado para cada seção de condutor.

11. ESTAIAMENTO

A aplicação de estaiamento aéreo ou de subsolo (engastamento de poste) é

preferivelmente utilizado para se obter estabilidade e equilíbrio dos postes e estruturas,

na sustentação de grandes esforços solicitados ou em virtude de instalação de postes

em solos de menor resistência.

De um modo geral é mais econômico e eficaz a instalação de estais aéreos, pois esta proposta evita a substituição de postes existentes, quando da proposição de condutores mais pesados ou pela ocupação por terceiros (companhias telefônicas, tv a cabo, alarmes, semáforos, etc.).

Pode ser necessário estaiamento nas seguintes estruturas:

Fim de linha;

Ângulo;

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

22 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Mudança de bitola;

Derivação;

Ancoragem;

Cabos telefônicos;

Tv a cabo, etc.

Tipos de estaiamentos:

Poste a poste;

De cruzeta;

De âncora.

Para detalhes das estruturas consultar, o GED 14.404 – Estaiamentos.

11.1 – Estai de Poste a Poste

O poste a ser estaiado não ficará sujeito a nenhum esforço de flexão no seu ponto de

engastamento no solo. Tais esforços serão absorvidos pelo outro poste, dentro de suas limitações construtivas. Sendo assim, o poste estaiado não necessita de estaiamento

de subsolo.

É possível transferir para o outro poste e espias apenas os esforços excedentes,

porém, a execução torna-se muito complicada.

Em geral, o estaiamento poste a poste torna-se mais econômico e prático onde se deseja aproveitar postes já instalados. A utilização de estais em redes urbanas deve ser evitada, restringindo-se a casos especiais, a serem analisados pela Concessionária.

Os postes de fim de linha, ângulos ou submetidos a esforços excepcionais, deverão ficar, depois de completada toda a instalação, no máximo na posição vertical e nunca inclinados no sentido do esforço. Para isso recomenda-se colocar o topo do poste de 400 a 500 mm além da posição final desejada, pois se deve prever na sua instalação que, ao absorver os esforços solicitantes, ele fletirá, e, além disso, haverá um acomodamento de sua base. Em fins de linha onde se prevê extensão de rede em futuro próximo, não se deve inclinar o poste.

11.2 – Estai de Cruzeta a Poste

Para as redes primárias construídas em cruzeta beco ou meio-beco, haverá necessidade de estaiamento dessa cruzeta no fim de linha ou na mudança de bitola ou de tração.

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

23 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

12. MUDANÇA DE DIREÇÃO

Havendo ângulos, como no caso de ruas curvas, recomenda-se reduzir os vãos de tal forma que seja possível eliminar um número significativo de postes mais reforçados (redução de tração) e adotar postes de resistências maiores, mas padronizadas utilizando o engastamento apropriado.

13. ENCABEÇAMENTOS

Basicamente os projetos são elaborados adotando dois tipos de encabeçamentos:

definitivos e provisórios.

A rigor, utilizam-se encabeçamentos de condutores primários e secundários nos

seguintes casos:

Mudança de direção (quando ultrapassar o ângulo máximo permitido);

Mudança de seção de condutores;

Fim de linha.

A utilização do método de redução de tração poderá ser útil, economizando-se postes

pesados ou especiais.

Nos fins de linha provisórios, onde uma futura extensão da rede pode ser prevista,

pode-se adotar a instalação de um poste para dar ancoragem ao final de linha, através

de estais. Tal medida torna-se mais econômica, evitando-se a proposição de um poste

pesado em local inadequado, ou propor a instalação de estruturas de ancoragem (N4) para efeito de redução de tração.

14. ENGASTAMENTO DE POSTES

A implantação de postes no solo deverá ser executada de forma que os mesmos não

sofram inclinação, independente da flexão atuante devido à aplicação de esforços

mecânicos.

É definido pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que o poste deverá

ser engastado segundo um comprimento definido por:

E = 0,1 x L + 0,6 [m]

, onde “L” é o comprimento nominal do poste.

Para a validade dos cálculos mecânicos é imprescindível que o engastamento do poste seja bem projetado e executado.

Devemos observar o máximo cuidado ao projetarmos estruturas com equipamentos em postes já existentes.

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

24 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Para o correto dimensionamento do engastamento dos postes deve ser consultado o documento GED 12752 – Engastamento de Postes

15. ESFORÇOS DE ARRANCAMENTO E COMPRESSÃO

Em locais onde existem grandes desníveis como estruturas de topo de morro ou de fundo de vale, em que os lances adjacentes possuem grandes desníveis aparecem esforços de compressão ou de rranchamento que, em alguns casos muito raros, precisam ser levados em conta na escolha da estrutura ou dos estaiamentos necessários.

15.1 – Arrancamento

No caso de rranchamento qualquer que seja o esforço vertical, é necessário se projetar uma estrutura N4 com dois estais longitudinais, não sendo necessário, por conseguinte, fazer-se os cálculos desses esforços a não ser que eles sejam de grande monta pondo em perigo a própria cruzeta. O estai só é aplicado caso não exista, na direção contrária a resitência nominal horizontal (Rnh), um estai projetado por outros motivos.

15.2 – Compressão

Nos casos de compressão, principalmente quando a estrutura normalmente projetada for N1 e N2, ou M1 e M2 é preciso verificar os limites dos esforços das cruzetas.

Será considerado para efeito de definição de estrutura o limite de 50% da resistência nominal de cada cruzeta para o esforço vertical (Rnv).

O limite de esforço horizontal (Rnh) será considerado de 25% da resistência nominal da

cruzeta. Acima deste valor deve ser instalado estai de ancora na direção e sentido oposto ao do esforço.

Portanto, estruturas do tipo 1 terão o limite de Rnv de 50% da resistência nominal de uma cruzeta e estruturas do tipo 2 e 4 terão o limite de Rnv de 100% da resistência nominal de uma cruzeta.

Se os esforços calculados estiverem acima destes valores deve-se utilizar a estrutura HTE.

15.3 – Fórmulas para o cálculo dos esforços

A seguir são apresentadas as fórmulas para cálculo dos esforços vertical Rnv e do

esforço horizontal Rnh ocasionados por desníveis nos lances adjacentes a uma estrutura.

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

25 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico Esforço de compressão (vertical) no Poste Rnv Rv

Esforço de compressão (vertical) no Poste

Rnv

Rv

1

T

1

Rv

2

T

2

Rv

h

1

1

L

h

1

2

L

2

Rv

Rv

1

2

Rv

2

T

1

T

2

h

1

L

1

h

2

L

2

 T  T (tensãode projetodo condutor) T 1 2 2 L 1  h1
T
T (tensãode projetodo condutor)
T 1
2
2
L
1  h1
2 
e1
2
L
h2
2 
e2
2
1
h
h
1
2
Rnv
 T
2
2
2
2
h1
e1
h2
e2

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

26 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Nota: Deve-se limitar o ângulo máximo em 35°. Para tanto, verificar as relações:

h

1

L

1

0,57

h

2

L

2

0,57

Esforço horizontal longitudinal provocado pela diferença de desnível entre os apoios adjacentes à estrutura considerada.

Rnh

Rh

1

T

Rh

1

2

T

2

Rh

e

1

1

L

e

1

2

L

2

Rh

Rh

1

2

Rh

2

T

1

T

2

e

1

L

1

e

2

L

2

 T  T (tensão de projeto de linha) T 1 2 2 L 2
T
T (tensão de projeto de linha)
T 1
2
2
L 2
h1
e1
1 
2
2
L
h2
e2
2
e
e
1
2
Rnh
 T
 
-
2
2
2
2
 h1
e1
h2
e2

Notas:

( 2 )

1)

Se L2 é maior que L1, o valor da Rnh fica negativo o que significa que o esforço horizontal está no sentido de Rh1.

2)

O valor de T é para um condutor, ou seja, a tração de projeto do condutor aplicado.

16. REGISTRO DE REVISÃO

Este documento foi revisado com a colaboração dos seguintes profissionais das empresas da CPFL Energia.

Empresa

Colaborador

CPFL Paulista

Marcelo de Moraes

CPFL Piratininga

Sérgio Doarte da Silva

CPFL Santa Cruz

Marco Antonio Brito

RGE

Albino Marcelo Redmann

RGE Sul

Erico Bruchmann Spier

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

27 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Alterações efetuadas:

Versão

Data da versão anterior

 

anterior

Alterações em relação à versão anterior

   

- Inclusão de detalhes para projeto de redes rurais e

1.3

08/08/2005

utilização de postes duplo T, com a inclusão dos itens:

3.1 a 3.9, 4, 7.1 e 12 e também as tabelas III e IV.

   

- Inclusão da especificidade de utilização de postes circulares e duplo T no item “Considerações Iniciais”.

- Eliminação das estruturas N2 fim de linha.

- Alteração das trações de projetos para cabos nus e rede compacta.

1.4

31/07/2006

- Inclusão das trações e flechas para cabos multiplexados primários.

- Inclusão da ação do vento nos cabos e postes.

- Exclusão do anexo de utilização de gabaritos.

- Exclusão do anexo da tabela de redução de tração.

2.0

18/02/2011

- Inclusão das tabelas de tração e flecha para o cabo 35mm 2 da rede compacta monofásica.

   

- Item 1 – Alteração do texto

- Item 2 – Alteração das áreas de aplicação;

2.2

03/05/2012

- Inclusão do item 3 – Meio Ambiente

- Alteração da tabela do Anexo 2 em substituição da NBR 8452 pela NBR-8451-2:2011

   

- Retiradas todas as menções aos postes duplo “T” e de

madeira;

2.3

30/08/2012

-

Foi incluída a indicação do uso do poste de fibra de vidro;

Foram retirados os postes circulares que não são mais padrão.

-

   

-

Inclusão do ANEXO 6. O mesmo apresenta tabelas com

2.4

12/04/2016

trações de projeto, trações de montagem e flechas resultantes para construção de redes primárias com cabo

coberto em cruzeta.

2.5

29/11/2017

Referenciado o documento de projeto e cálculo mecânico para utilização na Distribuidora RGE Sul.

-

2.6

13/09/2018

Inclusão dos parâmetros mecânicos da rede compacta com cabo 150 mm 2 25 kV

-

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

28 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Anexo 1 - Momentos Fletores de Postes de Concreto Circulares

0,2 m

Ma=0,9Mb*Wa/

X Myb=Mb * h 0,7*M engastamento Area que define a resistencia do poste
X
Myb=Mb *
h
0,7*M
engastamento
Area que define a
resistencia do poste

Mya=Ma + (0,7Mb - Ma) * X/h

Xp = ponto de interseção (Mya=Myb)

Quando X>Xp usar Myb Quando X<Xp usar Mya

0,9 * Wa/Wb

=

0,3 + 0,9 * Wa/Wb

Xp

* h

Mb=Rn*

 

H

Legenda

RN

MB

MA

Myb

 

Mya

Xp

Wa

Wb

( m)

(daN)

(daN*m)

(daN*m)

(daN*m)

(daN*m)

(m)

(cm³)

(cm³)

 

9

9/2

200

1460

185

200*X

185

+ 114*X

2,17

223

1583

 

(h

= 7,3)

9/4

400

2920

448

400*X

448

+ 218*X

2,47

337

1977

 

9/6

600

4380

813

600*X

813

+ 308*X

2,79

476

2308

 

11/2

200

1820

177

200*X

173

+ 121*X

2,19

223

2108

 

11

11/4

400

3640

426

400*X

426

+ 233*X

2,55

337

2591

 

(h

= 9,1)

11/6

600

5460

880

600*X

788

+ 333*X

2,96

476

2968

 

11/10

1000

9100

1930

1000*X

1745

+ 508*X

3,55

859

4032

 

12

12/4

400

4000

414

400*X

414

+ 238*X

2,57

337

2929

 

(h

= 10)

12/6

600

6000

880

600*X

772

+ 342*X

3,00

476

3329

 

12/10

1000

10000

1930

1000*X

1729

+ 527*X

3,66

859

4471

 

13

13/6

600

6540

755

600*X

755

+ 350*X

3,03

476

3712

(h = 10,9)

13/10

1000

10900

1708

1000*X

1708

+ 543*X

3,74

859

4933

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

29 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

Anexo 2 - Flechas e trações para Redes Primárias Compactas

Durante a montagem das redes compactas é feito o lançamento, tracionamento e ancoragem do cabo mensageiro e, só então, são lançados os cabos fases e colocados os espaçadores.

Para permitir a montagem da rede, as tabelas abaixo apresentam a situação inicial somente com o mensageiro lançado, a situação intermediária com o lançamento dos cabos fase e a situação final com a rede completa, com mensageiro e os cabos fase presos com os espaçadores.

Durante o tracionamento do mensageiro, a tração a ser aplicada é aquela da situação inicial e deve, obrigatoriamente, ser verificada com um dinamômetro. Após a montagem da rede completa a tração no cabo mensageiro será aquela mostrada na tabela da situação final.

A tração a ser aplicada nos condutores fase não depende do vão básico, pois as

distâncias médias entre os espaçadores é que são consideradas para as flechas. As trações e flechas são para o lançamento do cabo no método cortina, ou seja, onde as bandolas ficam distanciadas de 7 metros uma da outra.

Para a condição de flecha mínima considerou-se para a RGE a temperatura de -5 o C por ser uma região de temperaturas mais baixas, e de 0 o C para a Paulista, Piratininga, Santa Cruz e Jaguariúna.

A tração de projeto é a máxima tração que poderá sofrer o condutor durante a vida útil na rede, sob condição de vento máximo a 15 o C ou sem vento a -5 o C para a RGE e 0 o C para a Paulista, Piratininga, Santa Cruz e Jaguariúna. Portanto, se o valor da tração de projeto for diferente da tração a 0 o C ou -5 o C é porque a tração com vento máximo a 15 o C é maior que as anteriores.

Para o vão básico de 35 metros foi considerada uma velocidade de vento de 60 Km/h e para o vão básico de 80 metros uma velocidade de 80 Km/h.

Os cabos cobertos das redes de 15 kV e 25 kV tem parâmetros com valores próximos, portanto adotou-se a mesma tração para estes cabos. Os cabos cobertos de 34,5 kV tem parâmetros diferentes dos outros, portanto adotou-se cálculos individuais para estes.

A rede compacta monofásica com cabo 35 mm 2 será identificada como “Cabo 35 mm 2

M” nas tabelas a seguir.

N.Documento:

Categoria:

Versão:

Aprovado por:

Data Publicação:

Página:

3648

Manual

2.7

Caius Vinicíus S Malagoli

04/10/2018

30 de 54

IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA

Tipo de Documento: Norma Técnica Área de Aplicação: Distribuição Título do Documento: Projeto de Rede

Tipo de Documento:

Norma Técnica

Área de Aplicação:

Distribuição

Título do Documento:

Projeto de Rede de Distribuição - Cálculo Mecânico

2.1 - Vão básico de 35 metros

2.1.1 - Trações de projeto

 

Cabo

Cabo

Cabo

Cabo

Cabo 70mm 2 34,5

Empresa

35mm 2

150/185

70mm 2

185mm 2

M(daN)

mm

2

(daN)

34,5kV (daN)

kV (daN)

 

(daN)

Paulista - Piratininga - Santa Cruz e Jaguariúna

187

632

373

659

438

RGE

187

648

373

659

438

2.1.2 - Trações de montagem para cabo mensageiro – situação inicial

Temperatura

Cabo 35mm 2

Cabo

Cabo 70mm 2 (daN)

Cabo 185mm 2 34,5kV (daN)

Cabo 70mm 2 34,5 kV (daN)

(

o C)

M(daN)