Você está na página 1de 228

2016

DIRETORIA

Diretor-Presidente
José Ricardo Pataro Botelho de Queiroz

Diretores
Hélio Paes de Barros Júnior
Juliano Alcântara Noman
Ricardo Fenelon Junior
Ricardo Sérgio Maia Bezerra

EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL

Superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos


Ricardo Bisinotto Catanant

Gerente de Acompanhamento de Mercado


Cristian Vieira dos Reis

Coordenador Secretária
Rafael Oliveira de Castro Alves Waleska dos Santos Cabral

Gerente Técnico de Análise Econômica Gerente Técnico de Análise Estatística


Luiz André de Abreu Cruvinel Gordo Vitor Caixeta Santos

Especialistas em Regulação de Aviação Civil Especialistas em Regulação de Aviação Civil


Domingos Sávio Evandro da Silva Carlos César Gadelha Dantas
Esa Pekka Tapani Horttanainen Guilherme Gontijo Adame
Felemon Gomes Boaventura Murilo Sakai
Flávia Macedo Rocha de Godoi Thiago Juntolli Vilhena
Frederico Alves Silva Ribeiro
José Humberto Borges Júnior

Estagiárias
Ana Beatriz dos Santos Medeiros
Lara Letícia Souza de Jesus
Layse Pessoa de Sousa

Colaboração (Seção 6) Apoio


Gerência de Operações de Serviços Aéreos Assessoria de Comunicação Social
Superintendência de Tecnologia da Informação
Anuário do Transporte Aéreo
2016

ENDEREÇO
Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC
Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos – SAS
Gerência de Acompanhamento de Mercado – GEAC
Setor Comercial Sul, Quadra 9, Lote C
Edifício Parque da Cidade Corporate, Torre A, 5º andar
CEP 70308-200, Brasília/DF, Brasil
Contatos: www.anac.gov.br/faleanac, 163

É permitida a reprodução do conteúdo deste Anuário, desde que mencionada a fonte:


Anuário do Transporte Aéreo 2016, volume único, 1ª edição, Agência Nacional de
Aviação Civil.

Todas as informações monetárias estão expressas em reais, salvo indicação em


contrário.

Não são citadas as fontes das figuras, dos quadros e das tabelas de autoria da Agência
Nacional de Aviação Civil.

As informações divulgadas estão sujeitas a alterações.

Brasília, DF, 29 de junho de 2017.


Apresentação
O setor da aviação civil destaca-se mundialmente por sua tradição nos processos de
coleta, processamento e divulgação de dados e informações. Diversas instituições
públicas e privadas ao redor do mundo coletam e divulgam dados sobre o setor aéreo
desde o início do século XX, mantendo séries temporais com razoáveis níveis de
consistência e buscando padronizar conceitos e metodologias de apuração, com vistas a
permitir a comparação entre os dados coletados em países diversos.

Nesse sentido, a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) – da qual o Brasil


é um dos 191 países-membros – mantém, desde 1947, um programa estatístico para a
coleta, o processamento, a análise e a disseminação de dados estatísticos da aviação civil.

A OACI é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), criada
durante a Conferência de Aviação Civil Internacional ocorrida na cidade de Chicago em
1944, Estados Unidos, em que 52 países assinaram uma Convenção de Aviação Civil
Internacional, também conhecida como Convenção de Chicago.

A Organização é responsável por estabelecer padrões, normas e procedimentos


internacionais para a aviação civil, e, atualmente, concentra os seus esforços em cinco
objetivos estratégicos: segurança operacional, segurança contra atos de interferência
ilícita e facilitação, capacidade e eficiência da navegação aérea, desenvolvimento
econômico e proteção ambiental.

Logo, as informações coletadas do transporte aéreo revelam-se de extrema importância


para o bom desempenho das atividades de análise, planejamento e desenvolvimento de
estudos, que têm contribuído substancialmente para a evolução e modernização do setor.

Tradicionalmente, os dados são utilizados para subsidiar o processo legislativo, a


formulação de políticas públicas e o processo regulatório que abrange o setor, assim como
para o planejamento de investimentos e a tomada de diversas decisões estratégicas no
campo mercadológico, como a prospecção de mercado, as ações concorrenciais e o
planejamento de frota e de infraestrutura aeroportuária e de navegação aérea.

O Anuário do Transporte Aéreo foi publicado pela primeira vez no Brasil em 1972, pelo
então Departamento de Aviação Civil (DAC) do Comando da Aeronáutica, órgão
responsável, à época, pela regulação do setor aéreo. No entanto, anteriormente ao
Anuário, diversos relatórios que apresentavam informações e séries temporais com os
dados estatísticos e econômicos do setor já eram publicados.

4
Apresentação
Com o advento da Lei n° 11.182/2007, o Anuário do Transporte Aéreo constitui uma
publicação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), entidade da Administração
Pública Federal Indireta submetida ao regime autárquico especial, caracterizado por
independência administrativa, autonomia financeira, ausência de subordinação
hierárquica e mandato fixo de seus dirigentes, que atuam em regime de colegiado.

A Agência atua como autoridade de aviação civil vinculada ao Ministério dos


Transportes, Portos e Aviação Civil e tem as atribuições de regular e fiscalizar as
atividades de aviação civil e de infraestrutura aeronáutica e aeroportuária, nos termos das
políticas estabelecidas pelos Poderes Executivo e Legislativo. Para tal, deve adotar as
medidas necessárias ao atendimento do interesse público e ao desenvolvimento da
aviação civil.

A elaboração e a divulgação de estudos sobre as condições de mercado inserem-se entre


as competências legais desta instituição e foram regimentalmente conferidas à
Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos (SAS), conforme a Resolução
ANAC n° 381/2016.

O Anuário do Transporte Aéreo de 2016 apresenta dados dos últimos dez anos,
provenientes das operações domésticas e internacionais das empresas aéreas brasileiras e
estrangeiras que prestam serviços no Brasil, tais como: passageiros e cargas
transportados; oferta e demanda; aproveitamento das aeronaves; participação de mercado;
atrasos e cancelamentos; frota de aeronaves; pessoal por categoria; aeroportos utilizados;
receitas, custos e despesas; resultado líquido do exercício; indicadores de liquidez,
rentabilidade, endividamento e situação líquida patrimonial; tarifas aéreas domésticas
comercializadas; entre outros.

Assim, o documento é constituído de um sumário executivo e de oito capítulos: 1. Cenário


Macroeconômico; 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras; 3. Oferta de Transporte
Aéreo; 4. Demanda por Transporte Aéreo; 5. Aproveitamento das Aeronaves; 6.
Percentuais de Atrasos e Cancelamentos; 7. Tarifas Aéreas Domésticas; e 8. Desempenho
Econômico-Financeiro.

Espera-se que as informações apresentadas no Anuário do Transporte Aéreo ampliem o


conhecimento da sociedade brasileira e subsidiem a realização de pesquisas, estudos e
análises mais abrangentes sobre o setor.

5
Apresentação
Os dados do transporte aéreo também estão disponíveis na seção “Dados e Estatísticas”
no site da ANAC na internet: www.anac.gov.br.

As informações apresentadas são apuradas com base em dados periodicamente


registrados pelas empresas aéreas na ANAC, nos termos da regulamentação vigente. Os
dados são submetidos a críticas, validações e procedimentos de auditoria pela Agência,
no intuito de alcançar o maior nível de consistência possível. Assim, os dados estão
sujeitos a revisões, correções e alterações e podem apresentar diferenças em relação
àqueles divulgados em versões anteriores do Anuário.

Reclamações, denúncias, sugestões, críticas e elogios relacionados ao Anuário do


Transporte Aéreo podem ser registrados no sistema Fale com a ANAC, acessível por meio
da página da Agência na internet ou do telefone 163.

Boa leitura!

Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos

6
Sumário Executivo
O transporte aéreo encontra-se sob o regime de livre concorrência, cujos principais pilares
são a liberdade tarifária – vigente desde 2001 para voos domésticos e desde 2010 para
todos os destinos de voos internacionais com origem no Brasil – e a liberdade de oferta,
que foi instituída em 2005. Estes preceitos foram assegurados pela Lei nº 11.182/2005, a
mesma lei que criou a ANAC.

Atualmente, qualquer linha aérea pode ser atendida por qualquer empresa aérea
interessada certificada pela ANAC – desde que observada a capacidade de infraestrutura
aeroportuária e a prestação de serviço adequado – e as tarifas aéreas oscilam de acordo
com as condições de mercado (oferta, demanda, custos e concorrência, entre outros
fatores).

A evolução do setor nos últimos anos evidencia que o ambiente de livre concorrência
tende a estimular a inovação, a otimização de custos, a melhoria da eficiência, a
modicidade tarifária e a manutenção da oferta em níveis compatíveis com o crescimento
da demanda.

Em 2015 e 2016, o transporte aéreo desenvolveu-se em um cenário de recessão


econômica no Brasil, o que afetou diretamente a demanda por voos.

Na análise dos principais fatores que afetaram os custos do setor no ano, observou-se que
o preço médio do barril de petróleo no mercado internacional apresentou valorização de
44% ao longo do ano, tendo passado de US$ 36,56 em dezembro de 2015 para US$ 52,61
em dezembro de 2016. Entretanto, o preço médio no ano de 2016 (US$ 42,84) foi 16%
inferior à média da cotação de 2015 (US$ 50,79)1. O preço internacional do barril de
petróleo é adotado como base de precificação do querosene de aviação no Brasil, que é
um dos principais insumos do setor e que representou aproximadamente 24,5% do total
de custos dos serviços de transporte aéreo público e de despesas operacionais das
principais empresas brasileiras, exceto táxi-aéreo, em 2016.

A taxa de câmbio do Real em relação ao Dólar, por outro lado, registrou queda ao longo
de 2016, após forte alta no ano de 2015, finalizando 2016 cotada a R$ 3,35, 13,4% menor
que o valor de dezembro do ano anterior. Entretanto, a cotação média no ano (R$ 3,49)
ainda foi 4,8% superior à média registrada em 2015.2 Nesse sentido, é importante
observar que os custos com combustível, arrendamento, seguro e manutenção de
aeronaves, que representaram cerca de 47,1% do total de custos dos serviços de transporte
aéreo público e de despesas operacionais em 2016, estão diretamente atrelados à moeda
norte americana.

1
Preço médio do barril de petróleo, considerando Brent, WTI e Dubai, obtida da série POILAPSP, que é
mantida pelo Fundo Monetário Internacional.
2
Dados da taxa de câmbio tiveram como fonte a série “3696 - Taxa de câmbio - Livre - Dólar americano
(venda) - Média de período – mensal”, que é mantida pelo Banco Central do Brasil.

7
Sumário Executivo
Neste cenário, a Tarifa Aérea Média Doméstica foi apurada em R$ 349,14 e o valor médio
do quilômetro voado por passageiro (Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico) registrou
redução real de 4,1% em 2016 na comparação com o ano anterior, tendo sido apurado em
R$ 0,308/km. Nos últimos dez anos, este indicador caiu quase à metade, passando de R$
0,649 por km (em 2007) para R$ 0,344, com redução real de 47% nas 52 rotas que são
monitoradas desde o início da série histórica. Em 2016, de cada 100 assentos
comercializados em voos domésticos ao público adulto em geral, praticamente 8 foram
vendidos com tarifas aéreas inferiores a R$ 100,00, tendo a maioria (53,5%) sido
comercializada com valores abaixo de R$ 300,00. Tarifas aéreas domésticas superiores a
R$ 1.500,00 representaram 0,5% no ano.

A ANAC realizou, em 2016, um acompanhamento específico das tarifas aéreas


domésticas comercializadas em virtude da realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016,
assim como ocorrido no ano de 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil. Tal
acompanhamento observou como os preços das passagens aéreas para a cidade-sede no
período de realização do evento se comportaram, de acordo com origem/destino do
passageiro e antecedência de compra. Os resultados deste acompanhamento foram
publicados no relatório Transporte Aéreo nos Jogos Olímpicos Rio 2016: Demanda,
Oferta e Tarifas Aéreas Domésticas, disponível na página da ANAC na internet, no
endereço http://www.anac.gov.br/assuntos/dados-e-estatisticas/transporte-aereo-nos-
jogos-olimpicos-rio-2016-demanda-oferta-e-tarifas-aereas.

Assim, em 2016, foi transportado um total de 109,6 milhões de passageiros pagos no país,
88,7 milhões em voos domésticos e 20,9 milhões em voos internacionais. Com este
resultado, o setor registrou 50 milhões de passageiros incluídos nos últimos dez anos.

A demanda doméstica do transporte aéreo de passageiros apresentou, em 2016, sua


primeira baixa após mais de 10 anos de crescimento, tendo reduzido 5,7% no ano em
termos de passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK). Ainda assim, este
indicador praticamente duplicou nos últimos dez anos, com alta de 95% entre os anos de
2007 e 2016 e com crescimento médio de 7,7% ao ano. Esse crescimento representou
praticamente 5 vezes o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e mais de
8 vezes o da população do país.

A quantidade de passageiros pagos transportados em voos domésticos para cada 100


habitantes no Brasil, passou de reduziu de 8,5% em 2016, tendo sido apurada em 43. No
entanto, nos últimos dez anos essa taxa aumentou 70%. Quando considerados também os
passageiros transportados em voos internacionais com origem ou destino no Brasil,
verifica-se que a taxa passou de 31,5 passageiros para cada 100 habitantes em 2007 para
53,2 em 2016.

Desde 2010, o avião tem sido o principal meio de transporte utilizado pelos passageiros
nas viagens interestaduais, quando considerados os serviços de transporte regular dos
modais aéreo e rodoviário. Em 2007, a participação do transporte aéreo neste mercado

8
Sumário Executivo
era de 41,3%, contra 58,7% do rodoviário. Em 2016 a participação do modal aéreo foi de
65,4%, frente 34,6% do rodoviário. Assim, a participação do transporte aéreo avançou
0,7% neste mercado na comparação com o ano anterior. Ambos os modais apresentaram
redução no número de passageiros transportados neste mercado em 2016.

A Gol liderou o mercado doméstico em termos de demanda (RPK), com 36,0% de


participação em 2016, seguida pela Latam, líder nos 9 anos anteriores, com 34,7%. Azul
e Avianca obtiveram 17,1% e 11,5%. A Latam teve sua participação no mercado
doméstico reduzida em 5,3% com relação ao ano de 2015, enquanto Gol, Azul e Avianca
registraram crescimento de 0,2%, 0,5% e 21,4%, respectivamente. Entre as quatro
empresas, apenas a Avianca registrou alta na demanda doméstica em termos absolutos,
da ordem de 14,5%, enquanto a Latam registrou o maior recuo, de 10,7%. Gol e Azul
tiveram baixa de 5,5% e 5,2%, respectivamente.

A demanda de passageiros por voos internacionais com origem ou destino no Brasil, por
sua vez, aumentou 80% desde 2007, com crescimento médio de 6,7% ao ano. Em 2016,
entretanto, o transporte aéreo apresentou redução de 3,6% neste mercado em relação a
2015, a primeira desde 2009. A demanda das empresas aéreas brasileiras, que
responderam por 26,1% do transporte internacional de passageiros no Brasil em 2016,
retraiu 0,3% na comparação com 2015, enquanto as empresas estrangeiras tiveram baixa
de 4,7%. Latam, Gol e Azul representaram praticamente a totalidade das operações das
empresas aéreas brasileiras neste mercado, com participação entre elas de 78,9%, 11,8%
e 9,2%, respectivamente. A brasileira Latam liderou este mercado entre empresas
brasileiras e estrangeiras, com 24,5% do total de passageiros transportados em voos
internacionais, seguida da Gol com 9%.

O número de voos apresentou a terceira redução consecutiva em 2016, ficando abaixo do


patamar de 1 milhão pela primeira vez desde 2010. A quantidade de voos domésticos e
internacionais reduziu em 11,4% e 7,9%, respectivamente. No geral, a quantidade de voos
em 2016 foi 10,9% menor em relação a 2015, tendo sido apurada em 964 mil. Nos últimos
10 anos observou-se um incremento de 31,6%.

A taxa de aproveitamento dos assentos das aeronaves em voos domésticos (RPK/ASK)


foi a melhor em dez anos, tendo alcançado 80,0% em 2016, o que representou melhora
de 0,2% em relação à registrada em 2015 e de 18,0% quando comparada com 2007. No
mercado internacional, o aproveitamento das aeronaves de 2016 aumentou 3,5% em
relação a 2015, com 81,5%, e foi 2,5% superior em relação a 2007.

Os percentuais de atrasos superiores a 30 minutos e a 60 minutos em voos regulares


domésticos foram de 5,9% e de 2,2% do total de etapas de voos realizadas em 2016. O
resultado representou melhoria de 1,6% e de 0,2%, respectivamente, em relação ao ano
de 2015. Se comparados com os mesmos percentuais de 2007, houve redução de
aproximadamente 81% e 86% nas ocorrências. Por sua vez, o percentual de
cancelamentos de 11,8% dos voos domésticos programados em 2016 foi 14,8% inferior

9
Sumário Executivo
ao ano anterior, e representou redução de 43% em relação ao registrado em 2007. Nos
voos internacionais, os atrasos superiores a 30 minutos e a 60 minutos representaram
7,9% e 3,9% do total de etapas realizadas em 2016. O percentual de cancelamentos foi de
3,5% do total de etapas previstas. Apenas o percentual de cancelamentos apresentou
melhora no ano de 2016, em comparação com 2015, com redução de 10,6%. Os
percentuais de atrasos superiores a 30 minutos e a 60 minutos apresentaram aumento de
1,6% e 3,2%, respectivamente.

A quantidade de carga paga e correio transportados em voos domésticos foi de 419 mil
toneladas, com variação negativa de 8,0% em relação ao ano anterior e aumento de 0,3%
com relação a 2007. No mercado internacional, a quantidade de carga paga e correio
transportados registrou 726 mil toneladas em 2016, o que representou queda de 4,8% em
relação a 2015 e alta de 12,2% desde 2007.

As receitas com serviços aéreos públicos das principais empresas brasileiras de transporte
aéreo de passageiros, carga e mala postal alcançou a cifra recorde de 35,6 bilhões de reais
em 2016, o que representou crescimento de 1,0% em relação a 2015. O principal item foi
a receita de passagens, com participação de 83,6%, seguida da receita de carga, que
representou 6,8%.

O total de custos e de despesas operacionais dos serviços aéreos públicos reduziu 2,3%
em 2016 quando comparado a 2015, tendo sido apurada em 34,2 bilhões de reais. O
combustíveis e lubrificantes mantiveram-se como principal item de custos e despesas de
serviços aéreos públicos em 2016, mas sua representatividade reduziu de 29,5% em 2015
para 24,5% em 2016. O segundo item mais representativo em 2016 foram os custos com
seguro, arrendamento e manutenção de aeronaves (22,6%) e o terceiro item foram as
despesas operacionais (15,0%).

O resultado financeiro do setor, que é composto, principalmente, por ganhos e perdas


decorrentes de variação cambial, juros de empréstimos/financiamentos e por ganhos e
perdas com instrumentos financeiros, foi negativo em 365,1 milhões de reais em 2016,
ante 4,8 bilhões de reais negativos em 2015.

Assim, o setor apurou prejuízo pelo sexto exercício social consecutivo, com resultado
líquido negativo de 1,57 bilhões de reais em 2016, correspondente a uma margem líquida
negativa de 4,6%, ante a perda recorde de R$ 5,9 bilhões em 2015. O prejuízo acumulado
desde 2011 alcançou a cifra de 16,8 bilhões de reais.

Mais informações e detalhes por empresa, aeroporto, rota, cidade, unidade da federação,
região, país, entre outros, estão ilustrados por meio de gráficos acompanhados de
comentários no próprio documento.

10
Índice
SEÇÃO 1. CENÁRIO MACROECONÔMICO...................................................................... 27
Introdução.............................................................................................................28
Produto Interno Bruto e População ...................................................................29
Taxa de Câmbio ...................................................................................................30
Preço Internacional do Barril de Petróleo .........................................................31
SEÇÃO 2. ESTRUTURA DAS EMPRESAS AÉREAS BRASILEIRAS ..................................... 32
Introdução.............................................................................................................33
Pessoal ...................................................................................................................35
Frota ......................................................................................................................38
SEÇÃO 3. OFERTA DE TRANSPORTE AÉREO ................................................................. 41
Introdução.............................................................................................................42
Total da Indústria ................................................................................................43
Voos Realizados ...................................................................................................................... 44
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 46

Mercado Doméstico ..............................................................................................47


Voos Realizados ...................................................................................................................... 49
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 56
Aeroportos Utilizados ............................................................................................................. 60

Mercado Internacional ........................................................................................67


Voos Realizados ...................................................................................................................... 68
Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK) .................................................................................. 74

SEÇÃO 4. DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO ........................................................... 77


Introdução.............................................................................................................78
Total da Indústria ................................................................................................79
Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 79
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) ............................................................ 80
Carga Paga e Correio Transportados ...................................................................................... 81

Mercado Doméstico ..............................................................................................82


Passageiros Pagos Transportados ........................................................................................... 84
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) ............................................................ 98
Carga paga e correio transportados ..................................................................................... 101

Mercado Internacional ......................................................................................105


Passageiros Pagos Transportados ......................................................................................... 107
Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK) .......................................................... 113
Carga paga e correio transportados ..................................................................................... 116

Transporte interestadual regular de passageiros ............................................122


SEÇÃO 5. APROVEITAMENTO DAS AERONAVES .......................................................... 124

11
Índice
Introdução...........................................................................................................125
Total da Indústria ..............................................................................................126
RPK/ASK ................................................................................................................................ 127
Horas Voadas/Aeronave-Dia Disponível ............................................................................... 128

Mercado Doméstico ............................................................................................130


RPK/ASK ................................................................................................................................ 130

Mercado Internacional ......................................................................................132


RPK/ASK ................................................................................................................................ 132

SEÇÃO 6. PERCENTUAIS DE ATRASOS E CANCELAMENTOS ....................................... 134


Introdução...........................................................................................................135
Total da Indústria ..............................................................................................136
Mercado Doméstico ............................................................................................139
Mercado Internacional ......................................................................................142
Dados por Rota ...................................................................................................145
SEÇÃO 7. TARIFAS AÉREAS DOMÉSTICAS .................................................................. 150
Introdução...........................................................................................................151
Tarifa Aérea Doméstica Real ............................................................................153
Yield Tarifa Aérea Doméstico Real ..................................................................167
SEÇÃO 8. DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO .................................................. 178
Introdução...........................................................................................................179
Receita de Serviços Aéreos Públicos .................................................................180
Custos e Despesas Operacionais dos Serviços Aéreos Públicos .....................185
Resultado Financeiro .........................................................................................189
Resultado Líquido ..............................................................................................190
Fluxos de Caixa ..................................................................................................192
Indicadores .........................................................................................................194
Margem Bruta ....................................................................................................................... 194
EBIT ....................................................................................................................................... 196
Margem EBIT ........................................................................................................................ 198
Margem Líquida .................................................................................................................... 200
RASK e CASK .......................................................................................................................... 202
RATK e CATK ......................................................................................................................... 207

ANEXO A. GLOSSÁRIO ................................................................................................. 211


ANEXO B. LISTA DE ABREVIATURAS ........................................................................... 215
ANEXO C. LISTA DE SIGLAS DE EMPRESAS AÉREAS REGULARES ............................. 217
ANEXO D. LISTA DE SIGLAS DE AERÓDROMOS BRASILEIROS.................................... 219

12
Índice
ANEXO E. LEGISLAÇÃO BÁSICA .................................................................................. 226

13
Lista de Figuras
Figura 1.1: Variação do PIB brasileiro, de 2007 a 2016 ............................................... 29
Figura 1.2: Evolução da população brasileira, 2007 a 2016 ......................................... 29
Figura 1.3: Evolução da taxa de câmbio R$/US$, de 2007 a 2016 ............................... 30
Figura 1.4: Evolução do preço médio internacional do barril do petróleo (Brent, Dubai
e WTI), 2007 a 2016 ....................................................................................................... 31
Figura 2.1: Quantidade de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras,
2012 a 2016 .................................................................................................................... 35
Figura 2.2: Proporção de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2016
........................................................................................................................................ 35
Figura 2.3: Quantidade de empregados por aeronave – empresas aéreas brasileiras,
2014 a 2016 .................................................................................................................... 36
Figura 2.4: Proporção de pilotos e co-pilotos no total de empregados – empresas aéreas
brasileiras, 2014 a 2016 .................................................................................................. 36
Figura 2.5: Número de pilotos e co-pilotos por mil decolagens – empresas aéreas
brasileiras, 2014 a 2016 .................................................................................................. 37
Figura 2.6: Quantidade de aeronaves por fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2012
a 2016 ............................................................................................................................. 38
Figura 2.7: Proporção de aeronaves por assentos de passageiro instalados – empresas
aéreas brasileiras, 2016 ................................................................................................... 39
Figura 3.1: Evolução da quantidade de voos – mercados doméstico e internacional,
2007 a 2016 .................................................................................................................... 44
Figura 3.2: Variação da quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercados
doméstico e internacional, 2007 a 2016 ......................................................................... 44
Figura 3.3: Variação da quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior
– mercados doméstico e internacional, 2016 .................................................................. 45
Figura 3.4: Evolução do ASK – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016 .... 46
Figura 3.5: Variação do ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e
internacional, 2007 a 2016.............................................................................................. 46
Figura 3.6: Evolução da quantidade de voos – mercado doméstico, 2007 a 2016........ 49
Figura 3.7: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercado
doméstico, 2007 a 2016 .................................................................................................. 49
Figura 3.8: Variação na quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior
– mercado doméstico, 2016 ............................................................................................ 50

14
Lista de Figuras
Figura 3.9: Participação das quatro principais empresas no número de voos – mercado
doméstico, 2016 .............................................................................................................. 50
Figura 3.10: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior por empresa
– mercado doméstico, 2016 ............................................................................................ 51
Figura 3.11: Participação dos 20 principais aeroportos na quantidade de decolagens –
mercado doméstico, 2016 ............................................................................................... 51
Figura 3.12: Variação da quantidade de decolagens nos 20 principais aeroportos com
relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2016 ...................................................... 52
Figura 3.13: Quantidade de decolagens por região (milhares) – mercado doméstico,
2016 ................................................................................................................................ 53
Figura 3.14: Quantidade de decolagens por mil de habitantes por região – mercado
doméstico, 2016 .............................................................................................................. 54
Figura 3.15: Quantidade de decolagens para cada um milhão de reais em PIB gerado
em 2014* por região – mercado doméstico .................................................................... 54
Figura 3.16: Quantidade de decolagens por Real em PIB per capita gerado em 2014*
por região – mercado doméstico ..................................................................................... 55
Figura 3.17: Variação no número de decolagens por região com relação ao ano anterior
– mercado doméstico, 2016 ............................................................................................ 55
Figura 3.18: Evolução do ASK – mercado doméstico, 2007 a 2016 ............................. 56
Figura 3.19: Variação do ASK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2007 a
2016 ................................................................................................................................ 56
Figura 3.20: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado
doméstico, 2016 .............................................................................................................. 57
Figura 3.21: Participação das quatro maiores empresas no ASK – mercado doméstico,
2016 ................................................................................................................................ 57
Figura 3.22: Variação do ASK com relação ao ano anterior por empresa – mercado
doméstico, 2016 .............................................................................................................. 58
Figura 3.23: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Latam e
Gol – mercado doméstico, 2016 ..................................................................................... 58
Figura 3.24: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Azul,
Avianca – mercado doméstico, 2016 .............................................................................. 59
Figura 3.25: Quantidade de aeroportos utilizados para voos domésticos regulares e não
regulares por unidade da federação, 2016 ...................................................................... 60
Figura 3.26: Decolagens por estado e aeroporto – região Sudeste, 2016...................... 61
Figura 3.27: Decolagens por estado e aeroporto – região Nordeste, 2016.................... 62

15
Lista de Figuras
Figura 3.28: Decolagens por estado e aeroporto – região Sul, 2016 ............................. 63
Figura 3.29: Decolagens por estado e aeroporto – região Centro-Oeste, 2016 ............. 64
Figura 3.30: Decolagens por estado e aeroporto – região Norte, 2016 ......................... 65
Figura 3.31: Aeroportos utilizados por empresa – mercado doméstico, 2015 e 2016 .. 65
Figura 3.32: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional, 2007 a
2016 ................................................................................................................................ 68
Figura 3.33: Variação no número de voos realizados em relação ao ano anterior –
mercado internacional, 2007 a 2016 ............................................................................... 68
Figura 3.34: Variação no número de voos realizados em relação ao mesmo mês do ano
anterior – mercado internacional, 2016 .......................................................................... 69
Figura 3.35: Evolução do número de voos realizados por nacionalidade da empresa –
mercado internacional, 2007 a 2016 ............................................................................... 69
Figura 3.36: Proporção de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado
internacional, 2007 a 2016.............................................................................................. 69
Figura 3.37: Variação do número de voos realizados por nacionalidade da empresa –
mercado internacional, 2016/2007 ................................................................................. 70
Figura 3.38: Variação do número de voos realizados por nacionalidade da empresa –
mercado internacional, 2016/2015 ................................................................................. 70
Figura 3.39: Participação de mercado das maiores empresas em termos de voos
realizados – mercado internacional, 2016 ...................................................................... 71
Figura 3.40: Variação na quantidade de voos realizados pelas maiores empresas –
mercado internacional, 2016/2015 ................................................................................. 71
Figura 3.41: Quantidade de voos entre Brasil e outros países, por continente, 2015 e
2016 ................................................................................................................................ 72
Figura 3.42: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e os 20 principais destinos
internacionais, 2015 e 2016 ............................................................................................ 73
Figura 3.43: Evolução do ASK – mercado internacional, 2007 a 2016 ........................ 74
Figura 3.44: Variação no ASK em relação ao ano anterior – mercado internacional,
2007 a 2016 .................................................................................................................... 74
Figura 3.45: Evolução do ASK por nacionalidade das empresas – mercado
internacional, 2007 a 2016.............................................................................................. 75
Figura 3.46: Variação do ASK por nacionalidade da empresa – mercado internacional,
2016/2007 ....................................................................................................................... 75

16
Lista de Figuras
Figura 3.47: Variação do ASK por nacionalidade da empresa – mercado internacional,
2016/2015 ....................................................................................................................... 75
Figura 3.48: Participação de mercado das maiores empresas em termos de ASK –
mercado internacional, 2016........................................................................................... 76
Figura 3.49: Variação do ASK das maiores empresas – mercado internacional,
2016/2015 ....................................................................................................................... 76
Figura 4.1: Evolução da quantidade de passageiros pagos transportados – mercados
doméstico e internacional, 2007 a 2016 ......................................................................... 79
Figura 4.2: Variação da quantidade de passageiros pagos transportados – mercados
doméstico e internacional, 2007 a 2016 ......................................................................... 79
Figura 4.3: Evolução do RPK – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016 .... 80
Figura 4.4: Variação do RPK – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016 ..... 80
Figura 4.5: Evolução da quantidade de carga paga e correio transportados – mercados
doméstico e internacional, 2007 a 2016 ......................................................................... 81
Figura 4.6: Variação da quantidade de carga paga e correio transportados – mercados
doméstico e internacional, 2007 a 2016 ......................................................................... 81
Figura 4.7: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado
doméstico, 2007 a 2016 .................................................................................................. 84
Figura 4.8: Variação nos passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior –
mercado doméstico, 2007 a 2016 ................................................................................... 84
Figura 4.9: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês
do ano anterior – mercado doméstico, 2016 ................................................................... 85
Figura 4.10: Evolução da quantidade de passageiros pagos domésticos por grupo de
100 habitantes, 2007 a 2016 ........................................................................................... 85
Figura 4.11: Participação das quatro maiores empresas em passageiros pagos
transportados – mercado doméstico, 2016 ..................................................................... 86
Figura 4.12: Variação de passageiros pagos transportados com relação ao ano anterior
por empresa – mercado doméstico, 2016 ....................................................................... 86
Figura 4.13: Variação no número de passageiros pagos transportados (milhões de
passageiros) – mercado doméstico, 2016 ....................................................................... 86
Figura 4.14: Passageiros pagos embarcados por região brasileira, em milhões –
mercado doméstico, 2016 ............................................................................................... 87
Figura 4.15: Quantidade de embarques domésticos por grupo de 100 habitantes por
região – mercado doméstico, 2016 ................................................................................. 88

17
Lista de Figuras
Figura 4.16: Quantidade de embarques domésticos por milhão de reais em PIB gerado
em 2014* por região – mercado doméstico .................................................................... 88
Figura 4.17: Distribuição dos passageiros embarcados por região – mercado doméstico,
2016 ................................................................................................................................ 89
Figura 4.18: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região
Sudeste – mercado doméstico, 2016 .............................................................................. 90
Figura 4.19: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região
Nordeste – mercado doméstico, 2016............................................................................. 91
Figura 4.20: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região
Centro-Oeste – mercado doméstico, 2016 ...................................................................... 92
Figura 4.21: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região Sul
– mercado doméstico, 2016 ............................................................................................ 93
Figura 4.22: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região
Norte – mercado doméstico, 2016 .................................................................................. 94
Figura 4.23: Distribuição dos embarques nos 20 maiores aeroportos – mercado
doméstico, 2016 .............................................................................................................. 95
Figura 4.24: Variação no número de embarques em relação ao ano anterior por
aeroporto – mercado doméstico, 2016 ............................................................................ 96
Figura 4.25: Passageiros pagos transportados nas 20 principais rotas* – mercado
doméstico, 2015 e 2016 .................................................................................................. 97
Figura 4.26: Evolução do RPK – mercado doméstico, 2007 a 2016 ............................ 98
Figura 4.27: Variação do RPK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2007 a
2016 ................................................................................................................................ 98
Figura 4.28: Variação do RPK em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado
doméstico, 2016 .............................................................................................................. 99
Figura 4.29: Variação do RPK doméstico, PIB e população brasileira em relação ao
ano anterior, 2007 a 2016 ............................................................................................... 99
Figura 4.30: Participação das cinco maiores empresas no RPK – mercado doméstico,
2009 a 2016 .................................................................................................................. 100
Figura 4.31: Variação no RPK com relação ao ano anterior por empresa – mercado
doméstico, 2016 ............................................................................................................ 100
Figura 4.32: Evolução da quantidade de carga paga e correio transportados – mercado
doméstico, 2007 a 2016 ................................................................................................ 101
Figura 4.33: Variação anual da quantidade de carga paga e correio transportados –
mercado doméstico, 2007 a 2016 ................................................................................. 101

18
Lista de Figuras
Figura 4.34: Participação das principais empresas em termos de carga paga e correio
transportados – mercado doméstico, 2016 ................................................................... 102
Figura 4.35: Variação da carga paga e correio transportados com relação ao ano
anterior por empresa – mercado doméstico, 2016 ........................................................ 102
Figura 4.36: Carga paga e correio transportados nas 20 principais rotas – mercado
doméstico, 2015 e 2016 ................................................................................................ 103
Figura 4.37: Carga e correio despachados por unidade da federação – mercado
doméstico, 2016 ............................................................................................................ 104
Figura 4.38: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado
internacional, 2007 a 2016............................................................................................ 107
Figura 4.39: Variação no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano
anterior – mercado internacional, 2007 a 2016 ............................................................ 107
Figura 4.40: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês
do ano anterior – mercado internacional, 2016 ............................................................ 108
Figura 4.41: Evolução do número de passageiros pagos transportados por
nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2007 a 2016 ............................... 108
Figura 4.42: Variação do número de passageiros pagos transportados por nacionalidade
da empresa – mercado internacional, 2016/2007 ......................................................... 109
Figura 4.43: Variação do número de passageiros pagos transportados por nacionalidade
da empresa – mercado internacional, 2016/2015 ......................................................... 109
Figura 4.44: Participação de mercado das maiores empresas em termos de passageiros
pagos transportados – mercado internacional, 2016 ..................................................... 110
Figura 4.45: Variação na quantidade de passageiros pagos transportados pelas maiores
empresas – mercado internacional, 2016/2015............................................................. 110
Figura 4.46: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e outros países por
continente, 2015 e 2016 ................................................................................................ 111
Figura 4.47: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e os 20 principais
destinos internacionais, 2015 e 2016 ............................................................................ 112
Figura 4.48: Evolução do RPK – mercado internacional, 2007 a 2016 ...................... 113
Figura 4.49: Variação no RPK em relação ao ano anterior – mercado internacional,
2007 a 2016 .................................................................................................................. 113
Figura 4.50: Evolução do RPK por nacionalidade das empresas – mercado
internacional – 2007 a 2016.......................................................................................... 114
Figura 4.51: Variação do RPK por nacionalidade da empresa – mercado internacional,
2016/2007 ..................................................................................................................... 114

19
Lista de Figuras
Figura 4.52: Variação do RPK por nacionalidade da empresa – mercado internacional,
2016/2015 ..................................................................................................................... 114
Figura 4.53: Participação de mercado das maiores empresas em termos de RPK –
mercado internacional, 2016......................................................................................... 115
Figura 4.54: Variação do RPK das maiores empresas – mercado internacional,
2016/2015 ..................................................................................................................... 115
Figura 4.55: Evolução da quantidade de carga paga e correio transportados – mercado
internacional, 2007 a 2016............................................................................................ 116
Figura 4.56: Evolução da quantidade de carga paga e correio transportados por
nacionalidade das empresas – mercado internacional, 2007 a 2016 ............................ 116
Figura 4.57: Variação na quantidade de carga paga e correio transportados – mercado
internacional, 2016/2007 .............................................................................................. 117
Figura 4.58: Variação na quantidade de carga paga e correio transportados – mercado
internacional, 2016/2015 .............................................................................................. 117
Figura 4.59: Participação das principais empresas na quantidade de carga paga e
correio transportados – mercado internacional, 2016 ................................................... 118
Figura 4.60: Variação da quantidade de carga paga e correio transportados pelas
principais empresas – mercado internacional, 2016/2015 ............................................ 118
Figura 4.61: Quantidade de carga paga e correio transportados entre Brasil e demais
países por continente – mercado internacional, 2016 ................................................... 119
Figura 4.62: Quantidade de carga paga e correio transportados nas 20 principais rotas
internacionais com origem no Brasil, 2016 .................................................................. 120
Figura 4.63: Quantidade de carga paga e correio transportados nas 20 principais rotas
internacionais com destino no Brasil, 2016 .................................................................. 121
Figura 4.64: Evolução da quantidade de passageiros interestaduais de longa distância
transportados pelos modais aéreo e rodoviário, 2007 a 2016 ....................................... 122
Figura 4.65: Participação dos modais aéreo e rodoviário no transporte interestadual de
passageiros de longa distância, 2016 ............................................................................ 122
Figura 4.66: Participação dos modais aéreo e rodoviário no transporte interestadual de
passageiros de longa distância, 2007 e 2015 ................................................................ 123
Figura 5.1: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercados
doméstico e internacional, 2007 a 2016 ....................................................................... 127
Figura 5.2: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior –
mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016 ....................................................... 127

20
Lista de Figuras
Figura 5.3: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao mesmo mês do ano
anterior – mercados doméstico e internacional, 2016 .................................................. 128
Figura 5.4: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível
por empresa – mercados doméstico e internacional, 2015 (esquerda) e 2016 (direita) 128
Figura 5.5: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível
por configuração da aeronave – empresas brasileiras, 2015 e 2016 ............................. 129
Figura 5.6: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado
doméstico, 2007 a 2016 ................................................................................................ 130
Figura 5.7: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior –
mercado doméstico, 2007 a 2016 ................................................................................. 130
Figura 5.8: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao mesmo mês do ano
anterior – mercado doméstico, 2016............................................................................. 131
Figura 5.9: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado
doméstico, 2015 (esquerda) e 2016 (direita) ................................................................ 131
Figura 5.10: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado
internacional, 2007 a 2016............................................................................................ 132
Figura 5.11: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao mesmo mês do
ano anterior – mercado internacional, 2016 ................................................................. 133
Figura 5.12: Aproveitamento em termos de RPK/ASK por empresa – mercado
internacional, 2015 (esquerda) e 2016 (direita) ............................................................ 133
Figura 6.1: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – indústria, por ano,
2007 a 2016 .................................................................................................................. 136
Figura 6.2: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao ano
anterior – indústria, 2007 a 2016 .................................................................................. 137
Figura 6.3: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – indústria, por mês,
2016 .............................................................................................................................. 137
Figura 6.4: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao
mesmo mês do ano anterior, – indústria, 2016 ............................................................. 138
Figura 6.5: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – mercado
doméstico, por ano, 2007 a 2016 .................................................................................. 139
Figura 6.6: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao ano
anterior – mercado doméstico, 2007 a 2016 ................................................................. 140
Figura 6.7: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – mercado
doméstico, por mês, 2016 ............................................................................................. 140

21
Lista de Figuras
Figura 6.8: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao
mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2016 ............................................. 141
Figura 6.9: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – mercado
internacional, por ano, 2007 a 2016 ............................................................................. 142
Figura 6.10: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao ano
anterior – mercado internacional, 2007 a 2016 ............................................................ 143
Figura 6.11: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – indústria, por
mês, 2016 ...................................................................................................................... 143
Figura 6.12: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao
mesmo mês do ano anterior, – indústria, 2016 ............................................................. 144
Figura 6.13: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas domésticas, 2016 .......... 146
Figura 6.14: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas domésticas, 2016
...................................................................................................................................... 147
Figura 6.15: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas internacionais, 2016...... 148
Figura 6.16: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas internacionais, 2016
...................................................................................................................................... 149
Figura 7.1: Evolução da Tarifa Aérea Média Doméstica Real, 2007 a 2016 .............. 155
Figura 7.2: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real com relação ao ano
anterior, 2007 a 2016 .................................................................................................... 155
Figura 7.3: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real com relação ao mesmo
mês do ano anterior, 2014 a 2016 ................................................................................. 156
Figura 7.4: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de Tarifa
Aérea Doméstica Real, 2007 e 2016 ............................................................................ 156
Figura 7.5: Evolução da distância direta média, 2007 a 2016..................................... 157
Figura 7.6: Tarifa Aérea Média Doméstica Real por pares de regiões – 2016 ........... 157
Figura 7.7: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real por par de região –
2016/2011 ..................................................................................................................... 158
Figura 7.8: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real por par de região –
2016/2015 ..................................................................................................................... 158
Figura 7.9: Distância direta média por pares de regiões – 2016 ................................. 159
Figura 7.10: Percentual de assentos comercializados a tarifas inferiores a R$ 300,00 por
par de região, 2016 ....................................................................................................... 159
Figura 7.11: Percentual de assentos comercializados a tarifas inferiores a R$ 100,00 por
par de região, 2016 ....................................................................................................... 160

22
Lista de Figuras
Figura 7.12: Percentual de assentos comercializados a tarifas superiores a R$ 1.500,00
por par de região, 2016 ................................................................................................. 160
Figura 7.13: Tarifa Aérea Média Doméstica Real por UF, 2016 ................................ 161
Figura 7.14: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real por UF – 2016/2011. 162
Figura 7.15: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real por UF – 2016/2015. 163
Figura 7.16: Percentual de assentos comercializados a tarifas inferiores a R$ 300,00 por
UF, 2016 ....................................................................................................................... 164
Figura 7.17: Percentual de assentos comercializados a tarifas inferiores a R$ 100,00 por
UF, 2016 ....................................................................................................................... 165
Figura 7.18: Distância média por UF em quilômetros, 2016 ...................................... 166
Figura 7.19: Evolução do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real, 2007 a 2016 . 168
Figura 7.20: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real com relação ao
ano anterior, 2007 a 2016 ............................................................................................. 169
Figura 7.21: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real com relação ao
mesmo mês do ano anterior, 2014 a 2016 .................................................................... 169
Figura 7.22: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de Yield
Tarifa Aérea Doméstico Real, 2007 e 2016 ................................................................. 170
Figura 7.23: Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por pares de regiões, 2016 . 170
Figura 7.24: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por pares de
regiões 2016/2015 ........................................................................................................ 171
Figura 7.25: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por pares de
regiões 2016/2011 ........................................................................................................ 171
Figura 7.26: Percentual de assentos comercializados com Yields inferiores a R$ 0,30
por par de região em 2016 ............................................................................................ 172
Figura 7.27: Percentual de assentos comercializados com Yields inferiores a R$ 0,10
por par de região em 2016 ............................................................................................ 172
Figura 7.28: Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por UF, 2016 ...................... 173
Figura 7.29: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por UF 2016/2015
...................................................................................................................................... 174
Figura 7.30: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por UF 2016/2011
...................................................................................................................................... 175
Figura 7.31: Percentual de assentos comercializados com Yield inferior a R$ 0,30 por
UF em 2016 .................................................................................................................. 176

23
Lista de Figuras
Figura 7.32: Percentual de assentos comercializados com Yield inferior a R$ 0,10 por
UF em 2016 .................................................................................................................. 177
Figura 8.1: Receita de Serviços Aéreos Públicos (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a
2016 .............................................................................................................................. 180
Figura 8.2: Variação da Receita de Serviços aéreos Públicos da indústria com relação
ao ano anterior, 2010 a 2016 ........................................................................................ 181
Figura 8.3: Composição das receitas de serviços aéreos públicos da indústria, 2016 181
Figura 8.4: Evolução da composição da Receita de Voo por tipo de receita, 2009 a
2016 .............................................................................................................................. 182
Figura 8.5: Receita de Serviços Aéreos Públicos (R$ 1.000,00) por empresa, 2014 a
2016 .............................................................................................................................. 182
Figura 8.6: Variação da Receita de Serviços Aéreos Públicos (%) por empresa, 2014 a
2016 .............................................................................................................................. 183
Figura 8.7: Receita com Carga e Mala Postal (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2016
...................................................................................................................................... 183
Figura 8.8: Receita com Carga e Mala Postal (R$ 1.000,00) por empresa, 2014 a 2016
...................................................................................................................................... 184
Figura 8.10: Custos e Despesas de voo da indústria, 2010 a 2016 ............................. 185
Figura 8.10: Variação dos custos e despesas de voo da indústria, 2010 a 2016 ......... 186
Figura 8.11: Composição dos custos e das despesas de voo da indústria, 2016 ......... 186
Figura 8.12: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo,
2015 a 2016 .................................................................................................................. 187
Figura 8.13: Evolução das despesas e dos custos de voo da indústria – por tipo, 2009 a
2014 .............................................................................................................................. 187
Figura 8.14: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo,
2009 a 2014 .................................................................................................................. 188
Figura 8.15: Evolução dos custos e despesas de voo por empresa, 2014 a 2016 ........ 188
Figura 8.16: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2016 ............. 189
Figura 8.17: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) por empresa, 2014 a 2016 ............ 189
Figura 8.18: Resultado Líquido da indústria (R$ 1.000,00), 2009 a 2016 .................. 190
Figura 8.19: Resultado Líquido (R$ 1.000,00), 2014 a 2016...................................... 191
Figura 8.20: Caixa e equivalentes da Indústria no início e final do período, 2016 ..... 192
Figura 8.21: Caixa líquido gerado/consumido da Indústria, 2016 .............................. 192

24
Lista de Figuras
Figura 8.22: Caixa e equivalentes no início e final do período por empresa (R$
1.000.000,00), 2016 ...................................................................................................... 193
Figura 8.23: Caixa líquido gerado/consumido por empresa (R$ 1.000.000,00), 2016 193
Figura 8.24: Margem Bruta da indústria, 2009 a 2016 ............................................... 194
Figura 8.25: Margem Bruta por empresa, 2014 a 2016 .............................................. 195
Figura 8.26: EBIT (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2016....................................... 196
Figura 8.27: EBIT (R$ 1.000,00) por empresa, 2014 a 2016 ...................................... 197
Figura 8.28: Margem EBIT da indústria, 2009 a 2016 ............................................... 198
Figura 8.29: Margem EBIT por empresa, 2014 a 2016 .............................................. 199
Figura 8.30: Margem Líquida da indústria, 2009 a 2016 ............................................ 200
Figura 8.31: Margem Líquida por empresa, 2014 a 2016 ........................................... 201
Figura 8.32: RASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2016........................................... 203
Figura 8.33: RASK (R$/ASK) por empresa, 2014 a 2016 .......................................... 203
Figura 8.34: CASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2016........................................... 204
Figura 8.35: CASK (R$/ASK) por empresa, 2014 a 2016 .......................................... 204
Figura 8.36: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2016 ............... 205
Figura 8.37: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) por empresa, 2014 a 2016 .............. 205
Figura 8.38: RASK/CASK da indústria, 2009 a 2016 ................................................ 206
Figura 8.39: RASK/CASK por empresa, 2014 a 2016 ............................................... 206
Figura 8.40: RATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2016 .......................................... 207
Figura 8.41: RATK (R$/ATK) por empresa, 2014 a 2016 ......................................... 208
Figura 8.42: CATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2016 .......................................... 209
Figura 8.43: CATK (R$/ATK) por empresa, 2014 a 2016 ......................................... 209
Figura 8.44: RATK/CATK da indústria, 2009 a 2016 ................................................ 210
Figura 8.45: RATK/CATK por empresa, 2014 a 2016 ............................................... 210

25
Lista de Tabelas
Tabela 2.1: Distribuição de empregados por categoria e empresa – empresas aéreas
brasileiras, 2016 .............................................................................................................. 37
Tabela 2.2: Distribuição de aeronaves por operador e fabricante – empresas aéreas
brasileiras, 2016 .............................................................................................................. 39
Tabela 2.3: Quantidade de aeronaves por assentos de passageiro instalados em cada
empresa aérea brasileira, 2016........................................................................................ 40

26
Seção 1.
Cenário Macroeconômico

Esta seção apresenta o comportamento das


principais variáveis macroeconômicas que
afetam diretamente o setor de transporte
aéreo: Produto Interno Bruto brasileiro;
taxa de câmbio; e preço internacional do
barril de petróleo.
Seção 1. Cenário Macroeconômico

Introdução
Para uma melhor compreensão da situação operacional e financeira do transporte aéreo,
faz-se necessário apresentar o contexto em que está inserido. Para tanto, é evidenciado
nesta seção o comportamento, nos últimos dez anos, das principais variáveis
macroeconômicas que afetam diretamente o setor, com enfoque no ano de 2016.
Os custos com combustível de aeronaves, que representaram aproximadamente 24,5% do
total de custos dos serviços aéreos públicos e de despesas operacionais em 2016, são
diretamente influenciados pela variação do preço internacional do barril de petróleo e pela
flutuação da taxa de câmbio (R$/US$). Além do combustível, a taxa de câmbio também
influencia os custos com arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves, cuja
representatividade foi de 22,6%.
O desempenho da economia brasileira, por sua vez, é variável determinante do
comportamento da demanda por transporte aéreo.

Anuário do Transporte Aéreo 28


Seção 1. Cenário Macroeconômico

Produto Interno Bruto e População


O Produto Interno Bruto – PIB é uma das mais importantes variáveis para mensurar o
crescimento de uma economia. Nesse sentido, o efeito renda é um dos principais fatores
que explicam o crescimento da demanda por transporte aéreo.
No ano de 2016, o PIB brasileiro sofreu contração de 3,6% quando comparado com 2015,
segundo ano consecutivo em queda.
Já a população brasileira cresceu a uma taxa média de 0,9% nos últimos 10 anos.

Figura 1.1: Variação do PIB brasileiro, de 2007 a 2016

7,5%
Variação Percentual PIB (% )

6,1%
5,1%
4,0%
3,0%
1,9%
0,5%

-0,1%

-3,8% -3,6%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Figura 1.2: Evolução da população brasileira, 2007 a 2016

210
Milhões de habitantes

206,1
204,5
205 202,8
201,0
199,2
200
197,4
195,5
195 193,5
191,5
189,4
190

185

180
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Anuário do Transporte Aéreo 29


Seção 1. Cenário Macroeconômico

Taxa de Câmbio
No período de janeiro de 2007 a julho de 2012, verificou-se uma tendência de
desvalorização da moeda norte americana em relação ao Real, com um período de alta
em 2009. A partir de agosto de 2015, iniciou-se uma tendência de valorização mais
intensificada, atingindo o valor médio de R$ 4,05 em janeiro de 2016. Ao longo do ano
de 2016 a moeda americana perdeu valor, finalizando o ano com um valor mensal médio
de R$ 3,35 em dezembro de 2016, 13,4% menor que o valor médio em dezembro de 2015.
A taxa média do ano de 2016, no entanto, foi 4,8% superior à do ano anterior.

Figura 1.3: Evolução da taxa de câmbio R$/US$, de 2007 a 2016

4,50

4,00

3,50
Taxa de Câmbio R$/US$

3,00

2,50

2,00

1,50

1,00

0,50

-
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Fonte: Sistema de Informações do Banco Central do Brasil – Sisbacen (PTAX-800).

Anuário do Transporte Aéreo 30


Seção 1. Cenário Macroeconômico

Preço Internacional do Barril de Petróleo


O preço médio internacional do barril do petróleo (que considera os tipos: Brent, Dubai
e West Texas Intermediate – WTI) apresentou alta em 2016, finalizando o ano cotado a
US$ 52,61, o que representou uma apreciação de 44% com relação ao seu valor em
dezembro de 2015. O mês de janeiro apresentou o menor valor dos últimos dez anos, com
cotação média de US$ 29,92. Assim, o preço médio em 2016 foi 15,7% inferior ao ano
anterior.

Figura 1.4: Evolução do preço médio internacional do barril do petróleo (Brent, Dubai e WTI), 2007 a 2016

140

120
Preço Médio do Barril de Petróleo (US$)

100

80

60

40

20

0
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Fonte: Fundo Monetário Internacional – FMI.

Além disso

Anuário do Transporte Aéreo 31


Seção 2.
Estrutura das Empresas
Aéreas Brasileiras

A seção 2 apresenta um panorama sobre as


principais empresas brasileiras de
transporte aéreo, contemplando a
composição do seu quadro de pessoal e da
sua frota.
Seção 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras

Introdução
As informações sobre frota e pessoal apresentadas nesta seção foram apuradas com base
nos dados do Form D, Fleet and Personnel – Commercial Air Carriers, que é anualmente
requerido pela OACI de seus Estados-Membros. O formulário é preenchido pelas
empresas aéreas brasileiras e enviado à ANAC.
Quinze empresas brasileiras prestaram serviços de transporte aéreo público regular e não
regular, exceto táxi-aéreo, no ano de 2016, sendo que cinco realizaram essencialmente
operações de carga. Já as estrangeiras somaram 92 empresas operando em 2016, com 23
atuando exclusivamente no mercado de transporte de carga.
Entre as empresas brasileiras, destacaram-se quatro empresas, que alcançaram,
individualmente, mais de 1% de participação no mercado doméstico (em termos de RPK)
e que juntas representaram 98,7% dos passageiros transportados em voos domésticos no
país. São elas: Gol, Latam, Azul e Avianca. Já entre as essencialmente cargueiras,
destacou-se a empresa Absa, que transportou 10,8% do total da carga paga e correio no
mercado doméstico.
A seguir, uma breve descrição de cada uma dessas principais empresas aéreas brasileiras:
Gol
A empresa iniciou suas operações no ano de 2001 e alcançou a liderança no mercado
doméstico de passageiros, com participação de 36,0% em termos de RPK em 2016. Já no
mercado internacional, a empresa obteve 11,8% de RPK considerando-se apenas
empresas brasileiras, mantendo-se em segundo lugar. A Gol foi também a empresa
brasileira que transportou o maior número de passageiros pagos em voos domésticos no
ano, com 30,2 milhões, e foi a segunda em voos internacionais, com 1,9 milhões. A
empresa foi responsável, ainda, por 21,6% da carga paga e correio transportados em voos
domésticos em 2016. Operou em 58 aeroportos em todos os estados brasileiros e em 23
aeroportos no exterior, distribuídos em 17 países, com uma frota de 128 aeronaves ao
final do ano, com capacidade entre 138 e 177 passageiros. Seu quadro de pessoal contou,
no período, com 15,1 mil empregados, entre estes, aproximadamente 1.600 pilotos e co-
pilotos e 3.000 comissários. Sua receita de serviços aéreos públicos foi de 9,6 bilhões de
reais em 2016.
Latam
Operando voos regulares desde a década de 70, a empresa encerrou o ano de 2016 na
segunda posição no mercado doméstico de passageiros, com 34,7% do RPK, e como líder
no mercado internacional, com 20,6% do RPK total e 78,9% considerando apenas as
empresas brasileiras. A Latam foi a segunda empresa brasileira que mais transportou
passageiros pagos em voos domésticos no ano, com 28,7 milhões em todos os estados do
país, e a primeira em voos internacionais, com 5,1 milhões. A empresa foi responsável,
ainda, por 26,8% da carga paga e correios domésticos em 2016. Realizou operações em
49 aeroportos brasileiros em todos os estados e em 34 aeroportos em 18 outros países. A
sua frota encerrou o ano composta de 165 aeronaves, com capacidade entre 144 e 379
passageiros. Seu quadro de pessoal contou com aproximadamente 23 mil empregados ao
final do ano, entre estes, aproximadamente 1.800 pilotos e co-pilotos e 4.600 comissários.
Sua receita de serviços aéreos públicos foi de 14,3 bilhões de reais.

Anuário do Transporte Aéreo 33


Seção 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras

Azul
A Azul iniciou suas operações em dezembro de 2008 e figurou como a terceira principal
empresa aérea brasileira em 2016, tendo sido responsável por 17,1% do RPK doméstico
e 9,2% do RPK internacional (considerando empresas brasileiras) e pelo transporte de
mais de 19,4 milhões de passageiros pagos em voos domésticos nas 27 unidades da
federação. Realizou operações em 109 aeroportos brasileiros e em 11 aeroportos no
exterior, em 7 países. A empresa foi responsável, ainda, por 7,7% da carga paga doméstica
transportada em 2016. Contava, em dezembro de 2016, com uma frota de 124 aeronaves
com capacidade entre 70 e 271 passageiros. Seu quadro de pessoal contou com 10,2 mil
empregados, entre estes, 1,4 mil pilotos e co-pilotos e 2 mil comissários. Sua receita com
serviços aéreos públicos foi de 7,1 bilhões de reais.
Avianca
A Avianca (Oceanair) está presente no mercado brasileiro desde 1998. Em 2016, a
empresa alcançou participação de 11,5% no mercado doméstico de passageiros em termos
de RPK, tendo transportado 9,2 milhões de passageiros pagos em voos domésticos e
atuado em 28 aeroportos brasileiros de 19 estados no país. A empresa foi responsável,
ainda, por 11,7% da carga paga doméstica transportada em 2016. Finalizou o ano com
uma frota de 43 aeronaves, com configuração de 100 a 165 assentos de passageiros.
Contou com aproximadamente 4,5 mil funcionários, dos quais 460 pilotos e co-pilotos e
923 comissários. Sua receita com serviços aéreos públicos foi de 3,1 bilhões de reais.
Absa
A Absa é a maior empresa aérea brasileira essencialmente cargueira. Em operação desde
1995, foi responsável por 10,8% da carga paga doméstica transportada em 2016 e por
32,2% do total das empresas brasileiras em voos internacionais, com uma frota de 4
aeronaves, cada uma com capacidade para 52 toneladas de carga útil. Encerrou o ano com
267 empregados, sendo 74 pilotos e co-pilotos. Sua receita com serviços aéreos públicos
foi de aproximadamente 897 millhões de reais.

Anuário do Transporte Aéreo 34


Seção 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras

Pessoal
A quantidade total de empregados do quadro de pessoal das empresas aéreas brasileiras
reduziu 6,6% no ano de 2016 em relação ao ano anterior. Pilotos e co-pilotos
representaram 10,4% do total e comissários 19,9%.
O indicador do número de empregados por aeronave das empresas aéreas brasileiras, por
sua vez, registrou aumento de 5,2%, tendo passado de 104,3 em 2015 para 109,8 em 2016.
Já o número de pilotos e co-pilotos para cada mil decolagens aumentou 6,7% em 2016,
quando comparado com o ano anterior, tendo passado de 6,1 para 6,5.
Estes são alguns dos indicadores utilizados para avaliar a eficiência operacional de uma
empresa aérea.
A seguir, são apresentados os números por empresa.

Figura 2.1: Quantidade de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2012 a 2016

25.247 22.999 24.166 Outros


23.049
23.350 Pessoal de Tarifação e Vendas
Pessoal de Manutenção e Revisão Geral
9.456 11.094 11.011 10.071
7.022 Tripulação de cabine
7.998 8.802 8.077 Outros tripulantes de voo
8.413 7.744
Pilotos e Co-pilotos
11.996 11.059 11.293 11.338 10.862
42 36 51 35 40
6.381 5.698 5.956 5.966 5.672
2012 2013 2014 2015 2016

Figura 2.2: Proporção de empregados por categoria – empresas aéreas brasileiras, 2016

0,1% Pilotos e Co-pilotos


10,4%
Outros tripulantes de voo

42,7% 19,9%
Tripulação de cabine

Pessoal de Manutenção e Revisão


Geral
14,2%
Pessoal de Tarifação e Vendas
12,8%
Outros

Anuário do Transporte Aéreo 35


Seção 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras

Figura 2.3: Quantidade de empregados por aeronave – empresas aéreas brasileiras, 2014 a 2016
180
160
140
120
100
80
60
40
20
-

2014 2015 2016

Figura 2.4: Proporção de pilotos e co-pilotos no total de empregados – empresas aéreas brasileiras, 2014 a 2016

35%

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%

2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 36


Seção 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras

Tabela 2.1: Distribuição de empregados por categoria e empresa – empresas aéreas brasileiras, 2016
Distribuição de empregados por categoria e empresa – empresas aéreas brasileiras, 2016
Pessoal de Pessoal
Pilotos Outros
Tripulação Manutenção de Total de
Empresa e Co- tripulantes Outros
de cabine e Revisão Tarifação Empregados
pilotos de voo
Geral e Vendas
Abaeté 2 0 0 0 0 0 2
Azul 1.443 0 2.126 1.680 3.277 1.695 10.221
Gol 1.593 0 3.000 2.106 1.663 6.767 15.129
Avianca 460 0 923 588 524 2.058 4.553
MAP 19 0 22 16 36 62 155
Passaredo 124 1 139 143 225 116 748
Latam 1.842 0 4.628 2.936 1.259 12.264 22.929
Rio Linhas Aéreas 21 8 0 64 0 17 110
Sete 0 0 0 0 0 19 19
Total Linhas Aéreas 18 24 8 55 0 99 204
Absa 74 0 0 45 17 131 267
Sideral 56 3 0 92 0 71 222
Sterna 6 4 0 3 0 8 21
Todas 5.658 40 10.846 7.728 7.001 23.307 54.580

Figura 2.5: Número de pilotos e co-pilotos por mil decolagens – empresas aéreas brasileiras, 2014 a 2016

30
25
20
15
10
5
0

2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 37


Seção 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras

Frota
Ao final de 2016, a frota das empresas brasileiras era de 498 aviões, o que representou uma
queda de 11,2% em relação ao número apresentado em dezembro de 2015.
A Airbus foi a fabricante líder em quantidade de aeronaves operadas por empresas brasileiras
em 2016, com 39% do total, seguida pela Boeing, com 34%. A brasileira Embraer foi a
terceira fabricante com mais aeronaves em operação no Brasil em 2016, com 15% de
participação.
Aeronaves com capacidade entre 151 e 200 assentos de passageiros representaram 42%,
enquanto aquelas com capacidade de 101 a 150 assentos representaram 28%.

Figura 2.6: Quantidade de aeronaves por fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2012 a 2016

5-
12

111 -
4
7
6-
11
5
5 78
14 76 -
67 56
119 LET
91
89 76 Cessna
75
Fokker
ATR
183 EMBRAER
186 171
184
187 Boeing
Airbus

210 195 195


165 183

2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 38


Seção 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras

Tabela 2.2: Distribuição de aeronaves por operador e fabricante – empresas aéreas brasileiras, 2016
Empresa Airbus ATR Boeing EMBRAER Total geral
Latam 141 0 24 0 165
Gol 0 0 128 0 128
Azul 10 40 0 74 124
Avianca 43 0 0 0 43
Passaredo 0 9 0 0 9
Sideral 0 0 7 0 7
Total Linhas Aéreas 0 2 3 0 5
Rio Linhas Aéreas 0 0 5 0 5
Absa 0 0 4 0 4
MAP 0 4 0 0 4
Sterna 1 0 0 0 1
Flyways 0 1 0 0 1
Sete 0 0 0 1 1
Abaeté 0 0 0 1 1

Figura 2.7: Proporção de aeronaves por assentos de passageiro instalados – empresas aéreas brasileiras, 2016

1% 1%
3% 4%
10% 11%
Nenhum (cargueiro)
Até 50
51 a 100
101 a 150
28% 151 a 200
201 a 250
42%
251 a 300
Acima de 300

Anuário do Transporte Aéreo 39


Seção 2. Estrutura das Empresas Aéreas Brasileiras

Tabela 2.3: Quantidade de aeronaves por assentos de passageiro instalados em cada empresa aérea brasileira, 2016
Demais
Assentos de Passageiro Instalados Latam Azul Gol Avianca Empresas Todas
Nenhum (cargueiro) 0 0 0 1 20 21
Até 50 0 0 0 0 6 6
51 a 100 0 40 0 0 12 52
101 a 150 25 74 28 12 0 139
151 a 200 76 5 100 30 0 211
201 a 250 48 0 0 0 0 48
251 a 300 0 5 0 0 0 5
Acima de 300 16 0 0 0 0 16
Total 165 124 128 43 38 498

Anuário do Transporte Aéreo 40


Seção 3.
Oferta de Transporte Aéreo

A seção 3 ilustra os dados sobre a evolução


da oferta de serviços de transporte aéreo
pelas empresas brasileiras e estrangeiras
que operam no Brasil, em termos de
quantidade de voos realizados, assentos-
quilômetros ofertados (ASK) e aeroportos
utilizados.
Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Introdução
As informações apresentadas nesta seção foram apuradas com base nos dados estatísticos
de voos mensalmente fornecidos à ANAC pelas empresas brasileiras e estrangeiras que
exploram os serviços de transporte aéreo público no país, em cumprimento às obrigações
estabelecidas pela Resolução nº 191/2011 e aos procedimentos estabelecidos pelas
Portarias nº 1189 e 1190/SRE/2011, expedidas pela Agência.
Mais informações sobre a oferta de transporte aéreo estão disponíveis na Base de Dados
Estatísticos do Transporte Aéreo do Brasil e no relatório Demanda e Oferta do Transporte
Aéreo – Empresas Brasileiras, localizados na seção Dados e Estatísticas do portal da
ANAC na internet.

Anuário do Transporte Aéreo 42


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Total da Indústria
Em 2016, foram realizados 964 mil voos regulares e não regulares por empresas
brasileiras e estrangeiras, considerando o total das operações domésticas e internacionais,
o que representou uma queda de 10,9% em relação a 2015 e um aumento acumulado de
31,6% nos últimos 10 anos.
Em 2016, houve redução da oferta de voos em todos os meses, em relação ao mesmo mês
do ano anterior. A maior redução ocorreu no mês de maio (13,9%) e a menor em fevereiro
(3,4%).
Do ponto de vista de assentos-quilômetros oferecidos (ASK), observou-se a primeira
redução nos últimos 10 anos, da ordem de 6,4%.

Anuário do Transporte Aéreo 43


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Voos Realizados
Figura 3.1: Evolução da quantidade de voos – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

1.133
1.094 1.092 1.091 1.083
962 964
+31,6%
835
765 +31,6%
Milhares de voos

733

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Doméstica Internacional

Figura 3.2: Variação da quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

15,3%
13,6%

9,2%
8,2%

4,3% 3,6%

0,0% -0,8%
-3,7%

-10,9%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 44


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.3: Variação da quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e internacional,
2016

-3,4%
-3,9%

-10,4%
-11,2% -11,2%
-12,1% -12,4%
-12,6%
-13,2% -13,1%
-13,9% -13,7%

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Anuário do Transporte Aéreo 45


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)


Figura 3.4: Evolução do ASK – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

267
+70,8%
Bilhões de ASK

156

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Doméstica Internacional

Figura 3.5: Variação do ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

16,0%
14,5%
12,8% 13,6%

6,7% 6,5%
5,0%

1,2% 1,8%

-6,4%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 46


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Mercado Doméstico
Em 2016, o mercado de transporte aéreo doméstico apresentou sua quarta redução
consecutiva no número de voos realizados, com 829 mil, 11,4% abaixo de 2015, ante
retração de 0,7% verificada no ano de 2015 em relação a 2014.
Nos últimos dez anos, a quantidade de voos domésticos registrou um crescimento
acumulado de 32,1%.
Na avaliação mês a mês, o ano de 2016 apresentou redução na quantidade de voos
domésticos em todos os meses, com reduções que variaram entre 3,8% (fevereiro) e
14,7% (maio).
A Azul foi a empresa com o maior número de voos domésticos realizados, representando
31% do total, seguida pela Gol, com participação de 30%, e pela Latam, com 25%.
Entre as quatro maiores empresas de transporte aéreo em número de voos, apenas a
Avianca apresentou aumento em suas operações (5,6%). A maior redução na quantidade
de operações foi observada na Gol (-17,4%), seguida pela Latam (-12,2%) e Azul (-7,2%).
Analisando-se a oferta de assentos-quilômetros (ASK) em voos domésticos, observou-se
redução de 5,9% em 2016. Nos últimos dez anos, o ASK doméstico acumulou
crescimento de 64,9%.
Gol e Latam foram responsáveis por 36,9% e 33,8% da oferta em ASK, respectivamente,
no ano de 2016, totalizando 71% do ASK total em voos domésticos. A oferta da Latam
apresentou redução de 11,6%, enquanto a Gol registrou queda de 5,4% neste indicador.
A participação somada de Avianca e Azul foi de 28,3% na oferta de assentos-quilômetros
no ano, com alta de 14,1% na oferta da Avianca e queda de 4,6% da Azul,
respectivamente.
Com relação ao tráfego em aeroportos, os 20 maiores abrigaram 81,7% das decolagens
domésticas. Destes, oito encontram-se na região Sudeste, quatro na região Nordeste, três
na região Centro-Oeste, três na região Sul e dois na região Norte.
Os três aeroportos com maior número de decolagens foram os de Guarulhos/SP (10,9%),
Congonhas/SP (10,5%) e Brasília/DF (8,2%), respectivamente, que juntos representaram
29,6% das decolagens em etapas domésticas de voos. Entre os 20 maiores aeroportos,
apenas Congonhas/SP (+1,4%), apresentou aumento no número de decolagens. As
maiores reduções foram em Belém/PA (-25,2%), Manaus/MA (-23,1%) e Salvador/BA
(-20,5%).
Todas as cinco regiões do país tiveram redução no número de decolagens em 2016. A
maior queda deu-se na região Norte (-25,9%).
A região Centro-Oeste foi a que registrou o maior número de decolagens para cada mil
habitantes (7,0), enquanto a região Nordeste foi a que registrou o menor número (2,5).
Já a maior quantidade de decolagens realizadas em 2014 para cada um milhão de reais de
PIB gerado no mesmo ano foi registrada na região Norte, com 254. O menor número foi
registrado pela região Sul, com 128. Considerando-se decolagens por reais em PIB per
capita, também de 2014, a maior quantidade foi registrada no Sudeste (12,2) e Nordeste
(11,4), enquanto o Centro-Oeste apresentou o menor valor (3,5).
Um total de 127 aeroportos recebeu voos regulares e não regulares em 2016. O estado
com o maior número de aeródromos utilizados em 2016 foi a Bahia, com 16, seguido por

Anuário do Transporte Aéreo 47


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Minas Gerais, com 14. Empatados na terceira posição com 12 aeroportos, Amazonas e
São Paulo
A Azul destacou-se com o maior número de aeroportos utilizados em 2016, 109 no total,
seguida por Gol, com 58, e Latam, com 49.

Anuário do Transporte Aéreo 48


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Voos Realizados
Figura 3.6: Evolução da quantidade de voos – mercado doméstico, 2007 a 2016

958 991
947 942 936
845 829
Milhares de voos

734 +32,1%
628 658

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 3.7: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2007 a 2016

15,1%
13,4%
11,5%

7,2%
4,8%
3,4%

-0,5% -0,7%

-4,5%

-11,4%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 49


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.8: Variação na quantidade de voos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2016

-3,8%
-4,2%

-10,8%
-11,7% -11,7%
-12,4%
-13,2% -12,8%
-13,9% -13,5%
-14,7% -14,4%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 3.9: Participação das quatro principais empresas no número de voos – mercado doméstico, 2016

5%
9%
30%

Gol
828.935 Azul
25%
voos Latam
Avianca
Outras

31%

Anuário do Transporte Aéreo 50


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.10: Variação na quantidade de voos com relação ao ano anterior por empresa – mercado doméstico, 2016

5,6%

-7,2%

-12,2%

-17,4%
-18,9%

Avianca Azul Latam Gol Outras

Figura 3.11: Participação dos 20 principais aeroportos na quantidade de decolagens – mercado doméstico, 2016

SBGR 10,9%
SBSP 10,5%
SBBR 8,2%
SBKP 6,3%
SBCF 5,7%
SBRJ 5,6%
SBGL 5,5%
SBPA 3,7%
SBSV 3,7%
SBCT 3,6%
SBRF 3,4%
SBFZ 2,5%
SBGO 1,8%
SBCY 1,8%
SBBE 1,7%
SBFL 1,7%
SBVT 1,7%
SBEG 1,5%
SBRP 1,0%
SBSG 1,0%
Outros 18,3%

Anuário do Transporte Aéreo 51


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.12: Variação da quantidade de decolagens nos 20 principais aeroportos com relação ao ano anterior – mercado
doméstico, 2016

SBGR -10,6%
SBSP 1,4%
SBBR -13,4%
SBKP -8,8%
SBCF -12,3%
SBRJ -10,9%
SBGL -9,0%
SBPA -7,7%
SBSV -20,5%
SBCT -12,2%
SBRF -0,5%
SBFZ -15,8%
SBGO -12,9%
SBCY -15,1%
SBBE -25,2%
SBFL -9,6%
SBVT -14,6%
SBEG -23,1%
SBRP -13,1%
SBSG -17,7%

Anuário do Transporte Aéreo 52


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.13: Quantidade de decolagens por região (milhares) – mercado doméstico, 2016

Anuário do Transporte Aéreo 53


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.14: Quantidade de decolagens por mil de habitantes por região – mercado doméstico, 2016

7,0
Decolagens / Milhar de habitantes

4,8

3,7
3,0
2,5

Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul

Figura 3.15: Quantidade de decolagens para cada um milhão de reais em PIB gerado em 2014* por região – mercado
doméstico

254
Decolagens / Milhar de R$ em PÌB

230
202

143
128

Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul


*Dados de PIB anual por estados após 2014 ainda não divulgados pelo IBGE

Anuário do Transporte Aéreo 54


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.16: Quantidade de decolagens por Real em PIB per capita gerado em 2014* por região – mercado doméstico

12,2
Decolagens / R$ em PIB per capita

11,4

4,4
3,5 3,7

Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul

Figura 3.17: Variação no número de decolagens por região com relação ao ano anterior – mercado doméstico,
2016

Centro-Oeste -13,3%

Nordeste -11,4%

Norte -25,9%

Sudeste -8,8%

Sul -10,4%

Anuário do Transporte Aéreo 55


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)


Figura 3.18: Evolução do ASK – mercado doméstico, 2007 a 2016

+64,9% 119 117 118


116 116
111
103
Bilhões de ASK

86
75
67

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 3.19: Variação do ASK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2007 a 2016

19,0%
17,9%
14,5%
13,0%
11,7%

2,8%
1,0% 1,0%

-2,9%
-5,9%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 56


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.20: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2016

-0,8%

-2,2%

-4,6%
-5,5% -5,6% -5,5%
-6,3%
-6,8%
-7,4%
-8,2% -8,1%

-10,3%

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 3.21: Participação das quatro maiores empresas no ASK – mercado doméstico, 2016

0,9%

10,9%

Gol
36,9%
17,4%
Latam

Azul

Avianca

Outras
33,8%

Anuário do Transporte Aéreo 57


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.22: Variação do ASK com relação ao ano anterior por empresa – mercado doméstico, 2016

14,1%

-4,6% -5,4%

-11,6%

-19,8%

Avianca Azul Gol Latam Outras

Figura 3.23: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Latam e Gol – mercado doméstico,
2016
0%

-2%

-4%

-6%

-8% Gol

-10% Latam

-12%

-14%

-16%

Anuário do Transporte Aéreo 58


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.24: Variação no ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – Azul, Avianca – mercado doméstico, 2016
25%

20%

15%

10%

5%

0%

-5%

-10%

Azul Avianca

Anuário do Transporte Aéreo 59


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Aeroportos Utilizados
Figura 3.25: Quantidade de aeroportos utilizados para voos domésticos regulares e não regulares por unidade da federação,
2016

Anuário do Transporte Aéreo 60


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.26: Decolagens por estado e aeroporto – região Sudeste, 2016

SBVT-ES 13.851

Total ES 13.851

SBJF-MG 1

SBPC-MG 1

SNPD-MG 11

SBAX-MG 57

SBVG-MG 132

SNDV-MG 240

SBGV-MG 812

SBUR-MG 981

SBZM-MG 1.133

SBIP-MG 1.424

SBBH-MG 1.592

SBMK-MG 1.909

SBUL-MG 5.617
Região Sudeste
SBCF-MG 47.494 414.969
Total MG

SBCB-RJ 353
61.404
decolagens
SBCP-RJ 536

SBGL-RJ 45.493

SBRJ-RJ 46.272

Total RJ 92.654

SBGP-SP 1

SBAQ-SP 2

SBSJ-SP 132

SBML-SP 932

SBAU-SP 961

SBAE-SP 1.221

SBDN-SP 1.676

SBSR-SP 4.095

SBRP-SP 8.588

SBKP-SP 51.976

SBSP-SP 87.276

SBGR-SP 90.200

Total SP 247.060

Anuário do Transporte Aéreo 61


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.27: Decolagens por estado e aeroporto – região Nordeste, 2016

SBAR-SE 5.120
Total SE 5.120
SBPB-PI 67
SBTE-PI 5.471
Total PI 5.538
SBKG-PB 890
SBJP-PB 5.654
Total PB 6.544
SBMO-AL 7.563
Total AL 7.563
SBNT-RN 2
SBSG-RN 8.196
Total RN 8.198
SBIZ-MA 1.722
SBSL-MA 7.003
Total MA 8.725
SBJU-CE 2.882
SBFZ-CE 20.376
Total CE 23.258
SBFN-PE 1.639
SBPL-PE 2.001
SBRF-PE 27.949
Total PE 31.589
SNIC-BA 1
SBFE-BA 1
SNGI-BA 1
SNUU-BA 1
SNIU-BA 1
SNVB-BA 48
SNJD-BA
SBUF-BA
52
109
Região Nordeste
SBTC-BA
SBLE-BA
165
191
141.399
SNTF-BA 303 decolagens
SNBR-BA 1.223
SBQV-BA 2.422
SBIL-BA 3.189
SBPS-BA 6.595
SBSV-BA 30.562
Total BA 44.864

Anuário do Transporte Aéreo 62


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.28: Decolagens por estado e aeroporto – região Sul, 2016

SBLJ-SC 153

SBJA-SC 334

SBCM-SC 539

SBCH-SC 2.057

SBJV-SC 2.864

SBNF-SC 6.888

SBFL-SC 14.342

Total SC 27.177

SBUG-RS 291

SBSM-RS 310
Região Sul
SBPK-RS 383 109.072
SBCX-RS 929 decolagens
SBPF-RS 970

SBPA-RS 30.741

Total RS 33.624

SBTL-PR 3

SSZW-PR 56

SBCA-PR 1.881

SBMG-PR 3.879

SBLO-PR 5.090

SBFI-PR 7.201

SBCT-PR 30.161

Total PR 48.271

Anuário do Transporte Aéreo 63


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.29: Decolagens por estado e aeroporto – região Centro-Oeste, 2016

SBDB-MS 167

SBCR-MS 213

SBTG-MS 656

SBDO-MS 746

SBCG-MS 6.959

Total MS 8.741
Região
SWLC-GO 297
Centro-Oeste
SBCN-GO 635 109.812
SBGO-GO 14.693
decolagens
Total GO 15.625

SBBW-MT 40

SBSO-MT 163

SBAT-MT 419

SBRD-MT 764

SWSI-MT 1.695

SBCY-MT 14.600

Total MT 17.681

SBBR-DF 67.765

Anuário do Transporte Aéreo 64


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.30: Decolagens por estado e aeroporto – região Norte, 2016

SBBV-RR 1.165

Total RR 1.165

SBCZ-AC 356

SBRB-AC 1.698

Total AC 2.054

SBMQ-AP 2.418

Total AP 2.418

SWGN-TO 481

SBPJ-TO 3.190

Total TO 3.671

SBJI-RO 313

SSKW-RO 313

SBVH-RO 315

SBPV-RO 4.464

Total RO 5.405

SWEE-AM

SWLB-AM
1

71
Região Norte
SWBC-AM 104 53.683
SBUA-AM 105

SWEI-AM 107 decolagens


SWCA-AM 291

SWKO-AM 308

SBTT-AM 386

SBTF-AM 556

SWPI-AM 740

SBUY-AM 956

SBEG-AM 12.252

Total AM 15.877

SBTU-PA 2

SBTB-PA 209

SBIH-PA 648

SBCJ-PA 863

SBMA-PA 1.785

SBHT-PA 1.983

SBSN-PA 3.196

SBBE-PA 14.407

Total PA 23.093

Figura 3.31: Aeroportos utilizados por empresa – mercado doméstico, 2015 e 2016

Anuário do Transporte Aéreo 65


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

107
Azul
109

59
Gol
58

48
Latam
49

29
Avianca
28

26
Passaredo
23

24
Total Linhas Aéreas
21

20
Rio Linhas Aéreas
21

35 2015
MAP
19 2016
13
Sideral
17

3
Flyways
16

16
Absa
15

0
Abaeté
10

0
Sterna
9

17
Colt
8

18
Sete
4

Anuário do Transporte Aéreo 66


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Mercado Internacional
Em 2016, o número de voos internacionais realizados com origem ou destino no país em
2016 foi de 135 mil, o que representou o segundo ano consecutivo de baixa, da ordem de
7,9%. O número representou incremento de 29% em relação à quantidade de voos
realizados em 2007.
Na avaliação mês a mês, verificou-se redução em todos os meses, com a maior ocorrendo
em outubro (-11,0%) e a menor em fevereiro (-1,4%).
Analisando-se a oferta de assentos-quilômetros (ASK), observou-se redução de 6,8% em
2016, após um crescimento de 2,4% em 2015 e de 8,0% em 2014. O ASK internacional
aumentou 75% no período de 2007 a 2016, com crescimento médio de 6,4% ao ano.
As empresas brasileiras foram responsáveis por 35,5% dos voos internacionais com
origem ou destino no Brasil em 2016, ante uma participação de 32,8% em 2015 e de
37,1% em 2007. Enquanto o número de voos internacionais das empresas brasileiras
cresceu 23% de 2007 a 2016, o das estrangeiras cresceu 32% no mesmo período.
Latam, Gol e Azul somadas foram responsáveis por 94% dos voos internacionais
operados por empresas brasileiras. Considerando todas as empresas brasileiras e
estrangeiras, as três maiores brasileiras de passageiros tiveram 20,6%, 10,8% e 2,0% de
participação na oferta de voos em 2016, respectivamente. Em seguida, aparecem as
empresas estrangeiras American Airlines (5,8% dos voos), Copa Airlines (5,2%),
Aerolineas Argentinas (5,0%), Tap (4,8%) e United Airlines (2,6%). Destas, apenas Azul
Aerolineas Argentinas e Latam apresentaram aumento na quantidade de voos
internacionais, da ordem de 44,6%, 43,3% e 3,4%. American Airlines teve a maior
redução, de 26,5%.
Ao se avaliar o ASK, a participação da Latam foi de 19,7% em 2016, enquanto a da Gol
foi de 3,4% e a da Azul 2,2%. Entre as estrangeiras, as maiores participações em ASK
foram alcançadas pelas empresas American Airlines (8,9%), Tap (7,9%), Emirates
(4,9%), Air France (4,8%) e United Airlines (4,2%). Destas empresas, apenas a Azul e
Emirates registraram aumento do ASK em comparação com 2015, da ordem de 13,0% e
5,8%. Já a American Airlines foi a empresa que registrou a maior queda, de 20,1%,
seguida da Gol, com 17,0%.
O continente com o maior número de voos internacionais com origem ou destino no Brasil
foi a América do Sul (58,9 mil), seguido de América do Norte (26,4 mil) e Europa (24,8
mil). Considerando os países individualmente, a maior quantidade de voos se concentrou
entre Brasil e Argentina (27,6 mil), sendo os Estados Unidos o segundo destino com mais
voos (23,9 mil).

Anuário do Transporte Aéreo 67


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Voos Realizados
Figura 3.32: Evolução do número de voos realizados – mercado internacional, 2007 a 2016

144,8 149,3 147,0


142,5
135,4 135,5
+29%
117,5
105,4 106,7
Milhares de Voos

101,1

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 3.33: Variação no número de voos realizados em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2007 a 2016

16,2%
15,3%
14,0%

5,2%
3,1%
1,2% 1,6%

-1,5%

-5,2%
-7,9%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 68


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.34: Variação no número de voos realizados em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional, 2016

-1,4%
-1,8%

-8,1% -8,3%
-8,7% -8,5%
-8,9% -8,9%
-9,4% -9,7%
-9,9%
-11,0%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 3.35: Evolução do número de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2007 a 2016

106,9
101,5 102,8
98,8
93,7
87,4
78,1
Milhares de Voos

66,3 65,9 63,3

48,2 48,1
39,1 40,8 39,4 41,7 41,0 42,0 42,3
37,9

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 3.36: Proporção de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2007 a 2016

62,9% 61,7% 62,6% 66,5% 69,2% 67,2% 64,5%


71,3% 71,0% 71,6%

37,1% 38,3% 37,4% 33,5% 30,8% 32,8% 35,5%


28,7% 29,0% 28,4%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 69


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.37: Variação do número de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2016/2007

31,8%

23,0%

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 3.38: Variação do número de voos realizados por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2016/2015

-0,36%

-11,51%

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 70


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.39: Participação de mercado das maiores empresas em termos de voos realizados – mercado internacional, 2016

20,6% Latam
Gol

41,1% Azul
Demais Brasileiras
10,8% American Airlines
Copa
2,0% Aerolineas Argentinas
2,1%
5,8% TAP

5,2% United Air Lines


4,8% 5,0%
Demais Estrangeiras
2,6%

Figura 3.40: Variação na quantidade de voos realizados pelas maiores empresas – mercado internacional, 2016/2015

50% 44,6% 43,3%


40%
30%
20% 14,8%

10% 3,4%
0%
-10% -2,5%
-10,1%
-20% -13,6% -13,0%
-17,0%
-30% -26,5%
-40%
Latam Gol Azul Demais American Copa Aerolineas TAP United Air Demais
Brasileiras Airlines Argentinas Lines Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 71


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.41: Quantidade de voos entre Brasil e outros países, por continente, 2015 e 2016

Milhares de Voos
0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0

58,62
América Do Sul
58,92

32,85
América Do Norte
26,40

25,85 2015
Europa
24,83 2016

10,72
América Central
8,70

3,63
Ásia
3,63

2,84
África
2,82

Anuário do Transporte Aéreo 72


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.42: Quantidade de voos realizados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2015 e 2016

Milhares de Voos
- 5 10 15 20 25 30 35

27,57
Argentina
27,61
29,91
Estados Unidos
23,86
9,83
Chile
10,83
8,44
Panamá
7,02
7,15
Portugal
6,81
5,34
Uruguai
5,32
5,29
Peru
4,78
4,28
Espanha
4,19
3,85
Colômbia
4,11
3,69 2015
França
3,35 2016
3,25
Alemanha
3,18
2,62
Paraguai
2,72
2,36
Itália
2,29
2,18
Emirados Árabes Unidos
2,19
2,35
Reino Unido
2,12
1,57
Bolívia
1,61
1,59
Holanda
1,58
1,91
México
1,57
1,03
Canadá
0,97
1,66
República Dominicana
0,97

Anuário do Transporte Aéreo 73


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Assentos-Quilômetros Ofertados (ASK)


Figura 3.43: Evolução do ASK – mercado internacional, 2007 a 2016

163,1 167,0
151,0 155,7
144,5
131,7
115,4 +75%
Bilhões de ASK

100,9 101,8
88,8

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 3.44: Variação no ASK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2007 a 2016

13,6% 13,4% 14,0%


12,1%
9,7%
8,0%

4,5%
2,4%
0,9%

-6,8%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 74


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.45: Evolução do ASK por nacionalidade das empresas – mercado internacional, 2007 a 2016

127,8 126,3
115,1 116,2
111,0
98,2
Bilhões de ASK

84,4
73,3 73,6
65,5

40,7 39,5
33,4 33,4 35,9 35,3
27,6 28,2 31,0
23,3

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Brasileiras Estrangeiras

Figura 3.46: Variação do ASK por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2016/2007

77,4%

69,5%

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 3.47: Variação do ASK por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2016/2015

-3,1%

-8,0%

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 75


Seção 3. Oferta de Transporte Aéreo

Figura 3.48: Participação de mercado das maiores empresas em termos de ASK – mercado internacional, 2016

19,7% Latam
Gol
Azul
43,8% 3,4%
2,2% Demais Brasileiras
0,0%
American Airlines
8,9%
TAP
Emirates
7,9% Air France

4,2% 4,9% United Air Lines


4,8%
Demais Estrangeiras

Figura 3.49: Variação do ASK das maiores empresas – mercado internacional, 2016/2015

13,0%

5,8%

-1,9%

-8,5%
-10,0%

-14,0%
-17,0%
-20,1%

Latam Gol Azul American TAP Emirates Air France United Air
Airlines Lines

Anuário do Transporte Aéreo 76


Seção 4.
Demanda por Transporte Aéreo
A seção 4 apresenta os dados referentes à
demanda por transporte aéreo, em termos
de passageiros pagos transportados,
passageiros-quilômetros pagos
transportados (RPK) e carga paga e correio
transportados.
Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Introdução
As informações apresentadas nesta seção foram apuradas com base nos dados estatísticos
de voos mensalmente fornecidos à ANAC pelas empresas brasileiras e estrangeiras que
exploram os serviços de transporte aéreo público no país, em cumprimento às obrigações
estabelecidas pela Resolução nº 191/2011 e aos procedimentos estabelecidos pelas
Portarias nº 1189 e 1190/SRE/2011, expedidas pela Agência.
Mais informações sobre a demanda por transporte aéreo estão disponíveis na Base de
Dados Estatísticos do Transporte Aéreo do Brasil e no relatório Demanda e Oferta do
Transporte Aéreo – Empresas Brasileiras, localizados na seção Dados e Estatísticas do
portal da ANAC na internet.

Anuário do Transporte Aéreo 78


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Total da Indústria
Contabilizando-se os voos domésticos e internacionais, as empresas brasileiras e
estrangeiras transportaram 109,6 milhões de passageiros pagos em 2016.
Após haver alcançado nível recorde em 2015, com alta de 0,5%, o ano de 2016 apresentou
a primeira queda dos últimos dez anos, de 6,9%. Por outro lado, o resultado acumulado
desde 2007 foi um crescimento de 84%.
Sob o ponto de vista de passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), o
comportamento da demanda foi semelhante, com redução de 4,4% em 2016.
A quantidade de carga paga e correio transportados totalizou 1,1 milhões de toneladas em
2016 e cresceu 8% nos últimos dez anos. Quando comparada com o ano anterior, houve
redução de 6,0%, menos acentuada que a redução de 7,9% apresentada em 2015. Trata-
se do terceiro ano consecutivo de retração.

Passageiros Pagos Transportados


Figura 4.1: Evolução da quantidade de passageiros pagos transportados – mercados doméstico e internacional, 2007
a 2016
Milhões de Passageiros Pagos

117,2 117,8
107,6 110,0 109,6
100,0
85,5
69,7
59,7 63,5 +84%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Doméstica Internacional
Figura 4.2: Variação da quantidade de passageiros pagos transportados – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

22,7%

16,9%

10,5% 9,8%
7,7% 6,5%
6,4%
2,2%
0,5%

-6,9%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 79


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)


Figura 4.3: Evolução do RPK – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

223,8 225,9
215,9
+86% 202,1 208,4
186,9
162,4
Bilhões de RPK

132,9
128,4
116,3

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Doméstica Internacional

Figura 4.4: Variação do RPK – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

22,2%

15,1%

10,2% 10,4%
8,1% 7,4%

3,5% 3,1%
0,9%

-4,4%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 80


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Carga Paga e Correio Transportados


Figura 4.5: Evolução da quantidade de carga paga e correio transportados – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

1.337 1.323
1.263 1.275 1.219
1.137 1.146
+8%
Milhares de Toneladas

1.065 1.015
876

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Doméstica Internacional

Figura 4.6: Variação da quantidade de carga paga e correio transportados – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

29,9%

11,1%

4,9%
0,9%

-1,1%
-4,8% -6,0%
-8,0% -7,9%
-13,7%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 81


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Mercado Doméstico
O número de passageiros pagos transportados no mercado doméstico em 2016 apresentou
sua primeira redução (7,8%) após mais de 10 anos consecutivos de crescimento,
registrando 88,7 milhões, nível próximo ao de 2012.
Todos os meses do ano de 2016 apresentaram redução no número de passageiros, quando
comparados com o mesmo mês de 2015. A maior queda foi apurada no mês de abril, com
redução de 13,7%, e a menor em fevereiro, com queda de 3,2%.
A proporção de passageiros pagos em voos domésticos para cada 100 habitantes passou
de 47,0 em 2015 para 43,0 em 2016, em sua segunda queda consecutiva.
A empresa que mais transportou passageiros pagos em voos domésticos no ano de 2016
foi a Gol (34,1% do total), seguida pela Latam (32,3%) e pela Azul (21,9%). Na
comparação com 2015, observou-se queda na quantidade de passageiros pagos
transportados pelas três empresas, da ordem de -13,7% na Gol, -8,7% na Latam e -3,8%
na Azul. Apenas a Avianca apresentou aumento, da ordem de 14,5%, tendo transportado
10,4% dos passageiros domésticos. Em números absolutos, a Avianca transportou 1,2
milhões a mais de passageiros, enquanto a Gol e Latam observaram redução de 4,8 e 2,7
milhões, respectivamente.
A redução na demanda no mercado doméstico foi de 5,7% em termos de passageiros-
quilômetros pagos transportados (RPK) no ano de 2016. O indicador havia registrado alta
de 1,1% em 2015 e de 5,8% em 2014 e estava em alta há mais de uma década.
A demanda doméstica RPK cresceu, em média, 7,7% ao ano nos últimos dez anos e
representou quase 2 vezes aquela apurada em 2007, havendo um incremento de 95% no
período. Este crescimento correspondeu a praticamente 5 vezes o crescimento anual
médio do PIB no mesmo período e mais do que 8 vezes o da população brasileira.
A Gol encerrou o ano de 2016 como líder do mercado doméstico em termos de RPK, com
participação de 36,0%, 0,2% superior à apurada no ano anterior. A parcela da Latam
passou de 36,7% em 2015 para 34,7% em 2016, representando queda de 5,3%. A
participação combinada das demais companhias passou de 27,4% do RPK em 2015 para
29,3% em 2016, representando aumento de 6,9%. Entre elas, a participação da Avianca
no RPK doméstico teve alta de 21,4% e a da Azul 0,5%.
Entre as principais empresas aéreas brasileiras, apenas a Avianca registrou crescimento
da demanda doméstica em RPK no ano de 2016, da ordem de 14,5%. A Latam teve a
maior redução, de 10,7%.
A região brasileira que concentrou a maior parte dos embarques domésticos de
passageiros pagos foi o Sudeste, com 43,8 milhões de passageiros (49,4% do total). Em
seguida, vieram as regiões Nordeste com 16,2 milhões (18,3%), Centro-Oeste com 12,4
milhões (13,9%) e Sul com 11,4 milhões (12,9%). A região com o menor número de
passageiros pagos embarcados em 2016 no mercado doméstico foi a Norte, com 4,9
milhões (5,5%).
Quando considerada a quantidade de embarques em relação à população de cada região,
a Centro-Oeste destacou-se com 78,9 embarques para cada 100 habitantes em 2016,
seguida pela Sudeste (50,7), Sul (38,9), Norte (27,5) e Nordeste (28,5).
Ao confrontar a quantidade de passageiros pagos embarcados nas aeronaves com o PIB
de cada região, tem-se que a Centro-Oeste figurou com a maior proporção em 2016, com

Anuário do Transporte Aéreo 82


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

24,1 embarques para cada R$ 1 milhão de PIB gerado, seguida da Nordeste (com 22,0
embarques), Norte (com 19,3 embarques), Sudeste (com 14,8 embarques) e Sul (com 12,9
embarques).
Os 20 maiores aeroportos em quantidade de passageiros pagos abrigaram 85% dos
embarques em voos domésticos, sendo Guarulhos/SP (12,7%), Congonhas/SP (11,4%) e
Brasília/DF (9,5%) os três principais. Entre os vinte, 18 registraram redução na
quantidade de passageiros embarcados em 2016 no comparativo com 2015, entre -2,5%
(Recife/PE) e -18,8% (Manaus/MA). O aeroporto de Congonhas/SP apresentou
crescimento de 7,9%.
As rotas mais movimentadas foram Congonhas/Santos Dumont, com 3,9 milhões de
passageiros transportados nos dois sentidos, Congonhas/Brasília, com 2,1 milhões, e
Guarulhos/Salvador, com 1,9 milhões.
O modal aéreo ampliou a sua participação em viagens interestaduais regulares de
passageiros em 2016 na comparação com 2015, tendo passado de 64,9% para 65,4%. O
número de passageiros que optou pelo transporte aéreo foi de 80,3 milhões, enquanto 42,6
milhões optaram pelo transporte rodoviário em 2016. Há dez anos, o transporte rodoviário
predominava neste mercado, com participação de 58,7%. O avião passou a ser a
preferência dos passageiros neste mercado a partir de 2010.
O mercado doméstico de carga paga e correio transportados registrou redução de 8,0%
em 2016, após queda de 11,5% em 2015. Trata-se da terceira baixa consecutiva.
A Latam alcançou participação de 26,8% em 2016 no mercado de transporte aéreo de
carga doméstica (considerando-se também correio), seguida da Gol com 21,6% e da
Avianca com 11,7%. A empresa Absa foi responsável por 10,8% da carga e correio
transportados.
As 10 principais rotas de carga e correio em 2016 envolveram o aeroporto de Guarulhos
em São Paulo, sendo que as duas principais rotas foram Guarulhos/Manaus e
Manaus/Guarulhos (com mais de 66 mil toneladas, somadas).
Os estados de São Paulo (com 168 mil toneladas), do Amazonas e o Distrito federal
(ambos com 42 mil toneladas) foram as unidades da federação que mais despacharam
carga e correio domésticos em voos domésticos.

Anuário do Transporte Aéreo 83


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Passageiros Pagos Transportados


Figura 4.7: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado doméstico, 2007 a 2016
Milhões de passageiros pagos transportados

95,9 96,2
88,7 90,2 88,7
82,1
70,1
+87%
57,1
47,4 50,1

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 4.8: Variação nos passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2007 a 2016

22,8%

17,0%
14,0%

9,7%
8,1%
5,8% 6,3%

1,8%
0,3%

-7,8%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 84


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.9: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico,
2016

-3,2%
-4,7%
-5,3%
-5,8%
-6,4%

-8,4% -8,4%
-8,8% -8,9%
-10,0% -10,1%

-13,7%

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 4.10: Evolução da quantidade de passageiros pagos domésticos por grupo de 100 habitantes, 2007 a 2016

47,3 47,0
44,5 44,9
43,0
41,6

35,9

29,5
26,2
25,0

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 85


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.11: Participação das quatro maiores empresas em passageiros pagos transportados – mercado doméstico,
2016

1,3%

10,4%

34,1%
Gol
21,9% Latam
88.677.618
Azul
passageiros
Avianca
Outras

32,3%

Figura 4.12: Variação de passageiros pagos transportados com relação ao ano anterior por empresa – mercado doméstico,
2016

14,5%

-3,8%
-8,7%
-13,7%

Gol Latam Azul Avianca

Figura 4.13: Variação no número de passageiros pagos transportados (milhões de passageiros) – mercado doméstico, 2016

Milhares de passageiros
-6000 -5000 -4000 -3000 -2000 -1000 0 1000 2000

Avianca 1.162

Azul -763

Gol -4.800

Latam -2.745

Anuário do Transporte Aéreo 86


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.14: Passageiros pagos embarcados por região brasileira, em milhões – mercado doméstico, 2016

Anuário do Transporte Aéreo 87


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.15: Quantidade de embarques domésticos por grupo de 100 habitantes por região – mercado doméstico, 2016

78,9
Embarques/100 Habitantes

50,7

38,9

28,5 27,5

CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUDESTE SUL

Figura 4.16: Quantidade de embarques domésticos por milhão de reais em PIB gerado em 2014* por região – mercado
doméstico
Embarques / Milhão de R$ em PÌB

24,1
22,0
19,3

14,8
12,9

Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul

*Dados de PIB anual por unidade da federação após 2014 ainda não divulgados pelo IBGE

Anuário do Transporte Aéreo 88


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.17: Distribuição dos passageiros embarcados por região – mercado doméstico, 2016

12,9% 13,9%

Centro-Oeste
18,3%
88.677.618 Nordeste
passageiros Norte
Sudeste
5,5%
Sul
49,4%

Anuário do Transporte Aéreo 89


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.18: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região Sudeste – mercado doméstico, 2016

SBVT-ES 1.509.559
Total ES 1.509.559
SBPC-MG -
SBJF-MG 50
SNPD-MG 293
SBAX-MG 1.945
SBVG-MG 5.817
SNDV-MG 10.432
SBGV-MG 40.756
SBUR-MG 44.714
SBBH-MG 57.888
SBIP-MG 65.436
Região Sudeste
SBZM-MG 70.111 43.805.926
SBMK-MG 137.332 passageiros
SBUL-MG 497.782
SBCF-MG 4.504.479
Total MG 5.437.035
SBCP-RJ 16.698
SBCB-RJ 18.351
SBRJ-RJ 4.407.778
SBGL-RJ 5.799.743
Total RJ 10.242.570
SBAQ-SP -
SBGP-SP 37
SBSJ-SP 10.936
SBML-SP 32.626
SBAU-SP 49.581
SBAE-SP 66.804
SBDN-SP 122.962
SBSR-SP 332.073
SBRP-SP 505.646
SBKP-SP 4.195.771
SBSP-SP 10.074.858
SBGR-SP 11.225.468
Total SP 26.616.762

Anuário do Transporte Aéreo 90


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.19: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região Nordeste – mercado doméstico, 2016

SBPB-PI 3.287
SBTE-PI 518.299
Total PI 521.586
SBAR-SE 599.957
Total SE 599.957
SBKG-PB 59.876
SBJP-PB 698.989
Total PB 758.865
SBIZ-MA 134.754
SBSL-MA
Total MA
767.074
901.828
Região Nordeste
SBMO-AL
Total AL
970.544
970.544
16.199.726
SBNT-RN
SBSG-RN
28
1.091.449
passageiros
Total RN 1.091.477
SBJU-CE 258.560
SBFZ-CE 2.672.748
Total CE 2.931.308
SBFN-PE 102.435
SBPL-PE 226.126
SBRF-PE 3.221.342
Total PE 3.549.903
SBFE-BA 0
SNIU-BA 3
SNUU-BA 8
SNIC-BA 12
SNGI-BA 12
SNVB-BA 3.340
SNJD-BA 3.425
SBUF-BA 5.131
SBLE-BA 8.929
SBTC-BA 14.280
SNTF-BA 16.339
SNBR-BA 47.948
SBQV-BA 115.387
SBIL-BA 291.152
SBPS-BA 772.454
SBSV-BA 3.595.838
Total BA 4.874.258

Anuário do Transporte Aéreo 91


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.20: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região Centro-Oeste – mercado doméstico, 2016

SBDB-MS 11.630

SBCR-MS 16.683

SBTG-MS 30.995

SBDO-MS 38.301

SBCG-MS 713.106

Total MS 810.715

Região
SWLC-GO 14.139
Centro-Oeste
SBCN-GO 73.141
12.359.013
SBGO-GO 1.429.609
passageiros
Total GO 1.516.889

SBBW-MT 2.039

SBSO-MT 8.390

SBAT-MT 34.421

SBRD-MT 36.554

SWSI-MT 111.821

SBCY-MT 1.389.999

Total MT 1.583.224

SBBR-DF 8.448.185

Total DF 8.448.185

Anuário do Transporte Aéreo 92


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.21: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região Sul – mercado doméstico, 2016

SBLJ-SC 7.631

SBCM-SC 27.428

SBJA-SC 36.466

SBCH-SC 205.004

SBJV-SC 251.677

SBNF-SC 707.953

SBFL-SC 1.599.838

Total SC 2.835.997

SBUG-RS 14.046

SBSM-RS 16.186 Região Sul


SBPK-RS 17.926 11.446.557
SBPF-RS 81.059
passageiros
SBCX-RS 88.882

SBPA-RS 3.535.343

Total RS 3.753.442

SBTL-PR 223

SSZW-PR 2.867

SBCA-PR 97.094

SBMG-PR 341.306

SBLO-PR 447.866

SBFI-PR 876.914

SBCT-PR 3.090.848

Total PR 4.857.118

Anuário do Transporte Aéreo 93


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.22: Passageiros embarcados por aeroporto e unidade da federação – região Norte – mercado doméstico, 2016

SBBV-RR 140.490
Total RR 140.490
SBCZ-AC 31.680
SBRB-AC 171.305
Total AC 202.985
SBMQ-AP 277.753
Total AP 277.753
SWGN-TO 23.973
SBPJ-TO 299.182
Total TO 323.155
SBVH-RO 16.531
SBJI-RO 17.119
SSKW-RO 25.959
SBPV-RO
Total RO
412.416
472.025
Região Norte
SWEE-AM 40 4.866.396
SWLB-AM 1.576
SWBC-AM 1.783 passageiros
SBUA-AM 2.287
SWEI-AM 2.438
SWCA-AM 8.931
SWKO-AM 9.907
SBTF-AM 22.120
SWPI-AM 25.727
SBTT-AM 26.323
SBUY-AM 37.144
SBEG-AM 1.230.795
Total AM 1.369.071
SBTU-PA 35
SBTB-PA 3.809
SBIH-PA 11.942
SBCJ-PA 75.918
SBHT-PA 83.518
SBMA-PA 149.799
SBSN-PA 239.197
SBBE-PA 1.516.699
Total PA 2.080.917

Anuário do Transporte Aéreo 94


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.23: Distribuição dos embarques nos 20 maiores aeroportos – mercado doméstico, 2016

SBGR 12,7%

SBSP 11,4%

SBBR 9,5%

SBGL 6,5%

SBCF 5,1%

SBRJ 5,0%

SBKP 4,7%

SBSV 4,1%

SBPA 4,0%

SBRF 3,6%

SBCT 3,5%

SBFZ 3,0%

SBFL 1,8%

SBBE 1,7%

SBVT 1,7%

SBGO 1,6%

SBCY 1,6%

SBEG 1,4%

SBSG 1,2%

SBMO 1,1%

Outros 14,8%

Anuário do Transporte Aéreo 95


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.24: Variação no número de embarques em relação ao ano anterior por aeroporto – mercado doméstico, 2016

7,9%

1,1%

-2,5%

-6,7% -6,8% -6,2%


-7,2%
-8,8% -9,2% -9,0% -9,0% -9,3%
-11,0%-10,4% -11,1% -11,3%
-12,5%
-14,3% -13,5%
-16,5%
-18,8%

Anuário do Transporte Aéreo 96


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.25: Passageiros pagos transportados nas 20 principais rotas* – mercado doméstico, 2015 e 2016

Milhões de passageiros pagos


0,0 1,0 2,0 3,0 4,0

Rio de Janeiro (Santos Dummont) - São Paulo 4,0


(Congonhas) 3,9
2,2
São Paulo (Congonhas) - Brasília
2,1
2,2
Salvador - São Paulo (Guarulhos)
1,9
2,0
Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos)
1,8
2,0
São Paulo (Guarulhos) - Recife
1,8
1,8
São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins)
1,7
1,7
São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre
1,7
1,4
Curitiba - São Paulo (Guarulhos)
1,5
1,7
Fortaleza - São Paulo (Guarulhos)
1,5
1,5
São Paulo (Congonhas) - Curitiba
1,4
1,4
Rio de Janeiro (Galeão) - São Paulo (Guarulhos)
1,3
1,2
Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Guarulhos)
1,2
1,3
Salvador - Rio de Janeiro (Galeão)
1,1
1,3
Brasília - Rio de Janeiro (Santos Dummont)
1,1
1,4
Brasília - São Paulo (Guarulhos)
1,1
1,1
Florianópolis - São Paulo (Guarulhos)
1,0
0,9
São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Galeão)
1,0
1,0
Rio de Janeiro (Galeão) - Porto Alegre
0,9
0,9
Rio de Janeiro (Galeão) - Recife
0,8
Rio de Janeiro (Santos Dummont) - Belo Horizonte 1,0
(Confins) 0,8

2015 2016

*Considerando passageiros viajando em ambos os sentidos da rota.

Anuário do Transporte Aéreo 97


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)


Figura 4.26: Evolução do RPK – mercado doméstico, 2007 a 2016

93,3 94,4
87,0 88,2 89,0
81,5
70,3
Bilhões de RPK

56,9
49,7 +95%
45,7

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 4.27: Variação do RPK em relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2007 a 2016

23,6%

15,9%
14,4%
12,8%
8,7%
6,9%
5,8%

1,4% 1,1%

-5,7%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 98


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.28: Variação do RPK em relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado doméstico, 2016

-2,1%
-2,8% -2,8%
-3,8%
-4,9%
-5,6%
-6,3% -6,1%
-7,2% -6,8%
-7,8%

-12,2%

Figura 4.29: Variação do RPK doméstico, PIB e população brasileira em relação ao ano anterior, 2007 a 2016

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%

-5%

-10%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Variação % do RPK Variação % do PIB Variação % da População

Anuário do Transporte Aéreo 99


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.30: Participação das cinco maiores empresas no RPK – mercado doméstico, 2009 a 2016

0,7% 1,0% 0,8%


7,9% 4,7%
9,3% 10,9% 10,4% 8,4% 9,4% 11,5%
2,5% 7,1%
2,6%
3,7% 3,1% 5,4%
6,0%
8,6% 13,2% 16,6% 17,0%
10,1% 17,1%

40,5%
39,7%
37,4% Outras
33,9% 35,4% 36,1%
35,9% Avianca
36,0%
Azul
Gol
Latam

45,4% 42,5% 40,0% 40,3% 39,6% 38,1% 36,7% 34,7%

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 4.31: Variação no RPK com relação ao ano anterior por empresa – mercado doméstico, 2016

14,5%

-5,5% -5,2%

-10,7%

-25,9%
Latam Gol Azul Avianca Outras

Anuário do Transporte Aéreo 100


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Carga paga e correio transportados


Figura 4.32: Evolução da quantidade de carga paga e correio transportados – mercado doméstico, 2007 a 2016

524.880 511.677 521.913 514.923


480.540
455.778
418.013 421.399 +0,3% 419.353
394.122
Toneladas

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 4.33: Variação anual da quantidade de carga paga e correio transportados – mercado doméstico, 2007 a 2016

21,9%

9,2%

0,8% 2,0%

-2,5% -1,3%
-6,5%
-8,0%
-11,5%

-22,3%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 101


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.34: Participação das principais empresas em termos de carga paga e correio transportados – mercado doméstico, 2016

3,9%
4,1%
4,2%
26,8% Latam
7,7% Gol
Avianca
9,1% Absa
Sideral
Azul
10,8% Total Linhas Aéreas
21,6%
Colt

11,7% Demais Empresas

Figura 4.35: Variação da carga paga e correio transportados com relação ao ano anterior por empresa – mercado doméstico,
2016

32,0%

18,3%
12,9% 12,5%

-0,2%
-4,7%
-14,2%

-28,7%

-57,7%

Latam Gol Avianca Absa Sideral Azul Total Linhas Colt Rio Linhas
Aéreas Aéreas

Anuário do Transporte Aéreo 102


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.36: Carga paga e correio transportados nas 20 principais rotas – mercado doméstico, 2015 e 2016

Toneladas
0 10.000 20.000 30.000 40.000
37.109
São Paulo (Guarulhos) - Manaus
33.966
35.030
Manaus - São Paulo (Guarulhos)
32.970
16.798
São Paulo (Guarulhos) - Recife
14.151
14.801
São Paulo (Guarulhos) - Salvador
13.260
14.759
São Paulo (Guarulhos) - Brasília
12.983
9.972
Recife - São Paulo (Guarulhos)
8.944
8.445
Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos)
8.103
9.081
São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza
7.737
7.466
Fortaleza - São Paulo (Guarulhos)
7.079
7.699
São Paulo (Guarulhos) - Porto Alegre
6.992
6.666
São Paulo (Congonhas) - Brasília
6.115
6.001
Rio de Janeiro (Galeão) - São Paulo (Guarulhos)
5.614
5.163
São Paulo (Guarulhos) - Rio de Janeiro (Galeão)
5.421
4.843
Salvador - São Paulo (Guarulhos)
5.003
4.933
Brasília - Manaus
4.964
4.902
São Paulo (Guarulhos) - Belém
4.619
5.065
Brasília - São Paulo (Guarulhos)
4.605
5.471
Rio de Janeiro (Galeão) - Salvador
4.485
3.358
Manaus - Brasília
4.264
5.063
Brasília - Belém
3.953

2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 103


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.37: Carga e correio despachados por unidade da federação – mercado doméstico, 2016

Toneladas
0 50.000 100.000 150.000 200.000

São Paulo 168.079

Distrito Federal 42.368

Amazonas 41.840

Rio de Janeiro 27.228

Ceará 20.058

Pernambuco 19.749

Bahia 14.563

Rio Grande do Sul 12.942

Minas Gerais 12.353

Pará 11.234

Paraná 10.639

Espírito Santo 9.896

Santa Catarina 5.820

Goiás 4.451

Rio Grande do Norte 4.231

Mato Grosso 4.063

Maranhão 2.021

Mato Grosso do Sul 1.956

Rondônia 1.168

Piauí 1.111

Paraíba 1.079

Tocantins 752

Alagoas 486

Sergipe 475

Acre 338

Amapá 327

Roraima 126

Anuário do Transporte Aéreo 104


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Mercado Internacional
O ano de 2016 registrou 20,9 milhões de passageiros pagos transportados em voos
internacionais com origem ou destino no Brasil.
Este número representou uma queda de 3,0% na comparação com 2015 e a primeira
retração desde 2009. A quantidade de passageiros pagos transportados em voos
internacionais no país aumentou 70% nos últimos dez anos, tendo apresentado
crescimento médio de 6,1% ao ano no período.
Apenas o mês de fevereiro apresentou aumento com relação ao mesmo mês do ano
anterior, com aumento de 1,4%. A maior redução ocorreu nos meses de maio e julho (-
5,5%).
Comparando-se o desempenho das empresas brasileiras e estrangeiras, temos que as
brasileiras apresentaram crescimento em 2016 em comparação ao ano anterior,
transportando 2,6% mais passageiros contra uma redução de 5,9% das empresas
estrangeiras. Na última década, as empresas estrangeiras aumentaram em 57,0% o
número de passageiros transportados, enquanto as brasileiras registraram crescimento de
99,8%.
As principais empresas brasileiras atuantes neste mercado foram as brasileiras Latam, Gol
e Azul, e as estrangeiras foram American Airlines, Tap, Copa, Aerolíneas Argentinas e
Air France, responsáveis por 60,8% dos passageiros pagos transportados em 2016. As
demais empresas estrangeiras somadas à brasileira Avianca responderam por 39,2%.
Entre as maiores, a Latam se destacou com 24,5% dos passageiros pagos transportados,
seguida pela Gol, com 9,0%, e pela American Airlines, com 7,0%. Já na variação em
relação a 2015, o maior crescimento entre as principais empresas foi da Aerolíneas, que
transportou 61,4% mais passageiros pagos em 2016, seguida da Azul, com alta de 22,0%.
A American Airlines apresentou a variação negativa mais expressiva (-19,7%).
América do Sul, Europa e América do Norte foram os continentes que registraram a maior
quantidade de passageiros pagos transportados em voos internacionais com origem ou
destino no Brasil em 2016, com 7,4 milhões, 5,9 milhões e 4,9 milhões, respectivamente.
Europa, América do Norte e América Central apresentaram redução no número de
passageiros em 2016 com relação ao quantitativo de 2015.
Estados Unidos (4,4 milhões), Argentina (3,4 milhões) e Chile (1,5 milhões) foram os
países com a maior movimentação de passageiros com destino ou origem no Brasil em
2016. Entre os 20 principais destinos internacionais, 11 registraram crescimento na
quantidade de passageiros transportados em 2016 em relação ao ano anterior, com
destaque para a Bolívia (+30,4%) e Suíça (+17,7%). As maiores reduções em 2016 foram
apuradas pelos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, da ordem de -17,4%, -9,7% e -
9,1%, respectivamente.
Em termos de RPK, a demanda internacional de passageiros para voos com origem ou
destino no Brasil diminuiu 3,6% em 2016, ante crescimento de 0,8% em 2015. O RPK
internacional aumentou 80% desde 2007, com crescimento médio anual de 6,7% no
período.
As empresas brasileiras responderam por 26,1% da demanda internacional em RPK no
Brasil no ano de 2016, contra 25,2% em 2015 e 21,0% em 2007. Desde 2007, as empresas
aéreas brasileiras acumularam crescimento de 122,6% no RPK internacional, enquanto

Anuário do Transporte Aéreo 105


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

as estrangeiras registraram alta de 68,4% no mesmo período. Com relação a 2015, houve
redução de 0,3% no RPK das empresas brasileiras e de 4,7% das empresas estrangeiras.
A Latam foi a empresa que registrou a maior participação no RPK de voos internacionais
com origem ou destino no Brasil, da ordem de 20,6%, frente a 8,2% da American Airlines,
7,9% da Tap, 5,2% da Air France, 4,4% da Emirates, 4,3% da United Airlines, 3,1% da
Gol e 2,4% da Azul. As demais empresas estrangeiras somadas à brasileira Avianca
registram 44,0% de participação em 2016.
As brasileiras Azul e Latam registraram as únicas altas da demanda em RPK no mercado
internacional no ano de 2016 entre as empresas aéreas citadas anteriormente, de +17,2%
e +0,2%, respectivamente. A maior queda na demanda foi registrada pela American
Airlines, com -18,7%.
A quantidade de carga paga e correio transportados em 2016 em voos internacionais com
origem ou destino no Brasil foi de 726,3 mil toneladas, representando crescimento de
12,2% desde 2007, mas queda de 4,8% na comparação com 2015. Trata-se da terceira
retração anual consecutiva.
As empresas brasileiras foram responsáveis por 25,3% do total da carga e correio aéreo
internacional transportado no país em 2016, ante 23,7% em 2015 e 28,8% em 2007. Em
2016, as empresas brasileiras registraram aumento da quantidade de carga paga e correio
internacional transportada em relação a 2015, da ordem de 1,6%, enquanto as estrangeiras
apresentaram queda de 6,9%. Já nos últimos dez anos, enquanto as estrangeiras
registraram alta de 17,8%, as brasileiras apuraram redução de 1,6% na carga paga e
correio internacional transportados.
A Latam foi a empresa com maior participação nesse mercado, com 13,7%, seguida pela
também brasileira Absa (8,1%) e pela estrangeira Atlas Air (7,0%). Entre as 10 principais
empresas, cinco registraram redução no ano de 2016 em relação ao ano anterior, sendo
que a maior redução ocorreu na Lan Cargo (-16,9%). A brasileira Latam apresentou
redução de 11,0%. Os maiores aumentos foram registrados pela Cargolux (9,6%) e pela
UPS (7,5%).
América do Norte, Europa e América do Sul foram os continentes com maior volume de
carga paga e correio aéreos despachada com destino no Brasil em 2016, com 147 mil, 133
mil e 49 mil toneladas, respectivamente. Em termos de carga e correios com origem no
Brasil, o principal destino foi a América do Norte, seguida pela Europa e América do Sul,
com 103 mil, 102 mil e 56 mil toneladas.
Estados Unidos, Alemanha e Portugal foram os principais destinos em termos de carga
paga e correios transportados com origem no Brasil, com 93,5 mil, 22,3 mil e 17,9 mil
toneladas. Analisando a carga paga e correio com destino ao Brasil, os principais países
de origem foram Estados Unidos, Alemanha e Chile, com 141 mil, 29 mil e 23 mil
toneladas.

Anuário do Transporte Aéreo 106


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Passageiros Pagos Transportados


Figura 4.38: Evolução do número de passageiros pagos transportados – mercado internacional, 2007 a 2016

21,3 21,6 20,9


19,8
Milhões de Passageoros Pagos

18,9
17,9
15,4 +70%
13,4
12,3 12,6

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 4.39: Variação no número de passageiros pagos transportados em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2007
a 2016

22,0%

16,4%
13,8%

8,9%
7,8%
5,9%
4,4%
1,2%

-3,0%
-6,0%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 107


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.40: Variação nos passageiros pagos transportados com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional,
2016

1,4%

-0,3%
-0,5%

-2,8% -2,9%
-3,5% -3,6% -3,7%

-4,5%
-4,7%

-5,5% -5,5%
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Figura 4.41: Evolução do número de passageiros pagos transportados por nacionalidade da empresa – mercado internacional,
2007 a 2016

14,9
14,3
13,7 13,4
13,2
12,1
Milhões de Passageiros Pagos

10,1
8,6 8,8
8,3
7,3 7,5
6,1 6,4
5,8 5,8
5,3
4,6 4,3
3,7

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 108


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.42: Variação do número de passageiros pagos transportados por nacionalidade da empresa – mercado internacional,
2016/2007

99,8%

57,0%

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 4.43: Variação do número de passageiros pagos transportados por nacionalidade da empresa – mercado internacional,
2016/2015

2,6%

-5,9%
Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 109


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.44: Participação de mercado das maiores empresas em termos de passageiros pagos transportados – mercado
internacional, 2016

24,5% Latam
Gol
39,2%
Azul
American Airlines
9,0% TAP
Copa
Aerolineas Argentinas
7,0% Air France
3,8% 2,3%
4,3% 6,7% Demais Estrangeiras

3,3%

Figura 4.45: Variação na quantidade de passageiros pagos transportados pelas maiores empresas – mercado internacional,
2016/2015

61,4%

22,0%

4,4%

-5,8% -3,3%
-8,2% -8,5% -6,5%

-19,7%
Latam Gol Azul American TAP Copa Aerolineas Air France Demais
Airlines Argentinas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 110


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.46: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e outros países por continente, 2015 e 2016

Milhões de Passageiros
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0

6,8
América Do Sul
7,4

6,0
Europa
5,9

5,9
América Do Norte
4,9

1,2
América Central
1,1

0,7
Ásia
0,7

0,4
África
0,4

2015 2016

*Foram considerados passageiros transportados nos dois sentidos.

Anuário do Transporte Aéreo 111


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.47: Quantidade de passageiros transportados entre o Brasil e os 20 principais destinos internacionais, 2015 e 2016

Milhões de Passageiros
0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0

5,4
Estados Unidos
4,4
3,1
Argentina
3,4
1,4
Chile
1,5
1,5
Portugal
1,5
1,0
Espanha
1,0
1,0
França
0,9
0,9
Panamá
0,9
0,8
Alemanha
0,9
0,7
Peru
0,7
0,6 2015
Uruguai
0,6 2016
0,6
Reino Unido
0,5
0,5
Colômbia
0,5
0,5
Itália
0,5
0,4
Emirados Árabes Unidos
0,5
0,4
Holanda
0,4
0,4
México
0,3
0,3
Paraguai
0,3
0,1
Bolívia
0,2
0,2
Suíça
0,2
0,2
Canadá
0,2

*Foram considerados passageiros com origem ou destino no Brasil.

Anuário do Transporte Aéreo 112


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Passageiros-Quilômetros Pagos Transportados (RPK)


Figura 4.48: Evolução do RPK – mercado internacional, 2007 a 2016

130,5 131,5
126,9
120,2
115,0
105,5
92,1
Bilhões de RPK

78,7
70,5
76,0 +80%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 4.49: Variação no RPK em relação ao ano anterior – mercado internacional, 2007 a 2016

21,1%

14,5%
11,5%
8,6% 9,1% 8,6%

4,5%

0,8%

-3,4% -3,6%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 113


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.50: Evolução do RPK por nacionalidade das empresas – mercado internacional – 2007 a 2016

101,3 98,4
92,4 93,8
88,6
79,1
Bilhões de RPK

68,4
55,7 59,3 56,5

29,1 33,2 33,0


23,7 26,4 26,4 27,8
19,4 19,5
14,8

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

RPK Empresas Brasileiras RPK Empresas Estrangeiras

Figura 4.51: Variação do RPK por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2016/2007

122,6%

68,4%

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 4.52: Variação do RPK por nacionalidade da empresa – mercado internacional, 2016/2015

-0,3%

-4,7%
Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 114


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.53: Participação de mercado das maiores empresas em termos de RPK – mercado internacional, 2016

20,6% Latam
Gol
Azul
44,0% 3,1% Avianca
2,4%
American Airlines
0,0%
8,2% TAP
Air France
Emirates
7,9%
United Air Lines
4,3% 5,2%
4,4% Demais Estrangeiras

Figura 4.54: Variação do RPK das maiores empresas – mercado internacional, 2016/2015

17,2%

0,2%

-1,5% -1,0%
-2,6%

-7,8% -7,8%

-13,6%
-18,7%

Latam Gol Azul American TAP Air France Emirates United Air Demais
Airlines Lines Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 115


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Carga paga e correio transportados


Figura 4.55: Evolução da quantidade de carga paga e correio transportados – mercado internacional, 2007 a 2016

815 808 763


738 763 726
+ 12,2% 657
647
Milhares de Toneladas

593
481

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 4.56: Evolução da quantidade de carga paga e correio transportados por nacionalidade das empresas –
mercado internacional, 2007 a 2016

615 636 634


561 572 583
543
Milhares de Toneladas

461 457
379

187 166 180 174 181 184


136 148
103 95

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 116


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.57: Variação na quantidade de carga paga e correio transportados – mercado internacional, 2016/2007

17,8%

-1,6%

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Figura 4.58: Variação na quantidade de carga paga e correio transportados – mercado internacional, 2016/2015

1,6%

-6,9%

Empresas Brasileiras Empresas Estrangeiras

Anuário do Transporte Aéreo 117


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.59: Participação das principais empresas na quantidade de carga paga e correio transportados – mercado internacional,
2016

13,7% Latam
Absa
8,1% Atlas Air
40,2%
American Airlines
7,0% Cargolux
Lan Cargo
6,6% TAP
UPS
5,9% Lufthansa
4,5% Air France
3,4% 4,5%
2,9% Demais Empresas
3,1%

Figura 4.60: Variação da quantidade de carga paga e correio transportados pelas principais empresas – mercado internacional,
2016/2015

9,6%
7,5%
3,4% 5,0%
1,6%

-2,1%
-7,0% -6,7% -7,0%
-11,0%
-16,9%

Latam Absa Atlas Air American Cargolux Lan Cargo TAP UPS Lufthansa Air France Demais
Airlines Empresas

Anuário do Transporte Aéreo 118


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.61: Quantidade de carga paga e correio transportados entre Brasil e demais países por continente – mercado
internacional, 2016

163.301
América Do Norte-Brasil
147.155
142.246
Europa-Brasil
132.681
52.805
América do Sul - Brasil
49.049
15.200
Ásia-Brasil
12.906
3.068
África-Brasil
2.017
516
América Central-Brasil
685
101.641 2015
Brasil-América Do Norte
103.152 2016
101.155
Brasil-Europa
101.706
59.454
Brasil-América Do Sul
56.355
10.644
Brasil-Ásia
10.635
5.510
Brasil-África
5.056
1.999
Brasil-América Central
1.365

Toneladas

Anuário do Transporte Aéreo 119


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.62: Quantidade de carga paga e correio transportados nas 20 principais rotas internacionais com origem no Brasil, 2016

Anuário do Transporte Aéreo 120


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.63: Quantidade de carga paga e correio transportados nas 20 principais rotas internacionais com destino no Brasil,
2016
Milhares de Toneladas
0 50.000 100.000 150.000 200.000
141.291
Estados Unidos-Brasil
156.409
29.029
Alemanha-Brasil
31.855
23.179
Chile-Brasil
25.983
19.811
Luxemburgo-Brasil
20.252
17.795
Holanda-Brasil
23.793
16.444
Portugal-Brasil
16.188
16.438
França-Brasil
15.996
11.328
Reino Unido-Brasil
10.608
10.954
Espanha-Brasil
11.523
8.595
Peru-Brasil
8.800
6.861
Argentina-Brasil 2016
8.819
2015
6.288
Colômbia-Brasil
6.431
5.522
Suíça-Brasil
4.826
5.307
Itália-Brasil
7.205
4.433
Emirados Árabes Unidos-Brasil
7.296
4.007
México-Brasil
4.190
3.587
Coréia Do Sul-Brasil
3.287
1.890
Turquia-Brasil
1.660
1.858
Canadá-Brasil
2.702
1.446
Qatar-Brasil
1.446

Anuário do Transporte Aéreo 121


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Transporte interestadual regular de passageiros


Para se ter uma visão relativa da evolução da quantidade de passageiros transportados no modal
aéreo, considerou-se a quantidade de passageiros que utilizaram o transporte rodoviário
interestadual de longa distância, definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres –
ANTT como transporte regular utilizando ônibus rodoviário (sem catraca ou outro dispositivo de
controle de tarifação e que permita o transporte de bagagem em compartimento específico), onde
a unidade da federação de destino é diferente da de origem. Assim, os números de passageiros
transportados apresentados a seguir para o transporte aéreo consideram apenas voos
interestaduais.
Figura 4.64: Evolução da quantidade de passageiros interestaduais de longa distância transportados pelos
modais aéreo e rodoviário, 2007 a 2016

88 89
82 83 80
77
Milhões de passageiros

66
62 59 59

53 59 57 59 57
52
43 46 48
43

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Rodoviário interestadual de longa distância Aéreo Interestadual Regular

Figura 4.65: Participação dos modais aéreo e rodoviário no transporte interestadual de passageiros de
longa distância, 2016

34,6%

65,4%

Rodoviário interestadual de longa distância Aéreo Interestadual acima de 75km

Anuário do Transporte Aéreo 122


Seção 4. Demanda por Transporte Aéreo

Figura 4.66: Participação dos modais aéreo e rodoviário no transporte interestadual de passageiros de
longa distância, 2007 e 2015

2007 2015

35,1%
41,3%

58,7% 64,9%

Rodoviário interestadual de longa distância Rodoviário interestadual de longa distância


Aéreo Interestadual acima de 75km Aéreo Interestadual acima de 75km

Anuário do Transporte Aéreo 123


Seção 5.
Aproveitamento das Aeronaves
Nesta seção, são apresentados os dados
referentes ao aproveitamento das
aeronaves no mercado brasileiro, sob a ótica
de dois indicadores: RPK sobre ASK e Horas
Voadas por Dia Disponível por Aeronave.
Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

Introdução
As informações apresentadas nesta seção foram apuradas com base nos dados estatísticos
de voos mensalmente fornecidos à ANAC pelas empresas brasileiras que operam no país,
em cumprimento às obrigações estabelecidas pela Resolução nº 191/2011 e aos
procedimentos estabelecidos pelas Portarias nº 1189 e 1190/SRE/2011, expedidas pela
Agência, e, ainda, com base nos dados do Form D, Fleet and Personnel – Commercial
Air Carriers, que é anualmente requerido pela OACI de seus Estados-Membros. Este
formulário é preenchido pelas empresas aéreas brasileiras e enviado à ANAC.
Mais informações sobre o aproveitamento de aeronaves estão disponíveis na Base de
Dados Estatísticos do Transporte Aéreo do Brasil e no relatório Demanda e Oferta do
Transporte Aéreo, localizados na seção Dados e Estatísticas do portal da ANAC na
internet.

Anuário do Transporte Aéreo 125


Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

Total da Indústria
Considerando-se os mercados doméstico e internacional de passageiros, o aproveitamento
das aeronaves em termos de RPK/ASK, também conhecido como taxa de ocupação ou
Load Factor, foi de 80,9%, melhora de 2,1% em 2016 com relação a 2015, representando
o maior valor dos últimos 10 anos. O aproveitamento RPK/ASK das aeronaves melhorou
8,7% desde 2007.
Na análise mensal de 2016, verificou-se redução da taxa de ocupação apenas nos meses
de Janeiro (-1,4%) e Fevereiro (-0,8%). O mês com maior aumento foi novembro, da
ordem de +8,9%.
Em termos de horas voadas ao dia por aeronave, a média das empresas brasileiras foi de
9,5 horas em 2016, que representou aumento de 1,5% em relação a 2015. Entre as quatro
principais empresas aéreas brasileiras de passageiros, a Gol registrou o maior valor, com
11,0 horas voadas por dia e a Azul apresentou o menor valor, da ordem de 8,7 horas
voadas por dia.
Analisando-se por capacidade das aeronaves, observa-se que, em geral, as aeronaves
maiores apresentam uma utilização maior em horas voadas por dia disponível.

Anuário do Transporte Aéreo 126


Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

RPK/ASK
Figura 5.1: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercados doméstico e internacional, 2007 a 2016

79,9% 79,2% 80,9%


75,4% 76,6% 78,1%
74,4% 72,8% 74,4%
70,6%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 5.2: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior – mercados doméstico e internacional, 2007 a
2016

5,4%

2,3% 2,1%
1,9%
1,4% 1,5%

-0,8%
-2,1%
-3,0%
-3,7%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 127


Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

Figura 5.3: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercados doméstico e
internacional, 2016

Horas Voadas/Aeronave-Dia Disponível


Figura 5.4: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível por empresa – mercados
doméstico e internacional, 2015 (esquerda) e 2016 (direita)

11,0 11,0
10,5 10,5 10,7
9,7 9,9
9,6 9,3 9,3 9,5
9,3
8,7 8,7

4,7 4,6

Latam Gol Azul Absa Avianca Passaredo Sideral Indústria

Anuário do Transporte Aéreo 128


Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

Figura 5.5: Aproveitamento em termos de Horas Voadas por Aeronave-Dia Disponível por configuração da aeronave –
empresas brasileiras, 2015 e 2016

12,1 12,3
10,9 10,8
10,3 10,4
9,2 9,2 9,2

7,4 7,8
7,0
5,9 5,8

3,0
2,7

0 (cargueiros) Até 50 51 a 100 101 a 150 151 a 200 201 a 250 251 a 300 acima de 300
2015 2016 Assentos de Passageiros Instalados

Anuário do Transporte Aéreo 129


Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

Mercado Doméstico
No mercado doméstico, o aproveitamento das aeronaves em voos domésticos em termos
de RPK/ASK alcançou em 2016 o seu maior valor em dez anos, com uma taxa de 80,0%.
Essa taxa representou melhora de 18,0% com relação a 2007 e de 0,2% comparando com
2015. O indicador apresentou variação positiva nos últimos sete anos.
Observou-se melhora em oito meses do ano, quando comparados ao mesmo mês do ano
anterior, com a maior alta ocorrendo em novembro (+3,6%). A queda mais acentuada
deu-se no mês de abril (-2,2%).
Entre as principais empresas brasileiras, Avianca e Latam registraram as maiores taxas
de aproveitamento em voos domésticos no ano de 2016 (83,9% e 82,2%,
respectivamente).

RPK/ASK
Figura 5.6: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado doméstico, 2007 a 2016

79,7% 79,8% 80,0%


72,9% 76,1%
67,8% 68,4% 70,2%
66,0% 65,9%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 5.7: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2007 a 2016

4,7%
4,4%
3,9% 4,0%

2,6%

0,1% 0,2%

-0,1%

-2,7%

-4,3%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 130


Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

Figura 5.8: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado
doméstico, 2016

3,6%

1,8%
1,4%

0,5% 0,6%
0,3% 0,4%
0,2%

-0,1%

-1,7%
-2,0% -2,2%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Figura 5.9: Aproveitamento em termos de RPK/ASK, por empresa – mercado doméstico, 2015 (esquerda) e 2016
(direita)

83,6% 83,9%

82,2%
81,4%

78,9%
78,4%
78,0% 77,9%

Avianca Latam Azul Gol

Anuário do Transporte Aéreo 131


Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

Mercado Internacional
A taxa de aproveitamento das aeronaves no mercado internacional em 2016 (apurada em
81,5%) teve variação positiva de 3,5% em relação a 2015. Este foi o maior
aproveitamento registrado no mercado internacional nos últimos 10 anos.
O indicador registrou variação positiva em 11 meses de 2016, no comparativo com os
mesmos meses de 2015, tendo sido o maior aumento verificado em novembro (+13,0%).
A única queda foi registrada no mês de janeiro, de 1,2%.
Entre as três maiores empresas brasileiras e as quatro maiores estrangeiras do segmento,
a brasileira Azul e a estrangeira Air France apresentaram as maiores taxas de
aproveitamento em voos internacionais com origem ou destino no Brasil em 2016, de
87,1% e 86,7%, respectivamente. O indicador da Latam, principal empresa brasileira
neste mercado, foi de 84,9% em 2016.

RPK/ASK
Figura 5.10: Evolução do aproveitamento em termos de RPK/ASK – mercado internacional, 2007 a 2016

79,5% 79,8% 80,1% 79,6% 79,6% 80,0% 81,5%


78,0% 78,8%
74,7%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 132


Seção 5. Aproveitamento das Aeronaves

Figura 5.11: Variação do aproveitamento RPK/ASK com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado internacional,
2016

13,0%

7,9% 7,6%
6,8%

3,1% 2,7%
1,7% 1,6%
0,8%
0,1% 0,1%

-1,2%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Figura 5.12: Aproveitamento em termos de RPK/ASK por empresa – mercado internacional, 2015 (esquerda) e 2016 (direita)

87,1% 84,6% 86,7%


84,0% 83,1% 84,9% 80,9% 81,5% 78,0%
73,8% 75,1% 71,6%
74,6% 72,6%

Azul Air France Latam TAP American Gol Emirates


Airlines

Anuário do Transporte Aéreo 133


Seção 6.
Percentuais de Atrasos e
Cancelamentos
Nesta seção apresentam-se os percentuais
de atrasos e de cancelamentos dos voos
regulares de passageiros, tanto em etapas
domésticas quanto internacionais.
Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Introdução
A metodologia adotada para a apuração e a divulgação dos percentuais de atrasos e
cancelamentos de voos está estabelecida na Resolução ANAC nº 218, de 28 de fevereiro
de 2012, e pela Portaria ANAC nº 1.096/SRE, de 1º de junho de 2012.
As informações de atrasos e cancelamentos de voos são apuradas com base nos dados dos
voos autorizados pela ANAC e registrados em Horário de Transporte – HOTRAN,
regulamentado pela Instrução de Aviação Civil – IAC 1223, e dos Boletins de Alteração
de Voos – BAV que são registrados na ANAC pelas empresas aéreas em periodicidade
aproximadamente semanal, em cumprimento à IAC 1504.
Assim, o percentual de cancelamentos é apurado com base na quantidade de etapas de
voo canceladas sobre o total de etapas de voo previstas. Já o percentual de atrasos é
apurado com base na quantidade de etapas de voo atrasadas sobre o total de etapas de voo
realizadas (que são as previstas menos as canceladas). Nesta publicação foram utilizados
apenas os voos de passageiros para apuração dos referidos percentuais, não sendo
considerados os voos com finalidade exclusivamente cargueira.
Ressalta-se que os atrasos e cancelamentos de voos podem ser ocasionados por motivos
diversos que afetam os serviços aéreos, entre eles as condições meteorológicas, de
segurança operacional, de tráfego aéreo, aeroportuárias, operacionais das empresas aéreas
e outros.
Faz-se oportuno mencionar que, de acordo com a Resolução ANAC nº 218/2012, desde
junho de 2012, as empresas aéreas brasileiras e estrangeiras que exploram os serviços de
transporte aéreo regular de passageiros no Brasil, doméstico e internacional, estão
obrigadas a disponibilizar ao adquirente do bilhete de passagem, na fase inicial do
processo de comercialização e em todos os canais de vendas, as informações sobre os
percentuais históricos de atrasos e de cancelamentos de cada etapa dos voos ofertados.
Os dados devem corresponder àqueles mensalmente apurados e divulgados na seção
Dados e Estatísticas do portal da ANAC na internet:
http://www.anac.gov.br/assuntos/dados-e-estatisticas/percentuais-de-atrasos-e-
cancelamentos.
Em linhas gerais, os percentuais de atrasos e cancelamentos representam o
comportamento histórico dos voos, independentemente dos motivos que os ocasionaram,
e visam:
I – a divulgação das características dos serviços ofertados; e
II – a transparência nas relações de consumo.

Anuário do Transporte Aéreo 135


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Total da Indústria
O ano de 2016 apresentou percentuais de atrasos muito próximos aos do ano anterior,
com 0,6% menos atrasos superiores a 30 minutos e 1,4% mais atrasos superiores a 60
minutos. Já o percentual de cancelamentos reduziu em 15,5%. O percentual de
cancelamentos foi de 10,5% do total de voos programados, enquanto 6,2% dos voos
realizados sofreram atraso de 30 minutos ou mais e 2,5% tiveram atraso de 60 minutos
ou mais, o que representou melhora em relação a 2007, de 49,3%, 79,3% e 84,6%,
respectivamente.
O mês de abril de 2016 apresentou o maior percentual de cancelamentos (18,8%), o mês
de dezembro os maiores percentuais de atrasos superiores a 30 minutos (8,5%) e o mês
de junho a maior taxa de atrasos acima de 60 minutos (3,5%). Por outro lado, setembro
foi o mês com o menor percentual de cancelamentos (5,3%) e abril teve os menores
percentuais de atrasos (3,9% superiores a 30 minutos e 1,5% acima de 60 minutos).

Figura 6.1: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – indústria, por ano, 2007 a 2016

30,1%

20,6%
17,5%

13,8% 13,1%
16,2%
10,6% 10,5% 12,4%
9,9% 8,1% 8,2%
10,1% 10,5%
8,9% 8,5% 8,5% 6,2%
8,0% 7,5%
6,3%
6,9%
5,2% 4,7%
4,1% 3,6% 3,1% 3,2% 2,5% 2,5%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 136


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.2: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao ano anterior – indústria, 2007 a 2016

72%

54%

30% 29%26%
20% 22%
13%
1%
2% 3%

-4% -1%
-10% -6%-4%-10% -6%
-12% -15%
-20% -23% -24%
-24%
-23%
-42% -39%
-41%
-52%
-57%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Figura 6.3: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – indústria, por mês, 2016

18,8%
17,3%
16,1%
14,3%

10,2%
8,1% 8,5%
7,7% 7,8% 7,8%
6,7% 7,2%
6,0% 6,4% 6,4% 6,4%
6,2%
5,4% 5,4%
5,0% 4,9% 5,3%
3,9% 4,3%
3,4% 3,2% 3,5% 3,0%
2,7% 2,8%
1,9% 1,8% 1,9% 1,6% 2,2%
1,5%

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 137


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.4: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao mesmo mês do ano anterior, – indústria,
2016

66% 57%
51%
38% 42%
37%
29% 28%33%
20% 21%

8% 8%
1% 1% 1%

-1% -3% -2%


-4% -6%
-13% -10%
-20% -22%

-38% -35%
-42% -41% -40%
-44%-48% -46%
-49% -52%
-63%

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 138


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Mercado Doméstico
Em 2016, observou-se queda nos percentuais de atrasos superiores a 30 e 60 minutos, da
ordem de 1,6% e 0,2%, respectivamente, e de 14,8% no percentual de cancelamentos no
mercado doméstico. Assim, 11,8% dos voos domésticos programados foram cancelados
e, dos voos realizados, 5,9% sofreram atrasos superiores a 30 min e 2,2% sofreram atrasos
superiores a 60 minutos. Estas taxas sofreram reduções de 43,3%, 81,3% e 86,5%,
respectivamente, quando comparadas às de 2007.
O mês de abril apresentou o maior percentual de cancelamentos (21,1%) em 2016, o mês
de dezembro o maior percentual de atraso superior a 30 minutos (8,5%) e o mês de janeiro
registrou o maior percentual de atraso superior a 60 minutos (3,3%). Setembro foi o mês
com o menor percentual de cancelamentos (5,7%) e abril teve os menores percentuais de
atrasos acima de 30 minutos e acima de 60 minutos, 3,4% e 1,2%.

Figura 6.5: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – mercado doméstico, por ano, 2007 a 2016

31,5%

20,6% 17,9%

13,3% 12,7% 13,8%


16,3%
10,5% 10,2% 11,2% 11,8%
9,9% 9,3% 7,7%
8,8% 8,5% 9,2% 5,9%
7,9% 7,9%
6,6% 6,0%
4,7% 4,2%
3,8% 3,2% 2,9% 2,9% 2,2% 2,2%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 139


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.6: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao ano anterior – mercado doméstico, 2007 a
2016

72%

54%

25% 27%26% 24%


22%
16%
2% 1%

-5% -4%-5% -2%0%


-6% -7%
-12% -11% -15%
-20%
-24% -24%
-25%
-22%
-43% -41%
-43%
-52%
-59%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Figura 6.7: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – mercado doméstico, por mês, 2016

21,06%
19,38%
18,28%
16,16%

11,60% 8,50%
7,72% 7,70% 7,63%
6,75%
5,80% 5,78%
5,06% 8,56%
4,05% 4,16% 3,88% 8,02%
3,39% 7,11% 6,73% 6,95%
5,93% 5,72%
3,30% 2,60% 2,97% 3,23% 2,63% 2,85%
1,22% 1,65% 1,30% 1,51% 1,34% 1,66%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 140


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.8: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao mesmo mês do ano anterior – mercado
doméstico, 2016

74%
60%
52%
46%
38% 36%
26%29% 30%
29%
22%
6% 10%
0% 4% 5%4% 3%

0% -3%
-12% -14%
-21%
-26%
-27%
-43% -40% -39%
-46% -48%
-49% -51%-52% -47%
-56%
-64%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 141


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Mercado Internacional
O mercado internacional registrou elevação nos percentuais de atrasos em 2016. Os
atrasos superiores a 30 e 60 minutos, apresentaram alta de 1,6% e 3,2%, respectivamente.
Já a taxa de cancelamentos sofreu redução de 10,6%. Assim, 3,5% dos voos internacionais
programados foram cancelados e, dos voos realizados, 7,9% sofreram atrasos superiores
a 30 min e 3,9% sofreram atrasos superiores a 60 minutos.
O mês de abril de 2016 apresentou o maior percentual de cancelamentos (5,1%) no ano,
o maior percentual de atraso superior a 30 minutos ocorreu no mês de junho (10,0%), que
também registrou o maior percentual de atraso superior a 60 minutos (4,8%). Julho foi o
mês com o menor percentual de cancelamentos, com 2,7% em relação aos voos previstos.
Abril teve o menor percentual de atrasos superiores a 30 minutos (6,3%) e setembro o
menor percentual de atrasos superiores a 60 minutos (3,1%).

Figura 6.9: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – mercado internacional, por ano, 2007 a 2016

22,7%
20,6%

16,4%
15,5% 15,8%

15,4% 12,3%
11,6%
9,7% 10,1% 10,2%
7,8% 7,9%
6,5%
8,7% 6,1%
8,2% 4,7% 5,6%
4,8%
7,8% 4,2% 4,0% 3,9% 3,5%
6,3%
4,6% 4,9%
3,8% 3,9%

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 142


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.10: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao ano anterior – mercado internacional, 2007
a 2016

73%
68%
57%

42%
31%

6% 6%
2% 1% 2% 3%

-4%-5% -4% -4%


-12% -11%
-17%
-18%
-25% -22% -22%
-24%
-28% -28%
-32% -28%
-37%
-44%
-53%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Figura 6.11: Evolução dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos – indústria, por mês, 2016

10,0%
9,4% 9,6%
8,5% 8,8%
8,2%
7,7%
7,2% 7,0%
6,3% 6,3% 6,3%

4,7%
5,1% 4,8%
4,7%
4,6%
4,0% 4,0% 4,2% 4,0% 3,9%
3,5% 3,8% 3,7%
3,3% 3,2% 3,4% 3,1% 3,4% 3,4%
2,9% 2,7% 2,9% 2,9% 2,7%

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 143


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.12: Variação dos Percentuais de Atrasos e Cancelamentos com relação ao mesmo mês do ano anterior, – indústria,
2016

59%

47% 45%44%
40%
36%
30% 32%

16% 19%
16%
14%
4% 5% 2%
0%

-2% -1%
-6% -6% -9%-6%
-10% -9%
-16% -14%
-18% -20% -18%
-25% -26% -26%
-31% -29% -30%-30%
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Cancelamentos Atrasos > 30 min Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 144


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Dados por Rota


Analisando-se as 20 principais rotas domésticas em 2016 (considerando-se o número de
passageiros transportados), os percentuais de atrasos superiores a 30 minutos ficaram
entre 4,3% (Salvador-BA/Galeão-RJ) e 8,3% (Confins-MG/Guarulhos-SP). Os atrasos
superiores a 60 minutos, por sua vez, variaram entre 1,3% (Congonhas-SP/Brasília-DF)
e 3,0% (Confins-MG/Guarulhos-SP). A rota Confins-MG/Brasília-DF registrou o maior
percentual de cancelamentos, 20,9%, enquanto a rota Congonhas-SP/Galeão-RJ teve o
menor, com 4,2% dos voos cancelados.
Nos voos internacionais com origem ou destino no Brasil, também considerando as 20
principais rotas em número de passageiros transportados, a maior proporção de atrasos
superiores a 30 minutos, 18,4%, ocorreu na rota Guarulhos/Paris. A mesma rota também
apresentou a maior proporção de atrasos superiores a 60 minutos: 10,8%. Os menores
percentuais de atrasos superiores a 30 e a 60 minutos foram registrados para as rotas
Santiago/Galeão (4,9%) e Montevideo/Guarulhos (2,0%), respectivamente.
O maior percentual de cancelamentos em voos internacionais foi registrado na rota Nova
York/Guarulhos (6,2%), enquanto Guarulhos/Frankfurt foi a mais regular, com 0% de
voos cancelados.

Anuário do Transporte Aéreo 145


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.13: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas domésticas, 2016

0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% 9%

8,1%
Rio de Janeiro (Galeão) - São Paulo (Guarulhos)
2,2%
5,7%
Brasília - São Paulo (Guarulhos)
1,7%
6,2%
Brasília - Rio de Janeiro (Santos Dummont)
2,1%
7,2%
São Paulo (Guarulhos) - Recife
2,5%
Rio de Janeiro (Santos Dummont) - São Paulo 6,3%
(Congonhas) 2,0%
6,3%
Florianópolis - São Paulo (Guarulhos)
1,8%
8,3%
Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Guarulhos)
3,0%
6,6%
Rio de Janeiro (Galeão) - Porto Alegre
1,9%
7,6%
Curitiba - São Paulo (Guarulhos)
2,7%
4,5%
Salvador - São Paulo (Guarulhos)
1,6%
4,9%
Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos)
1,9%
5,0%
São Paulo (Congonhas) - Brasília
1,3%
5,4%
São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Galeão)
1,9%
5,2%
Fortaleza - São Paulo (Guarulhos)
1,7%
Rio de Janeiro (Santos Dummont) - Belo Horizonte 4,8%
(Confins) 2,0%
4,3%
Salvador - Rio de Janeiro (Galeão)
1,5%
5,9%
Belo Horizonte (Confins) - Brasília
2,6%
5,7%
São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins)
2,0%
5,6%
São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre
1,6%
5,4%
São Paulo (Congonhas) - Curitiba
1,9%

Percentuais de Atrasos > 30 min Percentuais de Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 146


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.14: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas domésticas, 2016

0% 5% 10% 15% 20% 25%

Belo Horizonte (Confins) - Brasília 20,9%

Salvador - São Paulo (Guarulhos) 11,7%

Salvador - Rio de Janeiro (Galeão) 16,8%

Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) 7,2%

São Paulo (Guarulhos) - Recife 8,6%

Brasília - São Paulo (Guarulhos) 13,7%

Brasília - Rio de Janeiro (Santos Dummont) 12,0%

Curitiba - São Paulo (Guarulhos) 9,9%

Belo Horizonte (Confins) - São Paulo (Guarulhos) 10,3%

Rio de Janeiro (Santos Dummont) - Belo Horizonte


15,8%
(Confins)

Rio de Janeiro (Galeão) - Porto Alegre 9,5%

São Paulo (Congonhas) - Curitiba 6,6%

Florianópolis - São Paulo (Guarulhos) 6,5%

Rio de Janeiro (Santos Dummont) - São Paulo


9,1%
(Congonhas)

Porto Alegre - São Paulo (Guarulhos) 8,3%

Rio de Janeiro (Galeão) - São Paulo (Guarulhos) 9,2%

São Paulo (Congonhas) - Brasília 4,4%

São Paulo (Congonhas) - Belo Horizonte (Confins) 8,3%

São Paulo (Congonhas) - Porto Alegre 4,6%

São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Galeão) 4,2%

Percentuais de Cancelamentos

Anuário do Transporte Aéreo 147


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.15: Percentuais de Atrasos nas 20 principais rotas internacionais, 2016

0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16% 18% 20%

18,4%
Guarulhos - Paris
10,8%
14,7%
Guarulhos - Assunção
6,8%
13,8%
Galeão - Paris
7,4%
13,3%
Guarulhos - Madrid
6,0%
12,9%
Galeão - Buenos Aires (Ezeiza)
3,8%
12,0%
Santiago - Guarulhos
5,9%
10,8%
Londres - Guarulhos
5,3%
10,0%
Guarulhos - Frankfurt
4,9%
10,0%
Guarulhos - Lima
4,0%
9,3%
Miami - Galeão
3,8%
9,1%
Guarulhos - Cidade do Panamá
3,1%
8,9%
Guarulhos - Buenos Aires (Aeroparque)
3,6%
8,9%
Guarulhos - Bogota
2,9%
8,7%
Guarulhos - Cidade do México
3,4%
8,6%
Orlando - Guarulhos
4,9%
7,8%
Guarulhos - Nova York
3,4%
7,4%
Buenos Aires (Ezeiza) - Guarulhos
3,8%
7,0%
Nova York - Guarulhos
3,2%
5,5%
Montevideo - Guarulhos
2,0%
4,9%
Santiago - Galeão
2,6%

Percentuais de Atrasos > 30 min Percentuais de Atrasos > 60 min

Anuário do Transporte Aéreo 148


Seção 6. Percentuais de Atrasos e Cancelamentos

Figura 6.16: Percentuais de Cancelamentos nas 20 principais rotas internacionais, 2016

0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7%

Nova York - Guarulhos 6,2%

Guarulhos - Assunção 6,0%

Guarulhos - Buenos Aires (Aeroparque) 3,8%

Guarulhos - Lima 3,8%

Galeão - Paris 3,8%

Londres - Guarulhos 3,7%

Guarulhos - Cidade do México 3,6%

Santiago - Galeão 3,5%

Santiago - Guarulhos 3,3%

Guarulhos - Paris 3,0%

Montevideo - Guarulhos 3,0%

Guarulhos - Nova York 2,9%

Miami - Galeão 2,8%

Guarulhos - Madrid 2,7%

Galeão - Buenos Aires (Ezeiza) 2,4%

Orlando - Guarulhos 2,0%

Guarulhos - Cidade do Panamá 1,7%

Guarulhos - Bogota 1,6%

Buenos Aires (Ezeiza) - Guarulhos 1,3%

Guarulhos - Frankfurt 0,0%

Percentuais de Cancelamentos

Anuário do Transporte Aéreo 149


Seção 7.
Tarifas Aéreas Domésticas
Esta seção apresenta dados referentes à
evolução do Yield Tarifa Aérea Médio e da
Tarifa Aérea Média do transporte aéreo
doméstico regular de passageiros, assim
como a distribuição de frequência destes
indicadores conforme os intervalos de
valores comercializados.
Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Introdução
O registro, a fiscalização e a publicidade das tarifas aéreas domésticas no Brasil
encontram-se regulamentados pela Resolução nº 140/2010 e pela Portaria ANAC nº
2.923/SAS/2016, que substituíram a Portaria DAC nº 447/DGAC, de 13/5/2004, e a
Portaria DAC nº 1.282/DGAC, de 21/12/2004 (vigentes até 30/6/2010). Conforme a
regulamentação em vigor, os dados são mensalmente registrados na Agência pelas
empresas brasileiras de transporte aéreo doméstico regular de passageiros.
No início do regime de liberdade tarifária, em agosto de 2001, as empresas ficaram
obrigadas a registrar junto à autoridade aeronáutica, à época o Departamento de Aviação
Civil (DAC) do Comando da Aeronáutica, todas as bases tarifárias ofertadas e, ainda, as
tarifas aéreas praticadas (efetivamente vendidas) em 63 linhas aéreas domésticas
monitoradas.
Posteriormente, em 2004, o monitoramento das tarifas aéreas domésticas comercializadas
foi ampliado pela Portaria DAC nº 447/DGAC/2004, passando a abranger 67 linhas
aéreas domésticas.
Em julho de 2010, a regulamentação do registro de tarifas aéreas domésticas foi
novamente revisada, desta vez pela ANAC, observando-se as suas competências e os
princípios instituídos pela Lei n° 11.182/2005.
Assim, o registro das tarifas aéreas domésticas de passageiros foi mais uma vez ampliado,
pela Resolução ANAC nº 140/2010, passando a contemplar os dados das tarifas aéreas
comercializadas de todas as linhas aéreas domésticas regulares de passageiros,
propiciando o completo acompanhamento dos preços praticados no mercado nacional.
O objetivo do registro das tarifas aéreas domésticas comercializadas é o acompanhamento
da evolução dos preços comercializados junto ao público adulto em geral.
Assim, os dados de bilhetes de passagem aérea comercializados nas seguintes condições
não são considerados:
i. transporte aéreo não regular;
ii. tarifa cujo contrato de transporte aéreo esteja vinculado a um pacote
terrestre, turístico ou outros serviços similares;
iii. tarifas decorrentes de acordos corporativos firmados entre a empresa
aérea e outras organizações para a prestação do serviço de transporte
aéreo com condições diferenciadas ou exclusivas;
iv. assentos oferecidos a tripulantes ou a outros empregados da empresa
aérea de forma gratuita ou mediante tarifa com desconto individual,
exclusivo ou diferenciado;
v. assentos oferecidos gratuitamente ou mediante tarifa com desconto
individual, exclusivo ou diferenciado ou decorrente de programas de
milhagem, pontuação, fidelização ou similares;
vi. assentos oferecidos gratuitamente ou mediante tarifa diferenciada a
crianças;
vii. tarifas diferenciadas para criança que não ocupe assento; e
viii. bilhetes de passagem emitidos por outra empresa aérea.

Anuário do Transporte Aéreo 151


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

O acompanhamento das tarifas aéreas domésticas comercializadas de passageiros é


realizado por meio de dois indicadores: a Tarifa Aérea Média Doméstica e o Yield Tarifa
Aérea Médio Doméstico.
A Tarifa Aérea Média Doméstica é um indicador que representa o valor médio pago pelo
passageiro em um sentido da viagem em razão da prestação dos serviços de transporte
aéreo. Não inclui a tarifa de embarque, taxas ou valores de outros serviços.
Este indicador é calculado por meio da média ponderada das tarifas aéreas domésticas
comercializadas e as correspondentes quantidades de assentos comercializados em cada
origem e destino do passageiro expresso no bilhete de passagem, independentemente de
escalas ou conexões.
O Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico é um indicador que representa o valor médio
pago pelo passageiro por quilômetro voado.
Tal indicador é o resultado da divisão da Tarifa Aérea Media Doméstica pela distância
média direta entre a origem e o destino do passageiro, conforme expressos no bilhete de
passagem, independentemente de escalas ou conexões.
Estes indicadores representam os preços médios efetivamente comercializados (vendidos)
ao público adulto em geral em todas as linhas aéreas domésticas de passageiros.
Os valores reais foram deflacionados (atualizados) pelo Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) até dezembro/2016, de maneira a possibilitar a comparação dos preços ao
longo do tempo.
Os indicadores adotados pela ANAC não devem ser confundidos com outros divulgados
no mercado, em razão de possíveis diferenças no foco da informação e na metodologia
de apuração.
Mais informações sobre as tarifas aéreas domésticas e o regime de liberdade tarifária estão
disponíveis no relatório de Tarifas Aéreas Domésticas e seus anexos, que podem ser
acessados na seção Dados e Estatísticas do portal da ANAC na internet.

Anuário do Transporte Aéreo 152


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Tarifa Aérea Doméstica Real


A Tarifa Aérea Média Doméstica comercializada em 2016 no transporte regular de
passageiros foi apurada no valor de R$ 349,14, expresso em termos reais, correspondente
a uma distância direta média entre a origem e o destino do passageiro de 1.132 km,
independentemente de escalas ou conexões. Esse valor representou redução de 1,8% em
relação a 2015, cuja distância direta média foi de 1.105 km. Na comparação com o ano
de 2007, houve redução de 44,9% no valor da tarifa aérea média doméstica, se
consideradas apenas as 52 linhas aéreas domésticas que são monitoradas desde o início
da série histórica e cuja distância média direta entre a origem e o destino do passageiro
naquele ano foi de 757 km.
Os meses de fevereiro, março, abril e novembro registraram alta real em relação aos
mesmos meses de 2015, de 3,6%, 8,3%, 8,3% e 5,5%, respectivamente. Todos os demais
meses do ano apresentaram redução real da Tarifa Aérea Média Doméstica, sendo que a
maior baixa ocorreu em julho, -10,6%.
A maioria dos assentos das aeronaves comercializados em 2016 (53,5%) correspondeu a
tarifas aéreas domésticas inferiores a R$ 300,00. Em 2015, essa proporção foi de 54,5%.
Se consideradas apenas as 52 linhas aéreas monitoradas desde o início da série, esse
percentual foi de 70,5% em 2016, ante 28,0% em 2007.
Destaca-se, ainda, que assentos comercializados com tarifas inferiores a R$ 100,00
representaram 7,7% do total em 2016, enquanto elas representaram 9,1% em 2015. Se
consideradas apenas as 52 linhas aéreas monitoradas desde o início da série, esse
percentual foi de 14,9% em 2016, ante 2,1% há dez anos.
Tarifas aéreas domésticas superiores a R$ 1.500,00 representaram 0,5% do total em 2016,
contra 0,9% em 2015. Se consideradas apenas as 52 linhas aéreas monitoradas desde o
início da série, esse percentual foi de 0,3% em 2016, ante 1,8% em 2007.
Entre os 15 pares de regiões do país, a menor Tarifa Aérea Média Doméstica foi apurada
para o par Sul/Sul (R$ 254,51, com a segunda menor distância direta média, de 467 km),
seguido do par Sudeste/Sudeste (R$ 261,77, com a menor distância direta média, de 444
km). O maior valor foi registrado para o par de regiões Norte/Sul (R$ 572,23, que também
apresentou a maior distância direta média, de 2.667 km).
Entre os 15 pares de regiões do país, 7 apresentaram a maioria das tarifas aéreas
domésticas comercializadas com valores inferiores a R$ 300 em 2016: Sul/Sul (72,6% do
total), Sudeste/Sudeste (71,0%), Sudeste/Sul (69,8%), Nordeste/Nordeste (69,1%),
Centro-Oeste/Sudeste (63,7%), Centro-Oeste/Centro-Oeste (59,3%) e Norte/Norte
(58,3%).
Quando avaliadas as tarifas aéreas domésticas comercializadas com valores inferiores a
R$ 100 em 2016, o par de regiões em que foi apurada a maior proporção foi
Sudeste/Sudeste (16,0%), seguido de Sul/Sul (13,5% do total) e Sudeste/Sul (12,6%).
A maior proporção de tarifas aéreas domésticas comercializadas com valores superiores
a R$ 1.500 em 2016 ocorreu nos pares Centro-Oeste/Norte e Norte/Sul (2,2% de ambos
os pares).
Entre os 15 pares de regiões, 9 registraram redução real na Tarifa Aérea Média Doméstica
em 2016 no comparativo com 2015. A maior redução foi observada no par
Nordeste/Sudeste, da ordem de 6,4%, seguido do par Sudeste/Sul (-6,1%). O maior

Anuário do Transporte Aéreo 153


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

aumento foi observado nas tarifas do par Norte/Norte (+16,8%), seguido por Sul/Sul
(+10,6%).
Na comparação com 2011, ano a partir do qual estão disponíveis dados do registro de
tarifas aéreas domésticas de todas as linhas aéreas, Norte/Sudeste apresentou a maior
redução em 2016 (-29,4%). O par de regiões Norte/Sul registrou a segunda maior redução
no período avaliado (-28,2%) e o único aumento foi observado no par Sul/Sul de +10,4%.
A análise por unidade da federação do país revela que passageiros com origem ou destino
no estado do Espírito Santo/ES pagaram a menor Tarifa Aérea Média Doméstica em 2016
(R$ 277,04, com a segunda menor distância direta média, de 827 km), seguido de Rio de
Janeiro/RJ (R$ 298,97 e a menor quinta menor distância direta média, de 954 km) e Santa
Catarina/SC (R$ 308,33 e a terceira menor distância, de 884 km).
Entre as 27 unidades da federação, o estado do Rondônia/RO registrou o maior valor de
tarifa aérea média doméstica comercializada em 2016 (R$ 567,03) e também a sexta
maior distância direta média entre a origem e o destino do passageiro (1.869 km),
enquanto Roraima/RR apresentou a segunda maior Tarifa Média (R$ 562,05), e a maior
distância direta média (2.139 km).
A maior proporção de tarifas aéreas domésticas comercializadas em 2016 com valores
inferiores a R$ 300 foi verificada no estado do Espírito Santo/ES (68,6% do total do
estado), seguido de Santa Catarina/SC (63,9%) e do Rio de Janeiro/RJ (62,6%). 10 das
27 unidades da federação tiveram a maioria das tarifas aéreas domésticas comercializadas
abaixo deste valor em 2016.
O estado do Paraná/PR registrou a maior proporção de tarifas aéreas domésticas
comercializadas em 2016 com valores inferiores a R$ 100 (13,7%), seguido do Acre/AC
(12,3%) e de São Paulo/SP (10,7%).
O estado de Sergipe/SE apurou a maior redução na Tarifa Aérea Média Doméstica
comercializada no ano de 2016 em relação ao ano anterior (-8,9%, em termos reais),
seguido do Acre/AC (-8,7%) e de Rio de Janeiro/RJ (-7,3%).
Entre os 27 estados, 12 registraram alta nas tarifas aéreas domésticas comercializadas em
2016 na comparação com 2015, com o Mato Grosso/MT apresentando a maior variação
positiva (+14,5%).
Na comparação com 2011, o estado do Amapá/AP foi aquele que registrou a maior
redução das tarifas aéreas domésticas comercializadas em 2016 (-26,4%), seguido do
Pará/PA (-25,6%) e de Sergipe/SE (-21,6%).
Entre as três UF’s que apresentaram alta na comparação de 2016 com 2011, o maior
aumento foi registrado no estado de Minas Gerais/MG (+6,3%).

Anuário do Transporte Aéreo 154


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.1: Evolução da Tarifa Aérea Média Doméstica Real, 2007 a 2016

Figura 7.2: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real com relação ao ano anterior, 2007 a 2016

Anuário do Transporte Aéreo 155


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.3: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2014 a 2016

13,4%

8,1% 8,3%
8,3%
5,5% 5,5%
4,0% 3,6%
0,5% 1,1%

-0,7% -1,4% -1,1%


-3,8% -3,1% -2,9%
-4,9% -5,1% -4,5% -4,4%
-6,9% -7,2% -6,1% -6,8%
-10,2% -9,9% -10,5% -10,8% -10,6%
-10,4%
-10,9%
-12,7%
-14,4%

-23,6% -23,9%
-24,7%
Dez

Dez

Dez
Mai

Mai
Mar

Mai

Mar
Mar

Jul
Jul

Jul
Jun

Jun
Jun

Jan
Jan

Jan
Out

Out

Out
Abr

Abr

Set

Abr
Set

Set
Fev

Ago

Nov

Fev
Fev

Ago

Nov

Ago

Nov
2014 2015 2016

Figura 7.4: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de Tarifa Aérea Doméstica Real,
2007 e 2016
40%

35%

30% 26,4%
25%
20,2%
20%
19,4% 16,0%
15% 12,5%
7,7% 11,2%
10% 14,7% 15,1% 7,3%
10,6%
3,4% 3,5%
5% 2,1% 6,9% 2,2% 2,0% 1,8%
4,7% 1,1% 0,9% 0,8% 0,4%
3,1%
0%
2,1% 1,3% 0,8% 0,5% 0,4% 0,3% 0,2% 0,5%

2016 (Todas as Rotas)

2016 (Rotas monitoradas desde o início da série histórica)

2007 (Rotas monitoradas desde o início da série histórica)

Anuário do Transporte Aéreo 156


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.5: Evolução da distância direta média, 2007 a 2016

Figura 7.6: Tarifa Aérea Média Doméstica Real por pares de regiões – 2016
Tarifa Aérea Média Real (R$)

572,23
511,59 530,74
501,85
454,11
423,95 409,89 425,32

325,02 320,72 329,95


277,92 261,77 279,58 254,51

Anuário do Transporte Aéreo 157


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.7: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real por par de região – 2016/2011

10,4%
-4,4%
-7,0%

-7,6%
-9,2%

-9,8%
-10,9%
-15,6%

-16,5%
-17,0%

-19,2%
-20,0%

-21,3%

-28,2%
-29,4%
Figura 7.8: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real por par de região – 2016/2015
16,8%

10,6%
10,4%

8,7%
5,2%

1,7%
-0,5%
-2,2%

-3,1%

-3,5%
-3,7%
-4,1%
-4,9%

-6,1%
-6,4%

Anuário do Transporte Aéreo 158


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.9: Distância direta média por pares de regiões – 2016

2.667
2.509
2.379
Distância média (km)

1.885
1.783
1.560 1.520
1.277
920
678 704 742
619
444 467

Figura 7.10: Percentual de assentos comercializados a tarifas inferiores a R$ 300,00 por par de região, 2016
Percentual de assentos comercializados por menos de

69,1% 71,0% 69,8% 72,6%


63,7%
59,3% 58,3%
48,7%
R$ 300,00

40,7%
34,4% 31,6%
30,6%
24,3%
11,0% 14,0%

Anuário do Transporte Aéreo 159


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.11: Percentual de assentos comercializados a tarifas inferiores a R$ 100,00 por par de região, 2016
Percentual de assentos comercializados por menos
de R$ 100,00

16,0%
12,6% 13,5%
9,3% 6,9%
5,4% 3,6% 6,3%
1,3% 0,4% 1,0% 0,6% 0,0% 0,6% 0,0%

Figura 7.12: Percentual de assentos comercializados a tarifas superiores a R$ 1.500,00 por par de região, 2016
Percentual de assentos comercializados por mais de
R$ 1.500,00

0,4% 0,6% 2,2% 0,5% 1,4% 0,2% 1,5% 0,4% 0,8% 0,4% 2,0% 2,2% 0,1% 0,3% 0,2%

Anuário do Transporte Aéreo 160


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.13: Tarifa Aérea Média Doméstica Real por UF, 2016

336,65
CENTRO-OESTE

365,45

381,52

439,50

449,86

365,70

408,56

430,35
NORDESTE

466,39

385,26

459,92

481,20

376,50

535,49

466,60

330,81
NORTE

406,44

567,03

562,05

402,72

277,04
SUDESTE

325,54

298,97

336,49

320,32
SUL

337,95

308,33
Tarifa Aérea Média Real (R$)

Anuário do Transporte Aéreo 161


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.14: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real por UF – 2016/2011

-14,0%

CENTRO-OESTE
-11,6%

1,1%

-0,3%

-4,3%

-0,5%

-13,1%

-14,9%

NORDESTE
-9,0%

-17,9%

-4,3%

-2,0%

-21,6%

-9,5%

-19,2%

-26,4%

NORTE
-25,6%

1,2%

-9,3%

-13,8%

-20,0%
SUDESTE
6,3%

-18,6%

-10,5%

-0,9%
SUL

-2,2%

-12,2%
Variação da Tarifa Aérea Média Real (R$) 2016/2011

Anuário do Transporte Aéreo 162


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.15: Variação da Tarifa Aérea Média Doméstica Real por UF – 2016/2015

-3,2%

CENTRO-OESTE
0,1%

-1,9%

14,5%

-1,1%

2,9%

-5,1%

-2,3%

NORDESTE
-1,8%

-3,3%

0,3%

2,9%

-8,9%

-8,7%

3,8%

-3,8%

NORTE
7,1%

2,5%

9,0%

-3,7%

1,1%
SUDESTE
7,8%

-7,3%

-6,5%

0,0%
SUL

0,4%

-7,0%
Variação da Tarifa Aérea Média Real (R$) 2016/2015

Anuário do Transporte Aéreo 163


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.16: Percentual de assentos comercializados a tarifas inferiores a R$ 300,00 por UF, 2016

59,1%
CENTRO-OESTE

52,0%

49,6%

41,0%

25,5%

49,8%

32,3%

36,9%
NORDESTE

13,9%

43,0%

26,7%

21,2%

44,5%

29,0%

31,4%

59,1%
NORTE

47,2%

21,3%

21,4%

46,3%

68,6%
SUDESTE

58,5%

62,6%

56,0%

60,6%
SUL

57,4%

63,9%
Percentual de assentos comercializados a menos de R$ 300,00

Anuário do Transporte Aéreo 164


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.17: Percentual de assentos comercializados a tarifas inferiores a R$ 100,00 por UF, 2016

8,7%
CENTRO-OESTE

2,9%

4,0%

1,8%

0,7%

1,5%

3,4%

1,9%
NORDESTE

0,6%

4,3%

3,9%

3,2%

1,9%

12,3%

1,3%

5,0%
NORTE

2,2%

5,2%

3,6%

1,9%

10,0%
SUDESTE

8,4%

10,6%

10,7%

13,7%
SUL

9,0%

6,6%
Percentual de assentos comercializados a menos de R$ 100,00

Anuário do Transporte Aéreo 165


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.18: Distância média por UF em quilômetros, 2016

1.104
CENTRO-OESTE

1.002

1.105

1.271

1.711

1.187

1.712

1.672
NORDESTE

2.018

1.597

1.552

1.939

1.482

1.998

1.967

1.117
NORTE

1.566

1.869

2.139

1.222

827
SUDESTE

782

954

1.034

899
SUL

1.195

884
Distância Média (km)

Anuário do Transporte Aéreo 166


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Yield Tarifa Aérea Doméstico Real

Em 2016, o Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico comercializado foi apurado no valor de
R$ 0,308, em termos reais. O valor pago por quilômetro em 2016 representou queda real
de 4,1% em relação a 2015. Quando consideradas apenas as 52 linhas aéreas com dados
disponíveis desde o início da série histórica, a redução foi de 47,0% em relação ao valor
apurado para o ano de 2007, em termos reais.
Nove meses de 2016 apresentaram redução real no Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico
na comparação com 2015, tendo o mês de agosto apresentado a maior variação negativa
(-12,3%). A maior alta foi registrada no mês de março (+11,4%).
A maioria dos assentos comercializados em 2016 (55,8%) correspondeu a valores de
Yield Tarifa Aérea Doméstico inferiores a R$ 0,30 por quilômetro. Em 2015, 53,5% dos
assentos foram comercializados abaixo desse valor. Quando consideradas apenas as 52
linhas aéreas com dados disponíveis desde o início da série histórica, o percentual foi de
55,2% em 2016 ante 10,7% em 2007.
Assentos comercializados com valores inferiores a R$ 0,10 por quilômetro representaram
3,5% do total em 2016, ante 5,3% em 2015. Quando consideradas apenas as 52 linhas
aéreas com dados disponíveis desde o início da série histórica, o percentual foi de 3,5%
em 2016 ante 1,3% em 2007.
Em 2016, 2,7% dos assentos foram comercializados com valores superiores a R$ 1,50
por quilômetro no país, proporção inferior a 2015 (2,9%). Quando consideradas apenas
as 52 linhas aéreas com dados disponíveis desde o início da série histórica, o percentual
foi de 3,8% em 2016 ante 10,1% em 2007.
Entre os 15 pares de regiões do país, Norte/Sudeste apresentou o menor Yield Tarifa
Aérea Médio Doméstico comercializado em 2016 (da ordem de R$ 0,211 por quilômetro,
com a terceira maior distância direta média entre a origem e o destino do passageiro, de
2.379 km), seguido do par Nordeste/Sul (R$ 0,212 e a segunda maior distância, de 2.509
km) e do par Norte/Sul (R$ 0,215 e a maior distância, de 2.667 km). O maior valor foi
apurado no par Sudeste/Sudeste (R$ 0,590 por quilômetro e a menor distância, de 444
km).
Em dez pares de regiões do país, a maior parte dos assentos das aeronaves foi
comercializada com valores inferiores a R$ 0,30 por quilômetro em 2016. A maior
proporção abaixo deste valor foi apurada no par Nordeste/Sul (84,6% do total), seguido
de Norte/Sul (81,1%) e Norte/Sudeste (78,3%).
Já a maior proporção de assentos comercializados abaixo de R$ 0,10 por quilômetro em
2016 foi verificada no par Norte/Sudeste (17,8% do total), seguido de Centro-Oeste/Norte
(9,6%) e Norte/Sul (8,3%).
Dez pares de regiões apresentaram redução do valor por quilômetro comercializado em
2016 na comparação com 2015. O par de regiões que apresentou a maior redução no
período foi Centro-Oeste/Norte (-8,1%), seguido de Nordeste/Sudeste (-7,0%) e
Sudeste/Sul (-6,1%). A maior alta foi observada no par Norte/Norte (+13,2%) seguido de
Sul/Sul (+9,5%).
Na comparação de 2016 com 2011, primeiro ano completo em que os dados das tarifas
aéreas domésticas comercializadas foram registrados para todas as linhas do país, o par

Anuário do Transporte Aéreo 167


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

de regiões Norte/Sul apresentou a maior redução do valor pago por quilômetro (-30,1%),
seguido de Norte/Sudeste (-28,5%) e Centro-Oeste/Norte (-24,2%). O único aumento
observado no período foi para voos Sul/Sul, de +9,2%.
A análise das 27 unidades da federação revela que o menor Yield Tarifa Aérea Médio
Doméstico no ano de 2016 foi apurado no estado da Paraíba/PB (R$ 0,231 por km),
seguida do Amazonas/AM (R$ 0,237) e do Ceará/CE (R$ 0,239). O maior valor foi
registrado em Minas Gerais/MG (R$ 0,416).
No ano de 2016, a maior parte dos assentos foi comercializada com valores inferiores a
R$ 0,30 por quilômetro em 24 unidades da federação, tendo a Paraíba/PB apresentado a
maior proporção comercializada abaixo desse valor (79,4% do total do estado), seguida
do Ceará/CE (73,2%) e do Rio Grande do Norte/RN (70,2%).
Os valores comercializados por quilômetro voado inferiores a R$ 0,10 em 2016 tiveram
maior representatividade no Pará/PA (12,0% do total do estado), Maranhão/MA (7,80%)
e Amazonas/AM (7,78%).
Um total de 24 unidades da federação registraram redução real no valor do Yield Tarifa
Aérea Médio Doméstico comercializado em 2016 em comparação com 2015. O estado
de Sergipe/SE registrou a maior variação negativa no período (-17,0%), seguido do
Amapá/AP (-15,8%) e do Acre/AC (-12,4%). O maior aumento foi observado no Mato
Grosso/MT (+12,8%).
Na comparação de 2016 com 2011, a maior redução do valor por quilômetro ocorreu no
Amapá/AP (-39,9%), seguido do estado do Pará/PA (-35,6%). Em todas as unidades da
federação registrou-se variação negativa do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico no
período avaliado, em termos reais.

Figura 7.19: Evolução do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real, 2007 a 2016

Anuário do Transporte Aéreo 168


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.20: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real com relação ao ano anterior, 2007 a 2016

Figura 7.21: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real com relação ao mesmo mês do ano anterior, 2014 a 2016

14,4%
11,4%
7,4% 6,5%
5,8% 5,6%
3,9%
1,2% 2,0%

-0,4% -1,1% -1,9%


-3,4%
-4,6%
-5,7% -6,0% -5,8%
-7,4% -8,6% -8,2%
-9,2% -9,1% -9,9% -10,0%
-11,1%
-11,1% -12,3%
-12,5% -13,4% -13,7%
-15,8% -15,7% -15,1%

-24,9%

-30,7%
-31,3%
Fev

Fev

Fev
Set

Set

Set
Jan

Jan

Jan
Ago

Nov

Ago

Nov

Ago

Nov
Out

Out

Out
Abr

Abr

Abr
Mar

Mar

Mar
Mai

Mai

Mai
Dez

Dez

Dez
Jun

Jun

Jun
Jul

Jul

Jul

2014 2015 2016

Anuário do Transporte Aéreo 169


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.22: Distribuição percentual de assentos comercializados por intervalo de Yield Tarifa Aérea Doméstico Real, 2007 e
2016
35%

30% 28,4%

25%
24,0%
20%

14,0% 13,9%
15%
10,3% 10,8% 10,1%
10% 13,9%
3,5% 5,9% 6,2%
4,8%
7,9% 3,2% 2,5% 2,8%
5% 2,8%
1,3% 2,1% 7,3% 5,3% 2,0%
3,6% 2,7%
0% 2,7%
2,2% 1,6% 1,3% 1,0% 0,8% 0,6% 0,5%

2016 (Todas as Rotas)


2016 (Rotas monitoradas desde o início da série histórica)
2007 (Rotas monitoradas desde o início da série histórica)
Figura 7.23: Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por pares de regiões, 2016

0,590

0,545
Yield Tarifa Aérea Média Real (R$/km)

0,479

0,469
0,449

0,377
0,349

0,321
0,299
0,272

0,271

0,239

0,215
0,212

0,211

Anuário do Transporte Aéreo 170


Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Real (R$/km) Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Real (R$/km)

-11,4%
5,4%

-16,3%
-3,5%

-24,2%
-8,1%

-7,0%
-1,2%

-17,9%
5,0%

-13,6%
6,5%

-16,9%
-2,4%

-12,1%
-7,0%

-19,8% -4,4%

-22,7% 13,2%

-28,5% -2,8%

-30,1% -4,8%
Figura 7.24: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por pares de regiões 2016/2015

Figura 7.25: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por pares de regiões 2016/2011

-18,5% -4,0%

Anuário do Transporte Aéreo


-10,7% -6,1%

9,2% 9,5%

171
Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas
Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.26: Percentual de assentos comercializados com Yields inferiores a R$ 0,30 por par de região em 2016
Percentual de assentos comercializados com Yield

84,6%
75,2% 78,3% 81,1%
67,4%
menor que R$ 0,30

61,2% 59,2% 61,4% 64,5%


52,1%

35,6% 34,2%
32,2% 30,2% 29,8%

Figura 7.27: Percentual de assentos comercializados com Yields inferiores a R$ 0,10 por par de região em 2016
Percentual de assentos comercializados com Yield
menor que R$ 0,10

17,8%
6,2% 9,6% 8,3%
5,1% 4,2% 3,4% 4,1% 4,2% 2,3%
1,0% 0,3% 1,0% 0,1% 0,2%

Anuário do Transporte Aéreo 172


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.28: Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por UF, 2016

0,305
CENTRO-OESTE

0,365

0,345

0,346

0,263

0,308

0,239

0,257
NORDESTE

0,231

0,241

0,296

0,248

0,254

0,268

0,237

0,296
NORTE

0,260

0,303

0,263

0,330

0,335
SUDESTE

0,416

0,313

0,326

0,356
SUL

0,283

0,349
Yield Médio Real (R$)

Anuário do Transporte Aéreo 173


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.29: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por UF 2016/2015

-4,7%

CENTRO-OESTE
-0,4%

-7,0%

12,8%

-5,1%

1,0%

-6,4%

-6,6%

NORDESTE
-4,6%

-6,8%

-6,9%

-1,2%

-17,0%

-12,4%

-1,2%

-15,8%

NORTE
-0,1%

-1,6%

-3,5%

-8,4%

-5,7%
SUDESTE
4,7%

-5,8%

-7,3%

-4,2%
SUL

-1,7%

-8,9%
Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Real (R$) 2016/2015

Anuário do Transporte Aéreo 174


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.30: Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Doméstico Real por UF 2016/2011

-15,6%

CENTRO-OESTE
-16,8%

-10,4%

-7,4%

-11,1%

-2,2%

-16,4%

-25,4%

NORDESTE
-12,3%

-22,5%

-13,7%

-13,9%

-32,4%

-26,4%

-24,1%

-39,9%

NORTE
-35,6%

-11,8%

-25,6%

-24,8%

-28,1%
SUDESTE
-2,1%

-24,7%

-17,1%

-15,2%
SUL

-10,8%

-26,9%
Variação do Yield Tarifa Aérea Médio Real (R$) 2016/2011

Anuário do Transporte Aéreo 175


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.31: Percentual de assentos comercializados com Yield inferior a R$ 0,30 por UF em 2016

64,4%
CENTRO-OESTE

51,4%

53,8%

51,3%

65,7%

55,6%

73,2%

65,6%
NORDESTE

79,4%

68,8%

60,0%

70,2%

68,5%

66,9%

67,5%

37,8%
NORTE

58,3%

57,1%

66,8%

54,1%

56,1%
SUDESTE

43,9%

56,3%

53,5%

50,5%
SUL

64,0%

47,7%
Percentual de assentos comercializados com Yield menor que R$ 0,30

Anuário do Transporte Aéreo 176


Seção 7. Tarifas Aéreas Domésticas

Figura 7.32: Percentual de assentos comercializados com Yield inferior a R$ 0,10 por UF em 2016

7,5%
CENTRO-OESTE

1,2%

2,9%

3,1%

2,5%

1,7%

2,9%

7,8%
NORDESTE

3,2%

5,8%

1,6%

4,6%

1,3%

5,0%

7,8%

6,8%
NORTE

12,0%

2,3%

2,6%

5,4%

0,7%
SUDESTE

0,9%

3,1%

3,6%

0,8%
SUL

5,6%

1,2%
Percentual de assentos comercializados com Yield menor que R$ 0,10

Anuário do Transporte Aéreo 177


Seção 8.
Desempenho Econômico-Financeiro
Nesta seção, serão apresentados dados das
demonstrações contábeis e dos relatórios
econômico-financeiros das empresas
brasileiras de serviços de transporte aéreo
público, a fim de propiciar ao leitor uma
breve visão da evolução dos seus principais
aspectos.
Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Introdução
As demonstrações contábeis e os relatórios econômico-financeiros são amplamente
utilizados para o acompanhamento do desempenho das empresas, especialmente sob os
aspectos de rentabilidade, eficiência operacional, liquidez, alavancagem, geração de
caixa, situação líquida patrimonial, entre outros.
As informações apresentadas nesta seção foram apuradas com base nos documentos e nas
demonstrações contábeis periodicamente apresentados à ANAC pelas empresas
brasileiras dos serviços de transporte aéreo público regular e não regular de passageiros,
carga e mala postal, exceto táxi-aéreo, nos termos Resolução ANAC nº 342/2014 e da
Portaria ANAC nº 2148/SRE/2014, que entraram em vigor no dia 1º/1/2015 e
substituíram a Portaria nº 1.334/SSA/2004, e a Portaria nº 218/SPL/1990, editadas pelo
então Departamento de Aviação Civil do Comando da Aeronáutica.
Foram considerados os dados das empresas que em pelo menos um dos anos considerados
obtiveram mais de 1% de participação de mercado em RPK doméstico ou mais de 1% em
participação de mercado no total de carga paga mais mala postal vezes quilômetros no
mercado doméstico. Os valores apresentados abrangem o resultado tanto de operações
domésticas quanto internacionais.
Destaca-se que os dados das demonstrações contábeis apresentadas pelas empresas aéreas
foram ajustados e padronizados para possibilitar a sua consolidação e comparabilidade.
A evolução e a composição das receitas, dos custos e das despesas de voo até 2014 foram
obtidas a partir do Demonstrativo do Relatório Operacional que era mensalmente
remetido à ANAC.
Já o resultado financeiro, o resultado líquido do exercício e os indicadores de desempenho
econômico-financeiro até 2014 foram obtidos nos dados da Demonstração do Resultado
encerrada em 31 de dezembro de cada ano.
A partir de 2015, todos os valores anteriormente mencionados passaram a ser obtidos
exclusivamente da demonstração do resultado.
Os dados aqui apresentados não contemplam os valores das demonstrações contábeis
consolidadas do grupo econômico a que pertencem as empresas detentoras de outorga
para a exploração dos serviços aéreos públicos.
Mais informações sobre as demonstrações contábeis apresentadas à ANAC pelas
empresas brasileiras detentoras de outorga para a exploração dos serviços de transporte
aéreo público e eventuais ressalvas estão disponíveis na seção Dados e Estatísticas >>>
Mercado do Transporte Aéreo do portal da ANAC na internet.

Anuário do Transporte Aéreo 179


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Receita de Serviços Aéreos Públicos


A receita de serviços aéreos públicos compreende a receita auferida pelas empresas
brasileiras de transporte aéreo público regular e não regular, exceto táxi-aéreo, tais como
a venda de passagens, fretamentos (voos não regulares), transporte de carga e malote
postal, etc.
Em 2016, o faturamento do setor com tais receitas cresceu 1,0% quando comparado com
o ano anterior, tendo alcançado o valor recorde de R$ 35,59 bilhões. No período de 2009
a 2016, o crescimento médio anual da receita de serviços aéreos públicos foi de 11,6%.
A principal receita de serviços aéreos públicos foi auferida com transporte de passageiros,
que representou 83,6%, seguida da receita com carga (6,8%).
A Latam foi a empresa que auferiu o maior montante com as receitas de serviços aéreos
públicos em 2016, da ordem de 14,3 bilhões de reais, representando redução de 1,4% em
relação a 2015. A Gol foi a segunda empresa que mais faturou com este tipo de receita
em 2016 (9,6 bilhões de reais), com queda de 1,2%.
Entre as principais empresas de passageiros, a Avianca registrou a maior taxa de
crescimento das receitas de serviços aéreos públicos em 2016 no comparativo com o ano
anterior, da ordem de 12,8%. A Azul obteve a segunda maior taxa de crescimento, de
7,3%.
A Absa, principal empresa aérea que transporta essencialmente carga, faturou R$ 897
milhões com receitas de voo em 2016, o que representou uma redução de 16,9%.

Figura 8.1: Receita de Serviços Aéreos Públicos (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2016

Indústria

0 5 10 15 20 25 30 35 40
Indústria Bilhões
2016 35.592.015
2015 35.232.615
2014 32.890.908
2013 30.996.403
2012 26.551.845
2011 24.352.187
2010 20.955.011
2009 16.510.444

Anuário do Transporte Aéreo 180


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.2: Variação da Receita de Serviços aéreos Públicos da indústria com relação ao ano anterior, 2010 a
2016

26,9%

16,2% 16,7%

9,0%
7,1%
6,1%

1,0%

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 8.3: Composição das receitas de serviços aéreos públicos da indústria, 2016

3,0% 2,4%
1,3% Passagens
2,1%
0,8% 6,8% Bagagem

Carga

Mala Postal

Receitas Auxiliares

83,6% Penalidades do Contrato de


Transporte Aéreo
Outras

Anuário do Transporte Aéreo 181


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.4: Evolução da composição da Receita de Voo por tipo de receita, 2009 a 2016

2,7% 3,1% 3,4% 2,9% 3,3% 3,0% 2,4%


3,7%
0,7% 0,8% 0,1%
1,1% 1,7% 3,0%
1,2%
4,6% Outras
7,4% 2,1%
7,8%
8,7% 8,2% 7,0% 8,5% 1,8% 1,3% Penalidades do Contrato de
1,4% Transporte Aéreo
0,6% 0,8% Receitas Auxiliares
0,9% 6,8%
0,6% 0,7% 0,7% 6,1% Mala Postal
0,8%
0,8% Carga

Bagagem
88,6% 88,0%
86,8% 86,6% 87,2% 86,2% Passageiros
83,6%
82,4%

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 8.5: Receita de Serviços Aéreos Públicos (R$ 1.000,00) por empresa, 2014 a 2016

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

0 2 4 6 8 10 12 14 Bilhões 16
Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2016 14.304.643 9.605.522 7.134.562 3.133.435 897.054
2015 14.503.765 9.725.924 6.646.716 2.778.804 1.079.193
2014 13.871.365 9.661.990 5.366.283 2.219.797 1.003.000

Anuário do Transporte Aéreo 182


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.6: Variação da Receita de Serviços Aéreos Públicos (%) por empresa, 2014 a 2016

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

-20,0% -10,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0%


Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2016 -1,4% -1,2% 7,3% 12,8% -16,9%
2015 4,6% 0,7% 23,9% 25,2% 7,6%
2014 4,6% 10,8% 41,9% 23,5% -0,1%

Figura 8.7: Receita com Carga e Mala Postal (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2016

Indústria

0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 3.000.000 3.500.000


Indústria
2016 2.861.766
2015 2.641.718
2014 2.832.439
2013 3.153.065
2012 2.170.426
2011 2.269.184
2010 1.996.003
2009 1.312.695

Anuário do Transporte Aéreo 183


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.8: Receita com Carga e Mala Postal (R$ 1.000,00) por empresa, 2014 a 2016

Total Linhas Aéreas

Colt

Sideral

Rio

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

0 200.000 400.000 600.000 800.000 1.000.000 1.200.000


Total Linhas
Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa Rio Sideral Colt
Aéreas
2016 896.618 324.492 163.782 140.131 870.222 67.116 294.286 0 91.997
2015 997.591 318.573 141.492 105.179 640.249 151.170 161.865 60.686 64.913
2014 1.107.207 239.878 130.710 61.899 1.003.000 232.479 0 0 53.242

Anuário do Transporte Aéreo 184


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Custos e Despesas Operacionais dos Serviços Aéreos


Públicos
Os custos e as despesas operacionais dos serviços aéreos públicos foram de 34,2 bilhões
de reais em 2016, o que representou queda de 2,3% em relação ao ano anterior. No
período de 2009 a 2016, o crescimento médio dos custos e despesas de voo foi de 9,6%
ao ano.
A Portaria nº 2.148/SRE/2014, alterou a estrutura e o conteúdo das demonstrações
contábeis enviadas pelas empresas brasileiras à ANAC. Com isso, a partir de 2015, as
empresas passaram a apresentar seus custos e despesas classificados de forma diferente,
o que impossibilita a comparação dos tipos de custos e despesas com os anos anteriores.
Assim, as figuras 8.11 e 8.12 apresentam a composição dos custos e despesas dos anos
de 2015 em diante, enquanto as figuras 8.13 e 8.14 apresentam tais informações até o ano
de 2014.
O principal item de custos e despesas operacionais dos serviços aéreos públicos em 2016
foi Combustíveis e Lubrificantes, com participação de 24,5% ante 29,5% no ano anterior.
Os custos com seguro, arrendamento e manutenção de aeronaves foram o segundo
principal item em 2016, com 22,6% ante 21% em 2015.
A Latam foi a empresa que registrou o maior valor de custos e despesas operacionais dos
serviços aéreos públicos em 2016 (14,8 bilhões de reais), com aumento de 0,7% em
relação a 2015. A Gol, com 8,7 bilhões de reais, registrou o segundo maior valor e redução
de 10,2% neste item em relação ao ano anterior.
Entre as empresas que transportaram essencialmente carga, a Absa apurou o maior valor
com custos e despesas operacionais dos serviços aéreos públicos em 2016, da ordem de
909 milhões de reais e com redução de 12,3% em relação ao ano anterior.
Figura 8.9: Custos e Despesas de voo da indústria, 2010 a 2016

35,0 34,2
33,9
31,8
30,0 2009
26,1 2010
Bilhões de R$

21,4 2011
18,0 2012
2013
2014
2015
2016

Custos e Despesas de Voo

Anuário do Transporte Aéreo 185


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.10: Variação dos custos e despesas de voo da indústria, 2010 a 2016

22,3%

18,7%

14,8%

6,1% 6,5%

3,3%

-2,3%
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Figura 8.11: Composição dos custos e das despesas de voo da indústria, 2016

Custo com Pessoal

Combustíveis e Lubrificantes
15,0% 15,3%
Assistência a Passageiros e Indenizações
Extrajudiciais
7,2%
Condenações Judiciais Decorrentes da Prestação
de Serviços Aéreos
4,3%
Comissaria, Handling e Limpeza de aeronaves
3,5% 24,5%
Seguros, Arrendamentos e Manutenção de
Aeronaves
Depreciação/Amortização/Exaustão
3,3%
Tarifas Aeroportuárias
22,6%
0,7% Tarifas de Navegação Aérea
0,8%
Outros Custos e Despesas dos Serviços Aéreos
2,9% Públicos

Anuário do Transporte Aéreo 186


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.12: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo, 2015 a 2016

13% 15% Despesas Operacionais dos Serviços Aéreos


Públicos
4% Outros Custos e Despesas dos Serviços Aéreos
4% 7% Públicos
3% Tarifas de Navegação Aérea
3% 4%
3%
3% Tarifas Aeroportuárias
21%
Depreciação/Amortização/Exaustão
23%
4% Seguros, Arrendamentos e Manutenção de
1%
1% Aeronaves
3%
1%
1% Comissaria, Handling e Limpeza de aeronaves

29% Condenações Judiciais Decorrentes da Prestação


25% de Serviços Aéreos
Assistência a Passageiros e Indenizações
Extrajudiciais
Combustíveis e Lubrificantes
16% 15%
Custo com Pessoal

2015 2016

Figura 8.13: Evolução das despesas e dos custos de voo da indústria – por tipo, 2009 a 2014

14
Bilhões de R$

12

10

2009
6
2010
4 2011
2012
2 2013
2014
-

Anuário do Transporte Aéreo 187


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.14: Evolução da composição das despesas e dos custos de voo – por tipo, 2009 a 2014

19% 17% 18% 17%


21% 21%

Despesas Operacionais dos Serviços Aéreos


9% 9% 9% Públicos
9% 9%
9% 3%
3% 3% Custos Indiretos
4% 3% 2% 3% 3%
3% 2%
2% 2%
Tarifas de Navegação Aérea
13% 14%
17% 20%
20% 15%
Tarifas Aeroportuárias
4% 4%
4% 4% 3%
Arrendamento, Manutenção e Seguro de
4% Aeronaves
Depreciação de Equipamento de Voo
36% 39%
33% 37% 37% Combustívels
30%

Tripulação

12% 12% 13% 11% 10% 10%

2009 2010 2011 2012 2013 2014

Figura 8.15: Evolução dos custos e despesas de voo por empresa, 2014 a 2016

16,0

14,0

12,0

10,0
Bilhões de R$

8,0
2014
2015
6,0
2016

4,0

2,0

-
Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2014 15,0 9,6 5,0 2,2 1,0
2015 14,7 9,7 6,6 2,5 1,0
2016 14,8 8,7 6,6 2,8 0,9

Anuário do Transporte Aéreo 188


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Resultado Financeiro
O resultado financeiro compreende os ganhos e as perdas com variação cambial e
instrumentos financeiros, juros de empréstimos e financiamentos, entre outras operações.
Em 2016, o setor registrou resultado financeiro negativo da ordem de 365 milhões de
reais, 92% menor que os 4,8 bilhões negativos registrados em 2015.

O maior valor negativo em 2016 foi da Azul, com 672 milhões de reais, seguida da
Avianca, com 231 milhões negativos. A Latam foi a única das quatro principais empresas
a obter resultado financeiro positivo, de 743 milhões de reais.

Figura 8.16: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2016

Indústria

(6.000.000) (5.000.000) (4.000.000) (3.000.000) (2.000.000) (1.000.000) - 1.000.000 2.000.000 3.000.000


Indústria
2016 -365.132
2015 -4.789.263
2014 -2.239.163
2013 -2.311.749
2012 -1.697.590
2011 -1.775.574
2010 -183.613
2009 1.876.324

Figura 8.17: Resultado Financeiro (R$ 1.000,00) por empresa, 2014 a 2016

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

(2.500.000) (2.000.000) (1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000 1.000.000


Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2016 742.896 -197.382 -672.470 -231.065 9.102
2015 -1.755.767 -2.308.735 -492.458 -139.757 -44.635
2014 -637.572 -1.175.227 -269.929 -141.630 8.242

Anuário do Transporte Aéreo 189


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Resultado Líquido
As empresas brasileiras de serviços de transporte aéreo público encerraram o exercício
social de 2016 com prejuízo de 1,6 bilhões de reais. No ano anterior, 2015, o setor
registrou prejuízo da ordem de 5,9 bilhões de reais.
O setor vem apurando resultado negativo desde 2011, quando as perdas foram de 1,6
bilhões de reais.
O maior prejuízo em 2016 foi apurado pela Latam, com 651 milhões de reais. A empresa
havia registrado prejuízo de 1,6 bilhões de reais em 2015. A Azul registrou prejuízo de
549 milhões de reais em 2016, ante 755 milhões de reais negativos no ano anterior. A
Gol, que havia apurado prejuízo de R$ 3,5 bilhões em 2015, reduziu o resultado negativo
para 305 milhões de reais em 2016.

Figura 8.18: Resultado Líquido da indústria (R$ 1.000,00), 2009 a 2016

Indústria

Bilhões
(7) (6) (5) (4) (3) (2) (1) - 1 2 3
Indústria
2016 -1.573.419
2015 -5.935.264
2014 -1.658.636
2013 -2.500.097
2012 -3.532.641
2011 -1.648.050
2010 838.030
2009 1.701.826

Anuário do Transporte Aéreo 190


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.19: Resultado Líquido (R$ 1.000,00), 2014 a 2016

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

(4.000.000) (3.500.000) (3.000.000) (2.500.000) (2.000.000) (1.500.000) (1.000.000) (500.000) - 500.000


Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2016 -651.298 -304.847 -549.064 -71.403 -25.424
2015 -1.570.978 -3.493.677 -754.596 -12.408 -40.663
2014 -673.935 -1.055.763 80.570 -14.778 19.873

Anuário do Transporte Aéreo 191


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Fluxos de Caixa
O setor apresentou redução de 26% em sua posição de caixa no exercício social de 2016, com
variação líquida negativa da ordem de R$ 424 milhões. Todas as quatro principais empresas
apuraram redução líquida, sendo que a Latam apurou a maior delas em termos absolutos e a
Avianca em termos relativos.
Figura 8.20: Caixa e equivalentes da Indústria no início e final do período, 2016

1.613.846.094

1.189.524.338

Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do


Período
Caixa e Equivalentes de Caixa no Final do
Período

Indústria

Figura 8.21: Caixa líquido gerado/consumido da Indústria, 2016

Caixa Líquido Gerado/Consumido no


Período

-424.321.756
Indústria

Anuário do Transporte Aéreo 192


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.22: Caixa e equivalentes no início e final do período por empresa (R$ 1.000.000,00), 2016

584
555 545
Milhões de R$

350 Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do


341
Período
Caixa e Equivalentes de Caixa no Final do
250 Período

83
12

Latam Gol Azul Avianca Brasil

Figura 8.23: Caixa líquido gerado/consumido por empresa (R$ 1.000.000,00), 2016

-39

-71
Milhões de R$

-100
Caixa Líquido Gerado/Consumido no Período

-214

Latam Gol Azul Avianca Brasil

Anuário do Transporte Aéreo 193


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Indicadores
Margem Bruta
A Margem Bruta representa a proporção do resultado alcançado pela empresa em relação à sua
receita líquida, quando deduzidos os custos dos serviços prestados. Quanto mais elevado este
indicador, mais favorável à empresa.
A Margem Bruta é calculada dividindo o Lucro Bruto (Receita Líquida menos o Custo dos Serviços
Prestados) pela Receita Líquida.

Receita Líquida − Custo dos Serviços Prestados


Margem Bruta =
Receita Líquida

A margem bruta do setor em 2016 melhorou 36% em relação àquela verificada no ano anterior,
tendo alcançado o índice positivo de 13,2%. Todas as principais empresas obtiveram índice positivo
no ano.
A Avianca atingiu a melhor margem bruta entre as principais empresas de passageiros em 2016,
com 18,7%, seguida pela Gol, com 18,3%. Entre elas, apenas a Latam não melhorou o indicador na
comparação com 2015.

Figura 8.24: Margem Bruta da indústria, 2009 a 2016

13,2%
9,7%
17,7%
17,1%
Indústria
10,7%
17,6%
23,4%
21,4%

0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0%


Indústria
2016 13,2%
2015 9,7%
2014 17,7%
2013 17,1%
2012 10,7%
2011 17,6%
2010 23,4%
2009 21,4%

Anuário do Transporte Aéreo 194


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.25: Margem Bruta por empresa, 2014 a 2016

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0%


Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2016 7,9% 18,3% 15,6% 18,7% 3,9%
2015 9,7% 9,8% 6,8% 18,5% 5,7%
2014 20,3% 16,0% 17,6% 14,1% 3,6%

Anuário do Transporte Aéreo 195


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

EBIT
O Earnings Before Interest and Taxes – EBIT representa o resultado antes do resultado
financeiro e tributos (imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido).
O EBIT reflete o resultado das atividades-fim da empresa. É, portanto, a diferença entre
as receitas operacionais e os custos e as despesas operacionais, sem a inclusão de receitas
ou despesas financeiras, por exemplo.
O EBIT do setor em 2016 foi negativo da ordem de 951 milhões de reais, o que significou
melhoria em relação àquele apurado no ano anterior, que foi negativo de 1,1 bilhões de
reais.
Entre as principais empresas de passageiros, apenas Azul e Avianca apresentaram EBIT
positivo em 2016, da ordem de R$ 212 milhões e R$ 167 milhões, respectivamente. O
pior resultado em 2016 foi obtido pela Latam, com EBIT negativo de 1,26 bilhões de
reais, seguida da Gol, com 109 milhões de reais negativos.
A Absa, apresentou EBIT negativo de 33,5 milhões de reais em 2016.

Figura 8.26: EBIT (R$ 1.000,00) da indústria, 2009 a 2016

-951.266
-1.113.507
288.419
-565.840
Indústria
-2.348.306
-93.604
1.482.676
334.776

-3.000.000 -2.500.000 -2.000.000 -1.500.000 -1.000.000 -500.000 0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000
Indústria
2016 -951.266
2015 -1.113.507
2014 288.419
2013 -565.840
2012 -2.348.306
2011 -93.604
2010 1.482.676
2009 334.776

Anuário do Transporte Aéreo 196


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.27: EBIT (R$ 1.000,00) por empresa, 2014 a 2016

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

-1.400.000 -1.200.000 -1.000.000 -800.000 -600.000 -400.000 -200.000 0 200.000 400.000 600.000
Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2016 -1.259.233 -109.138 212.395 167.181 -33.490
2015 -403.227 -578.821 -262.139 127.349 4.592
2014 -325.099 173.697 350.499 50.045 12.851

Anuário do Transporte Aéreo 197


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Margem EBIT
A Margem EBIT indica a proporção do EBIT alcançado pela empresa em relação à sua
Receita Líquida, quando deduzidos todos os custos e despesas operacionais. É calculada
por meio da seguinte fórmula:
EBIT
Margem Líquida =
Receita Líquida
A Margem EBIT do setor em 2016 foi negativa em 2,8%, ante resultado negativo de 3,3%
no ano anterior.
Entre as principais empresas aéreas brasileiras de passageiros, Avianca e Azul obtiveram
margem EBIT positiva em 2016 de 5,7% e 3,1%, respectivamente. O pior resultado para
este indicador foi registrado pela Latam, com Margem EBIT negativa de 9,1% no ano.
A Absa registrou Margem EBIT negativa de 3,8% em 2016.

Figura 8.28: Margem EBIT da indústria, 2009 a 2016

-2,8%
-3,3%
0,8%
-1,5%
Indústria
-8,4%
-0,9%
6,3%
1,2%

-10,0% -8,0% -6,0% -4,0% -2,0% 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0%
Indústria
2016 -2,8%
2015 -3,3%
2014 0,8%
2013 -1,5%
2012 -8,4%
2011 -0,9%
2010 6,3%
2009 1,2%

Anuário do Transporte Aéreo 198


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.29: Margem EBIT por empresa, 2014 a 2016

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

-10% -8% -6% -4% -2% 0% 2% 4% 6% 8%


Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2016 -9,1% -1,2% 3,1% 5,7% -3,8%
2015 -2,9% -6,3% -4,1% 4,9% 0,4%
2014 -2,2% 1,8% 6,5% 2,3% 1,3%

Anuário do Transporte Aéreo 199


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Margem Líquida
A Margem Líquida, por sua vez, indica a proporção do resultado líquido alcançado pela
empresa em relação à sua Receita Líquida, quando deduzidos todos os Custos, Despesas,
Resultado Financeiro, Impostos e Contribuições. É calculada por meio da seguinte
fórmula:
Lucro Líquido
Margem Líquida =
Receita Líquida
Margens líquidas negativas indicam prejuízo no período.
A margem líquida do setor em 2016 foi negativa em 4,6%, contra 17,6% negativos no
ano anterior, o que representou melhora de 74% no período.
Entre as principais empresas aéreas brasileiras de passageiros, a Avianca obteve a
margem líquida negativa menos desfavorável em 2016, negativa de 2,4%. A Azul
registrou o pior resultado no ano, com margem líquida negativa de 8,1%.
A Absa registrou margem líquida negativa de 2,9% em 2016.
Figura 8.30: Margem Líquida da indústria, 2009 a 2016

-4,6%
-17,6%
-4,9%
-7,5%
Indústria
-12,8%
-7,0%
3,2%
9,0%

-20,0% -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0%


Indústria
2016 -4,6%
2015 -17,6%
2014 -4,9%
2013 -7,5%
2012 -12,8%
2011 -7,0%
2010 3,2%
2009 9,0%

Anuário do Transporte Aéreo 200


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.31: Margem Líquida por empresa, 2014 a 2016

Absa

Avianca Brasil

Azul

Gol

Latam

-40,0% -35,0% -30,0% -25,0% -20,0% -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0%
Latam Gol Azul Avianca Brasil Absa
2016 -4,7% -3,4% -8,1% -2,4% -2,9%
2015 -11,2% -37,8% -11,9% -0,5% -3,9%
2014 -4,5% -10,8% 1,5% -0,7% 2,0%

Anuário do Transporte Aéreo 201


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

RASK e CASK
Os indicadores Revenue per Available Seat Kilometer – RASK e Cost per Available Seat
Kilometer – CASK (Receita por Assento Quilômetro Ofertado e Custo por Assento
Quilômetro Ofertado, respectivamente) devem ser analisados em conjunto, pois
representam o resultado das operações por unidade de oferta de serviço de transporte
aéreo de passageiros (ASK).
A seguir, também é apresentado o RASK Passagem Aérea, no qual são consideradas
apenas as receitas obtidas com a venda de bilhetes aéreos. Empresas que transportam
essencialmente carga, não apresentam estes indicadores.
Para o cálculo do RASK, do CASK e do RASK Passagem Aérea, foram utilizadas as
seguintes fórmulas:

Receitas de Serviços Aéreos Públicos


RASK =
ASK

Custos e Despesas Operacionais dos Serviços Aéreos Públicos


CASK =
ASK

Receitas de Passagens Aéreas


RASK Passagem Aérea =
ASK

O RASK da indústria registrou alta de 6,4% em 2016 quando comparado com o ano
anterior, tendo alcançado o patamar de R$ 0,238.
O CASK cresceu menos no mesmo período, 2,9%, e foi inferior ao RASK em 4% no ano
de 2016, tendo sido apurado em R$ 0,228.
Entre as quatro principais empresas de passageiros, a Azul registrou o maior RASK em
2016, de R$ 0,312. A Gol registrou o menor RASK, de R$ 0,207, e o menor CASK, de
R$ 0,188.
A relação RASK/CASK da indústria em 2016 registrou melhora de 3,4% na comparação
com o ano anterior, tendo sido apurado em 1,042, melhor resultado da série, que se inicia
em 2009.
Entre as quatro principais empresas de passageiros, a Latam apurou o resultado mais
desfavorável na relação RASK/CASK em 2016, da ordem de 0,967, e a Avianca teve o
melhor desempenho, com relação favorável de 1,118.
A análise do RASK Passagem Aérea revela que, entre as principais empresas aéreas
brasileiras, o maior valor neste indicador em 2016 foi alcançado pela Azul, com R$ 0,267.
O menor valor foi registrado pela Latam, com R$ 0,182. O indicador da indústria foi
apurado em R$ 0,199 em 2016, com alta de 8% na comparação com 2015.

Anuário do Transporte Aéreo 202


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.32: RASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2016

Indústria

- 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250


Indústria
2016 0,238
2015 0,223
2014 0,216
2013 0,205
2012 0,175
2011 0,164
2010 0,158
2009 0,148

Figura 8.33: RASK (R$/ASK) por empresa, 2014 a 2016

Avianca

Azul

Gol

Latam

- 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350


Latam Gol Azul Avianca
2016 0,209 0,207 0,312 0,257
2015 0,196 0,196 0,284 0,259
2014 0,191 0,195 0,272 0,235

Anuário do Transporte Aéreo 203


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.34: CASK (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2016

Figura 8.35: CASK (R$/ASK) por empresa, 2014 a 2016

Avianca

Azul

Gol

Latam

- 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350


Latam Gol Azul Avianca
2016 0,217 0,188 0,287 0,229
2015 0,199 0,195 0,283 0,233
2014 0,206 0,194 0,254 0,231

Anuário do Transporte Aéreo 204


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.36: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) da indústria, 2009 a 2016

Indústria

- 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250


Indústria
2016 0,199
2015 0,184
2014 0,188
2013 0,164
2012 0,151
2011 0,141
2010 0,135
2009 0,129

Figura 8.37: RASK Passagem Aérea (R$/ASK) por empresa, 2014 a 2016

Avianca

Azul

Gol

Latam

- 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300


Latam Gol Azul Avianca
2016 0,182 0,184 0,267 0,218
2015 0,170 0,167 0,248 0,220
2014 0,173 0,174 0,238 0,224

Anuário do Transporte Aéreo 205


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.38: RASK/CASK da indústria, 2009 a 2016

Figura 8.39: RASK/CASK por empresa, 2014 a 2016

Avianca

Azul

Gol

Latam

- 0,200 0,400 0,600 0,800 1,000 1,200


Latam Gol Azul Avianca
2016 0,967 1,103 1,089 1,118
2015 0,987 1,003 1,003 1,114
2014 0,927 1,008 1,070 1,017

Anuário do Transporte Aéreo 206


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

RATK e CATK
Os indicadores Revenue per Available Ton Kilometer – RATK e Cost per Available Ton
Kilometer – CATK (Receita por Tonelada Quilômetro Ofertada e Custo por Tonelada
Quilômetro Ofertada, respectivamente) consideram a oferta geral de serviços
(passageiros, carga, serviço postal, etc.).
Para o cálculo do RATK e do CATK foram utilizadas as seguintes fórmulas:

Receitas de Serviços Aéreos Públicos


RATK =
ATK

Custos e Despesas Operacionais de Serviços Aéreos Públicos


CATK =
ATK

O RATK da indústria em 2016 foi de R$ 1,83, aumento de 6,6% em relação ao ano


anterior. O valor foi 4,2% superior ao CATK, de 1,76 que aumentou 3,0% no mesmo
período.
A relação RATK/CATK da indústria em 2016 melhorou 3,4% na comparação com 2015,
tendo sido apurado em 1,04, maior valor para a série que se inicia em 2009.
Entre as quatro principais empresas de passageiros, a Azul alcançou o maior RATK em
2016, de R$ 2,40. O menor RTAK entre essas empresas foi registrado pela Latam, de R$
1,58.
A melhor relação RATK/CATK entre as quatro principais empresas de passageiros foi
alcançada pela Avianca, com 1,12, enquanto a Latam registrou a relação mais
desfavorável, com 0,97.

Figura 8.40: RATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2016

Indústria

- 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60 1,80 2,00
Indústria
2016 1,83
2015 1,72
2014 1,72
2013 1,62
2012 1,42
2011 1,36
2010 1,32
2009 1,28

Anuário do Transporte Aéreo 207


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.41: RATK (R$/ATK) por empresa, 2014 a 2016

Anuário do Transporte Aéreo 208


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.42: CATK (R$/ATK) da indústria, 2009 a 2016

Figura 8.43: CATK (R$/ATK) por empresa, 2014 a 2016

Sterna

Total Linhas Aéreas

Colt

Sideral

Rio Linhas Aéreas

Absa

Avianca

Azul

Gol

Latam

- 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00

Total
Rio Linhas
Latam Gol Azul Avianca Absa Sideral Colt Linhas Sterna
Aéreas
Aéreas
2016 1,63 1,75 2,20 1,76 1,66 1,51 1,68 - 3,61 0,52
2015 1,48 1,79 2,35 1,73 1,70 1,49 1,59 1,64 3,39 -
2014 1,54 1,98 2,12 1,87 1,64 - - - 3,49 -

Anuário do Transporte Aéreo 209


Seção 8. Desempenho Econômico-Financeiro

Figura 8.44: RATK/CATK da indústria, 2009 a 2016

Figura 8.45: RATK/CATK por empresa, 2014 a 2016

Anuário do Transporte Aéreo 210


Anexo A. GLOSSÁRIO
As definições têm o objetivo exclusivo de contribuir para a compreensão geral
dos conceitos descritos neste Anuário.

Assentos Ofertados – número de assentos disponíveis em cada etapa de voo, de acordo


com a configuração da aeronave na execução da etapa.

Assento Quilômetro Ofertado (ASK) – representa, em linhas gerais, a oferta de


transporte aéreo de passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa
remunerada de voo, o número de assentos ofertados pela distância da etapa em
quilômetros.

ASK = ∑(Assentos Ofertados × Distância)

Carga Grátis – expressa em quilogramas, representa todos os bens que tenham sido
transportados na aeronave, exceto correio e bagagem, e que não tenham gerado receitas
diretas ou indiretas para a empresa aérea.

Carga Paga – expressa em quilogramas, representa todos os bens que tenham sido
transportados na aeronave, exceto correio e bagagem, e que tenham gerado receitas
diretas ou indiretas para a empresa aérea.

Correio (Mala Postal) – somatório de objetos transportados de rede postal em cada


trecho de voo realizado, expresso em quilogramas.

Distância da Etapa – distância, expressa em quilômetros, entre os aeródromos de origem


e destino da etapa, considerando a curvatura do planeta Terra.

Etapa Básica – etapa identificada pelo par de aeródromos de decolagem e de pouso


subsequente de um voo, independentemente de onde tenha sido realizado o embarque ou
o desembarque do objeto de transporte (pessoas ou cargas) desse voo. É a etapa de voo
com foco no movimento de passageiros e carga entre um pouso e uma decolagem.

Etapa Combinada – etapa identificada pelo par de aeródromos de origem e de destino


de um voo, independentemente da passagem desse voo por aeródromos intermediários. É
a etapa de voo vista com foco no objeto de transporte embarcado no aeródromo de origem
e desembarcado no aeródromo destino.

Anuário do Transporte Aéreo 211


Etapa Não Regular – operação remunerada de natureza extraordinária, não regular, de
transporte de passageiros, carga, mala postal ou misto, entre duas ou mais localidades.
Exemplos: etapa extra, fretamento e charter.

Etapa Regular – operação remunerada de transporte de passageiros, carga, mala postal


ou misto, entre duas ou mais localidades, caracterizadas por um número, por meio do qual
é executado serviço regular de transporte aéreo, de acordo com horário, equipamento e
frequência previstos em HOTRAN.

Horas Voadas – medida calculada pelo tempo de voo. O horário de partida e parada da
aeronave é apurado pelo critério do calço e descalço, conhecido internacionalmente pela
expressão block-to-block.

HOTRAN Eletrônico – sistema que armazena os dados dos voos regulares aprovados
pela ANAC.

Índice de Aproveitamento – também conhecido como “taxa de aproveitamento”, é a


razão entre a demanda e a oferta de transporte aéreo. É obtido pela divisão do Passageiro
Quilômetro Pago Transportado (ou Tonelada Quilômetro Utilizada Paga) pelo Assento
Quilômetro Ofertado (ou Tonelada Quilômetro Ofertada). Esse índice é conhecido
internacionalmente como Load Factor.

RPK
Índice de Aproveitamento (passageiro) =
ASK
RTK
Índice de Aproveitamento (carga) =
ATK

Movimento de Aeronave – calculado pela quantidade de decolagens e aterrissagens de


uma aeronave em um aeroporto. Para efeito do tráfego de aeroportos, a chegada e a saída
de uma aeronave devem ser contadas como dois movimentos.

Participação de Mercado – representa o quanto uma empresa tem de participação em


um dado mercado. Também conhecido como market share ou fatia de mercado.

Passageiros Grátis – passageiros que ocupam assentos comercializados ao público, mas


que não geram receita, com a compra de assentos para a empresa de transporte aéreo.
Incluem-se nesta definição as pessoas que viajam gratuitamente, as que se valem dos
descontos de funcionários das empresas aéreas e seus agentes, os funcionários de
empresas aéreas que viajam a negócios pela própria empresa e os tripulantes ou quem
estiver ocupando assento destinado a estes.

Anuário do Transporte Aéreo 212


Passageiros Pagos – passageiros que ocupam assentos comercializados ao público e que
geram receita com a compra de assentos para a empresa de transporte aéreo. Incluem-se
nesta definição as pessoas que viajam em virtude de ofertas promocionais, as que se valem
dos programas de fidelização de clientes e dos descontos concedidos pelas empresas, as
que viajam com tarifas preferenciais, as que compram passagem no balcão ou por meio
do site de empresa de transporte aéreo e as que compram passagem em agências de
viagem.

Passageiro Quilômetro Pago Transportado (RPK) – representa, em linhas gerais, a


demanda por transporte aéreo de passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em
cada etapa remunerada de voo, a quantidade de passageiros pagos transportados pela
quantidade de quilômetros voados (1 passageiro-quilômetro é o mesmo que 1 passageiro
que voou 1 quilômetro).

RPK= ∑(distância × Passageiros Pagos)

Tonelada Quilômetro Ofertada (ATK) – representa, em linhas gerais, a oferta de


transporte aéreo em termos de capacidade de toneladas, incluindo as toneladas para
passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa remunerada de voo, a
capacidade total de peso na aeronave (Payload Capacity) pela distância da etapa. A
unidade de medida é tonelada-quilômetro, que representa 1 tonelada transportada por 1
quilômetro.

𝑃𝑎𝑦𝑙𝑜𝑎𝑑 𝐶𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑡𝑦
ATK = ∑ [( ) × Distância]
1000
Tonelada Quilômetro Utilizada Paga (RTK) – representa, em linhas gerais, a demanda
por transporte aéreo em termos de capacidade de toneladas, incluindo as toneladas para
passageiros. Para o cálculo do índice, multiplica-se, em cada etapa remunerada de voo, o
peso pagante transportado pela distância da etapa. No Brasil adota-se a média de 75 quilos
para cada passageiro transportado, já incluída a bagagem de mão. A unidade de medida é
tonelada-quilômetro, que representa 1 tonelada transportada por 1 quilômetro.

(Carga Paga + Correio + Bagagem + Passageiros Pagos × 75)


RTK = ∑ [ × d]
1000
Onde:

Bagagem = Bagagem Livre + Excesso de Bagagem;

d = Distância da etapa em quilômetros.

Anuário do Transporte Aéreo 213


Voo Regular – voo entre duas ou mais localidades, caracterizadas por um número, pela
qual é executado serviço regular de transporte aéreo, de acordo com horário, equipamento
e frequência registrados em HOTRAN Eletrônico e aprovado pela ANAC. Todas as
outras situações são consideradas como voos não regulares.

Anuário do Transporte Aéreo 214


Anexo B. LISTA DE ABREVIATURAS
ANAC Agência Nacional de Aviação Civil

ASK Available Seat Kilometer (Assento Quilômetro Ofertado)

ATK Available Ton Kilometer (Tonelada Quilômetro Ofertada)

CASK Cost per Available Seat Kilometer (Custo dos Serviços Prestados por
Assento Quilômetro Ofertado)

CATK Cost per Available Ton Kilometer (Custo por Tonelada Quilômetro
Ofertada)

BAV Boletim de Alteração de Voo

DAC Departamento de Aviação Civil

EBIT Earnings Before Interest and Taxes

FMI Fundo Monetário Internacional

HOTRAN Horário de Transporte

IAC Instrução de Aviação Civil

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

ILC Índice de Liquidez Corrente

ILG Índice de Liquidez Geral

IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo

OACI Organização da Aviação Civil Internacional

PIB Produto interno Bruto

RASK Revenue per Available Seat Kilometer (Receita por Assento Quilômetro
Ofertado)

Anuário do Transporte Aéreo 215


RATK Revenue per Available Ton Kilometer (Custo por Tonelada Quilômetro
Ofertada)

RPK Revenue Passenger Kilometer (Passageiro Quilômetro Pago


Transportado)

RTK Revenue Ton Kilometer (Tonelada Quilômetro Utilizada Paga)

Sisbacen Sistema de Informações do Banco Central do Brasil

WTI West Texas Intermediate

Anuário do Transporte Aéreo 216


Anexo C. LISTA DE SIGLAS DE EMPRESAS AÉREAS REGULARES
Designador OACI Nome da Empresa

AAL AMERICAN AIRLINES INC. (Estados Unidos)

ABJ ABAETÉ Linhas Aéreas S/A (Brasil)

AZU AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S/A (Brasil)

GEC LUFTHANSA CARGO AG. (Alemanha)

GLO VRG Linhas Aéreas S/A (GOL) (Brasil)

GTI ATLAS AIR INC. (Estados Unidos)

MEL MEGA Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

MSQ META Mesquita Transportes Aéreos Ltda. (Brasil)

MST MASTER TOP Linhas Aéreas S/A (Brasil)

NHG NHT Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

NRA NOAR Linhas Aéreas S/A (Brasil)

ONE OCEANAIR Linhas Aéreas S/A (nome de fantasia:


AVIANCA) (Brasil)

PLY PUMA AIR Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

PTB PASSAREDO Transportes Aéreos Ltda. (Brasil)

PTN PANTANAL Linhas Aéreas S/A (Brasil)

RIO RIO Linhas Aéreas S/A (Brasil)

SBA SOL Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

SLX SETE Linhas Aéreas Ltda. (Brasil)

Anuário do Transporte Aéreo 217


Designador OACI Nome da Empresa

LATAM LATAM Linhas Aéreas S/A (Brasil)

TAP TRANSPORTES AEREOS PORTUGUESES AS. (nome de


fantasia: TAP AIR PORTUGAL) (Portugal)

TIB TRIP - Linhas Aéreas S/A (Brasil)

TTL TOTAL Linhas Aéreas S/A (Brasil)

TUS ABSA Aerolinhas Brasileiras S/A (Brasil)

UPS UPS – UNITED PARCEL SERVICES CO. (Estados Unidos)

Anuário do Transporte Aéreo 218


Anexo D. LISTA DE SIGLAS DE AERÓDROMOS BRASILEIROS

Designador
Nome da Empresa Município
OACI

SBAA Conceição Do Araguaia Conceição Do Araguaia-PA

SBAE Bauru/Arealva Arealva-SP

SBAR Santa Maria Aracaju-SE

SBAT Deputado Benedito Santiago Alta Floresta-MT

SBAU Estadual Dario Guarita Araçatuba-SP

SBAX Romeu Zema Araxá-MG

SBBE Val De Cans Belém-PA

SBBH Pampulha - Carlos Drummond De Andrade Belo Horizonte-MG

SBBR Presidente Juscelino Kubitschek Brasília-DF

SBBV Atlas Brasil Cantanhede Boa Vista-RR

SBBW Barra Do Garças Barra Do Garças-MT

SBCA Adalberto Mendes Da Silva Cascavel-PR

SBCB Cabo Frio Cabo Frio-RJ

SBCD Carlos Alberto Da Costa Neves Caçador-SC

SBCF Tancredo Neves Confins-MG

SBCG Campo Grande Campo Grande-MS

SBCH Serafin Enoss Bertaso Chapecó-SC

SBCJ Carajás Parauapebas-PA

SBCM Diomício Freitas Forquilhinha-SC

SBCN Nelson Rodrigues Guimarães Caldas Novas-GO

SBCP Bartolomeu Lisandro Campos Dos Goytacazes-RJ

Anuário do Transporte Aéreo 219


SBCR Corumbá Corumbá-MS

SBCT Afonso Pena São José Dos Pinhais-PR

SBCX Regional Hugo Cantergiani Caxias Do Sul-RS

SBCY Marechal Rondon Várzea Grande-MT

SBCZ Cruzeiro Do Sul Cruzeiro Do Sul-AC

SBDB Bonito Bonito-MS

SBDN Presidente Prudente Presidente Prudente-SP

SBDO Municipal Francisco De Matos Pereira Dourados-MS

SBEG Eduardo Gomes Manaus-AM

SBFI Cataratas Foz Do Iguaçu-PR

SBFL Hercílio Luz Florianópolis-SC

SBFN Fernando De Noronha Fernando De Noronha-PE

SBFZ Pinto Martins Fortaleza-CE


Aeroporto Internacional Do Rio De
SBGL Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim Rio De Janeiro-RJ

SBGO Santa Genoveva Goiânia-GO

SBGR Guarulhos - Governador André Franco Montoro Guarulhos-SP

SBGV Coronel Altino Machado Governador Valadares-MG

SBHT Altamira Altamira-PA

SBIH Itaituba Itaituba-PA

SBIL Bahia - Jorge Amado Ilhéus-BA

SBIP Usiminas Santana Do Paraíso-MG

SBIZ Prefeito Renato Moreira Imperatriz-MA

SBJF Francisco De Assis Juiz De Fora-MG

SBJI Ji-Paraná Ji-Paraná-RO

Anuário do Transporte Aéreo 220


SBJP Presidente Castro Pinto Bayeux-PB

SBJR Jacarepaguá/Rj - Roberto Marinho Rio De Janeiro-RJ

SBJU Orlando Bezerra De Menezes Juazeiro Do Norte-CE

SBJV Lauro Carneiro De Loyola Joinville-SC

SBKG Presidente João Suassuna Campina Grande-PB

SBKP Viracopos Campinas-SP

SBLE Horácio De Mattos Lençóis-BA

SBLO Governador José Richa Londrina-PR

SBMA Marabá Marabá-PA

SBMD Monte Dourado Almeirim-PA

SBME Macaé Macaé-RJ

SBMG Regional De Maringá - Sílvio Name Júnior Maringá-PR

SBMK Mário Ribeiro Montes Claros-MG

SBML Frank Miloye Milenkovich Marília-SP

SBMO Zumbi Dos Palmares Rio Largo-AL

SBMQ Macapá Macapá-AP

SBMY Manicoré Manicoré-AM

SBNF Ministro Victor Konder Navegantes-SC

SBNM Santo Ângelo Santo Ângelo-RS

SBNT Augusto Severo Parnamirim-RN

SBOI Oiapoque Oiapoque-AP

SBPA Salgado Filho Porto Alegre-RS

SBPC Embaixador Walther Moreira Salles Poços De Caldas-MG

SBPF Lauro Kurtz Passo Fundo-RS

Anuário do Transporte Aéreo 221


SBPJ Brigadeiro Lysias Rodrigues Palmas-TO

SBPK Pelotas Pelotas-RS

SBPL Senador Nilo Coelho Petrolina-PE

SBPS Porto Seguro Porto Seguro-BA

SBPV Governador Jorge Teixeira De Oliveira Porto Velho-RO

SBQV Vitória Da Conquista Vitória Da Conquista-BA

SBRB Plácido De Castro Sena Madureira-AC

SBRF Guararapes - Gilberto Freyre Recife-PE

SBRJ Santos Dumont Rio De Janeiro-RJ

SBRP Leite Lopes Ribeirão Preto-SP

SBSJ Professor Urbano Ernesto Stumpf São José Dos Campos-SP

SBSL Marechal Cunha Machado São Luís-MA

SBSM Santa Maria Santa Maria-RS

SBSN Maestro Wilson Fonseca Santarém-PA

SBSP Congonhas São Paulo-SP

SBSR Professor Eriberto Manoel Reino São José Do Rio Preto-SP

SBSV Deputado Luís Eduardo Magalhães Salvador-BA

SBTB Trombetas Oriximiná-PA

SBTC Hotel Transamérica Una-BA

SBTE Senador Petrônio Portella Teresina-PI

SBTF Tefé Tefé-AM

SBTR Torres Torres-RS

SBTT Tabatinga Tabatinga-AM

SBTU Tucuruí Tucuruí-PA

Anuário do Transporte Aéreo 222


SBUA São Gabriel Da Cachoeira São Gabriel Da Cachoeira-AM

SBUG Rubem Berta Uruguaiana-RS

SBUL Tenente-Coronel Aviador César Bombonato Uberlândia-MG

SBUR Mário De Almeida Franco Uberaba-MG

SBUY Urucu Coari-AM

SBVG Major Brigadeiro Trompowsky Varginha-MG

SBVH Brigadeiro Camarão Vilhena-RO

SBVT Eurico De Aguiar Salles Vitória-ES

SBYS Campo Fontenelle/Academia Da Força Aérea Pirassununga-SP

SBZM Regional Da Zona Da Mata Goianá-MG

SDCG Senadora Eunice Michiles São Paulo De Olivença-AM

SDCO Sorocaba Sorocaba-SP

SDOW Ourilândia Do Norte Ourilândia Do Norte-PA

SDRS Resende Resende-RJ

SDSC Mário Pereira Lopes São Carlos-SP

SDTK Parati Parati-RJ

SDVG Domingos Pignatari Votuporanga-SP

SIMK Tenente Lund Presetto Franca-SP

SIXE Aeroclube De Eldorado Do Sul Eldorado Do Sul-RS

SJHG Confresa Confresa-MT

SJRG Rio Grande Rio Grande-RS

SJTC Moussa Nakhl Tobias Arealva-SP

SNBA Asa Branca Tartarugalzinho-AP

SNBR Barreiras Barreiras-BA

Anuário do Transporte Aéreo 223


SNDC Redenção Redenção-PA

SNDT Diamantina Diamantina-MG

SNGI Guanambi Guanambi-BA

SNJR São João Del Rei São João Del Rei-MG

SNPD Patos De Minas Patos De Minas-MG

SNRU Oscar Laranjeiras Caruaru-PE

SNSW Soure Soure-PA

SNXL Primavera Querência-MT

SSCK Olavo Cecco Rigon Concórdia-SC

SSDO Municipal Francisco De Matos Pereira Dourados-MS

SSER Erechim Erechim-RS

SSFB Aeroporto Paulo Abdala Francisco Beltrão-PR

SSIJ Ijuí Ijuí-RS

SSJA Santa Terezinha Joaçaba-SC

SSKW Cacoal Cacoal-RO

SSZR Santa Rosa Santa Rosa-RS

SWBC Barcelos Barcelos-AM

SWCA Carauari Carauari-AM

SWEI Eirunepé Eirunepé-AM

SWFX São Félix Do Araguaia São Félix Do Araguaia-MT

SWGI Gurupi Gurupi-TO

SWGN Araguaína Araguaína-TO

SWGP Palmeiras De Goiás Palmeiras De Goiás-GO

SWHG Aeroporto De Santa Helena Do Goiás Santa Helena Do Goiás-GO

Anuário do Transporte Aéreo 224


SWHP Fazenda Olho Dagua Água Boa-MT

SWHT Francisco Correa Da Cruz Humaitá-AM

SWIQ Minaçu Minaçu-GO

SWKO Coari Coari-AM

SWLB Lábrea Lábrea-AM

SWLC General Leite De Castro Rio Verde-GO

SWOB Fonte Boa Fonte Boa-AM

SWPI Júlio Bélem Parintins-AM

SWRD Rondonópolis Rondonópolis-MT

SWSI Presidente João Batista Figueiredo Sinop-MT

SWTP Tapuruquara Santa Isabel Do Rio Negro-AM

Anuário do Transporte Aéreo 225


Anexo E. LEGISLAÇÃO BÁSICA
Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 – Código Brasileiro de Aeronáutica.

Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005 – Cria a Agência Nacional de Aviação Civil


– ANAC, e dá outras providências

IAC 1223, de 30 de abril de 2000 – Confecção e aprovação de Horário de Transporte –


HOTRAN.

IAC 1224, de 30 de abril de 2000 – Alterações em voos regulares e realização de voos


não-regulares.

IAC 1502, de 30 de junho de 1999 – Cálculo dos índices de regularidade, de


pontualidade e de eficiência operacional.

IAC 1504, de 30 de abril de 2000 – Procedimentos para o registro de alterações em voos


de empresas de transporte aéreo regular.

Resolução ANAC nº 16, 27 de fevereiro de 2008 – Altera os valores máximos de


desconto para as tarifas aéreas internacionais, com origem no Brasil e destino nos países
da América do Sul.

Resolução ANAC nº 83, 22 de abril de 2009 – Altera a política tarifária para voos
internacionais regulares com origem no Brasil.

Resolução ANAC nº 140, 9 de março de 2010 – Registro de tarifas referentes aos


serviços de transporte aéreo regular.

Portaria ANAC nº 2.923, de 17 de outubro de 2016 – Procedimentos para o registro


das tarifas aéreas comercializadas correspondentes aos serviços de transporte aéreo
doméstico regular de passageiros.

Portaria ANAC nº 1.887/SRE, de 25 de outubro de 2010 – Procedimentos para o


registro das tarifas aéreas comercializadas correspondentes aos serviços de transporte
aéreo internacional regular de passageiros.

Resolução ANAC nº 191, de 16 de junho de 2011 – Fornecimento de dados estatísticos


relativos aos serviços de transporte aéreo público.

Portaria ANAC nº 1.189/SRE, de 17 de junho de 2011 – Procedimentos para


fornecimento dos dados estatísticos das empresas brasileiras de transporte aéreo público
regular e não regular, exceto as de táxi-aéreo.

Anuário do Transporte Aéreo 226


Portaria ANAC nº 1.190/SRE, de 17 de junho de 2011 – Procedimentos para
fornecimento dos dados estatísticos das empresas estrangeiras de transporte aéreo público
regular e não regular que operam no Brasil, exceto as de táxi-aéreo.

Resolução ANAC nº 218, de 28 de fevereiro de 2012 – Estabelece procedimentos para


divulgação de percentuais de atrasos e cancelamentos de voos do transporte aéreo público
regular de passageiros.

Portaria ANAC nº 1.096/SRE, de 1º de junho de 2012 – Estabelece os modelos para a


divulgação no site da ANAC dos percentuais de atrasos e de cancelamentos de voos do
transporte aéreo público regular de passageiros no Brasil e dá outras providências.

Resolução ANAC nº 342, de 9 de setembro de 2014 – Regulamenta os documentos e


as demonstrações contábeis padronizadas a serem apresentados pelas empresas brasileiras
que exploram os serviços aéreos públicos, assim como aspectos de sua escrituração
contábil, e dá outras providências.

Portaria ANAC nº 2.148/SRE, de 11 de setembro de 2014 – Estabelece a estrutura, o


conteúdo e os procedimentos de apresentação de documentos e de demonstrações
contábeis das empresas brasileiras que exploram os serviços de transporte aéreo público,
exceto na modalidade de táxi-aéreo.

Portaria ANAC nº 2.149/SRE, de 11 de setembro de 2014 – Estabelece os


procedimentos de apresentação das informações econômico-financeiras requeridas por
organismos internacionais.

Todas disponíveis em: http://www.anac.gov.br/assuntos/legislacao

Anuário do Transporte Aéreo 227

Interesses relacionados