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Mestre da Submissão

MASTER OF SUBMISSION
Série Mestres da Submissão #Livro um
Jan Bowles
Equipe Pégasus Lançamentos e PEE
Envio: Soryu
1ªTradução:CartaxO
2ªTradução: Sky A.; Giu
1ªRevisão Inicial:CartaxO, Sil, Gisleine
S., Rita Joia, Cinthia Uchoa, Sonja Anjos,
Kika Kriger, Sabrina S.
2ªRevisão Inicial: MeG B. ; Josie
Revisão Final:
Leitura Final: Anna Azulzinha
Formatação: Vivi
Sinopse

A advogada inglesa de trinta anos, Emma Parkes, acredita


que o Club Submission guarda a chave para o desaparecimento de
sua melhor amiga. Bem fora da sua zona de conforto, os olhos de
Emma estão bem abertos enquanto observa os Mestres de
Submissão trabalhando. Eles são muito confiantes e sexualmente
excitantes, especialmente o bonitão de olhos azuis: Mestre Zane.

Membro do Club Submission e Dom, Zane Anders


frequentemente aproveita tudo o que o clube tem a oferecer. O rico
importador de diamante, de quarenta anos de idade, tem tudo o que
poderia precisar, tudo, exceto o amor. Um dominante natural, ele
não está à procura de uma submissa permanente em sua vida. Mas,
talvez, ele abra uma exceção para a advogada deslumbrante de
Londres.

Quando o Club Submission é mergulhado em uma


investigação de assassinato de destaque, sua própria existência é
posta em perigo.

Emma pode descobrir a verdade ou será, que ao invés disso, o


devastadoramente lindo Zane Anders, um Mestre de Submissão,
desbloqueará seus desejos sexuais mais profundos?
Prólogo

Emma Parkes abriu a porta da frente do apartamento


de sua amiga, e gritou:
— Chloe, você está aí?
Nenhuma resposta. O único sinal de vida era o
horizonte de Boston brilhando intensamente nas enormes
janelas de vidro.
Preocupada, ela deixou cair a mala dentro do
apartamento e fechou a porta. O que aconteceu com sua
melhor amiga? Chloe telefonou há cinco dias entusiasmada,
dizendo que ia passar o fim-de-semana com um cara que
acabara de conhecer. Disse que estaria fora de circulação por
um tempo, onde sexo quente era a única coisa no menu.
— Você está louca? Saindo com um cara que você
mal conhece. Por favor, tenha cuidado, Chloe, — alertou.
Sua melhor amiga riu baixo na linha.
— É apenas diversão inofensiva. Você se lembra da
diversão, não é, Emma? O tipo que costumava ter quando
estávamos na Universidade de Oxford juntas.
Emma sabia exatamente o que ela queria dizer.
Quando estudavam Direito juntas em Oxford, sua recente
amiga americana estava sempre tentando levá-la para o mal
caminho, incentivando-a a estender seus horizontes e
fronteiras. Chloe sempre foi extrema em tudo o que fazia. Até
mesmo no tipo de homens com que saía.
Emma olhou sua expressão preocupada no espelho
enquanto timidamente olhava ao redor do apartamento vazio.
Sua amiga não estava em lugar nenhum. Pelo menos Chloe
não estava morta no chão do banheiro, como imaginou na
corrida de vinte minutos de táxi até o apartamento. Isso era
um alívio, nada desagradável a ser relatado até o momento.
Emma respirou fundo e puxou as rédeas em suas emoções.
Certamente havia uma explicação simples do porquê Chloe
não a pegou no Logan International Airport, como prometido.
Ela esperou por mais de uma hora, ligando no
telefone fixo e celular de sua amiga, várias vezes. Depois de
um voo desgastante de sete horas de Londres - Heathrow,
tudo o que queria era dormir por uma semana, talvez mais.
Seu relógio biológico ainda estava correndo no horário de
Londres.
Bem, primeiro ela teria que comer algo e, em seguida,
descansar por um tempo. Se ambientar à vida na costa leste.
Afinal de contas, Chloe disse, sinta-se em casa, querida. O
que é seu é meu, e o que é meu é seu. Era um momento
emocionante e desafiador para ambas. Elas estavam em
etapas prévias da criação de um pequeno escritório de
advocacia juntas, aqui em Boston. Ela encolheu os ombros,
resignada, esperando que sua melhor amiga aparecesse em
breve, com detalhes gráficos de suas façanhas sexuais.
Capítulo um

Uma semana mais tarde.


Sem notícias de Chloe, Emma ficou olhando para as
portas do clube de fetiche privado, perguntando-se se
entraria. Ela encontrou referências do Club Submission
quando acessou o computador pessoal de Chloe, à procura de
pistas sobre o desaparecimento dela. Chloe confiava tanto
nas pessoas, que nem sequer protegia seu computador com
senha. Acessar seus arquivos privados foi brincadeira de
criança. Havia várias mensagens de uma pessoa
desconhecida chamando a si mesmo de Orion. Os e-mails
tinham conteúdo sexualmente explícito e pediam
repetidamente para eles se encontrarem no Club Submission.
Conhecendo as preferências sexuais de Chloe, não duvidava
que o misterioso Orion era homem. Quem quer que fosse
Orion, era um sujeito persistente, porque enviou a Chloe
dezesseis mensagens em um período de 24 horas. Ela supôs
que sua impulsiva, ingênua e confiante melhor amiga
finalmente cedeu e se encontrou com o cara.
Emma apresentou um relatório de pessoa
desaparecida na polícia, apenas algumas horas depois de
chegar ao apartamento da amiga. Os pais de Chloe morreram
em um acidente horrível de carro em Maine quando Chloe era
apenas uma adolescente emotiva. As mortes ocorreram
apenas dois dias depois do aniversário de quinze anos de
Chloe e sendo filha única e com poucos amigos, parecia que
ninguém notou o desaparecimento dela.
A polícia americana colocou os detalhes pessoais de
Chloe no banco de dados do FBI, juntamente com registros
médicos e dentários. Eles também pediram uma fotografia
recente. Não era contra a lei de desaparecimento, na verdade,
milhares de americanos deliberadamente desapareciam a
cada ano, muitas vezes para escapar de dívidas ou de
relacionamentos abusivos. A maioria dos órgãos policiais não
procurava ativamente um indivíduo, a não ser que as
circunstâncias se justificassem. No caso de Chloe as
mensagens de e-mail intrigantes e sua insistência que
encontrassem sua melhor amiga, finalmente os fizeram
sentar e tomar conhecimento. Ela insistiu para fazerem novas
investigações, e eles disseram que enviaram um funcionário
para verificar o Club Submission, mas não sabia se
acreditava. Até que uma nova informação aparecesse, não
havia nada que pudessem fazer. Se Chloe fosse uma criança,
teria sido diferente. Mas, com uma mulher de trinta anos, a
polícia parecia completamente desinteressada.
Não era o estilo de Emma esperar e não fazer nada.
Em vez de voltar para Londres no próximo voo, ela decidiu
ficar, e, pelo menos, tentar descobrir o que aconteceu com
sua melhor amiga. Então foi assim que ela acabou ficando do
lado de fora do clube muito imponente de BDSM em uma fria
e úmida noite de novembro. Dois enormes corvos de bronze
guardavam a entrada. Um pé de cada lado das portas duplas
de carvalho. Eles pareciam ameaçadores e proibidos, sob o
brilho suave das lanternas góticas balançando
assustadoramente acima deles. Tudo o que tinha que fazer
era andar alguns passos e entrar. Instintivamente, sabia que
o clube era a chave para o desaparecimento de sua amiga.
Quem era o misterioso Orion que combinou de encontrar
Chloe aqui? Será que era o mesmo cara que ela estava
quando simplesmente desapareceu da face da Terra?
Estas perguntas precisavam de respostas. Só tinha
uma coisa parando ela. Ela nunca pisou em um clube de
fetiche antes. Estava até um pouco surpresa que sua amiga
estava neste estilo de vida. Ela conhecia Chloe há uma
década e estava bem ciente de que era sexualmente
aventureira, até mesmo promíscua em algumas ocasiões. No
entanto, nunca suspeitou por um segundo que sua amiga
estava no cenário BDSM.

Ela respirou fundo, puxando ar frio e úmido de


Novembro em seus pulmões. Mantenha-se forte, Emma. Você
está fazendo isso por Chloe. Teria que encarar o que estivesse
do outro lado daquelas portas. Não havia mais nada. A vida
de Chloe podia depender disso.
Suas pernas tremiam quando caminhou até o
pequeno lance de escadas e abriu as portas pesadas. Ela
checou o lugar pela Internet, e já tinha sua adesão aprovada.
Durante o processo de inscrição, ela aprendeu que o clube
cuidava muito bem da privacidade de seus usuários. Suas
verdadeiras identidades jamais eram divulgadas a qualquer
pessoa dentro ou fora do clube e todos tinham a opção de
serem conhecidos por um nome de cena. Se Chloe escolheu
um pseudônimo, podia ser mais difícil descobrir o que
aconteceu.
Emma respirou fundo antes de expirar lentamente
enquanto entrava no clube. A recepcionista sentada atrás de
uma mesa olhou para cima e sorriu quando ouviu Emma
entrar.
— Oi, meu nome é Andrea, bem-vinda ao Club
Submission. A mulher a estudou mais de perto.
— Esta é sua primeira vez, querida?
Emma assentiu nervosamente.
— É tão óbvio?
— Só um pouquinho. Em breve, quando você
conhecer a todos vai parar de tremer.
— Eu me candidatei para o clube por e-mail.
Disseram-me que o cartão de sócio estaria na recepção.
Andrea folheou vários papéis sobre a mesa.
— Ah, aqui está. Ela entregou o cartão.
— Eu vou pegar uma das meninas regulares aqui
para te mostrar a casa. Basta assinar aqui.
Ela empurrou um livro para ela.
— Lembre-se de colocar o seu nome de cena abaixo,
se você não quiser que os membros saibam o seu nome real.
A discrição é uma palavra que nos orgulhamos aqui.
Com os dedos trêmulos, Emma pegou a caneta da
bonita mulher de cabelo louro e assinou Emma Windsor. Para
simplificar, ela só escolheu um sobrenome diferente. Não era
como se fosse retornar ao clube depois de hoje à noite.
— Você pode deixar o seu casaco aqui, querida. —
Ela apontou para um cabide atrás dela. — Você é o número
cinquenta e três. — Ela rasgou um bilhete e entregou a ela.
Emma assentiu.
— Obrigada.
Ela tirou o casaco preto grosso. Agora se sentia ainda
mais em evidência. Ela pegou emprestado algumas das
roupas reveladoras de Chloe – um minissaia preta que
chegava ao topo de suas coxas, e um top de couro. Passou
mais maquiagem do que de costume, usando delineador preto
pesado para criar um olhar abertamente sexual. Sendo uma
inglesa reservada, não era realmente o seu estilo, mas estava
tentando se misturar. Um arrepio percorreu sua espinha
quando a porta se abriu atrás dela e várias outras mulheres
entraram no hall. Todos elas pareciam muito felizes, rindo
alto quando também retiraram seus casacos. Se Emma
pensou que suas roupas eram reveladoras, tinha que pensar
novamente. Seios fartos e grandes, espremidos em couro
apertado e seda, balançavam onde quer que olhasse. O cheiro
de perfume caro encheu o ar, o que não deixava dúvida,
essas mulheres saíram para se divertir.
A recepcionista falou com uma delas.
— Jessica, você pode mostrar o clube para Emma? É
sua primeira vez aqui.
— Sim, com certeza, Andrea.
Jessica sorriu de boa vontade e pegou a mão dela.
— Você vai estar perfeitamente segura comigo,
querida. Eu só sei que você vai se encaixar bem aqui no
Submission. Os Mestres vão simplesmente te amar. Você é
uma dama verdadeiramente bonita.
Mestres? Oh, droga. Emma sabia tudo sobre os
Mestres. Leu sobre suas preferências na Internet. Não eram
os que queriam prender as pessoas e chicoteá-las para algum
prazer sexual perverso? Sua garganta ficou seca, mas
conseguiu falar,
— Eu espero que eles não se incomodem com alguém
nervoso?
— Muito pelo contrário, querida. Eles vão adorar tirar
sua virgindade.
Emma fechou os olhos. Isso é o que ela temia.
Jessica apertou-lhe a mão e a levou através de outro
conjunto de portas.
— Você está realmente nervosa, não é? Você está
tremendo como uma vara verde.
— Eu esperava que não fosse tão óbvio. — Ela sorriu,
de maneira pouco convincente, tentando fazer uma cara
corajosa.
Jessica acariciou-lhe a mão.
— Lembre-se é o que você está disposta a fazer. Não
o que eles gostariam que você fizesse. Nós submissos temos o
poder supremo.
Poder supremo? Submissos? Mestres? No que ela se
meteu? Sim, é claro que ela queria encontrar Chloe, e faria
tudo que estava a seu alcance para descobrir o que aconteceu
com ela. Mas não haveria sexo bizarro. Ela não estava
disposta a isso. Só experimentou sexo na boa e tradicional
posição papai-mamãe. Mesmo que não tenha atingido o
orgasmo todas às vezes ou quase nunca, pelo menos não
havia nada pervertido sobre sua vida sexual.

Jessica manteve a porta aberta para ela.

— Obrigada.
— Diga-me, de onde é esse sotaque?
— Eu sou Inglesa.
— Oh, realmente, melhor ainda. Chique, uma inglesa
real em um clube de BDSM.
Emma sorriu. Ser uma Inglesa não a tornava
automaticamente uma mulher que gostava de sexo bizarro,
ao contrário do que Jessica pensava. Por alguma razão
desconhecida, ela sentiu necessidade de se explicar mais.
— Eu nasci e cresci em Oxfordshire, embora o meu
pai seja norte-americano. Meus pais se divorciaram quando
eu tinha apenas três anos, parece que os casamentos anglo-
americanos não funcionam muito bem. Ele voltou para os
EUA 27 anos atrás. — Ela viu seu pai algumas vezes nesse
período. Ele se casou novamente e teve mais duas filhas. Eles
nunca foram muito próximos, mas pelo menos mantiveram
contato.
Jessica sorriu.
— Ei, dupla nacionalidade. Melhor ainda.
Apesar de sua óbvia ansiedade por estar no clube,
Emma não poderia deixar de ser acolhedora com Jessica. A
bela morena estava vestida de forma extremamente
provocante. Seus seios fartos estavam exibidos para que
todos pudessem ver e sua calcinha preta provocativa aparecia
claramente debaixo da saia vermelha apertada. Mas Emma já
poderia dizer que a mulher tinha um coração de ouro.
Emma supôs que Jessica tinha cerca de vinte sete ou
vinte oito anos. Ela se perguntou o que levava uma mulher
como ela ao estilo de vida BDSM. Problemas com homens?
Má vida doméstica? Tinha que haver um motivador. Ela
balançou a cabeça. Talvez nunca soubesse. Talvez nem
Jessica soubesse. A parte analítica e calculista da sua mente
já começava a avaliar a situação. Seria sensato se manter
alerta e pensar nisso tudo, quando estivesse em casa.
Ninguém devia estar acima de qualquer suspeita, por melhor
que parecessem. Ela era uma advogada formada e precisava
manter seu foco.
Jessica sorriu incessantemente quando mostrou-lhe
os vestiários e banheiros.
— Pense nisso como três zonas. Esta é a Zona Fria.
Existem regras rígidas aqui. Nenhuma interação sexual entre
mestres, amantes e seus submissos.
Tudo parecia normal. Até agora tudo bem. Ela podia
lidar com isso. Quando Jessica apertou sua mão e apontou
para um conjunto imponente de portas duplas no final do
corredor, ela imaginou que o lado bizarro do clube estava
atrás delas. Já podia ouvir a inebriante e sensual música em
direção a elas enquanto se aproximavam.
— A partir de lá é a Zona Morna. Interação sexual é
permitida, na verdade, é incentivada. Mas há algumas regras.
Temos que manter nossas roupas, por exemplo, tornando-se
preliminares para alguns. Na Zona Quente, vale tudo, mas
você só deve se aventurar lá quando se sentir confortável em
todos os lugares.
Jessica sorriu, fazendo Emma se sentir um pouco
menos constrangida.
— Agora, não se preocupe com nada. Confie em mim,
você vai adorar. Club Submission é tudo que seu coração
deseja.
Emma assentiu educadamente. Esta ia ser a noite
mais assustadora e bizarra de toda a sua vida.
Capítulo dois

Zane Anders olhou ao redor do clube. De sua posição


no bar, tinha uma visão panorâmica de todo o ambiente.
Decorado de forma profunda e sedutora em dourado e
vermelho, a iluminação suave ajudava a melhorar seu humor.
Um casal dançava na plataforma elevada, seus movimentos
extremamente provocantes e excitantes. Mas esse era o
objetivo, era por isso que estava aqui. Depois de um
casamento fracassado, finalmente cedeu aos seus desejos.
Um empresário de sucesso e extremamente rico durante o
dia, sua aparência era a de um cara normal. Mas de noite era
uma história completamente diferente. Ele poderia finalmente
permitir seu pau governar seu cérebro, ao invés do contrário.
Seus desejos interiores poderiam ser liberados e satisfeitos
aqui no Submission.
Ele se considerava o melhor Mestre do corpo
feminino. Era seu dever extrair até o último grito e gemido de
satisfação sexual de sua submissa, tudo de uma maneira
controlada, é claro. Não havia motivo para apressar algo que
considerava ser uma forma de arte.
O clube privado já deu a ele muitas noites de prazer
desenfreado. Tinha certeza de que esta noite não seria
diferente. Ele suspirou com satisfação. Club Submission era
o único lugar em que já se sentiu verdadeiramente relaxado.
Seus sentidos entraram em estado de alerta, quando
Jessica passou com uma mulher que nunca viu. Seu olhar se
deslocou para a estranha, traçando uma linha na linda
cabeleira loira que se arrastava pelas costas até sua bonita
bunda sexy, que amadureceu em um pêssego sob sua
minissaia de couro. Ele vislumbrou a parte inferior de suas
nádegas nuas, comprimidas deliciosamente abaixo do couro
preto apertado. Ela usava uma tanga, ou melhor ainda, até
menos. Seria divertido descobrir. Apenas a ideia dela sem
calcinha fez seu pau endurecer. Com a curiosidade aguçada,
ele observou Jessica e a nova mulher sentarem no bar e
pedirem uma bebida.
A loira atraente olhou em volta nervosamente. Ele
supôs que era sua primeira vez em um clube de BDSM. Era
certamente a primeira vez que ela visitava o Submission. Ele
se lembraria de uma mulher tão boa quanto ela. Ele se
perguntou o que a estimulou experimentar o estilo de vida.
Tédio? Falta de satisfação sexual? Independentemente do que
fosse, ele priorizaria manter um olho nela, adorava observar
sua presa, entendendo como reagiriam a determinadas
situações. Isso fazia sua conquista final ainda mais
gratificante. Ela parecia atraída pelo casal pouco vestido
dançando provocativamente no palco giratório. Ele imaginou
se a ideia de exibicionismo público a excitava. Certamente o
excitava. Mais tarde, ele estaria mais do que disposto a
descobrir suas preferências sexuais. Ela realmente era uma
gracinha.
Quando ele discretamente observava sua presa,
percebeu o olhar da loira sexy varrendo o clube, observando
tudo e todos. Eventualmente seus olhos se fixaram nele.
Olhos azul bebê sensuais conectaram com o seu. Seu
requintado rosto em forma de coração era emoldurado pelo
cabelo loiro selvagem. Ele nunca viu uma mulher parecer
mais bonita ou assustada. Uma vontade primitiva apertou
seu intestino e o torceu como uma faca. Ele tinha o enorme
desejo de proteger esta mulher. Por quê? Sua cabeça não
cogitou um pensamento assim ... Não desde que pediu
Verônica em casamento. Sim, e olha o que você conseguiu,
amigo – um acordo de divórcio que te custou milhões. Ele
empurrou o pensamento indesejado para longe. Qualquer um
que entra no Submission vem por sua própria vontade. Eles
estavam atrás de excitação sexual, assim como ele estava.
Nada mais importava.

Emma mal conseguia se concentrar quando Jessica


explicou as regras do clube. Sua mente estava ocupada com o
que estava acontecendo no palco giratório. Um casal em seus
vinte tantos ou trinta anos dançavam intimamente juntos,
seus quadris girando e moendo sugestivamente. O homem
tinha uma grande ereção enchendo suas calças e não tinha
vergonha de mostrá-la à multidão reunida. Ele
continuamente pressionava sua óbvia excitação contra a
boceta de sua parceira. Seus gemidos de satisfação sexual
ficaram mais altos, até que ela teve a certeza de que a mulher
estava gozando ali mesmo na frente dela no palco. Emma
sabia que ruborizou profundamente, mas não podia parar de
olhar a cena erótica. Ela não gostava de admitir, até para si
mesma, mas sua boceta estava encharcada. A cabeça da
mulher caiu para trás, e o homem, instintivamente arrebatou
a base de seu pescoço antes de levantar a cabeça e engolir os
sons de êxtase de seus lábios entreabertos. Totalmente
hipnotizada, Emma sentiu tanto nojo quanto excitação por
uma exposição tão pública de promiscuidade sexual. Como
esta mulher devassa podia ter um orgasmo vestida?
Certamente era impossível!
A voz suave de Jessica estourou a bolha.
— Posso ver que você está interessada no que está
acontecendo no palco, querida. Esse é o Mestre Hunter, com
sua última sub. O cara é ex-militar.
Emma estudou o homem alto e corpulento, com
cabelos loiros curtos. Seus braços nus eram fortes e bem
definidos com músculos. Eles ostentavam tatuagens tribais
que iam do seus bíceps até os antebraços. Poderia ele ser o
Orion?
Jessica continuou.
— É cedo ainda, então nem todo mundo está aqui.
Ela apontou outro lado da sala.
— Esses dois caras sentados juntos ali no canto são
Mestre Matthew e Mestre Ethan. Eles são os irmãos Strong.
Eles são donos do clube. O que eles falam acontece.
Se alguém perde a mão, eles lidam com isso. Eles são
caras verdadeiramente fodões. Ninguém se mete com eles.
Emma olhou por toda a sala. Os dois homens
pareciam ter trinta cinco anos. Um usava o cabelo curto e
escuro, seu rosto era robusto, com linhas profundas gravadas
em cada lado da boca. O outro, similar na aparência, tinha
um pouco mais de cabelo que caía sobre a gola de sua camisa
de couro apertada. Eles eram homens grandes e poderosos.
Uma mulher sozinha não teria a menor chance. Seria um
deles ou ambos o misterioso Orion?
Jessica se inclinou e sussurrou em seu ouvido:
— Ouça-me, querida, no final do bar está o Mestre
Zane. O cara é um garanhão real. Ele é sempre muito
procurado, mas também é muito exigente. Ele é um homem
real, um cara que pode forçar seus limites de uma forma que
você nunca imaginou ser possível.
Emma sentiu o coração batendo forte em seu peito
quando olhou para o homem que Jessica estava descrevendo
e suspirando. Naquele exato momento Mestre Zane se virou e
olhou para ela. Seus profundos olhos azuis perfuraram sua
tranquilidade interior. Era como se tivesse arrancado sua
alma. Deus, ele tinha uma beleza áspera que era de tirar o
fôlego. Com cerca de quarenta anos, seu corpo musculoso e
cabelo escuro curto exigiu sua atenção. Mestre Zane usava
uma camisa branca aberta até a cintura. Ela podia ver
claramente seu peito atlético e abdômen, por si mesma.
Poderia ser ele Orion? Se alguém pudesse virar a cabeça de
Chloe, este seria ele.
Mestre Zane balançou a cabeça em sua direção. Um
leve sorriso nos lábios.
— Jessica, você deve me apresentar a sua nova
amiga.
— Esta é Emma, Mestre Zane. É sua primeira vez
aqui.
— Prazer em conhecê-la, Emma. Deixe-me pegar uma
bebida.

Sentindo-se comprometida, Emma nervosamente


respondeu:
— Não, obrigada. Eu, estou perfeitamente bem.
Se ela aceitasse uma bebida, ele podia querer algo em
troca.
— Eu insisto, somos todos amigos aqui. Ele acenou
para o barman.
— Todd, dê a essas senhoras o que elas quiserem e
coloque na minha conta.
— Com certeza, Zane.

Sentindo-se sobrecarregada pela atenção deste belo


homem, Emma finalmente cedeu.
— Só suco de laranja coberto com um pouco de
limonada, obrigada.
Seu corpo inteiro vibrava e ela visivelmente se
contorceu em seu assento. Sentado na outra ponta do bar,
sentiu seus olhos penetrantes intimamente a explorando. Um
rubor de calor subiu dos seus seios, indo pelo pescoço até
chegar a seu rosto. Se o chão se abrisse e a engolisse inteira,
ela ficaria muito grata. Ela lançou-lhe um olhar rápido, para
seu horror, ele ainda estava absorvendo tudo sobre ela,
inclusive seu olhar roubado em sua direção.
Ele começou a rir e caminhou até ela, que se sentia
como uma criança pequena sentada à sua mesa esperando o
professor repreendê-la. Ele se inclinou e sussurrou perto de
seu ouvido:
— Não precisa ter medo.
Ela sentiu sua respiração quente através de sua
pele. — É apenas uma bebida.
Ele ternamente ergueu seu queixo e a virou para
olhar para ele. Seus dedos insinuaram através de sua pele,
enviando calor fundido através de suas veias. Que diabos
havia de errado com ela? Ela era uma advogada qualificada,
por amor de Deus! Ela podia deixar o criminoso mais duro de
joelhos com apenas algumas palavras bem escolhidas.
Quando ela levantou os olhos para ele, ele parecia dominá-la.
— Nós vamos conversar mais tarde, quando estiver
um pouco mais relaxada.
Incapaz de falar, Emma acenou com a cabeça em
silêncio. Ela precisava se recompor, ele era apenas um
homem, nada mais. Como advogada, ela precisava manter a
objetividade em todos os momentos. Era a única maneira de
colher evidências que podiam levá-la a Chloe. Seria tolice
recusar um convite amigável. Além disso, Mestre Zane era o
homem mais bonito que ela já vira.
— Ok, ela finalmente conseguiu deixar escapar.
— Excelente, até lá, vou deixá-la nas mãos capazes
de Jessica. Ele virou e se afastou, indo para a porta que
levava sabia-se lá onde.
Jessica suspirou.
— Oh, ele é tão adorável quando está sendo gentil.
— Como assim?
— Você realmente é uma coisa ingênua, não é,
querida? Ele pode ser extremamente amoroso, mas ele
também pode administrar uma punição corretiva como e
quando necessário.
Embora ela estivesse bem ciente de que o
Submission era um clube de BDSM, ela ainda se sentia um
pouco chocada com os comentários casuais de Jessica.
— E ele puniu você?
— Claro que sim, querida. Todos os Mestres já.
Jessica parecia orgulhosa de si mesma, quando
explicou: — Às vezes eu ajo como uma criança mimada só
para chamar a atenção dos Mestres. Ela colocou os braços
em torno de si mesma.
— Humm, é tão sexy. Não há nada como ter sua
atenção voltada exclusivamente a você, seja para punição ou
elogio. Eu adoro ser flagelada nua por um Dom sexy. É por
isso que venho aqui. E você? Qual é a sua fantasia?
— Fantasia? Emma engoliu em seco. Se ela tivesse
tomado um gole de sua bebida, ela teria engasgado.
— Eu não tenho uma fantasia. Uma amiga minha
recomendou que eu viesse para cá. Ela disse que eu ia gostar.
É isso aí, jogar com calma. Eu sabia que, eventualmente, eu
teria que trazer à tona o assunto da Chloe.
— Qual é o nome de sua amiga? Eu provavelmente
sei se ela é regular aqui.
— Chloe, Chloe Watts.
Jessica franziu a testa e balançou a cabeça.
— Não, sinto muito. Eu não conheço nenhuma
Chloe. Se ela vem aqui, pode usar um nome fictício. Muitas
pessoas fazem isso. Como que ela é? Descreva-a para mim.
Antes de Emma ter a chance de responder, Jessica
acenou com entusiasmo para alguém do outro lado da sala.
Ela apertou sua mão.
— Tenho que ir, querida. Mestre Cole precisa de
mim, ele acabou de chegar e não vai tolerar ser ignorado.
Deixada sozinha, Emma tinha muito mais perguntas
do que respostas. Ela pensou por um momento. Nas
mensagens, Orion se referiu a Chloe pelo nome. Ele tinha o
seu endereço de e-mail. Ela, obviamente, confiava nele.
Totalmente perdida em pensamentos, levou um
tempo para perceber que alguém sentou ao seu lado. Quando
se virou, não era o rosto sorridente de Jessica que viu, mas
um homem que ainda não foi apresentada. Seu queixo tinha
uma sombra de barba por fazer, e sua pele corada a levou a
acreditar que bebeu muito antes dele chegar. Club
Submission só servia álcool em algumas noites, como eventos
especiais e festas particulares, e hoje não era um delas.
Ele casualmente colocou um punhado de amendoins
em sua boca, enquanto olhava fixamente para ela.
— Eu sou Aiden.
Suas maneiras pobres não se mostraram amáveis
para ela.
— Devo ficar impressionada com isso?
— Quer se juntar a mim na Zona Quente?
Emma sacudiu a cabeça. Ela sentiu seu corpo ficar
rígido quando sentiu o cheiro de álcool em seu hálito.
— Estou feliz aqui. Em uma abençoada ignorância.
— Isso não é muito amigável agora, não é? Sua mão
serpenteava em volta do pulso.
— Eu não aceito um não como resposta, senhora.
Você e eu vamos nos conhecer melhor. Não faz diferença para
mim se você gosta ou não de mim. Ele começou a puxá-la de
seu assento.

Os eventos estavam começando a ficar fora de


controle, o pânico começou a se insinuar nos cantos de sua
mente. Poderia este bêbado desagradável realmente ser
Orion? Como diabos ela chegou a esta situação?
Capítulo três

Quando Zane ouviu um grito feminino vindo da área


do bar, ele sabia, sem dúvida, que Emma estava em apuros.
Ele correu até ela. Sem tempo a perder ele prendeu o braço
em volta do pescoço de Aiden. Usando a outra mão, soltou a
mão de Aiden de Emma, torcendo seu braço com força para
trás das costas até que o grandalhão gritou de dor. Ele nunca
realmente gostou de Aiden, sempre pensou que era um
canalha abusivo. O cara simplesmente não tinha
conhecimento das mulheres. Elas se afastavam dele como
podiam.

Aiden gritou quando ele o arrastou para longe de


Emma,
— Você está quebrando a porra do meu braço, Zane.
Sai de cima de mim!
— Sem chance, Aiden. Que merda está acontecendo?
Esse idiota a machucou, Emma? Ele exigiu, quando Matthew
e Ethan se juntaram a eles rapidamente. Emma parecia um
pouco chocada, mas por outro lado bem.
Incapaz de falar, ela apenas balançou a cabeça. Sua
mão acariciou repetidamente sua garganta enquanto lutava
para respirar.
— Não... Eu acho... Estou bem. Ela finalmente
conseguiu dizer com a voz estrangulada.
Ethan falou, com os olhos brilhando com raiva.
— Eu avisei sobre esse tipo de coisa, Aiden. Você está
banido do clube.
Todos sabiam que a esposa de Aiden abandonou ele e
seus dois filhos, por uma Dome feminina. Ele tinha certeza
que estava se sentindo muito machucado e maltratado
emocionalmente, mas não havia desculpa para seu
comportamento. A segurança dos membros do clube era de
suma importância, especialmente novos membros e
submissos. Se não sentissem que estavam em um ambiente
seguro, então não voltariam. Claro, que aquele conhecimento
não ajudou Emma. Ele a viu visivelmente tremendo.
Matthew também tinha obviamente visto a situação,
porque disse:
— Emma, como a mais nova membro do nosso clube,
por favor, aceite nossas desculpas. Isso não é típico no Club
Submission.
— Eu vou ter que aceitar sua palavra por isso.
Respondeu ela sem fôlego.
— Zane, leve Emma para a Zona de Descanso. Ethan
e eu vamos lidar com Aiden. Pegando um braço cada um, o
arrastaram para longe.
— Caras, eu não sou ameaça para ninguém! Aiden
protestou quando os irmãos donos do clube o arrastaram
sem a menor cerimônia para fora. Matthew e Ethan se
tornaram bons amigos de Zane ao longo dos anos, havia um
respeito mútuo entre eles. Tratavam a todos de forma justa,
embora claramente não aceitavam quando os membros do
clube desrespeitavam as regras. Ele sabia que Aiden estava
realmente sendo banido. Bom. Era um triste e patético
imbecil no melhor dos tempos.
Ele ouviu Matthew falar com uma voz forte e com
raiva.
— Aiden, vá se foder e não volte. Você não é mais
bem-vindo aqui.
Zane voltou sua atenção para Emma. Ele percebeu
seu tremor e colocou o braço em torno de seu ombro a
guiando em direção a Zona de Descanso. Era uma área
pequena e fechada de cerca de 100 metros quadrados, o que
proporcionava um ambiente confortável e calmo, com
iluminação intimista. Era o lugar perfeito para começar a
conhecê-la melhor. Depois de alguns passos, ela se enrijeceu
sob as pontas dos dedos.
— Não, espere. Pare! Onde você está me levando?
Não me sinto confortável com isso!
— Está tudo bem, Emma. Vou levá-la para a Zona de
Descanso. Você estará perfeitamente segura comigo. Confie
em mim, eu não vou deixar que nada nem ninguém a
prejudique.
— Eu pensei que era seguro ficar no bar.
Ele detectou uma pitada de sarcasmo e sorriu para
ela. Suas bochechas estavam coradas, e seus lindos lábios
entreabertos. Seu charme inocente o despertou. Ele fez uma
promessa a si mesmo, que iria reivindicar esta bonita e
sensual boca antes da noite terminar.
— A Zona de Descanso é uma área que você pode
relaxar. Ninguém vai incomodá-la lá.
Ele apontou para vários sofás e poltronas
convidativas, em uma área privativa. — Quando você está
sentada aqui, todo mundo sabe que você quer ser deixada
sozinha. Eles vão respeitar os seus desejos. Se não o fizerem,
eles nunca vão ver o interior do clube novamente. Matthew e
Ethan vão garantir isso. Você pode apenas sentar aqui e
observar, até se sentir pronta para voltar à cena.
— Ok, Zane. Vou confiar em você, até que me dê uma
razão para o contrário.
Sua pronuncia perfeita o intrigou. Quando estavam
finalmente sentados juntos em um grande sofá de couro
marrom, ele perguntou
— Este sotaque. Você não é de Boston ou qualquer
outro lugar dos Estados Unidos, é?
Ela sorriu docemente, mostrando os dentes brancos e
perfeitos.
— É tão óbvio? Eu sou da Inglaterra. Eu nasci e
cresci em Oxfordshire. Agora que não o percebia como uma
ameaça, era incrível como estava relaxada. Emma se inclinou
para trás e deixou as mãos descansarem em seu colo. A saia
de couro curta que usava mal cobria as coxas, revelando
muita carne macia e feminina. Carne, que ele queria explorar
lentamente, centímetro por centímetro, com os dedos e
lábios. Ele queria essa mulher. Neste exato momento, ele
queria mais do que qualquer outra coisa no mundo. Ele
desejava passar a língua ao longo de sua fenda feminina e
saborear sua doce boceta molhada.
— Então você é uma inglesa. A ideia o divertia, e
verdade seja dita, o excitava também. Ele não podia parar um
sorriso se formando em seu rosto.
Ela sustentou o olhar.
— E o que exatamente está errado em ser inglesa? —
Ela estava quase o provocando.
Zane levantou as mãos, com a palma para cima para
acalmá-la.
— Acredite em mim, nada. Nada de onde eu estou
sentado. Eu só tenho essa ideia na minha cabeça de que
todas as damas inglesas passam o dia tomando chá com o
vigário local... Ele brincou, sabendo muito bem que não era
verdade. A ideia de ter uma flor, boa oradora e inglesa com
um sotaque cortante como sua sub era um verdadeiro tesão.
Emma sorriu, seus olhos brilhando com diversão.
— Eu acredito que você está assistindo muito Miss
Marple na TV, Zane. Não somos nós que nos sentamos
comendo doces com geleia.
— Não. Acho que não, se você está aqui.
Ela abriu a boca como se fosse falar e depois a
fechou com um suspiro simples.
Ele solicitou.
— Você estava prestes a dizer.
— Nada realmente. Eu estava apenas curiosa. Zane é
o seu nome real? Ou é um nome de cena como alguns sócios
usam?
— Não, Zane é o meu nome real.
Ele não gritava aos quatro ventos que frequentava
um clube de BDSM. Ele tinha um negócio para tocar e
precisava manter sua vida pessoal e privada separadas. Mas
certamente não tinha vergonha de seu envolvimento com o
Club Submission. Longe disso.
— Interessante. Minha amiga Chloe sugeriu que eu
viesse aqui hoje à noite. Ela olhou bem para ele, seus olhos
azuis brilhantes observando cada movimento seu.
— Você deve conhecê-la.
Zane balançou a cabeça.
— O nome não me lembra nada.
— Ela tem cerca de 1,67 cm e pesa cerca de 57 kg.
Ela tem cabelos negros que usa curtos e espetados.
Zane não pôde deixar de rir.
— 57 Kg? Trabalhamos em libras por aqui.
Submission tem mais de cinco centenas de membros no total,
Emma. Um monte de mulheres que vêm aqui poderiam se
encaixar nessa descrição. Poderia ser uma dezena ou mais.
Aponte-a para mim, quando ela chegar.
— Eu vou. Ela olhou por cima do ombro para a porta,
que levava à Zona Quente, e então rapidamente desviou o
olhar. Ele sabia que ela queria saber o que estava do outro
lado. Talvez ele mostrasse a ela quando fosse o momento
certo.
Emma era um enigma. Ela parecia confiante e
vulnerável, também. Ele se perguntou o que ela fazia para
viver. Era incomum para as pessoas divulgarem suas vidas
privadas no clube. Embora se fosse perceptivo, você
certamente poderia pegar algumas pistas. Zane deixou o
olhar deslizar pelo belo corpo de Emma. Sua experiência
mostrou que poderia aprender muito com a linguagem do
corpo de uma mulher.
Sua cabeleira brilhante loira tinha um fluxo de
cachos. Ele imaginou que ela tinha problemas para manter
tudo sob controle. Apenas o pensamento de tecer seus dedos
através deles e inclinar sua cabeça para trás enquanto a
beijava pela primeira vez, endureceu seu pau como uma
barra de aço.
Zane ajustou sua posição no banco para aliviar a dor
em suas calças de couro. Ele já podia dizer que Emma seria
um osso duro de roer. Sim, ela estava em um clube de BDSM,
mas não parecia com pressa para juntar-se a cena. Ele
percebeu, então, que ela poderia até mesmo ir embora esta
noite, tendo satisfeito sua curiosidade.
Pingentes de diamantes com gotas em forma de
coração caras escorriam por suas orelhas primorosamente
em forma. Eles brilhavam cada vez que ela movia a cabeça.
Ele viu diamantes suficientes na sua vida empresarial para
saber que não eram falsos. Se Emma fosse seu nome
verdadeiro, ela gostava de coisas legais e podia comprá-las,
também.
Ele deixou seu olhar rastejar para baixo. Seus seios,
colocados em um sutiã de couro apertado, subiam em um
decote tentador. Eles balançavam sensualmente cada vez que
respirava. Imaginou-se apertando os seios juntos e
avidamente os chupando, antes de aplicar grampos em seus
pequenos tensos mamilos. Seu estômago nu ondulando, e
seus quadris femininos remexendo sedutoramente. Suas
mãos descansavam em cima de sua saia de couro muito
pequena. Não tinha aliança de casamento, embora isso não a
impedisse de ser casada.
Pernas elegantes, longas e lisas davam lugar a
perfeitos pequenos pés. Cada unha perfeitamente cuidada e
pintada com um esmalte vermelho brilhante. As sandálias
douradas que usava tinham tiras de couro delicadas que
circulavam cada tornozelo. Imaginou restrições de couro,
tomando seu lugar quando ele abrisse as pernas dela para
seu próprio prazer.
Zane se recostou na cadeira e sorriu. Ia ser uma
longa noite. Suas observações o levaram a concluir que
Emma, embora uma sub natural, iria lutar contra o seu
controle. Lá fora, no mundo real, ele imaginou que ela era
dona de si mesma. O mais provável é que tivesse um trabalho
próprio e que planejava seu destino. Ela era bem-sucedida
por mérito próprio. Ela não seria amável em ser dominada.
Mesmo se isso fosse o que precisava para conseguir
satisfação sexual plena no quarto.
Ele simplesmente pegou seu olhar roubado por cima
do ombro novamente.
— Você fica olhando para a porta que leva à Zona
Quente. Gostaria de ver o que está do outro lado? Ele
perguntou casualmente.
— Eu não sei, Zane. Isso depende do que está do
outro lado.
Ele sorriu e gentilmente tocou sua mão.
— Toda fantasia sexual que você poderia pensar,
Emma. Suas palavras altamente sugestivas pairaram no ar
elétrico entre eles.
Ela olhou mais uma vez na direção da porta e depois
lambeu os lábios. Emma era claramente uma mulher
inteligente e sofisticada. Perguntou-se se a curiosidade iria
tirar o melhor dela. Ele imaginou que ela queria saber, mas
tinha medo do que poderia encontrar lá. Ele estendeu a mão.
— Emma, me escute. A única palavra que
respeitamos aqui, mais do que qualquer outra, é a palavra
não. Forçar alguém a fazer algo contra sua vontade, é
totalmente inaceitável, e, certamente, um grande desvio.
Então eu pergunto novamente, Emma. Gostaria de ver o que
está do outro lado da porta?
Ela respirou fundo antes de responder.
— Como uma observadora, sim. Mas, como uma
participante, não. Ela sorriu.
— Estou muito nervosa.
— Então deixe-me ser seu guia. Você estará bastante
segura comigo. Eu prometo. Ele quis dizer o que disse,
também. Ele notou que ela estava apreensiva. Era parte de
seu dever como um Dom orientar o desenvolvimento de uma
nova sub.
Ele sentiu imensa satisfação quando ela colocou a
pequena mão trêmula na sua.
— Então eu agradeço a sua proteção, Mestre Zane.
Capítulo quatro

Emma se sentiu intoxicada com as imagens e sons


que rolavam ao redor. O ambiente sedutor simplesmente a
inundou. Como uma isca, o estilo de vida hedonista a atraiu.
Agora havia ainda mais casais vestidos escassamente,
dançando provocativamente no palco giratório. Ela teve que
fazer um esforço grande para não olhar fixamente para eles.
Sua frequência cardíaca aumentou, fazendo com que
sua respiração ficasse ainda mais perceptível. Ela se
perguntou se Zane podia sentir que estava excitada.
Imediatamente empurrou os pensamentos para longe. O que
isso importava? Estava apenas curiosa para saber o que
tinha do outro lado da porta secreta. Exatamente no que sua
amiga Chloe se meteu?
Com sua mão segura confortavelmente no aperto
grande e forte de Zane, ela não se sentiu tão nervosa.
Enquanto caminhava ao lado dele, percebeu que ele
devia ter em torno de 1,90 de altura. Era tão alto e
lindamente tonificado. Seu olhar continuou alternando entre
seus bíceps e seus músculos do peito. Ela sabia que ele
malhava para ter abdominais tão bem definidos. Quando ele
finalmente abriu a porta, acenou para ela que, timidamente,
o seguiu.
Demorou alguns segundos para os olhos se
ajustarem à iluminação suave. Quando tudo entrou em foco,
logo ficou claro que eles estavam em uma sala muito maior.
No centro havia uma ilha que era dividida em várias áreas
menores. Parecia um pouco como um palco de um filme de
Hollywood, com cenas diferentes sendo rodadas em cada
estação.
Ainda segurando a mão dela e, ocasionalmente,
apertando para confortá-la, Zane a guiou pelo lugar. Muitas
pessoas em vários estágios de nudez,
algumas completamente nuas, estavam na frente de cada
estação. Mesmo esticando o pescoço, era incapaz de ver o que
estava acontecendo. Com uma palavra de Zane, o público se
separou e ela se moveu para a frente, para ver melhor. A
área no meio era constituída como uma masmorra. Um
homem estava amarrando uma mulher nua com cordas.
Sentindo-se como uma voyeur, a primeira reação de Emma
foi sair dali. Recuando, ela imediatamente apoiou no corpo
duro de Zane que estava em pé logo atrás dela. A pele dele
estava quente em suas costas fazendo com que a respiração
dela saísse de forma curta e afiada. Com suas mãos apoiadas
nos ombros, ele se inclinou e sussurrou:
— Calma, calma. Eu estou bem aqui. Você está
perfeitamente segura. Mestre Cole e Jessica estão
demonstrando a arte do shibari. É uma forma muito erótica
de bondage.
Foi só quando ele mencionou o nome da mulher nua,
que Emma a reconheceu. A bela morena, que mostrou as
dependências do clube, parecia estar gostando da
experiência.
Mestre Cole falou.
— Quando você tiver verificado que as cordas não
estão muito apertadas, pode anexar a talha1. Ele
prendeu vários ganchos às cordas ligadas à Jessica e usando
um conjunto de roldanas, ergueu seu corpo nu do chão. As
cordas cruzavam seu corpo, dividindo seus seios e deixando
as pernas afastadas. Mestre Cole envolveu o público
novamente.
— Agora, você tem a sua sub exatamente onde a
quer. Pode administrar um pouco de castigo ou prazer,
conforme necessário. Se sua sub é desrespeitosa, uma surra
pode ser considerada. Por outro lado, se sua sub tem
agradado seu Mestre, ele pode sentir-se benevolente. Ele
gentilmente beijou a testa de Jessica enquanto a balançava
impotente, a 1,5 m do chão.
— O que será escrava? Você merece o desagrado de
seu mestre ou sua aprovação?
— Você decide, Mestre.

Emma não podia deixar de olhar quando Mestre Cole


massageou todo o corpo de Jessica com as mãos. No
momento em que ele terminou, Jessica estava ofegante e
suplicando com frustração sexual.
Emma sentiu sua calcinha molhada. Ficou chocada e
enojada, mas não conseguia parar de olhar enquanto Mestre
Cole se movia entre as pernas amplamente separadas de
Jessica e lambia toda a extensão da sua fenda raspada.

1
Quando sua língua entrou em contato com o clitóris dela,
gemidos sexuais saíram dos lábios de Jessica.
— Por favor, Mestre Cole. Por favor.
O corpo de Jessica arqueou e torceu repetidamente
contra suas amarrações, arrancando primeiro um murmúrio
e, em seguida, aplausos da plateia. A boca de Emma se abriu
de espanto. Certamente uma mulher precisava de mais
tempo para atingir o clímax? Talvez tudo isso tivesse sido
uma encenação. Mesmo assim, toda a cena foi intensamente
excitante. Tanto, que seu corpo tremia pela adrenalina. Com
as mãos dele ainda descansando em seus ombros, ela tinha
certeza que Zane sentiu o seu tremor.
— Como se sente? — Ele perguntou quando a guiou
para o próximo quarto.
— Chocada.
— Isso é tudo?
— Sim. Ela não iria dizer a um completo estranho
que estava excitada.
Zane riu, mas não discutiu. A próxima cena, tinha
uma Domme usando saltos altos como arranha-céus. Chicote
na mão, ela caminhava lenta e autoritariamente sobre as
costas e bunda de um homem nu. Apesar dos gemidos do
submisso, ele estava claramente se divertindo. No entanto,
observar o ritual de humilhação não lhe causou nada, ao
contrário da cena anterior.
— Não é para o seu gosto?
Emma perguntou a Zane quando ele a guiou para
longe.
Ele sorriu. — Absolutamente não. Preciso estar no
controle para me divertir. Mas se você quiser...
— Oh, não. Estou bem feliz em continuar. Vou ver
um pouco mais do que o Submission tem para oferecer e,
então, não vou tomar mais seu precioso tempo.
Zane assentiu com a cabeça enquanto olhava para
ela. Seus olhos percorreram seu rosto e um leve sorriso saiu
de seus lábios.
— Por que você está aqui Emma? Ele perguntou
baixinho.
— Curiosidade, nada mais. Como disse
anteriormente, minha amiga Chloe sugeriu que eu fizesse
uma visita. Ela não ia dizer que estava procurando por
pistas do desaparecimento de sua amiga. Mesmo que isso
estivesse se mostrando mais difícil do que previu.
— Hmm, e quais são as suas primeiras impressões?
— Não tenho certeza ainda. Preciso de mais tempo
para ter uma opinião formada. Ele claramente queria saber
como ela se sentia sobre as cenas eróticas que acabara de
testemunhar. Mas ela não ia admitir para si mesma e muito
menos para um estranho. Tudo a tomou completamente de
surpresa.
Mudando de assunto, apontou para a próxima cena.
— Com certeza, isso é perigoso.
Uma mulher nua estava algemada a uma cama, com
um homem pingando cera quente entre seus seios. A mulher
se contorceu com a intensidade, mas não gritou. Estava
claramente excitada e Emma não duvidava de que participava
voluntariamente.
Eles pararam e observaram por um tempo. Ela estava
ciente da presença de Zane. Suas grandes mãos ainda
repousavam suavemente sobre seus ombros. O cara da
demonstração, virou-se para o público antes de descrever
com riqueza de detalhes o tipo de cera que devia ser usada.
Ela nunca imaginou que havia tantos tipos diferentes.
Aprendeu que nem todas derretem à mesma temperatura.
Aparentemente, algumas ceras eram seguras, enquanto
outras não. Emma ficou bem surpresa sobre como eles se
preocupavam com a segurança no Submission.
Depois de um tempo, caminharam passando por um
casal que se preparava para uma cena de professor-aluno.
Em um quadro negro estavam as palavras ―deve fazer
melhor‖ escritas com giz e uma única vara colocada sobre a
mesa.
— Não é preciso ser um gênio para adivinhar o que
acontecerá a seguir Emma comentou enquanto passavam.
Zane pegou a mão dela e a levou para o lado, bem
longe dos outros membros do clube. Acariciou o rosto dela
com o mais leve toque de seus dedos.
— Então, o que acontecerá a seguir Emma? Você
quer brincar?
— Eu… eu não sei o que você quer dizer.
Ele sorriu e olhou com ternura para ela.
— Você é um enigma. Não consigo entendê-la, está
vestida corretamente para a cena, mas tenho a sensação de
que é apenas uma inocente. Um simples bebê quando se
trata de saber exatamente o que acontece aqui.
— O que você quer dizer?
— Eu sei que estava excitada assistindo ao
show de Jessica e Cole.
Emma não estava disposta a admitir qualquer coisa
do tipo. Não foi educada dessa maneira.
— Eu não estava. Eu...
— Você não precisa ter medo de seus próprios
sentimentos. Basta ser fiel a si mesma.
Ela mentiu novamente.
— Eu sou. Sentindo-se um pouco irritada com suas
observações perspicazes, acrescentou de forma cortante: —
Você não sabe nada de mim. Nós acabamos de nos
conhecer...
Naquele momento, ele enfiou os dedos em seus
cabelos. Para um homem tão poderoso, seu toque
surpreendentemente suave a pegou desprevenida e ela
permitiu inclinar o rosto para ele. Ele se inclinou e
pressionou seus lábios nos dela. Seu beijo parecia tão gentil.
Ela fechou os olhos e suspirou de contentamento absoluto.
Nenhum homem jamais a beijou tão sensualmente antes.
Quando seus lábios se separaram, ele aprofundou o beijo,
deslizando sua língua dentro de sua boca.
Fazia muito tempo desde que foi beijada muito
tempo. Ela correspondeu, colocando os braços ao redor do
pescoço e o beijando de volta. Sua pele, onde ele a tocou,
estava eletrificada. Pontinhos minúsculos ondulando e
pulsando enquanto ela tentava se aproximar ainda mais.
Zane pressionou suas costas contra a parede. Uma
prateleira na altura da cintura seguia ao redor da sala. Ele
colocou as mãos em sua bunda e, sem esforço, a sentou nela.
Suas pernas se abriram automaticamente e ele se
moveu entre elas. Através de suas calças de couro, ela sentiu
sua ereção dura a prendendo no lugar. Empurrando e se
contorcendo contra sua calcinha úmida. Meu Deus, isso é
bom. Muito bom. Enquanto ele continuava o beijo, ela se
sentia completamente possuída por ele e gemia contra sua
boca com puro prazer. Cada vez que ela se contorcia com o
prazer, afundava sua boceta contra seu pau duro.
Com um estalo, Emma, de repente, percebeu onde
estava e o que estava fazendo.
— Zane, não tenho certeza. Eu...
Quando ele se afastou, calor derretido brilhava em
seu olhar.
— Não lute contra seus sentimentos, baby. Deixe eles
te guiarem. Ele tirou as mãos dela de seu pescoço e as
manteve ao lado.
— Shhh, está tudo ok. Tudo está bem.
Suas palavras de conforto, a fizeram friccionar sua
boceta contra seu pau mais uma vez. Sua saia estava no alto
de suas coxas e ela viu a calcinha apertada contra o cume de
sua ereção. Mesmo através de sua calça de couro preta, o
pau dele parecia enorme. Relutante, tirou seu olhar do
volume impressionante e olhou diretamente para ele.
Ele sussurrou em seu ouvido:
— Você gosta da sensação do meu pau duro contra
sua vagina. Não há motivo para negar. Diga-me a verdade.
Saberei se estiver mentindo.
Emma desejava dizer que sim, porque ele falou a
verdade, mas o que estava fazendo era completamente fora do
seu feitio. A raiva subiu em suas veias e fechou a boca. Ela
não era assim. Sempre esteve no controle. Ela não
tinha ideia de que se sentir desamparada e vulnerável podia
excitá-la, especialmente com um homem como Zane. Seus
olhos azuis procuraram seu rosto enquanto esperava sua
resposta. Ela finalmente cedeu.
— Você sabe que estou excitada. Então por que
pergunta?
— Porque quero ouvir de seus próprios lábios,
naquele lindo sotaque inglês que você tem.
— Ok, estou excitada.
— Acho que você quis dizer, 'Sim, estou excitada.
Obrigada, Mestre Zane'.
Ela estava plenamente consciente de que ele estava
tentando dominá-la com a sua personalidade e presença. Ela
deveria se defender? Será que ela queria? As palavras
recatadamente escorregaram dos seus lábios sem nenhum
esforço. — Você me excita. Obrigada, Mestre Zane.
— Então, quando foi a última vez que teve um
orgasmo, se é que já teve?

Calor subiu em suas bochechas. Ela não esperava


que ele perguntasse isso.
— Isso não é da sua con...

— Baby, a única coisa entre meu pau e sua boceta, é


um pedaço de renda e meu zíper. Estou tornando isso da
minha conta.
— Não me lembro, murmurou tristemente. Era
constrangedor só de pensar. Ela devia ser inútil na cama. Era
uma das razões pelas quais raramente tinha encontros.
Emma mordeu o lábio inferior.
— Namorei um homem no último Natal. Estivemos
juntos por cerca de três meses. Ele tentou tudo o que sabia
para me dar um orgasmo, mas não conseguiu. Desistiu
no final. Ela levantou os olhos para ele. A respiração ficou
presa na garganta pela forma como ele a olhou. Ele era tão
primitivo e masculino.
Zane a beijou de leve na boca. — Veja, confiar em
mim não doeu, não é?

Emma estava ciente que corou.

— Não, mas é embaraçoso.

— Você confia em mim, Emma?


Capítulo cinco

— O que você quer de mim? — Ela perguntou


nervosamente. Seu pênis, ainda envolto em suas calças de
couro apertadas, pressionado eroticamente contra a frente de
sua calcinha.
— Quero te beijar.
A sensação de alívio a inundou. Por um breve
momento, o visualizou arrastando-a para alguma sala
decadente nos fundos, onde a forçava ter sexo estranho e
bizarro contra sua vontade. Começando a sentir-se um pouco
mais confiante agora, ela ergueu o queixo, sem medo de
segurar seu olhar.
— Nós já nos beijamos.
— Eu quero mais.
Uma espiral nervosa torcia em seu estômago. Zane
estava tão dolorosamente perto dela, seu maravilhoso
perfume masculino chegando em suas narinas. Ela observou,
seus longos cílios escuros enrolando em torno de seus
incríveis e impressionantes olhos azuis. Seu cabelo castanho
curto, caía sobre sua testa e foi cortado cuidadosamente em
torno de seu rosto bonito. Traços de barba fina apareciam em
sua mandíbula masculina. Seu olhar se desviou para a boca
cheia. Seus lábios estavam macios e entreabertos.
— Ok, Mestre Zane— sussurrou de forma submissa,
sabendo muito bem que estava alimentando seu ego. Incapaz
e não querendo perder o contato visual, assistiu hipnotizada
quando lentamente ele abaixou a cabeça em direção a ela.
Ele ainda segurava suas mãos. Ela gostou quando ele
entrelaçou os dedos com os dela, arrastando seus polegares
sobre as palmas das mãos. Só o simples contato
fez sua respiração falhar. Ela abriu os lábios. Esperando por
ele.
Manteve-se a meros milímetros de distância. Seus
lábios agora estavam diretamente sobre os dela, enquanto
observava cada movimento seu.
— Você é uma gracinha, ele sussurrou baixinho.
Ele ergueu os braços dela sobre sua cabeça e os
prendeu contra a parede. Essa ação autoritária fez sua
coluna arquear e seu clitóris, finalmente, entrou em contato
com o pênis ereto. Mesmo através de suas roupas, parecia
altamente sexual e erótico. Ela gemia baixinho apreciando.
— Shhh, querida, você está perfeitamente segura.
Pelos próximos cinco minutos você pertence a mim. Mente,
corpo e alma.
Em vez de estar assustada com suas palavras, ela
estava excitada. Era um afrodisíaco inebriante, ser
totalmente controlada por um homem como Zane. Quando
sua boca, finalmente cobriu a dela, sentiu-se completamente
possuída por ele.
Sua língua deslizou profundamente dentro de sua
boca e se enroscou com a dela. Seu amplo peito masculino
pressionando seus seios. Ela sentiu os mamilos se
friccionarem dentro do sutiã de couro e soube que eles se
transformaram em duras e apertadas protuberâncias.
A sensação de seu eixo rígido pressionando entre
suas pernas e o conhecimento de que seu clitóris era
constantemente estimulado, a fez gemer profunda e
inebriantemente, reverberando o gemido que surgiu na parte
de trás de sua garganta. As vibrações se espalharam ao longo
de sua língua quando Zane a chupou fortemente, provocando
lentamente sua boca.
Ele a controlava. Naquele momento exato ela era uma
propriedade de Zane. Nunca antes se sentiu tão vulnerável e
nem tão excitada. Todo o seu corpo arqueado, tornando-a
ainda mais consciente de suas mãos erguidas acima de sua
cabeça. Todo o comprimento de seu pênis pressionando
maravilhosamente entre suas pernas. Com
sua protuberância em sobrecarga sensorial, seu ventre doía
por ele. Essa dor profunda e maravilhosa, que enviou uma
espiral apertada de prazer para sua boceta. Ela sentiu sua
vagina contrair e pulsar em resposta.
Sua mente ficou dormente. Tudo o que importava era
o aqui e agora. O inegável prazer que sentia sendo contida e
sexualmente estimulada fazia seu clitóris pulsar.
Parecia super inchado, como se estivesse em chamas.
Gemidos de prazer começaram a sair dela,
enquanto entregava toda vontade e luta para este lindo e sexy
homem. A sala em que estavam e o som que ouviam,
sumiram. Era apenas Zane, lindo Zane, abrindo devagar a
porta fechada de sua mente.
Cada zona tocada em seu corpo queimava com prazer
sensual. Sua boca, suas mãos, seus mamilos, suas
coxas, sua boceta. Oh Deus, especialmente sua boceta. Ela
pulsava tanto, até que se sentiu pronta para explodir. A porta
fechada em sua mente finalmente ficou completamente
aberta.
Ela só precisava de um pouco mais... de pressão.
Emma arqueou para trás, moendo seu clitóris contra
o pau dele e mundo todo explodiu ao seu redor. Um milhão
de terminações nervosas batendo e tinindo, enviando
endorfinas poderosas para inundar seu cérebro. Incapaz de
se mover, seu corpo balançava violentamente contra o dele,
quando o orgasmo finalmente se apoderou. Zane apertou
suas mãos com mais força, enquanto engolia seus intensos
gemidos de êxtase.

Ainda segurando Emma firmemente no lugar, Zane


retardou o movimento de seus lábios até que finalmente
desencostou dela. Ele sussurrou sedutoramente em seu
ouvido, — Baby, eu te prometo isso. Vai se sentir melhor
ainda quando estiver deitada debaixo de mim e meu pênis
estiver empalado no fundo da sua boceta bonita. — Ele sentiu
uma imensa satisfação quando suas palavras a fizeram se
contorcer contra ele. Isso era o que mais o agradava,
controlar uma mulher. Especialmente uma que era nova para
a cena BDSM.
Incapaz de falar, Emma descansou a cabeça contra a
parede, enquanto lutava para manter a compostura. Parecia
assustada com o que aconteceu e preocupada olhando ao
redor da sala. Pelo olhar em seu rosto, ele poderia dizer que
balançou tudo o que ela sempre acreditou. Se foi para
sempre, a noção de que ela precisava de palavras e ações
ternas para atingir a satisfação sexual. Agora ela sabia que
era diferente. Dominando-a, ele abriu sua mente para as
possibilidades de um novo tipo de relacionamento sexual.
Como um Dom, era seu dever ajudar Emma a explorar seu
lado submisso.
Olhando um pouco tonta e confusa, ela murmurou:
— Eu não sei o que aconteceu. Eu não sei o que diabos estou
fazendo aqui. Começou a entrar em pânico, tentando se
afastar.
Zane queria mantê-la prisioneira por mais um
tempo, então resistiu à vontade de deixá-la ir.
— Shhh, está tudo bem baby. Sei que está um pouco
desorientada agora, mas posso ensiná-la a aceitar esses
novos sentimentos. Você apenas tem que confiar.
— Isso não foi o que... Ela balançou a cabeça.
— Isso... Eu nunca planejei isso. Ela fechou os
olhos. — Oh Deus, o que eu fiz? As pessoas estão olhando
para nós, olhando para mim. Não sou uma exibicionista para
pervertidos olharem. Ele podia sentir a raiva em sua voz.
— Emma, Emma, me escute. Shhh.
Ele percebeu que ela estava quase histérica.
— Ninguém aqui dá a mínima para nós. No
momento em que eles voltarem para casa, vão ter esquecido
tudo o que aconteceu aqui. Membros do Submission só estão
interessados em sua própria satisfação sexual.
— Mas você não entende a verdadeira razão pela qual
eu vim aqui... Sua boca se fechou e seus olhos escureceram.
— Zane, me deixe ir.
— Baby, se eu deixar você ir, tenho a sensação de
que nunca vou vê-la novamente.
— Zane, me deixe ir, disse a ele com mais força.
— Eu sei que o que aconteceu a chocou. Só quero
ajudá-la a se adaptar, isso é tudo.
— Não. Sua voz era dura e intransigente.
— Você me disse que a única palavra que
respeitavam aqui, mais do que qualquer outra, é a palavra
não. Você mudou de ideia? Você estava mentindo para mim?
Zane deu um passo para trás e a deixou ir. Seu olhar
gelado quando esfregou os ombros doloridos lhe contou a
história inteira. Emma estava assustada com seus próprios
sentimentos. Ao ligá-los, estava construindo um grande muro
entre eles.
Era irônico. Está linda e sexy inglesa tinha o
temperamento perfeito para uma sub, mas simplesmente não
queria reconhecer isto. Ele sabia que ela era alguém que
floresceria neste estilo de vida. Embora, só a tivesse
conhecido por algumas horas, esperava que pudesse
compartilhar sua jornada para o seu descobrimento sexual.
Ele tentou novamente.
— Emma, nós precisamos conversar sobre isso.
— Zane, você é um homem muito atraente. Não
tenho nenhuma dúvida de que tem uma fonte interminável de
mulheres caindo aos seus pés.
Emma deslizou da prateleira e começou a ajustar
suas roupas. Ele poderia dizer que ela estava irritada com os
dois. Quando estava satisfeita com sua aparência, olhou para
ele, sem medo de segurar seu olhar.
— Desta vez, seu ego vai ter uma queda. Que não
haja mal-entendidos. Isso nunca pode acontecer novamente.
Estou indo embora, ela ergueu o queixo desafiadoramente,
— Agora!
Zane afastou-se e abriu os braços, dando-lhe espaço
para se movimentar livremente. Se ela fosse sua sub, ele a
teria colocado em seu joelho e lhe dado uma surra na bunda
nua, por falar com seu mestre de uma forma tão
desrespeitosa. Mas, infelizmente, ela não era a sua sub, por
mais que ele quisesse. Ele só podia assistir, com pesar,
quando ela começou a ir em direção à porta. Uma nuvem de
cabelo loiro perfumado balançava e saltava pela
sua postura reta, enquanto ela corria para a saída. Suas
longas pernas pareciam não terminar. Caramba, esse belo
corpo teria sido uma alegria explorar. Emma teria certamente
provado ser uma maravilhosa sub. Ele quase podia visualizar
as horas intermináveis de prazer enquanto a treinasse para
seus padrões exigentes. Que pena que ela estava com muito
medo de tentar de verdade. Ele descobriu que ela estava
apenas curiosa. O mais provável, é que era uma inglesa
frígida, ansiando um pouco de excitação sexual. Bem, ela
certamente descobriu isso aqui no Submission, mas não
conseguiu lidar.
Sentindo-se profundamente irritado, Zane
massageou a parte de trás do seu pescoço quando ela
finalmente atravessou a porta e desapareceu de sua vida para
sempre. Quando olhou em torno do clube, teve a súbita
vontade de sair também. Submission simplesmente não tinha
o mesmo encanto agora que sua bela rosa inglesa o deixou.
Pela primeira vez desde que chegou ao clube há seis
anos, Zane decidiu sair mais cedo.
Capítulo seis

Emma rapidamente recolheu o casaco na recepção e


imediatamente correu do prédio. Seu desejo de sair era tão
grande, que ela quase caiu no pequeno lance de escadas na
sua fuga. Lá fora, a garoa leve resfriou seu corpo
superaquecido enquanto corria pelo estacionamento.
Desesperada, ela nem sequer se preocupou em colocar seu
casaco.
Ainda assim, pelo menos ela teve a perspicácia de
estacionar seu carro alugado perto. Ela arrebatou o controle e
abriu as portas do Chrysler. Quando ela entrou, fez questão
de travá-las.
Suas mãos tremiam enquanto ela se sentava ao
volante. Que merda ela acabou de fazer? Ela deveria estar
procurando por sua melhor amiga, Chloe. Em vez disso, ela
tinha de bom grado se entregado a um decadente encontro
sexual com um homem que mal conhecia. Lágrimas
escorriam pelo seu rosto, e com a frustração, ela bateu várias
vezes com os punhos contra o volante, soluçando com nojo de
si mesma.
Ela balançou a cabeça. Ela gostou, também. O que
havia de errado com ela? Ela nunca agiu assim antes em sua
vida. Ela nunca teve esse desejo. Zane a simplesmente
sobrecarregou. Ele a dominou com seu magnetismo sexual.
Mesmo assim, como ela podia ter tido um orgasmo na frente
de um grupo de estranhos? Cristo, o que diabos você fez
mulher? Zane a conteve e suas ações dominantes a deixaram
seriamente excitada. Isso fazia dela uma espécie de
pervertida?
Ela riu histericamente. Todas as vezes,
extremamente embaraçosas, que seus namorados
simplesmente desistiram porque suas mãos, pulsos e paus
estavam cansados demais para continuar a estimulando.
Zane fez parecer que chegar ao clímax era tão simples.
Ela murmurou sarcasticamente para si mesma. — Se
eu soubesse que poderia ser curada por um conjunto de
restrições. Eu poderia ter me poupado anos de humilhação
sem orgasmo. Em vez disso, eu acabei me envergonhado com
um cara que mal conheço. Ele deve achar que eu sou uma
triste e patética mulher, que não consegue controlar seus
impulsos animais.
A chuva começou a cair pesadamente, batendo no
para-brisa e fluindo como uma torrente. Uma fresta de luz
chamou sua atenção quando a porta do Submission abriu, e
uma figura alta, bem construída desceu os degraus.
Um homem vestido com um terno, segurou um
casaco por cima da cabeça enquanto corria para o carro. Ele
se virou em direção a ela quando abriu a porta e deslizou
para dentro, fora da chuva. A sua respiração prendeu na
garganta. Era Zane. Ela tinha certeza. Foram-se as calças de
couro preta e, em seu lugar, estava um terno conservador,
com colarinho e gravata. Ele parecia um empresário cheio de
dinheiro. Talvez fosse um cara que trabalhava na cidade.
Zane poderia ser Orion? Será que ele sabia onde sua
melhor amiga estava? Se ela o seguisse, ele iria levá-la a
Chloe? Pelo menos ela saberia com certeza se estava
envolvido com o desaparecimento dela.
Ela ainda não podia acreditar em sua loucura e
comportamento sexual desinibido. Ela era uma advogada
formada, pelo amor de Deus. De agora em diante, ela
prometeu permanecer de forma estritamente profissional.
Os faróis poderosos da Mercedes iluminaram o
estacionamento, quase a cegando. Preocupada que ele
pudesse vê-la, Emma deslizou no banco quando ele passou
dirigindo.
— Merda.
Ela praguejou quando colocou o carro na estrada e
seguiu a uma distância discreta. Ela nunca se acostumaria a
dirigir um carro automático. Não era natural dirigir um carro
onde as marchas mudavam sozinhas. Vivendo na Inglaterra,
ela sempre preferiu um manual. Ela sempre gostou de estar
no controle. Ou assim pensava.
Sentindo-se irritada consigo mesma, Emma sacudiu
a cabeça enquanto se concentrava no trânsito. — Pena que
não permaneci no controle esta noite, em vez de me submeter
à vontade de um completo estranho. — Deus, ele era tão
atraente. Sua voz profunda e sexy e a forma que ele agiu, a
hipnotizou. Zane simplesmente a enfeitiçou.
Com medo que pudesse perdê-lo no trânsito, agarrou
o volante com mais força e chegou o carro mais perto dele. De
jeito nenhum o deixaria fugir. Quando eles atravessaram os
subúrbios, logo ficou claro que Zane morava fora da cidade.
Quando um semáforo a parou, ela viu seu carro
desaparecendo a distância. Se ele saísse da rodovia principal,
sabia que o perderia completamente.
— Vamos lá, vamos lá, ela resmungou impaciente,
com os dentes cerrados, quando as luzes permaneceram
teimosamente no vermelho.
— Eu não posso perdê-lo. Agora não.
Quando a luz finalmente ficou verde, Emma deu um
suspiro de alívio.
— Já era tempo. Ela pisou fundo no acelerador e
correu atrás dele mais uma vez. Inicialmente, ela pensou que
o perdeu, mas depois de alguns minutos, ela viu o Mercedes
prata cruzar alguns metros à frente dela.
— Você não vai fugir de mim neste momento, senhor.
Por mais de vinte minutos ela o seguiu a uma
distância discreta, até que finalmente, ele deu seta e virou
numa estrada sem identificação. Ela olhou em volta
procurando paisagens familiares. Nada. Eles pareciam estar
dirigindo no meio do nada. Grandes espaços abertos
encheram a escuridão. Depois de mais dez minutos, ele virou
para um caminho impressionante. Ele andou por quase dois
quilômetros através de árvores maduras, jardins imaculados
e arbustos. À distância, ela podia distinguir uma propriedade
colonial impressionante iluminada como um farol.
— Uau.
Então Zane tinha dinheiro. Um pensamento
indesejado passou por sua mente. Ele provavelmente tinha
uma esposa e filhos, também.
— Bastardo.
O mais provável, era que usasse o Club Submission
para conseguir prazer e depois retornava para uma vida
chata e normal, como se nada tivesse acontecido.
Não querendo ser vista, Emma escondeu o carro
debaixo de uma grande árvore de carvalho. Agarrando o
casaco, ela saiu para o frio e chuva que caia fortemente na
noite de novembro.
Usando as árvores para se esconder, ela podia
apenas ver a sua Mercedes estacionada na frente de um
pórtico impressionante. Duas imponentes colunas de
mármore guardavam a entrada, enquanto quatro grandes
janelas, enfeitavam o piso inferior da fachada de tijolos. A luz
difusa do interior derramando suavemente sobre a rodovia
pavimentada, dando um brilho especial.
Se ela fosse calma e cuidadosa, teria uma visão
melhor e, em seguida, sairia. Afinal, ela não sabia ao certo se
esta casa opulenta lhe pertencia. Ele poderia ter facilmente
ido visitar amigos, ou alguém, na verdade. Ela tropeçou na
escuridão, torcendo o tornozelo. Dor como ela nunca sentiu
antes, passou por ela, quando seu salto quebrou. Emma
fechou bem os olhos. Fazendo uma careta, colocando a mão
sobre sua boca. Ela não se atreveria a gritar na escuridão,
com medo de ser descoberta.
A dor em seu tornozelo se intensificou quando
mancou impotente com o sapato em ruínas. Espiando por
cima do arbusto, ela esticou o pescoço para ter uma visão
melhor através das enormes janelas do piso térreo. Eu vou
descobrir quem esse cara realmente é, mesmo que isso me
mate.
Sem aviso, uma mão forte cobriu sua boca e nariz.
Por trás, o braço estava torcido dolorosamente nas suas
costas. Um medo que nunca sentiu antes, a rasgou, quando
alguém grande e poderoso a arrastou sem cerimônia para um
lugar aberto. Era assim que sua vida iria acabar, em alguma
noite fria e úmida, no meio do nada?
Capítulo sete

— O que diabos você está fazendo aqui? Eu tenho um


bom motivo para chamar a polícia. Zane segurou Emma
firmemente em suas mãos. Ele a sentiu tremer, mas não
havia jeito dele deixá-la ir desta vez.
Ele percebeu que ela o seguiu. Ele não pôde deixar de
sorrir quando ele a viu se abaixar como um pato no assento
do carro, tentando evitá-lo. Se ela fosse uma jornalista, como
ele suspeitava, ela não era muito boa em seu trabalho,
porque era muito raro ter um carro o seguindo na única
trilha que levava apenas à sua casa. Quando ela saiu para a
estrada, ele saltou de seu carro e deu a volta por ela.
Ainda segurando, ele a puxou para o brilho
penetrante dos holofotes de segurança. Emma lutou e tentou
puxar a mão de sua boca. Mesmo com raiva, ele devia deixá-
la falar.
Ele tirou a mão de sua boca e ela imediatamente
começou a gritar. Ele cobriu os lábios novamente e sussurrou
em seu ouvido.
— Shhh, diga-me por que você está aqui e vou deixar
você ir. Não há motivo para gritar, Emma, porque além de
nós, não há mais ninguém perto de 10 quilômetros daqui.
Prometa-me que não vai fazer barulho.
Emma assentiu com a cabeça freneticamente e ele
lentamente tirou a mão da boca. Todo o seu corpo tremia.
— Você vai me matar? É isso o que você fez com a
Chloe? Sua respiração era pesada. Ela estava tremendo
incontrolavelmente e mal conseguia pronunciar as palavras.
— A polícia sabe que estou aqui. Liguei para eles do meu
celular quando eu estacionei. Você não vai conseguir acabar
com isso.
Essa não era a resposta que estava esperando.
— Chloe? O que diabos eu tenho a ver com essa
Chloe, quem é ela? Lembrou-se que ela falou sobre Chloe no
clube. Eu estava esperando que você explicasse por que você
está invadindo a minha propriedade.
— O quê?
— Não se faça de inocente comigo, senhora. Eu sei
que você é uma espécie de repórter.
Ele apontou um dedo para ela.
— Você armou para mim. Você está atrás de outra
história decadente para preencher as páginas de qualquer
porcaria que escreve. Você pode dizer ao seu chefe para ir se
foder.
— Eu não sou uma repórter. Você tem que acreditar
em mim. Chuva escorria pelo seu rosto antes de cair no seu
queixo.
— O que te deu essa ideia?
Zane riu com desdém.
— Você está brincando comigo, senhora? O próprio
fato de que está bisbilhotando minha casa sem ser
convidada, me dá uma pista. É justamente o tipo de coisa
que os parasitas que gostam de se chamar de jornalistas
fazem. — Ele apontou para ela novamente. — E não é a
primeira vez também.
As palavras — não, não, não, você não entende—
derramadas de seus lábios, o tornou ainda mais exasperado.
— Vou te perguntar apenas mais uma vez antes que
eu chame a polícia. O que diabos você está fazendo aqui?
Com a respiração ainda pesada e assustada, ela
finalmente conseguiu dizer:
— Eu já disse a você. Estou procurando a minha
melhor amiga, Chloe.
Zane sentiu suas sobrancelhas juntarem. Ele não
entendia. Começando a recuperar a compostura, ele disse: —
Olha, vamos entrar e discutir isso. Nós dois estamos ficando
encharcados de pé aqui fora.
As mãos dela em seu rosto. — Oh Deus, ninguém
está me levando a sério. Eu sei que algo aconteceu com ela.
Zane colocou o braço ao redor dela e tentou guiá-la
em direção à sua casa, mas era óbvio que ela machucou o
tornozelo. A pobre menina mal conseguia andar.
Quando ele olhou para ela, sabia que estava
genuinamente angustiada. Rímel escorria pelo seu rosto em
longos filetes pretos. Sua aparência impecável estava corada
e sua perna sangrando. O salto do seu sapato estava
faltando. Ele percebeu então que Emma não era jornalista.
Sentiu muito que foi tão duro com ela. Algo suavizou em seu
coração, quando observou sua vulnerabilidade óbvia. Ele
queria protegê-la.
— Aqui, deixe-me ajudá-la, disse ele calmamente.
Ele a pegou nos braços e começou a levar para a
casa.
— Vamos limpá-la e você pode me contar tudo. E eu
quero dizer, tudo. Ele subiu os degraus. — Segure.
Emma se agarrou a ele como se sua vida dependesse
disso. Sua cabeça descansou contra seu peito, enquanto ele
digitava o código de quatro dígitos e a porta impressionante
da frente abria. Com ela ainda aninhada em seus braços, se
dirigiu para a cozinha na parte de trás da casa. Ele apertou
um botão, iluminando a sala e a colocou delicadamente sobre
a mesa de granito preto.
— Fique aqui, eu vou limpá-la, ele ordenou.
— Você não é Orion é? Ela sussurrou, olhando
envergonhada.
Zane se abaixou e pegou o kit de primeiros socorros
da gaveta do armário.
— O que ou quem é Orion, Emma? Seu casaco de
inverno estava desabotoado e se abriu, revelando a carne
macia e feminina. Porra, você é linda. Ele se perguntou se ela
sabia quão atraente parecia com os sinais reveladores de
sofrimento por todo o rosto.
— Me conte sobre Chloe. Por que você acha que eu
deveria saber onde ela está? Ele pegou um algodão com
antisséptico de um pacote e limpou o sangue seco em sua
perna.
— Eu não sei por onde começar.
— Tente do início.
— Minha melhor amiga está sumida. Eu sei que
alguma coisa terrível aconteceu com ela.
Zane cuidadosamente removeu o sapato em ruínas
de seu perfeito e pequeno pé e o jogou do lado. Ele então,
manipulou suavemente o tornozelo, verificando a mobilidade
que ela tinha. Emma mordeu o lábio inferior, mas não gritou.
— Eu acho que você só torceu, baby.
Ele pegou um curativo na caixa de primeiros
socorros.
— Então, esta mulher desaparecida se chama Chloe?
— Sim. Apresentei um relatório de uma pessoa
desaparecida para a polícia. Está na base de dados do FBI,
mas não há nada mais a fazer. Eles não estão tratando seu
desaparecimento como importante.
— Então, o que o Club Submission tem a ver com
Chloe? Ele perguntou, quando ele cuidadosamente começou
a enfaixar o pé e tornozelo.
— Ela conheceu um homem lá. Ele se chama Orion.
Acho que ele é o cara com quem ela foi passar um longo fim
de semana de libertinagem. Ela não podia deixar de rir. Ele
adivinhou que era por causa da sua escolha de palavras.
Libertinagem? Muito Inglês.
— Isso deve resolver. Ele amarrou a bandagem com
segurança, e largou seu pé.
— Obrigada. Sinto-me muito melhor.
— Então como você sabe que ela conheceu esse cara?
Qual é o seu nome?
— Ele se denominava Orion. Ele enviou e-mails
pedindo para se encontrarem no Club Submission. Ela está
desaparecida há mais de uma semana.
Emma olhou diretamente para ele. Ele viu lágrimas
brotando nos olhos, prontas para correr por suas bochechas.
— Eu sei que algo de ruim aconteceu com ela. Eu
sei.
Zane apertou a mão delicada, tentando tranquilizá-
la.

— Talvez eu possa ajudar? Você tem uma foto de sua


amiga?
Emma vasculhou sua bolsa e encontrou uma
pequena fotografia.
— Esta foto foi tirada há dois anos. É de nós duas.
Nós estávamos desfrutando de umas adoráveis férias em
Cannes juntas. Ela entregou a ele.
Zane estudou a imagem das duas mulheres
sorridentes, de braços dados. O mar azul do Mediterrâneo
enchia o fundo, enquanto o vento soprava seus cabelos. Seu
estomago revirou. Ele conhecia a mulher com o cabelo curto e
escuro. Ele deu uma batida na foto.
— Está é Giselle.
Emma parecia atordoada.
— Giselle? Você acha que conhece alguém, mas...—
Ela suspirou resignada.
— Quando foi a última vez que a viu?
— Dois meses atrás. Talvez um pouco mais. Eu não
posso dizer que realmente a conhecia muito bem.
— Entendi, Emma fez uma pausa. — Então ela foi
sua sub?
— Brevemente.
— Então o que aconteceu?
— Jesus, Emma, tantas perguntas. O que você é,
uma policial?
Ela balançou a cabeça.
— Não, mas eu sou uma advogada. Eu sei quando há
mais a ser dito.
Zane assentiu. Então Emma era uma advogada. Ele
imaginou.
— Olha, depois de duas semanas tornou-se óbvio que
não éramos compatíveis. Decidimos dar um basta. Nós dois
vimos que o nosso relacionamento D/S não ia a lugar
nenhum.
— Entendi.
— Eu acho que não. Você não tem experiência
suficiente no momento.
Ele estudou Emma por um momento. Para uma
mulher que estava tão angustiada apenas pouco tempo atrás,
agora parecia extraordinariamente composta. Apenas os
traços de rímel ainda cobrindo suas belas bochechas de
porcelana entregavam o jogo.
A pergunta ainda queimando em sua mente, tinha
que ser feita.
— Por que você fugiu de mim no clube?
Seus lábios se separaram, quando ela olhou para ele
com os olhos encobertos. Suas írises azuis brilhantes se
iluminaram com a incerteza.
— Eu estava com medo, Zane.
— Com medo de mim ou com medo de si mesma?
— Ambos.
Pelo menos ela estava sendo honesta. Ele acariciou
seu rosto, sentindo uma sensação de satisfação quando ela
não se afastou.
— Como você se sente agora?
— Um pouco melhor. Eu me sentiria muito melhor se
eu soubesse mais sobre você.
Zane sentia a tensão sexual entre eles aumentando a
cada segundo, e sabia que ela também sentiu. Podia imaginar
a agitação interna em sua cabeça. Ela sabia que ele poderia
fazer coisas que nenhum outro homem poderia. Ele viu isso
em seu lindo rosto quando ela o estudou. No entanto, ele
estava bem ciente de que a assustava também. — Vamos
para a sala de estar. Podemos relaxar, tomar uma bebida e
discutir as coisas mais livremente.
Ela parecia insegura, de novo.
— Eu realmente deveria ir embora.
Ele agarrou seu braço, não com força suficiente para
assustá-la, mas apenas o suficiente para deixá-la saber quem
estava no comando.
— Você não vai a lugar nenhum. Você já lesionou seu
tornozelo. Você não será capaz de dirigir para casa. Onde
quer que seja sua casa.
— No momento, Boston. Mas estou disposta a voltar
para a Inglaterra em breve. Parece que não estou fazendo
nenhum progresso tentando encontrar Chloe.
Capítulo oito

Emma se estendeu, ficando mais confortável no


luxuoso sofá de couro preto de Zane. Ele colocou um saco de
gelo picado em seu tornozelo para reduzir o inchaço e a dor já
diminuiu consideravelmente. Quando ela olhou ao redor de
sua casa maravilhosa, percebeu que era muito mais do que
ela merecia. Ela agiu como uma completa idiota.
Uma ampla lareira de mármore dominava uma
parede, e vários sofás mais confortáveis foram posicionados
para aproveitar o calor suave proveniente do fogo. Todas as
paredes foram pintadas de um maravilhoso verde calmante.
Lembrava prados de verão em um dia ensolarado.
Preenchendo quase completamente outra parede havia uma
estante enorme, entulhada com uma grande seleção de livros
guardados ao acaso, suas lombadas rachadas mostravam as
evidências de uso.
Ele entregou-lhe um copo.
— Eu lhe servi um whisky, parece que você precisa
de algo forte.
Ela reconheceu imediatamente o duplo sentido, mas
decidiu deixar passar.
— Obrigada. Meus dias geralmente são preenchidos
com coisas chatas como aparições no tribunal e
arquivamento de relatórios. Não é todo dia que acho que
estou prestes a ser assassinada.
Ela tomou um gole da bebida âmbar. A sensação de
queimação se espalhou como fogo em seu estômago.
— Nossa, isso é forte.
Ela colocou o copo sobre a mesa lateral.
— Seria sensato beber devagar.
Zane sentou-se na poltrona de couro ao lado dela.
Ele tirou seu paletó e aberto os dois primeiros botões da
camisa. Vestido de forma diferente de quando estava no
clube, ele parecia um executivo encerrando sua noite, mas
ela sabia que não era assim. Este homem estava fortemente
imerso no mundo — dominação-submissão—. Sua calcinha
se umedeceu com desejo enquanto se perguntava como seria
se ele a dominasse, se ela lhe desse a chance.
— Então, o que exatamente você faz, Zane? Qual é o
seu nome completo?
Ele tomou outro gole de uísque antes de responder.
— Curiosa, não é mesmo, baby? Bem, para deixar
registrado, meu nome é Zane Anders, eu sou dono de um
negócio de importação e exportação. Eu lido principalmente
com pedras preciosas, como diamantes, rubis e safiras. Eu
também trato de metais preciosos, como ouro, prata e
platina. Tenho 40 anos de idade, e sou divorciado. E não
tenho filhos.
Ele sorriu.
— Será que isto a satisfaz?
— Sim. Eu me sinto melhor agora que eu sei um
pouco mais sobre você. Ela estendeu a mão e tocou
rapidamente a dele.
— Eu gostaria de me desculpar por meu
comportamento errado, eu geralmente sou muito mais
controlada.
Zane sorriu, e ela sabia que ele estava pensando
sobre o seu tempo juntos no clube, quando ela foi tudo,
menos controlada.
— Então, me fale sobre você, Emma, estou intrigado.
Uma inglesa em Boston. Parece interessante.
— Ok, bastante justo, Zane. Você me disse coisas
sobre si mesmo, então agora eu acho que é a minha vez.
Ela tomou um gole de whisky para ganhar confiança.
— Tenho trinta anos, e como eu já disse, sou uma advogada.
Eu vim para Boston para começar um escritório de advocacia
com a minha melhor amiga, Chloe.
Ela suspirou.
— Hmm, eu acho que é improvável que isso aconteça
agora.
Ele estendeu a mão.
— Prazer em conhecê-la, Emma. Eu sou Zane.
Emma colocou a mão na sua, e sorriu.
— Prazer em conhecê-lo, também, Zane. Um choque
de eletricidade subiu pelo seu braço enquanto acariciava seu
polegar sobre a palma da mão.
— Não havia necessidade de correr assim, disse ele,
a deixando escorregar de sua mão. Ela ainda podia sentir o
seu toque sensual quando ele se recostou na cadeira de
couro. Zane tomou outro grande gole de whisky e colocou o
copo vazio sobre a mesa, olhando diretamente para ela, disse:
— Teria sido melhor se tivéssemos discutido o que fez você se
sentir tão desconfortável.
Ela encolheu os ombros e relaxou no sofá. Longe das
vistas intimidantes e dos sons do clube, se sentiu muito mais
confiante. O fato de que Zane a fez gozar pela primeira vez em
dois anos, fez com que parecesse que eles se conheciam há
muito mais tempo do que realmente tinham.
— Eu não estou acostumada a abrir mão do controle.
Eu me senti abalada. E gozei muito facilmente, isso me
assustou.
— Mas isso é uma coisa boa, certo? Não é uma coisa
ruim.
Emma forçou um sorriso pouco convincente. Zane
não sabia da metade.
— Não quando você passou os últimos anos evitando
os homens, porque você achava que era frígida.
Ele pareceu surpreso.
— Bem, você claramente não é frígida, Emma. Você é
uma mulher, a maioria de seu desejo sexual está aqui. Zane
bateu um dedo em sua testa.
— Os homens precisam de visual, bem como a
estimulação mental para ficarem completamente excitados.
Mulher gosta de sexo em um nível mais emocional. Mas
sendo uma mulher, você já sabe disso.
— Claro que sim, mas tê-lo tão cruamente
demonstrado dessa vez, me irritou. Saí em parte por causa
disso, mas, principalmente, porque não era a razão pela qual
fui para o clube. Eu preciso descobrir o que aconteceu com
Chloe. Esta falta de notícias, está me corroendo por dentro.
— Talvez eu possa ajudar. Matthew e Ethan são os
proprietários do Submission e eles são bons amigos meus.
Talvez, com a ajuda deles, podemos ser capazes de descobrir
o que aconteceu com Giselle.
Zane acenou com a mão no ar, quando se corrigiu,
— Quero dizer, Chloe. Tenho certeza que se algum bastardo
doente está usando o Club Submission para atrair as
mulheres contra a sua vontade, eles gostariam de saber.
Uma calma interior começou a fluir através dela. Se
ela tivesse alguma ajuda, só poderia melhorar suas chances
de encontrar Chloe.
— Você faria isso por mim? Mesmo depois que eu o
segui até aqui e o acusei de coisas realmente terríveis?
A culpa a oprimia.
— Eu quase disse que você a matou. Sinto muito,
Zane. Eu agi fora do controle. Eu sou uma advogada, deveria
ter me comportado melhor do que sair por aí acusando
alguém sem provas concretas. Eu espero que você possa me
perdoar.
Ele sorriu, e seu estômago estremeceu pela maneira
como a olhou.
— Claro que eu lhe perdoo, na verdade já o fiz.
Ela corou.
— Obrigada. Mas eu não mereço a sua bondade.
— Eu realmente gosto de você, Emma. Mas no fundo
você sabe que precisa da orientação de um homem... A minha
orientação.
Seu útero se contraiu pela forma como ele disse a
palavra 'orientação', como ele conseguia fazer uma simples e
inócua, palavra soasse tão sexy? Como exatamente Zane iria
guiá-la? Ele certamente poderia mostrar-lhe como gostar de
sexo. O pensamento a excitava. Ele estava claramente em
dominação. O que ele faria com ela? A amarraria, espancaria,
quem sabe o que mais?
— Devemos ir para a cama, Emma?
Suas palavras abafadas e provocativas pairaram no
ar, recusando-se a desaparecer. Ela mal podia respirar.
Ele riu suavemente e lhe acariciou a mão.
— Meu Deus, você parece com um coelho assustado
e travado olhando para os faróis. Eu tenho vários quartos de
visitas lá em cima, e você pode escolher um deles, ou...você
pode dormir comigo.
A sensação de calor se espalhou em sua boceta. Ela
gostava muito de Zane.
— Eu não tenho certeza.
Emma apertou os dedos na testa.
— Cristo, eu sou uma mulher de trinta anos, mas
pareço uma maldita virgem.
Zane veio e se ajoelhou ao lado dela. Ele colocou as
mãos sobre as dela e, lentamente, tirou os dedos longe de
suas têmporas latejantes. Ele segurou seu queixo e inclinou o
rosto para ele.
— No meu mundo, é exatamente o que você é. Uma
jovem sub virgem, à espera de seu mestre para orientar e
protegê-la. Ele colocou o dedo nos lábios quando ela
protestou.
— Shhh, eu posso te ensinar coisas sobre você
mesma, Emma, mas só se você me permitir. Eu não vou
forçá-la a fazer qualquer coisa contra a sua vontade.
Ela olhou em seus olhos azuis fascinantes. Seu
coração batia como um pássaro minúsculo preso na boca de
um predador. Zane seriamente a deixou excitada, mas a
assustou também.
— Eu sei que você está com medo e excitada ao
mesmo tempo. Esse é o seu dilema. Ele sorriu e olhou para
os lábios.
— Posso fazer uma sugestão? Por que não te mostro
o quarto de hóspedes, onde você pode tomar um banho e se
trocar? Ele então levantou o olhar para ela.
— Então, se você se sentir mais confiante, meu
quarto fica do outro lado do corredor.
Energia nervosa rolava dentro dela, torcendo suas
entranhas em uma série de nós apertados. Mesmo que ele
parecesse calmo e comedido do lado de fora, apenas olhando
em seus olhos, ela poderia dizer que ele a queria. Seu olhar
era como o de um falcão para sua presa, dominante e
implacável. Era assustador e incrivelmente excitante. Emma
assentiu cautelosamente, grata por ele ter lhe dado tempo
para tomar uma decisão.
Zane a tomou em seus braços e levou até as escadas
subindo de dois em dois degraus. Ele abriu a porta com o pé,
e ela se viu dentro de um luxuoso quarto, a janela da sacada
era curvada complementada por belas portas francesas, que
se abriam para um terraço maravilhoso. Tinha certeza de que
à luz da manhã, o quarto azul pálido com suas diáfanas
cortinas brancas seria um lugar tranquilo e maravilhoso de
se acordar. Era tão claro e arejado.
Ele a colocou suavemente no tapete exuberante.
— Vá com calma agora, baby. Não coloque muito
peso sobre o tornozelo por um ou dois dias.
— Obrigada. Eu prometo que não vou.
Ele abriu um armário e tirou uma de suas camisas.
— Aqui, se você sentir a necessidade de cobrir a sua
modéstia, você pode vestir isto.
— Obrigada, eu vou. Eu sou inglesa, apesar de tudo.
Zane riu.
— O banheiro é por ali. Ele a puxou em seus braços
e deu um beijo tão devastador quanto o que eles
compartilharam no clube.
— Não se esqueça, eu estou do outro lado do hall, se
você precisar de mim. Ele inclinou o rosto para ela,
segurando seu olhar.
— Porém, há uma coisa que você precisa se lembrar,
Emma. Se você vier para o meu quarto, você não vai sair até
de manhã. Você entendeu?
— Sim, Zane. Eu entendi totalmente.
— Excelente. Então entenda isso também, uma
relação D/S é uma troca poderosa. Você entrega seu controle
a mim e em troca eu lhe dou todos os orgasmos que você
poderia querer.
Discutir o sexo tão abertamente fez sua respiração
engatar em sua garganta. Em sua casa, na Inglaterra, ela
teve uma educação conservadora, ninguém nunca falou sobre
essas coisas, muito menos seus pais e namorados.
— Eu não abro mão do controle muito facilmente,
disse ela com altivez. Se ele pensou que ela iria cair aos seus
pés, ele teria outra coisa vindo.
— Eu sei. Mas na minha opinião, toda essa besteira
feminista está matando o país.
Emma cruzou os braços defensivamente sobre o
peito.
— Você deve ser um machista se você acha que as
mulheres não são iguais aos homens.
— Pelo contrário, as mulheres são iguais aos homens
em quase todos os sentidos. Elas podem governar países, pelo
amor de Deus. Mas quando se trata do quarto, elas precisam
abrir mão do controle, e entregá-lo de volta para o macho da
espécie, assim como na natureza. Por que você acha que há
tantas mulheres infelizes por toda a América agora?
— Preocupações com o dinheiro?
— Errado.
Ele a puxou para seus braços e sussurrou próximo
ao seu ouvido.
— Elas são infelizes porque precisam de uma boa
foda, de alguém que sabe o que está fazendo. Elas querem ter
as pernas espalhadas abertas para serem devoradas como se
fossem a última mulher do planeta. Calor inundou seu rosto
em sua descrição colorida.
Zane sorriu do seu embaraço óbvio, e com o polegar
ele alisou os lábios dela.
— Seria um prazer apresentá-la ao meu mundo,
moça bonita. Com um toque carinhoso e rápido no seu nariz
ele começou a se afastar.
Ela viu sua altura, sua ampla estrutura saindo pela
porta do quarto. Tenho a sensação de que este homem está
brincando comigo. Ele é tão cheio de si. Ele acha que eu vou
até o seu quarto e cair a seus pés. Emma entrou no banheiro.
Bem, ele não pode saber o que eu vou fazer, porque nem eu
tenho ideia.
Durante um longo banho quente, a mesma imagem
insistente continuava a encher seus pensamentos — Zane —
o bonito e gostoso Zane. Ela simplesmente não conseguia
afastar seu rosto de seus pensamentos. Ele era tão
carismático e muito sexy também. Ela tinha certeza de que
ele poderia cumprir as suas promessas e até mais. Ela
poderia atravessar a sala e ir para o seu quarto? Será que ela
confiava nele o suficiente?
Capítulo nove

Duas horas mais tarde


Incapaz de dormir, Emma estava em cima da cama,
olhando para o teto. E seus pensamentos continuavam
voltando para Zane. Ele a esperava no final do corredor? Hoje
à noite no clube, ele abriu as possibilidades de um novo
modo de vida. Ele mostrou a ela algo que nunca pensou ser
possível: Liberdade para explorar suas fantasias sexuais.
Tudo o que tinha a fazer era confiar nele. Se permitir ousar.
— Foda-se!
Ela murmurou em voz alta, enquanto se levantava
da cama. Seu tornozelo ainda se sentia fraco, mas não doía
como antes. Ela mancou para fora do quarto e ficou sem
fôlego ao lado da porta dele. Quando levantou a mão para
bater, viu que seu braço tremia visivelmente. Não se
atrevendo a se mover, ela ficou olhando para a porta. Era
agora ou nunca.
Com um suspiro profundo, ela bateu levemente no
painel de carvalho claro.
No início, ela pensou que ele não tivesse ouvido,
devia estar dormindo, porque ela ficou esperando no
corredor, ouvindo sua própria respiração pesada. Sentia-se
como uma estudante impertinente, do lado de fora do
escritório do diretor, esperando que ele a chamasse e
disciplinasse. Apenas a ponto de voltar para seu quarto, ela
assistiu hipnotizada quando a fechadura ornamentada
lentamente começou a girar. A porta se abriu de repente.
Zane estava lá em toda a sua glória masculina.
Vestindo apenas um par de calças de moletom, com seu
amplo peito nu. Parecia que acabou de sair do chuveiro,
porque seu cabelo estava úmido e espetado. Ele sorriu.
— Bem, bem, minha linda rosa inglesa. Sua presença
me agrada. Ele, então, a levou para dentro.
Em contraste com o resto da casa, o quarto mal
iluminado estava escuro e taciturno. Profundas cores
vermelhas vinham das paredes e móveis de mogno robusto
reforçavam sua personalidade masculina. Ela não conseguia
tirar os olhos da enorme cama de dossel que dominava todo o
quarto. Saber que logo estaria deitada sobre ela com Zane, fez
seu coração bater mais rápido.
Quando ela ouviu a porta se fechar atrás dela, sua
cabeça se voltou com atenção e o viu tirar a chave. Ela sabia
que era apenas para efeito, ele provavelmente só queria ver a
reação dela.
Ele a segurou.
— Apenas no caso de você estar pensando em mudar
de ideia. Não há escapatória agora, Emma.
Ele abriu uma gaveta e a atirou, antes de retirar
algo, que para ela parecia com um cinto de couro enrolado.
Ele colocou o item em cima da cômoda, e, em seguida, virou-
se para ela, que se sentia tão pequena e vulnerável de pé ao
lado dele. Ele simplesmente se elevava sobre ela. Sentindo-se
temerosa, ela não pôde deixar de corar.
— Eu posso ver que você está com medo, então eu
vou ser extremamente gentil com você.
Sem pedir sua permissão, ele lentamente começou a
abrir os botões de sua camisa. Ele já estava tomando o
controle e as decisões e ela gostou. Zane tirou lentamente a
camisa de seus ombros e deixou cair no chão.
— Ah, baby, você tem um corpo tão bonito.
Ele murmurou, deixando seu olhar percorrer por
toda a extensão dela.
— Eu realmente vou gostar de descobrir o que faz
você vibrar. Você pertence a mim agora.
— Eu pertenço a mim mesma, Zane.
— Não quando você está aqui comigo e quando a
porta está trancada.
— Isso soa como uma ameaça.
— Não, não é uma ameaça, é uma promessa.
Emma sentiu o corpo enrijecer. No que ela se
meteu? Ela esperava que não fosse se arrepender de suas
ações. Nunca foi naturalmente aventureira, de modo que não
estava agindo como ela mesma. Quando olhou para Zane,
seus sentidos se tornaram agudamente excitados, seu olfato,
sua audição, seu toque. Tudo parecia agravado pela sua
presença, inclusive seu senso de autopreservação.
— Shhh, ele a acalmou, massageando suavemente
seus ombros.
— Você carrega tanta tensão em seu corpo.
Consequência de ser uma inglesa sexualmente reprimida, eu
acho.
Emma sorriu com as palavras dele, sabendo o quão
verdadeiras elas eram. Ela gostava de seu toque suave.
— Estou aqui para aprender, Zane. Eu estou doente
e cansada de estar tensa o tempo todo.
— Você tomou a decisão certa ao vir para mim,
Emma.
Zane deslizou seus dedos em seus braços e, em
seguida, apertou seus pulsos firmemente, e antes que ela
percebesse o que estava acontecendo, ele prendeu seus
pulsos com um par de algemas de couro.
Emma respirou fundo.
— Zane, isso é estritamente necessário?
Ela tentou se esquivar, mas foi inútil, seu aperto era
muito forte. Ela estudou a restrição de couro mais de perto,
era grossa, cobrindo cerca de dois centímetros de seus pulsos
e antebraços. O couro ornamentado era decorado com dois
anéis de metal resistente.
— Você precisa saber que eu decido o que é
estritamente necessário.
Ela percebeu pelo tom de sua voz que ele não
gostava dela questionando suas ações.
— Lembre-se do que eu disse antes. Ele apontou
para os olhos.
— Eu cuido de você e de sua vulnerabilidade. Ele
tocou sua têmpora — Você tem que começar a senti-lo aqui.
É a troca perfeita. Eu vou te dar uma palavra segura. Você
sabe o que é?
— Sim!
Ela disse, em um sussurro. Ela aprendeu muito
sobre a cena BDSM da Internet.
— Se eu a usar, então você parará o que está
fazendo. É isso mesmo?
— Absolutamente, certo.
Ele segurou seu queixo, e ela levantou lentamente os
olhos para ele.
— Se você a usar, vamos discutir o que te deixou
infeliz, e se você ainda se sentir da mesma forma, então eu
vou parar o que estou fazendo. Tudo tem que ser consensual.
Então, gostaria de escolher a sua própria palavra segura, ou
devo escolher para você?
— Você escolhe, eu mal consigo pensar direito no
momento.
— Então, eu lhe dou a palavra vermelho. O vermelho
significa pare.
Emma assentiu.
— Sim, claro, o sistema de semáforos. De todas as
palavras, ela percebeu que seria a mais fácil de lembrar.
Ele passou a mão pelo rosto.
— Não precisa se preocupar, eu vou cuidar de você.
— Você vai? Ela perguntou, puxando em um suspiro
longo e arisco.
— Sim, como agora. Prenda os braços em volta do
meu pescoço, e eu vou levar você para a cama. Normalmente
eu começo a treinar uma sub na posição de pé, mas desde
que você machucou o tornozelo, hoje estou me sentindo
particularmente benevolente.
— Obrigada. Devo chamá-lo de mestre ou Zane? Eu li
que Doms, gostam de ser chamados de Mestre.
— Hmmm, acho que prefiro uma combinação de
ambos. Eu vou permitir que você me chame de mestre Zane
quando estamos sendo formais.
— É Mestre Zane, então.
Ela sabia que estava alimentando sua viagem de
poder. Zane tinha claramente um grande ego a ser
alimentado.
Emma enganchou seus braços ao redor do pescoço
dele e ele segurou suas nádegas, a levantando do chão. Suas
pernas automaticamente envolveram em torno das coxas
musculosas e tensas dele, enviando sua excitação ao limite.
Completamente nua, sua boceta aberta apertava
deliciosamente contra a ereção óbvia que enchia o moletom
dele, seu torso nu era maravilhoso e quente como penas
contra os seios. Enquanto a levava para a cama, ela sentiu
seus mamilos endurecidos roçando no punhado de pelo
escuro masculino que lhe cobria o peito. Zane
cuidadosamente a deitou na cama como se fosse o mais
precioso objeto que já tratou. A macia sensação da colcha
damasco luxuosa brincou com suas costas e bundas nuas,
fazendo com que um profundo suspiro deixasse seus lábios.
Ele ergueu os braços amarrados de seu pescoço e os colocou
acima da cabeça. Haviam dois ganchos pendurados na
cabeceira da cama, e ele imediatamente prendeu os anéis de
metal de sua algema de couro ali.
Emma puxou impotentemente suas restrições, puro
medo pulsava em suas veias. Percebendo que estava presa e
não havia meio de fugir, as palavras
— Mestre Zane, eu estou com medo, saíram de sua
boca.
Ele se inclinou e beijou suavemente seus lábios.
— Shhh, baby. Seja uma menina corajosa para mim.
— Ele arrastou seus dedos para baixo dos seus braços e
segurou o rosto.
— Você quer agradar o seu mestre. Seus olhos eram
piscinas profundas de azul-cobalto.
Ela balançou a cabeça, assustada, mas
entusiasmada e fascinada, também. A ideia de estar
totalmente à sua mercê a intoxicava. Aos poucos, ele se
mudou para baixo da cama, deixando que seus dedos
acariciassem cada parte do seu corpo nu. Suas mãos
massageavam seus seios, as palmas rolando sobre seus
mamilos despertados, até que ela estremeceu de prazer.
— Agrada-me que a minha sub responda bem ao seu
Mestre.
— Sim, Mestre Zane.
Moveu-se mais abaixo, acariciando e beijando sua
barriga, mergulhando sua língua em seu umbigo. Ele
levantou a cabeça e segurou-a em seu olhar, roçando sua
língua sobre a pele suave e lisa de sua boceta. Ela viu suas
pernas trêmulas quando suas grandes mãos seguraram suas
nádegas e cintura e a puxaram com força para baixo da
cama. A restrição de couro garantiu que os braços dela
permanecessem acima da cabeça levemente flexionados,
puxando-a esticada até as pernas dobrarem sobre a beira da
cama. Havia uma almofada próxima e ele a encaixou sobre a
bunda dela, fazendo seu corpo ficar arcado, deixando-a
pronta para ser fodida. Apenas a cabeça e os ombros
permaneceram em contato com a colcha macia.
— Mestre Zane, eu sinto que eu não tenho controle.
Você está me assustando. Sua voz tremeu.
— Não precisa se preocupar, minha sub. Seu Mestre
está simplesmente a tornando consciente de quem está no
comando.
Um gemido submisso deixou seus lábios enquanto
ele colocava uma cinta de couro em torno de seus joelhos e,
em seguida, a prendia no grosso e esculpido poste da cama.
Ele fez o mesmo com seu outro joelho, abrindo sua boceta
para ser apreciada. Zane observava tudo, cada parte feminina
e íntima dela.
— Oh, Deus, eu me sinto tão exposta.
Quando ela olhou para baixo para o comprimento de
seu corpo, seus seios balançavam com sua respiração rápida.
Com a almofada firmemente colocada sob sua bunda, seu
estômago se levantou tremendo com a adrenalina inundando
suas veias. Suas pernas estavam separadas pelas restrições
de couro, permitindo a Mestre Zane acesso completo à sua
boceta e bunda, que estavam agora a sua mercê para fazer o
que quisesse. Ela nunca se sentiu tão exposta ou excitada.
E Emma nunca antes se sentira tão assustada e
vulnerável também.
Seu lábio inferior tremeu. Uma lágrima caiu de seus
olhos e serpenteou lentamente por seu rosto.
— Mestre Zane, por favor, eu estou com medo.
Capítulo dez

Zane se sentou ao lado do corpo tenso de Emma, e


passou a mão pelo cabelo loiro macio, afastando-o
ternamente para longe do rosto dela. Ele viu que ela estava
com medo e isso o fez se sentir protetor. Seu pau duro
latejava dentro de suas calças, mas sabia que se ele a
empurrasse longe demais, poderia assustá-la completamente.
— Se você quer que eu pare, então use sua palavra
segura, baby.
— Apenas fale comigo, Mestre Zane. Estou muito fora
da minha zona de conforto, não estou acostumada a dar
tanto controle.
Zane passou suavemente a mão pelo seu rosto.
— Shhh. Eu vou cuidar de você, eu prometo.
Seu coração martelava quando se deu conta do
poder que ele tinha sobre ela. Quando sentiu a água salgada
escorrendo pelo seu rosto, percebeu o quão vulnerável ela se
sentia. Ele se inclinou e lambeu uma lágrima que estava
presa no canto do seu olho, ameaçando derramar. Então ele a
beijou devagar e sem pressa, alisando a mão por sua barriga
até chegar a sua boceta.
— Shhh, baby, está tudo bem, ele acalmou,
provocando um dedo sobre seu sexy clitóris.
— Mestre Zane vai dar-lhe toda a tranquilidade que
você precisa. Esta noite é tudo sobre o prazer.... Seu prazer e
o meu. Você não tem que fazer nada. Tudo que você tem a
fazer é sentir.
Emma tinha um corpo perfeitamente fodível. Ele iria
gostar de conhecer sua nova sub melhor, mas primeiro teria
que acalmar a agitação interna que estava rasgando seu
interior. Ele sabia que ela queria se soltar e fugir dele, mas
também sabia que ela queria experimentar o domínio hábil
que exercia sobre ela. Este conflito se alastrou como um
furacão na mente dela.
Mal capaz de mover a cabeça, Emma estava quase
imóvel na cama. Miados minúsculos vieram de seus lábios.
Ele observou enquanto ela lentamente fechava os belos olhos
azuis, sua respiração relaxando, seus lábios carnudos e
sensuais estavam levemente entreabertos. Sua vagina estava
molhada, e ele sabia que ela estava finalmente começando a
soltar suas inibições.
— Boa menina. Ele deu-lhe um último beijo e se
afastou.
Zane caminhou até a cômoda e abriu uma gaveta,
dentro estavam os mais diversos objetos projetados para
trazer à tona o melhor de suas submissas. Ele escolheu um
chicote de dois metros de comprimento, e o flexionou em suas
mãos. Quando ele finalmente voltou para Emma, parou no
final da cama para observar. As pernas dela estavam contidas
pelas tiras de couro, separadas deixando as dobras de sua
boceta abertas como uma flor rosa perfeita. Linda.
Seu pau pulsava dentro de sua calça enquanto ele
absorvia sua vulnerabilidade total. Emma era sua para fazer
o que quisesse, e era incrivelmente excitante. Com a
almofada no lugar, sua bunda impecável se levantava do
colchão. A onda da barriga feminina dava lugar a seus lindos
seios fartos. Cada mamilo rosa pálido enrugado em uma
protuberância endurecida, que ondulavam sedutoramente
quando respirava. Seus braços estavam esticados acima de
sua cabeça, a algema de couro grosso prendia seus pulsos
finos à cabeceira da cama. Emma não iria a lugar nenhum.
Não até que ele tivesse preenchido seu corpo e mente.
Os olhos dela se arregalaram quando ele tocou com o
chicote de couro em sua boca.
— Não faça nenhum som, minha cadelinha. Eu exijo
o seu completo silêncio ou a punirei severamente.
Para enfatizar seu poder, ele bateu com o chicote
com força contra a cabeceira da cama, fazendo um barulho
de rachadura que ecoou pelo quarto, uma vez que impactou
no mogno envelhecido. A respiração ficou presa na garganta
dela, mas nenhum som foi emitido.
Ele arrastou a ponta de couro macio por seu pescoço,
descendo para circular cada seio, até deliberadamente chegar
ao seu clitóris. Apenas o mero toque em seu cerne
sensivelmente aberto a teve com a respiração suspensa. Sua
cabeça rolou de um lado para outro, mas ainda assim ela não
fez um som. Ele sabia que ela iria perder. Suas experiências
com submissas anteriores lhe ensinaram que as
probabilidades estavam contra ela. Ele estava no comando, e
ela não seria capaz de resistir por muito tempo. Ele sorriu.
Ele sempre ganhava este jogo.
Ele tocou o chicote em seus lábios entreabertos.
— Shhh, minha cadelinha. Lembre-se, nenhum som
deve sair dessa sua boca linda.
Ele se ajoelhou e passou a língua sobre sua pérola
aberta.
— Mmm, uma boceta tão gostosa.
Ele percebeu as pernas visivelmente tremendo
enquanto ela tentava manter o controle. Puxando o capuz do
clitóris, ele brincou com a protuberância sexual com os
dentes, até que ouviu uma ingestão aguda da respiração,
então ele foi com tudo, sugando seu clitóris em sua boca,
rodando sua língua sobre aquele ponto fervente. Era música
para seus ouvidos quando seus gritos de puro prazer
começaram a encher a sala, lento e silencioso no início, então
eles aumentaram em velocidade e intensidade, quando o
orgasmo a pegou. A enorme força e potência do seu clímax a
deixou chocada e ofegante.
— Oh, Mestre Zane, por favor.
Ele venceu essa batalha com sua sub e agora iria
passar para o próximo estágio de seu treinamento.
Ele ficou de pé, apreciando a vista de seu corpo
amarrado enquanto ela lentamente recuperava a compostura.
Um rubor rosa atraente coloria suas bochechas e seu
estômago ondulava sensualmente enquanto lutava para
respirar. A língua dela serpenteou para fora de sua boca. Ele
se inclinou e tocou a ponta do chicote nos lábios dela,
batendo várias vezes contra o bonito arco superior de seus
lábios.
— Você quebrou as regras, minha cadelinha. É meu
dever como seu Mestre discipliná-la.
Ofegante, ela respondeu:
— Sinto muito, Mestre Zane. Eu não pude evitá-lo.
Eu não poderia deixar de fazê-lo. Você me fez fazer isso!
— Você está culpando seu Mestre por sua
desobediência?
— Não, Mestre Zane, eu sinto muito. Falei fora de
hora.
— Nesse caso, eu aceito suas desculpas, minha
cadelinha. Zane arrastou o chicote para baixo de seu corpo
nu brilhando. Ele adorava a maneira como o suor brilhava
em sua pele feminina, dando-lhe um aspecto perolado.
— Agora, onde eu deveria castigar? Suas coxas?
Ele traçou a chicote de couro sobre a carne macia de
suas pernas.
— Ou talvez as solas dos seus pés? Ele tocou o
chicote no seu peito do pé e observou-a se contorcer.
— Hmm, o que fazer? Como você não desobedeceu
seu Mestre antes, eu vou deixar você escolher.
— Na minha bunda, por favor, Mestre Zane.
— Excelente escolha, pequena. Você possui uma bela
bunda grande.
A almofada levantou a bunda cremosa da cama. Ele
apertou cada nádega em suas mãos, massageando os globos
macios para concentrar sua mente sobre o que estava prestes
a acontecer. Ele viu a apreensão em seus olhos. O chicote
fazia potentes ruídos sibilantes no ar quando ele demonstrou
suas habilidades. — Basta ter certeza que o meu objetivo é a
verdade. — Ele então chicoteou contra a parte carnuda de
sua bunda. Era mais uma pancadinha do que uma surra,
mas ele tinha que apresentá-la ao jogo D/s gradualmente. Ele
não queria assustá-la. Ele deve ter julgado certo, porque
Emma não gritou, apenas mordeu o lábio inferior.
— Excelente, pequena, excelente. Ele acalmou a mão
sobre a marca vermelha claramente visível na bunda cor de
pêssego dela, e olhou para seu rosto bonito.
— Espero que a minha sub tenha aprendido a lição.
Não é para sair nenhum som proveniente desses doces lábios
de rubi. A não ser que eu lhe dê permissão. Entendeu?
Quando ela acenou com acordo, ele imediatamente
deslizou sua língua ao longo da sua fenda totalmente sem
pelos, alisando do seu ânus até o clitóris em um movimento
fluente. Sua excitação feminina cresceu e se espalhou como
néctar na sua boca. Desta vez, ele enfiou dois dedos dentro
de sua boceta quando arrastava sua língua repetidamente
sobre seu clitóris inchado.
Gemidos suaves caíram de seus lábios enquanto ela
gozava novamente.
— Oh, Mestre Zane, eu não posso evitá-lo. Eu sinto
muito.
Ele levantou o olhar e viu hipnotizado quando ela
perdeu a batalha para permanecer em silêncio, e em vez disso
cedeu à satisfação de um orgasmo barulhento. Sua cabeça se
debatia de um lado para o outro, seu estômago levantado,
enquanto tentava escapar de sua língua provocante.
Zane afastou-se, e começou a andar pelo chão. Ele
assobiou furiosamente o chicote várias vezes no ar para efeito
dramático.
— Você me decepcionou, pequena. É a segunda vez
que você faz um som sem a minha permissão. Você deve ser
disciplinada para o seu próprio bem. Mais duas chicotadas
vão ser administradas em sua bunda. Entendeu?
— Sim, Mestre Zane. Obrigada.
Agradava-lhe o quão bem ela entrou no papel de sub.
Seu pau doía por Emma, ele precisava estar dentro de sua
umidade feminina. Seria um afrodisíaco sem dimensões
sentir seu coração palpitando como um animal selvagem
encurralado, quando ele assumisse o controle total.
Zane levantou o chicote acima da cabeça, antes de
disciplinar sua bunda cremosa mais duas vezes. Em seguida,
ele massageou a carne tenra, acalmando seus gritos
submissos com a carícias suave de seus dedos.
— Veja quão bem o seu mestre cuida de você. —
Cada vez que as palmas das mãos dele acalmaram a
vermelhidão de sua bunda, ele sacudia um polegar em seu
clitóris. Ela prendeu a respiração. Seus olhos procurando
adivinhar o que ele faria em seguida. — Lembre-se, nenhum
som, minha cadelinha.
Zane tocou sua vagina, acariciando delicadamente
seu clitóris antes de deslizar dois dedos dentro dela. Suas
paredes vaginais os prenderam e se contraíram em torno
deles quando ele passou a fodê-la. Com eles ainda dentro
dela, ele mergulhou e rodou sua língua sobre seu clitóris
quando mais um orgasmo veio tremendo e sacudindo de seu
corpo.
Um grito saiu de seus lábios.
— Oh, Mestre Zane. É tão poderoso que dói. Sem
mais, por favor.
Sua cabeça balançou para trás e para frente,
quando ela murmurou incoerentemente. Zane tirou suas
calças, seu pênis estava precisando de atenção, a cabeça
púrpura vazava sua excitação. Ele se acariciou da base até a
ponta.
— Você vai querer isso, minha cadelinha.
Ela levantou a cabeça e olhou para ele. Seus olhos se
arregalaram quando ela viu o que ele tinha na mão.
— Oh, Mestre Zane. Sim, apenas você, Mestre Zane.
Zane rolou um preservativo em seu eixo, e, em
seguida, se colocou entre suas pernas, segurando seu pênis
em sua entrada e se inclinando sobre ela. Apoiando as mãos
de cada lado do corpo dela para manter o peso, ele
lentamente afundou seu comprimento dentro dela. Ela era
tão apertada. Seus orgasmos múltiplos tinham sensibilizado
seus músculos vaginais, fazendo com que apertassem em
torno do pau dele como uma prensa.
— Oh, isso dói, mas é tão bom.
Ela ergueu o queixo enquanto se contorcia com
êxtase e agonia, esticando a cabeça para trás enquanto se
entregava completamente. Seus seios foram empurrados em
direção a ele, oferecendo-lhe como um sinal de sua rendição
final.
Zane desceu e lambeu o pulso na base de sua
garganta, sentindo o coração dela batendo como o de um
pássaro selvagem assustado. Ele pôs pequenos beijos em
seus belos seios duros, enfiando os mamilos tenros em sua
boca e os provocando com dentes.
Cada golpe de seu pau a fazia gemer. Ele não poderia
ter desejado uma nova sub melhor, Emma era tudo o que ele
queria em uma mulher: inteligente, suave e submissa. Ela
era extremamente compatível quando lhe deu o controle.
Ele olhou em seus encapuzados olhos azuis bebê
quando empurrou profundo e duro dentro dela. Lágrimas se
agarraram aos seus cílios. Sua vulnerabilidade dominou.
Naquele momento, ele a viu pela primeira vez. Ele a viu, e
algo torceu profundamente em seu intestino. Ela não era
apenas uma nova sub que queria treinar e usar para seu
próprio prazer pessoal. Emma era muito mais do que isso.
Zane tinha a necessidade de conhecê-la em um nível
emocional, também. Ele queria ver o que pediria em um
restaurante chique, queria estar lá quando acordasse pela
primeira vez na manhã, queria saber o que a deixava
excitada. Ele se inclinou e beijou seus doces lábios sensuais,
a acariciando lentamente quando ela gozou de novo...e de
novo. Ele gostava dos gemidos femininos eróticos que se
derramaram de sua bela boca.
— Oh, Zane.... É tão bom.... Tão bom. — Sua cabeça
caiu para trás, e todo o seu corpo ficou tenso debaixo dele.
— É isso aí, baby.
Ele gentilmente tirou o cabelo de seus olhos,
saboreando a inevitável rendição que vinha dela, ele adorava
a maneira como seu suor se misturou ao dela, como o seu
corpo nu deslizava sobre o dela. — Deixe o seu Mestre cuidar
de você. — Ele empurrou seu pau ainda mais profundo,
batendo suas bolas contra os lábios de sua boceta, a
mantendo no lugar, deixando seu peso dominá-la.
Sua vagina apertou seu pênis, ordenhando-o, até que
ele também gozou com um satisfeito gemido do fundo da
garganta.
Capítulo onze

Em completo transe, Emma se tornou vagamente


consciente quando Zane ergueu o peso de cima dela. A dor
em sua boceta se intensificou quando retirou seu pau ainda
duro. Ela sentiu as mãos grandes desatarem as correias de
couro de seus braços e pernas. E não querendo mover ou
ajudar a si mesmo, ele carinhosamente rolou ao seu lado e a
cobriu com o edredom macio.
Ela se aconchegou em seu calor quando se juntou a
ela na cama e a segurou em seus braços.
— Shhh, querida. Você está segura comigo. — Ele
sussurrou em seu ouvido, enquanto lentamente massageava
seus ombros doloridos. Emma se agarrou a ele. Zane era o
seu único ponto de referência na tempestade furiosa por sua
cabeça. Ele era a sua rocha.
No início, ela estava com medo, mas depois ela se
revelou enquanto ele dominava seu corpo e mente. Que tipo
de mulher era ela? Uma mulher que gostava de ser presa e de
espalhar aberta para seu prazer pessoal? Isso ia contra tudo
o que ela já acreditou.
Zane tinha simplesmente a hipnotizado. Seu poder e
controle combinados eram um potente afrodisíaco. No final,
ela era incapaz e não tinha vontade de resistir. Todos esses
anos ela pensou que era frígida, agradava-lhe saber que não
era.
Ela olhou para seu rosto bonito. Seus olhos azuis
marcantes se prenderam aos dela. Seu pau esteve tão
profundamente enterrado dentro dela que doeu, mas em uma
forma fantasticamente sexy. Agora, pela primeira vez em seus
trinta anos, ela realmente se sentiu como uma mulher real.
Uma sexy e desejável mulher. Como um gato exigente, ela
deslizou contra ele, pressionando seu corpo ao longo do
comprimento dele, aproveitando a sensação de sua pele nua
onde eles se tocavam. Contente e completamente em paz
consigo mesma, Emma deslizou lentamente para longe...

Ela abriu os olhos, e luxuosamente esticou os braços


acima da cabeça. Ela olhou para Zane, um sorriso tomando
seus lábios e ele acariciou seu rosto, beijando sua testa.
— Bem-vinda de volta, baby.
— Mmm, há quanto tempo estamos deitados aqui?
— Algumas horas.
— Algumas horas? Parece só alguns minutos...
— Você entrou em um transe profundo. Como você
se sente?
— Um pouco sobrecarregada.
O corpo dela estava agindo totalmente diferente,
depois da série de orgasmos múltiplos que experimentou,
liberando um alto nível de endorfinas e prazer. Ela perdeu
completamente a noção do tempo.
Ele ternamente tirou o cabelo dos seus olhos.
— Emma, eu quero saber o que você está pensando.
Eu quero saber o que está passando pela sua cabeça neste
exato momento.
Ela sentiu-se começar a endurecer.
— Eu prefiro não discutir minhas emoções, Zane.
Seus pensamentos eram dela. Eles eram seu santuário.
Zane riu.
— Baby, não fique tão tensa.
— Eu não estou tensa, posso te assegurar.
— Eu posso sentir isso em seus ombros. Querida,
você está toda tensa.
— Não, eu não estou.
— Você ainda está lutando para se manter no
controle, Emma. Em um relacionamento D/s você tem que
abrir mão de tudo.
Ele segurou a cabeça dela entre as suas mãos,
enfiando os dedos pelos cabelos, enquanto olhava fixamente
para ela.
— Eu exijo saber exatamente o que você está
pensando.
Emma sacudiu a cabeça.
— Meus pensamentos são privados. Eles devem
permanecer pessoais para mim, a menos que eu escolha
compartilhá-los com você.
Zane agarrou seus braços e colocou as mãos no
colchão. Sorrindo como um gato de Cheshire, ele lentamente
pressionou seu peso sobre ela. Ele se aninhou em seu
pescoço, a barba por fazer arranhando sua pele.
— Então você acha que seus pensamentos são
privados? É aí que você está errada. Como é que eu vou
satisfazer todas as suas fantasias, quando você as mantém
trancadas aqui dentro? Ele tocou um dedo em sua têmpora,
fazendo seu ponto.
Emma se contorcia, querendo manter pelo menos
algum controle para si. Se isso fosse uma batalha de
vontades, ela perderia. Ser dominada por Zane a deixou
excitada, já sentindo a libido subindo por seu corpo nu, calor
se espalhou por ela, prendendo-a no lugar. Seu pênis estava
duro e apertou deliciosamente contra sua coxa.
— Eu preciso ser autorizada a ter livre arbítrio, Zane.
Você não pode ter tudo o que quiser.
— Eu sou o seu Mestre. Eu quero tudo. Na verdade,
eu exijo. Ela não estava prestes a divulgar seus pensamentos
e desejos mais íntimos, portanto manteve a boca firmemente
fechada. Então ele disse:
— Eu vejo.
Seus olhos brilhavam com veemência, enquanto
olhava para ela.
— Vire e fique de joelhos. Eu quero ver o seu rabo
para o ar.
— Mas...
— Não me faça pedir de novo.
Percebendo que ele não estava com disposição para
ceder, ela fracamente respondeu:
— Sim, Mestre Zane. — Um pulso de excitação a
percorreu quando fez o que pediu. Ele puxou as cobertas
para trás, e ela se ajoelhou na cama, na frente dele.
Descansando a cabeça no colchão, levantou a bunda no ar,
sentindo-se extremamente vulnerável nesta posição.
— Assim é melhor. Muito melhor, mas certifique-se
de responder mais rapidamente da próxima que eu a instruir
a fazer algo.
Ele alisou sua bunda, amassando a carne. Emma
mordeu o lábio inferior, sentindo-se assustada e excitada em
igual medida.
— Agora, coloque as mãos atrás das costas e agarre
seus tornozelos. Seu Mestre gosta de vê-la contida, e eu sei
que você gosta, também.
— Sim, Mestre Zane.
Ela obedeceu imediatamente e sem questionar desta
vez. Sua boceta agora pulsava com uma dor profunda e
persistente. Como ela já poderia querer mais sexo, depois que
Zane deu repetidamente prazer a ela? A intensa energia dos
orgasmos múltiplos que teve ainda era chocante e uma
novidade.
Ele grosseiramente prendeu seus pulsos aos
tornozelos com a mesma algema de couro que usou para
prender suas pernas aos postes da cama. Quando finalmente
apertou as fivelas até estar satisfeito, a olhou diretamente e
disse:
— Não há escapatória agora, minha cadelinha.
Ele estava certo, Emma não podia se mover, mesmo
se sua vida dependesse disso. Ele se levantou da cama,
caminhou pelo quarto e ela ouviu a gaveta da cômoda se
abrir e fechar. Quando ele voltou, a arrastou pelo colchão até
que seus pés ficaram pendurados na beira. Quando se
afastou, em silêncio, a observando, ela sabia que ele estava
gostando de sua completa submissão.
Finalmente, ele falou.
— Eu quero saber exatamente o que você está
pensando. É meu direito como seu mestre saber tudo o que
se passa dentro da sua cabeça.
Ainda segurando um pouco o controle, ela disse:
— Algumas coisas são muito pessoais, Mestre Zane.
— Hmm.
Ele passou a mão na bunda dela e foi lentamente
descendo os dedos. Quando tocou em seu buraco enrugado,
Emma se sacudiu de forma alarmante e puxou uma
respiração irregular.
— Assim como eu pensava. Eu supus que você não
fez sexo anal antes.
O pânico cresceu dentro dela e palavras foram
derramadas de seus lábios.
— Não, Mestre Zane. Por favor, não.
— Não se preocupe, minha querida. Eu não vou
reivindicar sua bunda de pêssego agora. Emma deu um
suspiro de alívio, mas durou pouco tempo, quando ele
acrescentou, com certa dose de prazer — Mas eu vou
começar a acostumar você com a ideia.
Seus olhos se arregalaram quando sentiu uma
substância fria e molhada sendo suavemente espalhada por
seu ânus e algo duro e inflexível tocar a entrada enrugada.
— Por favor, Mestre Zane. Por favor, me diga o que
você vai fazer comigo?
Ele riu.
— Relaxe. É apenas um pequeno plug anal. Eu
prometo a você que não vai doer, você está bem lubrificada e
ele vai me ajudar a te preparar para quando eu comer seu cu
virgem.
Um gemido saiu de seus lábios quando ele começou a
pressioná-lo em seu reto, ela lutou para mantê-lo do lado de
fora, enrijecendo os músculos anais, desejando-o longe dela,
mas foi inútil. Apesar de sua resistência, ele finalmente
deslizou totalmente para dentro, deixando-a sem fôlego e
incerta. Será que o sexo anal seria assim? A plenitude em sua
bunda enfatizou sua vulnerabilidade. Exatamente o que ele ia
fazer agora?
— Como você se sente?
Ele acariciou seus dedos entre suas pernas,
ocasionalmente descendo para a sua boceta.
Ela sabia que ele queria saber todas as emoções, os
medos e pensamentos em sua cabeça. Emma decidiu
apresentar alguns, mas isso não significava que eram todos
os seus pensamentos.
— Eu sinto um pouco de medo, Mestre Zane. —
Tinha certeza de que ele tinha maneiras de extrair sua
aquiescência de qualquer maneira. Esse pensamento só a
excitava.
— Excelente, minha cadelinha. Um pouco de medo é
bom. Uma pequena quantidade de medo aumenta as
emoções. O que mais? Ele circulou seu clitóris com um dedo,
fazendo-a gemer alto.
— Mmm, tão molhada, minha cadelinha. Sua
personalidade inglesa sexualmente reprimida pode enganar
alguns que pensam que a manteiga não derrete na boca, mas
nós sabemos que é diferente. Não é? Ele apertou seu clitóris
duro entre o polegar e o indicador e ela gritou de prazer e dor.
— Eu sei que você gosta de estar à minha mercê.
— Sim, Mestre Zane. — Ela respirava ofegante.
— Eu preciso que você esteja no comando.
— O que mais? O que você sentiu quando você gozou
pela primeira vez no meu quarto? Ele meteu dois dedos
dentro da sua boceta, antes de puxá-los dela e provar seus
sucos.
— Mmm, você tem um gosto divino.
Ela sabia o que ele acabou de fazer, e as suas
palavras excitavam.
— Ah.... Eu.... Não consigo pensar direito, mestre
Zane. Sua voz tornou-se abafada quando enterrou a cabeça
no colchão.
— Você ainda não respondeu à minha pergunta, você
está escondendo algo de mim. Bem, você vai pagar por sua
desobediência.
Ela ouviu o som inconfundível de um pacote de
camisinha sendo rasgada. Então ele enganchou seu braço ao
redor da cintura dela, a palma da mão espalmada em sua
barriga. Uma lufada de ar saiu de seus lábios quando ele a
puxou para trás e encheu sua boceta com um movimento
brutalmente rápido.
— Diga-me o que eu quero saber. Eu não vou
perguntar de novo. Deus do céu, seu pau estava enorme.
Incapaz de se mover, e com os braços e pernas
imobilizados, ela era dele para fazer o que quisesse. Um
simples brinquedo para ser usado da forma que ele bem
entendesse. Atrás dela, Zane agarrou seus quadris, puxando-
a para conduzir o seu pau, que entrou profundamente dentro
dela. Seu enorme pau preenchia cada parte da sua boceta
sensibilizada.
O plug anal pressionou ainda mais em seu ânus e as
palavras apressadas começaram a cair de seus lábios.
— Mestre Zane, eu estava com medo quando você me
amarrou à cama, mas também excitada.
Ele bombeou mais forte e mais profundo.
— Continue.
— Mas o medo misturado com a excitação é bom, não
é?
Ela perguntou ofegante, querendo e precisando de
sua aprovação.
— É, minha cadelinha. Encheu-a mais uma vez.
— Eu vou fazer você florescer como uma linda
borboleta.
— Oh, Deus, sim, ela sussurrou baixinho. Seu útero
contraiu violentamente com a interpretação visual de suas
palavras. Zane continuou a foder com força, enchendo-a
incansavelmente com movimentos longos e profundos.
— Oh, minha cadelinha. Eu encontrei sua fraqueza.
Você gostou de ser espalhada entre os postes da cama. Bem,
eu posso esticá-la mais do que você jamais imaginou, eu
posso ter minha cota de seu belo corpo e não há uma maldita
coisa que você possa fazer sobre isso.
Um grito saiu de seus lábios quando sua boceta se
contraiu dolorosamente com prazer.
— Mestre Zane, eu estou chocada ao descobrir que
eu iria querer coisas assim e ainda mais chocada que eu
permita que você faça comigo. Sua voz tremia enquanto
falava.
— Agora você está se abrindo para mim. Você está
começando a se entregar completamente, você gosta que eu
encha sua boceta molhada e sexy, não é? Como seu novo
Mestre, eu exijo ouvir todas as suas fantasias.
— Oh Deus, oh Deus, oh Deus, Emma choramingou.
Antes que a noite terminasse, ela sabia que ele iria extrair
tudo dela.
Capítulo doze

Na manhã seguinte
Zane colocou um copo de suco de laranja na bandeja
do café da manhã, que ele mesmo fez com o suco de três
grandes laranjas. Ele queria garantir que Emma começasse o
dia com uma boa dose de vitamina C.
Quando finalmente levou a bandeja do café da
manhã para suíte principal, viu que Emma ainda dormia no
meio de sua cama de dossel. Ela parecia bem relaxada e em
paz consigo mesma, seu cabelo loiro estava suavemente ao
redor do rosto em forma de coração e se arrastava sobre o
travesseiro. Ele não notou antes, mas pequenas sardas
polvilhavam seu bonito nariz, enquanto os cílios longos e
bonitos enrolavam para baixo em suas bochechas. Uma
respiração mais profunda soprou através de seus lábios
sensuais entreabertos.
Ele olhou para o relógio. Já passava do meio-dia. No
entanto, ele não podia reclamar, não quando a manteve
acordada metade da noite, servindo o belo e fodível corpo dela
com o seu. Olhou para o relógio mais uma vez e xingou
baixinho.
— Droga! Ele achou que era hora de acordá-la.
Zane sorriu para si mesmo. Aprendeu muito sobre
Emma durante a madrugada, o que a deixava excitada e o
que não deixava. Foi divertido descobrir suas fantasias mais
profundas e secretas. A rigorosa educação inglesa de Emma
lhe ensinou a reprimir todos os pensamentos sexuais, tanto
que ele recorreu a métodos desleais para conseguir o que
desejava, até mesmo fazer cócegas em seus pés enquanto a
segurava no lugar. Ele teve que abafar um risinho quando o
evento cômico reentrou em sua mente. Seu tórrido tempo
juntos entre os lençóis lhe deu uma melhor compreensão da
personalidade dela e ele esperava que ela ficasse perto por
tempo suficiente para treiná-la como sua nova sub. Ele já
estava gostando mais dela do que queria admitir.
Depois de colocar, em silêncio, a bandeja do café da
manhã na mesa de cabeceira, Zane inclinou-se e beijou os
seus lábios doces. Piscinas brilhantes de azul bebê piscaram
sonhadoramente abertas, até que ela se concentrou
totalmente nele e um maravilhoso sorriso irradiou no rosto.
Ter esse efeito sobre ela fez seu pau endurecer. Tudo o que
queria fazer era escorregar de volta na cama e continuar a
treinando, mas isso teria que esperar. Ele tinha uma remessa
de diamantes e esmeraldas chegando da África do Sul no
final da tarde, investiu mais de dois milhões de dólares nesse
negócio em particular e precisava estar lá quando chegassem.
Ele brincou com a ponta de seu bonito nariz com o
dedo.
— Acorde e brilhe, baby. Trouxe-lhe o café da manhã.
Ou talvez eu devesse dizer almoço.
Ela bocejou e se espreguiçou, como um gato na
frente de um fogo brilhante.
— Por que, que horas são?
— São quase 12:30. Espero que você não se importe,
eu tenho que estar em um lugar às três.
— Oh, não, você deveria ter me acordado mais cedo.
Emma começou a se sentar, enquanto observava com
diversão ela puxar o edredom ao redor de si para impedi-lo de
ver seu corpo nu. Ele supôs que afastar uma educação
inglesa reprimida ia levar algum tempo. Bem, com uma
mulher tão bonita e inteligente como Emma, ele estava
definitivamente disposto a gastar tempo.
Ele puxou o edredom e ela segurou com força sobre
os seios.
— Você sabe que eu já vi cada parte do seu corpo e
que escondê-lo de mim é completamente desnecessário.
Foi muito gratificante ver o bonito rubor rosa varrer o
pescoço e manchar suas bochechas.
— Eu não posso evitar, Zane. Sinto-me mais
indecente com o sol entrando pelas janelas.
Zane riu e entregou a bandeja do café da manhã. Ele
teria que curá-la de sua timidez, mesmo que achasse isso
incrivelmente sexy em uma mulher. Ele fez uma nota mental
para trabalhar nisso na próxima vez. Isto é, se houvesse uma
próxima vez. Ele, com certeza, esperava que houvesse. Talvez
fosse por isso que levou o café da manhã na cama, no fundo,
percebeu que estava tentando causar uma boa impressão.
— Eu não tinha certeza do que você gostava, então
eu preparei ovos mexidos e um pouco de bacon crocante.
— Você cozinhou isso? Ela parecia incrédula.
— Um homem que sabe cozinhar? Bem, bem, as
maravilhas nunca cessam?
Ele sabia, pelo sorriso que tocou seu rosto, que ela
estava brincando com ele.
— Estou sentindo certa quantidade de sarcasmo? —
Ele riu.
— Não, eu só não imaginava que você soubesse
cozinhar. Ela comeu avidamente os ovos.
— Está excelente, por sinal. Obrigada.
Zane sorriu.
— De nada, de verdade. — Ele puxou o BlackBerry
do bolso da camisa.
— A propósito, aqui está o seu telefone celular. Você
deixou na cozinha na noite passada. Eu o ouvi tocar cerca de
uma hora atrás, mas parou antes que eu pudesse atender.
Pode ser uma boa ideia verificar suas mensagens. Poderia ser
sua amiga Chloe, é mais provável que ela tenha voltado de
uma semana de sexo quente e está se perguntando por que
todo o alarde.
— Obrigada, eu espero que você esteja certo.
Enquanto ela continuava a comer e verificar suas
mensagens, Zane foi até a janela e olhou através do campo
aberto na parte de trás de sua propriedade, sua terra se
estendia até onde a vista alcançava. Manchas de verde
brilhante se misturavam com carvalhos maduros e
salgueiros. O outono estava mais ou menos terminando e a
paisagem estava assumindo uma beleza árida e estranha. Era
por isso que ele comprou a propriedade, em primeiro lugar.
Havia algo satisfatório em possuir um pedaço da terra de
Deus. Talvez, em um ou dois dias andaria a cavalo, era dono
de mais de cem hectares, de forma que espaço e privacidade
não eram problema. Ou talvez pegasse um de seus carros
clássicos na garagem e saísse para dar uma volta. Seu
favorito era o Mustang de 1968 A GT390. Exatamente o
mesmo utilizado por Steve McQueen no filme Bullit. Ele
amava aquele carro. Valia muito dinheiro agora, mas ele
nunca o venderia.
Antes de conhecer Emma, sua vida parecia estar em
compasso de espera. Ele não se sentia particularmente feliz
ou infeliz, apenas apático e entediado com o mesmo velho
cenário semana após semana. Certamente, deveria haver
mais na vida do que simplesmente ganhar dinheiro e visitar o
Club Submission. Uma relação baseada no respeito mútuo
talvez pudesse ser desenvolvida com Emma e ele realmente
pudesse começar a viver novamente. Quando era um jovem
homem com seus vinte anos, ele possuía um entusiasmo
inebriante para a vida. Avançando rapidamente quinze anos,
as coisas mudaram. Um casamento fracassado, seguido de
um divórcio caro, cobraram o seu preço. Tudo o que restava
de Zane Anders era uma concha oca e vazia.
Ele virou da janela para Emma, que segurava o
celular perto de sua orelha e parecia ouvir atentamente. Esta
recatada, mas surpreendentemente agressiva, inglesa o fez
começar a reavaliar sua vida. Mas por que ela? O que tinha
de tão diferente em Emma? O que a fazia tão especial? Ele
não descansaria até encontrar a resposta.
— Zane!
Emma o olhou horrorizada com o rosto pálido. Ele assistiu o
telefone celular cair de sua mão e bater no chão, quicando no
tapete espesso e luxuoso antes de parar completamente.
Em dois passos, ele estava ao seu lado.
— O que há de errado, querida?
Ela parecia ter visto um fantasma. Sua mão tremia,
batendo em sua garganta, enquanto ela lutava para respirar.
Ela levantou os olhos cheios de lágrimas para ele.
— É a polícia. Eles acham que encontraram Chloe.
Ele gentilmente acariciou os cabelos dela, muito
consciente de sua angústia óbvia.
— Ei, mas isso é uma boa notícia, não é?
— Não, não, não é.
Ela puxou as pernas para cima, debaixo do
edredom, e colocou os braços em volta dos joelhos. Quando
ela começou a se balançar suavemente de um lado para
outro, uma grande lágrima saiu do canto dos olhos e,
lentamente, serpenteou pelo seu rosto.
— A polícia diz que eles encontraram uma mulher
parecida com a descrição de Chloe. Eles têm quase a certeza
que é ela. Querido Deus, ela está morta, Zane. Eles querem
que eu vá para o necrotério a identificar.
Zane a segurou firmemente em seus braços,
protegendo contra os males do mundo. Ele sabia que ela
ficaria desolada pela perda de sua melhor amiga. Ele
sussurrou ternamente em seu ouvido:
— Eu sei que você está em estado de choque,
querida, mas por que você? Alguém da família dela não pode
fazer a identificação?
— Ela não tem nenhum parente mais próximo. Seus
pais morreram em um acidente de carro quando ela tinha
quinze anos. Chloe nunca teve muitos amigos, eu sou a única
que a polícia localizou.
Ela puxou uma respiração irregular profunda.
— Oh, Deus, alguém a matou. Desgraçados. Quem
faria uma coisa tão terrível a uma pessoa tão adorável e
carinhosa? Ela começou a chorar novamente. As lágrimas
fluíram sem controle por suas bochechas.
— Ela era tão gentil e carinhosa, Zane. Eu realmente
vou sentir sua falta.
— Shh... — ele acalmou. — As coisas vão dar certo.
Zane a segurou ainda mais perto, percebendo, naquele
momento, o quanto se importava com ela. — Você não sabe
se ela foi assassinada, Emma. Poderia ter sido um acidente.
Os policiais disseram como a encontraram?
— Não. Seu lábio inferior tremeu.
— Então, o que faz você pensar que ela foi
assassinada?
— Eles selaram o apartamento dela. Estão tratando
como uma cena de crime.
Não demorou muito para perceber que o Club
Submission logo estaria sob investigação também. Todo
mundo que conheceu Chloe, seria um suspeito, incluindo ele
mesmo. A merda estava prestes a bater no ventilador. Os
policiais iam amar o caos. Eles finalmente tinham motivo
para fechar o clube de uma vez por todas, já que vinham
tentando há anos, mas falharam miseravelmente até então,
porque tudo no clube era legal e acima de qualquer suspeita.
Matthew e Ethan cuidavam disso, no entanto, acrescentando
um assassinato à mistura, os dias do Submission estavam
contados. A imprensa teria um dia cheio. Haveria, em breve,
uma petição assinada por milhares de idiotas hipócritas que
queriam a América voltando à década de 1950 novamente.
Não, o Club Submission foi criado para permitir a
liberdade de expressão dos adultos que pensam iguais. Uma
vez que tudo o que é experimentado lá é consensual, por que
esses fanáticos arrumadinhos deveriam se importar? Tanto
quanto lhe dizia respeito, eles poderiam empurrar sua
devoção hipócrita em suas bundas tediosas e sem
imaginação.
A voz estridente de Emma o trouxe de volta para o
aqui e agora.
— A polícia não vai me deixar entrar no apartamento
de Chloe. Nem para pegar roupas limpas ou meu passaporte.
Eu preciso do meu passaporte, Zane. Como posso voltar para
a Inglaterra sem ele?
Voltar para a Inglaterra? Ele acabou de conhecê-la e
sabia que não queria perdê-la. Já viu a combinação perfeita
cair no primeiro obstáculo. Ele tirou os pensamentos egoístas
da cabeça e se concentrou em Emma. Ela estava sentada na
cama, segurando o edredom com força até que os nós dos
dedos estivessem brancos.
Zane decidiu assumir o controle, colocando as mãos
em seus ombros nus.
— Emma, olhe para mim. Levou um tempo, mas
eventualmente ela levantou o olhar para ele.
— Vá tomar um banho. Seu tornozelo ainda está
inchado, então é melhor você não dirigir. Eu vou levá-la.
Ainda atordoada, ela balançou a cabeça lentamente.
— Sim, sim, claro, obrigada. Eu vou me preparar
imediatamente. Ela escorregou da cama, agora totalmente
alheia a sua nudez.
— E quanto à roupa limpa? Eu não posso usar as
roupas que eu usava na noite passada. Elas darão à polícia a
impressão errada sobre mim.
Ela sabia muito bem o que o mundo baunilha
pensava sobre a cena BDSM. Era sempre aconselhável
manter as preferências sexuais de forma mais discreta
possível.
— Só as use agora, bebê. Eu vou comprar uma roupa
menos reveladora no caminho até lá.
Ela levou a mão à testa.
— Oh merda! E quanto ao meu carro?
— Não se preocupe, eu já estou com ele. Eu encontrei
suas chaves lá embaixo e o estacionei na casa.
Um sorriso fugaz vagueou por seus lábios, antes de
vacilar e se esvair completamente.
— Obrigada, você parece ter tudo sob controle.
— Basicamente isso.
Ele sentiu sua conexão enquanto olhavam um para
o outro, então ela se virou e foi embora. Eles eram
praticamente desconhecidos. Eles se conheciam a menos de
vinte e quatro horas, mas ele já sentia como se um forte
vínculo estivesse se desenvolvendo entre eles.
Ele só esperava que fossem capazes de enfrentar a
tempestade que sabia que estava prestes a assumir o controle
de suas vidas.
Capítulo treze

Emma se mexia nervosamente na desconfortável


cadeira de metal na pequena sala da clínica. Ela se
perguntava como superaria. Os eventos mudaram
rapidamente a partir do telefonema desagradável daquela
manhã. Chloe, sua melhor amiga, estava morta. Era difícil de
aceitar, mas mesmo assim, ela agora devia enfrentar a
situação de cabeça erguida. Ela sabia que seu corpo sem vida
estava nas proximidades, aguardando uma identificação
positiva. Claramente, a polícia se convenceu de que o corpo
encontrado por eles era o de sua melhor amiga, Chloe Watts.
Eles estavam simplesmente seguindo o procedimento.

Zane sentou ao lado dela, ocasionalmente apertando


sua mão. Ela estava agradecida por ele estar ali. Ela sabia
que ele tinha um negócio importante para fazer. Ele
mencionou uma remessa de diamantes e esmeraldas que
deviam ser acertados o quanto antes. Ele deixou o negócio de
lado para lhe ajudar e até mesmo parou para comprar uma
muda de roupa na primeira loja que passaram. Jeans e um
suéter pareciam muito mais apropriados do que ela estava
usando no Club Submission na noite passada. Ele é um bom
homem.

Ela gostava de Zane. Eles só se conheciam há pouco


tempo, mas ele já mostrou um lado carinhoso de seu caráter.
Estranho, ela não pensou que um homem em D/s estaria tão
genuinamente preocupado com seu bem-estar. Para falar a
verdade, Zane mostrou que estava disposto a assumir suas
responsabilidades. Não apenas as suas, mas as dos outros
também. Por mim.

Uma sensação de vazio revirou seu estômago quando


a porta se abriu lentamente. Um homem e uma mulher com
expressões solenes entraram na sala. A mulher, com cerca de
quarenta anos, falou primeiro. Ela estava bem-vestida. Por
alguma razão Emma ficou surpresa por ela não estar vestindo
um jaleco branco. Ela estendeu a mão.

— Olá, eu sou Kathy Rochelle. Eu sou patologista


forense do Departamento de Medicina Legal de Boston. Ela
se virou para o homem com ela.

— E este é o detetive Dave Mitchell do Departamento


de Polícia de Boston. Ele gostaria de trocar algumas palavras
com você depois de fazer a identificação formal. Desde que
você se sinta confortável.

Emma se levantou e apertou a mão da mulher. Ela


estava ciente de que sua mão estava tremendo.

— Eu sou Emma Parkes. Melhor amiga de Chloe. Eu


relatei sua falta quando cheguei em Boston. Quase
suplicante, ela perguntou:

— É possível que não seja Chloe, não é?

Evitando sua pergunta, a mulher disse: — Me siga,


por favor, Sra. Parkes.

Os quatro saíram da sala e foram por um longo


corredor. Emma sentiu como se fosse a vítima em algum tipo
de sonho macabro. Isso é possível? Será que vou acordar e
descobrir que tudo era apenas um pesadelo horrível?

Kathy Rochelle parou na frente de uma janela de


vidro, medindo cerca de 3x2,5 metros. O vidro possuía uma
cortina do lado de dentro, para esconder a sala da vista das
pessoas. Emma prendeu a respiração, sabendo muito bem
que sua amiga estava morta do outro lado. Por favor, não
deixe que seja Chloe.

Tremendo por dentro, olhou para Zane. Ele parecia


sério e tenso, mas deu um aceno tranquilizador e apertou o
ombro. Kathy Rochelle falou novamente. Sua voz calma era
estranhamente reconfortante.

— Emma, tome o tempo que precisar para responder,


você pode me dizer se Chloe tem quaisquer marcas
distintivas?

Emma balançou a cabeça lentamente e sentiu os


dentes batendo enquanto falava.

— Sim.

— Você poderia descrevê-la para mim, por favor?

— Ela... Ela... Ela tem uma pequena tatuagem na


parte interna do seu pulso esquerdo. É de uma rosa vermelha
entrelaçada com arame farpado.

— Obrigada. Quaisquer outras marcas distintivas?

— Não que eu saiba.

Kathy Rochelle apertou a mão dela.


— Eu vou pedir para abrir a cortina agora, Emma.
Você está bem com isso?

— Sim. Mas não era verdade. Por favor, por favor,


não deixe que seja Chloe.

Emma viu as cortinas lentamente abrirem. Ela


respirou fundo e segurou. Um corpo jazia em uma maca,
completamente coberto por um lençol branco. Com um aceno
de Kathy Rochelle, um atendente lentamente o puxou para
trás, expondo a cabeça e os ombros.

— Oh, Deus. Querido Deus. Emma imediatamente


colocou as duas mãos no rosto, cobrindo o nariz e a boca.
Mesmo que soubesse o que estava por vir, o trauma
emocional de ver sua melhor amiga morta a chocou muito.
Todo seu corpo começou a tremer. Parecia Chloe, mas Chloe
nunca usou uma expressão como essa na vida. Seu rosto
estava contorcido, como se tivesse morrido agonizando. Sua
mente fixou sobre os olhos abertos e boca, incapaz de se
conter de imaginar o horror que sua maravilhosa amiga
sofreu.

— É ela, mas simplesmente não parece ela.

Quando ninguém respondeu, Emma continuou a


olhar para a amiga, incapaz de desviar o olhar, mesmo que
quisesse desesperadamente. A pele de Chloe estava com uma
estranha tonalidade esverdeada. A ponte de seu nariz
desabou parcialmente, e pele negra manchava a área ao redor
de sua boca. Dúvidas começaram a entrar em sua mente
enquanto olhava para a cópia de cera de sua amiga.
— Eu preciso ver o seu pulso para ter certeza.

Ainda mantendo o resto do seu corpo coberto com o


lençol, o atendente revelou cuidadosamente o braço esquerdo
de sua amiga. A parte de trás de sua mão apareceu pela
primeira vez e Emma notou as pontas dos dedos enegrecidos.
Como advogada, viu inúmeras fotos de cadáveres, mas esta
era a primeira vez que realmente viu um em carne e osso.
Chloe foi claramente morta há algum tempo. Pela
deterioração, ela supôs uma semana ou mais. O atendente
cuidadosamente girou o braço dela. Ali, ali, sim, ela está ali.
A rosa entrelaçada em arame farpado estava tatuada na parte
interna do seu pulso. Ela não estava em dúvida agora. Era
Chloe.

— Sim, é ela. É Chloe Watts. Ela conseguiu dizer,


piscando para conter as lágrimas que ameaçavam derramar.

— O que aconteceu com você, Chloe? Ela sussurrou


para si mesmo. Kathy Rochelle deu o sinal e as cortinas
começaram a se fechar lentamente. Emma colocou as palmas
das mãos contra o vidro, tentando parar seu movimento. O
pânico começou a se construir quando a enormidade da
situação finalmente a atingiu. Apressada, as palavras
truncadas derramaram de sua boca.

— Não, não, não, por favor, deixe-me vê-la um pouco


mais. Esta é a minha amiga. Ela precisa de mim. Quem vai
cuidar dela agora? Por favor, não feche. Ela seguiu a borda
da cortina até que apenas uma fresta foi deixada e um
pequeno pedaço de sua amiga permaneceu. Era a última
visão que ela teria dela.

— Não! Ela bateu com o punho contra o vidro.

—Não é justo, ela é minha melhor amiga, eu preciso


confortá-la. Você pode não entender, ela está sozinha lá
dentro. Suas pernas começaram a ceder e ela mal podia
respirar.

— Não, não, não. Ela soluçou. Mãos fortes


repousavam sobre seus ombros e ela se virou em seu abraço.
Zane envolveu-a em seus braços, dando-lhe o conforto que
tanto precisava. Uma calma interior começou a envolver seu
corpo e mente, enquanto respirava seu cheiro masculino
reconfortante.

— Shhh... querida, eu estou aqui. — Suas palavras


acalmaram o sofrimento que pulsava através dela.

A voz do Detetive Mitchell rompeu a natureza surreal


da situação.

— Eu preciso fazer algumas perguntas a vocês.

— Jesus, vocês policiais são todos iguais. Você não


pode ver que esta senhora está angustiada? Basta dar-nos
algum espaço. Zane parecia irritado.

— Eu compreendo, Senhor, mas esta é uma


investigação de assassinato.

— Eu sei disso. Nós dois sabemos disso. Estamos


bem conscientes das implicações. Zane segurou seu queixo e
ela olhou para ele com os olhos marejados.
— Estou aqui por tanto tempo quanto você precisar
de mim, querida. Mesmo que seu corpo tremesse
incontrolavelmente, Emma concordou e bravamente forçou
um sorriso fraco. Zane carinhosamente colocou a mão em
sua bochecha e segurou o rosto dela contra seu peito. Até ele
parecia triste. Ele continuou falando.

— Olha, oficial, apenas cinco minutos, isso é tudo


que eu peço. Nós não vamos a lugar nenhum.

Kathy Rochelle colocou a mão no ombro de Emma.

— Meu escritório fica no final do corredor. Talvez


você queira algum tempo para reunir os seus pensamentos
em particular.

— Obrigada. Você é uma moça muito gentil, —


Emma sussurrou.

— Não foi nada. Uma última coisa, eu vou ter de


levar seu DNA para fins de eliminação. É um procedimento de
rotina e nada para se preocupar. Se você me seguir, vou te
mostrar o caminho.

Kathy Rochelle os levou ao seu escritório.

— Leve o tempo que precisar.

Zane sentou em uma cadeira e puxou Emma em seu


colo. Ele acariciou seu cabelo enquanto ela deitou a cabeça
no peito dele.

— É isso aí, querida. Apoie-se em mim. — Ele afastou


os fios dourados de seu rosto.

— Isso é uma coisa difícil de testemunhar. Você é


uma mulher corajosa.

— Era ela, não era? — Ela precisava saber que não


cometeu um erro.

— Sem dúvida. Lembrei-me da tatuagem em seu


pulso.

— Eu já vi fotografias de cadáveres em meu trabalho


como advogada. Mas de alguma forma, é completamente
diferente quando você vê um de verdade. Especialmente
quando é alguém que você conhece e ama. Apenas ver Chloe
ali, tão fria e sozinha, me fez entender como a vida pode ser
passageira.

Detective Mitchell limpou a garganta e entrou no


pequeno escritório.

— Zane Anders, tenho razões para acreditar que você


conhecia a falecida, também.

Zane suspirou resignado.

— Eu estava me perguntando, policial, quanto tempo


você levaria para descobrir isso. Para o registro, sim. Eu
conhecia Chloe, ou Giselle como era chamada. Que eu saiba,
ela visitou pela primeira vez o Club Submission cerca de dois
anos atrás.

— Então, quando foi a última vez que a viu?

Zane fez uma careta e massageou a parte de trás do


pescoço.

— Cerca de duas semanas atrás, eu acho. Como eu


disse, ela era conhecida no lugar como Gizelle. Eu só descobri
ontem que seu nome verdadeiro era Chloe.

O tenaz detetive voltou sua atenção para Emma.

— Senhora, ajudaria nossos inquéritos se você


pudesse me dizer por que está vivendo no apartamento de
Chloe Watts.

Emma sabia onde isso estava indo e não gostava nem


um pouco das implicações.

— Não há nada de sinistro em meu relacionamento


com Chloe, Detetive Mitchell. Ela e eu estávamos no processo
de criação de um escritório de advocacia em conjunto aqui
em Boston. Ela me convidou para morar com ela enquanto os
preparativos finais estavam sendo feitos. Minha chegada aqui
aos EUA foi planejada meses antes dela desaparecer. Chloe
me deu uma cópia das chaves para que eu pudesse ir e vir
quando desejasse. Quando cheguei...

Zane interrompido.

— Não diga mais nada, Emma. A polícia vai distorcer


qualquer informação que lhes der. Eles vão colocar dois e
dois juntos e fazer cinco.

Como advogada, Emma sabia que o que Zane estava


falando fazia sentido. Ela realmente devia insistir em chamar
um advogado, mas por algum motivo estúpido, ilógico, ela
queria ter seus sentimentos e emoções em campo aberto.

— Não, Zane, deixe-me falar. Eu quero dar a minha


opinião. Ela respirou fundo antes de continuar.
— Detetive Mitchell, posso garantir-lhe que, quando
eu cheguei, Chloe estava longe de ser vista.

— E você espera que eu acredite, Sra. Parkes.

A forma como o policial de homicídio a olhou,


deixou-a em dúvida se ela não era uma suspeita. Talvez até
mesmo a principal suspeita.

— Eu não dou a mínima para o que você acredita,


Detetive. Eu não tenho nada a esconder. Todos os meus bens
pessoais estão sendo enviados da Grã-Bretanha enquanto
falamos. Os móveis de seu apartamento na Inglaterra, foram
cuidadosamente carregados em contêineres.

— O contêiner não vai chegar aqui por mais de seis


semanas, mas, por favor, fique à vontade e sinta-se livre para
verificar a minha história com a companhia de navegação.

— Vamos precisar do endereço deles. Também vou


precisar do endereço de onde você estiver hospedada agora.

— A senhora vai ficar comigo A voz profunda de


Zane falou com autoridade.

— Mas...

Zane olhou em seus olhos.

— Querida, eu quero que você fique comigo, pelo


menos até que você tenha resolvido tudo. Você está muito
emocional e vulnerável para ser deixada por conta própria.

Ela sorriu.

— Obrigada, Zane. Você é um bom homem. Eu não


quero incomodá-lo. Assim que eu receber meu passaporte de
volta, eu posso voltar para a Inglaterra e...

Detetive Mitchell rudemente interrompeu.

— Minha senhora, deixe-me explicar uma coisa. Até


nossas investigações serem concluídas, você vai ficar aqui
nos EUA.

— Você está brincando, certo? Por quanto tempo,


posso perguntar?

— Esta é uma investigação de assassinato, Sra.


Parkes. Por quanto tempo for preciso.
Capítulo quatorze
Já estava começando a ficar escuro quando Zane
finalmente dirigiu a Mercedes pelos impressionantes portões
de segurança de Anders Gems. Ele parou o carro no espaço
privado do estacionamento, fora de seu escritório e se virou
para Emma. Ela estava pálida e parecia perdida em
pensamentos.

Aquele policial do caralho. Qual era o nome


do desgraçado? Sim, isso mesmo, detetive Mitchell. Ele
questionou a ambos por mais de uma hora. Sua entrevista,
como disse. Foi mais do que um interrogatório, realmente,
focado inteiramente no sexo consensual que acontecia no
Club Submission. Ele apenas não desviava o foco. Ouvir Zane
contar os detalhes sobre relacionamentos D/S, realmente
excitou o triste bastardo. Ele sabia que o cara iria direto para
o clube, quanto tivesse terminado de falar com eles, para ver
por si mesmo. Ele provavelmente estaria cuidando de uma
semi-ereção tarde da noite fodendo por lá. Assim, logo que
pudesse, telefonaria para Matthew e Ethan, para deixá-los
avisados. Eles sabiam que ter um detetive fazendo uma
investigação policial, em um clube de sexo privado, era ruim
para os negócios. A maioria dos membros, preservava
ferozmente a sua identidade, querendo mantê-la em segredo.
Alguns mantinham em segredo seu estilo de vida de seus
maridos ou esposas. Eles não queriam isso anunciado para o
mundo inteiro. Zane percebeu que o Club Submission viveria
tempos difíceis.

Depois de olhar rapidamente para o prédio de quatro


andares, de vidro fumê, tocou o ombro de Emma, a
despertando de sua introspecção. — Entre um pouco e pare
de pensar sobre as coisas. — Ela forçou um sorriso, mas era
óbvio que seus pensamentos estavam completamente em
outro lugar. Ele não podia culpá-la. O que viu no necrotério
foi devastador. Descobrir que sua melhor amiga estava morta,
era ruim o suficiente, mas descobrir que ela foi assassinada
devia estar quebrando-a.

Zane acariciou seu rosto pálido com as costas da


mão.

— Sei que as coisas estão difíceis para você agora.


Mas vai ficar melhor, prometo a você. O que está passando
neste momento é o pior que pode ficar.

— Espero que esteja certo.

— Claro que estou certo. Estou sempre certo.

Emma assentiu com a cabeça e não pode deixar de


sorrir ao ouvir sua resposta irônica

— Seu ego não conhece limites, Mestre Zane.

Suas palavras eram leves, mas ainda podia detectar o


excesso de umidade brilhando em seus olhos.

— Eu só tenho uma papelada para ver. Não deve


demorar muito. Venha, vou apresentá-la ao pessoal que
trabalha para mim.
— Você tem sido tão bom para mim Zane. Eu
realmente agradeço.

— De nada.

Ele, gentilmente, pegou uma mecha de seu cabelo


louro bonito entre o polegar e o indicador, antes de colocá-lo
atrás da orelha perfeita. Então, olhou diretamente para ela.
— Sinto-me...

Ele fez uma pausa, tentando encontrar as palavras


certas.

— Eu não sei o que é, mas sinto uma afinidade com


você. É como se... Procurou palavras elucidativas novamente.

— Olha, o que estou tentando dizer é... Eu,


realmente, gosto de você Emma. Gosto de ter você por perto.

Temendo que já tivesse falado demais, saltou do


carro e deu a volta para abrir a porta. Quando ela saiu, ele
olhou para a fachada de vidro fumê. Ele tinha a curiosidade
de saber quantos de seus colaboradores observaram sua
chegada com a sexy mulher loira.

Ele olhou para o relógio enquanto caminhavam em


direção ao impressionante edifício moderno. Era quase quatro
horas. O embarque importante já teria sido entregue. Lucy,
sua assistente pessoal, estava na empresa há 12 anos. Ela
era praticamente indispensável. Ele sabia que ela seria capaz
de lidar com a entrega sozinha. Era uma senhora
extremamente competente e seu atraente salário de seis
dígitos confirmava isso.
Assim que entraram no prédio, Lucy veio em direção
a eles, com um sorriso verdadeiro no rosto. Para uma mulher
em seus quarenta e tantos anos, ainda parecia fantástica.
Olhos verdes felinos, reforçados pela maquiagem
cuidadosamente aplicada, dava-lhe uma aparência exótica.
Seu cabelo castanho estava bem cortado e com luzes da
moda se destacando. Era uma vergonha que permanecesse
divorciada e solteira. Ele muitas vezes pensou em se envolver
com ela, mas a diferença de oito anos de idade sempre o
deteve. Descobriu que não queria entrar em
um relacionamento com uma mulher mais velha neste
momento da sua vida. Talvez um dia devesse apresentá-la ao
Club Submission, isto é, se ela estivesse interessada. Tinha
certeza de que iria encontrar alguém lá que poderia fazê-la
feliz. Homem ou mulher?

— Oi, Zane. Não há problema algum. O embarque


chegou exatamente como deveria. Eu já os classifiquei e até
mesmo tenho algumas das pedras prontas para o mercado
aberto.

— Bom trabalho Lucy. Ele colocou um braço


protetor em torno do ombro de Emma.

— Esta senhora bonita é Emma. Ela vai ficar comigo


por um tempo.

Lucy sorriu, seus olhos felinos varrendo Emma em


silêncio, calorosamente, em aprovação.
— Bom, já era tempo de você trazer uma mulher a
este lugar. É grande demais, todas essas salas para você
sozinho. Ela tocou a mão de Emma.

— Oi, Emma, sou Lucy, o burro de carga geral


daqui. Riu alto e depois acrescentou com uma preocupação
genuína. — Nossa, nossa, você está tremendo. Vou lhe trazer
uma xícara de café para aquecê-la.

— Prazer em conhecê-la também Lucy e obrigada,


um café seria ótimo.

— De nada minha querida.

Após digitar seis dígitos na porta de senha, Zane


guiou Emma por um conjunto duplo de portas de segurança
lacradas.

— Vejo que não está arriscando seu estoque valioso.

— Sim, um cara não pode estar neste negócio Emma


sem se precaver. Há uma abundância de pessoas muito
inteligentes que gostariam de ter em suas mãos as pedras
que guardamos aqui. Instalei medidas extras de segurança
após uma tentativa de assalto no ano passado. É uma
medida de precaução, realmente. Na maioria das vezes, o
nível de pedras preciosas armazenadas aqui é muito baixo.
Apenas em dias como hoje, quando um embarque caro chega.
Então nós temos que ser extra vigilantes. Ele abriu a porta
de seu escritório.

— Relaxe, descanse seus pés baby. Terei terminado


em uns 20 minutos.
— Não estou com pressa Zane. Leve o tempo que
precisar. Eu o fiz perder muito do seu precioso tempo hoje.
Ela se sentou em uma cadeira confortável, com vista para a
janela e olhou para fora em silêncio. Ele sabia que estava de
luto pela perda de sua melhor amiga. Daria a ela o tempo que
precisasse para entender o que aconteceu.

Lucy bateu na porta e trouxe uma bandeja com café


fresco, creme de leite e açúcar, juntamente com alguns
biscoitos.

— Você certamente não parece muito bem, querida—


comentou quando começou a derramar o café. Emma
suspirou.

— Acabei de ter uma má notícia, mas estou bem


agora, honestamente. Ela tomou um gole de seu café.
Levantou a xícara. — Mmm, Lucy, isso é delicioso. Você faz
um café maravilhoso.

— Obrigada, realmente não é nada.

Quando eles finalmente foram deixados sozinhos,


Emma falou de novo.

— O que exatamente você faz aqui Zane? A


segurança é incrível. Este lugar é como uma fortaleza.

Ela parecia tão imersa em seus pensamentos desde


que deixou o necrotério, que ele não percebeu que ela notou
muita coisa. Mas ao contrário disso, ela percebeu tudo. Ele
supôs que era sua mente inquisidora. Afinal, era uma
advogada.
— Aqui, no Anders Gems, primeiro compramos as
pedras brutas. Diamantes, esmeraldas e safiras são os mais
populares. Elas então são classificadas de acordo com a
qualidade. Algumas são enviadas para serem cortadas e
outras são colocadas no mercado aberto. Tudo depende da
qualidade inerente da pedra individual. Algumas pedras têm
falhas e seu valor é menor. Pedras superiores são
classificadas por cores. Os diamantes brancos são os mais
procurados e valiosos.

Ela pareceu um pouco surpresa.

— Cor? Pensei que os diamantes eram apenas isso,


diamantes. Ele sabia que ela estava fazendo perguntas para
parar de pensar no que aconteceu, mas ela não sabia que ele
tinha uma paixão por seu trabalho. Ele voltou para o seu
cofre e o desbloqueou.

— Aqui, é melhor se eu te mostrar. Zane pegou dois


sacos pequenos de veludo preto e os colocou sobre a mesa.
Virou o conteúdo em sua mão e depois colocou em cima de
um pano de veludo. Apontou para as pedras.

— O que você acha?

Seus lábios franzidos juntos enquanto os estudava.


— Não sei muito. O que são? Elas se parecem com pedaços
turvos de vidro.

Ele riu. — Pedaços de vidro? O que você está vendo


aqui são diamantes brutos sem corte. Os poucos que você vê
aqui valem mais de um milhão de dólares.

Sua boca se abriu.


— Você está brincando, mas eles parecem tão...

Zane sorriu enquanto olhava para ela.

— Decepcionantes?

Um sorriso levantou seus lábios quando levantou os


olhos para ele. — Um pouco.

O jeito que disse essas duas palavras simples, um


pouco, naquele sotaque inglês dela, o excitou. Naquele exato
momento sentiu em muitos níveis a conexão entre eles. Sem
dúvida, eles compartilhavam o mesmo raciocínio. Cada um
parecia saber, instintivamente, o que o outro estava
pensando. Então disse: — Sinto muito que está desapontada,
baby.

— Zane, você nunca poderia me decepcionar, mas


posso acabar decepcionando você. Me sinto como uma
criança em sua presença. Sei que você tem muito para me
mostrar, mas não posso deixar de sentir que nunca posso
atingir suas expectativas.

— Venha até aqui. Há algo que quero te mostrar.

Ele passou o braço ao redor da cintura dela e, de


bom grado, ela deslizou para o seu colo. Ele segurou um dos
diamantes brutos na palma da sua mão.

— Vê isso? Este é um diamante bruto. Como tal, ele


não capta a luz ou brilha. Ele derrubou o conteúdo da outra
bolsa sobre a mesa de mogno e seis diamantes lapidados,
redondos e bonitos espalharam na madeira escura.
Segurando um em direção a janela, entre o indicador e o
polegar, ele disse:

— Agora este é o produto final. Veja como reflete a


luz, emitindo brilho e fogo em todos os lados.

— É realmente lindo Zane. Um suspiro saiu de seus


lábios.

— Mas a beleza existe em ambos. É apenas a forma


como o mestre artesão faz o seu corte que permite que o
diamante brilhe para o seu verdadeiro e potencial final.

Emma tocou seu queixo e ele olhou para seu rosto


maravilhoso. — Sei que você está fazendo uma analogia entre
o diamante bruto e eu. Você vê beleza quando olha para mim,
não é?

— Eu vejo uma bela mulher que sonha


em soltar suas inibições.

— Eu não tenho certeza se ficar com você é uma


boa ideia Zane. Depois de hoje, tudo o que quero fazer é me
esconder e chorar. Além disso, eu seria uma mulher
sustentada. Uma prostituta.

— É isso que você acha?

Quando ela acenou com a cabeça, ele continuou,

— Baby, é claro que quero você na minha cama.


Afinal sou um homem com sangue fluindo pelas minhas
veias. Mas isso não significa que espero algo de você agora.
Se vier para mim, será porque quer. Porque quer aprender
comigo. Ele acariciou o rosto dela com sua mão.
— Há tanta coisa que quero lhe ensinar.

Emma sorriu. Ela olhou para os lábios dele e, em


seguida, inclinou-se para beijá-lo.
— Você já me ensinou muita coisa. Mas preciso de
tempo para tomar minha decisão.
Capítulo quinze

Uma semana mais tarde.

Emma olhou mais uma vez pela janela do quarto. O


campo de colinas espetaculares estava finalmente começando
a dar uma boa impressão. Estava tão absorta em sua própria
dor, que ainda não notou como bonito e convidativo parecia o
mundo exterior. Uma manta grossa de neve caiu durante a
noite e polvilhava os campos e árvores como um tapete
branco mágico. A paisagem congelada se estendia até onde os
olhos podiam ver. A cena de inverno, logo cedo a cativou,
lembrando-lhe a imagem em um cartão de Natal de Dickens.
Chloe não gostaria que ela se fechasse para sempre. Ela
realmente devia fazer um esforço para voltar a participar do
mundo.

A investigação policial sobre a morte de sua amiga se


expandiu para incluir todos os membros do Club
Submission. Isto é, se eles pudessem encontrá-los.
Aparentemente, na época do desaparecimento de Chloe, havia
imagens de circuito fechado de televisão de sua amiga
deixando o clube nas primeiras horas da manhã. As
filmagens foram obtidas a partir de uma garagem local que
usou as câmeras discretas para proteger o seu valioso
estoque de automóveis caros. Ao fazê-lo, tinham filmado as
portas de entrada do Submission também. A imagem de
Chloe e um homem desconhecido foram divulgadas à
imprensa e meios de comunicação. Emma não tinha muita
esperança, porque a qualidade da imagem estava
extremamente chuviscada. O homem desconhecido poderia
ser qualquer pessoa. Exceto Zane.
Nenhumas das outras imagens da câmera tinham Chloe.
Devido à natureza sigilosa do clube, as câmeras de qualquer
natureza eram estritamente proibidas dentro das instalações.

O corpo de Chloe foi finalmente liberado. A necropsia


encontrou traços de sêmen e evidência de asfixia. A partir das
marcas de trauma no pescoço, ela provavelmente foi
estrangulada. Sua amiga deve ter sofrido terrivelmente.
Emma se consolou com o conhecimento de que pelo menos
eles tinham o DNA do assassino. Era apenas uma questão de
tempo antes que o encontrassem.

A casa funerária arranjou um serviço para terça-feira


da próxima semana. Ela estremeceu. Seria difícil dizer adeus,
especialmente com a mídia lá a pleno vapor. Por favor, me dê
força para passar por isso.

Dor disparou nela. Emma olhou para suas mãos.


Estava apertando-as com tanta força que as unhas realmente
fizeram recortes profundos em suas palmas. Balançou a
cabeça. Toda esta introspecção não estava fazendo bem a ela.

Em uma tentativa de criar energia e reagir, ela pegou


seu casaco e foi para a impressionante escadaria que se
estendia até embaixo, no grande vestíbulo de entrada do
térreo. Ela desceu lentamente, com cuidado de tomar um
degrau de escada de cada vez, antes de chegar ao magnífico
corredor de mármore. O estilo de vida decadente era um que
poderia certamente se acostumar.

Depois de girar a maçaneta ornamentada na pesada


porta de carvalho, ela a abriu. Enquanto estava na varanda,
respirou, enchendo os pulmões com o ar gelado de Dezembro,
limpando sua mente de pensamentos indesejados e escuros.

Havia um vento cortante e, para esquentar,


expeliu hálito quente em suas mãos, enquanto saia para a
neve. O barulho sob as botas levantou seu ânimo, fazendo
um sorriso aparecer em seus lábios. Um passeio rápido era
exatamente o que precisava.

Pegadas de Zane ainda eram visíveis. Todas as


manhãs, às seis, ele partia para seu escritório em Boston,
deixando-a com seus próprios afazeres. Para sua vergonha,
se retirou do mundo. Agora, depois de uma semana
lambendo suas feridas, era hora de seguir em frente.

Zane foi muito compreensivo, dando-lhe tempo e o


espaço que precisava para se conformar com tudo. Ela tinha
seu próprio quarto e a liberdade para vagar em torno de sua
bela casa, mas ainda faltava algo. Precisava de um
ingrediente extra em sua vida. Algo especial que vislumbrou
quando eles passaram aquela maravilhosa noite erótica
juntos, há apenas uma semana. Durante esse tempo com
Zane, nunca se sentiu mais viva. Sabia que ele queria
desenvolver o seu relacionamento ainda mais, mas recuou
completamente, deixando-a decidir. Não houve qualquer
pressão vinda dele. Se ela se entregasse a ele, em mente,
corpo e alma, seria inteiramente sua decisão.

Depois de estar caminhando pela neve por 40


minutos, virou-se e começou a voltar para a casa. O vento
cortante certamente levou embora a tristeza. Agora podia
pensar com clareza novamente.

Quando viu a Mercedes de Zane no caminho, acenou,


sentindo um grande sorriso levantar de seus lábios. Uma
energia nervosa serpenteou até o centro em seu estômago,
quando ele parou o carro ao lado dela e abaixou a janela. O
belo rosto masculino de Zane a fez querer submeter-se
voluntária e ansiosamente aos seus cuidados. Só para ver se
as mudanças sutis em suas feições quando ele a dominava,
seriam tão empolgantes como na primeira vez.

No entanto, a situação impossível na qual ela se


encontrava veio à tona em sua mente. Não havia nenhuma
maneira de contornar isso. Só de estar aqui, sem meios de se
sustentar, ela era, na realidade, uma mulher sustentada. Se
cedesse aos desejos carnais, submetendo-se à sua
vontade, não estaria fazendo a sua situação muito pior?

Seus olhos eram acolhedores e simpáticos quando


a estudava.

— É bom ver você tomar ar, baby.

— Percebi que não posso ficar no meu quarto para


sempre. Tenho que voltar a terra dos vivos em algum
momento ou vou enlouquecer.
— O ar fresco certamente trouxe cor para suas
bochechas.

Apenas o jeito que ele olhou, enviou ainda mais calor


ardente para seu rosto. Ela sabia que ele queria levá-la para
a cama e dominá-la do jeito que fez antes. A imagem mental
de seu corpo magro e rígido, dominando-a até que ela não
conseguia sequer lembrar seu próprio nome, encheu sua
mente. Certamente não seria capaz de resistir a Zane por
muito mais tempo? Na verdade, sua calcinha já estava
molhada de desejo.

Felizmente, o orgulho a impediu de deixar


escapar, eu quero ser sua sub, mestre Zane. Ela simplesmente
se recusava a ser uma mulher sustentada. Com uma
determinação calma, empurrou os pensamentos eróticos à
distância. Seria melhor se ficasse mais formal e distante com
ele. Se trabalhasse para seu sustento, em vez de ficar de
bobeira em seu quarto durante todo o dia, poderia ser capaz
de manter sua autoestima.

— É bondade sua colocar um teto sobre minha


cabeça Zane. Como uma forma de mostrar o meu apreço,
prepararei o jantar hoje à noite.

Completamente não se incomodando com seu jeito


distante, um sorriso malicioso espalhou lentamente em seus
lábios. Talvez soubesse o que ela estava tentando fazer? Ele
olhou para ela durante o que pareceu uma eternidade, antes
de dizer:
— Ótimo, por que não preparamos o jantar juntos?
Dessa forma, podemos ter uma boa e longa conversa. Você
quer uma carona?

Emma sacudiu a cabeça. — Não, obrigada, o ar


fresco me fará bem.

— Ok, dirigirei de volta para casa. No momento em


que chegar lá, terei algumas coisas prontas. — Ele fechou a
janela e o Mercedes prata continuou em direção à casa
impressionante.

Ela estava dividida sobre passar tempo a sós com


Zane. Por um lado, ansiava por sua orientação masculina.
Por outro lado, estava preocupada aonde tudo isso iria. Só de
pensar em sua presença a fez se sentir quente e
sexy por dentro. Prendeu os braços em si mesma, pensando
em seu enorme pênis profundamente dentro de sua vagina,
satisfazendo todas as necessidades e desejos. Oh, Zane, se
você soubesse o quanto quero você.

No momento em que Emma chegou à casa, Zane já


tinha estacionado o Mercedes. Pegadas frescas na neve
levavam à porta da frente. Depois, chutando suas botas
contra a parede para remover a neve impregnada, ela
empurrou a pesada porta de carvalho e entrou. Ouviu-o
mover as coisas na cozinha e foi até lá. O cheiro de sua loção
pós-barba cara pairava no ar, enquanto seguia os sons
metálicos na cozinha.

Quando entrou, ele se virou, um sorriso radiante


enfeitando o seu rosto masculino. Apontou para uma alface
fresca e um punhado de tomates cereja que estavam sobre a
superfície de trabalho em granito preto.

— Se preparar a salada, cozinharei os bifes. Cozinhar


bifes é o trabalho de um homem. Posso cozinhar um com
perfeição. Como gosta do seu?

— Bem passado para mim. Não suporto carne crua.

Ele riu. — Mulher típica. Grelhar demais vai


cozinhar todo o gosto dele. Sempre como o meu ao ponto, mal
passado.

Com as mãos nos quadris e demonstrando um


aborrecimento simulado, ela respondeu:

— Bem, se sou uma mulher normal, então você é um


homem típico. Confio que vai querer um bife mal cozido.
Suponho que acha que isso o faz todo macho.

Os dois riram. Bem, pelo menos ela poderia fazer


uma salada atraente. Abriu um dos armários à procura de
um avental, antes de decidir fazer sua própria receita
especial, feita pela sua avó. Usando o óleo de oliva, um toque
de limão, alho, mostarda e temperos, acrescentou um pouco
de vinagre de vinho branco, antes de misturar vigorosamente
com um batedor. Mergulhou um dedo na taça, antes de
lambê-lo.

— Mmm, simplesmente perfeito, eu tenho que


admitir. Ela olhou para o homem bonito tirando dois enormes
cortes de costela da geladeira. Se ele quiser fazer sexo comigo,
não serei capaz de dizer não. Não vou querer.
— Então, como foi seu dia? Ele perguntou,
enxaguando os bifes em uma torneira de água fria.

Ela suspirou.

— Ok, mas preciso de um propósito na minha vida


Zane. Realmente sinto falta do meu trabalho. Engraçado que
não se deu conta, até agora. Balançou a cabeça.

— Eu não percebi o quanto sentiria falta da corte e


do tribunal. Ser advogado, torna você parte integrante de um
drama da vida real se desdobrando na sua frente. É um
trabalho muito estimulante e gratificante. Emma encontrou
uma tábua para cortar a salada. Colocou-a sobre a superfície
de trabalho e começou a cortar a alface com uma faca afiada.

Zane acendeu a chapa no fabuloso forno de aço


inoxidável.

— Então, talvez, deva instalar um escritório de


advocacia aqui em Boston como originalmente planejou?

Sua sugestão a surpreendeu. Desde a morte


prematura de Chloe, presumia que regressar a Inglaterra era
a sua única opção. Talvez ela até mesmo pedisse a sua
posição de volta ao Handley e Hawcutt.

— O que você está dizendo Zane? Acha que eu


deveria criar um escritório de advocacia sem Chloe?

— Por que não? Você é claramente muito


competente.

Zane começou a amaciar os bifes com um martelo de


madeira. O baque surdo de madeira contra a carne ecoou
pela cozinha. Quando terminou de bater no bife, ela
continuou a conversa.

— Legalmente eu não posso advogar aqui em


Massachusetts sem antes passar no exame da ordem.

Ele deu de ombros, encarando o assunto com


naturalidade.

— Então, faça o exame da ordem. Você é uma mulher


inteligente e engenhosa. Além disso, teria que fazer e passar
neste mesmo exame, antes que pudesse exercer a advocacia
com Chloe. — Ele fez soar tão simples.

Realização despontou. — Sim, isso é verdade. Com a


morte de Chloe, eu achei que voltaria para Londres.

Ela viu Zane jogar os enormes bifes de costela na


chapa quente. Eles chiaram logo que tocaram, selando em
perfeição. Ela respirou, cheirando o delicioso aroma
profundamente em seus pulmões. Ele se virou para ela, seus
olhos azuis segurando os dela.

— Você pode ficar aqui comigo durante o tempo que


for preciso para passar no exame.

Sua boca se abriu e fechou várias vezes, mas as


palavras não saíram. Ela balançou a cabeça, sem saber onde
os eventos a levariam. Pequenas borboletas dançavam em seu
estômago. A maneira que Zane a olhou fez sua calcinha
umedecer com a necessidade. Eventualmente, conseguiu
encontrar as palavras que queria.
— Você foi muito generoso Zane e eu, realmente,
aprecio tudo o que fez, mas me sentiria como uma mulher
sustentada se ficasse aqui com você nesta bela casa.

— Mas por que baby? Por que se sente assim?

— Porque sou uma mulher independente


Zane. Uma mulher que foi através da vida, sem qualquer
ajuda. Não foi fácil me tornar uma advogada na Inglaterra.
Consegui isso através de trabalho duro e autossuficiência.
Essa é uma das razões pelas quais eu não...

Emma manteve a boca bem fechada antes de dizer


algo que pudesse se arrepender mais tarde. Seu olhar se
conectou com o dele. Estava prestes a dizer, vou para a sua
cama. Ela sentiu o calor do rubor em suas bochechas e
esperou que ele não notasse.

Continuou cortando a salada quando um silêncio


desconfortável encheu o vazio entre eles. Apenas o som dos
bifes de costela chiando na grelha permanecia.

Zane caminhou até ela. Era tão grande e poderoso.


Sua presença física imponente e carismática simplesmente a
inundando. Ela afastou de seu olhar insistente.

— Olhe para mim e termine o que estava prestes a


dizer — ordenou.

Quando ela não respondeu, ele tirou a faca do forte


aperto de sua mão e a colocou na tábua de cortar. Então,
segurou seu queixo rudemente e virou o rosto para ele. A
respiração escapou de seus lábios em um profundo suspiro
quando relutantemente se submeteu a sua força. Ele era
bonito e magistral também. Quando era todo-poderoso assim,
ela não podia negar-lhe nada.

— Zane. Ela tocou seu queixo, apreciando a barba


fina de sua pele áspera.

— Eu realmente gosto de você. Mas estou


preocupada, que caso eu ceda e me torne sua sub, eu perca
minha independência.

— Mas você sabe que quer isso. Por que nos negar o
prazer que iríamos ter juntos? Seu polegar roçou seu lábio
inferior.

— Você é tão linda Emma. Mais do que qualquer


outra coisa no mundo, quero você na minha cama
novamente. Mas não posso forçá-la a vir. Você tem que
decidir isso, e tomar essa decisão sozinha.

Sua respiração era profunda e irregular. — Sim, eu


quero você. Queria muito você.

Sua expressão tornou-se muito grave.

— Se vier para mim, espero que seja minha sub. Isso


significa abrir mão de todo o seu controle. Em troca, Mestre
Zane cuidará de todas as suas necessidades, quereres e
desejos.

— Eu não sei se posso desistir de tudo Zane. Preciso


da minha independência.

Ele parecia irritado com a resposta teimosa dela.

— Mas ter essa obsessão com a sua autossuficiência


te fez feliz?
Emma sacudiu a cabeça.

— Não. Eu não consigo me lembrar de ser


completamente feliz. Apenas quando estou...

— Comigo. Diga as palavras.

Ela inclinou a cabeça.

— Sim, com você. Só estou feliz quando estou com


você. Ela não estava clinicamente deprimida ou algo
parecido. Acabou de procurar por esse componente
indescritível que iria mudar sua vida. Tinha 30 anos de idade,
solteira e ainda estava à espera. Olhou para Zane. Ele
preencheu uma necessidade básica em seu ser – um instinto
animal, que precisava ser satisfeito.

Emma ergueu o queixo. Precisava colocar seus


pensamentos para fora.

— Mas preciso de autonomia. Preciso de uma


carreira. Quero essas coisas Zane. Eu seria infeliz sem elas.

— Você pode ter todas essas coisas. Ser minha sub


não a impediria de prosseguir na sua carreira. Somos dois
indivíduos que têm o maior respeito um pelo outro. Mas
quando sou mestre Zane e você é minha sub, ambos temos
papéis distintos a cumprir. Preciso de sua total confiança e
submissão para que funcione.

— Isso é tudo muito bom, mas vivo no mundo real


Zane. Só estou feliz e contente se estou pagando pelas
minhas necessidades.
— Baby, se isso é tudo o que está preocupando você,
então pode começar a me pagar uma taxa por viver nesta bela
casa. Digamos, mil dólares por mês? Se eu fosse alugar o
quarto que vai ficar no momento, é o que cobraria.

— Você já pensou em tudo, não é?

Um sorriso se formou em seu rosto.

— Tive uma semana inteira de noites sem dormir


para isso.

Emma tinha algum dinheiro guardado para começar


o negócio com Chloe. Estava mais do que disposta a usá-lo
para manter sua autonomia em relação a Zane.

— Então aceito seus termos.

— Você sabe que isso faz sentido. Ele acariciou seu


rosto. Através dos olhos semicerrados se concentrou em sua
boca e depois arrastou o polegar pelos lábios. Quando
empurrou-o para dentro, ela avidamente chupou. O ato
pareceu altamente erótico, sua boceta pulsava com a
necessidade que ela viu em seus olhos hipnotizantes.

Zane puxou o zíper de suas calças para baixo. —


Agora fique de joelhos, sub. Você sabe o que é exigido de
você.

Mantendo contato com os olhos, Emma lentamente


se abaixou. Manter a sua independência a fez sentir
capacitada e incrivelmente sexy. Ela viu o efeito que tinha por
Zane e se encheu de alegria.
Puxou seu enorme pênis ereto de suas calças. Sua
ponta já mostrava sua excitação. — Eu ficaria honrada em
ser sua sub, Mestre Zane.
Capítulo dezesseis

Zane aproveitou a doce rendição de Emma. Seus


lábios sedutoramente envolvidos em seu pau grosso quando o
chupou. A imagem dela de joelhos, lhe dando um boquete,
seria uma lembrança que amaria para sempre. Dando-lhe
tempo para chegar a uma decisão foi um golpe de mestre. No
final, tudo funcionou muito bem para ambos.

Ele sentiu a língua lambendo sedutoramente em


torno da base inchada de seu pau. Sua respiração
intensificou quando ele segurou a cabeça entre as mãos e
saboreou o momento. Ela balançou a cabeça para cima e
para baixo quando febrilmente lambeu o pau da base à
ponta. Ela não perdeu um único ponto. Emma estava de fato
se revelando uma sub perfeita.

— Relaxe, disse ele, segurando a cabeça suavemente


em suas mãos, e colocando seu pau totalmente dentro da sua
boca.

— Relaxe e respire, baby. Ela fez o que ele ordenou,


inclinando a cabeça para trás e olhando diretamente com
aqueles olhos azuis bebê bonitos. Zane sentiu o pênis tocar o
fundo da garganta. Ele sabia que ela queria vomitar, mas ela
não fez. Em vez disso, ela confiava nele implicitamente para
cuidar dela.
— Você segue as instruções do seu Mestre bem,
minha sub. Você me dá prazer. Ele acariciou o rosto dela com
os polegares enquanto segurava a cabeça entre as mãos. Ele
sentiu um pouco de umidade escorrer pelo canto dos seus
olhos quando ela olhou para o rosto dele.

— Respire pelo nariz e você vai ficar bem. Ele


empurrou em sua boca, enchendo-a com golpes duros e
profundos.

Seus doces lábios cheios satisfaziam imensamente,


mas ele precisava manter a sua semente em suas bolas
agora. — Chega, minha sub...

Emma recusou-se a soltar seu pau, e continuou a


chupar com entusiasmo. Avidamente ela o lambia,
acariciando a língua sobre a ponta bulbosa em carícias
circulares, até que ele puxou violentamente a cabeça de seu
pau.

— Chega, eu disse. É bom que você queira me


agradar, mas quando eu disser para você parar, você deve
parar sem demora. Ele puxou o zíper e, em seguida, a pegou
nos braços.

— Vamos jantar mais tarde. Ele desligou a chapa


enquanto passava, deixando os bifes suculentos de costelas
chiando na chapa quente.

— Eu acho que eu vou ter o meu bem passado, afinal


de contas.
Ela riu e descansou a cabeça contra seu peito
enquanto ele a levou até as escadas, subindo os degraus de
dois em dois.

— Bom, eu não suporto carne sangrenta.

— Então parece que você vai ter do seu jeito.

Ele a levou diretamente para seu quarto. Em seu


domínio, de repente ela se sentia insegura. Mais do que
qualquer coisa ele desejava curá-la dessa timidez debilitante.
Embora achasse sua personalidade inglesa recatada atraente,
isto a boqueava de se soltar completamente. Ele gentilmente
a deixou deslizar de seus braços.

— Espere aqui.

Ele tirou os sapatos e se recostou na cama de dossel,


apoiando vários travesseiros atrás de si para seu conforto.
Quando ele estava completamente feliz com sua posição, ele
olhou diretamente para ela.

Vestida com jeans e um suéter, Emma ficou sem jeito


no meio do quarto. Seu cabelo loiro lindo fluiu livremente
sobre seu rosto adorável. Os olhos azuis bebê procuraram o
dele. Talvez ela quisesse saber o que ele iria pedir para ela
fazer a seguir. Seus dedos cruzados juntos nervosamente
enquanto ele continuava a observá-la como um predador
perseguindo sua presa.

— Quando eu peço por um serviço seu, como você


responde? Ela abaixou a cabeça antes de sussurrar:
— Cumpro imediatamente com o seu pedido, Mestre
Zane.

— Excelente, minha sub. Você aprende rápido. Agora


tire suas roupas. Quero ver o que me pertence.

Ela imediatamente começou a tirar sua blusa. Ele


sabia que ela estava muito auto consciente. Tremores
minúsculos estavam claramente visíveis em seus braços e
pernas, agora precisava ser curada. Ele não poderia levá-la
ao Club Submission como sua sub ou desenvolver mais ainda
seu relacionamento, até que ela superasse suas inibições.

Finalmente, ela ficou nua diante dele. Suas mãos


estavam juntas, nervosamente cobrindo sua suave boceta.
Ele suspirou. Emma foi abençoada com um corpo bonito.
Tinha curvas em todos os lugares certos. Seus mamilos rosa
e maduros estavam dolorosamente tensos, exigindo sua
atenção.

— Agora venha aqui. Eu tenho algo para você.

Ainda parecendo um pouco assustada, ela


timidamente foi até ele. Ele tocou os ombros trêmulos para
confortá-la.

— Shhh, minha pequena. Eu só tenho os seus


melhores interesses em mente. Ele abriu uma gaveta na mesa
de cabeceira e tirou um pequeno saco de veludo. Ele se virou
para ela.

— Você é uma mulher tão bonita. O que eu tenho


aqui só vai melhorar a sua beleza ainda mais.
Seus olhos se iluminaram quando ele soltou o cordão
da bolsa, e esvaziou o conteúdo na palma da sua mão. Uma
trilha de diamantes requintados caia com uma gota sedutora
de um par de prendedores de mamilos de platina sólida.

— Oh, Mestre Zane, é tão bonito, mas o que são?

— Aproxime-se, minha sub inocente, e eu vou te


explicar.

Ela deu mais um passo em direção a ele, e ele


segurou o peito feminino dela em sua mão. Ele amassou a
carne quente com movimentos circulares suaves provocando
o mamilo excitado em uma ponta dura alongada. Zane
colocou uma braçadeira no mamilo por cima do pico tenso
antes de aplicar um quarto de volta de pressão no parafuso.
Ela mordeu o lábio inferior, mas não gritou.

— Acho que a sensação agrada minha sub, mas


como você não tem experiência anterior em prendedores de
mamilos, não vou colocar muita pressão.

Ele fez o mesmo com o outro mamilo, em seguida,


perguntou:

— Como é que se sente?

— Mmm. Ela mordeu o lábio inferior novamente.

— Quase doloroso, mas estranhamente excitante. Me


faz mais consciente dos meus seios.

— Bom, esse é o efeito que eu esperava. Três


vertentes de gotas de diamantes agarravam cada braçadeira
de mamilo, captando a luz com o seu brilho e crescendo
sedutoramente sobre os seios. Ele gostaria de vê-la adornada
com mais pedras preciosas. Mesmo assim, estes estavam
extremamente agradáveis de ver. Ele sorriu para ela. —
Diamantes ficam bem em você. Eles fazem você parecer
realmente sexy. Agora suba sobre a cama. Há algo que eu
quero que você faça para mim. Isso, deitada sobre suas
costas.

Quando ela seguiu plenamente a sua instrução, ele


acrescentou: — Agora, traga os calcanhares até sua bunda de
pêssego, e, em seguida, abra as pernas, bem abertas. Eu
quero que você se masturbe para mim.

Ela levantou a cabeça em sua direção. — Por favor,


não me faça fazer isto, Mestre Zane.

— Você está me desobedecendo?

— Não. Não, eu nunca faria isso, mas...

— Você nunca se masturbou antes?

— Sim, mas, a cor queimou em seu rosto. — Eu não


posso fazer isso na sua frente. É privado.

— Entenda isso, Emma. Você agora é minha sub, e


portanto, pertence a mim. Nada é privado. Será que você
gostou de chupar o meu pau na cozinha? Você pode
responder com sinceridade.

Ela baixou os olhos recatadamente. — É um prazer


dar prazer a você.

— Então você vai gostar do que eu exijo de você


agora.
— Sim, eu quero acreditar que o que você diz é
verdade.

— Então, confie no seu mestre para saber o que é


melhor para você. Se ela finalmente soltasse suas inibições,
poderia realmente começar a desabrochar e florescer em seu
novo papel como sub.

— Como sua sub, vou fazer o que mandar, mas sei


que não serei capaz de chegar ao orgasmo.

— Você vai ter um orgasmo. Eu exijo.

Um gemido de vergonha saiu dos lábios, quando


Emma abriu as pernas bem abertas, permitindo-lhe ver a
linda boceta raspada e o bonito pequeno buraco franzido.
Quando ela abriu as pernas mais amplamente, suas dobras
femininas delicadas se abriram lentamente, entregando suas
partes mais íntimas para sua leitura. Ela colocou a ponta do
dedo indicador no clitóris e começou a circundar o conjunto
crescente de nervos com movimentos leves.

A partir de sua experiência com as mulheres, ele


sabia que algumas gostavam de esfregar rapidamente seus
clitóris para cima e para baixo, enquanto outras preferiram
movimentos circulares. Ele costumava usar uma combinação
de ambas técnicas para fazer uma mulher chegar ao clímax.

Parecendo mais ousada agora, ela parecia não ter


medo de segurar seu olhar, enquanto continuava a dedilhar
seu clitóris. Ele se inclinou e beijou os lábios dela. — Você me
agrada.
— Obrigada. Seus olhos azuis bebê seguraram os
seus. — Eu não posso acreditar que estou fazendo isso na
sua frente.

Zane deixou o olhar viajar ao longo do comprimento


do seu corpo. A pressão dos grampos de diamantes
incrustados deixou seus mamilos em um tom lindo de roxo.
Ele sabia que pulsava aumentando sua experiência sexual. —
É assim que você costuma dar prazer a si mesma?

— Eu uso o meu dedo, também.

— Mostre-me.

Um gemido fraco saiu de seus lábios.

— Oh, Mestre Zane, eu realmente tenho que


mostrar?

Ele puxou os prendedores de mamilos, fazendo-a


ofegar. — Você quer que eu aperte os parafusos?

Ela balançou a cabeça vigorosamente.

— Não, por favor, não. Eu vou fazer o que manda.

Ela obedeceu, molhando o dedo indicador da mão


esquerda profundamente dentro de sua vagina molhada.
Zane tinha que admitir que uma mulher se masturbando era
uma visão excitante. Seu pênis duro como aço se contorcendo
e sacudindo dentro de suas calças era uma evidência clara
disso, ele não pode resistir e se inclinou para frente e
acariciou a parte inferior dos seios enquanto puxou
suavemente seus grampos de mamilo. Ele olhou para seu
rosto angelical, enquanto lambia o monte feminino suave
antes de tomar seu mamilo apertado e apertar totalmente em
sua boca. Ele gostava dos miados das submissas que saíam
dos lábios fazendo beicinho.

Agora era o tempo para acelerar a jogada. — Você é


uma mulher de trinta anos de idade, com experiência sexual
limitada. Como você lidou com o seu apetite sexual? Você
usou um vibrador?

Silêncio.

— Pergunto a você mais uma vez.

Silêncio.

Viu-a se contorcer visivelmente. Ele sussurrou


baixinho em seu ouvido.

— Responda com sinceridade ou encare as


consequências.

— Sim, Mestre Zane, ela respondeu humildemente.

— Agora estamos chegando a algum lugar. Então,


onde está?

— Eu joguei fora quando me mudei para Boston.

— Por quê?

— Ele me envergonhava.

Ele riu. — Ah, você é tão inocente. Isso é muito ruim.


Ela relaxou visivelmente até que ele disse:

— Felizmente eu tive a precaução de comprar um.


Zane abriu a gaveta da cabeceira mais uma vez, e retirou um
novo vibrador. Estava ainda em sua caixa e ele começou a
desembrulha-lo. — Seu Mestre pensa em tudo.

— Oh meu Deus. Você vai me fazer usar isso na sua


frente?

— Você vai amá-lo, minha sub. Eu prometo. Ele


ligou-o e entregou o pau movimentando para ela. Um rubor
sexy varreu sua barriga para manchar sua garganta e
bochechas. Ela estava imóvel, com o brinquedo sexual
girando em sua mão.

— Continue, minha sub. Quero ver você usá-lo. —


Quando ela não respondeu imediatamente, ele puxou seus
grampos de mamilo.

— Talvez eu devesse reformular isso. Eu exijo que


você o use.

Com um gemido submisso, ela tocou o final


rodopiante do vibrador contra o clitóris dela, e o segurou no
lugar.

— Você faz meu pau tão duro. Faça com ele


exatamente o que você faria se estivesse sozinha.

Um sorriso fraco tocou seus lábios enquanto ela


continuava a dar prazer a si mesma e Zane imaginou que ela
estava se aquecendo para o papel. Ele saiu da cama.

Lentamente, ele começou a afrouxar o cinto antes de


tirar suas calças. Mantendo os olhos voltados atentamente
sobre Emma, ele gostava das nuances sutis que saíam de seu
belo rosto. Ele sabia que ela estava começando a desfrutar de
sua dominação. Excitação levando a melhor, ele puxou a
camisa sobre a cabeça, quebrando vários botões no processo.
Agora, completamente nu, ele se inclinou e beijou sua barriga
suavemente ondulada. Pequenos gemidos e miados
sussurrados começaram a sair de seus lábios. Ele se moveu
lentamente até seu estômago, plantando pequenos beijos por
sua pele brilhante.

— Continue. Eu sustento que você deve chegar ao


clímax, ordenou rispidamente. Quando chegou a sua presilha
de mamilos, ele passou a língua sobre as protuberâncias
sensíveis fazendo todo o seu corpo arquear, até que apenas a
cabeça e os ombros permaneceram em contato com a cama.
Uma série de sensuais gritinhos animais derramavam de
seus lábios, enquanto ele atormentava os mamilos
despertados e inchados com os dentes.

Movendo por seu corpo lindo, ele trabalhou até a


batida do coração na base de sua garganta. Seu coração batia
tão forte. A força do sangue era claramente visível nas belas
veias que adornavam seu pescoço.

Zane olhou para o corpo dela. Uma mão segurava o


vibrador, que deslizava sem esforço dentro e fora de sua
boceta molhada. O dedo indicador da outra mão ainda
estimulava seu clitóris com movimentos circulares rápidos.

Ele ficou maravilhado com o seu próprio talento.


Uma vez que Emma soltasse suas inibições sexuais, ele
poderia moldá-la para uma sub perfeita. Ele ficou ao lado da
cama, alisando seu pau duro. Mostrando a ela e deixando-a
saber o que ela ia obter a seguir.

Ele sabia que ela estava perto. Seu rosto estava corado e sua
respiração rápida. Seus lábios entreabertos pareciam muito
sexy.

— Faça isso por mim, Emma. Goze para mim. Então, isso
pode estar dentro de você.
Capítulo dezessete

— Oh, meu Deus... oh, meu Deus.

O corpo de Emma tremia incontrolavelmente


enquanto ela era arremessada em direção ao ponto onde não
tinha mais volta.

— Estou quase lá. Quase lá.

O orgasmo estava tão, tão perto. Ela sentiu-se no


limite enquanto continuava a dar prazer a si mesma com o
vibrador. Ela não podia acreditar no que estava fazendo para
Zane. Sentia-se totalmente proibida e, ainda assim, era
altamente erótico. Ela sabia que o show que estava dando
despertou seu Mestre. Tudo o que tinha a fazer era olhar para
ele. Seu enorme pau chamava atenção, esperando para
assumir. Só esse pensamento fez sua boceta contrair
dolorosamente em torno do brinquedo sexual.

Quando o colchão se moveu e ela olhou para baixo,


entre as pernas dela, viu Zane ajoelhado sobre a cama,
diretamente em frente a ela. Seu olhar estava colado na sua
boceta, enquanto ela continuava a se masturbar. Ele
absorveu cada detalhe quando ela deslizou o vibrador girando
totalmente dentro de si e, em seguida, lentamente retirou.
Seus pensamentos se tornaram tão absorvidos com a beleza
de Zane, que ela momentaneamente parou o que estava
fazendo.
— Eu lhe dei permissão para parar? Ele latiu. Sua
mensagem foi intransigente.

Ela balançou a cabeça. — Não, eu sinto muito.

— Então, continue o que está fazendo.

— Sim, Mestre Zane.

Emma rapidamente voltou a um ritmo constante,


enchendo sua boceta com o brinquedo sexual, enquanto
mexia um dedo sobre seu clitóris. Se ela se concentrasse em
entregar o que seu Mestre exigiu, então talvez ela o agradaria
por atingir o orgasmo.

Suas pernas estavam abertas, mas Zane colocou as


mãos sobre os joelhos e espalhou-as ainda mais amplas.
Lentamente, ele deixou suas mãos a deriva até as coxas.
Quando ele alcançou seus quadris, ele alisou seus dedos
sobre sua barriga e, em seguida, circulando sua cintura, ele
traçou seus polegares através de seu estômago, que tremia e
ondulava com cada respiração. Quando seus dedos
acariciaram a parte inferior dos seios, ele acariciou a pele
macia e mergulhou para tocar levemente com a língua os
seus picos inchados. O ar ficou preso em seus pulmões. Os
grampos de mamilo de diamantes incrustados fizeram o
sangue em seu peito pulsar com uma deliciosa dor erótica.

Zane ergueu o olhar para ela enquanto continuava a


lamber sua protuberância constrita inchada. Piscinas
escuras de azul profundo, perfuraram os fundamentos
profundos em que ela sempre acreditou. Ele era o diabo em
forma humana, provocando seus picos torturados, exigindo
que ela lhe desse sua alma.

E ela a daria de bom grado. Ela iria entregar tudo o


que ele quisesse, porque ele mostrou como emocionante a
vida poderia ser e ela apenas se soltou.

Talvez ele estivesse lendo seus pensamentos, porque


sussurrou: — Deixe ir, Emma. Deixe-o ir.

Tudo o que tenho a fazer é passar por esse precipício.


Se eu deixar o passado ir, eu consigo. Eu não sou apenas uma
mulher focada na carreira mais. Eu sou um ser sexual com as
minhas próprias necessidades.

Um espasmo pulsava no seu ventre, subindo,


subindo e tomando conta. Ele rasgou as bases
cuidadosamente colocadas de sua mente e explodiu em um
êxtase psicodélico. Todo seu corpo se contorcia, e um grito
agudo saiu de seus lábios quando gozou como nunca antes.
Sua vagina apertou dolorosamente e ela se arqueou, dando a
seu mestre exatamente o que queria, sua completa rendição e
submissão final. Era revigorante a mudança de vida,
entregando tudo o que tinha para ele.

Zane tirou o vibrador de sua boceta e o descartou.

— Você fez bem, minha sub. Você é minha agora. A


intensidade febril mascarando seu rosto enquanto ele enchia
sua boceta com um impulso de seu gigantesco pênis. A
respiração foi forçada de seus pulmões enquanto ela se
contorcia em êxtase sob 90 Kg de músculos e tendões.
Empalada maravilhosamente por seu pau, outro orgasmo
explodiu ao redor de seu pênis, mandando-a para uma série
de divagações incoerentes.

Dominada pela sua presença masculina e a


intensidade de sua vida amorosa, ela foi reduzida à uma
boneca de pano. Não oferecendo nenhuma resistência,
submeteu-se à poderosa vontade dele, quando gozou de novo,
com uma força que beirava ao brutal. Cores inflamando e
batendo na cabeça dela. Luzes piscavam e endorfinas
explodiram, percorrendo através de milhões de terminações
nervosas em sua mente super estimulada e em seu corpo.

— Zane, oh, Zane. Obrigada, Mestre Zane.

Quando ela finalmente voltou para a realidade, Zane


estava fodendo com ela lentamente. Sua pele quente a
rodeava, e ela se agarrou a seus ombros, os apertando,
fazendo com que os nós dos dedos ficassem brancos.

Envolvendo suas pernas firmemente ao redor dele,


cruzou os tornozelos e o puxou para mais perto ainda,
querendo cada centímetro de sua potente masculinidade
dentro dela. Ele brilhava como um farol, a guiando e
ensinando sobre uma nova maneira de viver. De agora em
diante, sua vida nunca mais seria a mesma.

Seus lábios procuraram os dela, degustando,


provocando, beliscando e ela respondeu febrilmente, o
beijando de volta, com uma paixão que ela não sabia que
possuía.

— É isso aí, baby. Deixe tudo vir. Seja a mulher que


você sempre quis ser. Ele segurou a cabeça entre as mãos e
bombeou ainda mais profundo, provocando um ataque
delicioso após outro, olhando em seus olhos, a hipnotizando.

Emma já não podia desviar o olhar daquele homem


bonito. Quando se agarrou a ele, ela permitiu que seus dedos
provocassem o cabelo espesso e escuro que caía despenteado
sobre seu rosto. Era a primeira vez que ela mostrou qualquer
afeto verdadeiro com ele. As outras vezes que transou foi
apenas sexo, nada mais. Agora, ele fez amor com ela e a
encheu de alegria.

— Oh, Zane. Emma não conseguia parar de deixar o


nome dele de seus lábios, enquanto sua cabeça caía para trás
e se entregava completamente. A mulher sexual que ela
sempre suprimiu já não podia ser negada. De agora em
diante, ela seria sempre fiel a si mesma, mas, acima de tudo,
seria sempre fiel ao Mestre que a libertou.

Ele beijou seu pescoço, lambendo o pulso na base de


sua garganta. Lábios possessivos recheando pequenos beijos
em seu ouvido, e ele sussurrou:

— Você se sente tão bem, Emma. Tão malditamente


bem. Ele colocou as mãos sob as nádegas, os braços
musculosos levantando a bunda dela da cama com facilidade.
Deixando seu peso descansando contra ela, ele bateu seu
pênis repetidamente dentro dela. Zane a fez se sentir como se
fosse a criatura mais bela do universo.

Emma flexionou os quadris e arqueou em seus


impulsos. Era tão bom, estar sendo dominada por um
homem poderoso e sexy. Seus corpos encharcados de suor
deslizaram um sobre o outro como uma máquina com
bastante óleo, até que outro orgasmo incontrolável começou a
se construir... construir... construir.

— Mestre, eu estou gozando de novo.

— Espere. Ele empurrou com força mais uma vez.

— Mas, Mestre, Como podia negar o que seu corpo


ansiava por mais? Ela apertou os olhos bem fechados,
temendo que fosse perder a batalha. — Eu não posso parar.

— Olhe para mim. Quando ela olhou em seus olhos


azul cobalto, ele a encheu novamente. — Agora conte em voz
alta.

— Um. Cada vez que ela falava, ele fazia outro


impulso gigante quando continuava olhando para ela. Eles
eram as únicas duas pessoas do mundo, porque nada mais
importava. Nada mais existia, exceto a conexão muito
especial que compartilhavam neste exato momento do tempo.

— Dois. Todo o seu corpo tremia enquanto a enchia


de novo, deslizando seu pênis profundamente dentro de sua
vagina. Ela engasgou, prendendo a respiração, cavando suas
longas unhas em seus ombros, lutando para segurar o seu
clímax.

— Três.

Quando ele empurrou novamente, seu pau parecia


enorme, estendendo seu controle ao ponto de ruptura.

— Agora, agora, agora. Faça isso para mim agora.


A permissão de seu Mestre foi imediatamente seguida
pela dor requintada da liberação final. Prazer endorfinas
bateram e explodiram seu cérebro, enviando cores
caleidoscópicas pulsando pela sua visão. Gemidos de
satisfação sexual intensa encheram a sala. Seu útero
contraiu, dirigindo ondas de puro prazer por meio de sua
boceta. Os espasmos eram tão fortes que ela sentiu os
músculos vaginais segurando o pênis de Zane repetidamente,
apertando-o, até que ele ejaculou sua semente com um alto
gemido gutural quando empurrou dentro dela uma última
vez.

Eles estavam deitados na cama, entrelaçados nos


braços um do outro. O único ruído era o som de sua
respiração pesada e a batida constante de seus corações
sincronizados à medida que lentamente voltavam para a
terra. Emma sabia que sua vida mudou para sempre. Ela
nunca mais seria a mesma. Sexo com Zane era um evento
ímpar, o mais emocionante que já experimentou.

— Uau, você é algo a mais, madame. Zane


ternamente acariciou o cabelo coberto de suor, retirando-o de
seus olhos.
Emma fez um gemido de protesto, quando Zane se
retirou dela e rolou para o lado.

— Eu não vou a lugar nenhum. Apenas ficando mais


confortável. Ele passou a mão pelo seu rosto e sorriu para
ela.

— Aqui, eu vou removê-los antes que comecem a


doer. Ele abriu suavemente os grampos dos mamilos e,
lentamente, aliviou-os de seus seios. Seus mamilos se
tornaram tenros e ela tomou uma ingestão de respiração forte
quando ele os levantou. Ele pegou o edredom e cobriu ambos,
em seguida, a puxou em seus braços. Ela se aninhou
confortavelmente em seu ombro largo.

— Está melhor, baby? Ele perguntou, começando a


massagear seus ombros cansados.

— Muito.

Ela se aconchegou em seu calor masculino, e deixou


que seus dedos corressem através dos músculos tensos de
seu peito bem desenvolvido. Emma nunca se sentiu tão
emocional e fisicamente próxima de um homem. Deixar para
trás seu velho eu com todas suas inibições reprimidas a fez
sentir como se um peso tivesse sido tirado de sua mente.

Talvez tivesse sido sempre uma submissa natural.


Certamente, os homens que saiu antes nunca mostraram o
seu lado dominante como Zane fez. Talvez fosse por isso que
sempre se sentiu insatisfeita em seus relacionamentos. Zane
nunca poderia decepcioná-la. Ele sempre assumia o controle,
especialmente durante o sexo. Ele exigia, e ela dava, e ainda
assim ele a protegia, também. Ela tocou o rosto áspero,
deixando os dedos à deriva ao longo de sua mandíbula
masculina.

— Eu nunca esperava encontrar tal carinho em um


relacionamento D/s, Zane.

Ele carinhosamente massageou o ombro novamente,


e beijou sua testa. — É dever de todo Mestre cuidar do bem-
estar de sua sub, especialmente quando ela o está
satisfazendo. Sua voz era profunda e suave e reverberou em
seu peito.

— Mas... Eu...—Emma respirou, querendo entender


por que sentia um vínculo emocional tão estreito com Zane. A
sensação de que ela estava ficando perdidamente apaixonada
por ele a fez dizer: — Eu nunca esperei que fosse tão intenso.

Ele de brincadeira bateu no nariz quando se virou


para olhar para ela. Seus olhos azuis eram suaves e
amigáveis. — Eu acho que é diferente com você, baby. Você é
especial.

— Eu sou? Apenas suas palavras, você é especial, a


fez se sentir segura e protegida. Será que esta era a maneira
de Zane dizer que a amava? Seria mesmo possível amar
alguém depois de apenas uma semana?

Zane deu um suspiro longo e profundo, antes de


liberá-la lentamente.

— Às vezes, quando duas pessoas compartilham a


mesma forma de pensar, isso só...Ele chupou em outro
fôlego.
— Eu acho que o que eu estou tentando dizer é que
eu am... —Ele tossiu sem jeito. — Escute, Emma. O que eu
quis dizer era que, se você está vivendo aqui comigo
integralmente, nós poderíamos gastar mais tempo para nos
conhecer melhor. Sexo nem sempre tem que ser intenso,
baby. Eu apenas gosto de estar com você.

— Você gosta? O jeito que ele olhou para ela, ela


tinha certeza que ele sentiu sua conexão também. Zane
esteve a ponto de dizer que a amava?

Ele riu. — Não precisa ficar tão surpresa. Quero que


partilhemos uma relação carinhosa. De que outra forma eu a
levaria a fazer todas as coisas ruins que eu planejei para
você.

Zane acariciou o ombro de Emma mais uma vez. Ela


tinha razão. O sexo entre eles era intenso. Na verdade, era de
outro mundo. Ele se entregou a relações D/s desde o
divórcio, mas nunca levou nenhuma de suas submissas para
casa até agora. Ele sempre preferiu o Club Submission e sua
vibrante vida social para satisfazer suas necessidades
sexuais. Sim, Zane, você, com certeza, foi um idiota egoísta ao
longo dos anos. Usando submissas no clube para a sua
própria gratificação sexual, sem dar a mínima para seus
sentimentos quando ia embora. As submissas estiveram muito
dispostas a se relacionar com o grande Mestre Zane. Ele
sempre satisfazia as necessidades sexuais delas
completamente, certificando-se que voltassem para mais.

Mas Emma é diferente. Ela é especial.

Ele sabia que não queria discipliná-la na frente de


outros membros do clube, como fez com suas submissas
anteriores. Porra, essa mulher é realmente especial. Se e
quando a correção física fosse necessária, ele iria fazê-lo na
privacidade de sua própria casa, sem voyeurs para
testemunhar sua punição. Essa parte de sua relação seria
estritamente privada a partir de agora. Ele não precisava de
uma plateia para transformá-lo em mais. Ele queria Emma só
para ele. Talvez ele estivesse se suavizando na sua velhice.
Ou talvez tivesse se apaixonado.

Cristo, ele quase deixou isso escapar, mas conseguiu


se conter a tempo. Ele quase soltou essa pequena palavra de
quatro letras louca, que poderia mudar a vida das pessoas
para sempre. A partir de agora, ele manteria a boca fechada.
Relacionamentos precisavam de tempo para se desenvolver e
crescer. Ele não queria fazer papel de bobo e dizer a ela que a
amava, se ela não sentisse o mesmo por ele. Não, seria
melhor segurar por enquanto. Ele precisava ter certeza
absoluta.

Zane se virou e olhou para Emma dormindo


pacificamente em seu ombro. Sua respiração era calma e
rítmica, seus lábios, cheios e sensuais, entreabertos. Como
bela e em paz consigo mesmo, ela parecia. Ajudá-la a superar
suas inibições sexuais era um trabalho que ele faria com
prazer. Ele já notou uma diferença em Emma. Mais algumas
sessões como esta que acabou de ter e ela estaria no caminho
para deixar para trás a educação inglesa reprimida. Todo
esforço extra seria um tempo bem gasto, porque não havia
nenhuma dúvida que Emma era a sua perfeita parceira
submissa para o resto da vida.
Capítulo dezoito

Quatro dias mais tarde.


Emma temia este dia desde que ficou sabendo que
Chloe estava morta. Pelo menos tinha Zane ao seu lado,
usando um terno caro costurado a mão, com colete
combinando, uma camisa branca simples e gravata preta. Ela
nervosamente tocou em seu braço quando o cortejo fúnebre
percorreu os portões do cemitério.
— Está tudo bem, baby.
Ele sussurrou, cobrindo a mão dela com a sua, mas
ainda mantendo os olhos fixos à frente, então, se virou para
olhar para ela.
— Há um ou dois repórteres fora da capela.
Simplesmente ignore-os.
— É mais fácil falar do que fazer. Todo mundo sabe
que Chloe frequentava o Club Submission. Nossas imagens
serão colocadas em todos os jornais. Eu não estou
preocupada comigo, mas o que dizer sobre você, Zane? E a
sua reputação? Você tem um negócio para cuidar.
— É em momentos como este que as pessoas
descobrem de que material são feitos. Eu conhecia Chloe por
um curto tempo e é certo estar aqui. Ele apertou a mão dela.
— Eles não vão necessariamente fazer uma conexão de
qualquer maneira e eu não estou preocupado com um pouco
de má publicidade. — Ele sorriu enquanto a limusine parava
do lado de fora da capela. — Além disso, não há nada com a
má publicidade.
Emma duvidava que ele estivesse certo, mas estava
extremamente grata por ele concordar em acompanhá-la ao
funeral de Chloe. Neste exato momento ela precisava dele e
quando ele apertou a mão dela, ela podia sentir sua força de
caráter derramando dentro dela, deixando-a forte.
— Agora respire profundamente, Emma.
Agarrando sua homenagem pessoal à sua querida
amiga, Emma saiu do carro de luxo para o pavimento de
paralelepípedos. Ignorando os fotógrafos da imprensa
alinhados atrás de uma área isolada, ela abaixou a cabeça,
quando o caixão foi tirado do carro fúnebre e os carregadores
o levaram para dentro da capela.
Um buquê de rosas vermelhas e lírios brancos
pálidos estava em cima do caixão branco puro. Chloe adorava
flores, ela amava a vida. Emma lutou contra o choque e
respirou profundamente, piscando para conter as lágrimas
que ameaçavam derramar. Isso ia ser difícil.

Zane esquadrinhou a capela quando o serviço estava


em curso. Ela estava cheia de pessoas prestando assistência.
Haviam algumas pessoas que reconhecia do Club
Submission: Matthew, Ethan, Jessica e Hunter estavam aqui
e ele acenou com a cabeça em suas direções. Era bom que
estivessem prestando suas homenagens.
Após ter acabado o segundo hino, Emma se levantou
e caminhou até o caixão, colocando um único lírio branco
sobre a superfície e, em seguida, se virou, encarando a
congregação. Ele podia ver que estava nervosa, sua mão
continuou segurando suas anotações firmemente entre os
dedos e sua pele pálida contrastava com o vestido preto que
usava.
Emma limpou a garganta.
— Chloe e eu nos tornamos boas amigas na
Universidade de Oxford, tínhamos dezoito anos e a vida toda
pela frente. Porém, tragicamente, a vida de Chloe foi
interrompida. Eu escolhi um poema que resume como me
sinto. Ela tomou uma respiração profunda.
— Nós não podemos julgar uma biografia por sua
extensão, nem por seu número de páginas. Devemos julgá-la
pela riqueza de seu conteúdo. Às vezes, aqueles inacabados
estão entre os mais pungentes. Não podemos julgar uma
canção por sua duração, nem pelo número de suas notas.
Devemos julgá-la pela forma como ela toca e eleva nossas
almas. Às vezes, aquelas inacabadas estão entre as mais
bonitas. E quando algo enriqueceu sua vida e quando sua
melodia permanece em seu coração. É inacabado? Ou é
infinita? — Sua voz falhou na última palavra e Zane sabia
que ela mal estava se aguentando em pé.
— Você tocou as vidas de todos que a conheciam.
Obrigada, Chloe. Eu nunca vou lhe esquecer.
Zane passou o braço em torno de Emma quando ela
veio e sentou ao lado dele mais uma vez. Ele podia ver o lábio
inferior tremendo enquanto lutava para manter a compostura
e sussurrou em seu ouvido:
— Emma, eu estou muito orgulhoso de você. Foi
agridoce pensar que uma tragédia tão dolorosa os reuniu.
Quando o culto terminou, ele a abraçou
protetoramente pela cintura e a guiou para a entrada.
— Posso ter uma palavra?
O detetive Dave Mitchell apareceu por entre a
multidão de pessoas enfileiradas para sair da capela.
Zane suspirou. Isso era tudo o que ele precisava, um
policial excessivamente zeloso. O detetive tinha um jeito
irritante de aparecer em momentos inapropriados. — Isso é
absolutamente necessário? Não pode esperar? É um maldito
funeral caso você não tenha percebido.
O detetive Dave Mitchell foi impertinente.
— Você sempre pode vir até a delegacia e responder
às minhas perguntas lá.
— Não liga para ele, Zane. Ele está apenas tentando
nos intimidar. Emma olhou o detetive diretamente nos olhos.
— Isso é o que você está fazendo, não é?
— Só estou fazendo o meu trabalho, minha senhora.
— Você não deveria estar procurando por Orion, em
vez de perseguir a gente?
— O homem que se chama Orion se apresentou.
— Realmente. Quem é?
— Minha senhora, eu não posso divulgar essa
informação.
— Por que não? Ele é o único que matou Chloe.
— Seu DNA não corresponde ao do assassino.
Zane se intrometeu.
— Então por que você está aqui, detetive? Se ele
pudesse escapar disso, ele daria um gancho de esquerda no
seu queixo.
Mateus e Ethan devem ter ouvido sua voz elevada,
porque eles pararam ao seu lado.
— O que está acontecendo? — Perguntou Ethan.
— O detetive Mitchell estava saindo. Zane esperava
que o idiota pegasse a dica.
O detetive parecia totalmente imperturbável pela
audiência crescente e encarou todos eles.
— Há uma trilha que leva todo o caminho de Chloe
Watts para o Club Submission.
Com sua visão periférica Zane podia ver os dois
irmãos indo até o detetive, a qualquer momento haveria uma
briga.
Imperturbável pela hostilidade crescente em direção
a ele, o policial balançou a cabeça.
— Eu já me perguntei milhares de vezes que tipo de
homens gostam de machucar mulheres? Mesmo que seja a
última coisa que eu faça antes de entregar meu distintivo, eu
vou fechar o clube.
Matthew falou e embora sua voz fosse calma, Zane
sabia que ele estava com raiva.
— São policiais como você que sujam o nome da
polícia. Talvez você devesse ficar longe de coisas que não
entende.
— Senhor Strong, o Club Submission é um paraíso
para os sádicos, usando o disfarce de clube para a prática de
abuso e violência em mulheres vulneráveis. É minha intenção
fechá-lo para o bem de todos.
A interpretação errada do detetive ao estilo de vida
BDSM era um insulto para Zane e as mulheres com as quais
ele compartilhou uma relação D/s. Porra, o cara estava
seriamente pedindo um nariz quebrado.
Emma deve ter notado as mãos de Zane cerrando os
punhos, porque ela apertou levemente seu braço.
— Por favor, rapazes, não mordam a isca. Ele quer
que vocês fiquem com raiva, para prender a todos. Então, o
bom povo de Boston vai pensar que ele está fazendo um
ótimo trabalho. Zane olhou para Emma. Seu belo rosto
pacífico, em contraste com a raiva fervendo em suas veias.
Ele esteve tão perto de bater no policial, e sabia que
Matthews e Ethan também.
— Detetive Mitchell, em vez de se concentrar no Club
Submission, tente procurar em outro lugar. Talvez, então,
você realmente encontre o assassino, afirmou com
naturalidade.
Ignorando o policial, Ethan estendeu a mão para
Emma.
— Essas são palavras sábias, madame. Minhas
condolências por sua triste perda.
— Obrigada por ter vindo. Emma sorriu e apertou a
mão dele, antes de tomar a mão de Matthew.
— Obrigada.
— Nós gostávamos de Chloe, ela era uma grande
garota! Disse Matthew. Em seguida, os irmãos se viraram e
começaram a se afastar. Era como se o detetive já não
existisse.
— Eu acho que já acabamos aqui. Zane pôs o braço
em volta dos ombros de Emma. Ela trazia à tona o melhor de
todos. Ele não quis dar ao policial corrupto um segundo
pensamento também.
— Vamos para casa, baby.

Duas semanas mais tarde.


— Como devo me comportar, Zane? Diga-me
novamente como uma sub deve agir com seu mestre em
público. Emma tinha um leve tom nervoso em sua voz
enquanto ele dirigia o luxuoso Range Rover no cruzamento.
Era meados de dezembro, e a neve estava congelada em
manchas no chão. Ele estava satisfeito que decidiu usar a
tração nas quatro rodas.
Ele achou que ela estava um pouco apreensiva,
porque ele a estava levando de volta ao Club Submission pela
primeira vez desde que se conheceram. Nas últimas semanas,
ela ficou em sua casa. Claro, Emma sendo Emma, e uma
mulher muito independente, insistiu em pagar a sua
hospedagem e se manter. Eles estavam trabalhando em
consolidar seu relacionamento e estavam se desenvolvendo
muito melhor do que ele poderia esperar. Ela estava provando
ser uma sub digna. Sua base inglesa reprimida era quase
uma coisa do passado agora. Houve apenas um dia estranho
ou dois, quando suas velhas inseguranças ressurgiam. Como
hoje. Em um ano ou isso teria ido embora completamente.
— Primeiro de tudo, baby, divirta-se. O Club
Submission é um lugar para se sentir livre dos
constrangimentos do mundo baunilha. Qualquer coisa pode
acontecer, contanto que seja consensual. Matthew e Ethan
possuem o clube há seis anos, e não vão tolerar submissos
sendo forçados a fazer algo contra sua vontade. Como eu
disse, tudo tem que ser consensual.
— Sim, isso é reconfortante saber, mas como eu devo
agir com você? Posso falar livremente?
Zane suspirou. Os nervos de Emma estavam
claramente levando a melhor sobre ela.
— Nós já passamos por isso. Tenho certeza que você
vai se lembrar do que é esperado de você.
— Eu sei. Só me diga mais uma vez, por favor, Zane.
Eu não quero decepcionar você.
— Muito bem. Você pode falar livremente quando
estivermos sozinhos, mas há um certo protocolo que deve ser
seguido quando estamos com os outros membros do clube.
Você pode interagir com os outros submissos se desejar. Mas
você deve sempre manter seus olhos baixos para outros
Dominadores, até que eu a apresente para eles.
— Mas isso não vai parecer um pouco rude?
— Nem um pouco. É isso que eles esperam de uma
sub. Você nunca deve falar fora de hora e se você deseja falar
com outro dominante, você precisa ganhar a minha
permissão antes.
— Parece tudo muito complicado.
Ele acariciou o braço dela, acalmando-a sobre a
óbvia preocupação.
— É muito simples. O clube é um santuário onde
podemos experimentar nossas fantasias em um ambiente
seguro. Pode ser muito excitante com os espectadores.
— E se eu esquecer meu lugar e disser uma coisa
sem pensar?
Zane sorriu.
— Então eu posso decidir puni-la por falar sem a
minha permissão.
Os olhos dela se arregalaram.
— Na frente de todo mundo?
— Talvez. Essa seria a minha decisão. Tudo depende
do quão benevolente estarei me sentindo, mas não se engane,
você vai ser disciplinada. — Ele manteve a voz baixa, para
mostrar que falava sério. Hoje à noite seria um verdadeiro
teste de seu compromisso com o estilo de vida que desfrutou
durante os últimos seis anos. Ele não podia dar-se ao luxo de
ser suave com ela só porque se apaixonou. Ele tinha a
posição de Dom respeitado a manter.
— Oh. — Emma visivelmente se contorceu em seu
assento. O pensamento de ser disciplinada por ele claramente
a excitou. Quando ela compartilhou suas fantasias mais
profundas com ele, na noite em que foderam pela primeira
vez, Emma disse relutantemente que gostaria de ter a bunda
espancada. Agora, ele ponderou, o que seria melhor? A
palmatória ou a vara?
Zane tirou os pensamentos de sua mente enquanto
entrava com o Range Rover no estacionamento do clube. Para
uma noite de sexta-feira o clube parecia vazio, mas o tempo
estava ruim e muitos membros do clube iam de táxi.
Uma vez que desligou a ignição, ele se virou para
Emma. Sua nuvem de cabelo loiro estava presa, deixando
apenas mechas douradas em cascata ao redor do rosto bonito
em forma de coração.
— Pronta, baby?
Ela concordou, e respirou fundo, seus dedos finos
firmemente segurando sua bolsa, até seus dedos ficarem
brancos.
Zane colocou sua mão sobre a dela, acalmando a
ação neurótica.
— Não precisa ficar nervosa.
— Eu não consigo, Zane. A última vez que estive aqui
eu era apenas uma estranha. Agora eu sou sua sub.
Ele apertou a mão dela.
— Vamos entrar?
Emma conseguiu esboçar um sorriso.
— Sim, claro.
— Então eu sugiro que atravessemos o
estacionamento rapidamente, porque a temperatura é de
quinze graus negativos lá fora.
— Depois de você. Ela riu, a mão na maçaneta da
porta, esperando por ele para fazer o primeiro movimento.
— Não, eu insisto, primeiro as damas. Quando
nenhum deles abriu a porta do carro, Zane decidiu assumir o
controle. — Como minha sub, eu lhe ordeno, na contagem de
três, deixar o veículo. —Essa era a beleza de ser um Dom, ele
sempre poderia puxar a classificação em sua sub.
— Mas isso não é justo. —Ela esperou, ouvindo
atentamente enquanto contava em voz alta.
— Um... Dois... Três.
A explosão gelada atingiu-o quando ele abriu a porta.
Graças a Deus estava vestindo um casaco de inverno. Ele
ouviu a porta bater do lado do passageiro, e viu Emma correr
por todo o estacionamento do Submission. Ele ouviu seus
gritinhos estridentes quando o vento abriu seu casaco e
invadiu a minúscula saia e o top que ela usava. Zane ativou o
alarme, protegendo o automóvel de cem mil dólares e saiu
atrás dela. Uma rajada de ar gelado amargo rasgou através de
seu cabelo, fazendo-o cerrar os dentes. Droga, estava frio.
Emma o fez se sentir realmente vivo, pela primeira
vez em anos. Quando era muito mais jovem, ferrou sua vida
pessoal por ser um idiota egoísta. Sim, mas não foi fiel a si
mesmo. Se tivesse, as coisas poderiam ter sido diferentes. No
final, a infelicidade se espalhou como fogo em todos os
aspectos de sua vida, deixando-o amargo e insatisfeito.
Emma lhe deu uma segunda chance. Ele tinha certeza de que
faria certo desta vez. Ele a amava.
Ambos atingiram os degraus para o clube ao mesmo
tempo. Quando ele girou a impressionante maçaneta de
bronze ligada à porta de carvalho maciço, ficou surpreso ao
encontrá-la trancada. Ele franziu o cenho. Talvez houvesse
uma festa privada e ele não ouviu falar sobre isso, apesar de
achar isso altamente improvável. Ele era um membro regular
no Submission pelos últimos seis anos. A campainha na
gárgula estava acesa, então ele a tocou. Depois de uns
minutos, ouviu o ferrolho sendo puxado para trás, e a grande
porta de carvalho abriu lentamente uns poucos centímetros.
Andrea, a recepcionista, espiou pelo buraco. Ela
parecia aliviada quando o reconheceu.
— Oh, graças a Deus que é você, Zane, vamos lá
dentro. Saia desse clima de merda. Ela abriu mais a porta,
permitindo que ele e Emma entrassem.
— O que diabos está acontecendo? Ele perguntou,
enquando Andrea trancava a porta atrás deles. Seu cabelo
loiro balançou com o esforço de trancar a fechadura
totalmente.
Ela se virou, olhando um pouco assustada.
— O lugar está sob cerco da imprensa e caras da TV.
Eles estiveram acampados na escadaria, esperando por uma
oportunidade para se esgueirar para dentro. Tivemos ainda
alguns jornalistas fingindo ser parte da cena, só para ter
acesso ao clube. Perdi a conta de quantas vezes eu os peguei
com câmeras ocultas. Eles devem pensar que somos
completos idiotas.
— Jesus, Andrea, eu sabia que havia alguma merda
acontecendo, mas não achei que fosse tão ruim assim. Claro,
ele leu os relatos nos jornais e assistido a TV, mas depois de
alguns dias, tudo parecia estar se acalmando.
— Não há ninguém lá fora agora, Zane comentou.
— Sim, isso é porque o tempo está horrível, menos
quinze ou algo assim. Além disso, eles colocaram medo em
todos os frequentadores, então não há mais nada de novo
para mostrar. Quero dizer, quem em sã consciência quer sua
foto tirada em um clube como este, e, então, colocada em
todos os jornais? Você sabe tão bem quanto eu, Zane, o
mundo baunilha tem a impressão errada do que se passa
aqui. Algumas pessoas de mente estreita chegariam a renegar
seus próprios parentes se descobrissem que eles visitam o
Club Submission.
— Sim, você está certa, como de costume, Andrea.
Adiantaria assinar os registros?
— Não, vá para dentro. Os policiais levaram o livro de
registros como prova. Suponho que eram obrigados a fazer,
depois do que aconteceu com a pobre garota que vinha aqui.
Desperdício de tempo, na minha opinião. Quero dizer, quem
assina seu nome real no livro, afinal? No momento os
policiais estão à procura de quatro Bill Clinton, três Mônica
Lewinskys, e um cara Welsh bem-dotado, que assina o nome
de Ivor Biggun.
Ela jogou a cabeça para trás e riu de sua própria
piada, mas parou abruptamente quando notou Emma em pé,
parada no canto.
— Você vai ter que perdoar a minha tentativa
grosseira de humor. Eu sei que você era amiga de Giselle.
Ela imediatamente se corrigiu.
— Desculpe, querida, eu quero dizer Chloe. Espero
que eu não tenha ofendido você?
— Não, não. Chloe era uma garota divertida. Ela teria
visto o lado engraçado, também.
Andrea assentiu com a cabeça em sinal de
aprovação, em silêncio. As maneiras de Emma e a forma
como se mantinha eram impecáveis. Ela era uma submissa
natural.
— Agora vocês dois, arranquem seus casacos e
entrem. Está muito mais quente do que está lá fora.
Eles devidamente agradeceram, arrancando
rapidamente de seus casacos. Zane entregou o seu à Andrea
e depois ajudou Emma a tirar o dela. Ela passou três horas
se arrumando aquela noite, e ele se perguntou para que
demorar tanto tempo para colocar um pequeno top e uma
minissaia minúscula. Ainda assim, ele teve que admitir que
estava perfeita. Complementando sua roupa generosa
estavam um par de botas de couro excêntricas e um pouco de
maquiagem aplicada com bom gosto. Sentindo-se como um
ganhador da loteria, Zane não podia esperar para mostrar o
seu prêmio.
A batida inebriante da música flutuou pelo corredor
quando Zane guiou Emma para a ação. Ele manteve um
braço protetor em volta da cintura dela, quando abriu as
portas duplas para a parte principal do clube, ficou surpreso
ao encontrar a área praticamente vazia. Pelo que Andrea
disse, ele achou que não haveria muitos membros hoje à
noite, mas ver todas as cadeiras vagas, o fez parar
abruptamente.
Jessica e Cole eram as únicas pessoas na pista de
dança. Matthew e Ethan se sentavam no canto, deixando
apenas Todd cuidando do bar. Não havia mais ninguém.
Todos com exceção de Jessica pareciam completamente
deprimidos. Parecia que a investigação de homicídio acabou
com o Club Submission. Ele assentiu cumprimentando os
dois irmãos e continuou caminhando para o bar.
— Onde estão todos? — Emma sussurrou enquanto
se sentaram.
— Eu acho que a polícia os assustou.
— Isso é terrível. Eles podem se dar ao luxo de
manter o clube aberto com tão poucos clientes pagando?
— Eu não sei. Vou descobrir o que está acontecendo.
— Ele segurou seu queixo.
— Agora, fique aqui no bar e relaxe. Eu só vou ter
uma conversa com Matthew e Ethan.
Emma assentiu.
— Ok.
— Basta lembrar os protocolos, baby, e você vai ficar
bem. — Ele gesticulou para Todd atrás do bar.
— Dê a senhora uma bebida, Todd. Tudo o que ela
quiser, desde que não seja alcoólico.
Todd acenou de volta.
— Com certeza, Zane.
Emma protestou.
— Nenhum álcool?
Zane colocou as mãos em seus ombros.
— Nenhum álcool, significa nenhum álcool. Não me
questione novamente. Entendeu?
Seus olhos levantaram para os seus, e um sorriso
sensual derivou para os lábios. Sim, ela entendeu, e lá estava
o pequeno nó apertado de tensão no estômago, cada vez que
ele a controlava em público. Ela logo aprendeu que os papéis
que desempenhavam na frente de uma plateia eram como um
afrodisíaco, um aperitivo para o principal evento sexual que
viria a seguir, uma vez que voltassem para casa.
— Desculpe, senhor. Obrigada por cuidar de meu
bem-estar.
— Bom, isso é o que eu gosto de ouvir. Uma sub
grata. Ele se inclinou e sussurrou em seu ouvido.
— Eu quero você totalmente alerta para o que eu
planejei essa noite. Álcool só vai ofuscar o seu prazer. Com
as mãos em seus ombros, ele sentiu os pequenos tremores
que se acumulavam através de seu esbelto corpo fodível. Sim,
não havia dúvida sobre isso, Emma gostava quando ele
assumia o controle.
Um largo sorriso apareceu no seu rosto, enquanto ele
atravessava para falar com Matthew e Ethan, eles estavam
em uma conversa profunda e pareciam preocupados. Suas
sobrancelhas franzidas eram evidências claras disso. O irmão
mais novo, Ethan, balançou a cabeça, em seguida, jogou a
caneta que estava segurando com desgosto. Zane notou uma
série de números anotados ao acaso em um pedaço de papel,
e adivinhou que eles estavam tendo problemas com suas
finanças.
Ele estendeu a mão em saudação.
— Ouvi dizer que as coisas não estão indo muito
bem, pessoal. Se houver alguma coisa que eu possa fazer,
basta me dizer.
Ambos apertaram a mão dele, e Matthew fez um
gesto para ele se sentar.
— Sente-se, Zane. Obrigado pela oferta, mas não há
nada que você ou qualquer outra pessoa possa fazer para
ajudar. Parece que estamos bem e verdadeiramente num rio
de merda, sem nem um remo. Se não tivermos os membros
do clube de volta no próximo mês, vamos ter que fechar as
portas.
— É ruim, hein?
Ethan pegou a caneta novamente e se recostou na
cadeira.
— Sim, aquele policial do caralho. Qual é o nome do
canalha? O que esteve no funeral de Chloe... Ele estalou os
dedos juntos.
— Oh, sim, Detetive Mitchell. Ele despertou todo um
ninho de vespas aqui, está determinado a fechar o clube, mas
não importa o quanto profundo ele cave, não vai encontrar
nada ilegal acontecendo. Matt e eu estamos sempre atentos
para que tudo seja dentro da lei, você sabe disso, Zane.
Apenas o pensamento de Detetive Mitchell fez Zane
ferver de raiva.
— Porra, esse cara com certeza é um pé no saco. O
canalha continua me assediando. Esse idiota continua
aparecendo. Ele está obcecado com o clube e com todos os
membros, ele acha o que fazemos aqui algo doentio.
Matthew soltou um longo suspiro.
— Parece que sim! O cara é um idiota completo. Ele
está dando muita informação para o lixo escrito nos jornais.
De acordo com um tabloide, vários membros deveriam ter
ajudado a se livrar do corpo de Chloe depois que uma cena
no clube deu terrivelmente errado. Ele balançou a cabeça.
— Inacreditável. Eles devem pensar que somos todos
maus, que praticamos algum tipo de sexo doente aqui. Cristo,
haviam repórteres acampados do lado de fora por alguns
dias. Isso assustou todos os membros. Ninguém quer ser
visto entrando no clube.
Matthew sorriu.
— Só para você e sua boa amiga. Ele apontou para
Emma.
— Eu espero que você não a mantenha toda para si
mesmo.
— Não, eu vou chamá-la, e, gente, só para vocês
saberem, Emma não é para ser compartilhada.
Ethan bateu a caneta nos lábios, uma expressão
divertida em seu rosto.
— Será que são os seus limites, ou os dela?
— Meus.
Matthew riu alto.
— Ela com certeza parece ter tido uma influência
calmante sobre você.
— Você poderia dizer... — Ele sabia que ia ser
esmiuçado pelos irmãos, mas não se importava. Ele se
preocupava com Emma, e ela era dele e só dele.
— Isso é bom, Zane. Ela certamente teve uma
influência calmante sobre mim no funeral. Cara, eu quase
enfrentei o policial se ela não tivesse entrado na minha
frente. Matthew encolheu os ombros. — Tenho certeza de que
estaria sendo condenado à uma longa pena.
— Eu também. — Zane acenou com a mão, e Emma
obedientemente começou a caminhar em direção a eles. Este
seria seu primeiro teste real. Mesmo que não conseguisse, ele
ainda estaria orgulhoso dela.
— Emma recebeu uma boa notícia hoje cedo. Alguém
do escritório do Boston Medical Examiner telefonou para ela,
parece eles encontraram o assassino de Chloe, estão apenas
esperando os resultados de DNA antes de fazer um anúncio
público.
— Essa é uma boa notícia. Talvez isso tirará o foco do
clube. Ethan quase sorriu.
Zane sabia tão bem quanto eles que a imprensa
estava esperando uma história e que não iria deixá-los ir.
— Eu espero que sim, pelo bem de vocês, rapazes.
Capítulo dezenove

Emma teve de admitir que estar com três Doms


atraentes era uma experiência incrível. Como devia agir?
Zane lhe passou o conhecimento de como agir neste estilo de
vida. Tal como acontece com todas as sociedades, havia uma
hierarquia. Matthew, Ethan e Zane pareciam estar em pé de
igualdade, um com o outro. Apesar de Zane, ou Senhor como
ele disse para chamá-lo aqui, tivesse mencionado que existia
uma hierarquia entre alguns dos Mestres.
Com um pequeno número de pessoas presentes no
clube esta noite, Emma não tinha nenhuma dúvida de que
estava no nível mais baixo. Jessica, como uma submissa
mais experiente, era de nível superior a ela. Apesar de que,
ser uma sub de classificação baixa tinha suas compensações,
era certamente sexualmente estimulante. Toda vez que o
Senhor Deus, eu estou mesmo pensando como uma submissa.
Zane é o seu nome, mas Senhor faz parecer muito mais
emocionante. Ela não pôde deixar de dar um outro olhar
furtivo na direção do Senhor. Vestido com calças de couro,
ele usava uma camisa de linho branca desabotoada, que
estava aberta até a cintura, revelando seu peito musculoso
perfeitamente tonificado. O Senhor era um homem
incrivelmente sexy.
Zane virava cada vez que ela olhava em sua direção.
A maneira como segurou seu olhar e a inclinação de sua
boca, fazia sua calcinha ficar molhada e as pernas parecerem
gelatina. Emma o conhecia bem o suficiente para saber que
tinha algo especial planejado para quando voltassem para
casa. Ele já sugeriu isso no bar. Durante o decorrer da noite,
lhe ocorreu que a atmosfera estava lentamente esquentando.
A apresentação se tornou uma parte importante das
preliminares. Ela mal podia esperar que o Senhor a levasse
para casa e fizesse com ela o que quisesse.
Ao longo das últimas semanas, a sua relação se
solidificou e um vínculo respeitosamente profundo se formou
entre eles. Eles falavam até altas horas da manhã, discutindo
tudo e qualquer coisa. Zane era altamente opinativo, com
fortes opiniões sobre muitas coisas desde a crueldade contra
os animais, até o sistema de previdência social. Ela não fazia
e não concordaria com tudo o que ele dissesse, só porque ela
era sua submissa no relacionamento. Oh, não, ela era sua
própria dona, com seus próprios pensamentos e pontos de
vista, e ela não tinha medo de compartilhá-los com Zane.
Ele não podia controlar todos os aspectos de sua
vida, e ela estava grata que ele não quisesse. Zane amava o
seu lado independente e agressivo, tanto quanto amava o
lado submisso. Na verdade, ele a encorajou a fazer o exame
da ordem, em fevereiro. Se tudo acontecesse conforme
planejado, ela seria capaz de advogar aqui em Boston.
Durante a última quinzena, ela o surpreendeu duas
vezes ao chegar inesperadamente em seu trabalho. Em
ambas ocasiões, eles tiveram um gostoso sexo quente e duro
em seu escritório. A primeira vez ele a amordaçou e amarrou,
de modo que nenhum de seus empregados ouvisse seus
gemidos de prazer e dor, quando a inclinou sobre a mesa e
fodeu sem sentido. Na segunda ocasião, ela sentou em seu
colo com seu pênis duro enterrado profundamente dentro de
sua vagina. Zane se manteve recostando na cadeira executiva
de couro, apreciando o passeio. Seus cotovelos foram
dobrados e as mãos estavam firmemente trancadas atrás de
sua cabeça. O cheiro de sua loção pós-barba cara e sua
respiração pesada em seu ouvido a deixaram seriamente
excitada, como seu mestre, ele insistiu para que ela fizesse
todo o trabalho. Ele a observou como um predador observa
sua presa, quando deslizou em seu eixo espesso. Tudo foi
muito excitante, especialmente por que sabia que Lucy
poderia entrar a qualquer momento e pegá-los fodendo.
Os três Doms impressionantes falaram por quase
uma hora, e grande parte da conversa se concentrou na má
publicidade. Isso causou um grande prejuízo para o nome e o
número de frequentadores do clube. Ela queria dizer o que
pensava, mas achou incrivelmente frustrante estar na parte
inferior da hierarquia. Nenhum dos Doms pediu sua opinião
sobre qualquer coisa, mesmo Zane parecia ter esquecido que
ela existia na companhia de Ethan e Matthew. Emma
suspirou. Sua ideia fantástica para trazer o clube de volta à
vida teria que esperar.
Quando a música parou momentaneamente, olhou
através da sala. Jessica e Mestre Cole estavam deixando a
pista de dança. Jessica deu um aceno amigável, e fez um
gesto para que se juntasse a eles. Emma assentiu com a
aceitação, antes de voltar sua atenção para os três Mestres.
Eles estavam tão concentrados na conversa que ela
não queria perturbá-los. Em vez disso, decidiu escapar
silenciosamente. Assim que se inclinou para frente para se
levantar de sua cadeira uma grande mão serpenteou em volta
do pulso. Sua cabeça se virou na direção de Zane. De sua
posição sentada, os olhos do Senhor estavam conectados com
os dela. Seu calor e intensidade a oprimiam. Sua voz
profunda encheu o ar.
— Eu lhe dei permissão para deixar a mesa?
— Não, senhor. Sinto muito, senhor.
— Onde você estava pensando em ir?
— Hum, só para ver Jessica e Mestre Cole, Senhor.
Eu não queria incomodá-lo, quando você estava falando com
o Mestre Ethan e Mestre Matthew.
— É preciso pedir minha permissão antes.
Com o coração batendo freneticamente no peito,
Emma engoliu em seco. Seu jogo estava se tornando mais
definido.
— Senhor, esta escrava pede sua permissão para
falar com Jessica.
Ele contemplou seu pedido por um momento, em
seguida, largou seu pulso. Ela viu a aprovação em seus olhos.
— Muito bem. Cinco minutos. Em seguida, volte
direto aqui para o meu lado.
Emma inclinou a cabeça.
— Obrigada, Senhor. — Ela levantou de seu assento
e rapidamente foi em direção a Jessica. Ela ouviu a voz irada
de Mestre Cole, enquanto se aproximava de sua mesa.
— Jessica, faça-o. Basta conferir isso.
Pelo olhar no rosto de Jessica, ela desagradou mestre
Cole. Ela observou com interesse, o tom submisso da voz de
Jessica.
— Sinto muito, senhor. Eu prometo que não vai
acontecer novamente. Eu vou ver isso imediatamente.
— Eu não preciso lembrá-la, Jessica. — Mestre Cole
se virou e afastou rapidamente. Seu comportamento parecia
zangado e duro.
Por um breve momento Jessica parecia preocupada.
No entanto, ela colocou o sorriso radiante habitual de volta
em seu rosto quando percebeu que Emma estava ao seu lado.
— Querida, é muito bom vê-la novamente.
— Você também, Jessica. Espero não ter causado
nenhum problema entre você e Mestre Cole?
— Não, apenas um pequeno desentendimento entre
um mestre e seu escravo. Nada para você se preocupar.
— Por um momento eu pensei que ele estava a ponto
de puni-la.
Jessica pegou de sua mão.
— Oh, eu vou ser punida, tudo bem. Não se engane
sobre isso, mas isso vai acontecer mais tarde, quando ele se
acalmar. Mestre Cole nunca me disciplina quando está com
raiva.
— Ah. — Ela disse isso com naturalidade. Até agora,
Zane não a tinha realmente disciplinado. Em algumas
ocasiões, ele usou o chicote, mas isso era mais jogo do que
castigo. Ela tinha prazer com ele a provocando com pequenos
golpes, ela gostava. Queria saber como Mestre Cole puniria
Jessica, ela timidamente perguntou: — Será que vai doer?
Jessica soltou uma gargalhada e deu um tapinha na
cadeira ao lado dela.
— Sente-se, querida. Você realmente tem muito a
aprender. Presumo que Mestre Zane não a tenha disciplinado
ainda?
Emma sacudiu a cabeça.
— Não de verdade. Mestre Zane só me deu um toque
suave com um chicote. Não tenho certeza se iria gostar que
me disciplinasse realmente.
— Se? — Jessica revirou os olhos. — Se, se, se? Não
é uma questão de se, mas sim uma questão de quando. Está
no seu sangue. Eles precisam disso como o ar que
respiramos. É parte de sua composição.
— Como vocês lidam com isso?
— Lidar? Eu gosto dele, querida, mas eu estou na
dor. Acho que é altamente erótico. Sua atenção está focada
exclusivamente em você. Faz-me sentir como se eu fosse a
mulher mais importante no mundo inteiro. É realmente
emocionante. — Jessica abriu a boca e se espalhou antes de
cair na gargalhada.
— Então você está ansiosa por qualquer coisa que
Mestre Cole tenha guardado para você?
— Definitivamente, querida. Às vezes eu ajo como
uma moleque só para chamar sua atenção. — Jessica riu
novamente, antes de, de repente, tornar-se mais grave. Ela
acariciou a mão de Emma. — Como você tem lidado? Eu não
conhecia Chloe muito bem, mas para todos os efeitos, ela era
uma garota divertida de ter por perto. Sua morte deve ter sido
muito dura para você.
Emma respirou profundamente.
— Foi. É ainda em alguns aspectos. Obrigada por ter
ido ao seu funeral.
— Era o mínimo que eu poderia fazer.
— Bem, eu estou grata pelo apoio.
— Quanto mais cedo a polícia pegar a porra do
doente que fez isso, mais cedo o clube pode voltar ao normal.
Quero dizer, basta olhar em volta, querida. Eu nunca vi ele
tão vazio assim nos seis anos que eu frequento esse lugar.
— Isso pode estar prestes a mudar.
— Oh?
— Eu recebi um telefonema de uma senhora
encantadora no Gabinete do Medical Examiner. O que Kathy
Rochelle disse a ela fez seu espírito se animar. — Eles acham
que já prenderam o assassino de Chloe.
— Isso é bom, querida, é tudo sobre o tempo. Você
sabe quem é?
Emma sacudiu a cabeça.
— Ela não diria.
— Se é um membro do clube, tenho certeza que
Matthew e Ethan serão forçados a fechar o clube. Todo o
conjunto tem estado praticamente paralisado de qualquer
maneira. Eu só espero que haja alguma forma de trazer as
pessoas de volta novamente, mas com a imprensa
arrebentando as bolas de quem chega perto, parece
improvável.
— Mestre Zane, Mestre Matthew e Mestre Ethan
estão falando sobre isso agora. Eles todos parecem muito
preocupados com a falta de assiduidade.
Jessica fez uma careta.
— É ainda pior do que você pensa. Há rumores de
que o local pode ter de fechar para sempre.
— Eu ouvi a mesma coisa. Eu tenho uma grande
ideia, Jessica, mas estou...
Emma parou de falar e se contorceu na cadeira
quando viu Zane virar a cabeça para olhar para ela, ele
entortou seu dedo mindinho. Emma fechou os olhos e
respirou fundo irregularmente. Foda-se, o que há sobre este
homem? Ele balança um dedo em minha direção e minha
calcinha umedece de desejo. Quem diabos ele pensa que é me
chamando assim? Ele é o meu mestre, isso é quem ele é, e eu o
amo.
Impossível tirar os olhos de Zane, ela rapidamente
deixou escapar:
— Jessica, eu sinto muito. Eu tenho que deixar você.
Eu tenho ordens para voltar a me sentar com o Mestre Zane.
Jessica riu.
— Você é tão bonita, querida. Eu não acho que ele
iria deixá-la fora de sua vista por muito tempo. Eu posso
dizer que está particularmente caído por você, muito mais do
que qualquer outra sub que ele teve.
Mantendo contato com os olhos, ela se levantou e
caminhou os vinte passos, mais ou menos, de volta para o
seu lado. Ela tinha algo a dizer. Algo que podia ajudar a
salvar o Club Submission. Ela não podia guardar esses
pensamentos sem dizer por mais tempo. Independentemente
das consequências, ela precisava falar agora.
Ela limpou a garganta, e os três homens olharam
para ela. Era como se eles nunca tivessem visto uma mulher
antes.
— Eu tenho ouvido a conversa, e sinto que preciso
falar. Emma respirou fundo antes de continuar:
— Eu não quero que o clube feche mais do que vocês.
Assim, a minha ideia é esta: Por que não realizar um baile de
máscaras aqui? Dessa forma, todos os membros podem vir
sem mostrar suas identidades, seria uma ótima maneira de
mostrar o seu apoio para o clube, sem que sejam
identificados. Quando ela terminou de falar, Emma baixou a
cabeça e deu um passo para trás.
— Eu humildemente agradeço a todos os Mestres
presentes por tomarem o tempo para ouvir esta escrava.
Silêncio.
O espaço ao redor dela se tornou um borrão. Tudo o
que ouvia era a batida forte de seu coração, batendo
descontroladamente contra as costelas. Sentindo-se
assustada e ainda sexualmente excitada, lançou um olhar na
direção do Senhor. Os olhos de Zane estavam cheios de calor
derretido. Era uma mistura de raiva, paixão e desejo. Não
havia nenhuma dúvida em sua mente, o sexo naquela noite
passaria de todos os limites.
Ela tossiu, inquieta.
Silêncio.
Ela arrastou os pés, em seguida, olhou para o chão.
Silêncio.
Capítulo vinte

Mais tarde naquela noite.


Emma ouviu a pesada porta da frente fechar atrás
dela com um clique retumbante. Antes que pudesse dar um
passo para frente, Zane veio por trás dela e passou os braços
possessivamente ao redor de sua cintura. Ele se aninhou em
seu pescoço, o comprimento inteiro dele estava quente e duro
desde seus ombros até a sua bunda. Ela sentiu tremer de
emoção e expectativa.
— Agora estamos em casa, você é minha para fazer o
que eu quiser. As mãos do Senhor subiram, alisando os
seios. Ele deslizou a mão dentro de seu top. O outro lado
circulou o pescoço, os dedos espalhados para tocar seu
queixo. Ele puxou sua cabeça para trás contra seu peito
enquanto massageava a volta de um mamilo despertado entre
o indicador e o polegar. — Eu estive esperando a noite toda
para fazer isso com você.
Ela descansou a cabeça contra seu peito
impressionante e suspirou satisfeita. Como um instrumento
musical, ela jogou a sintonia que seu mestre desejava. Emma
empurrou sua bunda contra seu pau duro, apreciando a
sensação de sua ereção evidente.
— Me desculpe se eu falei fora de hora, Mestre Zane.
Ela sabia que seu desabafo opinativo o contrariou no clube.
Ela estava mais interessada em ser submissa e contrita
agora.
Ele apertou seu mamilo duro, fazendo com que o
fôlego dela ficasse preso na garganta.
— Você vai me chamar de Senhor para o resto da
noite, gosto da maneira como soa em seus lábios.
Jogando de submissa à perfeição, ela fez beicinho, e
disse:
— Me desculpe se eu falei fora da minha vez, Senhor.
Mas Mestre Matthew e Mestre Ethan pensaram que um baile
de máscaras seria uma boa ideia.
— É uma boa ideia, minha putinha. Seu Mestre não
está descontente por sua iniciativa. Ele está descontente
porque você não pediu permissão antes de compartilhar seus
pensamentos com os outros. Seu ego é o maior do que seu
Mestre? Isso é possível?
— Sinto muito, senhor. Eu agi sem pensar.
— Agora você vai ter que enfrentar as consequências.
Auto importância, não será tolerado em nenhuma sub minha.
Zane estava certo. Ela queria mostrar que era uma
mulher inteligente, articulada, com seus próprios
pensamentos. Mas isso não a ajudava agora.
— O que você vai fazer comigo, senhor?
— Qualquer coisa e tudo que eu sempre quis. —
Suas palavras ameaçadoras pesavam no ar, enquanto seus
dedos manchavam o batom vermelho de seus lábios. — Hoje
à noite eu vou puni-la de verdade, minha cadelinha. Desta
vez não haverá misericórdia.
— Ma ...
— Shhh. — Ele colocou um dedo em sua boca. —
Fique em silêncio, a menos que deseje me desagradar mais.
Até este ponto em nosso relacionamento, você tem
experimentado apenas um lado da minha personalidade. Hoje
à noite eu vou lhe mostrar quem Mestre Zane realmente é.
Por não pedir permissão do Senhor, ela o incendiou.
Não foi sua intenção, mas isso era exatamente a forma que
suas ações foram percebidas.
Mestres Matthew e Ethan ficaram claramente
impressionados com sua iniciativa. O olhar de surpresa em
seus rostos não deixava dúvida sobre isso. No entanto, como
Doms, eles jamais poderiam tolerar uma sub falar fora de
hora, de qualquer forma.
Um arrepio percorreu a espinha quando olhou para
Zane. O cabelo escuro à deriva sedutoramente sobre o
colarinho. Ombros largos pressionados contra a camisa de
linho branco, e, coxas musculosas e fortes enchiam suas
calças de couro. Seu poder absoluto e presença a oprimia. Só
ele sabia o que estava planejado para aquela à noite. O rosto
bonito e robusto do Senhor estava ilegível. Não havia como
dizer como estavam suas emoções. Os olhos de Zane focaram
nela enquanto passava a mão pelo rosto, e ela sentiu a
respiração ofegante através de seus lábios, com pura emoção.
— Agora vá para o quarto, putinha, e se prepare para
a minha chegada.
— Sim, senhor. Imediatamente, senhor.
Com pernas carregadas de adrenalina, começou a
subir as escadas. Seus joelhos ameaçaram falhar,
derrubando-a a qualquer momento. Quando ele chamou o
nome dela, ela parou, e timidamente se virou para olhar para
ele. O rosto do Senhor era insondável, tornando incapaz
decifrar suas emoções. Ele ainda estava zangado?
— Você tem cinco minutos. Com esse aviso final
inequívoco, ele caminhou propositadamente para longe.
Emma correu até as escadas. Merda, cinco minutos,
não havia tempo a perder. Bem ciente de que já desagradou o
Senhor uma vez esta noite, sabia que não seria prudente
mantê-lo esperando. Correu direto para o banheiro, despiu-se
e entrou no chuveiro. No momento em que seus cinco
minutos terminaram, conseguiu pegar a toalha e se secar.
Esperando pacientemente na cama, se perguntou quando ele
iria chegar, e quando o fizesse, o que iria fazer com ela. Seu
corpo nu, tremeu com antecipação do que estava por vir.
Foram vinte minutos completos antes da porta do
quarto começar a abrir lentamente. Emma respirou fundo,
com medo de soltar o ar. Ela poderia dizer que Zane tomou
banho também, porque seu cabelo ainda estava úmido e ele
usava uma calça de moletom preta e nada mais. Seu peitoral
e tanquinho estavam claramente definidos pela luz suave,
quando se moveu mais para dentro do quarto, e ela não podia
deixar de ficar impressionada com a parte superior do seu
corpo musculoso. Sem falar ou fazer contato visual com ela,
ele foi até uma cômoda e abriu uma gaveta. Bíceps e tríceps
fortes se flexionaram quando tirou um par de algemas de aço.
Seus olhos brilharam quando finalmente encontraram os
dela. Ela estremeceu com determinação crua escondida em
suas profundezas, quando colocou seus pulsos juntos. As
algemas de metal frio fizeram um clique ao se fecharem.
Ele não estava sorrindo, parecia um homem com
apenas um pensamento em sua mente, sua disciplina.
— Deite-se sobre a almofada no final da cama,
encostando sua barriga nela. Eu quero os seus antebraços
colocados sobre o colchão e sua bundinha desobediente no
ar. É hora de você perceber com o que você está lidando aqui,
senhora.
Sentindo-se assustada, mas estranhamente
animada, Emma imediatamente fez o que ele mandou. Sua
bunda estava pronta para sua punição. Ela sabia que ele iria
discipliná-la, mas de que forma, ela não tinha a menor ideia.
Com o humor inflexível que ele estava, não se atreveria a
perguntar.
As mãos masculinas de Zane deslizaram sobre suas
coxas, e circulou os globos de sua bunda. Sem aviso, ele
abriu as pernas dela amplamente, expondo seu ânus e
boceta. Sentindo-se intensamente vulnerável, ela soltou um
gemido de apreensão.
— É isso mesmo, minha cadelinha. Você deve estar
preocupada. Há dois lados para tudo, o jeito certo e um jeito
errado. Ele deliberadamente movimentou na frente dela para
que pudesse vê-lo. Emma pensou que iria entrar em pânico
quando ele pegou uma estranha grande faca e um objeto de
madeira, que ela imediatamente reconheceu. Ele estendeu o
tubérculo retorcido pálido.
— Como eu disse, há o bom e o ruim em tudo. Olhe
este gengibre, por exemplo. Pode ser muito benigno. O
ingrediente perfeito para uma refeição, especialmente uma
refeição chinesa. — Ele esticou o braço e segurou o tubérculo
mais perto para sua inspeção. — Mas, minha pequena, o
gengibre também pode ser muito poderoso quando usado
diretamente sobre o corpo humano. Assim como seu próprio
Mestre, ele pode possuir uma personalidade agradável, ou
uma negra, um poder chocante. É hora de você testemunhar
o lado mais escuro do meu personagem. Vou usar o gengibre
para demonstrar.
— Senhor, por favor, não, senhor.
Ele passou a mão pelos cabelos dela e tocou um dedo
aos lábios.
— Shhh, putinha.
Usando a faca de caça de temível aparência, ele
lentamente começou a talhar a raiz. Suas sobrancelhas se
franziram, ela sabia que o gengibre era uma coisa muito
potente, especialmente gengibre fresco. Uma sensação fria e
úmida caiu sobre ela quando a realização despontou. Não leu
sobre tortura anal na Internet? Gengibre fresco foi utilizado
para esse fim?
— Posso fazer uma pergunta, senhor?
— Você pode, minha pequena. Você é claramente
uma mulher inteligente, e eu suspeito que você já entendeu
para o que o gengibre é usado.
— Por favor, não coloque isso no meu ânus, Senhor.
Eu estou lhe implorando.
— Eu temo que seja tarde demais para mudar minha
decisão. Como seu mestre, eu já fiz minha escolha. Você
precisa entender do que eu sou capaz. Eu tenho sido muito
tolerante com você.
Sentindo-se como uma sub boa, ela respondeu
fracamente,
— Sim, senhor.
Mesmo que estivesse com medo, a personalidade
submissa dentro dela amava sua atenção. Ela lembrou que
Jessica disse mais cedo naquela noite. A atenção dele está
focada exclusivamente em você. Faz-me sentir como se eu
fosse a mulher mais importante em todo o mundo inteiro. É
realmente emocionante.
Essas palavras se mantendo fiel a ela. Zane a fez
sentir-se como se fosse o único foco na vida. Ela sabia que
sua boceta ficou molhada de desejo. Toda a noite foi uma
sessão preliminar longa, e agora aqui estava ela deitada, com
sua bunda alta no ar, esperando Deus sabe o que acontecer.
Quando o Senhor se moveu atrás dela, ela prendeu a
respiração. Vermelho, essa é a minha palavra de segurança.
Eu sempre posso usá-la se as coisas ficarem ruins. Mas não
quero decepcionar o Senhor. Eu o amo.
Seus dedos acariciavam sua bunda.
— Essa bunda bonita. Vou gostar de tomá-la como
minha. Ele se inclinou sobre ela e sussurrou em seu ouvido.
— Pessoalmente, eu não sou um grande admirador
de figging2. Eu prefiro muito mais um outro uso para essa
raiz forte. Ele colocou a peça esculpida de gengibre sobre o
colchão dentro de sua linha de visão.
— Todo mundo no Club Submission está
impressionado com a sua ideia de um baile de máscaras.
Assim, como seu Mestre está se sentindo benevolente, vou me
abster de usar este pedaço de gengibre como tortura anal. No
entanto, o Mestre ainda está desapontado que você não veio a
ele antes com sua ideia genial. Você me magoou, e isso não é
aceitável para qualquer Dom. Ele suspirou profundamente.
— Eu vou te dar cinco golpes de vara e você vai
contar para mim.
— Obrigada, Senhor.
— Eu sei que é uma fantasia favorita sua. Nas
ocasiões em que você foi chamada ao escritório do diretor
para ser disciplinada você perguntou o que sentiria se ele
espancasse sua bunda com a vara. Infelizmente, a lei o
proibiu de te disciplinar de uma forma tão bárbara. Zane
caminhou até a cômoda e ela assistiu sem fôlego quando ele
tirou uma longa e fina vara flexível. Ruídos sibilantes
poderosos agrediram seus ouvidos quando ele chicoteou no
ar. Emma sabia muito bem o que estava fazendo. Ele estava
tentando assustar e intimidar. Ela fechou os olhos e prendeu
a respiração. Isso ia doer. Agora chegou a hora de descobrir o
que sua fantasia colegial era na realidade.

2
A raiz de gengibre descascado, em forma de um butt plug delgado, inserido no ânus sem lubrificação de qualquer tipo.Os sucos
de gengibre causam dor e extremo tesão. A pessoa se torna inquieta, nervosa e muito animada. O efeito dura por cerca de 20
minutos ou mais, dependendo da frescura.
Um grito saiu de seus lábios quando o primeiro golpe
avermelhou sua bunda. A dor aguda foi imediatamente
seguida por uma sensação de queimação intensa.
— Conte minha cadelinha.
— Um, Senhor.
Outro golpe pungente seguido, formando lágrimas em
seus olhos.
— Dois, senhor.
Esta era sua fantasia, mas doeu para cacete. Cada
vez que a vara dolorosamente bateu nela, ele encontrou uma
parte fresca da bunda dela para avermelhar.
— Três, Senhor, por favor, senhor, eu...
Emma enterrou a cabeça profundamente no colchão,
mordendo o edredom, tentando impedir de gritar.
— Dói, senhor. Dói muito, senhor. Outro golpe
pungente acertou seu bumbum.
— Quatro, senhor. A combinação de dor e do
barulho, caraterístico da vara antes de bater na sua bunda, a
excitou.
Assim que o último foi dado, ela disse:
— Cinco, Senhor, ela sentiu as mãos suaves sobre
suas ardentes nádegas.
— Sua punição terminou, minha cadelinha. Agora, o
prazer. Ela o viu tirar o gengibre do colchão.
— Isso logo vai fazer você esquecer da ardência.
Ainda atordoada da surra, ela estava vagamente consciente
de como ele arrastou o gengibre descascado através dos
lábios de sua boceta, antes de tocá-lo contra seu clitóris.
No início, ela não reagiu. Em seguida, um calor
começou a se espalhar, até que ela gritou com a necessidade.
Sua vagina se sentia como se estivesse pegando fogo. Ela se
contorcia sobre a almofada, girando e, se esforçando para
conter o poder erótico que ameaçava dominá-la. Ela perdeu a
batalha, e palavrões começaram a derramar de seus lábios.
— Oh, Deus, me fode, por favor, senhor. Me come!
Não me deixe assim. Me fode, me fode, por favor!
— Mmm, eu nunca ouvi tal xingamento,
especialmente a partir de uma senhora inglesa educada.
Onde você aprendeu todas essas palavras? — Zane alisou a
mão sobre sua bunda, em seguida, brincou com os dedos até
os lábios de sua boceta. Ele deslizou um dedo sobre o clitóris
a fazendo gemer de frustração.
— Senhor, Senhor, eu estou lhe implorando. Coloque
mais pressão na boceta desta escrava, aperte mais! Ela
levantou a bunda, tentando levá-lo a masturbá-la.
— Eu te amo, Senhor. Eu vou fazer de tudo para
você. Absolutamente tudo. Me fode! Eu amo você, Zane!
Capítulo vinte e um

Zane sabia o efeito que o gengibre cru teria sobre


Emma, mas não esperava que aquelas palavras de amor
fluíssem de seus lábios. Por um momento, ele hesitou,
fazendo-o querer segurá-la em seus braços e confessar seus
sentimentos por ela. Mas isso seria para mais tarde, por
agora, ele queria que ela se submetesse à sua vontade.
Sem tempo a perder, Zane elevou as apostas. Era seu
dever como mestre de Emma ampliar seus horizontes. Ele
brincava com a mão ao longo de suas pernas macias e
sedosas, antes de colocar uma cinta de couro afivelada a
cada joelho. Espalhando-a amplamente, ele prendeu os cintos
aos postes da cama. A almofada sob a barriga garantiu que
sua bunda ficasse no ar.
Um suave, gemido submisso deixou os lábios de
Emma enquanto estava deitada de braços abertos sobre o
colchão.
— Está tudo bem, putinha, ele murmurou, alisando a
mão até a coxa trêmula, e roçando os lábios bonitos da sua
boceta. Eles estavam abertos e rosa para ele. Os efeitos do
gengibre a deixaram muito excitada. Sua vagina estava
úmida, e ele deixou seus dedos deslizarem em sua umidade
feminina.
— Coitada, baby, está tão excitada.
— Sim, senhor, ela choramingou, respirando
profundamente enquanto ele brincava com um dedo sobre
seu clitóris.
— Eu preciso de você, senhor. Minha boceta está
latejando.
— Claro, putinha, mas primeiro temos que jogar um
jogo.
Mesmo que seus pulsos ainda estivessem impedidos
por um par de algemas de aço, Emma conseguiu levantar a
parte superior do corpo do colchão. Seus ombros foram
levantados e ela apoiou seu peso sobre os antebraços.
Deixando uma curva acentuada deliciosa em suas costas
femininas, subindo sedutoramente para atender sua bunda
perfeita.
— Senhor, que jogo que vamos jogar?
Zane pegou um pouco de lubrificante de uma gaveta
e apertou um bocado sobre as pontas dos dedos. Ele
pressionou um dedo contra o buraco de sua bunda para fazer
um efeito dramático.
— O jogo é esse, minha pequena. Se você fizer um
som, até mesmo o menor gemido, eu vou comer esse lindo
cuzinho virgem. Para provar o seu ponto, ele lentamente
deslizou um dedo dentro de seu buraco enrugado,
penetrando-a até a primeira junta. Ele poderia dizer que ela
estava experimentando uma sensação nova, porque todo o
seu corpo ficou rígido. Claramente, a reprimida educação
inglesa de Emma ainda abrigava esse tabu final. Zane sorriu,
no momento em que terminasse com ela, isso seria apenas
uma memória distante. Com o dedo ainda em sua bunda, ele
balançou a ponta dentro dela. Emma inspirou duramente,
mas não fez nenhum som. Ele riu.
— Pode falar, minha cadelinha, até que eu diga o
contrário. O jogo ainda não começou.
— Senhor, eu sempre tive medo de sexo anal. Esta
escrava prefere jogar algum outro jogo.
Zane tirou o dedo e enxugou o excesso de lubrificante
em uma toalha. Ele então começou a alisar as mãos sobre os
globos melados de sua bunda pêssego. Uma bela bunda
feminina, com Emma foi difícil de resistir. No entanto ele
resistiu. Agora é a hora de reivindicar o que era seu por
direito.
— Este é o único jogo em questão, minha pequena.
Mantenha o silêncio por 20 minutos e eu não vou reclamar o
seu cuzinho como meu.
Quando ele amassou a bunda carnuda e macia, ele
sabia que ela estaria pesando os prós e os contras. Ele quase
podia ouvir seu pensamento em voz alta. No final, um
profundo suspiro saiu de seus lábios.
— Senhor, eu prometo que não vou fazer um som. Eu
não pretendo perder este jogo.
Ele viu a determinação em seus olhos. No fundo, ela
sabia que ele iria ganhar, mas iria fazer com que fosse
extremamente difícil para ele. Zane, de brincadeira, bateu em
sua bunda. Ele adorava um desafio.
— Então que a batalha comece, minha putinha.
— Só uma coisa, senhor. Existe algo que eu possa
morder, a fim de me manter silêncio?
Zane sorriu. Emma tinha a cabeça baixa. Ele cruzou
para a cômoda e tirou uma mordaça de couro.
— Eu vou permitir que você morda isso, cadelinha,
embora você terá de cuspi-la quando você finalmente se
submeter a mim. Olhando fixamente em seus olhos, ela
mordeu a mordaça.
— Você está satisfeita com isso? Ele perguntou. Ela
assentiu com aceitação.
— Então, o desafio já começou.
A curva de seu traseiro fazia coisas nele que
nenhuma outra parte da anatomia de uma mulher podia. Ele
tirou sua calça de moletom e jogou com desdém para o lado.
Completamente nu agora, ele colocou um pacote de
preservativos em sua linha direta de visão, iria deixá-la saber
que estava no comando, e teria sua bunda custe o que
custar. Seus olhos azul-bebê o seguiram ao redor da sala. Ele
achou que ela estava se perguntando quando ele iria assumir
o controle total de seu corpo.
Para efeito teatral, ele não pode resistir a jogar um
grande vibrador no colchão também. Um arrepio percorreu o
comprimento do corpo dela quando ele passou seus dedos
sobre suas coxas. Então ele deslizou suavemente a mão entre
suas pernas, e com o mais fraco dos toques, acariciou sua
vagina.
— Mmm, você está tão molhada, cadelinha.
Sua cabeça caiu e os ombros flexionaram quando ela
lutou contra o impulso de gemer de prazer.
Zane brincou como dedo indicador em suas
molhadas dobras femininas. Movendo a umidade que
encontrou lá, ele circulou sobre o clitóris endurecido. Ele
começou a masturbá-la com dois dedos, deslizando-os
profundamente em sua vagina, e então de volta ao longo do
clitóris. Não demorou muito para que ela chegasse ao
primeiro orgasmo, e ele adorava a forma como Emma tremia
incontrolavelmente enquanto mordia a mordaça.
— Muito bem, minha putinha, elogiou.
— Sua resistência é impressionante, mas em minha
opinião, inútil. Agora vou aumentar as apostas. Ele se
inclinou e pegou o vibrador. Ele ligou e tocou contra seu
clitóris. Dentro de trinta segundos outro orgasmo, mais forte
dessa vez, escapou dela. Ela pulsava e borbulhava, mas
ainda assim se recusou a deixar um som de seus lábios. Zane
estava se tornando cada vez mais impressionado com a
resistência de Emma.
Ele se inclinou sobre ela e carinhosamente tirou uma
mecha loira rebelde do rosto. Em seu esforço para conter
todos os sons, as lágrimas escorriam de seus olhos. Ele
adorava esta reação de uma sub. Emma se equiparava tão
bem em seu estilo de vida. Ele precisava dela em sua vida. Eu
amo essa mulher.
Zane beijou seu ombro delicado, e colocou a mão sob
o peito arfando. Ele adorava sua carne macia, feminina, e não
podia resistir a provocar um mamilo despertado entre o
indicador e o polegar.
— Você está pronta para ceder? Ele sussurrou em
seu ouvido.
Quando ela ferozmente balançou a cabeça, ele a
amou ainda mais.
— Sua força de caráter, é uma característica
admirável. Mas não se engane, minha cadelinha. Você vai
perder este jogo. Agora você não me deixa alternativa. — Zane
segurava a ponta girando do vibrador ao clitóris, quando
afundou três dedos profundamente dentro de sua vagina.
Tocar o interior da mulher que ele amava mais do que a
própria vida, era altamente erótico, especialmente quando
uma faixa apertada sexy dos músculos agarrou seus dedos.
— Mmm, baby, eu amo o jeito que você faz isso. Ele
viu seu belo rosto cada vez mais perto de sua rendição.
— Oh, é isso, minha cadelinha, deixe sair tudo. —
Quando um outro forte clímax foi construído em seu corpo,
Emma cuspiu a mordaça da boca.
— Senhor! Senhor! Eu desisto, você ganhou. Você
ganhou!
Zane imediatamente jogou o vibrador de lado, em
seguida, alisou suas mãos sobre sua linda, bunda cremosa.
— Você perdeu o desafio, minha putinha. Era
inevitável que você perderia. Sua bunda bonitinha agora
pertence ao seu Mestre. Seu rosto estava corado e sua
respiração rápida e irregular. Ainda se recuperando de seu
último clímax, todo seu corpo tremia e vibrava com
necessidade. Depois de aplicar lubrificante fresco aos seus
dedos, ele colocou um em seu buraco enrugado.
— Relaxe, cadelinha. Não lute comigo, e tudo ficará
bem. Ele espetou um dedo dentro de sua bunda e
imediatamente todo seu corpo ficou rígido.
— Se você lutar, vai doer. Basta relaxar e confiar em
mim. Emma respirou fundo quando ele penetrou um dedo
dentro dela, lentamente seu corpo começou a relaxar. Ele
supôs que ela sentia algo estranhamente erótico e excitante.
— Assim é melhor, minha cadelinha. Muito melhor. Confie no
seu Mestre, ele sabe o que é melhor para você.
— Sim, senhor, eu vou, senhor!
Usando dois, e depois três dedos, Zane continuou a
dar prazer ao seu cuzinho, alongando os músculos até que
ficou suficientemente satisfeito, pois ela estava pronta para
recebê-lo. Ele observou, com satisfação, que seu pau estava
dolorosamente duro quando rolou um preservativo no seu
comprimento considerável.
— Respire fundo, baby. Relaxe...Relaxe... Relaxe.
Quando ela tomou uma respiração profunda, apreensiva,
Zane apertou seu pau duro contra seu ânus.
— Você tem agradado o seu Mestre. Ele gostou de
assistir seu pau lentamente afundar em sua bunda
lubrificada, até desaparecer por completo. Porra, ela era
deliciosamente apertada. Ele possessivamente agarrou seus
quadris e começou a bombear dentro dela. Seu corpo inteiro
levantou quando ele fez o primeiro movimento para fora.
— Minha escrava está começando a gostar disso... ele
brincou.
— Sim, senhor, parece muito erótico, e... Ela parou
de falar.
— Vá em frente, — ele insistiu.
— Proibido, Senhor. Parece como um prazer proibido.
Sinto que não devia estar gostando, mas estou.
— Excelente, minha putinha. — Suas palavras eram
ofegantes e ele sentiu um riacho de suor escorrer por sua
testa, enquanto observava sua impressionante circunferência
deslizar dentro e fora de seu ânus.
Ajoelhado atrás dela, ele alisou as mãos sobre as
bochechas de sua bunda cremosa antes de arrastá-las pelo
comprimento de suas impecáveis costas. Sentia a pele macia
e quente quando se estendeu sobre ela. Ele colocou uma mão
de cada lado de seus braços e mergulhou em um beijo entre
as omoplatas. Mantendo o ritmo perfeito, ele bombeava seu
pau dentro de seu cuzinho virgem, quando recheou pequenos
beijos em seu pescoço.
— Você está muito bem, baby, muito bem! Ele
sussurrou em seu ouvido.
— Mais do que bem, você é completamente perfeita.
Com a cabeça apoiada em um lado, Zane alisou seu rosto e
afastou uma mecha de cabelo. Ele olhou nos seus olhos azuis
suaves, finalmente percebendo algo que já sabia há muito
tempo. Emma era a pessoa mais importante no mundo para
ele.
— Eu amo você, baby.
Um profundo suspiro de satisfação saiu de seus
lábios, uma lágrima serpenteava lentamente pelo seu rosto.
— Por favor, me diga que isso não faz parte do jogo,
Senhor. Por favor, me diga que não é brincadeira, porque eu o
amo muito, muito, muito.
Ele gentilmente limpou a lágrima correndo em seu
rosto e chupou a umidade salgada de seu dedo.
— Eu não estou brincando com você, baby. Eu
nunca falei mais sério na minha vida. Zane beijou as sardas
bonitas que polvilhavam seus ombros perfeitos, e sorriu
contra sua pele. Lutando para controlar a sua respiração
rápida, enquanto continuava a bombear dentro dela, disse:
— Às vezes, quando você conhece alguém, você já
sabe que é a pessoa certa para você. Eu senti isso no
momento que nos conhecemos, Emma. Você é tudo para
mim, baby. Você é tudo! Ele passou a mão em sua barriga,
acariciando um dedo sobre seu clitóris. Cada vez que ele
encheu sua bunda, provocou um dedo em seu cerne sensível.
Como música para seus ouvidos, gemidos de satisfação
começaram a derramar de seus lábios.
— Goze para mim, baby. Goze para mim! Suas
palavras ditas em voz baixa, finalmente a mandaram sobre o
limite. Uma série de espasmos incontroláveis começaram a
construir, antes de fluir inexoravelmente de sua boceta. Ele
podia senti-los em seu ânus, segurando seu pênis e
provocando seu próprio orgasmo. Ele golpeou mais duas
vezes dentro dela, empurrando o seu comprimento ainda
mais profundo dentro de sua bunda por muito tempo,
dirigindo investidas que fizeram suas bolas baterem contra os
lábios de sua boceta. Os gritos de prazer de Emma chegaram
a um crescente, enchendo o quarto enquanto tomava o que
ele lhe dava. Ele deu a ela forte e ela adorou.
Zane sentiu o jato de sêmen explosivo sair de seu
pênis e explodir dentro de seu cuzinho virgem com dois
empurrões. O sentimento de amor e felicidade naquele exato
momento era como uma mudança de vida. Ele nunca se
sentiu tão em harmonia com uma mulher antes. Almejando
sua proximidade, ele não poderia resistir a segurá-la perto.
Ele carinhosamente beijou suas costas nuas enquanto estava
deitado em cima dela, saboreando o momento. Zane sabia,
sem dúvida, que nunca haveria ninguém, apenas Emma. Ela
era sua alma gêmea, sua razão de viver.

Uma hora mais tarde


Felicidade e satisfação permeava cada parte do corpo
e da mente de Emma, enquanto estava aninhada no ombro
musculoso de Zane. Ela suspirou e passou a mão sobre sua
carne quente. O Senhor a amava. Este homem sexy
realmente a amava. Quão maravilhoso isso era?
Zane levantou a mão aos lábios e beijou-lhe os dedos
lentamente, um por um. Seus profundos olhos azuis
brilhavam quando o seu olhar se conectou.
— Olá, dorminhoca.
Emma se aconchegou em seu abraço.
— Eu estava dormindo?
— Por cerca de uma hora.
— Mmm, eu me sinto gloriosa, Zane. Sempre que
você vem todo dominante para mim, eu me sinto tão... — Ela
deu um tapa de brincadeira no braço. — Oh, você sabe como
eu me sinto.
Ele riu.
— Claro que eu sei. São as endorfinas liberadas no
cérebro, baby.
— Talvez, mas eu me sinto ainda mais nas nuvens
agora que sei que me ama.
Zane apertou-lhe a mão e, em seguida, estendeu a
mão para a sua mesinha de cabeceira, abrindo uma gaveta
tirou uma pequena caixa de veludo vermelho.
Ele beijou-lhe os lábios.
— Eu quero que você fique com isso. Era para ser o
seu presente de Natal, mas eu a amo tanto, que estou dando
a você agora. Ele sorriu lhe entregando o pacote pequeno
delicado.
Tentando conter sua excitação, Emma sentou em
uma posição mais ereta, apoiando dois travesseiros atrás da
cabeça para conforto. De olhos arregalados, ela perguntou:
— O que é isso, Zane?
— Você não vai saber a menos que abra. Ele tocou o
nariz dela brincando.
— Vá em frente. Você merece isso.
Como uma criança pequena que comemora seu
aniversário, ela levantou a tampa da caixa elegante. Tomando
uma ingestão aguda da respiração, ela febrilmente examinou
o conteúdo cintilante. Depositado ali, apoiado por veludo
vermelho luxuoso estava o maior e mais belo anel de
diamante que Emma já viu. Ela sabia que seus olhos estavam
arregalados de surpresa quando se virou para Zane.
Sua boca abriu e fechou, mas as palavras não saíam.
Uma lágrima deslizou pelo canto do olho, rapidamente
seguida por outra, depois outra.
— Oh, Senhor, é lindo.
Zane levantou cuidadosamente a joia cintilante de
onde estava depositado. O anel era composto por um enorme
diamante branco cercado por dez pedras menores.
— Dê-me sua mão, baby. Prendendo a respiração, e
mal conseguindo conter sua felicidade, ela fez o que ele
pediu.
— Olhe para mim, ele sussurrou sedutoramente
quando lentamente começou a deslizar o anel em seu dedo.
— Este anel é um símbolo do meu amor por você. É um
símbolo do meu compromisso. Eu quero casar com você,
Emma. Por favor, diga que sim.
Completamente atordoada, ela só podia olhar em
seus olhos azuis maravilhosos.
— Oh, Zane, meu querido. Eu o amo muito. É claro
que vou me casar com você. Você me faz a pessoa mais feliz
do mundo todo.
Eles se beijaram, um beijo maravilhoso que selou o
seu amor para a eternidade.
— Você me honra com a sua aceitação, baby. Você é
minha e eu prometo que vou lhe amar, sempre e para
sempre.
Epílogo

Véspera de Ano Novo: Club Submission, Festa a


Fantasia: 23:57
— Pessoal, é quase meia-noite, então pegue o seu
parceiro e vamos começar o Ano Novo, juntos. — A voz do
Mestre Matthew aumentou no microfone. Ele ficou no centro
do palco, vestido como um centurião romano. A noite foi um
grande sucesso. O lugar todo estava cheio e transbordando
com foliões usando vários trajes da história. O apelo para
apoiar o Club Submission contra os poderes dos que queriam
fechá-lo foi passado através da comunidade BDSM. Todos os
frequentadores e vários novos membros estavam presentes
esta noite.
A polícia finalmente prendeu o homem que morava
no apartamento em frente ao de Chloe Watts. Steve Forester,
de trinta e cinco anos de idade, operário, aparentemente
parecia perfeitamente inócuo para todos que o conheciam.
Solteiro e morando sozinho, foi pego pelo radar da polícia.
Felizmente, o criminoso não foi páreo para a tecnologia
moderna. Seu DNA, na forma de sêmen, foi encontrado no
corpo de Chloe. Relatórios preliminares sugerem que ele teria
exigido sexo de Chloe, mas ela recusou. Como um homem
pode ir a partir disso para estrangular uma mulher inocente,
estava além da compreensão de Emma.
Club Submission nunca foi relacionado com o
assassinato de sua melhor amiga, afinal.
Emma brincou com o anel de noivado no dedo,
apreciando a sensação que lhe dava. Quando olhou para o
brilhante aglomerado de pedras, sentiu uma pontinha de
tristeza. Sua melhor amiga estava morta. Ela fez uma oração
silenciosa para Chloe, rezando para que onde quer que
estivesse, tenha encontrado a paz. Em pequenas e grandes
formas, Chloe tocou todas as suas vidas. Ela fez uma
diferença que afetou todos os membros do clube. Tinha
certeza de que ninguém aqui nunca iria esquecê-la.
Emma ansiosamente olhou para Zane. Com seus
1,93 m, o viu em pé no meio da multidão, conversando com
um membro do clube vestido como o senhor da guerra
mongol Genghis Khan. Pelas tatuagens decorando seus
braços, ela adivinhou que o homem era o mestre Hunter. Ela
sorriu. O traje de diabo era realmente adequado a Zane.
Representava a sua personalidade praticamente certa. Um
sentimento de contentamento total inundou seu sistema
quando ele acenou para ela e começou a voltar para sua
mesa. Ele era toda a sua vida agora. Nada mais importava.
Vestida como Cleópatra, Emma se levantou e
estendeu a mão para ele quando a contagem regressiva
começou.
— Cinco.
Zane apertou-lhe a mão antes de levantá-la aos
lábios.
— Quatro.
Emma sorriu para ele. Eles tinham o Ano Novo para
abraçar. Era um novo começo e um novo princípio.
— Três.
O lugar inteiro vibrava, pois as pessoas começaram a
bater palmas e bater os pés.
— Dois.
Zane a puxou em seus braços.
— Um.
Club Submission irrompeu em um crescente ruído.
— Feliz Ano Novo!
Zane tirou a máscara e a beijou longo e forte quando
balões e fitas começaram a cair do teto.
— Feliz Ano Novo, baby.
O coração de Emma inflou no olhar de amor refletido
em seus brilhantes olhos azuis. Ele era a melhor coisa que já
aconteceu para ela. Ela colocou os braços ao redor do seu
pescoço enquanto ele girou em torno dela, em seguida,
sussurrou em seu ouvido:
— Feliz Ano Novo, Senhor. Eu te amo muito, muito.

Fim.