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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

FISICA EXPERIMENTAL III

LEI DOS GASES

GRUPO 5

ADAMASTOR

JOÃO

LARISSA RICARDO

VINICIUS

RAFAEL

PROFESSOR: André Gusso

Volta Redonda, Fevereiro 2016

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1. INTRODUÇÃO
A experiência realizada foi baseada na Lei dos Gases, deduzida pela primeira
vezpor Émile Clapeyron, em 1834.

A lei dos gases ideais é a equação de estado do gás ideal, um gás hipotético formado
por partículas pontuais, sem atracção nem repulsão entre elas e cujos choques são
perfeitamente elásticos (conservação do momento e da energia cinética). Os gases reais que
mais se aproximam ao comportamento do gás ideal são os gases monoatómicos em
condições de baixa pressão e alta temperatura.

Empiricamente, observam-se uma série de relações entre a temperatura, a pressão e


o volume que dão lugar à lei dos gases ideais.

2. MATERIAL E EQUIPAMENTO UTILIZADOS

 Equipamento gaseológico (Maxwell – metalurgia e equipamentos científicos) com


escala graduada;
 Termômetro

3. MONTAGEM DA EXPERIÊNCIA

Mede-se a temperatura do ambiente. Abre-se a válvula para nivelar as colunas de


mercúrio e após a nivelação ela é fechada, sendo assim mantida durante toda a experiência.
Anota-se o volume do gás contido no tubo da direita. Varia-se em 6 cm a altura do tubo
esquerdo com o mercúrio e anota-se o novo volume de gás contido no tubo da direita e a
variação da altura entre as colunas de mercúrio. Repete-se a variação da altura em 6 cm mais
quatro vezes.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

 Erros adotados nas medidas:


𝛥𝑇 = ±0,5℃
𝛥ℎ = ±0,05𝑐𝑚
𝛥𝑉 = ±0,5𝑐𝑚3

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O valor medido da temperatura ambiente foi de: 𝑇𝑎 = (29 ± 0,5)℃
Pressão Atmosférica: P0 = 1,01x105 Pa
Densidade do mercúrio: 𝜌𝐻𝐺 = 13,6𝑥103 𝑘𝑔/𝑚3
Volume do gás à pressão atmosférica: 𝑉 = (7,7 ± 0,5)𝑐𝑚³

Os valores coletados do volume do gás (V) e da variação de altura entre as colunas


de mercúrio (Δh) estão descritos na Tabela 1:

Tabela 1
N Δh (cm) V (cm³)
1 4,0 ±0,05 7,6 ±0,5
2 7,5 ±0,05 6,9 ±0,5
3 11,5 ±0,05 6,6 ±0,5
4 15,5 ±0,05 6,3 ±0,5
5 19,7 ±0,05 6,0 ±0,5
Para determinarmos a pressão do gás no interior do tubo, aplicaremos os valores de
variação de altura entre as colunas de mercúrio, partir da Equação (1). Os resultados estão
descritos na Tabela 2:
P=𝑃0 +ρgh (1)

Tabela 2
N P (kPa)
1 106,33
2 111,00
3 116,33
4 121,66
5 127,26

O conceito físico utilizado é que dois pontos em uma mesma altura no fluido estão à
mesma pressão. Logo, um ponto na coluna da esquerda com a altura da superfície do fluido
da direita tem a mesma pressão que os pontos nessa superfície.

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Deste modo, o ponto A e o ponto B na figura acima têm a mesma pressão
Utilizando os valores da Tabela 1 e da Tabela 2, podemos plotar o Gráfico P vs 1/V.

Para o ajuste de mínimos quadrados, utilizaremos as seguintes equações. Os valores


utilizados para os cálculos estão representados na Tabela 3 e na Tabela 4 estão os valores
obtidos no ajuste dos mínimos quadrados.

𝑁(∑𝑖 𝑦𝑖 𝑥𝑖 ) − (∑𝑖 𝑦𝑖 )(∑𝑖 𝑥𝑖 )


𝑎=
𝛥
2
(∑𝑖 𝑦𝑖 )(∑𝑖 𝑥𝑖 ) − (∑𝑖 𝑦𝑖 𝑥𝑖 )(∑𝑖 𝑥𝑖 )
𝑏=
𝛥

4
2
𝛥 = 𝑁 (∑ 𝑥𝑖 2 ) − (∑ 𝑥𝑖 )
𝑖 𝑖

𝑦 = 𝑎𝑥 + 𝑏

2
∑𝑖(𝛥𝑌𝑖 )2
𝜎 =
𝑁−2
𝛥𝑌𝑖 = 𝑦𝑖 − (𝑎𝑥𝑖 + 𝑏)
𝑁 2
𝜎 2𝑎 = 𝜎
𝛥
(∑𝑖 𝑥𝑖 2 ) 2
𝜎2𝑏 = 𝜎
𝛥
Sendo: 1/V = x; P = y.
Tabela 3
x Y Xy x² 𝛥𝑌𝑖 ²
1 131578,9474 106330 13990789480 17313019399 32172,54
2
144927,5362 111000 16086956520 21003990749 525583,29

3
151515,1515 116330 17625757570 22956841134 522399,81

4
158730,1587 121660 19311111110 25195263281 79839,36

5
166666,6667 127260 21210000000 27777777789 211348,65
582580 88224614680
Σ 753418,4605 1,1425 𝑥1011 1371343,64

Tabela 4
a 0,6208
b 24846,65764
Δ 3,61062x10¹²
Δa 0,20178
Δb 30502,19379
𝜎2 457114,55

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Com isso, temos a reta: 𝑦 = 0,62𝑥 + 24846,66
Através da Equação (2), obtemos a equação (3), em que P é a variável dependente de
1
. podemos verificar que a = nRT, e com isso podemos estimar o valor de ‘n’ através da
V

Equação (4) e adequando a Equação (5), obtemos o erro de ‘n’ pela propagação de erros
demonstrada da Equação (6):
PV = nRT (2)

1
P = nRT (3)
V

𝑎
𝑛= (4)
𝑅𝑇

𝜕𝐹 2 2 𝜕𝐹 2
𝛥𝐹 ² = ( ) 𝛥𝑥 + ( ) 𝛥𝑦 2 + ⋯ (5)
𝜕𝑥 𝜕𝑦

𝜕𝑛 2 2 𝜕𝑛 2 2

∆𝑛 = ( ) ∆𝑎 + ( ) ∆𝑇 (6)
𝜕𝑎 𝜕𝑇

Sendo a constante dos gases ideais R = 8,31J/mol. K e a temperatura absoluta T =


302K, a partir das equações (4) e (6), substituindo os respectivos valores podemos escrever
o valor do número de moles do gás na forma padrão:

𝑛 = (2,47 ± 0,80)𝑥10−4 𝑚𝑜𝑙

Adequando a Equação (2), obtemos a equação para determinação do valor teórico de


número de moles:

𝑃𝑉
𝑛= (7)
𝑅𝑇

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Substituindo os valores na Equação (7) podemos escrever o valor do número de
moles do gás teórico, sendo o volume do gás à pressão atmosférica V = 7,7x10−6 m³, temos:

𝑛 = 3,09𝑥10−4 𝑚𝑜𝑙

5. CONCLUSÃO
Nesse experimento, obtivemos resultados satisfatórios. Conseguimos completar os
objetivos estabelecidos no início da experiência, e também como conseguimos compreender
mais sobre a lei dos gases.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Física II – Termodinâmica e Ondas - Sears & Zemansky - 12° edição, Editora Pearson

HALLIDAY, David, 1916 – Fundamentos de Física, volume 2 : gravitação, ondas e


termodinâmica / David Halliday, Robert Resnick, Jearl Walker ; 8ª edição – Rio de Janeiro
: LTC 2008