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10h54 19-07-2018

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História do DAN/UnB - Departamento de Antropologia da Universidade de


Brasília

O Setor de Antropologia da UnB nasceu com a própria Universidade quando, em 1962 o falecido
Prof. Eduardo Galvão fundou o Departamento de Antropologia, e estabeleceu um centro de
pesquisas etnológicas e lingüísticas. Desativado pela crise de 1965, o setor volta a existir em
1969, quando o Prof. Roque de Barros Laraia é convidado para organizar o Departamento de
Ciências Sociais da UnB. Com ele transferiu-se também para a UnB o Prof. Julio Cezar Melatti
que, juntamente com as Profas. Mireya Suárez e Eurípedes da Cunha Dias constituíram o núcleo
inicial da nova fase de estudos antropológicos na UnB e implantaram a Habilitação em
Antropologia no Curso de Ciências Sociais. Essa Habilitação, o programa mais antigo de ensino
do nosso Departamento, foi re-estruturada em 1988 com o objetivo de treinar os alunos na
prática de pesquisa.

Em 1972, o Prof. Roberto Cardoso de Oliveira somou-se ao núcleo inicial, fortalecendo as


pesquisas desenvolvidas em etnologia indígena e contato interétnico. Em 1973, com o Curso de
Mestrado já implantado, o setor de Antropologia contava com um total de oito professores, dos
quais seis com o título de Doutor. A área de etnologia indígena foi reforçada com a contratação
dos Profs. Alcida Rita Ramos, Peter L. Silverwood-Cope, Kenneth Iain Taylor e David Price (que
não se encontram mais no Departamento com exceção da Profa. Alcida). Por outro lado, com a
vinda dos Profs. Klaas Woortmann e Martin Ibáñez-Novion foi reforçada a área de estudos de
sociedades complexas e campesinato e iniciada a pesquisa em Antropologia da Saúde.

Curso de Mestrado, reconhecido pela sua qualidade acadêmica, contou com o apoio do CNPq, da
CAPES e da Fundação Ford. A esta última devem-se doações financeiras que possibilitaram a
realização de pesquisas por alunos e docentes e viabilizaram a aquisição de livros publicados no
estrangeiro.

Em 1981, quando já haviam sido aprovadas 26 dissertações de mestrado, e já contando com


mais três novos professores: Lia Zanotta Machado, Mariza Peirano Gomes e Souza Peirano e
Luiz Tarlei de Aragão foi criado o Curso de Doutorado. Nova dotação financeira foi concedida
pela Fundação Ford para o intercâmbio docente com Universidades européias e norte-
americanas. Essa dotação, conjuntamente com o apoio financeiro da Comissão Fulbright
permitiram a permanência de vários professores visitantes. Por sua parte, a CAPES e o CNPq
tem financiado o aperfeiçoamento dos professores e a realização de pesquisas, além de garantir
bolsas de estudo para os alunos de Mestrado e Doutorado e para alguns alunos da Graduação.

Em 1986 é recriado o Departamento de Antropologia e gradativamente, novas linhas de


pesquisa foram sendo desenvolvidas, seja pela ampliação da gama de interesses do corpo inicial
de professores, seja pela incorporação de novos docentes: José Jorge de Carvalho, Rita Laura
Segato, Luís Roberto Cardoso de Oliveira, Gustavo Lins Ribeiro, Stephen Grant Baines e Ellen F.
Woortmann. Desenvolve-se a pesquisa nas áreas da antropologia urbana, da saúde, das
representações, da religião, do gênero, da família, do pensamento social, do desenvolvimento,
jurídica e outras.

A qualidade da produção acadêmica em larga medida está alicerçada no volume e atualização da


biblioteca. Além da aquisição regular de livros traduzidos e publicados originalmente no Brasil,
entre 1976 e 1990 foram comprados um total de 1503 livros no exterior, sendo que no biênio
89/91 foram adquiridos 512 exemplares, portanto 33,2% do total.

O Departamento de Antropologia conta com a Série Antropologia dedicada à produção de


professores e alunos. A maior parte dos trabalhos publicados na Série tem sido aceita para
publicação posteriormente em periódicos nacionais ou estrangeiros.
Outro espaço importante de publicações, com grande prestígio no Brasil e Exterior, é o Anuário
Antropológico. Seu corpo editorial e organizador é integrado por docentes do Departamento,
que tem dele participado substantivamente, com artigos, ensaios e resenhas. O Anuário foi
iniciado em 1976 tendo alcançado até o presente um total de 42 edições.