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27/02/2019 Civilizações hidráulicas – Wikipédia, a enciclopédia livre

Civilizações hidráulicas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A expressão civilizações hidráulicas se refere às civilizações antigas da Mesopotâmia e do Egito e está relacionado
ao sistema concebido por Karl August Wittfogel da hipótese causal hidráulica e do modo de produção asiático, que é
baseado na teoria marxista. Essa hipótese explicaria a organização social e econômica dessas civilizações com base em
sua dependência econômica dos rios que as margeavam, o Tigre e o Eufrates para a Mesopotâmia, e o Nilo para o
Egito.

Para Wittfogel, trabalhos de irrigação eram necessários para conter e administrar as cheias sazonais desses rios,
tornando as terras próprias para a agricultura, e sua complexidade explicaria um estado de servidão da imensa
maioria da população. Para controlar e administrar esse trabalho do povo, bem como a distribuição dos excedentes
agrícolas, seria necessária por sua vez uma forte centralização de governo. Essa centralização, o despotismo oriental,
teria se dado a princípio em torno dos templos e depois dos palácios reais.

Válida a princípio para as civilizações mesopotâmica e


egípcia, essa teoria também foi usada para explicar outras
sociedades que cresceram em torno de grandes rios, como
a China com os rios Amarelo e Yang-Tsé e a Índia com os
rios Indo e Ganges.

A teoria da hipótese causal hidráulica de Wittfogel


apareceu em 1957, no livro Oriental Despotism: A
Comparative Study of Total Power, e até hoje aparece
nos manuais didáticos de história[1]como o fator que
explica o desenvolvimento das sociedades antigas do
Oriente Próximo. No entanto, vários questionamentos
têm sido colocados nas últimas décadas, em especial
Zigurate de Ur (reconstruído), construção grandiosa
depois que novas escavações arqueológicas mostraram
que representaria o "poder despótico oriental".
que a forma como Wittfogel interpretou artefatos e sítios
urbanos não estava totalmente correta.[2]

Referências
1. GONÇALVES, Ana Teresa Marques. Os Conteúdos de História Antiga nos Livros Didáticos Brasileiros. (2001)
Hélade, Número Especial, 2001: 3-10
<http://www.heladeweb.net/Numero%20Especial/Ana_Teresa_Gon%C3%A7alvesNE.htm>
2. CARDOSO, Ciro Flamarion S., BOUZON, Emanuel, TUNES, Cássio Marcelo de Melo. (1990) Modo de
produção asiático: nova visita a um velho conceito. Rio de Janeiro: Campus.

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