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27/02/2019 Peru – Wikipédia, a enciclopédia livre

Peru
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Peru (pronunciado em português europeu: [pɨˈɾu];
pronunciado em português brasileiro: [peˈɾu]; em República do Peru
espanhol: Perú, pronunciado: [peˈɾu]; em quéchua e República del Perú
aimará: Piruw), oficialmente chamado de
República do Peru (em espanhol: ? República

del Perú; em quéchua: Piruw Ripublika; em


aimará: Piruw Suyu), é um país sul-americano
limitado ao norte pelo Equador e pela Colômbia, a
leste pelo Brasil e pela Bolívia e ao sul pelo Chile. Bandeira Brasão de armas
O seu litoral, a oeste, é banhado pelo oceano
Pacífico. Lema: Firme y feliz por la unión ("Firme e feliz pela
união")
O território peruano abrigou a civilização de Caral,
uma das mais antigas do mundo, bem como o Hino nacional: Himno Nacional del Perú
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Império Inca, considerado o maior Estado da
América pré-colombiana. O seu território foi
Gentílico: peruano(a);
elevado a vice-reinado pelo Império Espanhol, no
peruviano(a)[1]
século XVI. Atualmente, o Peru é uma república
presidencialista democrática dividida em 25
regiões. A sua geografia é variada, exibindo desde
planícies áridas na costa do Pacífico, aos picos
nevados dos Andes e à floresta amazônica,
características que proporcionam a este país
diversos recursos naturais.

As principais atividades econômicas incluem a


agricultura, a pesca, a exploração mineral e a
manufatura de produtos têxteis. Após a sua
independência em 1821, o Peru passou por
períodos de alternância entre turbulência política e
crise fiscal e estabilidade e crescimento
econômico.

A população peruana, estimada em 31 milhões, é


de origem multiétnica com um alto grau de Capital Lima
mestiçagem, incluindo ameríndios, europeus,
africanos e asiáticos. O país é considerado uma Cidade mais Lima
nação em desenvolvimento com um nível de populosa
pobreza de 34%. O idioma oficial é principalmente
Língua oficial castelhano
o castelhano, ainda que um número significativo
Línguas cooficiais: quíchua,
de peruanos fale quíchua e outras línguas nativas.
aimará, outras línguas
nativas

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A mistura de tradições culturais produziu uma Governo República presidencialista


diversidade de expressões nas artes, na culinária, - Presidente Martín Vizcarra
na literatura e na música.
- Vice-presidente Mercedes Aráoz
- Primer-Ministro César Villanueva

Índice Independência da Espanha


- Declarada 28 de julho de 1821
Etimologia
História - Consolidada 9 de dezembro de 1824
Primeiras civilizações - Constituído 20 de setembro de 1822
Colonização
Independência - Reconhecido 14 de agosto de 1879
Era contemporânea
Área
Geografia
- Total 1 285 220 km² (20.º)
Demografia
Religiões - Água (%) 8,80
Governo e política População
Forças Armadas
- Estimativa para
Subdivisões (40.º)
2017
Economia
- Censo 2017 33 208 710 hab.
Infraestrutura
Educação - Densidade 22 hab./km² (183.º)

Cultura
PIB (base PPC) Estimativa de 2017
Arquitetura
Esportes - Total US$ 503,734 bilhões *[2] (37.º)
Feriados - Per capita US$ 11 148[2]
Ver também
PIB (nominal) Estimativa de 2016
Referências
Bibliografia - Total US$ 286,410 bilhões *[2] (39.º)
Leitura adicional
- Per capita US$ 7 135[2]
Ligações externas
IDH (2017) 0,750 (89.º) – alto[3]

46,0[4]
Etimologia Gini (2010)

A palavra Peru é, provavelmente, derivada de Moeda Sol( S/ )[5] (PEN)


Birú, o nome de um governante local que morava
Fuso horário (UTC-5)
perto da Baía de São Miguel, no Panamá, no início
do século XVI.[6] Quando os seus domínios foram
Cód. ISO 604
visitados por exploradores espanhóis em 1522, eles
eram a parte mais meridional do "Novo Mundo" Cód. Internet .pe
conhecida pelos europeus.[7] Assim, quando
Francisco Pizarro explorou as regiões mais ao sul, Cód. telef. +51

as designou de Birú ou Peru.[8]


Website www.peru.gob.pe (http://ww
A Coroa Espanhola oficializou o nome do território governamental w.peru.gob.pe/)
em 1529, com a Capitulación de Toledo, que
designou o recém-encontrado Império Inca como
a Província do Peru. Sob o domínio espanhol, o
país era denominado Vice-Reino do Peru, que

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posteriormente se tornou a República Popular do


Peru, após a guerra da independência do país.[9]

História

Primeiras civilizações

Antiga cidade inca de Machu Picchu, Os primeiros indícios da presença humana no território peruano
classificada pela UNESCO como um datam de aproximadamente 10 560 a.C.[10] A mais antiga sociedade
Patrimônio Mundial. Está situada a complexa conhecida no Peru e nas Américas, a Civilização de Caral,
2 400 m de altitude, próximo ao vale do rio floresceu ao longo da costa do oceano Pacífico entre 3 000 e
Urubamba.
1 800 a.C.[11]

Estes desenvolvimentos iniciais foram seguidos de culturas arqueológicas, como Cupisnique, Chavín, Paracas,
Mochica, Nazca, Huari e Chimu. No século XV, os incas emergiram como um poderoso Estado e, no espaço de um
século, formaram o maior império da América pré-colombiana.[12]

As sociedades andinas foram baseadas na agricultura, utilizando técnicas como a irrigação e terraceamento, pecuária
de camelídeos e pesca também eram importantes. A organização era baseada no princípio da reciprocidade e
redistribuição porque estas sociedades não tinham nenhuma noção de mercado ou dinheiro.[13]

Nos anos entre 1524 e 1526 a varíola, introduzida a partir do Panamá antes da conquista espanhola varreu o império
inca.[14] A morte do governante inca Huayna Capac, bem como da maioria de sua família, incluindo seu herdeiro,
causou a queda da estrutura política inca e contribuiu para a guerra civil entre os irmãos Atahualpa e Huáscar.[15]

Colonização
Em 1532, um grupo de conquistadores e de nativos americanos liderados
por Francisco Pizarro derrotou e capturou o imperador inca Atahualpa.
Francisco Pizarro exigiu ouro e prata em troca da libertação do Sapa Inca e,
apesar de Francisco Pizarro ter recebido uma sala de ouro e dois quartos
seguintes com prata, até ao nível do alcance dos braços de Atahualpa,
Atahualpa foi executado e Francisco Pizarro conquistou o império e impôs
o domínio espanhol.[16]

Centro Histórico de Lima, Dez anos depois, a Coroa espanhola criou o Vice-Reino do Peru, que incluía
classificado como Patrimônio todas as suas colônias da América do Sul. Francisco de Toledo reorganizou
Mundial pela UNESCO e centro do o país na década de 1570 com a mineração como principal atividade
poder do governo peruano desde econômica e com o trabalho forçado indígena como a sua principal força de
1535
trabalho.[17]

O ouro peruano trouxe receitas para a Coroa espanhola e alimentou uma rede complexa de comércio que se estendeu
até a Europa e as Filipinas.[18] No entanto, por volta do século XVIII, o declínio da produção de prata e a diversificação
econômica reduziu muito a renda real.[19]
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Em resposta, a Coroa promulgou as Reformas Bourbônicas, uma série de decretos que aumentaram os impostos e
dividiram o Vice-Reinado do Peru.[20] A nova legislação provocou a rebelião de Túpac Amaru II e outras revoltas, que
foram derrotadas.[21]

Independência
No início do século XIX, enquanto a maioria da América do Sul era
assolada por guerras de independência, o Peru continuou a ser um reduto
monarquista. Como a elite hesitou entre a emancipação e a lealdade para
com a monarquia espanhola, a independência foi obtida apenas após as
campanhas militares de José de San Martín e Simón Bolívar.[22] Durante
os primeiros anos da República, lutas endêmicas pelo poder entre líderes
militares causaram instabilidade política.[23] A identidade nacional foi
forjada durante este período, com projetos bolivarianos que afundaram,
José de San Martín ao anunciar a
como a Confederação da América Latina, e uma união com a Bolívia que se
independência do Peru
mostrou efêmera.[24]

Entre 1840 e 1860, o Peru desfrutou de um período de estabilidade sob a presidência de Ramón Castilla através do
aumento da receita do Estado com as exportações de guano.[25] No entanto, em 1870, esses recursos foram
desperdiçados, o país estava pesadamente endividado e a luta política voltou a aumentar.[26]

O Peru foi derrotado pelo Chile na Guerra do Pacífico entre 1879-1883, perdendo as províncias de Arica e Tarapacá
nos tratados de Ancón e Lima. Durante a ocupação chilena de Lima, autoridades militares chilenas transformaram a
Universidade Nacional Maior de São Marcos e o recém-inaugurado Palacio de la Exposición em quartéis, invadiram
as escolas médicas e outras instituições educacionais, saquearam o conteúdo da Biblioteca Nacional do Peru e
transportaram milhares de livros (incluindo volumes originais de muitos séculos de idade), além do estoque de capital
que foi levado para Santiago do Chile, e uma série de monumentos e obras de arte que decoravam a cidade.[27] Lutas
internas após a guerra foram seguidas por um período de estabilidade no âmbito do Partido Civil, que durou até o
início do regime autoritário de Augusto B. Leguía.[28] A Grande Depressão causou a queda de Leguía, renovada
turbulência política e a emergência da Aliança Popular Revolucionária Americana (APRA).[29] A rivalidade entre esta
organização e uma coalizão das elites e dos militares definiram a política peruana nas três décadas seguintes.[30]

Era contemporânea
Em 1968, as forças armadas, lideradas pelo general Juan Velasco Alvarado,
aplicaram um golpe militar contra o presidente Fernando Belaúnde. O
novo regime levou a cabo reformas radicais para fomentar o
desenvolvimento, mas não obteve apoio generalizado.[31] Em 1975, Velasco
foi substituído como presidente pelo general Francisco Morales Bermúdez,
que paralisou as reformas e supervisionou o restabelecimento da
democracia.[32]

Lima em 2009 Durante a década de 1980, o Peru enfrentou uma considerável dívida
externa, inflação crescente, um aumento no tráfico de drogas e violência
política maciça.[33] Cerca de 70 mil pessoas morreram durante o conflito entre forças do Estado e os guerrilheiros
maoístas do Sendero Luminoso.[34] Com a presidência de Alberto Fujimori (1990 2000), o país começou a se
recuperar, no entanto, as acusações de autoritarismo, corrupção e violações dos direitos humanos forçaram sua
renúncia após a polêmica eleição de 2000.[35] Desde o fim do regime de Fujimori, o Peru tenta lutar contra a
corrupção, enquanto mantém o crescimento econômico.[36] Em junho de 2016, em votação apertada, Pedro Pablo
Kuczynski foi eleito presidente do país,[37] sendo empossado no dia 28 do mês seguinte.[38]

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Geografia
O território peruano cobre 1 285 216
quilômetros quadrados de área, no
oeste da América do Sul. O país faz
fronteira com o Equador e a Colômbia
ao norte, o Brasil a leste, a Bolívia a
sudeste, o Chile ao sul e o oceano
Pacífico a oeste. As montanhas dos
Andes e o oceano Pacífico definem as
três regiões tradicionalmente usadas Panorama do Parque Nacional Monte Tawllirahu, no Parque
para descrever o país geograficamente. Manú, a reserva da biosfera nas Nacional de Huascarán, Andes.
regiões de Cuzco e Madre de Dios,
A costa (litoral), a oeste, é uma planície
uma parte da Amazônia peruana.
estreita, em grande parte árida, exceto
por vales criados por rios sazonais. A
serra (planalto) é a região da cordilheira dos Andes, que inclui o planalto Altiplano, bem como o ponto culminante do
país, o Huascarán, com 6 768 metros de altitude.[39] A terceira região é a selva (florestas), uma vasta extensão de
planícies cobertas pela floresta Amazônica, que se estende a leste. Quase 60% da área do país está localizada dentro
desta região.[40]

A maioria dos rios peruanos tem origem nos picos da cordilheira dos Andes
e correm através de três bacias. Aqueles que correm em direção ao oceano
Pacífico são íngremes e curtos, fluindo apenas intermitentemente. Os
afluentes do rio Amazonas são mais longos, tem um fluxo muito maior e
são menos íngremes, uma vez que saem da serra. Os rios que vão em
direção ao Lago Titicaca são geralmente curtos e têm um grande fluxo.[41]
Os maiores rios do país são o Ucayali, o Marañón, o Putumayo, o Yavarí, o
Huallaga, o Urubamba, o Mantaro e o Amazonas.[42]
Peru pela classificação climática de
Köppen O Peru não tem um clima exclusivamente tropical, pois a influência da
Cordilheira dos Andes e da corrente de Humboldt causa uma grande
diversidade climática no país. A costa tem temperaturas moderadas, baixos índices de precipitações e alta umidade,
com exceção de sua região norte, mais quente e úmida.[43]

Na serra (sierra), a chuva é frequente durante o verão e a temperatura e a umidade diminuem com a altitude até os
picos congelados dos Andes.[44] A selva é caracterizada por fortes chuvas e altas temperaturas, com exceção de sua
parte mais ao sul, que tem invernos frios e chuvas sazonais.[45] Devido à sua variada geografia e clima, o Peru tem
uma grande biodiversidade, com 21 462 espécies de plantas e animais registradas até 2009; 5 855 delas endêmicas.[46]

Panorama do Vale do Colca, no sul do país.

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Lago Titicaca, em Puno.

Montanha Vinicunca, em Cusco.

Demografia
O Peru é um país multiétnico, formado por diferentes grupos ao longo de
cinco séculos.[47] De acordo com um estudo genético de DNA autossômico,
realizado em 2008, pela Universidade de Brasília (UnB) a composição da
população do Peru é a seguinte: 73% de contribuição indígena, 15,10% de
contribuição europeia e 11,90% de contribuição africana.[48]

Os ameríndios habitam o território peruano há vários milênios, muito


antes da conquista espanhola da região no século XVI, de acordo com o
historiador Noble David Cook a população peruana diminuiu de quase 5-9
milhões habitantes em 1520 para cerca de 600 mil em 1620,
principalmente por causa de doenças infecciosas.[49] Espanhóis e africanos
chegaram em grande número durante o domínio colonial, miscigenando-se
entre si e com os povos indígenas. Ondas imigratórias graduais de
europeus vindos de países como Itália, Espanha, França, Reino Unido e
Alemanha seguiram-se após a independência.[50] O Peru libertou seus Densidade populacional do Peru
escravos negros em 1854.[51] Imigrantes chineses chegaram na década de
1850, substituindo trabalhadores escravos e, desde então, influenciaram muito a sociedade peruana.[52]

O último censo peruano que tentou classificar as pessoas por etnia aconteceu em 1940, quando 53% da população foi
classificada como branca ou mestiça (brancos miscigenados e de ancestralidade ameríndia) e 46% como
ameríndios.[53] De acordo com o CIA World Factbook, a maioria dos peruanos é indígena, principalmente quíchua e
aimará, seguida por mestiços.[54] No entanto, em uma pesquisa realizada em 2006 pelo Instituto Nacional de
Estadística e Informática (INEI), a população peruana classificou a si mesma como mestiça (59,5%), seguido por
quíchua (22,7%), aymara (2,7%), amazônicos (1,8%), negra/parda (1,6%), branca (4,9%) e "outros" (6,7%).[55]

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Com cerca de 31,2 milhões de habitantes, o Peru é o quinto país mais


populoso da América do Sul.[56] A taxa de crescimento demográfico caiu de
2,6% para 1,6% entre 1950 e 2000; a população deverá atingir a marca de
cerca de 42 milhões de habitantes em 2050.[57] Em 2007, 75,9% dos
peruanos viviam em áreas urbanas e 24,1% em áreas rurais.[58] As
principais cidades do país são Lima (o lar de mais de cerca de 8 milhões de
pessoas), Arequipa, Trujillo, Chiclayo, Piura, Iquitos, Cuzco, Chimbote e
Família peruana em uma feira em
Huancayo; todas registraram mais de 250 mil habitantes no censo de
Cajamarca
2007.[59] Existem 15 tribos indígenas isoladas no território peruano.[60] O
espanhol era o idioma usado por 83,9% dos peruanos com cinco anos de
idade ou mais em 2007 e é a principal língua do país. Ele coexiste com várias outras línguas indígenas, sendo a mais
comum o quíchua, falado por 13,2% da população do país. Outras línguas nativas e estrangeiras eram faladas naquela
época por 2,7% e 0,1% dos peruanos, respectivamente.[61] O índice de alfabetização foi estimado em 92,9% em 2007,
mas essa taxa é menor em áreas rurais (80,3%) do que nas áreas urbanas (96,3%).[62] O ensino primário e o
secundário são obrigatórios e gratuitos nas escolas públicas.[63]

Religiões
No censo de 2007, 81,3% da população com mais de 12 anos de idade
descreveu-se como católica, 12,5% como evangélicos, 3,3% de outras
denominações e 2,9% como irreligiosos.[64]

O governo peruano está intimamente ligado com a Igreja Católica. O artigo


50 da Constituição reconhece o papel da Igreja Católica como "um
elemento importante no desenvolvimento histórico, cultural e moral da
nação."[65] O clero e leigos recebem remuneração do Estado, além do
estipêndios pagos a eles pela Igreja. Isto aplica-se aos 52 bispos do país,
Fachada principal da Catedral de
assim como a alguns padres cujos ministérios estão localizados em cidades
Lima e do Palácio Arquiepiscopal
e vilas ao longo das fronteiras. Além disso, cada diocese recebe um subsídio
mensal institucional do governo. Um acordo assinado com o Vaticano em
1980 concede o estatuto especial para a Igreja Católica no Peru.[66]

A Igreja Católica recebe o tratamento preferencial em matéria de educação, benefícios fiscais, de imigração de
trabalhadores religiosos, e em outras áreas, em conformidade com o acordo. A lei exige que em todas as escolas,
públicas e privadas, a educação religiosa seja parte do currículo de todo o processo de ensino (primário e secundário).
O catolicismo é a única religião ensinada nas escolas públicas. Além disso, os símbolos religiosos católicos são
encontrados em todos os edifícios governamentais e locais públicos.[67]

Governo e política
O Peru é uma república democrática representativa presidencial com um
sistema multipartidário. Sob a atual constituição, o presidente é o chefe de
Estado e de governo, eleito para um mandato de cinco anos e não pode
buscar a reeleição imediata, devendo ficar por pelo menos um termo
constitucional antes da reeleição.[68] O presidente designa o primeiro-
ministro e, com o seu conselho, o resto do Conselho de Ministros.[69]

Há um Congresso unicameral com 120 membros eleitos para um mandato Congresso do Peru
de cinco anos.[70] Leis podem ser propostas tanto pelo poder executivo
quanto pelo legislativo, e se tornam leis de facto após serem aprovadas pelo Congresso e promulgadas pelo
presidente.[71]
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O poder judiciário é nominalmente independente,[72] embora a


intervenção política em matéria de justiça tenha sido comum ao longo da
história e, possivelmente, continue até hoje.[73]

O governo peruano é eleito diretamente e o voto é obrigatório para todos os


cidadãos com idade entre 18 a 70 anos.[74] As eleições gerais realizadas em
2006 terminaram em segundo turno com a vitória para o candidato
presidencial Alan García, do Partido Aprista Peruano (52,6% dos votos
Palácio do Governo do Peru
válidos) sobre Ollanta Humala da União pelo Peru (47,4%).[75] O
congresso é composto atualmente por Partido Aprista Peruano (36
lugares), Partido Nacionalista Peruano (23 lugares), União pelo Peru (19
lugares), Unidade Nacional (15 vagas), Aliança para o Futuro Fujimorista
(13 lugares), Aliança Parlamentar (9 lugares) e República Democrática do
Grupo Parlamentar Especial (5 lugares).[76]

As relações exteriores do Peru têm sido dominadas por conflitos de


fronteira com países vizinhos, muitos dos quais foram liquidados durante o
Palácio da Justiça do Peru
século XX.[77] Há ainda uma disputa com o Chile sobre limites marítimos
no oceano Pacífico.[78] O Peru é um membro ativo de vários blocos
regionais e um dos fundadores da Comunidade Andina de Nações. É também um participante em organizações
internacionais como a Organização dos Estados Americanos e das Nações Unidas.

Forças Armadas
As forças armadas peruanas são a principal força de combate e defesa da
nação. Ela é composta por um exército, uma marinha e uma aeronáutica,
cuja principal função é defender a soberania, a independência e a
integridade territorial do país.[79]

As forças armadas estão subordinadas ao Ministério da Defesa e ao


presidente como comandante em chefe. A conscrição foi abolida em 1999 e
substituída por um serviço militar voluntário.[79]
MiG-29 da força aérea peruana
A Polícia Nacional do Peru, apesar de ser subordinada às forças armadas, é
inteiramente construída sobre uma estrutura civil.[80] A conscrição foi abolida em 1999 e substituída por um serviço
voluntário.[79][81]

Subdivisões
O Peru é dividido em 25 regiões e pela província de Lima. Cada
região tem um governo próprio e eleito composto por um
presidente e um conselho que um mandato de quatro anos.[82]
Esses governos planejam o desenvolvimento regional, executam
Tumbes Loreto
projetos de investimento público, promovem atividades
econômicas e realizam a gestão das propriedades públicas.[83] A Piura Ama
zonas
província de Lima é administrada por um conselho da cidade.[84] Lamba
yeque Caja
O objetivo é devolver o poder aos governos regionais e marca San
Martín
municipais, entre outros, para melhorar a participação política La Libertad

popular. ONGs fazem um importante papel no processo de


Ancash
descentralização e ainda influenciam a política local.[85] Huánuco Ucayali
Pasco
Lima

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Junín
Regiões Madre de Dios

Huanca Cusco
velica
Callao
Amazonas Lambayeque Província Ica
Apurímac
de Lima Ayacucho Puno
Ancash Lima
Arequipa
Apurímac Loreto
Moquegua
Arequipa Madre de Dios
Tacna
Ayacucho Moquegua
Cajamarca Pasco
Callao Piura
Cusco Puno
Huancavelica San Martín
Huánuco Tacna
Ica Tumbes
Junín Ucayali
La Libertad

Província

Lima

Economia
A economia do Peru tem
experimentado um
crescimento significativo
nos últimos 15 anos. O país
tem uma alta pontuação no
Índice de Desenvolvimento
Humano (0,740), segundo
relatório de 2012.[86] A

Edifícios comerciais no centro financeiro O porto de Callao é o principal ponto renda per capita de 2008
de San Isidro, em Lima, o principal do de saída das exportações peruanas. foi de 8 594 dólares;[87] em
país. 2009, 34,8% de sua
população total era pobre,
incluindo 11,5% que é extremamente pobre.[88] Historicamente, o desempenho econômico do país foi amarrado às
exportações, que fornecem divisas para financiar importações e os pagamentos da dívida externa.[89] Embora as
exportações apresentem receita substancial, o crescimento auto-sustentado e uma distribuição mais igualitária da
renda provaram-se elusivos.[90] Cerca de 18,1% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crônica no
Peru, as regiões com os maiores índices de desnutrição crônica são Huancavelica, com 51,3%, e Cajamarca, com 36,1%,
seguido pelo Loreto, com 32,3%.[91]

A política econômica peruana tem variado muito ao longo das últimas décadas. O governo de Juan Velasco Alvarado
(1968-1975) introduziu reformas radicais, que incluíram a reforma agrária, a expropriação das empresas estrangeiras,
a introdução de um sistema de planejamento econômico e a criação de um amplo setor estatal. Estas medidas não
conseguiram atingir os seus objetivos de redistribuição de renda e o fim da dependência econômica de países
desenvolvidos.[92]

Apesar destes resultados negativos, a maioria das reformas não foi revertida até a década de 1990, quando a
liberalização do governo de Alberto Fujimori terminou com os controles de preços, o protecionismo, as restrições ao
investimento direto estrangeiro, e mais propriedade estatal das empresas Em 8 de agosto de 1990, o governo de

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Fujimori anunciou um choque econômico chamado "Fujishock": a taxa de


câmbio foi desvalorizado em 227%, o preço da gasolina aumentou 3.000
por cento, desemprego subiu para 73%, a inflação chegou a 7.694,6%.
(114.5% em 1987, 1722% em 1988, 2775% em 1989, e 7694 em
1990).[93][94]

Os serviços representam 53% do produto interno bruto nacional peruano,


seguidos pela indústria transformadora (22,3%), indústrias extrativas
(15%) e impostos (9,7%).[95][95][96] Espera-se aumento do comércio após a Antamina, em San Marcos, Huari,
aplicação de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, assinado uma das maiores minas de cobre e
em 12 de abril de 2006.[97] As principais exportações do Peru são de cobre, zinco do mundo
ouro, zinco, têxteis e farinha de peixe. Seus principais parceiros comerciais
são os Estados Unidos, China, Brasil e Chile.[95] Em 2013 as exportações agrícolas tradicionais caiu 40,6 por cento[98]

Infraestrutura

Educação
No Peru, a educação está sob a jurisdição do Ministério da Educação, que é responsável pela formulação,
implementação e monitoramento da política nacional de educação.[99] De acordo com a Constituição do Peru, a
educação é obrigatória e gratuita em escolas públicas para os níveis iniciais, primário e secundário.[100] Também é
gratuito em universidades públicas para alunos com desempenho acadêmico satisfatório e que superam os exames de
admissão.[100]

A educação é dividida em diferentes níveis: a formação inicial, corresponde


à do período entre zero e cinco anos de idade, e tem por finalidade
principal dar às crianças estímulos necessários para o seu
desenvolvimento, através de técnicas e atividades educacionais.[101] O
ensino primário começa com o primeiro ciclo, que consiste no primeiro e
segundo grau. A idade de entrada para as crianças é de seis anos. Este nível
começa na primeira série e termina na sexta série.[101]

O ensino secundário é constituído por cinco anos, do primeiro ao quinto


Parque Universitário da ano. Em seguida, vem o ensino superior que é composto por cursos de
Universidade Nacional Maior de graduação, tecnológico ou técnico. Para ingressar em universidades é
São Marcos, universidade mais essencial passar em um exame de admissão, embora a aprovação dependa
antiga da América, fundada em 12
da exigência da universidade. A primeira universidade criada no país foi a
de maio de 1551
Universidade Nacional Maior de São Marcos, a mais antiga nas Américas,
fundada em 12 de maio de 1551; seguida pela Universidade Nacional de
San Cristóbal de Huamanga em 1677, da Universidade Nacional de San Antonio Abad de Cusco em 1692, Universidade
Nacional de Trujillo criada em 1824, Universidade Nacional de Santo Agostinho fundada em 1828, Universidade
Nacional de Engenharia (1876), Universidade Nacional Agrária La Molina (1902), Universidade Nacional do Centro do
Peru (1959), a Universidade Nacional de Cajamarca (1962), Universidade Nacional Federico Villarreal em 1963, entre
outras. Todas as universidades mais antigas do país são públicas.[102]

No lado das universidades privadas, a mais antiga é a Pontifícia Universidade Católica do Peru, criada em 1917, e a
Universidade Peruana Cayetano Heredia, fundada em 1961. No norte do país, destaca-se também a Universidade
Señor de Sipán, em Chiclayo. De acordo com os resultados do censo de 2007, cerca de 87,73% dos peruanos de três ou
mais anos de idade são alfabetizados. Sobre o nível de escolaridade, 38,2% das pessoas têm o ensino secundário,
enquanto que 31,3% concluíram o ensino superior.[103] A média de anos de escolaridade é de 8,7 anos.[104]

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Cultura
A cultura peruana está enraizada principalmente nas tradições indígenas e
espanholas,[105] apesar de também ter sido influenciada por diversos
grupos étnicos africanos, asiáticos e europeus. As tradições artísticas
peruanas remontam à cerâmica elaborada, produtos têxteis, jóias e
esculturas de culturas pré-incas. Os incas mantiveram estes ofícios e
fizeram realizações arquitetônicas, incluindo a construção da cidade de
Machu Picchu. O estilo barroco dominou a arte colonial, embora
modificado por tradições nativas.[106] Durante este período, a arte estava
focada em temas religiosos; as inúmeras igrejas da época e as pinturas da
Escola de Cuzco são representativas desse período.[107] As artes Pintura da Escola de Cuzco, um
estilo artístico religioso de cunho
estagnaram após a independência, até o surgimento do Indigenismo, no
catequista
início do século XX.[108] Desde os anos 1950, a arte peruana tornou-se
eclética e foi moldada por correntes artísticas estrangeiras e locais.[109]

A culinária peruana combina as cozinhas indígena e espanhola, com fortes influências africanas, árabes, italianas,
chinesas e japonesas.[110] Entre os pratos comuns estão anticuchos, ceviches e pachamancas. O clima variado do país
permite o crescimento de diversas plantas e animais,[111] o que produz uma diversidade de ingredientes e técnicas
culinárias que é elogiada em todo o mundo.[112]

A literatura peruana está enraizada nas tradições orais das civilizações pré-
colombianas. Os espanhóis introduziram a escrita no século XVI; a
expressão literária colonial incluía crônicas e literatura religiosa. Após a
independência, o costumbrismo e o romantismo se tornaram os gêneros
literários mais comuns no país, como exemplificado nas obras do escritor
Ricardo Palma.[113] O movimento do indigenismo do início do século XX
foi liderado por escritores como Ciro Alegría[114] e José María
Arguedas.[115] César Vallejo escreveu versos modernistas e muitas vezes
Mario Vargas Llosa, escritor
era politicamente engajado. A literatura peruana moderna é reconhecida
peruano laureado com o Prêmio
graças a autores como Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de
Nobel de Literatura
Literatura e um dos principais membros do chamado "boom latino-
americano".[116]

A música peruana tem raízes andinas, espanholas e africanas.[117] Em tempos pré-hispânicos, expressões musicais
variaram muito em cada região; a quena e a tinya são dois instrumentos comuns.[118] Os espanhóis introduziram
novos instrumentos, como a guitarra e a harpa, o que levou ao desenvolvimento de instrumentos mestiços, como o
charango.[119] Entre as contribuições africanas para a música peruana estão ritmos e o cajón, um instrumento de
percussão.[120] Danças folclóricas peruanas incluem marinera, tondero, zamacueca e huaino.[121]

Arquitetura
A arquitetura peruana é bem diversificada, e sua ampla história compreende desde o Antigo Peru, passando pelo
Império Inca e Vice-reinado até os dias atuais. A arquitetura colonial peruana, desenvolvida no vice-reinado entre os
séculos XVI e XIX, foi caracterizada por meio da importação e adaptação de estilos arquitetônicos europeus à
realidade peruana, como um resultado da arquitetura original. A utilização de sistemas de construção, como a
quincha, além de ornamentações de iconografia andina propiciaram à arquitetura colonial uma identidade peruana
própria. Dois dos exemplos mais conhecidos do Renascimento são a Catedral de Cuzco e a Igreja de Santa Clara,
também em Cusco.[122] Após este período, a mistura cultural alcançou sua expressão mais rica no estilo
barroco.[122][123]

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O barroco, marcado como o período onde a arquitetura do país teve uma maior
visibilidade, inspirou diversas construções em todo o país. A Basílica Menor e
Convento de São Francisco o Grande, a Catedral de Cajamarca e a fachada da
Universidade Nacional de San Antonio Abad de Cusco e, em geral, as igrejas de San
Agustin, Santo Domingo e San Francisco, em Arequipa, são as principais
representantes deste período.[124][125] As guerras de independência formaram a
maior contribuição para a interrupção do barroco como estilo arquitetônico, com o
neoclassicismo de inspiração francesa preenchendo esta lacuna.[126] O século XX
foi caracterizado pelo ecletismo, em oposição ao funcionalismo construtivo. O
exemplo mais significativo é o Plaza San Martin, em Lima.[124]

Esportes Palácio de Torre Tagle em


Lima
O esporte mais popular no Peru é o
futebol. A seleção peruana se classificou
para cinco Copas do Mundo FIFA (1930, 1970, 1978, 1982 e 2018) tendo
como melhor colocação o sétimo lugar em 1970. A seleção peruana ganhou
duas Copa América em 1939 e 1975. Os principais clubes de futebol são o
Universitario de Deportes, Alianza Lima, Sporting Cristal da capital Lima e
Cienciano de Cuzco, mesmo não tendo um título nacional, o Cienciano
ganhou o status de grande porque ganhou a copa sul-americana de 2003.
Festividades no Estádio Nacional do
Peru antes da final da Copa O Universitario de Deportes é o clube de futebol do país mais bem
América de 2004 sucedido sendo o maior campeão nacional, em 1972 o Universitario de
Deportes chegou a final da Libertadores contra o Independiente onde foi
vice, essa marca só foi alcançada de novo por um time peruano na
Libertadores de 1997, onde o Sporting Cristal chegou a decisão contra o Cruzeiro Esporte Clube, sendo vice. O voleibol
é o segundo esporte mais popular do país. Praticado principalmente pelas mulheres; nos Jogos Olímpicos de 1988 a
seleçao feminina de voleibol ganhou a medalha de prata. Outro resultado expressivo é o vice-campeonato conquistado
no Mundial de Voleibol Feminino de 1982, realizado no país. No tênis, seu melhor jogador foi Luis Horna, nº 33 do
mundo em simples e nº 15 em duplas[127]

Feriados

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Data Nome em português Nome local Observações


1 de janeiro Ano Novo Año Nuevo
Março/abril Semana Santa Semana Santa
1 de maio Dia do Trabalho Día del Trabajo
2° Domingo de maio Dia das Mães Día de la Madre
7 de junho Dia da Bandeira Día de la Bandera
3° Domingo de junho Dia dos Pais Día del Padre
29 de junho São Pedro e São Paulo San Pedro y San Pablo
28 e 29 de julho Festas Pátrias Fiestas Patrias
30 de agosto Santa Rosa de Lima Santa Rosa de Lima Padroeira do Peru
8 de outubro Combate Naval de Angamos Combate Naval de Angamos
1 de novembro Dia de todos os santos Día de todos los santos
2 de novembro Dia dos Fiéis Defuntos Día de los Fieles Difuntos Finados
8 de dezembro Dia da Imaculada Conceição Día de la Inmaculada Concepción
25 de dezembro Natal Navidad

Ver também
Lista de Estados soberanos
Lista de Estados soberanos e territórios dependentes da América

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Leitura adicional

Cuadros Anuales Históricos (http://www.bcrp.gob.pe/estadisticas/cuadros-anuales-historicos.html) (em


castelhano). Banco Central de Reserva
Instituto Nacional de Estadística e Informática. Perú: Perfil de la pobreza por departamentos, 2004–2008 (em
castelhano). Lima: INEI, 2009.
Concha, Jaime. "Poetry, c. 1920–1950" (em inglês). In: Leslie Bethell (ed.), A cultural history of Latin America.
Cambridge: University of Cambridge, 1998, pp. 227–260.
MARIÁTEGUI, José Carlos. 7 ensaios de interpretação da realidade peruana. 2.ed. São Paulo: Expressão
Popular, 2010. 330p. (Coleção Pensamento social latino-americano) ISBN 9788577430642.

Ligações externas
Peru (http://www.britannica.com/nations/Peru) (em inglês). Encyclopædia Britannica
Peru (https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/pe.html) no The World Factbook (em
inglês)
Peru (https://dmoztools.net/Regional/South_America/Peru) no DMOZ (em inglês)

Wikimedia Atlas of Peru (em inglês)


Portal do Governo do Peru (http://www.peru.gob.pe/) (em castelhano)

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