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5ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS

DA BAHIA
PROCESSO Nº 0016151-38.2014.8.05.0001
EMBARGANTE: BANCO ITAUCARD S.A.
EMBARGADA: ANGELA PEREIRA DOS SANTOS RODRIGUES

DESPACHO

Considerando os embargos de declaração opostos no evento nº 54,


observo que houve erro material na anexação do arquivo, evento nº 49, na medida em
foi anexado acórdão do julgamento do Recurso Inominado estranho aos presentes autos.

Assim, corrigindo o equívoco apontado, determino o


desentranhamento do acórdão contido no evento nº 49, anexando-se nesta oportunidade
o acórdão correto.

Salvador-Ba, 28 de abril de 2015.

Rosalvo Augusto Vieira da Silva


Juiz Relator

COJE – COORDENAÇÃO DOS JUIZADOS ESPECIAIS


TURMAS RECURSAIS CÍVEIS E CRIMINAIS

PROCESSO Nº 0016151-38.2014.8.05.0001
CLASSE: RECURSO INOMINADO
RECORRENTE: ANGELA PEREIRA DOS SANTOS RODRIGUES
RECORRIDO: BANCO ITAUCARD S.A.
JUIZ PROLATOR: ADRIANO AUGUSTO GOMES BORGES
JUIZ RELATOR: ROSALVO AUGUSTO VIEIRA DA SILVA

EMENTA
RECURSO INOMINADO. COBRANÇA DE PRODUTO (SEG.
PROTEÇÃO AP.) PELA ADMINISTRADORA DE CARTÃO DE
CRÉDITO SEM PROVA DA CONTRATAÇÃO PELA
CONSUMIDORA. SENTENÇA QUE JULGOU
IMPROCEDENTE A PRETENSÃO DEDUZIDA. ATUAÇÃO
ILÍCITA ATESTADA PELO CONJUNTO PROBATÓRIO.
PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO PARA CONDENAR
O RECORRIDO AO PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS, CONFIGURADOS NA HIPÓTESE,
DETERMINANDO, AINDA, A RESTITUIÇÃO, EM DOBRO,
DOS VALORES DESCONTADOS INDEVIDAMENTE.
ACÓRDÃO
Realizado julgamento do Recurso do processo acima epigrafado, a
QUINTA TURMA, composta dos Juízes de Direito, WALTER AMÉRICO CALDAS,
EDSON PEREIRA FILHO e ROSALVO AUGUSTO VIEIRA DA SILVA decidiu, à
unanimidade de votos, CONHECER e DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso
interposto pela Recorrente, ANGELA PEREIRA DOS SANTOS RODRIGUES,
para, reformando integralmente a sentença hostilizada, condenar o Recorrido,
BANCO ITAUCARD S.A., a lhe pagar a importância de de R$ 4.000,00 (quatro
mil reais), a título de indenização por danos morais, com correção monetária a partir
do julgamento do recurso, momento que se deu a condenação, e juros, incidentes a
partir da citação, seguindo entendimento da jurisprudência, o qual sofreu abalo pelo
julgamento do REsp 903258, por não ter efeito vinculante, não tendo o voto da Ministra
Maria Isabel Gallotti pacificado o assunto nem mesmo na ocasião do julgamento pela 4ª
Turma do STJ, onde o Ministro Luis Felipe Salomão votou divergente, determinando,
ainda, a devolução, em dobro, dos valores indevidamente lançados em fatura de cartão
de crédito e efetivamente pagos pela consumidora sob a denominação “seg. Proteção
ap.”. Não se destinando a regra inserta na segunda parte do art. 55, caput, da Lei
9.099/95, ao recorrido, mas ao recorrente vencido, deixo de condenar a parte autora ao
pagamento de custas e honorários advocatícios.

Salvador-Ba, Sala das Sessões, 10 de novembro de 2014.

JUIZ WALTER AMÉRICO CALDAS


Presidente

JUIZ ROSALVO AUGUSTO VIEIRA DA SILVA


Relator