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Escola Estadual Prof Anísio Teixeira

A ORIGEM E OS PROGRAMAS DOS PARTIDOS POLÍTICOS.

GABRIEL PEREIRA DO NASCIMENTO


KEVIN JOSE PAIVA RIBEIRO
JHONNY ERIK DE SÁ CÂMARA
ARIEL HIAGO BARBOSA DA COSTA
JARDEL LUCAS DE ARAÚJO MOURA

3° ANO “C” VESPERTINO


PROFESSOR: AUGUSTO

NATAL (RN)
DEZEMBRO/ 2017
ORIGEM DOS PARTIDOS POLÍTICOS

Conforme Maurice Duverger, os partidos políticos nasceram e se desenvolveram


ao mesmo tempo em que os processos eleitorais e parlamentares. Apareceram
primeiramente sob a forma de comitês eleitorais, encarregados não só de dar ao
candidato o patrocínio de notabilidades, como de reunir os fundos necessários à
campanha.

Historicamente, os partidos políticos começaram a surgir na Inglaterra, no século


XVI, como centros de polarização de forças, e só no século XVII se definem
precisamente.

Surgiram estes decorrentes da busca de modo de aprimoramento da democracia


representativa, principalmente de aumentar o grau de democracia no sistema.
Com esse objetivo, surgiu associado a Hans Kelsen, um modelo que, em tese,
acentuaria a influência dos eleitores sobre o governo. Ela daria a estes não só a
escolha dos governantes, mas igualmente das linhas mestras que poriam em
prática. Trata-se da "democracia pelos partidos".

É esse esquema em torno do partido. Mas de um tipo de partido baseado num


programa de governo (realizável), ao qual disciplinadamente adeririam os seus
militantes e candidatos, de tal sorte que, uma vez eleitos, o poriam em prática.
Tal partido seria um agente "constitucional de formação da vontade do Estado".

A disputa eleitoral se feriria entre partidos, de modo que o eleitor escolheria entre
os programas destes e daria o voto ao que mais lhe agradasse. A vitória de um
partido significaria então, em primeiro lugar, a definição do programa do governo,
e, apenas secundariamente, a escolha dos governantes. Com isso, o povo se
governaria porque elegeria os governantes e igualmente a orientação deles, a
política de governo.

Essa proposta inverte o sinal que a doutrina democrática, desde Rousseau,


conferia aos partidos. Era esse papel negativo, vistos os partidos como fatores
de divisão, como servidores de interesses particulares em conflito com o
interesse geral, como instrumentos de corrupção; passa a positivo, encarados
os partidos como elementos imprescindíveis à democracia.

Desde então se aceitou pacificamente a doutrina da oposição na política, isto é,


a doutrina clássica da democracia, segundo a qual os inimigos do governo não
são rebeldes ou inimigos do Estado, porém simples oposicionistas, cujos direitos
devem ser respeitados.

Com o desenvolvimento das técnicas de representação proporcional, houve uma


tendência à pulverização dos partidos políticos que mais de apresentavam
sólidos e consistentes, naqueles países que aceitavam as bases do sistema
majoritário, à maneira e exemplo da Inglaterra (onde havia dois grandes partidos:
o Partido Conservador e o Partido Liberal, mais tarde, Partido Trabalhista).
Surgiram então, simultaneamente com essa pulverização da vida partidária,
inúmeros nomes representativos das novas forças de opinião nacional.